PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, março 15, 2012

GOVERNO DILMA [In:] BASE DE APOIO COM RACHADURAS


APÓS TROCA DE LÍDERES, DILMA PERDE APOIO DO PR NO SENADO



UM DIA APÓS CONCLUIR TROCA DE LÍDERES, DILMA PERDE BANCADA DO PR NO SENADO
Autor(es): CHRISTIANE SAMARCO, JOÃO DOMINGOS
O Estado de S. Paulo - 15/03/2012

Contra-ataque. Senadores da sigla, insatisfeitos com a indefinição no Ministério dos Transportes e com a substituição de Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM), anunciam fim do compromisso com o governo, que decide adiar votações decisivas


Menos de 24 horas depois de inflamar a base aliada com a troca dos líderes do governo no Senado e na Câmara, a presidente Dilma Rousseff perdeu os votos dos sete senadores da bancada do PR no Senado, um prejuízo equivalente a quase 10% dos 81 senadores, que em tempos de crise e insatisfação com o governo podem ser decisivos em qualquer votação de interesse do Planalto no Congresso.

"Ministra, nós temos uma decisão que vou comunicar agora. Nós, do Senado, não queremos mais negociar com o governo. Nossa posição é não mais apoiar nem acompanhar o governo no dia a dia", disse por telefone o líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), até então cotado para a pasta dos Transportes, à Ideli Salvatti (Relações Institucionais), ontem, precisamente às 17h40. "Estamos há nove meses conversando. Cansei. "PT saudações"."

A frase de Maggi resume o sentimento dos parlamentares diante dos recentes movimentos da presidente. Duas horas depois de se reunir com os presidentes e líderes de partidos aliados para se apresentar como o novo negociador do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) sentiu o peso da dificuldade de apagar os incêndios do governo.

"Vocês resolvem a vida de todo mundo e não resolvem a nossa", continuou Maggi, que esteve pela manhã com a ministra para cobrar uma definição do governo em relação ao Ministério dos Transportes, tirado do PR em julho. A insatisfação é tanta que o PR estendeu sua revolta à eleição para a Prefeitura de São Paulo. Descartou uma chapa com Fernando Haddad (PT).

"Vamos ver em cada Estado como vai ficar o PR. Vamos desembarcar em São Paulo para tratar disso, porque todos os partidos lá nos querem", disse o presidente da legenda, Alfredo Nascimento (AM), ex-ministro, que foi titular do primeiro ministério a ser "faxinado" e inimigo político de Braga, escolhido por Dilma para "pacificar" a base. Ele disse que sem os instrumentos do governo a estratégia de sobrevivência do partido tem de ser montada agora. "Chega. Ninguém aqui é moleque. Sempre demos liberdades às regionais, mas agora vamos intervir", disse, deixando claro que não haverá mais ajuda ao PT nos municípios.

Além de rebeliões e rompimentos, o preço pago pelo governo pode ser também uma maior lentidão do Congresso na votação de projetos importantes. O Código Florestal, por exemplo, só será posto em pauta depois da Rio+20, a conferência das Nações Unidas para a sustentabilidade, que será realizada em junho. A Lei Geral da Copa foi guardada para a semana que vem. "Até que choques políticos dos últimos dias passem", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ele se referia à operação de troca de líderes do governo, considerada por todos os partidos da base aliada como "inoportuna" e "truculenta".

Novo time. No lugar de Romero Jucá (PMDB-RR), Dilma nomeou o senador Eduardo Braga. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi substituído por Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Um auxiliar da presidente prevê dias difíceis nas negociações. Jucá e Vaccarezza são qualificados como "duas cobras criadas", que poderão causar problemas nas votações e debates. Contam com forte liderança sobre as bancadas de todos os partidos, pois comandaram negociações complicadas que lhes renderam dividendos. Vaccarezza é desafeto da ministra Ideli Salvatti.

Em todos os partidos há críticas quanto ao estilo de Dilma de se relacionar com o Congresso. Alguns chegam a dizer que ela não sabe fazer política. Para um líder da base, as feridas vão cicatrizar e as diferenças serão consertadas. O problema, lembra ele, é a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Essa, todos duvidam de que vá mudar.

"Desastre". A substituição de Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) por Pepe Vargas é considerada um "desastre" pelos parlamentares do PT. Acontece que ao levar Vargas para o ministério Dilma tirou o PT da Prefeitura de Caxias do Sul.

Vargas era o favorito para vencer a eleição e já tinha fechado aliança com o PP, forte na cidade. Sem ele, o PP vai apoiar o PC do B. Ao contrário do que aconteceu com a substituição de Luiz Sérgio (Pesca) pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a entrada de Vargas não foi feita para abrir espaço a um novo partido aliado.

Collor. A presidente Dilma também recebeu um recado do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL). "O diálogo precisa ser reaberto. É fundamental que o Planalto ouça esta Casa e ouça a Casa ao lado. Digo isso com a experiência de quem, exercendo a Presidência, desconheceu a importância fundamental do Senado e da Câmara para o processo democrático e de governabilidade. O resultado desse afastamento meu redundou no meu impeachment."

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

15 de março de 2012

O Globo


Manchete: Partidos se unem para liberar candidatos com 'conta suja'

Ação propõe que políticos com gastos de campanha reprovados possa disputar eleição

Numa união insólita entre partidos governistas e de oposição, representantes de 18 legendas decidiram pedir ao Tribunal Superior Eleitoral que libere candidaturas de políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas no último pleito. O TSE decidiu barrar os registros desses políticos, numa iniciativa que reforça a Lei da Ficha Limpa. O primeiro a recorrer da decisão foi o PT. Ontem, partidos como PMDB, DEM, PSDB e PP assinaram uma moção de apoio aos petistas e vão levar o caso ao TSE. Em apenas 3 estados - Rio, São Paulo e Minas -, 1.756 políticos tiveram contas reprovadas e estariam impedidos de concorrer. Os dirigentes partidários dizem que a proposta não prejudica a adoção da Ficha Limpa. Para especialistas, o TSE não deve ceder à pressão dos partidos, sob pena de prejudicar a lisura do pleito. (Págs. 1 e 3)

Dilma não fará reforma trabalhista

Em reunião com as centrais sindicais, a presidente Dilma Rousseff disse que não faria mudanças para permitir, por exemplo, trabalho por hora. (Págs. 1 e 24)

Poupança: juro pode cair abaixo de 6%

O governo prepara mudanças para as cadernetas em que os novos depositantes terão juros abaixo de 6% ao ano mais Selic, e não mais a TR. (Págs. 1 e 21)

EUA suspendem taxação sobre a laranja brasileira (Págs. 1 e 25)


Base aliada suspende votações no Congresso

Em meio ao clima de insegurança, depois que a presidente Dilma trocou seus líderes no Congresso, a base aliada suspendeu a votação de projetos como o Código Florestal e a Lei Geral da Copa. Há medo de traições e de derrota. O PR no Senado anunciou que virou oposição porque não conseguiu de volta a pasta dos Transportes. (Págs. 1, 10 e 11)

MEC admite muito atraso em creches

O ministro Aloizio Mercadante disse que só 7% das unidades previstas em programa federal funcionam. Ele anunciou também mudanças no Enade, avaliação do ensino superior, para evitar fraudes. (Págs. 1 e 13)

Plataformas: 4 acidentes a cada dia

Na Bacia de Campos, onde a plataforma SS-39 adernou anteontem, ocorreram quatro acidentes por dia no ano passado, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense. (Págs. 1 e 23)

TCU vê falta de transparência no Itamaraty

O Tribunal de Contas da União apontou falhas em contratos, gastos e prestação de contas de representações diplomáticas. Para o TCU, o Itamaraty é pouco transparente. (Págs. 1 e 12)

Americanas.com na mira da Justiça de Rio e São Paulo (Págs. 1 e 27)


CML investiga "enxoval" de recruta no IME

Por ordem do general Adriano Pereira Junior, chefe do Comando Militar do Leste (CML), uma sindicância já está investigando exigências do IME a recrutas, como "enxovais" que incluem até rolo de papel higiênico. (Págs. 1 e 17)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Governo cede à base e aceita veto a bebida na Copa-2014

Para evitar derrota no Congresso, Planalto recua de acordo com a Fifa

Diante de possível derrota na votação da Lei Geral da Copa na Câmara, o governo cedeu à pressão da base aliada e aceitou retirar da proposta a liberação de bebida alcoólica nos estádios.

O texto com a alteração, exigida pela bancada evangélica, deve ser votado na semana que vem - depois seguirá para o Senado. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)

Haddad promete acabar com taxa de inspeção veicular

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse que, se eleito, vai extinguir a taxa de inspeção veicular.

A promessa foi interpretada como uma "vacina" contra futuras críticas pela criação na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) de taxas de lixo e iluminação. (Págs. 1 e Poder A8)

Vera Magalhães: Lula entra na campanha da Prefeitura de SP

Em recuperação de uma infecção pulmonar, o ex-presidente Lula voltou à atividade política. Ele telefonou para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar do apoio do PSB à campanha de Fernando Haddad em São Paulo. (Págs. 1 e Poder A4)

USP está entre as 70 mais importantes do mundo

A USP está entre as 70 instituições de ensino superior com melhor reputação no mundo, segundo o ranking britânico THE, um dos índices mais importantes de avaliação de universidades. No ano passado, a instituição paulista não figurava na lista das cem melhores.

Agora, está na faixa entre o 61° e o 70º lugar e é a única da América Latina. Segundo o THE, a universidade se beneficiou do bom momento econômico do país. Para o reitor João Grandino Rodas, a USP está no caminho certo, mas não pode se acomodar. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Panes em série levam caos a linhas de trem e metrô de SP

Uma sucessão de panes no trem e no metrô de São Paulo atingiu 200 mil usuários e provocou confusão.

Com as falhas, a velocidade dos trens teve de ser reduzida. Houve acúmulo de passageiros nas plataformas, e filas se formaram do lado de fora das estações. Sindicatos apontam falta de investimento no setor. As empresas afirmam que os problemas foram pontuais. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Professores fazem paralisação para cobrar aplicação do piso nacional (Págs. 1 e Cotidiano C7)


Governo quer desonerar folha de pagamento da indústria (Págs. 1 e Poder A9)


Editoriais

Leia "Poupança em xeque", sobre efeitos da queda na taxa básica de juros; e "Sabor autoritário", a respeito da proibição a cigarros aromatizados. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Após troca de líderes, Dilma perde apoio do PR no Senado

'Cansei. PT saudações', diz o líder do partido, Blairo Maggi; rebelião atrasa votação de projetos importantes

Menos de 24 horas depois de inflamar a base aliada com a troca de líderes no Congresso, a presidente Dilma Rousseff perdeu o voto dos sete senadores do PR no Senado, um prejuízo equivalente a quase 10% dos 81 senadores. "Nossa posição é não mais apoiar nem acompanhar o governo no dia a dia", disse o líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), até então cotado para o Ministério dos Transportes, à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). “Estamos há nove meses conversando. Cansei. 'PT saudações'." Com a rebelião na base, a votação de projetos importantes, como o novo Código Florestal e a Lei Geral da Copa, deve demorar “até que choques políticos dos últimos dias passem", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). (Págs. 1 e Nacional A4)

Blairo Maggi
Líder do PR no Senado

"Nós, do Senado, não queremos mais negociar com o governo. Vocês resolvem a vida de todo mundo e não resolvem a nossa". (Pág. 1)

Ministra articulou mudança

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foi uma das idealizadoras da troca de líderes no Congresso, considerada um desastre pelos partidos aliados. Eles se queixam de que Ideli tem sido intransigente. (Págs. 1 e Nacional A4)

BB e Caixa vão baixar tarifas para pressionar banco privado

Bancos públicos estão acertando com o governo detalhes de uma ação agressiva para tentar tirar clientes dos concorrentes. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que detêm 30% do mercado, querem atrair contas e, principalmente, operações de crédito. Para isso, prometem tarifas e taxas de juros ainda mais baixas. O governo pretende, além de incentivar o crédito para acelerar a atividade econômica, criar mais concorrência no sistema bancário. (Págs. 1 e Economia B1)

Foto legenda: Um dia difícil no metrô

Na estação Barra Funda, passageiros aguardam para embarcar, em meio a uma das quatro panes no metrô e nos trens da CPTM pela manhã; as empresas dizem que as falhas estão em níveis aceitáveis, mas reconhecem que a superlotação eleva o impacto. (Págs. 1 e Cidades C1)

General critica processo por desaparecidos e vê 'revanchismo'

Líder do manifesto dos militares da reserva com críticas a integrantes do governo que contestam a Lei de Anistia, o general Marco Antonio Felício criticou a decisão do Ministério Público de denunciar o coronel Sebastião Curió por crimes no Araguaia. Felício disse a repórter Tânia Monteiro que a comissão da verdade será “a comissão do revanchismo e da inverdade". (Págs. 1 e Nacional A12)

MEC muda Enade para evitar fraudes

O MEC alterou as regras do próximo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A mudança vem após denúncia feita pelo Estadão.edu de que a Unip usava artifícios para melhorar a nota da instituição. (Págs. 1 e Vida A27)

Procon bloqueia vendas de três dos maiores sites (Págs. 1 e Economia B17)


Barack Obama e David Cameron

Relação duradoura

A aliança entre EUA e Grã-bretanha é uma parceria de corações unidos. Contamos um com o outro e o mundo conta com a nossa união. (Págs. 1 e Visão Global A20)

Celso Ming

Sobrou para o gavião

Mantega disse que às vezes atira no urubu e pega também o gavião. Algumas medidas do governo tendem a causar mais estragos em vez de curar. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações

O governo e a guerra dos portos

A guerra dos portos adotada por governadores resulta no solapamento da indústria nacional. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Carta aberta à Unesco

Srs. Carlos Sambrício e Luís Maria Calvo

Ao criar Brasília, Lucio Costa idealizou uma cidade democrática, onde os cidadãos pudessem circular sem barreiras, grades ou muros. O projeto inovador a transformou em um ícone da arquitetura moderna e levou a Unesco à concessão, 25 anos atrás, do título que muito nos orgulha. Hoje, o Correio aponta abusos que ameaçam a concepção original da capital da República. E faz um apelo aos senhores: durante essa visita, voltem seus olhares para os problemas que tanto nos atormentam. Mas, acima de tudo, ajudem a mobilizar a sociedade e o governo para preservar esse patrimônio que não é só nosso, mas de toda a humanidade. (Págs. 1, 27 e 28)

PR deixa base aliada e fará oposição (Págs. 1, 2 e 3)


Confusão total na Lei da Copa

Mal-entendido entre governo e base aliada retira bebida alcoólica do texto, votação é adiada e Planalto convoca reunião. Ministro do Esporte entra em cena e avisa: o país se comprometeu com a venda desses produtos. (Págs. 1 e Super Esportes, 5)

Enade amplia avaliação dos universitários (Págs. 1 e 12)


Servidores: Aumento? Só para a chefia

Enquanto o governo fecha o cofre para a categoria, a Secretaria Nacional do Tesouro arruma brechas para engordar os salários das chefias. Há gente embolsando R$ 51 mil mensais. (Págs. 1 e 14)

Contravenção: Cachoeira na mira de Gurgel

Procurador-geral da República vai investigar relações do senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira. A PF indiciou o bicheiro e mais 81 pessoas por envolvimento com jogos ilegais. (Págs. 1 e 4)



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Valor Econômico


Manchete: IOF já afeta fluxo cambial e custo de exportador sobe

O cerco promovido pelo governo aos ingressos de recursos externos elevou o custo de financiamento dos exportadores que recorrem ao Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), reduziu a entrada de dólares em algumas linhas alvos da elevação do IOF e estimulou a procura de formas de burlar o imposto. Por exemplo, os bancos locais "desenterraram" um modelo de operação de financiamento às exportações regulamentado em 1975, pela Lei 6.313, a Cédula de Crédito à Exportação ou Nota de Crédito à Exportação.

Dois movimentos reforçaram a demanda por ACCs que acabaram aumentando seu custo. Um deles é o temor de que novas medidas acabem impondo restrições a essa linha. O outro é a desvalorização do real, que atrai mais operações. Entre janeiro e fevereiro, o movimento de ACCs foi de US$ 6,9 bilhões, com uma média diária de US$ 168 milhões. Na segunda semana de março, a média subiu para US$ 284 milhões. (Págs. 1 e C14)

Dilma exige preço menor de energia

A presidente Dilma Rousseff quer uma redução de dois dígitos nas tarifas de energia para oficializar a decisão, já praticamente tomada, de prorrogar as concessões de energia elétrica que expiram a partir de 2015.

Algo entre 6% e 7% da conta de luz se refere ao uso da rede de transmissão. Para evitar a criação de distorções no preço da energia vendida livremente pelas geradoras no mercado, uma das alternativas em estudo é que as usinas continuem vendendo pelo mesmo valor. A diferença entre o preço de venda e o custo de geração, já descontados os investimentos amortizados, seria alocada para bancar os R$ 7 bilhões por ano que os consumidores finais pagam pelo uso da rede. (Págs. 1 e A3)

Venda casada de seguros na mira do Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) investigue a prática de venda casada pela qual o Banco do Brasil só estaria concedendo crédito rural se o produtor adquirir o seguro rural. Advogados do BB e da Mapfre, que se associou ao banco estatal, negaram a prática.

A SDE também vai apurar se as resseguradoras estão cobrando taxas indevidas de corretagem em seguros obrigatórios e burlando a restrição para transferências de risco entre empresas do mesmo grupo. (Págs. 1 e C7)

Múltis sentem pressão dos salários na Ásia

Mais governos asiáticos estão pressionando empresas a aumentar os salários como forma de evitar conflitos trabalhistas, o que pode levar a um salto nos custos industriais de multinacionais - e nos preços dos produtos que elas vendem em todo o mundo. Essas companhias, que já começaram a enfrentar custos trabalhistas mais altos na China, viram a pressão intensificar-se também em países do Sudeste Asiático que pareceram alternativas para empresas que buscam escapar do aumento de custos chineses. (Págs. 1 e B9)

Poluição do ar volta a ser uma ameaça para Cubatão

Vinte anos após receber da ONU o "selo verde" como símbolo de recuperação ambiental, Cubatão (SP) volta a ser ameaçada pela poluição. Congestionamentos recorrentes de caminhões e o avanço das atividades de apoio à operação portuária na cidade elevaram a emissão de material particulado no ar. A ameaça é menos intensa que no passado, quando a cidade foi classificada como a mais poluída do mundo e os níveis de emissões de seu polo industrial chegaram a 363 mil toneladas ao ano, quase mil toneladas por dia.

Cubatão é a única cidade cortada pelas quatro rodovias do sistema Anchieta-Imigrantes. Com o aumento do comércio exterior e praticamente a mesma infraestrutura de acesso à região, os congestionamentos se tornaram rotina. O tráfego de caminhões chegou a 6,7 milhões no ano passado e é sobre rodas que 85% das cargas movimentadas chegam ao porto de Santos. (Págs. 1 e A16)

Empresas ainda buscam virada no Supremo

O setor empresarial tenta uma última estratégia no Supremo Tribunal Federal (STF) na disputa bilionária sobre a tributação do lucro de controladas no exterior. Está na pauta de julgamento de hoje na Corte a ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) contestando essa cobrança. Faltando apenas um voto, o do ministro Joaquim Barbosa, o placar favorece a União. Diante desse cenário, a CNI pedirá ao Supremo que decida, primeiro, um outro processo sobre o mesmo assunto, envolvendo a Embraco. A intenção é testar a atual composição do Supremo - quatro cadeiras foram alteradas desde que a votação começou, uma década atrás. Somente a Vale discute a tese em processos que somam R$ 30,5 bilhões. Se saírem derrotadas na ação da CNI, as empresas insistirão em outro argumento: o de que a cobrança é proibida por tratados internacionais de bitributação. (Págs. 1 e E1)

Foto legenda: No poder

Eleito ontem presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto é um dos ministros mais rigorosos com os políticos na história recente da Corte e pode comandar o julgamento do mensalão. Natural de Propriá (SE), é conhecido também pelos votos com versos e trocadilhos. (Págs. 1 e A7)

Crédito continua escasso em Portugal e na Espanha (Págs. 1 e B9)


Mudança nas regras da poupança fica para 2013, a fim de evitar ano eleitoral (Págs. 1 e C9)




Wen Jiabao adverte conservadores sobre necessidade de reforma política na China (Págs. 1 e Al3)


'Lei Seca' na Copa

O relator da Lei Geral da Copa, Vicente Cândido (PT-SP), vai retirar de seu parecer a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios durante o evento. Segundo o deputado, o governo teria "mudado de posição". (Págs. 1 e A6)

Seae vê concentração em exames

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, emitiu parecer recomendando a aprovação, com restrições, da fusão entre a Dasa e a rede de laboratórios MD1. (Págs. 1 e B4)

Viracopos terá projeto holandês

A holandesa Naco foi escolhida pelo consórcio Aeroportos Brasil para realizar o projeto de Viracopos, em Campinas (SP). O plano geral ainda não está definido, mas prevê um terminal ferroviário de passageiros. (Págs. 1 e B6)

Carros importados desaceleram

As vendas de automóveis das importadoras independentes caíram 8,2% no mês passado, em relação a janeiro, e 12,3% na comparação anual. No momento, as empresas consomem as últimas unidades importadas no ano passado, ainda com IPI menor. (Págs. 1 e B7)

Braskem aposta em plástico verde

A Braskem, braço petroquímico do grupo Odebrecht, deve submeter ao conselho de administração um projeto para construção de uma fábrica de polipropileno verde. Os investimentos iniciais estão estimados em R$ 170 milhões, diz o presidente da empresa, Carlos Fadigas. (Págs. 1 e B8)

EUA retiram sobretaxa no suco

Os EUA anunciaram ontem o fim das medidas antidumping contra o suco de laranja brasileiro. Embora positiva, a medida é praticamente simbólica e não terá impacto significativo nas exportações. (Págs. 1 e B11)

Mercosul e as commodities

Estudo da consultoria Bain & Company prevê que, até 2050, Brasil, Argentina e Paraguai vão duplicar a produção conjunta de soja, açúcar, trigo, arroz e milho, para 522 milhões de toneladas, o que deverá representar 15% do total mundial. (Págs. 1 e B12)

Ideias

Ribamar Oliveira

Valorização do magistério deve ser prioridade nacional, mas compatível com o equilíbrio das contas públicas. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Raghuram Rajan

Os parlamentares parecem realmente importar-se mais com seus eleitores de menor renda do que no passado. (Págs. 1 e A15)

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quarta-feira, março 14, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ''CADÊ O GATO?'' *

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(*) Cantigas de rodas do ''século passado".

"Cadê o toucinho daqui?/
-- O gato comeu ! /
Cadê o gato?
-- Foi prô mato!
Cadê o mato?
-- Fogo acabou!
(...)".
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INDÚSTRIA BRASILEIRA [In:] ''QUO VADIS" ?


'Brasil tem novo paradigma: crescer sem a indústria'



Autor(es): Por Joe Leahy | Financial Times, de São Paulo
Valor Econômico - 14/03/2012

Quem quer que tenha lido os jornais brasileiros na segunda-feira merece perdão por ter experimentado uma sensação de "déjà vu". Mais um vez o governo aumentou sua temida IOF, o imposto sobre as transações cambiais, desta vez para empréstimos internacionais contraídos por empresas brasileiras e com vencimento em até cinco anos.

O IOF e outras medidas do governo para impedir a valorização do real em comparação ao dólar, são bastante complexos. Mas a intenção é simples: proteger a indústria brasileira, uma vez que o real forte encoraja uma enxurrada de importações para o país.

Ou, nas palavras da presidente Dilma Rousseff, a política monetária frouxa dos Estados Unidos e da Europa criou um "tsunami" de dinheiro barato cuja principal vítima é o setor industrial brasileiro. É uma ameaça tão grave, aos olhos do governo, que o Brasil corre o risco de ser lançado de volta à idade das trevas, antes da industrialização que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, quando sua economia era pouco mais que uma mina e uma fazenda gigantes.

Certamente o Brasil está sofrendo o que está se transformando em uma recessão prolongada que atingiu o coração da indústria pesada. A produção industrial registra uma queda de quase 6% em relação ao pico alcançado em março do ano passado.

Mas será que isso significa o fim da história de crescimento econômico do Brasil? Não. Na verdade, um novo paradigma está surgindo no Brasil - crescer sem o setor industrial.

Qualquer um que visitar o país verá poucos sinais de uma recessão industrial. Restaurantes, shopping centers e bares estão cheios. Os preços continuam muito altos e regularmente os brasileiros aparecem em pesquisas como um dos povos "mais felizes" do mundo. As taxas de desemprego estão em patamares recordes de baixa.

Enquanto os preços das commodities permanecerem altos, o Brasil poderá pagar pelo boom do consumo doméstico, que está sendo conduzido por milhões de tomadores de empréstimos de sua nova classe média. O problema para as empresas do setor industrial é que essas pessoas estão consumindo mais e mais produtos importados, daí o crescimento sem uma indústria dinâmica.

Além da retórica da presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda Guido Mantega, que cunhou o termo "guerra cambial" para a batalha do país contra o dólar e o euro fracos, estão tendências estruturais de longo prazo que exigirão mais do Brasil do que apenas manipular o câmbio para garantir a sobrevivência de sua indústria no longo prazo.

A economia da China, o maior parceiro comercial do Brasil, pode estar diminuindo o ritmo, mas ainda se espera um crescimento relativamente elevado a partir de uma base grande. Ela continuará tragando as exportações brasileiras de soja, minério de ferro e outras commodities pelos próximos anos, dando suporte ao câmbio do país. Nas próximas décadas, o Brasil também vai aumentar a produção de petróleo com suas enormes descobertas offshore, o que transformará o país em um grande produtor e exportador de petróleo, fortalecendo ainda mais o real.

O outro desafio no longo prazo é como melhorar a competitividade da indústria brasileira. A valorização do real tornou muitos setores praticamente redundantes diante das importações baratas de países como a China.

O Brasil não é o primeiro país a enfrentar esses desafios. Outras nações ricas em commodities, como a Austrália, já tiveram que abandonar setores não competitivos e mudar para economias mais baseadas nos serviços, recapacitando trabalhadores redundantes ao longo do caminho.

Mas para o Brasil, essa transição é potencialmente muito mais dolorosa. Enquanto país em desenvolvimento e economia continental, a sexta maior do mundo, o Brasil precisa que os setores competitivos forneçam trabalho para milhões e trabalhadores pouco capacitados ou sem capacitação. O país também carece dos recursos disponíveis para os países mais ricos para garantir uma realocação de mão de obra para setores mais competitivos de uma maneira que não seja traumática.

A busca dessa agenda é politicamente difícil, e isso está levando o governo a optar pelo protecionismo, como o do setor automotivo, onde ele está tentando aumentar os impostos sobre as importações e ameaça erguer barreiras contra parceiros comerciais regionais como o México.

Mas, por mais difícil que seja essa transformação, o Brasil terá de fazê-la. No final das contas, ele terá de enfrentar seus velhos demônios - um setor público inchado e improdutivo, níveis baixos de investimentos e poupança e sistemas de ensino fracos. A retórica em Brasília não deveria estar tão centrada na guerra cambial e sim na guerra de produtividade. Será apenas através da melhoria de eficiência que o Brasil concretizará seu sonho de ser uma potência industrial.

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BRASIL e ALEMANHA [In:] TECNOLOGIAS EM COMPARAÇÃO


A tecnologia do Brasil de Dilma na Alemanha de Merkel


Autor(es): Gilberto Lima Jr.
Correio Braziliense - 14/03/2012

Consultor em negócios internacionais, presidente da Going Global Consulting e membro do Conselho do World Trade Center

Hannover, Alemanha, 2001. No emblemático ano da Odisseia, vivi situação no mínimo curiosa envolvendo a imagem do Brasil na Europa. No final de semana que antecedia a participação de uma delegação de empresários brasileiros do setor de software na maior feira de tecnologia da informação do mundo, a CeBIT, em Hannover, resolvemos visitar Berlim. No confortável trem de alta velocidade, a revista de bordo era lida pela maioria dos passageiros, e a matéria de capa era dedicada ao Brasil. Nela constavam duas mulheres muito atraentes, em biquínis minúsculos na praia de Copacabana, posando com copos de caipirinha em mãos.

Numa única foto, vários símbolos identificavam nosso país: a sensualidade da mulher, a beleza de nossas praias e a exótica e apreciada bebida nacional. Todo o conteúdo da matéria girava em torno desses símbolos e limitava-se a tratar do modo de vida despojado, festivo e descomprometido de nosso povo. Indaguei-me sobre tantos outros aspectos não retratados na matéria, como as características culturais, industriais, tecnológicas, comerciais e outras que ajudassem a melhor compreender o Brasil. Conversando com amigos brasileiros em sua maioria executivos de destaque residentes na Alemanha, eles foram unânimes em lamentar a imagem de nosso país no Velho Continente, sempre atrelada à marginalidade, ao futebol, à pobreza e ao carnaval, é claro.

Na feira, acompanhei um empresário do Rio Grande do Sul em visita ao estande de uma empresa alemã voltada ao segmento de automação de clínicas e hospitais, área de atuação deste brasileiro. Após 40 minutos de monólogo no qual o alemão fez a máxima questão de frisar sua tradição, os 5 mil usuários de sua solução, sua competência tecnológica etc., etc., etc., ouvimos a seguinte pergunta: "Então, vocês têm interesse em nos representar no Brasil? Quais são suas qualificações?"

Com muita habilidade, nosso empresário disse ter uma empresa voltada para o desenvolvimento de software na mesma área e que vislumbrava, na verdade, uma parceria entre as duas empresas, visando à comercialização mútua nos mercados latino e europeu. Observamos enorme surpresa de nosso interlocutor, que perguntou em tom de ironia: "Vocês querem me convencer que o Brasil produz software?"

No mesmo instante, aquela revista de bordo e os comentários dos executivos brasileiros vieram a minha cabeça e não hesitei: "Sim, o Brasil não apenas produz software, como tem um mercado superior a US$ 7 bilhões nessa área (na época)".

Lembrei-o que nossa automação bancária era (e ainda é) considerada a melhor do mundo e que não usávamos cédulas de papel nas eleições, mas urnas eletrônicas capazes de coletar e apurar mais de 100 milhões de votos em poucas horas, que nossa declaração de Imposto de Renda era feita via internet em minutos e, tomado por uma brasilidade ainda maior, sem perder o tom diplomático, abri uma revista alemã que trazia uma matéria sobre a modernização da Bolsa de Valores de Frankfurt, com o apoio de uma empresa carioca! Confesso que senti o gostinho brazuca de vê-lo estarrecido. Arrematei ao afirmar que a empresa gaúcha não tinha 5 mil pontos instalados, mas 15 mil usuários de suas soluções no Brasil. Notei o seu espanto e o seu respeito e pudemos ser ouvidos com a atenção merecida.

Onze anos transcorreram e, na semana passada (6 a 10 de março), saltamos da condição de desconhecidos e estereotipados para a condição de país homenageado da CeBIT. Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; das Relações Exteriores; das Comunicações; da Ciência, Tecnologia & Inovação e de dois governadores, sob o
olhar atento da anfitriã, a chanceler alemã Angela Merkel, afirmou que as soluções verde-amarelas auxiliam a competitividade brasileira prestes a alcançar a posição de quinta economia do mundo. Em 2012, o mercado brasileiro deverá crescer acima da média internacional no setor de TI – tecnologias da informação, previsto para 4,6%. Cresceremos 10%, atingindo o investimento de US$ 143,8 bilhões, segundo o Instituto de Pesquisas Gartner.

Em onze anos, saímos de um acanhado estande para um espaço de 1.200 metros quadrados distribuídos em quatro pavilhões. Em vez de uma infinidade de nomes e logos, uma identidade visual única estampava a marca: Brasil IT + conferindo seriedade e profissionalismo à presença brasileira organizada pela Sociedade Softex e apoiada pelos diversos órgãos governamentais brasileiros.

A saga prestigiada por mais de 130 empresas e organizações nacionais, além da Embraer e da Petrobras, não serviu apenas para colocar o Brasil definitivamente no radar mundial como opção das grandes corporações globais na hora de especificar as demandas por sistemas e soluções de informática, gerou US$ 60 milhões em negócios e a certeza de que o mundo mudou. Afinal, em pouco mais de uma década, os termos terceiro mundo ou país subdesenvolvido que nos rotulavam deu lugar à expressão economia emergente e bola da vez.
Talvez seja cedo para afirmar que consolidamos nosso espaço em meio à odisseia da competição global, mas dá gosto verificar que, no país do futebol, a tecnologia também bate um bolão.

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CACIQUES EM PÉ DE GUERRA


TROCA DE LÍDERES NO CONGRESSO AMPLIA CRISE NA BASE DE DILMA


TROCA DE LÍDERES NO CONGRESSO INCENDEIA PMDB E DEIXA ALAS DA BASE DESCONTENTES
O Estado de S. Paulo - 14/03/2012

Tiro no pé. Decisão da presidente Dilma de substituir Jucá (PMDB-RR) e Vaccarezza (PT-SP) não estanca crise nos partidos aliados do governo; para peemedebistas, escolha de Chinaglia ameaça sucessão na Câmara e nomeação de Braga exclui cúpula do partido


Ao promover trocas nas lideranças do governo no Senado e na Câmara, a presidente Dilma Rousseff incendiou parte da cúpula peemedebista, deixou descontentes setores do PR e do PT e não conseguiu, por ora, atingir seu objetivo: o fim da crise com a base aliada.

O PMDB entendeu as substituições como uma operação contra o partido. No Senado, ao trocar Romero Jucá (PMDB-RR) pelo correligionário Eduardo Braga (AM), Dilma criou uma interlocução paralela com o chamado grupo dos descontentes - conhecido por G8 -, sem passar pelo crivo do presidente da Casa, José Sarney (AP), e do líder da sigla, Renan Calheiros (AL).

Na Câmara, a presidente escalou um concorrente do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), na corrida pela presidência da Casa. Nomeado ontem em substituição ao petista Cândido Vaccarezza, o novo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), nunca escondeu a pretensão de retomar o comando da Casa.

Embora tenha dito que respeitará o acordo de rodízio com o PMDB, Chinaglia não convenceu os partidários de Henrique Alves. Dilma avisou a ele que sua ida para a liderança excluía a volta do PT à presidência da Câmara, em 2013. "No ano que vem, a presidência da Câmara é do PMDB", afirmou Dilma (leia mais na página A6).

O movimento de Dilma, porém, não tranquilizou o PMDB. "O Chinaglia sempre desejou voltar à presidência da Câmara. Se for essa a sinalização do governo, é uma declaração de guerra ao PMDB", resumiu o deputado Danilo Forte (PMDB-CE).

No Senado, Eduardo Braga (AM), o escolhido de Dilma, tentou, sem êxito, tomar a liderança de Renan Calheiros (AL), que também almeja a presidência da Casa em 2013. Especula-se que a escolha do Planalto possa ser uma estratégia política para descartar os dois e insuflar uma candidatura do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) à presidência do Senado, um nome contra o qual nem Sarney nem Renan podem se insurgir.

Na tentativa de manter a união do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, chamou Eduardo Braga para catequizá-lo. "Agora você não é representante de um grupo. Você representa o governo e, nessa condição, terá de conversar com Renan e Sarney", disse Temer. Em seguida, convocou Jucá, aconselhando-o a se recompor com o substituto. Renan e Sarney ofereceram a Jucá o cargo de relator do Orçamento de 2013, um dos mais disputados no Congresso. "Esse espaço é do PMDB", justificou Renan.

O novo papel de Jucá, na posição chave do Orçamento, preocupa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com Dilma, Lula a alertou: "Cuidado com o Jucá!". Apesar de ter aprovado a troca do líder do governo no Senado, Lula receia a revanche peemedebista e aconselhou a presidente a aparar todas as arestas antes da substituição.

Desafeto. Além de desagradar ao PMDB, a escolha de Braga como líder no Senado também causou uma crise com o PR. Ele é desafeto do presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), com o qual Dilma tenta fazer as pazes desde que o demitiu da pasta dos Transportes, em julho. Na vassourada, saíram ainda outros 26 apadrinhados do PR no setor.

A operação de troca de líderes foi interpretada ainda como "estranha" e "desastrada" por líderes da base aliada. Estranha porque foi feita de supetão, como um castigo para a derrota de quarta-feira, quando a recondução de Bernardo Figueiredo à direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)foi vetada pelos senadores; desastrada porque os demitidos ficaram sabendo que sairiam não pela boca da presidente, mas por outras vozes.

A maior mágoa de Vaccarezza foi ter tomado conhecimento da demissão pela mídia. Ele atribuiu a substituição a uma decisão política. Anteviu que pode haver algum "estremecimento" na base a curto prazo, por conta da "boa relação" que mantém com todos os aliados. Para o petista, estão em risco projetos importantes como a Lei da Copa, Código Florestal e royalties do petróleo.

Chinaglia não foi a primeira opção de Dilma para a vaga de Vaccarezza. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, defendia o nome do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), mas a presidente pensou em chamar Ricardo Berzoini (PT-SP). Por fim, foi convencida de que Chinaglia poderia ser uma solução para evitar um embate entre PT e PMDB mais à frente. O deputado foi relator da proposta de Orçamento da União, no ano passado, e ganhou a simpatia de Dilma.

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SAUDOSISMO [In:] CAÇA AOS MARAJÁS


Os 28 mil marajás


28 mil servidores sob suspeita
Autor(es): » ANA D,ANGELO
Correio Braziliense - 14/03/2012

Investigação identifica os servidores do Executivo que acumulam irregularmente remunerações e ganham acima do teto de R$ 26,7 mil

Sistema nacional do governo vai cruzar fichas de 11 milhões de funcionários da União, de estados e de prefeituras para checar quem acumula cargos indevidamente

O governo federal está atrás dos servidores que acumulam mais de um cargo público indevidamente e daqueles que já recebem aposentadoria ou pensão que, somada à remuneração do trabalho, ultrapasse o teto do funcionalismo, de R$ 26,7 mil. Para isso, está concluindo a implantação de um sistema nacional de cruzamento da base de dados dos 11 milhões de funcionários ativos e inativos da União, estados e municípios dos três poderes — Executivo, Judiciário e Legislativo. O projeto-piloto começará pelo Distrito Federal, a partir de julho.

Um primeiro levantamento feito como teste pelo Ministério do Planejamento, em 2009, com dados da União e de 14 estados, detectou 198 mil servidores ativos das três esferas acumulando cargo ou benefício previdenciário. Desses, o governo concluiu que 28 mil recebiam duas ou mais remunerações da administração pública irregularmente.

Quando o sistema estiver implantado em todo o país, o governo espera economizar pelo menos R$ 7 bilhões por ano com a folha de pagamento do pessoal ativo e inativo das três esferas. A previsão é de que estará funcionando até o fim do ano em todos os estados e nos 50 maiores municípios. O secretário de Políticas Previdenciárias do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim, explica que a quantidade de irregularidades é bem maior, pois, além de se limitar à União e a 14 estados, esse levantamento levou em conta bases de dados precárias, pois cada órgão registra a ficha funcional dos servidores de uma forma diferente. Milhares de registros funcionais ainda estão em papel. Tudo isso dificulta o cruzamento de informações com cadastros dos diversos órgãos.

Mesmo assim, foram descobertos médicos e professores com diversos vínculos empregatícios com governos estaduais e a União. Um deles tinha sete. "Quem tem os sete cargos está trabalhando nos sete? Ele não é três para dar conta", espanta-se Rolim. Segundo ele, esses dados nem incluem os dos municípios.

Os 28 mil casos irregulares identificados pelo Ministério do Planejamento foram repassados para a Controladoria-Geral da União (CGU), para cobrar dos órgãos correspondentes as providências devidas, que incluem, conforme o caso, a exoneração de um dos cargos, a limitação dos valores recebidos ao teto do funcionalismo e até a devolução do que foi embolsado indevidamente.

Compatibilidade
A Constituição permite a acumulação de, no máximo, dois cargos públicos, desde que haja compatibilidade de horário, e para apenas dois tipos de profissionais: o professor (que também pode ter um segundo emprego no serviço público na área técnica ou científica) ou o profissional da área de saúde, com profissão regulamentada. As duas outras exceções são o magistrado e o membro do Ministério Público que podem ser professores da rede pública. Como esses últimos já recebem próximo ao teto do serviço público, muitos estão embolsando valor acima, sem a aplicação do chamado abate-teto.

Segundo Rolim, o levantamento apontou também servidores de outras áreas acumulando cargos que a lei não permite, como de auditor-fiscal e professor. "Quando o sistema estiver funcionando em todos os estados e municípios, a quantidade de irregularidades detectadas vai aumentar substancialmente", destacou o secretário, lembrando que muitos são funcionários fantasmas, trabalhando efetivamente mesmo só em um ou dois dos empregos.

Rolim afirmou ainda que a maior parte da economia prevista de R$ 7 bilhões vai beneficiar os municípios, pois estados e União pagam salários maiores. Assim, o servidor que tem mais de um cargo tende a optar pelo da esfera federal ou estadual. "Assim que o sistema estiver a todo vapor em todo o país, a identificação das irregularidades será automática tão logo o servidor assuma um novo cargo ou passe a receber um benefício previdenciário", observou.

Conclusão de acordos
O governo federal fechará o termo de cooperação com o Governo do Distrito Federal nos próximos dias, para implantação do projeto-piloto de cruzamento de dados, que fará parte do Sistema Previdenciário de Gestão de Regimes Próprios de Previdência Social (Siprev). As bases de dados já estão sendo preparadas. O Ministério da Previdência informou que 300 entes públicos, entre estados e municípios, já aderiram ao projeto no país, dos quais 12 são capitais. O governo federal está para concluir o acordo nos próximos dias com Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas e Santa Catarina.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

14 de março de 2012

O Globo


Manchete: Cúpula do bicho sofre o maior golpe em 19 anos

Juíza manda prender três chefões, condenados pela última vez em 1993

Dezenove anos depois de a juíza Denise Frossard condenar e prender de uma só vez 14 bicheiros, outra magistrada - a juíza federal Ana Paula Vieira de Carvalho - condenou três chefões da máfia dos caça-níqueis, todos contemporâneos de Castor de Andrade: Aniz Abrahão David, o Anísio, de 75 anos; Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, de 70; e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, de 83, além de outras 20 pessoas ligadas ao crime organizado. Somadas, as penas dos três, por crimes como corrupção ativa e formação de quadrilha, chegam a 144 anos de prisão. Cada um ainda foi multado em R$ 11 milhões. Todos vinham respondendo, em liberdade, ao processo decorrente da Operação Hurricane da Polícia Federal, de 2007. Dos três chefões, só Guimarães vai para trás das grades, no Presídio Ary Franco: Anísio ficará sob custódia no hospital onde está internado e Turcão, em prisão domiciliar. (Págs. 1 e 13)

PMDB do Senado desafia Dilma, e rebelião se alastra

Jucá vai relatar Orçamento; presidente também tira Vaccarezza

Na crise a aberta entre o Planalto e os aliados, o PMDB do Senado, comandado pelo líder Renan Calheiros, desafiou a presidente Dilma e escolheu como relator do Orçamento o nome que a presidente Dilma Rousseff afastou da liderança do governo na Casa: Romero Jucá, também líder de Fernando Henrique e Lula. Renan disse que o PMDB não foi o único responsável pela recusa, no Senado, da recondução de Bernardo Figueiredo para a ANTT. Na Câmara, Dilma trocou Cândido Vaccarezza por Arlindo Chinaglia. (Págs. 1 e 3 a 10)

Ministério Público denuncia Pimentel

A Procuradoria Geral da República denunciou o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, por fraudar licitação quando era prefeito de BH. (Págs. 1 e 10)

'Terras-raras': Japão, EUA e Europa contra a China

União Europeia, EUA e Japão pediram a Organização Mundial do Comércio (OMC) que impeça a China de restringir exportações de minérios essenciais (terras-raras) aos setores eletrônico, de defesa e de energias renováveis. Eles são usados para produzir de celulares a carros elétricos, "Queremos que nossas empresas construam seus produtos nos EUA", disse o presidente dos EUA, Barack Obama. (Págs. 1 e 25)

Dólar não resiste a nova medida oficial e volta a cair a R$ 1,80 (Págs. 1 e 22)




Anvisa proíbe cigarro com sabor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a adição de aromatizantes, como mentol e cravo, nos cigarros e derivados de tabaco no Brasil. A norma vale também para importados, e a indústria terá 18 meses para se adaptar. O objetivo é evitar que cada vez mais jovens comecem a fumar, atraídos por sabores mais suaves. (Págs. 1 e 19)


Heróis ainda insepultos

Dezessete dias após o incêndio que destruiu a base brasileira na Antártica e 14 dias após a cerimônia fúnebre com a presença de Dilma, os corpos dos militares Roberto dos Santos e Carlos Alberto Vieira continuam no IML do Rio. (Págs. 1 e 12)



Curió será denunciado por sequestros

O Ministério Público Federal denunciará à Justiça o coronel Sebastião Curió por cinco sequestros na Guerrilha do Araguaia, alegando que não houve prescrição. Será a primeira ação penal contra crimes ocorridos na ditadura. (Págs. 1 e 11)


Elio Gaspari

Caso PanAmericano: nenhum hierarca da Fazenda, da Caixa ou do BC reconhece que participou de negociação ruinosa. (Págs. 1 e 6)


Roberto DaMatta

O superior não erra e continua inimputável porque não se sente culpado. No máximo, sente um tiquinho de vergonha. (Págs. 1 e 7)

Zuenir Ventura

Para garantir a Copa, não basta a saída de Teixeira nem falar grosso com a Fifa: a solução é mesmo um pontapé no traseiro. (Págs. 1 e 7)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Governo proíbe venda de cigarro com sabor no país

Objetivo da medida, que afeta 22% das marcas, é evitar que jovens fumem

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de aditivos em cigarros e derivados de tabaco no Brasil. Os fabricantes deverão parar de incluir sabores como menta, chocolate, canela e frutas nos produtos vendidos no país.

Os aditivos funcionam como chamariz para os jovens e mascaram o gosto ruim, ajudando a desenvolver a dependência, segundo a agência. A medida se estende para os importados, que só poderão entrar no país se respeitarem as novas regras. (Págs. 1 e Saúde C10)

Presidente troca líderes, mas não acaba com crise

A tentativa de Dilma de pacificar partidos aliados com a mudança dos líderes no Congresso acabou causando tensão no Legislativo.

Para aliados, a saída de Romero Jucá (PMDB) da liderança no Senado e de Cândido Vaccarezza (PT), na Câmara, põe em risco votações de interesse do governo, pois não melhora a articulação política. (Págs. 1 e Poder A4)

Dilma abandona promessa eleitoral para a segurança

O governo engavetou a principal promessa de campanha de Dilma na área de segurança: instalar 2.883 UPPs pelo país. Segundo o Ministério da Justiça, o cálculo estava "superdimensionado". Os recursos irão para outras ações, como o combate ao crack. Os Estados que optaram pelas UPPs estão tirando dinheiro do próprio bolso. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Fracassa sistema de julgamento por e-mail no Judiciário de SP

Cinco meses depois de anunciar a criação do julgamento por e-mail, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu que não conseguiu implantar o sistema. Apenas 2 das 75 câmaras adotaram a ferramenta, que anula as sessões públicas.

A necessidade de consultar formalmente os advogados em cada processo acabou criando mais uma etapa burocrática. (Págs. 1 e Poder A10)

Belo Monte pode desabrigar 9.000 a mais, diz estudo

O número de pessoas que ficarão sob risco de alagamento com a usina de Belo Monte pode chegar a 25,4 mil em Altamira (PA), aponta estudo da Universidade Federal do Pará. Para a Norte Energia, responsável pela obra, seriam afetados 16,4 mil. A empresa disse que a conclusão da universidade está errada. (Págs. 1 e Mercado B4)

MEC vai mudar exame que avalia as universidades

Para evitar fraudes, o Ministério da Educação vai mudar os critérios do Enade, que avalia o ensino das Universidades. Alunos do penúltimo semestre podem passar a prestar o exame - só os do último semestre fazem a prova. A pasta investiga a suspeita de que a Unip seleciona os melhores alunos para o Enade. (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Tostão: Ainda é cedo para festejar a saída de Teixeira da CBF

Ufa! Após 23 anos, um tempo absurdo, Ricardo Teixeira sai de cena. É preciso mudar a estrutura da CBF e do futebol brasileiro. Não basta trocar nomes. Ainda não dá para comemorar. (Págs. 1 e Esporte D12)

Editoriais

Leia "Desequilíbrio perene", sobre medidas provisórias, Congresso e STF, e "Revisão obrigatória", acerca de acordo automotivo entre Brasil e México. (Págs. 1 e Opinião A2)



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O Estado de S. Paulo


Manchete: Troca de líderes no Congresso amplia crise na base de Dilma

Peemedebistas se queixam das escolhas da presidente e chegam a ameaçar com 'declaração de guerra'

A troca da liderança do governo no Congresso não pôs fim aos atritos na base da presidente Dilma Rousseff. O PMDB entendeu a mudança dos lideres, herdados do governo Lula, como uma operação contra o partido. No Senado, ao substituir Romero Jucá (PMDB-RR) pelo correligionário Eduardo Braga (AM), Dilma criou uma interlocução paralela com as descontentes sem passar pelo senador José Sarney (AP) e pelo líder peemedebista Renan Calheiros (AL). Na Câmara, a presidente escalou Arlindo Chinaglia (PT-SP), que é concorrente do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), na disputa pela presidência da Casa. Embora tenha dito que respeitará o rodízio com o PMDB no cargo, Dilma não convenceu os partidários de Alves. Peemedebistas dizem que uma eventual sinalização de que Chinaglia tentará a presidência da Câmara será vista como uma “declaração de guerra". (Págs. 1 e Nacional A4)

Análise: Dora Kramer
O clube na esquina

Ao trocar líderes do governo na Câmara e no Senado, é nebuloso o nome do jogo que a presidente pretende disputar com profissionais de um ramo no qual ainda é aprendiz. (Págs. 1 e Nacional A8)

Foto legenda: Descida

Ao lado de Marta, Sarney e Temer, Dilma deixa o Congresso após cerimônia pelo Dia da Mulher.

Mantega diz que indústria está 'sofrendo' e promete ajuda

O ministro Guido Mantega (Fazenda) prometeu no Senado uma estratégia ampla para proteger os setores mais prejudicados pela competição externa e disse que haverá dinheiro mais barato para as empresas nessa fase de grande “sofrimento". “O Brasil não vai ficar sem indústria, não vamos abandoná-la", disse. Segundo ele, a indústria "já estaria quebrada" se não fossem as medidas cambiais. Mantega sinalizou que o governo passou a trabalhar com piso de R$ 1,80 para o dólar e que "outras medidas têm de ser tomadas". (Págs. 1 e Economia B1 e D4)


Curió será denunciado por sequestros no Araguaia

O Ministério Público Federal denunciará na Justiça Federal em Marabá (PA) o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia, em 1974. Na época desapareceram Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia). (Págs. 1 e Nacional A8)

Esportes: Sem Teixeira, Blatter vem discutir Copa

Agora sem o rival Ricardo Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blater, chega amanhã ao Brasil para uma reunião, na sexta-feira, com a presidente Dilma Roussef, conforme antecipou ontem o Estado. Não há planos de encontro com José Maria Marin, o novo presidente da CBF. O secretário Jérôme Valcke não virá. Blatter e Dilma querem abrir canal direto entre a Fifa e o governo. (Págs. 1 e E1)

Taleban ataca em retaliação a massacre (Págs. 1 e Internacional A10)


Anvisa proíbe cigarro com aroma e sabor (Págs. 1 e Vida A14)


TJ dá 15 dias para juízes explicarem pagamentos

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu prazo de 15 dias para 5 desembargadores contemplados com pagamentos milionários antecipados justificarem desembolsos que teriam autorizado também para seus assessores entre 2006 e 2010. Planilha mostra que os maiores valores - de R$ 1,4 milhão e R$ 1,2 milhão - foram pagos a dois ex-presidentes. (Págs. 1 e Nacional A8)

Eliana Cardoso

Tempos de transição

A supremacia chinesa parece inevitável. Temo pelo declínio do império americano, o que tornaria a cooperação econômica global mais difícil. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)

Notas & Informações

Movimento de afirmação

Se escolher um líder em começo de governo já é uma faina, substituí-lo é atiçar um vespeiro. (Págs. 1 e A3)

Roberto Damatta

Símbolo do abuso

A morte no trânsito já é tão rotineira e impessoal que virou um símbolo perfeito do poder abusivo de quem não consegue viver a igualdade. (Págs. 1 e Caderno 2, D8)

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Correio Braziliense


Manchete: No país das mordomias

Senadores e distritais mantêm rede de privilégios

Vejam só: eles têm casa, carro, avião, comida, roupa lavada, os salários mais elevados do serviço público, verba de gabinete para contratar apadrinhados e ainda acham pouco. No Distrito Federal, o capricho da vez são os carros de luxo. Após aprovar lei se presenteando com os veículos, distritais dizem não querer mais o mimo. No Senado, a orgia à custa da população que trabalha para sustentá-los vai muito além dos acintosos 14º e 15º salários. Presidente de comissão promete votar o fim dos extras na terça-feira. (Págs. 1, 2, 3 e 21)

Os 28 mil marajás

Investigação identifica os servidores do Executivo que acumulam irregularmente remunerações e ganham acima do teto de R$ 26,7 mil. (Págs. 1 e 9)

Lavanderia F.C.

Ministério Público Federal do DF denuncia Luiz Estevão na Justiça. Ele teria usado o time do Brasiliense como fachada para lavar dinheiro. (Págs. 1 e 4)

Entre tapas e beijos no Congresso

O clima cordial no encontro com o novo líder no Senado, Eduardo Braga, foi um dos poucos momentos de descontração de Dilma com o PMDB, ontem. Ao escolher Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a liderança na Câmara, a presidente reforçou a campanha petista para presidir a casa, em 2013, numa nova desfeita ao partido aliado. (Págs. 1, 3 e Visão do Correio, 14)

Dólar cai. Bolsa sobe a maior nível em 1 ano (Págs. 1, 11 e 13)


Cigarros com sabor são proibidos no país (Págs. 1 e 8)


De olho em Brasília

Consultores da Unesco, o espanhol Carlos Sambrício e o argentino Luís Maria Calvo começam hoje a vistoriar a cidade. Eles farão um relatório com regras para a preservação do título de patrimônio da humanidade. (Págs. 1 e 23)


Ditadura

Sebastião Curió será denunciado hoje, no Pará, por crimes no Araguaia. (Págs. 1 e 7)

Gol contra

Presidentes de federações seguem Ricardo Teixeira e se perpetuam no poder. (Págs. 1 e Super Esportes 2 a 4)


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Valor Econômico


Manchete: Empresas abertas mantêm mais de R$ 280 bi em caixa

As empresas de capital aberto têm em caixa mais de R$ 280 bilhões e essa montanha de recursos não utilizados torna-se bem menos rentável com os cortes sucessivos na taxa básica de juros (Selic) feitos a partir de agosto e acentuados na semana passada. Mas isso não está funcionando como incentivo para que as empresas reduzam sua liquidez acelerando ou ampliando investimentos no setor produtivo ou reduzindo seus níveis de endividamento.

No Brasil, o saldo em caixa representa 11 % do total de ativos das empresas abertas, bem acima do índice visto nos Estados Unidos, por exemplo, que está próximo de 6% e é o mais alto em seis décadas, como apontou o blog "O Estrategista", do Portal Valor. (Págs. 1 e B2)

Governo vai ampliar a desoneração

O governo federal decidiu estender a desoneração da folha de pagamento para mais cinco setores da economia brasileira: têxteis, móveis, plásticos, autopeças e equipamentos elétricos. O governo espera que a medida, em conjunto com o “arsenal" de medidas para conter a valorização do câmbio, deve contribuir para a melhora da competitividade da indústria nacional.

Tal como ocorre hoje com as empresas de calçados, confecções, call center e software, esses cinco setores deixarão de recolher ao INSS os 20% que incidem sobre a folha de pagamento e passarão a pagar uma alíquota sobre o faturamento bruto, hoje é de 1,5%, mas que deverá ser reduzida para algo entre 0,8% e 1%. Além disso, o segmento de software e TI deve ter sua alíquota, atualmente de 2,5%, reduzida em cerca de meio ponto percentual. (Págs. 1 e A4)

Minoritários testam poder na Petrobras

Pela primeira vez na história da Petrobras, minoritários nacionais e estrangeiros tentarão assumir duas vagas no conselho de administração, na assembleia de segunda-feira. Estão à frente da iniciativa o maior minoritário da Petrobras, a gestora de recursos BlackRock, detentora de 5% das ações preferenciais, ou 2,15% do capital total, e a Polo Capital, gestora do Rio. As vagas pleiteadas são de dois tipos: para donos de ações ordinárias e para os de preferenciais. O cargo dos ordinaristas está quase garantido, já que não há exigência de percentual mínimo. O dos preferencialistas depende da obtenção de votos de detentores de 10% do capital total - ou de reunir acionistas que tenham mais de R$ 30 bilhões aplicados na empresa. (Págs. 1 e B1)

Índia tenta industrialização acelerada

Símbolo de sucesso no setor de serviços, a Índia joga seu futuro no fortalecimento da indústria manufatureira, cuja participação no Produto Interno Bruto (PIB) estacionou em 15% a 16% desde 1980. Com 1,2 bilhão de habitantes, esse é o caminho traçado para absorver parcela maior do fluxo gigantesco de mão de obra que entrará no mercado de trabalho nos próximos 15 anos — cerca de 250 milhões de pessoas. Sozinho, o setor de serviços não dará conta dessa tarefa.

Gargalos de infraestrutura, rigidez do mercado de trabalho e um ambiente hostil aos negócios são três grandes entraves a um avanço mais firme da indústria. Economistas do setor privado e do governo são céticos quanto à possibilidade de grandes mudanças na legislação trabalhista e na burocracia indiana, uma vez que o país perdeu o ímpeto reformista nos últimos anos. Os investimentos em infraestrutura estão crescendo. (Págs. 1 e A14)

Usinas cortam investimentos em energia

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que neste ano seu financiamento para projetos de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço da cana de usinas sucroalcooleiras fique em R$ 300 milhões. Se confirmado, o valor representará menos de 30% do que foi desembolsado pelo banco no ano passado. Uma queda reveladora de como o setor de açúcar e álcool está desanimado para novos investimentos em cogeração de energia.

Uma das principais explicações para esse desinteresse é a redução dos preços obtidos pelas usinas na venda da sobra de energia. Segundo dados compilados pela consultoria FG Agro, o preço médio da energia vendida nos leilões realizados em 2008 foi de R$ 152,92 por megawatt médio. Depois de recuos nos anos seguintes, o preço despencou para R$ 102,23 no ano passado. É um valor inferior ao que as usinas calculam que precisam para cobrir os gastos de produção. “O custo da energia produzida por uma unidade de cogeração ‘retrofit ’ (ampliada a partir de uma já existente) é de R$ 140. Por isso, em 2011, não realizamos venda em nenhum leilão”, explica o diretor de cogeração da Raízen, João Alberto Abreu. (Págs. 1 e B12)

Cade tende a exigir que o BB venda carteira rural da Mapfre

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça deve impor restrições à associação entre Mapfre e Banco do Brasil. O caso será julgado hoje.

O negócio preocupa o órgão antitruste, pois resultou num alto poder de mercado no setor de seguros rurais. O BB lidera esse segmento, com 57%, e o segundo lugar está com a Mapfre, com 11%. A transação levou, portanto, à união do primeiro com o segundo colocado. O domínio atinge 68%. O segundo lugar passaria para a Allianz, com 6,7%. A segunda colocada teria, assim, participação de mercado dez vezes menor que os líderes. (Págs. 1 e C12)

Anvisa proíbe cigarro com sabor e restringe adição de açúcar (Págs. 1 e B6)


De volta ao Brasil, Paulo Leme assume novas funções no Goldman (Págs. 1 e C12)


Reforçador de açúcar

A mineira Força Ingredientes passará a fabricar o sweetgem, produto que reforça o sabor doce em alimentos, reduzindo o consumo de açúcar em 30%. O aditivo, patenteado pela suíça Firmenich, já está sendo negociado com grandes consumidores. (Págs. 1 e B6)

Proteção contra as "cinquentinhas"

Fabricantes de motocicletas reivindicam ao governo proteção contra as importações de motos de baixas cilindradas. Nesse segmento, de até 50 cc, as importadas atendem 76% do mercado. (Págs. 1 e B8)


Unesp combate tristeza bovina

Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolve tratamento para combater a tristeza parasitária bovina. A doença causa prejuízos de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão por ano no Brasil. (Págs. 1 e B11)

Bolsas dos Brics

A partir do dia 30, investidores dos Brics poderão aplicar nos principais índices das bolsas dos cinco países, em moeda local. A listagem cruzada dos futuros de índices é o primeiro resultado da parceria anunciada em outubro do ano passado. (Págs. 1 e C5)


Bens bloqueados no "Refis"

Superior Tribunal de Justiça decidirá, em recurso repetitivo, o destino de milhares de contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, que entraram em programas de parcelamento de dívidas tributárias, mas continuam com recursos bloqueados. (Págs. 1 e E1)

Súmula vinculante

Em decisão inédita, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aceitou analisar um recurso proposto porque a decisão de instância inferior seria contrária à súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF). (Págs. 1 e E1)

Ideias

Cristiano Romero

Resposta à conjuntura internacional define a política econômica com protecionismo, juros menores e controle de capitais. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Martin Wolf

Vai levar ainda um bom tempo para escaparmos da maior crise financeira desde os anos 30 e de suas sequelas. (Págs. 1 e A13)

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