A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sábado, abril 21, 2012
EDITORIAL: [In:] CPI MISTA/CACHOEIRA. SÉRIO ???
Jaqueline Roriz, mensaleiros e filho de Dirceu não assinaram CPI do Cachoeira
sexta-feira, abril 20, 2012
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA''?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Depois de idas e vindas, foi criada ontem no Congresso, com a assinatura recorde de pelo menos 385 deputados e 72 senadores, uma CPI mista para investigar a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira e sua ligação com políticos e empresários. Parlamentares da base e da oposição falaram em passar "o país a limpo", mas, entre aliados, há dúvidas sobre até onde o governo quer chegar. Se de fato for instalada, a CPI do Cachoeira vai apurar as conexões do grupo do contraventor com políticos e com a empreiteira Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema. As investigações mostram que a Delta abastecia empresas fantasmas do grupo de Cachoeira. O PMDB indicou o senador Vital do Rêgo (PB) para presidir a comissão. O Conselho de Ética do Senado manifestou ao Ministério da Justiça preocupação com a segurança de Cachoeira, que divide cela com 22 presos em Brasília. (Págs. 1 e 3 a 9)
No dia em que Ayres Britto tomou posse na presidência do Supremo Tribunal Federal, o novo vice-presidente da Corte, Joaquim Barbosa, expôs o clima de conflagração entre os ministros da Casa. Em entrevista a CAROLINA BRÍGIDO, Barbosa respondeu as críticas do ex-presidente Cezar Peluso, afirmando que o colega manipulou resultados de julgamentos para impor sua vontade. Para Barbosa, relator do mensalão, Peluso foi tirânico e incendiou o Judiciário com sua obsessão corporativista. Acusou ainda o colega de praticar "supreme bullying" com seu problema de saúde. Ayres Britto advertiu que o Judiciário tem que se impor o respeito. (Págs. 1, 12 e 14)
A CPI criada ontem para apurar a relação de políticos com o empresário Carlos Cachoeira terá entre seus integrantes o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), afastado do cargo por corrupção e hoje senador, e ao menos outros 16 congressistas com pendências na Justiça.
A comissão terá 32 membros, que poderão ser indicados até terça, data prevista para a instalação da CPI. (Págs. 1 e Poder A4)
L C. Mendonça de Barros
Nova política cambial pretende enfraquecer o real. (Págs. 1 e Mercado B11)
A partir do dia 30, a taxa será única - o custo passa de R$ 358 para R$ 300. O prazo para entrevista deve cair de 35 para 20 dias. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
No dia em que o Congresso criou a CPI que vai investigar a ligação de políticos e empresas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, a articulação política do governo foi alvo de fortes críticas por parte dos próprios aliados, relata a repórter Vera Rosa. Sem orientação do Planalto, até parlamentares do PT passaram a bombardear o “vazio” na coordenação. "A presidente Dilma está muito bem, mas a articulação política do governo é fraca e amadora", reclamou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Petistas dizem que o PMDB, com o senador Vital do Rego (PB) na presidência da CPI, pode pressionar o governo por mais cargos no primeiro escalão. “Isso não existe. Também somos governo e temos consciência da gravidade de uma CPI como essa", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Entre petistas, é forte a disputa pela relatoria da CPI, que será instalada na terça-feira. (Págs. 1 e Nacional A4)
Influência da poupança
O Banco do Brasil analisa uma redução na taxa de administração dos fundos de investimento por causa de concorrência da poupança. (Págs. 1 e Economia B4)
Qualquer que seja o desfecho da votação do Código Florestal parece não haver razão para otimismo. Faltam estratégias e recursos. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
A palavra "malfeito” tornou-se marca de sucesso do governo Dilma; serve para designar qualquer coisa entre a incompetência e a fraude. (Págs. 1 e Nacional A8)
Só o tempo dirá se a decisão de redução dos juros não passa de jogada de marketing. (Págs. 1 e A3)
As exportações brasileiras são basicamente concentradas na tríade soja, minério de ferro e petróleo. Em 2011, somaram 80% de tudo o que foi vendido para a China. Agora, no primeiro trimestre, a queda foi puxada por minério de ferro e petróleo que compunham metade das vendas ao país asiático no ano passado. (Págs. 1 e A4)
Do Peru ao México, com as exceções de Venezuela, Equador, Cuba e Nicarágua, os Estados Unidos ainda são a grande referência econômica. O Cone Sul do continente e a Venezuela convergiram para a órbita do Mercosul, onde o discurso predominante é o do Brasil, que consolida sua relevância com o apoio de investimentos de grandes empresas em países vizinhos. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Desde 2009 a Petrobras vem enxugando sua estrutura no país. Já demitiu 400 funcionários, vendeu toda a área de fertilizantes e a refinaria San Lorenzo, além de parte de sua rede de 363 postos. O projeto de modernização da refinaria de Bahía Blanca, a única da estatal na Argentina, também não teria sido aprovada pelo conselho de administração. A produção da Petrobras no país, que chegou a ser de 140 mil barris em meados da década passada, caiu para 98 mil barris em 2011. (Págs. 1 e A13)
Segundo a agência, por causa do perfil de crédito e da estrutura de capital, a Gol está sofrendo prejuízos com a alta dos preços dos combustíveis. A desvalorização do real, forçada pelo governo para elevar a competitividade do país, também estaria prejudicando a companhia. (Págs. 1 e B4)
A Vale não está sozinha. Outras grandes mineradoras estão investindo milhões de dólares em processos semelhantes ou ainda mais avançados. (Págs. 1 e B1)
Para Nelson Barbosa, tendência do real é de valorização, mesmo com a queda continuada dos juros.(Págs. 1 e A2)
A questão cambial não é somente um problema externo, mas principalmente doméstico. (Págs. 1 e A14)
quinta-feira, abril 19, 2012
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Após pressão da presidente Dilma para os bancos reduzirem os juros, o Itaú Unibanco e o Bradesco, as duas maiores instituições privadas do país, anunciaram o corte das taxas em diferentes modalidades de empréstimos para pessoas físicas e empresas, como financiamento de veículos, crédito pessoal e com desconto em folha. Os dois bancos também vão elevar o volume de crédito disponível, seguindo o caminho iniciado por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. HSBC e Santander já haviam reduzido suas taxas. Segundo analistas, porém, os juros mais vantajosos não serão oferecidos a todos os clientes. Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Miguel Oliveira, as reduções de taxas acontecem em linhas de crédito em que há competição. "É uma estratégia para não perder clientes", diz. (Págs. 1, 27, Míriam Leitão e Flávia Oliveira - Negócios & Cia)
O ex-presidente Lula, que convalesce do tratamento contra um câncer, e o presidente do Senado, José Sarney, que se recupera de uma cirurgia cardíaca no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, acompanham, mesmo de longe, os movimentos da CPI do Cachoeira. A orientação de Lula a quem o visita é para que PT e PMDB blindem o governo Dilma, indicando pessoas de confiança para a CPI que será criada hoje: 70 senadores e 337 deputados assinaram o requerimento. Os líderes tem até terça-feira para indicar os integrantes da comissão. Ontem, Lula e Sarney receberam no hospital um grupo de políticos do PMDB, entre eles, o vice-presidente Michel Temer e o presidente do partido, Valdir Raupp. (Págs. 1 e 3)
Outro governador na agenda de Cachoeira: o de Tocantins
Em escuta obtida pela PF, o bicheiro Carlinhos Cachoeira diz ter marcado encontro com o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) - que só admitiu ter sido apresentado ao bicheiro. (Págs. 1 e 9)
Infraero contrariou o TCU ao contratar Delta
A Delta Construções foi contratada pela Infraero, sem licitação, para construir um terminal em Guarulhos. O TCU alertou que a empresa dificilmente se habilitaria em caso de concorrência. (Págs. 1 e 10)
Entrevista: Jeffrey Sachs
O conselheiro especial da ONU, que virá para a Rio+20, defende taxar ricos e grandes corporações, e eliminar subsídios ao petróleo. (Págs. 1 e 35)
Uma ronda do GLOBO por ruas de Niterói constatou apenas um PM a cada 6km, apesar dos reforços de recrutas. (Págs. 1 e 23)
Os bancos Bradesco, Itaú e Santander cederam às pressões do governo Dilma e anunciaram a redução de algumas de suas taxas de juros para consumidores e empresas. O HSBC já havia feito corte na semana passada.
A reação, duas semanas após os bancos públicos diminuírem as taxas dos empréstimos, foi recebida pelo governo como um gesto dos banqueiros para a reabertura do diálogo sobre redução do custo do crédito. (Págs. 1, Mercado B1 e Poder A10)
Vinícius Torres Freire
Instituições dão esmola com dinheiro alheio. (Págs. 1 e Mercado B4)
Segundo a PF, parte do dinheiro repassado pelo grupo de Cachoeira por meio da empresa de fachada tem como origem a Delta, empreiteira que mantém contratos com diversos governos. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Cursos foram suspensos, assim como o festival de cinema, e estúdios estão parados (um deles virou depósito de móveis). (Págs. 1 e Ilustrada E1)
Multinacionais também temem conflitos caso Hugo Chávez deixe o poder. Uma delas orientou empregados a fazer estoque de comida e água em casa. (Págs. 1 e Mundo A13)
O Banco Central anunciou ontem o sexto corte seguido do juro básico da economia, que caiu 0,75 ponto porcentual, para 9% ao ano. Com a decisão unânime do Comitê de Política Monetária, o Brasil deixa o primeiro lugar do ranking mundial dos juros reais, posto que ocupava desde janeiro de 2010. Antes do resultado do Copom, os quatro maiores bancos privados responderam às pressões do governo e diminuíram as taxas de juros cobradas dos clientes em financiamentos. Ontem, Itaú e Bradesco anunciaram reduções nos juros para pessoas físicas e empresas. Santander e HSBC já haviam reduzido as taxas. O governo ficou satisfeito com a decisão, mas ainda considera tímida. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)
Análises
José Paulo Kupfer
Incertezas mantidas
O Banco Central não dirime a dúvida sobre o fim no ciclo de cortes da taxa básica de juros. (Págs. 1 e B4)
Celso Ming
Conveniências
Os cortes dos bancos se limitaram a aparar rebarbas. Não parecem disposições reais de baixar os juros. (Págs. 1 e B2)
Na base do 'jeitinho'
A Justiça apontou que o primeiro grande negócio da Delta no governo Dilma Rousseff - a obra de terminal remoto no Aeroporto de Cumbica, por R$ 85,7 milhões - foi fechado na base do "jeitinho" relata Marta Salomon. (Págs. 1 e Nacional A6)
Quanto mais forem visíveis os procedimentos de repórteres que escutam assaltantes do erário, melhor para a instituição da imprensa e o cidadão. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Em países como o Brasil, em que a legislação sobre o aborto não foi modernizada, a intervenção do Estado chega às entranhas das mulheres. (Págs. 1 e Caderno 2, D14)
Não resta dúvida de que o cálculo político foi o que mais pesou na decisão de recorrer à CPI. (Págs. 1 e A3)
Em 2017, Brasil terá um computador por habitante. (Págs. 1 e B19)
O foco do Ministério da Fazenda, na escolha das áreas a beneficiar com menos impostos, e a indústria, que está sob forte competição externa. O segmento de tecnologia da informação foi incluído porque o Brasil pretende se candidatar a ser um exportador desses serviços, sobretudo para a América Latina, e, se possível, também para os países desenvolvidos. (Pág. 1)
“O BC está estressando o mercado com esses dois leilões diários", diz um tesoureiro. Nos últimos cinco dias úteis, o BC fez dez compras à vista, ante 12 compras durante todo o mês de março. Para alguns agentes do mercado, o BC estaria comprando dólares além do fluxo. (Págs. 1 e B2)
Ao Valor, o ministro reiterou críticas à presidente Dilma Rousseff, ao avaliar que o momento mais difícil de sua presidência ocorreu quando ela alterou o projeto de orçamento do Judiciário. Para ele, a presidente tomou uma atitude que não poderia ter tomado, pois a tarefa de votar o orçamento e do Congresso. (Págs. 1 e A6)
A Whirpool está enquadrada na Lei do Bem, que permite que a empresa deduza do cálculo do Imposto de Renda despesas em pesquisa e desenvolvimento. Em 2008, 460 companhias se beneficiaram do incentivo fiscal. Os últimos dados disponíveis, de 2010, mostram que o número aumentou para 639. No mesmo período, a renúncia fiscal cresceu de R$ 1,58 bilhão para R$ l,73 bilhão, e o valor dos projetos relacionados aos incentivos ficou praticamente estável em R$ 8,7 bilhões. Somando o setor público e o privado, os dispêndios com ciência e tecnologia evoluíram, mas de forma tímida: de 1,3% do PIB em 2000 para 1,62% em 2010. Parte da evolução é atribuída por empresas e representantes de indústrias a Lei do Bem, instituída em 2006, quando a fatia desses investimentos no PIB era de 1,29%. (Págs. 1 e A3)
Mas novos empreendimentos em energia, se efetivados, terão de ser custeados com emissão de dívidas a partir de 2013. A companhia não descarta uma oferta secundária de ações se o cenário macroeconômico for "favorável", diz Sandro Antonio de Lima, diretor de relações com os investidores. (Págs. 1 e B9)
Esse movimento ilustra uma realidade cada vez mais comum. Talentosos executivos brasileiros são, hoje, mais reconhecidos e demandados no exterior. Como muitas multinacionais estão dando preferência ao mercado latino-americano, ter um brasileiro no comando ou em posição estratégica facilita os investimentos na região. "Há casos de empresas americanas exigindo a apresentação de pelo menos um profissional do país nas indicações para os conselhos", afirma John de Marmon Murray, diretor-geral da consultoria Boyden. (Págs. 1 e D1)
Governo deve mudar Lei de Responsabilidade Fiscal para atender exigência do TCU sobre concessão de incentivos fiscais. (Págs. 1 e A2)
O excessivo e irresponsável expansionismo fiscal pode trazer de volta riscos para a solvência da dívida pública. (Págs. 1 e A14)
quarta-feira, abril 18, 2012
CPI DEMÓSTENES/MENSALÃO [In:] NAVALHA NA CARNE (?)
Em quem doer
Dora Kramer - Dora Kramer |
| Autor(es): Dora Kramer |
| O Estado de S. Paulo - 18/04/2012 |
Os fatos recente e diariamente revelados sobre bicheiros, empreiteiros, políticos e governos falam por si sobre a urgência de que o Congresso instale e leve adiante uma boa de uma comissão parlamentar de inquérito.
Inclusive dentro dos parâmetros considerados ideais pela presidente Dilma Rousseff quando falou a estudantes de Harvard, na visita aos Estados Unidos, a respeito da necessidade de se atacar as ações dos corruptos e, sobretudo, as dos "corruptores".
Nessa categoria já existe até um personagem síntese: Fernando Cavendish, dono da empresa Delta Construções citada como dona dos grandes negócios com governos cuja metodologia de desempenho, se for mesmo a considerada por ele como garantia de presença no submundo do poder - "botar R$ 30 milhões na mão de um político" -, explica a razão do sucesso.
A coisa (a ideia da CPI) começou naquela base já conhecida: meio à vera meio à brinca. Com tanta gente envolvida, com tantas contas em aberto a serem expostas que o cenário parecia o habitual: instala-se a CPI e depois se cuida para que não prospere, produzindo relatórios inconclusivos e votos em separados mais inócuos ainda.
Mas aí Lula enxergou uma janela de oportunidade e, como sempre, mirando no imediato e deixando para lá o permanente, orientou a direção do PT a incentivar as investigações.
Um bom serviço não fosse a valentia produto de pura chicana com a finalidade de "pegar" os oposicionistas envolvidos e revestir de lama o panorama onde há expectativa para breve do julgamento de um processo onde dirigentes do PT (ex e atuais) figuram como líderes de organização acusada de ser "criminosa". Ato contínuo, porém, começou a baixar a prudência, para não dizer paúra, na turma do deixa isso para lá, lembrando que são muitos os telhados de vidro em jogo.
Tarde demais. Os fatos atropelaram as versões e agora não há mais recuo possível sem o risco de um vexame amazônico. Dizer o quê, se os tentáculos de Carlos Augusto Ramos, vulgo Cachoeira, alcançam Chico e também Francisco?
Por ora há as assinaturas necessárias. Faltam as indicações dos integrantes da comissão, a instalação e a definição do roteiro dos trabalhos propriamente ditos que, nessa altura, só têm caminho de ida. Atinjam a quem atingirem.
A propósito, a expressão correta não é doa "a" quem doer. É doa "em" quem doer.
Impressões. Há dúvida no Supremo Tribunal Federal de que o ministro Dias Toffoli, advogado-geral da União no governo Lula, possa vir a se declarar impedido de participar do julgamento do mensalão.
Bem como é corrente no tribunal o raciocínio de que o ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski, não deve atrasar além do estritamente necessário a liberação de seu relatório.
Dado o risco de prescrição de penas menores caso haja condenação, nem ele nem qualquer um dos ministros gostaria de passar à História como "coveiro" - sim, essa é a expressão usada - do processo.
Lewandowski decidiu sair da presidência do Tribunal Superior Eleitoral para se dedicar à elaboração do relatório que liberará o processo para entrar na pauta e o que se diz entre os ministros é que ele já não está mais propenso a considerar, como anteriormente, o prazo de seis meses para concluir o trabalho.
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Atriz convidada. A participação de Marta Suplicy em inauguração de um Centro de Educação Unificado (CEU) em São Bernardo do Campo junto com Lula e Fernando Haddad não quer dizer que a senadora passará a circular com o candidato de agora em diante.
A presença dela foi pontual. Marta só entrará de fato da campanha depois de oficializada a candidatura petista e, ainda assim, mediante correção de rumos que ela considera equivocados. Enquanto isso continuará alegando que o trabalho na vice-presidência do Senado lhe ocupa todo o tempo.
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CACHOEIRA/DEMÓSTENES [In:] ZEBRA NA CABEÇA
A aposta do jogo contra as instituições
O Globo - 18/04/2012 |
As ligações perigosas do contraventor Carlinhos Cachoeira, que estão vindo a público desde que se descobriu no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) uma das pontas da rede de corrupção e cooptação de autoridades montada pelo bicheiro, expõem muito mais que a falência ética e moral de homens públicos que não honram cargos e mandatos supostamente exercidos em nome dos cidadãos que lhes dão votos e lhes pagam pelo exercício da representação.
A aposta de Cachoeira no pressuposto de que o dinheiro sujo da contravenção abre portas e compra consciências é apenas uma das vertentes de uma gravíssima afronta às instituições oriunda do submundo da jogatina, contra a qual o país precisa se precaver.
Cachoeira é uma parte do jogo. Há um movimento coordenado pela contravenção, em nível nacional, para, ante as lacunas de um Código Penal que não tipifica como crime essas atividades, ganhar espaços e se impor à sociedade. Entre outros recursos, com apelos à legalização da jogatina feitos com argumentos deliberadamente enviesados, falaciosos, para obter o apoio de incautos. As desenvoltas ações do bicheiro goiano fazem parte do mesmo pacote no qual quadrilhas ligadas ao jogo ilegal se juntam , segundo relatórios da Polícia Federal, para fatiar o país, dividindo entre elas o controle das bilionárias bancas. No Centro-Oeste, o capo é Cachoeira; no Rio, com ramificações no Norte, Nordeste e outras regiões do Sudeste, mandam os decanos cariocas do jogo do bicho; no Sul, quem bota banca é o paulista Ivo Noal.
A divisão territorial das áreas de ação do jogo ilegal é uma clara demonstração de que a contravenção se sofistica, adverte a PF. Outra evidência, mais grave, a merecer a urgente revisão do Código Penal, é a associação das quadrilhas brasileiras a máfias internacionais, disso resultando uma conhecida atividade-fim - a exploração das máquinas caça-níqueis - e outras subterrâneas, como assassinatos e atos de violência como método de intimidação de rivais.
O festival de denúncias a que se assiste nas últimas semanas é de estarrecer. Com a força de uma queda d"água, o esquema de Cachoeira arrasta para a vala comum da corrupção agentes públicos dos três Poderes e empresários. Sobretudo, mostra com preocupante cristalinidade a extensão do poder de cooptação da criminalidade. Sabia-se, por episódios regionais, que forças montadas à margem da lei já vinham inclusive eliminando intermediários no jogo montado para lhes abrir portas nas instituições. No Rio de Janeiro, por exemplo, contraventores e grupos de milicianos, não necessariamente distintos, escalaram representantes diretos para disputar mandatos eletivos ou ocupar cargos na administração pública.
Os episódios envolvendo Cachoeira e seus acólitos revelam uma rede mais extensa - portanto, potencialmente mais perigosa, porque estende os tentáculos da contravenção a gabinetes poderosos de Brasília, de alguns estados e a balanços na iniciativa privada. A resposta da sociedade a tais afrontas deve ser à altura: ampla, exemplar e dentro do pressuposto de que afrontas à lei devem ser inquestionavelmente punidas.
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