PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, novembro 21, 2012

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS (3)


Corinthians fecha patrocínio master com Caixa Econômica Federal até 2014



Corinthians vinha estampando o projeto de sócio torcedor na parte principal de seu uniforme (Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Corinthians vinha estampando o projeto de sócio torcedor na parte principal de seu uniforme

O Corinthians confirmou na tarde desta segunda-feir (19) o acerto com a Caixa Econômica Federal para ser novo patrocinar master até o final de 2014. Sem dar muitos detalhes, o clube, através do seu site oficial, convida a imprensa para um evento que oficializará acordo, nesta terça-feira (20), no Museu de Futebol, no estádio do Pacaembu. 

Estarão presentes no local o presidente do Corinthians, Mário Gobbi Filho, do vice-presidente Luis Paulo Rosenberg e do diretor de marketing Ivan Marques. Enquanto que pelo lado da Caixa Econômica Federal, estarão presentes o vice-presidente de Atendimento e Negócios, Jose Henrique Cruz, e o diretor de Publicidade e Marketing, Clauir Santos. 

O evento apresentará também os novos uniformes que o Corinthians passará a usar a partir do jogo contra o Santos, no próximo sábado (24), no estádio do Pacaembu. Com contrato até dezembro de 2014, a Caixa estampará a camisa do Corinthians durante o Mundial de Clubes da FIFA, no Japão, em dezembro.

Os valores não foram divulgados na nota oficial do clube e os detalhes do novo contrato deverão ser apresentados por ambas as partes no evento oficial. Nas últimas partidas do Campeonato Brasileiro, o Corinthians vinha estampando o seu plano de sócio torcedor no espaço principal de sua camisa. 


http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/esporte/2012/11/19/313603-corinthians-fecha-patrocinio-master-com-caixa-economica-federal-ate-2014

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS (2)




CEF vai patrocinar o Corinthians


Por Adriana Mattos | De São Paulo



Após meses sem conseguir fechar o patrocínio principal para sua camisa, o Corinthians costurou um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), segundo maior banco estatal do país. O anúncio da parceria, válida até dezembro de 2014, deve ser feito hoje.
O Corinthians queria R$ 50 milhões por ano pela exposição da marca, mas as negociações não tiveram sucesso e a soma foi reduzida para R$ 35 milhões. Porém, o time também não conseguiu acordo para esse valor. Fonte a par do tema informa que o montante acertado com a CEF girou em torno de R$ 30 milhões ao ano. A Hypermarcas, patrocinadora até abril, desembolsava R$ 35 milhões anuais, mas um terço dessa soma ia para o jogador Ronaldo. A marca do banco ficará estampada na parte frontal da camisa.
O Corinthians confirma o acordo e informa que a marca do banco estará exposta nos jogos do Mundial de Clubes, em dezembro no Japão. Segundo regra da Fifa, só patrocinadores da última temporada podem ter a marca exposta no mundial. Por isso, a CEF estará na camisa do time já neste sábado.




Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/2909052/cef-vai-patrocinar-o-corinthians#ixzz2CqhX5gCx

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS


Postado por: Angela Bittencourt Seção: Bancos


Uma dupla do barulho


O desempenho da Caixa Econômica Federal no terceiro trimestre deste ano – com lucro recorde e consolidação da quarta maior carteira de crédito do país – explica o prestígio da instituição em praticamente todas as instâncias do governo federal e junto à clientela crescente e que tende a se ampliar ainda mais com a chegada da “nação corinthiana”. Hoje, a Caixa deve se tornar o principal patrocinador do Corinthians, numa parceria que deve durar até dezembro de 2014. O patrocínio, que deve ficar em torno de R$ 30 milhões ao ano segundo apurou Adriana Mattos, do Valor, é sem dúvida uma grande tacada de marketing.
Os números da Caixa  no terceiro trimestre confirmam que a instituição fez a lição de casa. Seguiu à risca a orientação do Ministério da Fazenda, que atravessou boa parte deste ano pregando a expansão do crédito e a redução das taxas de juro, como uma das alavancas para o crescimento. Só a carteira de crédito aumentou 43% frente ao terceiro trimestre do ano passado, atingindo R$ 324,5 bilhões.
A instituição também multiplicou suas transações, agregando clientes, novatos no sistema bancário e um contingente que optou pela migração da conta corrente (de outros bancos) para aproveitar vantagens oferecidas pelo banco estatal a quem não tem faltado iniciativa e imaginação.
Com taxa de inadimplência do crédito total de 2,06%, mantendo-se estabilizada e abaixo do índice do Sistema Financeiro Nacional de 3,77%, a instituição desconhece a palavra calote e parece não ter qualquer intenção de passar esse tipo de experiência para os seus livros.
Recentemente, o banco estatal lançou o singular “Crédito com Pausa”. A novidade é uma espécie de programa que permite o equilíbrio do orçamento  familiar nos meses com excesso de compromissos ou em uma situação de emergência, dando ao cliente a oportunidade de adiar o pagamento de uma parcela ou de incorporar esse pagamento ao seu contrato de financiamento.




Leia mais em:

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


21 de novembro de 2012

O Globo

Manchete: No fim da CPI...Justiça manda soltar Cachoeira após 9 meses
Bicheiro foi condenado a 5 anos em regime semiaberto e autorizado a sair da Papuda

Relatório final da CPI do Cachoeira, que será apresentado hoje, terá capítulo inteiro sobre relação da construtora Delta com contraventor

Preso desde o fim fevereiro, o bicheiro Carlinhos Cachoeira deixará a Penitenciária da Papuda, em Brasília, por determinação da juíza da 5ª Vara Federal da capital federal. Cachoeira foi condenado ontem a cinco anos de prisão por formação de quadrilha e tráfico de influência, mas, como a pena deve ser cumprida em regime semiaberto, a juíza Ana Claudia Barreto expediu o alvará de soltura. A Justiça ainda vai decidir em que prisão ele se apresentará para dormir. Neste processo, o bicheiro foi condenado por tentar fraudar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Ele também é acusado de corromper policiais em Goiás. A operação Monte Carlo, da PF, provocou a cassação do senador Demóstenes Torres (GO) e a instauração da CPI do Cachoeira, no Congresso. (Págs. 1 e 3)
Com Barbosa mais forte, STF retoma hoje mensalão
O ministro Joaquim Barbosa estreia hoje na presidência do Supremo Tribunal comandando o julgamento do mensalão. Ministros esperam que, após duros embates com colegas, Barbosa aja para apaziguar os ânimos e aliviar tensões. "Que reine a paz. Na presidência, não dá para a pessoa ser trepidante, tem que ser tranquila” disse Marco Aurélio Mello. (Págs. 1, Elio Gaspari e Zuenir Ventura)
Impasse no Oriente Médio
Em maratona diplomática, acordo para cessar-fogo chegou a ser anunciado por palestinos, mas emperrou. Israel e Hamas intensificam ataques em Gaza e no Sul do país, transformando rotina de civis em martírio. (Págs. 1 e 29 a 33)

Fotolegenda: A arte da guerra

Pintadas de vermelho, as paredes do Museu de Arte de Tel Aviv estão vazias, depois que as cem telas do pintor flamengo Pieter Brueghel foram levadas para um cofre à prova de foguetes. (Págs. 1 e 31) 
Teste para Cristina K.: Greve geral na Argentina afeta Brasil
A primeira greve geral enfrentada pela presidente Cristina Kirchner parou transportes, coleta de lixo e levou ao cancelamento de 25 voos entre Buenos Aires e cidades brasileiras. Centenas de turistas que foram passar o último feriadão do ano na Argentina ficaram presos nos aeroportos, conta Janaína Figueiredo. (Págs. 1, 23 e 24)
Retrato do Brasil: Violência explode em Salvador
Estudo mostra que o número de homicídios quintuplicou em Salvador num período de dez anos. São 61 homicídios por 100 mil habitantes, cinco vezes mais do que a ONU considera suportável. (Págs. 1 e 10)
Gol contra: Juíza rejeita nova manobra de Bruno
Em novo dia tumultuado, o goleiro Bruno destituiu seu advogado, tentando adiar o julgamento em que é acusado da morte de Eliza Samudio. A juíza rejeitou o pedido e manteve a audiência. (Págs. 1 e 14)
Ciência: Fim da epidemia de aids está perto
A ONU anunciou redução de 51% no número de novos casos de Aids. E, pela primeira vez, afirmou que está próximo o dia em que o HIV deixará de causar epidemia. No Brasil, o total de casos caiu de 600 mil para 500 mil. Entre os homossexuais, no entanto, o percentual de infectados chega a 10%. (Págs 1 e 34)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Justiça condena, mas decide soltar Cachoeira
Decisão ocorre após empresário ser condenado a 5 anos em regime semiaberto

A Justiça do Distrito Federal condenou Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a cinco anos de prisão em regime semiaberto.

Ele foi condenado por formação de quadrilha (dois anos) e tráfico de influência (três anos), além de multa.

Ao proferir a sentença, a juíza determinou a soltura do empresário, preso preventivamente há 266 dias.

Ele poderá recorrer da condenação em liberdade e só cumprirá a pena no semiaberto após o trânsito em julgado do processo.

Até a noite, o empresário permanecia preso no complexo penitenciário da Papuda (DF) devido ao processo decorrente de uma operação que investigou tentativas de fraudes na emissão de bilhetes do transporte público do Distrito Federal.

Cachoeira foi detido em fevereiro em uma operação da Polícia Federal que investigou a exploração de jogos ilegais em Goiás. (Págs. 1 e Poder A4)
Petrobras quer alta de até 15% na gasolina e no diesel em 2013
A Petrobras estuda elevar em até 15% os preços da gasolina e do diesel no próximo ano. A Folha apurou ainda que a empresa analisa se a alta será de uma só vez, de 12% a 15%, ou se será dividida em duas, em fevereiro e em agosto.

Com preços defasados em relação ao mercado externo, a estatal quer evitar cortar investimentos. A empresa não comentou. (Págs. 1 e Mercado B1)
Israel e Gaza adiam trégua, e violência se intensifica
Os confrontos entre Israel e extremistas palestinos da faixa de Gaza se intensificaram em meio à tentativa de obter o cessar-fogo. O grupo islâmico Hamas chegou a anunciar o acordo, o que foi negado pelos israelenses.

Ontem, 20 pessoas foram mortas em Gaza, e duas, em Israel — em sete dias, já morreram 130 palestinos e cinco israelenses. (Págs. 1 e Mundo A14)

Fotolegenda: Sem defesa

Na Cidade de Gaza, palestinos arrastam o corpo de um dos seis homens mortos em público por suspeita de colaborarem com Israel. (Págs. 1 e Mundo A14)
Aécio deve assumir comando do PSDB a partir de 2013 (Págs. 1 e Poder A12)

Boa notícia: Novos casos de Aids têm queda de 20% em dez anos (Págs. 1 e Saúde C9)

Saúde: Fabricantes de adoçantes à base de estévia são multadas (Págs. 1 e C9)

Editoriais
Leia “A regra do atraso”, a respeito de balanço das obras do PAC, e “O preço da ignorância”, acerca de demanda crescente por ensino de qualidade. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Senadores se livram de pagar IR sobre 14º e 15º salários
Cobrança de imposto não recolhido entre 2007 e 2011 chega a R$ 64 mil por parlamentar; decisão foi do plenário

O Senado aprovou projeto que livra os parlamentares de pagar Imposto de Renda não recolhido sobre o 14° e o 15° salários entre 2007 e 2011. A cobrança no período chega a R$ 64 mil para cada senador, excluídos juros e correção monetária. A medida confirma ato da Mesa Diretora, que decidiu custear o imposto devido, e abre margem para que a Advocacia-Geral do Senado recorra à Justiça para reaver os pagamentos feitos. A discussão sobre a cobrança da dívida começou em agosto, depois que a Receita Federal enviou a conta para cada congressista. Ato do Senado sustentava que a verba tinha natureza indenizatória, mas o Fisco entendeu ter caráter remuneratório, o que obriga a incidência da alíquota de 27,5% referente ao imposto. Nenhum senador manifestou-se durante a votação. (Págs. 1 e Nacional A4)

Reajuste de 5%

Primeira votação do projeto do Orçamento aprovou reajuste de 5% para o funcionalismo, incluindo Judiciário, como quer o Planalto. (Págs. 1 e A4)
Juíza condena Cachoeira por explorar jogo e manda soltá-lo
A juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, mandou soltar o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que estava preso desde fevereiro. A decisão foi dada logo após a própria juíza condená-lo a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, pelos crimes de formação de quadrilha, exploração de jogos e tráfico de influência. (Págs. 1 e Nacional A8)
Trégua em Gaza não sai e Israel fala em invasão
Divergências não especificadas entre o Hamas e Israel frustraram o anúncio de um cessar-fogo em Gaza, apesar da ida da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, à região. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse preferir uma solução diplomática para o conflito, mas alertou que está pronto para intensificar a ofensiva. Diante do fracasso diplomático, Hillary reiterou que o “compromisso dos EUA com a segurança de Israel é sólido como uma rocha”. Tropas de Israel continuam às portas do território palestino e uma ofensiva por terra ainda não foi descartada. (Págs. 1 e Internacional A12 e A13)
Governo vai abater R$ 25,6 bilhões da meta de superávit
O governo vai abater R$ 25,6 bilhões da meta fiscal deste ano, segundo dados divulgados ontem. O valor será excluído das despesas com o PAC e com o Minha Casa, Minha Vida. (Págs. 1 e Economia B4)
Carvalho: ‘Violência em SP mata mais que Gaza’
O ministro Gilberto Carvalho disse que a onda de violência em SP mata mais do que o conflito na Palestina. Para Alckmin, a comparação é “infeliz”. (Págs. 1 e Cidades C3)
Caso Bruno: ex-policial teria assumido morte
O preso Jaílson de Oliveira confirmou que Marcos dos Santos, o Bola, confessou a morte da ex-amante do goleiro Bruno Eliza Samudio. (Págs. 1 e Cidades C4)
Cristina Kirchner enfrenta greve geral de 24 horas
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enfrentou ontem a primeira greve geral desde que assumiu, acertada por alas de centrais sindicais descontentes com a política econômica e que acusam o governo de trair a “política popular” de Néstor Kirchner. A paralisação afetou o sistema de transportes, escolas, bancos e coleta de lixo. Ao menos 26 voos entre Brasil e Buenos Aires foram prejudicados. O chefe do gabinete de ministros, Juan Abai Medina, minimizou: “É só um grande piquetaço nacional”. (Págs. 1 e Internacional A16)
País tem 1 caso/dia de aids passado de mãe para filho (Págs. 1 e Vida A18)

Avibrás vende US$ 400 mi em armas para Indonésia (Págs. 1 e Economia B10)

Marta Suplicy lança ‘ação afirmativa’ na Cultura (Págs. 1 e Vida A20)

Rolf Kuntz
As razões da Tia Dilma

Dilma Rousseff ofereceu aos europeus, mais uma vez, lições de política econômica. Nenhuma autoridade local perguntou por que o Brasil deve crescer tão pouco. (Págs. 1 e Economia B4)
Antero Greco
Rumo certo

Viramos gente desconfiada, mas até prova em contrário, Corinthians e Caixa selaram contrato comercial como ocorre todos os dias, em qualquer área. (Págs. 1 e Esportes E2)
Notas & Informações
Atrasos e caneladas

Mais que contestável, dizer que atraso “é regra do jogo”, sobre o PAC, é afirmação perigosa. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Cachoeira é condenado, mas fica livre da cadeia
Juíza da 5ª Vara Criminal de Brasília pune bicheiro com cinco anos de prisão em regime semiaberto por causa de esquema montado para vencer contrato de bilhetagem no transporte do DF. No entanto, determinou a soltura do contraventor por considerar que ele já não pode mais influenciar testemunhas nem atrapalhar a coleta de provas. Cachoeira saiu da Papuda à 0h05 de hoje. (Págs. 1 e 2)
Plano de saúde dribla proibição e antecipa reajuste
Impedidas de elevar o valor da mensalidade depois que o cliente completa 60 anos, as operadoras de planos de saúde estão aumentando o preço antes. Em geral, os custos passaram a pesar mais a partir do 44º aniversário. Ao completar 59, o consumidor pode se deparar com alta de até 94%. (Págs. 1 e 10)
Greve paralisa a Argentina
Serviços públicos, comércio, transportes… Nada funcionou no primeiro protesto geral enfrentado pelo governo de Cristina Kirchner. Brasileiros ficaram presos no aeroporto. (Págs. 1 e 13)
Apagão é risco para Dilma
Os reservatórios com nível baixo e a redução de investimento no sistema podem afetar o fornecimento de energia em 2013, com ameaça de racionamento. (Págs. 1 e 11)
Entre a trégua e a selvageria
Enquanto negociadores tentam, no Egito, um cessar-fogo em Gaza, palestinos do Hamas executam suspeitos de espionagem. Os ataques de Israel mataram 26 ontem. (Págs. 1, 16 e 17)
Ingresso para a emoção
Em altura, ele é o maior estádio do Mundial de 2014. E ainda supera Camp Nou e Bernabéu. Levantamento feito pelo Correio mostra por que o Mane Garrincha se tornará também uma das arenas em que a presença da torcida será sentida mais fortemente, com barulho de 110 decibéis na hora do gol. Quem quiser experimentar essa sensação deve correr: começa hoje, às 9h, a pré-venda das entradas para a Copa das Confederações. (Págs. 1 e Super Esportes, 7 a 9)
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Valor Econômico

Manchete: Bancos ganham na Justiça ações contra os derivativos
Os contratos de derivativos cambiais, que durante a crise de 2008 e a disparada do dólar afetaram as finanças de grandes grupos como Sadia, Aracruz e Votorantim, causando prejuízos bilionários, têm sido reconhecidos como legítimos pelo Judiciário. As empresas que questionaram a validade dessas operações têm perdido os processos tanto na primeira quanto na segunda instância. Nas condenações, os magistrados consideram que as companhias assumiram riscos previsíveis ao apostar nesse tipo de investimento e determinam que os bancos sejam ressarcidos.

Levantamento feito para o Valor pelo escritório Wald Associados Advogados mostra que há pelo menos 27 ações sobre o tema em tramitação na Justiça. Em praticamente todas as instituições financeiras tiveram ganho de causa. Treze desses processos já chegaram aos Tribunais de Justiça com vitória também dos bancos. Entre os casos há ações de empresas como a Imcopa, processadora de soja, a catarinense Tuper, processadora de aço, a Doux Frangosul, produtora de aves e embutidos, e a varejista de móveis e decoração Tok & Stok. (Págs. 1 e E1)
Programas sociais e INSS puxam gastos
INSS e programas de transferência de renda puxaram o aumento de 11,8% nas despesas não financeiras do governo federal de janeiro a setembro, que atingiram R$ 587,7 bilhões, ou 18,03% do Produto Interno Bruto (PIB). Os gastos com INSS subiram 12,9% no período, para R$ 231,5 bilhões, enquanto que os do Bolsa Família, benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social, seguro-desemprego e abono salarial avançaram quase 18%, para R$ 70,1 bilhões. Juntas, aumentaram 0,58% do PIB, respondendo por 73% do crescimento total das despesas não financeiras, de 0,79% do PIB.

Já os gastos com pessoal subiram 3,2% e caíram de 4,32% do PIB nos três primeiros trimestres de 2011 para 4,17% no mesmo período de 2012. (Págs. 1 e A3)
Energia eólica atrai o Santander
O Santander inaugura em dezembro, no Ceará, o primeiro dos dez parques eólicos nos quais tem participação acionária no Brasil. Único banco que investe diretamente em projetos de geração de energia eólica no país, pretende expandir sua atuação nos próximos leilões do governo. Na Espanha, o Santander tambem é um dos maiores investidores nessa área.

Hoje, o banco controla ou é sócio de três complexos em construção no Nordeste e no Rio Grande do Sul, que reúnem dez parques eólicos. Juntos, terão capacidade para gerar 226 MW quando concluídos, entre 2014 e 2015. Só na subsidiária brasileira, cerca de 40 pessoas estão envolvidas com essa área. O Santander não revela quanto investiu no setor. O banco ajudou a desenvolver outros projetos, mas vendeu sua participação. (Págs. 1 e B9)
Fotolegenda: Teste de forças
A presidente Cristina Kirchner enfrentou ontem a primeira greve geral desde que assumiu o poder, em 2007. O movimento parou serviços de ônibus, trem e metrô em Buenos Aires. Estações movimentadas, como a de Retiro, ficaram desertas. Bancos, muitas escolas e parte do comércio fecharam. (Págs. 1 e A13)
Compra de imóvel dá visto para a Europa
Quem passeia por Madri vê muitos cartazes de apartamentos à venda, refletindo a tentativa desesperada de seus proprietários de se livrarem de dívidas. A Espanha tem estoque de 800 mil a um milhão de imóveis à venda - e não há compradores. Os preços já caíram 30% desde o início da crise.

O governo espanhol planeja agora atrair estrangeiros com autorização de residência quase automática por três anos aos que adquirirem um imóvel no país por montante superior a € 160 mil (R$ 426 mil). Essa exceção na lei de estrangeiros para investidores se baseia no que já fizeram outros países em crise na zona do euro. Há um mês, Portugal passou a dar carta de residência para todo estrangeiro que comprar um imóvel de pelo menos € 500 mil (R$ 1,33 milhão), norma igual à da Irlanda. No Reino Unido o valor mínimo é de € 1,25 milhão. Na França, a exigência é maior: € 10 milhoes. (Págs. 1 e A13)
Fotolegenda: Petróleo é prioridade
Reinaldo Garcia, presidente da GE na América Latina: empresa vai avançar no setor de petróleo no Brasil e investe R$ 500 milhões em seu centro de pesquisa no Rio. (Págs. 1 e B7)
México ganha maior peso na indústria automotiva (Págs. 1 e B11)

CEOs dão a receita para retomada do crescimento nos Estados Unidos (Págs. 1 e B12)

Cade "estreia" a lei antitruste
Cinco meses após a nova lei antitruste, pela primeira vez o Cade barrou um negócio antes de sua realização. A compra da Seaviation pela Proair, prestadoras de serviços aeroportuários, dependerá de alterações no contrato para viabilizar a concorrência. (Págs. 1 e B5)
BNDESPar entra na Oceana
O BNDESPar anuncia hoje seu primeiro investimento no setor de construção naval ao assumir 25% da Oceana Offshore — empresa pré-operacional de construção e operação de navios de apoio à produção de petróleo e gás — por R$ 122 milhões. (Págs. 1 e B7)
Ammann terá fábrica no país
A fabricante suíça de equipamentos Ammann vai instalar em Gravataí (RS) sua fábrica na América Latina para produção de usinas de asfalto. Em uma segunda fase deverão ser montados compactadores e pavimentadores. (Págs. 1 e B10)
Mais dinheiro no campo
O Valor Bruto da Produção agropecuária do país deverá alcançar R$ 367 bilhões neste ano, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Se confirmado, será 11,2% superior ao de 2011. (Págs. 1 e B18)
Ideias
Cristiano Romero

Não há mais dúvidas de que o governo deixará o real se desvalorizar ainda mais frente ao dólar. (Págs. 1 e A2)

Pedro Cavalcanti e Renato Fragelli

A crescente intervenção do governo na economia aponta para um país menos produtivo e mais ineficiente. (Págs. 1 e A15)
Os executivos mentem, dizem os executivos
Os dirigentes brasileiros mentem, principalmente quando o assunto é gestão. É o que mostra pesquisa realizada com 330 representantes do alto escalão das maiores empresas em operação no país, sendo 48% com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões. No estudo, os executivos admitem que a mentira em suas companhias é comum em assuntos relacionados aos funcionários, fornecedores, parceiros e até ao governo. "Eles dizem uma coisa e fazem outra", afirma a pesquisadora e consultora Betania Tanure, que conduziu o estudo. Entre os pesquisados, 74% admitem que o discurso oficial é oposto ao que acontece na prática. (Págs. 1 e D3)
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terça-feira, novembro 20, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] A PAGAR, ''APAGAR'' e APAGÃO

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TRAGICOMÉDIA

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O lado bom da tragédia



ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo

Às vezes, sonho com um supercrash do capitalismo. Maior do que o atual. Em dias de ódio e tédio com o mundo fora dos eixos, desejo o mal: "Que quebre tudo logo, vamos recomeçar do zero!" Sonho, às vezes, como um bolchevista louco ou um homem-bomba querendo a morte dos cães infiéis - que somos nós. Um 'supercrash' seria bom. Dar-nos-ia uma consciência mais humilde de limites. Em meu delírio, chego a desejar que alguma catástrofe aconteça, para nos despertar desta suja esperança, desta sórdida alegria obrigatória que nos impingem.
O crash traria uma nova era; terrível ou não, alguma verdade surgiria… Como chamá-la? A pós-pós-modernidade? O pós-apocalipse? A "desglobalização"? A única coisa que não será "pós" é a burguesia, claro. Não há "pós-burguesia".
O supercrash seria bom para fracassados, pois estão desculpados, mas seria ruim para catastrofistas - que ficariam sem anátemas e protestos nos bares. Uma crise é boa para o contato com o absurdo. Nesse sentido, uma crise radical seria 'filosófica', porque o mal ficaria banalizado e o bem, um luxo ridículo, um hobby.
Ficaríamos mais espiritualizados com uma supercrise. Num primeiro momento, o horror, bolsas caindo, grana sumindo. Depois, a paz do inevitável, a calma da desgraça assumida - vejam o rosto pacífico dos famintos do Sudão. A fome traz uma paz desesperançada. Uma super-recessão muito maior que em 29 pode mostrar que a voracidade consumista não é a única maneira de viver. Seríamos mais magros e mais frugais; ficaríamos mais elegantes com um crash. 'Crash chic'.
Um supercrash apaga o sorriso dos colunáveis nas revistas. Um crash fecha a Caras e provoca uma onda de suicídios de milionários e instilaria humildade nas almas yuppies. Acabariam suspensórios floridos e gravatas de pintinhas. Das salas ricas, sumiriam elefantes de prata, lustres de cristal e tapetes de zebra.
Voltariam os hippies, as drogas lisérgicas, o artesanato de couro, a poesia, a arte, a lenta reflexão, "slow life". Toda crise é uma renascença. Haveria uma estética do crash. O crash criaria escolas filosóficas: o 'pirronismo' absoluto, um neoniilismo pragmático e a escatologia escatológica: "a merda está no fim da história", uma espécie de Hegel de marcha à ré.
Os intelectuais encheriam a cara nos bares, cheios de esperançoso pessimismo. Os bondosos de carteirinha, os cafetões da miséria, santos oportunistas, ficariam todos em pânico: "Se não houver um mal claro, como seremos bons?"
O mundo se 'balcanizaria' em ilhas culturais e psicológicas; o mundo se espalharia em esponjas, em vazios, em avessos, em 'buracos brancos' que se alargam enquanto o tecido da sociedade se esgarça. Não seriam 'células de resistência', mas 'buracos de desistência'.
Os filmes americanos ficarão felizes e haverá musicais para nos alegrar, como no tempo do crash de 29 . Fred Astaire vai dançar com Ginger Rogers de novo. O crash acaba com os filmes de grande produção. O crash vai nos livrar dos grandes shows de rock, das milionárias bandas revoltadas, dos best-sellers de autoajuda (pois não haverá salvação possível), das supercervejarias, dos canecões. Diminuiria muito nossa ansiedade patológica e teríamos a depressão, que é muito melhor porque, ao menos, descansamos caídos na cama.
Com a nova guerra fria entre russos e americanos e, talvez, uma guerra quente no Oriente Médio, teríamos a restauração da beleza da morte e não mais sua banalização pelos videogames letais. Uma 'supercrise' traria um novo sabor de verdade a esta ópera-bufa que vivemos. Acaba o pastelão e começa a tragédia real. O crash será um 'thrill' para nossas vidas. A paz é chata; parece filme iraniano. A guerra é que é legal, como um filme de ação. O crash também revitalizaria o inútil, a importância do nada, a ausência de urgências, uma saudável tristeza vil. Acabaria com a folga arrogante do capitalismo financeiro, com seus imensos casinos do Mal.
Um crash pode nos dar o frisson de sermos vítimas, a luz negra excitante da paixão. Pode acabar com este bom senso insuportável que nos rege. Acabarão os países emergentes, pois todos seremos reemergentes. Sem consumo, haverá um grande estímulo para o sexo... já que não teremos nada a fazer. O crash vai parir 'babycrashers'. E também vai justificar broxadas: "minha filha... desculpe... é o crash..." O crash vai acabar com o grande movimento em aeroportos e diminuirá sensivelmente o número de barrigudos falando alto em celulares. O crash fecha Miami. Vão acabar palavras como 'globalização', livre mercado, competitividade, desregulamentação, qualidade total, inovação. Como se diz hoje, o mundo terá um "downsizing".
O crash pode vir a ser retrô, delicioso - voltaremos aos anos 50, de onde nunca saímos, na verdade. Ficaríamos livres da euforia gratuita e teríamos um sadio desalento. Acabaria o vício do passadismo rancoroso, com a desistência da esperança regressista, acabaria a nostalgia de torturas, heranças malditas, ossadas do Araguaia. Acabaria um sonho de futuro. Só teríamos o presente incessante.
O crash vai ser bom para o Brasil conhecer o caos. Há anos que falamos nele sem saboreá-lo, se bem que não temos competência nem para o caos, que é mais 'anglo-saxônico'. Teremos o pântano, o brejo (para a onde a vaca vai), coisa mais 'nossa', mais 'saudades do matão' com sapos coaxando. O pântano é mais Brasil. O único problema do crash é que ele pode revitalizar os fascismos. E isso, naturalmente, poderá causar uma guerra total, na qual morreremos todos, derretidos, adubando o solo para novas espécies. Mas, já que o espetáculo da história humana foi esse vexame milenar em busca de poder e de esperanças vãs, também isso pode ser bom. O crash seria bom para acabar conosco, esta raça daninha que atrapalhou o livre curso da natureza. Logo, não se preocupe.

MENSALÃO: O DIVISOR DE ÁGUAS


Condenações do STF foram um avanço



Autor(es): Raymundo Costa
Valor Econômico - 20/11/2012
 

O julgamento do mensalão certamente não vai acabar com a corrupção no país, mas é o ponto alto de um processo de combate às malfeitorias, como gosta de dizer a presidente Dilma Rousseff, que teve início com a redemocratização do país.
Dizer que foi um julgamento político não desqualifica as sentenças proferidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. As leis são resultado da mediação política da vida em sociedade. Danoso seria um julgamento partidário.
A presidente Dilma tem razão quando diz que ninguém neste mundo de Deus está acima "de erros e das paixões humanas". Declaração feita na Espanha talvez para acalmar o ânimo militante. A dor do mensalão era uma dor que o PT precisava sentir. Pena que não esteja sendo corretamente interpretada pelo partido.
Mensalão é marco no combate à impunidade no país
Nesse período de 27 anos de democracia, o mais longo já vivido pelo país, a intolerância com a impunidade ganhou corpo à medida que se formou uma oposição forte no Congresso (tendo o PT como protagonista importante), a sociedade civil se organizou e a liberdade de imprensa foi consolidada.
O impeachment de Fernando Collor foi a primeira reação organizada, nesse período, da insatisfação civil com a corrupção e a impunidade. Na sequência, a CPI dos Anões do Orçamento investigou 18 deputados e senadores. Ao final, seis foram cassados, oito renunciaram e outros quatro foram absolvidos.
Pode ser que num caso ou outro os erros e as paixões humanas tenham prevalecido. Fernando Collor e Ibsen Pinheiro foram punidos no Congresso e absolvidos no Judiciário.
Apesar do corporativismo imemorável, mais difícil é identificar, neste período, o momento em que a Câmara perdeu a vergonha e passou a fazer às claras o que antes tratava na penumbra. O paroxismo dessa situação é a CPI do Cachoeira, um acordão feito à luz do dia.
Se há avanços, há também retrocessos. É o que mostra a CPI do Cachoeira, o exemplo mais flagrante da esterilização das comissões de inquérito do Congresso e de como elas podem ser manipuladas por eventuais maiorias para emparedar a minoria.
O penúltimo capítulo da desmoralização das CPIs deve ser encenado hoje com a divulgação do relatório da "investigação" feita sobre as relações do contraventor com agentes públicos.
O requerimento para a criação da comissão bateu recorde de assinaturas de deputados e senadores, mas nunca interessou a ninguém a não ser o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT e aos mensaleiros em particular.
Sob o objetivo de investigar o contraventor Cachoeira, na prática a CPI tentou constranger o procurador-geral da República e disputar o noticiário com o julgamento do mensalão. Não conseguiu nenhuma das duas coisas. Concretamente, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o mandato e seus amigos tucanos de Goiás ficaram emparedados politicamente. Mas para isso não precisava de CPI. O inquérito da PF já contava tudo.
Pior ainda: a CPI empacou quando surgiram as pegadas da construtora Delta em programas do governo federal e fortes indícios de perigosas relações da empresa com governantes de todos os partidos. Alguns deles amigos do rei, como Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, ou integrantes do PT, como Agnelo Queiróz (DF).
Outra CPI que poderia ir longe mas acabou em soma zero foi a da Evasão de Divisas, mais conhecida como CPI do Banestado. Era presidida por um tucano, tinha um vice do antigo PFL e relator dom PT. Não havia risco de dar certo.
Restou um projeto do deputado José Mentor (PT-SP) para anistiar e permitir a repatriação de recursos ilegalmente remetidos ao exterior.
Nesse jogo de avanços e retrocessos, alguns banqueiros engravatados passaram pelo xilindró. Salvatore Cacciola, do banco Marka, por crimes contra o sistema financeiro, e Daniel Dantas, numa ação tão desastrada da PF que não teve como ser sustentada pela Justiça. Agora, pelo andar da carruagem, pode chegar a vez da "simples bailarina" do Rural, banco que já estrelou outros escândalos.
Por outro lado, também deu em nada a CPI dos Cartões Corporativos. Apenas serviu para encorpar a folha corrida que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência.
Nesses 27 anos também um desembargador (Nicolau dos Santos Neto) foi obrigado a dormir na cadeia, um senador algemado a caminho da prisão (Jader Barbalho), sem falar de outro ex-senador, Luiz Estevão (PMDB), cúmplice de Nicolau no desvio de verbas para a construção do TRT de São Paulo.
Em 2010, o então governador de Brasília, José Roberto Arruda entregou-se à polícia, depois de ter sua prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça. Ficou preso por um bom período, quando a aposta em seu staff era que ele logo seria beneficiado por um habeas corpus, como era a prática dos costumes políticos.
Já ali o Supremo enviava o sinal de que alguma coisa estava mudando. Parece não ter sido ouvido pelos réus do mensalão e seus advogados, sempre transmitindo a impressão de que não havia provas suficientes para condenar a clientela.
Nunca é demais lembrar do antes inatingível Paulo Maluf (PP-SP), cujas práticas levaram a população a criar o verbo "malufar", foi condenado pela Justiça da Ilha de Jersey a devolver US$ 22 milhões para a Prefeitura de São Paulo. Maluf, hoje aliado do PT, também andou dormindo na cadeia.
Bem ou mal, o país tem avançado no combate à corrupção. O julgamento do mensalão é um marco. Certamente não significa o fim da corrupção, mas estabelece um perímetro no qual as outras instâncias do Judiciário poderão atuar no combate à impunidade. O medo da cana - especial ou não - é o melhor remédio. Pena que o Congresso se rendeu ao corporativismo, como demonstrou especialmente a Câmara dos Deputados ao absolver os réus do mensalão que o STF achou por bem condenar. O avanço da corrupção se dá nas brechas da impunidade.
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Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

BNDES ... na coleira



BNDES vira sócio de Eike e banca fábrica de chip

Governo vira sócio e banca fábrica de semicondutores de Eike Batista


Autor(es): MÔNICA CIARELLI
O Estado de S. Paulo - 20/11/2012
 

Após seis meses de adiamento, o projeto do governo de construção de fábrica de semicondutores foi anunciado oficialmente ontem e terá mais da metade do investimento - de R$ 1 bilhão - vinda do BNDES. A Six Semicondutores, empresa do grupo Eike Batista, receberá R$ 245 milhões do banco para garantir uma fatia de 33% na sociedade, além de financiamento de R$ 267 milhões
BNDES será responsável por mais da metade do investimento de R$ 1 bilhão da Six Semicondutores, que será erguida em Minas Gerais

Depois de mais seis meses de adiamentos, o projeto do governo de construção de uma fábrica de semicondutores no País foi anunciado ontem oficialmente. A Six Semicondutores, a mais nova empresa do grupo de Eike Batista, saiu do papel com uma forte ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por mais da metade do investimento de R$ 1 bilhão.
Além de entrar com R$ 245 milhões para garantir uma fatia de 33% na sociedade, o banco ainda aprovou financiamento de R$ 267 milhões para a nova fábrica, que será construída no município de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outro empurrão do governo veio na forma de financiamento da estatal Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que liberou à Six uma linha de empréstimo de R$ 202 milhões.
A nova fábrica, que tem previsão de começar a produzir em 2014, tem como sócios, além do BNDES e de Eike Batista (que também terá 33%), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a americana IBM e a Matec Investimentos e Tecnologia Infinita, do ex-presidente da Volkswagen do Brasil Wolfgang Sauer.
O projeto vinha sendo tratado com discrição pelos sócios porque a presidente Dilma Rousseff tinha planos de anunciar pessoalmente o investimento. Mas problemas de agenda acabaram deixando a presidente fora do evento, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Política industrial. O interesse do Planalto pela produção de semicondutores ficou claro no lançamento da política industrial, no início do ano, quando o setor foi classificado como estratégico para o desenvolvimento econômico do País. Na época, o governo chegou a calcular que a falta de unidades de semicondutores gerava um déficit comercial de cerca de US$ 6 bilhões por ano ao Brasil.
"O projeto coloca o Brasil no seleto grupo de países com alta tecnologia em semicondutores e significa um salto qualitativo histórico para o desenvolvimento da indústria nacional, com ampliação de sua competitividade e diminuição da dependência tecnológica do País", destacou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, no evento.
A iniciativa, no entanto, é polêmica. O economista Claudio Frischtak, que trabalhou no Banco Mundial e hoje é sócio da Inter B Consultoria, criticou os gastos da União na nova fábrica. Ele lembra que o governo já tem uma fábrica estatal de chips no Rio Grande do Sul, a Ceitec. "Quem garante que não será mais um desperdício de dinheiro?", disse. Segundo ele, o Brasil está duas a três décadas atrasado nesse segmento e a fábrica gaúcha, criada em 2008, ainda não conseguiu trazer nenhum avanço para o País.
Já o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Silvio Sales, se mostra mais favorável à decisão do Planalto de dar um pontapé, via BNDES, para tentar desenvolver o setor. "Estamos atrasados nessa área. Era preciso um empurrão do Estado. Isso se justifica", afirmou Sales, ao lembrar que esse é um segmento que gera receitas de maior valor agregado.

ARQUIVE-SE ! (... simples assim)


20/11/2012 - 04h00-FOLHA

Justiça livra Lula de ação que pedia R$ 9,5 mi de volta


FLÁVIO FERREIRA
MATHEUS LEITÃO
ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA


A Justiça do Distrito Federal livrou ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Amir Lando de uma ação de improbidade administrativa que pedia a devolução de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos.

O juiz Paulo Cesar Lopes, da 13ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, extinguiu a ação proposta pelo Ministério Público Federal em janeiro de 2011 por entender que houve erro técnico.

Segundo ele, o Ministério Público só poderia ter processado Lula durante o mandato --e por meio de outra ação, a de crime de responsabilidade. Para o magistrado, o MPF poderia ter usado ações civis comuns para ressarcimento dos danos, mas não a de improbidade administrativa, que pode acarretar na suspensão dos direitos políticos.

A Procuradoria da República no Distrito Federal acusava Lula e o ex-ministro de uso da máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão, pelo envio de 10,6 milhões de cartas a segurados do INSS de outubro a dezembro de 2004.

Segundo a procuradoria, cartas assinadas por Lula e Lando informavam sobre consignados com taxas de juros reduzidas. À época, o BMG era o único banco privado que oferecia esse empréstimo, dizia a acusação.

O BMG vendeu em 2004 parte da carteira de crédito consignado à Caixa Econômica Federal por R$ 1 bilhão.

No caso do mensalão, o BMG foi acusado de abastecer o valerioduto com mais de R$ 30 milhões. A Procuradoria-Geral da República, responsável pelo processo do mensalão, preferiu desmembrar as acusações sobre a atuação do BMG no escândalo, e essa parte foi para a Justiça Federal de Minas Gerais.

Lula, em viagem, Lando e o BMG não foram encontrados para comentar a decisão.
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BODE À MODA


20/11/2012 - 05h20

Dirceu ganha "almoço de solidariedade" de petistas em Salvador


NELSON BARROS NETO-FOLHA
DE SALVADOR


Uma semana após ser condenado a dez anos e dez meses de prisão no julgamento do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebeu ontem um "ato de solidariedade" de petistas da Bahia, em Salvador.

O almoço aconteceu na casa do deputado federal Josias Gomes (PT), que figurou na lista dos sacadores de dinheiro na boca do caixa do Banco Rural na época do escândalo, mas foi absolvido após processo de cassação na Câmara e não virou réu no julgamento do Supremo.


O prato principal foi uma "paella", "em homenagem ao discurso da presidente Dilma [Rousseff] na Espanha", disse Gomes à Folha. As dezenas de convidados ainda comeram uma costela de bode.

No almoço, segundo relato de alguns dos presentes, Dirceu prometeu ir "até o fim" para recorrer da pena do STF e rotulou o julgamento como "político". O ex-ministro da Casa Civil passou o feriado da Proclamação da República em Busca Vida, uma praia na Grande Salvador.

Ele ficou em um condomínio fechado, emprestado por Manuel Martinez, empresário do setor imobiliário local.

Ainda ontem, o ex-ministro viajaria a Brasília.

Segundo o anfitrião do almoço, a posse de Joaquim Barbosa --o relator do processo do mensalão-- na presidência do STF, nesta semana, acabou ignorada. "Por incrível que pareça, não tratamos disso. Foi mais um relato do quadro, na visão dele [Dirceu]", disse Josias Gomes.

Também presente, o presidente do PT baiano, Jonas Paulo, afirmou ter sido "algo muito forte e representativo".

"Mexeu com ele, mexeu comigo", acrescentou Paulo.
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PT e PSDB [In:] DISPUTA INGLÓRIA


20/11/2012 - 06h00/FOLHA

PT e PSDB disputam paternidade de ação contra Maluf no exterior


O secretário de Negócios Jurídicos da gestão Marta Suplicy (2001-2004), Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, disse ontem que a estratégia para o processo que determinou a repatriação de US$ 22 milhões desviados pelo ex-prefeito Paulo Maluf foi traçada na gestão da petista.


Ferreira reagiu à declaração de seu sucessor, Luiz Antonio Guimarães Marrey, titular da pasta em 2005 e 2006, quando José Serra (PSDB) ocupou a Prefeitura de São Paulo.

Ele havia dito à Folha que a administração do tucano "tomou as providências" para obter o bloqueio do dinheiro na ilha de Jersey, paraíso fiscal britânico.

"A estratégia foi toda determinada no período da Marta", afirmou Ferreira, que comandou a seleção do escritório contratado para defender a prefeitura no processo contra Maluf.

O ex-prefeito hoje é aliado do PT no plano municipal e do PSDB no governo estadual.

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HADDAD [In:] ''-- QUE´QUE ISSO CUMPANHÊRO? -- A 'PRAXIS' ''


Cotada para Educação é ré em processo que apura suposto desvio
Escolhida por Haddad para chefiar a pasta na capital, Cleuza Repulho é investigada por esquema no ABC
Fraude teria ocorrido quando Cleuza era secretária na Prefeitura de Santo André; ela nega a acusação
DE SÃO PAULO-FOLHA
Escolhida pelo prefeito eleito Fernando Haddad (PT)para ocupar a Secretaria da Educação, Cleuza Repulho é ré em um processo que investiga um esquema de desvio de R$ 49 milhões na Prefeitura de Santo André.

Cleuza ainda não foi confirmada como parte da futura gestão porque Haddad quer antes conversar com o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT). Atualmente, ela comanda a pasta no município da Grande São Paulo.
Os supostos desvios ocorreram entre 2005 e 2008, quando ela era a titular da Educação em Santo André.
O ex-prefeito da cidade João Avamileno (PT) também é réu no processo. Os dois negam irregularidades.
Em ocasiões anteriores, Cleuza afirmou que as denúncias eram decorrentes de disputas políticas.
De acordo com o Ministério Público, que apresentou ação de improbidade administrativa no ano passado, a Secretaria da Educação repassava verbas para uma ONG que não comprovou a realização dos serviços.
O Instituto Castanheira foi contratado para atendimento de adolescentes e qualificação de professores.
A primeira presidente da ONG era vizinha de Cleuza, e um idealizador do instituto era ex-namorado dela.
Em sua gestão como secretária em São Bernardo, outro contrato com uma ONG (a Paradigma) também passou a ser investigado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas. A apuração é se pessoas próximas a ela se beneficiariam do contrato de cerca de R$ 3 milhões.
Cleuza enfrenta ainda uma campanha do sindicato dos servidores públicos de São Bernardo que pede sua saída do cargo. A mobilização tem até camisetas com a frase "Fora Cleuza".
O sindicato reclama de uma proposta da secretaria, ainda não formalizada, de realizar concursos públicos apenas para professores, excluindo outras funções como coordenador e orientador pedagógico e diretor de escola.
MELHORIAS
Apesar dos protestos de parte dos servidores, a qualidade da educação municipal de São Bernardo melhorou na gestão de Cleuza, levando em conta o Ideb (índice federal que avalia o conhecimento dos alunos e a aprovação).
Entre 2009 e 2011, a nota subiu de 5,6 para 5,8, quase batendo a meta esperada para 2013. A nota de São Paulo, por exemplo, foi de 4,8 em 2011.
Com pós pelo Mackenzie, Repulho também foi consultora da Unesco e trabalhou com Haddad no Ministério da Educação.

BRASIL e PCC [In:] A PAZ BEM DISTANTE



Enquanto isso, na guerra brasileira...

Em 72 horas, SP tem média de oito homicídios por dia


O Globo - 20/11/2012
 
SÃO PAULO e rio São Paulo teve, nas 72 horas deste fim de semana, 24 homicídios contabilizados pelo GLOBO na Região Metropolitana. São oito homicídios por dia, mesma média de setembro deste ano, segundo a Secretaria de Segurança Pública. No mesmo mês do ano passado, a média diária era de 5,7. O fim de semana de São Paulo foi mais violento na comparação com o Rio. Mesmo na relação proporcional com a população, a Grande São Paulo se mostrou mais violenta do que a capital carioca.
Com 20 milhões de moradores, a Grande São Paulo apresentou nessas 72 horas relação de 1,2 homicídio para 1 milhão de habitantes. No Rio, onde o número de homicídios foi de 12 neste final de semana, essa relação seria de 1 por 1 milhão. Salvador, nesta comparação, no entanto, é a mais violenta entre as três capitais: foram 25 homicídios, quase o mesmo número de São Paulo, para uma população bem menor na Região Metropolitana (3,67 milhões), uma relação de 6,8 assassinatos para um milhão de habitantes.
Essas índices, no entanto, não são oficiais, e se referem a um período de apenas 72 horas de homicídios registrados na Região Metropolitana dessas capitais. A comparação oficial de regiões leva em conta um período maior.
Ainda assim, o levantamento mostra o grau de violência das capitais brasileiras. Em Nova York, no fim de semana de 26 a 28 de outubro, foi registrado um único assassinato para uma população de 8,2 milhões de habitantes, em uma relação de 0,1 homicídio para um milhão de habitantes. Até 11 de novembro, a cidade havia registrado 356 homicídios, número dez vezes menor que o total de assassinatos registrados em São Paulo (3.536) e no Rio (3.028) neste ano, até setembro.
Uma análise dos homicídios em São Paulo nas últimas horas mostra as características da violência que vem assustando a cidade. Só na sexta-feira foram nove assassinatos; no domingo, outros 13 crimes (além de outros dois no sábado). No fim da noite de sexta, cinco jovens foram mortos em uma chacina em Cidade Ademar, Zona Sul da capital paulista. Outras três pessoas ficaram feridas.
O domingo viu outras duas chacinas. Uma aconteceu em Taboão da Serra, quando seis jovens foram atingidos por disparos e três morreram. Outro ataque contra um grupo de pessoas ocorreu em uma comunidade conhecida como Favela da Minhoca, na Zona Sul de SP. Um homem e uma mulher morreram.
- São crimes com caraterísticas de execução, que envolvem grupos ou só uma pessoa. Mas são execuções planejadas, não crimes do calor do momento - diz Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública.
As execuções desse tipo na cidade se tornaram uma constante há pelo menos dois meses. Para Guaraci, trata-se de um confronto "noturno" que ocorre principalmente nos bairros periféricos e tem relação com a principal facção criminosa que atua em São Paulo.
- Está havendo enfrentamento do crime organizado com o Estado. E o Estado tem duas alternativas. Ou se omite ou enfrenta. Não digo que esse enfrentamento precisa ser violento, mas é preciso enfrentar - explica Júlio Jacobo Waiselfisz, sociólogo e autor do Mapa da Violência.
A realidade vivida por São Paulo guarda semelhanças com a do Rio, onde a ação de bandos ligados ao tráfico de drogas ainda é responsável pela maioria dos assassinatos no Rio e na Região Metropolitana. A análise dos 12 homicídios registrados nestas regiões no período de 72 horas, entre a sexta-feira e o último domingo, indica que em dez casos teria havido participação de traficantes nas mortes. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Rafaela Ferreira de Azevedo, de 15 anos, atingida às 2h de sábado por um tiro no tórax em meio a um confronto entre traficantes rivais na favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Oeste.
A maior parte dos assassinatos no Rio foi em comunidades não pacificadas, com exceção do caso de João Carlos da Silva, de 32 anos, morto a tiros no início da madrugada de sábado na Avenida Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, ocupada por foças de segurança em outubro passado.
Apesar de viverem momentos diferentes - São Paulo vive uma escalada de violência, o Rio registrou menos mortes em 2012 em relação a 2011 -, as duas cidades estão inseridas dentro do mesmo contexto nacional de violência.
- São Paulo vive uma crise, sem dúvida. Mas os números mostram que a violência é um problema nacional. Olhe Alagoas (estado mais violento do Brasil). Os números não justificam essa percepção de que São Paulo é o lugar mais violento - disse Júlio Jacobo. ( Colaborou Biaggio Talento, da Agência A Tarde )
BLOQUEIO AO CAMINHO DE ARMAS E DROGAS
-SÃO PAULO- As rodovias que ligam a Região Oeste de São Paulo ao Paraná e ao Mato Grosso do Sul, principais rotas usadas por facções criminosas para transportar drogas e armas vindas da Bolívia e do Paraguai, passaram a ser monitoradas ontem pelos setores de inteligência tanto da Polícia Federal quanto da Polícia Militar, numa ação conjunta do Ministério da Justiça, com o governo estadual. Os bloqueios foram feitos em pontos usados por criminosos para o tráfico e contrabando, atividades que alimentam financeiramente a facção responsável pela onda de violência. A maior parte dos bloqueios foi promovida na Região Oeste, como no trecho da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), próximo ao município de Ourinhos (SP), na fronteira com o Paraná; e no trecho da Rodovia Marechal Rondon (SP-300) próximo a Andradina, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. A ponte rodoferroviária do Rio Paraná, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul, também foi alvo da operação. Em 2008, a PF fez a apreensão de 735 quilos de cocaína na ponte, conteúdo que seria entregue a facções criminosas. Por motivos "estratégicos", o governo não divulgou o saldo de prisões e apreensões do primeiro dia de ação.