A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quarta-feira, novembro 21, 2012
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS (3)
Corinthians fecha patrocínio master com Caixa Econômica Federal até 2014
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS (2)
CEF vai patrocinar o Corinthians
Por Adriana Mattos | De São Paulo
Leia mais em:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CORINTHIANS
Uma dupla do barulho
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Relatório final da CPI do Cachoeira, que será apresentado hoje, terá capítulo inteiro sobre relação da construtora Delta com contraventor
Preso desde o fim fevereiro, o bicheiro Carlinhos Cachoeira deixará a Penitenciária da Papuda, em Brasília, por determinação da juíza da 5ª Vara Federal da capital federal. Cachoeira foi condenado ontem a cinco anos de prisão por formação de quadrilha e tráfico de influência, mas, como a pena deve ser cumprida em regime semiaberto, a juíza Ana Claudia Barreto expediu o alvará de soltura. A Justiça ainda vai decidir em que prisão ele se apresentará para dormir. Neste processo, o bicheiro foi condenado por tentar fraudar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Ele também é acusado de corromper policiais em Goiás. A operação Monte Carlo, da PF, provocou a cassação do senador Demóstenes Torres (GO) e a instauração da CPI do Cachoeira, no Congresso. (Págs. 1 e 3)
Fotolegenda: A arte da guerra
Pintadas de vermelho, as paredes do Museu de Arte de Tel Aviv estão vazias, depois que as cem telas do pintor flamengo Pieter Brueghel foram levadas para um cofre à prova de foguetes. (Págs. 1 e 31)
A Justiça do Distrito Federal condenou Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a cinco anos de prisão em regime semiaberto.
Ele foi condenado por formação de quadrilha (dois anos) e tráfico de influência (três anos), além de multa.
Ao proferir a sentença, a juíza determinou a soltura do empresário, preso preventivamente há 266 dias.
Ele poderá recorrer da condenação em liberdade e só cumprirá a pena no semiaberto após o trânsito em julgado do processo.
Até a noite, o empresário permanecia preso no complexo penitenciário da Papuda (DF) devido ao processo decorrente de uma operação que investigou tentativas de fraudes na emissão de bilhetes do transporte público do Distrito Federal.
Cachoeira foi detido em fevereiro em uma operação da Polícia Federal que investigou a exploração de jogos ilegais em Goiás. (Págs. 1 e Poder A4)
Com preços defasados em relação ao mercado externo, a estatal quer evitar cortar investimentos. A empresa não comentou. (Págs. 1 e Mercado B1)
Ontem, 20 pessoas foram mortas em Gaza, e duas, em Israel — em sete dias, já morreram 130 palestinos e cinco israelenses. (Págs. 1 e Mundo A14)
Fotolegenda: Sem defesa
Na Cidade de Gaza, palestinos arrastam o corpo de um dos seis homens mortos em público por suspeita de colaborarem com Israel. (Págs. 1 e Mundo A14)
O Senado aprovou projeto que livra os parlamentares de pagar Imposto de Renda não recolhido sobre o 14° e o 15° salários entre 2007 e 2011. A cobrança no período chega a R$ 64 mil para cada senador, excluídos juros e correção monetária. A medida confirma ato da Mesa Diretora, que decidiu custear o imposto devido, e abre margem para que a Advocacia-Geral do Senado recorra à Justiça para reaver os pagamentos feitos. A discussão sobre a cobrança da dívida começou em agosto, depois que a Receita Federal enviou a conta para cada congressista. Ato do Senado sustentava que a verba tinha natureza indenizatória, mas o Fisco entendeu ter caráter remuneratório, o que obriga a incidência da alíquota de 27,5% referente ao imposto. Nenhum senador manifestou-se durante a votação. (Págs. 1 e Nacional A4)
Reajuste de 5%
Primeira votação do projeto do Orçamento aprovou reajuste de 5% para o funcionalismo, incluindo Judiciário, como quer o Planalto. (Págs. 1 e A4)
Dilma Rousseff ofereceu aos europeus, mais uma vez, lições de política econômica. Nenhuma autoridade local perguntou por que o Brasil deve crescer tão pouco. (Págs. 1 e Economia B4)
Viramos gente desconfiada, mas até prova em contrário, Corinthians e Caixa selaram contrato comercial como ocorre todos os dias, em qualquer área. (Págs. 1 e Esportes E2)
Mais que contestável, dizer que atraso “é regra do jogo”, sobre o PAC, é afirmação perigosa. (Págs. 1 e A3)
Levantamento feito para o Valor pelo escritório Wald Associados Advogados mostra que há pelo menos 27 ações sobre o tema em tramitação na Justiça. Em praticamente todas as instituições financeiras tiveram ganho de causa. Treze desses processos já chegaram aos Tribunais de Justiça com vitória também dos bancos. Entre os casos há ações de empresas como a Imcopa, processadora de soja, a catarinense Tuper, processadora de aço, a Doux Frangosul, produtora de aves e embutidos, e a varejista de móveis e decoração Tok & Stok. (Págs. 1 e E1)
Já os gastos com pessoal subiram 3,2% e caíram de 4,32% do PIB nos três primeiros trimestres de 2011 para 4,17% no mesmo período de 2012. (Págs. 1 e A3)
Hoje, o banco controla ou é sócio de três complexos em construção no Nordeste e no Rio Grande do Sul, que reúnem dez parques eólicos. Juntos, terão capacidade para gerar 226 MW quando concluídos, entre 2014 e 2015. Só na subsidiária brasileira, cerca de 40 pessoas estão envolvidas com essa área. O Santander não revela quanto investiu no setor. O banco ajudou a desenvolver outros projetos, mas vendeu sua participação. (Págs. 1 e B9)
O governo espanhol planeja agora atrair estrangeiros com autorização de residência quase automática por três anos aos que adquirirem um imóvel no país por montante superior a € 160 mil (R$ 426 mil). Essa exceção na lei de estrangeiros para investidores se baseia no que já fizeram outros países em crise na zona do euro. Há um mês, Portugal passou a dar carta de residência para todo estrangeiro que comprar um imóvel de pelo menos € 500 mil (R$ 1,33 milhão), norma igual à da Irlanda. No Reino Unido o valor mínimo é de € 1,25 milhão. Na França, a exigência é maior: € 10 milhoes. (Págs. 1 e A13)
Não há mais dúvidas de que o governo deixará o real se desvalorizar ainda mais frente ao dólar. (Págs. 1 e A2)
Pedro Cavalcanti e Renato Fragelli
A crescente intervenção do governo na economia aponta para um país menos produtivo e mais ineficiente. (Págs. 1 e A15)
terça-feira, novembro 20, 2012
TRAGICOMÉDIA
O lado bom da tragédia
MENSALÃO: O DIVISOR DE ÁGUAS
Condenações do STF foram um avanço
Autor(es): Raymundo Costa |
| Valor Econômico - 20/11/2012 |
O julgamento do mensalão certamente não vai acabar com a corrupção no país, mas é o ponto alto de um processo de combate às malfeitorias, como gosta de dizer a presidente Dilma Rousseff, que teve início com a redemocratização do país.
Dizer que foi um julgamento político não desqualifica as sentenças proferidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. As leis são resultado da mediação política da vida em sociedade. Danoso seria um julgamento partidário.
A presidente Dilma tem razão quando diz que ninguém neste mundo de Deus está acima "de erros e das paixões humanas". Declaração feita na Espanha talvez para acalmar o ânimo militante. A dor do mensalão era uma dor que o PT precisava sentir. Pena que não esteja sendo corretamente interpretada pelo partido.
Mensalão é marco no combate à impunidade no país
Nesse período de 27 anos de democracia, o mais longo já vivido pelo país, a intolerância com a impunidade ganhou corpo à medida que se formou uma oposição forte no Congresso (tendo o PT como protagonista importante), a sociedade civil se organizou e a liberdade de imprensa foi consolidada.
O impeachment de Fernando Collor foi a primeira reação organizada, nesse período, da insatisfação civil com a corrupção e a impunidade. Na sequência, a CPI dos Anões do Orçamento investigou 18 deputados e senadores. Ao final, seis foram cassados, oito renunciaram e outros quatro foram absolvidos.
Pode ser que num caso ou outro os erros e as paixões humanas tenham prevalecido. Fernando Collor e Ibsen Pinheiro foram punidos no Congresso e absolvidos no Judiciário.
Apesar do corporativismo imemorável, mais difícil é identificar, neste período, o momento em que a Câmara perdeu a vergonha e passou a fazer às claras o que antes tratava na penumbra. O paroxismo dessa situação é a CPI do Cachoeira, um acordão feito à luz do dia.
Se há avanços, há também retrocessos. É o que mostra a CPI do Cachoeira, o exemplo mais flagrante da esterilização das comissões de inquérito do Congresso e de como elas podem ser manipuladas por eventuais maiorias para emparedar a minoria.
O penúltimo capítulo da desmoralização das CPIs deve ser encenado hoje com a divulgação do relatório da "investigação" feita sobre as relações do contraventor com agentes públicos.
O requerimento para a criação da comissão bateu recorde de assinaturas de deputados e senadores, mas nunca interessou a ninguém a não ser o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT e aos mensaleiros em particular.
Sob o objetivo de investigar o contraventor Cachoeira, na prática a CPI tentou constranger o procurador-geral da República e disputar o noticiário com o julgamento do mensalão. Não conseguiu nenhuma das duas coisas. Concretamente, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o mandato e seus amigos tucanos de Goiás ficaram emparedados politicamente. Mas para isso não precisava de CPI. O inquérito da PF já contava tudo.
Pior ainda: a CPI empacou quando surgiram as pegadas da construtora Delta em programas do governo federal e fortes indícios de perigosas relações da empresa com governantes de todos os partidos. Alguns deles amigos do rei, como Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, ou integrantes do PT, como Agnelo Queiróz (DF).
Outra CPI que poderia ir longe mas acabou em soma zero foi a da Evasão de Divisas, mais conhecida como CPI do Banestado. Era presidida por um tucano, tinha um vice do antigo PFL e relator dom PT. Não havia risco de dar certo.
Restou um projeto do deputado José Mentor (PT-SP) para anistiar e permitir a repatriação de recursos ilegalmente remetidos ao exterior.
Nesse jogo de avanços e retrocessos, alguns banqueiros engravatados passaram pelo xilindró. Salvatore Cacciola, do banco Marka, por crimes contra o sistema financeiro, e Daniel Dantas, numa ação tão desastrada da PF que não teve como ser sustentada pela Justiça. Agora, pelo andar da carruagem, pode chegar a vez da "simples bailarina" do Rural, banco que já estrelou outros escândalos.
Por outro lado, também deu em nada a CPI dos Cartões Corporativos. Apenas serviu para encorpar a folha corrida que levou à demissão da ex-ministra Erenice Guerra, sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência.
Nesses 27 anos também um desembargador (Nicolau dos Santos Neto) foi obrigado a dormir na cadeia, um senador algemado a caminho da prisão (Jader Barbalho), sem falar de outro ex-senador, Luiz Estevão (PMDB), cúmplice de Nicolau no desvio de verbas para a construção do TRT de São Paulo.
Em 2010, o então governador de Brasília, José Roberto Arruda entregou-se à polícia, depois de ter sua prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça. Ficou preso por um bom período, quando a aposta em seu staff era que ele logo seria beneficiado por um habeas corpus, como era a prática dos costumes políticos.
Já ali o Supremo enviava o sinal de que alguma coisa estava mudando. Parece não ter sido ouvido pelos réus do mensalão e seus advogados, sempre transmitindo a impressão de que não havia provas suficientes para condenar a clientela.
Nunca é demais lembrar do antes inatingível Paulo Maluf (PP-SP), cujas práticas levaram a população a criar o verbo "malufar", foi condenado pela Justiça da Ilha de Jersey a devolver US$ 22 milhões para a Prefeitura de São Paulo. Maluf, hoje aliado do PT, também andou dormindo na cadeia.
Bem ou mal, o país tem avançado no combate à corrupção. O julgamento do mensalão é um marco. Certamente não significa o fim da corrupção, mas estabelece um perímetro no qual as outras instâncias do Judiciário poderão atuar no combate à impunidade. O medo da cana - especial ou não - é o melhor remédio. Pena que o Congresso se rendeu ao corporativismo, como demonstrou especialmente a Câmara dos Deputados ao absolver os réus do mensalão que o STF achou por bem condenar. O avanço da corrupção se dá nas brechas da impunidade.
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Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras
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BNDES ... na coleira
BNDES vira sócio de Eike e banca fábrica de chip
| Governo vira sócio e banca fábrica de semicondutores de Eike Batista |
Autor(es): MÔNICA CIARELLI |
| O Estado de S. Paulo - 20/11/2012 |
Após seis meses de adiamento, o projeto do governo de construção de fábrica de semicondutores foi anunciado oficialmente ontem e terá mais da metade do investimento - de R$ 1 bilhão - vinda do BNDES. A Six Semicondutores, empresa do grupo Eike Batista, receberá R$ 245 milhões do banco para garantir uma fatia de 33% na sociedade, além de financiamento de R$ 267 milhões
BNDES será responsável por mais da metade do investimento de R$ 1 bilhão da Six Semicondutores, que será erguida em Minas Gerais
Depois de mais seis meses de adiamentos, o projeto do governo de construção de uma fábrica de semicondutores no País foi anunciado ontem oficialmente. A Six Semicondutores, a mais nova empresa do grupo de Eike Batista, saiu do papel com uma forte ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por mais da metade do investimento de R$ 1 bilhão.
Além de entrar com R$ 245 milhões para garantir uma fatia de 33% na sociedade, o banco ainda aprovou financiamento de R$ 267 milhões para a nova fábrica, que será construída no município de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outro empurrão do governo veio na forma de financiamento da estatal Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que liberou à Six uma linha de empréstimo de R$ 202 milhões.
A nova fábrica, que tem previsão de começar a produzir em 2014, tem como sócios, além do BNDES e de Eike Batista (que também terá 33%), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a americana IBM e a Matec Investimentos e Tecnologia Infinita, do ex-presidente da Volkswagen do Brasil Wolfgang Sauer.
O projeto vinha sendo tratado com discrição pelos sócios porque a presidente Dilma Rousseff tinha planos de anunciar pessoalmente o investimento. Mas problemas de agenda acabaram deixando a presidente fora do evento, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Política industrial. O interesse do Planalto pela produção de semicondutores ficou claro no lançamento da política industrial, no início do ano, quando o setor foi classificado como estratégico para o desenvolvimento econômico do País. Na época, o governo chegou a calcular que a falta de unidades de semicondutores gerava um déficit comercial de cerca de US$ 6 bilhões por ano ao Brasil.
"O projeto coloca o Brasil no seleto grupo de países com alta tecnologia em semicondutores e significa um salto qualitativo histórico para o desenvolvimento da indústria nacional, com ampliação de sua competitividade e diminuição da dependência tecnológica do País", destacou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, no evento.
A iniciativa, no entanto, é polêmica. O economista Claudio Frischtak, que trabalhou no Banco Mundial e hoje é sócio da Inter B Consultoria, criticou os gastos da União na nova fábrica. Ele lembra que o governo já tem uma fábrica estatal de chips no Rio Grande do Sul, a Ceitec. "Quem garante que não será mais um desperdício de dinheiro?", disse. Segundo ele, o Brasil está duas a três décadas atrasado nesse segmento e a fábrica gaúcha, criada em 2008, ainda não conseguiu trazer nenhum avanço para o País.
Já o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Silvio Sales, se mostra mais favorável à decisão do Planalto de dar um pontapé, via BNDES, para tentar desenvolver o setor. "Estamos atrasados nessa área. Era preciso um empurrão do Estado. Isso se justifica", afirmou Sales, ao lembrar que esse é um segmento que gera receitas de maior valor agregado.
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ARQUIVE-SE ! (... simples assim)
Justiça livra Lula de ação que pedia R$ 9,5 mi de volta
MATHEUS LEITÃO
ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA
BODE À MODA
Dirceu ganha "almoço de solidariedade" de petistas em Salvador
DE SALVADOR
PT e PSDB [In:] DISPUTA INGLÓRIA
PT e PSDB disputam paternidade de ação contra Maluf no exterior
HADDAD [In:] ''-- QUE´QUE ISSO CUMPANHÊRO? -- A 'PRAXIS' ''
BRASIL e PCC [In:] A PAZ BEM DISTANTE
Enquanto isso, na guerra brasileira...
| Em 72 horas, SP tem média de oito homicídios por dia |
O Globo - 20/11/2012 |
SÃO PAULO e rio São Paulo teve, nas 72 horas deste fim de semana, 24 homicídios contabilizados pelo GLOBO na Região Metropolitana. São oito homicídios por dia, mesma média de setembro deste ano, segundo a Secretaria de Segurança Pública. No mesmo mês do ano passado, a média diária era de 5,7. O fim de semana de São Paulo foi mais violento na comparação com o Rio. Mesmo na relação proporcional com a população, a Grande São Paulo se mostrou mais violenta do que a capital carioca.
Com 20 milhões de moradores, a Grande São Paulo apresentou nessas 72 horas relação de 1,2 homicídio para 1 milhão de habitantes. No Rio, onde o número de homicídios foi de 12 neste final de semana, essa relação seria de 1 por 1 milhão. Salvador, nesta comparação, no entanto, é a mais violenta entre as três capitais: foram 25 homicídios, quase o mesmo número de São Paulo, para uma população bem menor na Região Metropolitana (3,67 milhões), uma relação de 6,8 assassinatos para um milhão de habitantes.
Essas índices, no entanto, não são oficiais, e se referem a um período de apenas 72 horas de homicídios registrados na Região Metropolitana dessas capitais. A comparação oficial de regiões leva em conta um período maior.
Ainda assim, o levantamento mostra o grau de violência das capitais brasileiras. Em Nova York, no fim de semana de 26 a 28 de outubro, foi registrado um único assassinato para uma população de 8,2 milhões de habitantes, em uma relação de 0,1 homicídio para um milhão de habitantes. Até 11 de novembro, a cidade havia registrado 356 homicídios, número dez vezes menor que o total de assassinatos registrados em São Paulo (3.536) e no Rio (3.028) neste ano, até setembro.
Uma análise dos homicídios em São Paulo nas últimas horas mostra as características da violência que vem assustando a cidade. Só na sexta-feira foram nove assassinatos; no domingo, outros 13 crimes (além de outros dois no sábado). No fim da noite de sexta, cinco jovens foram mortos em uma chacina em Cidade Ademar, Zona Sul da capital paulista. Outras três pessoas ficaram feridas.
O domingo viu outras duas chacinas. Uma aconteceu em Taboão da Serra, quando seis jovens foram atingidos por disparos e três morreram. Outro ataque contra um grupo de pessoas ocorreu em uma comunidade conhecida como Favela da Minhoca, na Zona Sul de SP. Um homem e uma mulher morreram.
- São crimes com caraterísticas de execução, que envolvem grupos ou só uma pessoa. Mas são execuções planejadas, não crimes do calor do momento - diz Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública.
As execuções desse tipo na cidade se tornaram uma constante há pelo menos dois meses. Para Guaraci, trata-se de um confronto "noturno" que ocorre principalmente nos bairros periféricos e tem relação com a principal facção criminosa que atua em São Paulo.
- Está havendo enfrentamento do crime organizado com o Estado. E o Estado tem duas alternativas. Ou se omite ou enfrenta. Não digo que esse enfrentamento precisa ser violento, mas é preciso enfrentar - explica Júlio Jacobo Waiselfisz, sociólogo e autor do Mapa da Violência.
A realidade vivida por São Paulo guarda semelhanças com a do Rio, onde a ação de bandos ligados ao tráfico de drogas ainda é responsável pela maioria dos assassinatos no Rio e na Região Metropolitana. A análise dos 12 homicídios registrados nestas regiões no período de 72 horas, entre a sexta-feira e o último domingo, indica que em dez casos teria havido participação de traficantes nas mortes. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Rafaela Ferreira de Azevedo, de 15 anos, atingida às 2h de sábado por um tiro no tórax em meio a um confronto entre traficantes rivais na favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Oeste.
A maior parte dos assassinatos no Rio foi em comunidades não pacificadas, com exceção do caso de João Carlos da Silva, de 32 anos, morto a tiros no início da madrugada de sábado na Avenida Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, ocupada por foças de segurança em outubro passado.
Apesar de viverem momentos diferentes - São Paulo vive uma escalada de violência, o Rio registrou menos mortes em 2012 em relação a 2011 -, as duas cidades estão inseridas dentro do mesmo contexto nacional de violência.
- São Paulo vive uma crise, sem dúvida. Mas os números mostram que a violência é um problema nacional. Olhe Alagoas (estado mais violento do Brasil). Os números não justificam essa percepção de que São Paulo é o lugar mais violento - disse Júlio Jacobo. ( Colaborou Biaggio Talento, da Agência A Tarde )
BLOQUEIO AO CAMINHO DE ARMAS E DROGAS
-SÃO PAULO- As rodovias que ligam a Região Oeste de São Paulo ao Paraná e ao Mato Grosso do Sul, principais rotas usadas por facções criminosas para transportar drogas e armas vindas da Bolívia e do Paraguai, passaram a ser monitoradas ontem pelos setores de inteligência tanto da Polícia Federal quanto da Polícia Militar, numa ação conjunta do Ministério da Justiça, com o governo estadual. Os bloqueios foram feitos em pontos usados por criminosos para o tráfico e contrabando, atividades que alimentam financeiramente a facção responsável pela onda de violência. A maior parte dos bloqueios foi promovida na Região Oeste, como no trecho da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), próximo ao município de Ourinhos (SP), na fronteira com o Paraná; e no trecho da Rodovia Marechal Rondon (SP-300) próximo a Andradina, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. A ponte rodoferroviária do Rio Paraná, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul, também foi alvo da operação. Em 2008, a PF fez a apreensão de 735 quilos de cocaína na ponte, conteúdo que seria entregue a facções criminosas. Por motivos "estratégicos", o governo não divulgou o saldo de prisões e apreensões do primeiro dia de ação.
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