PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, agosto 27, 2008

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

27 de agosto de 2008
O Globo
Tráfico e milícia disputam lucros de serviços ilegais
Tanto o tráfico de drogas como as milícias que hoje dominam boa parte das comunidades pobres do Rio passaram a administrar serviços ilegais que rendem aos grupos criminosos R$ 280 milhões anualmente, segundo estimativas de sindicatos dos setores e da polícia. O pedágio cobrado de vans (R$ 145 milhões), a exploração ilegal de TV a cabo (R$ 119 milhões) e o ágio sobre o comércio de gás (R$ 16 milhões) viraram alvo da disputa das quadrilhas de traficantes e de grupos paramilitares. Esse lucrativo mercado de serviços levou o traficante Fernando Gomes de Freitas a se afastar da venda de drogas para cuidar da TV a cabo ilegal (R$ 1,4 milhão por ano) e pedágio de vans (R$ 2,8 milhões). Os rendimentos desses atravessadores é o tema da quarta reportagem da série Favelas S/A. (págs. 1, 17 e 18)
Pré-Sal terá desoneração de imposto
As empresas que explorarem os campos de Pré-Sal terão direito a redução de impostos na compra de máquinas, mas serão obrigadas a usar mais equipamentos produzidos no Brasil. (págs. 1 e 27)
Cana no Pantanal vira crise ministerial
Depois da reunião com a ministra Dilma Rousseff, versões diferentes sobre os planos de liberar o plantio de cana no Pantanal: Reinhold Stephanes (Agricultura) disse que está prevista a ampliação dos canaviais em áreas da Bacia do Alto Paraguai, mas Carlos Minc (Meio Ambiente) voltou atrás e disse que não permitirá o plantio. (págs. 1 e 13)
A volta da velha briga entre governador e prefeito
O governador Sérgio Cabral (PMDB) acusou ontem setores da prefeitura, num ato “sórdido”, de encaminhar pacientes dos postos municipais para as Unidades de Pronto-Atendimento(UPAs), de responsabilidade do estado, com o objetivo de superlotá-las e inviabilizar o atendimento. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, chegou a mostrar papéis timbrados da prefeitura encaminhando os pacientes. Em resposta, Cesar chamou Côrtes de mentiroso e insinuou que os documentos sejam falsificados. Também atacou Cabral e o projeto das UPAs, dizendo que as unidades são muito caras e não atendem ao número de pacientes divulgado. (págs. 1, 3 e 23)
Contas da prefeitura: entenda quem puderCriado para informar sobre gastos do município, o site Rio Transparente é complexo e omite vários dados – como as verbas do combate à dengue. (págs. 1 e 11)
Cabral quer escolas com ar-refrigerado
O governador Sérgio Cabral anunciou ontem que vai equipar com ar-condicionado 1.500 escolas públicas já no próximo verão. O Sepe diz que há outras prioridades. (págs. 1 e 23)
Ex-chefe do rapa tem apoio de camelôsO candidato a vereador Lúcio Costa (DEM), ex-chefe de controle urbano da prefeitura, é apoiado por camelôs. No cargo, ele foi substituído pela mulher. (págs. 1 e 4)
Jô Moraes ataca ‘arranjo’ entre PT e PSDB em BH
Na primeira entrevista ao Globo de candidatos a prefeito de Belo Horizonte, Jô Moraes (PCdoB) atacou adversário apoiado por Aécio e Pimentel. (págs. 1 e 8)
Nepotismo à moda Requião: burla ao STF
Para driblar a proibição do Supremo ao nepotismo, o governador Roberto Requião (PR) promoveu a secretários a mulher e o irmão. O presidente do Senado ainda não demitiu o sobrinho. (págs. 1 e 12)
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Folha de S. Paulo
Rússia desafia Ocidente e reconhece separatistas
A Rússia reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, território separatistas da Geórgia, desencadeando duras críticas da Europa e dos EUA. A região vive uma crise desde que, no último dia 7 a Geórgia invadiu a Ossétia do Sul, sob proteção russa desde 1992, e Moscou, em resposta, retomou o território e ocupou militarmente parte da Geórgia. Após seis dias, houve um cessar-fogo negociado pela União Européia. O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse não ter medo da nova Guerra Fria e justificou o reconhecimento dos territórios como “única saída” para salvar vidas – alusão à versão sul-ossetiana de que a Geóregia queria fazer limpeza étnica no território . A decisão levou euforia às áreas separatistas. O presidente George W. Bush pediu que Medvedev reconsidere a “decisão irresponsável”. A Geórgia disse que “é a primeira vez que a Europa, desde a Alemanha nazista e União Soviética sob Stálin, que um grande país procura anexar território pertencente a outro. (págs. 1 e A18)
Sabatina Folha: Para Sarney, apoio de Lula é essencial em 2010
O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB – AP) afirmou duvidar qye o futuro presidente possa ser escolhido sem o apoio de Luis Inácio Lula da Silva”. Ele pregou a aliança do PMDB com o PT em 2010. O primeiro presidente civil após a ditadura repassou sus experiência política nos últimos 50 anos. Sarney declarou desconhecer a prática de tortura no regime militar e se posicionou contra a revisão da Lei da Anistia, discutida por membros do governo Lula. (págs. A16 e A17)
Índios ameaçam invadir fazendas em reserva de RR
Índios favoráveis à demarcação contínua da Raposa/ Serra do Sol ameaçam invadir fazendas de arrozeiros na região, informa o enviado especial Lucas Ferraz. O STF (Supremo Tribunal Federal) julga a partir de hoje ação que contesta a demarcação da reserva. “Vai morrer índio ou vai morrer branco, mas vamos lutar”, disse macuxi Pedro Brasil, 28. Estabelecida por decreto de Lula de 2005 na fronteira, a reserva equivale a cerca de 8% da área de Roraima e opõe União, índios e ONG e arrozeiros e governo do Estado. (págs. 1 e Brasil)
Gasolina no país está entre as mais caras do mundo
A gasolina brasileira figura entre as mais caras do mundo, diz a revista “Portfólio” (EUA), que comparou preços em dólar tendo como medida o galão americano (3,8 litros). Segundo a revista, abastecer no Brasil (US$ 6,38 o galão) só não é mais caro do que na Europa e em mais cinco países. Para especialistas, o que encarece a gasolina é a carga tributária (quase 50% do preço). (págs. 1 e B1)
Após renúncia do reitor, cúpula da Unifesp deve sair
O vice-reitor da Unifesp, Sérgio Tufik e a cúpula da universidade devem entregar os cargos hoje, na reunião extraordinária do Conselho Universitário que discutirá a renúncia do reitor Ulysses Fagundes Neto. Com isso, cai toda a linha sucessória do reitor. (págs. 1 e A10)
Requião e Cesar Maia driblam decisão do STF antinepotismo
O prefeito do Rio, César Maia (DEM), promoveu a irmã Ana Maria Maia a secretária especial para fugir da decisão do STF que proíbe nepotismo, mas admite parentes como secretários de Estado. “Cumpri a ‘lei’, o que determina a súmula”, diz. O governador do Paraná Roberto Requião (PMDB), promoveu a mulher e o irmão, segundo ele, por “excelente desempenho”. (págs. 1 e A11)
Comissão do Senado aprova Badin no Cade
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o nome de Arthur badin, 32, para presidir o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Houve ampla vantagem e agora a decisão vai a plenário. Grandes empresas eram contra a indicação. (págs. 1 e B6)
EditoriaisLeia "Congresso trancado" sobre atritos entre Poderes e "Contas (mais) públicas", acerca da contabilidade estatal. (págs. 1 e B1)
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O Estado de S. Paulo
Ministro apóia teles contra a Anatel
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou ontem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e apoiou as empresas do setor. Costa chamou de “negócio retrógrado” a exigência da Anatel de que as companhias criem firmas independentes só para vender serviços de banda larga. A obrigação consta da proposta de um novo Plano Geral de Outorgas em análise na Anatel e deve ser derrubada pelo ministério. A reformulação do plano é necessária para que seja concretizada a compra da Brasil Telecom pela Oi, pois as regras atuais proíbem a fusão de concessionárias que atuem em regiões diferentes. Após a provação pela Anatel, o novo plano será enviado ao ministério, que poderá fazer alterações antes de encaminhá-lo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Frase: Hélio Costa - Ministro das Comunicações: "O ministério não tem de fazer, obrigatoriamente, o que vem da Anatel. (págs. 1 e B1)
Religiosos divergem sobre aborto em debate no STF
O STF viveu ontem uma disputa entre religiosos em debate sobre a interrupção de gestações de fetos com anencefalia, tema que o tribunal se prepara para julgar. Carlos Macedo de Oliveira, da Igreja Universal, disse que a mulher deve decidir se quer ou não fazer aborto. Católicos contrários à tese lembraram o caso de Marcela de Jesus Ferreira. Diagnosticada como anencéfala, ela viveu 1 ano e 8 meses. Frase: Luís Antônio Bento - Representante da CNBB: "É melhor oferecer a um filho um caixão do que uma lata de lixo". (págs. 1 e A20)
Após veto, políticos promovem parentesApós a proibição do nepotismo pelo STF, políticos aproveitam uma brecha e promovem parentes para evitar que sejam demitidos. O veto à contratação de familiares não vale para os cargos de secretário e ministro. O prefeito do Rio, César Maia (DEM), instalou a irmã Ana Maria no comando da nova Secretaria Especial de Eventos. Já o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), nomeou secretários especiais a mulher, Maristela e um irmão, Eduardo. (págs. 1 e A7)
Notas e Informações - O Congresso na 'extrema-unção'
Hoje, no Brasil, o STF se destaca entre as instituições, enquanto o Legislativo patina no descrédito, vítima de sua própria omissão e da voracidade com que o Executivo usurpa suas funções. (págs. 1 e A3)
Falcon insiste na compra de mina da Petrobras
A Falcon Metais, que havia comprado minas de potássio da Petrobras e teve o negócio desfeito por pressão do governo, vai tentar reverter a decisão. Segundo a empresa, a intenção é “produzir muito rápido”. (págs. 1 e B3)
Executivo da Alstom é preso na Suíça
A polícia suíça fez busca e apreensão nos escritórios da Alstom e prendeu executivo suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. No Brasil, a empresa é investigada por contrato com o Metrô de São Paulo.(págs 1 e A13)
São Paulo busca licença ambiental para lixões
Sem aterros sanitários próprios para destinar as mais de 13 mil toneladas de lixo que a cidade produz diariamente, São Paulo tenta obter licença ambiental para instalar novos lixões nas zonas noroeste e leste. (págs 1 e C1)
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Jornal do Brasil
Saúde provoca guerra entre Cabral e César
O governador Sérgio Cabral e o prefeito César Maia deflagraram guerra. Razão da discórdia: as Unidades de Pronto-Atendimento 24 horas. Ontem, ao inaugurar a 10ª UPA, em Botafogo, Cabral acusou César de dificultar a instalação das unidades por conta do processo eleitoral. “Essa instrumentalização é muito feia’, disse. O prefeito rebateu: “Cabral é inconfiável”. Ambos ameaçam desfazer contratos de cessão de terrenos entre o governo e a prefeitura. (págs. 1 e Cidade A15)
Anistiados terão pensões diminuídas
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça pretende reavaliar os valores de cerca de 5 mil benefícios concedidos a trabalhadores anistiados que perderam seus empregos durante a ditadura militar. A idéia é adequar as pensões aos critérios estipulados pela lei 10.559, de 2002 – que determina os cálculos com base na média dos vencimentos pagos à categoria trabalhista do anistiado, em vez de usar os valores pagos no topo da carreira. Serão revistas, inclusive, as pensões obtidas pelo presidente Lula e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. (págs. 1 e País A11)
União ultrapassa meta da economia
O superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) do governo federal cresceu 43,2%. Em sete meses, superou a meta para todo o ano. A conta, que reúne números do Tesouro, Banco Central e Previdência, foi beneficiada pela arrecadação recorde de impostos, mas as despesas com pessoal cresceram menos 9,3%, ante 14% no ano passado. (págs. 1 e Economia A18)
TCE condena prefeito de Magé
Com a candidatura à reeleição já por um fio devido a outras acusações, a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino (PMDB), foi condenada pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver mais de R$ 2 milhões em verbas da União aplicadas irregularmente. (págs. 1 e Eleições A7)
Caso Marlan Jr.: OAB é elogiada
O Sindicato Nacional dos Aeroviários elogiou ontem a posição da OAB de apuração da conduta do advogado Marlan Jr. no processo de leilão judicial de 17 salas da entidade. O Conselho Nacional de Justiça fará um pedido de providências até amanhã. (págs. 1 e País A11)
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Correio Braziliense
Não há força que dê jeito nos bingos do Entorno
As operações da polícia se sucedem, eles fecham as portas por um tempo. Mas logo em seguida recomeça a jogatina. As casas de bingo no Entorno mantêm uma atividade clandestina que se beneficia da fraqueza do Estado e da conivência de policiais corruptos. Em Valparaíso, o Correio constatou que locais de apostas funcionam normalmente, protegidos por altos muros e homens armados. Até mesmo bingos que haviam sido desativados retomaram a contravenção.“O esquema é muito grande. Eles têm informantes em todos os lugares, o que dificulta a repressão”, admite a promotora Alice Barcelos, do Ministério Público goiano. Os altos índices de criminalidade na região vizinha ao DF levaram o governo federal a tomar uma medida inédita: instalar no Entorno o primeiro quartel permanente da Força Nacional de Segurança (FNS). Além de continuar o trabalho de policiamento, a sede formará unidades para atuar em todo o país.(págs. 1, 25 e 26)
86 mil vagas
Governo federal vai criar os cargos a partir deste ano. Fatia maior do bolo vai para a área da educação: 60 mil vagas para professores nas universidades e escolas técnicas. (págs. 1 e 13)
Preço cai, mas comida ainda é caraÍndice de Preços ao Consumidor aponta recuo de 0,21% no valor dos alimentos no DF. Tomate, filé mignon, abacaxi e feijão carioquinha são os itens que mais caíram.(págs. 1 e 17)
Dinheiro tem de sobra, mas falta médico
Apesar dos R$ 3,9 bilhões investidos pelo Ministério da Sáude em 2007, o Programa Saúde da Família não consegue fazer com que equipes médicas atendam à população. Faltam clínicos gerais, dentistas, enfermeiros. Em municípios como Primeiro de Maio, no Paraná, a hanseníase ameaça os moradores. (págs. 1, 4 e 5)
Anencéfalos dividem até religiosos
Na primeira audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal a respeito do aborto de fetos com má-formação no cérebro, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil se pronunciou contrária à interrupção da gestação. Mas os evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus se declararam favoráveis.(págs. 1 e 11)
Pressão pelo afastamento de Efraim
íder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC) defendeu o afastamento do senador Efraim Morais (DEM-PB) da primeira-secretaria, enquanto não forem esclarecidas as denúncias de ligações dele com um lobista envolvido na fraude de licitações da Casa, que resultou em contratos de R$ 35 milhões.(págs. 1, 2 e 3)
O Alerta de Niemeyer
Arquiteto da cidade-monumento, Oscar Niemeyer afirma que a criação de novas áreas urbanas ameaça o futuro da capital federal, que já abriga 2,5 milhões de habitantes. (págs. 1 e 27)
Um pônei sacrificado
Morte de um dos animais do Le Cirque no fim de viagem estressante de 35 horas para cumprir decisão judicial acirra troca de acusações entre o circo e o Ibama. (págs. 1 e 32)
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Valor Econômico
JBS supera dificuldades e cresce no mercado dos EUA
Pouco mais de um ano desde que comprou o terceiro maior frigorífico dos Estados Unidos, o Swift, por US$ 1,4 bilhão, o grupo brasileiro JBS-Friboi começa a colher os resultados de sua estratégia agressiva de crescimento no mercado americano, onde é dirigido por Wesley Batista, um dos filhos do fundador. Quando foi comprada pelos brasileiros, a Swift se encontrava em péssima situação financeira e perdia terreno para os concorrentes. Quatro dezenas de executivos americanos foram mandados para casa e uma dúzia de profissionais brasileiros assumiu o comando. Em um movimento ousado, eles decidiram dobrar a produção da maior unidade da companhia, em Greeley, no Colorado. Em menos de dois meses, a fábrica começou a operar em dois turnos. "Todo mundo achou que eles eram loucos", diz Pedro Herrera, analista do banco HSBC em Nova York. Não havia demanda que justificasse passo tão audacioso e a empresa continuou perdendo dinheiro por vários meses. Mas o aumento da capacidade de produção em Greeley ajudou a JBS Swift a abocanhar uma fatia maior do mercado. E os resultados começaram a aparecer. Com o dólar mais barato, as exportações dos EUA aumentaram. A redução de custos obtida com o enxugamento na JBS Swift tornou-a mais competitiva do que os concorrentes. "Passamos por alguns meses horríveis, mas precisávamos nos preparar para o momento em que o mercado voltasse a ficar bom", diz Wesley. O grupo JBS registrou prejuízo de R$ 364 milhões no segundo trimestre, por causa do endividamento e de despesas financeiras contraídas com as aquisições. Mas o resultado teria sido pior se as coisas não estivessem indo tão bem nos EUA, onde o grupo contabilizou lucro de R$ 113 milhões no período. Com um faturamento estimado para este ano superior a US$ 20 bilhões, o grupo anunciou a compra de mais duas grandes empresas, por US$ 1 bilhão. As duas aquisições estão sendo examinadas pela Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA. Se o governo aprovar as transações, o grupo brasileiro assumirá a liderança da indústria no país, passando à frente de Cargill e Tyson. Suas fábricas terão condições de processar quase 42 mil cabeças de gado por dia. (págs. 1 e B12)
Desbloqueio acirra disputa entre celulares
A Oi transformou o desbloqueio de celulares - que permite que um aparelho seja usado na rede de qualquer operadora - em ferramenta de marketing para preparar sua estréia no mercado paulista, em outubro. Desde a semana passada, desbloqueou 17,8 mil aparelhos em quiosques que instalou em estações de metrô na Capital e peruas que colocou para rodar no interior do Estado. A estratégia despertou a reação dos concorrentes. A TIM vê falta de ética em destravar celulares de outras operadoras. A Claro suspendeu na Justiça uma propaganda que considerava enganosa. Agora, passou a fazer campanha em defesa da portabilidade, que permitirá ao usuário manter o número de telefone ao trocar de operadora. (págs. 1 e B3)
Aquecimento da economia puxou preços
A utilização de recursos na economia brasileira está em nível bastante elevado, mostrando forte correlação com a evolução dos índices de preços, segundo estudo do Banco Real Private Banking. O economista Fábio Susteras construiu uma espécie de nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) para todo o PIB, com base em números da agricultura, indústria e serviços. Pelas contas de Susteras, o indicador atingiu 86,8% no segundo trimestre, o segundo percentual mais alto da série iniciada em 2006, depois dos 87,6% atingidos no quarto trimestre do ano passado. (págs. 1 e A5)
Armínio sugere cautela no crédito
reocupado com a expansão da oferta de crédito e com a onda de endividamento do consumidor, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, recomenda um endurecimento nas regras prudenciais para limitar a capacidade dos bancos emprestarem. "As tesourarias dos bancos já estão precificando esse risco, mas cabe ao Banco Central ficar de olho e tenho certeza de que isso está no radar do BC", disse. Armínio não acha razoável um financiamento de dez anos para a compra de um automóvel e ressaltou que é preciso averiguar se a expansão do crédito de longo prazo está sendo acompanhada por um alongamento no prazo de captação dos bancos. Em entrevista ao Valor, ele disse que o crescimento econômico do país foi, até agora, movido sobretudo pelo aumento do consumo e do crédito. "O consumo nunca foi âncora para o crescimento sustentável", salientou. "Qualidade da educação, desenvolvimento da infra-estrutura, aumento da taxa de investimento. Isso é o que faz o país crescer de maneira sustentável". O investimento aumenta, "mas os outros itens que mencionei não estão respondendo à altura". (págs. 1 e A14)
CAE do Senado aprova Arthur Badin para a presidência do Cade (págs. 1 e A10)
Destaques - Lanterninha
O Brasil tem o menor número de cinemas por habitantes da América Latina: 1,1 sala para 100 mil pessoas. A freqüência também é baixa. Em média, o brasileiro vai ao cinema uma vez a cada dois anos. (págs. 1 e B2)
Destaques – Piscicultura marinha
A Aqualider é a primeira empresa do país a obter licença onerosa do governo federal para projeto de piscicultura marinha. Vai explorar por 20 anos uma área de 169 hectares em frente à praia de Boa Viagem, no Recife. (págs. 1 e B11)
Destaques – Aplicação indexada
A alta da inflação nos últimos meses atraiu os investidores para títulos públicos atrelados ao IPCA. A venda de NTN-B pelo Tesouro Direto aumentou 40% neste ano, até julho. Mas com o recente arrefecimento dos preços, o melhor momento para esses papéis pode ter passado. (págs. 1, D1 e D2)
Destaques – Fundo de ações
Desde meados de maio, os fundos de ações captaram R$ 5,3 bilhões, a despeito da perda média de 22,67% no período, equivalente a R$ 21,3 bilhões. Um terço dessas perdas referem-se aos fundos de Petrobras e Vale (excluídos o FGTS). (págs. 1 e D6)
Idéias – Cristiano Romero: Modelo de concessão poderia ser mantido no pré-sal (págs. 1 e A2)
Idéias – José Graziano: a segurança alimentar ainda inspira cuidados (págs. 1 e A12)
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Gazeta Mercantil
Alta procura dobra salários em finanças
O número de vagas para executivos do setor financeiro aumentou 76,6% no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme indicou um balanço da consultoria DBM. No Brasil, de acordo com outro estudo, elaborado pela Robert Half International, 82% das companhias têm encontrado dificuldades na busca por profissionais nas áreas de finanças e contabilidade. A forte demanda resultou em uma elevação nos patamares salariais dos executivos. Segundo uma pesquisa da Michael Page, os diretores financeiros tiveram um aumento próximo de 40% na remuneração fixa nos últimos dois anos. “Nas grandes empresas, hoje, esse salário começa em R$ 28 mil. Mas há casos acima de R$ 50 mil mensais”, assegura Gil Van Delft, da divisão finance da consultoria. (págs. 1, C1 e C12)
Indenizações revistasReavaliação de benefícios concedidos a anistiados inclui processo de Lula. (págs. 1 e A9)
Novo presidente do Cade
Arthur Badin passa por sabatina no Senado. (págs. 1 e A10)
Primeiro Plano – Impasse sobre enxofre no DieselReunião realizada ontem entre governo, indústria, promotores e ambientalistas não chegou a consenso sobre a diminuição do nível de enxofre no diesel. Novos encontros deverão ocorrer nos próximos dias. (págs. 1 e A4)
Opinião – Mauro Rodrigues da Cunha
A troca de auditores de empresas abertas a cada cinco anos, como exige a CVM, volta ao debate. Mas não se cogita de consultar os atores mais relevantes: os acionistas. (págs. 1 e A3)
Bancos estrangeiros criam gestoras no País
O crescimento da indústria de fundos no Brasil, a adoção da estrutura de arquitetura aberta para a distribuição dos produtos e a abertura para aplicação em ativos no exterior têm atraído as assets estrangeiras. O Goldman Sachs está estruturando uma gestora de recursos no Brasil e já criou seu primeiro fundo de ações, com recursos próprios. O banco Fortis, que integrou o consórcio que comprou o Banco ABN Amro, junto com Santander e o Royal Bank of Scotland (RBS), também criou uma gestora no País, assim como o Royal Bank of Canadá.Com o crescimento dos fundos multimercado, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) estuda reformular a classificação para essa categoria, baseada nas estratégias adotadas pelos gestores. (págs. 1 e B1)
Extrativismo põe em risco indústria brasileira
Os processos de valorização do real frente ao dólar e das commodities ocorridos nos últimos anos impulsionaram o setor extrativista brasileiro a ponto de promover uma mudança na estrutura industrial do País. Estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) revela que esse crescimento ocorreu em detrimento da indústria de transformação.Essa alteração, pouco comum em economias emergentes, pode fazer com que as importações de manufaturados, hoje vistas como um fenômeno conjuntural, se incorporem de vez ao sistema econômico do País. Caso a cotação dos produtos básicos recue, essa situação traria dificuldades para a balança comercial e, conseqüentemente, para o equilíbrio externo do País. “Estamos criando uma nova vulnerabilidade para o Brasil”, diz Júlio Gomes de Almeida, consultor do instituto.Diante do quadro, os investimentos estão cada vez mais concentrados. De um total de 27 setores, oito são responsáveis por 70% do investido, a indústria extrativa figura entre os primeiros. Nas duas últimas décadas a indústria perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB), muito embora tenha aumentado sua capacidade de competir e também sua produtividade. “Isso reflete a descontinuidade de cadeias produtivas.”(págs. 1 e A7)
Monsanto promete soja que já vem com ômega 3
As empresas de biotecnologia não estão mais de olho apenas no produtor que usará a sua semente, mas no consumidor final do grão. Pelo menos é o que se vê nos projetos apresentados na Farm Progress Show, em Bonne (Iowa, Estados Unidos).Entre as promessas da Monsanto Company está uma soja com 20% de ômega 3 (substância que preserva o sistema circulatório e retarda o envelhecimento). Segundo o pesquisador David Songstad, a proposta é produzir em 1 hectare de soja o equivalente a 25 mil postas de salmão. O projeto prevê incorporar à planta o gene da alga que é base do alimento do peixe e responsável por esse atributo nutricional. (págs. 1 e C10)
Cosan anuncia entrada no mercado imobiliário
Depois de anunciar este ano a compra da Esso Distribuidora, inovando em verticalização na cadeia sucroalcooleira, o grupo Cosan, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do mundo, comunicou a entrada em um outro ramo de negócios: o imobiliário. Em reunião com analistas de mercado, o diretor de Relações com Investidores, Paulo Diniz, anunciou ontem a criação da Radar, empresa que atuará na compra e venda de terras em regiões estratégicas do Brasil. O projeto terá a parceria de um grupo dos Estados Unidos, cujo nome não foi revelado. O parceiro estrangeiro investirá US$ 150 milhões na primeira fase do projeto e a Cosan, outros US$ 35 milhões. “Não achamos que como produtora de açúcar e álcool a companhia terá um futuro brilhante, por isso, a atuação em toda a cadeia”, justifica Diniz.A companhia brasileira também divulgou o investimento total de construção de seu alcoolduto: R$ 1,64 bilhão, aplicado por todos os sócios no projeto. A criação da Uniduto Logística S.A. é uma parceria entre a Cosan, a Copersucar e a Crystalsev, mas está aberta à entrada de outras empresas. Em março passado, o grupo havia anunciado um valor de R$ 1,5 bilhão.A Uniduto irá construir e operar um alcoolduto ligando o terminal portuário de Santos (SP) — que terá melhorias — e a cidade de Paulínia (SP), com ramificações para as cidades de Conchas e Ribeirão Preto. A expectativa é de que o alcoolduto reduza os custos de logística de 35% a 40% — de R$ 95 por metro cúbico (m3) para R$ 57 por m3. (págs. 1 e A7)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, agosto 26, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "LÁ VEM O SAL" (`HERE COMES THE SUN (`SALT`...)

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CACCIOLA [In:] QUENTINHA REQUENTADA. OPS!!! "REQUINTADA"

Rio vai apurar se Cacciola recebeu lagosta na prisão
O ex-banqueiro Alberto Salvatore Cacciola, de 64 anos, será ouvido em sindicância aberta para apurar denúncias de que ele estaria recebendo regalias no Presídio de Bangu 8, onde cumpre pena há 40 dias por gestão fraudulenta e peculato. Segundo denúncia recebida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cacciola teria feito refeições requintadas, como lagosta e salmão, compradas em um restaurante da Barra da Tijuca. Os dois pratos custam, no total, R$ 170. O advogado do preso nega.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse hoje que o caso será "apurado a fundo". "Vamos agir com dureza, até porque o que vale para Chico também vale para Francisco. E o governo não compactua com este tipo de coisa", afirmou.
O advogado de Cacciola, Carlos Eli Eluf, disse que a denúncia é "mentirosa" e que beira as "vias da hilariedade e da insanidade". De acordo com o advogado, o ex-bancário é alérgico a frutos do mar e não poderia ter comido lagosta. Além disso, o fato de manter um cardápio refinado dentro da cela traria risco de vida para Cacciola, alega Eluf.
"O senhor Cacciola divide uma cela com 34 pessoas. Ele não vai comer lagosta ou salmão enquanto 33 presos almoçam arroz com feijão, porque iria arrumar uma animosidade tão grande dentro da cela que poderia até ser morto. Isso é impossível", afirmou. Eluf lembrou que os presos podem receber alimentos da família. "Mas ele nunca recebeu lagosta nem salmão. Isso é uma campanha dirigida para difamá-lo", afirmou.
A quentinha com o que sobrou das refeições teria sido encontrada na cela em que está Cacciola. Segundo a assessoria de imprensa da Seap, não há irregularidade se o ex-banqueiro tiver recebido as refeições nos dias de visita (segundas e sextas-feiras), quando a família pode levar alimentos. Do contrário, teria havido facilitação de agentes.
Essa não é a primeira informação de regalias dentro de Bangu 8, destinado a autoridades, policiais e detentos com nível superior, e onde também estão presos os ex-chefes de Polícia Álvaro Lins e Ricardo Hallack, o deputado estadual Natalino Guimarães e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho. Na semana passada, os agentes encontraram R$ 10 mil numa das celas - cada preso pode receber das famílias R$ 100 semanalmente para pequenas despesas emergenciais, como compra de medicamentos. A secretaria não informou a quem pertence o dinheiro.
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AE/Ag.Estado.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

26 de agosto de 2008
O Globo
Indústria da invasão em favelas cobra até ‘luvas’
A indústria da invasão para criação de favelas ganhou no Rio proporções tão alarmantes que agora é feita até por servidores públicos e com cobrança de “luvas” – valor extra exigido de quem aluga um imóvel. O funcionário municipal Dorceli Pereira organizou, por exemplo, a invasão do terreno onde nasceu a Favela Vila Taboinhas, em Vargem Grande: por R$ 500, os interessados podiam erguer barracos no lugar. Pelo menos 1.455 novas invasões ocorreram no Rio, em um ano e meio, revela a terceira reportagem da série Favela S/A. O governador Sérgio Cabral defendeu a criação de zonas francas, com incentivos fiscais e tributação simplificada, para combater a informalidade nas favelas. (págs. 1, 13 a 15)
Em vez de educação, submarino com Pré-Sal
Apesar de o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff dizerem que os recursos obtidos com o petróleo abaixo da camada de sal serão usados prioritariamente em educação, o ministro Nelson Jobim já planeja destinar parte do dinheiro para fazer um submarino. O governo montará um “livro branco” com informações do Pré-Sal. (págs. 1, 12, 21, 22 e editorial “Nivelar por baixo”)
Minc: não vai ter plantio nem usina de cana no Pantanal (págs. 1 e 12)
Governo vai dar ainda mais dinheiro ao COB
O Ministério do Esporte aumentará a verba destinada ao COB, mas, inspirado no modelo chinês, quer fixar metas e investir em modalidades individuais. A Grã-Bretanha gastou R$ 17 milhões por medalha em Pequim, menos do que os R$ 53 milhões do Brasil. (págs. 1, 37 e editorial “Tombo em Pequim”)
Desnutrição caiu mas fome ainda é dilema
No ano do centenário do nascimento de Josué de Castro (autor de “Geografia da fome”), o Brasil constata que o drama hoje é o da insegurança alimentar. A desnutrição aguda caiu 46% em dez anos. (págs. 1, 26 e 27)
César promove irmã para não demiti-la
Para manter a irmã na prefeitura, César Maia promoveu-a a secretária de Eventos. O Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo, mas a medida não atinge o secretariado. (págs. 1, 9 e Luiz Garcia)
UPA pra lá e pra cá
As Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), do governo estadual, tornaram-se ontem a vedete do debate eleitoral no Rio. Ao gravar numa UPA, Eduardo Paes (PMDB) foi acusado de usar a máquina do estado por adversários que prometem até municipalizar essas unidades. (págs. 1 e 3)
Brasil já tem seis Obamas nas eleições
Um candidato a prefeito e cinco a vereador se registraram no TSE como Obama ou Barack Obama, numa “homenagem” ao postulante democrata à Presidência dos Estados Unidos. (págs. 1 e 4)
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Folha de S. Paulo
Reitor da Unifesp cai após denúncias
O reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, renunciou ao cargo. A decisão foi tomada depois da divulgação pela Folha de relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre irregularidades nos gastos de viagem entre 2006 e 2007. Segundo o TCU, o reitor usou indevidamente recursos do Estado, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$229.550,06 ao erário. “Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa”, escreveu Fagundes Neto em carta-renúncia. O Ministério da Educação declarou vago o cargo. O vice-reitor Sérgio Tifik, assumiu interinamente e agoras tem até 60 dias para realizar o processo de escolha do novo titular. (págs. 1 e Brasil)
Crédito é o maior desde o início do Plano Real
Apesar de os juros de empréstimos bancários em julho terem sido os mais altos em 20 meses, o volume de crédito no país é o maior desde o início do Plano Real. Segundo o Banco Central , o total de empréstimos bancários no final do mês passado era de R$1,086 trilhão – valor igual a 37% do PIB (Produto Interno Bruto). Para analistas, a relação entre crédito e PIB poderá passar de 40% até o fim do ano – ainda abaixo da média de outros países emergentes, que registraram até 70%. Com alta na venda de automóveis, o total de operações de leasing por pessoas físicas superou contratações por empresas, o que não ocorria há oito anos. (págs, 1 e B1)
Juiz poderá pela internet penhorar carro de devedor
Os juízes poderão a partir de hoje bloquear, pela internet, carros para pagamento de dívidas determinadas pela Justiça. O sistema on-line de restrição judicial de veículos permite identificar o proprietário, penhorar o carro e ordenar o bloqueio de licenciamento, transferência e circulação. (págs. 1 e C6)
STF inicia debate sobre aborto de feto anencéfalo
A CNBB abre hoje a primeira de três audiências públicas no STF sobre a hipótese de interrupção da gravidez em caso de anencefalia do feto. A entidade usará argumentos religiosos e científicos contra a medida. Outras entidades como a Católicas pelo Direito de Decidir, também opinarão.(págs. 1 e C7)
Parlamentares de RR querem arrozeiros em reserva indígena
Às vésperas do julgamento no STF que pode rever os limites da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR), todos os deputados estaduais e congressistas do Estado se dizem contra o modo como a área foi homologada – em terra contínua e com saída dos não-índios. Deputados chamam a demarcação de “fraude” e argumentam que a saída dos arrozeiros prejudicará a economia do Estado. (págs. 1 e A8)
Artigo: João Pereira Coutinho
Órfãos do marxismo adotaram a moda do aquecimento global: A moda do aquecimento global foi sobretudo adotada por órfãos do marxismo, que substituíram uma religião secular por outra. Hoje, o verde é o novo vermelho. O combate à fome, à doença, à proliferação nuclear e ao terrorismo são causas mais prementes. (págs. 1 e E8)
DinheiroPetrobras e Bolsas do exterior fazem Bovespa cair 2,5%. (págs. 1 e B10)
Editoriais
Leia "Efeitos da máquina", sobre números da corrida eleitoral; e "O desafio da cana", acerca de trabalho no campo. (págs. 1 e A2)
Foto
Policial militar domina cortador de cana em Pontal (SP), durante confronto em que três foram presos e seis , feridos;a PM foi chamada para cumprir liminar que garantia a saída de ônibus com trabalhadores que não aderiram à greve dos cortadores. (págs. 1 e B12)
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O Estado de S. Paulo
Crédito cresce apesar do aumento dos juros
Famílias e empresas brasileiras recorrem cada vez mais ao crédito, apesar da alta dos juros. Relatório do Banco Central divulgado ontem mostra que, em julho, o volume total de financiamento cresceu 1,7% e atingiu R$ 1,067 trilhão, o equivalente a 37% do PIB. É o maior nível desde janeiro de 1995. Enquanto isso, os juros médios do sistema financeiro – levando-se em conta as taxas para pessoas físicas e jurídicas - foram de 39,4% ao ano, o patamar mais alto em um ano e sete meses. Para os consumidores, as taxas são mais elevadas, ficando na média em 51,9%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, avalia que o aumento da renda tem dado segurança aos brasileiros para tomar financiamentos. “Isso permite que uma operação mais cara continue cabendo no orçamento das famílias”, diz ele. (págs. 1, B1, B3 e B4)
Lula acha que desempenho brasileiro foi razoávelO presidente Lula afirmou, em seu programa semanal de rádio, que a participação do Brasil na Olimpíada foi “razoável”. Pediu que prefeituras, estados e empresários invistam no esporte para que o País tenha um desempenho melhor nos Jogos de Londres, em 2012. Ele se disse frustrado com os resultados obtidos pelo futebol e elogiou a seleção feminina. (págs. 1 e E1)
STF vai definir regra geral para demarcação de terras
O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a extensão e o formato da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, servirá de base para outras disputas no STF. Há 144 ações na corte sobre demarcação de terras indígenas na Bahia, Pará, Paraíba, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Carlos Ayres Brito, o julgamento servirá de exemplo para casos semelhantes. (págs. 1 e A4)
Permissão para aborto de anencéfalo terá restrições
O Supremo Tribunal Federal deverá permitir a interrupção de gestação de fetos com anencefalia. Mas é provável que os ministros imponham preucações para que se comprove, de fato, tratar-se de feto com anomalia. (págs. 1 e A16)
Brasil é o 4º em consumo de água engarrafada
A água engarrafada é a bebida que mais cresce no mundo. O Brasil já é o quarto maior mercado, atrás apenas de EUA, México e China. Ativistas alertam, no entanto, que o custo ambiental é alto. (págs. 1 e A19)
Lobbies de energia bancam festas de democratas
Os lobbies de energia são um dos maiores patrocinadores de festas para delegados e parlamentares na convenção democrata. Energia, relata a correspondente Patrícia Campos Mello, é o tema central da eleição. (págs. 1 e A15)
Alckmin e Kassab já trocam ataques na campanha
A redução da distância entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) nas intenções de voto elevou a tensão entre os dois. Para Kassab, a candidatura Alckmin a prefeito de São Paulo é “incoerente”. O tucano ataca o atendimento à saúde. (págs.1 e A7)
Multas aplicadas pela PM triplicam em São Paulo
A Polícia Militar triplicou sua participação nas multas aplicadas em São Paulo. Até 2002, quando foi extinto o Comando de Policiamento de Trânsito, entre 4% e 6% das autuações eram de Pms. Em julho, foram 17,9%. (págs. 1 e C1)
Ruim é o gasto, não a conta
O ponto importante ao anunciar mudanças na contabilidade, o ministro Guido Mantega pretende apenas modificar a apresentação das contas ou tornar a política fiscal mais austera? (págs. 1 e A3)
Produtor de peixe
Xico Graziano: País não precisa de ministério para engrandecer sua aqüicultura. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
César Maia dribla lei contra nepotismo e promove irmã
O prefeito César Maia achou uma forma de driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe nepotismo: exonerou a irmã Ana Maria Maia da Subsecretaria Especial de Eventos e a nomeou titular da recém-criada Secretaria Especial de Eventos. O cargo, considerado político, é a exceção admitida pelo STF. O prefeito, que mantém outros cinco parentes no quadro da prefeitura, admite a manobra para escapar da regra. (págs. 1 e Eleição A4)
Procuradoria pede que Daniel Dantas volte à prisão
O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pediu ao Supremo Tribunal Federal a revisão da liminar do presidente do órgão, Gilmar Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Ainda cabe ao STF a manifestação final sobre a decisão de Mendes. (págs. 1 e A6)
CNJ começa a apurar tráfico de influência no Rio
O Conselho Nacional de Justiça e a AOB do Rio começam esta semana a apurar as operações de tráfico de influência do advogado Marlan Jr. no leilão da sede do Sindicato Nacional dos Aeroviários. Para o corregedor do CNJ, ministro César Asfor Rocha, as denúncias contra o advogado são “graves e contundentes”. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)
Em um site, tudo sobre sua saúde
Um novo portal na internet, chamado Idmed, promete tornar mais ágeis e precisos os atendimentos clínicos e hospitalares no Brasil. O próprio usuário monta seu histórico detalhado e obtém um cartão pessoal com senha para acesso dos seus médicos. (págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A24)
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Correio Braziliense
Conta de luz mais barata
A partir de hoje, o preço da energia residencial no Distrito Federal ficará 3,26% menor. A redução, decidida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, vale até 2009. É o terceiro ano seguido que o valor da eletricidade vendida no DF é rebaixado — queda de 1,5% em 2006 e de 3% no ano passado. Em 2008, a notícia poderia até ter sido melhor para o brasiliense. A princípio, a tarifa deveria cair 5,1%.Mas a CEB pediu que o percentual fosse revisto, alegando ter registrado ao longo dos últimos 12 meses custos operacionais acima dos previstos. O presidente da empresa, José Jorge, reclamou. “O lado bom é que os consumidores vão poder pagar menos. Mas o lado ruim é que dá um sinal de que a energia é abundante e incentiva o consumo, além de dificultar os investimentos.”(págs. 1 e 16)
Campanha foi só “razoável”, afirma Lula
Em seu programa semanal de rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez leve crítica à delegação brasileira nas Olimpíadas. Ele convocou prefeitos, governadores e empresários a se integrarem na promoção desportiva. “Nós precisamos levar mais a sério essa questão do esporte brasileiro”, disse. (págs. 1, 35 a 37 e 44)
Equipamento médico ao deus-dará
Terceira reportagem da série mostra uma das faces mais cruéis da corrupção sobre o sistema de saúde do Brasil: enquanto a população pena sem diagnóstico ou atendimento adequado, mamógrafos, sondas, aparelhos de raios x, monitores cardíacos e ecógrafos mofam nos hospitais públicos. (págs. 1, 6 e 7)
Ameaça de morte contra testemunha
Segurança foi ameaçado por testemunhar a entrada de um colega na direção-geral do Senado, em plena madrugada, três dias antes de a Polícia Federal fazer uma busca no lugar. Suspeita é de ocultação de provas. Lobista acusado de fraude tinha sala no gabinete do primeiro-secretário Efraim Morais (DEM-PB).(págs. 1, 2 e 3)
Condenados ao estresse
Em mais uma rodada do vaivém judicial em torno dos bichos do Le Cirque, 23 animais desembarcam no DF após 35 horas de viagem e ficam no zôo. É a terceira vez que são recolhidos pelo Ibama. Advogado do circo vai recorrer ao STJ. (págs. 1 e 29)
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Valor Econômico
China já é o segundo país em comércio com o Brasil
O aumento do preço das commodities, o forte crescimento chinês e a demanda aquecida das famílias brasileiras ajudaram a China a ultrapassar a Argentina e ocupar o segundo lugar entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Nos 12 meses encerrados em julho, a corrente de comércio(soma de exportações e importações) chegou a US$ 31,9 bilhões entre os dois países. O valor supera os US$ 29,3 bilhões do comércio com a Argentina em igual período e só perde para os US$ 49,2 bilhões das trocas com os Estados Unidos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Os empresários vêem esse quadro com preocupação, pois identificam uma "complementariedade perversa" no comércio com a China. Enquanto os chineses compram petróleo, soja e minério de ferro, o Brasil importa bens manufaturados vindos do outro lado do mundo. "A China vai consolidar a segunda colocação como parceiro do Brasil, mas não há vantagem nisso porque o comércio é desequilibrado no conteúdo", disse Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de Comércio Exterior da Fiesp. "Exportamos matérias-primas e importamos bens de consumo, como sapatos e têxteis, e até máquinas. É uma concorrência aguda, que constrange a produção local". Na avaliação do secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, essa é uma "visão simplista" sobre a relação entre os dois países. Ele observa que a maior parte das importações de produtos chineses é de bens de capital e intermediários. "Estamos renovando o parque industrial brasileiro com insumos chineses". A China já havia superado a Argentina no início de 2007 e a distância só aumentou. Nos últimos 12 meses, o Brasil importou US$ 17 bilhões da China e US$ 12 bilhões da Argentina. Depois de superávits expressivos em 2003 e 2004, o país agora amarga perdas crescentes, com o déficit atingindo US$ 2,6 bilhões em 12 meses. Com a Argentina, o superávit é de quase US$ 5 bilhões no período. (págs. 1 e A3)
Penhora extrajudicial
Governo Federal prepara um pacote para agilizar a cobrança de dívidas tributárias. A medida mais polêmica prevê a possibilidade de penhora de bens ainda na fase da cobrança administrativa. (pág. 1 e A7)
Luizianne lidera em Fortaleza
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, enfrenta pela segunda vez os dois principais caciques do Estado – o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) - , além da hostilidade das igrejas pentescotais, que em outdoors a chamam de Jezebel, princesa fenícia que combatia os profetas. Com o início do horário eleitoral gratuito, Luizianne ultrapassou seu principal concorrente, o deputado federal Moroni Torgan (DEM), que ressuscitou a participação política do Centro Industrial do Ceará (CIC) em sua tentativa de chegar à Prefeitura. Luizianne mantém a aliança com o governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e reclama a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Fortaleza foi a capital petista que lhe deu maior percentual de votos. Ele nos deve isso.” Diz que Tasso, a quem chama de 'coronel eletrônico', teme a consolidação de um projeto alternativo de poder.(págs. 1 e A10)
Idéias:
Raymundo Costa: PSDB e Dilma discutem lei de agências reguladoras. (págs. 1 e A8)
Petrobras 'gira' menosPolêmica sobre o futuro do petróleo da camada pré-sal afugenta investidores dos papéis da Petrobras. Ontem, o giro foi de apenas R$ 550 milhões, frente à média de R$ 1,5 bilhão de maio. (págs. 1 e D2)
Idéias:
Delfim Netto: violenta política de juros 'tempestiva' tem pouco suporte na 'boa teoria' e na 'boa prática'.(págs. 1 e A2)
Energia mais caraCom aumento superior a 400% no mercado livre desde 2004, os preços da energia elétrica vão continuar em alta pelo menos até 2012, puxados pela oferta apertada e pela geração termelétrica. (págs. 1 e B1)
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Gazeta Mercantil
Fisco dos EUA pode fiscalizar no Brasil
Um acordo assinado entre a Receita Federal do Brasil e os Estados Unidos, que ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, está causando polêmica entre advogados e empresários. O tratado prevê a troca de informações tributárias entre os dois países. Permite ainda que, além do Fisco americano, FBI e CIA também fiscalizem contribuintes brasileiros. Os Estados Unidos têm acordos semelhantes com países considerados da black list, como os paraísos fiscais, Colômbia (devido ao narcotráfico) e México (para evitar imigração ilegal). “A assinatura desse acordo é ruim para a imagem internacional do País porque pode dificultar acordos de bitributação com outros países que podem considerar o Brasil um país da black list”, diz o advogado Antonio Carlos do Amaral, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Além disso, especialistas afirmam que o acordo internacional é inconstitucional. Primeiro, porque somente o presidente da República pode assinar um tratado internacional (a assinatura brasileira é da Secretaria da Receita Federal) e segundo porque cidadãos brasileiros têm o direito de privacidade contra investigações estrangeiras. “O agente que terá acesso aos dados não é apenas do Fisco americano, pode ser do FBI ou CIA”, diz o advogado Ives Gandra da Silva Martins.A Receita Federal rebate as discordâncias. Para o chefe da assessoria de assuntos internacionais da Receita, Marcus Vinicius Vidal Pontes, o tratado não fere a Constituição porque o presidente delegou a assinatura ao secretário da Receita. E nenhum cidadão será enfrentado diretamente por órgão estrangeiro, competência esta somente dos agentes fiscais brasileiros. (págs. 1 e A9)
Mudanças na Lei do Petróleo apenas em 2009
O Palácio do Planalto está criando uma estratégia para diminuir as tensões políticas no Congresso, criar um ambiente positivo para o governo e, só então, enviar propostas concretas para alterar o marco regulatório do petróleo e do gás. As preocupações do Planalto incluem mudanças nas regras de exploração de petróleo na camada do pré-sal, além de modificações no sistema de distribuição de royalties para estados e municípios. O governo avalia que apenas em 2009 será viável a aprovação de projetos mais difíceis no Congresso. Em 2010, será muito complicado aprovar matérias polêmicas. No caso do pré-sal, a expectativa é de que mudanças sejam apresentadas e votadas no ano que vem. (págs. 1 e A7)
Primeiro Plano – Consumidores mais confiantes
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou alta de 6,2% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC). As desacelerações da inflação, como a do IPC-S, que teve alta de 0,24%, animam os consumidores. (págs. 1, A4 e A6)
Sistema Financeiro – Operações de crédito batem novo recorde (págs. 1 e B2)
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segunda-feira, agosto 25, 2008


"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

25 de agosto de 2008

O Globo
Aluguéis em favelas do Rio rendem 107 milhões
O mercado informal de aluguéis em favelas na cidade do Rio movimenta pelo menos R$ 107 milhões por ano, de acordo com cálculo feito pelo economista Ib Teixeira. São 35.500 casas alugadas (12% do total), construídas sem licença e em áreas com infra-estrutura precária (...) (págs. 1, 10 e 11)
Interior já supera o Rio da Capital
Impulsionada por pólos industriais, a região interiorana do Rio ganhou força e ampliou sua participação na economia fluminense, de 35% em 1997, revela pesquisa exclusiva da Fundação Cide (...) (págs. 1 e 17)
Jandira parte para o ataque a Eduardo Paes
A campanha no Rio esquentou após a pesquisa Datafolha mostrar que a disputa está mais embolada. Jandira Feghali (PCdoB) partiu para o ataque a Eduardo Paes (PMDB), para quem perdeu o segundo lugar (...) (págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo
Arrecadação sobe, e dívida dos Estados bate recorde
Após dez anos praticamente impedidos de aumentar suas dívidas, os governos estaduais retomaram o endividamento. Até a semana passada, obtiveram autorização do Tesouro para tomar R$ 9,5 bilhões em dívidas. O valor é de 281% superior a tudo o que foi emprestado no ano passado (...) (págs. 1 e B1)
Barbosa diz que esperavam um negro submisso no Supremo
O ministro Joaquim Barbosa nega que seja “encrenqueiro” e atribui os recentes atritos com seus colegas à defesa que faz de “princípios caros à sociedade”, como o combate à corrupção.Em entrevista à Folha, diz que “enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso”. Barbosa é o primeiro negro da Instituição (...) (págs. 1 e A16)
Reitor da Unifesp é acusado de gasto irregular de R$ 230 milFiscalização do TCU aponta que Ulysses Neto usou verba pública em viagens ao exterior para comprar itens de luxo e atuar como consultor. (págs. 1 e A10)
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O Estado de S. Paulo
Brasil lidera investimento entre países emergentes
O Brasil teve a maior alta de investimentos diretos estrangeiros entre as economias emergentes do mundo entre 2006 e 2007, à frente de China, Índia e Rússia, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) (...) (págs. 1, B1 e B3)
Tucanos inauguram comitê com KassabUm grupo de tucanos esteve ontem na inauguração do comitê de campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em Itaquera. Não pouparam elogios ao candidato que, segundo o instituto Datafolha, aproxima-se de Geraldo Alckmin (PSDB), em segundo nas pesquisas. (págs. 1 e A4)
Denúncia de tráfico de drogas cresce 21,4% em SP
O número de denúncias sobre tráfico de drogas aumentou 21,4% no Estado de janeiro a julho de 2008. O telefone 181 foi acionado 26.694 vezes, com informações sobre comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. São Paulo, Sorocaba e Guarulhos lideram o ranking. (págs. 1 e C1)
Objetivo de convenção é ‘americanizar’ Obama
A mulher de Barack Obama, Michelle, vai abrir hoje a convenção democrata. O objetivo do evento é “americanizar” Obama, visto por eleitores como alguém sem raízes nos EUA. (págs. 1 e A12)
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Jornal do Brasil
Petrobras avança no pré-sal
A Petrobras quer expandir as fronteiras do pré-sal já concedido à iniciativa privada para se antecipar à proposta de criação da Petrosal, estatal encarregada de manter entre brasileiros os recursos dos campos gigantes. Em artigo, o deputado Miro Teixeira insiste na parte do Rio nos royalties. Em editorial, o JB defende a co-existência das estatais. (págs. 1, Economia, A17 e Editorial A8)
Ação tenta anular golpe de Marlan Jr.
A secretária-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, informa que a entidade vai tentar, na Justiça, anular o leilão de sua sede, que o JB revelou ter sido arrematada pelo advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior, em operação envolvendo seu irmão, juiz da 24ª Vara Cível do Rio. (págs. 1, País A6)
MP investiga ganhos de 22 vereadores
Quase metade dos 48 vereadores que tentarão a reeleição em outubro já estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual do Rio, por suspeita de enriquecimento ilícito ou improbidade administrativa. O JB teve acesso exclusivo à lista do MP com nomes e números e inquéritos. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
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Correio Braziliense
R$ 74 milhões do banheiro para o ralo
Segunda reportagem da série do Correio/Estado de Minas sobre a má gestão dos recursos da saúde mostra como uma pequena fortuna destinada à construção de “módulos sanitários domiciliares” para famílias de baixa renda desapareceu em banheiros fantasmas. Em algumas casas, as obras até começaram, mas não foram concluídas. Em outras, a construção inacabada já se deteriorou. E, num exemplo claro de desvio de verbas, a Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou os banheiros do programa em bares, igrejas e estabelecimentos comerciais. (págs. 1, Tema do Dia, 2 e 3)
223 mil aposentados no Distrito Federal recebem, a partir de hoje, a antecipação do 13º salário
Começa nesta segunda, e vai até 5 de setembro, o pagamento da primeira parcela do 13º a cerca de 22,1 milhões de aposentados do INSS. A estimativa é de que a antecipação do benefício injete mais de R$ 7 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 85,2 milhões em Brasília. (págs. 1 e 10)
Apreensão de LSD mostra Brasília na rota do tráfico
Drogas sintéticas chegam pelo correio em correspondências comuns, livros e até CDs vindos da França e da Holanda. As duas rotas são consideradas novas pela polícia — que, no último dia 13, prendeu dois jovens na região do Sudoeste e da Octogonal com 575 papelotes. (págs.1, 17 e 18)
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Valor Econômico
Terceirização perde espaço nas empresas
Por motivos diversos e em um movimento oposto à tendência de terceirização que ganhou força a partir da década de 90, empresas como Brasil Telecom, Avis e Getronics integraram à folha de salários profissionais que forneciam serviços a empresas por elas contratadas - serviços originalmente realizados por seu quadro funcional. A reversão do modelo responde à maior fiscalização do Ministério do Trabalho, à busca de ganhos de eficiência e ao crescimento da economia (...) (págs. 1 e A4)
Bancos neutralizam alta da CSLL
O aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) neste ano foi neutralizado no balanço da maioria dos bancos e não teve impacto contábil - ao menos temporariamente. Acionistas e controladores ainda não tiveram seus dividendos afetados pela majoração do imposto (...) (págs. 1 e C1)
Nossa Caixa e BB debatem valor de ativos
Surgiram nas negociações de incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil divergências sobre valores de ativos que serão incorporados. A cúpula do BB e o governo paulista têm pontos de vista diferentes sobre depósitos judiciais, folha de pagamento de servidores e a conta única do Tesouro paulista (...) (págs. 1 e C8)
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Gazeta Mercantil
Petróleo criará pólo de equipamentos pesados
Os investimentos em exploração de petróleo e as novas descobertas realizadas na camada pré-sal serão suficientes para viabilizar a estruturação de um pólo industrial capaz de produzir equipamentos para a indústria petrolífera mundial. A Petrobras planeja investir US$ 97,4 bilhões até 2012. Várias companhias devem aplicar mais US$ 30 bilhões na exploração(...) (págs. 1 e A6)
Petrobras avança exploração para áreas além de Tupi e CariocaA Petrobras começa a expandir seu trabalho de exploração em áreas menos “badaladas” do pré-sal para realizar novas descobertas na extensa faixa de petróleo que vai de Santa Catarina ao sul do Nordeste. Depois de anunciar campos promissores como os de Tupi e Carioca, a estatal começou a perfurar duas áreas no litoral catarinense e a expectativa é encontrar hidrocarbonetos tanto em cima como embaixo da camada de sal. (págs. 1 e C1)
PIB potencial só cresce com menos gargalos
O Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil ainda está bem aquém do necessário para colocar o País em rota de crescimento robusto, sustentável e sem pressões inflacionárias. Cálculos de economistas indicam que esse número estaria entre 3% e 4,5%. Para elevar esse nível, é necessário retirar entraves do caminho, como os gargalos em infra-estrutura, a má qualidade do gasto público, as baixas taxas tanto de investimento quanto de produtividade, além de questões regulatórias em aberto. (págs. 1 e A7)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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domingo, agosto 24, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

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Deus no palanque

A disputa religiosa é a segunda maior causa de guerras na história da humanidade. A primeira é, obviamente, a conquista territorial para garantir a subsistência e a sobrevivência. Nesta questão primordial, o ser humano não se distingue das outras espécies animais que se engalfinham em busca do espaço vital para produzir alimento, agasalho e a preservação do grupo. Asseguradas as necessidades biológicas, os animais ditos racionais passam a guerrear-se para impor suas crenças.
Lamentável: a vantagem competitiva oferecida pela racionalidade em vez de pacificar os instintos só os exacerba. Em termos concretos significa que a busca da paz genuína compreende um esforço ostensivo dos envolvidos para retirar da pauta dos contenciosos todos os ingredientes capazes de fomentar o fervor religioso ou a ferocidade confessional.
Em outras palavras: é preciso tirar Deus da arena política. Há indícios de que isto está acontecendo na Europa – prova de que o Velho Mundo ainda é uma referência – porém na Ásia e na África religião é dinamite pura. No mitológico Novo Mundo, sempre associado à imagem de liberdade, a religião foi imposta a ferro e fogo. Na parte setentrional do continente, mais de cinco séculos depois da chegada de Colombo, encontramos uma situação não muito diferente daquela que existia em 1492, quando a Espanha expulsava os mouros e os judeus do seu território.
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Nova dimensão
Hoje, nos EUA (segundo a Economist de 16/8, pág. 35), cerca de 90% dos cidadãos declaram-se religiosos, 63% acreditam que a Bíblia é a palavra divina e que religiosidade é prova de bom caráter. Apenas 42% dos norte-americanos afirmam que votariam num agnóstico ou ateu para a presidência enquanto 56% votariam num homossexual e 93% aceitariam um negro.
Esta exótica religiosidade numa comunidade tão diversificada e numa civilização tão materialista produz situações singulares como o primeiro encontro dos dois candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, realizado no megatemplo do poderosíssimo pastor Rick Warren na Califórnia, semana passada. Obama veio para mudar, conseguiu ser pós-racial, pós-ideológico, mas não conseguiu ser pós-religioso. Sequer tentou.
Na Íbero-América, a conversão forçada dos nativos e a presença da onipotente, onisciente e implacável Inquisição criou um paraíso monolítico católico que agora começa a ruir diante do formidável avanço das seitas protestantes de variadas filiações. Sem o apoio das massas, certos grupos e ordens ligados ao Vaticano (como a Opus Dei) tentam barrar este avanço evangélico através de um grande empenho na área da comunicação social onde os evangélicos estão poderosamente inseridos.
As eleições de outubro têm tudo para transformar-se no primeiro round de um confronto formal e ostensivo entre evangélicos e não-evangélicos graças à presença de Marcelo Crivella (PRB) como candidato à prefeitura carioca. Sua eleição anterior para o Senado foi apenas um ensaio: sua postulação a um cargo majoritário, numa cidade-vitrine como o Rio de Janeiro, dá outra dimensão a uma disputa que em outras circunstâncias seria no máximo partidária. Agora é midiática, aos pés do Redentor, portanto religiosa.
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Milícia & bandidagem
Na antiga Cidade Maravilhosa está a sede do poderoso Grupo Globo, cujo maior competidor é a TV Record, carro-chefe da Igreja Universal, de propriedade do bispo-empresário Edir Macedo, tio do candidato Crivella, por enquanto líder nas pesquisas.
Crivella tem o apoio do governo federal, seu partido é o mesmo do vice-presidente da República e do ministro Mangabeira Unger, que aposta numa reedição da história de sucesso da Coréia do Sul, onde a opção pelo protestantismo foi estratégica.
Os desdobramentos de um eventual confronto são preocupantes. Embora administrada como empresa multinacional, a Igreja Universal adota um proselitismo agressivo. Seu poderio eleitoral, sobretudo nos segmentos menos favorecidos, pode potencializar conflitos subjacentes. Nas comunidades carentes do Rio onde atua, até a panfletagem precisa ser aprovada pela bandidagem ou pela milícia (o que vem dar no mesmo).
Deus nos palanques tira Marx da jogada. Religião deixou de ser o "ópio do povo", porém nada impede que se converta em "coração de um mundo sem coração e alma da condição desalmada". Guerras religiosas são insaciáveis. Mais nocivas do que as produzidas pela fome.
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Por Alberto Dines em 23/8/2008Reproduzido do Último Segundo, 22/8/2008
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sábado, agosto 23, 2008

EDITORIAL: "ROYALTIES", GASTOS PÚBLICOS & ELEIÇÕES

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Hora de mergulhar no pré-sal


Pode parecer óbvio, mas nem sempre o óbvio é aparente: durante muito tempo o pré-sal será o mais importante assunto do noticiário econômico brasileiro.
Já agora a imprensa tem duas senhoras pautas pela frente.
Uma é cobrir a construção das decisões que o governo se prepara para tomar sobre as regras do jogo da exploração dessas jazidas de petróleo estimadas em 50 bilhões de barris e cuja extração custará algumas centenas de bilhões de dólares.
Outra pauta, absolutamente indispensável para envolver o público no debate sobre os prós e contras das alternativas possíveis, é explicar, tornar a explicar, explicar ainda uma vez e outra, pelo menos aqueles aspectos da questão que, se não forem comprendidos, nada do resto será.
Acompanhar o processo de escolha do governo, neste caso, é percorrer um campo minado por monumentais interesses. A cúpula do Planalto; a equipe interministerial encarregada de sugerir como é que o Brasil vai se apossar do tesouro enterrado a 7 mil metros de profundidade, a 200 quilômetros da costa, do Espírito Santo a Santa Catarina; a Petrobras; a tecnocracia pública e privada do setor; as lideranças partidárias; as forças econômicas que procuram influir direta ou indiretamente nas decisões – o que todos e cada um desses protagonistas querem da imprensa é que se torne porta-voz das suas convenências.
É mais fácil para um repórter achar petróleo debaixo da mesa de trabalho do que achar uma fonte isenta nessa história. Entendam-se por isentos os envolvidos que contem ao jornalista as coisas como elas são – e não como eles desejam que venham a ser, com a cumplicidade involuntária da mídia.
É possível, quem sabe, que algo no gênero esteja por trás da matéria da Folha que deu manchete de primeira página na quarta-feira (20/8), segundo a qual o presidente Lula teria dito, numa reunião com políticos aliados, que tinha batido o martelo a favor da criação de uma estatal para administrar a exploração do pré-sal. No mesmo dia o presidente desmentiu, dando a entender que prefere manter as suas opções em aberto até a enésima hora – o que não prova nem desprova que ele falou o que lhe atribuíram.
Aliás, não está claro se essa estatal, inspirada na norueguesa Petoro, virá para cuidar da exploração – sem “furar poço” ela própria –, dos rendimentos do petróleo extraído, ou das duas coisas. Conforme a matéria ou artigo que se leia esses dias, será aquilo ou isso.
O essencial é a mídia não se deixar capturar por qualquer dos setores participantes da montagem do que se chama pedantemente "arcabouço institucional" para a procura e retirada desse petróleo que o presidente acha que é tanto, mas tanto, que dará para “acabar definitivamente com a pobreza no país e recuperar o tempo perdido com a falta de investimento na educação”.
Por mídia entenda-se agora, especificamente, a apuração dos fatos. Se eles chegarem ao leitor com razoável fidedignidade, poderão servir de contrapeso aos editoriais e artigos opinativos que se deixarem capturar por tais ou quais interesses – ou simplesmente se identificam com eles por motivos mantidos distantes das vistas do leitor.
A história precisa ser contada à medida que acontece. O público não pode ser confrontado um belo dia – provavelmente depois das eleições municipais, segundo o Valor – com a informação de que o governo enfim resolveu o que tinha de resolver em relação ao pré-sal. Tanto mais a sociedade poderá interferir nesses processos, como é seu direito, quanto mais ela estiver a par de seu desenvolvimento. Para decisões acabadas, basta o Diário Oficial.
A segunda pauta mencionada na abertura deste texto – a da explicação – exige da imprensa um didatismo que ela raramente tem paciência e espaço para exercer.
Salvo o pessoal do ramo, quantos de nós fazem idéia do que significa – em termos tecnológicos, operacionais e econômicos – localizar, mapear e extrair petróleo do fundo mais fundo do mar?
Singelamente, quantos de nós sabem, para começo de conversa, o que é “pré-sal”?
Há pouco, numa conversa, um professor universitário disse que pré-sal é a primeira camada abaixo do leito do oceano. Esse nível é o do pós-sal. Depois é que vem o sal e o pré-sal. Deve fazer alguma diferença para a formação de opiniões sobre a política de petróleo que vem aí saber o básico daquilo de que se trata.
A imprensa tem duas formas que se complementam para fixar conhecimentos. (Publicar um suplemento especial num domingo qualquer e com isso dar a tarefa por concluída não vale.) Uma forma é enxertar as explicações nos artigos noticiosos do dia – se não todos os dias, quase. Outra é de publicar e voltar a publicar quadros, infográficos, destaques, ou que nome tenham os textos tira-teima que margeiam o noticiário.
Exemplo. A convite do governo da Noruega, repórteres da Folha, Estado e Valor mandaram de Oslo boas matérias – boas mesmo – sobre o “modelo norueguês” da economia do petróleo, com ampla presença do Estado. Vêm a calhar, já que esse deve servir de base para o modelo para o pré-sal, se for de fato diferente da lei do petróleo de 1997. Mas só a Folha publicou ao lado da reportagem uma lista de 10 perguntas e respostas sobre o que pode mudar no setor no Brasil.
Desde “Qual a função da nova estatal?” até “Qual o tamanho das reservas do pré-sal?”, passando por “Como serão licitados os campos do pré-sal?” e “A renda do petróleo ficará com quem?"
É por aí. Só que precisa mais do mesmo – e sem medo de ser repetitivo.
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Postado por Luiz Weis em 22/8/2008 às 7:26:10 AM .
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http://www.observatoriodaimprensa.com.br
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sexta-feira, agosto 22, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] NO FINAL DÁ TUDO ERRADO...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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PETROBRAS, "PRÉ-SAL", LULA: PRO$PECTAR É PRECISO

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A Petrobras já perfurou sete poços na área do chamado pré-sal. Encontrou óleo e gás de ótima qualidade. Planeja perfurar mais nove poços.

Mera prospecção, por ora. Daqui a sete meses, em março de 2009, Lula deve promover, com o devido espalhafato, uma cerimônia em alto mar.
A bordo de um porta-aviões da Marinha, o presidente vai anunciar o início da exploração da mega-reserva de Tupi, na costa de Santos. Coisa simbólica.
A produção só deve começar pra valer a partir de 2010. Lula já terá passado a faixa presidencial ao sucessor.
Aposta-se num início promissor, mas incipiente. O grosso do óleo e do gás armazenado a mais de 6.000 metros de profundidade só seria trazido à tona entre 2014 e 2016.
Um período em que estará dando as cartas em Brasília o sucessor do sucessor de Lula. A despeito disso, o governo busca uma maneira de gastar por conta. Imediatamente.
O grupo interministerial constituído para formular a proposta de exploração do pré-sal estuda uma fórmula que permita antecipar a receita da prosperidade petrolífera.
Foi à mesa a idéia de amealhar dinheiro por meio da emissão de títulos públicos. Seriam lançados no exterior, lastreados nas super-reservas do pré-sal.
Planeja-se usar o dinheiro de duas formas. Uma parte financiaria a própria exploração do petróleo. Outra fatia bancaria, desde logo, programas sociais do governo.
A primeira parte do plano parece fazer nexo. O governo deseja assumir sozinho o desafio de dar viabilidade comercial ao pré-sal. Para isso, vai precisar de dinheiro.
Muito dinheiro. As cifras são estimadas num intervalo que varia de R$ 150 bilhões a R$ 300 bilhões. De onde tirar tanto dinheiro? Os títulos constituem boa alternativa.
A segunda parte do plano é debitada na conta da inquietude de Lula. Ele quer porque quer converter o lucro do pré-sal em “investimentos sociais.”
E não lida bem com a idéia de deixar o Planalto sem usar um pedaço dessa riqueza. Uma riqueza, por enquanto, meramente potencial.
É estimada ora em 50 bilhões de barris ora em 80 bilhões de barris de petróleo novo.
Volume que valeria algo entre US$ 5 trilhões e US$ 9 trilhões. Dinheiro virtual. Que o governo tenta transformar em moeda sonante.
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Escrito por Josias de Souza. Foto, Ana Carolina Fernandes/Folha.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

22 de agosto de 2008
O Globo
Rio tem 100 candidatos acusados de homicídio
Após constatar que há 100 candidatos acusados ou já condenados por homicídio no Estado do Rio, o Tribunal Regional Eleitoral pediu a instalação de um detector de metais em sua entrada. “Infelizmente, essa é a nossa realidade”, diz o vice-presidente do TRE, Alberto Motta Moraes, que há 36 anos atua na área criminal. Há pouco mais de uma semana, um advogado denunciou a presença de pistoleiros no plenário do TRE. Em Brasília, o presidente do TRE, Roberto Wider, disse que o setor de inteligência da Polícia Federal apontou 20 áreas do Rio e da Baixada que receberão tropas federais para garantir a segurança da campanha. São comunidades onde a lisura das eleições está ameaçada por milícias ou pelo tráfico. Candidatos com ficha suja continuam a desfilar no horário eleitoral dos que disputam vaga de vereador. (págs. 1 e 3a 5)
Governadores criticam nova estatal de LulaOs governadores Sérgio Cabral, Marcelo Déda (Sergipe) e Paulo Hartung (Espírito Santo) criticaram a proposta de mudar a distribuição dos royalties do petróleo. Déda se queixou também da pressa em discutir o Pré-Sal. (págs. 1, 25 e 26)
STF proibiu nepotismo até terceiro grau
A súmula aprovada ontem pelo Supremo Tribunal Federal proíbe contratação de parentes até terceiro grau em todos os poderes, o que inclui os cunhados. Veta também o nepotismo cruzado. Nove senadores têm parentes empregados. (págs. 1, 12 e 13)
SDE processa operadoras de celular
A Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, abriu processo para apurar uma possível prática contra a concorrência das quatro maiores empresas de telefonia celular do país: Vivo, Tim, Claro e Oi. (págs. 1 e 31)
Três PMs participaram de milícia que matou 7
A polícia identificou três PMs entre os 17 integrantes de uma milícia que matou sete pessoas, anteontem, numa favela do Rio. O governo federal lançou ontem nova campanha de desarmamento, com o objetivo de recolher ou registrar 300 mil armas. (págs. 1 e 15)
CUT quer 4 dias de salário do trabalhador
A CUT e outras centrais sindicais querem que o Congresso aprove contribuição sindical que equivalerá a quatro dias de salário do trabalhador. (págs. 1 e 14)
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Folha de S. Paulo
STF veta contratação de parentes até terceiro grau
Ao aprovar sua 13º súmula vinculante, que veta contratação de parentes nos três Poderes, o Supremo Tribunal Federal definiu que a medida atingirá familiares até o terceiro grau. O tribunal vetou o nepotismo cruzado, em que um servidor contrata parentes de outro. Assim de acordo com a súmula do Supremo, os agentes públicos brasileiros não poderão contratar seus pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, genros e noras para trabalhar no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou,, porém que “a realidade é tão multifacetada que é necessário analisar caso a caso”. Anteontem, o tribunal já decidira por unanimidade proibir o nepotismo nos três Poderes, mas faltava ainda editar o texto da súmula. Congressistas criticaram o STF, mas prometeram demitir os parentes. Ao menos 22 deputados e 9 senadores empregam familiares. “Vou ter de dispensar um parente meu que trabalha no gabinete”, afirmou o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN). (págs. 1, A4 e A6)
Governo quer vincular ganho do pré-sal a risco de exploração
As fatias da União na partilha do petróleo do pré-sal devem variar segundo o risco de exploração de cada poço. Quanto maior a chance de achar petróleo, maior será o ganho do governo. A fórmula tem apoio no grupo de ministros criado por Lula para tratar da exploração. Os responsáveis pela extração deverão ser escolhidos por processo público, como uma licitação. (págs. 1 e B1)
Artigo: Walter Ceneviva
Efeito da proibição não é imediato: A decisão do STF baniu o nepotismo? Formalmente, sim, mas é melhor aguardarmos. A prática é tão enraizada que parece imbatível. Gera castas no serviço público e discrimina os que não pertencem ao mesmo grupo, sem preocupação com o interesse geral. (págs. 1 e A4)
Anvisa suspende importação de insulina ucraniana
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a importação de insulina ucraniana, distribuída pelo SUS. A alegação é que há “risco evidente à qualidade, à segurança e à eficácia dos produtos”. Mais tarde, a agência recuou e negou a existência de riscos. (págs. 1 e C8)
Receita Federal autua DEM em R$ 14 mi por infrações fiscaisO valor corresponde, segundo o órgão, a imposto devido pelo partido relativo ao período de 2002 a 2004, além de multa, juros e correção. (págs. 1 e A10)
Brasileiro em lua-de-mel morreu no avião que caiu
O paraense Ronaldo Gomes Silva, 27, estava no avião da Spanair que caiu em Madri. Ele viajava em lua-de-mel com a espanhola Yanina Dibowsky, 21. Antes da decolagem, um passageiro enviou mensagens para o filho dizendo que queria descer porque o motor esquerdo falhava, informa Clóvis Rossi. (págs. 1 e A14)
Editoriais
Leia “Usos da rotina” sobre o horário eleitoral gratuito e “Educação loteada”, acerca da distribuição política dos cargos. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Governo obriga Petrobras a cancelar venda de mina
O Planalto mandou a Petrobras desfazer um negócio estimado em US$ 150 milhões, relatam de Brasília as repórteres Lu Aiko Otta e Fabíola Salvador. A estatal tinha vendido à empresa canadense Falcon parte de uma mina de silvinita do município de Nova Olinda do Norte (AM). O presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficaram contrariados com a venda. A silvinita serve para a obtenção de potássio, matéria-prima dos fertilizantes – insumo considerado estratégico pelo Planalto para o Brasil manter a liderança na produção agrícola mundial. Há cerca de duas semanas, Dilma determinou pessoalmente ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que desfizesse o negócio, mesmo que isso exigisse o pagamento de multa. Nos bastidores do governo, o episódio é apontado como exemplo de que os interesses da Petrobras nem sempre coincidem com os do Planalto. (págs. 1 e B1)
Noruegueses elogiam Brasil
A cúpula da StatolHydro, empresa de petróleo do governo norueguês, considera o modelo brasileiro de concessão “mais transparente” que o adotado em seu país, conta de Oslo o enviado especial Sérgio Gobetti. “Cada país tem de ter o seu modelo”, diz o vice-presidente da estatal, Rolf Larsen. (págs. 1 e B4)
STF também veta nepotismo cruzado
Súmula proíbe que uma autoridade nomeie parente de outra. (págs. 1 e A4)
O circo do pré-sal
Assombra a desenvoltura com que o presidente se põe a manipular uma questão desse calibre no mais estratégico dos setores – o da energia – em qualquer nação do mundo. (págs. 1 e A3)
Líder no RJ, Crivella pede mais tropas nas favelas
Na primeira sabatina da série promovida pelo Estado com candidatos à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivella (PRB) defendeu a presença do Exército nas favelas. Crivella lidera projeto social no Morro da Providência, onde três jovens morreram após serem entregues por soldados a traficantes. (págs. 1 e A8)
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Jornal do Brasil
Congresso começa a demitir parentes
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a prática de nepotismo nos três poderes, obrigou deputados e senadores a começarem a exonerar filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos, cunhados e netos. Levantamento inicial do JB mostra pelo menos 30 casos de contratação de parentes no Congresso. O primeiro a anunciar publicamente a demissão de familiar foi o presidente do Senado, Garibaldi Alves. Ontem, o STF, aprovou texto final da súmula que impede a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau. Os ministros agora estudam como evitar a chamada nomeação cruzada. (págs. 1, 2 e 3)
Vinte áreas do Rio terão tropa federalO pedido de reforço de tropas federais para o Rio foi formalizado ontem junto à Presidência da República. O contingente será enviado a 20 áreas do Estado consideradas sensíveis em levantamento do TRE. A data de chegada depende do Ministério da Defesa. (págs. 1 e 6)
Royalties unem RJ, ES e Sergipe
O governador Sérgio Cabral articula a frente para impedir mudanças na divisão dos royalties do petróleo. Aliou-se aos governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e de Sergipe, Marcelo Déda. Para Cabral, a discussão é “intempestiva” pela falta de dados da reserva no pré-sal. “Malandro demais se atrapalha”, definiu, atacando quem precipitou o debate. (págs. 1 e 17)
Grupo preso por desviar remédios
Treze pessoas, entre as quais o secretário de Saúde de Teresópolis, Paulo José Pereira Camandaroba, foram presas ontem, acusadas de montar um esquema que fraudava licitações para a compra de remédios. O grupo desviou R$ 17 milhões em medicamentos. (págs. 1 e 15)
Marlan Jr. atua contra juíza
O nome do advogado Marlan Moraes Marinho Júnior – envolvido em tráfico de influência – é impronunciável para a juíza Márcia de Carvalho Cunha, da 2ª Vara Empresarial do Rio. Ela foi pressionada a decidir a favor do Opportunity, mas resistiu. ( págs. 1 e 13)
César Maia cede publicidade ilegal
A concessão de licença, pela prefeitura, para a Ambev operar carrocinhas, parecidas com as de sorvete, destinadas a vender chope na orla carioca, é considerada irregular pelo Ministério Público. A decisão do prefeito Cesar Maia contraria a Lei Orgânica Municipal. (págs. 1 e 14)
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Correio Braziliense
Nossas guerras: pela vida, pelo poder
Novas leis brasileiras resguardam aqueles que ainda vão nascer e punem sem apelação os já crescidos que põem os outros em risco por beber antes de assumir o volante.Novos tempos chegam encardidos por velhos jogos de interesse tanto na política miúda do município quanto na disputa entre países pelos mercados internacionais. (pág.1)
Menos cesarianas
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária editada ontem obriga hospitais e médicos a oferecer leitos especiais para gestantes que optarem pelo parto normal. Idéia é reduzir cesarianas e eliminar riscos para mães e bebês. (págs.1 e 11)
Mais punições
175 motoristas flagrados pelos agentes de trânsito nas blitzes da lei seca terão de provar que não ingeriram álcool antes de dirigir, se quiserem escapar da multa de R$ 957 e da suspensão da habilitação por um ano. "A chance de reverter é mínima", avisa diretor do Detran. (págs. 1 e 21 a 23)
Adversários unidos
Na Cidade Ocidental, região do Entorno, a poucos quilômetros do Palácio do Planalto, candidato do PT, Humberto Jorge, se alia ao DEM, mais raivoso partido de oposição ao presidente Lula. Aliados querem tomar a prefeitura da tucana Sônia Mello, que vai tentar a reeleição. (págs. 1 e 8)
Mãe do PAC vai ficar longe do palanque
Presidente Lula manda a ministra Dilma Rousseff evitar comícios e programas eleitorais no primeiro turno. Planalto busca preservá-la de ataques e prepara o terreno para 2010.(págs. 1 e 2)
Presidência troca Buriti pelo CCBB
A partir de setembro, a Presidência da República passará a funcionar no Centro Cultural Banco do Brasil. Palácio do Buriti só será utilizado para solenidades oficiais. (págs. 1 e 4)
150 vagas no Itamaraty para oficial de chancelaria (págs. 1 e 14)
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Valor Econômico
Tesouro deve capitalizar o BNDES em até R$ 15 bi
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negocia com o Tesouro um reforço de R$ 15 bilhões para atender a demanda por financiamento neste ano, além dos R$ 12,5 bilhões que recebeu a título de empréstimo do próprio Tesouro no primeiro semestre. A diretoria do banco também discute com um grupo de ministros como resolver os problemas de funding para os próximos anos, dada a expectativa de procura crescente por financiamentos. A solução visível, hoje, é lançar mão de parte dos recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), cujo projeto de criação tramita no Congresso, indicou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao Valor. Ele lembrou que isso esteve na origem da discussão do FSB, mas a crise externa e o receio de uma aceleração inflacionária foram mudando o formato do fundo. "A orientação do presidente Lula é de abastecermos de financiamentos a indústria, financiar seus projetos de expansão. Só para os projetos privados de infra-estrutura do PAC o BNDES está emprestando este ano quase R$ 40 bilhões. O debate que temos no governo é como suprir o funding do banco", diz Bernardo. Apesar de o dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a principal fonte de recursos do banco, estar crescendo bastante, ele não seria suficiente para cobrir o buraco entre a oferta e a demanda por financiamentos, que hoje beira R$ 40 bilhões. Só de apropriação de dividendos devidos ao Tesouro o BNDES obteve mais de R$ 10 bilhões entre 2006 e 2007. O Ministério do Planejamento, no entanto, encomendou às empresas estatais, este ano, R$ 5 bilhões a mais em pagamento de dividendos sobre o realizado em 2007, para cumprir a meta de superávit primário deste ano. Diante disso, o ministro não sabe se o governo poderá novamente dispensar o BNDES do pagamento de dividendos. Técnicos do Tesouro montam uma engenharia financeira para transferir do FGTS para o BNDES algo como R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões em papéis conhecidos como títulos CVS, que são emitidos pelo Tesouro para quitar dívidas dos subsídios concedidos pelo antigo Sistema Financeiro da Habitação à medida que vão vencendo os prazos dos financiamentos. (págs. 1 e A2)
Planalto articula uso político do pré-sal em 2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a iniciativa de politizar a discussão do pré-sal de olho em sua sucessão. Lula tirou o assunto da esfera técnica e o colocou na agenda política, criando, a dois anos da eleição presidencial, o principal mote da campanha de seu candidato favorito à sucessão - a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A expectativa é de que, assim como seus adversários não defenderam as privatizações em 2006, também ficará a salvo de contestação sua proposta de deixar a riqueza do pré-sal com o Estado para destiná-la a áreas como a educação. O PSDB considera eleitoreira a intenção do governo. (págs. 1 e A6)
Importação tende à estabilidade
O ritmo de crescimento da importação de bens intermediários ficou estável nos últimos 12 meses, período em que a produção local de insumos e matérias-primas ganhou velocidade. Para economistas, a maturação de investimentos feitos nos últimos anos no setor de intermediários permitiu à indústria nacional voltar a atender o produtor de bens finais. Além disso, o fim do processo de valorização do real inibiu a procura por novos fornecedores externos, favorecendo o produtor doméstico. O ritmo de produção na indústria de transformação passou de 3,9% no acumulado de 12 meses até junho de 2007 para 6,7% em igual comparação até junho deste ano, segundo o IBGE. No mesmo período, a quantidade importada de bens intermediários oscilou próxima a 20%, de acordo com dados da Funcex. "A retomada do investimento em anos recentes contribuiu de forma significativa para a expansão da produção", disse David Kupfer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para Fernando Ribeiro, economista da Funcex, as importações reagiram mais rápido que a produção em meados de 2007 e agora voltam ao padrão histórico. (págs. 1 e A3)
Transações correntes
O déficit em transações correntes do país atingiu US$ 2,111 bilhões em julho. O resultado negativo acumulado no ano – e também em 12 meses – chega a US$ 19,5 bilhões. Incluídos os investimentos estrangeiros, o balanço de pagamentos no ano é superavitário em US$ 21,6 bilhões. (págs. 1 e C2)
Idéias – Maria Cristina Fernandes
Número de indecisos é menor onde há programa eleitoral gratuito na TV. (págs. 1 e A6)
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Gazeta Mercantil
Nyse busca mais empresas brasileiras
Apesar da crise no mercado financeiro dos Estados Unidos, as companhias brasileiras têm se destacado na Bolsa de Nova York (Nyse). O volume médio diário de negociação dos American Depositary Receipts (ADRs) das 33 empresas do Brasil neste ano é de US$ 4 bilhões, o dobro da média registrada em 2007.“O investidor americano está olhando para o mercado brasileiro e comprar ADR das empresas é como uma prévia para investir no Brasil, um instrumento de entrada”, afirma Alexandre Ibrahim, diretor da Nyse Euronext para a América Latina.O Brasil tem apenas 37,5% das companhias da América Latina na Nyse, mas responde por 66,7% do volume médio diário de negociação do bloco neste ano.“Na América Latina, a estratégia é estabelecer um relacionamento com as empresas locais e ser o melhor parceiro possível, para trazer aquelas que estejam prontas para se listar em Nova York”, diz Ibrahim. (págs. 1 e B1)
País fecha julho com déficit de US$ 2,11 bilhões
O Brasil fechou o mês de julho com déficit em conta corrente de US$ 2,11 bilhões. Esse resultado reflete uma ligeira desaceleração em relação aos US$ 2,596 bilhões apurados em junho. De acordo com dados do Banco Central (BC), esse comportamento decorre da perda de ritmo das remessas de lucros e dividendos e da melhora do saldo da balança comercial, que fechou o mês passado em US$ 3,3 bilhões. Com esse resultado, o acumulado do ano até julho ficou deficitário em US$ 19,512 bilhões e reverteu o superávit de US$ 1,695 bilhão de igual período em 2007. De acordo com Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, as projeções do banco indicam que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) devem alcançar US$ 5,2 bilhões em agosto, puxados pela área de mineração. (págs. 1 e A4)
Trabalho - Desemprego sobe para 8,1% em julho. (págs. 1 e A5)
Área do pré-sal faz jorrar disputas por royalties
Preocupados com uma provável queda na arrecadação de seus estados, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Paulo Hartung (PT), e do Sergipe, Marcelo Déda (PT), saíram em defesa da manutenção da atual lei do petróleo, sobretudo no que se refere à distribuição de royalties da área de exploração da camada do pré-sal da bacia de Santos. No Congresso, a bancada fluminense também se arma contra as mudanças.Mudar as regras do jogo em função do pré-sal pode resultar na fuga de investimentos privados no setor, além na desvalorização das ações da Petrobras, disseram ontem analistas. “Não gosto da idéia”, afirma o diretor da Ágora, Álvaro Bandeira, referindo-se à possibilidade de abrir uma nova empresa para gerenciar os negócios na promissora região produtora. Segundo ele, as novas reservas só foram descobertas porque o governo quebrou o monopólio de exploração, abrindo espaço para grupos estrangeiros. Há preocupações no mercado financeiro, também, quanto aos direitos dos 400 mil acionistas da Petrobras. Ontem, a Statoil, gigante norueguesa, disse estar à espera de definições no Brasil para também entrar na área do pré-sal. (págs. 1, A7, A8, B1 e C4)
Produtor de soja ganha mais com hedge próprio
Tradicionalmente feitas por tradings, as operações de hedge de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) vêm ganhando adeptos entre produtores. A estimativa da consultoria FCStone é de que 3% a 4% desta safra de soja será negociada diretamente por produtores na bolsa americana. Na temporada passada, esse percentual ficava entre 1% e 2%. O megaprodutor Eraí Maggi é o novo adepto dessa operação. Produtores que usam a ferramenta registram ganhos líquidos de 11% em relação às vendas antecipadas para tradings, que sempre vêm acompanhadas de deságios. (págs. 1 e C8)
Há falta de contêineres em Paranaguá
O crescimento das exportações já provoca falta de contêineres em alguns portos brasileiros, principalmente dos modelos refrees, utilizados no transporte de cargas congeladas e refrigeradas. Segundo o diretor do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes, o Brasil é um grande exportador de carnes e frutas, mas não importa uma quantidade significativa de produtos congelados. Os contêineres refrees estão saindo e acabam não voltando para o País por causa dessa falta de movimento no sentido inverso”, alerta o diretor do TCP.Segundo Moraes, as 13 empresas afiliadas à Associação Brasileira de Terminais de Contêineres (Abratec), em cujas instalações transitam 98% das cargas conteinerizadas movimentadas no País, estão operando no limite por causa do crescimento das exportações. “Em Paranaguá, esse tipo de operação cresceu 50% em 2007 e no semestre aumentou 16%”, disse. (págs. 1 e C3)
Primeiro Plano – Cotas de Nepotismo
Deputados e senadores começaram ontem a assinar os pedidos de exoneração de filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos, cunhados e netos, conseqüência da decisão do STF que proibiu a contratação de parentes. Mas já há quem defenda a criação de cotas. (págs. 1, A9 e A10)
Primeiro Plano – IMPS
A investe R$ 1,2 bi em eólicaA multinacional Argentina Impsa anunciou investimentos de R$ 1,2 bilhão na construção de 10 parques eólicos em Santa Catarina. As usinas serão instaladas na região serrana e no oeste do estado, até o fim de 2009, e irão gerar 218 megawatts. (págs. 1 e C5)
Primeiro Plano – Ações do agronegócio em queda
Os investidores que apostaram nos papéis das empresas agrícolas desde o dia 30 de junho saíram perdendo. Na média, o segmento do agronegócio recuou 17%, ante os 13,9% do Índice Bovespa no período. (págs. 1 e C8)
Primeiro Plano – Álcool de batata-doce
A CantorCO2e e o Instituto Ecológica preparam a implantação, ainda este ano, de uma usina para produzir etanol a partir da batata-doce e da mandioca na cidade de Porto Nacional (TO). (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)
Microcrédito - Com 70% da carteira no Nordeste, Real investe para crescer em outras regiões. (págs. 1 e B2)
Fim de semana - No rádio e na TV, uma testemunha histórica
Jornalista e professor da PUC do Rio Grande do Sul, Luciano Klöckner lança terça-feira (26), em Porto Alegre, “O Repórter Esso — A Síntese Radiofônica Mundial que Fez História”. No livro, o autor resgata a história de um dos programas jornalísticos mais importantes do País, iniciado em 1941 na Rádio Nacional e que só saiu do ar, já na TV, nos anos 60. Além de mostrar a influência que o Repórter Esso exerce até hoje, Klöckner desvenda pontos obscuros entre o programa e a influência da indústria do petróleo norte-americana no Brasil. (págs. 1, D1 e D2)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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