PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

domingo, setembro 14, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS" [A Morte cerebral]

>

CIÊNCIA & RELIGIÃO
O tema espinhoso da morte cerebral
>
[Por Maurício Tuffani em 9/9/2008]; Publicado originalmente no blog Laudas Críticas, 9/8/2008.
>
>
Grande parte da imprensa em todo o mundo, inclusive no Brasil, ignorou ou não deu destaque para o questionamento dos critérios para determinação de morte cerebral na quarta-feira (03/09) na capa do jornal L´Osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, pelo editorial "I segni della morte" (Os sinais da morte), assinado por Lucetta Scaraffia, jornalista e professora de história contemporânea da Universidade de Roma La Sapienza.
O texto se referiu a "novas pesquisas, que põem em dúvida o próprio fato de que a morte do encéfalo provoque a desintegração do corpo". O editorial teve como "gancho" os 40 anos desde a publicação, no
Jama (Journal of the American Medical Association), em agosto de 1968, do relatório "A definition of irreversible coma". Considerado um marco na história da medicina, esse relatório elaborado por sete professores de medicina, um de teologia, um de direito e um de história, todos da Universidade Harvard, redefiniu o conceito de morte, substituindo o critério de cessação da atividade cardíaca, até então vigente, pelo de ausência de atividade cerebral, que passou a ser adotado inclusive para estabelecer a possibilidade de remoção de órgãos para transplantes.
Uma das fontes principais do editorial de Scaraffia foi o livro
Morte Cerebrale e Tranpianto de Organi, lançado neste ano por Paolo Becchi, professor de filosofia do direito da Universidade de Lucerna, na Suíça, e da Universidade de Gênova, na Itália. Segundo Becchi, um dos erros fundamentais do "Relatório Harvard" foi buscar uma solução científica para o complexo problema ético e legal que surgiu com o primeiro transplante de coração, realizado por Christiaan Barnard em dezembro de 1967, na África do Sul, em circunstâncias de incerteza sobre a morte da jovem doadora de 20 anos – agravadas pela suspeita de descaso com ela por ser negra em um país de regime racista.
Outra referência do editorial do Osservatore foi o livro
Finis Vitae: Is brain death still life?, organizado por Roberto de Mattei, subcomissário de ciências humanas do Conselho Nacional de Pesquisa, em Roma. Publicada originalmente em 2006, essa obra, cuja versão italiana foi lançada também neste ano, reúne estudos de 21 cientistas e juristas de diversos países que participaram de um encontro na Academia Pontifícia de Ciências, promovido em 2 e 3 fevereiro de 2005 pelo papa João Paulo II. Com a morte do pontífice dois meses depois, a publicação do livro, prevista inicialmente para ser feita pela academia, acabou sendo realizada pela editora Rubbettino.
No dia seguinte ao editorial, poucos jornais de grande circulação repercutiram o assunto, como o britânico The Times (
"Vatican called on to re-open debate on brain death as end of life"). Na Itália, devido à importância de tudo o que diz respeito ao Vaticano, a história teve chamadas de primeira página nos jornais La Repubblica ("La morte cerebrale non è la fine della vita") e Corriere della Sera ("L´Osservatore e la polemica sulla morte cerebrale").
No Brasil, a repercussão teve espaço na mídia impressa com a matéria
"Para Vaticano, morte cerebral não caracteriza mais a morte", de O Estado de S. Paulo. A principal fonte dos portais foi a BBC Brasil, já na quarta-feira (3/9), com o texto "Jornal do Vaticano diz que vida não acaba com morte cerebral", traduzido da reportagem de Assimina Vlahou, da BBC News em Roma, que foi reproduzido pela Folha Online, G1, Último Segundo (iG) e outros.
No mesmo dia da publicação do editorial de Lucetta Scaraffia, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que o texto da jornalista e historiadora é "uma contribuição interessante e de peso", mas ressalvou que ele "não pode ser considerado como a posição do Magistério da Igreja", como ressaltou a nota
"Declaração vaticana sobre morte cerebral", do boletim da rede Zenit – O mundo visto de Roma.
Risco para transplantes
Um aspecto que tem tradicionalmente desestimulado a repercussão em torno de qualquer questionamento sobre os critérios de definição de morte cerebral é a compreensível preocupação em evitar uma crise na insuficiente doação e captação de órgãos para transplantes. De um modo geral, neurologistas consultados por jornalistas sempre enfatizam sua apreensão com a divulgação de histórias, como a do caso que teria ocorrido em novembro do ano passado, em Oklahoma City, nos Estados Unidos, com o jovem Zach Dunlap, de 21 anos, que teria sobrevivido após ter passado por todo o protocolo de morte cerebral. A afirmação consta no depoimento gravado em vídeo e transcrito do médico Leo Mercer, do United Regional Hospital, à reportagem
"`Dead´ man recovering after ATV accident", da NBC News.
Na internet não se registrou nenhum acompanhamento desse caso, por parte dos principais jornais do país, para confirmar ou refutar a veracidade das informações dessa notícia. Em fevereiro deste ano, foi a vez da rede ABC News com a reportagem
"Medical miracle: Woman back from brink of death". A matéria relatou a sobrevivência de uma mulher de 65 anos, Rae Kupferschmidt, de Saint Paul, Minneapolis, após o diagnóstico de morte cerebral, segundo o depoimento do médico Brad Helms. E em junho alguns veículos reproduziram a notícia "French near-death case stir debate on organ donors", da agência Reuters, sobre outro acontecimento semelhante em Paris, que não forneceu nomes e creditou suas afirmações ao diário Le Monde.
Além desse lado espinhoso do assunto e da rápida negativa oficial de endosso do Vaticano, para muitos editores deve ter pesado na decisão de não ter reportar o editorial do Osservatore o seu enfoque mais religioso do que científico. No plano da opinião pública, muitas posições religiosas – como aquelas contrárias ao aborto, à distribuição de preservativos, ao uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas e à interrupção de gravidez em casos de anencefalia de fetos – têm sido cada vez mais consideradas anacrônicas, anticientíficas e contrárias ao interesse público. Sem falar que uma parte expressiva dos jornalistas que cobrem ciência tende a valorizar muito mais os fatores ligados às ciências naturais do que aqueles da ordem das humanidades, como as considerações de ordem ética, jurídica e filosófica.
No entanto, as críticas aos protocolos médicos de diagnóstico de morte não se devem apenas a objeções religiosas e a críticas por parte das desprestigiadas humanidades. Existe há muitos anos uma polêmica de ordem técnica entre pesquisadores em relação ao assunto, como reconheceu até mesmo um dos mais influentes defensores do "Relatório Harvard", o neurologista holandês
Eelco Wijdicks, da Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos, no estudo "Brain death worldwide: Accepted fact but no global consensus in diagnostic criteria", publicado em janeiro de 2002 na revista científica Neurology.
Foi justamente esse aspecto polêmico o que ressaltou a reportagem
"CFM será obrigado a explicar morte cerebral", publicada pelo signatário em 5/10/2003 na Folha de S.Paulo, que por sua vez comentou no editorial "Diagnóstico difícil", de 12/10/2003. Quatro dias depois, foi a vez do artigo "A morte", de Hélio Schwartsman, articulista do jornal, com as seguintes afirmações:
"Atualmente, a maioria dos países trabalha com a noção de morte encefálica. A idéia aqui é que existe um ponto a partir do qual a destruição das células do tronco cerebral é de tal ordem que o indivíduo, ainda que submetido a suporte ventilatório e cardíaco, não teria mais como recuperar-se, evoluindo necessariamente para o óbito. Pessoalmente, eu concordo com essa tese, mas é forçoso admitir que ela é epistemologicamente problemática. Só saberíamos se a morte é de fato inevitável se esperássemos o paciente morrer, o que não podemos fazer se a nossa meta é utilizar seus órgãos em transplantes. A questão é que, embora falemos em `diagnóstico´ de morte encefálica, na verdade estamos fazendo um `prognóstico´, o qual é, por definição, precário e sujeito a intercorrências. Talvez eu esteja sendo meio radical, mas, para sermos rigorosos, só quem faz diagnósticos em medicina é o legista, e, mesmo assim, nem sempre. Todos os demais médicos trabalham apenas com prognósticos."
Críticas ao protocolo

A reportagem publicada na Folha referiu-se a 40 questões sobre a segurança do protocolo estabelecido pelo
CFM (Conselho Federal de Medicina) por meio da Resolução CFM 1.480, de 1997, elaboradas a partir de pesquisas publicadas em revistas científicas especializadas. Uma interpelação judicial com essas questões, encabeçada pelo advogado Celso Galli Coimbra, de Porto Alegre, teve resposta do CFM em 10/12/2003, que, por sua vez, receberam réplica em 20/04/2004.
Em grande parte dos países são adotados protocolos semelhantes ao do CFM para morte encefálica (termo empregado pelos especialistas em língua portuguesa, mais preciso segundo a concepção de que a falência do tronco encefálico, situado na base do cérebro, acarreta a irreversibilidade do coma). Uma das exceções é o Japão, onde esse procedimento não é obrigatório, como explica o artigo
"Reconsidering brain death", de Masahiro Morioka, professor de ética contemporânea da Univesidade Municipal de Osaka. Nesse país, o primeiro transplante de coração só foi feito em 1999, ou seja, 31 anos após o pioneiro, de Barnard.
O "Relatório Harvard" foi contestado por pesquisadores de diversas especialidades. O mais ilustre deles foi
Hans Jonas (1903-1993), filósofo alemão que viveu suas últimas décadas nos Estados Unidos. Em seu livro Against the Stream, ele enfatizou que o interesse pela necessidade de captar órgãos, mesmo para salvar vidas, jamais deve interferir na definição de morte:
"Eu sustento que, puro como esse interesse é em si próprio, isto é, o de salvar vidas, sua intrusão na tentativa teórica de definir a morte a torna impura; o Comitê de Harvard nunca deveria ter-se permitido adulterar a pureza de seu exemplo científico seduzindo-o com a expectativa desse benefício extrínseco – embora sumamente atraente." (Hans Jonas, Against the stream: comments on the definition and the redefinition of death. Philosophical essais: From the ancient creed to technological man. Englewwod Cliffs: Prentice Hall, 1974, p. 133. Citado por David Lamb, obra citada abaixo, p. 220.)
Uma crítica de grande repercussão ao "Relatório Harvard" é o artigo
"A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968", da epidemiologista Mita Giacomini, professora da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá. Publicado em 1997 na revista Social Science & Medicine, esse estudo ressaltou que prevaleceu na atuação do comitê o ponto de vista de cirurgiões de transplantes – e não o de neurologistas ou neurocirurgiões, que são os especialistas em morte encefálica –, os quais pressionaram pela redução do período entre os testes neurológicos para asseguram melhor condição de órgãos ao serem removidos para transplantes.
Um dos estudos mais recentes favoráveis à revisão dos critérios vigentes de determinação de morte encefálica é
"Brain death: too flawed to endure, too ingrained to abandon", publicado em meados de 2007 na revista The Journal of Law, Medicine & Ethics por Robert D. Truog, professor de anestesiologia e de ética médica de Harvard. Em contrapartida, o "Relatório Harvard" foi enfaticamente endossado também em 2007 pelo artigo "The Declaration of Sydney of Human Death", publicado no Journal of Medical Ethics, cujo autor principal é Calixto Machado, presidente do Instituto de Neurologia e Neurocirurgia de Havana, em Cuba.
Na comunidade científica brasileira, o principal contestador desses critérios de morte encefálica é o neurologista
Cícero Galli Coimbra – irmão do citado advogado autor da interpelação ao CFM –, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo e um dos 21 autores do livro Finis Vitae, mencionado no editorial do L´Osservatore Romano. Seu estudo "Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death", foi publicado em dezembro de 1999 na Brazilian Journal of Medical and Biological Research, uma revista científica indexada em diversas bases internacionais. O principal foco de sua crítica, assim como de alguns pesquisadores de outros países, é o chamado teste de apnéia, que, segundo eles, pode precipitar a morte do paciente em vez de diagnosticá-la. Desde 1998, Coimbra mantém uma página sobre o assunto no portal da Unifesp.
De acordo com a maior parte dos protocolos em vigor no mundo, esse teste deve ser aplicado após duas séries de testes neurológicos (verificação de pupilas fixas e arreativas expostas à luz e de ausência de reflexos a outras estimulações). O intervalo entre as duas seqüências varia conforme a idade do paciente em coma: a) seis horas a partir de dois anos de idade; b) 12 horas para os de um ano completo a dois anos incompletos; c) 24 horas para os de dois meses completos a um ano incompleto; e d) 48 horas para os de 7 dias completos a dois meses incompletos. O teste de apnéia consiste em ventilar o paciente com oxigênio (O2) durante dez minutos e, em seguida, desconectá-lo do ventilador durante mais dez minutos, durante os quais se deve observar se aparecem movimentos respiratórios. A aplicação desse protocolo não pode ser feita por profissionais envolvidos na captação de órgãos nem em transplantes.
Omissão da imprensa
A Resolução CFM 1.480/1997 estabelece também a obrigatoriedade de "exame complementar que demonstre inequivocadamente a ausência de circulação sangüínea intracraniana ou atividade elétrica cerebral, ou atividade metabólica cerebral". Para isso são usados SPECT (tomografia de emissão de pósitron único), ultra-som transcraniano, ressonância magnética, eletroencefalogramas especials ou angiografia cerebral. Neurologistas ouvidos pela reportagem da Folha de 2003 afirmaram que preferem, por considerar mais seguro, realizar algum exame complementar antes do teste de apnéia, uma vez que o protocolo não prevê a ordem em que os dois procedimentos devem ser executados.
Por outro lado, declarações estarrecedoras em defesa do teste de apnéia por parte de outros neurologistas foram feitas em duas reuniões de uma comissão técnica do CFM realizada em 1998 em São Paulo, conforme mostram as transcrições oficiais de suas gravações, registradas na interpelação judicial de 2003 acima citada. Por exemplo:
"(...) no mundo atual, o custo benefício é uma coisa muito importante. Hoje em dia, o fluxo de dinheiro permeia todas as relações humanas. Então, não só para mitigar o sofrimento do paciente [em coma cerebral], como para mitigar o sofrimento da [sua] família, também mitiga-se o gasto excessivo com o diagnóstico de morte encefálica."
Um dos principais defensores do teste de apnéia, o britânico
David Lamb, professor de filosofia da ciência e de bioética da Universidade de Birmingham, tem sido também, por outro lado, um severo crítico de justificações dos critérios de morte encefálica extrínsecas ao bem-estar do paciente. Em uma de suas principais obras, ele afirmou:
"Numa atmosfera de despesas cambaleantes com a saúde e de agências de provisão social consciente dos custos, existe o perigo muito real de que os médicos sejam pressionados do tratamento de pacientes em estados vegetativos e não-cognitivos para outros mais urgentes. Quaisquer debates desse tipo devem ser entendidos como uma questão econômica, ética, política ou legal, o que é diferente da questão fatual de determinar o instante da morte." (David Lamb, Ética, Morte e Morte Encefálica. Tradução de Jorge Curbelo e Rogéria Cristina Dias. São Paulo: Office Editora, 2001, p. 224.)
Além das objeções de ordem ética e religiosa levantadas, a polêmica científica no senso estrito sobre esse assunto persiste, como sugere um recente estudo de revisão bibliográfica
"Brain death: Should it be reconsidered?", elaborado por Konstantinos Karakatsanis, professor do Departamento de Medicina Nuclear da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na Grécia. Publicado em agosto pela revista Spinal Cord, que integra as revistas científicas do grupo Nature, o trabalho conclui pela necessidade de abandonar completamente não só o teste de apnéia, mas o próprio conceito de morte encefálica, e de retomar como critério a cessação da atividade cardíaca.
Apesar de tudo o que se tem constatado sobre o sensacionalismo por grande parte da imprensa e de esse assunto ser de grande apelo, o receio de prejuízo para os transplantes tem pesado contra a divulgação, sem falar nos complexos aspectos técnicos e éticos envolvidos. No entanto, apesar de toda a polêmica que há anos se arrasta em torno da matéria e do interesse público que ela envolve, a medicina parece estar precisando de uma séria cobrança da sociedade para proceder a uma solução. A imprensa pode e deve mostrar que essa polêmica existe e confrontar suas posições antagônicas com responsabilidade e independência.
---------------------
------------------

sábado, setembro 13, 2008

EDITORIAL: LULA EM CAMPANHA


.
LULA E A MÍDIA


O grande editor da imprensa nacional


[Por Rolf Kuntz em 9/9/2008].


O editor mais poderoso da imprensa brasileira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita com freqüência o nome de Getúlio Vargas, mas, quando se trata de lidar com os meios de comunicação, seu mestre deve ser mesmo Jânio Quadros. Jânio, em seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, sempre decidiu quando ocupar as primeiras páginas, ou, no mínimo, ganhar destaque no dia-a-dia. Virava notícia quando deixava a barba crescer. Virava notícia, de novo, quando cortava a barba. Quando pendurou chuteiras na porta de seu gabinete, insinuando a intenção de se aposentar, todos correram para fotografá-las. Nada precisava fazer de importante para ocupar o noticiário. Lula tem-se mostrado igualmente hábil na produção de noticiário sem fato relevante. Quem precisa de fatos, quando é tão fácil ocupar espaço nos jornais e tempo nos meios eletrônicos?
O presidente conseguiu, na primeira semana de setembro, converter num grande evento a primeira extração, ainda experimental, de óleo do campo de Jubarte, como se aquilo fosse o início da exploração dos novas áreas do pré-sal, muito maiores e de acesso muito mais difícil. Para isso, montou-se um espetáculo com ministros, comitiva política e diretores da Petrobras, todos fantasiados com macacões cor de laranja, e criou-se um palco para Lula recitar uma porção de gracinhas.
Numa de suas frases mais citadas, o presidente chamou a Petrobras de "mãe da industrialização do país". A intenção – desfazer o ambiente de briga com a estatal, criado por ele mesmo nas semanas anteriores – era evidente e foi apontado pelos jornais. Mas ninguém se deu ao trabalho de examinar a própria frase, uma besteira histórica. A Petrobras não é mãe de industrialização nenhuma.
Antes dela, o governo havia criado, nos anos 1940, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce e a Fábrica Nacional de Motores. No começo dos anos 1950 foi fundado o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). Na segunda metade dos 50, enquanto a Petrobras mal engatinhava, Juscelino Kubitschek, com seu Plano de Metas, deu enorme impulso à implantação de indústrias, com ênfase especial ao setor automobilístico. Se alguém quiser ir mais longe no tempo, dê um passeio pela Zona Leste de São Paulo e reveja os edifícios de tijolos vermelhos das fábricas do início do século 20.
Sentido da mensagem
Por que os jornalistas deveriam esclarecer esse ponto, em vez de apenas citar o presidente? Por que não, se aceitaram o trabalho de esclarecer a referência da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo?
A disposição da imprensa brasileira de reproduzir passivamente qualquer frase presidencial – ou mesmo ministerial – deve parecer espantosa a quem ainda associa as idéias de notícia e de relevância. Basta um pouco mais de sonoridade. No dia 28 de agosto, no meio de um discurso de 18 páginas, o presidente referiu-se ao petróleo do pré-sal como um prêmio de loteria: "Não é porque tiramos um bilhete premiado que vamos nos deslumbrar e sair por aí gastando", disse Lula.
Quem teve de guiar nas avenidas congestionadas de São Paulo, entre as 18h e 19h daquela quinta-feira, teve de ouvir a declaração pelo menos cinco ou seis vezes, pelo rádio, sempre fora de contexto e sem nenhuma explicação. Aquelas palavras foram reproduzidas como grande notícia nos jornais do dia seguinte, como se o presidente houvesse dito uma frase de importância transcendental.
Por que ele teria dito aquilo? Até aquele dia, o presidente, ministros e governadores haviam discutido a partilha do dinheiro – ainda inexistente – do novo petróleo, e só de fora do governo haviam surgido advertências sobre o risco de gastar antes de ter. Fora de contexto, o palavrório nada significava, mas era apresentado como proclamação de enorme importância.
Fiel à boa disposição de anotar e repetir frases presidenciais, os jornais deram destaque, também no começo de setembro, ao lembrete dirigido por Lula aos governadores: o petróleo do pré-sal, segundo ele, pertence à União, não aos estados. É verdade. Pertence à União, mas a Lei do Petróleo contém regras detalhadas para a distribuição do produto da atividade. O pagamento de royalties a estados e municípios não decorre de uma liberalidade do poder central. É um direito estabelecido em lei.
E aí: qual o sentido da mensagem, se essa lei continua em vigor? Repórteres e editores, no entanto, raramente acrescentam detalhes desse tipo à cobertura, limitando-se, quase sempre, a reproduzir as falas ou trechos das falas de autoridades. Se o leitor quiser saber algo mais sobre o assunto, ou se tiver dúvidas sobre o contexto, problema dele.
O resto é secundário
Durante algumas semanas, a cobertura, é justo reconhecer, deu espaço a discussões sobre a política do pré-sal. Nessa discussão surgiram observações importantes sobre os investimentos necessários à exploração desse petróleo e o problema do financiamento – temas inicialmente negligenciados no falatório presidencial. Mas o governo aparentemente conseguiu impor o seu discurso, produzindo fatos – nem todos importantes – em número suficiente para dominar a cobertura.
Isso não é raro e ocorre não só na área econômica. No caso dos grampos telefônicos, a imprensa tem dado muita importância a detalhes fornecidos por autoridades: o Exército tem equipamento para escuta, o ministro da Justiça apresentou um projeto de lei para aumentar a punição a quem pratica bisbilhotice ilegal, e assim por diante.
Ora, saber quem tem equipamento de escuta não é o mais importante, neste momento. Se o assunto for tecnologia, muitos investigadores particulares, daquele tipo especializado em casos de adultério, em brigas de sócios ou contra-espionagem industrial, poderão dar conferências muito proveitosas. O projeto de uma nova lei também não afeta a questão relevante neste momento.
Uma lei já existe e foi violada. Trata-se de saber quem cometeu o crime de bisbilhotar o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador e quem pode ter sido o mandante ou beneficiário dessa malandragem. O resto é secundário, mas esse resto vem sendo noticiado como se fosse o grande assunto.
Para o governo, e especialmente para os suspeitos, nada mais conveniente: quanto mais se cuidar dos aspectos secundários, tanto melhor.
[Charge disponível no sítio].
--------------------------


-----------

sexta-feira, setembro 12, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''BIG IMBROGLIO"

>

[Homenagem aos chargistas brasileiros].

.

VENEZUELA/ESTADOS UNIDOS: FATOS E VERSÕES

.
EUA expulsam embaixador venezuelano de Washington

WASHINGTON - O Departamento de Estado americano afirmou nesta sexta-feira, 12, que o embaixador da Venezuela em Washington será expulso em represália à ordem do presidente Hugo Chávez para que o embaixador americano deixe o país em 72 horas. O porta-voz Sean McCormack disse ainda que a medida adotada pelos presidentes da Venezuela e da Bolívia, Evo Morales, é reflexo da fraqueza e do desespero destes líderes em enfrentar desafios internos.

Na noite de quinta, Chávez ameaçou mais uma vez suspender a distribuição de petróleo ao Estados Unidos e ordenou que o embaixador americano, Patrick Duddy, deixasse o país em 72 horas, em um ato de solidariedade com a Bolívia, que também ordenou a expulsão do seu embaixador americano. Além de expulsar o embaixador venezuelano, os EUA responderam nesta manhã também com o bloqueio dos bens
do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários desse país em sua "lista negra" de pessoas envolvidas no tráfico de drogas devido a seu suposto apoio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo McCormack, estas sanções já tinham sido decididas antes e não estão vinculadas com a expulsão do embaixador Álvarez.
Hugo Chávez afirmou que tomará uma ação militar se o presidente da Bolívia Evo Morales for derrubado, após destacar a recente chegada de dois caças-bombardeiros russos à Venezuela. "Se houver uma agressão contra a Venezuela", vinda de Washington, "não haverá petróleo para os norte-americanos", prosseguiu Chávez. "A começar deste momento, o embaixador ianque em Caracas tem 72 horas para deixar a Venezuela", disse Chávez durante um discurso público, na cidade de Carabobo, referindo-se ao embaixador Patrick Duddy. "Basta, ianques", disse Chávez. A porta-voz da embaixada americana, Robin Holzhauer, afirmou que Duddy está há alguns dias nos Estados Unidos, sem dar detalhes sobre o motivo.
Os EUA, por sua vez, declararam nesta quinta-feira o embaixador da Bolívia em Washington como "persona non grata", ou seja, expulsaram o diplomata em retaliação. O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o embaixador americano Philip Goldberg de conspirar junto com a oposição.
O discurso de Chávez, no qual anunciou a expulsão, foi transmitido pela televisão estatal venezuelana. Ele fez o anúncio apenas algumas horas após dizer que seu governo deteve um grupo de ex-oficiais das forças armadas que conspirava para assassiná-lo, com apoio dos EUA. Ele não ofereceu provas das acusações. O governo dos EUA sempre negou as acusações de Chávez, de que Washington apoiou conspirações contra o mandatário da Venezuela. No mês passado, Chávez alertou que Duddy poderia em breve "fazer as malas" após o diplomata ter lamentado que os policiais americanos e venezuelanos não estavam cooperando na luta contra as drogas.

Ligação com as Farc

Os EUA acusaram três membros do governo de Chávez de tráfico de drogas e de armas por ligação com as Farc. Os bens do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários: Hugo Armando Carvajal Barrios, diretor do serviço secreto militar do país sul-americano, e Henry de Jesús Rangel Silva, diretor da polícia secreta Disip. Chacín, que renunciou em 8 de setembro do ano passado, é acusado de ser o principal contato do governo da Venezuela com as Farc em matéria de armas.
Adam Szubin, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano, afirmou em nota que os três "armaram, ajudaram e financiaram as Farc, inclusive enquanto o grupo aterrorizava e seqüestrava inocentes". Além de terem os bens bloqueados, eles estão proibidos de negociar com qualquer americano, efetuar transações comerciais nos EUA.
Chacín é um homem de confiança de Chávez, e apoiou sua tentativa de golpe de Estado em 1992. Quando Chávez chegou ao poder, em 1999, passou a fazer parte da missão venezuelana como observador para as negociações do governo colombiano com as Farc. O Tesouro americano afirmou que o ex-ministro teve vários encontros com líderes da guerrilha, inclusive um deles no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no fim de 2007.
------------------
Estadão. Agências internacionais.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


12 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Tropas ocupam 5 favelas no início da operação eleitoral
Chefiadas pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, tropas das Forças Armadas iniciaram em Rio das Pedras e em mais quatro comunidades a operação para garantir o processo eleitoral no Rio. Com blindados e armamento pesado, os militares foram recebidos em clima de tranqüilidade. Fiscais do TRE, apreenderam 1,5 tonelada de material de propaganda irregular. Na Gardênia Azul, nem mesmo a presença das tropas inibiu a milícia, que continuou impedindo a ação de candidatos de fora. Candidatos a prefeito se rebelaram contra a orientação do TRE para que só se visitem as comunidades ocupadas com agendamento prévio. (págs. 1, 3 a 5)
Conflito na Bolívia já tem 8 mortos
O agravamento dos confrontos entre grupos pró e contra Evo Morales já causou oito mortos, relata o enviado à Bolívia Ricardo Galhardo. Nova sabotagem num gasoduto reduziu à metade o fornecimento de gás para o Brasil durante seis horas e forçou o governo a desligar usina termelétrica em SP. Morales recusou envio de missão de Brasil, Argentina e Colômbia, alegando que não querer ingerência externa. Os EUA expulsaram o embaixador boliviano. O presidente Hugo Chávez prendeu militares acusados de tramarem um golpe contra ele e também expulsou o embaixador americano. (págs. 1, 28,29 e editorial 'Hora da mediação'.
Jefferson é denunciado após 3 anos
O deputado cassado Roberto Jefferson, o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e mais sete pessoas foram denunciados pelo Ministério Público por envolvimento em desvio de recursos da estatal, mais de três anos após o escândalo do mensalão. (págs. 1 e 11)
STF solta chefes de facção em SP após 4 anos
O STF libertou dez integrantes da facção criminosa responsável por ataques em São Paulo em 2006.O processo está atrasado pela dificuldade de escolta para o depoimento dos presos, na cadeia desde 2004. Para o STF, os réus não podem continuar assim. (págs. 1 e 14)
EUA tentam salvar seu 4º banco de investimento
O Tesouro e o BC americano buscam um comprador para o Lehman Brothers como objetivo de salvar o quarto maior banco de investimentos dos EUA, afetado pela crise imobiliária. Ontem as ações do Lehman caíram 42% e, no ano, a perda é de 89%. No Brasil, a Bolsa subiu 3,3%, puxada pela alta dos papéis da Petrobras (10,2%), mas o dólar valorizou 1,68%, atingindo R$1,818. (págs. 1, 23 e 24)
Coação nas escolas de Magé
A PF apreendeu em escolas de Magé cópias de título de eleitor e papéis que comprovam a realização de reuniões com professores e pais de alunos em favor da campanha da prefeita Núbia Cozzolino (PMDB), candidata à reeleição. (págs. 1 e 8)
Molon promete contratar em Saúde, Educação e Trânsito
Candidato a prefeito do Rio pelo PT, o deputado estadual Alessandro Molon prometeu contratações nas áreas de Saúde, Educação e Trânsito. "O problema da Saúde não é falta de prédio, é falta de pessoal", afirmou em sabatina no GLOBO. Defendeu o bilhete único e a contenção das favelas. Molon disse que sua maior dificuldade é se tornar conhecido, mas que não se sente abandonado pelo presidente Lula. "Se ele votasse no Rio, iria teclar 13." (págs. 1, 12 e 13)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Aprovação de Lula bate recorde histórico
Embalado por bons resultados na economia e por grande exposição na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o seu próprio recorde de avaliação positiva. Segundo pesquisa Datafolha, 64% da população considera seu governo ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização – 55% de aprovação registrados em março passado. Agora, pela primeira vez, lula tem o apoio da maioria do Sudeste (57%), nas regiões metropolitanas (57%), entre os que vivem em famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos (57%). Os resultados da pesquisa coincidem com a divulgação, anteontem de um crescimento do PIB de 6% no primeiro semestre e com o momento em que a inflação começa a ceder. (págs. 1 e A4)
Justiça manda recolher maletas de grampo em poder do governo
A Justiça Federal ordenou o recolhimento em 24 horas das maletas de interceptação telefônica em poder de órgãos federais. A decisão atende pedido do Ministério Público, que irá periciar os grampos feitos com elas. Cada maleta pode fazer escutas em celulares sem depender das operadoras e, por isso, sem a Justiça autorizar. Sá a PF tem dez. (págs. 1 e A10)
Procuradoria acusa Jefferson por escândalo nos Correios
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado Roberto Jefferson e outras oito pessoas por crimes nos Correios. Em 2005, o então servidor da ECT Maurício Marinho foi filmado recebendo propina para fraudar licitações. Acusado de formação de quadrilha, Jefferson classificou a ação de “uma peça política” em época eleitoral. (págs. 1 e A9)
Confronto mata 8 na Bolívia; corte de gás ainda afeta Brasil
Confronto de governistas com opositores matou pelo menos oito no departamento de Pando (Bolívia). Foi o dia mais sangrento até agora da atual crise política boliviana, iniciada a 20 dias, quando os governadores oposicionistas decidiram intensificar os protestos contra o governo do presidente Evo Morales. O fechamento da válvula do gasoduto Bolívia-Brasil afetou em 50% o fornecimento ao país, normalizado depois. À noite, houve violento confronto em Santa Cruz de la Sierra entre governistas e oposicionistas. Marco Aurélio Garcia, assessor do Planalto, disse que o Brasil “não tolerará” golpe de Estado. O venezuelano Hugo Chávez ameaçou intervir na Bolívia e expulsou o embaixador dos EUA em apoio a Morales. (págs. 1 e Mundo)
Editoriais
Leia "Grampo controlado", sobre normas para escuta; e "Poluidores em dívida", acerca de enxofre no diesel. (págs. 1 e A2)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Conflito na Bolívia mata 8 e corta fornecimento de gás
No pior dia dos conflitos entre oposicionistas e partidários de Evo Morales, pelo menos oito pessoas morreram no norte da Bolívia. O presidente afirmou que “paciência tem limites”, mas, para analistas, a estratégia de Evo é evitar o confronto. Também ontem, a Bolívia suspendeu por seis horas 50% do fornecimento de gás para o Brasil – uma válvula havia sido fechada por opositores. A Petrobras adotou plano de contingenciamento. O governo admite que a situação do fornecimento ainda não é segura, o que preocupa industriais. “Somos reféns do gás”, diz Oscar Bergstron Neto, do setor de cerâmica. (págs.1, A15, A16, B1 a B4)
Lula decide por afastamento definitivo do chefe da Abin
A revelação de que havia 52 agentes da Abin na ação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas selou a decisão do presidente Lula de afastar em definitivo o delegado Paulo Lacerda do comando da agência. O mesmo deve ocorrer com os outros integrantes da cúpula da Abin afastados por causa do escândalo do grampo no STF. O Planalto está certo de que a Operação Satiagraha era mais de Lacerda do que do delegado da PF Protógenes Queiroz. (págs. 1 e A4)
Ações sobem com anúncio de novo campo da Petrobras
As ações da Petrobras fecharam ontem em alta de 11,05%, num dia em que a Bovespa subiu 3,3%. A divulgação da estimativa da reserva de petróleo do campo de Iara anulou eventual perda decorrente da crise na Bolívia. (págs. 1 e B6)
FGTS para consórcio de imóvel passa no Senado
O Senado aprovou projeto de lei que permite a participantes de consórcios imobiliários usar o FGTS para pagar prestações – e não só dar lance inicial ou quitar débito, como hoje. O texto vai a sanção presidencial. (págs. 1 e B11)
Jefferson é denunciado no caso que levou ao mensalão
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e sete funcionários dos Correios por formação de quadrilha e outras irregularidades que desencadearam o escândalo do mensalão. As investigações começaram em 2005, com as imagens de Maurício Marinho, então um dos chefes dos Correios, recebendo propina. Segundo a denúncia, o líder era Jefferson. Ele não foi localizado para comentar. (págs. 1 e A14)
Rio: Tropas para garantir o voto
Na favela da Maré, fuzileiro naval monta guarda enquanto fiscais do TRE retiram propaganda eleitoral irregular. Com carros blindados e armas pesadas, tropas militares ocuparam cinco favelas do Rio para impedir que candidatos fossem hospitalizados por criminosos. A operação será estendida a outras 22 comunidades da região metropolitana. (págs. 1 e A11)
Notas e Informações: Etanol, fome e colonialismo
Já havia fome na África antes de o etanol se expandir. A produção de alimentos foi prejudicada nos países pobres por vários fatores, principalmente a política agrícola das grandes potências. (págs. 1 e A3)
Artigo: Além do PIB
Washington Novaes: É preciso incluir nas contas o avanço social e ambiental. (págs. 1 e A2)
Opportunity já perdeu R$ 3,2 bi em dois meses...Especialistas estimam em R$ 3,2 bilhões a perda do Opportunity desde que começou a ação policial contra seu controlador, Daniel Dantas. Para o grupo, o prejuízo é de R$ 2 bilhões. (págs. 1 e A8)
Chávez diz que abortou golpe...
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que seu governo abortou um golpe de Estado, que incluía seu assassinato. "Já temos vários detidos", afirmou ele. Chávez acusou militares da tiva e o governo dos EUA pelo complô. (págs. 1 e A16)
Meninos do tráfico já são 34% na ex-Febem
Cresce número de menores de 14 anos que chegam às unidades da Fundação Casa, em São Paulo, por participação no comércio de drogas. Em seis anos, subiu de 8% para 34% o total de internos da antiga Febem que praticaram delitos ligados ao tráfico. A maioria morava na rua e trabalhava para criminosos com o objetivo de sustentar o vício em drogas como o crack. No Rio, o porcentual é inferior, de 19%. Mas especialistas avaliam que lá boa parte dos meninos do tráfico é morta por policiais ou bandidos. (págs. 1, C1, C3 e C6)
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Campanha com tropas, mas sem os candidatos
Fardados e equipados com fuzis e tanques de guerra, 2 mil soldados do Exército e da Marinha começaram a ocupar currais controlados pelo tráfico e por milícias urbanas. As tropas entraram nas favelas das zonas Norte e Oeste do Rio. Mas os candidatos, não. Só um – morador do Complexo da Maré – fez campanha durante a operação, que terá apenas efeito moral, na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral. Os candidatos à prefeitura repudiaram a medida. Escoltados pelos militares, os fiscais do TRE aproveitaram para retirar propaganda irregular das favelas. (págs. 1, A2 a A6, Tema do Dia e Editorial, pág. A8)
Gás volta ao Brasil. Bolívia está à beira do estado de sítio
A violência dos protestos autonomistas na província de Pando, no Norte da Bolívia, já deixou oito mortos e 30 feridos em três dias de confusão. O governo boliviano estuda a decretação do estado de sítio na região. Os manifestantes haviam reduzido o fornecimento de gás ao Brasil, que ontem foi normalizado. Mas cortaram todo o produto que é entregue aos argentinos. (pág. 1 e Internacional, págs. A21 e A22)
Correios: MP indicia Jefferson
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) e mais oito envolvidos no escândalo dos Correios. Os procuradores calculam em R$ 5 milhões o montante de propina recebida pelo grupo. (pág. 1 e País, pág. A12)
Trajeto de trem-bala gera controvérsias e deve ser alterado
O projeto de R$ 12 bilhões do trem-bala entre Rio e São Paulo enfrenta dificuldades antes de ser apresentado. Três cidades do Vale do Paraíba querem a estação intermediária entre os dois Estados. Outro município, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, vetou o traçado que contraria o Centro da cidade. Técnicos do consórcio que venceu a licitação tenta alternativas. (pág.1 e Economia, pág. A19)
Bancada da Saúde vê rombo de R$ 5,5 bi
A bancada da saúde da Câmara dos Deputados e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde refizeram as contas do governo e concluíram que será preciso um crédito suplementar de R$ 5,5 bilhões para o setor ter fôlego até o fim do ano. O governo, por outro lado, sustenta que não há problemas orçamentários. (pág. 1 e País, pág. A12)
Alunos ocupam reitoria da UerjCerca de 200 alunos de diversos cursos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) invadiram e ocuparam as instalações da reitoria. O protesto é pela realização de reformas estruturais no campus, incluindo no restaurante universitário. (pág. 1 e Cidade, pág. A18)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: O vizinho explosivo: Governo já tem plano para retirar brasileiros da Bolívia
Fala-se em guerra civil. Nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos entre partidárioas da oposição e trabalhadores rurais na cidade boliviana de Cobija, fronteiriça com o Acre. Em Santa Cruz, população fez fila para tentar encher botijões - a crise provoca colapso no abastecimento. Sabotagem em uma das válvulas do gasoduto interrompeu por seis horas metade do fornecimento de gás natural às termelétricas brasileiras. Enquanto Evo Morales diz que 'paciência tem limite', Brasil, Argentina e Venezuela tantam uma saída negociada para conflito. (págs. 1, Tema do dia, págs. 20 a 22)
Real sofre maior perda do mundo
Ataque especulativo eleva cotação do dólar a R$ 1,81 e faz com que o real acumule desvalorização de 11,1% só em setembro - a maior entre as moedas de todo o mundo. Para não dar munição aos apostadores, Banco Central pára de comprar as divisas cada vez mais caras. Inflação pode voltar a subir. (págs. 1, 15 e 16)
Grampos: Brasil, o campeão em escutas autorizadas
Levantamento da Câmara mostra que país supera de longe outras nações em interceptações legais. Método foi banalizado, segundo a pesquisa. (págs. 1 e 2)
Nepotismo: Garibaldi diz que não bancará o 'Justiceiro'
Presidente do Senado lava as mãos diante da recusa de colegas em demitir parentes e afirma: 'Não lido com menino de grupo escolar'. (págs. 1 e 6)
No Rio: Só fuzil garante campanha nos morros
Soldados do Exército ocupam sete comunidades do Rio para impedir que traficantes e milicianos controlem o voto da população. (págs. 1 e 7)
Educação: Escola que atingir meta receberá 14ºProfessores e servidores da rede pública que cumprirem as metas de melhoria do ensino, como redução da repetência e da defasagem idade-série, receberão pagamento extra no fim do ano. Decreto que cria o bônus espera apenas a assinatura do governador. Valores variam de R$ 1,4 mil a R$ 4 mil. (págs. 1 e 25)
Procon vai começar a fechar lojas
Duas empresas que continuam a desrespeitar o cliente mesmo depois de multadas serão interditadas hoje pelo Procon-DF. Nomes dos estabelecimentos são mantidos em sigilo pelo órgão, que este ano registrou cerca de 70 mil denúncias de agressão ao Código do Consumidor. (págs. 1 e 13)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito
O governo da Bolívia rejeitou ontem uma mediação do Brasil na crise política que abala o país e que provocou ontem suas primeiras vítimas fatais. Uma missão brasileira integrada pelo número 2 do Itamaraty, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, desistiu de viajar ao país após La Paz ter sinalizado que não queria se ver forçada pela comitiva a um diálogo com a oposição. Ontem, pelo segundo dia seguido, a crise interna afetou o fornecimento de gás boliviano ao Brasil. Um trecho de um gasoduto interno na Bolívia foi sabotado, supostamente por grupos de oposição. A empresa Transierra, que opera o gasoduto, disse que, entre a noite de quarta e a madrugada de ontem, uma válvula de segurança na região do Chaco foi "manipulada", o que reduziu o fornecimento de gás ao Brasil pela metade. À tarde, porém, a empresa e a Petrobras disseram que a válvula fora reparada e o fluxo, retomado. Os estragos causados na quarta-feira em outro incidente no duto continuavam ontem comprometendo o envio de 10% do gás destinado ao Brasil.O ministro brasileiro das Minas e Energia, Edison Lobão, previu que o fornecimento de gás da Bolívia deve se normalizar em dois ou três dias e informou que o corte no abastecimento foi compensado com a paralisação de uma única termelétrica da Petrobras. A indústria, porém, está preocupada com possíveis cortes. Representantes de grandes empresas, como Aços Villares, Alcoa, Braskem, Fosfertil e Gerdau, pedirão ao governo para participar da elaboração de um plano de contingência de longo prazo para eventuais interrupções no fornecimento. O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Ricardo Lima, disse que a preocupação com a Bolívia deixou de ser um fato extraordinário e passou a ser constante. Pela primeira vez desde que os protestos contra Morales recrudesceram, choques entre grupos pró e contra o governo provocaram mortes, de oito pessoas, e feriram outras 20 no Departamento de Pando. "Já é quase uma guerra civil de baixa intensidade", disse uma fonte do governo brasileiro ao Valor. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu apoiar Morales militarmente no caso de um golpe de Estado. "Se matarem Evo, acreditem os golpistas, estarão me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia".
Mais dinheiro para a oposiçãoBalanço parcial das arrecadações nas eleições municipais mostra que 18 campanhas para prefeito de capitais conseguiram mais de R$ 1 milhão em doações. A oposição ao governo Lula está tendo mais êxito em obter financiamento do que em 2004. Outra novidade é que o apoio da máquina pública em alguma esfera de governo não tem sido fundamental para atrair doadores.Metade do 18 candidatos com campanhas milionárias estão no grupo de oposição a Lula - são quatro candidatos do DEM, três tucanos e dois do PV (o partido pertence à base governista, mas as candidaturas se apóiam em partidos da oposição). Em 2004, quando havia 40 campanhas milionárias, a oposição ao governo Lula era representada por apenas 16 candidatos. Naquele ano, o PT conseguiu sozinho mais de R$ 1 milhão para 13 de seus 22 candidatos em capitais, três a menos do que toda a oposição. Agora, só há três petistas entre as 18 campanhas milionárias, mesmo número do PMDB. Ainda fazem parte da lista campanhas do PR e PMN, além da de Márcio Lacerda (PSB), com um amplo leque de apoio. (págs.1 e A8)
Armando Castelar PinheiroO próprio presidente deveria liderar a mudança de percepção sobre a educação. (págs. 1 e A13)
BC pára de comprar dólar após 11 meses
Pela primeira vez desde outubro, o Banco Central (BC) não fez ontem o leilão diário de compra de dólares. Apesar disso, a moeda fechou com alta de 1,67%, a R$ 1,8180. As compras de dólar pelo BC não faziam mais sentido, uma vez que a moeda já subiu 16,39% desde 4 de agosto, quando atingiu a menor cotação do ano. Ao comprar, a autoridade monetária sacramentava a alta e dava munição aos hedge funds "comprados" em derivativos cambiais na BM&F, apostando contra o real. As posições compradas subiram de US$ 893 milhões no dia 9 para US$ 2,91 bilhões no dia 10. Apesar disso, os exportadores estão tímidos no fechamento de câmbio e as empresas não buscam hedge. (pág. 1, C1 e C2)
Pequenas empresas ganham com produtos para petróleo
Micro e pequenas empresas ganham cada vez mais espaço como fornecedoras de bens e serviços para a indústria de petróleo e gás natural, segmento dominado por grandes corporações. As oportunidades são variadas e incluem desde serviços de transporte e alimentação até bens de alta tecnologia. Entre os produtos desenvolvidos estão membranas para tratamento de água extraída na produção de óleo, um coletor de amostra de petróleo em plataformas e um biopolímetro usado como lubrificante em brocas de perfuração. No Ceará, há inclusive ensaios com o protótipo de um robô para inspeções submarinas. (págs. 1 e B1)
Requião quer investir R$ 3 bi em ferrovia
Depois de uma batalha judicial para retomada da estrada de ferro, que estava entregue à iniciativa privada, a Ferroeste - empresa ligada ao governo do Paraná que administra 248 quilômetros de trilhos no interior do Estado - planeja construir mais 1,27 mil quilômetros de ferrovia, que se somarão ao trecho já existente entre os municípios de Cascavel e Guarapuava. Os investimentos são estimados em R$ 3 bilhões. Segundo o presidente da empresa, Samuel Gomes, não há intenção de usar recursos públicos na obra, mas sim financiamentos de longo prazo, concedidos pelo BNDES ou bancos privados, que seriam pagos com a própria operação da ferrovia. (págs. 1 e B9)
No embalo da construção
Com a demanda aquecida pelo crescimento da construção civil, a União Brasileira de Vidros (UBV) investe em novo forno que vai aumentar a capacidade de produção em 50%, diz o presidente da empresa, Sérgio Minerbo. (págs. 1 e B8)
Mercados desidratados
O valor das ações negociadas nas bolsas mundiais no mês passado caiu 37% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto o volume negociado de contratos de derivativos recuou 21% de acordo com pesquisa do Citigroup. (págs. 1 e C1)
Expansão dos consórcios
O setor de consórcios voltou a bater recordes de vendas, puxado principalmente pelo segmento de veículos pesados, que teve expansão de 60,7% nos sete primeiros meses do ano. Em automóveis, o crescimento foi de 10%. (págs. 1 e C2)
Na ponta do lápisAs promessas de juro zero no financiamento de veículos esconde armadilhas para o consumidor. Simulações feitas a partir de anúncios de concessionárias mostram que o preço pode aumentar até 16% em três anos. (págs. 1, D1 e D2)
Ações da PetrobrasImpulsionadas pela divulgação das estimativas para as reservas do campo de Iara, as ações da Petrobras tiveram fortes altas ontem: as ON subiram 10,22% e as PN, 9,48. O grande movimento com ações da estatal na quarta-feira levou a CVM a investigar possível uso de informação privilegiada. (págs. 1 e D2)
União Européia reduz meta para utilização de biocombustíveis (págs. 1 e B13)
Imigrantes brasileiros serão alvo de políticas públicas do governo (pág.1)
Idéias - Marcel Pereira'Estouro' da bolha acionária na China deixou marcas ainda encobertas na economia mundial. (págs.1 e A12)
------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor
Apenas a ponta do iceberg. É assim que alguns especialistas definem a atual situação do mercado nacional de gás natural, que se tornou altamente dependente do combustível importado da Bolívia, país que, por conflitos políticos, chegou ontem a cortar 50% do seu fornecimento total ao Brasil, de 31 milhões de metros cúbicos. Apesar de a Petrobras ter garantido que a ausência do gás boliviano não afetou o consumidor e o governo ter estimado que a oferta voltará à normalidade em “dois ou três dias”, o clima no País é de intranqüilidade. O próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, conclamou ontem a todos a torcerem para que o suprimento não volte a faltar. Reparações em parte do gasoduto boliviano garantiram a volta da entrega da maior parte do gás ao Brasil — o déficit atual baixou para 10% (3 milhões de metros cúbicos), o mesmo percentual de quarta-feira. “Mas se forem cortados novamente 15 milhões de metros cúbicos, teremos de adotar o plano de contingência”, disse Lobão. Segundo analistas, não há gás no Brasil para alimentar os setores de consumo (usinas termelétricas, indústria, veicular e residencial). Além disso, consumidores amargam um forte aumento de preço. No semestre, o gasto com o gás boliviano cresceu quase 85%, para US$ 1,380 bilhão, puxado sobretudo pela valorização de 38,5% no preço do combustível. “Enquanto formos dependentes da importação, principalmente de países instáveis como a Bolívia, o preço do gás continuará a bel-prazer dos exportadores”, afirma o engenheiro civil e consultor Humberto Viana Guimarães. (págs. 1, A8 e A9)
Bovespa fecha em forte alta e dólar rompe nível de R$ 1,80
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em alta de 3,3%, nos 51.270 pontos. Apesar da queda de 1,6%, para US$ 100, 90, no preço do barril de petróleo WTI em Nova York, as ações ON da Petrobras tiveram valorização de 10,22% e as ações PN subiram 9,48%, puxando para cima a Bolsa.O dólar comercial cravou a nona alta consecutiva, fechando com avanço de 1,57%, para R$ 1,815 na venda. No mercado de juros futuros, DI de janeiro de 2010, o mais negociado, fechou em 14,64%, ante 14,70% do ajuste anterior. (págs. 1 e B2)
Sediar a Copa 2014 custará R$ 100 bi
Dezoito cidades brasileiras que disputam o direito de sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 enfrentam seu primeiro teste em setembro. Até o fim do mês, uma equipe técnica coordenada pela Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) percorrerá os municípios para avaliar sua estrutura de telecomunicações, energia, transporte e a necessidade de novas arenas esportivas. Segundo Ralph Lima Terra, vice-presidente executivo da Abdib, os dados preliminares indicam que será necessário investir, por baixo, R$ 100 bilhões em projetos e obras que viabilizem a realização do evento.Algumas cidades — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Porto Alegre — têm chances firmes de serem escolhidas. O embate se concentra entre candidatas como Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Olinda/Recife, Maceió, Rio Branco, Cuiabá, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis e Goiânia. Os aeroportos são gargalos capazes de tumultuar a realização do campeonato mundial. O País deverá receber perto de 750 mil visitantes estrangeiros e se prevê um movimento de 2 milhões de turistas brasileiros entre as sedes dos jogos. Esta demanda era prevista somente para 2020. Além disso, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) aceita apenas arenas multiuso para realização do campeonato mundial. Analistas esportivos estimam que será necessário construir de 10 a 12 novos estádios. (págs. 1, A6 e A7)
Bens de executivos em risco
Recentes mudanças na legislação brasileira, como a entrada em vigor do novo Código Civil, aumentaram a responsabilidade dos administradores de empresas, que passam a responder também com o seu patrimônio pessoal. Foi o caso do ex-diretor-financeiro de uma empresa, Walter Machado de Barros. Dezoito anos depois de deixar a companhia, Barros foi surpreendido com o bloqueio da conta corrente para o pagamento de dívidas trabalhistas. “Eu registrei minha saída na junta comercial, mas a empresa não teve este cuidado e fiquei cerca de 60 dias sem poder mexer em minhas contas”, conta. A tendência de aumentar as punições contra administradores em atos cometidos pela empresa obriga profissionais a recorrer a ferramentas que o ajudem a proteger o patrimônio pessoal. Os seguros reduzem os riscos de contingências e garantem que o administrador seja indenizado. No entanto, não impedem que ele tenha as contas bloqueadas. (págs. 1 e A12)
Embarque de arroz
Exportação até agosto já supera 2007. (págs. 1 e C2)
Balanço
CVM suspende rodízio de auditorias até 2011. (págs. 1 e B2)
Linha de transmissão vai a leilãoDentro de 50 dias será realizado leilão de concessão das linhas de transmissão para transportar os 6,5 mil megawatts das usinas de Santo Antônio e Jirau por extensão de 5,5 mil quilômetros até Araraquara (SP). (págs. 1 e C10)
Varejo cresce na venda de seguro
Com uma ampla rede de distribuição e custos menores, o setor de varejo é hoje um canal de distribuição de seguros mais eficiente do que muitos bancos e aposta na oferta de novos produtos. (págs. 1 e B1)
Carros da China e Ásia no Brasil
Munidos de planos modestos, chineses, com as marcas Chana e Hafei, e indianos, com a Mahindra, chegam ao Brasil, seja com fábrica própria, em Manaus, seja com veículos importados. (págs. 1 e C3)
Opinião: Márcio Artur Laurelli Cypriano
A taxa de investimento vem crescendo, sendo de 18,5% do PIB atualmente, mas há uma pista de obstáculos a vencer para que o Brasil possa atingir o nível de outros países emergentes. (págs. 1 e A3)
Opinião: Klaus Kleber
Há temores entre os empresários de que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é de 6,25% para o período julho-setembro, seja reajustada para cima no último trimestre deste ano. (págs. 1 e A2)
Bancos americanos valem US$ 700 bilhões menos
Os investidores vêm fazendo ajustes agressivos no valor de mercado dos bancos norte-americanos, em razão, principalmente, da crise do subprime, mostra levantamento da Economatica. O estudo sobre o comportamento nos últimos dois anos do preço das ações das principais instituições financeiras dos Estados Unidos indica que um conjunto de 83 empresas perdeu 39,5%, ou US$ 700 bilhões, do seu valor de mercado até a última quarta-feira em relação à cotação máxima alcançada no período, passando de R$ 1,76 trilhão em janeiro de 2007 para US$ 1,06 trilhão no dia 9.O gigante do varejo Citigroup, por exemplo, perdeu quase 63% do seu valor de mercado, ou em torno de US$ 172 bilhões, e vale hoje US$ 101 bilhões. Ele perdeu, inclusive, a posição de líder em valor de mercado para o Bank of America, cotado atualmente em US$ 147 bilhões. Já o Lehman Brothers passou de US$ 43,26 bilhões para pouco mais de US$ 5 bilhões. (págs. 1 e B1)
Pela continuidade
Apoiado em bons índices de aprovação, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aposta nas principais ações do seu mandato, como o Cidade Limpa, para chegar ao segundo turno. Kassab encerra a série de encontros com a Gazeta Mercantil. (págs. 1 e A10)

------------------------------------------------------------------------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

quinta-feira, setembro 11, 2008

XÔ! ESTRESSE [IN:] NÃO VAI DAR CERTO...


BRASIL: TECNOLOGIA COM POUCOS RECURSOS

>
Brasil fica para trás na corrida por inovações


PEQUIM - O Brasil perde espaço em inovação tecnológica e o País usa mal seus recursos destinados à ciência. Em seu levantamento anual, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) aponta que, entre 2004 e 2005, o número de patentes pedidas no País caiu 13,8%, enquanto em praticamente todo o mundo aumentou. Hoje, um quarto de toda a tecnologia disponível no planeta já está nas mãos de apenas três países asiáticos: China, Japão e Coréia do Sul. Os dados de 2005 são os últimos disponíveis para todo o mundo e, na avaliação da entidade ligada à ONU, são um espelho dos avanços tecnológicos de um país. Em 2005, 600 mil patentes foram dadas a empresas e universidades em todo o mundo. Mas a concentração é grande: 74% delas estão no Japão, Estados Unidos, China, Coréia e Europa. O caso mais impressionante é o da China. Entre 2004 e 2005, Pequim observou um aumento de 33% nas patentes registradas no país. Para a OMPI, isso prova que a China não seria mais apenas o país da pirataria, mas também tenta desenvolver sua tecnologia. Em apenas dez anos, o número de patentes registradas se multiplicou por dez na China.Um dos dados mais relevantes é o fato de que o crescimento é baseado nos pedidos das próprias empresas chinesas. Entre 2004 e 2005, o número de solicitações ao escritório de patentes de Pequim aumentou 42%, ante uma média mundial de 6,6% e até uma redução no Brasil. Na avaliação da entidade com sede em Genebra, os números refletem as políticas do governo chinês de transformar o país em um centro de tecnologia, e não apenas de montagem de produtos elaborados no exterior.
---------------------
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

JAMIL CHADE - Agencia Estado

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


11 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil
Uma explosão atribuída a um atentado contra um gasoduto na Bolívia, no qual a Petrobras tem participação, já provocou a redução de 13% do envio de gás natural para o Brasil, num dos mais graves episódios da crise que opõe o governo de Evo Morales a Estados autonomistas. A explosão ocorreu perto da cidade de Yacuíba, no Sul da Bolívia, quando manifestantes anti-Morales tetavam sabotar uma válvula do gasoduto, de onde sai a maioria do gás para São Paulo. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a perda para o Brasil deverá ser de cerca de 4 milhões de metros cúbicos por dia, mas não deve haver problemas de abastecimento graças às reservas brasileiras e à adoção de um plano de contingência pela Petrobras. Em meio à crise, Morales ordenou a expulsão do embaixador dos EUA, acusando-o de apoiar a oposição. (págs. 1 e 35 a 37)
PIB vai a 6,1%; BC, dividido, sobe juros
O aumento da taxa de investimento, os gastos de governos e a agropecuária fizeram o Produto Interno Bruto (conjunto de bens e serviços produzidos no país) crescer 6,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, acima das previsões mais otimistas. Bancos, empresários e governo esperam expansão de até 5,5% este ano. Por 5 votos a 3, o BC subiu os juros em 0,75 ponto, para 13,75%.(págs. 1, 27 a 33 e editorial 'PIB alentador')
Delegado mentiu à CPI sobre Abin
O delegado da PF Protógenes Queiroz mentiu à CPI ao negar a participação institucional da Abin na Operação Satiagraha. A Abin cedeu 56 servidores e gastou R$ 250 mil na operação, segundo seu diretor de Contra-Inteligência. A CCJ do Senado aprovou projeto que aumenta a pena por escuta ilegal. (págs. 1 e 14 a 16)
Nova descoberta no pré-sal quase dobra reservas (págs. 1 e 34)
Tropas iniciam operação eleição
Começa hoje a ocupação militar itinerante de 27 comunidades onde as eleições estão ameaçadas pela milícia ou pelo tráfico. (págs. 1 e 3)
Detro tirou das ruas 14 mil vans piratas
A fiscalização do Detro, que quatro candidatos a prefeito do Rio querem rever, já retirou das ruas da cidade cerca de 14 mil vans irregulares, reduzindo o número de veículos piratas em circulação de 20 mil para 6 mil. Foram registradas na capital 23.960 infrações, ou 74% do total do estado. (págs. 1 e 4)
Eleições 2008 - ' É necessário conter as favelas'
Candidato a prefeito do Rio, o deputado federal Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) defendeu ontem, em sabatina no Globo, a contenção das favelas e a regularização fundiária dessas regiões. "Uma das saídas é a libertação da cidade de milícias e tráfico de drogas", afirmou. Ele quer recuperar a zona portuária com a ajuda da iniciativa privada. Mas avisa: "Tem que ter o envolvimento da cidade e não tem jeito em quatro anos". (págs. 1, 10 e 11)
Eleições 2008 - Candidatos insistem em ocultar doadores
Só Gabeira, Chico Alencar e Molon apresentaram os nomes de seus doadores. Os demais ocultaram a informação. (págs. 1 e 5)
Eleições 2008 - Alckmin é forçado a trocar de publicitário
O tucano Geraldo Alckmin perdeu o publicitário de sua campanha, impedido de criticar a gestão de Gilberto Kassab. (págs. 1 e 13)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: PIB cresce 6% com investimento recorde
Puxado por investimento recorde, agropecuária e aceleração dos gastos públicos, o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre do ano cresceu 6,1% em relação ao mesmo período de 2007. A aceleração foi 1,6% superior à do primeiro trimestre. Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), a performance levou à reestimativa oficial de crescimento de 5% para até 5,5% no ano. Os investimentos do setor produtivo, que garantem a oferta futura de bens e serviços e reduzem pressões inflacionárias, foram o carro-chefe do crescimento: com alta de 16,2% no trimestre, atingiram o maior patamar da série histórica do IBGE, que começou em 1996. Foi o 18º trimestre consecutivo de alta nos investimentos, e há cinco trimestres a taxa supera 14%. Os investimentos em máquinas e equipamentos foram também responsáveis por alta nas importações. Para o economista Luiz Gonzaga Belluzo, conselheiro informal do presidente Lula, apesar do desempenho animador, já há sinais de desaquecimento. “O Brasil vai ter que atravessar um período de ajustamento, no tempo que durar a recessão global’, afirma. (págs. 1 e Dinheiro)
Governo afirma que vai exigir diesel mais limpo em 2009
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que a resolução que exige a oferta de diesel mais limpo e motores adequados a partir de 2009 terá que ser cumprida. Minc descartou a possibilidade de aumentar prazo para montadoras e a Petrobras cumprirem a resolução. A Petrobras afirmou que investe na produção do combustível. A Anfavea, que representa as montadoras, não se manifestou. (págs. 1 e C6)
Dividido, BC sobe juro em 0,75% ponto(págs. 1 e B7)
Artigo: Paulo Nogueira Batista Jr.
Brasileiro desconfia de boa notícia, mas economia melhorou: Desde o ano passado, vem ocorrendo uma aceleração gradual da economia. Todos os macrossetores estão crescendo de forma respeitável. Brasileiro desconfia de boa notícia. E com razão. Ficamos todos mais ou menos traumatizados pelos choques e frustrações que o país experimentou durante quase 25 anos. (págs. 1 e B2)
Justiça bloqueia fundo de Dantas
A Justiça Federal de SP ordenou bloqueio de fundo de investimentos de R$535,8 milhões de Daniel Dantas e outras quatro pessoas. O Coaf considerou operações do Grupo Opportunity, de Dantas, “irregulares no mercado financeiro”, relata Lílian Christofoletti. Diretor de departamento da Abin afirmou em CPI que 52 agentes trabalharam com a PF na operação que prendeu Dantas. (págs. 1 e Brasil)
Atentado na Bolívia afeta gás no Brasil
Uma explosão rompeu trecho do duto que leva gás da Bolívia ao Brasil na conturbada região de Chaco. A empresa que administra o duto, a Transierra , com participação da Petrobras, investiga as causas, mas o governo de Evo Morales acusa oponentes de “atentado terrorista” contra o gasoduto. A Bolívia mencionou redução de 3 milhões de metros cúbicos de gás, ou 10% da quantidade diária enviada ao Brasil – informação confirmada pela Petrobras. Em nota, o governo brasileiro afirmou que se solidariza com Morales e “lamenta o recrudescimento dos atos de desacato às instituições e à ordem legal”. Acusado por Morales de conspirar com opositores, o embaixador americano, Philip Goldberg foi expulso do país. Diplomacia americana afirma que a expulsão foi “grande erro”. (págs. 1 e Mundo)
Editoriais
Leia "Alta velocidade", sobre crescimento do PIB; e "Expectativa cósmica", acerca de acelerador de partículas. (págs. 1 e A2)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Investimento puxa alta de 6,1% no PIB
A força da economia brasileira surpreendeu os analistas e o PIB cresceu 6,1% no segundo trimestre de 2008, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado ficou acima da maioria das previsões. Os números são igualmente expressivos quando se leva em conta o comportamento da economia num período mais longo. Nos quatro últimos trimestres, a expansão do PIB foi de 6%. Trata-se da maior alta em 12 meses desde 1996. O bom desempenho animou o governo, que reviu para mais de 5% a previsão de crescimento para este ano. "Teremos um excelente Natal para as famílias", disse Guido Mantega. Os empresários também ficaram otimistas. A Fiesp elevou sua projeção de crescimento em 2008 de 4,8% para 5,4%. O avanço do PIB vem sendo impulsionado pela ampliação dos investimentos, o que garante efeitos de mais longo prazo na economia. No segundo trimestre, as aplicações subiram nada menos que 16,2%, em comparação com 2007. As estatísticas do BNDES confirmam o avanço do financiamento para a produção de máquinas e equipamentos industriais. Só para a fabricação de caminhões, em 12 meses houve ampliação de 48% na aprovação de crédito. (págs. 1 e B1 a B6)
BC racha, mas juro sobre 0,75 ponto...
Dividido, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi a quarta alta seguida. Na reunião de ontem, porém, não, houve unanimidade de votos. Após três horas de discussão, três dos oito diretores do Copom preferiram um avanço mais modesto, de 0,50 ponto. A decisão acabou confirmando as expectativas no mercado financeiro: de 55 analistas consultados pela Agência Estado, 54 apostavam que o Banco Central repetiria a dose dada em julho. Industriais criticaram a decisão. (págs. 1 e B8)
Notas e informações: Crescimento firme
A economia brasileira manteve um firme crescimento no segundo trimestre, apesar da crise internacional, da menor expansão das potências do mundo rico e do aumento de juros.(págs.1 e A3)
Oposição boliviana explode gasoduto
A tensão entre o governo de Evo Morales e a oposição boliviana cresceu após a explosão de um gasoduto, causada por manifestantes. A ação, chamada de "terrorista" pela estatal YPFB, cortou 10% do gás para o Brasil. Para o Itamaraty, Evo não age porque não tem apoio dos militares. (págs. 1, A18 e A19)
Petrobras tem novo supercampo...
A Petrobras informou que o campo de Iara, localizado na Bacia de Santos, tem reservas de até 4 bilhões de barris de petróleo e gás do tipo mais valorizado. Só o Campo de Tupi é maior. (págs. 1 e B10)
Tecnologia: Brasil fica para trás em inovação (págs. 1 e A23)
R$ 545 milhões bloqueados no Opportunity
O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, bloqueou R$ 545,79 milhões do Opportunity. O Coaf, que controla atividades financeiras, identificou movimentações "suspeitas de lavagem de dinheiro" que envolveriam Daniel Dantas, controlador do banco, e Dorio Ferman, presidente. "Há um quadro de perseguição contra Dantas", reagiu Nélio Machado, advogado do banqueiro. Protógenes Queiroz, que liderou a operação da PF contra Dantas, disse que recebeu 250 caixas de documentos da Justiça americana sobre a suposta participação do banqueiro na espionagem de sócios em empresas telefônicas. (págs. 1, e A4 a A7)
No PSDB, 'fogo amigo' acirra crise (págs. 1 e A16)
Protógenes usou 52 agentes da Abin...
Revelação foi feita na CPI dos Grampos por Paulo Maurício Pinto, ex-diretor da Abin. (págs. 1 e A7)
'Tropa de choque' do PCC é solta por decisão do STF
Nove membros da 'tropa de choque' do PCC obtiveram habeas corpus no STF e vão deixar a cadeia, informa o repórter Marcelo Godoy. Presos há quatro anos, eles não foram julgados. O processo atrasou por falta de escolta policial para levá-los para a audiência judiciais. (págs. 1, C1 e C3)
Artigo: Pesquisa na internet
Fernando Reinach: Estudo mostra que a digitalização fez a erudição diminuir. (págs. 1 e A2)
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Chegam ao Rio 3.500 soldados para eleição
Um exército de 3.500 soldados desembarca hoje no Rio e deflagra a Operação Guanabara. Os integrantes das Forças Armadas começam a trabalhar com a ocupação de sete comunidades, tendo como missão garantir a segurança dos moradores, da imprensa e dos candidatos durante a fase final da campanha eleitoral. Até 4 outubro, em sistema de rodízio, a tropa se dividirá entre 27 favelas controladas pelo crime organizado. (págs. 1 e Eleições A6)
Economia cresce 6% no semestre. E BC impõe mais juros
Superando as previsões, a economia cresceu 6,1% no segundo trimestre, fechando o semestre com 6% de alta em relação a 2007. Os investimentos em produção também surpreenderam e atingiram um patamar recorde. Mas o Banco Central insiste em enxergar risco no horizonte e aumentou os juros em 0,75 ponto percentual. (págs. 1, Economia A20 e A21)
Pré-sal tem mais um megacampo
A Petrobras informou que o campo de Iara, no pré-sal da bacia de Santos, tem reserva estimada de 3 a 4 bilhões de barris de petróleo. Somado ao vizinho megacampo de Tupi, levam as reservas para 12 bilhões de barris. Ao todo, o país tem 13,9 bilhões. (págs. 1 e Economia A22)
Ataque reduz 10% do gás da Bolívia que chega ao BrasilA explosão de um gasoduto boliviano vai reduzir em 10% (ou 3 milhões de metros cúbicos por dia) o envio de gás ao Brasil durante 15 a 20 dias. O presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, acusando-o de "buscar a divisão da Bolívia". (págs. 1 e Economia A22)
Grampo leva PF a investigar PF
Dois delegados da Polícia Federal foram enviados a São Paulo para ouvir policiais, cruzar os registros armazenados no sistema de grampo telefônico conhecido por Guardião e concluir se partiu dali a escuta no gabinete do presidente do STF, Gilmar Mendes. (págs. 1 e A11)
Candidatos poupam Cesar no esporte
Alvo de intensas críticas dos candidatos à sua sucessão, o prefeito Cesar Maia escapa na área esportiva. Projetos das vilas olímpicas em comunidades carentes serão mantidos. (págs. 1 e Eleições A10)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Agora, sim...o espetáculo do crescimento
Nem o mais otimista dos analistas esperava tanto. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu impressionantes 6% em termos anualizados. O ritmo frenético da economia, desta vez, não esteve ancorado nos gastos do governo. O consumo das famílias saltou 6,7% no segundo trimestre e os investimentos, nada menos do que 16,2%. A produção agrícola se expandiu 7,1%, a reboque das grandes safras de café, arroz e soja. Preocupado com o efeito sobre os preços, o Banco Central voltou a elevar a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, fixando a Selic em 13,75% ao ano. (págs. 1, 18 e 19)
Araponga teve acesso a papéis secretos em operação da PF
O ex-espião Francisco Ambrósio do Nascimento, identificado como responsável pelo grampo sobre o presidente do STF, manuseou documentos sigilosos da Operação Satiagraha a pedido do delegadoProtógenes Queiroz. (págs. 1 e 3 a 6)
No Senado: Pizza à Efraim sai do forno
Corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP) nada viu que pudesse comprometer o colega Efraim Morais (DEM-PB). (págs. 1 e 2)
Explosão corta gás boliviano (págs. 1, 30 e 31)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Demanda interna no país já cresce em ritmo chinês
O ritmo acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre já provocou uma revisão para cima nas projeções para a evolução da economia em 2008 e também em 2009. Neste ano, os economistas prevêem que o PIB pode repetir o desempenho do ano passado e ficar próximo a 5,4%. Para 2009, as estimativas ficam em torno de 3,5%. Quem esperava menos, reviu a taxa para cima e quem pretendia reduzir a taxa em função do aperto da política monetária - ontem, o Copom elevou novamente a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano - decidiu mantê-la nesse nível.O PIB do segundo trimestre cresceu 6,1% sobre igual período do ano passado e 1,6% sobre os primeiros três meses deste ano, segundo o IBGE. O consumo das famílias e do governo e o investimento mantiveram um ritmo chinês nos últimos quatro trimestres. Com alta de 8,4%, a demanda interna puxou o crescimento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no semestre, em relação aos primeiros seis meses de 2007.Mais otimista e sem acreditar em contágio da crise externa, o governo espera que esses dados tenham uma influência ainda maior em 2009. Na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o forte desempenho do PIB no segundo trimestre - ancorado em uma alta de 16,2% no investimento sobre igual trimestre de 2007 - garante uma evolução de 4,5% para o PIB de 2009. Segundo ele, crescimento com queda de inflação é sinal da boa composição do atual crescimento brasileiro. Com esse resultado, a taxa de investimento sobre o PIB ficou em 18,7%, a maior já registrada para um segundo trimestre desde 2000, início da série histórica do IBGE.O consumo das famílias, com peso de cerca de 60% no PIB, continuou em nível elevado, mas desacelerou ligeiramente e passou de 6,9% para 6,7% entre o primeiro e o segundo trimestres, na comparação com igual período do ano anterior. Esse ritmo forte - que sancionou aumentos de preços nos últimos meses na avaliação do Copom - justificou as preocupações da autoridade monetária, que ontem decidiu por novo aumento dos juros. Desta vez, não houve unanimidade entre os diretores do BC: cinco votaram por 0,75 ponto e três, por 0,50. (págs. 1, A3, A4 e C1)
Lula tenta mediar conflito na BolíviaUm trecho do gasoduto boliviano que traz gás ao Brasil foi danificado ontem por uma explosão. Segundo o governo do presidente Evo Morales, a explosão - provocada por grupos radicais de oposição que nos últimos dias intensificaram os protestos em vários pontos do país - poderá levar a uma redução de 10% no fornecimento ao mercado brasileiro.O presidente Lula, por meio do Itamaraty, ofereceu ajuda para tentar uma aproximação entre os dois lados, mas nem governo nem oposição se mostraram abertos a uma mediação. Autoridades brasileiras acreditam que a tensão vai prosseguir nos próximos dias.O presidente interino da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez, disse que "o atentado terrorista" provocará redução de 3 milhões de metros cúbicos por dia no fluxo de gás ao Brasil. A Bolívia produz 40 milhões metros cúbicos diários, dos quais 30 milhões são destinados ao Brasil – entre 6 e 7 milhões vão para o mercado interno e o resto para a Argentina. Segundo Ramírez, o governo levará 20 dias para reparar a tubulação.Apesar de Evo Morales ter denunciado os protestos como "o início de um golpe de Estado", nem autoridades brasileiras nem analistas na Bolívia corroboram essa tese. Há, sim, uma falência político-institucional do país. Sem Congresso e Judiciário operantes, parte da oposição viu as ruas como a melhor forma de pressionar Morales a negociar. (págs. 1 e A11)
Lula quer vice do PMDB para Dilma
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado na indicação de um vice do PMDB para a chapa de sua candidata preferida à Presidência, Dilma Rousseff. Lula já falou do assunto com integrantes da cúpula pemedebista, ministros e governadores, que entendem da mesma maneira as razões do presidente: trata-se de uma aliança lógica, tanto do ponto de vista da governabilidade quanto eleitoral. No PMDB, o tema é visto com cautela, em razão do tempo até as eleições presidenciais. Caciques do partido desconfiam do PT e dizem que não se sentem obrigados a nada em 2010. (págs. 1 e A14)
Pré-sal
A Petrobras estima reservas recuperáveis entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás no campo de Iara, na Bacia de Santos, cuja descoberta foi anunciada no início de agosto. O poço faz parte do mesmo bloco onde se encontra o campo de Tupi. (págs. 1 e A5)
STJ restringe grampos
Decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça anulou sentença criminal condenatória dos antigos sócios da Sundown baseada em provas obtidas por meio de escutas telefônicas que duraram quase dois anos. A ação será novamente julgada em 1ª instância. (págs. 1 e E2)
Inércia de Congresso pode levar ao desaparecimento de 57 municípios (págs. 1 e A9)
Investimentos em aço somam US$ 64 bi
Há 46 projetos siderúrgicos em fase de estudos ou implantação no Brasil até 2012, dos quais 24 são novas usinas. Os investimentos previstos somam US$ 64 bilhões. Desse total, 20% estão em execução, 10% aprovados, 55% em estudo de viabilidade e 6% foram suspensos temporariamente. Os dados são de levantamento da filial brasileira da SMS Demag, grupo alemão que é um dos líderes globais na produção de equipamentos e tecnologia para a indústria do aço. O empreendimento de maior porte é a usina da Techint, no litoral do Rio, estimado em US$ 10 bilhões e ainda em fase de avaliação. (págs. 1 e B7)
Justiça bloqueia fazenda e garante dívidas da Vasp
O pagamento de metade da dívida que a Vasp tem com seus ex-funcionários já está garantido. A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio dos bens da Agropecuária Vale do Araguaia, de propriedade do ex-controlador da companhia aérea, Wagner Canhedo - e da decisão não cabe mais recurso. A empresa é dona da Fazenda Piratininga, um enorme complexo agropecuário de 135 mil hectares ao norte de Goiás avaliado em R$ 421 milhões.A decisão foi tomada em ação do Ministério Público do Trabalho que tramita desde 2005 e garante aos funcionários o recebimento dos créditos independentemente do rateio que deverá ser feito entre todos os credores da empresa - como fornecedores e bancos - se a falência da Vasp, decretada nesta semana, for mantida pela Justiça. (págs. 1, E1 e E2)
Gargalo logístico
Com exportação recorde de 623 milhões de litros de álcool no mês passado, a capacidade de escoamento dos portos brasileiros aproxima-se do seu limite. Dois grandes projetos para ampliar a infra-estrutura ainda engatinham. (págs. 1 e B12)
Indústria química
Apesar da queda de 5,7% em volume em relação ao mês anterior, a importação de produtos químicos em agosto registrou o recorde de US$ 3,6 bilhões, alta de 2,4%, reflexo do aumento dos preços no mercado internacional. No ano, as importações já somam US$ 22,7 bilhões. (pág. 1)
------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: PIB em alta e descoberta no pré-sal reanimam a semana
A economia brasileira cresceu 6,1% no segundo trimestre e superou as expectativas do mercado. Entre os dados apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de Formação Bruta de Capital Fixo foi recorde e registrou uma expansão de 16,2%. “Foi um crescimento bom, sustentado pelos investimentos, que refletiram obras públicas e importação de máquinas e equipamentos”, afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do IBGE. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6%. A forte expansão dos investimentos no segundo trimestre do ano amplia a capacidade de o País crescer sem produzir pressões inflacionárias. Apesar do quadro positivo, o Banco Central (BC) ainda não está livre de preocupações no curto prazo.A Petrobras anunciou nova estimativa para a região do pré-sal ao confirmar a existência de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) no campo de Iara, situado no bloco BM-S-11, na bacia de Santos. A descoberta fica na mesma área onde está localizada a jazida de Tupi (com potencial de 5 bilhões a 8 bilhões de barris), até então a única reserva projetada pela estatal. Agora, um único bloco na região pode ter 12 bilhões de barris. (pág. 1, A4, A5 e A8)
Copom eleva juros e dólar recupera perdas
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Com um placar de cinco votos a três, a decisão do colegiado ficou em linha com as expectativas da maior parte do mercado financeiro. Foi a quarta elevação na taxa Selic este ano. Nas reuniões anteriores, o Copom promoveu dois aumentos de 0,5 ponto e uma elevação de 0,75 ponto. As altas este ano somam 1,75 ponto percentual. A decisão do Colegiado mantém o Brasil na liderança do ranking mundial de juros reais, com 8,1% ao ano, à frente de países como a Turquia e o México. No mercado de câmbio, o dólar comercial cravou ontem sua oitava alta consecutiva, encerrando o pregão com valorização de 0,79%, para R$ 1,787 na venda. Com o avanço de ontem, a moeda norte-americana zerou as perdas acumuladas no ano e passou a ter alta de 0,82%. A divisa acumula ganhos de 6,76% na semana e de 9,26% no mês. (pág. 1 , A8 e B2)
Bolívia reduz fornecimento de gás ao Brasil
O governo boliviano informou ontem que reduziu em 10% as exportações de gás natural para o Brasil devido a um “atentado terrorista” contra um gasoduto, atribuído a manifestantes de oposição da região sudeste do Chaco. A Bolívia está sofrendo com fortes protestos em sua região leste, controlada pela oposição, que resiste aos planos do governo de instaurar uma Constituição socialista. O governo já começa a falar em “guerra civil”. Ontem, o presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos no país, Philip Goldberg, acusando-o de apoiar a oposição conservadora e de querer a divisão do país. (págs. 1, C6 E A16)
Company é da Brascan por R$ 200 milhõesApós a queda generalizada das ações das companhias do mercado imobiliário listadas na Bovespa, ficou muito mais fácil comprar empresas do setor. Em menos de 90 dias, quatro grandes negócios foram fechados, num movimento de mais de R$ 3 bilhões. Ontem, a Brascan Residential Properties desembolsou R$ 200 milhões para adquirir a incorporadora paulista Company, numa negociação que envolveu também 76,9 milhões de ações. Em junho, a Cyrela comprou o controle da Agra por R$ 1,5 bilhão. Logo em seguida, foi a vez da Brasil Brokers abocanhar 51% do braço imobiliário da Abyara, por R$ 250 milhões. A surpresa do setor, no entanto, foi a aquisição da Tenda pela Gafisa, que investiu R$ 990 milhões no negócio. O processo de fusões e aquisições do setor tem sido apontado por analistas de mercado como uma saída para a sobrevivência de algumas companhias que abriram o capital, nos últimos dois anos, mas que não vão conseguir atravessar a volatilidade desse mar turbulento. Entre dezembro de 2007 e setembro deste ano, 22 companhias do segmento perderam R$ 20 bilhões em valor de mercado. A todo momento, o mercado escolhe uma empresa como bola da vez para ser negociada, algumas com problemas de caixa, outras para racionalização de custos, ampliação geográfica, ou simplesmente por ser um bom negócio. Desta vez, a escolhida foi a Company, que já havia negociado com a Cyrela e a Helbor. (págs. 1 e C7)
Pão continua caro, apesar da queda do trigo
A cotação do trigo ao produtor agrícola caiu 22%, nos últimos dois meses, mas o preço do popular pãozinho recuou lentamente nesse período (0,22%). Dados da empresa de consultoria Safras & Mercado mostram que, entre janeiro e maio, o trigo em grão teve alta de 30,1%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pãozinho aumentou 18,1%, acompanhando a tendência do mercado naquela ocasião. Para evitar alta ainda maior, o governo isentou toda a cadeia do trigo do recolhimento do PIS e da Cofins (9,25%). Os representantes dos moinhos garantem que o benefício foi repassado ao preço da farinha. No Moinho Anaconda, a queda foi de 19,2% entre abril e agosto, afirma Luiz Martins, presidente do grupo. “A isenção dos impostos contribuiu para que os preços recuassem bastante.” Alexandre Pereira Silva, da Abip (entidade que representa as padarias), diz que o cálculo deveria ser feito ao longo de um ano. Para ele, os custos no varejo cresceram 40%, mas o repasse foi de “apenas 25%”. Para Fábio Silveira, da RC Consultores, o recuo só ocorrerá a médio prazo. (págs. 1 e C10)
Mercado imobiliário: caderno valoriza setor em crescimento
A indústria da construção civil vive um momento ímpar no País. A contar pelo número de lançamentos, esse setor ganhou status de um dos mais importantes do País. Só nos seis primeiros meses do ano, o Estado de São Paulo, por exemplo, registrou 16,5 mil lançamentos imobiliários. Em todo o País, o segmento criou 229 mil novos empregos. Para ir ao encontro da necessidade dessa indústria que cresce como nunca, a Gazeta Mercantil publica, a partir de hoje e todas as quintas-feiras, um caderno especial, que trará um panorama do que acontece de mais importante no segmento: lançamentos,tendências, índices, fusões e aquisições estarão entre os temas tratados. Contribuíram para o cenário otimista da indústria da construção civil — que prevê continuidade no crescimento até o fim do ano — a estabilidade econômica, a manutenção da taxa de inflação e, principalmente, a volta do crédito imobiliário. Segundo o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, o brasileiro tem aprendido a lidar com o financiamento de imóveis. “Com juros menores, prazos mais longos e menos burocracia,as prestações passaram a caber no bolso do consumidor.” Com toda essa movimentação, construtoras e incorporadoras foram à Bolsa de Valores para captação de recursos. Além disso, os interesses se voltam para a classe C, que tem à disposição vários lançamentos e o setor sente a falta de mão-de-obra especializada e treinada. Problemas existem, mas o setor festeja com propriedade. (pág. 1)
Opinião: Rodrigo da Rocha Loures
Aderindo a uma proposta dos industriais, os cidadãos paranaenses estão listando as prioridades para seus municípios e se preparam para cobrá-las dos próximos prefeitos. (págs. 1 e A3)
GDF-suez estréia em eólica no país
A franco-belga GDF-Suez estréia hoje em geração eólica no Brasil ao colocar em operação uma usina situada em Beberibe, a 80 quilômetros de Fortaleza (CE). A nova central, de 26 MW de potência, foi adquirida recentemente da norte-americana Econergy. (págs. 1 e C6)
------------------------------------------------------------------------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir