A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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domingo, setembro 14, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS" [A Morte cerebral]
CIÊNCIA & RELIGIÃO
Grande parte da imprensa em todo o mundo, inclusive no Brasil, ignorou ou não deu destaque para o questionamento dos critérios para determinação de morte cerebral na quarta-feira (03/09) na capa do jornal L´Osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, pelo editorial "I segni della morte" (Os sinais da morte), assinado por Lucetta Scaraffia, jornalista e professora de história contemporânea da Universidade de Roma La Sapienza.
O texto se referiu a "novas pesquisas, que põem em dúvida o próprio fato de que a morte do encéfalo provoque a desintegração do corpo". O editorial teve como "gancho" os 40 anos desde a publicação, no Jama (Journal of the American Medical Association), em agosto de 1968, do relatório "A definition of irreversible coma". Considerado um marco na história da medicina, esse relatório elaborado por sete professores de medicina, um de teologia, um de direito e um de história, todos da Universidade Harvard, redefiniu o conceito de morte, substituindo o critério de cessação da atividade cardíaca, até então vigente, pelo de ausência de atividade cerebral, que passou a ser adotado inclusive para estabelecer a possibilidade de remoção de órgãos para transplantes.
Uma das fontes principais do editorial de Scaraffia foi o livro Morte Cerebrale e Tranpianto de Organi, lançado neste ano por Paolo Becchi, professor de filosofia do direito da Universidade de Lucerna, na Suíça, e da Universidade de Gênova, na Itália. Segundo Becchi, um dos erros fundamentais do "Relatório Harvard" foi buscar uma solução científica para o complexo problema ético e legal que surgiu com o primeiro transplante de coração, realizado por Christiaan Barnard em dezembro de 1967, na África do Sul, em circunstâncias de incerteza sobre a morte da jovem doadora de 20 anos – agravadas pela suspeita de descaso com ela por ser negra em um país de regime racista.
Outra referência do editorial do Osservatore foi o livro Finis Vitae: Is brain death still life?, organizado por Roberto de Mattei, subcomissário de ciências humanas do Conselho Nacional de Pesquisa, em Roma. Publicada originalmente em 2006, essa obra, cuja versão italiana foi lançada também neste ano, reúne estudos de 21 cientistas e juristas de diversos países que participaram de um encontro na Academia Pontifícia de Ciências, promovido em 2 e 3 fevereiro de 2005 pelo papa João Paulo II. Com a morte do pontífice dois meses depois, a publicação do livro, prevista inicialmente para ser feita pela academia, acabou sendo realizada pela editora Rubbettino.
No dia seguinte ao editorial, poucos jornais de grande circulação repercutiram o assunto, como o britânico The Times ("Vatican called on to re-open debate on brain death as end of life"). Na Itália, devido à importância de tudo o que diz respeito ao Vaticano, a história teve chamadas de primeira página nos jornais La Repubblica ("La morte cerebrale non è la fine della vita") e Corriere della Sera ("L´Osservatore e la polemica sulla morte cerebrale").
No Brasil, a repercussão teve espaço na mídia impressa com a matéria "Para Vaticano, morte cerebral não caracteriza mais a morte", de O Estado de S. Paulo. A principal fonte dos portais foi a BBC Brasil, já na quarta-feira (3/9), com o texto "Jornal do Vaticano diz que vida não acaba com morte cerebral", traduzido da reportagem de Assimina Vlahou, da BBC News em Roma, que foi reproduzido pela Folha Online, G1, Último Segundo (iG) e outros.
No mesmo dia da publicação do editorial de Lucetta Scaraffia, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que o texto da jornalista e historiadora é "uma contribuição interessante e de peso", mas ressalvou que ele "não pode ser considerado como a posição do Magistério da Igreja", como ressaltou a nota "Declaração vaticana sobre morte cerebral", do boletim da rede Zenit – O mundo visto de Roma.
Risco para transplantes
Um aspecto que tem tradicionalmente desestimulado a repercussão em torno de qualquer questionamento sobre os critérios de definição de morte cerebral é a compreensível preocupação em evitar uma crise na insuficiente doação e captação de órgãos para transplantes. De um modo geral, neurologistas consultados por jornalistas sempre enfatizam sua apreensão com a divulgação de histórias, como a do caso que teria ocorrido em novembro do ano passado, em Oklahoma City, nos Estados Unidos, com o jovem Zach Dunlap, de 21 anos, que teria sobrevivido após ter passado por todo o protocolo de morte cerebral. A afirmação consta no depoimento gravado em vídeo e transcrito do médico Leo Mercer, do United Regional Hospital, à reportagem "`Dead´ man recovering after ATV accident", da NBC News.
Na internet não se registrou nenhum acompanhamento desse caso, por parte dos principais jornais do país, para confirmar ou refutar a veracidade das informações dessa notícia. Em fevereiro deste ano, foi a vez da rede ABC News com a reportagem "Medical miracle: Woman back from brink of death". A matéria relatou a sobrevivência de uma mulher de 65 anos, Rae Kupferschmidt, de Saint Paul, Minneapolis, após o diagnóstico de morte cerebral, segundo o depoimento do médico Brad Helms. E em junho alguns veículos reproduziram a notícia "French near-death case stir debate on organ donors", da agência Reuters, sobre outro acontecimento semelhante em Paris, que não forneceu nomes e creditou suas afirmações ao diário Le Monde.
Além desse lado espinhoso do assunto e da rápida negativa oficial de endosso do Vaticano, para muitos editores deve ter pesado na decisão de não ter reportar o editorial do Osservatore o seu enfoque mais religioso do que científico. No plano da opinião pública, muitas posições religiosas – como aquelas contrárias ao aborto, à distribuição de preservativos, ao uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas e à interrupção de gravidez em casos de anencefalia de fetos – têm sido cada vez mais consideradas anacrônicas, anticientíficas e contrárias ao interesse público. Sem falar que uma parte expressiva dos jornalistas que cobrem ciência tende a valorizar muito mais os fatores ligados às ciências naturais do que aqueles da ordem das humanidades, como as considerações de ordem ética, jurídica e filosófica.
No entanto, as críticas aos protocolos médicos de diagnóstico de morte não se devem apenas a objeções religiosas e a críticas por parte das desprestigiadas humanidades. Existe há muitos anos uma polêmica de ordem técnica entre pesquisadores em relação ao assunto, como reconheceu até mesmo um dos mais influentes defensores do "Relatório Harvard", o neurologista holandês Eelco Wijdicks, da Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos, no estudo "Brain death worldwide: Accepted fact but no global consensus in diagnostic criteria", publicado em janeiro de 2002 na revista científica Neurology.
Foi justamente esse aspecto polêmico o que ressaltou a reportagem "CFM será obrigado a explicar morte cerebral", publicada pelo signatário em 5/10/2003 na Folha de S.Paulo, que por sua vez comentou no editorial "Diagnóstico difícil", de 12/10/2003. Quatro dias depois, foi a vez do artigo "A morte", de Hélio Schwartsman, articulista do jornal, com as seguintes afirmações:
"Atualmente, a maioria dos países trabalha com a noção de morte encefálica. A idéia aqui é que existe um ponto a partir do qual a destruição das células do tronco cerebral é de tal ordem que o indivíduo, ainda que submetido a suporte ventilatório e cardíaco, não teria mais como recuperar-se, evoluindo necessariamente para o óbito. Pessoalmente, eu concordo com essa tese, mas é forçoso admitir que ela é epistemologicamente problemática. Só saberíamos se a morte é de fato inevitável se esperássemos o paciente morrer, o que não podemos fazer se a nossa meta é utilizar seus órgãos em transplantes. A questão é que, embora falemos em `diagnóstico´ de morte encefálica, na verdade estamos fazendo um `prognóstico´, o qual é, por definição, precário e sujeito a intercorrências. Talvez eu esteja sendo meio radical, mas, para sermos rigorosos, só quem faz diagnósticos em medicina é o legista, e, mesmo assim, nem sempre. Todos os demais médicos trabalham apenas com prognósticos."
Críticas ao protocolo
A reportagem publicada na Folha referiu-se a 40 questões sobre a segurança do protocolo estabelecido pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) por meio da Resolução CFM 1.480, de 1997, elaboradas a partir de pesquisas publicadas em revistas científicas especializadas. Uma interpelação judicial com essas questões, encabeçada pelo advogado Celso Galli Coimbra, de Porto Alegre, teve resposta do CFM em 10/12/2003, que, por sua vez, receberam réplica em 20/04/2004.
Em grande parte dos países são adotados protocolos semelhantes ao do CFM para morte encefálica (termo empregado pelos especialistas em língua portuguesa, mais preciso segundo a concepção de que a falência do tronco encefálico, situado na base do cérebro, acarreta a irreversibilidade do coma). Uma das exceções é o Japão, onde esse procedimento não é obrigatório, como explica o artigo "Reconsidering brain death", de Masahiro Morioka, professor de ética contemporânea da Univesidade Municipal de Osaka. Nesse país, o primeiro transplante de coração só foi feito em 1999, ou seja, 31 anos após o pioneiro, de Barnard.
O "Relatório Harvard" foi contestado por pesquisadores de diversas especialidades. O mais ilustre deles foi Hans Jonas (1903-1993), filósofo alemão que viveu suas últimas décadas nos Estados Unidos. Em seu livro Against the Stream, ele enfatizou que o interesse pela necessidade de captar órgãos, mesmo para salvar vidas, jamais deve interferir na definição de morte:
"Eu sustento que, puro como esse interesse é em si próprio, isto é, o de salvar vidas, sua intrusão na tentativa teórica de definir a morte a torna impura; o Comitê de Harvard nunca deveria ter-se permitido adulterar a pureza de seu exemplo científico seduzindo-o com a expectativa desse benefício extrínseco – embora sumamente atraente." (Hans Jonas, Against the stream: comments on the definition and the redefinition of death. Philosophical essais: From the ancient creed to technological man. Englewwod Cliffs: Prentice Hall, 1974, p. 133. Citado por David Lamb, obra citada abaixo, p. 220.)
Uma crítica de grande repercussão ao "Relatório Harvard" é o artigo "A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968", da epidemiologista Mita Giacomini, professora da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá. Publicado em 1997 na revista Social Science & Medicine, esse estudo ressaltou que prevaleceu na atuação do comitê o ponto de vista de cirurgiões de transplantes – e não o de neurologistas ou neurocirurgiões, que são os especialistas em morte encefálica –, os quais pressionaram pela redução do período entre os testes neurológicos para asseguram melhor condição de órgãos ao serem removidos para transplantes.
Um dos estudos mais recentes favoráveis à revisão dos critérios vigentes de determinação de morte encefálica é "Brain death: too flawed to endure, too ingrained to abandon", publicado em meados de 2007 na revista The Journal of Law, Medicine & Ethics por Robert D. Truog, professor de anestesiologia e de ética médica de Harvard. Em contrapartida, o "Relatório Harvard" foi enfaticamente endossado também em 2007 pelo artigo "The Declaration of Sydney of Human Death", publicado no Journal of Medical Ethics, cujo autor principal é Calixto Machado, presidente do Instituto de Neurologia e Neurocirurgia de Havana, em Cuba.
Na comunidade científica brasileira, o principal contestador desses critérios de morte encefálica é o neurologista Cícero Galli Coimbra – irmão do citado advogado autor da interpelação ao CFM –, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo e um dos 21 autores do livro Finis Vitae, mencionado no editorial do L´Osservatore Romano. Seu estudo "Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death", foi publicado em dezembro de 1999 na Brazilian Journal of Medical and Biological Research, uma revista científica indexada em diversas bases internacionais. O principal foco de sua crítica, assim como de alguns pesquisadores de outros países, é o chamado teste de apnéia, que, segundo eles, pode precipitar a morte do paciente em vez de diagnosticá-la. Desde 1998, Coimbra mantém uma página sobre o assunto no portal da Unifesp.
De acordo com a maior parte dos protocolos em vigor no mundo, esse teste deve ser aplicado após duas séries de testes neurológicos (verificação de pupilas fixas e arreativas expostas à luz e de ausência de reflexos a outras estimulações). O intervalo entre as duas seqüências varia conforme a idade do paciente em coma: a) seis horas a partir de dois anos de idade; b) 12 horas para os de um ano completo a dois anos incompletos; c) 24 horas para os de dois meses completos a um ano incompleto; e d) 48 horas para os de 7 dias completos a dois meses incompletos. O teste de apnéia consiste em ventilar o paciente com oxigênio (O2) durante dez minutos e, em seguida, desconectá-lo do ventilador durante mais dez minutos, durante os quais se deve observar se aparecem movimentos respiratórios. A aplicação desse protocolo não pode ser feita por profissionais envolvidos na captação de órgãos nem em transplantes.
Omissão da imprensa
A Resolução CFM 1.480/1997 estabelece também a obrigatoriedade de "exame complementar que demonstre inequivocadamente a ausência de circulação sangüínea intracraniana ou atividade elétrica cerebral, ou atividade metabólica cerebral". Para isso são usados SPECT (tomografia de emissão de pósitron único), ultra-som transcraniano, ressonância magnética, eletroencefalogramas especials ou angiografia cerebral. Neurologistas ouvidos pela reportagem da Folha de 2003 afirmaram que preferem, por considerar mais seguro, realizar algum exame complementar antes do teste de apnéia, uma vez que o protocolo não prevê a ordem em que os dois procedimentos devem ser executados.
Por outro lado, declarações estarrecedoras em defesa do teste de apnéia por parte de outros neurologistas foram feitas em duas reuniões de uma comissão técnica do CFM realizada em 1998 em São Paulo, conforme mostram as transcrições oficiais de suas gravações, registradas na interpelação judicial de 2003 acima citada. Por exemplo:
"(...) no mundo atual, o custo benefício é uma coisa muito importante. Hoje em dia, o fluxo de dinheiro permeia todas as relações humanas. Então, não só para mitigar o sofrimento do paciente [em coma cerebral], como para mitigar o sofrimento da [sua] família, também mitiga-se o gasto excessivo com o diagnóstico de morte encefálica."
Um dos principais defensores do teste de apnéia, o britânico David Lamb, professor de filosofia da ciência e de bioética da Universidade de Birmingham, tem sido também, por outro lado, um severo crítico de justificações dos critérios de morte encefálica extrínsecas ao bem-estar do paciente. Em uma de suas principais obras, ele afirmou:
"Numa atmosfera de despesas cambaleantes com a saúde e de agências de provisão social consciente dos custos, existe o perigo muito real de que os médicos sejam pressionados do tratamento de pacientes em estados vegetativos e não-cognitivos para outros mais urgentes. Quaisquer debates desse tipo devem ser entendidos como uma questão econômica, ética, política ou legal, o que é diferente da questão fatual de determinar o instante da morte." (David Lamb, Ética, Morte e Morte Encefálica. Tradução de Jorge Curbelo e Rogéria Cristina Dias. São Paulo: Office Editora, 2001, p. 224.)
Além das objeções de ordem ética e religiosa levantadas, a polêmica científica no senso estrito sobre esse assunto persiste, como sugere um recente estudo de revisão bibliográfica "Brain death: Should it be reconsidered?", elaborado por Konstantinos Karakatsanis, professor do Departamento de Medicina Nuclear da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na Grécia. Publicado em agosto pela revista Spinal Cord, que integra as revistas científicas do grupo Nature, o trabalho conclui pela necessidade de abandonar completamente não só o teste de apnéia, mas o próprio conceito de morte encefálica, e de retomar como critério a cessação da atividade cardíaca.
Apesar de tudo o que se tem constatado sobre o sensacionalismo por grande parte da imprensa e de esse assunto ser de grande apelo, o receio de prejuízo para os transplantes tem pesado contra a divulgação, sem falar nos complexos aspectos técnicos e éticos envolvidos. No entanto, apesar de toda a polêmica que há anos se arrasta em torno da matéria e do interesse público que ela envolve, a medicina parece estar precisando de uma séria cobrança da sociedade para proceder a uma solução. A imprensa pode e deve mostrar que essa polêmica existe e confrontar suas posições antagônicas com responsabilidade e independência.
sábado, setembro 13, 2008
EDITORIAL: LULA EM CAMPANHA

LULA E A MÍDIA
O editor mais poderoso da imprensa brasileira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita com freqüência o nome de Getúlio Vargas, mas, quando se trata de lidar com os meios de comunicação, seu mestre deve ser mesmo Jânio Quadros. Jânio, em seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, sempre decidiu quando ocupar as primeiras páginas, ou, no mínimo, ganhar destaque no dia-a-dia. Virava notícia quando deixava a barba crescer. Virava notícia, de novo, quando cortava a barba. Quando pendurou chuteiras na porta de seu gabinete, insinuando a intenção de se aposentar, todos correram para fotografá-las. Nada precisava fazer de importante para ocupar o noticiário. Lula tem-se mostrado igualmente hábil na produção de noticiário sem fato relevante. Quem precisa de fatos, quando é tão fácil ocupar espaço nos jornais e tempo nos meios eletrônicos?
O presidente conseguiu, na primeira semana de setembro, converter num grande evento a primeira extração, ainda experimental, de óleo do campo de Jubarte, como se aquilo fosse o início da exploração dos novas áreas do pré-sal, muito maiores e de acesso muito mais difícil. Para isso, montou-se um espetáculo com ministros, comitiva política e diretores da Petrobras, todos fantasiados com macacões cor de laranja, e criou-se um palco para Lula recitar uma porção de gracinhas.
Numa de suas frases mais citadas, o presidente chamou a Petrobras de "mãe da industrialização do país". A intenção – desfazer o ambiente de briga com a estatal, criado por ele mesmo nas semanas anteriores – era evidente e foi apontado pelos jornais. Mas ninguém se deu ao trabalho de examinar a própria frase, uma besteira histórica. A Petrobras não é mãe de industrialização nenhuma.
Antes dela, o governo havia criado, nos anos 1940, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce e a Fábrica Nacional de Motores. No começo dos anos 1950 foi fundado o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). Na segunda metade dos 50, enquanto a Petrobras mal engatinhava, Juscelino Kubitschek, com seu Plano de Metas, deu enorme impulso à implantação de indústrias, com ênfase especial ao setor automobilístico. Se alguém quiser ir mais longe no tempo, dê um passeio pela Zona Leste de São Paulo e reveja os edifícios de tijolos vermelhos das fábricas do início do século 20.
Sentido da mensagem
Por que os jornalistas deveriam esclarecer esse ponto, em vez de apenas citar o presidente? Por que não, se aceitaram o trabalho de esclarecer a referência da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo?
A disposição da imprensa brasileira de reproduzir passivamente qualquer frase presidencial – ou mesmo ministerial – deve parecer espantosa a quem ainda associa as idéias de notícia e de relevância. Basta um pouco mais de sonoridade. No dia 28 de agosto, no meio de um discurso de 18 páginas, o presidente referiu-se ao petróleo do pré-sal como um prêmio de loteria: "Não é porque tiramos um bilhete premiado que vamos nos deslumbrar e sair por aí gastando", disse Lula.
Quem teve de guiar nas avenidas congestionadas de São Paulo, entre as 18h e 19h daquela quinta-feira, teve de ouvir a declaração pelo menos cinco ou seis vezes, pelo rádio, sempre fora de contexto e sem nenhuma explicação. Aquelas palavras foram reproduzidas como grande notícia nos jornais do dia seguinte, como se o presidente houvesse dito uma frase de importância transcendental.
Por que ele teria dito aquilo? Até aquele dia, o presidente, ministros e governadores haviam discutido a partilha do dinheiro – ainda inexistente – do novo petróleo, e só de fora do governo haviam surgido advertências sobre o risco de gastar antes de ter. Fora de contexto, o palavrório nada significava, mas era apresentado como proclamação de enorme importância.
Fiel à boa disposição de anotar e repetir frases presidenciais, os jornais deram destaque, também no começo de setembro, ao lembrete dirigido por Lula aos governadores: o petróleo do pré-sal, segundo ele, pertence à União, não aos estados. É verdade. Pertence à União, mas a Lei do Petróleo contém regras detalhadas para a distribuição do produto da atividade. O pagamento de royalties a estados e municípios não decorre de uma liberalidade do poder central. É um direito estabelecido em lei.
E aí: qual o sentido da mensagem, se essa lei continua em vigor? Repórteres e editores, no entanto, raramente acrescentam detalhes desse tipo à cobertura, limitando-se, quase sempre, a reproduzir as falas ou trechos das falas de autoridades. Se o leitor quiser saber algo mais sobre o assunto, ou se tiver dúvidas sobre o contexto, problema dele.
O resto é secundário
Durante algumas semanas, a cobertura, é justo reconhecer, deu espaço a discussões sobre a política do pré-sal. Nessa discussão surgiram observações importantes sobre os investimentos necessários à exploração desse petróleo e o problema do financiamento – temas inicialmente negligenciados no falatório presidencial. Mas o governo aparentemente conseguiu impor o seu discurso, produzindo fatos – nem todos importantes – em número suficiente para dominar a cobertura.
Isso não é raro e ocorre não só na área econômica. No caso dos grampos telefônicos, a imprensa tem dado muita importância a detalhes fornecidos por autoridades: o Exército tem equipamento para escuta, o ministro da Justiça apresentou um projeto de lei para aumentar a punição a quem pratica bisbilhotice ilegal, e assim por diante.
Ora, saber quem tem equipamento de escuta não é o mais importante, neste momento. Se o assunto for tecnologia, muitos investigadores particulares, daquele tipo especializado em casos de adultério, em brigas de sócios ou contra-espionagem industrial, poderão dar conferências muito proveitosas. O projeto de uma nova lei também não afeta a questão relevante neste momento.
Uma lei já existe e foi violada. Trata-se de saber quem cometeu o crime de bisbilhotar o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador e quem pode ter sido o mandante ou beneficiário dessa malandragem. O resto é secundário, mas esse resto vem sendo noticiado como se fosse o grande assunto.
Para o governo, e especialmente para os suspeitos, nada mais conveniente: quanto mais se cuidar dos aspectos secundários, tanto melhor.
sexta-feira, setembro 12, 2008
VENEZUELA/ESTADOS UNIDOS: FATOS E VERSÕES
EUA expulsam embaixador venezuelano de Washington
Na noite de quinta, Chávez ameaçou mais uma vez suspender a distribuição de petróleo ao Estados Unidos e ordenou que o embaixador americano, Patrick Duddy, deixasse o país em 72 horas, em um ato de solidariedade com a Bolívia, que também ordenou a expulsão do seu embaixador americano. Além de expulsar o embaixador venezuelano, os EUA responderam nesta manhã também com o bloqueio dos bens
do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários desse país em sua "lista negra" de pessoas envolvidas no tráfico de drogas devido a seu suposto apoio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo McCormack, estas sanções já tinham sido decididas antes e não estão vinculadas com a expulsão do embaixador Álvarez.
Hugo Chávez afirmou que tomará uma ação militar se o presidente da Bolívia Evo Morales for derrubado, após destacar a recente chegada de dois caças-bombardeiros russos à Venezuela. "Se houver uma agressão contra a Venezuela", vinda de Washington, "não haverá petróleo para os norte-americanos", prosseguiu Chávez. "A começar deste momento, o embaixador ianque em Caracas tem 72 horas para deixar a Venezuela", disse Chávez durante um discurso público, na cidade de Carabobo, referindo-se ao embaixador Patrick Duddy. "Basta, ianques", disse Chávez. A porta-voz da embaixada americana, Robin Holzhauer, afirmou que Duddy está há alguns dias nos Estados Unidos, sem dar detalhes sobre o motivo.
Os EUA, por sua vez, declararam nesta quinta-feira o embaixador da Bolívia em Washington como "persona non grata", ou seja, expulsaram o diplomata em retaliação. O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o embaixador americano Philip Goldberg de conspirar junto com a oposição.
O discurso de Chávez, no qual anunciou a expulsão, foi transmitido pela televisão estatal venezuelana. Ele fez o anúncio apenas algumas horas após dizer que seu governo deteve um grupo de ex-oficiais das forças armadas que conspirava para assassiná-lo, com apoio dos EUA. Ele não ofereceu provas das acusações. O governo dos EUA sempre negou as acusações de Chávez, de que Washington apoiou conspirações contra o mandatário da Venezuela. No mês passado, Chávez alertou que Duddy poderia em breve "fazer as malas" após o diplomata ter lamentado que os policiais americanos e venezuelanos não estavam cooperando na luta contra as drogas.
Ligação com as Farc
Os EUA acusaram três membros do governo de Chávez de tráfico de drogas e de armas por ligação com as Farc. Os bens do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários: Hugo Armando Carvajal Barrios, diretor do serviço secreto militar do país sul-americano, e Henry de Jesús Rangel Silva, diretor da polícia secreta Disip. Chacín, que renunciou em 8 de setembro do ano passado, é acusado de ser o principal contato do governo da Venezuela com as Farc em matéria de armas.
Adam Szubin, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano, afirmou em nota que os três "armaram, ajudaram e financiaram as Farc, inclusive enquanto o grupo aterrorizava e seqüestrava inocentes". Além de terem os bens bloqueados, eles estão proibidos de negociar com qualquer americano, efetuar transações comerciais nos EUA.
Chacín é um homem de confiança de Chávez, e apoiou sua tentativa de golpe de Estado em 1992. Quando Chávez chegou ao poder, em 1999, passou a fazer parte da missão venezuelana como observador para as negociações do governo colombiano com as Farc. O Tesouro americano afirmou que o ex-ministro teve vários encontros com líderes da guerrilha, inclusive um deles no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no fim de 2007.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
12 de setembro de 2008
Manchete: Tropas ocupam 5 favelas no início da operação eleitoral
Conflito na Bolívia já tem 8 mortos
Jefferson é denunciado após 3 anos
STF solta chefes de facção em SP após 4 anos
EUA tentam salvar seu 4º banco de investimento
Coação nas escolas de Magé
Molon promete contratar em Saúde, Educação e Trânsito
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Folha de S. Paulo
Manchete: Aprovação de Lula bate recorde histórico
Justiça manda recolher maletas de grampo em poder do governo
Procuradoria acusa Jefferson por escândalo nos Correios
Confronto mata 8 na Bolívia; corte de gás ainda afeta Brasil
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Conflito na Bolívia mata 8 e corta fornecimento de gás
Lula decide por afastamento definitivo do chefe da Abin
Ações sobem com anúncio de novo campo da Petrobras
FGTS para consórcio de imóvel passa no Senado
Jefferson é denunciado no caso que levou ao mensalão
Rio: Tropas para garantir o voto
Notas e Informações: Etanol, fome e colonialismo
Artigo: Além do PIB
Opportunity já perdeu R$ 3,2 bi em dois meses...Especialistas estimam em R$ 3,2 bilhões a perda do Opportunity desde que começou a ação policial contra seu controlador, Daniel Dantas. Para o grupo, o prejuízo é de R$ 2 bilhões. (págs. 1 e A8)
Chávez diz que abortou golpe...
Meninos do tráfico já são 34% na ex-Febem
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Jornal do Brasil
Manchete: Campanha com tropas, mas sem os candidatos
Gás volta ao Brasil. Bolívia está à beira do estado de sítio
Correios: MP indicia Jefferson
Trajeto de trem-bala gera controvérsias e deve ser alterado
Bancada da Saúde vê rombo de R$ 5,5 bi
Alunos ocupam reitoria da UerjCerca de 200 alunos de diversos cursos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) invadiram e ocuparam as instalações da reitoria. O protesto é pela realização de reformas estruturais no campus, incluindo no restaurante universitário. (pág. 1 e Cidade, pág. A18)
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Correio Braziliense
Manchete: O vizinho explosivo: Governo já tem plano para retirar brasileiros da Bolívia
Real sofre maior perda do mundo
Grampos: Brasil, o campeão em escutas autorizadas
Nepotismo: Garibaldi diz que não bancará o 'Justiceiro'
No Rio: Só fuzil garante campanha nos morros
Educação: Escola que atingir meta receberá 14ºProfessores e servidores da rede pública que cumprirem as metas de melhoria do ensino, como redução da repetência e da defasagem idade-série, receberão pagamento extra no fim do ano. Decreto que cria o bônus espera apenas a assinatura do governador. Valores variam de R$ 1,4 mil a R$ 4 mil. (págs. 1 e 25)
Procon vai começar a fechar lojas
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Valor Econômico
Manchete: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito
Mais dinheiro para a oposiçãoBalanço parcial das arrecadações nas eleições municipais mostra que 18 campanhas para prefeito de capitais conseguiram mais de R$ 1 milhão em doações. A oposição ao governo Lula está tendo mais êxito em obter financiamento do que em 2004. Outra novidade é que o apoio da máquina pública em alguma esfera de governo não tem sido fundamental para atrair doadores.Metade do 18 candidatos com campanhas milionárias estão no grupo de oposição a Lula - são quatro candidatos do DEM, três tucanos e dois do PV (o partido pertence à base governista, mas as candidaturas se apóiam em partidos da oposição). Em 2004, quando havia 40 campanhas milionárias, a oposição ao governo Lula era representada por apenas 16 candidatos. Naquele ano, o PT conseguiu sozinho mais de R$ 1 milhão para 13 de seus 22 candidatos em capitais, três a menos do que toda a oposição. Agora, só há três petistas entre as 18 campanhas milionárias, mesmo número do PMDB. Ainda fazem parte da lista campanhas do PR e PMN, além da de Márcio Lacerda (PSB), com um amplo leque de apoio. (págs.1 e A8)
Armando Castelar PinheiroO próprio presidente deveria liderar a mudança de percepção sobre a educação. (págs. 1 e A13)
BC pára de comprar dólar após 11 meses
Pequenas empresas ganham com produtos para petróleo
Requião quer investir R$ 3 bi em ferrovia
No embalo da construção
Mercados desidratados
Expansão dos consórcios
Na ponta do lápisAs promessas de juro zero no financiamento de veículos esconde armadilhas para o consumidor. Simulações feitas a partir de anúncios de concessionárias mostram que o preço pode aumentar até 16% em três anos. (págs. 1, D1 e D2)
Ações da PetrobrasImpulsionadas pela divulgação das estimativas para as reservas do campo de Iara, as ações da Petrobras tiveram fortes altas ontem: as ON subiram 10,22% e as PN, 9,48. O grande movimento com ações da estatal na quarta-feira levou a CVM a investigar possível uso de informação privilegiada. (págs. 1 e D2)
União Européia reduz meta para utilização de biocombustíveis (págs. 1 e B13)
Imigrantes brasileiros serão alvo de políticas públicas do governo (pág.1)
Idéias - Marcel Pereira'Estouro' da bolha acionária na China deixou marcas ainda encobertas na economia mundial. (págs.1 e A12)
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Gazeta Mercantil
Manchete: corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor
Bovespa fecha em forte alta e dólar rompe nível de R$ 1,80
Sediar a Copa 2014 custará R$ 100 bi
Bens de executivos em risco
Embarque de arroz
Balanço
Linha de transmissão vai a leilãoDentro de 50 dias será realizado leilão de concessão das linhas de transmissão para transportar os 6,5 mil megawatts das usinas de Santo Antônio e Jirau por extensão de 5,5 mil quilômetros até Araraquara (SP). (págs. 1 e C10)
Varejo cresce na venda de seguro
Carros da China e Ásia no Brasil
Opinião: Márcio Artur Laurelli Cypriano
Opinião: Klaus Kleber
Bancos americanos valem US$ 700 bilhões menos
Pela continuidade
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
quinta-feira, setembro 11, 2008
BRASIL: TECNOLOGIA COM POUCOS RECURSOS
Brasil fica para trás na corrida por inovações
PEQUIM - O Brasil perde espaço em inovação tecnológica e o País usa mal seus recursos destinados à ciência. Em seu levantamento anual, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) aponta que, entre 2004 e 2005, o número de patentes pedidas no País caiu 13,8%, enquanto em praticamente todo o mundo aumentou. Hoje, um quarto de toda a tecnologia disponível no planeta já está nas mãos de apenas três países asiáticos: China, Japão e Coréia do Sul. Os dados de 2005 são os últimos disponíveis para todo o mundo e, na avaliação da entidade ligada à ONU, são um espelho dos avanços tecnológicos de um país. Em 2005, 600 mil patentes foram dadas a empresas e universidades em todo o mundo. Mas a concentração é grande: 74% delas estão no Japão, Estados Unidos, China, Coréia e Europa. O caso mais impressionante é o da China. Entre 2004 e 2005, Pequim observou um aumento de 33% nas patentes registradas no país. Para a OMPI, isso prova que a China não seria mais apenas o país da pirataria, mas também tenta desenvolver sua tecnologia. Em apenas dez anos, o número de patentes registradas se multiplicou por dez na China.Um dos dados mais relevantes é o fato de que o crescimento é baseado nos pedidos das próprias empresas chinesas. Entre 2004 e 2005, o número de solicitações ao escritório de patentes de Pequim aumentou 42%, ante uma média mundial de 6,6% e até uma redução no Brasil. Na avaliação da entidade com sede em Genebra, os números refletem as políticas do governo chinês de transformar o país em um centro de tecnologia, e não apenas de montagem de produtos elaborados no exterior.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
JAMIL CHADE - Agencia Estado
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
11 de setembro de 2008
Manchete: Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil
PIB vai a 6,1%; BC, dividido, sobe juros
Delegado mentiu à CPI sobre Abin
Nova descoberta no pré-sal quase dobra reservas (págs. 1 e 34)
Tropas iniciam operação eleição
Detro tirou das ruas 14 mil vans piratas
Eleições 2008 - ' É necessário conter as favelas'
Eleições 2008 - Candidatos insistem em ocultar doadores
Eleições 2008 - Alckmin é forçado a trocar de publicitário
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Folha de S. Paulo
Manchete: PIB cresce 6% com investimento recorde
Governo afirma que vai exigir diesel mais limpo em 2009
Dividido, BC sobe juro em 0,75% ponto(págs. 1 e B7)
Artigo: Paulo Nogueira Batista Jr.
Justiça bloqueia fundo de Dantas
Atentado na Bolívia afeta gás no Brasil
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Investimento puxa alta de 6,1% no PIB
BC racha, mas juro sobre 0,75 ponto...
Notas e informações: Crescimento firme
Oposição boliviana explode gasoduto
Petrobras tem novo supercampo...
Tecnologia: Brasil fica para trás em inovação (págs. 1 e A23)
R$ 545 milhões bloqueados no Opportunity
No PSDB, 'fogo amigo' acirra crise (págs. 1 e A16)
Protógenes usou 52 agentes da Abin...
'Tropa de choque' do PCC é solta por decisão do STF
Artigo: Pesquisa na internet
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Jornal do Brasil
Manchete: Chegam ao Rio 3.500 soldados para eleição
Economia cresce 6% no semestre. E BC impõe mais juros
Pré-sal tem mais um megacampo
Ataque reduz 10% do gás da Bolívia que chega ao BrasilA explosão de um gasoduto boliviano vai reduzir em 10% (ou 3 milhões de metros cúbicos por dia) o envio de gás ao Brasil durante 15 a 20 dias. O presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, acusando-o de "buscar a divisão da Bolívia". (págs. 1 e Economia A22)
Grampo leva PF a investigar PF
Candidatos poupam Cesar no esporte
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Correio Braziliense
Manchete: Agora, sim...o espetáculo do crescimento
Araponga teve acesso a papéis secretos em operação da PF
No Senado: Pizza à Efraim sai do forno
Explosão corta gás boliviano (págs. 1, 30 e 31)
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Valor Econômico
Manchete: Demanda interna no país já cresce em ritmo chinês
Lula tenta mediar conflito na BolíviaUm trecho do gasoduto boliviano que traz gás ao Brasil foi danificado ontem por uma explosão. Segundo o governo do presidente Evo Morales, a explosão - provocada por grupos radicais de oposição que nos últimos dias intensificaram os protestos em vários pontos do país - poderá levar a uma redução de 10% no fornecimento ao mercado brasileiro.O presidente Lula, por meio do Itamaraty, ofereceu ajuda para tentar uma aproximação entre os dois lados, mas nem governo nem oposição se mostraram abertos a uma mediação. Autoridades brasileiras acreditam que a tensão vai prosseguir nos próximos dias.O presidente interino da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez, disse que "o atentado terrorista" provocará redução de 3 milhões de metros cúbicos por dia no fluxo de gás ao Brasil. A Bolívia produz 40 milhões metros cúbicos diários, dos quais 30 milhões são destinados ao Brasil – entre 6 e 7 milhões vão para o mercado interno e o resto para a Argentina. Segundo Ramírez, o governo levará 20 dias para reparar a tubulação.Apesar de Evo Morales ter denunciado os protestos como "o início de um golpe de Estado", nem autoridades brasileiras nem analistas na Bolívia corroboram essa tese. Há, sim, uma falência político-institucional do país. Sem Congresso e Judiciário operantes, parte da oposição viu as ruas como a melhor forma de pressionar Morales a negociar. (págs. 1 e A11)
Lula quer vice do PMDB para Dilma
Pré-sal
STJ restringe grampos
Inércia de Congresso pode levar ao desaparecimento de 57 municípios (págs. 1 e A9)
Investimentos em aço somam US$ 64 bi
Justiça bloqueia fazenda e garante dívidas da Vasp
Gargalo logístico
Indústria química
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Gazeta Mercantil
Manchete: PIB em alta e descoberta no pré-sal reanimam a semana
Copom eleva juros e dólar recupera perdas
Bolívia reduz fornecimento de gás ao Brasil
Company é da Brascan por R$ 200 milhõesApós a queda generalizada das ações das companhias do mercado imobiliário listadas na Bovespa, ficou muito mais fácil comprar empresas do setor. Em menos de 90 dias, quatro grandes negócios foram fechados, num movimento de mais de R$ 3 bilhões. Ontem, a Brascan Residential Properties desembolsou R$ 200 milhões para adquirir a incorporadora paulista Company, numa negociação que envolveu também 76,9 milhões de ações. Em junho, a Cyrela comprou o controle da Agra por R$ 1,5 bilhão. Logo em seguida, foi a vez da Brasil Brokers abocanhar 51% do braço imobiliário da Abyara, por R$ 250 milhões. A surpresa do setor, no entanto, foi a aquisição da Tenda pela Gafisa, que investiu R$ 990 milhões no negócio. O processo de fusões e aquisições do setor tem sido apontado por analistas de mercado como uma saída para a sobrevivência de algumas companhias que abriram o capital, nos últimos dois anos, mas que não vão conseguir atravessar a volatilidade desse mar turbulento. Entre dezembro de 2007 e setembro deste ano, 22 companhias do segmento perderam R$ 20 bilhões em valor de mercado. A todo momento, o mercado escolhe uma empresa como bola da vez para ser negociada, algumas com problemas de caixa, outras para racionalização de custos, ampliação geográfica, ou simplesmente por ser um bom negócio. Desta vez, a escolhida foi a Company, que já havia negociado com a Cyrela e a Helbor. (págs. 1 e C7)
Pão continua caro, apesar da queda do trigo
Mercado imobiliário: caderno valoriza setor em crescimento
Opinião: Rodrigo da Rocha Loures
GDF-suez estréia em eólica no país
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