PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, outubro 07, 2009

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

07 de outubro de 2009

O Globo

Manchete: Enem adiará até concursos da Receita Federal e do IBGE

Com reforço de segurança, novas provas serão em 5 e 6 de dezembro

O Ministério da Educação remarcou para os dias 5 e 6 de dezembro as provas do Enem. Uma força-tarefa com os Correios e a Policia Federal tentará garantir a segurança do exame, depois do vazamento das primeiras provas. A nova data vai adiar vestibulares de pelo menos seis universidades federais e seis estaduais. UFR e Uerj já adiaram a segunda fase dos seus exames. Dois grandes concursos públicos, o do IBGE e o da Receita, serão atrasados. O MEC apressará a correção do Enem para que os resultados possam ser usados no processo seletivo das universidades. Investigação da PF mostra que o primeiro caderno de provas saiu da gráfica Plural na cueca de um dos contratados pela empresa Cetro, integrante do consórcio responsável pelo exame. Para a PF, o vazamento foi obra de amadores. (págs. 1, 3 e 4)

O novíssimo movimento estudantil

Grupo que protestou contra adiamento do Enem rejeita filiação partidária, UNE e Ubes

Nascido há seis dias em colégios particulares da Zona Sul do Rio, um novíssimo movimento estudantil deu cara às manifestações contra a fraude no Enem: Nove (Nova Organização Voluntária Estudantil). Ao saber do adiamento da prova, os estudantes combinaram - pelo Orkut e pelo MSN - o protesto no MEC. Mas a Nove rejeita o movimento estudantil tradicional, ligado a partidos e comandado por UNE e Ubes. "Somos apartidários. A maioria dos movimentos se perde porque deve a algum governo ou partido. E deixa de representar os estudantes", afirma Pedro Lontra, aluno do Notre Dame. Para não ser chamado de elitista, o grupo recusou a proposta de fazer a passeata em Ipanema. "Não queremos ser Zona Sul, é maior que isso", diz Carol de Lamare, do Santo Inácio. (págs. 1 e 4)

Foto legenda: Participantes da Nove (Nova Organização Voluntária Estudantil), que promoveu no Rio os protestos contra o adiamento do Enem: comunicação rápida e ação mais ainda

Tudo pela propaganda

Campanha sobre desaparecidos é criticada

O governo está gastando R$ 13 milhões para pedir à sociedade Informações sobre desaparecidos. O Tortura Nunca Mais diz que é "encenação", pois o próprio governo não abriu seus arquivos. (págs. 1 e 9)

Segurança do Galeão é falha

Estacionamento sob terminal 1 favoreceria terrorismo

Apesar de a candidatura do Rio ter sido a vencedora para 2016, o governo do estado admite que o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) não está adequado nem mesmo com relação à segurança das instalações. "Existe a questão do estacionamento embaixo do terminal 1. Um carro-bomba ali explode o terminal inteiro", afirmou o secretário da Casa Civil, Régis Fitchner. Para o estado, a privatização é fundamental para melhorar o aeroporto. (págs. 1, 12 e 14 e editorial "Erro a evitar")

Paes e ministro defendem condenado pelo TCU (págs. 1 e 14)

Foto legenda: Os elevadores estão desativados para obras que não têm fim no terminal 1 do aeroporto internacional

Hackers atacam 30 mil pelo Gmail

O Gmail, serviço de correio eletrônico do Google, foi alvo de um ataque de hackers, que teriam usado sites e endereços falsos para tentar obter informações dos usuários, como dados bancários ou senhas de contas na internet. Mais de 30 mil tiveram seus dados revelados. Na véspera, o Hotmail, da Microsoft, sofrera ataque semelhante. (págs. 1 e 28)

Comércio testa crise no Dia da Criança

Em seu primeiro teste após o auge da crise global, o comércio está otimista em relação ao Dia da Criança. Pesquisa da Fecomércio-RJ mostra que o carioca gastará 15% mais do que em 2008. A indústria terá vendas 12% maiores. (págs. 1 e 23)

Lula descarta desmatamento zero no país

O presidente Lula disse ser impossível cumprir a meta de desmatamento zero sugerida pelo Greenpeace. Os europeus elogiaram o plano brasileiro de reduzir a derrubada em até 80%. (págs. 1 e 8)

Justiça manda MST sair de laranjal em SP

A Justiça mandou o MST desocupar a fazenda que invadiu em SP, na qual foram destruídos 7 mil pés de laranja. A propriedade é da Cutrale, maior doadora da campanha de Lula à reeleição em 2006. (págs. 1 e 8)

Uganda prende ruandês mentor de massacre (págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Oferta de ações do Santander do Brasil bate recorde do ano

Banco pode obter até R$ 14 bi com venda de papéis e deve se aproximar do Bradesco em valor de mercado

O Santander, quarto maior banco brasileiro, concluiu a maior captação de recursos deste ano no pais com a venda de novas ações.

A instituição já obteve R$ 12,3 bilhões. Se confirmada a previsão de captar R$ 14,1 bilhões, a venda vai superar a abertura de capital da construtora chinesa CSCEC (R$ 12,8 bilhões) e ser a maior do mundo em 2009.

As ações do banco estreiam hoje nas Bolsas de São Paulo e de Nova York, em meio a grande expectativa entre os investidores. (págs. 1 e B1)

Enem será em 5 e 6 de dezembro; Unicamp desiste de utilizar nota

A prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi marcada para o fim de semana de 5 e 6 de dezembro. Ela deveria ter sido feita no fim de semana passado, mas foi adiada em razão de vazamento. A data coincide com mais de 30 processos seletivos de faculdades do país.

Alegando falta de tempo, a Unicamp já desistiu de usar a nota do Enem no vestibular. A USP, que decidirá sobre o assunto hoje, também deve desistir. Outras universidades, como Metodista e UnB, mudarão seus processos seletivos para não coincidir com a data do Enem.(págs. 1 e Cotidiano)

Foto legenda: Cortina de fumaça

Ativistas são alvo de gás lacrimogêneo em Istambul, em protesto anti-FMI em que cem pessoas foram presas; na reunião do Fundo, europeus vetaram pedido de mais poder a emergentes (págs. 1 e B6)

Para governo, MST fez ação 'grotesca' ao atacar laranjal

O ministro Guilherme Cassei (Desenvolvimento Agrário) definiu como "grotesca" a destruição de laranjal em fazenda invadida pelo MST em raras (SP) e disse que o ato deve atrasar a atualização de dados de produtividade da reforma agrária, pedido dos sem-terra.

A Justiça ordenou reintegração de posse da fazenda, onde estão 250 famílias, à empresa Cutrale. (págs. 1 e A4)

Foto legenda: Abra o nariz e feche os olhos

Clayton Mathiason, 3, recebe spray nasal com vacina contra o vírus H1N1, no início da campanha de vacinação contra a gripe suína nos EUA; no Brasil, medicamento está em fase de produção no Instituto Butantan, e sua aplicação está prevista para 2010 (págs. 1 e C6)

Fundação da USP paga R$ 400 mil a loja de caça e pesca

A Fundação Vanzolini, ligada à USP, pagou R$ 400 mil a empresa que vende artigos de caça e pesca, uma das 21 investigadas pela Promotoria sob a suspeita de serem usadas por funcionários da fundação para desviar R$ 5,4 milhões. A fundação diz que detectou o desvio e mudou procedimentos. (págs. 1 e C10)

Rival de Chávez quer que Lula atue contra perseguição

Um dos líderes da oposição na Venezuela, o governador do distrito de Caracas, Antonio Ledezma, defendeu em São Paulo que o governo Lula e a oposição pressionem o presidente Hugo Chávez a abandonar a perseguição a oponentes. "Por um Natal sem presos políticos", pregou. (págs. 1 e A12)

Brasil negociará com golpistas, diz embaixador

O embaixador do Brasil na OEA, Ruy Casaes, disse em entrevista a Sérgio Dávila que o país quer a volta de Manuel Zelaya ao poder em Honduras, mas é contra estender o mandato do presidente deposto. Para Casaes, o governo golpista "não deixa de ser um ator; temos de conversar com ele". (págs. 1 e A11)

Editoriais

Leia "Festa dos nanicos", sobre legislação eleitoral; e "Prioridade à propaganda", acerca de gastos de Kassab. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Nova data definida para o Enem atrapalha vestibulares

Marcada para 5 e 6 de dezembro, prova vai coincidir com outros exames

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será feito nos dias 5 e 6 de dezembro. Com isso o uso da nota em universidades públicas paulistas se torna difícil. O Enem não deverá contar pontos ao menos na primeira fase da Fuvest, que seleciona para a USP. A Unicamp já anunciou que deixará de adotar a nota por causa do adiamento do exame, causado pelo vazamento da prova, revelado pelo Estado na semana passada. Para USP, Unicamp e Unesp, o Enem equivale a até 20% da nota para a maioria dos alunos. Das federais cujo vestibular coincidirá com o Enem, a de Brasília mudou a data (12 e 13 de dezembro) e duas outras ainda não decidiram o que fazer. Com o adiamento do Enem, o Ministério da Educação prorrogou o prazo para alunos que quiserem mudar a cidade em que farão a prova. (págs. 1 e A15)

Esquema do furto foi simples

A Polícia Federal concluiu que o furto das provas do Enem na gráfica responsável não exigiu nenhum esquema sofisticado. Um dos indiciados levou o exame na cueca; o outro, enrolado numa blusa. Nenhum dos dois foi revistado. (págs. 1 e A16)

Debate Estadão: Candidatos a reitor querem desburocratizar gestão da USP

Em debate no auditório do Grupo Estado, ontem, os oito candidatos a reitor da USP mostraram consenso sobre a necessidade de uma gestão mais democrática e menos burocrática. Além disso, eles consideram necessário ampliar a representatividade de seu conjunto de professores, funcionários e estudantes, para torná-la capaz de dialogar com a sociedade e influenciar na formulação de políticas públicas. (págs. 1, A18 e A19)

Governo estuda mudar tributação sobre fundos

O governo estuda mudar a tributação dos fundos de investimento para torná-las mais atraentes. A ideia é que o Imposto de Renda sobre o rendimento incida só uma vez por ano. Hoje, é pago a cada semestre. Os fundos defendiam mudanças por causa da concorrência da poupança - em setembro, a captação líquida das cadernetas foi de R$ 3,51 bilhões, segunda maior do ano. (págs. 1, B1 e B3)

Foto legenda: Istambul: protestos contra o FMI

Manifestantes tentam fugir de gás lacrimogêneo lançado por policiais durante protesto contra a assembleia conjunta do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Istambul, na Turquia. Uma pessoa morreu e 100 foram presas. Na avaliação do FMI e do Bird, os países emergentes terão de continuar puxando a economia global, relata o enviado especial Rolf Kuntz. (págs. 1 e B8)

MST saqueia fazenda em SP e derruba 7 mil pés de laranja

Integrantes do MST são acusados de roubar laranjas e equipamentos da Fazenda Santo Henrique, da Cutrale, em Borebi (SP). Os militantes, que invadiram a área em setembro, usaram tratores da empresa para destruir 7 mil pés de laranja. A Cutrale obteve liminar de reintegração de posse. (págs. 1 e A5)

Olimpíada Análises: Roberto DaMatta: Ideal olímpico

Estaremos atentos a essa transformação do Rio real num Rio olímpico, platônico, onde o belo e o bom corram juntos. (págs. 1 e D14)

Marcos Sá Corrêa: Recorde verde

A promessa é plantar 24 milhões de árvores no Rio. Parece demais. E tudo o que é demais, aqui, acaba sendo de menos. (págs. 1 e A20)

Infância: Prostituição para comprar celular

Telefone é o item mais adquirido pelas meninas, mostra pesquisa. (págs. 1, C1 e C3)

Honduras: Tensão marca chegada da OEA

Governo não publica revogação de estado de sítio e encerra ano escolar. (págs. 1 e A9)

Agrícola

Cortadores de cana trocam os facões pelas colhedoras computadorizadas. (pág. 1)

Notas e Informações: A discussão que interessa já

O que precisa ser discutido são as ameaças contidas em medidas adotadas pelo governo, como o aumento dos vencimentos do funcionalismo e dos benefícios previdenciários. (págs. 1 e A3)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, outubro 06, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] 2016 = 9 (fora)

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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DUOPÓLIO/CARTÃO DE CRÉDITO [In:] ''ISTO TEM PREÇO'' II

Promessa de competição no mercado de cartões

Valor Econômico - 05/10/2009

Depois de dois anos de estudos e negociações, o governo e o setor de cartões de crédito fecharam acordo na semana passada para abrir esse mercado à concorrência. As primeiras medidas vão na direção da autorregulação e serão complementadas por mudanças legais a serem propostas ao Congresso Nacional nos próximos meses. As iniciativas anunciadas já trarão mudanças profundas em relação ao estágio atual da estrutura da indústria de cartões no país, mas ainda será preciso avançar mais do ponto de vista institucional.

O mercado brasileiro de cartões de crédito é pujante. Tem crescido junto com o processo de estabilização da economia, iniciado em julho de 1994 com o lançamento do Plano Real. Em 1995, havia apenas 14 milhões de cartões de crédito no Brasil. Em 2008, o mercado expandiu para 124 milhões. O valor das transações também tem aumentado de forma exponencial - passaram de R$ 21 bilhões para R$ 215 bilhões no período mencionado, ou seja, cresceram dez vezes.

Por uma anomalia inexplicável, esse imenso mercado não é regulado por nenhum órgão público. Em tese, como o cartão de crédito é um instrumento de pagamento, o setor deveria ser acompanhado e fiscalizado pelo Banco Central (BC), responsável, de acordo com a Lei nº 4.595, pela regulação dos sistemas de pagamentos. A tendência é que, ao tratar do assunto no Congresso, o governo proponha que o setor seja regulado pelo Banco Central.

As autoridades optaram por deixar, para debate no Legislativo, outros três aspectos do mercado de cartões de crédito. Um deles é a possibilidade de o lojista oferecer desconto ao consumidor no pagamento de compras com cheque ou dinheiro. Atualmente, isso é proibido, embora ocorra na prática. Em alguns países, o desconto é possível, mas não é praticado. No fundo, a possibilidade legal existe para estimular a concorrência entre as administradoras de cartões. O objetivo é reduzir os custos de transação nessa modalidade de pagamento.

Outro tema que será debatido no Congresso é a obrigatoriedade de segregação das informações por parte das empresas processadoras de cartões de crédito. Este tema é peça fundamental para o ambiente concorrencial que se pretende instaurar no país a partir das mudanças anunciadas na quinta-feira passada. Naquele dia, ficou acertado que não haverá mais exclusividade no credenciamento de lojistas.

O governo acredita que a abertura do credenciamento provocará uma explosão no mercado de cartões. Os bancos, por exemplo, passarão a ter interesse em atuar nesse segmento para explorar o mercado de recebíveis dos lojistas. Ocorre que, mesmo com a abertura e o aumento da concorrência, o setor deverá conviver durante um bom tempo com as processadoras existentes hoje. O problema é que essas empresas pertencem a poucos bancos.

Para que a abertura do setor tenha êxito, portanto, será crucial estabelecer uma legislação que assegure, por parte das processadoras, a segregação das informações dos credenciadores. Se isso não for feito, os dados das carteiras poderão ser disponibilizados aos bancos proprietários das empresas processadoras, desestimulando o florescimento do mercado de credenciamento. A questão é complexa e, por essa razão, precisa ser discutida no foro adequado - o Congresso Nacional.

Um terceiro tema a ser tratado no parlamento é o fim da verticalização, ou seja, a proibição de que uma empresa domine as atividades de credenciamento, processamento e compensação das operações de cartão de crédito, como ocorre hoje no Brasil nos casos da Redecard, Visanet, American Express e Hipercard. Foi desse domínio que surgiu o oligopólio no setor.

A indústria brasileira de cartões de crédito, segundo indicam os números, é eficiente. Falta-lhe, no entanto, um ambiente de competição. Os lojistas reclamam de custos elevados na operação com os cartões e os consumidores, de tarifas e taxas de juros altíssimas. Essa é uma falha que só agora começou a ser efetivamente combatida, a partir das iniciativas tomadas há poucos dias.

DUOPÓLIO/CARTÃO DE CRÉDITO [In:] ISTO TEM ''PREÇO"...

Ainda o duopólio

Folha de S. Paulo - 05/10/2009


SÃO TÍMIDAS , a julgar pelo noticiário, as propostas do governo federal para ampliar a concorrência nos cartões de crédito. Há anos esse segmento permanece dominado pela VisaNet e a Redecard, que detêm, juntas, aproximadamente 90% do setor de cartões de crédito e 100% dos negócios com cartões de débito.
Além dessa excepcional e injustificável concentração de mercado, as duas operadoras são controladas por quatro dos maiores bancos do país. A situação obviamente viabiliza a apropriação privilegiada de ganhos com operações financeiras derivadas dos cartões. Favorece, ainda, a venda de pacotes de serviços casados -imposição, ao cliente, de aquisição de outros produtos na compra de determinado serviço -, em claro desrespeito ao Código do Consumidor.
O governo pretende eliminar a exclusividade de credenciamento de lojistas, proibir as vendas casadas e determinar o uso de terminais que trabalhem com todas as bandeiras de cartão.
É pouco provável que tais medidas mudem de forma significativa o padrão de ganhos privilegiados das companhias. A abertura do credenciamento a outras instituições já havia sido anunciada espontaneamente pelas empresas. Já a substituição dos terminais acarretará custos adicionais, que tenderão a ser repassados aos lojistas e consumidores. Seus apoiadores dizem, no entanto, que em longo prazo a unificação do aparelho redundará em ganhos de eficiência.
A política para a indústria de cartões de crédito precisa incorporar incentivos explícitos à entrada de concorrentes nas várias etapas do serviço, além de coibir práticas abusivas -como a imposição aos lojistas de um prazo de 30 dias entre a data da venda e o respectivo recebimento, contra dois dias em outros países. Do contrário, consumidores e lojistas continuarão arcando com os extraordinários lucros do setor.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

06 de outubro de 2009

O Globo

Manchete: Estudo mostra que classe média encolheu em 2008

Só houve crescimento na faixa da população que ganha até R$ 635

A classe média parou de crescer e até encolheu em 2008, após três anos de expansão. A conclusão é de um estudo do economista Waldir Quadros, da Unicamp, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. A alta classe média, com renda per capita a partir de R$ 3.177 e que reúne, entre outros, professores universitários, médicos, arquitetos, caiu de 5,7% para 5,1% entre os brasileiros ocupados com renda. A média classe média, com renda entre R$ 1.588 e R$ 3.177, é formada por técnicos e professores do ensino médio, por exemplo, recuou de 9,6% para 9,2%. A baixa classe média dos professores primários, balconistas e auxiliares de escritório, com renda entre R$ 635 e R$ 1.588, caiu de 30,6% para 29,8%. A exceção é a massa trabalhadora, que ganha até R$ 635 e avançou de 34,3% para 35%. "Temos uma economia de baixo conteúdo tecnológico, que cria empregos de baixa remuneração", diz Quadros. (págs. 1 e 19)

Brasil não tem força para subir em ranking da ONU

Apesar da melhora na renda, o Brasil manteve a 75ª posição no ranking do índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. E continua a ser o sétimo país mais desigual do mundo, com mortalidade infantil preocupante. Novos países pesquisados, como Andorra e Liechtenstein, estão à frente do Brasil. Rússia e China subiram no ranking. (págs. 1, 19 e 20)

Enem atrasará até ano letivo de 2010

Três são indiciados pelo vazamento da prova e dizem que segurança na gráfica era muito frágil

O adiamento do Enem provocará um efeito cascata atrasando vestibulares em todo o país e até o início das aulas nas universidades federais, em 2010. Após reunião com reitores, o MEC informou que as provas devem ser marcadas para o último fim de semana de novembro ou o primeiro de dezembro. Universidades que atrelaram seus processos seletivos ao Enem e marcaram vestibulares para novembro terão de esperar. Reitores já se dizem dispostos a postergar em até 15 dias o início das matrículas e do ano letivo. Em SP, a PF indiciou três conferentes que trabalhavam na gráfica Plural por uma empresa terceirizada. Eles disseram que a segurança no local era frágil. "Era uma festa, uma bagunça. Entravam e saiam grupos de 30, 40 pessoas sem revista", disse a advogada de um deles. (págs. 1 e 3)

Foto legenda: Indignação nas ruas: estudantes fazem na Cinelândia o terceiro protesto contra o adiamento do exame. Para eles, caso reflete caos na educação

2016: Rio planeja mais 30 hotéis

Nas contas de Cabral, investimento maior que Pequim

Para dobrar o número de quartos para as Olimpíadas de 2016, o Sindicato da Construção Civil diz ter capacidade de construir até 30 hotéis no Rio. A prefeitura já deu licença para 17 novos empreendimentos. Só com a repercussão internacional da eleição do Rio como cidade-sede dos jogos, o setor turístico prevê um aumento de 10% no número de visitantes. O governador Sérgio Cabral anunciou ontem que o estado receberá US$ 50 bilhões (cerca de R$ 90 bilhões) entre os próximos três e cinco anos. O valor surpreende, pois a China. sem qualquer infraestrutura, precisou investir menos: US$ 43 bilhões. (págs. 1, 10 a 15 e Luiz Garcia)

Condenado pelo TCU integra comitê da Rio 2016 (págs. 1 e 14)

Dar prioridade à Barra é um erro, diz urbanista (págs. 1 e 12)

Honduras suspende estado de sítio

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, revogou o estado de sítio e pediu punição aos responsáveis por tirar Zelaya do país em junho. Três estudantes ocuparam por 7 horas a embaixada brasileira em Caracas, pedindo a mediação de Lula junto ao governo Chávez. (págs. 1, 26 e editorial "Descompressão")

A vez do supositório-bomba

Um terrorista suicida realizou um atentado na Arábia Saudita utilizando explosivos que foram introduzidos em seu corpo na forma de um supositório. O novo tipo de ataque é difícil de ser detectado e já preocupa as autoridades. (págs. 1 e 27)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Receita aperta fiscalização sobre o IR da classe média

Fraudes em deduções já renderam multas superiores a R$ 400 mil

A Receita apertou o cerco contra fraudes em deduções do Imposto de Renda, praticadas sobretudo pela classe média, informa Leonardo Souza. As primeiras autuações ficaram em cerca de R$ 150 mil por contribuinte.

A ação começou por Brasília, onde já foram autuadas aproximadamente 700 pessoas. Depois, foi estendida a vários Estados. Documentos obtidos pela Folha mostram casos de multas superiores a R$ 400 mil. (págs. 1 e B1)

Polícia Federal e Correios vão dar apoio ao Enem

O novo Enem será realizado por força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), que substituem o consórcio Connasel. O Ministério da Educação anunciou rompimento do contrato por causa do vazamento da prova.

Haverá apoio dos Correios, da Força Nacional de Segurança e da PF. A previsão é que os 4,1 milhões de estudantes façam a prova na última semana de novembro ou na primeira de dezembro. Universidades admitem atrasar em 15 dias o próximo ano letivo. (págs. 1 e C1)

Foto legenda: Estudantes fazem manifestação na antiga sede do MEC, no centro do Rio, contra fraude no Enem, que obrigou prova a ser adiada

Golpista admite devolver a Presidência a Zelaya

Às vésperas da chegada de chanceleres da OEA a Honduras, o líder golpista Roberto Micheletti já admite devolver o poder a Manuel Zelaya, deposto em junho.

Micheletti disse que aceita negociar a volta de Zelaya após a eleição marcada para novembro e revogou decreto que tolhia liberdades. O deposto quer estender seu mandato para compensar o tempo perdido, relata Fabiano Maisonnave. (págs. 1 e A12)

Foto legenda: Vaca engajada

Manifestante ordenha leite e atinge policial em protesto contra a queda do preço do produto, em Bruxelas; em visita à cidade, sede da Comissão Europeia, Lula pediu investimentos no Brasil (págs. 1 e B3)

PT contraria Lula e decide por 'construção' de candidato em SP

O PT paulista decidiu "construir" candidato próprio ao governo do Estado em 2010, contrariando os interesses do presidente Lula, que já manifestou o desejo de ver Ciro Gomes (PSB) ser apoiado pelos petistas.

"Não temos que fechar a porta, mas acho que o PSB nunca fez caminho de flores para nós", afirmou a ex-prefeita Marta Suplicy. (págs. 1 e A4)

Lula sugeriu a Aécio Neves que não seja vice na chapa de Serra, relata o Painel. (págs. 1 e A4)

Nova lei eleitoral cria brecha para doações sindicais

A nova lei eleitoral criou uma brecha que permite a sindicatos, hoje proibidos de doar, colaborarem com campanhas via cooperativas que eles, na prática, controlam, informa Fábio Zanini.

A cooperativa que não receber verba pública poderá doar. Sindicalistas defendem doação direta. (págs. 1 e A6)

Editoriais

Leia "Ir, vir, migrar", que comenta relatório de órgão da ONU; e "Campeonato da inépcia", sobre o Congresso. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Pressão faz Honduras sustar estado de sítio

Normalidade era condição de Zelaya para negociar fim da crise

O governo de facto de Honduras anunciou a revogação do decreto que instaurou o estado de sítio desde o dia 26, informa a enviada especial Denise Chrispim Marin. O recuo se deu em meio a intensa pressão externa e a sinais de discordância entre simpatizantes do regime, por causa dos efeitos da suspensão das liberdades individuais. O fim do estado de sítio era condição do presidente deposto, Manuel Zelaya, para a tentativa de diálogo que a Organização dos Estados Americanos pretende mediar nesta semana. Na Turquia, o FMI e o Banco Mundial, que reconhecem só o governo de Zelaya, informaram que Honduras receberá ajuda assim que a situação se normalizar, relata o enviado especial Rolf Kuntz. (págs. 1 e A9 a A12)

Frase
“(A volta de Zelaya ao poder em Honduras) é uma questão para o diálogo”
Roberto Micheletti
Presidente de facto

MEC estuda marcar Enem para o início de dezembro

A nova prova do Enem deve ser aplicada na último fim de semana de novembro (28 e 29) ou no primeiro de dezembro (5 e 6). Para o MEC, essas datas são as que menos prejudicariam a participação de candidatos em vestibulares de universidades públicas. Universidades federais admitiram adiar o início das aulas em 2010 para poder usar a nota do Enem. (págs. 1, A15 e A16)

Foto legenda: Reação - Estudantes se concentram no Palácio Capanema, sede do Mec no Rio, ao fim de passeata contra o vazamento da prova do Enem; mais três foram indiciados pela fraude

Debate Estadão: Evento reúne os candidatos a reitor da USP

O Estado promove hoje, às 10h30, debate entre os 8 candidatos à reitoria da USP, com transmissão pela TV Estadão (estadao.com.br). (págs. 1 e A16)

Varejo já vende em até 17 prestações 'sem juros'

Nunca as lojas ofereceram prazos tão longos para parcelamento sem juros no próprio cartão de crédito. Em setembro, a oferta chegou a 17 parcelas. Mas os parcelamentos embutem pesados encargos financeiros - entre 30% e 35% - no preço anunciado, que são imperceptíveis ao consumidor. (págs. 1, B1 e B3)

'Estado' sob censura há 67 dias (págs. 1 e A8)

PT-SP reage a Ciro e quer ter candidato

Marta defende Palocci para governador

Setores do PT ligados a Antonio Palocci se juntaram a Marta Suplicy para ressuscitar a tese da candidatura própria em São Paulo. É reação ao desconforto causado pela ideia de que o partido é refém de Ciro Gomes (PSB-CE) - que, a pedido do presidente Lula, cogita lançar-se ao governo estadual. "Acho que estamos chegando à percepção de que a candidatura Ciro não tem nada a ver com São Paulo", declarou Marta, que defendeu o nome de Palocci. (págs. 1 e A4)

Olimpíada - Análises

Natália Rodriguez
Jornalista catalã

Como se escolhe a cidade olímpica?

A honra de sediar os Jogos Olímpicos não é concedida ao discurso de um líder, por mais carismático que ele seja, nem à candidata que tem mais instalações e os melhores balanços econômicos. É concedida à cidade que seja capaz de comover o mundo. (págs. 1 e E3)

Arnaldo Jabor: Agora o carioca vai renascer

Uma morta ressuscitou no Rio: a esperança. Se houver transparência nas obras de infraestrutura para a Olimpíada, sem roubos, podemos ter um novo futuro. (págs. 1 e D10)

Notas e Informações: Brasil credor, sem milagre

O Brasil credor do FMI é simplesmente isso: um país mais produtivo, menos sujeito a grandes surtos de inflação, mais aberto e com um padrão fiscal melhor do que teve durante décadas. (págs. 1 e A3)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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segunda-feira, outubro 05, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] ''PIRA'' OLÍMPICA

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BRASIL: IDH (''RANKING'' MUNDIAL)

Brasil fica em 75º lugar no ranking do IDH; veja lista completa

da Folha Online

O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) revelou neste domingo o seu ranking anual de nações pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mostra o Brasil estável na 75ª posição.

O IDH varia de 0 a 1 e avalia índices de saúde, educação e o PIB (Produto Interno Bruto) per capita para medir e comparar o desenvolvimento humano dos 182 países.

De 2006 para 2007, o IDH brasileiro variou de 0,808 para 0,813 --valor considerado nível de alto desenvolvimento humano.


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Parte 5 de 5

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BRASIL: ''VIVA LA VIDA''

PT pune a liberdade de expressão

Autor(es): Carlos Alberto Di Franco
O Estado de S. Paulo - 05/10/2009

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), reunido no dia 17 de setembro, decidiu punir os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). Por unanimidade, ambos tiveram os seus direitos políticos suspensos por 1 ano e 90 dias, respectivamente. Não poderão votar nem ser votados nas instâncias partidárias ou discursar em nome do partido. Impressionante! Será que o PT decidiu enfrentar as consequências do pragmatismo aético que transformou as antigas bandeiras partidárias num trapo rasgado e sujo? Será que as suas lideranças tiveram um choque de nostalgia ética e resolveram tirar os esqueletos do armário e encarar, enfim, a sucessão de escândalos (basta pensar no mensalão) que mancharam importantes lideranças do partido?

A resposta é um redondo não. Os dois deputados não meteram a mão no cofre público. Não mentiram. Não transformaram os seus mandatos em ferramenta de enriquecimento próprio. Não participaram de recorrentes ações de delinquência parlamentar. Não fizeram caixa 2. Seu crime foi defender a vida. Sua ousadia foi questionar a descriminalização do aborto. Os membros do Diretório Nacional decidiram que eles infringiram a ética partidária, pois o PT decidiu em seu terceiro congresso nacional uma posição a favor da descriminalização. A verdade, caro leitor, é uma só: o PT puniu a liberdade das consciências e algemou o direito à liberdade de expressão, valores consagrados na Constituição e pilares dos direitos humanos.

É curiosa a posição de certa "vanguarda". Como lembra o jornalista Alceu Castilho, editor do site Repórter Social, "temos um samba do crioulo doido".

"As pessoas de esquerda, acostumadas a pensar na sociedade em função do outro, da coletividade, tomam posição ferrenha "pró-escolha", pró-indivíduo. E de um jeito que eu não poderia classificar de tolerante - como mostra a suspensão dos deputados petistas", conclui Castilho.

A defesa da vida não é um assunto religioso. Pode até ter uma dimensão religiosa. Mas não se limita ao espaço da fé. Reduzir o debate sobre o aborto ao universo religioso é uma estratégia para desqualificar os defensores da vida. O problema do direito à vida é antropológico, científico e filosófico. Um embrião e um feto são também uma pessoa, tanto do ponto de vista científico como filosófico. Não ver isso é pôr lacre nos olhos.

É falsa a afirmação de que o feto faz parte do corpo da mãe e a mãe pode abortar por ter direito sobre o seu próprio corpo. Na verdade, a mãe é a hospedeira, protetora e nutriz de um novo ser diferente dela, um outro indivíduo. Biologicamente, o ser que está aconchegado dentro do seio da mãe é idêntico ao que estará sentado no seu colo com três meses ou à mesa com ela quando tiver 15, 20 ou 50 anos de idade. O embrião é distinto de qualquer célula do pai ou da mãe; em sua estrutura genética, é "humano", não um simples amontoado de células caóticas; e é um organismo completo, ainda que imaturo; e - se for protegido maternalmente de doenças e violência - vai-se desenvolver até o estágio maduro de um ser humano.

Aprovar a autorização legal para abortar - como bem comentam os filósofos Robert P. George e Christopher Tollefsen, em seu livro Embryo: A Defense of Human Life (Doubleday, 2008) - é dar licença para matar uma certa classe de seres humanos como meio de beneficiar outros. Defender os direitos de um feto é a mesma coisa que defender uma pessoa contra uma injusta discriminação, a discriminação dos que pensam que existem alguns seres humanos que devem ser sacrificados por um bem maior. Aí está exatamente o cerne da questão, que nada tem que ver com princípios religiosos nem com a eventual crença na existência da alma.

Fala-se, frequentemente, do "consenso por interesse". É útil recordar que fruto dele foi a legislação que, durante séculos, definiu que uma raça ou um povo são legalmente infra-humanos e, portanto, podem ser espoliados de direitos e tratados como "coisas", também para benéficas experiências científicas: é o caso do apartheid dos negros na África do Sul e dos judeus aviltados e trucidados pela soberania "democrática" nazista.

O juridicismo, hoje prevalente, equivale a prescindir de qualquer enfoque filosófico e naufragar nas águas sempre mutáveis do relativismo. Nada tem um valor consistente, tudo depende do "consenso" dos detentores do poder, movidos a pressões de interesses. É óbvio que, por esse caminho, ficam abertas as portas para as maiores aberrações. Que argumento válido se poderá opor, então, a um projeto de lei que aprove a eutanásia compulsória dos anciãos gravosos ao erário, ou a eliminação de doentes incapacitados para o trabalho, na mais alegre imitação da eugenia nazista? Será que o juridicismo tem resposta "válida" para isso?

O brasileiro é contra o aborto. Não se trata apenas de uma opinião, mas de um fato medido em inúmeras pesquisas de opinião. Por isso o PT e o governo precisam ir devagar com o andor. A legalização do aborto seria, hoje e agora, uma ação nitidamente antidemocrática. Ademais, existe a questão dos princípios. A democracia é o regime que mais genuinamente respeita a dignidade da pessoa humana. Qualquer construção democrática, autêntica, e não apenas de fachada, reclama os alicerces dos valores éticos fundamentais.

A honestidade intelectual não foge do debate, não impõe, não assume posições próprias do pior fascismo. Foi o que o PT fez: censurou, ameaçou, impediu o debate, puniu a liberdade de expressão.

Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, é diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br) e da Di Franco - Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com) E-mail: difranco@iics.org.br

AMÉRICA LATINA: DEMOCRATISMO

Autoritarismo Eleitoral

Autor(es): Lourdes Sola
O Estado de S. Paulo - 05/10/2009

Nos últimos anos vários governos latino-americanos eleitos democraticamente têm recorrido a fórmulas antidemocráticas com o objetivo de controlar a arena política e, assim, minimizar a concorrência eleitoral preexistente. Buscam livrar-se de um dos atributos da democracia eleitoral que lhes garantiram o acesso ao poder. É justamente esse impulso regressivo que chama a atenção como uma das características dos experimentos de "governo popular" em curso na Venezuela, na Bolívia, no Equador e na Nicarágua. Insisto: uma das marcas. Pois esse caráter regressivo se combina com o componente popular, inaugurando uma lógica e uma dinâmica política novas, das quais as noções de "populismo" ou "neopopulismo" não dão conta. Ao cientista social cumpre observar o fenômeno novo sem se esquivar da tarefa de nomeá-lo adequadamente, recorrendo a uma inovação conceitual, se necessário. Pode ser útil para refletir sobre as fórmulas de terapia preventiva mais adequadas.

Esses governos governam sob a égide de duas contradições que convém analisar melhor, pois delas derivam sua força e suas fraquezas. A primeira diz respeito à atitude para com a concorrência eleitoral: por um lado, são levados a jogar o jogo de eleições multipartidárias regulares, minimamente competitivas, para continuarem se legitimando - é que o otimismo democrático que varreu a América Latina desde 1980 e o resto do mundo a partir dos anos 90 fixou a preferência popular por eleições como o principal critério de legitimação para acesso ao Poder Executivo e ao Legislativo; por outro, onde há concorrência e, portanto, oportunidade de contestação, eleva-se o teor de incerteza quanto aos resultados das urnas. A contradição incômoda é resolvida pelo controle da arena eleitoral, que pode assumir várias formas: cerceamento dos direitos políticos e das liberdades civis, restrições aos meios de comunicação de massa e de financiamento quando em mãos oposicionistas, regras eleitorais discriminatórias.

Acabo de listar as características típicas de um novo animal: o autoritarismo eleitoral. É uma variedade de regimes cujo traço distintivo é uma profunda ambiguidade institucional. Têm eleições multipartidárias, socialmente inclusivas, porque baseadas no sufrágio universal, e são minimamente pluralistas, pois a oposição tem direito a concorrer e, embora nunca ganhe, obtém votos e cadeiras no Congresso. O autoritarismo eleitoral, em suma, caracteriza-se por fazer de eleições competitivas um instrumento de poder autoritário, não de democracia. A lista cobre países da antiga União Soviética, inclusive a Rússia; do Oriente Médio e do Norte da África, como Egito, Argélia e Tunísia; alguns do Leste e do Sul da Ásia, como Cingapura, Camboja e Malásia; além de vários da África subsaariana.

Os experimentos latino-americanos de autoritarismo eleitoral são uma espécie singular desse gênero porque resultam de uma dinâmica política regressiva - ao contrário dos demais, que em sua grande maioria nunca experimentaram instituições representativas e/ou sistemas de contrapesos entre Poderes. Estes têm matrizes autoritárias e são experimentos de liberalização política embrionários.

Uma segunda contradição, remete ao controle da arena política, graças à instrumentalização da participação popular. Por um lado, o recurso a eleições competitivas implica o reconhecimento institucional de um princípio de cepa liberal: a "vontade do povo soberano". Por outro, implica conceder ao eleitor e às oposições os recursos institucionais - e os valores - que os capacitam a contestar as eleições e o próprio regime. Com isso a coalizão dominante corre riscos de se deslegitimar, vendo-se obrigada a optar entre duas alternativas indigestas: arrochar o controle da arena política ou ceder mais espaço às oposições.

Essa caracterização vale para o gênero, mas a espécie dominante na nossa região se distingue pelo fato de que os governos relevantes têm (ou tiveram) raízes populares. É essa condição que lhes serve de incentivo para erigir a parcela majoritária do eleitorado em "vontade do povo soberano". Daí o impulso revisionista (das Constituições) e a vocação para legitimar-se por meio de plebiscitos. O problema é que, em condições mínimas de concorrência eleitoral e de liberdade de informação, periga que a "vontade do povo soberano" se revele volátil e, além disso, se apresente dividida. Por isso o controle da arena política passa necessariamente pelas restrições à liberdade de imprensa e pela tendência ao monopólio da informação. Deve-se isso a dois conjuntos de problemas, inerentes à democracia de massa e que a liberdade de imprensa contribui para atenuar - a par de instituições que obrigam os governantes a prestar contas. O primeiro é que a operação ideológica pela qual a vontade do eleitorado é convertida em "vontade do povo soberano" passa ao largo do xis da questão: quanto o eleitorado e a opinião pública sabem ou podem saber dos assuntos de interesse público? Mas há um segundo problema que se torna agudo nos países periféricos. Nas democracias de massa há uma enorme defasagem entre a democratização das informações, às quais a população tem acesso via rádio, TV, jornais, internet, e a capacidade que a população tem de elaborar as informações. No curto prazo, é à imprensa que cabe reduzir o espaço dessa defasagem, sempre e quando apresenta e divulga as formas possíveis e alternativas de elaboração da mesma informação por diferentes atores políticos. Nessas circunstâncias exerce um papel pedagógico.

A fórmula complementar para minimizar a defasagem, no longo prazo, é apostar na educação de qualidade.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

05 de outubro de 2009

O Globo

Manchete: Obras de transporte para 2016 começam este ano

Metrô até a Barra e corredor para ônibus serão as primeiras intervenções

A conquista dos Jogos Olímpicos de 2016 vai acelerar a retomada, ainda este ano, de projetos da área de transportes que estavam parados, como as obras do metrô entre a Barra e a Zona Sul (Linha Quatro) e a criação dos dois primeiros corredores expressos para ônibus (BRTs), um deles ligando a Barra à Penha (o T-5) e o outro unindo Santa Cruz à Barra pelo Túnel da Grota Funda. Ano que vem, a prefeitura começará a fazer mudanças na operação do tráfego, instalando um sistema de monitoramento no Túnel Rebouças. (págs. 1 e 8 a 14)

Foto legenda: A festa da vitória na Praia de Copacabana, que começou com o Monobloco e terminou com a bateria do Salgueiro

Após escolha, equipe do COI fará visita ao Rio em novembro (págs. 1 e 9)

Enem: PF tenta prender suspeito de vazar prova

A PF de São Paulo deve pedir hoje a prisão preventiva de Felipe Pradella, suspeito de vazar a prova do Enem. Ele seria segurança da Fort Knox, contratada pelo consórcio que aplicaria a prova. Dois outros acusados, um publicitário e um DJ, já foram indiciados. Se comprovado o envolvimento dele, o MEC deve trocar o consórcio. (págs. 1 e 3)

MP investiga se Infraero favoreceu lojas

A Infraero é investigada pelo Ministério Público Federal sob suspeita de lotear os aeroportos para a instalação de lojas e restaurantes. Pela denúncia, empresas ocuparam pontos privilegiados nos terminais sem disputar licitações ou graças a editais direcionados. Procuradores de várias regiões já iniciaram a devassa nos contratos. (págs. 1 e 5)

FMI: dólar demais pode ser problema para Brasil

O FMI alertou ontem que o sucesso do Brasil na recuperação dos efeitos da crise global pode "instigar o apetite" de investidores externos e fazer com que a abundância de dólares se torne um problema. Para o Fundo, o país deve considerar diminuir estímulos fiscais para evitar a valorização do real. (págs. 1, 19 e 20)

Pancadaria nas alturas

Autoridades indianas abriram um inquérito para investigar a troca de socos entre os dois pilotos de um voo da Air India e, uma aeromoça e um comissário. A confusão ocorreu no sábado de madrugada, a quase dez mil metros de altura, quando o avião, com 106 passageiros a bordo, sobrevoava o Paquistão. Os pilotos são acusados de assédio. (págs. 1 e 26)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Emigração é maior entre países em desenvolvimento

Estudo da ONU afirma que há 214 milhões de emigrantes no mundo

Relatório do Programa da ONU para o Desenvolvimento aponta que 50% dos emigrantes do mundo trocaram um país em desenvolvimento por outro em igual situação e 37% foram de uma nação em desenvolvimento a uma desenvolvida.

O estudo do Pnud acrescenta que 10% mudam-se entre países desenvolvidos e que há 214 milhões de emigrantes no mundo. O órgão defende a mobilidade como liberdade fundamental e o movimento humano como "exercício dessa liberdade". (págs. 1 e A12)

Brasil mantém 75º lugar no IDH

O relatório da ONU mostra que o Brasil melhorou seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas manteve a mesma 75ª posição no ranking de nações elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O índice variou de 0,808 para 0,813.

O avanço se deu principalmente pelo crescimento do PIB per capita. Educação e saúde também progrediram, mas em ritmo menor. (págs. 1 e A14)

Lula concede redução de impostos para 4.000 rádios

Pequenas emissoras de rádio vão pagar menos imposto como compensação pelo tempo cedido para divulgar propaganda política. Esse benefício, atualmente, só vale para grandes empresas.

A iniciativa, parte da lei eleitoral sancionada pelo presidente Lula na última terça, segue o plano do governo de fortalecer mídias regionais. O presidente já havia aumentado o número de veículos que recebem publicidade federal. (págs. 1 e A4)

Ministro diz que erros do Pan são lições para Rio-2016

O ministro Orlando Silva Jr. (Esporte) disse que o Pan do Rio "deixou lições" e admitiu erros do evento de 2007. Para Silva Jr., o Pan ensinou que é preciso "planejar detalhadamente cada ação de um grande evento" e previu organização "mais consistente" para 2016.

O ministro apontou "outro erro do Pan" ao dizer que, para a Olimpíada, será necessário prever logo o destino das instalações esportivas pós-Jogos. (págs. 1 e A21)

MEC procura saída jurídica para romper com consórcio

O Ministério da Educação quer rescindir o contrato com o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do Enem, e busca saída jurídica para tomar a medida sem correr risco de multa.

A Polícia Federal já indiciou por envolvimento no caso o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid e o empresário Luciano Rodrigues. Felipe Pradella, funcionário temporário do Connasel, será indiciado hoje. (págs. 1 e C1)

Embaixador em Buenos Aires vai para Washington

O novo embaixador em Washington será Mauro Vieira, atual titular da embaixada de Buenos Aires, informa Eliane Cantanhêde. Vieira é ligado ao ministro Celso Amorim desde os anos 80. Para o posto da Argentina irá Ruy Nogueira, subsecretário de Cooperação e Promoção Comercial do Itamaraty. (págs. 1 e A11)

Fernando de Barros e Silva: Lula é o mascote olímpico Misha dos novos tempos

A comunidade internacional está encantada com seu mascote. Quando o mundo busca um rosto humano para o capitalismo, Lula lhe oferece um espelho possível. A imagem guarda relação tênue com a vida real, mas quem se importa? (págs. 1 e A2)

Barros e Silva passa a escrever a coluna "São Paulo" de 2ª a 4ª, às sextas e aos sábados

Dinheiro: Governo prepara marco regulatório da internet para 2010 (págs. 1 e B1)

Editoriais

Leia "Samba-exaltação, que comenta cruzada ufanista do governo; e "Ainda o duopólio", sobre cartões de crédito. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Vazamento faz MEC substituir consórcio do Enem

Governo busca saída para romper contrato com o grupo que organizaria a prova, cujo sigilo foi quebrado

O Connasel, consórcio que havia sido contratado para aplicar o Enem, será substituído, informam os repórteres Renata Cafardo e Vannildo Mendes. A decisão ainda não foi oficializada porque o Ministério da Educação busca soluções jurídicas para romper o contrato, por falha de segurança. O MEC não definiu se uma nova empresa ficará a cargo da organização do teste ou se o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, responsável pela elaboração do Enem, fará esse trabalho. O exame, que seria realizado no fim de semana passado, foi cancelado na quinta porque seu sigilo foi quebrado, conforme revelou o Estado. Dois suspeitos já foram indiciados por participar da trama do vazamento. Um terceiro, que seria funcionário de uma das empresas do consórcio e teria obtido o exame, ainda não apareceu. Depoimentos indicam que uma quarta pessoa possa estar envolvida. (págs. 1, A16 e A17)

Data do exame sai nesta quarta

A nova data do Enem e os detalhes sobre a organização da prova serão divulgados na quarta, segundo o ministro Fernando Haddad (Educação). Será preciso reimprimir mais de 4 milhões de cadernos de questões e enviá-los para cerca de 1.800 municípios. (págs. 1 e A16)

FMI adota planos para ser 'BC global'

Ideia é ampliar segurança contra crise

O FMI adotou o plano de se converter num banco central global - missão recomendada pelo G-20. Segundo Dominique Strauss-Kahn, diretor-geral do FMI, a crise evidenciou a necessidade de criar fundos de segurança muito amplos. Na Bélgica, o premiê Herman Van Rompuy elogiou o presidente Lula ao citar a "marolinha", chamando-a de “minúscula onda". (págs. 1 e B1)

"O tsunami virou minúscula onda, como você disse", Herman Van Rompuy Premiê belga, falando a Lula

Zelaya quer acordo que prevê anistia mais ampla

A proposta de ampliar a anistia prevista no acordo que tenta pôr fim à crise em Honduras tornou-se ontem mais um ponto crítico, relatam Denise Chrispim Marin e Lourival Sant'Anna. O presidente deposto Manuel Zelaya quer o perdão também para a retirada de US$ 2,13 milhões que financiaria um plebiscito. (págs. 1 e A9)

Índios tentam vitória inédita nas eleições de 2010

Os índios brasileiros pretendem eleger ao menos cinco deputados federais e formar uma bancada forte em 19 Estados. Puxadores de votos serão lançados para a Câmara, como Almir Suruí, de Rondônia, Sandro Tuxa, da Bahia, e Júlio Macuxi, de Roraima. O Partido Verde é o mais cortejado por eles. (págs. 1 e A4)

Anos de chumbo: Relatório sugere traidor na ALN

Exército sabia nome de militantes que fizeram curso de guerrilha em Cuba. (págs. 1 e A7)

Censura reflete caos, diz ONG

Para a Repórteres Sem Fronteiras, o caso do Estado é resultado da "bagunça jurídica" no Brasil. (págs. 1 e A8)

'Estado' sob censura há 66 dias. (Págs. 1 e A8)

Notas e Informações: Por enquanto, juntar reservas

O FMI já começou a mudar. O acesso é fácil e os governos não têm a obrigação de cumprir metas. Mas, por enquanto, melhor é confiar em um bom volume de reservas. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Rio 2016: Lição de casa para os Jogos começa em novembro

Comitê Olímpico Brasileiro recorrerá a intercâmbio com sedes anteriores

Vencida a primeira etapa - a campanha para convencer o Comitê Olímpico Internacional (COI) - os organizadores dos Jogos no Rio começarão o trabalho de fato só no mês que vem. Segundo o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman nenhuma providência técnica poderá ser tomada até a realização de um seminário com integrantes do COI, em novembro, quando se decidirão estratégias de planejamento. Diferentemente do presidente Lula, que exigiu metas de cada confederação para que em 2016 o Brasil seja potência olímpica, Nuzman acha que o país precisa evitar fazer pressão sobre os atletas. A partir do próximo mês, o COB planeja reunir-se com os comitês organizadores das últimas olimpíadas. O JB percorreu pontos da cidade que precisarão receber a atenção dos governos federal, estadual e municipal. A lista de tarefas a cumprir envolve, entre outras coisas, reorganização do mobiliário urbano, limpeza, resolução de problemas ambientais e melhora dos transportes. (págs. 1 e Esportes D4 e D5 e Tema do dia A2 a A6)

Casas ainda não saíram do papel

Após seis meses, programa Minha Casa, Minha Vida ainda não teve nenhum empreendimento liberado no Rio. Entraves jurídicos e ambientais barram um a cada cinco terrenos cedidos pelo estado. Cerca de 2 mil unidades estão no papel. (págs. 1 e Cidade A12)

Enem: PF procura terceiro suspeito

Com dois homens já indiciados pela tentativa de venda das provas do Exame Nacional do Ensino Médio, a Polícia Federal procura um terceiro suspeito, apontado como um dos responsáveis pelo vazamento. As novas datas do Enem serão anunciadas na quarta-feira. (págs. 1 e País A7)

Bomba iraniana de última geração

Relatório confidencial, produzido por altos funcionários da Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU, conclui que o Irã já tem informação suficiente para projetar e produzir uma bomba nuclear. (págs. 1 e Internacional A21)

Brasil é o 2° em número de spams

Atrás dos EUA, o Brasil é um dos países que mais geram lixo eletrônico no mundo: produziu em agosto 12% dos spams. Os dados constam de levantamento mundial, produzido por uma empresa de segurança na internet. O relatório sugere como se proteger. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A23)

Informe JB

Samba e oração na festa do Rio em Copenhague. (págs. 1 e A4)

Carlos Eduardo Novaes

Que as autoridades pensem nos atletas. (págs. 1 e D3)

Hilde

COB gastou graças ao cheque de Eike. (págs. 1 e B5)

Coisas da política

A América do Sul, segundo um embaixador. (págs. 1 e A2)

Editorial

Os consensos econômicos e sociais do país. (págs.1 e A8)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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domingo, outubro 04, 2009

A HORA DO "ÂNGELUS"

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Domingo, 04 de outubro 2009

AMAR E SER AMADOS


Amar e ser amados, nossa maior necessidade Todos nós, sem exceção, precisamos de amor. Amar e ser amados é a nossa maior e mais urgente necessidade. É desse amor concreto, amor afetivo e traduzido em gestos, que todos nós precisamos. Amor de pai, amor de mãe, amor de irmão, de irmã, amor de família, amor de casados, de noivos, de namorados, de amigos, amor de companheiros, de colegas, amor de homens e amor de mulheres... É desse amor que nós todos, sem exceção, precisamos.

Amor é gênero de primeira necessidade: não pode faltar em casa. Na vivência desse amor é que crescemos, amadurecemos, nos transformamos, nos tornamos mais homens, mais mulheres... É por meio desse amor que nos realizamos como gente e como filhos de Deus. Sem amor nada acontece. É como forno sem calor. Que adianta o forno sem calor? Nada acontece. Nada se transforma. Nada se faz.

É por esse amor concreto que somos fecundados e nossas qualidades latentes – e muitas vezes retidas – vêm à tona e se realizam. Tornamo-nos mais gente.
Realizamos o sonho de Deus quando criou cada um de nós.

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
(www.cancaonova.com.br)
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Você já rezou pelo seu Anjo da Guarda?

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021009


Todos nós temos um anjo protetor, que é o nosso Anjo da Guarda, dado por Deus para nos conduzir e guardar em todos os caminhos até o céu.

É maravilhoso sabermos que o Senhor, na sua infinita bondade, põe um anjo ao nosso inteiro dispor para nos servir e para que seja nosso pedagogo. O nosso anjo quer, no dia de hoje e de maneira muito especial, nos inspirar e encorajar a fazer o bem em todos os momentos.

“O Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem” (Sl 90, 11).

Como está o seu relacionamento com o seu Anjo da Guarda? Conversemos hoje com ele, peçamos perdão pelas nossas indiferenças à sua presença e sejamos dóceis a sua voz, como o Senhor nos ordena: “Vou enviar um anjo que vá à tua a frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz” (Ex 23,20-21a).

“Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarde, governe e ilumine. Amém.”

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http://luziasantiago.com/

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sábado, outubro 03, 2009

EDITORIAL: ... E NEM FOI PRECISO MUITO ...

Verbo Solto




O Estadão e os aloprados

Postado por Luiz Weis em 1/10/2009 às 3:32:26 PM





Fosse na Inglaterra, a dupla que tentou vender por R$ 500 mil ao Estado de S.Paulo cópias roubadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado inicialmente para este fim de semana, teria procurado um tablóide, como o Sun de Londres, o diário de maior circulação do Ocidente, com 5 milhões de exemplares.

O Sun faria de bom grado um acordo com os vazadores da prova, pelo qual eles seriam pagos se o material se revelasse verdadeiro. O pasquim daria um jeito de publicar no dia do exame uma versão cifrada das questões, para poder apregoar, depois, que estava de posse dos originais do teste.

A operação teria lá suas complicações, mas não seria impossível para quem é do ramo do jornalismo de esgoto, está acostumado a comerciar com a escória e faz fortuna jogando escândalos no ventilador.

E que escândalo, no caso!

Mais de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o Enem, que pela primeira vez substituiria o vestibular para o ingresso em 28 universidades federais.

O exame seria inevitavelmente anulado e cabeças rolariam no Ministério da Educação – a do ministro, em primeiro lugar.

Aliás, para fazer propaganda de sua mercadoria, foi o que disse um dos tipos que procuraram o Estadão: “Isto aqui é muito sério, derruba o ministério”. No relato do jornal, o outro atalhou: “Não tenho motivação política.” Não ficou claro qual dos dois se saiu com esta: “Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego.” O negócio deles era só fazer um grande negócio.

A julgar pela matéria dos repórteres Renata Cafardo e Sergio Pompeu, “Prova do Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame” – que obrigou o jornal a atrasar em mais de duas horas o fechamento da edição desta quinta-feira, 1 – os caras são uns aloprados. Devem ter achado que, para pôr o governo numa fria, o Estado desembolsaria, se não o meio milhão pedido, uma bolada próxima disso. Não sabiam que a grande imprensa brasileira pode ser acusada do que se queira, menos de pagar por informações.

A oferta foi feita num telefonema, na quarta à tarde. À noite, os repórteres se encontraram com o sujeito. Onde? Tudo que a matéria diz é “na zona oeste de São Paulo”.

O cidadão se identificou? Não se sabe. “O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa”. Foram fotografados? Tampouco se sabe. Que aspecto têm? Idem.

Os repórteres consultaram rapidamente o material, “sem se comprometer com a compra”, memorizaram (ou anotaram) alguns quesitos da prova. O jornal entrou em contato com o ministro Fernando Haddad por telefone e e-mail. “As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação”.

Não fica claro em que momento disseram aos vendedores que não haveria negócio. Mas relatam que um deles se irritou e disse que iriam procurar uma emissora de TV. “A gente vende isto aqui até por mais dinheiro”, disse, em desespero de causa.

“A nossa sorte”, comentaria ainda na quinta-feira o ministro, numa entrevista à Rádio Eldorado, do Grupo Estado, “é que as pessoas que cometeram o crime eram amadoras”.

Disse ainda: “O jornal, com a experiência que tem, imagino que deva ter se cercado de providências. O apelo que eu fiz ao diretor de Redação, Ricardo Gandour, é que colocasse em pauta na redação a necessidade de chegar a essas pessoas”. E mais: “O jornal nos deu elementos muito importantes para a identificação dos criminosos.”

Ótimo, palmas. Isso é que é jornalismo-cidadão. Mas o compromisso primário de um jornal é com os seus leitores. Eles têm tanto direito quanto o ministro a esses “elementos muito importantes” – que, salvo engano, não estão todos na matéria que denunciou o vazamento.

P.S. “É grana, é grana” [Acrescentado às 8h55 de 2/10]

A história oficial, por assim dizer, da tentativa de venda da prova do Enem, está na matéria “Por dinheiro, dupla abala a vida de 4 milhões de jovens”, contada pelos jornalistas Renata Cafardo e Sergio Pompeu no Estado de hoje. [Alguns trechos foram destacados em negrito pelo blogueiro.]

“Os dois homens que derrubaram o exame que custou cinco meses de preparação para mais de 4 milhões de jovens brasileiros sabiam da importância do material que tinham em mãos: as duas provas do Enem que seriam aplicadas neste fim de semana. "Isso aqui derruba um ministério." Viram ali a chance de ganhar um bom dinheiro. "Queremos R$ 500 mil." Mas a estratégia parecia primária.

Em nenhum momento eles deram seus nomes ao Estado e por isso serão identificados no texto como "Informante" (a sugestão partiu dele mesmo) e "Sócio". Os dois tentaram o tempo todo posar de bons moços. "Já participei de concursos, também fico revoltado com essas coisas. Meu irmão, de 16 anos, vai fazer a prova", disse o Informante. "Isso (a prova) já está na mão de um monte de filho de parlamentar lá em Brasília", completou Sócio.

O primeiro contato com a redação foi feito pelo Informante, às 15h30 de anteontem. "Tenho uma informação sobre o Enem", disse, num telefonema. "Tenho a prova toda, 180 questões, já impressas."

Deixou bem claro que queria "negociar". Deu um número de celular.

A reportagem falou quatro vezes com o Informante durante a tarde. Ele exigiu um encontro em um local público, quando mostraria a prova e daria detalhes de como a conseguiu. Indicou que cor de roupa usaria, uma jaqueta preta. Aceitou o lugar indicado pelo Estado, um café na zona oeste, mas o horário foi mudado duas vezes. Por fim, ficou determinado que seria às 19h15.

A equipe do jornal (os autores do texto e o repórter fotográfico Evelson de Freitas) chegou ao local com antecedência. Enquanto esperava, Informante telefonou duas vezes: tinha se perdido. Avisou que teria o apoio de pessoas que ficariam do lado de fora do café. Mas o primeiro a aparecer foi um homem moreno, aparentando 30 e poucos anos, vestido com uma jaqueta amarela, com capuz. Era o Sócio.

A primeira providência de Sócio foi perguntar se os jornalistas tinham levado gravador. Enquanto isso, Informante chegou e sentou-se à mesa. Também moreno, de olhos claros, vestia a tal jaqueta preta e usava boné. Levava uma pasta de material sintético.

"Uma pessoa do Inep, do MEC, tirou isso lá de dentro e passou para uma pessoa que a gente conhece", disse Sócio. "Chegou por acaso", completou Informante.

Ele garantiu que não teve acesso ao responsável pelo vazamento da prova. "Não é nosso trabalho, eu sou funcionário público, ele (Sócio) também trabalha. Não tem nada a ver com a gente isso aí. A gente tá meio perdido."

A reportagem pediu para ver a prova. Mesmo sem nenhuma garantia de que haveria pagamento, Informante tirou o caderno de prova de uma pasta e o colocou na mesa. Não se importaram em falar baixo ou se havia outras pessoas ao lado.

Passou primeiro a folha de rosto, com instruções gerais sobre o tempo de prova, o preenchimento do gabarito e outras informações para o candidato.

Tinha os logotipos do MEC e do Inep, no canto inferior esquerdo, a relação das empresas do consórcio contratado para a realização da prova e um número 2: era o exame de domingo, com 90 questões de Linguagem e Matemática.

A dupla se recusou a mostrar aos repórteres a folha com o tema da redação. "Se não, amanhã você escracha no jornal", disse Sócio.

Um pequeno lacre que provavelmente identificaria a numeração da prova havia sido recortado.

A reportagem pediu para ver as questões. Informante permitiu ao Estado folhear o caderno por uns dois minutos. Tempo mais que suficiente para identificar meia dúzia de questões e memorizar itens associados a eles.

O primeiro item do Enem reproduzia uma tira de história em quadrinhos da personagem Mafalda. Nas folhas seguintes estavam os dois itens apontados horas depois pelo presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, como a comprovação de que o exame era verdadeiro: o poema Canção do Exílio e uma imagem da bandeira do Brasil com o verde suprimido, simbolizando o desmatamento.

A prova também tinha um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, uma tira do gato Garfield, uma questão que mencionava o MSN (sistema de mensagens online) e outra que citava os versos de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho".

"Agora já viu demais", decretou Sócio. Era hora de falar de dinheiro. Os dois bateram o pé no meio milhão de reais. Diziam que o dinheiro seria dividido entre cinco pessoas. A reportagem tentou argumentar que denunciar o vazamento da prova era uma questão de utilidade pública.

"Utilidade pública não paga meu salário", retrucou Sócio. "É grana, é grana."

Informante, sempre mais educado, tentou mostrar que a transação valia o que os dois pediam. Disse que o jornal receberia os originais das provas de sábado e domingo, cópias dos exames registradas em cartório e até uma breve descrição de como o material chegara até eles. Explicou que tinham a assessoria de um advogado que também os orientaram a comprar um chip de celular para os contatos.

"Tudo isso que a gente tá fazendo é com orientação jurídica", disse Informante.

Ele queria o pagamento em dinheiro e mencionou até um contrato que garantiria o "sigilo da fonte" - entendimento jurídico de que o jornalista tem o direito de preservar as fontes de suas informações.

Durante a conversa, Sócio citou a questão do sigilo como argumento para a escolha de veículos de imprensa para a venda das provas.

"A última coisa que a gente vai fazer é bater na porta do PSDB. Ano de eleição. A última saída vai ser essa", completaram.

A reportagem então decidiu informar o MEC. Nada seria publicado até que houvesse a confirmação do governo.

A reportagem enviou um e-mail ao ministro da Educação, Fernando Haddad, com exemplos de questões e em quais páginas apareciam na prova.

O próprio ministro informou à reportagem sobre toda a movimentação em Brasília para confirmar a autenticidade do exame.

Nem o ministro nem o presidente do Inep tinham visto a prova, até então.

Três funcionários foram levados ao Inep para abrir o cofre em que estavam guardadas as questões. Não havia uma prova impressa e, sim, as 180 perguntas digitalizadas.

Cerca de quatro horas depois do primeiro contato da reportagem com o ministério, por volta da 1 hora de ontem, o presidente do Inep ligou para o Estado e confirmou que a prova tinha vazado.

"Há fortes indícios de vazamento, 99% de chance." O Enem estava cancelado.”

Comentário final: mesmo que o objetivo primeiro dos jornalistas, ao procurar o MEC, fosse o de alertá-lo para o vazamento, “por ser uma questão de utilidade pública”, como disseram aos seus interlocutores, a iniciativa se impunha profissionalmente; de outra forma, eles não teriam como saber se o material que lhes foi mostrado era autêntico. Fizeram a coisa eticamente certa, portanto, ao fazer a coisa jornalisticamente certa.

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