PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, julho 05, 2010

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

05 de julho de 2010

Folha de S. Paulo

Manchete: Escola pública está três anos atrás da particular

Aluno do nível fundamental pago supera jovem em ensino médio estatal

Aluno que estudou pelo menos oito anos no ensino fundamental numa escola privada sabe, em média, mais do que jovem que se forma no ensino médio público, curso que dura três anos a mais, no mínimo.

A conclusão aparece no resultado do Ideb, principal indicador de qualidade de ensino do Ministério da Educação, que será divulgado hoje. Os testes avaliam português e matemática.

Em matemática, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na escola pública, ao fim do ensino médio, com três anos a mais de aulas, a média é de apenas 266.

Segundo especialistas, o nível socioeconômico da família do aluno é preponderante no seu desempenho e por isso a rede privada tem as melhores notas. (Págs. 1 e C1)

Lula encontra ditador no último giro pela África

Em sua última viagem a países africanos antes de deixar o Palácio do Planalto, o presidente Lula terá hoje encontro com o ditador da Guiné Equatorial.

Obiang Nguema Mbasogo, há 31 anos no poder, é acusado de enriquecimento e crimes contra os direitos humanos, relata a enviada Ana Flor. A capital do país é vigiada por tanques. (Págs. 1 e A9)

Só 17% levam em conta o vice ao eleger presidente

Pesquisa Datafolha aponta que só 17% dos eleitores afirmam levar em conta o vice ao escolher o seu candidato a presidente. Dizem desconhecer o nome do vice de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) 94% e 96%, respectivamente. (Págs. 1 e A8)

Serra diz que vai gastar R$180 mi; Dilma, R$ 157 mi

A campanha de José Serra (PSDB) vai declarar gastos de R$ 180 milhões. O valor é 14,65% superior ao de Dilma Rousseff (PT): R$ 157 milhões. Na última eleição, em 2006, o PT afirmou ter gasto R$ 104,3 milhões, e o PSDB, R$ 81,9 milhões. (Págs. 1 e A4)

Editoriais

Leia "Incerteza em alta", sobre riscos de recaída da economia mundial; e "Reforma urbana", acerca da cobrança de IPTU progressivo para imóveis vazios. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Verba extra não melhora escolas com mau resultado

Metade das que receberam ajuda do MEC depois de obterem as piores notas de 2007 não atinge meta

Além de medir a qualidade do ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim. No foco do MEC encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas. Mesmo recebendo dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranidng melhorou o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas. (Págs. 1 e Vida A12 a A19)

Esforço. As seis escolas municipais de Cajuru (SP) estão entre as mais bem avaliadas. (Págs. 1 e Vida A14)

Mbasogo, 31 anos no poder, recebe Lula

O presidente Lula foi recebido ontem na Guiné Equatorial pelo ditador Teodoro Mbasogo. No poder desde 1979, Mbasogo tenta tirar seu país do isolamento. "A gente tem de ser pragmático", disse Norton Rapesta, do departamento de Comércio do Itamaraty. (Págs. 1 e Nacional A4)

Serra e Dilma definem planos de governo

Os presidenciáveis já definiram as linhas de seus programas de governo. O PSDB vai dar ênfase à política econômica, apresentando José Serra como o "presidente da produção". Dilma Rousseff (PT) destacará a manutenção dos programas sociais do presidente Lula. (Págs. 1 e Nacional A4)

Setor de carga aérea também sofre com infraestrutura ruim

Depois do estrangulamento do setor portuário, agora é a vez de os aeroportos sentirem os efeitos da falta de infraestrutura para o transporte de cargas. Faltam áreas de armazenagem, instalações para produtos especiais e mão de obra suficiente para liberar as mercadorias. Há casos em que a mercadoria demora mais para ser liberada em território nacional do que para sair do país de origem, como a China, e chegar ao Brasil. (Págs. 1 e Economia B1 a B3)

Violência e intimidação marcam eleição mexicana (Págs. 1 e Internacional A8)

SP vai monitorar 4,8 mil presos com tornozeleiras (Págs. 1 e Cidades C1)

Carlos Alberto Sardenberg: Contribuições ao crescimento

Reduzir a meta de inflação, a dívida pública e o peso do Estado na economia brasileira seriam medidas positivas na agenda das próximas eleições. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações: Em defesa do TCU

Em boa hora, parlamentares querem impedir que o governo reduza as atribuições do tribunal. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Distritais vão trabalhar só um dia por semana

Após o recesso, já na nova e pomposa sede da Câmara Legistativa, os deputados terão o expediente limitado a uma sessão semanal. Essa é a proposta que deve ser oficializada na próxima quarta-feira, quando a Mesa Diretora se reúne para decidir o cronograma do segundo semestre.
Apesar dos mais de 800 projetos que aguardam análise, a meta é dedicação quase exclusiva à campanha eleitoral. (Págs. 1 e 19)

Registro de candidaturas, hoje, vai confirmar oito nomes para disputar o governo do DF (Págs. 1 e 20)

Servidor: Justiça freia criação de novas vagas

O Judiciário aplicou um “choque de realidade” nos candidatos a carreiras do setor público. Para reduzir gastos, o Conselho Nacional de Justiça decidiu adotar critérios mais rigorosos para a abertura de novas vagas destinadas a magistrados e outros servidores. (Págs. 1 e 8)

Eleições 2010: Os privilégios dos políticos suspeitos

Levantamento realizado pela Procuradoria Regional da República, a pedido do Correio, revela uma onda de impunidade: 384 ex-deputados, prefeitos e secretários que foram acusados de crimes federais usam o recurso do foro privilegiado para retardar as investigações. (Págs. 1, 2 e 3)

Foto legenda: Cem alunos de escolas públicas brasileiras passarão uma semana imersos na cultura americana, a convite da Embaixada dos EUA. (Págs. 1 e 26)

DF avança no Ensino Básico e cai no Médio (Págs. 1 e 6)

Educação influi no risco de câncer (Págs. 1 e 17)

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Valor Econômico

Manchete: Blitz da Receita fiscaliza câmbio e faz autuações

Empresas e corretoras estão caindo de bruços em caixas de papel e ressuscitando "arquivos mortos" para confirmar operações cambiais e recolhimentos de tributos a partir de 2006. Nesse ano, a fiscalização sobre algumas operações de câmbio foi transferida do Banco Central para a Receita Federal.

Estão sendo fiscalizadas não só instituições financeiras como também empresas que contrataram câmbio. A ideia é verificar se os contratos de câmbio condizem com as operações concretas e com os tributos recolhidos. A Receita tem fiscalizado ingressos de moeda estrangeira em operações de comércio exterior e também remessas para pagamento de mútuo e compra de ativos, por exemplo. (Págs. 1 e A2)

Alta de crédito direcionado pressiona juro

Prioridade do governo nos últimos dois anos, o aumento do chamado crédito direcionado, principalmente dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), obriga o Banco Central (BC) a trabalhar com uma taxa básica de juros (Selic) mais alta. "É plausível pensar que possa demandar uma Selic um pouco maior", reconhece o presidente do BC, Henrique Meirelles. "O governo entende que alocar uma parte dos recursos, por exemplo, para o investimento na atividade industrial e na agricultura compensa o que pode ser um maior custo da Selic para a sociedade", ponderou. "Essa não é uma decisão do Banco Central". (Págs. 1 e C8)

Imóvel comercial lidera ganho

A disparada nos preços dos imóveis nas principais capitais do país é fruto da melhora na renda e acesso maior ao crédito, mas também do apetite dos investidores. Muito lembrada em momentos de incerteza, a aplicação no setor imobiliário ganhou força com a crise internacional, quando muitas pessoas venderam ações e foram em busca de proteção e diversificação do patrimônio em apostas consideradas mais seguras.

A revista "ValorInveste" ouviu aplicadores e comparou dados para encontrar quem ganhou mais dinheiro nesse segmento. A conclusão é de que a maior rentabilidade nos últimos anos foi obtida por quem comprou empreendimentos comerciais em São Paulo. (Págs. 1 e Valor Investe)

Foto legenda: A expansão ds hortaliças

Nelson Mallmann, do grupo Malmann, um dos maiores produtores de tomates do país, dentro de estufa gigante que ocupa um hectare em Mogi-Guaçu: busca por produtos diferenciados entre os agricultores é sinal de que o mercado de hortaliças passa por processo de mudança. (Págs. 1 e B14)

Infraestrutura atrai nova geração de fundos private

Uma nova geração de fundos de investimento começa a surgir para financiar obras de infraestrutura no Brasil. Entre as novidades estão seu porte bilionário, a participação de investidores estrangeiros e a possibilidade de comprarem títulos de dívida, como debêntures.

Neste ano, esses fundos estão levantando pelo menos R$ 5 bilhões. É o caso do P2 Brasil, gerido por uma parceria entre o Pátria Investimentos e a Promon, que deve alcançar quase R$ 2 bilhões. A maior parte da captação já foi feita entre investidores no exterior, apurou o Valor . Seu alvo é a compra de posições de controle em empresas de infraestrutura.

Outro caso é um fundo de R$ 2 bilhões da Vinci Partners, que pretende atuar como uma alternativa de financiamento para o setor, comprando, por exemplo, papéis de dívida das empresas. Os gestores dessa nova geração de fundos estão atentos ao fato de que as obras vão precisar de outras fontes de financiamento além dos bancos estatais. (Págs. 1 e C1)

Estados deixam problemas da dívida para trás

A dívida consolidada líquida de R$ 345,8 bilhões dos Estados com a União deixou de ser um problema orçamentário e um entrave ao investimento. Com as contas saneadas e arrecadação em alta com a expansão da economia, os governos estaduais exibem bons níveis de solvência e pleno enquadramento aos parâmetros de endividamento da Lei de Responsabilidade Fiscal. (Págs. 1 e A3)

Gávea e TPG são os novos sócios da Rumo

Os fundos de investimento Gávea e Texas Pacific Group (TPG) tornaram-se sócios da Rumo Logística, empresa de transporte ferroviário de açúcar controlada pela Cosan. Eles investiram, juntos, R$ 400 milhões e vão ficar, cada um, com 12,5% do negócio, calculado em R$ 1,6 bilhão. A Rumo deverá ir à bolsa quando as condições se tornarem favoráveis, diz Marcos Lutz, CEO da Cosan. (Págs. 1 e B1)

Derrota antecipada da seleção deixa comércio popular com estoque encalhado (Págs. 1 e A4)

O "senador das princesas" busca o voto da periferia (Págs. 1 e A12)

Lufthansa quer receber logo jatos da Embraer, diz Gemkow (Págs. 1 e B1)

Localização além-fronteiras

A brasileira LBS Local, dona dos sites Apontador e MapLink, estreou no início do mês seu serviço de localização de ruas em Buenos Aires. Nos próximos meses, chega ao México e, até 2012, ao Chile e Colômbia. (Págs. 1 e B3)

Sabão mais sustentável

Em dez dias, a Unilever inicia campanha para divulgar várias mudanças em suas linhas de sabão em pó - Omo, Brilhante e Surf. A principal delas é retirada do fosfato de sódio da composição, por razões ambientais. (Págs. 1 e B4)

Gargalo portuário

Movimentação de contêineres nos portos brasileiros deve superar os números de 2008, anteriores à crise, mas deficiências de infraestrutura impedem uso de navios maiores, o que reduz a eficiência. (Págs. 1 e B10)

Centro de pesquisas da GE

Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Campinas e São José dos Campos disputam a instalação do quinto centro de pesquisas da General Electric no mundo, o primeiro no Brasil, um investimento de US$ 150 milhões. (Págs. 1 e B11)

Foco no pré-sal

A americana FMC, maior fornecedora de equipamentos para produção de petróleo do mundo, é a terceira grande empresa estrangeira a se instalar no Parque Tecnológico da UFRJ. (Págs. 1 e B11)

Retomada nas ofertas de ações

A oferta de ações do Banco do Brasil contribuiu para levar o volume de operações registradas na CVM no primeiro semestre a R$ 24,1 bilhões, mais que o dobro do total no mesmo penado de 2009. (Págs. 1 e D9)

SDE confirma restrição à BRF

Parecer da Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, repete as recomendações da Fazenda para aprovação da fusão entre Sadia e Perdigão - entre elas, o licenciamento de uma das duas marcas. (Págs. 1 e D9)

Emprego dos sonhos

Liberalidade e descontração no ambiente de trabalho levam o Google, pela primeira vez, ao topo do ranking na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, da Cia. de Talentos. (Págs. 1 e D10)

Ideias

Sergio Leo

Autoconfiança de Brasil e Argentina pode levar ambos os países a cometer erros de avaliação, não só sobre futebol. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Luiz Carlos Mendonça de Barros

Há uma aterrorizante semelhança entre a conta-movimento do BB na ditadura e a forma como vem operando o BNDES. (Págs. 1 e A11)
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radiobras.

domingo, julho 04, 2010

A HORA DO ''ÂNGELUS'' [In:] ALCOOLISMO A PARTIR DE ''EXEMPLO'' DOMÉSTICO...

Álcool

Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo

No Brasil, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. O que os pais podem fazer?

Natalia Cuminale


Júlio deu o primeiro gole em uma bebida alcoólica aos 12 anos. O pai deixou que ele experimentasse um pouco do vinho durante um jantar. Aos 14, ele já conhecia os efeitos de um porre. E, aos 16, o estudante acumulava histórias e vexames por conta do excesso de bebida. Desde uma briga com a namorada – ele foi colocado para fora da festa por um segurança - até um striptease no balcão de um bar. Mas, para os pais, o garoto é um santo. “Na frente deles, em festas de família, eu só bebo moderadamente. Na vida real, para ser descolado, todo mundo tem que beber”, diz.

Cerveja, vodca, vinho e uísque. Proibidas para menores de 18 anos, as bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques carregados de álcool em festas de formatura, baladas ou bares. “Os jovens não enxergam a bebida como algo ruim por causa da legalidade da bebida e do fácil acesso. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas”, explica Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).


Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados.


Companhia paterna - Quase metade dos adolescentes experimentou álcool pela primeira vez porque os pais ofereceram. “Promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Jovens menores de 18 anos não devem – e não podem tomar. Ao fazer isso, você dá uma noção de que beber com essa idade é normal e aceitável”, diz Pinsky. “Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. O consumo de qualquer droga altera funcionamento cerebral. Essa alteração predispõe a outros distúrbios comportamentais”, explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio de Janeiro.


No cérebro, o álcool age principalmente no hipocampo, pequena estrutura localizada nos lobos temporais, principal sede da memória, segundo explica Célia Roesler, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Quando um adolescente bebe muito, acaba causando danos nesse hipocampo. Assim, a memória fica ruim e prejudica o aprendizado e a motivação”, diz Roesler.


A justificativa geral dos adolescentes para o consumo da bebida durante as saídas é a coragem. “O álcool bloqueia a inibição. Coisas que uma pessoa não faria sóbria, ela faz alcoolizada. E isso é um grande risco”, completa Roesler.


Os médicos são unânimes em afirmar que o corpo de um adolescente não está preparado para ingestão de bebidas alcoólicas e que não existem doses seguras para o consumo. “Em primeiro lugar, beber em excesso não faz bem para ninguém. Pior para os adolescentes, que estão passando pelo período de crescimento, em que todas as células do corpo estão se desenvolvendo. O álcool envenena todas essas células e pode acarretar danos a todos os órgãos em formação”, diz Mauricio Castro de Souza Lima, hebiatra (médico especialista em adolescência) do Instituto da Criança.

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http://veja.abril.com.br/noticia/saude/adolescentes-comecam-a-beber-cada-vez-mais-cedo
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sábado, julho 03, 2010

HORA-EXTRA [In:] ''ADIÓS PAMPA PIA" *

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[Homenagem aos chargistas brasileiros. Deus é brasileiro!!!].
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(*) ADIÓS PAMPA MIA. Carlos Gardel. (Composição: Ivo Pelay, Francisco Canaro e Mariano Mores).
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EDITORIAL [In:] ''EDUQUEM OS MENINOS..." *

30/06/2010

às 21:16 \ Direto ao Ponto

Em sete anos e meio, o candidato a comandante da ONU escreveu 19 palavras

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A coluna errou ao afirmar que a letra de Lula deu as caras pela última vez em 7 de novembro de 1981, no bilhete acima reproduzido. Os garranchos titubeantes de quem trocou salas de aula por campinhos de futebol apenas mergulharam na clandestinidade. Em 2005, pela primeira vez depois da chegada de Lula à presidência, a raridade foragida fez uma ligeiríssima aparição em Brasília. Nesta terça-feira, foi vista em São Paulo, durante o lançamento do livro de Aloizio Mercadante, por 20 leitores premiados com o autógrafo do único presidente que escreve como um aluno do pré-primário.

Na mensagem de 1981, endereçada ao sobrinho Dogival, Lula desenhou 22 palavras e 6 algarismos, fuzilou uma preposição, degolou uma vírgula e demitiu um acento agudo para cumprimentar o aniversariante. Em dezembro de 2005, a ararinha-azul da caligrafia apareceu inesperadamente em 19 palavras rabiscadas numa folha de papel. Avistada pelo repórter Alan Marques e capturada por um fotógrafo do Globo, foi exposta à visitação pública na primeira página.

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Como se vê na reprodução acima, o texto se divide em duas anotações. Primeira: “Tem demandas do Conselho que precisa ser discutido”. Não é fácil juntar numa só linha uma troca de verbo, um erro de concordância e dois assassinatos do plural. Lula conseguiu. O segundo tópico informa que Lula acabou de receber uma notícia boa (“Pnad” ) e duas ruins: “PIB – Zé Dirceu”. Na foto, os dedos do presidente encobrem parcialmente o nome do companheiro despejado meses antes da chefia da Casa Civil.

O manuscrito revela o que Lula de fato sentiu quando confrontado com três notícias. Alegrou-se com o crescimento da renda total detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2005 (8,7%). Não gostou do crescimento pífio do PIB (2,2%) nem da cassação do mandato de José Dirceu, aprovada pela Câmara dos Deputados em 1° de dezembro. Ao discursar na reunião, Lula escondeu o desconforto causado pelas notícias ruins e concentrou-se na boa para decolar rumo ao palavrório triunfalista.

O confronto entre as anotações e a discurseira reafirma que registros escritos revelam a verdade que registros orais tentam ocultar. Escrever é um ato solitário. Falar só faz sentido se há alguém ouvindo. Quase todos os políticos usam a voz para iludir plateias. Raríssimos rabiscam mentiras que só eles lerão. Historiadores sérios reconstituem os fatos baseados em registros escritos. Os presidentes brasileiros deixaram montanhas de manuscritos. Lula produziu só um. Em sete anos e meio, escreveu 19 palavras.

Não há manifestação mais perversa de elitismo do que autorizar quem nasceu pobre a morrer ignorante. Lula, insista-se, só não estudou porque não quis. Sobra-lhe tempo há pelo menos 30 anos. O que falta é a obstinação e a coragem que fizeram Marina Silva aprender a expressar-se como os louros de olhos azuis que vivem assombrando os discursos de Lula. Nascida num seringal do Acre, Marina sobreviveu à malária e à miséria, alfabetizou-se aos 16 anos e, aos 28, concluiu a Faculdade de História.

O despreparo assombroso não impede que Lula continue a sonhar com a secretaria-geral da ONU. Arquivaria imediatamente a ideia se algum integrante da entidade lhe pedisse que justificasse a candidatura num manuscrito de cinco linhas. Confrontado com o perigo, o homem que jamais manuseou um apontador de lápis cumpriria a promessa de, depois de desocupar o Planalto, gastar o tempo contando vantagem nos botequins de São Bernardo.

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(*) "Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens" (Pitágoras).

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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

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EDITORIAL [In:] A ERA LULA ou A ESQUERDA BRASILEIRA ''JÁ ERA'' ?

03/07/2010

às 8:30 \ Direto ao Ponto

A jornada da esquerda petista em direção à irrelevância, por Ethan Edwards

“A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço”, constata Ethan Edwards em mais um texto admirável, que amplia e ilumina o post sobre a subordinação do PT à vontade de Lula e à cupidez do PMDB. É o tipo de leitura que não se adia:

Em 1980, a esquerda entregou a Lula a direção do processo de construção do PT. Compreendia que, de outro modo (isto é, com base nos princípios do marxismo ─ na hipótese de que alguém os conhecesse), não conseguiria construir o partido com que sonhava. Ou entregava a chefia do partido a Lula e seus amigos despolitizados (sabendo que daquilo adviria, na melhor hipótese, um partido populista) ou ficava à margem desse processo onde já se encontravam embarcados os militantes da Teologia da Libertação e o “novo sindicalismo”.

Optou, depois de pensar um pouco (na verdade, bem pouco), por associar-se a estes e ajudar a construir o partido que se dizia “dos trabalhadores”, reservando-se a ilusão de que, com o tempo, acabaria por arrebatar do operário personalista e seus cortesãos o comando do processo. Essa capitulação tinha um fundo realista. A esquerda já suspeitava (embora nunca tenha examinado de frente essa suspeita) que, em vez de complicados problemas teóricos, o que tornava impossível, no Brasil, a construção de um partido “verdadeiramente revolucionário” era algo bem mais difícil de “equacionar”: o povo brasileiro.

Cristão, conservador, respeitador das hierarquias, profundamente ligado à família, avesso a regras impessoais, o máximo de “comunismo” a que o brasileiro comum alguma vez se permitiu foi o de Dias Gomes e de João Saldanha, que estavam para Lênin e Trotsky assim como a umbanda está para a reforma protestante. Quem insistisse em construir no Brasil um partido marxista estaria condenado a viver num gueto. Lula, ao contrário da esquerda que o cercava, falava diretamente ao coração do “brasileiro médio”. O mais inteligente era entregar-lhe a chefia do novo partido.

Trinta anos depois, a situação da esquerda petista não melhorou. Na verdade, deteriorou-se por completo. Se lhe serve de consolo, entretanto, deve-se registrar que nessa jornada em direção à irrelevância a esquerda jamais pediu ajuda a ninguém. Caminhou sempre com as próprias pernas. A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço. O executado quase sempre era um dos seus – mas isso não tinha importância.

O que importava, então? Boa pergunta. Aceitemos, por generosidade, que tudo não passou de um enorme erro de cálculo. Mas a pergunta que realmente interessa, no entanto, é outra, e não se refere ao passado: por que, trinta anos depois daquela decisão infeliz, a esquerda continua, como um velho serviçal desfibrado, a apoiar todos os atos, mesmo os mais desprezíveis, de um governo banalmente populista, que enriqueceu os milionários e se aliou ao que havia de pior na política brasileira, e que evidentemente jamais abrirá caminho para a “revolução”, qualquer que seja a revolução que a esquerda diz almejar?

A pessoa ideal para responder a essa pergunta já faleceu: a Dra. Nise da Silveira. Ex-trotskista, dedicou toda sua vida madura a tratar de esquizofrênicos. Ela provavelmente compreenderia, melhor do que ninguém, o que se passa na alma de um petista que continua a se imaginar “revolucionário”. Ela lhe daria tinta e pincel e o estimularia: “Pinte, meu filho. Pinte mandalas. Você vai se sentir muito melhor”.

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02/07/2010

às 1:14 \ Direto ao Ponto

O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula

O casamento de conveniência entre os maiores partidos governistas, concebido e consumado por Lula para eleger a sucessora que inventou, foi um bom negócio para Dilma Rousseff, um negócio da China para o PMDB e um péssimo negócio para o PT. A candidata ganhou um viveiro de palanques estaduais e mais quatro minutos no horário eleitoral gratuito. O PMDB ganhou o direito de indicar o candidato a vice-presidente, mais fatias do possível bolo ministerial e o status de parceiro preferencial ─ privilégio que lhe garantiu o apoio de Lula em todas as pendências envolvendo o parceiro. O PT não ganhou nada. Só perdeu.

Oito anos depois de ter chegado ao coração do poder com Lula, o partido ficou bem menor que o candidato vitorioso. Em 2002, para levar seu fundador à Presidência da República, o PT lançou 24 candidatos a governador. Desta vez, para instalar no Planalto uma candidata nascida e criada no PDT brizolista, teve de conformar-se com apenas 10 candidaturas próprias. Porque Lula assim resolveu, perdeu peso para que o parceiro engordasse.

O arrendamento do PT maranhense à família Sarney, que estendeu à sigla companheira o domínio exercido pelos donatários da capitania sobre o PMDB, foi tão repulsivo quanto previsível: só poderia dar nisso a sequência de capitulações desonrosas impostas pelo chefe supremo. Lula vem mostrando quem manda desde que o ex-ministro Tarso Genro ignorou a ordem presidencial para entender-se com o PMDB gaúcho e colocar-se à disposição de José Fogaça, candidato do PMDB ao governo estadual, que retribuiria a gentileza oferecendo a Dilma Rousseff um bom palanque.

Em vez disso, Tarso lançou a própria candidatura ─ sem a indispensável autorização prévia do chefe supremo. Enquadrado no crime de desobediência, acabou condenado a quatro meses de abandono: o palanque do PT não será iluminado por aparições de Lula (que está pronto para atender a todos os convites que Fogaça fizer). Tarso refugiou-se no silêncio dos resignados. Depois de mostrar que o partido tem chefe, Lula tratou de mostrar o que faz um chefe sem freios nem controles.

Em São Paulo, o PT só foi poupado de engolir a candidatura de Ciro Gomes porque o deputado do PSB cearense não se interessou pela prenda. No Rio, em troca da submissão ao governador Sérgio Cabral, Lindberg Farias ganhou um salvo-conduto para perder sem constrangimentos a eleição para o Senado. Em Minas, a rendição sem luta foi sublinhada por humilhações adicionais.

Incluído em todas as listas de prováveis sucessores de Lula até 2007, quando todos os pretendentes petistas foram preteridos pela neocompanheira Dilma Rousseff, o ex-ministro Patrus Ananias soube em abril que também estava proibido de sonhar com o governo mineiro. Em seguida, soube que deveria fazer companhia a Hélio Costa como candidato a vice. Soube, enfim, que deveria receber com muito orgulho a notícia do rebaixamento.

O PMDB dispensou-se de concessões ao PT para lançar 13 candidaturas próprias. Para chegar a 10, o PT curvou-se a todas as exigências do parceiro e não teve uma única reivindicação atendida. O baiano Jacques Wagner e a paraense Ana Júlia Carepa imaginaram que um governador no primeiro mandato teria a candidatura à reeleição prontamente chancelada pela aliança. Erraram. Wagner vai dividir o apoio de Lula e Dilma com Geddel Vieira Lima. Ana Júlia terá de sobreviver por conta própria ao confronto com a tropa de choque de Jader Barbalho.

Concluída a montagem dos palanques estaduais, a contemplação do horizonte eleitoral escancara a verdade que os companheiros fingem não enxergar. O sócio majoritário é o PMDB. O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula.

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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

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sexta-feira, julho 02, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] HOLANDA, ETERNAMENTE HOLANDA *

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(*) Iolanda. Páblo Milanes e Chico Buarque.

"(...) Quando te vi, eu bem que estava certo
De que me sentiria descoberto.
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Se alguma vez me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda".
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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

02 de julho de 2010


Folha de S. Paulo

Manchete: Serra e Dilma mantêm empate

Datafolha mostra tucano com 39% e petista com 38%; Marina Silva, do PV, está com 10% das intenções de voto

José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) permanecem empatados na corrida presidencial, mostra o Datafolha. O tucano tem agora 39%. A petista oscilou para 38%.

Como a diferença está na margem de erro da pesquisa - de dois pontos percentuais -, há empate técnico entre Serra e Dilma. Marina Silva (PV) está com 10%.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.658 eleitores ontem e anteontem em todo o país. Em maio, Serra e Dilma tinham 37% cada um. Marina, 12%.

A exposição do tucano no mês passado levou à manutenção do cenário -50% afirmaram ter visto propaganda de Serra. Em maio, foram 29%. (Págs. 1, A4 e A6)

Análise

Se imperasse o determinismo econômico em eleição, era de esperar que a candidata da situação estivesse a ponto de liquidar a fatura no primeiro turno. Mas o jogo que definirá a sucessão de Lula, apesar da maré muito favorável da economia, ainda não está jogado, escreve Vinicius Mota. (Págs. 1 e A6)

Lula, 78%, e Dunga,69%, obtêm recorde de aprovação

Pesquisas do Datafolha mostram que tanto o presidente do Brasil quanto o técnico da seleção brasileira, alcançaram popularidade recorde nas suas gestões.

O governo de Lula é considerado ótimo ou bom por 78% dos brasileiros; eram 76% na pesquisa anterior.

Dunga é aprovado por 69% dos entrevistados, salto de 20 pontos ante seu índice em maio. (Págs. 1, A7 e D13)

Educação tem melhora, mas fica aquém do patamar de 95

O Ideb, Índice do governo que define o desempenho de alunos em português e matemática, mostrou melhoria significativa nos primeiros anos do ensino fundamental de 2005 a 2009.

O ritmo do avanço, porém, não se repetiu no nível médio. O progresso ainda é insuficiente para superar o patamar de 1995, quando o MEC começou a avaliar a educação básica. (Págs. 1 e C1)

Filho de Sarney admite agora ter conta na Suíça

O governo brasileiro pediu à Suíça que classifique como criminal bloqueio administrativo de US$ 13 milhões de Fernando Sarney. Pela primeira vez, o empresário admitiu ter dinheiro lá. Advogado afirmou que a origem é licita. (Págs. 1 e A11)

Boa notícia: Emissão de dióxido de carbono estaciona pela 1 ª vez desde 92 (Págs. 1 e A16)

Editoriais

Leia "Custos da burocracia", sobre entraves cartoriais que emperram a economia; e "Propaganda civilizada", acerca de nova etapa da lei Cidade Limpa. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Gilmar Mendes concede 1ª liminar contra Ficha Limpa

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes concedeu liminar que suspende os efeitos da Lei da Ficha Limpa para Heráclito Fortes (DEM-PI). O senador poderá se candidatar em outubro, apesar de existir contra ele uma condenação pelo Tribunal de Justiça do Piauí por condutas supostamente lesivas ao patrimônio público. De iniciativa popular, a lei, que está em vigor desde o mês passado, torna inelegíveis os já condenados pela Justiça. A decisão de Mendes deve provocar uma corrida de políticos barrados ao STF. O prazo para registro de candidaturas termina na próxima segunda-feira. (Págs. 1 e Nacional A4)

Serra desafia Dilma

Após o fim da crise com o DEM pela escolha do candidato a vice, o presidenciável José Serra (PSDB) voltou a desafiar ontem Dilma Rousseff (PT) para o debate. (Págs. 1 e Nacional A8)

Sindicatos pressionam por mínimo de R$ 570

Em clima eleitoral, as centrais sindicais começam a pressionar Congresso e governo para garantir um salário mínimo de R$ 570 em 2011. O assunto está em discussão na Comissão de Orçamento. O Ministério do Planejamento propõe elevar o mínimo de R$ 510 para R$ 535,91. (Págs. 1 e Economia B1)

R$ 550
É o valor proposto pelo relator do Orçamento, senador Tião Viana (PT-AC)

Ideb mostra ensino médio estagnado no Brasil

A qualidade do ensino no Brasil melhorou, mas está longe da que é encontrada em países desenvolvidos, mostra a segunda edição do índice de Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação. Numa escala de 1 a 10, estudantes do ensino médio alcançaram 3,6 - 0,1 a mais do que em 2007. Alunos dos anos iniciais e de anos finais tiveram desempenho 4,6 e 4,0. qs indicadores estão acima da meta estabelecida. O objetivo é alcançar Ideb 6 até 2021, mas, segundo especialistas, para cada novo degrau o esforço será maior. (Págs. 1 e Vida A18)

Berlusconi foi a festa folclórica, diz assessoria

A assessoria de Silvio Berlusconi classificou a "pole dance" como
"típico folclore" brasileiro. A nota foi uma resposta à notícia divulgada pelo Estado sobre a festa privê do premiê italiano com dançarinas em SP. (Págs. 1 e Internacional A13)

EUA patrocinam reunião entre Israel e Turquia (Págs. 1 e Internacional A12)

Balança comercial tem pior resultado desde 2002 (Págs. 1 e Economia B8)

Notas & Informações: Missão quase impossível

Serra tem de provar que não é verdade que oposição não ganha eleição;
governo é que perde. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: MPU abre 593 vagas e paga até R$ 6,5 mil

Além de oferecer cargos de níveis médio e superior, Ministério Público da União fará cadastro reserva e pode nomear 2.000 aprovados. A concorrência está acirrada. Em apenas um curso preparatório, há 90 turmas para a seleção. (Págs. 1 e 13)

Fica tudo para 2011

Governo suspende projeto de reestruturação de cargos e salários do funcionalismo (Págs. 1 e 12)

Confusão nas eleições dura até agosto

TSE vai reavaliar os limites impostos à participação de presidenciáveis nas campanhas estaduais. Mas a decisão sairá somente após o recesso do Judiciário. (Págs. 1, 2, 3, 25 e 26)

Rosso admite reajuste para os ônibus (Págs. 1 e 28)

Vida longa

Cientistas afirmam que os genes são os responsáveis pela capacidade de pessoas viverem mais de 100 anos (Págs. 1 e Ciência, 24)

EUA debatem o fim da internet (Págs. 1 e Tecnologia, 22)

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Valor Econômico

Manchete: Desaquecimento já atinge também países emergentes

Os países emergentes, puxados pela China, que vinham sustentando a recuperação mundial, começam a dar sinais de desaceleração e a ressuscitar os temores de que a economia global pode enfrentar uma nova fase de baixo crescimento ou mesmo recessão. Índices de gerentes de compra na China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan e Austrália indicam que a rápida expansão do primeiro trimestre perdeu fôlego. No Brasil, a produção industrial não cresceu entre abril e maio.

O primeiro sinal de amortecimento da economia veio da China, com o índice do HSBC, que declinou de 52,7 para 50,4 - acima de 50, ele indica crescimento. Na Coreia do Sul, o termômetro dos gerentes de compra chegou ao menor nível desde dezembro de 2009. Na África do Sul, sede da Copa, o índice caiu abaixo dos 50 pontos, apontando uma contração que não ocorria há oito meses. (Págs. 1 e A13)

A crise é uma 'bênção' para a Europa

Está em curso na Europa "a oportunidade única, imposta pela disciplina do mercado, para que se implementem importantes ajustes em uma espécie de refundação fiscal do euro", escrevem os economistas Octávio de Barros e Javier Santiso. Em sua opinião, o euro "se fortalecerá mais cedo do que muitos imaginam". Enfim, para uma Europa considerada "irreformável", a crise é uma espécie de
"bênção disfarçada", da qual o Estado do bem-estar social poderá ressurgir em novo formato e fortalecido. No Brasil, com exportações crescentes para a Ásia, as repercussões da crise europeia deverão ser "relativamente modestas".

Leia também perfis do jovem pianista e compositor André Mehmari e do parceiro de Noel Rosa, Oswaldo Gogliano, o Vadico, que faria cem anos em 2010, como o poeta da Vila. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Foto legenda: Emergentes do varejo

Luiz Carlos Batista, da Insinuante, Erivelto Gasques, da City Lar, e Ricardo Nunes, da Ricardo Eletro: triunvirato criado a partir da união de varejistas gera expectativas no mercado pelo formato inovador de negócio, em que as redes regionais mantêm relativa independência. (Págs. 1 e B6)

INSS cobra diferença de contribuição

A Previdência Social publicou nesta semana nova tabela do INSS para atualizar os valores das contribuições sociais a serem descontadas dos trabalhadores. A medida já era esperada em razão da correção do salário mínimo e das aposentadorias no fim do ano passado por medida provisória, convertida em lei em junho. No entanto, a retroatividade dos novos valores a janeiro deste ano foi uma surpresa. Imaginava-se que o pagamento das diferenças seria cobrado apenas a partir da publicação da nova lei.

Especialistas afirmam que, apesar de os empregadores não arcarem com a atualização - que cabe ao trabalhador -, na prática a medida traz uma série de complicações para eles, que devem fazer o recálculo das diferenças a serem descontadas da folha de salários desde o início do ano e retificar declarações. Outro problema é o de funcionários já demitidos e de serviços prestados por avulsos. (Págs. 1 e E1)

TI tem grande desempenho no semestre

Ainda mais acelerado que o setor industrial como um todo; que deve fechar o primeiro semestre com alta próxima de 16,5%, o segmento de tecnologia da informação chega a julho com resultados vistosos. Números preliminares obtidos pelo Valor apontam que empresas e governo gastaram R$ 24,3 bilhões com tecnologia no semestre, quase 20% mais que no mesmo período de 2009. Além do aumento da renda e da oferta de crédito, da inadimplência estabilizada e da perspectiva de crescimento do PIB de 7,3% no ano, também contribuiu para o desempenho a retomada das encomendas pelas empresas, que tinham adiado a renovação dos equipamentos no ano passado. As compras do governo e a expansão da demanda na classe C também tiveram influência no resultado.

O interesse das empresas pela renovação da infraestrutura também favoreceu o mercado de software, que encerrou o semestre com crescimento de 20%, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). De maneira geral. Os contratos de software aumentaram a partir de março. Tradicionalmente, esse é o período de menor volume de vendas e resultados, sempre inferior ao quarto trimestre do ano anterior. (Págs. 1 e B3)

Diageo tapa, com uísque, buraco em fundo de pensão (Págs. 1 e B9)

'Testes de estresse' vão exigir mais € 30 bi para bancos europeus (Págs. 1 e C8)

Investimentos em Pernambuco

O governo de Pernambuco anuncia hoje a chegada de 17 novas indústrias ao Estado. Juntas, vão investir cerca de R$ 300 milhões e criar mais de 3 mil empregos diretos. (Págs. 1 e A5)

Fé nos 'maduros'

Indústrias farmacêuticas investem em marketing para manter em evidência antigos campeões de vendas que não têm a patente protegida. (Págs. 1 e B1)

Segredo da longevidade

Cientistas da Universidade de Boston descobriram um traço genético da longevidade ao analisar o DNA de pessoas com mais de cem anos. A ideia é disponibilizar testes gratuitos para identificar esses genes. (Págs. 1 e B2)

Expansão da Panvel

A rede de farmácias gaúcha Panvel, também proprietária do laboratório Lifar, vai entrar no mercado de “cosmecêuticos" com marca própria - a empresa já produz para terceiros. Em 2011, a rede também chega ao Paraná, diz Julio Mottin Neto. (Págs. 1 e B5)

Ex-sócio leva Cobra à Justiça

Ex-sócio da espanhola Cobra demanda na Justiça parte do dinheiro obtido com a venda de sete linhas de transmissão no Brasil. O valor em disputa pode ultrapassar os R$ 450 milhões. (Págs. 1 e B7)

Preço do trigo vai ao Judiciário

A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) vai recorrer à Justiça contra portaria do Ministério da Agricultura, publicada ontem, que reduziu em 10% o preço mínimo para o trigo. (Págs. 1 e B12)

BC mira tarifa de cartões

O Banco Central passará a regular a cobrança de tarifas pelas empresas de cartões de crédito, por meio de alteração na Resolução 3.518 do CMN, que trata de tarifas bancárias. Pouco mais de dez cobranças deverão permanecer. (Págs. 1 e C1)

Aposta em energia renovável

Começa hoje a reserva de ações da Renova, geradora com foco em fontes renováveis de energia. A oferta, paralisada em março por conta das más condições do mercado, poderá movimentar até RS 229 milhões. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Cláudio Couto

Celeuma armada pelo PSDB em torno do vice de José Serra é o maior erro cometido até agora na campanha tucana. (P´gs. 1 e A6)

Ideias

Márcio Garcia

BC do Chile tem muito mais autonomia operacional que o do Brasil, e ela se estende além das metas de inflação. (Págs. 1 e A15)

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RADIOBRAS.

quinta-feira, julho 01, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ''TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO...'' *

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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(*) Todo dia era dia de índio. (Jorge Benjor).
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ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] AGRONEGÓCIO e MST

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01/07/2010-11h50

Serra afaga agronegócio e critica MST em sabatina da CNA

BRASIL/BALANÇA COMERCIAL [In:] ''BALANÇA MAS NÃO CAI" ?

01/07/2010-11h07

Balança comercial tem pior semestre desde 2002

Atualizado às 11h48.

A balança comercial do país (diferença entre importações e exportações) apresentou um saldo positivo de US$ 2,278 bilhões em junho, ante US$ 3,444 bilhões em maio.

O resultado também ficou abaixo do saldo visto em junho do ano passado, quando as exportações superaram as importações por US$ 4,604 bilhões.

Trata-se do superavit comercial mais baixo para um mês de junho desde 2002 (US$ 684 milhões). E também do saldo mais baixo para o primeiro semestre nos últimos oito anos (US$ 2,618 bilhões).

No acumulado de janeiro a junho, o país teve um saldo positivo de US$ 7,887 bilhões, bem abaixo do saldo comercial de US$ 13,907 bilhões registrado no primeiro semestre do ano passado.

Em junho, as exportações somaram US$ 17,095 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 14,817 bilhões. No mesmo mês do ano passado, as vendas externas haviam alcançado US$ 14,4 bilhões, enquanto as importações, US$ 9,86 bilhões.

Semestre

O crescimento das importações brasileiras fez com que o saldo da balança comercial caisse 43,7% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

A diferença entre o que o Brasil exportou e importou de janeiro a junho foi de US$ 7,8 bilhões (média diária de US$ 64,1 milhões), contra US$ 13,9 bilhões em 2009 (média diária de US$ 114 milhões).

Ainda na comparação pela média diária, o valor das importações subiu 43,9% no semestre, passando de US$ 56,04 bilhões (média diária de US$ 459 milhões) para US$ 81,3 bilhões (média de US$ 661 milhões).

Já as exportações aumentaram 26,5% no primeiro semestre, alcançando US$ 89,18 bilhões (média de US$ 725,1 milhões).

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ITÁLIA/BRASIL:BERLUSCONI [In:] ''FESTA NO AP''

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Festa privê anima visita de Berlusconi ao Brasil

01 de julho de 2010 | 10h 49

AE - Agência Estado

O premier italiano, Silvio Berlusconi, passou dois dias no Brasil em reuniões com empresários e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, encontrou tempo na apertada agenda para conhecer seis garotas brasileiras em festa privê, na suíte presidencial do Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej.

A princípio, o motivo da reunião não havia ficado muito claro para algumas convidadas. "Na verdade, eu nem sabia porque eu estava indo (à festa). Só sabia que tinha sido contratada para uma apresentação de dança na segunda-feira", afirmou Alexandra Valença, dançarina de 28 anos e expert em "pole dance" há 7, contratada por R$ 2 mil para apresentar a dança para Berlusconi. "No jantar, eles apresentaram por alto o projeto de um programa de canal de televisão que eles têm na Itália. E disseram que queriam levar brasileiras para lá. Pelo que ouvi, vai estrear em 10 ou 15 dias."

Para aprovar previamente as mulheres que seriam apresentadas ao líder conservador, um homem, que se identificou em bom português como "empresário italiano", Valter, reuniu-se com a meia dúzia de jovens para jantar na mesma suíte do hotel, mas no domingo, um dia antes da festa. Lá, explicou às presentes sobre a tal atração televisiva. E ressaltou também as possibilidades de trabalho futuro na Itália "em publicidade, por exemplo".

Depois de receber o aval de Valter, o grupo se reencontrou no dia seguinte, agora com a presença do chefe de Estado italiano. Depois de 12 minutos de dança - que também incluiu um tango e uma troca de figurino -, todos se sentaram ao redor de uma longa mesa para saborear o jantar. Alexandra foi embora e a festa continuou madrugada adentro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] DEBATE. ÍNDIO DA COSTA MOSTRA AS ARMAS

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Índio da Costa rebate Lula e chama Dilma para o debate

No Twitter, vice de Serra acusou o presidente de tentar barrar a Lei da Ficha Limpa


Carol Pires / BRASÍLIA - estadão.com.br

BRASÍLIA - Anunciado, na tarde de quarta-feira, 30, como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) participa, nesta quinta-feira, 1º, pela primeira vez de um evento de campanha ao lado do presidenciável, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sentado na primeira fila, enquanto assiste a sabatina com Serra, o deputado aproveitou para responder, via Twitter, ao presidente Lula.


"Lula diz q não me conhece. Esqueceu que tentou barrar o ficha limpa, mas não conseguiu", publicou Índio da Costa às 11h51. O presidente Lula disse, na quarta-feira, que não conhecia o deputado e perguntou aos jornalistas de onde ele era.

Minutos depois, Índio da Costa fez uma provocação à candidata do PT, Dilma Rousseff. "Dilma fugiu do debate com Serra na CNA. Se ela preferir debater comigo, estou à disposição". Nem Dilma Rousseff nem Marina Silva, candidata do PV, compareceram à sabatina da CNA.

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ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] DEBATE. IRRELÂNCIA OU DESCASO ?

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'Minha estratégia é da exposição, do debate e da verdade', diz Serra em sabatina da CNA

Publicada em 01/07/2010 às 12h36m

Adriana Vasconcelos

BRASÍLIA - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao iniciar sua exposição na sabatina da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), alfinetou a ausência de suas duas principais adversárias na disputa eleitoral. As candidatas do PT, Dilma Rousseff, e do PV, Marina Silva, não compareceram ao encontro.

- Minha estratégia é a da exposição, do debate e da verdade - disse Serra.

Dilma alegou problemas de agenda e Marina justificou que não teria recebido previamente as perguntas que lhe seriam feitas.

" O silêncio dos candidatos tira dos eleitores o direito de conhecer melhor os candidatos "

A presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu, também criticou a ausência das duas.

- O silêncio dos candidatos tira dos eleitores o direito de conhecer melhor os candidatos - lamentou.

Durante a sabatina, o candidato tucano aproveitou para elogiar o desempenho da agricultura brasileira:

- A agricultura tem sido a grande âncora verde da estabilidade de preços, muito mais do que âncora cambial - disse Serra

- Agricultura é o setor que tem segurado a inflação e ajudado a diminuir o desequilíbrio externo do Brasil que está em pleno galope - completou.

O presidenciável defendeu mais investimento em logística para o escoamento da safra brasileira.

- A diferença entre o que se diz que se está fazendo pela logística e o que é feito na realidade é descomunal - disse.

Serra disse ainda que é uma "ironia" a política dos assentamentos no país.

- Muitos assentamentos são mantidos por cestas básicas, o que é uma ironia. Eles deviam estar produzindo - afirmou.

E voltou a criticar a política tributária brasileira, lembrando que o país tem a maior carga tributária e que não deve ser exibida com orgulho.

- Não devemos comparar os índices com os países desenvolvidos e sim, com os comparáveis.

Na véspera, DEM e PSDB anunciaram a escolha do deputado federal Indio da Costa (DEM) para vice de Serra, depois de três meses de intensa negociação. O tucano destacou que o episódio terminou sem sequelas para os dois partidos e afirmou que a indicação representou "uma aliança forte pelo Brasil" .

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/07/01/
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

01 de julho de 2010

Folha de S. Paulo

Manchete: Serra cede ao DEM e muda vice

Sob pressão de partido aliado, candidato troca senador do Paraná por deputado carioca sem expressão nacional

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cedeu à pressão do DEM e aceitou indicação do partido para vice em sua chapa.

Será o deputado Índio da Costa, 39, "cria" do ex-prefeito Cesar Maia, nome sem expressão nacional e nunca antes cogitado para o posto.

A decisão de Serra, que desde sexta tentava convencer o DEM a aceitar o tucano Álvaro Dias (PR), surpreendeu até os aliados próximos.

A opção Índio da Costa surgiu de reunião na madrugada de ontem, na qual venceu a tese de que o vice deveria ser do Rio ou de Minas. Serra preferiu um nome da "nova geração". (Págs. 1 e Poder)

Perfil
Índio teve apenas uma experiência no Executivo. Foi secretário de Administração do Rio. Acusado na CPI municipal da merenda escolar, não foi indiciado. (Págs. 1 e A10)

Economia vai crescer 7,3%, prevê agora o BC

O Banco Central elevou a previsão de crescimento da economia em 2010 de 5,8% a 7,3% - acima das estimativas feitas pelo mercado e pelo Ministério da Fazenda. A projeção de inflação também subiu, para até 5,4%.

Parte do mercado financeiro interpretou as projeções do Relatório Trimestral de Inflação como sinal de que os juros básicos seguirão em alta. Espera-se taxa de 12% em dezembro. Hoje, é de 10,25% ao ano. (Págs. 1 e B4)

ONG ligada a Mandela diz ver risco de onda de xenofobia

A Fundação Nelson Mandela, ONG ligada ao ex-presidente sul-africano, vê risco de violência contra estrangeiros na fase final da Copa do Mundo, relatam as enviadas Laura Capriglione e Paula Cesarino Costa.

Refugiados do Zimbábue dizem sofrer ameaças de gangues em favelas. A Fifa anunciou que os jogos das quartas de final serão usados como "plataforma contra discriminação". (Págs. 1 e D20)

Boa notícia: Estudantes do semiárido vão construir robôs

O Centro de Educação Científica do Semiárido, projeto do neurocientista Miguel Nicolelis, foi inaugurado em Serrinha (BA); 400 jovens vão aprender em projetos de tecnologia. (Págs. 1 e C2)

Editoriais

Leia "Vice inesperado", acerca da definição do companheiro de chapa de José Serra; e "Educação com método", sobre o uso de apostilas nas escolas. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Serra cede ao DEM e aceita vice ligado a Cesar Maia

Deputado Índio da Costa é escolhido após crise deflagrada há cinco dias com indicação do tucano Álvaro Dias

Sob pressão do DEM e diante do risco de desmonte da própria candidatura presidencial, o PSDB trocou a indicação do senador tucano Álvaro Dias (PR) pela do deputado federal Antônio Índio da Costa (DEM-RJ) para o posto de vice-presidente na chapa de José Serra. Após cinco dias de desgaste na aliança, foi fechado, no limite do prazo permitido pela Lei Eleitoral, o acordo que renderá à coligação mais 3 minutos no programa de rádio e TV. Se não houvesse entendimento até a meia-noite de ontem, Serra disputaria a eleição contra Dilma Rousseff (PT) apoiado apenas por PPS e PTB, além de seu próprio partido. Serra anunciou Índio da Costa, ligado ao grupo político de Cesar Maia, como "peça fundamental na aprovação do projeto Ficha Limpa". (Págs. 1 e Nacional A4 e A6)

Foto legenda: Chapa. Índio da Costa e Serra durante a convenção do DEM: presidenciável apresentou seu candidato a vice como um 'político da nova geração'

Campanha ainda precisa achar um rumo

Definição do vice, que poderia ter saído antes, de forma discutida e estratégica, surge tardiamente, com a marca do improviso e com só um efeito, pelo menos por ora: sacramentar a aliança com o DEM. (Págs. 1 e Nacional A4)

BC prevê PIB de 7,3% e indica novas altas de juro

O Banco Central aumentou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto deste ano de 5,8%, em março, para 7,3%, superando a previsão do próprio mercado (7,13%). E a maior revisão já feita pelo BC de um trimestre para outro. A estimativa de inflação subiu de 5,2% para 5,4%. O cenário traçado pelo BC reforça a expectativa de novas altas de juros. (Págs. 1 e Economia B4)

Empresas já investem mais que antes da crise

O investimento representou 8,3% do faturamento líquido de 500 empresas no 1º trimestre, diz estudo. No mesmo período de 2008, era 7,7%. (Págs. 1 e Economia B1)

Silvio Berlusconi: Diplomacia e pole dance

O premiê italiano Silvio Berlusconi passou dois dias no Brasil em reuniões com empresários e com o presidente Lula. Mesmo assim, teve tempo para conhecer seis garotas em festa privê, em um hotel de São Paulo, relata Débora Bergamasco. Contratada por R$ 2 mil, dançarina apresentou a "dança do poste". (Págs. 1 e Internacional A16)

Eleição expõe fragilidade de Merkel

A chanceler alemã Angela Merkel sofreu ontem ao longo de três votações na Assembleia Federal para conseguir eleger seu candidato, o democrata-cristão Christian Wulff, presidente da Alemanha, cargo de valor simbólico. A eleição expõe a fragilidade da chanceler, que, desde setembro, enfrenta divisões no governo de coalizão. Analistas já põem em dúvida a capacidade de Merkel de comandar o país. (Págs. 1 e Internacional A15)

Capitalização da Petrobrás terá FGTS (Págs. 1 e Economia B5)

TCM vê sobrepreço em túnel até Imigrantes (Págs. 1 e Cidades C1)

Notas & Informações: O otimismo do BC

Projeção é de que a economia crescerá 7,3%. Pressão inflacionária é risco. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: STF rejeita intervenção por ampla maioria: 7x1

O primeiro voto contrário à violação da autonomia política do Distrito Federal partiu de Cezar Peluso, presidente do Supremo e relator do caso. Ele considerou que a ordem foi restabelecida na capital da República, não havendo sentido para uma medida tão drástica como a intervenção. Os integrantes da Corte de Justiça que acompanharam o voto de Peluso ressaltaram as ações saneadoras no DF, como a eleição indireta de um governador e a punição de envolvidos. Foram contrários os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Carlos Ayres Britto foi o único a deferir o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República. (Págs. 1 e 37)

Visão do Correio: Vitória da sensatez

Merece aplauso a decisão do Supremo Tribunal Federal contra a intervenção na capital da República. O bom senso imperou na sessão de ontem quando, por 7 X1, respeitou-se a autonomia política do DF. (Pág. 1)

Reviravolta nas eleições

TSE apavora o meio político ao definir que presidenciáveis estão proibidos de aparecer na propaganda eleitoral caso haja na coligação estadual partidos com concorrentes ao Planalto. Disputa no DF pode mudar (Págs. 1, 6, 35 e 36)

Presidência: Serra vai de Índio como vice

Por essa nem o escolhido esperava. “Foi uma enorme surpresa para mim”, disse o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), após receber a notícia do próprio Serra. “Nem sei quem é. De onde ele é?”, perguntou Lula. (Págs. 1 e 2 a 5)

Sucessor de Lula paga reajuste do Judiciário

Um dia após barrar o aumento de 56% nos salários dos servidores, governo faz acordo para conceder a correção a partir de janeiro de 2011, em parcelas. (Págs. 1 e 19)

Vim, vi e venci

Eunice Carvalhido é escolhida para chefiar o MPDFT (Págs. 1 e 40)

Crime da 113: Dez meses e muitos mistérios

A investigação do triplo assassinato da Asa Sul reforça a tese de participação de parentes do casal Villela no crime. Uma lâmina foi achada no apartamento e há indícios de que apareceu no local após as perícias. (Págs. 1 e 41)

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Valor Econômico

Manchete: Veto português traz ameaça à Vivo

A surpreendente e tardia intervenção do governo português, ao usar de forma inédita seu direito de veto para evitar a venda da Vivo à Telefónica por € 7,15 bilhões, ampliou o impasse e colocou em xeque o futuro da capacidade de competição das empresas no Brasil. Após dois meses de uma negociação pública e desgastante, e da terceira oferta feita pelos espanhóis, os acionistas aprovaram que a Vivo fosse para as mãos da Telefónica por 74% a 26%. A Comissão Europeia avaliará a validade do direito de veto do governo português no dia 8. O grupo espanhol manteve sua proposta de compra até o dia 16.

A magnitude da oferta da Telefónica dá uma ideia do que está em jogo. Sua última proposta corresponde a três vezes o valor de mercado da Vivo em maio, 35 vezes o valor dos lucros esperados e mais de 90% do valor de mercado da própria Portugal Telecom. (Págs. 1, D1 e D4)

Duas visões sobre juros para 2011

O juro real no Brasil vai encerrar o ano no nível de 4,4%, confirmando recorde de baixa. Para economistas, juro real de um dígito pelo terceiro ano consecutivo, em meio à forte pressão inflacionária, ajuda a alimentar a expectativa de que o aperto monetário possa se estender até o início de 2011. Eles alertam que o juro real é baixo para conter o ímpeto da atividade e que o juro real "neutro" é bem superior, em torno de 7% ao ano.

O Relatório de Inflação do Banco Central trouxe sinais menos conservadores do que a ata do Comitê de Política Monetária e reforçou a tese de que a taxa Selic deve fechar o ano na casa dos 12%. Os cálculos indicam que a inflação prevista está agora "em torno do valor central para a meta", em 4,6% em 2011. "Comparada aos números que tínhamos quando da reunião do Copom, a nossa projeção para 2011 é ligeiramente menor", disse o diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo. O BC elevou de 5,8% para 7,3% sua projeção de crescimento da economia. (Págs. 1, C1 e A16)

Rio e tempo na TV explicam Índio da Costa

O processo de escolha do candidato a vice na chapa do PSDB à Presidência foi marcado por equívocos, improvisação e falta de organização política na campanha de José Serra, que mal conhece o deputado Índio da Costa, nome indicado ontem pelo Democratas. Mas a escolha dá palanque ao PSDB no terceiro maior colégio eleitoral, o Rio, e tempo na TV.

Serra subestimou a reação do Democratas, que começou a tomar forma na convenção do PSDB no dia 12, em Salvador. Ele não queria ouvir o presidente do DEM, Rodrigo Maia, que esteve na linha de frente de um movimento no sentido de influenciar o PSDB a escolher Aécio Neves como candidato a presidente.

O DEM é responsável por um terço dos 7min23s que Serra terá na televisão. A queixa dos Democratas era que o partido servia para dar tempo de televisão para os tucanos, mas não para indicar o vice. O PSDB não percebeu que o cargo de vice deixou de ser urna reivindicação do grupo pró-Aécio para impregnar todo o partido. (Págs. 1 e A11)

Foto legenda: Índio da Costa: convite aceito por discordar da forma como o governo 'inchou' a máquina pública

Após quase um ano, greve na Inco está perto do fim

Perto de completar um ano, no próximo dia 13, a greve dos cerca de 3 mil trabalhadores das minas de níquel e cobre da Vale no Canadá quase terminou anteontem, durante negociação intermediada por um mediador independente. Os dois lados trocam acusações de violência, intimidação, xenofobia e racismo, nesta que já é a mais longa paralisação da história do poderoso e bem financiado sindicato local.

Os negociadores se acertaram sobre as questões econômicas que levaram os trabalhadores a cruzar os braços, como o sistema de aposentadoria e o pagamento de bônus. Mas chegaram a um impasse quanto à recontratação de nove grevistas demitidos pela empresa. A despeito do otimismo das partes, os conflitos não terminaram. Nesta semana, três trabalhadores, incluindo um integrante do comitê de negociação, foram levados pela Vale à Corte Superior de Justiça para responder a uma acusação criminal por supostamente desrespeitarem uma ordem judicial que disciplina os piquetes nas portas das minas. (Págs. 1, B1 e B9)

Crescimento se acelera na Argentina

O crescimento das exportações para o Brasil, uma safra agrícola acima do previsto e a manutenção de estímulos fiscais levaram bancos e consultorias a aumentar as estimativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina em 2010. Ontem mesmo a RBS Securities elevou sua estimativa de 4,4% para 7%. A União Industrial Argentina (UIA) prevê que a indústria crescerá entre 6% e 8%.

O setor automotivo, cuja produção poderá alcançar o recorde histórico de 680 mil unidades, dita o ritmo mais forte da economia. De cada cem veículos fabricados, quase 60 são destinados ao Brasil. Nos cálculos do Ieral, o centro de estudos da prestigiada Fundação Mediterrânea, só o aumento das vendas ao principal sócio do Mercosul agregará 0,8 ponto percentual ao PIB argentino. (Págs. 1 e A13)

UE propõe cortar subsídios agrícolas a países que descumprem suas metas fiscais (Págs. 1 e A13)

Títulos em reais dá a maior margem de retorno a investidor (Págs. 1 e C6)

Limites à política social

Especialistas em políticas sociais afirmam que, sem reforma tributária, redução da pobreza por meio de programas de transferência de renda está perto do limite. (Págs. 1 e A2)

Trem-bala

Tribunal de Contas da União reduz estimativa de custo do Trem de Alta Velocidade entre São Paulo e Rio e impõe limite de 60,3% do valor total para o financiamento público ao projeto. (Págs. 1 e A3)

OMC condena Airbus

Em processo movido pelos EUA, a Organização Mundial do Comércio (OMC) considerou que a União Europeia concede subsídios ilegais à Airbus. As partes ainda podem apelar da decisão. (Págs. 1 e A13)

JAL suspende voos ao Brasil

A Japan Airlines (JAL) vai suspender por tempo indeterminado seus dois voos semanais entre São Paulo e Tóquio. A medida é parte da reestruturação da companhia, que enfrenta grave crise financeira. O último voo decola em 27 de setembro. (Págs. 1 e B6)

Cisão da Usiminas

A Usiminas anunciou ontem a criação da Mineração Usiminas, que englobará os ativos minerais e de logística da siderúrgica e contará com 30% de participação da trading japonesa Sumitomo. (Págs. 1 e B7)

Propulsão independente

Com a inauguração da fábrica de motores de Campo Largo (PR), a Fiat encerra sua dependência da General Motors no segmento de médio porte, nas versões 1.6 e 1.8. (Págs. 1 e B7)

Semestre de perdas para os grãos

Clima favorável e incertezas sobre o futuro da demanda determinaram novas quedas dos grãos na bolsa de Chicago em junho, que encerraram o semestre com perdas de 10% a 15%. (Págs. 1 e B14)

Ações da BRF lideram queda

Mercado reage às restrições sugeridas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico à fusão entre Sadia e Perdigão e ações da BRF têm a maior queda do Ibovespa. (Págs. 1 e D6)

Ideias

Ribamar Oliveira

Ampliação dos investimentos da União depende da fixação de limites para o crescimento das despesas com pessoal. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Países da zona do euro com dificuldades para rolar suas dívidas não têm outra alternativa a não ser o ajuste fiscal. (Págs. 1 e A15)

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RADIOBRAS.