A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
segunda-feira, julho 05, 2010
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
05 de julho de 2010
Folha de S. Paulo
Manchete: Escola pública está três anos atrás da particular
Aluno que estudou pelo menos oito anos no ensino fundamental numa escola privada sabe, em média, mais do que jovem que se forma no ensino médio público, curso que dura três anos a mais, no mínimo.
A conclusão aparece no resultado do Ideb, principal indicador de qualidade de ensino do Ministério da Educação, que será divulgado hoje. Os testes avaliam português e matemática.
Em matemática, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na escola pública, ao fim do ensino médio, com três anos a mais de aulas, a média é de apenas 266.
Segundo especialistas, o nível socioeconômico da família do aluno é preponderante no seu desempenho e por isso a rede privada tem as melhores notas. (Págs. 1 e C1)
Lula encontra ditador no último giro pela África
Obiang Nguema Mbasogo, há 31 anos no poder, é acusado de enriquecimento e crimes contra os direitos humanos, relata a enviada Ana Flor. A capital do país é vigiada por tanques. (Págs. 1 e A9)
Só 17% levam em conta o vice ao eleger presidente
Serra diz que vai gastar R$180 mi; Dilma, R$ 157 mi
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Verba extra não melhora escolas com mau resultado
Além de medir a qualidade do ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim. No foco do MEC encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas. Mesmo recebendo dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranidng melhorou o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas. (Págs. 1 e Vida A12 a A19)
Esforço. As seis escolas municipais de Cajuru (SP) estão entre as mais bem avaliadas. (Págs. 1 e Vida A14)
Mbasogo, 31 anos no poder, recebe Lula
Serra e Dilma definem planos de governo
Setor de carga aérea também sofre com infraestrutura ruim
Violência e intimidação marcam eleição mexicana (Págs. 1 e Internacional A8)
SP vai monitorar 4,8 mil presos com tornozeleiras (Págs. 1 e Cidades C1)
Carlos Alberto Sardenberg: Contribuições ao crescimento
Notas & Informações: Em defesa do TCU
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Distritais vão trabalhar só um dia por semana
Apesar dos mais de 800 projetos que aguardam análise, a meta é dedicação quase exclusiva à campanha eleitoral. (Págs. 1 e 19)
Registro de candidaturas, hoje, vai confirmar oito nomes para disputar o governo do DF (Págs. 1 e 20)
Servidor: Justiça freia criação de novas vagas
Eleições 2010: Os privilégios dos políticos suspeitos
Foto legenda: Cem alunos de escolas públicas brasileiras passarão uma semana imersos na cultura americana, a convite da Embaixada dos EUA. (Págs. 1 e 26)
DF avança no Ensino Básico e cai no Médio (Págs. 1 e 6)
Educação influi no risco de câncer (Págs. 1 e 17)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Blitz da Receita fiscaliza câmbio e faz autuações
Estão sendo fiscalizadas não só instituições financeiras como também empresas que contrataram câmbio. A ideia é verificar se os contratos de câmbio condizem com as operações concretas e com os tributos recolhidos. A Receita tem fiscalizado ingressos de moeda estrangeira em operações de comércio exterior e também remessas para pagamento de mútuo e compra de ativos, por exemplo. (Págs. 1 e A2)
Alta de crédito direcionado pressiona juro
Imóvel comercial lidera ganho
A revista "ValorInveste" ouviu aplicadores e comparou dados para encontrar quem ganhou mais dinheiro nesse segmento. A conclusão é de que a maior rentabilidade nos últimos anos foi obtida por quem comprou empreendimentos comerciais em São Paulo. (Págs. 1 e Valor Investe)
Foto legenda: A expansão ds hortaliças
Infraestrutura atrai nova geração de fundos private
Neste ano, esses fundos estão levantando pelo menos R$ 5 bilhões. É o caso do P2 Brasil, gerido por uma parceria entre o Pátria Investimentos e a Promon, que deve alcançar quase R$ 2 bilhões. A maior parte da captação já foi feita entre investidores no exterior, apurou o Valor . Seu alvo é a compra de posições de controle em empresas de infraestrutura.
Outro caso é um fundo de R$ 2 bilhões da Vinci Partners, que pretende atuar como uma alternativa de financiamento para o setor, comprando, por exemplo, papéis de dívida das empresas. Os gestores dessa nova geração de fundos estão atentos ao fato de que as obras vão precisar de outras fontes de financiamento além dos bancos estatais. (Págs. 1 e C1)
Estados deixam problemas da dívida para trás
Gávea e TPG são os novos sócios da Rumo
Derrota antecipada da seleção deixa comércio popular com estoque encalhado (Págs. 1 e A4)
O "senador das princesas" busca o voto da periferia (Págs. 1 e A12)
Lufthansa quer receber logo jatos da Embraer, diz Gemkow (Págs. 1 e B1)
Localização além-fronteiras
Sabão mais sustentável
Gargalo portuário
Centro de pesquisas da GE
Foco no pré-sal
Retomada nas ofertas de ações
SDE confirma restrição à BRF
Emprego dos sonhos
Ideias
Autoconfiança de Brasil e Argentina pode levar ambos os países a cometer erros de avaliação, não só sobre futebol. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Há uma aterrorizante semelhança entre a conta-movimento do BB na ditadura e a forma como vem operando o BNDES. (Págs. 1 e A11)
----------------------
radiobras.
domingo, julho 04, 2010
A HORA DO ''ÂNGELUS'' [In:] ALCOOLISMO A PARTIR DE ''EXEMPLO'' DOMÉSTICO...
Álcool
Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo
No Brasil, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. O que os pais podem fazer?
Cerveja, vodca, vinho e uísque. Proibidas para menores de 18 anos, as bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques carregados de álcool em festas de formatura, baladas ou bares. “Os jovens não enxergam a bebida como algo ruim por causa da legalidade da bebida e do fácil acesso. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas”, explica Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).
Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.
Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.
Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/adolescentes-comecam-a-beber-cada-vez-mais-cedo
---
sábado, julho 03, 2010
HORA-EXTRA [In:] ''ADIÓS PAMPA PIA" *
EDITORIAL [In:] ''EDUQUEM OS MENINOS..." *
Em sete anos e meio, o candidato a comandante da ONU escreveu 19 palavras
...A coluna errou ao afirmar que a letra de Lula deu as caras pela última vez em 7 de novembro de 1981, no bilhete acima reproduzido. Os garranchos titubeantes de quem trocou salas de aula por campinhos de futebol apenas mergulharam na clandestinidade. Em 2005, pela primeira vez depois da chegada de Lula à presidência, a raridade foragida fez uma ligeiríssima aparição em Brasília. Nesta terça-feira, foi vista em São Paulo, durante o lançamento do livro de Aloizio Mercadante, por 20 leitores premiados com o autógrafo do único presidente que escreve como um aluno do pré-primário.
Na mensagem de 1981, endereçada ao sobrinho Dogival, Lula desenhou 22 palavras e 6 algarismos, fuzilou uma preposição, degolou uma vírgula e demitiu um acento agudo para cumprimentar o aniversariante. Em dezembro de 2005, a ararinha-azul da caligrafia apareceu inesperadamente em 19 palavras rabiscadas numa folha de papel. Avistada pelo repórter Alan Marques e capturada por um fotógrafo do Globo, foi exposta à visitação pública na primeira página.
...
Como se vê na reprodução acima, o texto se divide em duas anotações. Primeira: “Tem demandas do Conselho que precisa ser discutido”. Não é fácil juntar numa só linha uma troca de verbo, um erro de concordância e dois assassinatos do plural. Lula conseguiu. O segundo tópico informa que Lula acabou de receber uma notícia boa (“Pnad” ) e duas ruins: “PIB – Zé Dirceu”. Na foto, os dedos do presidente encobrem parcialmente o nome do companheiro despejado meses antes da chefia da Casa Civil.
O manuscrito revela o que Lula de fato sentiu quando confrontado com três notícias. Alegrou-se com o crescimento da renda total detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2005 (8,7%). Não gostou do crescimento pífio do PIB (2,2%) nem da cassação do mandato de José Dirceu, aprovada pela Câmara dos Deputados em 1° de dezembro. Ao discursar na reunião, Lula escondeu o desconforto causado pelas notícias ruins e concentrou-se na boa para decolar rumo ao palavrório triunfalista.
O confronto entre as anotações e a discurseira reafirma que registros escritos revelam a verdade que registros orais tentam ocultar. Escrever é um ato solitário. Falar só faz sentido se há alguém ouvindo. Quase todos os políticos usam a voz para iludir plateias. Raríssimos rabiscam mentiras que só eles lerão. Historiadores sérios reconstituem os fatos baseados em registros escritos. Os presidentes brasileiros deixaram montanhas de manuscritos. Lula produziu só um. Em sete anos e meio, escreveu 19 palavras.
Não há manifestação mais perversa de elitismo do que autorizar quem nasceu pobre a morrer ignorante. Lula, insista-se, só não estudou porque não quis. Sobra-lhe tempo há pelo menos 30 anos. O que falta é a obstinação e a coragem que fizeram Marina Silva aprender a expressar-se como os louros de olhos azuis que vivem assombrando os discursos de Lula. Nascida num seringal do Acre, Marina sobreviveu à malária e à miséria, alfabetizou-se aos 16 anos e, aos 28, concluiu a Faculdade de História.
O despreparo assombroso não impede que Lula continue a sonhar com a secretaria-geral da ONU. Arquivaria imediatamente a ideia se algum integrante da entidade lhe pedisse que justificasse a candidatura num manuscrito de cinco linhas. Confrontado com o perigo, o homem que jamais manuseou um apontador de lápis cumpriria a promessa de, depois de desocupar o Planalto, gastar o tempo contando vantagem nos botequins de São Bernardo.
----------
(*) "Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens" (Pitágoras).
------------
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
---------
EDITORIAL [In:] A ERA LULA ou A ESQUERDA BRASILEIRA ''JÁ ERA'' ?
A jornada da esquerda petista em direção à irrelevância, por Ethan Edwards
“A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço”, constata Ethan Edwards em mais um texto admirável, que amplia e ilumina o post sobre a subordinação do PT à vontade de Lula e à cupidez do PMDB. É o tipo de leitura que não se adia:
Em 1980, a esquerda entregou a Lula a direção do processo de construção do PT. Compreendia que, de outro modo (isto é, com base nos princípios do marxismo ─ na hipótese de que alguém os conhecesse), não conseguiria construir o partido com que sonhava. Ou entregava a chefia do partido a Lula e seus amigos despolitizados (sabendo que daquilo adviria, na melhor hipótese, um partido populista) ou ficava à margem desse processo onde já se encontravam embarcados os militantes da Teologia da Libertação e o “novo sindicalismo”.
Optou, depois de pensar um pouco (na verdade, bem pouco), por associar-se a estes e ajudar a construir o partido que se dizia “dos trabalhadores”, reservando-se a ilusão de que, com o tempo, acabaria por arrebatar do operário personalista e seus cortesãos o comando do processo. Essa capitulação tinha um fundo realista. A esquerda já suspeitava (embora nunca tenha examinado de frente essa suspeita) que, em vez de complicados problemas teóricos, o que tornava impossível, no Brasil, a construção de um partido “verdadeiramente revolucionário” era algo bem mais difícil de “equacionar”: o povo brasileiro.
Cristão, conservador, respeitador das hierarquias, profundamente ligado à família, avesso a regras impessoais, o máximo de “comunismo” a que o brasileiro comum alguma vez se permitiu foi o de Dias Gomes e de João Saldanha, que estavam para Lênin e Trotsky assim como a umbanda está para a reforma protestante. Quem insistisse em construir no Brasil um partido marxista estaria condenado a viver num gueto. Lula, ao contrário da esquerda que o cercava, falava diretamente ao coração do “brasileiro médio”. O mais inteligente era entregar-lhe a chefia do novo partido.
Trinta anos depois, a situação da esquerda petista não melhorou. Na verdade, deteriorou-se por completo. Se lhe serve de consolo, entretanto, deve-se registrar que nessa jornada em direção à irrelevância a esquerda jamais pediu ajuda a ninguém. Caminhou sempre com as próprias pernas. A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço. O executado quase sempre era um dos seus – mas isso não tinha importância.
O que importava, então? Boa pergunta. Aceitemos, por generosidade, que tudo não passou de um enorme erro de cálculo. Mas a pergunta que realmente interessa, no entanto, é outra, e não se refere ao passado: por que, trinta anos depois daquela decisão infeliz, a esquerda continua, como um velho serviçal desfibrado, a apoiar todos os atos, mesmo os mais desprezíveis, de um governo banalmente populista, que enriqueceu os milionários e se aliou ao que havia de pior na política brasileira, e que evidentemente jamais abrirá caminho para a “revolução”, qualquer que seja a revolução que a esquerda diz almejar?
A pessoa ideal para responder a essa pergunta já faleceu: a Dra. Nise da Silveira. Ex-trotskista, dedicou toda sua vida madura a tratar de esquizofrênicos. Ela provavelmente compreenderia, melhor do que ninguém, o que se passa na alma de um petista que continua a se imaginar “revolucionário”. Ela lhe daria tinta e pincel e o estimularia: “Pinte, meu filho. Pinte mandalas. Você vai se sentir muito melhor”.
-------------
O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula
O casamento de conveniência entre os maiores partidos governistas, concebido e consumado por Lula para eleger a sucessora que inventou, foi um bom negócio para Dilma Rousseff, um negócio da China para o PMDB e um péssimo negócio para o PT. A candidata ganhou um viveiro de palanques estaduais e mais quatro minutos no horário eleitoral gratuito. O PMDB ganhou o direito de indicar o candidato a vice-presidente, mais fatias do possível bolo ministerial e o status de parceiro preferencial ─ privilégio que lhe garantiu o apoio de Lula em todas as pendências envolvendo o parceiro. O PT não ganhou nada. Só perdeu.
Oito anos depois de ter chegado ao coração do poder com Lula, o partido ficou bem menor que o candidato vitorioso. Em 2002, para levar seu fundador à Presidência da República, o PT lançou 24 candidatos a governador. Desta vez, para instalar no Planalto uma candidata nascida e criada no PDT brizolista, teve de conformar-se com apenas 10 candidaturas próprias. Porque Lula assim resolveu, perdeu peso para que o parceiro engordasse.
O arrendamento do PT maranhense à família Sarney, que estendeu à sigla companheira o domínio exercido pelos donatários da capitania sobre o PMDB, foi tão repulsivo quanto previsível: só poderia dar nisso a sequência de capitulações desonrosas impostas pelo chefe supremo. Lula vem mostrando quem manda desde que o ex-ministro Tarso Genro ignorou a ordem presidencial para entender-se com o PMDB gaúcho e colocar-se à disposição de José Fogaça, candidato do PMDB ao governo estadual, que retribuiria a gentileza oferecendo a Dilma Rousseff um bom palanque.
Em vez disso, Tarso lançou a própria candidatura ─ sem a indispensável autorização prévia do chefe supremo. Enquadrado no crime de desobediência, acabou condenado a quatro meses de abandono: o palanque do PT não será iluminado por aparições de Lula (que está pronto para atender a todos os convites que Fogaça fizer). Tarso refugiou-se no silêncio dos resignados. Depois de mostrar que o partido tem chefe, Lula tratou de mostrar o que faz um chefe sem freios nem controles.
Em São Paulo, o PT só foi poupado de engolir a candidatura de Ciro Gomes porque o deputado do PSB cearense não se interessou pela prenda. No Rio, em troca da submissão ao governador Sérgio Cabral, Lindberg Farias ganhou um salvo-conduto para perder sem constrangimentos a eleição para o Senado. Em Minas, a rendição sem luta foi sublinhada por humilhações adicionais.
Incluído em todas as listas de prováveis sucessores de Lula até 2007, quando todos os pretendentes petistas foram preteridos pela neocompanheira Dilma Rousseff, o ex-ministro Patrus Ananias soube em abril que também estava proibido de sonhar com o governo mineiro. Em seguida, soube que deveria fazer companhia a Hélio Costa como candidato a vice. Soube, enfim, que deveria receber com muito orgulho a notícia do rebaixamento.
O PMDB dispensou-se de concessões ao PT para lançar 13 candidaturas próprias. Para chegar a 10, o PT curvou-se a todas as exigências do parceiro e não teve uma única reivindicação atendida. O baiano Jacques Wagner e a paraense Ana Júlia Carepa imaginaram que um governador no primeiro mandato teria a candidatura à reeleição prontamente chancelada pela aliança. Erraram. Wagner vai dividir o apoio de Lula e Dilma com Geddel Vieira Lima. Ana Júlia terá de sobreviver por conta própria ao confronto com a tropa de choque de Jader Barbalho.
Concluída a montagem dos palanques estaduais, a contemplação do horizonte eleitoral escancara a verdade que os companheiros fingem não enxergar. O sócio majoritário é o PMDB. O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula.
---------------
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
------------
sexta-feira, julho 02, 2010
XÔ! ESTRESSE [In:] HOLANDA, ETERNAMENTE HOLANDA *





-----------
(*) Iolanda. Páblo Milanes e Chico Buarque.
"(...) Quando te vi, eu bem que estava certo
De que me sentiria descoberto.
...
Se alguma vez me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda".
---------------
[Homenagem aos chargistas brasileiros].
---
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
02 de julho de 2010
Folha de S. Paulo
Manchete: Serra e Dilma mantêm empate
José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) permanecem empatados na corrida presidencial, mostra o Datafolha. O tucano tem agora 39%. A petista oscilou para 38%.
Como a diferença está na margem de erro da pesquisa - de dois pontos percentuais -, há empate técnico entre Serra e Dilma. Marina Silva (PV) está com 10%.
Para o levantamento, foram entrevistados 2.658 eleitores ontem e anteontem em todo o país. Em maio, Serra e Dilma tinham 37% cada um. Marina, 12%.
A exposição do tucano no mês passado levou à manutenção do cenário -50% afirmaram ter visto propaganda de Serra. Em maio, foram 29%. (Págs. 1, A4 e A6)
Análise
Se imperasse o determinismo econômico em eleição, era de esperar que a candidata da situação estivesse a ponto de liquidar a fatura no primeiro turno. Mas o jogo que definirá a sucessão de Lula, apesar da maré muito favorável da economia, ainda não está jogado, escreve Vinicius Mota. (Págs. 1 e A6)
Lula, 78%, e Dunga,69%, obtêm recorde de aprovação
O governo de Lula é considerado ótimo ou bom por 78% dos brasileiros; eram 76% na pesquisa anterior.
Dunga é aprovado por 69% dos entrevistados, salto de 20 pontos ante seu índice em maio. (Págs. 1, A7 e D13)
Educação tem melhora, mas fica aquém do patamar de 95
O ritmo do avanço, porém, não se repetiu no nível médio. O progresso ainda é insuficiente para superar o patamar de 1995, quando o MEC começou a avaliar a educação básica. (Págs. 1 e C1)
Filho de Sarney admite agora ter conta na Suíça
Boa notícia: Emissão de dióxido de carbono estaciona pela 1 ª vez desde 92 (Págs. 1 e A16)
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Gilmar Mendes concede 1ª liminar contra Ficha Limpa
Serra desafia Dilma
Após o fim da crise com o DEM pela escolha do candidato a vice, o presidenciável José Serra (PSDB) voltou a desafiar ontem Dilma Rousseff (PT) para o debate. (Págs. 1 e Nacional A8)
Sindicatos pressionam por mínimo de R$ 570
R$ 550
É o valor proposto pelo relator do Orçamento, senador Tião Viana (PT-AC)
Ideb mostra ensino médio estagnado no Brasil
Berlusconi foi a festa folclórica, diz assessoria
"típico folclore" brasileiro. A nota foi uma resposta à notícia divulgada pelo Estado sobre a festa privê do premiê italiano com dançarinas em SP. (Págs. 1 e Internacional A13)
EUA patrocinam reunião entre Israel e Turquia (Págs. 1 e Internacional A12)
Balança comercial tem pior resultado desde 2002 (Págs. 1 e Economia B8)
Notas & Informações: Missão quase impossível
governo é que perde. (Págs. 1 e A3)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: MPU abre 593 vagas e paga até R$ 6,5 mil
Fica tudo para 2011
Confusão nas eleições dura até agosto
Rosso admite reajuste para os ônibus (Págs. 1 e 28)
Vida longa
EUA debatem o fim da internet (Págs. 1 e Tecnologia, 22)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Desaquecimento já atinge também países emergentes
O primeiro sinal de amortecimento da economia veio da China, com o índice do HSBC, que declinou de 52,7 para 50,4 - acima de 50, ele indica crescimento. Na Coreia do Sul, o termômetro dos gerentes de compra chegou ao menor nível desde dezembro de 2009. Na África do Sul, sede da Copa, o índice caiu abaixo dos 50 pontos, apontando uma contração que não ocorria há oito meses. (Págs. 1 e A13)
A crise é uma 'bênção' para a Europa
"bênção disfarçada", da qual o Estado do bem-estar social poderá ressurgir em novo formato e fortalecido. No Brasil, com exportações crescentes para a Ásia, as repercussões da crise europeia deverão ser "relativamente modestas".
Leia também perfis do jovem pianista e compositor André Mehmari e do parceiro de Noel Rosa, Oswaldo Gogliano, o Vadico, que faria cem anos em 2010, como o poeta da Vila. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Foto legenda: Emergentes do varejo
INSS cobra diferença de contribuição
Especialistas afirmam que, apesar de os empregadores não arcarem com a atualização - que cabe ao trabalhador -, na prática a medida traz uma série de complicações para eles, que devem fazer o recálculo das diferenças a serem descontadas da folha de salários desde o início do ano e retificar declarações. Outro problema é o de funcionários já demitidos e de serviços prestados por avulsos. (Págs. 1 e E1)
TI tem grande desempenho no semestre
O interesse das empresas pela renovação da infraestrutura também favoreceu o mercado de software, que encerrou o semestre com crescimento de 20%, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). De maneira geral. Os contratos de software aumentaram a partir de março. Tradicionalmente, esse é o período de menor volume de vendas e resultados, sempre inferior ao quarto trimestre do ano anterior. (Págs. 1 e B3)
Diageo tapa, com uísque, buraco em fundo de pensão (Págs. 1 e B9)
'Testes de estresse' vão exigir mais € 30 bi para bancos europeus (Págs. 1 e C8)
Investimentos em Pernambuco
Fé nos 'maduros'
Segredo da longevidade
Expansão da Panvel
Ex-sócio leva Cobra à Justiça
Preço do trigo vai ao Judiciário
BC mira tarifa de cartões
Aposta em energia renovável
Ideias
Celeuma armada pelo PSDB em torno do vice de José Serra é o maior erro cometido até agora na campanha tucana. (P´gs. 1 e A6)
Ideias
BC do Chile tem muito mais autonomia operacional que o do Brasil, e ela se estende além das metas de inflação. (Págs. 1 e A15)
------------------------------------------------------------------------------------
RADIOBRAS.quinta-feira, julho 01, 2010
ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] AGRONEGÓCIO e MST
01/07/2010-11h50
Serra afaga agronegócio e critica MST em sabatina da CNA
FLÁVIA FOREQUE
SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA
O ex-governador José Serra (PSDB) fez afagos ao setor agropecuário nacional em sabatina realizada pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) na manhã desta quinta-feira, em Brasília.
"A agropecuária tem sido uma galinha dos ovos de ouro do desenvolvimento brasileiro", afirmou para uma platéia de empresários da área. O candidato tucano ao Palácio do Planalto citou estatísticas para reforçar a importância do setor para a economia brasileira.
"Nos últimos 40 anos, [a agropecuária] conseguiu multiplicar a produtividade da terra em cerca de três vezes, ou seja, 200%. Essa é uma façanha que é devida, de um lado, à nossa capacidade empresarial. Do outro, da capacidade que o Brasil tem para o progresso tecnológico", disse o ex-governador.
Em uma indireta à candidata do PT, Dilma Rousseff, o tucano disse que sua estratégia de campanha é "da exposição, transparência e verdade." E continuou: "Existem outras estratégias que não passam por aí".
Serra afirmou que há setores que se dizem socialistas que querem o retrocesso no campo e disse que os restos mortais de Karl Marx devem estar tremendo no túmulo.
O candidato criticou o governo Lula por ajudar financeiramente o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), e disse que não tem a intenção de reprimir a atuação do movimento, mas afirmou ser contra o uso de dinheiro do governo para agir.
"O MST é um movimento que usa a reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionária e socialista no Brasil. Não quero reprimir, não. Só sou contra que usem dinheiro do governo para isso, não dá", disse ele. "Ao governo não compete dar dinheiro de forma disfarçada. Não adianta por o boné numa hora e na outra hora tira o boné e esconder na gaveta", disse, referindo-se ao hábito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vestir bonés de entidades durante eventos em que recebe o presente.
O encontro do tucano com os empresários do agronegócio acontece na sede da CNA, em Brasília. O evento começou com uma hora e meia de atraso. O deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), confirmado ontem para a vaga de vice na chapa de José Serra, acompanha o desempenho do tucano na platéia.
Em sua fala de abertura, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA lamentou a ausência das candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) no debate realizado pela entidade na manhã desta quarta-feira (1). "O silêncio de certa forma confunde os eleitores", criticou a senadora.
--------
BRASIL/BALANÇA COMERCIAL [In:] ''BALANÇA MAS NÃO CAI" ?
Balança comercial tem pior semestre desde 2002
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO
Atualizado às 11h48.
O resultado também ficou abaixo do saldo visto em junho do ano passado, quando as exportações superaram as importações por US$ 4,604 bilhões.
Trata-se do superavit comercial mais baixo para um mês de junho desde 2002 (US$ 684 milhões). E também do saldo mais baixo para o primeiro semestre nos últimos oito anos (US$ 2,618 bilhões).
No acumulado de janeiro a junho, o país teve um saldo positivo de US$ 7,887 bilhões, bem abaixo do saldo comercial de US$ 13,907 bilhões registrado no primeiro semestre do ano passado.
Em junho, as exportações somaram US$ 17,095 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 14,817 bilhões. No mesmo mês do ano passado, as vendas externas haviam alcançado US$ 14,4 bilhões, enquanto as importações, US$ 9,86 bilhões.
Semestre
O crescimento das importações brasileiras fez com que o saldo da balança comercial caisse 43,7% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.
A diferença entre o que o Brasil exportou e importou de janeiro a junho foi de US$ 7,8 bilhões (média diária de US$ 64,1 milhões), contra US$ 13,9 bilhões em 2009 (média diária de US$ 114 milhões).
Ainda na comparação pela média diária, o valor das importações subiu 43,9% no semestre, passando de US$ 56,04 bilhões (média diária de US$ 459 milhões) para US$ 81,3 bilhões (média de US$ 661 milhões).
Já as exportações aumentaram 26,5% no primeiro semestre, alcançando US$ 89,18 bilhões (média de US$ 725,1 milhões).
------
ITÁLIA/BRASIL:BERLUSCONI [In:] ''FESTA NO AP''
Festa privê anima visita de Berlusconi ao Brasil
O premier italiano, Silvio Berlusconi, passou dois dias no Brasil em reuniões com empresários e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, encontrou tempo na apertada agenda para conhecer seis garotas brasileiras em festa privê, na suíte presidencial do Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej.
A princípio, o motivo da reunião não havia ficado muito claro para algumas convidadas. "Na verdade, eu nem sabia porque eu estava indo (à festa). Só sabia que tinha sido contratada para uma apresentação de dança na segunda-feira", afirmou Alexandra Valença, dançarina de 28 anos e expert em "pole dance" há 7, contratada por R$ 2 mil para apresentar a dança para Berlusconi. "No jantar, eles apresentaram por alto o projeto de um programa de canal de televisão que eles têm na Itália. E disseram que queriam levar brasileiras para lá. Pelo que ouvi, vai estrear em 10 ou 15 dias."
Para aprovar previamente as mulheres que seriam apresentadas ao líder conservador, um homem, que se identificou em bom português como "empresário italiano", Valter, reuniu-se com a meia dúzia de jovens para jantar na mesma suíte do hotel, mas no domingo, um dia antes da festa. Lá, explicou às presentes sobre a tal atração televisiva. E ressaltou também as possibilidades de trabalho futuro na Itália "em publicidade, por exemplo".
-------
ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] DEBATE. ÍNDIO DA COSTA MOSTRA AS ARMAS
Índio da Costa rebate Lula e chama Dilma para o debate
No Twitter, vice de Serra acusou o presidente de tentar barrar a Lei da Ficha Limpa
BRASÍLIA - Anunciado, na tarde de quarta-feira, 30, como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) participa, nesta quinta-feira, 1º, pela primeira vez de um evento de campanha ao lado do presidenciável, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sentado na primeira fila, enquanto assiste a sabatina com Serra, o deputado aproveitou para responder, via Twitter, ao presidente Lula.
"Lula diz q não me conhece. Esqueceu que tentou barrar o ficha limpa, mas não conseguiu", publicou Índio da Costa às 11h51. O presidente Lula disse, na quarta-feira, que não conhecia o deputado e perguntou aos jornalistas de onde ele era.
Minutos depois, Índio da Costa fez uma provocação à candidata do PT, Dilma Rousseff. "Dilma fugiu do debate com Serra na CNA. Se ela preferir debater comigo, estou à disposição". Nem Dilma Rousseff nem Marina Silva, candidata do PV, compareceram à sabatina da CNA.
---------
ELEIÇÕES 2010/CNA [In:] DEBATE. IRRELÂNCIA OU DESCASO ?
'Minha estratégia é da exposição, do debate e da verdade', diz Serra em sabatina da CNA
Publicada em 01/07/2010 às 12h36m
BRASÍLIA - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao iniciar sua exposição na sabatina da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), alfinetou a ausência de suas duas principais adversárias na disputa eleitoral. As candidatas do PT, Dilma Rousseff, e do PV, Marina Silva, não compareceram ao encontro.
- Minha estratégia é a da exposição, do debate e da verdade - disse Serra.
Dilma alegou problemas de agenda e Marina justificou que não teria recebido previamente as perguntas que lhe seriam feitas.
" O silêncio dos candidatos tira dos eleitores o direito de conhecer melhor os candidatos "
A presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu, também criticou a ausência das duas.
- O silêncio dos candidatos tira dos eleitores o direito de conhecer melhor os candidatos - lamentou.
Durante a sabatina, o candidato tucano aproveitou para elogiar o desempenho da agricultura brasileira:
- A agricultura tem sido a grande âncora verde da estabilidade de preços, muito mais do que âncora cambial - disse Serra
- Agricultura é o setor que tem segurado a inflação e ajudado a diminuir o desequilíbrio externo do Brasil que está em pleno galope - completou.
O presidenciável defendeu mais investimento em logística para o escoamento da safra brasileira.
- A diferença entre o que se diz que se está fazendo pela logística e o que é feito na realidade é descomunal - disse.
Serra disse ainda que é uma "ironia" a política dos assentamentos no país.
- Muitos assentamentos são mantidos por cestas básicas, o que é uma ironia. Eles deviam estar produzindo - afirmou.
E voltou a criticar a política tributária brasileira, lembrando que o país tem a maior carga tributária e que não deve ser exibida com orgulho.
- Não devemos comparar os índices com os países desenvolvidos e sim, com os comparáveis.
Na véspera, DEM e PSDB anunciaram a escolha do deputado federal Indio da Costa (DEM) para vice de Serra, depois de três meses de intensa negociação. O tucano destacou que o episódio terminou sem sequelas para os dois partidos e afirmou que a indicação representou "uma aliança forte pelo Brasil" .
----------
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
01 de julho de 2010
Folha de S. Paulo
Manchete: Serra cede ao DEM e muda vice
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cedeu à pressão do DEM e aceitou indicação do partido para vice em sua chapa.
Será o deputado Índio da Costa, 39, "cria" do ex-prefeito Cesar Maia, nome sem expressão nacional e nunca antes cogitado para o posto.
A decisão de Serra, que desde sexta tentava convencer o DEM a aceitar o tucano Álvaro Dias (PR), surpreendeu até os aliados próximos.
A opção Índio da Costa surgiu de reunião na madrugada de ontem, na qual venceu a tese de que o vice deveria ser do Rio ou de Minas. Serra preferiu um nome da "nova geração". (Págs. 1 e Poder)
Perfil
Índio teve apenas uma experiência no Executivo. Foi secretário de Administração do Rio. Acusado na CPI municipal da merenda escolar, não foi indiciado. (Págs. 1 e A10)
Economia vai crescer 7,3%, prevê agora o BC
Parte do mercado financeiro interpretou as projeções do Relatório Trimestral de Inflação como sinal de que os juros básicos seguirão em alta. Espera-se taxa de 12% em dezembro. Hoje, é de 10,25% ao ano. (Págs. 1 e B4)
ONG ligada a Mandela diz ver risco de onda de xenofobia
Refugiados do Zimbábue dizem sofrer ameaças de gangues em favelas. A Fifa anunciou que os jogos das quartas de final serão usados como "plataforma contra discriminação". (Págs. 1 e D20)
Boa notícia: Estudantes do semiárido vão construir robôs
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Serra cede ao DEM e aceita vice ligado a Cesar Maia
Sob pressão do DEM e diante do risco de desmonte da própria candidatura presidencial, o PSDB trocou a indicação do senador tucano Álvaro Dias (PR) pela do deputado federal Antônio Índio da Costa (DEM-RJ) para o posto de vice-presidente na chapa de José Serra. Após cinco dias de desgaste na aliança, foi fechado, no limite do prazo permitido pela Lei Eleitoral, o acordo que renderá à coligação mais 3 minutos no programa de rádio e TV. Se não houvesse entendimento até a meia-noite de ontem, Serra disputaria a eleição contra Dilma Rousseff (PT) apoiado apenas por PPS e PTB, além de seu próprio partido. Serra anunciou Índio da Costa, ligado ao grupo político de Cesar Maia, como "peça fundamental na aprovação do projeto Ficha Limpa". (Págs. 1 e Nacional A4 e A6)
Foto legenda: Chapa. Índio da Costa e Serra durante a convenção do DEM: presidenciável apresentou seu candidato a vice como um 'político da nova geração'
Campanha ainda precisa achar um rumo
Definição do vice, que poderia ter saído antes, de forma discutida e estratégica, surge tardiamente, com a marca do improviso e com só um efeito, pelo menos por ora: sacramentar a aliança com o DEM. (Págs. 1 e Nacional A4)
BC prevê PIB de 7,3% e indica novas altas de juro
Empresas já investem mais que antes da crise
O investimento representou 8,3% do faturamento líquido de 500 empresas no 1º trimestre, diz estudo. No mesmo período de 2008, era 7,7%. (Págs. 1 e Economia B1)
Silvio Berlusconi: Diplomacia e pole dance
Eleição expõe fragilidade de Merkel
Capitalização da Petrobrás terá FGTS (Págs. 1 e Economia B5)
TCM vê sobrepreço em túnel até Imigrantes (Págs. 1 e Cidades C1)
Notas & Informações: O otimismo do BC
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: STF rejeita intervenção por ampla maioria: 7x1
Visão do Correio: Vitória da sensatez
Merece aplauso a decisão do Supremo Tribunal Federal contra a intervenção na capital da República. O bom senso imperou na sessão de ontem quando, por 7 X1, respeitou-se a autonomia política do DF. (Pág. 1)
Reviravolta nas eleições
Presidência: Serra vai de Índio como vice
Sucessor de Lula paga reajuste do Judiciário
Vim, vi e venci
Crime da 113: Dez meses e muitos mistérios
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Veto português traz ameaça à Vivo
A magnitude da oferta da Telefónica dá uma ideia do que está em jogo. Sua última proposta corresponde a três vezes o valor de mercado da Vivo em maio, 35 vezes o valor dos lucros esperados e mais de 90% do valor de mercado da própria Portugal Telecom. (Págs. 1, D1 e D4)
Duas visões sobre juros para 2011
O Relatório de Inflação do Banco Central trouxe sinais menos conservadores do que a ata do Comitê de Política Monetária e reforçou a tese de que a taxa Selic deve fechar o ano na casa dos 12%. Os cálculos indicam que a inflação prevista está agora "em torno do valor central para a meta", em 4,6% em 2011. "Comparada aos números que tínhamos quando da reunião do Copom, a nossa projeção para 2011 é ligeiramente menor", disse o diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo. O BC elevou de 5,8% para 7,3% sua projeção de crescimento da economia. (Págs. 1, C1 e A16)
Rio e tempo na TV explicam Índio da Costa
Serra subestimou a reação do Democratas, que começou a tomar forma na convenção do PSDB no dia 12, em Salvador. Ele não queria ouvir o presidente do DEM, Rodrigo Maia, que esteve na linha de frente de um movimento no sentido de influenciar o PSDB a escolher Aécio Neves como candidato a presidente.
O DEM é responsável por um terço dos 7min23s que Serra terá na televisão. A queixa dos Democratas era que o partido servia para dar tempo de televisão para os tucanos, mas não para indicar o vice. O PSDB não percebeu que o cargo de vice deixou de ser urna reivindicação do grupo pró-Aécio para impregnar todo o partido. (Págs. 1 e A11)
Foto legenda: Índio da Costa: convite aceito por discordar da forma como o governo 'inchou' a máquina pública
Após quase um ano, greve na Inco está perto do fim
Os negociadores se acertaram sobre as questões econômicas que levaram os trabalhadores a cruzar os braços, como o sistema de aposentadoria e o pagamento de bônus. Mas chegaram a um impasse quanto à recontratação de nove grevistas demitidos pela empresa. A despeito do otimismo das partes, os conflitos não terminaram. Nesta semana, três trabalhadores, incluindo um integrante do comitê de negociação, foram levados pela Vale à Corte Superior de Justiça para responder a uma acusação criminal por supostamente desrespeitarem uma ordem judicial que disciplina os piquetes nas portas das minas. (Págs. 1, B1 e B9)
Crescimento se acelera na Argentina
O setor automotivo, cuja produção poderá alcançar o recorde histórico de 680 mil unidades, dita o ritmo mais forte da economia. De cada cem veículos fabricados, quase 60 são destinados ao Brasil. Nos cálculos do Ieral, o centro de estudos da prestigiada Fundação Mediterrânea, só o aumento das vendas ao principal sócio do Mercosul agregará 0,8 ponto percentual ao PIB argentino. (Págs. 1 e A13)
UE propõe cortar subsídios agrícolas a países que descumprem suas metas fiscais (Págs. 1 e A13)
Títulos em reais dá a maior margem de retorno a investidor (Págs. 1 e C6)
Limites à política social
Trem-bala
OMC condena Airbus
JAL suspende voos ao Brasil
Cisão da Usiminas
Propulsão independente
Semestre de perdas para os grãos
Ações da BRF lideram queda
Ideias
Ampliação dos investimentos da União depende da fixação de limites para o crescimento das despesas com pessoal. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Países da zona do euro com dificuldades para rolar suas dívidas não têm outra alternativa a não ser o ajuste fiscal. (Págs. 1 e A15)
------------------------------------------------------------------------------------


