A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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segunda-feira, julho 05, 2010
EDUCAÇÃO [In:] POR QUE ''APRENDER A PESCAR'' SE TEMOS ''BOLSA PEIXE'' ???
VERBA EXTRA NÃO MELHORA ESCOLAS COM MAU RESULTADO
| ENTRE OS PIORES DE 2007, METADE NÃO ATINGIU META APESAR DE AJUDA DO MEC |
Autor(es): Marta Salomon, Lígia Formenti |
| O Estado de S. Paulo - 05/07/2010 |
Metade das que receberam ajuda do MEC depois de obterem as piores notas de 2007 não atinge meta
Além de medir a qualidade do ensino no País, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009 revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim. Municípios e escolas com pior desempenho - cujo resultado é divulgado hoje - receberam prioridade nas ações do Ministério da Educação (MEC), mas em muitos casos, nem essa ajuda extra resolveu. Mesmo recebendo um auxílio em dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranking nacional conseguiu melhorar o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas. A reportagem do Estado selecionou 155 municípios com notas até 2 na segunda etapa do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série). A nota 2 equivale a menos da metade da média nacional (4,6). O levantamento revela que, na avaliação do desempenho, quase a metade (45%), o que corresponde a 70 municípios, ou não conseguiu alcançar a meta ou piorou a nota - nesse universo, 58 municípios (37,4%) evoluíram, mas não alcançaram a nota, e 12 (8%) andaram para trás entre 2007 e 2009. Os outros municípios melhoraram a ponto de, pelo menos, alcançar a meta. Na amostra das 4.ª séries selecionada pelo Estado, com 47 municípios que tinham nota 2 no Ideb de 2007, 25 cidades, o que dá pouco mais da metade (53,1%), alcançaram a meta. Outros 22 municípios (47%) não alcançaram a meta. As metas variam de escola para escola e de município para município, dependendo do ponto de partida de cada um. Um exemplo de município que andou para trás é Chaves, no Pará. Em 2007, a educação da cidade recebeu nota 2 até a 4.ª série. Dois anos depois, quando a meta era chegar a 3,2, a nota foi de 1,4. Itatuba, na Paraíba, está na mesma situação: no intervalo de dois anos, a nota piorou, caindo de 1,8 para 1,4, ainda mais distante da meta de 2,6. O Nordeste concentra as piores situações. Também houve casos de melhora significativa, a ponto de a meta ser ultrapassada com folga. Foi o que aconteceu em Tucano, na Bahia. Em dois anos, a nota mais do que dobrou, de 2 para 5,4, superando a média nacional. A meta para 2009 era 3. "Os primeiros resultados deverão aparecer a partir do Ideb de 2011", avalia Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC. Nas próximas duas semanas, técnicos do ministério cruzarão dados do Ideb para avaliar o comportamento das escolas e municípios com pior desempenho. "Reformas educacionais demoram até uma geração, porque há fatores importantes como a escolaridade das mães e a formação de professores", alega. Apoio técnico. Maria do Pilar conta que houve dificuldades para definir o apoio técnico e financeiro aos municípios com pior desempenho. O ponto de partida para a ajuda era a apresentação de um plano pelos municípios e escolas. Inicialmente, de cada 10 planos apresentados ao MEC, 7 eram devolvidos, por serem inadequados. "Em um caso, o maior problema era a alfabetização de crianças, mas o plano previa a reforma da cozinha. Isso consumiu o ano de 2008 inteiro. E, no final, apenas um em cada dez planos era devolvido". Pilar se diz otimista: "Trata-se de uma mudança estrutural, que depende de mobilização, não é pirotecnia." Entre as medidas adotadas com mais frequência nos municípios de pior Ideb, a secretária destacou cursos para formação de professores de português e matemática para as séries iniciais do ensino fundamental - 280 mil professores já se inscreveram. PARA ENTENDER O Ideb é formado por: 2. |
LULA ''BY'' LULA [In:] ONU É PARA ''BUROCRATA''
Lula descarta disputar cargo de secretário-geral da ONU
'O secretário-geral deve ser um técnico, um burocrata. Não pode ser um político', afirmou o presidente, que também comentou a derrota da seleção argentina
Lula participa da Cúpula Brasil - CEDEAO ( Cúpula da Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste), na Ilha do Sal, em Cabo Verde
CABO VERDE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou a possibilidade de disputar o cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Em entrevista no começo da tarde deste sábado, 3, após encontro com chefes de Estado da África, ele disse que a entidade deve ser comandada por um "bom burocrata" e ironizou o governo norte-americano, que se opôs à proposta de sua candidatura levantada por dirigentes europeus. "O secretário-geral deve ser um técnico, um burocrata. Não pode ser um político", afirmou. "Um político pode criar um problema muito sério. Imagine se amanhã o presidente dos Estados Unidos quiser ser o secretário-geral da ONU? Não dá certo."
Logo depois da declaração, Lula se esforçou para demonstrar diplomacia no campo do futebol. Questionado sobre a eliminação da Argentina na Copa da África pela Alemanha, o presidente disse que estava "muito triste", sem segurar, no entanto, um sorriso de ironia. "Eu me definho, fico triste, quando cai um time do Mercosul", disse.
Hospedado em um hotel frequentado por europeus na ilha de Sal, no arquipélago de Cabo Verde, Lula foi cumprimentado por torcedores alemães, que, animados com o resultado do jogo, pediram para tirar foto com ele. Rindo, o presidente posou para fotografias.
Em seu 11º e último giro oficial pelo continente africano como presidente, Lula foi homenageado por 13 chefes de Estado do oeste da África que participam em Cabo Verde de um encontro de cúpula. O desejo do presidente era chegar a Johannesburgo no próximo dia 8, última escala de sua viagem à África, para assistir a seleção brasileira na final da Copa. A derrota do Brasil para a Holanda, na sexta-feira, derrubou o clima festivo da viagem. Assessores do governo dizem que uma festa brasileira era o cenário mais desejado pelo presidente para se despedir do continente africano, uma ilustração "perfeita" de sua política externa.
http://www.estadao.com.br/noticias/
nacional,lula-descarta-disputar-cargo-de-secretario-geral-da-onu,575921,0.htm
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O céu é o limite
Nem ONU, nem Banco Mundial!
O prefácio que Lula assina em livro de Aloizio Mercadante pode ser o primeiro passo no caminho do presidente rumo à ABL.
http://blogs.estadao.com.br/tutty/
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ELEIÇÕES 2010 [In:] PLANOS DE GOVERNO
Serra e Dilma definem planos de governo
| Programa de Serra foca na produção, Dilma mira social e Marina, educação |
Autor(es): Julia Duailibi, Roldão Arruda de São Paulo e João Domingos |
| O Estado de S. Paulo - 05/07/2010 |
Os presidenciáveis já definiram as linhas de seus programas de governo. O PSDB vai dar ênfase à política econômica, apresentando José Serra como o "presidente da produção". Dilma Rousseff (PT) destacará a manutenção dos programas sociais do presidente Lula. A candidata Marina Silva (PV), que oficializou a candidatura na semana passada, expôs na internet as sete diretrizes básicas que orientarão seu programa. Ela aponta a educação como prioridade básica e orçamentária, afirmando que o Brasil precisa de esforço emergencial para enfrentar a escassez de trabalhadores qualificados em áreas estratégicas. O texto que serviu de base para a definição do programa tucano, um calhamaço de quase 90 páginas, foi dividido em quatro blocos transversais, que podem ser lidos como capítulos: ação política, desenvolvimento, questão social e, por último, democracia e cidadania. "Essa é a consolidação da nossa visão sobre Brasil", diz o coordenador do programa de governo, Xico Graziano. No capítulo sobre desenvolvimento, o texto destaca que o País não cresce mais por deficiências na infraestrutura, justamente a área em que a principal adversária de Serra, Dilma, explora como capital eleitoral. Ele também enfatiza a falta de uma estratégia de desenvolvimento e o baixo nível de investimentos públicos. Na sequência, o programa apresenta políticas destinadas a mudar esse cenário e a criar empregos, apresentando o tucano como o "presidente da produção". Social. As propostas de Dilma a serem entregues ao TSE são uma cópia fiel de tudo que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vêm falando a respeito de um eventual governo da petista. Elas estão divididas em oito temas. O primeiro é que o governo Lula mais valoriza, os programas sociais, que, de acordo com Dilma, já tiraram 24 milhões de pessoas da pobreza em sete anos e meio. A petista propõe priorizar a qualidade da educação, melhorando os salários dos professores e aumentando o número de bolsas para que os alunos sejam mantidos nas escolas, além de aulas informatizadas com acesso à banda larga. Ela anuncia uma reforma urbana, com participação dos governos federal, estaduais e municipais, destinada a beneficiar sobretudo os mais pobres. Dilma deve manter a política econômica, prometendo realizar a reforma tributária que não aconteceu no governo Lula. Economia. Marina, que concorre pelos verdes, também deve manter a política macroeconômica do governo. Mas pretende, na mesma linha de Serra, reduzir o nível de endividamento do setor público e aumentar a capacidade de investimento do Estado. Uma das chaves no texto com as sete diretrizes programáticas de governo de Marina é a palavra "sustentável" - aplicada em quase todos os capítulos. Na área econômica, significa tanto a absorção de novas tecnologias de baixo carbono, quanto a criação de fundos para financiar o desenvolvimento próprio. Ela promete manter e ampliar os programas sociais, ao mesmo tempo que fala na necessidade de avançar. "O objetivo é superar a pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades a indivíduos e famílias para a sua inclusão produtiva na sociedade", diz o texto. No documento dos tucanos, o bloco que trata da questão dos programas sociais deve destacar o compromisso com o ensino profissionalizante - uma das portas de saída vistas por Serra para programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família. Segurança. As diretrizes do programa de Serra abordam a questão da segurança no mesmo bloco que trata de democracia. Isso está ligado à concepção de que o problema da insegurança vai além da área policial, significando na prática um risco ao pleno exercício da cidadania. A candidata do PT deve reforçar os programas de segurança pública que estão em curso. Ela faz o mesmo em relação ao sistema de saúde pública, prometendo aprimorar a "eficácia" do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais recursos, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo. PLANO DE GOVERNO JOSÉ SERRA (PSDB) Desenvolvimento Ação política Questão social Democracia e cidadania DILMA ROUSSEFF (PT) Programas sociais Educação Saúde Reforma urbana Meio ambiente Política cidadã Educação Economia Diversidade Política externa |
STF/SENADO [In:] AMIGOS DO REI
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Senador conquista brecha no Ficha Limpa
| STF abre a primeira brecha no Ficha Limpa |
Autor(es): Luiz Orlando Carneiro |
| Jornal do Brasil - 02/07/2010 |
A urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas Ministro Gilmar Mendes, em seu despacho no STF. |
ENTREVISTA: DAN ARIELY [In:] IRRACIONALIDADE
Economista americano afirma que as atitudes irracionais são as responsáveis pela generosidade e compaixão por outras pessoas.
O economista e psicólogo americano Dan Ariely estava a caminho de um evento em Bogotá, na Colômbia, quando o motorista de seu carro encontrou dificuldade para entrar em uma avenida. O tráfego estava pesado e os carros não davam passagem. O condutor disse a Ariely que olharia dentro dos olhos do próximo motorista e ele o deixaria passar. Ariely riu e duvidou, mas foi exatamente o que aconteceu. A experiência serviu de ideia para uma nova pesquisa de Ariely. “O economista e o psicólogo tiram suas observações dos eventos banais do dia a dia.” Realizando uma média de duas experiências por semana – ele conduziu 100 experimentos só para escrever seu último livro – Ariely tenta comprovar em laboratório todas as ambiguidades das escolha que fazemos (leia no blog Trabalho & Vida sobre a pesquisa em que Ariely apurou que altos bônus podem prejudicar a qualidade do trabalho).
A comprovação empírica é uma obsessão de Ariely. A outra é o estudo da irracionalidade. Esse interesse começou quando ele tinha 17 anos e sofreu um acidente quando serviu o Exército de Israel. Um sinalizador explodiu perto de Ariely e ele teve 70% do corpo queimado. Os três anos seguintes foram passados no hospital. Foi lá que ele começou a perceber quão irracionais são as atitudes que mais julgamos racionais. “Quando estive internado, os enfermeiros diziam que a melhor forma de tirar os curativos era rapidamente, um depois do outro”, diz Ariely. Ele odiava a dor intensa que essa técnica causava. Quando saiu, foi a uma loja, comprou uma morsa mecânica e a usou para apertar os dedos das pessoas. Ariely concluiu que elas preferiam um tratamento mais longo, com dor mais fraca – os enfermeiros estavam errados. Não que eles não quisessem o melhor para o paciente: só não sabiam qual era a melhor forma de tratamento. “Isso me deixou perplexo e comecei a pensar em outras coisas em que achamos que estamos certos, mas não temos nenhuma base racional para saber se de fato estamos.”
Ariely vai estar no Brasil nesta quarta-feira, 30 de junho, para o 3ª Seminário ANBIMA de Finanças Corporativas, promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. Ele conversou com ÉPOCA sobre seus experimentos e a irracionalidade de nossas escolhas.
| ENTREVISTA - DAN ARIELY |
| QUEM É Nascido em Nova York, cresceu em Israel. Aos 18 anos, quando servia o Exército, teve seu corpo queimado com a explosão de uma bomba. Hoje, vive nos EUA com a mulher e dois filhos PROFISSIONAL Formado em Psicologia pela Universidade de Tel-Aviv, é ph.D. em negócios pela Universidade de Duke. É professor titular da Duke e dá aulas no Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre Economia Comportamental. |
Dan Ariely – Se uma pessoa age mal – por exemplo, usando óculos de marca falsificados –, fica mais fácil para ela dar outro passo à frente e agir ainda pior. Imagine que você sonegue seus impostos ou tire pequenas vantagens do dinheiro da empresa de vez em quando. Depois de algumas vezes, isso tende a se tornar um hábito, uma prática sistemática. Se você faz algo desonesto, é mais fácil se tornar mais desonesto.
Ariely – Optamos por usar um objeto de moda porque ele é um símbolo muito forte. Quando você veste algo de marca, você se conecta com outras pessoas e passa uma mensagem de poder e riqueza. Fizemos um experimento com mil mulheres: metade usou óculos escuros de grife autênticos e a outra metade, óculos falsificados, sabendo o que usavam. Depois, demos a todas a oportunidade de roubar pequenas quantias de dinheiro. As mulheres que usaram óculos falsos roubaram mais. Elas foram contaminadas. A pergunta era: ser desonesta, ao usar óculos falsos, faria com que elas hesitassem menos em roubar o dinheiro? A resposta foi sim.
Ariely – O primeiro ponto é que a irracionalidade é uma grande professora. Se você entender em que ponto agiu irracionalmente, pode aprender a solucionar melhor seus problemas no futuro. É difícil ver nossa própria irracionalidade, mas é fácil perceber a dos outros. Fazendo isso, você pode reconhecer situações que viveu e prevenir a repetição de erros. Além disso, a irracionalidade torna o mundo melhor. Você gostaria de viver em um mundo povoado apenas por pessoas racionais? Os racionais calculam o custo-benefício de tudo. Em um mundo de pessoas racionais talvez não houvesse generosidade, caridade, compaixão – atitudes que pressupõem concessões.
Ariely – Comprar uma câmera é uma decisão simples. Ter um filho é uma decisão complexa. Em qual delas as pessoas podem racionalizar e fazer cálculos? Comprar a câmera. As decisões mais difíceis têm variáveis demais. Por isso, somos propensos a usar a intuição nessas questões. Aí falam desejos, emoções, expectativas e acabamos sendo irracionais.
Ariely – Pense no cérebro dividido em duas partes: o cérebro emocional e o novo córtex, ou cérebro superior, responsável pela lógica. As pessoas acreditam que o cérebro superior toma as decisões. Muitas vezes, é o cérebro emocional que decide – o cérebro moderno chega depois e se pergunta por que tomamos determinada decisão. Ou seja, decidimos primeiro e pensamos depois.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/
0,,EMI151496-15259,00-DAN%20ARIELY%20A%20IRRACIONALIDADE%20E%20UMA%20GRANDE%20PROFESSORA.html
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GOVERNO LULA/BNDES [In:] A FARRA DO BOI
Contas públicas
BNDES promove farra de empréstimos
Desembolso em maio foi de 10,4 bilhões de reais – 72% superior ao liberado no mesmo mês de 2009. O crescimento impacta diretamente as contas do Tesouro
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O Programa de Sustentação do Investimento (BNDES-PSI) já liberou R$ 36,6 bilhões e impulsionou desembolsos do banco (AFP)
Em maio, as contas do governo central apresentaram resultado ruim, em função, principalmente, do desempenho do Tesouro, que registra prejuízo em seus empréstimos ao BNDES
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram 10,4 bilhões de reais em maio, valor 72% superior aos 6 bilhões de reais liberados em maio de 2009, informou a instituição em nota divulgada nesta quinta-feira. No acumulado de janeiro a maio de 2010, os desembolsos totalizaram 46 bilhões de reais, com alta de 41% na comparação com igual período do ano passado.
No acumulado do ano, houve crescimento dos desembolsos em todos os setores da economia – agropecuária, indústria, infraestrutura, comércio e serviços. A área de infraestrutura respondeu por 41% dos empréstimos do banco nos primeiros cinco meses de 2010, com total de 18,6 bilhões de reais. A indústria, com 29% das liberações globais, absorveu 13,3 bilhões de reais em financiamentos no período. Já ao setor de comércio e serviços foram desembolsados 9,8 bilhões de reais (21% do total). À agropecuária foram concedidos 4,2 bilhões de reais (participação de 9%).
Na nota, o banco credita ao BNDES PSI (Programa de Sustentação dos Investimentos), “programa criado pelo governo federal em julho do ano passado para impulsionar o crescimento por meio do aumento dos investimentos", o crescimento dos desembolsos.
Tesouro – A despeito da maior demanda por parte das empresas por financiamento de seus investimentos, dado o forte aquecimento da economia, e da disposição do BNDES em conceder esses recursos, chama a atenção o peso desta decisão para as contas do governo. Precisando se capitalizar, o BNDES tem recorrido ao Tesouro Nacional, o qual lhe empresta recursos com remuneração menor do que o custo de captação no mercado. O prejuízo com estas operações tem prejudicado seu desempenho no campo fiscal. Foi o Tesouro o principal responsável pelo déficit de 509,7 milhões de reais do governo central (que engloba, além dele, a Previdência Social e o Banco Central) em maio, o pior resultado para o mês em 11 anos.
Analistas têm alertado que a atuação do banco contribui para a elevação dos juros no país. Como grande parte das empresas pega juros subsidiados, o Banco Central é obrigado a elevar a Selic do resto da economia para frear o crescimento, afirmou Carlos Eduardo Gonçalves, professor de economia da FEA/USP em recente entrevista ao jornal O Globo. Alguns especialistas apontam ainda que a forte expansão dos empréstimos do banco tem elevado de forma perigosa a dívida bruta do país, que está em 64,4% do PIB.
(Com Agência Estado)
VEJA.
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FUSÃO [In:] PÃO BAHIANO
Varejo
Pão de Açúcar e Casas Bahia chegam a novo acordo
Novo modelo dará à família Klein, fundadora das Casas Bahia, maior participação na empresa resultante da fusão com o Pão de Açúcar
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Em dezembro, Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, e Michael Klein, das Casas Bahia anunciaram a fusão (Agência Estado)
Pelo novo acorodo, família Klein terá direito a veto nas decisões do grupo que envolvam as Casas Bahia
Após quatro meses de negociações, Pão de Açúcar e Casas Bahia chegaram a um acordo sobre o contrato de fusão das empresas, que corria o risco de ser desfeito. O novo acordo foi assinado por Abílio Diniz, dono do grupo Pão de Açúcar, e Michael Klein, da Casas Bahia, na noite de quinta-feira – e deve ser formalmente anunciado na tarde desta sexta.
A família Klein terá participação maior do que acertada no início do ano e terá direito a veto em decisões do grupo que envolvam as Casas Bahia. Os executivos dos dois grupos convocaram uma teleconferência para as 15 horas desta sexta-feira para dar mais detalhes do acordo. A fusão das empresas, acertada em dezembro do ano passado no valor de 19 bilhões de reais, deu origem à maior rede varejista do Brasil. Em abril deste ano, porém, a Casas Bahia contratou o escritório Pinheiro Neto Advogados para fazer a revisão do contrato por se considerar em desvantagem.
O principal ponto de conflito do negócios era financeiro. De acordo com a edição desta sexta do jornal O Estado de S. Paulo, agora, os ativos foram reavaliados e a rede de Abilio Diniz concordou em fazer uma capitalização adicional entre 600 milhões e 700 milhões de reais na Nova Casas Bahia - empresa resultante da fusão entre Casas Bahia, Extra Eletro e Ponto Frio. O objetivo é ajustar a equivalência patrimonial. O dinheiro vai sair do caixa do Pão de Açúcar para a nova empresa.
Aluguéis das lojas – O novo acordo entre o Pão de Açúcar e a Casas Bahia também prevê que a parcela cindida desta última, a ser incorporada por Nova Casas Bahia, não compreenderá bens imóveis. Com isso, a Casas Bahia alugará para a Nova Casas Bahia imóveis operacionais de sua propriedade. Isso garantirá à família Klein um montante anual de R$ 140 milhões, durante os três primeiros anos de vigência dos contratos de locação. Nesse período, o valor do aluguel será fixo, com correção anual com base na variação positiva do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com nota ao mercado divulgada nesta sexta-feira, a partir do "quarto ano de vigência dos contratos de locação, o valor do aluguel dos imóveis em que estão instaladas as lojas, que corresponde a 50% do valor acima, será o maior valor apurado entre o valor fixo acima corrigido pelo IPCA, e o valor correspondente à aplicação de determinado porcentual sobre o faturamento bruto, porcentual este que variará entre o quarto e o sétimo ano de vigência da locação".
Conforme divulgado anteriormente pelas empresas, será firmado também contrato de fornecimento de móveis entre Globex e Nova Casa Bahia, de um lado, e Bartira Indústria de Móveis Bartira Ltda., de outro, para fornecimento exclusivo de móveis. Esse contrato vigorará pelo prazo de seis anos, a contar da data de sua assinatura. A Nova Casas Bahia, em decorrência da cisão parcial, será titular de 25% do capital social da Bartira Indústria de Móveis Bartira, com o fim exclusivo de resguardar seus direitos no âmbito do contrato de fornecimento de móveis.
(com Agência Estado)
VEJA.
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COPA DO MUNDO/ARGENTINA [In:] ''THE DAY AFTER''
Maradona falou demais. E caiu de quatro
Quando chegou à África do Sul para comandar a seleção Argentina na Copa do Mundo, Diego Maradona começou a desafiar as leis da física: transformou-se num caso inédito de baixinho que olha para os outros por cima, com um ar de superioridade de alguém que esperneia em público quando se fala que ele não foi melhor que Pelé. A equipe comandada pelo ex-craque começou bem no torneio, mas em nenhum momento foi tão arrasadora e espetacular quanto Maradona fazia parecer. O treinador-boleiro, que tinha uma relação inusitada com os jogadores – parecia a todo momento querer se juntar a eles no campo, ao invés de comandá-los -, não foi campeão, mas aproveitou para aumentar sua interminável lista de frases de efeito.
Disse, por exemplo, que era vontade de Deus que a Argentina chegasse à final. Além da linha direta com o céu, Maradona também parecia ter sempre a razão – tanto que exigiu desculpas dos jornalistas que criticavam o time depois de classificar o time às oitavas-de-final (o que, convenhamos, não era nada mais que a obrigação). “Para ganhar deste time terão que tirar a pele”, disse, na ocasião. Não foi o que pareceu neste sábado, com o passeio da Alemanha, por 4 a 0, na Cidade do Cabo. Ainda bem que os prognósticos do ex-craque não se confirmaram. Afinal, ele ficou livre de pagar um mico sem precedentes. “Se ganhamos este Mundial, eu fico pelado e dou a volta no Obelisco”, prometeu, pouco antes do embarque.
Além de fracassar na busca pelo título – estendendo um incômodo jejum para a Argentina, que já contabiliza 24 anos sem levar a Copa para Buenos Aires -, Maradona também falhou feio numa missão importante: a de fazer o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, brilhar no palco máximo do futebol internacional. Especialista na posição e sabedor da encrenca que é chegar a uma Copa com o peso de ser apontado com o grande nome do torneio – foi assim em 1990, depois da exibição genial e campeã em 1986 -, o técnico prometia fazer Messi se transformar no craque da Copa. Se não chegou a ser um fiasco, o astro do Barcelona também não chegou a convencer. Está embarcando para casa sem ter marcado um golzinho sequer.
(Por Giancarlo Lepiani, de Johannesburgo)
SELEÇÃO BRASILEIRA/JORGINHO [In:] XÔ! SATÃ
Jorginho sai queimado da seleção brasileira
EDUARDO ARRUDA
MARTÍN FERNANDEZ
PAULO COBOS
SÉRGIO RANGEL
ENVIADOS A PORT ELIZABETH
Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
Esse foi o sentimento de alguns jogadores da seleção com relação ao auxiliar técnico Jorginho. Braço direito de Dunga na seleção brasileira, ele pregou durante o Mundial que a equipe deveria ficar isolada dentro de um hotel em um condomínio sofisticado de Johannesburgo.
Ele também decidiu pelo fim das folgas para os jogadores durante a Copa-2010. Com Dunga, forjou no grupo que os parentes dos atletas deveriam ficar no Brasil para evitar que o time "perdesse o foco" no torneio.
- Dunga desembarca no Sul sob aplausos e já fala em continuar
- Jorginho silencia na reta final do Copa
- Felipão diz que pensa no Palmeiras, mas não descarta trabalhar na Copa-2014
- Confira a tabela da próxima fase
- Veja o supercalendário da Copa
Alegavam que os jogadores poderiam se desconcentrar do Mundial com os familiares na principal metrópole da África do Sul, cidade com índices de violência superior aos piores vistos no Brasil.
Apesar do discurso de reclusão, Jorginho fez o contrário. Desde o primeiro dia da Copa sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johannesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico.
A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo.
O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também desagradou aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.
Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser "espião" de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.
Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.
Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.
O auxiliar técnico de Dunga comandava também na seleção as sessões de oração. Um pastor frequentava a concentração para rezar com os jogadores. Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão eram os atletas mais participativos.
Frequentador da Igreja Congregacional da Barra da Tijuca, Jorginho participa dos cultos quando está no Rio e habitualmente confunde futebol com religião.
No início da carreira como treinador, tentou trocar a mascote do América carioca em 2005. O símbolo do clube é um diabo. Segundo Jorginho, a mascote era uma das responsáveis pela má fase do time --o último título estadual do América foi em 1960.
Ele queria substituir o diabo por uma fênix. A proposta, no entanto, acabou recusada por dirigentes e torcedores do clube.
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http://www1.folha.uol.com.br/esporte/761586-jorginho-sai-queimado-da-selecao-brasileira.shtml
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
05 de julho de 2010
Folha de S. Paulo
Manchete: Escola pública está três anos atrás da particular
Aluno que estudou pelo menos oito anos no ensino fundamental numa escola privada sabe, em média, mais do que jovem que se forma no ensino médio público, curso que dura três anos a mais, no mínimo.
A conclusão aparece no resultado do Ideb, principal indicador de qualidade de ensino do Ministério da Educação, que será divulgado hoje. Os testes avaliam português e matemática.
Em matemática, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na escola pública, ao fim do ensino médio, com três anos a mais de aulas, a média é de apenas 266.
Segundo especialistas, o nível socioeconômico da família do aluno é preponderante no seu desempenho e por isso a rede privada tem as melhores notas. (Págs. 1 e C1)
Lula encontra ditador no último giro pela África
Obiang Nguema Mbasogo, há 31 anos no poder, é acusado de enriquecimento e crimes contra os direitos humanos, relata a enviada Ana Flor. A capital do país é vigiada por tanques. (Págs. 1 e A9)
Só 17% levam em conta o vice ao eleger presidente
Serra diz que vai gastar R$180 mi; Dilma, R$ 157 mi
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Verba extra não melhora escolas com mau resultado
Além de medir a qualidade do ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim. No foco do MEC encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas. Mesmo recebendo dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranidng melhorou o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas. (Págs. 1 e Vida A12 a A19)
Esforço. As seis escolas municipais de Cajuru (SP) estão entre as mais bem avaliadas. (Págs. 1 e Vida A14)
Mbasogo, 31 anos no poder, recebe Lula
Serra e Dilma definem planos de governo
Setor de carga aérea também sofre com infraestrutura ruim
Violência e intimidação marcam eleição mexicana (Págs. 1 e Internacional A8)
SP vai monitorar 4,8 mil presos com tornozeleiras (Págs. 1 e Cidades C1)
Carlos Alberto Sardenberg: Contribuições ao crescimento
Notas & Informações: Em defesa do TCU
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Correio Braziliense
Manchete: Distritais vão trabalhar só um dia por semana
Apesar dos mais de 800 projetos que aguardam análise, a meta é dedicação quase exclusiva à campanha eleitoral. (Págs. 1 e 19)
Registro de candidaturas, hoje, vai confirmar oito nomes para disputar o governo do DF (Págs. 1 e 20)
Servidor: Justiça freia criação de novas vagas
Eleições 2010: Os privilégios dos políticos suspeitos
Foto legenda: Cem alunos de escolas públicas brasileiras passarão uma semana imersos na cultura americana, a convite da Embaixada dos EUA. (Págs. 1 e 26)
DF avança no Ensino Básico e cai no Médio (Págs. 1 e 6)
Educação influi no risco de câncer (Págs. 1 e 17)
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Valor Econômico
Manchete: Blitz da Receita fiscaliza câmbio e faz autuações
Estão sendo fiscalizadas não só instituições financeiras como também empresas que contrataram câmbio. A ideia é verificar se os contratos de câmbio condizem com as operações concretas e com os tributos recolhidos. A Receita tem fiscalizado ingressos de moeda estrangeira em operações de comércio exterior e também remessas para pagamento de mútuo e compra de ativos, por exemplo. (Págs. 1 e A2)
Alta de crédito direcionado pressiona juro
Imóvel comercial lidera ganho
A revista "ValorInveste" ouviu aplicadores e comparou dados para encontrar quem ganhou mais dinheiro nesse segmento. A conclusão é de que a maior rentabilidade nos últimos anos foi obtida por quem comprou empreendimentos comerciais em São Paulo. (Págs. 1 e Valor Investe)
Foto legenda: A expansão ds hortaliças
Infraestrutura atrai nova geração de fundos private
Neste ano, esses fundos estão levantando pelo menos R$ 5 bilhões. É o caso do P2 Brasil, gerido por uma parceria entre o Pátria Investimentos e a Promon, que deve alcançar quase R$ 2 bilhões. A maior parte da captação já foi feita entre investidores no exterior, apurou o Valor . Seu alvo é a compra de posições de controle em empresas de infraestrutura.
Outro caso é um fundo de R$ 2 bilhões da Vinci Partners, que pretende atuar como uma alternativa de financiamento para o setor, comprando, por exemplo, papéis de dívida das empresas. Os gestores dessa nova geração de fundos estão atentos ao fato de que as obras vão precisar de outras fontes de financiamento além dos bancos estatais. (Págs. 1 e C1)
Estados deixam problemas da dívida para trás
Gávea e TPG são os novos sócios da Rumo
Derrota antecipada da seleção deixa comércio popular com estoque encalhado (Págs. 1 e A4)
O "senador das princesas" busca o voto da periferia (Págs. 1 e A12)
Lufthansa quer receber logo jatos da Embraer, diz Gemkow (Págs. 1 e B1)
Localização além-fronteiras
Sabão mais sustentável
Gargalo portuário
Centro de pesquisas da GE
Foco no pré-sal
Retomada nas ofertas de ações
SDE confirma restrição à BRF
Emprego dos sonhos
Ideias
Autoconfiança de Brasil e Argentina pode levar ambos os países a cometer erros de avaliação, não só sobre futebol. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Há uma aterrorizante semelhança entre a conta-movimento do BB na ditadura e a forma como vem operando o BNDES. (Págs. 1 e A11)
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radiobras.
domingo, julho 04, 2010
A HORA DO ''ÂNGELUS'' [In:] ALCOOLISMO A PARTIR DE ''EXEMPLO'' DOMÉSTICO...
Álcool
Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo
No Brasil, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. O que os pais podem fazer?
Cerveja, vodca, vinho e uísque. Proibidas para menores de 18 anos, as bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques carregados de álcool em festas de formatura, baladas ou bares. “Os jovens não enxergam a bebida como algo ruim por causa da legalidade da bebida e do fácil acesso. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas”, explica Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).
Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.
Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.
Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/adolescentes-comecam-a-beber-cada-vez-mais-cedo
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sábado, julho 03, 2010
HORA-EXTRA [In:] ''ADIÓS PAMPA PIA" *
EDITORIAL [In:] ''EDUQUEM OS MENINOS..." *
Em sete anos e meio, o candidato a comandante da ONU escreveu 19 palavras
...A coluna errou ao afirmar que a letra de Lula deu as caras pela última vez em 7 de novembro de 1981, no bilhete acima reproduzido. Os garranchos titubeantes de quem trocou salas de aula por campinhos de futebol apenas mergulharam na clandestinidade. Em 2005, pela primeira vez depois da chegada de Lula à presidência, a raridade foragida fez uma ligeiríssima aparição em Brasília. Nesta terça-feira, foi vista em São Paulo, durante o lançamento do livro de Aloizio Mercadante, por 20 leitores premiados com o autógrafo do único presidente que escreve como um aluno do pré-primário.
Na mensagem de 1981, endereçada ao sobrinho Dogival, Lula desenhou 22 palavras e 6 algarismos, fuzilou uma preposição, degolou uma vírgula e demitiu um acento agudo para cumprimentar o aniversariante. Em dezembro de 2005, a ararinha-azul da caligrafia apareceu inesperadamente em 19 palavras rabiscadas numa folha de papel. Avistada pelo repórter Alan Marques e capturada por um fotógrafo do Globo, foi exposta à visitação pública na primeira página.
...
Como se vê na reprodução acima, o texto se divide em duas anotações. Primeira: “Tem demandas do Conselho que precisa ser discutido”. Não é fácil juntar numa só linha uma troca de verbo, um erro de concordância e dois assassinatos do plural. Lula conseguiu. O segundo tópico informa que Lula acabou de receber uma notícia boa (“Pnad” ) e duas ruins: “PIB – Zé Dirceu”. Na foto, os dedos do presidente encobrem parcialmente o nome do companheiro despejado meses antes da chefia da Casa Civil.
O manuscrito revela o que Lula de fato sentiu quando confrontado com três notícias. Alegrou-se com o crescimento da renda total detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2005 (8,7%). Não gostou do crescimento pífio do PIB (2,2%) nem da cassação do mandato de José Dirceu, aprovada pela Câmara dos Deputados em 1° de dezembro. Ao discursar na reunião, Lula escondeu o desconforto causado pelas notícias ruins e concentrou-se na boa para decolar rumo ao palavrório triunfalista.
O confronto entre as anotações e a discurseira reafirma que registros escritos revelam a verdade que registros orais tentam ocultar. Escrever é um ato solitário. Falar só faz sentido se há alguém ouvindo. Quase todos os políticos usam a voz para iludir plateias. Raríssimos rabiscam mentiras que só eles lerão. Historiadores sérios reconstituem os fatos baseados em registros escritos. Os presidentes brasileiros deixaram montanhas de manuscritos. Lula produziu só um. Em sete anos e meio, escreveu 19 palavras.
Não há manifestação mais perversa de elitismo do que autorizar quem nasceu pobre a morrer ignorante. Lula, insista-se, só não estudou porque não quis. Sobra-lhe tempo há pelo menos 30 anos. O que falta é a obstinação e a coragem que fizeram Marina Silva aprender a expressar-se como os louros de olhos azuis que vivem assombrando os discursos de Lula. Nascida num seringal do Acre, Marina sobreviveu à malária e à miséria, alfabetizou-se aos 16 anos e, aos 28, concluiu a Faculdade de História.
O despreparo assombroso não impede que Lula continue a sonhar com a secretaria-geral da ONU. Arquivaria imediatamente a ideia se algum integrante da entidade lhe pedisse que justificasse a candidatura num manuscrito de cinco linhas. Confrontado com o perigo, o homem que jamais manuseou um apontador de lápis cumpriria a promessa de, depois de desocupar o Planalto, gastar o tempo contando vantagem nos botequins de São Bernardo.
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(*) "Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens" (Pitágoras).
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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
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EDITORIAL [In:] A ERA LULA ou A ESQUERDA BRASILEIRA ''JÁ ERA'' ?
A jornada da esquerda petista em direção à irrelevância, por Ethan Edwards
“A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço”, constata Ethan Edwards em mais um texto admirável, que amplia e ilumina o post sobre a subordinação do PT à vontade de Lula e à cupidez do PMDB. É o tipo de leitura que não se adia:
Em 1980, a esquerda entregou a Lula a direção do processo de construção do PT. Compreendia que, de outro modo (isto é, com base nos princípios do marxismo ─ na hipótese de que alguém os conhecesse), não conseguiria construir o partido com que sonhava. Ou entregava a chefia do partido a Lula e seus amigos despolitizados (sabendo que daquilo adviria, na melhor hipótese, um partido populista) ou ficava à margem desse processo onde já se encontravam embarcados os militantes da Teologia da Libertação e o “novo sindicalismo”.
Optou, depois de pensar um pouco (na verdade, bem pouco), por associar-se a estes e ajudar a construir o partido que se dizia “dos trabalhadores”, reservando-se a ilusão de que, com o tempo, acabaria por arrebatar do operário personalista e seus cortesãos o comando do processo. Essa capitulação tinha um fundo realista. A esquerda já suspeitava (embora nunca tenha examinado de frente essa suspeita) que, em vez de complicados problemas teóricos, o que tornava impossível, no Brasil, a construção de um partido “verdadeiramente revolucionário” era algo bem mais difícil de “equacionar”: o povo brasileiro.
Cristão, conservador, respeitador das hierarquias, profundamente ligado à família, avesso a regras impessoais, o máximo de “comunismo” a que o brasileiro comum alguma vez se permitiu foi o de Dias Gomes e de João Saldanha, que estavam para Lênin e Trotsky assim como a umbanda está para a reforma protestante. Quem insistisse em construir no Brasil um partido marxista estaria condenado a viver num gueto. Lula, ao contrário da esquerda que o cercava, falava diretamente ao coração do “brasileiro médio”. O mais inteligente era entregar-lhe a chefia do novo partido.
Trinta anos depois, a situação da esquerda petista não melhorou. Na verdade, deteriorou-se por completo. Se lhe serve de consolo, entretanto, deve-se registrar que nessa jornada em direção à irrelevância a esquerda jamais pediu ajuda a ninguém. Caminhou sempre com as próprias pernas. A cada vez que Lula sentia necessidade de enforcar alguém, parte da esquerda corria a lhe oferecer um pedaço de corda, outra lhe trazia um pescoço. O executado quase sempre era um dos seus – mas isso não tinha importância.
O que importava, então? Boa pergunta. Aceitemos, por generosidade, que tudo não passou de um enorme erro de cálculo. Mas a pergunta que realmente interessa, no entanto, é outra, e não se refere ao passado: por que, trinta anos depois daquela decisão infeliz, a esquerda continua, como um velho serviçal desfibrado, a apoiar todos os atos, mesmo os mais desprezíveis, de um governo banalmente populista, que enriqueceu os milionários e se aliou ao que havia de pior na política brasileira, e que evidentemente jamais abrirá caminho para a “revolução”, qualquer que seja a revolução que a esquerda diz almejar?
A pessoa ideal para responder a essa pergunta já faleceu: a Dra. Nise da Silveira. Ex-trotskista, dedicou toda sua vida madura a tratar de esquizofrênicos. Ela provavelmente compreenderia, melhor do que ninguém, o que se passa na alma de um petista que continua a se imaginar “revolucionário”. Ela lhe daria tinta e pincel e o estimularia: “Pinte, meu filho. Pinte mandalas. Você vai se sentir muito melhor”.
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O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula
O casamento de conveniência entre os maiores partidos governistas, concebido e consumado por Lula para eleger a sucessora que inventou, foi um bom negócio para Dilma Rousseff, um negócio da China para o PMDB e um péssimo negócio para o PT. A candidata ganhou um viveiro de palanques estaduais e mais quatro minutos no horário eleitoral gratuito. O PMDB ganhou o direito de indicar o candidato a vice-presidente, mais fatias do possível bolo ministerial e o status de parceiro preferencial ─ privilégio que lhe garantiu o apoio de Lula em todas as pendências envolvendo o parceiro. O PT não ganhou nada. Só perdeu.
Oito anos depois de ter chegado ao coração do poder com Lula, o partido ficou bem menor que o candidato vitorioso. Em 2002, para levar seu fundador à Presidência da República, o PT lançou 24 candidatos a governador. Desta vez, para instalar no Planalto uma candidata nascida e criada no PDT brizolista, teve de conformar-se com apenas 10 candidaturas próprias. Porque Lula assim resolveu, perdeu peso para que o parceiro engordasse.
O arrendamento do PT maranhense à família Sarney, que estendeu à sigla companheira o domínio exercido pelos donatários da capitania sobre o PMDB, foi tão repulsivo quanto previsível: só poderia dar nisso a sequência de capitulações desonrosas impostas pelo chefe supremo. Lula vem mostrando quem manda desde que o ex-ministro Tarso Genro ignorou a ordem presidencial para entender-se com o PMDB gaúcho e colocar-se à disposição de José Fogaça, candidato do PMDB ao governo estadual, que retribuiria a gentileza oferecendo a Dilma Rousseff um bom palanque.
Em vez disso, Tarso lançou a própria candidatura ─ sem a indispensável autorização prévia do chefe supremo. Enquadrado no crime de desobediência, acabou condenado a quatro meses de abandono: o palanque do PT não será iluminado por aparições de Lula (que está pronto para atender a todos os convites que Fogaça fizer). Tarso refugiou-se no silêncio dos resignados. Depois de mostrar que o partido tem chefe, Lula tratou de mostrar o que faz um chefe sem freios nem controles.
Em São Paulo, o PT só foi poupado de engolir a candidatura de Ciro Gomes porque o deputado do PSB cearense não se interessou pela prenda. No Rio, em troca da submissão ao governador Sérgio Cabral, Lindberg Farias ganhou um salvo-conduto para perder sem constrangimentos a eleição para o Senado. Em Minas, a rendição sem luta foi sublinhada por humilhações adicionais.
Incluído em todas as listas de prováveis sucessores de Lula até 2007, quando todos os pretendentes petistas foram preteridos pela neocompanheira Dilma Rousseff, o ex-ministro Patrus Ananias soube em abril que também estava proibido de sonhar com o governo mineiro. Em seguida, soube que deveria fazer companhia a Hélio Costa como candidato a vice. Soube, enfim, que deveria receber com muito orgulho a notícia do rebaixamento.
O PMDB dispensou-se de concessões ao PT para lançar 13 candidaturas próprias. Para chegar a 10, o PT curvou-se a todas as exigências do parceiro e não teve uma única reivindicação atendida. O baiano Jacques Wagner e a paraense Ana Júlia Carepa imaginaram que um governador no primeiro mandato teria a candidatura à reeleição prontamente chancelada pela aliança. Erraram. Wagner vai dividir o apoio de Lula e Dilma com Geddel Vieira Lima. Ana Júlia terá de sobreviver por conta própria ao confronto com a tropa de choque de Jader Barbalho.
Concluída a montagem dos palanques estaduais, a contemplação do horizonte eleitoral escancara a verdade que os companheiros fingem não enxergar. O sócio majoritário é o PMDB. O partido a que Lula pertencia agora é um partido que pertence a Lula.
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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
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