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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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sexta-feira, outubro 22, 2010

BRASIL/EMPREGO [In:] UM PAÍS DE ''BARNABÉs''

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EMPREGO CRESCE MAIS NO SETOR PÚBLICO

Emprego cresce mais no setor público



Autor(es): Claudia Safatle, Chico Santos e Rafael Rosas | De Brasília e do Rio
Valor Econômico - 22/10/2010

Os dados mais recentes do mercado de trabalho mostram que o setor privado - especialmente os segmentos produtivos - perdeu fôlego na oferta de emprego e no aumento dos rendimentos. Depois do forte primeiro trimestre, a participação privada está mais moderada e o setor público ganhou importância. Entre março e setembro foram criados 534 mil novos empregos nas seis principais regiões metropolitanas do país, situação que fez a taxa de desemprego bater recorde de baixa e cair a 6,2% em setembro. Dessas vagas, 55% foram abertas pela administração pública, nas três esferas de governo.

Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de setembro, divulgados ontem pelo IBGE, comparados aos resultados da PME de março, mostram que a administração pública criou 291 mil vagas, enquanto a indústria foi responsável pela abertura de 137 mil novos postos de trabalho; os serviços, 43 mil; e o comércio, 7 mil. Curiosamente, o setor da construção civil, um dos mais aquecidos do país e grande empregador de mão de obra de menor qualificação, fechou 67 mil vagas desde março. Ainda com base nos dados de setembro sobre março, a massa salarial teve crescimento de 7,2%, puxada pelo aumento de 15,6% na administração pública.

Claudia Safatle


Governos geram mais emprego que setor privado

Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de setembro, divulgados ontem pelo IBGE, comparados aos resultados da PME de março, apontam para um fato instigante: foi a administração pública (excluídas as empresas estatais) nas três esferas de governo - federal, estadual e municipal - a responsável pelo maior número de postos de trabalho abertos no país e, também, pelo forte aumento da massa salarial.

Confrontando os dados de setembro com os de março - mês em que começou a aparecer uma mudança de tendência nas apurações da PME, a administração pública criou 291 mil vagas. A indústria foi responsável pela abertura de 137 mil novos postos de trabalho; os serviços, 43 mil; e o comércio, 7 mil.

Curiosamente, o setor da construção civil, um dos mais aquecidos do país e grande empregador de mão de obra de menor qualificação, destruiu 67 mil vagas no mês passado, em relação aos empregos gerados em março. Eram 1, 706 milhão de empregos em março e esses caíram para 1, 639 milhão em setembro, segundo a pesquisa do IBGE que abrange as seis regiões metropolitanas

Construção civil perde fôlego, segundo o IBGE

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta semana, corroboram com essa tendência. Ele faz uma radiografia da situação do mercado de trabalho em todo o território nacional, e não só nas regiões metropolitanas. As últimas informações do cadastro (com ajuste sazonal) já indicavam que a economia gerou menos emprego em setembro deste ano do que em setembro de 2008, mês em que eclodiu a crise financeira global. A indústria abriu 25 mil empregos novos no mês passado, menos da metade dos 57 mil postos de março; a administração pública manteve o mesmo ritmo de contratação, 82 mil; e a construção civil perdeu fôlego, caindo de 32 mil para 19 mil vagas em março e setembro, respectivamente.

É importante lembrar, também, que o governo, no fim de março, eliminou uma série de incentivos fiscais concedidos no auge da crise financeira mundial - para a compra de automóveis novos, linha branca, móveis. E logo no mês seguinte, o Comitê de Política Monetária (Copom), fez o primeiro aumento da taxa de juros Selic do pós-crise: de 8,75% para 9,5% ao ano. Depois disso, o comitê anunciou outros dois aumentos de juros : para 10,25% em junho e para 10,75% em julho, interrompendo aí o ciclo de aperto monetário.

De lá para cá, a administração pública aumentou de 15,6% para 16,6% sua participação no estoque de ocupados no país, ao mesmo tempo em que no segmento privado a desaceleração da contratação e da produção já aparece, embora ainda não de forma muito visível.

Embora o período eleitoral seja marcado por uma legislação que restringe a contratação de mão de obra pelo setor público nos três meses que antecedem o primeiro turno, muitos desses postos de trabalho já haviam sido objeto de concursos. Os concursados foram sendo chamados a assumir as vagas ao longo dos meses. Os dados do IBGE, porém, não chegam a esse nível de detalhamento - se quem entrou foi por concurso ou por outras formas - assim como não é possível identificar as esferas de governo que mais contrataram.

Ainda com base nos dados de setembro sobre a performance de março, a massa salarial teve um crescimento de 7,2%. Também nesse caso, quem mais contribuiu para sustentar o crescimento foi a administração pública, onde o aumento da massa de salários foi de 15,6%. Fora dela, o aumento foi bem mais modesto: 4,5%. Na construção civil, os salários cresceram 3,9% em setembro sobre março; no setor de serviços, 2,8%; e no comércio, apenas 1,5%.

Esses indicadores sugerem que o crescimento econômico e, portanto, a oferta de emprego e aumento dos rendimentos estão ocorrendo, no setor privado, de forma bem mais moderada do que parece à primeira vista.

Se essa for a avaliação correta da conjuntura, certo está o Banco Central, que vem, desde junho, alertando para uma queda abrupta do nível de atividade econômica desde abril, que já teria levado o PIB para um crescimento abaixo do seu potencial. Tudo isso confirmado, seria mínimo o risco de descasamento entre oferta e demanda e, portanto, de um repique inflacionário à vista.

De qualquer forma, os dados da pesquisa de emprego do IBGE merecem uma análise acurada dos especialistas em mercado de trabalho e dos analistas econômicos, pois fornecem indícios de que a política fiscal é que está produzindo empregos e renda em ritmo muito além do que o motor do crescimento - o setor privado - consegue.

MERCADO DE AÇÕES [In:] VALE QUANTO PESA

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Bolsa cai e ação da Vale custa o dobro da Petrobras


Bolsa cai e ação da Vale custa o dobro da Petrobras


Autor(es): Bruno Villas Bôas, Emanuel Alencar e Aguinaldo Novo
O Globo - 22/10/2010


O dólar comercial subiu ontem 1,61%, para R$1,702, em dia marcado por temores de novos aumentos na taxação de investidores estrangeiros, além de reações às medidas do governo que vedaram aos estrangeiros chances de fugirem do pagamento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos em renda fixa e margens de garantia de contratos no mercado futuro de dólar. Com a valorização, a moeda atinge o maior patamar em mais de duas semanas. O Banco Central (BC) retirou de circulação US$150 milhões em dois leilões de compra de dólares no mercado à vista.

O pessimismo dos investidores estrangeiros se refletiu na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Seu principal índice, o Ibovespa, fechou em queda de 1,07%, aos 69.652 pontos.

As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras encerraram o pregão valendo a metade de uma ação PNA da Vale, o que não acontecia desde janeiro de 1993, há mais de 17 anos, segundo histórico da Economatica. Uma ação PN da Petrobras valia ontem R$24,16, enquanto a ação da Vale era negociada a R$48,33.

Segundo analistas, essa relação entre ações da Petrobras e Vale era de um para um menos de anos atrás, antes das primeiras informações sobre a capitalização da companhia.

- A taxação do IOF é ruim e prejudicial aos investidores estrangeiros. Traz preocupação de que o governo possa adotar novas taxações. O dia foi de fuga de investidores da Bovespa - disse Paulo Hegg, analista da Corretora Um Investimentos.

Mas o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, disse ontem que o aumento do IOF não deve ser repetido nas operações com ações.

- Já houve uma manifestação do ministro (da Fazenda, Guido Mantega) de que a questão estava mais no mercado futuro - disse ele. - Eu não posso afirmar que eles não vão fazê-lo, mas tem sido claro nos nossos debates que não há essa intenção.

ELEIÇÕES 2010 [In:] AGRESSÕES AO CANDIDATO JOSÉ SERRA.

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Após acusações, médico vai processar Lula por crime contra honra


Redação SRZD | Eleições 2010 | 22/10/2010 08h33

O médico Jacob Kligerman avisou que decidiu interpelar judicialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime contra honra em razão das declarações feitas, nesta quinta-feira, de acordo com nota publicada na coluna de Ancelmo Gois no jornal "O Globo", desta sexta-feira.

O presidente acusou o médico, que é amigo de José Serra (PSDB), de ter participado de um fraude, quando atestou que o tucano haveria simulado uma agressão, no Rio de Janeiro.

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http://www.sidneyrezende.com/noticia/105673+apos+acusacoes+medico+vai+processar+lula+por+crime+contra+honra
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ELEIÇÕES 2O1O/Segundo turno [In:] ''AINDA ASSIM RESTA A INTENÇÃO: AGREDIR''

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Brincadeira tem hora



22 de outubro de 2010 | 0h 00

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio da Silva é a última pessoa com autoridade moral para falar em farsas ou em "mentira descarada", visto que é protagonista da maior delas: a falácia segundo a qual recebeu uma "herança maldita" e que estabilidade econômica, a abertura do Brasil para o mundo, o crescimento e a entrada de milhões do mercado consumidor deve-se exclusivamente ao seu governo.

Há pouco seu governo inteiro junto com sua candidata à Presidência produziram "mentiras descaradas" ao repudiarem as denúncias de que havia na Receita quebras de sigilo fiscal de adversários políticos e que um esquema de tráfico de influência e corrupção estava montado a partir da Casa Civil.

Lula também se precipitou ao atribuir as quebras de sigilo a uma "briga de tucanos". Baseava sua tese no fato de o mandante ser repórter do Estado de Minas sem saber que à época Amaury Ribeiro estava em férias a serviço de outrem.

O presidente da República dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de uma facção", quando escolhe insuflar a violência no lugar de contribuir para apaziguar os ânimos.

É o que faria um estadista.

Justiça se faça, Lula não ficou só em sua tentativa de ridicularizar o episódio. Muitos na imprensa partiram para ironias, achando um exagero a reação de José Serra atingido, afinal, só por "uma bolinha de papel".

Foram duas imagens captadas em dois momentos diferentes, comprovou-se ao longo do dia. Mas, ainda que o candidato tucano tenha feito drama, continuam sendo inaceitáveis os ataques de militantes contrariados com a passagem do tucano pelas ruas de Campo Grande (RJ). Brincar com isso é má-fé, tratar como banal a violência eleitoral e, sobretudo, não entender o valor em jogo.

Impedir um ato de campanha com tumultos é violência. Bem como foi violência atirar um balão cheio de água sobre o carro onde estava a candidata Dilma Rousseff ontem em Curitiba. O balão não a atingiu, mas poderia ter atingido. Ainda assim resta a intenção: agredir.

O presidente da República condenará uma violência, mas aprovará a outra? Ou dirá que estava apenas condenando o "teatro" do adversário? Nisso não é crítico autorizado.

É partícipe e mesmo condutor de uma caminhada em direção ao retrocesso: a nos tornarmos permissivos com o uso da violência na política, assim como já estamos no rumo de revogar a integralidade do preceito do livre pensar.

Ovos da serpente. É assim que começa: a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de um conselho para atuar entre outras funções no "exercício fiscal sobre a prática da comunicação".

Em Goiás, a TV Brasil Central, do governo do Estado, não pode entrevistar adversários políticos.

O projeto de controle da mídia foi iniciativa de uma deputada estadual do PT cearense, aprovado por unanimidade, e ainda precisa passar pelo crivo do governador Cid Gomes.

A censura foi denunciada, num gesto inédito, ao vivo pelo jornalista Paulo Beringhs, proibido de entrevistar o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB), chamado no dia anterior de "mau caráter" pelo presidente Lula em palanque.

Liberdade e luta. Já que Chico Buarque puxou o assunto ao manifestar seu encanto com o fato de o governo Lula "não falar fino com Washington nem falar grosso com Bolívia e Paraguai", vamos ao fato: o governo brasileiro não deveria é falar fino com ditaduras.

Aliás, o mundo da cultura, que sofreu pesadamente os efeitos da durindana local, nos últimos anos não se incomodou - se o fez não foi em voz alta - com a maleabilidade das vértebras do presidente Lula diante de tiranos.

A complexidade das relações exteriores não cabe em um jogo de palavras. Já a condenação aos crimes das ditaduras às quais o Brasil se dobra para espanto do mundo requer apenas dois atributos: coerência e solidariedade.

Independentemente da opinião eleitoral.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

22 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Coordenador de Dilma 'roubou' dados de sigilo, acusa jornalista
Informações seriam destinadas a grupo de 'inteligência' da campanha da petista

Acusado de ser o mandante da quebra de sigilo fiscal de tucanos e pessoas ligadas a José Serra, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse à Policia Federal que o coordenador de comunicação da campanha petista, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), furtou dados sigilosos de seu computador e entregou-os à campanha de Dilma Rousseff. Falcão nega as acusações. Em depoimento à PF no dia 15 de outubro, Amaury disse que os dados seriam utilizados por um grupo de inteligência que estava sendo preparado pela pré-campanha petista. O jornalista afirma que, quando o furto aconteceu, estava hospedado no apartamento do responsável pela administração de gastos da campanha petista. Segundo investigadores da PF, Amaury teria dito que levantava as informações para se contrapor a uma investigação de serristas sobre, Aécio Neves - mas isso não consta no depoimento de 15 de outubro. Amaury hoje é funcionário da TV Record. (Págs. 1 e 3 a 9)

Eleições 2010: Imagens desmentem ‘indignação’ de Lula

Serra foi atingido duas vezes por objetos lançados por petistas durante tumulto no Rio; presidente acusou-o de fingir

Imagens do tumulto de anteontem no Rio mostram que José Serra foi atingido duas vezes por manifestantes petistas: primeiro, por uma bolinha de papel, de acordo com imagens do SBT e da Record; e, 15 minutos depois, pelo que seria um rolo de adesivos. Então Serra pôs as mãos na cabeça e encerrou a caminhada. O presidente Lula, citando somente as imagens da Record e do SBT, classificou de "farsa" a reação do tucano. E comparou-o ao goleiro chileno, que, num jogo com a seleção brasileira, em 1989, fingiu ter sido atingido por um foguete: "Vocês assistiram a uma mentira mais grave que a do Rojas." O programa do PT também divulgou a versão do SBT. Em Curitiba, moradores jogaram balões com água e uma bandeira contra o caminhão da candidata Dilma. Ela não se feriu. (Págs. 1, 12 e 13 e Merval Pereira)

Foto legenda: A bolinha de papel atinge Serra durante tumulto provocado pelos militantes petistas; 15 minutos mais tarde, o candidato pôs as mãos na cabeça depois de ser atingido novamente, agora por um rolo de adesivos. (Pág. 1)

Ancelmo Gois
Acusado de participar de uma farsa, o médico Jacob Kligerman, que atendeu Serra, vai processar Lula por crime contra a honra. (Págs. 1, 24 e 25)

Erenice é multada por citar Serra em blog do Planalto. (Págs. 1 e 15)

Cartas revelam que traficantes planejam atacar UPPs (Págs. 1 e 21)

EUA, China, Alemanha e Japão são vilões da guerra cambial global (Págs. 1 e 29)

Desemprego no país é o menor em 8 anos, e renda aumenta 6,2% (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Vantagem de Dilma sobre Serra sobe a 12 pontos
Considerando os votos válidos, petista varia 2 pontos para cima e tucano, 2 para baixo, aponta o Datafolha

Dilma Rousseff (PT) estancou a perda de votos iniciada no final de setembro, subiu e agora está 12 pontos à frente de José Serra (PSDB) na disputa pelo Planalto, revela o Datafolha. Em votos válidos(excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56%, e o tucano, 44%.

A petista variou dois pontos para cima, e o tucano, dois para baixo. O levantamento mostra ainda que Dilma subiu de 23% para 31% entre os eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno; Serra caiu de 51% para 46%. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos.

Por regiões, Dilma subiu de 60% para 65% no Nordeste e obteve empate técnico com Serra no Sudeste (44% a 43%). Dizem-se totalmente decididos sobre o voto 88%, e 10% cogitam mudar de opinião. (Págs. 1 e Poder)

Análise
IDH baixo é vetor do voto, escreve Vinicius T. Freire. (Págs. 1 e A7)

Agressões e atritos mostram um acirramento de ânimos

Numa demonstração de que os ânimos estão mais acirrados na campanha, Dilma Rousseff (PT) quase foi atingida por dois balões cheios d'água em Curitiba. No dia anterior, José Serra (PSDB) foi agredido no Rio.
O presidente Lula acusou Serra de ter simulado a agressão. O tucano reagiu, disse que o que houve no Rio "não foi nada leve" e afirmou que o presidente, ao falar em "farsa", dá "cobertura a atos de violência".

Imagens feitas pela Folha mostram que Serra foi atingido por um objeto circular e transparente na zona oeste do Rio. (Págs. 1, A12 e A14)

Análise
Presidente não está demonstrando bom-senso, escreve Eliane Cantanhêde. (Págs. 1 e A14)

Foto legenda: Balão d'água estoura perto de cartaz de Dilma Rousseff durante evento em Curitiba (PR). (Pág. 1)

Cenas mostram que Serra foi atingido em dois momentos

Foto legenda: No vídeo do SBT, tucano é atingido por algo que parece uma bolinha de papel.

Foto legenda: Vídeo do repórter da Folha feito cerca de 15 min depois, com a confusão instaurada

Para o perito Ricardo Molina, o 1º objeto tem forma indefinida e bate atrás da cabeça. (Pág. 1)

O 2º é arredondado, com circunferência central e bate na região superior e frontal. (Pág. 1)

Deputado do PT furtou dados, acusa jornalista

Em depoimento à PF, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse "ter certeza" de que Rui Falcão, coordenador de imprensa da campanha de Dilma Rousseff (PT), copiou de seu computador dados de pessoas ligadas ao candidato tucano José Serra.

Amaury admitiu ter encomendado informações sobre tucanos, depois incluídas em dossiê que circulou na pré-campanha de Dilma.

Em nota, Rui Falcão, deputado estadual licenciado, negou
"terminantemente" as acusações. (Págs. 1 e A8)

Boa notícia: 3 regiões do país atingem o pleno emprego, diz IBGE

Em setembro, o desemprego nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro recuou para níveis considerados de pleno emprego, com a demanda próxima da oferta (4,1%, 4,9% e 5,3%).

Nas seis regiões metropolitanas que o IBGE pesquisa, o desemprego caiu a 6,2%, o menor em oito anos. (Págs. 1 e B5)

Força Aérea não cumpre meta de contratar controladores

A Aeronáutica não cumpriu meta, fixada em 2008, de chegar a este ano com 4.000 controladores de voo; hoje, há 3.114 em atividade.

Em dois anos, 560 militares deixaram a função. Sindicato da categoria aponta baixo salário e condições de trabalho como culpados por evasão. A FAB nega risco à segurança de voos. (Págs.1 e B1)

Editoriais

Leia "Descontrole", sobre a campanha eleitoral; e "Superbactéria", que comenta casos de contaminação por microrganismo resistente a antibióticos. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Petista ligado a Dilma furtou dados contra Serra, diz jornalista
Amaury Ribeiro Jr., que pagara pela quebra de sigilo fiscal, acusa Rui Falcão

Integrante do comando da campanha da petista Dilma Rousseff, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP) foi acusado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior de furtar o dossiê com dados fiscais violados de tucanos e familiares do presidenciável José Serra. Ribeiro Júnior foi quem encomendou e pagou diretamente pela violação de sigilo na Receita. Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista disse que Falcão "copiou" o conteúdo de sua investigação contra os tucanos então armazenado num computador pessoal que estava num flat pago pelo próprio PT para Ribeiro Júnior ficar em Brasília. (Págs. 1 e Nacional A4)

Rui Falcão nega tudo

O deputado negou “terminantemente” ter furtado dados do computador do jornalista Amaury Ribeiro Júnior e reafirmou que a campanha petista não faz dossiês. (Págs. 1 e Nacional A4)

Lula diz que agressão a tucano foi uma 'farsa'

O presidente Lula qualificou de “mentira descarada” a reação do candidato José Serra (PSDB), agredido por petistas durante evento no Rio. Para o tucano, Lula está "dando cobertura a atos de violência". Em Curitiba, Dilma Rousseff (PT) também foi hostilizada. (Págs. 1 e Nacional A4)

Serra, candidato
"A principal autoridade da República dá cobertura a atos de violência". (Pág. 1)

ANJ critica proposta de controle da mídia no CE

O diretor executivo da Associação Nacional de Jornais, Ricardo Pedreira, classificou de “obscurantista e autoritária" a proposta de criação do Conselho de Comunicação do Estado no Ceará. O conselho, aprovado pela Assembleia cearense, deverá formular a política estadual de comunicação, exercendo funções consultivos, normativas, fiscalizadoras e deliberativas. "Quem deve controlar veículos de comunicação deve ser a sua audiência. Não cabe a nenhum órgão do Estado exercer este papel", defendeu Pedreira. (Págs. 1 e Nacional A16)

EUA querem impor limites a saldo comercial de outros países

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, propôs acordo sobre "normas" de política cambial para países. A ideia é estabelecer metas numéricas “sustentáveis” para superávits e déficits comerciais. A proposta enfrenta resistências. As disputas cambiais que ameaçam se transformar em guerra global estarão no centro do encontro de representantes das 20 maiores economias do mundo, a partir de hoje na Coreia do Sul. (Págs. 1 e Economia B1)

Passaporte e visto para EUA seguem com problemas

O agendamento para a emissão de passaporte continua problemático em São Paulo. Conseguir data nos postos de atendimento da Polícia Federal é um jogo de azar - muitos desistem ou são obrigados a mudar os planos de viagem. A PF diz que a procura aumentou 40% em um ano. Por R$ 400, porém, despachantes tiram o documento em uma semana. A obtenção de visto para os EUA é outro drama: a espera passa de 100 dias. (Págs. 1 e Cidades C3)

Lua tem mais água do que se pensava

Resultados de missão da Nasa feita há pouco mais de um ano mostram que há mais água na Lua do que os cientistas imaginavam. Em apenas uma cratera, calcula-se que haja quase 4 bilhões de litros. (Págs. 1 e Vida A24)

Desemprego cai para o menor nível desde 2002 (Págs. 1 e Economia B4)

Sindicato ataca Cristina por morte de militante (Págs. 1 e Internacional A19)

Dora Kramer: Brincadeira tem hora

O presidente dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de facção" quando escolhe insuflar a violência no lugar de apaziguar os ânimos. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

Uma questão de caráter

Na reta final da campanha a baixaria se generaliza. E a responsabilidade do presidente é maior. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Emprego cresce mais no setor público

Os dados mais recentes do mercado de trabalho mostram que o setor privado - especialmente os segmentos produtivos - perdeu fôlego na oferta de emprego e no aumento dos rendimentos. Depois do forte primeiro trimestre, a participação privada está mais moderada e o setor público ganhou importância. Entre março e setembro foram criados 534 mil novos empregos nas seis principais regiões metropolitanas do país, situação que fez a taxa de desemprego bater recorde e baixa e cair a 6,2% em setembro. Dessas vagas, 55% foram abertas pela administração pública, nas três esferas de governo.
Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de setembro, divulgado ontem pelo IBGE, comparado aos resultados do PME de março, mostram que a administração pública criou 291 mil vagas, enquanto a indústria foi responsável pela abertura de 137 mil novos postos de trabalho; os serviços, 43 mil; e o comércio, 7 mil. Curiosamente, o setor da construção civil, um dos mais aquecidos do país e grande empregador de mão de obra de menor qualificação, fechou 67 mil vagas em março. Ainda com base nos dados de setembro sobre março, a massa salarial teve crescimento de 7,2% puxada pelo aumento de 15,6% na administração pública. (Págs. 1, A2 e A3)

Empresas tocam projeto de alcoolduto de US$ 2 bi

Grandes grupos sucroalcooleiros, como Cosan e Copersucar, vão unir forças à Petrobras para fazer deslanchar o principal projeto de alcoolduto do país, criado para escoar etanol do Centro-Oeste até São Paulo. O investimento deverá superar US$ 2 bilhões.

Sem mencionar nomes de parceiros, o gerente de logística da Petrobras, Eduardo Autran, que está longe do empreendimento, confirmou que a estatal negocia com outros "players importantes" da indústria de álcool para constituir uma sociedade que vai desenvolver um sistema integrado de logística para o etanol, que além do alcoolduto envolve os modais ferroviário e hidroviário.

Segundo Autran, a Petrobras ficará com 20% da nova sociedade, cujas negociações devem ser concluídas até o fim do ano. As, empresas privadas não poderão ter participação maior que a da estatal. (Págs. 1 e B12)

Foto legenda: Dormentes de plástico

Rogerio Igel, presidente da Wisewood, primeira fabricante de dormentes de plástico feitos com lixo reciclado, negocia com investidores para aumentar a produção no país. (Págs. 1 e B1)

Juros futuros e títulos do Tesouro sentem efeitos do IOF

Enfim, o mercado financeiro levou a sério a determinação do governo de conter o processo de valorização do real frente ao dólar. Depois das mudanças na taxação do capital externo, investidores reagiram à demonstração do Banco Central de que vai fechar as brechas e impedir que os estrangeiros escapem do imposto. Em reação, os juros futuros de longo prazo dispararam na BM&F, o Tesouro diminuiu a oferta de títulos prefixados no leilão e não vendeu os papéis mais longos (NTN-F) com vencimento em 2021, os preferidos pelos estrangeiros. No mercado secundário, os prêmios das NTN-F cresceram.

O mercado entende que, se o ímpeto do estrangeiro diminuir, os juros terão motivos adicionais para subir, entre eles a perspectiva de encarecimento da rolagem da dívida pública e, no limite, dificuldade de financiamento do déficit em conta corrente, que vem se agravando. (Págs. 1, C1 e C2)

Dolarizado, Equador festeja guerra cambial

Os exportadores de rosas do Equador estão regozijantes: a cada dia tomam da Colômbia mais participação no mercado internacional. O motivo é que a moeda colombiana teve valorização recorde neste ano, aumentando os custos de suas exportações. Já o Equador agora surfa na dolarização.

As exportações não petroleiras do Equador, que incluem cacau, pescados e frutas, além das rosas, cresceram quase 11% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009. O setor de rosas espera fechar o ano com um crescimento de 13%. O presidente Rafael Correa dá "graças a Deus" pelo dólar fraco. E o setor privado não quer nem ouvir falar em abandonar a dolarização. (Págs. 1 e A13)

Governadores eleitos arregaçam as mangas

Com poder de pressão redobrado junto a prefeitos e líderes religiosos, os governadores eleitos saíram a campo para angariar votos em favor de seus candidatos à Presidência. Desde o fim do 1º turno, Geraldo Alckmin (PSDB) já visitou 44 cidades paulistas. A meta são os 4,8 milhões de votos que Marina Silva (PV) obteve no Estado. Junto com o senador eleito Aécio Neves, Antônio Anastasia (PSDB) precisará dobrar a votação de José Serra em Minas para que ela se iguale à sua. Do lado governista, Sérgio Cabral (PMDB) tem o desafio de reverter 1,5 milhão de votos que teve a mais que Dilma Rousseff no Rio. Eduardo Campos (PSB), reeleito em Pernambuco, tentará zerar os 20 pontos percentuais a mais que sua candidatura obteve em relação à de Dilma. (Págs. 1 e A12)

PIB da China cresce 9,6% no terceiro trimestre e inflação continua acima da meta (Págs. 1 e A13)

Atrás de votos, campanha eleitoral sobe ao púlpito (Págs. 1 e Eu Fim de Semana)

Previdência Social

A Previdência dos trabalhadores urbanos teve superávit de R$ 1,4 bilhão em setembro, pelo sétimo mês consecutivo. Incluído o setor rural, o número consolidado registrou déficit de R$ 40,1 bilhões. (Págs. 1 e A3)

Dinheiro para a Copa

O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social já confirmou financiamentos de R$ 2,2 bilhões para reforma e construção de estádios para a Copa de 2014. Seis Estados já foram ao banco em busca de recursos. (Págs. 1 e A4)

CNBB defende participação política

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, afirma que a igreja tem direito de se manifestar sobre a eleição e que não cabe a entidade punir bispos que orientam seus fiéis a votar em determinado candidato. (Págs. 1 e A10)

Receita mira aço subfaturado

A Receita Federal adotou uma tabela de preços mínimos para 16 tipos de produtos siderúrgicos. Sobre esses valores, e não sobre o preço declarado pelo importador, incidirá o Imposto de Importação de 12%. (Págs. 1 e B7)

Dívida pública

A dívida mobiliária federal interna aumentou 0,64% em setembro, para RS 1,534 trilhão. A participação dos investidores estrangeiros encerrou o mês passado em novo recorde de R$ 154,1 bilhões. (Págs. 1 e C2)

Empréstimo sindicalizado recua

Mercado de eurobônus a todo vapor reduz interesse de empresas brasileiras por empréstimos sindicalizados. Até agora, foram fechados USS 8,6 bilhões em empréstimos no ano, queda de 40% ante 2009. (Págs. 1 e C8)

Ideias

Maria Cristina Fernandes

Pauta religiosa e corrupção expulsaram da campanha eleitoral a discussão sobre os rumos da política econômica. (Págs. 1 e A6)

Ideias

Ben Sangari

Por trás do esforço para a qualificação da mão de obra, há o desafio ainda maior da educação como um todo. (Págs. 1 e A14)
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RADIOBRAS.

quinta-feira, outubro 21, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ''FOI SEM QUERER, QUERENDO !!! " *

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) Bordão do Chaves. (Ops!!!).
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ELEIÇÕES 2O1O [In;] AINDA É TEMPO ... de comentar!

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ALEXANDRE GARCIA - 05 de Outubro de 2010

Muito além do Tirirical


Há muito tempo tenho demonstrado que nossa mistura racial e nossa religião majoritária são responsáveis por nosso masoquismo. Adoramos sofrer, para nos purificarmos e iremos para o céu; prezamos um luto fechado lusitano, tanto que festejamos nossos enterros, como o de Tancredo, e desprezamos nossos heróis, como Amyr Klink. Agora a eleição vem reiterar essa constatação. Há, na capital do país, um candidato a deputado federal que proporcionalmente fez três vezes mais votos que Tiririca. Mas o país todo insiste em só falar do palhaço. O jovem Antônio Reguffe, mais votado como deputado local, candidatou-se agora a deputado federal, com a bandeira de sempre: a ética. Idealista, sincero, pôs em prática durante o mandado local todas as suas idéias e promessas. Cortou despesas de seu gabinete, devolveu dinheiro, compareceu a todas as sessões, denunciou a corrupção que está impregnada na política de Brasília. E se candidatou a deputado federal, sem praticamente fazer propaganda. Não precisou.

De cada cinco eleitores que foram as urnas, um votou nele. Fez 266 mil votos numa soma de 1 milhão 397 mil votos válidos - 19%. Para igualar-lhe o feito, Tiririca teria que fazer 4 milhões 323 mil votos. O palhaço teve 6% dos 22 milhões 573 mil votos válidos de São Paulo. Mas o moço de Brasília, até agora, não apareceu como modelo. Tiririca, sim, está em todas, como exemplo do circo nacional. Entre um modelo ético e um palhaço, ficamos com a palhaçada.

Pelo menos na eleição presidencial estamos mostrando o paradoxo: a derrotada foi quem venceu. Marina, no primeiro turno, conquistou um segundo turno para Serra e Dilma. Para o eleitor ter mais quatro semanas para pensar. Marina veio do longínquo Acre, mais perto do Oceano Pacífico que do Atlântico. Está num partido pequeno, o PV. E conquistou quase 20 milhões de corações e mentes. Lula, enquanto foi candidato só do PT, nas três tentativas em que perdeu, só na última igualou-se a Marina em votos.

Marina não é biônica, não é transgênica; é um produto orgânico. É gente e não sabonete embalado por marqueteiro; não é boneca de ventríloquo. Mostrou-se com personalidade, sincera, autêntica. A mesma autenticidade que a tirou do governo. Deixa essas lições para os dois que ficaram para o segundo turno. Mesmo sem a maciça propaganda e horários amplos na propaganda obrigatória, foi a quase 20 milhões de votos. Elegeu o segundo turno. E agora tem o poder de eleger presidente. Não que o eleitor dela aceite cabresto; quem votou em Marina é eleitor cabeça, que não se deixa conduzir por uma palavra de ordem de um candidato. Mas se Marina decidir subir algum palanque, ela poderá ungir a quem ela abraçar e disser: nesta pessoa, posso confiar meu projeto. Não são, Marina e Reguffe, exemplos de que nem tudo está perdido?

Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias (*)

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(*) Recebido de amigos via ''email''.
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (V)

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Fonte: www.youtube.com
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (IV)

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O mestre deu a partida

21 de outubro de 2010 | 0h 00


Dora Kramer -
O Estado de S.Paulo


Em entrevista ao jornal espanhol El País no início deste ano, o presidente Luiz Inácio da Silva manifestou convicção na vitória. "Dificilmente perco essa eleição", disse, a despeito de o adversário à época apresentar vantagem nas pesquisas.
Lula sabia do que estava falando: da disposição de usar e abusar de todos os métodos - quase infinitos - à disposição de um presidente da República para cavar o êxito que o levaria a bater recordes históricos de transferência de votos e a lograr espaço de honra no panteão dos presidentes eleitoralmente mais bem-sucedidos do Brasil.
Para isso decretou que sua prioridade absoluta no último ano de mandato seria eleger Dilma Rousseff. Paralisou o governo, mobilizou toda a administração na perseguição dessa meta, rasgou a Constituição, violou todas as regras da boa conduta, atacou violentamente a todos que enxergou como adversários.
Tão violentamente que governadores aliados ao governo e eleitos no primeiro turno criticaram direta e abertamente o presidente, atribuindo à sua conduta agressiva a perda dos votos suficientes para eleger Dilma no dia 3 de outubro passado.

Não é de estranhar, portanto, a atitude dos manifestantes petistas que ontem agrediram o candidato José Serra durante um ato de campanha na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 2002 o presidente recém-eleito Luiz Inácio da Silva agradeceu ao presidente que deixava o posto, Fernando Henrique Cardoso, a correção da atitude neutra à qual atribuiu, junto com a eficiência da Justiça Eleitoral, a sua eleição.

Oito anos depois, o presidente Lula faz o oposto do que considerava o melhor para o Brasil. Desqualifica a Justiça, afronta a legislação e usa de maneira escabrosa a máquina pública; sem freios nem disfarces.

Não há outra conclusão possível: Lula só leva em conta o que é melhor para si, já que passados esses anos certamente fez a conta de que a "correção" de FH fez o antecessor não eleger o sucessor.

Como não quer correr o risco, Lula apropria-se indevidamente do patrimônio público, comete todas as infrações à sua disposição, leva o governo para a ilegalidade e ainda se vangloria como quem dissesse que vergonha é roubar e não poder carregar.

O pior para ele é que com tudo isso ainda pode perder. O melhor para o País já foi feito quando o eleitorado criou esse espaço de confrontação final. Do qual o presidente da República abusa sem nenhum escrúpulo, aparentemente com a concordância do Ministério Público.

A tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que o mestre ensinou: vale tudo e mais um pouco para tentar ganhar a eleição.

Mal contada. O inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal de várias pessoas ligadas ao tucano José Serra ainda não esclareceu de todo o caso, mas já permite uma constatação: é falsa a versão de que aquelas violações resultaram de um esquema maior de compra e venda de sigilo dentro da Receita, conclusão que o governo acha menos grave que a motivação eleitoral.

Pois bem: pelo que diz Amaury Ribeiro (o jornalista que contratou a quebra de sigilo), a razão foi política. Segundo ele, em 2009 foi a São Paulo a custa do jornal Estado de Minas, onde trabalhava à época, para recolher dados para "proteger" o então governador de Minas, Aécio Neves.

Meses depois, alguém do PT roubou dele as informações e montou um dossiê para tentar prejudicar os tucanos.

Por enquanto a história não fecha direito e, pelo já visto, pode reservar emocionantes revelações.

Por exemplo: por que o jornal Estado de Minas mandou um repórter a São Paulo coletar dados com objetivo de "proteger" o então governador? E proteger do quê, de uma ofensiva de José Serra? Quem pagou pela quebra do sigilo: o jornal, o governo do Estado ou Amaury? Se Amaury foi roubado, o que fazia na reunião com o setor de "inteligência" da pré-campanha do PT onde se negociavam as informações que viriam a fazer parte do dossiê entregue em junho de 2010 ao jornal Folha de S. Paulo?

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101021/not_imp627639,0.php
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (III)

...20/10/2010 - 17h58

Veja vídeo do tumulto em que José Serra é ferido no Rio

ITALO NOGUEIRA
FELIPE CARUSO
DO RIO
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cancelou agenda programada para a tarde desta quarta-feira no estádio do Maracanã, no Rio, após levar uma pancada na cabeça durante confronto entre militantes do PSDB e do PT.

O presidenciável foi atingido por um rolo de adesivos na testa, logo acima do olho direito. Serra chegou a colocar gelo na cabeça para amenizar a dor, mas não chegou a sangrar.

Serra participava de uma caminhada em Campo Grande (zona oeste do Rio). Ele foi encaminhado para o Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), para avaliar eventuais consequências da agressão. De acordo com o médico Jacob Kligerman, que o atendeu, não foi constatada nenhuma irregularidade na tomografia.

Serra cancela agenda no Rio após pancada na cabeça; veja vídeo
Campanha tucana avalia levar imagens de tumulto no RJ ao horário eleitoral de hoje
Serra leva pancada na cabeça em confusão com militantes do PT no Rio
Militantes do PT e do PSDB se enfrentam durante ato de Serra
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Segundo Kligerman, Serra disse ter sentido náuseas e tonturas após a agressão. O médico, ex-secretário de saúde na gestão de Cesar Maia, afirmou não ter visto nenhum ferimento aparente no candidato, mas decidiu encaminhá-lo para a tomografia por precaução.

Kligerman afirmou ter recomendando ao candidato que cancelasse sua agenda e ficasse em repouso por 24 horas.

Em nota, a campanha de Serra afirmou que ele foi surpreendido durante uma caminhada "pacífica". "Nossa candidatura reafirma sua posição pela paz, tolerância e um governo de unidade nacional, pois entende que esse é o único caminho para o progresso no Brasil."

"O PT tem tropa de choque. Não sei se foi previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa dos nazistas? É típico de movimentos fascistas", disse Serra, após a agressão.

Segundo o empresário Ronaldo Cezar Coelho, que acompanhava a caminhada, Serra foi atingido na saída de uma drogaria. "Fomos emparedados", afirmou.

O PT negou que militantes do partido tenham agredido o candidato. Em nota assinada pelo presidente do partido no Rio, deputado federal Luiz Sérgio, o tumulto no qual o tucano foi ferido é atribuído a seguranças do presidenciável, que teriam tratado com rispidez um grupo que protestava contra Serra.

Italo Nogueira/Folhapress
Autônomo Carlos Calixto, 44, militante do PT ferido durante o confronto com cabos eleitorais do PSDB
Autônomo Carlos Calixto, 44, militante do PT ferido durante o confronto com cabos eleitorais do PSDB

SINT-SAÚDE

Uma manifestação dos integrantes do Sint-Saúde (sindicato dos trabalhadores de agentes de combate às endemias) deflagrou a pancadaria entre militantes do PT e do PSDB.

O diretor da entidade, José Ribamar de Lima, e o candidato derrotado a deputado estadual Sandro Mata Mosquito (PT) foram ao local com cartazes feito a mão chamando Serra de "pior ministro da Saúde". Eles gritavam, acusando o tucano de ser o responsável pela epidemia de dengue em 2002.

Militantes tucanos puxaram e rasgaram os cartazes, e os grupos adversários começaram a briga.

Um grupo de militantes do PT chegou logo em seguida, deflagrando briga generalizada entre os militantes dos dois partidos.

Serra, neste momento, permanecia dentro de uma loja. O tucano decidiu voltar para o calçadão e manter a caminhada. Ele passou a ser o alvo dos gritos dos militantes, e ameaçou partir para cima dos petistas, mas foi contido por companheiros de chapa, entre eles o vice Indio da Costa (DEM). Xingou de volta alguns dos militantes.

De acordo com Indio, o rolo de adesivos foi tirado da mão de um apoiador de Serra e arremessado contra ele.

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/817575-veja-video-do-tumulto-em-que-jose-serra-e-ferido-no-rio.shtml

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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (II)

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PF quer saber quem encomendou de jornalista quebra de sigilo



LEONARDO SOUZA
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

Depois de identificar como os dados sigilosos dos tucanos foram acessados, a Polícia Federal busca saber agora se alguém ordenou o jornalista Amaury Ribeiro Jr. a encomendar os documentos e quem pagou pelo serviço. Amaury vai ser intimado a prestar novo depoimento.

Investigadores da polícia envolvidos no caso tentam descobrir se a ação do jornalista visava proteger o ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves --que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.



O jornalista é ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). Ele contou à PF que foram pessoas do PT que roubaram os dados de seu computador pessoal. O laptop, segundo ele, foi violado neste ano num quarto de hotel em Brasília. Amaury, nessa época, já atuava para o "grupo de inteligência". Sua estadia na capital, inclusive, era paga por integrantes do PT.

"Amaury disse que teve ciência que um grupo investigava o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Então foi feita uma investigação para descobrir quem era", disse nesta quarta-feira um dos delegados responsáveis pelo caso, Alessandro Moretti.

De acordo com o relato do jornalista à PF, ele descobriu que o grupo era comandado pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado ao tucano José Serra. Tanto Itagiba quanto Serra negam.

O delegado informou ainda que Amaury "não diz em nenhum momento do depoimento se teve ou não contato com Aécio Neves", nem se encomendou os dados dos tucanos a pedido de outra pessoa. Mas a investigação continua.

Moretti disse ainda que o jornalista afirmou que os gastos para obter os documentos foram custeados pelo jornal "O Estado de Minas". Amaury não falou em valores nem precisou a origem dos recursos. O executor do serviço, o despachante Dirceu Garcia, afirmou que cobrou R$ 12 mil.

Em nota, o jornal afirma que Amaury trabalhou por três anos na empresa. "Nenhuma [reportagem], absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O 'Estado de Minas' faz jornalismo", diz a nota, assinada pela direção do diário.

Segundo o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, estão sendo feitas diligências complementares em diferentes partes do país. Corrêa diz que essas diligências não afetam o resultado da investigação que até agora identificou cinco intermediários entre o jornalista que encomendou os dados sigilosos e as servidoras da Receita que coletaram as informações.

Hoje, houve uma tentativa da polícia de descolar a investigação do período eleitoral. "Conotação política e partidária não pauta a investigação da Polícia Federal", disse Corrêa.

Em nota divulgada, a PF informou que os dados violados foram usados "para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política". Disse ainda refutar qualquer tentativa do uso do trabalho policial para fins eleitoreiros.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/817784-pf-quer-saber-quem-encomendou-de-jornalista-quebra-de-sigilo.shtml
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ELEIÇÕES 2O1O/Segundo turno [In:] MÉTODO DE TRABALHO...

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por Rodrigo Alvares

Seção: Eleições

20.outubro.2010 13:56:26

Luciana Nunes Leal, da Sucursal do Rio



O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, comparou o PT aos nazistas e os acusou pelo tumulto ocorrido entre militantes petistas e os cabos eleitorais tucanos durante caminhada no calçadão de Campo Grande, no Rio. ”Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência. Não sei se é previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico de movimentos fascistas como eles são”, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia.

Veja também:

Dilma afirma repudiar agressão contra Serra

Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. No fim, Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça.

Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada. Não havia ferimento aparente. Segundo pastor Paulo Cesar Gomes, que acompanhava a caminhada, afirmou que o candidato foi atingido por um rolo de papelão utilizado para armazenar material de campanha. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou “grogue” com a pancada.

Os militantes gritavam palavras como “assassino”, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e exibiam cartazes com a pergunta “Cadê Paulo Preto?”, menção a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa.

A situação já foi normalizada e as lojas reabriram suas portas.

Atualizado às 14h20

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Foto: Tasso Marcelo/AE

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Foto: Tasso Marcelo/AE

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/10/20/cabos-eleitorais-de-jose-serra-entram-em-confronto-com-militantes-do-pt-no-rio/

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

21 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Inquérito liga violação de sigilo a Dilma, mas a PF tenta negar

Jornalista que trabalhou na campanha petista confessa que contratou despachante

O inquérito da Polícia Federal concluiu que o mandante da quebra de sigilo fiscal de tucanos foi o jornalista Amaury Ribeiro Júnior - que trabalhou na pré-campanha de Dilma Rousseff no início deste ano. Segundo a PF, Amaury era repórter do jornal "O Estado de Minas" quando pagou R$ 12 mil a um despachante de SP por dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais sete pessoas ligadas ao candidato José Serra. Apesar disso, a PF nega vínculos entre a violação e a campanha de Dilma. "Não foi comprovada utilização em campanha política", disse o diretor Luiz Fernando Corrêa. Ouvido no inquérito, Amaury disse que contratou o despachante só para levantar dados em juntas comerciais, e que tudo foi pago pelo "Estado de Minas". Disse que investigava um suposto esquema de espionagem contra Aécio Neves montado por pessoas ligadas a Serra. (Págs. 1 e 3 a 10)

Serra é agredido por petistas no Rio

Em campanha na Zona Oeste do Rio, o candidato tucano à Presidência, José Serra, enfrentou um tumulto iniciado por sindicalistas e militantes do PT e foi atingido na cabeça por um rolo de adesivos de campanha atirado por um manifestante. Com camisetas e bandeiras do PT, o grupo intimidou Serra com xingamentos e tentou se aproximar dele. O tucano não se feriu. Por orientação médica, cancelou o resto da agenda e submeteu-se a uma tomografia num hospital da Zona Sul. (Págs. 1 e 12)

Foto legenda: Durante o tumulto iniciado por militantes petistas, Serra é atingido por um rolo de adesivos de campanha e protege a cabeça. (Pág. 1)

Ibope: vantagem de Dilma é de 11 pontos

Pesquisa Ibope divulgada ontem indica que Dilma Rousseff ampliou de 6 para 11 pontos a vantagem sobre José Serra. Na proporção de votos totais, Dilma tem 51%, e Serra, 40%. Considerando só votos válidos, Dilma tem 56%, e Serra, 44%. (Págs. 1 e 15)

Correios rompem contrato com empresa envolvida no Caso Erenice. (Págs. 1 e 10)

Foto legenda: Saia justa verde. Em evento de apoio de integrantes do PV a Dilma, Greenpeace cobra compromisso da ex-ministra. (Págs. 1 e 13)

Grã-Bretanha sobe idade para aposentar

O governo britânico anunciou o maior pacote de austeridade desde a Segunda Guerra Mundial, que prevê cortes de US$ 131 bilhões nos gastos públicos, a demissão de 490 mil servidores e a elevação da idade mínima de aposentadoria para 66 anos. Na França, em meio a novos protestos contra a reforma, Sarkozy usou a polícia para liberar depósitos de combustíveis e evitar desabastecimento. (Págs. 1 e 25)

Foto legenda: Milhões de pessoas marcham em Downing Street, Londres, contra cortes.

Foto legenda: Estudantes protestam em frente ao Senado, em Paris, contra a reforma

Ministro contesta, mas não explica baixa verba para a Cultura (Págs. 1 e 14)

União vai oferecer mais leitos em CTIs
O Ministério da Saúde anunciou ontem que a rede federal no Rio vai passar de 164 leitos em CDs para 264, no ano que vem. Desses cem novos leitos, apenas 25 estarão disponíveis ao estado, que enfrenta problemas no setor. (Págs. 1 e 23)

Brasil terá novo cardeal, o de Aparecida

O arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, de 73 anos, foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI. O Brasil passa a ter nove cardeais com direito a voto numa eventual eleição no Vaticano. (Págs. 1 e 16)

Obama sai em campanha para barrar radicais

O presidente dos EUA iniciou uma viagem por estados do Oeste, num esforço final para as eleições do dia 2, tentando fazer frente ao Tea Party Express, a excursão dos adversários u1traconservadores. (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Escândalo da Receita: Jornalista admite à PF que encomendou informações
Ribeiro Jr. diz que dados de seu computador pessoal foram roubados por petistas em Brasília

O jornalista Amaury Ribeiro Jr. confirmou à Policia Federal que encomendou dados de pessoas próximas a José Serra (PSDB), como a Folha revelou ontem.

Ele afirmou que começou a apuração porque soube que um grupo do PSDB reunia dados contra Aécio Neves, que na época disputava com José Serra a indicação do partido à Presidência. Em nota, Aécio repudiou o envolvimento de seu nome.

O jornalista, que em abril passou a integrar o "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), atribuiu o vazamento dos dados sigilosos a uma ala do PT que disputava espaço na campanha.

Segundo ele, as informações, repassadas para a Folha em junho, foram roubadas de seu computador, no quarto de hotel que ocupava em Brasília, por pessoas ligadas ao PT. (Págs. 1 e Poder)

Despachante diz a TV que recebeu ajuda de R$ 5.000. (Págs. 1 e A6)

Dilma afirma que violação é fruto de disputa no PSDB (Págs. 1 e A7)

Serra oferece benefício a igrejas para obter apoio

A campanha de José Serra(PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas em troca de apoio à sua candidatura. O mediador é o pastor Alcides Cantóia Jr.

Segundo Cantóia, um governo tucano apoiaria igrejas complementando a ação da escola. "O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja", diz ele. (Págs. 1 e A10)

Foto legenda: Dor de cabeça. Ao lado de Gabeira (PV), Serra (PSDB) toca local em que foi atingido por um rolo de adesivos após briga entre militantes petistas e tucanos no Rio. (Págs. 1 e A8)

Janio de Freitas
Pancadaria física é desdobramento lógico da campanha. (Págs. 1 e A6)

Cade autoriza por unanimidade compra da Brasil Telecom pela Oi (Págs.1 e B6)

Deputados do Ceará aprovam conselho para controlar mídia (Págs. 1 e A15)

Reino Unido fará seu maior corte de gastos em 60 anos

O Reino Unido anunciou seu maior plano de cortes no Orçamento em 60 anos, para conter déficit recorde. Ele prevê reduzir o gasto público em US$ 130 bilhões até 2015 e aumentar a idade mínima para aposentadoria. Houve protestos. (Págs. 1 e B1)

Análise
Reação aos cortes não deverá ser como na França, escreve Vaguinaldo Marinheiro. (Págs. 1 e B4)

Abu Dhabi cancela condenação de garota brasileira

A Justiça de Abu Dhabi absolveu ontem a garota brasileira de 15 anos que havia sido condenada por ter feito sexo sem ser casada.
Consultor do Departamento de Justiça afirmou ao enviado Marcelo Ninio que "alguns estrangeiros fazem coisas que seriam consideradas inadequadas em seus próprios países". (Págs. 1 e C6)

Boa notícia: Procon lança site para queixas relativas a compras pela internet (Págs. 1 e C5)

Editoriais
Leia "Reações", sobre respostas políticas, nos EUA e na Europa, à crise econômica; e "Ofertório eleitoral", acerca da candidatura de José Serra. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma abre 11 pontos de vantagem
Ibope mostra petista com 51% das intenções de voto, ante 40% de Serra; voto feminino explica crescimento

Em uma semana, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou de 6 para 11 pontos porcentuais sua vantagem em relação ao tucano José Serra, segundo pesquisa Ibope para o Estado e a TV Globo. A petista tem 51% das intenções de voto, ante 40% do adversário. Em relação à sondagem anterior, divulgada no dia 4, Dilma oscilou dois pontos para cima, e Serra caiu três. Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos) a candidata do PT lidera com 12 pontos de vantagem (56% a 44%), seis a mais do que na semana passada (53% a 47%). No primeiro turno, ela teve 46,9% dos votos válidos, ante 32,6% do adversário. O avanço de Dilma pode ser explicado pelo comportamento do eleitorado feminino. Nesse segmento, ela abriu sete pontos de vantagem (48% a 41% dos votos totais), saindo da situação de empate (em 46%) registrada na pesquisa anterior. (Págs. 1 e Nacional A4)

13 pontos
é a vantagem de Serra no Sul, única região do País em que o tucano lidera. (Pág. 1)

No Rio, petistas agridem Serra durante evento

No episódio mais tenso da campanha à Presidência, militantes do PT e PSDB entraram em confronto ontem em Campo Grande, zona oeste do Rio. O candidato tucano, José Serra, foi cercado por militantes do PT e acabou atingido por um rolo de adesivos. Serra foi levado a um hospital, dizendo-se "meio grogue", mas nada grave foi constatado. O tucano acusou o PT de montar uma "tropa de choque". O PT do Rio soltou uma nota em que negou que seus militantes tenham sido violentos. (Págs. 1 e Nacional A4)

José Serra, candidato tucano
"Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É típico de movimentos fascistas como eles são". (Pág. 1)

Foto legenda: Violência. Serra é retirado após ter sido atingido por militante petista durante caminhada na zona oeste do Rio. (Pág. 1)

Greenpeace atrapalha ato de verdes pró-Dilma

Um protesto do Greenpeace surpreendeu o ato de apoio de membros do Partido Verde a Dilma Rousseff, em Brasília. A ONG cobrava compromisso da petista com "desmatamento zero", mas a candidata disse que se trata de proposta "demagógica". (Págs. 1 e Nacional A14)

Foto legenda: Protesto. Diante de Dilma, petista puxa faixa de militante do Greenpeace. (Pág. 1)

PF liga quebras de sigilo à campanha petista

Investigação da Polícia Federal revela que partiu da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) a iniciativa de contratar o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que está na origem da quebra de sigilo fiscal de tucanos, entre os quais o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas, e da filha de José Serra, Verônica, e do marido dela, Alexandre Bourgeois. Ribeiro contactou o despachante Dirceu Rodrigues Garcia, ligado a operadores que compram informações sigilosas da Receita. Pelos serviços, Garcia recebeu R$ 12 mil. (Págs. 1 e Nacional A6)

Pacote britânico prevê corte de 490 mil cargos públicos

Com o objetivo de combater o maior déficit de sua história, o governo da Grã-Bretanha anunciou um pacote de cortes de gastos públicos que deve chegar a 83 bilhões de libras (cerca de R$ 220 bilhões) em quatro anos. Os cortes incluem benefícios sociais, segurança pública e Defesa. Serão cortados em média 19% dos orçamentos dos departamentos do governo, o que deve provocar o fechamento de 490 mil postos de trabalho no serviço público até 2015. Também devem ser elevados impostos. (Págs. 1 e Economia B11)

Copom decide manter juro em 10,75% ao ano

Por unanimidade, o Copom decidiu ontem manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano. No comunicado, o BC diz que a decisão leva em conta "o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação". (Pág. 1)

Papa nomeia cardeal o arcebispo de Aparecida (Págs. 1 e Vida A28)

Crédito estudantil para baixa renda é facilitado (Págs. 1 e Vida A28)

Crescem as suspeitas de corrupção e Fifa afasta seis (Págs. 1 e Esportes E4)

Dora Kramer: O mestre deu a partida

A tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que Lula ensinou: vale tudo e mais um, pouco para tentar ganhar a eleição. (Págs. 1 e Nacional A8)

Celso Ming: Falta a bala de prata

O ministro Mantega diz dispor de um arsenal de balas de prata para segurar o câmbio. Se tivesse, já teria usado. Além disso, pontaria é indispensável. (Págs. 1 e Economia B2)

Eugênio Bucci: O mistério de Marina

Se Marina tem direito ao segredo do voto, seu eleitor tem o direito de saber o que ela fará no momento em que o Brasil toma decisão tão grave. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)

Notas & Informações

Falta consertar o Mercosul

O chanceler Celso Amorim continua a propor planos grandiosos para um Mercosul emperrado. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Caixa das empresas e juros baixos incentivam fusões

A combinação de forte caixa das empresas multinacionais e dinheiro barato criado pelo Fed, o banco central americano, está levando ao reaquecimento das fusões e aquisições entre empresas. Em termos globais, ainda há um longo e incerto caminho para retornar aos níveis pré-crise, mas bancos de investimentos de Wall Street dizem que os emergentes, o Brasil em especial, lideram a retomada.

A previsão do Credit Suisse é que o volume de transações cresça entre 15% e 20% neste ano, em relação a 2009, chegando a US$ 2,5 trilhões no mundo todo. Não deixa de ser uma recuperação, mas o desempenho ainda estão muito abaixo dos US$ 4,2 trilhões de 2007.

Para a América Latina, porém, a sensação é de uma enxurrada de fusões e aquisições, com um recorde de US$ 190 bilhões nos nove primeiros meses do ano, dos quais pouco mais da metade para o Brasil. (Págs. 1 e C1)

Gabrielli põe governança em discussão

Foco de discussão em outras campanhas eleitorais, desta vez a Petrobras, por meio de seu presidente, José Sérgio Gabrielli, entrou no debate ao sair publicamente em campanha atacando a administração da estatal durante a gestão do PSDB e enaltecendo a administração atual. Com isso, provocou discussões entre investidores e especialistas sobre a governança corporativa das estatais. "O administrador deve lealdade à companhia e não ao controlador", diz Edison Garcia, da Associação de Investidores no Mercado de Capitais, que disse tratar-se de questão técnica, já que a obrigação consta da Lei das S.A. A assessoria da estatal afirma que Gabrielli "não participou de debate eleitoral". "Ele defendeu o modelo de negócios que considera mais adequado para a Petrobras". (Págs. 1 e A5)

Como a pobre Queimados atrai novas indústrias

Queimados, um dos municípios mais pobres da Baixada Fluminense, vive um boom industrial sem precedentes, com 22 empresas em fase de instalação e uma fila de pelo menos oito pleiteando vagas. A origem da corrida foi a inclusão, em janeiro, de seu distrito industrial entre as áreas do Rio beneficiadas por lei que reduziu o ICMS cobrado de novas empresas de 19% para 2%.

Até agora, os investimentos detalhados somam R$ 491,9 milhões, contando apenas a primeira fase do maior de todos os projetos, o da empresa austríaca RHI, fabricante de refratários e laminados para altos-fornos. Ela comprou área de um milhão de metros quadrados para instalar uma unidade que antes funcionava no Chile e vai gerar 400 empregos diretos, além de 1.100 indiretos. Em uma segunda fase, a RHI deve empregar diretamente cerca de 2 mil pessoas.

Outras grandes indústrias estão em fase de instalação na cidade. Uma delas é a multinacional Procter & Gamble, que vai investir R$ 30 milhões em uma fábrica que deverá abrir 600 vagas. Já em fase de instalação está a Deca, fabricante de louças e metais sanitários, controlada pela Duratex, do grupo Itaúsa. A lista inclui indústrias de setores de bebidas (Aje Refrigerantes), farmacêutico (Genus Farmacêutica), material de construção (ampliação da Quartzolit) e eletrônicos (Investiplan e CBI). (Págs. 1 e A12)

Geithner quer pacto cambial entre grandes

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, espera usar o encontro dos ministros econômicos do G-20, no fim de semana, para avançar no esforço de "reequilibrar" a economia mundial. Ele espera convencer os outros países de que os EUA não pretendem desvalorizar o dólar como meio de conseguir prosperidade. Em entrevista ao "The Wall Street Journal", Geithner disse que o mundo precisa muito de um acordo de diretrizes para uma política cambial. (Págs. 1 e A8)

Consumo de suco desafia a indústria

José Luis Cutrale, presidente do conselho da Cutrale: "As coisas não estão tão ruins". A queda contínua no consumo mundial de suco de laranja é o maior desafio do setor. Mais de 500 representantes das indústrias de suco, reunidos ontem em seminário promovido pelo Valor, sugeriram esforços para ampliar as vendas aos clientes tradicionais e buscar novos mercados nos países emergentes. O presidente do conselho da Cutrale, José Luis Cutrale, disse que na próxima década o mundo terá mais 1 bilhão de habitantes, e eles terão de se alimentar. "As coisas não estão tão ruins". Ontem, o Cade suspendeu temporariamente a associação entre a Fischer e a Citrovita.(Págs. 1 e B12)

J&J concentra comando da AL no Brasil

A Johnson & Johnson iniciou um processo de centralização de suas operações no mundo nas áreas administrativa e financeira, e o Brasil é o país que comanda a mudança na América Latina. São alterações que incluem desde a compra de material de escritório para as subsidiárias na região até a contratação de hedge. O objetivo da centralização - que gera uma maior escala nas negociações - é melhorar as condições de discussão com fornecedores e bancos. (Págs. 1 e B1)

Copom mantém Selic em 10,75% ao ano (Págs. 1 e A2)

Rossi mira o Distrito Federal
Valparaíso de Goiás, a 45 km de Brasília, vai abrigar o maior projeto imobiliário da Rossi, um bairro popular com 4 mil apartamentos e preço máximo de R$ 100 mil por unidade. (Págs. 1 e B7)

NC2 produzirá caminhões no país

A NC2 Global, joint venture entre a Caterpillar e a Navistar International no setor de caminhões, vai construir fábrica no Brasil. O local será definido no primeiro-semestre de 2011. (Págs. 1 e B8)

País capta R$ 1 bi com bônus em reais

Na primeira emissão em reais no exterior desde junho de 2007, o Tesouro Nacional captou ontem R$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2028 nos EUA e Europa. A procura foi três vezes superior à oferta. (Págs. 1 e C2)

Fundos terão 'teste de estresse'

Proposta de mudança nas normas dos fundos de investimento deve ir a consulta pública nas próximas semanas. Principal novidade será a adoção de "testes de estresse" quanto à liquidez das carteiras. (Págs. 1 e D1)

Força-tarefa contra sonegação

Os Ministérios Públicos e as Fazendas de 12 Estados e do Distrito Federal iniciaram operação nacional de combate à sonegação fiscal, que deve alcançar fraudes no valor total de R$ 2 bilhões. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Maria Inês Nassif

A linha que separa o meio e a repulsa ao difamador é tênue e os ataques a Dilma podem se transformá-la em vítima. (Págs. 1 e A6)

Ideias

Claudio J.D. Sales

"Indústria" das compensações ao redor dos processos de licenciamento ambiental cria dificuldades para vender facilidades. (Págs. 1 e A10)

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