PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, março 03, 2011

GOVERNO DILMA/BANCO CENTRAL [In:] ''EU JURO, POR MIM MESMO, POR DEUS, POR MEUS PAIS ..." * (que vai aumentar)

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BC AUMENTA OS JUROS PELA 2ª VEZ NO GOVERNO DILMA


BC ELEVA JUROS PELA 2ª VEZ NO ANO



Autor(es): Agência O globo:Patrícia Duarte e
Wagner Gomes
O Globo - 03/03/2011


Para conter inflação, Selic vai a 11,75%. Analistas projetam que taxa terá novas altas até junho


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) fincou posição ontem e, apesar da pressão de parte dos agentes econômicos para acelerar o compasso, manteve o ritmo do aperto monetário ao elevar a taxa básica de juros do país em 0,5 ponto percentual, repetindo o movimento feito em janeiro passado. Com isso, a Selic passou a 11,75% ao ano, o maior patamar desde janeiro de 2009, quando ela estava em 12,75%. Foi a segunda elevação do governo Dilma. Segundo economistas, a alta dos preços nos últimos meses deve obrigar o BC a elevar a Selic pelo menos até junho. Será a única maneira, afirmam os analistas, de a autoridade monetária fazer a inflação convergir para o centro da meta de 4,5% em 2012, já que, para este ano, o objetivo está comprometido.

- O cenário de inflação surpreendeu nos últimos meses, com os preços bem acima das previsões. Isso fará o juro subir até junho, pelo menos, quando deve chegar a 12,75% ao ano. O BC não pode afrouxar o ciclo de aperto monetário se quiser convergir a inflação para o centro da meta em 2012 - disse Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria.

Segundo boletim Focus, pesquisa do BC com analistas de mercado divulgada esta semana, a projeção para a inflação oficial subiu pela 12ªsemana consecutiva. A estimativa para o IPCA passou de 5,79% para 5,8%. Há quatro semanas, a projeção estava em 5,64%. Para 2012, a estimativa permanece em 4,78%. Em fevereiro, o IPCA-15 acumulou 6,08% em 12 meses.

A alta na Selic, que serve de base para os juros cobrados nos empréstimos, deixa os financiamentos mais caros, inibindo o consumo e reduzindo a pressão inflacionária. A expectativa é que, no próximo encontro do Copom, em abril, haverá outra alta de meio ponto e, em junho, mais uma de 0,25 ponto, encerrando o ciclo com a Selic a 12,50%.

Para BC, aperto já equivale a 1,75 ponto

A decisão foi unânime, mas o comunicado, desta vez, foi bem mais conciso do que o usual: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a Taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés", diz a nota de ontem. Em janeiro, o BC havia ressaltado que as medidas de restrição ao crédito anunciadas em dezembro também ajudavam.

- O comunicado curto indica que o BC está confiante de que esse ritmo (de alta de juros) vai fazer a inflação convergir para a meta (de 4,5% pelo IPCA) - avaliou o economista-chefe da corretora Prosper, Eduardo Velho.

Nos cálculos do BC, com a elevação de ontem, o aperto monetário nos últimos 90 dias já equivale a 1,75 ponto percentual. Isso considera as duas altas de 0,5 ponto da Selic em 2011 e as medidas de restrição ao crédito, cujo impacto é estimado em 0,75 ponto.

Por isso, na avaliação dos técnicos da equipe econômica, o BC não está sendo leniente no combate à inflação. Nos últimos dias, cresceram as pressões do mercado para que o aumento de ontem fosse de 0,75 ponto. Além da ação do BC, contribui para este cenário o corte de R$50 bilhões no Orçamento. A avaliação da autoridade monetária é que, não fosse o arrocho fiscal, os juros teriam que subir ainda mais.

O governo ainda não incorporou possíveis impactos negativos da crise no Norte da África e no Oriente Médio e de problemas climáticos ao cenário futuro da inflação. Considera que a situação ainda é instável.

- Há sim uma maior pressão (sobre os preços) dos alimentos, mas há desaceleração da atividade econômica e o apoio da política fiscal. O BC acertou ao elevar a Selic em meio ponto - defendeu o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Em reação ao novo aumento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, afirmou que a decisão foi "um crime". Em nota, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que "mais uma vez" o BC atendeu "aos interesses do capital especulativo". Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse ter recebido a decisão do Copom com "indignação".

- Os impactos desse ciclo de elevação dos juros irão desaquecer nossa economia ainda mais no futuro próximo - afirmou o presidente da entidade, Paulo Skaf.

Com a alta, o Brasil permanece no primeiro lugar do ranking de maiores taxas reais de juros (descontada a projeção de inflação para os próximos 12 meses) de mundo, com 5,9%, segundo levantamento da corretora Cruzeiro do Sul com 40 países.

Num fato inédito, o Copom recebeu novos membros no meio de um processo de decisão do juro básico. Às pressas, depois da aprovação pelo Senado, na terça-feira, foram publicadas ontem no Diário Oficial da União (DO) as nomeações de dois diretores do BC, Altamir Lopes e Sidnei Marques, que ficaram livres para participar do segundo dia da reunião, com direito a voto. Os dois estiveram presentes no primeiro dia também, porém ainda como chefes de departamento, cargo que não lhes dava chances de votar.
Lopes, que durante 16 anos ocupou a chefia do departamento Econômico do BC, foi para a diretoria de Administração no lugar de Anthero Meirelles, que vai dirigir a de Fiscalização. Marques, ex-chefe do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação, vai para a diretoria de Liquidações.

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(*) EU JURO (Leandro, Leonardo).

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GOVERNO DILMA vs. GOVERNO LULA [In:] Em-PACou !!!

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Gasto deixado por Lula deve ser cancelado


Presidente pode cancelar contratos de quase R$ 34 bilhões fechados por Lula


Autor(es): Marta Salomon
O Estado de S. Paulo - 03/03/2011

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, orientou os demais ministros a definirem despesas contratadas no governo Lula que não serão honradas pela sucessora Dilma Rousseff, informa a repórter Marta Salomon. Levantamento realizado pelo Estado indica que o cancelamento de contratos incluídos nos chamados "restos a pagar" pode atingir a soma de R$ 33,9 bilhões, equivalente ao custo estimado do trem-bala entre São Paulo e Rio.


A ministra Miriam Belchior (Planejamento) já orientou seus colegas de Esplanada a selecionar despesas contratadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e que não serão honradas pela sucessora Dilma Rousseff. Levantamento do Estado indica que o cancelamento de contratos pode alcançar R$ 33,9 bilhões, valor equivalente ao custo estimado do polêmico trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.

No primeiro dia de março, depois de quitar R$ 28 bilhões de contas pendentes deixadas por Lula no ano eleitoral, o governo ainda acumulava mais de R$ 98 bilhões de despesas a quitar, informa levantamento feito pela ONG Contas Abertas no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União). Isso é quase o dobro do tamanho no corte no Orçamento de 2011 anunciado pela equipe econômica.

Obrigados a escolher entre levar adiante gastos autorizados no Orçamento deste ano e pagar as contas deixadas por Lula, tecnicamente chamadas de "restos a pagar", vários ministros procuraram orientação da ministra do Planejamento. Ao Estado, o ministério informou: "Estamos em contato com os ministérios para que eles façam esse trabalho de análise para o cancelamento de restos a pagar".

A reportagem perguntou o valor das despesas sujeitas ao cancelamento. "Não existe informação sobre a expectativa de cancelamento", respondeu a assessoria do Planejamento.

Oficial. Decreto de Dilma Rousseff publicado ontem no Diário Oficial da União informa, porém, os limites de pagamento dos chamados "restos a pagar" processados e não processados. A diferença entre os dois tipos de contas pendentes é que a primeira refere-se a bens e serviços já entregues. Já na conta de "não processados" estão incluídas despesas que foram objeto de compromisso de gastos (empenhos, no jargão orçamentário), mas não necessariamente são obras ou serviços concluídos.

O Estado considerou esses limites fixados a partir de março e o valor das contas de Lula ainda não quitadas. O resultado é que não há previsão para o pagamento de R$ 31,6 bilhões de despesas apenas contratadas, nem para o pagamento de R$ 2,3 bilhões de contratos já executados pelos prestadores de bens e serviços.

O maior número de despesas contratadas e não quitadas concentra-se nos investimentos da União. Ainda restava pendente de pagamento uma conta de R$ 51,6 bilhões em 1º de março. A conta inclui obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Entre os programas do governo com o maior volume de contas não quitadas estão obras de saneamento, a urbanização de favelas, a transposição do rio São Francisco e obras para remediar desastres naturais.

Também há um volume de mais de R$ 3,5 bilhões de projetos na área de turismo contratados e não pagos, assim como gastos na área de saúde e educação.

Histórico. Esse tipo de despesa contratada e não paga no mesmo ano é um problema crescente no governo. Desde 2006, o Tribunal de Contas da União considera "preocupante" o volume de "restos a pagar". A partir desse ano, a conta não parou de crescer até o último ano eleitoral.

O cancelamento de despesas já contratadas não será um fato inédito na história. Poucos dias antes de passar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mandou cancelar R$ 26,1 bilhões de despesas pendentes de pagamento. Na época, foi uma grande confusão.

Aproximadamente 2.000 contratos administrados pela Caixa Econômica Federal (CEF) na área de saneamento e urbanização no governo Fernando Henrique tiveram o pagamento suspenso. Mais de 1.000 obras foram paralisadas.

Em fevereiro de 2003, Lula baixou outro decreto e cancelou mais R$ 18,1 bilhões de despesas deixadas pelo antecessor sem quitação. Desse total, R$ 700 milhões referiam-se a obras supostamente concluídas ou bens e serviços já entregues.

GOVERNO DILMA/SALÁRIO MÍNIMO/PDT [In:] PT e FORÇA. CUTucando a onça !

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CUT e Força abrem disputa por ministério do Trabalho


PT investe para retomar Pasta do Trabalho


Autor(es): Cristiane Agostine e Caio Junqueira |
De São Paulo e Brasília
Valor Econômico - 03/03/2011

A reunião de ontem entre a presidente Dilma Rousseff e os líderes aliados, que excluiu o PDT, escancarou uma disputa que vinha se mantendo nos bastidores em torno do comando do Ministério do Trabalho. É a primeira grande batalha pelo comando de uma Pasta no ministério de Dilma Rousseff.

A crise em torno do Ministério do Trabalho é resultado do recrudescimento do embate entre CUT e Força Sindical e de seus respectivos braços políticos, PT e PDT. No Congresso, a base petista tenta isolar a bancada do PDT, desgastada com o governo federal ao não acatar a proposta de R$ 545 de reajuste do salário mínimo. No governo, o PT tenta reduzir o controle do ministro Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT e alvo de suspeitas de uso indevido de recursos do seguro-desemprego. No sindicalismo, a CUT encampou como bandeira o fim do imposto sindical e o controle da criação de sindicato, medidas que devem desidratar a Força.

No Ministério do Trabalho, o PDT e a Força estão representados não só por Lupi, presidente licenciado do partido, como também na maioria das superintendências regionais. O descontentamento do PT com a influência do PDT sobre ministério não é recente, mas foi reforçado com as suspeitas que pairavam na gestão anterior, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de irregularidades no uso de recursos para cursos de qualificação profissional, com o favorecimento da central ligada ao ministro.

No embate sindical, a CUT defende o fim do imposto sindical, que seria substituído por uma taxa negocial, não obrigatória como o imposto, que seria recolhida pelos sindicatos. Essa medida poderia acabar com os sindicatos que foram criados com o único objetivo de engrossar centrais, e aumentar o repasse do imposto. "Não estamos preocupados com quem será prejudicado", disse o dirigente da CUT Jacy Afonso de Melo. "Nós, da CUT, temos sindicatos grandes, com muitos sócios e temos forte contato com nossa base. Quero ver as outras. Muitas vão desaparecer", afirmou o dirigente.

A proposta defendida pela CUT ataca, indiretamente, as outras cinco centrais sindicais, que, juntas, dividem cerca de R$ 100 milhões do imposto sindical. CUT e Força são as que mais recebem - em 2009 embolsaram R$ 26,7 milhões e R$ 22,6 milhões, respectivamente. Em 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o repasse de 10% arrecadado com a contribuição para seis centrais. Junto com essa proposta, foi negociado o fim do imposto sindical até 2009, em compromisso apoiado pelas seis centrais.

O término do governo Lula também abriu a expectativa junto à Força de que finalmente mudaria a Secretaria de Relações do Trabalho. O setor é responsável pelo registro de sindicatos e, a pedido de Lula, foi mantido sob comando de Luiz Antonio Medeiros, quando a Pasta foi transferida do PT ao PDT em 2006.

Medeiros deixou o cargo em 2010 para se candidatar a deputado federal, mas não se elegeu. Deixou no posto anterior Zilmara Alencar, técnica até hoje alvo de críticas tanto da Força quanto da rival CUT. A Força a acusa de favorecer o registro de sindicatos ligados a Medeiros e a CUT alega que seus registros sindicais enfrentam lentidão e descaso.

A vitória de Dilma abriu a possibilidade de um reordenamento interno na Pasta, ainda que sua chefia permanecesse com Lupi. A ideia era substituir Zilmara por uma técnica com perfil mais "independente" (de Medeiros), ou mesmo uma gestão compartilhada entre Força e CUT.

Houve, entretanto, resistências. A princípio dentro do próprio ministério, já que Zilmara é uma funcionária de longa data do Trabalho. Depois, da própria Força, que preferiu seguir a CUT e investir na formação do Conselho de Relações do Trabalho. A primeira reunião ocorreu no dia 15 de fevereiro e espera-se que ele seja o fórum de temas ligados a relações de trabalho. Na pauta, os critérios para aprovação de registros de sindicatos -mesma função de Zilmara. O Conselho poderá evitar a pulverização dos trabalhadores em sindicatos pouco representativos, formados para aumentar a base das centrais e ampliar o repasse do imposto. O comando do conselho será composto por dez representantes do governo, dez de empresários e outros dez das centrais. Destes, a CUT indicará quatro e a Força, dois.

Ainda antes da votação do mínimo, que selou as desavenças de Paulinho com o governo, o Palácio vetou a maior emenda parlamentar de sua autoria, de R$ 2,6 milhões, para "estruturação da rede de serviços de proteção social básica". No total, foi vetado R$ 1,3 bilhão em emendas, mas o que surpreendeu Paulinho foi o veto na maior emenda de um deputado que até o mês anterior era líder da bancada.

GOVERNO DILMA/ANA BUARQUE DE HOLLANDA [In:] ''ESSA MOÇA TÁ DIFERENTE..." *

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Sociólogo perde cargo por críticas a ministra



Dilma entra em cena e tira Sader



Autor(es): Agência O globo:Vivian Oswald e
Gerson Camarotti
O Globo - 03/03/2011

Presidente aborta nomeação de sociólogo que chamara ministra da Cultura de autista

O governo abortou ontem a nomeação do sociólogo Emir Sader para a a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa com o objetivo de tentar por fim à crise que se instalou no Ministério da Cultura nas últimas semanas, depois que o intelectual se mostrou contra a posições da pasta e chegou a chamar a ministra Ana de Hollanda de "meio autista". O nome de Sader havia sido indicado para ocupar o cargo, mas sequer chegou a ser publicado no Diário Oficial da União. Com o respaldo do Palácio do Planalto, a ministra anunciou, por nota oficial assinada por ela, que já estava em busca de outro nome. "Comunico que o senhor Emir Sader não será mais nomeado presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. O nome do novo dirigente será anunciado em breve", diz o texto.

A decisão de sustar a nomeação foi da própria presidente Dilma Rousseff. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, atuou para contornar a crise e tentar reforçar a autoridade da ministra. Segundo interlocutores, Dilma considerou as declarações do sociólogo à imprensa um ato de insubordinação e quebra de hierarquia. Nas palavras de um ministro com acesso ao gabinete presidencial, Sader teria "passado dos limites" e demostrou não entender como funciona o governo, muito menos a gestão Dilma, em que não há espaço para que subordinados desautorizem publicamente seus superiores.

A confirmação de Sader no cargo inviabilizaria a permanência de Ana à frente da pasta. A avaliação é que a confirmação de Sader para a Casa de Rui Barbosa abriria um grave precedente, mesmo com o forte apoio que ele tem de setores do PT.

Para Planalto, Ana tem de mostrar pulso

No Palácio do Planalto, porém, há o consenso de que Ana de Hollanda ficou extremamente fragilizada com o episódio. Caso ela não mostre autoridade e pulso para conduzir os problemas da Cultura nos próximos meses, será uma forte candidata a deixar o governo numa eventual reforma ministerial. Avaliação feita ontem no Planalto é a de que a ministra não conseguiu conduzir o debate sobre direitos autorais. Um interlocutor que esteve ontem com Dilma lembrou que essa questão virou um embate entre setores do próprio governo, do PT e da sociedade, numa espécie de "Fla x Flu".

Coube ao ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, informar a Sader que ele não seria mais nomeado. O apoio ao sociólogo era fortíssimo no PT, e dois de seus padrinhos no governo eram o próprio Carvalho e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Segundo suplente do senador Lindberg Farias (PT-RJ), Sader foi o coordenador do evento de apoio do setor cultural à então candidata Dilma, no segundo turno. O evento reuniu artistas e intelectuais, como o cantor e compositor Chico Buarque, irmão da ministra. Na transição, Sader fez forte lobby para assumir o Ministério da Cultura, mas foi preterido por Dilma, que pretendia contemplar a questão de gênero na composição do primeiro escalão.

- Lamento a ausência de Emir Sader dentro do governo. Ele daria uma enorme contribuição ao Estado. É um grande pensador brasileiro com enorme disposição para contribuir para o país - disse o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP).
Uma das críticas de Sader era em relação à redução do orçamento do ministério. A pasta teve um corte de R$529,3 milhões, ficando com um orçamento de R$806,6 milhões, contra a previsão original de R$1,33 bilhão. Antes, nos vetos, o governo já havia cortado R$237,3 milhões.

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(*) ESSA MOÇA TÁ DIFERENTE (Chico Buarque de Hollanda).

''Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom
Ela me olha de cima...''.


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GOVERNO DILMA/PDT [In:] ESCREVEU, NÃO LEU ... *

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Dilma exclui PDT de reunião política



Governo retalia o ""não alinhado"" PDT



Autor(es): Leonencio Nossa e
Denise Madueño
O Estado de S. Paulo - 03/03/2011

Em represália por ter se recusado a apoiar em bloco o Planalto na votação do mínimo, sigla foi vetada em reunião de líderes na Câmara


Depois de aprovar com folga no Congresso o salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff realizou ontem, no Palácio do Planalto, um encontro com 15 líderes aliados sem a presença de representantes do PDT, partido da base governista que apresentou o maior número de dissidentes nas votações.

Para formalizar o enquadramento do PDT , Dilma recebe hoje no Planalto o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O governo usou o encontro de "confraternização" para marcar posição no momento em que se prepara para levar ao Legislativo um projeto de mudança na tabela do Imposto de Renda. "Foi uma reunião em que a presidente convidou líderes 100% aliados a ela", afirmou o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, em entrevista.

Mais cedo, setores do governo negaram que o Planalto estava no comando direto da retaliação ao PDT. A lista teria sido preparada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT). Ao deixar a reunião, o petista confirmou que tinha sido autor da lista dos convidados, mas deixou claro que fez os convites seguindo ordens do Planalto. "Eu assumo a responsabilidade pelos convites. Eu só faço o que a presidente manda", afirmou Vaccarezza. "Nós estamos num regime presidencialista. Essa decisão é do governo. A decisão é sempre do presidente."

A decisão de Dilma em não convidar o PDT foi visto por auxiliares como um aviso à direção do partido, que não estaria "freando" o deputado Paulinho Pereira da Silva (SP), um dos principais críticos à proposta do governo para o salário mínimo. Esses mesmos assessores disseram que Dilma avisou o comando do PDT que a legenda tem um ministério. O Planalto avaliou que Lupi atuou no partido para aprovar os R$ 545, mas foi neutralizado por Paulinho.

Conselho. Em entrevista, o ministro Luiz Sérgio disse que o PDT poderá participar de novos encontros com a presidente. Ele afirmou que o partido vai compor o Conselho Político, órgão que Dilma pretende restabelecer e que reúne presidentes e líderes de partidos aliados.

"Não trabalhamos com retaliação", disse o ministro. "Quero reafirmar: o governo convidou os líderes. Foi um primeiro contato." O líder do PR, Lincoln Portela (MG), disse em tom de ironia que a ausência do PDT sequer foi comentada. "A conversa aconteceu tão naturalmente que nem lembramos. Isso quem está me lembrando agora são vocês", afirmou. "O PDT não está fora da base. É um da base, mas quem responde pelo PDT não sou eu."

O líder do partido, Giovanni Queiroz (PA), ironizou o encontro, mas preferiu não trombar. "A presidente é uma mulher extremamente inteligente. Ela não me deixou no constrangimento de ter de recusar o convite. Aqueles que foram ao Palácio estavam comemorando o salário mínimo de R$ 545 e eu gostaria de estar comemorando outro valor", afirmou. "Sou um perdedor nessa causa."

Ele disse que a bancada atua com uma linha programática. "Não existe alinhamento automático. Somos aliados, e não subordinados." O líder afirmou não ter ressentimento por não ter sido chamado à reunião da base com a presidente e negou que haja uma relação estremecida entre o governo e a bancada.

O PDT não deverá dar trabalho ao governo na votação da correção da tabela do Imposto de Renda. O governo defende o índice de 4,5%, mas há propostas da oposição de 10%.

DESENTENDIMENTOS NA BASE

Caso Lunus
Em 2002, o então PFL deixou o governo FHC após a Lunus, empresa, de Jorge Murad, marido de Roseana Sarney, ser investigada pela PF. A candidatura presidencial de Roseana foi implodida; o PFL culpou o PSDB.

Mensalão
O escândalo, que teve como protagonista o presidente do PTB, Roberto Jefferson, quase fez o partido abandonar a base de Lula. O presidente manteve aliados do PTB no governo, mas Jefferson tornou-se inimigo.

Salário mínimo
9 deputados do PDT votaram contra a proposta do governo federal que estabelecia o piso do salário mínimo em R$ 545

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(*) Algo além dos ''tiriricas''...

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

03 de março de 2011

O Globo


Manchete: BC aumenta os juros pela 2ª vez no governo Dilma

Taxa sobe para 11,75% ao ano para segurar alta dos preços no país

Para conter a inflação, o Banco Central elevou, pela segunda vez no governo Dilma, a taxa básica de juros do país em 0,5 ponto percentual, fixando-a em 11,75% ao ano, o maior nível desde 2009. Nos cálculos do BC, o aperto monetário nos últimos três meses já equivale a 1,75 ponto percentual. Isso considera as duas altas de 0,5 ponto da Taxa Selic em 2011 e as medidas de restrição ao crédito, cujo impacto é estimado em 0,75 ponto. Segundo economistas, os últimos reajustes dos preços, que fizeram a inflação anual chegar a 6,08% - a meta do governo é de 4,5% -, devem obrigar o BC a subir os juros até junho, para 12,50%. Hoje, o Brasil terá a maior taxa real do mundo: 5,9%, contra 2% da Austrália. O governo ainda não incluiu no cenário futuro de inflação impactos negativos da crise no Norte da África e no Oriente Médio. Para a Fiesp, os juros altos vão desaquecer a economia ainda mais. (Págs. 1, 21 e Miriam Leitão)

Foto legenda: Nova profissão

Por R$ 200 mil, segundo especulações do mercado, o ex-presidente Lula, na estreia como palestrante, aboliu o improviso e, lendo, exaltou o seu governo. (Págs. 1 e 5)

Deu para entender?

Na estreia como integrante da Comissão de Educação da Câmara, o deputado Tiririca (PR-SP) disse que acompanhou bem os discursos e argumentos dos colegas deputados: "Deu para entender legal. Achei bacana." O mensaleiro João Paulo Cunha foi eleito, sem nenhum voto contra, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (Págs. 1, 11 e Dos Leitores)

Foto legenda: Nas comissões, estreia de João Paulo Cunha, réu no mensalão, à frente da CCJ; e de Tiririca, na Educação. (Págs 1, 11 e Dos Leitores)

Merval Pereira

Maluf, Tiririca, mensaleiros: essas indicações resumem bem a complacência moral em que o país está mergulhado não é de hoje. (Págs. 1 e 4)

Kadafi ataca cidades tomadas por rebeldes

Opositores pedem à ONU ataques aéreos, e ditador Líbio quer Brasil como observador

O ditador Muamar Kadafi fez ontem o primeiro grande contra-ataque a duas cidades do Leste, já tomadas pelos rebeldes, enviando militares e mercenários, com apoio de aviões de combate, relata Deborah Berlinck. O Conselho Nacional Líbio, formado por opositores, pediu que o Conselho de Segurança da ONU lance ataques aéreos contra mercenários. Kadafi advertiu que transformará a Líbia em um novo Vietnã, se forças estrangeiras intervierem no pais. Ele propôs incluir o Brasil como observador da crise. (Págs. 1, 29 a 31, Demetrio Magnoli e editorial "Manter Kadafi sob pressão e a unidade")

Sociólogo perde cargo por críticas a ministra

Para tentar contornar a crise no Ministério da Cultura, a presidente Dilma Rousseff decidiu sustar a nomeação do sociólogo Emir Sader para a presidência da Casa de Rui Barbosa, subordinada à ministra, Ana de Hollanda, chamada por ele de autista. Mas, para o Planalto, Ana precisa mostrar pulso na condução da pasta. (Págs. 1, 3 e 4)

Ancelmo Gois

Ex-presidente do BB recusa convite de Dilma para Secretaria da Aviação Civil. (Págs. 1, 16 e 17)

Fux assume no STF pronto para polêmicas

O novo ministro do STF, Luiz Fux, que toma posse hoje, disse que está pronto para desempatar na Corte temas polêmicos, como a Lei da Ficha Limpa. "Não tenho receios", disse ele, que elogiou a lei. (Págs. 1 e 10)

Na estreia, Hebe pede palmas para Dirceu, e Serra sai no meio (Págs. 1 e 5)


Carlos Alberto Sardenberg

O Bolsa Família poderá atender até um quarto da população, mas será um fracasso se as crianças não avançarem na escola. (Págs. 1 e 6)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Gaddafi ataca e ameaça com milhares de mortes

Ditador diz que haverá guerra sangrenta se os EUA ou a Otan interferirem na Líbia

O governo Gaddafi intensificou o contra-ataque para se manter no poder na Líbia.

Caças bombardearam Brega, cidade tomada pelos rebeldes no leste do pais, num quadro de virtual guerra civil. A oposição resiste.

O ditador disse na TV que a Líbia terá uma guerra sangrenta.
"Milhares e milhares irão morrer se EUA ou Otan interferirem." Ele afirmou que vai "enfiar os dedos nos olhos" de quem duvida da soberania do país.

O Tribunal Penal Internacional vai abrir investigação sobre os conflitos na Líbia.

Mais dois navios de guerra dos Estados Unidos entraram no mar Mediterrâneo pelo canal de Suez com o intuito de intimidar Gaddafi.

O debate esquentou entre os norte-americanos com a pressão do Congresso.

O Senado aprovou uma medida que pede a comunidade internacional que considere a instauração do embargo a voos líbios. (Págs. 1 e Mundo)

Foto legenda: Rebelde corre próximo ao local da queda de bomba lançada por um caça da Força Aérea da Líbia leal ao ditador do país, Muammar Gaddafi, em área de deserto perta da cidade de Brega. (Pág. 1)

Samy Adghirni

Refugiados vivem 'calma precária' perto da fronteira da Líbia com a Tunísia. (Págs. 1 e Mundo)

Fabiano Maisonnave

China proíbe jornalistas estrangeiras de cobrir atos da 'revolução de jasmim'. (Págs. 1 e Mundo)

Clovis Rossi

Na ONU, o Brasil votará, sim, para investigar Irã. (Págs. 1 e Opinião A2)

Câmara aprova direito de avô visitar neto de casal separado

A Câmara aprovou projeto que estende aos avós o direito de visitar os netos de casais separados. A proposta, que é anterior ao caso do garoto Sean Goldman, agora vai à sanção presidencial.

Também foi aprovado o fim da revista íntima de mulheres no local de trabalho, mas o texto precisa passar pelo Senado. (Págs. 1 e Cotidiano C7)

Anvisa pretende controlar uso de repelentes por crianças

A Anvisa pôs em consulta pública proposta que estabelece requisitos técnicos mínimos sobre segurança, eficácia e rotulagem de repelentes contra insetos.

Se aprovada, a mudança protegerá sobretudo crianças, mais vulneráveis a intoxicação. Embalagens terão de trazer a concentração do principio ativo. (Págs. 1 e Saúde C12)

BC eleva juro para 11,75%, o maior patamar em dois anos (Págs. 1 e Mercado B1)


Emir Sader cai após chamar de autista ministra da área cultural

Após ter chamado a ministra Ana de Hollanda (Cultura) de "meio autista", o sociólogo Emir Sader não assumirá mais a presidência da Casa de Rui Barbosa.

Sader também defendia que a fundação se transformasse em centro de discussões sobre feitos do governo Lula. (Págs. 1 e Em Cima da Hora A8)

Opinião: Juízes enfrentam o conflita entre a lei e o justo

São altos e raros os predicados que o povo espera dos juizes: nobreza de caráter, elevação moral, imparcialidade, tudo envolto em profunda cultura. Os juizes enfrentam com a espada da deusa Têmis o conflito entre a lei e o justo. (Págs. 1 e Opinião A3)

Luiz Fux, 57, toma posse hoje no STF. (Pág. 1)

Editoriais

Leia "Sigilo à venda", sobre a divulgação de dados da violência em São Paulo, e "Predação e arcaísmo", que critica as invasões de terra do MST. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Pilotos se negam a atacar e Kadafi sofre nova derrota

Forças leais ao ditador da Líbia fracassam na tentativa de retomar instalações petrolíferas

Sem o apoio da Força Aérea Líbia, cujos pilotos não acataram ordem de bombardear alvos rebeldes, tropas leais a Muamar Kadafi fracassaram ontem na tentativa de retomar instalações petrolíferas do vilarejo de Brega, 230 km a oeste de Benghazi, a principal cidade controlada pelos rebeldes. Pelo menos 14 pessoas morreram e 29 ficaram feridas no combate que se seguiu à ocupação da refinaria e da pista de pouso por integrantes das forças especiais e mercenários, repelidos pelos rebeldes. A reportagem do Estado presenciou a movimentação de tropas e confrontos. O regime de Kadafi convidou o Brasil a integrar uma missão de observadores que acompanharia a crise entre opositores e o governo Líbio, informa o enviado especial Andrei Netto. A proposta foi feita diretamente por autoridades ao embaixador brasileiro em Trípoli, George Fernandes. O convite ao Brasil foi estendido à União Africana e ao bloco da Conferencia Islâmica. (Págs. 1 e Internacional A12 a A15)


Líbia tem US$ 110 bi para resistir a sanções

Mesmo com a queda na exportação de petróleo e as sanções, o governo líbio conta com US$ 110 bilhões em reservas para financiar suas operações. O dinheiro seria suficiente para cobrir as importações por três anos. (Págs. 1 e Internacional A14)

BC confirma previsões e eleva juro em 0,5 ponto

Conforme amplamente esperado no mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou o juro básico da economia (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. Em um curto comunicado divulgado após a reunião, que durou mais de três horas e meia, o BC disse que a decisão foi tomada por unanimidade e dá “seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias". A alta faz o Brasil abrir distância no ranking mundial do juro real (que desconta a inflação). Agora, a taxa brasileira é de 6,1 % ao ano. A Austrália é a segunda colocada no levantamento, com 2% ao ano. (Pág. 1)

11,75% é a taxa básica de juros (Selic) após a decisão de ontem do Banco Central. (Pág. 1)

Gasto deixado por Lula deve ser cancelado

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, orientou os demais ministros a definirem despesas contratadas no governo Lula que não serão honradas pela sucessora Dilma Rousseff, informa a repórter Marta Salomon. Levantamento realizado pelo Estado indica que o cancelamento de contratos incluídos nos chamados "restos a pagar" pode atingir a soma de R$ 33,9 bilhões, equivalente ao custo estimado do trem-bala entre São Paulo e Rio. (Págs. 1 e Nacional A4)

Dilma exclui PDT de reunião política

O PDT foi excluído da reunião da coordenação política por não ter apoiado os R$ 545. O líder Giovanni Queiroz (PA) reagiu com ironia. Disse que Dilma “não o deixou no constrangimento" de recusar o convite. (Págs. 1 e Nacional A8)

MEC fará prova para professores

O MEC prepara, para 2012, uma prova nacional que poderá ser utilizada por Estados e municípios para selecionar professores. A Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente servirá mais para a formação de um banco de dados do que para seleção. A intenção é que o candidato faça a prova nacional e as redes estaduais e municipais usem os resultados quando precisarem contratar. (Págs. 1 e Vida A21)

'Banqueiro do povo' é suspeito de sonegação (Págs. 1 e Economia B9)


Notas & Informações

Uma nova pauta Brasil-China

A ideia brasileira de uma política de defesa mais ativa não é capricho nem vocação protecionista. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico


Manchete: Dilma adota estratégia de exportação para o pré-sal

O governo brasileiro quer se tornar grande exportador de gás e petróleo aos Estados Unidos, para evitar que os combustíveis extraídos da camada pré-sal no litoral do Brasil reduzam a proporção de fontes de energia "'limpa", renovável, como a hidroeletricidade, na matriz energética brasileira. A intenção de exportar a maior parte do petróleo e gás do pré-sal para não "sujar" a matriz foi comunicada pela presidente Dilma Rousseff a enviados do governo americano que estiveram no país em preparação à visita do presidente Barack Obama.
A estratégia brasileira foi bem recebida em Washington, onde a oferta é vista como uma oportunidade para concentrar no continente americano cada vez mais os fornecedores de combustível fóssil aos EUA, reduzindo a dependência em relação ao Oriente Médio. Ainda não estão concluídas as conversas para o mecanismo que consolidará essa cooperação na área de energia, mas o tema já está escolhido como um dos principais assuntos da visita de Obama ao país e de seu comunicado conjunto com Dilma Rousseff, no sábado, dia 20. (Pág. 1)

Expectativa melhora e juro sobe a 11,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 11,75% ao ano. A decisão foi tomada por unanimidade. Considerando que as medidas macroprudendais representam o equivalente a um aumento de 0,75 ponto, o aperto monetário desde o fim de 2010 soma 1,75 ponto na Selic. Pesquisa do Banco Central junto ao mercado indica que os cortes de gastos anunciados pelo governo podem garantir superávit primário de 2,7% do PIB, uma expectativa muito melhor do que o mercado apontava antes. A percepção da autoridade monetária é de que a economia já está em processo de desaceleração, encurtando a defasagem entre a demanda e a oferta de bens e serviços. Identifica-se nos títulos do Tesouro menor pressão inflacionária. A taxa de inflação implícita nas NTN-B caiu 0,7 ponto percentual entre a reunião do Copom de janeiro e a de ontem. (Págs. 1 e C2)

Ibama monta força-tarefa para petróleo

O Ibama vai montar uma força-tarefa para lidar com o licenciamento ambiental do pré-sal. A preocupação da autarquia é estar preparada para um trabalho que, além de ser tecnicamente inédito, envolverá um volume gigantesco de estudos e fiscalização. Assim, o Ibama espera afastar a pecha de ser um entrave a exploração do petróleo, estigma que já o acompanha nas áreas de energia e transporte. Seu novo presidente, o gaúcho Curt Trennepohl, informa que começará a montar a equipe com a missão específica de atender ao pré-sal. "Se não tivermos um time muito preparado, vamos retardar o processo, judicializar o licenciamento e, ai, eu vou para o pelourinho. Temos que investir em treinar gente "agora", disse ao Valor. Também estão sendo criadas equipes especiais de licenciamento para lidar com a polêmica usina de Belo Monte. Hoje, o Ibama tem 280 analistas ambientais, número que será dobrado, disse Trennepohl. (Págs. 1 e A4)

CUT e Força abrem disputa por ministério do Trabalho

A reunião de ontem entre a presidente Dilma Rousseff e os líderes aliados, que excluiu o PDT, escancarou uma disputa que vinha se mantendo nos bastidores em torno do comando do Ministério do Trabalho, é a primeira grande batalha pelo comando de uma Pasta no ministério de Dilma Rousseff.
A disputa é resultado do recrudescimento do embate entre CUT e Força Sindical e de seus respectivos braços políticos, PT e PDT. No Congresso, a base petista tenta isolar a bancada do PDT, desgastada com o governo federal por não ter votado unanimemente a proposta de R$ 545 para o salário mínimo.(Págs. 1 e A5)

BB financia Bertin no Rodoanel

O Banco do Brasil e o Banco Votorantim vão financiar 65% dos investimentos de R$ 4 bilhões do grupo Bertin nos trechos Sul e Leste do Rodoanel, em São Paulo. O Bertin fez ontem o depósito de R$ 389 milhões referentes à outorga da concessão de dois trechos da rodovia.
O BNDES não vai participar do empréstimo, embora tivesse anunciado, pouco antes do leilão da rodovia, no ano passado, que seria o financiador da obra. O banco de fomento está impedido de conceder crédito a Bertin em função de um "cross default" que a empresa tem com o banco - uma operação de renegociação com o grupo JBS, do qual o Bertin é sócio. (Págs. 1 e B9)

Ford vai à Justiça e tira campanha da Nissan do ar (Págs. 1 e B6)


BM&FBovespa abre processo por falhas em corretoras, diz Matta Machado (Págs. 1 e D2)


Vale adota nova tecnologia para transporte de minério de ferro no PA (Págs. 1 e B9)


OAS deve erguer arena em Natal

A construtora OAS foi a única empresa a apresentar proposta para construção da Arena das Dunas, estádio da cidade de Natal (RN) destinado a Copa de 2014. A primeira licitação foi deserta. (Págs. 1 e A4)

Mudanças na Norte Energia

As oito construtoras de pequeno e médio portes com 12,5% da Norte Energia, dona da concessão da usina de Belo Monte, devem deixar a sociedade. O novo potencial acionista é a Andrade Gutierrez. (Págs. 1 e B7)

Guerra planeja expansão

A fabricante gaúcha de implementos rodoviários Guerra prevê esgotar sua capacidade instalada a partir de 2012 e já estuda opções para ampliar a produção, com a construção de sua sexta fábrica ou aquisição. (Págs. 1 e B10)

Asiáticos na CBMM

Um consórcio de empresas do Japão e da Coreia do Sul vai comprar 15% da CBMM, maior produtora de nióbio no mundo, controlada pela Brasil Warrants. (Págs. 1 e B10)

Novas áreas tem cana mais barata

Na safra 2010/11, que acaba oficialmente no fim do mês, os custos de produção nas novas fronteiras de cana em Goiás e Mato Grosso do Sul foram 16% menores que nas áreas tradicionais da cultura. (Págs. 1 e B14)

Brado avalia captações

A Brado Logística, da ALL, deve fazer sua primeira captação de recursos neste semestre. As opções em estudo são a entrada de um acionista estratégico, de um fundo de investimentos ou lançamento de ações. (Págs. 1 e D1)

BTG abrirá capital de farmácias

O BTG Pactual planeja para breve a abertura de capital de seu braço de farmácias. Sob a holding Brazil Pharma operam hoje quatro redes: Farmais, Rosário, Guararapes e Mais Econômica. (Págs. 1 e D1)

Ideias

Ribamar Oliveira

Existe a possibilidade concreta de que o governo tenha, ao definir o ajuste fiscal, subestimado a receita da União em 2011. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Inconsistências da política econômica trouxeram a aceleração da inflação como resultado inevitável. (Págs. 1 e A15)

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quarta-feira, março 02, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ENQUANTO ISSO NO ''PROJAC''...

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/BOLSA FAMÍLIA [In:] É DANDO QUE SE RECEBE ! (...Não há almoço grátis *)

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Depois dos cortes, Bolsa Família sobe


Após cortes no Orçamento, Dilma aumenta benefício do Bolsa Família



Autor(es): Agência O globo:Chico de Gois
O Globo - 02/03/2011

Ganho real é de 8,7% acima da inflação, mas "portas de saída" ficam para depois

IRECÊ (BA). A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, em Irecê, no semiárido baiano, o reajuste médio de 19,4% do benefício do Bolsa Família. O aumento não é linear e representa um ganho real de 8,7% sobre a inflação medida de setembro de 2009 - data do último reajuste - a março deste ano. As famílias que têm mais filhos incluídos no programa receberão o maior reajuste, que atingirá 45,5%. Para quem tem filhos de 16 a 17 anos, o aumento será de 15,2%.

Dilma disse que o reajuste é um passo rumo ao cumprimento de sua promessa de campanha de erradicar a miséria. Mas não detalhou esse plano - que, entre as metas, deveria incluir as chamadas "portas de saída" para os beneficiados pelo Bolsa Família - nem quando o lançará. E citou errado o lema de seu governo: "País rico é país sem pobreza".

- Vocês ouviram sempre, desde a minha posse, desde a campanha eleitoral, assumi um compromisso. E esse compromisso está clarinho no lema do meu governo: "País rico é país sem miséria". Daí porque esse compromisso de acabar com a miséria absoluta, com a pobreza extrema é algo que assumo com muita convicção, muita fé, mas, sobretudo, com muita emoção.

Quarto reajuste em sete anos

Os novos valores do Bolsa Família, que começarão a ser pagos em abril, irão variar de R$32 a R$242; hoje, são de R$22 a R$200. Na média, o benefício subirá de R$96 para R$115. De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o impacto do aumento em 2011 será de R$2,1 bilhões. Ano passado, o governo gastou R$13,4 bilhões com o programa. Cerca de 12,9 milhões de famílias - ou 50 milhões de pessoas - são atendidas. Segundo o ministério, 0,1% dos beneficiários receberá o valor máximo de R$242. Desde que o programa foi criado, em 2004, é o quarto reajuste.

Dilma anunciou o aumento na Bahia porque esse é o estado com maior número de famílias atendidas pelo programa: 1,65 milhão. E também porque, no estado, Dilma obteve 70,85% dos votos válidos na eleição de 2010, enquanto José Serra (PSDB) somou 29,15%. Em números, foi a maior vantagem da petista sobre o tucano: quase 2,7 milhões de votos de diferença.

A presidente proibiu seus auxiliares de divulgar o índice antes que ela o fizesse. Mas o Blog do Planalto, órgão da Presidência, acabou se adiantando e, 15 minutos antes de Dilma, anunciava os números.

Dilma disse que o reajuste do Bolsa Família não foi dado antes por causa da eleição. Segundo a presidente, o governo não queria misturar política com o benefício. Ela explicou que o reajuste maior é para as famílias com mais filhos, porque são as que vivem as maiores dificuldades.

- As famílias com mais filhos são aquelas também que têm maior dificuldade de enfrentar a vida e o nível de pobreza maior. Além disso, no Brasil, as crianças e os jovens são a parte da população também que sofre mais com a pobreza extrema.

A presidente frisou que o Bolsa Família é uma das vias usadas para a erradicação da miséria, mas só isso não basta. Para Dilma, é importante que o beneficiário tenha oportunidades para participar produtivamente.

- Queria destacar para vocês uma outra coisa. Quando a gente diz que o Bolsa Família é só uma parte do caminho, não é o caminho todo, é muito importante.

A ministra Tereza Campello disse que, embora o governo tenha anunciado um corte de R$50 bilhões do Orçamento e imposto um salário mínimo de R$545 ao Congresso, o aumento do Bolsa Família não é uma contradição com a política de contenção de despesas do governo:

- Esses recursos estão considerados pela equipe econômica e garantidos ao longo de 2011, e este é o primeiro passo no plano de erradicação da extrema pobreza no Brasil, que ainda estamos detalhando.

O Bolsa Família passará a pagar R$70 para famílias sem filhos e com renda per capita de R$70. Para cada filho de até 15 anos, o governo pagava R$22. Com o aumento, passará a pagar R$32. Nessa faixa etária, o limite é de três filhos por família. Para adolescentes de 16 a 17 anos, pagará R$38 por filho, limitado a dois filhos. Se a renda da família está na faixa de R$70 a R$140 per capita, os beneficiários só recebem o valor equivalente ao número de filhos (máximo de três até 15 anos e até dois entre 16 e 17 anos).

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(*) Milton Friedman (1976, Nobel de Economia).
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


02 de março de 2011

O Globo

Manchete: Modernização - Maluf, mensaleiros e Newtão cuidarão da reforma política
Comissão da nova lei eleitoral será presidida por aliado de Renan Calheiros

Destinada a cuidar de questões como financiamento público de campanha, fidelidade partidária e fichas-sujas, a comissão instalada ontem pela Câmara para elaborar proposta de reforma política tem entre seus integrantes nomes como Paulo Maluf (PP-SP), que está na lista de procurados no site da Interpol e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa ano passado. Também participam o mensaleiro Valdemar Costa neto (PR-SP), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no chamado mensalão mineiro, José Guimarães (PT-CE), que teve um assessor preso em flagrante com US$ 100 mil na cueca, e o ex-governador Newton Cardoso (PMDB-MG). O presidente da comissão é Almeida Lima (PMDB-SE), da tropa de choque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). (Págs. 1 e 3).

Depois dos cortes, Bolsa Família sobe

Um dia após o corte de R$ 50 bi no Orçamento, a presidente Dilma anunciou, em comício na Bahia, que o Bolsa Família será reajustado a partir de abril. Descontada a inflação, o aumento médio é de 8,7%. O gasto adicional será de R$ 2,1 bi. (Págs. 1, 4 e 5, Merval Pereira e editorial "Histórico gera dúvidas sobre cortes")

Alta menor do PIB este ano, de 5%, não freará inflação (Págs. 1 e 25)

Na Cultura, uma crise para Dilma administrar
Em dois meses, a pasta da Cultura já é palco da primeira crise na equipe de Dilma. No centro da polêmica estão mudanças na política de direitos autorais e críticas feitas à ministra Ana de Hollanda por Emir Sader, que chegou a chamá-la de autista. Futuro presidente da Casa Rui Brabosa, Sader quer que a fundação seja um centro de debates sobre "O Brasil para Todos", slogan do governo Lula. (Págs. 1, 15 e Segundo Caderno)

Elio Gaspari: De Rui, para Dilma, sobre Emir Sader

"Ele diz que pretende levar para a Casa a discussão do 'Brasil para todos'. Meu receio é que esse Brasil seja o dele, ou, quem sabe, o vosso (...) Inclua-me fora dessa (Págs. 1 e 6)

ONU: só Venezuela protesta contra suspensão da Líbia

No Iêmen, ex-mentor de Bin Laden adere a protesto

Em mais um gesto para isolar o ditador Muamar Kadafi, a ONU suspendeu a Líbia do Conselho de Direitos Humanos. Apenas a Venezuela apoiou o país. O ditador mandou tropas para a fronteira com a Tunísia, onde rebeldes resistem. No Iêmen, o clérigo radical Al-Zindani, ex-mentor de Bin Laden, aderiu ao protesto para derrubar o ditador Saleh, a quem apoiava há duas semanas. (Págs. 1 , 36 a 38 e editorial "Brasil reafirma diplomacia e preocupa Irã")

Petróleo agora sobe por medo da Arábia

Com o temor de que a revolta se intensifique no Irã e chegue à Arábia Saudita, que já tem protestos com data marcada, o preço do petróleo voltou a subir. Em Londres, foi para US$ 115,42, maior nível desde 2008. (Págs. 1 e 26)

Roberto DaMatta

A total indiferença com o trânsito contrasta com a eficiência da lei Seca. Veementemente (Págs. 1 e 7)

Ciência

Infectologista alerta para o surgimento de novos vírus, parecidos com os da dengue e da Aids. (Págs. 1 e 40)

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Folha de S. Paulo

Manchete: ONU afirma que 140 mil já escaparam da Líbia
Situação de refugiados está em 'ponto de crise'; milhares fogem psra a Tunísia

Cerca de 140 mil (2% da população) teriam deixado o país em direção ao Egito e à Tunísia, fugindo do confronto entre rebeldes e tropas de Gaddafi. O ditador tentou retomar algumas áreas, mas não conseguiu. No porto de Ras Jedir (Tunísia), milhares de pessoas se amontoavam. Soldados usavam máscaras para suportar o cheiro de fezes. O frio de 10°C torna mais difícil a situação das pessoas que enfrentam desconforto. Muitos tentam ir para a Europa. Os europeus, que debatem possível intervenção militar na Líbia, temem nova onda migratória. Em Nova York, a ONU suspendeu a Líbia do Conselho de Direitos Humanos. (Págs. 1 e Mundo)

Foto legenda: Soldados tunisianos auxiliam refugiados em Ras Jedir na fronteira do país com a Líbia, onde milhares se concentram

Bolsa família vai ter reajuste de até 45%

A presidente Dilma anunciou um reajuste médio de 20% no Bolsa Família. O maior aumento (45%) será para famílias com crianças de até 15 anos. Com isso, sobe de R$ 1 bilhão para R$ 2,1 bilhões o gasto previsto para reajuste. Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento – de 8,7% acima da taxa de inflação - “não compromete a consolidação fiscal e a redução de despesas previstas para 2011”, uma referência ao corte anunciado de R$ 50 bilhões. (Págs. 1 e Poder, A4)

Análise /Gustavo Patu
Medida surge um dia após anúncio do valor dos cortes

Meritória ou não, a decisão de elevar o Bolsa Família não constava da programação orçamentária precariamente divulgada 24 horas antes. Trata-se de alta de despesas certas em meio a reduções incertas. (págs. Poder, A6)

Alckmin demite estatístico que negociava dado sobre violência

O governador Geraldo Alckmin demitiu o sociólogo Túlio Kahn da chefia da Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública de SP. O anúncio foi feito depois de a Folha revelar que Kahn é sócio de consultoria que divulga dados que o governo considera sigilosos.

Kahn não respondeu ontem a pedido de entrevista sobre a decisão (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Tribunal reabre batalha jurídica pelo garoto Sean

O STJ acatou recurso no caso Sean Goldman e ordenou a inclusão de Chiara, 2, sua meia-irmã, como parte do processo que deu a guarda do garoto ao pai americano. Para o STJ, é preciso considerar a necessária convivência dos dois. (Págs. Cotidiano C9)

STJ nega acesso à lista de quem tem superpassaporte; Folha vai recorrer (Págs. 1 e Poder, A7)

Governo promete obra, mas situação do Tietê melhora só a médio prazo (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Editoriais

Leia “Austeridade duvidosa”, sobre cortes no Orçamento; e
“Intervenção na Líbia”, acerca de possibilidades para a comunidade internacional. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Despesa do governo com passagens cresce 32%
Aumento no bimestre ocorre em meio ao discurso oficial de que o corte desse tipo gasto é prioritário

As despesas com passagens para deslocamento de servidores do governo federal foram 32% maiores nos dois primeiros meses deste ano ante igual período de 2010. Os gastos com diárias subiram 4%. Esses dois tipos de despesa foram eleitos como prioritários no ajuste das contas públicas anunciado anteontem pelo governo. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), esses gastos serão reduzidos à metade neste ano. Mas, além dos R$ 80,4 milhões já pagos em passagens, há uma conta pendente deixada pelo governo Lula que supera o dobro desse valor: R$ 163,3 milhões. E há ainda R$ 130 milhões já comprometidos pelo governo Dilma até 28 de fevereiro e não pagos. Já as diárias de servidores civis e militares saltaram de R$ 75,2 milhões para R$ 78,2 milhões. Para tornar mais efetivo o controle, as autoridades de viagens de servidores serão transferidas ao alto escalão dos ministérios, ou, de preferência, aos próprios ministros. (Págs. 1 e Nacional A6)

Bolsa Família reajustado

A presidente Dilma anunciou aumento de 19,4% do benefício. Prevê-se que o impacto nas despesas seja de R$ 2 bilhões.

Págs. 1 e Nacional A4

Mercado prevê alta de 0,5 ponto na Selic

O mercado financeiro acredita que o Banco Central elevará a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária que termina hoje. Para a maioria dos analistas, o BC deveria ser mais duro contra a inflação. (Págs. 1 e Economia B1)

Rebeldes contêm ofensiva de Kadafi

A ofensiva das Forças Armadas do regime de Muamar Kadafi nas cidades e vilarejos do oeste e do sudoeste da Líbia foi contida ontem por rebeldes dispostos a derrubar o regime, informa o enviado especial à região, Andrei Netto. Todos os principais centros urbanos no entorno de Trípoli seguem nas mãos de insurgentes, que não param de ganhar adesões. Em Benghazi, entre 10 e 15 cidadãos se apresentam todos os dias para obter treinamento e lutar contra o ditador, relata o enviado especial Lourival Sant’Anna. (Págs. 1 e Internacional A10)

Mais uma punição

A ONU suspendeu a Líbia de seu Conselho de Direitos Humanos. Os EUA não afastam a possibilidade de operação militar contra Kadafi. (Págs. 1 e Internacional A9)

Kassab busca sua própria ‘esquerda’

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) quer um PDB de “esquerda”, mas sem o marxismo do Partido Socialista Brasileiro, para preparar a fusão das duas legendas.(Págs. 1 e Nacional A7)

Política afeta escolha dos diretores de escola

Uma pesquisa da Fundação Victor Civita mostra que 42% das redes estaduais de ensino do Brasil usam indicação política como um dos métodos para selecionar diretores de escolas. (Págs. 1 e Vida A14)

País testa novas formas para tratar o lixo (Págs. 1 e Vida A16)

Visão Global
Construindo novas democracias

Um dos obstáculos no Oriente Médio é que os jovens podem derrubar um sistema, mas não conseguem governa-lo, escreve Robert Kaplan. (Págs. 1 e Internacional A13)

Rolf Kuntz

Corte de vento

Será preciso bem mais que o ajuste anunciado para o governo entregar ao brasileiro serviços e investimentos compatíveis com o que é arrecadado. (Págs. 1 e Economia B8)

Roberto DaMatta

De que lado está o Estado?

Falta ao governo bom senso e limites. Falta o sentido do lugar de um Estado moderno numa cidade moderna. Falta discutir o papel das burocracias. (Págs. 1 e Caderno 2 D8)

Notas & Informações

Um ajuste sem grande aperto

Nenhum dos cortes vai exigir grande aperto do governo, mas a iniciativa é politicamente importante. (Págs. 1 e A3)

Agrícola

Lucro na reserva

As vantagens do pequeno produtor que prserva a mata (Pág. 1)

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Valor Econômico

Manchete: Importados terão regras mais duras na alfândega
O governo pretende endurecer as regras de controle de entrada de produtos importados no país, exigindo, para o desembaraço nas alfândegas, os mesmos certificados de segurança e especificações técnicas hoje exigidas das empresas brasileiras para colocar seus produtos no varejo, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em entrevista ao Valor, pouco antes de viajar para a China. Com os chineses, ele quer discutir um acordo para tornar a Embraer fornecedora de jatos executivos ao país.

O ministro vê disparidade entre as regras sanitárias, de segurança, metrificação e embalagem para a produção doméstica e a importada. Uma das ideias é que o Inmetro exija certificados de qualidade para a concessão de licença de importação. "Em segurança, por exemplo, que é normatizada e fiscalizada pelo Inmetro, o controle é feito na ponta do consumo, depois de internalizada a mercadoria, na loja. Um brinquedo importado é testado depois de já estar na loja", afirma.

O Brasil vai usar as armas legais aprovadas pela Organização Mundial do Comércio para isso. "No caso de calçados, por exemplo, está aparecendo também a triangulação. Fizemos a sobretaxa ao calçado chinês e está aparecendo venda desses produtos via Malásia, Indonésia", aponta. "Vamos tomar medidas contra isso". (Págs. 1 e A16)

Gerdau vai duplicar sua usina no Rio

O grupo Gerdau anuncia hoje no Rio investimento de R$ 2,5 bilhões para duplicação da Gerdau Aços Longos, antiga Cosigua, sua fábrica de aços longos em Santa Cruz. Ela tem capacidade instalada de 1,2 milhão de toneladas de aço bruto e 1,4 milhão de produtos laminados, como vergalhões e barras, usados na construção civil. A unidade deve ganhar um grande laminador, a ser abastecido com tarugos provenientes de um novo forno na siderúrgica ou da Açominas, usina do grupo em Ouro Branco (MG).

O movimento da Gerdau faz parte de uma corrida nesse mercado. Em 2010, a ArcelorMittal anunciou aplicação de R$ 2 bilhões para duplicar sua unidade de João Monlevade (MG). A Votorantim Siderurgia, depois de inaugurar usina em Resende (RJ), constrói nova laminadora no Mato Grosso do Sul. (Págs. 1 e B9)

Maior rigor para acusado de sonegação

Empresários acusados de crimes contra a ordem tributária como sonegação fiscal ou apropriação indébita de contribuições previdenciárias não podem mais simplesmente pagar o tributo ou entrar em um parcelamento tributário a qualquer tempo para escapar do processo penal. O governo embutiu na Lei nº 12.382, que trata do salário mínimo, a determinação de que se o pagamento não for feito ou o parcelamento formalizado antes do recebimento da denúncia, o processo criminal correrá normalmente. Para tributaristas e advogados criminalistas, a mudança terá impacto imediato: os empresários terão de decidir rapidamente se querem pagar a dívida ou enfrentar um processo penal. Quanto antes o pagamento for feito, menor o risco do Ministério Público apresentar denúncia ao Judiciário. (págs. 1 e E1)

Foto legenda: Contra a informalidade

O novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, quer a criação de um Simples trabalhista para estimular a contratação formal por micro e pequenas empresas. Engraxate nas ruas de Curitiba quando menino, ele diz que a informalidade cria
"cidadãos de segunda classe". (P´gas, 1 e A4)

Países furam meta de inflação

O desvio da inflação em relação à meta está longe de ser uma exclusividade brasileira. Numa relação de 45 países, em levantamento feito pelo Bradesco, 80% deles têm atualmente variações anuais de preços acima do centro de suas metas de inflação.

O país campeão em matéria de desvio inflacionário é a Venezuela, que hoje tem taxa anualizada com 6,9 pontos percentuais acima do nível previsto. Outros países, como Índia, Grécia e Uruguai, também estão longe do objetivo.

A aceleração dos preços ao consumidor ganhou força a partir do segundo semestre do ano passado. Um indicador do banco que leva em conta números de 56 países mostra que a inflação anualizada subiu de 1,2% em julho de 2010 para 5,1% em janeiro deste ano, quando se considera a média de três meses. Nos países emergentes, a alta foi mais acentuada: a taxa passou de 2,9% para 7,5% no mesmo período. (Págs. 1 e A5)

Tecnologia aproxima UFMG das empresas

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reforça a orientação de sua pesquisa tecnológica para o mercado. Dados preliminares mostram que a instituição já se equipara à Unicamp em registro anual de patentes no Brasil. "Já somos os maiores no âmbito das universidades federais e ficamos em 2009 com o maior número de patentes registradas por universidades brasileiras no exterior", diz seu reitor, Clélio Campolina.

O caminho entre a universidade e o meio empresarial ficará mais curto este ano, quando a UFMG inaugurar seu parque tecnológico, um espaço para que 15 empresas desenvolvam projetos de tecnologia. Já está definida a instalação de um centro de pesquisa em minério da Usiminas e de um núcleo de desenvolvimento para aparelhos cardiovasculares da canadense Saint Jude Medical Brasil. (Págs.1 e B3)

Deca compra concorrente e amplia linha

Com a compra da paraibana Elizabeth Louças Sanitárias, em novembro - terceira aquisição de concorrentes em três anos -, a Deca consolida sua estratégia de manter a marca reconhecida na classe A e ao mesmo tempo enfrentar a concorrência na venda de metais e louças mais populares. As marcas adquiridas - Ideal Standard, Cerâmica Monte Carlo e Elizabeth - foram extintas. Ao contrário de outras empresas, a Deca optou por não criar marcas de combate. Quer se apoiar no prestígio da Deca para conquistar todo o mercado, embora reconheça que é um desafio não perder o glamour e, ao mesmo tempo, ser acessível. "Temos tido sucesso com a estratégia", diz o diretor Raul Penteado.

O caminho é tecnologia de processos. "Para fazer commodity com qualidade e design e também ter preço competitivo é preciso tecnologia". Daí os investimentos do grupo Duratex nas fábricas, de R$ 400 milhões até 2012, incluindo a compra da Elizabeth. A Deca vai expandir a unidade de louças de Cabo Santo Agostinho (PE) -antiga fábrica da Monte Carlo - e reativar a operação de Queimados (RJ), que pertencia à Ideal Standard. (Págs. 1 e B1)

Sindicalista é condenado a prisão por greve na Venezuela (Págs. 1 e A11)



Chineses dobram investimento em empresas do EUA (Págs. 1 e B11)


Pressão na cozinha

A disparada nos preços dos alimentos forçou as empresas de refeições coletivas a negociar reajustes com seus clientes. Também estão propondo mudanças nos cardápios, com substituição de produtos. (Págs. 1 e B4)

Ducoco na Bahia

A cearense Ducoco vai construir sua terceira fábrica Ducoco em Juazeiro – a primeira na Bahia – com capacidade para processar 12,5 mil litros/dia. (Págs. 1 e B8)

VREC inicia operação no Brasil

A Vital Renewable Energy Company (VREC), criada em 2008 por fundos estrangeiros, inicia na safra de 2011/2012 a moagem de cana em sua primeira usina no país. A produção será toda destinada a etanol. (Págs. 1 e B13)

Serra Morena aposta em Rio Grande

A Serra Morena, Trading e operadora portuária com sede em Porto Alegre(RS), vai construir uma unidade de armazenamento, mistura e ensaque de fertilizantes no porto do Rio Grande. (Págs. 1 e B14)

Santander é condenado no TST

O Tribunal Superior do Trabalho condenou o Santander a pagar aos aposentados do antigo Banespa, todas as gratificações suspensas desde 1996. A conta pode chegar a R$ 2 bilhões. O Banco recorreu ao Supremo. (Págs. 1 e E1)

Ideias: Cristiano Romero

É positivo que o governo esteja claramente numa cruzada para reverter as expectativas de inflação, que se deterioram. (Págs. 1 e A2)

Ideias: Martin Wolf

Levante árabe mostra que a capacidade de previsão dos especialistas em política é tão limitada quanto a dos economistas. (Págs. 1 e A15)

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Estado de Minas


Manchete: Apartamento encolhe em BH, mas o preço...

Pesquisa mostra que, entre 2008 e o ano passado, o preço médio dos imóveis aumentou 48,2%, pulando de R$ 160,07 mil para R$ 237,26 mil. No mesmo período, o tamanho médio das unidades vendidas baixou de 125,8 para 117,7 metros quadrados, queda de 7%.

Segundo especialistas, a valorização dos terrenos e a alta do material de construção elevaram os preços e influenciaram também na redução de medidas para tornar as residências mais acessíveis. (Págs. 1 e 13)

O drama de quem sobreviveu para contar

Até ontem, 10 feridos no acidente que eletrocutou 15 pessoas durante pré-carnaval em Bandeira do Sul continuavam internados e lembravam as cenas de terror vividas domingo. O estado de alguns é grave, como o de uma adolescente, de 14 anos, que está na UTI. Augusto José Siqueira, de 17, que comemorava o aniversário, teve 30% do corpo queimado e terá de passar por cirurgias. (Pág.1)

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terça-feira, março 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''RECUERDOS INOLVIDABLES''

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

01 de março de 2011

O Globo

Manchete: Os cortes de Dilma - Habitação popular perde quase metade das verbas
Programa Minha Casa, Minha Vida é o mais atingido pelo bloqueio

Para cortar R$ 50,087 bilhões no Orçamento deste ano, o governo promete reduzir investimentos, gastos sociais e subsídios do programa de habitação Minha Casa,Minha Vida. Uma das estrelas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Minha Casa, Minha Vida terá a verba reduzida de R$ 12,7 bi para R$ 7,6 bi - corte de R$ 5,1 bi, o que equivale à construção de 200 mil casas populares este ano. A equipe econômica reduziu em R$ 15,7 bi despesas obrigatórias, sendo R$ 3,5 bi com pessoal e encargos sociais. Concursos para contratação de pessoal estão suspendos. O ministro Guido Mantega afirmou que os cortes são uma estratégia para manter o crescimento, sem risco de inflação. Para especialistas, mais que reduzir despesas, o governo deu um sinal ao mercado. (Págs. 1, 3 a 15, Merval Pereira(pág.4) e Míriam Leitão (pág.28)

A ver navios

Prometida à França por Lula e aos EUA por Dilma, a bilionária compra de caças para a FAB foi novamente adiada, devido ao corte no Orçamento da Defesa, que chegou a R$ 4,6 bilhões. A 18 dias da vinda ao Brasil do presidente Obama, a negociação está indefinida. (Págs. 1 e 9)

Foto legenda - Minha Cozinha

No dia do anúncio dos cortes no Orçamento, Dilma quebrou ovos e mostrou que aprendeu a fazer omelete. Ela gravou para o "Mais Você", de Ana Maria Braga. Na campanha, não conseguira concluir a receita. (Págs. 1 e 10)

EUA mandam forças à costa da Líbia

Otan estuda instaurar zona de exclusão aérea, e ministra brasileira condena ditaduras na ONU

Num acentuado aumento da pressão internacional sobre o ditador Muamar Kadafi, os EUA anunciaram o deslocamento de navios e aviões de guerra para a costa da Líbia, e a Otan já discute a decretação de uma zona de exclusão aérea sobre o país. Além disso, US$ 30 bilhões em ativos líbios foram congelados nos EUA. Em sintonia com a posição internacional, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, fez duras críticas às ditaduras do Oriente Médio e do Norte da África no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. (Págs. 1, 34 a 36 e editorial 'Vitória do multilateralismo')

Ibama: hoje licença de Belo Monte não sairia

O advogado Curt Trennepohl, novo presidente do Ibama, disse que hoje não daria a licença de instalação da bilionária hidrelétrica de Belo Monte (PA), que permitirá o início das obras. Segundo ele, " as condicionantes ainda não foram cumpridas" pelo consórcio Norte Energia. Ele afirmou que a questão indígena também não está totalmenmte resolvida. (Págs. 1 e 27)

MP diz que não há provas contra Turnowski

O Ministério Público estadual desqualificou o inquérito da PF que indiciou o ex-chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, por violação de sigilo profissional. O policial responderá por um crime menor. (Págs. 1 e 25)

IR: declaração inicia hoje com controle maior sobre aluguéis (Págs. 1 e 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Funcionário do Estado negocia dados sigilosos
Sociólogo usa em sua empresa de consultoria informações secretas sobre a violência em SP; ele diz que tem permissão

O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quqais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa Mario Cesar Carvalho.

Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, “para não alarmar o público”.

Entre elas, estão que tipo de bens é levado com maior frequência em assaltos a condomínio de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

EUA deslocam forças navais e aéreas para perto da Líbia

Os países ricos intensificaram a pressão contra o ditador Muammar Gaddafi. Os EUA anunciaram que pretendem deslocar, por razões
“humanitárias”, forças aéreas e navais para perto da Líbia. Também está em discussão impor uma zona de exclusão aérea sobre o país. O veto a voos poderia evitar bombardeio de locais controlados pelos rebeldes.

Foram propostos ainda o congelamento de pagamentos internacionais ao país por 60 dias, o bloqueio de UR$ 30 bilhões em bens e a suspensão do repasse de cédulas da moeda líbia impressas no Reino Unido. No golfo Pérsico, protestos aumentaram em Omâ. O porto foi bloqueado, o que trouxe preocupação no mercado do petróleo. (Págs. 1 e Mundo)

Marcelo Ninio
Ataque de Gaddafi mira reservatório de água e depósito de armas dos rebeldes. (Págs. 1 e Mundo A16)

Foto legenda: Masmorra Revelada: Cela subterrânea de concreto achada em quartel de Khatiba, em Benghazi, onde centenas de prisioneiros ficavam no escuro e na umidade. (Págs. 1 e Mundo, A16)

Governo corta 40% de verbas do Minha Casa, Minha Vida

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida perderá R$ 5,1 bilhões dos R$ 12,7 bilhões previstos para 2011. Mesmo descumprindo a promessa de não mexer em verbas do PAC, o governo não atingiu o corte a que se propõe de R$ 50 bilhões no Orçamento.

Guido Mantega (Fazenda) e Mirian Belchior (Planejamento) apresentaram cortes de R$ 36,2 bilhões em gastos não obrigatórios nos ministérios. (Págs. Poder A4).

Editoriais

Leia “Teto de vidro”, sobre salários da administração pública, e Ensino público e leigo”, acerca de aulas de religião nas escolas brasileiras. (Págs. 1 e A2).

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O Estado de S. Paulo


Manchete: EUA ameaçam usar a força e dizem que Kadafi deve sair já

Washington reposiciona navios no Mediterrâneo e sinaliza possível operação militar com apoio europeu

Os EUA e países europeus alertaram Trípoli de que estão prontos para ir além de sanções para derrubar o ditador líbio, Muamar Kadafi. Washington reposicionou forças no Mediterrâneo e começou a coordenar com a Europa uma eventual ação militar. “Kadafi não tem mais legitimidade e tem de sair agora, sem violência nem adiamentos”, afirmou a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Ela afirmou que a mobilização militar americana estava relacionada a uma possível operação humanitária. Já o governo britânico admitiu que pode armar os rebeldes para apressar a queda de Kadafi. A diplomacia brasileira informou que não aceitará nenhuma ação unilateral. (Págs. 1 e Internacional A10 a A17)

Ditador tenta retomar áreas perto de Trípoli

Forças leais a Kadafi iniciaram ofensiva em áreas da oposição perto de Trípoli, relata o enviado especial Andrei Netto. Em Benghazi, o enviado especial Lourival Sant’Anna informa que rebeldes esperam que os protestos forcem os militares a abandonar o ditador na capital. (Págs. 1 e Internacional A15 e A16)

Irã pede que Dilma siga Lula e apoie o país na ONU

O Irã pediu que a presidente Dilma Rousseff mantenha o padrão de votação do Brasil na ONU contra as resoluções que condenam Teerã. O chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, disse ao correspondente em Genebra, Jamil Shade, que ficaria “decepcionado” se o país contrariasse a política do governo Lula, simpática ao Irã. Sobre o apedrejamento de condenados, Salehi disse que “são as leis do país”. (Págs. 1 e Nacional A9)

Orçamento terá corte de R$ 18,3 bi em investimentos

O governo cortará R$ 50,1 bilhões em despesas do Orçamento de 2011 à custa de combate a fraudes, adiamento do pagamento de sentenças judiciais e reestimattivas. Redução de gastos, mesmos, serão R$ 13,1 bilhões. É o que revelam os dados divulgados ontem pela Fazenda. O Minha Casa, Minha Vida, do PAC, sofreu diminuição de R$ 5,1 bilhões. Ao todo, os investimentos foram reduzidos em R$ 18,3 bilhões. (Págs. 1 e Nacional A4)

Análise
Celso Ming

A tesoura do governo

A sociedade ainda não tem razões para acreditar inteiramente na austeridade fiscal. Nesse campo é preciso ação, não argumentos. (Págs. 1 e Economia B2)

Receita começa a receber declaração do IR hoje (Págs. 1 e Economia B5)

Eros Grau
Um panfleto anticlerical

A ação direta de inconstitucionalidade contra o ensino religioso, proposta pela Procuradoria-Geral da República, é simplesmente imperdoável. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

O corte de gastos do governo pode ser o passo inicial das mudanças prometidas pela presidente. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: BTG terá R$ 2,5 bi em crédito fiscal do PanAmericano
Além de ter ficado com o controle do PanAmericano, já saneado, apenas mediante o compromisso de pagar R$ 450 milhões - um terço do valor patrimonial e sem a necessidade de desembolsar caixa de imediato -, o BTG Pactual assumirá a instituição com quase R$ 2,5 bilhões em créditos tributários. Isso é mais de três vezes o valor de R$ 700 milhões em créditos tributários que o PanAmericano divulgou com destaque em janeiro e que ajudou a cobrir parte do rombo de R$ 4,3 bilhões descoberto em novembro, reduzindo o aporte necessário para salvar a instituição.

A existência desse ativo bilionário pode garantir que o banco pague menos tributos do que seria o normal durante mais de dez anos, pelo menos, o que significa lucro líquido e dividendo maiores para os acionistas. Embora o BTG esteja confiante no direito a usar esses créditos e, segundo o Valor apurou, tenha levado em conta sua existência para fechar a compra do PanAmericano, há margem para contestação pela Receita Federal. (Págs. 1 e C1)

Foto legenda: Volta por cima

Quebrado pela concorrência chinesa no setor têxtil nos anos 80, Lourenço Chohfi, hoje com 86 anos, se reinventou na área imobiliária com ajuda do filho e investe R$ 480 milhões. (Págs. 1 e B6)

Denise, a governanta eletrônica

De personagem de filmes de ficção científica para chamariz especial em empreendimentos imobiliários, a "governanta" eletrônica já tem nome. Denise faz pesquisas na internet, ligações pelo Skype e controla a agenda dos moradores. Denise não é um robô, mas um computador capaz de organizar as tarefas do dia a dia. Suas habilidades já são oferecidas em um prédio residencial automatizado em São Paulo pela imobiliária Elite Brasil e pela operadora de telefonia Transit Telecom. Incorporadoras como Cyrela, Even, Brookfield, Stan e outras são algumas das companhias que investem em apartamentos com essas características. (Págs. 1 e B2)

Corte efetivo de gastos atinge R$ 13,1 bilhões

Do corte de R$ 53,5 bilhões na programação orçamentária deste ano, detalhado ontem pelo governo, R$ 19,6 bilhões foram em emendas feitas pelos parlamentares - reduziu-se apenas a intenção de gastos. Uma parte da redução de despesas resultou da estimativa mais realista de algumas despesas, como é o caso da diminuição de R$ 8,9 bilhões na previsão de gastos com subsídios, o que também não representa corte efetivo. Além disso, não pode ser considerado corte o enxugamento de R$ 5,1 bilhões do programa Minha Casa Minha Vida, cuja segunda fase ainda depende de aprovação do Congresso. Mas uma parcela de R$ 13,1 bilhões subtraída da lei orçamentária atingiu diretamente os Ministérios e será efetivamente um corte "na carne".

O Ministério da Defesa, que perdeu R$ 4,38 bilhões, foi um dos mais atingidos pelo ajuste. Esse corte atingirá a construção do submarino de propulsão nuclear - parceria da Marinha com a França -, a produção de helicópteros e do cargueiro KC-390, pela Embraer.

O corte orçamentário ainda não está concluído. Não foram considerados a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% e o reajuste no programa Bolsa Família. A necessidade de um novo corte dependerá do comportamento das receitas.

PMDB, PP e PCdoB foram os partidos cujos ministérios mais sofreram. A maioria das Pastas controladas pelo PT foi preservada. (Págs. 1 e A3 e A4)

Banco ainda afeta balanço do Votorantim

O ajuste dos negócios do grupo Votorantim, como consequência da crise de 2008, e a venda de metade do seu banco para o Banco do Brasil explicam o aumento modesto de 1% em sua receita líquida (para R$ 29,5 bilhões) no ano passado, quando a economia brasileira cresceu mais de 7%. Enquanto a área industrial do grupo - cimento, metais, aço, celulose e suco de laranja - teve uma expansão considerável, de 16%, na divisão financeira houve retração de 32%. A receita líquida do lado financeiro somou R$ 6,2 bilhões, ou 21% do total consolidado do grupo. O lucro líquido dessa área ficou em R$ 700 milhões, ante R$ 4,2 bilhões da área industrial. (Págs. 1 e B7)

Uruguai cresce sob a ortodoxia de José Mujica

Ao completar hoje um ano como presidente, o ex-guerrilheiro José Mujica parece ter deixado para trás a ideologia marxista que inspirou a histórica invasão de Pando - quando ele e outros camaradas tomaram a delegacia, a central telefônica, bancos e outras instalações da cidade, em 1969. Mujica assumiu a opção pela ortodoxia e potencializou ganhos ao manter, na economia e nas políticas sociais, os rumos de seu antecessor, Tabaré Vásquez. O PIB caminha para o nono ano consecutivo de crescimento e a taxa de desemprego caiu para o recorde histórico de 5,4% em dezembro. A lei de sigilo bancário foi flexibilizada e o Uruguai firmou tratados de bitributação com oito países, numa tentativa de sair da lista cinza de paraísos fiscais da OCDE. (Págs. 1 e A18)

Estados Unidos e Reino Unido deslocam navios e aviões para a costa da Líbia (Págs. 1 e A15)


GVT investe R$ 1,8 bi em banda larga e TV paga, diz Genish (1 e B1)


Privacidade torna-se uma nova mercadoria da internet (Págs. 1 e B10)


Barreiras argentinas

O governo argentino suspendeu a emissão de licenças para importação de máquinas agrícolas brasileiras. A medida não é oficial, mas as montadoras informam que desde janeiro não conseguem embarcar. (Págs. 1 e A2)

Verão castiga paulistanos

A cidade de São Paulo enfrenta o quarto verão mais quente em 78 anos e, a apesar das chuvas, em fevereiro o volume de precipitação foi 10% inferior ao previsto. (Págs. 1 e A9)

Camarote brilhante na Sapucaí

O grupo de turismo Pacífica, que há 25 anos comercializa camarotes na Sapucaí, lança este ano o primeiro camarote GLS do sambódromo. Todos os 48 lugares por noite, vendidos em média por R$ 4,5 mil, já foram comprados por pessoas físicas e hotéis, diz Mickael Noah, sócio da Pacífica. (Págs. 1 e B5)

GE fornecerá turbina para eólicas

A Bioenergia, especializada em projetos eólicos, fechou contrato de R$ 1,4 bilhão com a General Eletric para o fornecimento de 304 turbinas. (Págs. 1 e B8)

Centro-Sul antecipa safra de cana

Apesar das chuvas, a safra 2011/12 de cana já começou para algumas usinas do Centro-Sul, com destaques para o Paraná. Os preços altos do açúcar e do álcool também devem estimular usinas paulistas. (Págs. 1 e B14)

Seguro em Goiás volta ao normal

Decisão do Superior Tribunal de Justiça devolveu à seguradoras de veículos de Goiás o direito de oferecer seguros com indeização equivalente ao preço de mercado do automóvel nos casos de furto ou perda total. (Págs. 1 e E1)

Ponto eletrônico é adiado de novo

O Ministério do Trabalho adiou, pela terceira vez, a implantação dos novos relógios de ponto eletrônico. Além disso, empresas e sindicatos poderão negociar alternativas ao sistema. (Págs. 1 e E1)

Ideias: Antônio Delfim Netto

Seria um crime entregar o mercado de equipamentos para petróleo à indústria do exterior por falta de isonomia competitiva. (Págs. 1 e A2)

Ideias: Raymundo Costa

Por tudo o que fez com os partidos, Dilma saiu-se de maneira excepcional nas primeiras votações de interesse do Planalto. (Págs. 1 e A12)

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