PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, setembro 22, 2011

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


22 de setembro de 2011

O Globo


Manchete: Turbulência global - Resistência do Brasil à crise 'não é ilimitada', diz Dilma

Na abertura da Assembleia da ONU, presidente defende união dos países

Ao abrir ontem a Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu a união dos países para enfrentar a crise econômica mundial, alertando para o risco de ela se transformar numa "grave ruptura política e social". "Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores, ou sairemos todos derrotados", discursou ela, que foi aplaudida seis vezes. Ao falar sobre o Brasil, Dilma disse que o país tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. "Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada", ressalvou. Ao defender a criação do Estado Palestino, recebeu os mais demorados aplausos. Ela ainda destacou o fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembleia da ONU e lembrou que foi torturada na ditadura, defendendo o respeito aos direitos humanos em todos os países. Dilma teve encontros bilaterais com chefes de Estado de cinco países, incluindo França e Reino Unido. (Págs. 1, 3, 4 e Miriam Leitão)

Dólar dispara e FMI vê risco no crédito

Com o agravamento da crise e apostas de fundos estrangeiros no mercado cambial, o dólar subiu 4,25%, a R$ 1,865, maior alta em dois anos, acumulando 17% no mês. O governo admite mudar sua ação no câmbio. Para o FMI, o crédito no Brasil ameaça a economia. (Págs. 1, 25 a 28 e Carlos A. Sardenberg )

Palestinos já cogitam Plano B

Sob pressão de Obama, autoridades palestinas sinalizam que podem buscar caminho mais modesto que a adesão plena na ONU. O presidente Sarkozy, da França, propôs o status de Estado observador e um ano para acordo com Israel. (Págs. 1, 33, 34 e editorial "O perigoso isolamento de Israel")

Royalties: descoberta em SE ajuda RJ

Com a confirmação da primeira descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, Sergipe pode se tornar grande produtor, aproximando-se do Rio na questão dos royalties. (Págs. 1 e 29)

Câmara rejeita imposto da Saúde

A Câmara derrubou ontem a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF para financiar a Saúde ao concluir a votação do projeto que regulamenta a Emenda 29 e fixa regras mais rígidas para gastos no setor por estados e municípios. Apenas o PT recomendou o voto pela criação do imposto. O projeto agora volta ao Senado. (Págs. 1 e 10)

Aprovado aviso prévio de até 90 dias

A Câmara aprovou projeto que amplia o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, hoje limitado a 30 dias. A cada ano na empresa, o funcionário terá direito a três dias, até o máximo de 60. Somados, irão até 90 dias. A proposta segue à sanção presidencial. (Págs. 1 e 29)

Via crucis em hospitais: Rio exonera dois

A recusa a atender o acidentado de Caxias, que precisou ir a cinco unidades de saúde até ser internado no Rio, custou os cargos do diretor do Hospital estadual Getúlio Vargas e do chefe do plantão do Hospital de Saracuruna. Os dois foram exonerados ontem. (Págs. 1 e 19)

Remédios vencidos são apreendidos em clínica da Zona Sul (Págs. 1 e 21)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Câmara aprova aviso prévio de 90 dias

Texto, que segue para sanção presidencial, valerá para quem for demitido ou pedir demissão, mas não será retroativo

A Câmara aprovou a concessão de aviso prévio de até 90 dias, proporcional ao tempo de trabalho. O projeto, parado desde 1995, segue para a sanção presidencial.

Hoje, o empregado tem direito a 30 dias. Se a lei for sancionada, ele ganhará mais três dias por ano trabalhado até o limite de 90 dias, que será atingido com 20 anos de serviço. (Págs. 1 e Poder A 12)

Análise

Se o projeto virar lei, empresas terão novos acréscimos aos já elevados encargos. (Págs. 1 e Poder A12)

Presidente critica planos anticrise dos ricos na ONU

A presidente Dilma Rousseff criticou, na ONU, a estratégia de países ricos contra a crise econômica, baseada em cortar gastos. "O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo", disse.

Sem citar nomes, atacou disputa entre Obama e os republicanos e a política econômica chinesa. (Págs. 1 e Mundo A14)

Foto legenda: Em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia-Geral.

Cotação do dólar vai a R$ 1,86, maior alta desde 2008 (págs. 1 e Poder A11)


EUA comprarão títulos mais longos para baixar juros (Págs. 1 e Mundo A19)


Criação de tributo para financiar a saúde é rejeitada

Câmara aprovou o projeto que regulamenta os gastos de União, Estados e municípios na saúde e disciplina as despesas no setor.

Por 355 votos contra 76, os deputados rejeitaram um novo imposto para financiar a área. O projeto segue agora para o Senado. (Págs. 1 e Poder A4)

Comissão da Verdade passa e vai para o Senado

A Câmara aprovou ontem à noite o projeto que cria a Comissão da Verdade, grupo que investigará violações contra os direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.

A pressa do governo em votar o tema recebeu críticas de alas da esquerda. O projeto vai agora ao Senado. (Págs. 1 e Poder A9)

Justiça adia aumento de IPI para chinesa Chery

A Justiça Federal do Espírito Santo adiou por 90 dias a cobrança do aumento de IPI para os carros chineses da Chery importados pela Venko Motors do Brasil.

A empresa alegou que a medida só poderia entrar em vigor 90 dias após lei ou decreto sobre o tema. (Págs. 1 e Poder A13)

Justiça decreta prisão de 14 por fraude em prédio

A Justiça mandou prender 14 suspeitos de integrar esquema para fraudar autorização para construir além do limite em SP. Três foram presos, entre eles o dono da construtora Marcanni.

As empresas recorreram e dizem ser vítimas do golpe que tirou R$ 50 milhões da prefeitura. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

USP suspende curso pago que usava laboratório

A Faculdade de Medicina da USP suspendeu um curso organizado por docentes da instituição que cobrava inscrição e usava laboratório da escola. A formação custava R$ 1.980, e o certificado era assinado pelo ex-diretor Irineu Velasco.

Ele diz que o curso é oficial e que o lucro é revertido à escola e ao HC. (Págs. 1 e Cotidiano C8)

Governador do PE faz a mãe ganhar indicação para vaga no TCU (Págs. 1 e Poder A6)


Brasil e Cuba assinam acordo para fazer droga antidiabetes (Págs. 1 e Saúde C10)


Editoriais

Leia "A estreia de Dilma", sobre o discurso da presidente na reunião das Nações Unidas, e "Lixo e lentidão", acerca do início da coleta em favelas de SP. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dólar tem maior alta diária desde 2008 e vai a R$ 1,84

No mês, valorização atinge quase 16% e preocupa governo; preços de matérias-primas já são pressionados

O dólar teve ontem a maior alta diária desde o auge da crise global, em outubro de 2008. A moeda subiu 2,84%, para R$ 1,845. No mês, acumula valorização de quase 16%. Por causa disso, o Banco Central decidiu não renovar um tipo de contrato de câmbio futuro. Na prática, equivale a vender dólar. É a primeira vez que isso ocorre desde o início de 2009. Em Nova York, o ministro Guido Mantega (Fazenda) descartou adotar medidas para segurar o dólar. Mas o Estado apurou que os fortes ganhos da moeda americana já incomodam o governo, por causa do efeito na inflação. Se o dólar se mantiver nesse nível ou subir mais, a meta de inflação estará ameaçada em 2011 e 2012. A alta da moeda já começa a afetar preços de matérias-primas. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Na ONU, Dilma critica ricos por crise

Presidente diz que problema é político e defende trocar 'teorias de mundo velho' por 'fórmulas de um mundo novo'

Em sua primeira participação na Assembléia-Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff fez duras críticas aos países desenvolvidos em razão da crise econômica, informa a enviada especial Lisandra Paraguassú. Após dizer que a turbulência pode causar "grave ruptura política e social", Dilma completou que é preciso "substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo". Para ela, o problema não é de recursos financeiros, mas de falta de iniciativa política e de
“clareza de ideias”. Dilma sublinhou também o fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia-Geral: "Tenho certeza de que este será o século das mulheres". (Págs. 1 e Internacional A12 e A17 a A20)

O discurso da presidente (leia a íntegra na pág. A18)

Brasil no Conselho de Segurança
"Não é possível protelar mais (a reforma do Conselho de Segurança)"

Crise econômica
"(Não há solução) por falta de recursos políticos e de clareza de ideias"

Estado palestino
"Só uma Palestina livre poderá atender aos anseios de Israel por paz"

Palestina: Brasil quer já; EUA pedem diálogo

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na ONU que um Estado palestino só pode ser criado por meio de negociações com Israel. Já a presidente Dilma Rousseff lamentou que não pudesse saudar o ingresso da Palestina na ONU e afirmou que "o reconhecimento do direito do povo palestino a soberania" amplia as possibilidades de paz. (Págs. 1 e Internacional A12 e A20)

Câmara rejeita cobrança de imposto para custear saúde

A Câmara concluiu ontem a votação da proposta que regulamenta os recursos para a saúde e derrubou a possibilidade de cobrança da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O PT foi outro partido a votar a favor da instituição do novo imposto e deixou claro que vai trabalhar pela criação de um tributo para financiar o setor. A posição dos petistas converge com o desejo da presidente Dilma Rousseff de encontrar uma nova fonte de recursos exclusivamente para custear os programas e ações de saúde. (Págs. 1 e Nacional A4)

STF aumenta em 59,2% auxílio-moradia

Os ministros do Supremo Tribunal Federal deram a si mesmos um aumento de 59,19% no auxílio-moradia pago pela Corte. O benefício passa dos atuais R$ 2.750 para R$ 4.377,73. É provável que a decisão seja seguida por outros órgãos do Judiciário. No caso do STF, o auxílio-moradia é concedido a ministros e juízes auxiliares que não têm residência em Brasília. (Págs. 1 e Nacional A10)

Eleita para TCU defende governo

A deputada Ana Arraes (PSB-PE) escolhida ontem para ocupar vaga de ministro do TCU, criticou a paralisação de obras irregulares. (Págs. 1 e Nacional A8)


Machado de Assis branco tira propaganda do ar (Págs. 1 e Economia B19)


Vilas e ruas fechadas não são condomínios, diz STF (Págs. 1 e Cidades C1)


José Serra

O ruim pelo pior

A reforma política está em debate no Congresso. Se o eleitor já entende pouco das regras atuais, a chance de compreender as novas será menor. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)

Notas & Informações

Cascos duros

Dilma e Lula falaram de corrupção em circunstâncias tão diferentes como os dizeres de cada qual. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Entre a crise, a guerra e a paz

Dilma defende estado da Palestina e critica ricos por turbulência financeira mundial

Ao cumprir um ritual que cabe ao Brasil desde 1947, a presidente Dilma Rousseff tornou-se ontem a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. No discurso de 24 minutos, interrompido seis vezes por aplausos, ela criticou os líderes dos países desenvolvidos por não terem encontrado uma solução para a crise econômica mundial. “Não é por falta de recursos financeiros”, a1finetou. “É por falta de recursos políticos e de clareza de ideias”. Dilma fez enfática defesa dos direitos humanos. E apelou à ONU para que reconheça o Estado Palestino, nas fronteiras de 1967, como um caminho para o fim dos conflitos no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Barack Obama, propôs uma saída negociada a israelenses e palestinos. E foi direto: “A paz é um trabalho duro. Não virá por meio de discursos e resoluções das Nações Unidas", disse.

"Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia"

"Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos"

Fed injeta US$ 400 bilhões na economia americana.

Sete bancos da Europa e três dos EUA são rebaixados.

Dólar chega a R$ 1,858 e BC decide intervir. (Págs. 1, 2 a 4, 16 a 18 e Visão do Correio, 24)

Trabalho: Demitido pode ter aviso-prévio de 90 dias

A indenização será proporcional ao tempo de serviço. Além dos 30 dias pagos atualmente, haverá acréscimo de mais três por ano trabalhado, até o máximo de dois meses. A proposta foi aprovada pela Câmara e depende de sanção presidencial. (Págs. 1 e 20)

Pandora: TCDF nega privilégios a Durval Barbosa

Citado na investigação que apura o suposto desvio de R$ 1,3 milhão de verbas públicas da Codeplan, ex-secretário do GDF não terá direito a delação premiada, como ocorre nos processos da Justiça. (Págs. 1 e 31)


Emenda 29: Câmara diz não a novo imposto da saúde

Deputados concluem votação de projeto e derrubam destaque que previa a criação de imposto para financiar a saúde. Mas o assumo ainda não está encerrado. A proposta segue agora para o Senado, onde poderá ser modificada. (Págs. 1 e 7)

Peso político: Ana Arraes tem vitória folgada para o TCU

Eleita pela Câmara, a deputada do PSB-PE, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é a nova ministra do Tribunal de Contas. Ela defende a revisão dos critérios para paralisação de obras suspeitas de irregularidades. (Págs. 1 e 6)

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Valor Econômico


Manchete: Alta do dólar já compensa a queda das commodities

A escalada do dólar em setembro, que chegou a 17,07%, já está trazendo mais dinheiro para o bolso dos agricultores que exportam, mesmo com a queda dos preços das commodities no mês. Ontem, a moeda americana teve a maior alta desde 22 de outubro de 2008, em plena crise financeira - subiu 4,25% e fechou a R$ 1,865. A desvalorização diária, consecutiva e rápida do real forçou as empresas com dívidas no exterior a procurar hedge para seus compromissos em condições menos favoráveis. Ele está mais caro e as incertezas sobre as cotações tendem a encarecê-lo ainda mais. Para o Banco Central, a corrida do dólar é apenas um fenômeno transitório.

A reversão do cenário cambial mais do que compensou a retração nas cotações internacionais de soja, milho, café e açúcar, decorrente da piora do ambiente econômico global. Produto com maior peso nas exportações agrícolas do Brasil, a soja acumula queda de 8,6% no mês. Em reais, seu preço ficou 5,2% mais alto. (Págs. 1, B14, C1 e C2)

'Operação Twist' é sinal de alarme

O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, lançou ontem a "Operation Twist", uma tentativa audaciosa de reduzir as taxas de juros de longo prazo e revigorar a economia americana. O Fed disse que vai comprar US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro de prazos longos, financiados pela venda de um montante igual de bônus com três anos de prazo ou menos.

O Fed surpreendeu ao prometer reinvestir todos os pagamentos antecipados de títulos hipotecários em títulos de dívida emitidos por agências hipotecárias com um forte foco na compra de Treasuries de 30 anos. Uma medida tão grande sugere que o presidente do Fed, Ben Bernanke, está alarmado com a desaceleração da economia americana e decidiu atropelar a oposição do Comitê de Mercado Aberto do Fed para proporcionar o maior estímulo possível de maneira prática. As compras ocorrerão até junho de 2012. (Págs. 1 e C2)

Dilma muda discurso para tratar mais da crise mundial

A presidente Dilma Rousseff já estava em Nova York quando decidiu alterar o discurso que fez ontem na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o trecho dedicado à crise internacional. A presidente passou a enfatizar a preocupação do Brasil com a gravidade da crise e com a necessidade de uma resposta conjunta e não de "uns poucos países" contra medidas recessivas. O rascunho do discurso tinha um tom otimista sobre o Brasil que ela amenizou na versão final. "Nossa capacidade de resistência não é ilimitada", acrescentou Dilma ao pronunciamento. Para se estender sobre a crise, ela reduziu o espaço antes dedicado à América do Sul e ao Mercosul, assuntos dos quais tem se ocupado pouco.

O discurso procurou marcar uma imagem descolada da sombra carismática de seu antecessor. Dilma publica hoje um artigo no "Financial Times" ameaçando reagir contra os "manipuladores de moedas" e culpando as políticas monetárias estrangeiras pelas pressões inflacionárias - mesmas observações levadas às reuniões bilaterais com James Cameron, do Reino Unido, e Nicolas Sarkozy, da França. (Págs. 1 e A3)

Foto legenda: Novas fronteiras

Cidades como Itaboraí e Itaguaí, na periferia da Região Metropolitana do Rio, passaram a receber grandes empreendimentos imobiliários, como o lançado pela PDG CHL, diz Rogério Chor. (Págs. 1 e B1)

Vale fecha acordo com salário extra

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, vai se reunir amanhã com líderes de 14 sindicatos que representam os 60 mil trabalhadores da empresa no país. O encontro, inédito, marca uma mudança na orientação na área de recursos humanos em um esforço da companhia para reter funcionários, muitos dos quais têm recebido convites de concorrentes. A reunião não é o único gesto nesse sentido. A empresa fechou um acordo coletivo com os trabalhadores que está sendo considerado pelos sindicalistas o melhor dos últimos 20 anos, prevendo um prêmio de 1,7 salário aos empregados que continuarem na empresa nos próximos dois anos. (Págs. 1 e B11)

Biomm vai fabricar insulina

Controlada pelos ex-donos da Biobrás, fabricante de insulina que foi vendida em 2002 para a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, a Biomm Technology deve anunciar em breve investimento de R$ 300 milhões na construção de uma fábrica para voltar a produzir o medicamento. O Valor apurou que a unidade deverá ser erguida em Minas Gerais, perto de Belo Horizonte, com financiamento do BNDES. A Biomm, que detém a patente para a produção de cristais de insulina, pertence aos empresários Guilherme Emerich e Walfrido dos Mares Guia (ex-ministro do Turismo). O BNDESpar detém 15%. (Págs. 1 e B10)

Prisão por cartel para empresário

O governo quer aumentar a pena para os empresários e dirigentes de empresas que participam de cartéis. O objetivo é equipará-los a pessoas que cometem furtos qualificados. Hoje, a pena é de dois a cinco anos de prisão ou pagamento de multa. Pelo projeto que será enviado ao Congresso, a punição seria de dois a oito anos de prisão, acrescida necessariamente de multa. Ou seja, além de ir para a prisão, o empresário vai sentir a punição no bolso.

Hoje, há 250 pessoas respondendo a processos por formação de cartel. Mas a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça pretende ampliar esse número. A equipe do secretário Vinícius Carvalho vai analisar 600 casos de cartéis internacionais para verificar a existência de eventuais implicações no mercado brasileiro. (Págs. 1 e A4)

Alitalia prevê investimento de € 2,3 bi

A Alitalia prevê atingir o ponto de equilíbrio em suas contas até o fim do ano, disse ontem o CEO, Rocco Sabelli, durante entrega do primeiro de uma série de 20 jatos que adquiriu da Embraer.

Faz parte do plano de reestruturação da empresa, que já dura três anos e ganhou fôlego com a compra de 25% de seu capital pela Air France-KLM, investir € 1,7 bilhão na compra de 62 aviões e mais € 600 milhões para reformar a frota atual, de 90 aeronaves. Sabelli prevê que a companhia encerre 2011 com faturamento de € 3,6 bilhões e 24,9 milhões de passageiros transportados. (Págs. 1 e B4)

Sob pressão, Grécia corta salários, aposentadorias e eleva impostos (Págs. 1 e A11)


Google busca parceiros para atuar na área de turismo no Brasil, diz Alex Diaz (Págs. 1 e B3)


Tarifa menor para hidrelétricas

Diretor da Aneel prevê redução em torno de 25% para as tarifas das hidrelétricas cujas concessões terminam em 2015 e defende a substituição dos reajustes anuais por revisões a cada quatro ou cinco anos. (Págs. 1 e Al6)


Chile aprova Latam sob condições

O órgão chileno de defesa da concorrência impôs 11 exigências para aprovar a fusão entre as empresas aéreas LAN e TAM. O negócio foi anunciada em agosto do ano passado e ainda será apreciado pelo Cade. (Págs. 1 e B4)

Sustentabilidade

Embora temas como ambiente e ética sejam cada vez mais caros à sociedade brasileira, ainda há uma grande distância entre o discurso pró-sustentabilidade e a prática do consumo consciente, afirma a diretora de pesquisa do Centro de Altos Estudos da ESPM, Lívia Barbosa. (Págs. 1 e Especial)

T&A avança no Sudeste

A cearense T&A, líder nordestina no segmento de pré-fabricados para construção, vai reforçar sua atuação no Sudeste com uma nova fábrica no Rio de Janeiro, que se somará à unidade paulista inaugurada no ano passado. (Págs. 1 e B10)


Construtoras importam máquinas

A demanda elevada por maquinário para obras no Brasil, o real valorizado e a necessidade de países exportadores desses equipamentos buscarem negócios fora dos EUA e Europa estimulam a importação direta por construtoras. (Págs. 1 e B11)

'Private equity' na piscicultura

A gestora de "private equity" Stratus comprou participação acionária na Mar & Terra, que atua na produção de peixes da Amazônia. O aporte foi de RS 25 milhões e garante o controle compartilhado do negócio. (Págs. 1 e C7)

TST aperta cerco a devedores

O Tribunal Superior do Trabalho prepara um mutirão nacional para acelerar a execução de milhares de processos já concluídos, mas cujas indenizações não foram pagas. Hoje, de cada cem trabalhadores vitoriosos, só 31 recebem o crédito correspondente. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Cristiane Alkmin J. Schmidt

Dilma pressionou politicamente, Mantega forjou um ajuste fiscal e Tombini cedeu ao jogo político. (Págs. 1 e A10)

Ideias

José Luís Fiori

Já não cabem mais dúvidas de que o processo de unificação europeia entrou em um beco sem saída. (Págs. 1 e A11)

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quarta-feira, setembro 21, 2011

XÔ! ESTRESSE [in:] ''PANELA VELHA É QUE FAZ COMIDA BOA..."

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

21 de setembro de 2011

O Globo


Manchete: Inflação dobra, dólar sobe mais e país crescerá menos

IPCA-15 já acumula 7,33% em 12 meses, o pior resultado em seis anos

A inflação não dá trégua. O custo de vida dos brasileiros medido pelo IPCA-15, que é uma espécie de prévia da taxa oficial, praticamente dobrou em setembro, passando de 0,27% para 0,53%. A maior pressão veio de alimentos, bebidas e passagens aéreas. Em 12 meses, o acumulado do Índice está em 7,33%, o maior em seis anos. Segundo economistas, a alta do dólar ontem, a moeda subiu 0,50%, fechando a R$ 1,789 - também deverá ter impacto nos preços, ajudando a por mais lenha na inflação. Apenas em setembro, o dólar acumula alta de 12,03%. Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão do crescimento do Brasil de 4,1% para 3,8% este ano. A expansão deve ser a segunda pior da América do Sul, atrás apenas da Venezuela (2,8%). (Págs. 1, 21 a 23 e Miriam Leitão)

Fundo alerta para recessão

O FMI piorou todas as projeções para a economia mundial em 2011 e 2012. Até a China teve taxa revista. Para os EUA, o FMI cortou a previsão de 2,5% para 1,5% em 2011 e a zona do euro, de 2% para 1,6%. O FMI alerta que pode haver recessão nos países ricos. (Págs. 1, 23 e Miriam Leitão)

Enquanto isso, Turquia em alta

Após rebaixar a Itália, a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) anunciou ter elevado a nota da Turquia, que passou a ser considerada um país com grau de investimento em moeda local, devido a "melhorias continuadas" no setor financeiro. (Págs. 1 e 23)

Dilma: mídia atua contra corrupção

Presidente destaca papel da imprensa ao falar sobre transparência governamental na ONU

Em encontro na ONU sobre transparência governamental, organizado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff disse que a atuação livre e vigilante da imprensa no Brasil é um instrumento no combate à corrupção, ressaltando também os esforços da Procuradoria Geral da República e da Controladoria Geral da União. Dilma não citou recentes casos de irregularidades, que derrubaram quatro de seus ministros, mas reafirmou não compactuar com "erros e malfeitos". A defesa da liberdade de imprensa vai na contramão do PT, que prega controle da mídia. Ao receber homenagem na Bahia, o ex-presidente Lula afirmou que os políticos devem ter "casco duro" para resistir às denúncias de corrupção. Hoje, a presidente Dilma discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU. (Págs. 1, 3 e 4)

Sob pressão, Obama tenta hoje em Nova York acordo entre Israel e palestinos (Págs. 1 e 28)

Foto legenda: Pela faxina

Manifestantes protestam na Cinelândia contra a corrupção, num ato que reuniu cerca de 2.500 pessoas, segundo a PM, e 5.000, de acordo com os organizadores. (Págs. 1 e 9)

Sete horas e 80km em busca de um leito

Um rapaz com politraumatismo após cair da laje de sua casa, em Caxias, percorreu 80km de ambulância, ao longo de sete horas, até conseguir ser internado, em estado grave, num hospital com neurologista e tomógrafo. Ele passou antes por 5 unidades de saúde. (Págs. 1 e 18)

Médicos de planos fazem greve hoje

Os médicos que atendem planos de saúde vão suspender hoje, por 24 horas, atendimento aos usuários de 23 operadoras. O objetivo é forçar o aumento do valor pago pela consulta. Os Correios continuam em greve, pelo 6º dia. (Págs. 1 e 22)

'Tropa de elite' é o Brasil no Oscar

Maior bilheteria do cinema brasileiro, com mais de 11 milhões de ingressos, "Tropa de elite 2" disputará a indicação ao Oscar. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

Genro de ministro pede para sair

André Bello Costa, genro do novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, pediu exoneração do cargo comissionado que exercia na Câmara, nepotismo proibido pela Casa. (Págs. 1 e 4)

Testemunha contra deputado é morta; polícia crê em assalto (Págs. 1 e 10)



PF procura prefeito e primeira-dama por roubo em Alagoas (Págs. 1 e 10)


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Folha de S. Paulo


Manchete: FMI reduz previsão de crescimento mundial

Brasil ficará especialmente vulnerável em termos fiscais, segundo o fundo

O FMI reduziu a projeção de crescimento global para este ano e para o próximo e alertou que a crise da dívida europeia e a apatia econômica dos EUA ameaçam a estabilidade mundial.

Para o órgão, a economia crescerá 4% em 2011 e 2012. As previsões anteriores, eram de 4,3% e 4,5%. Nos países desenvolvidos, o crescimento mal chegará a 2%; nos emergentes, a 6%. (Págs. 1 e Mundo, A12)

Delfim Netto

O capitalismo não foi inventado. Ele foi sendo descoberto pelos homens. (Págs. 1 e Opinião A2)

Com Obama, Dilma defende coordenação contra a crise

Em encontro com Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff defendeu ação coordenada contra a crise econômica global e elogiou o programa anunciado pelos EUA para criar empregos.

Hoje, ela discursa na ONU. Antes disso, aproveitou para andar por NY, visitando museus, livrarias e restaurantes. Ela comprou um CD da cantora de jazz Stacey Kent. (Págs. 1 e Mundo A13)

Foto Legenda: Dilma Rousseff, em encontro com Barack Obama, elogiou programa anunciado pelo governo americano para estimular criação de empregos no país.

PF investiga envolvimento da Vale com grileiro em MG

A Polícia Federal apura o possível envolvimento da Vale num suposto esquema de apropriação ilegal de áreas públicas de Minas Gerais ricas em minério de ferro.

A mineradora pagou R$ 41 milhões a acusados de fraudes na compra de terras. Foram presas nove pessoas no Estado. A Vale disse desconhecer a investigação e não ter detectado irregularidades na compra. (Págs. 1 e Poder A11)

Caminhoneiro bebe, atropela seis operários e mata cinco

Após tomar oito 'rebites' contra o sono, ingerir cachaça e ficar 20 horas sem dormir, um caminhoneiro atropelou seis operários que faziam recapeamento na Anhanguera, em Ribeirão Preto. Cinco morreram.

Blitze na capital de SP flagraram neste ano, em média, 13 motoristas alcoolizados por dia. Em 2010 e 2009, a média foi de 11. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Marcelo Coelho

Brasileiro inventa um novo tipo de assassinato social

Os brasileiros estão inventando um tipo novo de "assassinato social". Consiste em beber bastante, entrar num carro - quanto mais caro, melhor - e dizimar quem quer que esteja passando pela calçada. (Págs. 1 e Ilustrada E12)

Governo cede mais, mas acordo de royalty não sai

O governo federal sinalizou que pode abrir mão de mais 8% de sua receita (R$ 450 milhões) com tributos de petróleo, após ter aceitado perder R$ 800 milhões.

O impasse entre Estados produtores e não produtores, porém, continua - e poderá ser decidido em votação no Legislativo. (Págs. 1 e Poder A6)

Prévia de setembro revela inflação acima do esperado (Págs. 1 e Poder A6)


Ilustrada

Brasil escolhe ‘Tropa 2’ para tentar indicação ao Oscar. (Págs. 1 e E3)

Editoriais

Leia "A crise e seus efeitos", sobre a desvalorização do real, e
"Das boas intenções", acerca da regulamentação dos gastos dos governos com saúde. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: STJ acelerou anulação das provas contra filho de Sarney

Evidências obtidas pela PF foram suspensas em poucos dias; casos semelhantes levaram até dois anos

O processo de anulação das provas da Operação Boi Barrica - que investigou Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney - levou apenas seis dias para ser relatado no Superior Tribunal de Justiça e foi julgado pela 6ª Turma do STJ em uma única sessão. Dois juízes tiveram de ser convocados para completar o quorum e viabilizar o julgamento. A mesma Turma levou dois anos para julgar a processo contra a operação Castelo de Areia - foram oito meses só para relatar o caso. Na Operação Satiagraha, por sua vez, o STJ anulou as provas após 1 ano e 8 meses. Ministros do tribunal levantam dúvidas sobre a celeridade do caso Boi Barrica, concluído semana passada. (Págs. 1 e Nacional A4)

Decisão contrária

Ao anular quebra de sigilo de Fernando Sarney, o STJ desprezou diversos pareceres. (Págs. 1 e Nacional A4)

FMI: previsão de crescimento mundial cai de 4,5% para 4%

O FMI revisou para baixo sua estimativa de crescimento da economia mundial neste ano, de 4,5% para 4,0%. O grupo das economias avançadas deve ter expansão de 1,6%, segundo previsão do Fundo divulgada ontem. O desempenho global só não será pior graças aos mercados emergentes, que devem ter crescimento de 6,4%. O relatório cobrou a adoção de "medidas fortes" para melhorar esse cenário. O FMI projeta ainda que a inflação brasileira estará no centro da meta (4,5%) no fim do ano que vem, o que corrobora a política de corte de juros. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)


Foto legenda: O avanço do crack em SP

No centro de SP, menino prepara a pedra de crack; em cidades paulistas entre 50 mil e 100 mil habitantes, o número de usuários da droga já se iguala ao de alcoólatras em unidades de tratamento de dependentes, e 3% têm entre 9 e 15 anos. (Págs. 1 e Cidades C1)

Com Obama, Dilma diz não tolerar desvios

Com o presidente dos EUA, Barack Obama, Dilma Rousseff lançou em Nova York o Governo Aberto, para o acesso à informação pública. Ela destacou instrumentos de combate à corrupção, entre eles a imprensa, e reafirmou que não aceita "o desvio e o malfeito". (Págs. 1 e Nacional A7)

Em Ramallah, palestinos manifestam descrença

Autoridade Palestina montou uma festa em Ramallah (Cisjordânia) para celebrar a adesão à ONU, que deve ser pedida nesta sexta-feira. Mas o clima é de descrença. "Isso não passa de propaganda barata", disse um palestino. (Págs. 1 e Internacional A11)


Na ONU, a busca por mais dois votos

Os palestinos precisam do apoio de mais dois países para obter os nove votos necessários no Conselho de Segurança da ONU para o reconhecimento de seu Estado como membro pleno da organização. Os EUA trabalham contra. (Págs. 1 e Internacional A13)

BNDESpar nega estatização e quer 'democratizar' mercado

O diretor do BNDESpar, braço do BNDES para participações em empresas, Julio Raimundo, nega que o banco esteja contribuindo para "estatizar" a economia. “Um dos nossos objetivos é fomentar e democratizar o mercado de capitais”, diz Raimundo em entrevista ao Estado. (Págs. 1 e Economia B14)

Código Florestal ameaça áreas em topo de morros (Págs. 1 e Vida A16)


Preso usa celular para atualizar Facebook (Págs. 1 e Cidades C4)


Notas & Informações

O nó das escolhas políticas

Escolhas políticas, tudo bem. Mas por que não de gente honesta e competente? (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Voos, roupas, motel. Está tudo mais caro

A alta de preços que corrói o bolso do brasileiro ameaça também a principal missão do Banco Central: chegar ao fim de 2011 com no máximo 6,5% de inflação. Em apenas nove meses, o indicador já atingiu 5,04% - 78% do teto da meta. Na prévia de setembro, o IPCA-15, índice oficial da carestia, registrou alta de 0,53%, o dobro do resultado de agosto. O aumento do custo de vida foi catapultado principalmente por viagens aéreas e vestuário. Juntos, os dois itens representaram 30% do índice. No Distrito Federal, pesquisa do IBGE mostra que a inflação também faz estragos no bolso dos amantes. Só neste ano, motéis do DF subiram seus preços em 12,36%, quase seis vezes mais do que a média nacional. Passar de duas a quatro horas em uma suíte de luxo pode custar de R$ 589,60 a R$ 2,5 mil. (Págs. 1, 9 e 31)

Foto legenda: O dia em que Dilma, dos EUA, atropelou Lula na Bahia

Desconfortável ao ouvir Barack Obama elogiar na ONU o empenho de alguns países pela liberdade de informação e na luta contra a corrupção - sem incluir o Brasil entre eles -, a presidente Dilma não se fez de rogada. Ela deixou claro que não compactua com o malfeito nem com o constrangimento a jornalistas. E destacou o papel da imprensa no combate à corrupção. Um duro recado ao PT, que prega o controle da mídia, e a Lula, que pouco antes em Salvador havia saído em defesa de três ex-ministros, todos demitidos após denúncias de irregularidades. (Págs. 1, 2 e 3)

Abuso no Pará: Ameaças de morte e estupradores identificados

A menina de 14 anos que diz ter sido abusada sexualmente num presídio reconheceu quatro presos que a teriam atacado. No dia em que o diretor do sistema penitenciário foi demitido, um conselheiro tutelar afirmou sofrer intimidações. (Págs. 1 e 6)

Conectados

Computador é o sonho de consumo de brasileiros. (Págs. 1 e 18)

Alerta: Coqueluche tem 600 casos confirmados neste ano (Págs. 1 e 19)


Planos de saúde: Médicos prometem só atender hoje se for emergência

Cerca de 211 mil pessoas podem ser prejudicadas pelo boicote, anunciado para hoje. Os profissionais pedem reajuste no valor das consultas e pretendem suspender o atendimento aos clientes da Bradesco Saúde, da Golden Cross, da Amil e da Sul América. (Págs. 1 e 12)

Na cadeia: Usavam a religião para dar golpe em idosos

Os estelionatários vendiam Bíblia e outros artigos religiosos para sacar o dinheiro das vítimas adulterando os valores dos cheques. O bando foi preso em flagrante depois que os bancários de uma agência na Asa Sul desconfiaram do crime. (Págs. 1 e 26)

Novo país: Palestinos esperam ter nove votos no Conselho

Diplomatas dizem que ainda negociam o apoio de mais duas nações para a criação do Estado, o que garantiria a maioria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um diálogo com os israelenses antes da votação foi descartado. (Págs. 1 e 16)

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Valor Econômico


Manchete: PPA prevê novos grandes projetos de infraestrutura

Plano Plurianual 2012/15, recém-enviado ao Congresso, contém uma nova leva de grandes obras de infraestrutura e a estreia do novo regime de partilha em duas rodadas de licitação do pré-sal. No petróleo, estão programados ainda sete leilões em bacias maduras e campos marginais. O governo também planeja conceder 2.234 km de rodovias à iniciativa privada e expandir em 4.546 km a malha ferroviária. A capacidade dos aeroportos deverá ser duplicada, tanto para passageiros quanto para cargas.

O PPA está dividido em 45 programas temáticos, com 491 objetivos e 2.503 iniciativas. O texto, enviado ao Congresso no fim de agosto e que poderá receber emendas durante sua tramitação, prevê investimentos totais de R$ 5,4 trilhões no período, montante 38% maior que o anterior. Traça também o "plano de voo" do governo Dilma em todas as áreas. Uma das metas ousadas é a do equilíbrio atuarial dos regimes próprios de Previdência Social dos Estados e municípios, em que o ingresso de contribuições dos servidores na ativa é menor que os desembolsos com aposentadorias e pensões. (Págs. 1 e A4)

Ásia reluta em pagar por algodão

Exportadores brasileiros estão tendo dificuldades para concluir contratos de venda de algodão com o mercado asiático por problemas de pagamento. A estimativa é que a questão envolva, neste momento, cerca de 150 mil toneladas da pluma, ou 20% do que o Brasil deve exportar em toda a safra 2010/11. A Ásia é a principal compradora do algodão brasileiro e, encabeçada pela China, também a maior exportadora mundial de produtos têxteis.

Há um ano, diante da alta das cotações e da possível escassez de algodão, esses países fecharam compras para entrega futura a preços elevados. Depois os preços do algodão e a demanda por têxteis caíram muito, afetando o fluxo de caixa das empresas. (Págs. 1 e B15)

Bancos estão preparados para crise

O nível de capitalização do sistema bancário brasileiro caiu ligeiramente no primeiro semestre deste ano, mas continua robusto para aguentar os cenários mais catastróficos simulados pelo Banco Central. Mesmo se a crise global comprometesse o crescimento econômico, o emprego e a renda, a ponto de quase quadruplicar a taxa média de inadimplência das operações de crédito, a grande maioria das instituições ficaria dentro do mínimo prudencial exigido. Somente os acionistas de 13 instituições teriam de injetar capital extra para manter o Índice de Basileia em pelo menos 11%, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira. O índice de liquidez, indicador criado e monitorado pelo BC, permaneceu alto, acima do que era antes da crise de 2008. (Págs. 1 e C8)

Foto legenda: Tijolo por tijolo

Especialista em gerenciamento de obras de infraestrutura e do setor imobiliário, o grupo americano Hill International quer reforçar sua equipe de engenheiros e especialistas no Brasil, onde chegou em fevereiro com a compra da Engineering, diz seu presidente global, Irvin Richter. (Págs. 1 e B12)

O desaparecimento da Unicel

Representantes da Justiça, centenas de consumidores e até a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estão às voltas com o desaparecimento de uma operadora de celulares, a Unicel, que estreou em 2008 com a promessa de ser a "Gol da telefonia móvel". A empresa não é encontrada e deixou um rastro de dívidas e reclamações.

Em agosto, a Anatel formalizou a dificuldade em localizá-la ao publicar no "Diário Oficial da União" que a Unicel "se encontra em local incerto e não sabido". Processos contra a empresa - como pedidos de falência - tramitam com lentidão porque oficiais de Justiça não conseguem encontrar seus representantes. Órgãos de defesa do consumidor acumulam reclamações contra a operadora. (Págs. 1 e B3)

Comissão da Verdade nasce enfraquecida

Previsto para entrar na pauta do Congresso hoje, o projeto que cria a Comissão Nacional da Verdade deve ser aprovado com apoio de todas as bancadas. O consenso, no entanto, teria sido construído, na opinião de especialistas, sobre debilidades evidentes. Sem dotação orçamentária, a comissão ficaria na dependência da boa vontade do governante. Sua estrutura, de apenas 7 titulares e 14 funcionários administrativos, seria insuficiente para dar conta de vasculhar violações aos direitos humanos no extenso período pretendido: de 1946 a 1988. Congêneres latino-americanas com períodos menores de abrangência têm mais de 200 integrantes. (Págs. 1, A10 e A11)

Nos EUA, tecnologia acena para a agricultura sem agricultor

Os fabricantes de equipamentos agrícolas estão explorando uma nova fronteira: a agricultura sem o agricultor.

A Kinze Manufacturing e a Jaybridge Robotics estão desenvolvendo uma tecnologia que permitirá que tratores sejam operados sem ninguém atrás do volante. Outros fabricantes de equipamentos, como a Case IH, exploram maneiras de automatizar o trabalho agrícola. (Págs. 1 e B13)

Vale testa nova forma de fazer o ferro-gusa

Uma nova tecnologia 100% nacional aplicada à siderurgia começa a ser testada e poderá, a médio prazo, se tornar uma opção mais barata para a produção de ferro-gusa. A ideia surgiu há mais de três décadas em pesquisas de um grupo de brasileiros. Este mês, uma planta-piloto da Vale produziu, em Pindamonhangaba (SP), ferro-gusa por cinco dias. Em vez dos altos-fornos siderúrgicos, que chegam a ter mais de 30 metros de altura, o novo método se apoia em um forno menor (de cinco metros) e dispensa o uso de coqueria e sinterização. (Págs. 1 e B1)

Exportação de frango abre nova disputa entre Estados Unidos e China na OMC (Págs. 1 e Al3)


Ministério Público teme que Belo Monte leve o caos à Altamira (Págs. 1 e A16)


Crise força países a mudar direção da política monetária, diz Blanchard (Págs. 1 e C1)


Prestígio intocado

Pesquisa mostra que a maioria da população brasileira (57%) gostaria que a presidente Dilma Rousseff não concorresse à reeleição em favor de uma candidatura do ex-presidente Lula. (Págs. 1 e Al2)

Aviso aos navegantes

Pesquisa com 19,6 mil internautas de 24 países mostra que, apesar de os brasileiros liderarem o ranking do tempo de navegação, apenas 31% têm software de segurança em seus computadores. (Págs. 1 e B3)

Temporada de verão em alta

Operadoras de turismo e redes de hotéis registram neste ano vendas, reservas e sondagens de pacotes para a alta temporada de verão até 30% maiores que no mesmo período do ano passado. (Págs. 1 e B4)

Uma pedra no meio do caminho

A Ster Engenharia iniciou ontem os trabalhos para acabar com um dos maiores e mais antigos problemas do porto de Santos, a retirada da pedra de Teffé do canal de navegação. (Págs. 1 e B12)


Magistrados tentam conter o CNJ

Em ação proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil, o Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje se o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode continuar a punir diretamente os juízes que cometeram infrações disciplinares. (Págs. 1 e E1)


TST barra multa de processo civil

Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem derrubado multa de 10% do valor da causa imposta por juízes de instâncias inferiores com base no Código de Processo Civil em casos de atraso superior a 15 dias no pagamento da condenação. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Cristiano Romero

Dois pilares do tripé da política econômica - o regime de metas de inflação e o câmbio flutuante - estão sendo flexibilizados. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Martin Welf

Saída de um país da zona do euro traria corrida contra dívidas soberana e bancária e até desintegração do mercado de capitais. (Págs. 1 e Al5)

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terça-feira, setembro 20, 2011

XÔ! ESTRESSE [in:] UMA IMAGEM...

...






GOVERNO DILMA [In:] ... E VIVA ''MALTHUS'' !!!

BOLSA FAMÍLIA AGORA POR 5 FILHOS DESDE A GRAVIDEZ

BOLSA FAMÍLIA PAGARÁ R$32 A GESTANTE E LACTANTE


Autor(es): agência o globo:Demétrio Weber
O Globo - 20/09/2011

Programa também amplia número de filhos beneficiados, de três para cinco, e terá ainda "retorno garantido"


BRASÍLIA. Gestantes e mulheres em fase de amamentação terão direito a um benefício extra de R$32 mensais do Bolsa Família, a partir de novembro, anunciou ontem a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. A ministra informou ainda que o pagamento dos benefícios adicionais do Bolsa Família para filhos de até 15 anos - antes pagos para no máximo três filhos e ampliados para cinco - começou a ser feito ontem.

Tereza Campello divulgou também a criação do chamado "retorno garantido": beneficiários que se desligarem voluntariamente do programa - por ter renda acima do permitido - poderão solicitar reingresso imediato no prazo de 36 meses, caso voltem à condição de pobreza. Até ontem, quem deixava o Bolsa Família só poderia retornar após novo cadastramento. Além disso, não havia garantia de que a vaga continuaria disponível.

As medidas fazem parte do programa Brasil sem Miséria, cujo objetivo é erradicar a pobreza extrema até o fim de 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. As três iniciativas elevarão o custo anual do Bolsa Família em pelo menos R$797 milhões (gestantes receberão em dezembro). Em 2011, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome prevê gastar R$16 bilhões com o programa, que atende 13,18 milhões de famílias.

Famílias poderão receber até cinco benefícios variáveis

O Ministério do Desenvolvimento Social está cruzando dados com o Ministério da Saúde para identificar as gestantes e nutrizes (mulheres em fase de amamentação) que serão atendidas. Já está definido que essa nova modalidade de benefício não poderá ultrapassar o teto de cinco benefícios variáveis por família. Assim, nos lares onde vivem cinco filhos ou mais com idade de até 15 anos, as gestantes e lactantes não serão contempladas.

Nas demais situações, elas receberão R$32 adicionais pelo período de nove meses. Após o nascimento do bebê, elas terão direito a mais seis meses de repasse extra, a contar do registro da criança no Cadastro Único - lista de pobres mantida pelo governo federal e atualizada pelas prefeituras. Ao todo, portanto, serão 15 meses de benefício extra. A criança que for registrada também dará direito a um benefício variável a mais - desde que dentro do limite de cinco benefícios variáveis por família, inclusive o da lactante. O limite não interfere no chamado benefício variável jovem, que paga R$38 por mês a até dois adolescentes de 16 e 17 anos.

O secretário nacional de Renda de Cidadania, Tiago Falcão, disse que a partir de novembro o novo benefício será pago às nutrizes e, a partir de dezembro, às gestantes. O MDS estima que existam pelo menos 180 mil grávidas entre as beneficiárias do Bolsa Família. Falcão afirmou que o objetivo da medida é garantir melhores condições de vida a essas famílias com recém-nascidos e gestantes.

- Estamos muito seguros de que não existe nenhum indício de que o programa gera aumento de natalidade. Essas famílias são as mais vulneráveis e precisam de um atendimento mais efetivo do Estado - disse o secretário.

No Brasil, em média, as famílias atendidas pelo programa têm 2,1 filhos. No Norte, são 2,4. No Rio, 2. O valor médio dos repasses este mês será de R$119. Famílias miseráveis com sete filhos de até 17 anos recebem o valor máximo de R$306. Segundo Falcão, são 7,5 mil famílias nessa situação, o equivalente a 0,06% do total contemplado.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


20 de setembro de 2011

O Globo


Manchete: Bolsa Família pagará por 5 filhos desde a gravidez

Para especialistas, baixo valor do benefício impediria explosão demográfica

Gestantes e mulheres que estão amamentando vão receber um benefício extra de R$ 32 por mês do Bolsa Família, a partir de novembro. E, desde ontem, o governo começou a pagar R$ 32 por, no máximo, cinco filhos menores de 16 anos – até então, o limite era de três filhos por família. Os novos benefícios custarão anualmente mais R$ 797 milhões ao governo. Este ano, o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome prevê gastar R$ 16 bilhões com todo o programa. A ministra Tereza Campello anunciou também o chamado retorno garantido: quem se desligar voluntariamente do Bolsa Família - por conseguir renda acima do permitido - poderá pedir reingresso imediato no prazo de 36 meses, caso volte à condição de pobreza. Economistas e estudiosos do Bolsa Família dizem não ver risco de o extra para gestantes estimular o aumento da natalidade por causa do baixo valor do benefício. (Págs. 1 e 9)

Foto legenda: Entre elas

Aplaudida pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, Dilma disse que a desigualdade atinge mais as mulheres. (Págs. 1 e 3)

Na ONU, Dilma ameaça quebrar patentes

Em seu primeiro discurso oficial na ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu ontem a quebra de patentes de medicamentos que combatem doenças não transmissíveis, como hipertensão, câncer e diabetes, se considerados indispensáveis para políticas públicas de Saúde. Ela afirmou que o Brasil respeita a propriedade intelectual, mas citou acordo internacional já usado para quebrar a patente de drogas utilizadas no tratamento da Aids. (Págs. 1, 3 e 4)

Foto legenda: Enquanto isso...

A ONG Rio de Paz protesta contra a corrupção fincando vassouras verde-amarelas na Praia de Copacabana. Hoje haverá manifestação na Cinelândia. (Págs. 1 e 12)

Itália é rebaixada após EUA e Grécia

Após sacudir o mundo ao rebaixar os EUA, a agenda Standard & Poor's reduziu a nota da Itália de "A+" para "A", com perspectiva negativa. Citou o fraco crescimento e o governo frágil como entraves para abater a dívida. A crise já levou ao rebaixamento de Espanha, Grécia e Portugal. (Págs. 1 e 31)

Dólar perto de R$ 1,80 tem alta recorde

Com as incertezas no mercado externo e apostas do investidor estrangeiro na queda do real, o dólar comercial subiu 2,71%, para R$ 1,78, na maior alta em 16 meses. Usado por quem viaja, o dólar turismo avançou ainda mais: 4,42%, chegando a R$ 1,89. (Págs. 1 e 29)


Obra de túnel no Porto do Rio começa amanhã (Págs. 1 e 13)


Israel quer negociar com palestinos antes de voto na ONU (Págs. 1, 36 e 37)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Montadoras dizem que preço de carro pode subir

Com IPI maior, produzir no México e na Argentina fica mais barato, afirma Anfavea

A Anfavea não descarta aumento de preços por conta da concorrência menor de veículos importados. Para o presidente da entidade, Cledovino Belini, assumir que as tabelas não subirão seria como admitir um "cartel".

Na semana passada, o governo aumentou em 30 pontos percentuais o IPI para veículos com menos de 65% de componentes nacionais, reduzindo a competitividade do importado, cujo preço pode ser majorado até 28%. (Págs. 1 e Mercado B1)

Janio de Freitas

Ministros têm de justificar o aumento do imposto de forma mais convincente. (Págs. 1 e Poder A5)

Foto legenda: Em vão

Em Sanaa (Iêmen), médicos tentam, sem sucesso, salvar criança atingida no carro da mãe durante protesto; 20 manifestantes foram mortos ontem na cidade. (Págs. 1 e Mundo A16)

Governo reduz em R$ 11 bi o arrocho fiscal para 2011 (Págs. 1 e Poder A5)



Corrida por droga 'da moda' afeta quem tem diabetes

A corrida para comprar o Victoza, indicado para diabéticos, mas usado de forma não aprovada para emagrecer, já afeta pacientes, que enfrentam lista de espera nas redes de farmácia.

Em distribuidoras de remédios especiais, entretanto, ainda é possível encontrar a droga. (Págs. 1 e Saúde C14)

Na ONU, Dilma defende quebra de patente de medicamentos para doenças não transmissíveis. (Págs. 1 e C14)

Sanções à Síria devem abrir o mercado local para o Brasil

Sanções impostas à Síria, como a suspensão de operações em dólar, podem abrir oportunidades para o Brasil, relata Marcelo Ninio.

Para Tarif Akhras, do Conselho Empresarial Brasil-Síria, governo e empresários passaram a olhar mais para o Brasil após as sanções. Akhras virá ao país propor que as transações sejam feitas em real. (Págs. 1 e Mundo Al4)

Dólar fecha a R$ 1,78, maior cotação desde julho de 2010

As tensões provocadas pela incerteza sobre a crise econômica na Europa e as medidas do governo brasileiro para segurar a valorização do real fizeram o valor do dólar subir com força nas duas últimas semanas.

A moeda brasileira foi a que mais caiu entre as 16 principais divisas do mundo desde o fim de agosto. Ontem, o dólar atingiu a maior cotação desde julho de 2010, fechando a R$ 1,78, com alta de 2,71%. (Págs. 1 e Poder A4)

Vinicius Torres Freire

Moeda ainda vai dar saltos nas próximas semanas

Em principio, não há motivo para o dólar subir muito. Mas ele pode ir a R$ 2 bem na semana de sua viagem e logo depois recuar. Então, o que quer dizer isso em principio? Que o câmbio sofre influência de fatores fundamentais, que não mudaram muito recentemente. (Págs. 1 e Mercado B4)

Medo de calote da dívida grega derruba Bolsas

O receio de que a Grécia não honre sua dívida levou a tensões, derrubando os mercados na Europa. Há temor de que a crise grega se espalhe pela zona do euro.

Londres teve queda de 2%, enquanto Frankfurt e Paris caíram quase 3%. Nos EUA, Dow Jones fechou com queda de 0,94%. A Bovespa caiu 0,25%. (Págs. 1 e Mundo A12)

Obama propõe novos cortes e imposto maior para mais ricos

Em desafio à oposição, Barack Obama propôs cortar gastos de guerra e elevar a alíquota tributária de americanos que recebem mais de US$ 1 milhão por ano.

Totalizando US$ 3,2 trilhões, as medidas visam enxugar US$ 4,4 trilhões do déficit dos EUA - o restante virá de cortes já aprovados. (Págs. 1 e Mundo A10)

Foto legenda: Fé na Cracolândia

Fieis católicos carregam a cruz peregrina em procissão no centro de SP; evento faz parte da preparação para a visita do papa ao Brasil, em 2013. (Págs. 1 e Poder A9)

Editoriais

Leia "Justiça a toda prova", sobre decisão do STJ que invalidou mais uma ação da PF, e "Regulação necessária", acerca de cautelas para os bancos. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Real perde 11% em 30 dias e dólar chega perto de R$ 1,80

Tensão no Europa afeta câmbio e faz moeda brasileira ter a maior queda entre as principais do mundo

As tensões decorrentes da crise europeia afetaram o mercado de câmbio. O dólar iniciou a semana com alta de 2,54%, valendo R$ 1,774, a cotação mais alta desde 21 de julho de 2010. Nos últimos 30 dias, o real apresenta a maior queda ante o dólar no ranking com as 16 principais moedas do mundo. Algo que, dizem analistas, indica que atitudes recentes do governo brasileiro também tem influenciado o humor dos investidores. O levantamento revela que as perdas do real já alcançam 11,01% no período, ante 11% do franco suíço. Vale lembrar que o governo da Suíça adotou recentemente um piso para sua moeda, o que explica grande parte da desvalorização. A seguir, com 6,23% de perdas, vem o peso mexicano e, com 6,05%, o rand da África do Sul. (Págs. 1 e Economia B1)

Impacto da alta sobre inflação deve ser forte

Para analistas, o último trimestre do ano deve refletir pressão no atacado e no varejo. (Págs. 1 e Economia B1)

Itália é rebaixada

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a rating de longo prazo da dívida soberana da Itália para A, de A+. As justificativas são o enfraquecimento da perspectiva de crescimento e a fragilidade da coalizão política. (Págs. 1 e Economia B7)

Obama quer ajuste fiscal de US$ 3,6 tri em dez anos

O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou ao Congresso uma proposta de ajuste fiscal de US$ 3,6 trilhões em dez anos - US$ 1,4 trilhão mais do que no plano anterior, de agosto. O texto eleva a tributação de grandes companhias e das pessoas físicas de maior renda ideia previamente recusada pela oposição republicana. Obama ameaça vetar todo o pacote de estímulo à economia se o ajuste não for aprovado. (Págs. 1 e Economia B9)

Foto legenda: 'Ele matou minha família inteira'

Marcos Alexandre Martins, de 33 anos, foi indiciado por homicídio doloso após atropelar e matar Miriam Afif José Baltresca, de 58 anos, e a filha dela, Bruna Baltresca, de 28, no sábado, em frente ao Shopping Villa-Lobos (zona oeste de São Paulo). Para a polícia, Martins estava embriagado e dirigia em alta velocidade. No velório da mãe e da irmã, Rafael Baltresca afirmou: "Ele escolheu beber e dirigir e matou minha família inteira". (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Hamas se opõe a Abbas sobre Estado palestino

Representantes do Hamas manifestaram ontem posição à iniciativa do presidente palestina, Mahmaud Abbas, de pedir a reconhecimento pleno do Estado palestino na ONU, informa o enviado especial a Jerusalém, Guilherme Russo. Facção que controla Gaza, o Hamas, que não reconhece Israel, se queixa de não ter sido consultado sobre os termos do pedido. (Págs. 1 e Internacional A10)

Decisão do STJ faz crescer pressão por anulação de provas

A decisão do Superior Tribunal de Justiça de anular as provas da Operação Boi Barrica da Polícia Federal, que investigou parentes do presidente do Senado, José Sarney, fez crescer a pressão dos advogados de outros réus alvos de ações semelhantes. "Pedi a anulação de todo inquérito", disse Nélio Machado, que defende o ex-governador do DF José Roberto Arruda, preso na Operação Caixa de Pandora. (Págs. 1 e Nacional A4)

Dilma defende na ONU quebra de patente de remédio

A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem nas Nações Unidas (ONU) a quebra de patentes de remédios para doenças não transmissíveis, como diabete, hipertensão e câncer, em casos de necessidade pública, informa a enviada especial Lisandra Paraguassu. Em fala durante a reunião de alta nível sobre doenças crônicas não transmissíveis, Dilma disse que o acessa a medicamentos faz parte do direita à saúde. (Págs. 1 e Vida A16)

Artigo: Steve Lee Myers

Tumulto americano

O pedido de soberania palestina coroa redução da influência dos EUA no Oriente Médio. (Págs. 1 e A12)

54 mortes no Iemên

Entre as vítimas dos confrontos entre as forças leais ao ditador Ali Abdullah Saleh e dissidentes, está um bebê de 9 meses. (Págs. 1 e Internacional A14)

Em documento à OMC, Brasil defende barreiras (Págs. 1 e Economia B4)


Bolsa Família assegura volta a quem se desligar (Págs. 1 e Nacional A9)


José Paulo Kupfer

Guerras comerciais

O governo brasileiro está correto em tentar avançar no debate sobre as regras de comércio num conturbado mundo. (Págs. 1 e Economia B4)

Arnaldo Jabor

Governo Dilma pode ser bom

A maior virtude da presidente é pautar-se por convicções de uma ética pessoal e não apenas por estratégias políticas ou oblíquas intenções. (Págs. 1 e Caderno 2, D8)

Notas & Informações

STJ acode o clã Sarney

Quatro anos de trabalho policial acabam de ir para o ralo com a decisão da 6ª Turma do STJ. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Alta do dólar já afeta os aluguéis

O agravamento da situação econômica da Grécia e a queda das bolsas de valores fizeram o dólar subir nos principais mercados do mundo. No Brasil, a moeda dos EUA disparou. A alta ontem foi de 2,57%, com a cotação fechando em R$ 1,776, o maior valor desde julho de 2010. A desvalorização do real refletiu no IGP-M, que corrige a locação dos imóveis. O índice teve elevação de 0,52% na segunda prévia de setembro. (Págs. 1 e 12 a 14)

Dilma defende a paz e os remédios

Na semana em que a ONU debaterá a criação do Estado Palestino, a presidente do Brasil pediu o fim do uso da força para resolução dos conflitos. "As mulheres são especialmente interessadas na construção de um mundo mais pacífico e seguro", disse Dilma Rousseff, ao lado da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. Segundo a enviada do Correio a Nova York, Denise Rothenburg, Dilma também foi enfática na defesa da quebra de patentes dos medicamentos para doenças crônicas. (Págs. 1, 2, 3 e 18)

Carros nacionais podem subir de preço

Nem o reajuste do imposto para os importados, com a consequente redução na concorrência, é suficiente para garantir a manutenção dos valores dos veículos fabricados no país. "Não pretendemos aumentar preços, mas não podemos nos comprometer com isso, se não seria cartel", disse Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, associação que reúne as maiores montadoras. De olho ainda nas boas ofertas, o casal Marilda Junqueira e Sérgio Luiz da Silva procurou as importadoras e acha que o aumento dos tributos vai prejudicar os consumidores. (Págs. 1, 10 e 11)

Distritais pagam supersalários a 22 servidores (Págs. 1 e 23)


Comércio ilegal: Rico sustenta os piratas

A venda de artigos falsificados cresceu 52% no Brasil, em 2011. E, segundo uma pesquisa, 57% dos brasileiros das classes A e B admitem comprar esse tipo de produto. (Págs. 1 e 15)

Prisão do Pará sob suspeita de ter rede de sexo (Págs. 1 e 9)


Mundial 2014: Feriado (bem) prolongado

Lei Geral da Copa autoriza estados e municípios a decretar recesso nos dias de jogos nas cidades sedes. Nos EUA, Orlando Silva só garante a idosos a desejada meia-entrada no Mundial. (Págs. 1 e Super Esportes, 9)

O pioneiro que calculava

Augusto Guimarães Filho, engenheiro que tirou do papel o projeto de Lucio Costa para Brasília, morreu aos 94 anos. (Págs. 1 e 30)

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Valor Econômico


Manchete: Crise estanca captações e IPOs

A tão aguardada janela de captações externas, espaço que tradicionalmente se abre no mercado internacional em setembro para lançamentos de papéis de dívida ou ações por empresas brasileiras, pode ficar comprometida com a recente piora da aversão ao risco, especialmente para emissões em reais.

Ontem, os mercados globais enfrentaram nova rodada de deterioração, com reflexos diretos para a economia brasileira. O dólar operou em forte alta, com a cotação beirando o patamar de R$ 1,80, antes de fechar cotado a R$ 1,78 - valorização de 2,71%. Em parte, a volta dos temores de um calote da dívida soberana da Grécia puxou o preço da moeda americana ao redor do mundo. Internamente, a perspectiva de desvalorização do real intensificou a especulação, com bancos e investidores reforçando a aposta nessa direção e fazendo a moeda brasileira perder mais valor que outras. (Págs. 1, C1, C2, C16 e D1)

Mendes reformula Agricultura

O deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) prepara uma ampla mudança na organização do Ministério da Agricultura para melhorar a gestão e recuperar o peso político da agropecuária. O ministro disse que vai extinguir algumas secretarias, mudar atribuições e criar estrutura exclusiva para o cooperativismo. Vai transformar secretários em assessores especiais, todos respondendo ao novo supersecretário-executivo, o advogado José Carlos Vaz, ex-diretor de Agronegócios do Banco do Brasil. Também pediu ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a criação de uma vice-presidência de agronegócio no banco estatal.

Em seu quinto mandato consecutivo na Câmara, Mendes Ribeiro é considerado habilidoso e bem relacionado na cúpula do poder. Sua força emana, em grande parte, de seu relacionamento de longa data com a presidente Dilma Rousseff. Ele é amigo do ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, e do chefe de gabinete da presidente, Giles Azevedo. Para levar seu plano adiante, Mendes está "limpando", sem alarde, a estrutura montada pelo antecessor, Wagner Rossi. Todas as secretarias serão ligadas à secretaria-executiva, que será uma superestrutura. (Págs. 1 e A14)

Pfizer amplia negócios com genéricos

Com faturamento em torno de R$ 3,5 bilhões no Brasil em suas três áreas de atuação, a americana Pfizer está ampliando os negócios com medicamentos genéricos. Quase um ano depois de ter comprado 40% do laboratório brasileiro Teuto, a empresa começa este mês a vender as versões genéricas do Viagra e do Lipitor (contra colesterol), dois dos seus campeões de vendas. Desde que a patente venceu, o faturamento com o Viagra recuou cerca de 50%. A empresa quer compensar essa perda com as versões genéricas, cujos preços são menores. As duas companhias também estão trabalhando para colocar no mercado genéricos de outras farmacêuticas.

"Começamos a colher os frutos da integração", afirmou ao Valor Victor Mezei, presidente da Pfizer no país. Mais popular, a Teuto progride em segmentos do mercado em que a Pfizer dificilmente avançaria. "Não queremos transformar a Teuto na Pfizer e vice-versa". (Págs. 1 e B7)

Defesa terá um orçamento maior em 2012

A proposta orçamentária de 2012, enviada pelo governo ao Congresso, prevê R$ 16,05 bilhões para as despesas do Ministério da Defesa em investimentos e custeio (sem pessoal e encargos), com aumento de 5,8% em relação ao valor definido na lei orçamentária deste ano. Parece pouco, mas os gastos da Defesa foram os mais afetados pelo corte no Orçamento de 2011. A Pasta ficou com R$ 10,8 bilhões e perdeu R$ 4,3 bilhões.

Na proposta orçamentária para 2012, a Defesa procurou preservar os projetos que considera estratégicos. O maior orçamento de investimentos será o da Aeronáutica, que terá R$ 4,6 bilhões dos R$ 8,02 bilhões para todo o ministério. (Págs. 1 e A10)

Invasão de importados na mesa

Câmbio favorável e renda maior elevaram a quantidade de frutas e legumes importados na dieta de parte da população brasileira. Grandes centros varejistas ampliaram a oferta de produtos diferenciados - de batatas do Oregon (que vêm em diferentes tons de amarelo e rosa) a "orelhas-de-judas", cogumelo cultivado na Ásia. Na linha de produtos gourmet, o grande destaque deve ser o alho preto defumado produzido na Argentina.

A compra externa de legumes pulou de 167 mil toneladas em 2007 para 285 mil toneladas em 2010, um salto de 70%. De janeiro a agosto, já foram importadas 189 mil toneladas. Na Ceagesp paulista, o maior entreposto de alimentos do país, 15% de 1,5 milhão de toneladas de frutas já vêm de fora do país. (Págs. 1 e B16)

Comunidades carentes usam 'moedas' próprias para aquecer a economia local (Págs. 1 e B10)


Obama lança pacote fiscal e acirra disputa com republicanos (Págs. 1 e A11)


Cabo Frio mira a cadeia do petróleo

Os municípios de Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, em parceria com o governo fluminense, estudam a criação de um distrito logístico e industrial com foco na indústria de petróleo e gás. (Págs. 1 e B1)

Alta renda adere ao porta a porta

Pesquisa mostra que sete entre dez brasileiros das classes de maior renda fazem compras de produtos pelo sistema porta a porta, um canal de venda identificado no passado principalmente com as camadas sociais mais baixas. (Págs. 1 e B4)


Starbucks quer crescer no Brasil

Ao mesmo tempo em que avança na Ásia, a rede de cafeterias Starbucks quer expandir sua operação na América Latina, especialmente no Brasil, onde tem 28 lojas, diz o CEO, Howard Schultz. A empresa tem US$ 2 bilhões em caixa para investir de "maneira agressiva e oportunista". (Págs. 1 e B5)

Reforço na embalagem

Impulsionada pelo crescimento do setor de perfumaria e cosméticos, a fabricante francesa de frascos de vidro SGD investe para aumentar a produção no Brasil, onde atende grandes clientes como Natura, Avon e Boticário. (Págs. 1 e B8)

Ideias

Antonio Delfim Netto

Tem razão o dr. Tombini. Vamos por nossas barbas de molho e nos proteger da provável desintegração da economia mundial. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Arcênio Rodrigues da Silva

O argumento de que a União não tem recursos para financiar a saúde, conforme a emenda 29, não tem respaldo. (Págs. 1 e A10)

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segunda-feira, setembro 19, 2011

XÔ! ESTRESSE [in:] CEGUEIRA...

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BRASIL [in:] DESINDUSTRIALIZAÇÃO. Sim ou Não ???

A desindustrialização no Brasil

Autor(es): Luiz Carlos Mendonça de Barros
Valor Econômico - 19/09/2011

Volto ao tema da desindustrialização que estaria ocorrendo no Brasil e que aparece com frequência na imprensa brasileira. Entende-se esse fenômeno como a redução estrutural da participação da indústria no PIB em função do crescimento das importações. O real forte seria o grande culpado segundo as lideranças empresariais e alguns membros do governo.

Em um primeiro momento o governo tentou enfraquecer o real via compras maciças de dólares no mercado de câmbio e a introdução de um IOF na entrada de recursos financeiros de curto prazo. Mais recentemente, atravessou uma fronteira perigosa - e que tinha sido evitada até agora - ao passar a cobrar o IOF nas operações de derivativos cambiais. Apesar de todas essas intervenções nossa moeda continua como uma das mais valorizadas no mundo emergente, o que tem provocado ranger de dentes em Brasília.

Na última quinta feira o governo resolveu ampliar sua intervenção e decretou um brutal aumento do imposto de importações de automóveis - mascarado por um novo IPI seletivo - na primeira medida direta para reduzir as pressões dos produtos importados. O primeiro alvo nesta nova escalada foi o setor automobilístico que sofre uma concorrência vigorosa de produtos importados. Certamente a influência política dos sindicatos dos metalúrgicos, principalmente do ABC, está por trás dessa escolha. Afinal eles conseguiram generosos aumentos na última rodada de dissídios coletivos e as empresas precisam de espaço para absorver, via preços, esse aumento de custo.

Outros setores da indústria de transformação a partir de agora vão demandar tratamento semelhante e corremos o risco - principalmente o cidadão consumidor - de uma rodada importante de fechamento via impostos de nossa economia, revertendo a tendência dos anos Lula.

O leitor do Valor sabe que não concordo com a análise simplista de que os problemas que enfrentamos hoje são criados, majoritariamente, pelas importações. Como escrevi em coluna recente neste jornal as causas são mais profundas e complexas e estão associadas às questões micro econômicas internas, como sistema tributário, regras salariais e custos de logística. Mas a medida do aumento diferenciado do IPI mostra que o governo resolveu agir de acordo com suas convicções e caminhar firme na direção da restrição direta às importações. E elas se aproximam muito da política do regime militar, quando Delfim Netto era ministro todo poderoso do governo. Aliás, fala-se muito hoje de sua volta ao centro das decisões econômicas no governo Dilma.

Vou me valer de dois ensinamentos que trago dos meus tempos de estudante de engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para continuar minhas reflexões sobre este tema. O primeiro deles, que aprendi com um professor de Física ainda no começo de meus estudos, diz que contra fatos concretos não há argumentos. Por isso, se entendemos a desindustrialização apenas como a redução da participação da atividade industrial no PIB brasileiro e, se olharmos para o passado longínquo do regime militar como período de referência, estamos diante de um fato inquestionável e assustador.

Nos estertores do regime militar a indústria chegou a representar, em termos nominais, 48% do PIB. Com o colapso do modelo da ditadura e a aceleração da inflação a partir da década dos oitenta do século passado a indústria chegou a 28% do PIB às vésperas do Plano Real. Com a estabilização da economia nos anos FHC tivemos uma pequena recuperação da indústria, que alcançou a marca de 30% do PIB na passagem do governo ao presidente Lula. Hoje essa relação voltou a cair e chegou a 26% do PIB no início do governo Dilma. Não por outra razão temos ainda saudosistas do período militar, quando as restrições draconianas às importações fizeram com que a indústria brasileira chegasse a representar quase metade do PIB. Esse número só foi atingido pela União Soviética na segunda metade do século passado, o que não me parece uma boa referência tanto econômica como política.

Mas a que custo foi conseguido esse resultado no Brasil? Quantos anos de sacrifício foram necessários para purgar os projetos industriais sem viabilidade que formaram a base desta estrutura industrial artificial? Vamos impor ao consumidor brasileiro novamente os custos de um sistema micro econômico ineficiente e impossível de ser mantido no mundo de hoje?

Por ter vivido intensamente esse período de ajustes - inclusive como diretor do Banco Central - é que me assustam esses movimentos recentes do governo. E trago aqui o segundo ensinamento dos meus anos de politécnico: "sem um entendimento correto das causas de um problema nunca chegaremos a sua solução".

E, no caso da perda de musculatura de nossa indústria, a forma como o governo e parte importante da liderança empresarial pretende enfrentar suas causas é um exemplo dessa armadilha. Restringir as importações pela imposição de novas barreiras tarifárias é não tratar das causas corretas além de interromper um caminho de integração de nossas cadeias produtivas que nos levam a uma economia mais eficiente.

Luiz Carlos Mendonça de Barros, engenheiro e economista, é diretor-estrategista da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações. Escreve mensalmente às segundas.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

19 de setembro de 2011

O Globo


Manchete: Infecção hospitalar mata 100 mil por ano no Brasil

Segundo estudo, não há controle adequado em 80% dos estabelecimentos

A falta de cuidado com a higiene nos hospitais públicos e privados produz um quadro dramático no país: a cada ano, cerca de cem mil pessoas morrem devido às infecções hospitalares, conclui levantamento feito pela Associação Nacional de Biossegurança (Anbio). O governo não tem dados consolidados sobre o problema, apesar de uma comissão ligada ao Ministério da Saúde ter sido criada há 26 anos com esse objetivo. A pesquisa da Anbio mostra que, em média, 80% dos hospitais brasileiros não fazem o controle adequado para evitar a disseminação das infecções. (Págs. 1 e 3)

Enquanto isso, em NY...

Em seu primeiro compromisso oficial nos EUA, a presidente Dilma Rousseff exaltará hoje medidas do governo na Saúde, como o programa que distribui remédios de graça. (Págs. 1 e 9)

DSK admite falha moral, mas nega estupro

Em sua primeira entrevista, a uma TV francesa, Dominique Strauss-Kahn, ex-chefe do FMI, confessou ter tido relação sexual com a camareira em Nova York, mas negou tê-la estuprado. "Foi um erro moral", declarou DSK, que descartou ainda disputar a Presidência de seu país: "Eu perdi meu encontro com os franceses." (Págs. 1 e 26)

Participação feminina eleva produtividade

Relatório do Banco Mundial sobre desigualdade entre homens e mulheres revela que oportunidades iguais geram alta de até 25% na produtividade. (Págs. 1 e 21)

Israel tenta evitar votação na ONU

O ministro da Defesa negocia alternativas à votação de um Estado da Palestina na ONU. Representantes palestinos dizem que podem voltar atrás. (Págs. 1 e 25)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Ação da Petrobras não vai dar retorno tão cedo, diz Gabrielli

Entrevista da 2ª

Presidente da empresa afirma, porém, que a longo prazo cenário é melhor que o de concorrentes

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, atribui a queda das ações da empresa a uma "situação de penalização no curto prazo". A baixa desde o início deste ano atinge 23,5%.

"A Petrobras fez a maior capitalização da história mundial em 2010. Isto tem um custo", afirma Gabrielli em entrevista à Folha. (Págs. 1 e A14)

Estados tiram R$ 2 bi de verba para a saúde

Dez Estados não investiram o mínimo de 12% de suas receitas na saúde em 2009, segundo o Ministério da Saúde. O pior no ranking é o Rio Grande do Sul, que aplicou só 5%. São Paulo destinou 11,6%, mas contesta a metodologia.

O percentual de 12% é definido pela emenda 29, que determina gastos mínimos do setor público no sistema de saúde - a norma deve ser regulamentada na quarta-feira. Ao todo, os Estados deixaram de aplicar R$ 2 bilhões no setor. (Págs. 1 e Poder A4)

Ex-diretor do FMI admite falta moral e nega violência

O ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn, acusado por uma camareira de tentar estuprá-la, reconheceu ter cometido "relação inapropriada" e "falta moral". Mas negou ter havido violência ou coerção.

Foi a primeira entrevista de Strauss-Kahn desde o escândalo que lhe custou o cargo. A denúncia foi anulada em agosto por falta de provas. (Págs. 1 e Mundo A12)

O peso da redação

Pesquisadores em avaliação educacional discordam da forma como o Ministério da Educação calcula as médias das escolas no Enem. Para eles, é dado peso excessivo à redação, em detrimento do restante do conteúdo. (Págs. 1 e Saber C9)

Vinícius Mota

Massacre do IPI também atinge o consumidor

Compre um carro "nacional" pior e salve empregos, diz o governo, ao dinamitar o setor de importados. Mas como cair nessa lorota se não há contrapartida para as fábricas que escaparam do massacre do IPI? (Págs. 1 e Opinião A2)

Anhanguera compra Uniban e vira gigante do ensino superior (Págs. 1 e Poder A8)



Estudante furta ônibus e bate em 18 carros no Rio

Após sair de uma festa à fantasia, com roupa semelhante à usada, por policiais do Bope, um estudante de direito furtou um ônibus e rodou cerca de 23 quilômetros em alta velocidade. Foi da Barra da Tijuca à zona sul do Rio, avançou sinais e bateu em 18 carros até ser parado pela PM. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Foto legenda: O estudante Pedro Henrique Garcia, 24, com roupa do Bope.

Editoriais

Leia "Equilíbrio ameaçado", sobre Israel e a declaração do Estado palestino na ONU, e "Altos e baixos do dólar", que analisa as determinantes da cotação. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: EUA buscam apoio na ONU para vetar Estado palestino

Americanos negociam com países europeus uma proposta que leve os palestinos a recuarem do pedido

Os Estados Unidos ampliaram ontem a ofensiva contra o reconhecimento pleno do Estado palestino pela ONU, informa o correspondente em Nova York, Gustavo Chacra. Os americanos têm poder de veto contra a iniciativa no Conselho de Segurança da ONU e já anunciaram que vão exercê-lo, mas temem o constrangimento de ficar isolados. Seus diplomatas trabalham em duas frentes: conseguir aliados no conselho e costurar com europeus uma proposta que faça os palestinos recuarem do pedido. O Brasil e outros 121 países já declararam apoio ao reconhecimento do Estado palestino. Em Israel, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a iniciativa está destinada ao "fracasso". O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, prometeu manter o pedido, para conseguir uma vitória simbólica. (Págs. 1 e Internacional A8 e A9)

Dilma passeia em NY e prepara discursos

A presidente Dilma Rousseff dedicou parte do dia a preparar os seis discursos que fará esta semana em Nova York - o mais importante será o da abertura da Assembleia da ONU, na quarta-feira. Também aproveitou para ir ao Metropolitan Museum e almoçar salmão defumado no Café Boulud. Estava acompanhada da filha, Paula, e de ministros. Hoje a presidente participa de um colóquio sobre mulheres na política. (Págs. 1 e Internacional A9)

Brasil propõe barreira para compensar perda cambial

O governo brasileiro vai apresentar à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma proposta para combater o prejuízo provocado pelo câmbio. A ideia é taxar produtos de países que desvalorizem suas moedas para obter vantagens comerciais. Organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ficariam responsáveis por definir limites para a oscilação das moedas. Diplomatas já sondaram os EUA e a China sobre o assunto. (Págs. 1 e Economia B1 e B4)

TRE promove empresa e irrita juízes

Juízes se rebelaram contra orientação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo de distribuir a 290 prefeitos cartilhas sobre programa de coleta seletiva de lixo da Jetro Ambiental, que tem contrato de R$ 14,4 milhões com o Tribunal. Órgão quer Judiciário
"mais próximo da cidadania". (Págs. 1 e Nacional A7)

Esportes: Copa terá meia entrada

Contrariando a Fifa, a Lei Geral da Copa, que o governo envia hoje ao Congresso, manterá o direito de idosos pagarem meia entrada na Copa de 2014. (Págs. 1 e E2)

Alcoolismo mata tanto quanto crack no Brasil, revela estudo

O índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo do registrado entre os usuários de crack. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que, em cinco anos, l7% dos pacientes atendidos em uma clínica de São Paulo morreram. (Págs. 1 e Vida A13)


Ex -diretor do FMI admite 'falha moral'

Na primeira entrevista desde sua prisão, em maio, o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn negou ter estuprado a funcionária de um hotel em Nova York, mas reconheceu o episódio como "falha moral". (Págs. 1 e Internacional A11)


SP teve 71 arrastões em restaurantes este ano (Págs. 1 e Cidades C1)


NY se firma como 2º polo hi-tech dos EUA (Págs. 1 e Link L4)



Carlos A. Sardenberg

Aeroportos da fila única

A ideia de privatização é antiga, mas ficou parada por restrições ideológicas. Agora saiu, por necessidade. Mas saiu algo envergonhada. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações

Mais pobres no mundo rico

A queda da renda nos EUA afeta a candidatura de Obama, mas ajuda seu plano anticrise. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Mulheres dominam a elite da educação

Elas detêm a maioria dos títulos de mestrado e doutorado, segundo levantamento exclusivo do Correio

Ainda em desvantagem no mercado de trabalho, as brasileiras mostram-se atuantes na produção do conhecimento. De 2004 a 2010, as universidades concederam mais diplomas de mestre e de doutor às mulheres. Daiva Tupinambá, Michelle Pinto e Jéssica Bergmann se orgulham de aprofundar pesquisas na área de biotecnologia, mas reclamam do preconceito no ambiente profissional. (Págs. 1, 8 e 9)

Foto legenda: Dilma acena para o mundo

Nova York - Primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas, Dilma Rousseff desembarcou nos EUA determinada a ampliar a projeção brasileira na economia e na política internacional. Após distribuir cumprimentos no Hotel Wardolf Astoria, a presidente foi admirar as pinturas de Frans Hals no Metropolitan Museum. (Págs. 1 e 2)

Saúde no DF: Médicos fogem da rede pública

Os baixos salários e as condições precárias de trabalho são alguns dos motivos que desanimam os profissionais a atuar nos hospitais e postos mantidos pelo governo local. Dos 279 aprovados na seleção mais recente do GDF, quase 60% dispensaram o cargo. Secretaria planeja ampliar vantagens aos temporários. (Págs. 1, 17 e 18)


Mãe admite que abandonou bebê

A jovem de 18 anos que entregou um recém-nascido a um vigia do Hospital de Santa Maria assumiu à polícia que é a mãe da criança e disse ter sido vítima de estupro. (Págs. 1 e 19)

No cinema, o exílio de JK

Em sessão especial, amigos e familiares de Juscelino se emocionam com documentário sobre o período em que o ex-presidente foi obrigado pela ditadura a deixar o Brasil. (Págs. 1 e 22)

Barbárie: Cinco dias de horror no Pará

Menina de 14 anos denuncia ter sido abusada diariamente por detentos de uma colônia penal a 50km de Belém. (Págs. 1 e 6)

Perigo: Carne aumenta risco de diabetes

Pesquisa da Universidade de Harvard relaciona o alto consumo de carne vermelha ao tipo 2 da doença. (Págs. 1 e 15)

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Valor Econômico


Manchete: Governo retoma grandes contratações em 2012

Para garantir um corte de R$ 50 bilhões no orçamento, o governo suspendeu a realização de concursos públicos e a admissão de novos servidores públicos em 2011. O ano de 2012 será diferente. A presidente Dilma Rousseff pretende retomar as contratações em larga escala no próximo ano e colocar em prática algumas das prioridades que definiu. Para isso, o governo programou o ingresso de 54.724 funcionários em 2012, sendo 33.568 só na área da Educação. Até 2014, esse Ministério poderá ter um contingente de 94.032 novos servidores, de acordo com o planejamento do governo.

Se todas as 54.724 contratações forem feitas, a despesa anual com a folha de salários do governo federal aumentará em R$ 3,2 bilhões. O gasto em 2012, no entanto, será de R$ 1,6 bilhão, pois as contratações serão feitas ao longo do ano, o que reduzirá o desembolso. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ingressaram na folha de pagamento 155 mil pessoas. (Págs. 1 e A4)

Brics já têm bônus europeu

Países do grupo dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já adquiriram títulos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), principal instrumento à disposição da zona do euro para socorrer os países da região. A informação foi revelada ao Valor pelo diretor financeiro do fundo, Christophe Frankel, que espera que os Brics comprem mais papéis para aumentar a capacidade de empréstimos do EFSF. O fundo tem feito teleconferências com os bancos centrais do grupo para divulgar o bônus, que tem o mais elevado rating possível, garantia dos 17 países da zona do euro e retorno acima do dos títulos do Tesouro americano.

O Brasil, aparentemente, se prontificou a participar de uma ação conjunta dos Brics, mas o governo sabe que essa não é uma decisão simples. (Págs. 1 e C1)

Suzano avalia vender ativos da área de papel

Com um endividamento elevado e um ousado plano de investimento pela frente, a Suzano Papel e Celulose avalia a venda de ativos na área de papel.

Certa de que o negócio de papel já não oferece futuro promissor, não muito distante do limite de alavancagem financeira estabelecido pelo conselho de administração e com dívidas de mais de R$ 4 bilhões vencendo até 2014, a empresa controlada pela família Feffer contratou o JP Morgan para a operação, que pode ser executada em blocos. (Págs. 1 e B9)

Nippon Steel vai reorganizar Usiminas

A nova reorganização societária da Usiminas deverá ser feita em etapas, sob o comando da Nippon Steel, com a saída de Votorantim e Camargo Corrêa do bloco de controle da siderúrgica. A proposta da CSN pelos 26% do bloco V/C estabeleceu um valor-piso para negociação coma a Nippon. A posição dos dois grupos é hoje de investidores financeiros. Não têm pressa de vender, mas também não faria sentido recusar propostas a preços que incorporem o potencial de ganho futuro da siderúrgica.

No primeiro momento, o grupo japonês vai ficar com as ações das duas sócias, se fortalecer como grande acionista e só depois buscará um parceiro para uma possível união de ativos, dentro de sua estratégia de atuação no mercado das Américas. A Ternium, do grupo ítalo-argentino Techint, e a brasileira Gerdau são vistas como empresas amigáveis para uma associação.(Págs. 1 e B11)

Foto legenda: Passo à frente

Uma das últimas operadoras independentes de telecomunicações, a Transit pretende agora ganhar espaço em software e serviços de tecnologia da informação, diz Allan Horita, diretor. (Págs. 1 e B2)

Quatro grandes fizeram lobby do IPI

Toda a preparação das medidas para elevar a tributação dos carros importados, anunciada pelo governo na quinta-feira passada, foi cuidadosamente acompanhada pelos lobistas de quatro fabricantes: Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen. Na reta final das conversas, a Anfavea, entidade que representa o setor, convocou a Brasília os executivos das quatro marcas mais experientes nesse tipo de negociação. Alguns adiaram compromissos no exterior para participar.

Essas indústrias vinham negociando há meses com o governo a criação de fórmulas que premiassem a atividade fabril no Brasil e penalizassem os concorrentes que não produzem no país. As preocupações com os importados começaram há cerca de dois anos, com o aumento de vendas de carros coreanos, das marcas Hyundai e Kia, estimuladas sobretudo pela desvalorização do dólar e o início da crise mundial. (Págs. 1 e A5)

Mau momento para pequenas hidrelétricas

Os grandes investimentos em obras como Belo Monte e as usinas do rio Madeira ofuscaram a crise que se instalou entre os projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas que geram até 30 megawatts (MW). Em agosto, nenhum dos 27 projetos habilitados em um leilão conseguiu fechar negócio para oferecer energia daqui a três anos.

Especialistas atribuem as dificuldades à falta de estímulos fiscais e à burocracia, capaz de manter um projeto por anos na gaveta. Empreendedores se queixam de que, embora enquadrada entre as fontes alternativas de energia, as PCHs não contam com as mesmas benesses garantidas à geração eólica e às usinas de biomassa, que tiveram suas alíquotas de ICMS zeradas. (Págs. 1 e A3)

Marfrig se desfaz da logística

A Marfrig Alimentos anunciou ontem a venda por US$ 400 milhões das operações de logística da subsidiária Keystone Foods para a americana The Martin-Brower Company, L.L.C. O negócio, que envolve especificamente serviços e ativos voltados para atender a rede de fast food McDonald's nos EUA, Europa, Oriente Médio, Oceania e Ásia, não inclui a logística de produtos fabricados pela Keystone.

A estratégia da Marfrig é focar na produção de proteínas. Mas a venda também reforça o capital de giro e o caixa para pagar dívidas. (Págs. 1 e B16)

Metalúrgicos de São José dos Campos fazem greve por reajuste de 17,45% (Págs. 1 e A2)


Obama apresenta hoje plano para reduzir déficit público (Págs. 1 e Al3)


Lula pressiona por renovação

Com a eventual candidatura do economista Márcio Pochmann à Prefeitura de Campinas, Lula tenta renovar as lideranças do PT e reproduzir a estratégia em andamento na capital paulista com o ministro Fernando Haddad. (Págs. 1 e A6)

Calçadistas se fixam na Argentina

A perspectiva de continuidade da política de substituição de importação na Argentina, com a reeleição de Cristina Kirchner, leva indústria calçadista brasileira a aumentar a produção no país vizinho. (Págs. 1 e B1)

Brasil cai no ranking de TI

O Brasil perdeu duas posições, para o 94º 1ugar, entre as economias mais avançadas em TI, conforme pesquisa da União Internacional de Telecomunicações. Segundo a entidade, o serviço celular no país continua entre os mais caros do mundo. (Págs. 1 e B3)

Sada aposta na bioenergia

O grupo Sada, um dos maiores transportadores de veículos do Brasil, diversifica os negócios e aposta na cogeração de energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Segundo seu presidente, Vittorio Medioli, em dois anos, 60% dos lucros do grupo virão da bioenergia. (Págs. 1 e B8)


Solução caseira

Com a falta de talentos, mais empresas estão pagando funcionários para que indiquem profissionais para suas vagas. Os prêmios variam de R$ 300 a R$ 4 mil e, em algumas companhias, até 50% das posições já são preenchidas com sugestões internas. (Págs. 1 e D10)

Informatização patina na Justiça

A implantação do processo eletrônico ainda caminha lentamente no judiciário, quase cinco anos após a edição da lei que autorizou a informatização, em 2006. Na área trabalhista, por exemplo, só 2% das ações abertas em 2010 foram digitais. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Luiz Carlos Mendonça de Barros

Com elevação do IPI de carros corremos o risco de uma rodada importante fechamento da economia via impostos. (Págs. 1 e Al5)

Ideias

Carlos da Silva Costa

Novo modelo de governança é necessário para a disciplina fiscal, competitividade e estabilidade na zona do euro. (Págs. 1 e A16)

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