PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, novembro 24, 2011

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


24 de novembro de 2011

O Globo


Manchete: Depois do óleo derramado - Chevron está proibida de furar poço no país

TCU fará auditoria de emergência na ANP e na Petrobras

Somente 16 dias após o início do vazamento de óleo no litoral do Rio, a Agência Nacional do Petróleo decidiu suspender as atividades de perfuração da empresa americana Chevron no Brasil. A ANP considerou negligente as ações da companhia durante o acidente. Em audiência na Câmara, o presidente da petrolífera no Brasil, George Buck pediu desculpas à sociedade e ao governo. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu realizar auditoria, em caráter de emergência, na Petrobras, sócia da Chevron no campo do vazamento, e na ANP, para apurar responsabilidades sobre o acidente. (Págs. 1, 27 e 28)

Agostinho Vieira

E se o vazamento acontecesse numa exploração de campo do pré-sal? (Págs. 1 e Eco Verde, 30)

Ditador do Iêmen aceita passar poder

ONU acusa Egito de usar gás; França quer corredor humanitário na Síria

Quarto ditador a deixar o poder na chamada Primavera Árabe, o iemenita Ali Abdullah Saleh assinou, na Arábia Saudita, um acordo para transferir o cargo a seu vice e aliado. Após 33 anos no poder, Saleh conseguiu uma saída honrosa, que lhe garante imunidade, asilo na Arábia Saudita e o direito de viajar a Nova York para se tratar. Na capital Sanaa, milhares de manifestantes se dividiram entre comemorações e dúvidas sobre o fim do regime. A ONU alertou para o uso impróprio de gás lacrimogêneo no Egito e pediu investigação, diante de relatos de convulsões e até mortes por asfixia. Já a França defendeu um corredor humanitário na Síria e reconheceu o Conselho Nacional, formado por opositores, como interlocutor legítimo. (Págs. 1 e 35 a 37)

Foto-legenda: Pedindo a cabeça do ditador, manifestantes celebram a assinatura do acordo que prevê a transferência do cargo para o vice, em um mês. (Pág. 1)

Foto-legenda: Sorridente, Saleh assina acordo para sair. (Pág. 1)

Reitor suspeito de corrupção renuncia

Dirigente da Federal de Rondônia é acusado de desvios que paralisaram a universidade

Acusado de desvio de verbas, entre outras irregularidades, o reitor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), José Januário de Oliveira Amaral, entregou ontem carta de renúncia ao ministro da Educação, Fernando Haddad. A instituição está paralisada há dois meses pela greve de professores e alunos contra a corrupção. Eles pediam a demissão do dirigente e melhorias nas condições de ensino. Amaral foi convocado a se explicar ao ministro só após o caso ganhar repercussão nacional na mídia. A vice-reitora deve assumir até a eleição de um novo dirigente. (Págs. 1 e 12)


Canastra: mineração no parque é adiada

A emenda que previa a redução do Parque Nacional da Serra da Canastra, de Minas Gerais, foi retirada da medida provisória 542. Com isso, a proposta que permitiria exploração de diamantes na reserva poderá ser discutida só em 2012. O líder do governo no Senado, Romero Jucá, descartou a possibilidade de votação este ano. (Págs. 1 e 29)

No Senado, relator cede a ruralistas

O relator do Código Florestal no Senado, Jorge Viana (PT-AC), cedeu à pressão de ruralistas e amenizou o texto que irá a votação. Entre as mudanças, ele estendeu a grande agricultores a possibilidade de terem multas perdoadas. (Págs. 1 e 14)


Aeroportos: tarifa menor para privatizar

O governo abrirá mão de parte da receita arrecadada com tarifas aeroportuárias para tornar mais atraente a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos. Os futuros gestores terão mais recursos. (Págs. 1 e 32)


O mistério do Congo

Duas semanas após a prisão de Nem, continua intrincada a história em torno do suposto cônsul honorário do Congo que estava no carro com o bandido. O verdadeiro cônsul é investigado por falsa identidade no Amapá - e já teve o falso como advogado, embora tenha dito não conhecê-lo. (Págs. 1 e 16)


Gasto alto não reduz índice de violência

Apesar de ter gastado 1,36% do PIB com segurança em 2009, igualando-se ao que é investido em nações desenvolvidas, o Brasil está entre os seis países com mais altos índices de violência. Só em 2010, foram mortas 40 mil pessoas, e o índice de homicídios cresceu em 13 estados, segundo o Anuário de Segurança Pública. (Págs. 1, 3, 4 e 10)


Para mais vagas em prisões, R$ 1 bi

O governo federal lançou ontem um programa que prevê gastos de R$ 1,1 bilhão até 2013 para reduzir a superlotação nos presídios do país, com a criação de 42,5 mil vagas. (Págs. 1, 11 e editorial "Temperatura sobe")


CCJ dá R$ 2 bi para aumento do Judiciário

Apesar de a presidente Dilma ser contra, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara - presidida por João Paulo Cunha (PT-SP), réu no STF - aprovou emenda ao Orçamento da União garantindo R$ 2 bilhões para dar aumento ao Judiciário. (Págs. 1 e 14)


Crime antes da posse irá a julgamento

O Conselho de Ética da Câmara decidiu ontem que deputados podem ser julgados na Casa por crimes ou atos indecorosos cometidos até cinco anos antes de assumirem o mandato, e que não eram de conhecimento do Parlamento. (Págs. 1 e 13)


Operação no Detran prende 36 de uma vez

De uma só vez, foram presas 36 pessoas, acusadas de fraudes no Detran como vistorias fantasmas, negociadas a até R$ 300 por carro. Pelo menos três quadrilhas, com chefes de postos, faturaram R$ 4 milhões este ano com o esquema. (Págs. 1 e 25)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Lei antifumo valerá em todo o país

Proibição de fumar em local fechado foi aprovada pelo Senado e vigorará após sanção de Dilma, que apoia a medida

O Senado aprovou ontem uma medida provisória que veta o fumo em ambientes fechados em todo o país. Com isso, ficam proibidos os chamados fumódromos.

A medida, que já vigora em São Paulo, Rio e Paraná, passará a valer a partir da sanção da presidente Dilma, que apoia a proibição. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Foto-legenda: Ponte partida

Parte da calçada da ponte dos Remédios, na zona oeste paulistana, caiu no rio Tietê na madrugada de ontem; a via ficou totalmente interditada até o meio da tarde, quando três faixas foram liberadas ao tráfego. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Chevron pede desculpa por óleo, mas ANP susta perfuração até apurar

Em audiência na Câmara, o presidente da Chevron no Brasil, George Buck, desculpou-se pelo vazamento de óleo na bacia de Campos. "Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro. Temos um profundo respeito pelo Brasil."

A ANP proibiu a petroleira de continuar a perfurar no país até a causa do vazamento ser identificada. (Págs. 1 e Poder A13)

Banco Central deve punir auditores do PanAmericano

Os sócios da Deloitte que fizeram a auditoria no PanAmericano deverão ser punidos pelo Banco Central.

A empresa deve ser autuada em R$ 500 mil e ao menos um dos sócios deve ser inabilitado de exercer atividades no sistema financeiro.

Em defesa ao BC, a Deloitte disse que foi induzida a erro pelo banco. (Págs. 1 e Mercado B1)

Comissão aprova no Senado projeto do Código Florestal

Após o governo atender exigências da bancada ruralista, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou o projeto que reforma o Código Florestal.

Os ruralistas obtiveram três mudanças importantes, como a permissão para plantar e criar animais em encostas entre 25 e 45 graus de inclinação. (Págs. 1 e Poder A4)

Primavera Árabe derruba seu 4º ditador, o do Iêmen

A Primavera Árabe derrubou o quarto ditador desde seu começo, em janeiro.

Há 33 anos no comando do Iêmen, Ali Abdullah Salleh assinou, na Arábia Saudita, acordo que prevê sua renúncia, a transmissão de poder ao vice em 30 dias e eleições em três meses.
(Págs. 1 e Mundo A15)

Máscaras antigás dominam vendas em praça do Cairo

No quinto dia de protestos, dezenas de milhares de pessoas voltaram à praça Tahrir, onde máscaras antigás são o artigo mais vendido, relata Marcelo Ninio, enviado especial ao Cairo.

Quadros de convulsão indicam uso de gás muito mais tóxico que o visto em atos recentes. (Págs. 1 e Mundo A16)

Comissão dos países da zona do euro propõe os 'eurobônus'

A Comissão Europeia propôs um plano que, se aprovado, tira poder dos países 'para gerir suas economias e cria o 'eurobônus'. Esses títulos seriam garantidos pela zona do euro, ajudando a baixar os juros pagos na região. O plano requer o aval dos 17 países-membros.

Ontem, a Alemanha, que critica proposta, só conseguiu vender 60% dos títulos que levou a leilão. (Págs. 1 e Mundo A20)

Editoriais

Leia "Federação europeia", que analisa o futuro do bloco, e "Além da dose", sobre lei que endurece a punição para quem vender álcool a menores. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Fraude no Ministério das Cidades encarece obra da Copa

Parecer é forjado para atender governo de Mato Grosso em projeto de transporte e custo salta R$ 700 milhões

O ministro Mário Negromonte (Cidades) aprovou uma fraude produzida para dar respaldo técnico a um acordo político que encareceu um projeto de transporte para a Copa de 2014 em Cuiabá (MT). Documento forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Vianna, mudou o parecer que vetava uma alteração defendida pelo governo de Mato Grosso. Em reunião a cuja gravação o Estado teve acesso, Luiza disse que a ordem foi do chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto. A troca fez o custo do projeto saltar R$ 700 milhões, atingindo R$ 1,2 bilhão. A manobra começou em 6 de outubro, quando Luiza Vianna pediu ao autor do parecer, Higor Guerra, que o alterasse. Como ele se recusou, ela e a gerente de projetos, Cristina Soja, assinaram o novo texto, aproveitando o anterior, mas mudando a conclusão. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)

Luiza Vianna
Diretora de Mobilidade Urbana

"Nota técnica de ninguém aqui é como música, não tem direito autoral. Nosso trabalho é para o governo, a nota técnica de vocês é para o governo" (Pág. 1)



Foto-legenda: Ponte que caiu no rio

Um trecho de 30 metros da Ponte dos Remédios despencou ontem; estrutura de ferro e concreto caiu no Rio Tietê. (Págs. 1 e Cidades C7)


Chevron é proibida de atuar no Brasil

Após vazamento, ANP suspende atividade da empresa

A Agência Nacional do Petróleo suspendeu, por tempo indeterminado, todas as atividades de perfuração no Brasil da empresa Chevron. Desde o dia 7, vazam de um poço da empresa americana na Bacia de Campos, no Rio, quantidades ainda pouco precisas de petróleo. Da decisão, tomada por ordem da presidente Dilma Rousseff, não cabe recurso. “A decisão se baseou nas análises e observações técnicas, que evidenciam negligência na apuração de dado fundamental para a perfuração", diz a ANP. O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu ontem desculpas pelo vazamento. (Págs. 1 e Vida A24)

Alemanha desafia UE, crise aumenta e dólar sobe

A Alemanha rejeitou plano da Comissão Europeia para a zona do euro e levou pessimismo aos mercados diante da indefinição sobre o futuro do bloco. Os investidores responderam com rejeição aos títulos alemães postos em leilão. Os problemas da Alemanha e más notícias da Grécia fizeram as bolsas caírem e o dólar subir. No Brasil, a moeda fechou a R$ 1,863, alta de 3,16%. (Págs. 1 e Economia B1)


China barra supercargueiro brasileiro

A Vale recebeu seu primeiro supercargueiro em maio, mas o navio ainda não obteve autorização para atracarem portos da China, destino de quase metade das exportações de minério de ferro da empresa, informa a correspondente Cláudia Trevisan. Transportadores chineses pressionam o governo a não permitir a utilização dessas embarcações no pais. (Págs. 1 e Economia B19)


Embraer negocia com a Força Aérea dos EUA

A Embraer está perto de fechar a venda de 15 a 20 unidades do Super Tucano para a Força Aérea americana, por cerca de USS 250 milhões. O benefício maior, porém, é a certificação dos EUA para o produto brasileiro. (Págs. 1 e Economia B22)

Só 7,4% dos cursos de Direito têm selo da OAB (Págs. 1 e Vida A26)


TVs Aparecida e Canção Nova são alvo de promotor (Págs. 1 e Nacional A16)


Dissidentes do MST retomam invasões em SP (Págs. 1 e Nacional A13)


Nordeste lidera ranking de homicídios

Estados do Nordeste lideram o ranking de assassinatos e estão entre os primeiros em casos de roubos no Pais, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem. (Págs. 1 e Cidades C1)


Após 33 anos, ditador do Iêmen deixa o poder

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou ontem acordo para transferir o poder a seu vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi, em troca de imunidade judicial. O pacto encerra 33 anos de ditadura. (Págs. 1 e Internacional A17)


José Serra

De volta para o futuro

Algumas das características do regime republicano se perderam ao longo do tempo. Precisamos recuperar esse espírito para o Brasil avançar. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)


Notas & Informações

O PAC continua devagar

Um dos motivos da execução lenta dos projetos é a conhecida deficiência gerencial do governo. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Brasiliense tem um PIB de dar inveja...

O mais recente levantamento do IBGE sobre o Produto Interno Bruto regional, a soma das riquezas produzidas em cada unidade da Federação, mostra que o Distrito Federal avançou 4%, atingiu R$ 131,5 bilhões e se consolidou como a economia mais forte do Centro-Oeste. No ranking nacional, o DF também aumentou seu peso: ultrapassou Santa Catarina e passou ao sétimo lugar. Quando se trata de PIB per capita, a elevada renda da população - alavancada pelos altos salários do funcionalismo público - põe a capital da República em situação ainda mais privilegiada. O PIB do brasiliense ocupa de longe a primeira colocação: valor de R$ 50.438 é quase o triplo da média nacional (R$ 16.918) e praticamente o dobra do de São Paulo (R$ 26.202), o segundo da lista. (Págs. 1, 14 e 15)

...E uma segurança que envergonha

Enquanto a polícia civil mais bem paga do país faz greve, pesquisa revela que o DF é onde mais se rouba no Brasil. Quase todos os tipos de crime estão em alta na capital. Ontem, em Santa Maria, um estudante de 17 anos foi baleado com três tiros a 200 metros da escola. (Págs. 1, 8, 10, 38 e 39)

Dia de caos e de fúria no trânsito

Chuva, acidentes e manifestações provocaram engarrafamentos ontem em várias partes da cidade. Em Planaltina, moradores indignados com a precariedade do serviço público bloquearam a BR-020. Quem seguia rumo ao Plano Piloto ficou preso em um congestionamento de cerca de 5 Km, segundo estimativa da Polícia Rodoviária Federal. Na Esplanada, uma manifestação contra a construção da Usina Belo Monte também atrapalhou o tráfego. Com a ajuda do Detran, repórteres do Correio sobrevoaram o Distrito Federal de helicópteros e mapearam os 10 pontos mais críticos no trânsito da capital. (Págs. 1, 33 e 34)

Judiciário perto do reajuste

Câmara inclui emenda de R$ 2 bilhões no Orçamento para aumentar salário de servidores e magistrados. (Págs. 1 e 16)

Direito: OAB diz que só 90 cursos têm qualidade

A Ordem dos Advogados do Brasil recomenda o ensino de apenas 7,4% das 1.210 faculdades que funcionam em todo o país. No Distrito Federal, somente a UnB e o UniCeub receberam o aval da instituição. (Págs. 1 e 13)

Noroeste: Um dia para o piscinão de esgoto acabar

A lagoa de 150 metros quadrados de área cheia de água contaminada está sendo esvaziada por uma empresa privada. O GDF abriu investigação para saber quem são os responsáveis pelo acidente. (Págs. 1 e 40)

Chevron não pode mais furar poços no litoral do país (Págs. 1 e 12)



Câmara vai cassar quem tiver crimes antes do mandato (Págs. 1 e 4)


Iêmen: Após 33 anos, ditador aceita deixar o poder (Págs. 1 e 28)


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Valor Econômico


Manchete: FGC assume novo papel e passa a prevenir crises

O Fundo Garantidor de Créditos assumiu papel de protagonista no sistema financeiro nacional atuando para prevenir crises bancárias. O FGC começou comprando carteiras de crédito para dar liquidez a bancos com necessidade e, mais recentemente, passou também a financiar a aquisição de bancos com déficits patrimoniais por outras instituições. Foi assim com o PanAmericano, Banco Schahin e Matone, entre outros casos menores que não se tornaram públicos. "A interação entre o FGC e o Banco Central é de maneira informal, mas instantânea. Quando precisam, nos ligam, informam, nos dão andamento", disse em entrevista ao Valor Antonio Carlos Bueno, diretor-executivo do FGC desde 1996.

Essa atuação fez com que o fundo, hoje, carregue R$ 11,5 bilhões em papéis de risco privado e já rendeu prejuízo de R$ 3,35 bilhões na operação de resgate do PanAmericano. (Págs. 1 e C3)

Mercado vê chance de corte maior nos juros

O agravamento da crise na zona do euro e a desaceleração da economia chinesa bateram diretamente nos juros futuros negociados na BM&F ontem. O mercado, que na terça-feira tinha certeza de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, passou a estimar uma chance de 40% de aceleração nos cortes dos juros básicos. Boa parte dos investidores agora acredita que o BC pode reduzir a taxa em pelo menos 0,75 ponto na próxima semana, para 10,75% ao ano. Ou até adotar um corte de 1 ponto.

As turbulências valorizaram o dólar no mundo todo. No Brasil, a moeda chegou a bater em R$ 1,876 e fechou a R$ 1,860, alta de 2,93%, a maior desde 21 de setembro, quando subiu 4,25%. O real, ao lado das moedas de exportadores de commodities, foi a que mais perdeu valor, reflexo da desaceleração chinesa. (Págs. 1, A13 e C2)

Crise argentina faz dez anos e se repete na UE

A um mês de seu décimo aniversário, a crise argentina - que levou a uma moratória de US$ 132 bilhões - tende a se repetir em países da União Europeia. Na Argentina, o colapso de 2001 ocorreu depois de sucessivos pacotes de cortes de gastos públicos. A cada iniciativa do governo, crescia a desconfiança dos credores. Houve corrida bancária, congelamento dos depósitos, moratória, desvalorização cambial e duas renúncias presidenciais. O PIB caiu 10,6%, o desemprego chegou a 21% e a população abaixo da linha da pobreza aumentou para 54%.

Os programas propostos na Europa, com cortes de salários e de investimentos, repetem a estratégia do desastre argentino, segundo o ex-ministro Roberto Lavagna, que renegociou a dívida com deságio de 65%. "Em um sistema em que não se pode mover o câmbio, as coisas não funcionaram na Argentina, como não vão funcionar na Espanha, Portugal e Itália", afirma José Luis Machinea, ministro da Economia do governo De la Rúa entre 1999 e 2001. (Págs. 1 e A16)

Lupatech definha na bolsa

A crença de que a situação de caixa da Lupatech não será suficiente para que a companhia honre todos os seus compromissos até o fim do ano fez as ações da fornecedora de equipamentos para indústria de petróleo terem ontem seu pior pregão desde a estreia, em 2006. No ano, recuam 76,5%. Desde que sua principal cliente, a Petrobras, adiou encomendas na crise de 2008, o desempenho operacional da companhia tem piorado e sua situação financeira está mais apertada. O maior acionista da Lupatech é a holding familiar Lupapar, com 25% do capital. O BNDESPar tem 11,4% e a Petros, 15%. Não há acordo de acionistas. (Págs. 1 e D6)


Ajuste de R$ 50,6 bi foi reduzido a R$ 21,1 bi

O contingenciamento de R$ 36,8 bilhões nas despesas discricionárias (investimentos e custeio da máquina), anunciado em fevereiro pelo governo, foi reduzido ontem para R$ 24,4 bilhões - a presidente Dilma Rousseff autorizou um desbloqueio de R$ 12,2 bilhões para os ministérios, Judiciário, Legislativo e Ministério Público da União. Antes, cerca de R$ 200 milhões já haviam sido liberados.

As despesas sujeitas a limites de movimentação e empenho (ou seja, aquelas que não são obrigatórias) estavam projetadas em R$ 211,9 bilhões no Orçamento deste ano. No novo decreto de programação orçamentária e financeira, publicado ontem no Diário Oficial, a presidente Dilma fixou o limite desses gastos em R$ 187,7 bilhões - o contingenciamento no Executivo ficou, portanto, em R$ 24,2 bilhões. Além disso, cerca de R$ 200 milhões dos outros Poderes ainda estão contingenciados. (Págs. 1 e A2)

Supermercado quer ganhar mais com as filas dos caixas

Redes varejistas e indústrias se uniram com a intenção de transformar a área das filas nos caixas dos supermercados para elevar a rentabilidade. Novos projetos têm sido discutidos nas cadeias de varejo - Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour trabalham de forma sigilosa nessas mudanças - e devem aparecer para o consumidor a partir de 2012. A forma de expor e organizar os produtos está sendo repensada. Até o tamanho certo da fila é alvo de estudos. Fabricantes como Procter & Gamble e Hypermarcas estão envolvidos nesses projetos. (Págs. 1 e B5)


Para Gerdau, "é impossível" governar com 40 ministérios

O presidente do conselho de administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo Dilma Rousseff, Jorge Gerdau Johannpeter, defendeu ontem a redução do número de ministérios durante o seminário "Os avanços da gestão pública no Brasil", promovido pelo Valor. "É impossível administrar com 40 ministérios. Não se pode trabalhar com 23,5 mil assessores de confiança", afirmou, lembrando o que considera exemplos de sucesso nas áreas em que a burocracia é profissionalizada, como o Banco do Brasil e o Itamaraty. "Defendo a profissionalização absoluta". (Págs. 1 e A10)


No México, blogs entram na guerra contra as cartéis do narcotráfico (Págs. 1 e B2)


Apesar da crise global, cenário para agricultura segue promissor, diz J.B. Penn (Págs. 1 e B16)


Japonesa NYK na cabotagem

A armadora japonesa NYK fez um aporte de R$ 10 milhões para assumir 10% do capital da brasileira Maestra Navegação e Logística, dedicada à navegação de cabotagem no país. (Págs. 1 e B11)


QuantiQ avança em medicamentos

A quantiQ distribuidora de produtos químicos controlada pela Braskem, fechou parceria para vender no Brasil os medicamentos da indiana Unichem, que atua em áreas como hipertensão e disfunção erétil. (Págs. 1 e B11)


Nova política agrícola

Estudo da Fundação Getúlio Vargas defende mudanças na política agrícola para também contemplar, com instrumentos específicos, as pequenas propriedades, que somam 5,2 milhões de estabelecimentos e respondem por 13,6% do valor bruto da produção. (Págs. 1 e B16)

Ideias

Carlos Lessa

A China repete a proposta da Inglaterra vitoriana para a periferia mundial, fornecedora de matérias-primas e alimentos
. (Págs. 1 e A14)


Ideias

Márcio Garcia

A crise já se alonga muito e os cenários otimistas são de um longo período de baixo crescimento dos países centrais. (Págs. 1 e A15)

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quarta-feira, novembro 23, 2011

XÔ! ESTRESSE [In;] ATÉ QUANDO ?

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GOVERNO DILMA/MINISTRO DOS TRANSPORTES [In:] ''É MENTIRA, TERTA?'' *

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MENTIRAS & POLITICAGEM

Seria a mentira uma realidade da política brasileira? Sobretudo neste momento em que o governo de dona Dilma constitui uma Comissão da Verdade, mas um dos seus ministros - justo o do Trabalho, que é o apanágio do seu partido (o dos trabalhadores) - mente de modo claro, aberto, insofismável e - mais que isso - com uma verve e um nervo dignos de um astro de novela das oito?

Fiquei deveras assombrado por sua ousadia e desenvoltura de ator, quando - perante o Congresso - ele diz não conhecer o empresário com quem jantou, andou de avião e contemplou - com um olhar digno de um Anthony Hopkins - um pedaço de papel com o nome da questionada figura, numa simulação dramática que era maior prova de que mentia descaradamente.

Ou seja, para o governo é mais fácil resgatar o passado fabricado pelo autoritarismo do regime militar - um momento no qual opiniões conflitantes eram proibidas e que engendrou oposições à sua altura e igualmente fechadas, passando por alto pela Lei da Anistia - do que demitir um ministro mentiroso.
Continuamos a refazer o que não deveria ter sido feito e a não fazer o que o bom-senso exige que se faça.

Viver em sociedade demanda mentir. Como exige comer, confiar e beber - mas dentro de certos limites. Os americanos distinguem as "white lies" (mentiras brancas ou brandas) - falsidades sem maiores consequências - das mentiras sujeitas a sanções penais e éticas.
Pois, como todo mundo sabe, a América não mente. Ela está convencida - apesar de todas as bolhas e Bushes - que até hoje segue o exemplo de George Washington, seu primeiro presidente; um menino obviamente neurótico que nunca mentiu. Na América há todo um sistema jurídico que dá prêmios à verdade, muito embora, num lugar chamado Estados Unidos, minta-se à americana. Ou seja, com a certeza de que se diz a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. E que Deus me ajude! Foi o que fez, entre outros, Bill Clinton quando negou ter tido sexo com a dragonarde Monica Lewinsky porque o que eles fizeram no Salão Oval não estava na Bíblia.

No Brasil não acreditamos ser possível existir sem mentir. Basta pensar no modo como fomos criados para entendermos a mentira como "boa educação" ou gentileza, pois como cumprir a norma de não discutir com os mais velhos sem enganar? Como não mentir quando a mulher amada chega do salão de beleza com o cabelo pintado de burro quando foge e pergunta: querido, o que é que você acha do meu novo penteado? Ou quando você confessa ao padre aquele pecado que você comete diariamente e dele se arrepende também cotidianamente só para a ele voltar com uma volúpia apenas compreendida pelo velho e bom catolicismo romano? Como não mentir diante do seu professor, um Burro Doutor, que diz que sabe tudo mas não conhece coisa alguma? Ou do amigo que escreve um livro de merda, mas acha que obrou coisa jamais lida? Ou para o netinho que questiona, intuindo Descartes: se existe presente, onde está Papai Noel?

Como não mentir se o governo mente todo o tempo, seja não realizando o que prometeu nas eleições, seja "blindando" os malfeitos inocentes dos seus aliados, seja dizendo que nada sabe ou tem a ver com o que o ocorre debaixo do seu nariz de Pinóquio?
Numa sociedade que teve escravos, entende-se a malandragem de um Pedro Malasartes como um modo legítimo de burlar senhores cruéis. Mas não se pode viver democraticamente aceitando, como tem ocorrido no lulopetismo, pessoas com o direito de mentir e roubar publicamente. Mentir para vender um tolete de merda como um passarinho raro ao coronelão que se pensa dono do mundo é coisa de "vingança social" à Pedro Malasartes.

No velho marxismo no qual eu fui formado, tratava-se de uma forma de "resistência" ao poder. Mas será que podemos chamar de "malfeitos" o terrorismo e o tráfico? Seria razoável aceitar a mentira como rotina da vida política nacional porque, afinal de contas, o "estado (e a tal governabilidade com suas alianças) tem razões que a sociedade não conhece" ou, pior que isso, que o nosso partido tem planos que tanto o Estado quanto a sociedade podem ser dispensados de conhecer?

No Brasil das éticas múltiplas (uma mentira e uma verdade para cada pessoa, situação, tempo e lugar), temos a cultura do segredo competindo ferozmente com a das inúmeras versões que, normalmente, só quem sabe a mais "verdadeira" é que conhece alguém mais próximo do poder. Entre nós, a verdade tem gradações e lembranças. No antigo Brasil do "você sabe com quem está falando?", dizia-se: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei! Hoje, nos vem à mente uma velha trova mineira: "Tu fingiste que me enganaste, eu fingi que te acreditei; foste tu que me enganaste ou fui eu que te enganei?".
Com a palavra, os eleitos e os nomeados

Roberto DaMatta - O Globo
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http://blogdodrmarcosobreira.blogspot.com/2011/11/mentiras-politicagem.html
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(*) Bordão de personagem televisivo de Chico Anysio.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


23 de novembro de 2011

O Globo


Manchete: Egito: 2ª revolução apressa plano de saída de militares

Junta antecipa eleição presidencial e propõe referendo; multidão exige renúncia

Uma segunda revolução - desta vez para pedir a saída dos militares - assombra o Egito, nove meses após a queda do ditador Hosni Mubarak. Acuado por milhares de manifestantes, o marechal Mohamed Tantawi, líder da junta militar que comanda o país, foi à TV para anunciar que vai acelerar as eleições presidenciais, que devem ocorrer até meados de 2012. Sem detalhes, propôs ainda deixar o cargo se a população assim decidir num referendo. E manteve as eleições legislativas de segunda-feira. Na Praça Tahrir, num clima de déjà vu, a multidão rejeitou a oferta, exigindo o fim do regime militar.

Com maioria esmagadora de 122 votos, incluindo o Brasil, uma resolução do Comitê de Direitos Humanos da Assembleia Geral da ONU condenou o governo da Síria pela violência na repressão aos protestos da oposição, isolando ainda mais o ditador Bashar al-Assad. (Págs. 1, 32, 33 e editorial “Primavera não pode morrer no Cairo”)

Foto-legenda: Multidão lota a Praça Tahrir, o picentro da revolução que em fevereiro derrubou Mubarak e agora pressiona os militares: proposta da junta para acelerar saída foi rejeitada. (Pág. 1)

Parque da Canastra terá mineração

MP aprovada pode transformar Brasil num dos 10 maiores produtores de diamantes do mundo

O Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco, em Minas Gerais, sofrerá uma redução de 40% - de 200 mil para 120 mil hectares - para abrir caminho a atividades econômicas, entre elas a exploração de diamantes. A nova regra, aprovada pela Medida Provisória 542, já está na mira do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade. A mineração dentro da atual área do parque pode colocar o país como um dos 10 maiores produtores de diamantes do mundo. (Págs. 1 e 23)

Pobreza, o desafio maior das UPPs

Pesquisa realizada pelo Ibope junto a jovens de sete favelas pacificadas mostra que a pobreza supera o tráfico e a violência, juntos, como problemas a serem enfrentados. A prefeitura vai remover os 20 barracos da Favela da Matinha, vizinha à Rocinha, todos construídos em área de risco. (Págs. 1 e 14 a 16)

Grupo de reitor forja até compra de marmita

O grupo ligado ao reitor José Januário Amaral, acusado de desviar verbas da Universidade Federal de Rondônia, forjou até a compra de marmitas para equipes de projetos de biologia nas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. O reitor foi convocado a Brasília e as pressões podem levá-lo a renunciar ou a se licenciar. (Págs. 1 e 3)


MEC congela vagas em 70 faculdades

O Ministério da Educação divulgou ontem lista de 70 instituições de ensino superior punidas com o congelamento do número de vagas porque tiveram desempenho ruim. Das punidas, seis são do Estado do Rio. (Págs. 1 e 4)


Vazamento: TCU apura responsáveis

O Tribunal de Contas da União (TCU) quer saber qual foi a parcela de culpa da americana Chevron e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no vazamento do Campo do Frade. (Págs. 1, 25 e Míriam Leitão)


Transporte só realizou 1 % do previsto no PAC este ano (Págs. 1 e 24)


Elio Gaspari

Após 16 anos de sua criação, o Fundo Garantidor de Créditos virou o mico da banca. (Págs. 1 e 6)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Governo estuda distribuir parte dos lucros do FGTS

Proposta, em análise no Ministério do Trabalho, visa aumentar rendimento do fundo

O governo estuda distribuir anualmente até a metade dos lucros do FGTS. O objetivo é aumentar o rendimento que o fundo dá aos trabalhadores. Em 2011, assim como no ano passado, ele perderá para a inflação.

O FGTS rende por ano 3% mais a variação da TR (Taxa Referencial). Estima-se que isso poderia até dobrar. (Págs. 1 e Mercado B1)

TJ libera obra, mas mantém chefe do metrô fora do cargo

O Tribunal de Justiça de SP autorizou a retomada das obras da linha 5-lilás do metrô, mas manteve afastado o presidente da estatal, Sergio Avelleda. Para o TJ, seu afastamento não afeta os interesses da sociedade.

Em 2010, a Folha revelou que os vencedores da concorrência estavam definidos antes do anúncio. O Estado vai recorrer. (Págs. 1 e Cotidiano C5)

Foto-legenda: Canteiro de obra da linha 5 do metrô de SP, na av. Ibirapuera; construção de trecho de 11 km foi autorizado pelo TJ.

Foto-legenda: Show

Em palestra a alunos paulistanos, William Phillips, vencedor do Nobel de Física de 1997, faz 'truque' para explicar conceitos e atrair jovens para a matéria. (Págs. 1 e Ciência C11)

Junta militar antecipa em seis meses a eleição no Egito

O líder da junta militar que governa o Egito prometeu eleições presidenciais até junho de 2012 e a posse do mandatário em julho. Até agora, a junta dizia que o pleito seria no fim de 2012 ou início de 2013. O anuncio não arrefeceu os protestos.

Ele acrescentou que a eleição parlamentar de segunda será realizada e que pode haver plebiscito para decidir a passagem imediata do poder a civis. (Págs. 1 e Mundo A12)

Greve em Portugal faz TAP cancelar voos no Brasil (Págs. 1 e Mundo A16)


Justiça afasta conselheiro do TCE e manda bloquear bens

A Justiça de São Paulo determinou ontem o afastamento de Eduardo Bittencourt do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e a indisponibilidade de bens. É a primeira vez que um membro do TCE-SP é afastado por suspeita de enriquecimento ilícito.

O advogado de Bittencourt, Paulo Sérgio Santo André, disse que vai recorrer da decisão. (Págs. 1 e Poder A6)

Novo comandante da Rota é réu no caso Carandiru

O governo de SP nomeou um dos 116 policiais réus no processo do massacre do Carandiru, em 1992, para comandar a Rota, espécie de tropa de elite da PM, informa André Caramante. O caso do tenente-coronel Salvador Modesto Madia ainda não foi julgado. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Marcelo Coelho

Presidente Dilma consegue anular a estridência da oposição. (Págs. 1 e Ilustrada E12)

Editoriais

Leia "Mais um problema", sobre o impasse nos Estados Unidos em torno dos cortes de gastos, e "O declínio da Aids", acerca do combate à doença. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: BC aprovou venda mesmo com Panamericano sob suspeita

Banco Central tinha indícios de fraudes no banco de Sílvio Santos ao avalizar o negócio com a Caixa, em julho de 2010

O Banco Central já tinha indícios de irregularidades no Panamericano quando aprovou a venda de parte do banco para a Caixa Econômica Federal, em julho de 2010, informam David Friedlander, Fausto Macedo e Leandro Modé. Com a autorização, a Caixa pôde depositar a segunda e última parcela do negócio, no valor de R$ 232 milhões, segundo depoimento do vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, à Polícia Federal. Documentos internos do BC anexados aos processos que apuram as fraudes de R$ 4,3 bilhões no então banco de Silvio Santos mostram que os técnicos da instituição começaram a desconfiar do Panamericano em maio. Em julho, os inspetores investigavam uma diferença de cerca de R$ 4 bilhões na contabilização de carteiras de crédito cedidas a outras instituições financeiras. Foi nesse tipo de operação que se concentraram as fraudes que quebraram o banco. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Aval após auditoria

O Banco Central afirma que só aprovou a venda de parte do Panamericano para a Caixa em novembro de 2010, depois de o banco ter passado por auditoria. (Págs. 1 e Economia B3)

Pressionada, junta militar no Egito promete transição rápida

A junta militar que governa o Egito anunciou ontem uma eleição presidencial até o fim de junho e propôs um referendo sobre se as Forças Armadas devem deixar o poder agora. Depois do anúncio, a multidão concentrada na Praça Tahrir, no centro do Cairo, gritava “fora". Em quatro dias de confronto com forças de segurança, mais de 30 pessoas morreram. (Págs. 1 e Internacional A14)

Foto-legenda: Confronto

Soldados egípcios tentam conter manifestantes que protestavam na Praça Tahrir, no Cairo, ocupada por mais de 100 mil pessoas.

Abdel Monem Emam
Manifestante na Praça Tahrir

“A questão não são as eleições. Primeiro, precisamos lançar as bases do país. A questão é a dignidade dos cidadãos". (Pág. 1)

Corte de verba afeta vigilância de fronteira e PF protesta

Policiais federais decidiram fazer operação-padrão em protesto pelo adiamento do Plano Estratégico de Fronteira. O plano, que previa melhorar o trabalho e a estrutura em postos de fronteira, alguns em áreas inóspitas, sofreu cortes orçamentários. O mesmo aconteceu com o projeto de vigilância da Amazônia, que recebeu só um décimo do valor pedido pelo Exército. (Págs. 1 e Nacional A4)

ANP investiga acidente maior em poço de óleo

A Agência Nacional do Petróleo analisa a hipótese de o vazamento no Campo de Frade ter sido causado por ruptura do reservatório. Se a suspeita se confirmar, o acidente poderá ter "proporções gigantescas." (Págs. 1 e Vida A20)


Com apoio do Brasil, ONU condena repressão síria (Págs. 1 e Internacional A15)


Navio chega ao Rio com um morto e surto a bordo (Págs. 1 e Vida A21)


Em decisão inédita, Justiça afasta conselheiro do TCE (Págs. 1 e Nacional A10)


Rolf Kuntz

Outras prioridades

Ao incluir em sua agenda a regulação das ONGs, o Executivo deixa em segundo plano, mais uma vez, as safadezas ministeriais. (Págs. 1 e Economia B8)


Roberto Romano

A corrosão do caráter

Hoje, na USP, a militância aposenta a busca de "mudar o mundo". Sobram os coquetéis Molotov para a defesa da irrelevância absoluta, da morte. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)


Roberto DaMatta

Mentira e politicagem

No momento em que o governo constitui uma Comissão da Verdade, um dos seus ministros mente de modo claro, aberto, insofismável. (Págs. 1 e Caderno 2, D12)


Notas & Informações

Crise nos EUA, risco global

A recuperação da economia deverá ser mais lenta do que se houvesse um plano para dez anos. (Págs. 1 e A3)

Clima pesado

Pessimismo ronda a Conferência do Clima da ONU (Págs. 1 e Planeta)

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Correio Braziliense


Manchete: Policiais fora da lei

Agentes em greve desafiam a Justiça e afrontam a população

Não adiantou nem mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) ter considerado a paralisação ilegal. Em greve há 34 dias, os policiais civis mais bem pagos do país ignoram a decisão. “Só ficamos sabendo disso pelo site do STF”, alegou o presidente do sindicato da categoria, Ciro de Freitas. Não só ignoraram como ainda promoveram um apitaço em frente ao Supremo e tumultuaram o trânsito na Esplanada dos Ministérios. Ocuparam as seis faixas da via. Um dos manifestantes irritou-se com um motorista preso no engarrafamento, chamou-o para a briga e chutou o carro. O abuso contra os brasilienses se repete nas delegacias: desde do início da greve, apenas crimes hediondos são registrados. O diretor da Polícia Civil, Onofre de Morais, disse que vai cortar o ponto dos grevistas. (Págs. 1 e 26)


Foto-legenda: O Noroeste e seu piscinão de esgoto

O rompimento de tubulação abre uma cratera e forma uma "lagoa" de água contaminada no bairro que tem o metro quadrado mais caro do DF. Além do mau cheiro, há risco de transbordamento. O lençol freático foi atingido. (Págs. 1 e 28)


MEC barra cursos no DF

Duas faculdades são proibidas de abrir vagas devido às notas baixas no Enade. UnB tenta explicar queda no ranking. (Págs. 1 e 25)

Egito: Protesto leva um milhão à Praça Tahrir

Em mais um dia de caos no Cairo, manifestantes exigem a saída da junta militar que governa o país e entram em choque com a polícia. Ativistas relatam ao Correio o aumento do número de feridos, mas prometem não deixar o local. (Págs. 1 e 16)


R$ 64 bilhões: Governo vence novo round para desvincular orçamento (Págs. 1 e 2)


Vazamento: Ibama aplica multas, mas ninguém paga

O órgão aplicou R$ 10,5 bilhões em infrações por crimes ambientais desde 2008, mas só recebeu 0,3% desse valor. O governo quer rigor contra a empresa responsável pelo vazamento de óleo em Campos (RJ), mas a ANP também é ineficiente nas punições. (Págs. 1, 6 e 7)

Capivara na Corte

Animal faz visita inusitada ao STF e dá trabalho. Agentes ambientais levaram duas horas para capturá-lo. (Págs. 1 e 27)

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Valor Econômico


Manchete: Desaquecimento já reduz demanda e preço da energia

O desaquecimento da economia e as incertezas sobre 2012 já reduziram os preços da energia vendida a grandes consumidores no mercado livre. Contratos para fornecimento de eletricidade por cinco anos, que há menos de 12 meses eram negociados entre R$ 125 e R$ 130 por megawatt-hora, hoje são fechados a R$ 110 e, em alguns casos, até a R$ 100 por MWh.

"Os consumidores livres têm adiado o fechamento de novos contratos", diz Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, empresa geradora que já tem 30 megawatts (MW) de usinas eólicas em operação e uma carteira de projetos que deverá atingir 1.100 MW nos próximos quatro anos. (Págs. 1 e A14)


Foto-legenda: Alerta

A crise dos países ricos vai respingar nos emergentes, teme Harish Manwani, presidente global de operações da Unilever. "Temos de estar preparados para qualquer desaceleração". (Pàgs. 1 e B1)

Decisão do STJ inibe mercado de precatórios

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve inibir o mercado paralelo de compra e venda de precatórios. A 2ª Turma da Corte decidiu que, quando esses papéis são usados para quitar dívidas em processos tributários, eles devem ser avaliados pelo valor de mercado e não pelo de face. Muitas empresas compram precatórios com deságio para, posteriormente, oferecê-los como garantia em processos fiscais. Finda a ação, tentam converter os títulos no pagamento das dívidas, tomando como base o valor de face. "A estratégia dos contribuintes é usar um precatório de R$ 100, comprado por R$ 20, para abater uma dívida de R$ 100", diz o coordenador da Procuradoria Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul, Cristiano Xavier Bayne. O STJ julgou um recurso do Rio Grande do Sul contra uma indústria de alimentos. A decisão fortalece o entendimento da 1ª Turma, que já se posicionou da mesma maneira. (Págs. 1 e E1)


Bancos da zona do euro fogem de emergentes

Uma redução nos financiamentos por parte de bancos europeus começou a ser sentida por empresas da África, Austrália e América Latina, tornando mais caro e difícil tomar empréstimos e aumentando a pressão sobre economias em desaceleração.

O banco italiano UniCredit e o alemão Commerzbank prometeram nas últimas semanas reduzir as atividades de crédito fora de seus mercados domésticos. Alguns bancos franceses estão fugindo do mercado na Ásia e Austrália depois de se tornarem participantes significativos em vários empréstimos consorciados, em que os bancos se reúnem para emprestar grandes somas. (Pàgs. 1 e B12)

Para Trabuco, é preciso saber "não comprar"

A estratégia de crescimento orgânico do Bradesco, que elevou as despesas do banco nos últimos dois anos, deve começar a dar frutos em breve, prevê seu presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi. "São as dores do crescimento. A próxima etapa é aumentar a produtividade", disse ao Valor. Para ele, numa estratégia de expansão é preciso ter a capacidade tanto de comprar como de não comprar. E dá o exemplo do Banco Postal, rede de agências dos Correios que o Bradesco usou por dez anos, mas que em 2012 passa ao Banco do Brasil. "Tivemos uma curva de aprendizagem sobre esse mercado. E chegou a um nível de preço que não nos interessava". Trabuco foi questionado sobre a aparente resistência do banco em abrir mão do controle total de alguns negócios para crescer. "Nas atividades de 'core business' [o que inclui seguro], temos que ter trabalho próprio". (Págs. 1 e C1)


Sergipe avança na produção de milho

Menor Estado brasileiro, com apenas 22 mil km², Sergipe vem ganhando espaço na produção de milho nos últimos anos, na esteira de um cenário vantajoso para o cereal. O Estado superou em 2010 a marca de 1 milhão de toneladas, volume que o classifica entre as dez maiores safras do país e a segunda do Nordeste, atrás só da Bahia.

O crescimento se deve principalmente ao fato de a safra local ocorrer, devido ao regime de chuvas, em período diferente dos principais Estados produtores, o que garante a valorização do milho sergipano. Os fazendeiros estão elevando os investimentos em tecnologia e expandindo as lavouras, que já podem ser vistas em várias regiões do Estado, especialmente em áreas onde predominavam laranja e gado. Entre 2005 e 2010, a produção nacional cresceu 58%, atingindo pouco mais de 55,6 milhões de toneladas. Já Sergipe registrou um salto de 413%, segundo o IBGE. (Págs. 1 e B14)

União vê chance de cobrar Hyundai por dívida da Kia

Recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu à Kia Motors vitória importante na disputa com os sócios brasileiros da extinta Asia Motors do Brasil (AMB). A coreana, que controlava a Asia Motors Company (AMC), conseguiu a homologação quase completa da sentença do comitê de arbitragem da Câmara Internacional de Comércio, que condenou a subsidiária brasileira a indenizá-la pelas perdas com a fracassada tentativa de instalação de uma fábrica na Bahia na década de 90.

O julgamento no STJ também animou o Fisco, que viu na decisão - e em especial no voto da ministra relatora - um argumento adicional para cobrar uma dívida de R$ 1,7 bilhão deixada pela AMB, criada em 1997, referente ao uso por dois anos do benefício de redução de 50% do Imposto de Importação para instalar a fábrica na Bahia. Em 1998 o plano foi abortado, quando a Kia encerrou os negócios da AMC em todo o mundo após ser comprada pela Hyundai. (Págs. 1 e B8)


Nova regra para o leasing pode ter forte impacto

O passivo da Petrobras aumentaria em R$ 78 bilhões caso já estivessem em vigor as regras para contabilização do leasing em estudo pelo Conselho Internacional de Padrões Contábeis. Polêmica, a alteração não deve vigorar antes de 2015 e o texto final ainda pode mudar para contemplar sugestões feitas em audiências públicas.

A simulação com os números da Petrobras dá a medida do impacto que a mudança pode ter para as companhias. Pela norma atual, algumas operações de leasing são consideradas despesa administrativa e não entram no balanço patrimonial. A nova proposta considera todos os leasings como dívida. (Págs. 1 e D1)


Guerrilha "proíbe" o uso de agrotóxicos no Paraguai (Págs. 1 e A11)


TCU eleva preço de aeroportos

Alterações nos editais de licitação feitas pelo Tribunal de Contas da União deverão elevar o valor mínimo de outorga dos aeroportos que serão concedidos à livre iniciativa. O leilão deve ser realizado no fim de janeiro. (Págs. 1 e A3)


Vagas para baixa remuneração

Crescimento do mercado de trabalho ocorre exclusivamente na faixa até dois salários mínimos, o que mostra que não há, de forma generalizada, um "apagão" da mão de obra qualificada no país. (Págs. 1 e A4)


Valor Setorial

O bilionário mercado brasileiro de produtos para higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que já é líder global em segmentos como o de desodorantes, deve assumir a segunda colocação geral ainda neste ano, superando o Japão, ficando só atrás dos EUA, diz João Carlos Basílio, da Abihpec. (Pág. 1)


Santander vende também no Chile

O Santander anunciou ontem a intenção de vender 7,8% de sua filial no Chile. A operação deverá movimentar cerca de US$ l bilhão e acontecerá em 6 de dezembro. Na semana passada, a matriz já havia anunciado a venda de 8% da filial brasileira. (Págs. 1 e D3)


Prêmio Veículos de Comunicação

O Valor é um dos vencedores do 25º Prêmio Veículos de Comunicação, concedido pela revista “Propaganda", em reconhecimento por suas ações comerciais, de marketing e circulação. Os eleitos, escolhidos por um júri da Academia Brasileira de Marketing, serão tema da edição de janeiro da publicação. (Pág. 1)


Ideias

Cristiano Romero

Banco Central mantém ajuste moderado dos juros, guardando munição para possível piora da situação externa. (Págs. 1 e A2)


Ideias

Martin Wolf

O futuro do euro depende da crença de que os países-membros terão um futuro melhor com ele do que sem ele. (Págs. 1 e A13)

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terça-feira, novembro 22, 2011

XÔ! ESTRESSE [In;] ... VAZOU !

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PARANÁ/AGRONEGÓCIOS [In:] SOMBRA E ÁGUA (DE COCO) FRESCA !


Onde não dá soja o Paraná vai de coco

Coqueirais do Noroeste distribuem produção no estado, em São Paulo e Santa Catarina


Árvore típica no Nordeste brasileiro, o co­­queiro está ganhando espaço no Noroeste do Paraná. Clima quente em região de solo arenoso dificulta a produção de soja, mas oferece condições ideais para o cultivo da fruta. A produção estadual não chegava a 100 mil cocos em 2001 e agora pas­­sa de 2,5 milhões, conforme a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), após cinco anos de expansão acentuada. O valor da produção acaba de passar de R$ 2 milhões ao ano.

As plantações mudaram a pai­­sagem de fazendas de municípios como Colorado, Diamante do Norte e Marilena, no Noroeste. Na Coqueiral Pauda­­lho, de Co­­lorado, há 5 mil co­­quei­­ros e a pro­­dução chega a 230 mil cocos por ano. A fazenda Por­­tão de Ou­­ro, em Marilena, possui mais de 50 hectares e 10 mil pés. Se­­gun­­do a Seab, o estado tem 250 hectares plantados.

Fábio Dias/Gazeta do Povo

Fábio Dias/Gazeta do Povo / Isaura de Oliveira abriu caminho ao experimentar produção de cocos no estado Ampliar imagem

Isaura de Oliveira abriu caminho ao experimentar produção de cocos no estado

Números

250 hectares de coqueiros são cultivados no Paraná. As plantações praticamente não existiam há dez anos.

200 vezes mais cocos são colhidos na Bahia, na comparação com a produção paranaense.

Há 12 anos, a agricultora Isau­­ra Rocha de Oliveira decidiu aban­­donar uma empresa que possuía no estado de São Paulo para investir em cocos no Paraná. Após meses de pesquisa, adquiriu uma fazenda de 20 hectares na região de Colorado e transformou os pastos em coqueirais. A propriedade dela, Coqueiral Pau­­­­dalho, está com a metade dos 5 mil pés de coco em produção. No ano anterior, saíram da fa­­zenda 230 mil frutos.

“Quando estava procurando uma atividade para investir, pesquisei de tudo. Descobri que o coco poderia ser um bom negócio. Faltam frutos no mercado”, diz Isaura. Estados como Sergipe e Ceará produzem 100 vezes mais coco que o Para­­ná. A Bahia, líder na cultura, co­­lhe 200 vezes mais. A produção do Paraná aten­­de o estado e segue também para São Paulo e Santa Catarina.

Nas propriedades da região Noroeste existem dois tipos da fruta, o coco-anão e o coco híbrido. “A diferença é que o coco- anão só serve para se consumir a água. Já o híbrido dá para consumir tanto a água como a fruta”, explica Isaura. Ela recebe mudas da Empresa Brasileira de Pe­s­­quisa Agropecuária (Embrapa) de Aracaju (SE).

Como fonte de água ou massa, o coco dá lucro. Segundo o agrô­­nomo do Instituto Para­naense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) Cirino Corrêa Júnior, um hectare su­­porta até 180 pés de coco e cada planta produz 160 frutos por ano. Quando a unidade é vendida a R$ 0,80, o produtor arrecada R$ 23 mil por hectare. “É muito rentável. Quem deixou a pe­­cuária e investiu em coco se deu bem”, disse.


Adaptação
Estado busca variedade que suporte o frio

O clima do Noroeste do Paraná é considerado adequado para a cocoicultura, apesar da necessidade de irrigação e adubação especial. O estado busca variedades mais adaptadas, que suportem frio de 15 graus e pragas regionais. Há uma década, uma parceria da Emater com a Embrapa de Aracaju (SE) instalou duas unidades de pesquisa de cocos – em Morretes e em Diamante do Norte.

“A geada, o ácaro, a lagarta das folhas e a falsa barata são os principais entraves que prejudicam a produção de coco no Paraná”, afirma Cirino Corrêa, coordenador de Plantas Potenciais na Emater. As variedades que apresentam melhores resultados atualmente são o coco-anão, anão-verde e híbrido, relata.

Os produtores guiam-se por exemplos práticos. Depois que Isaura de Oliveira investiu na atividade em Colorado, há 12 anos, outros produtores se animaram. É o caso da família Calegari, que encheu uma chácara de 7 hectares de coqueiros. A propriedade de Deolindo Calegari produz 12 mil frutos por ano.

“Estou muito contente com a rentabilidade e venho ampliando a plantação.” Os coqueiros produzem frutas a partir dos 3 anos. A atividade envolve sua família. Sua esposa, Maria Rosa Calegari, 70 anos, e a filha Tânia Marisa Calegari, 35 anos, ajudam no campo. “Cuido dos coqueiros do mesmo jeito que cuidava das minhas vacas”, relata Maria Rosa.

Por outro lado, o setor ainda sente falta de apoio público. “Nunca recebemos um quilo de adubo, diz Parreiras Rodrigues, que tenta estruturar um sindicato. O agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura Paulo Andrade afirma que, apesar de a cocoicultura ser altamente rentável, ainda não há um programa específico para o setor.


http://www.gazetadopovo.com.br/caminhosdocampo/conteudo.phtml?tl=1&id=1194600&tit=Onde-nao-da-soja-o-Parana-vai-de-coco


GOVERNO DILMA [In:] SALÁRIO MÍNIMO, MÍNIMO

Governo aumenta salário mínimo de 2012 para R$ 622,73

Acréscimo de R$ 3,52 no valor do salário ocorreu por conta da revisão do INPC de 2011


O Ministério do Planejamento enviou ao Congresso nesta segunda-feira (21) o novo valor para o salário mínimo de 2012, elevando de R$ 619,21 para R$ 622,73. O ofício enviado pela ministra Miriam Belchior atualiza os parâmetros econômicos utilizados na elaboração da proposta orçamentária do próximo ano. A mudança ocorreu por conta da revisão do INPC deste ano, índice usado no reajuste do mínimo.

A previsão de INPC constante da proposta orçamentária enviada originalmente foi de 5,7%. Pela regra do reajuste, o número mais a taxa de 7,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, significou o valor de R$ 619,21 para o mínimo, o equivalente a um aumento de 13,6%. Com a atualização, a inflação subiu para 6,65% e o aumento foi para 14,26% para o mínimo atual de R$ 545.


http://www.gazetadopovo.com.br/economia/

GOVERNO DILMA [In:] ''COMPANHÊRADA" & ESCÂNDALOS/PROBIDADE ADMINISTATIVA

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Dora Kramer

De cabeça para baixo



São tantos os absurdos que passaram a ser aceitos com grande naturalidade, que os jornais noticiam uma reunião do PDT hoje para “decidir” se Carlos Lupi continua ou não no Ministério do Trabalho e ninguém acha esquisito.

Tampouco parece espantar uma ofensiva, cujo palco principal é a internet, contra os bons costumes aplicados ao trato da coisa pública.

Cria-se uma relação de causa e efeito entre os que reclamam que a corrupção precisa de um freio e uma presumida intenção de “derrubar” o governo, dá-se a isso o nome de investida moralista e a poucos ocorre constatar que desse modo o Brasil retrocede aos tempos de celebração da malandragem, do país do “jeitinho” onde o que interessa é levar vantagem, certo?

Anda tudo muito errado nesse diapasão. Há enquetes internas para estabelecer o escore de apoio à permanência ou não de Lupi entre os deputados federais do PDT.

Apura-se uma divisão no partido que estaria preso ao seguinte dilema: Lupi sai agora e a pasta do Trabalho continua nas mãos do PDT ou Lupi sai na reforma de 2012 e os pedetistas se arriscam a perder a boquinha, eis a questão.

Informa-se que o ministro estará no encontro e, como é a pessoa de mais destaque e influência na legenda, imagina-se que comandará os trabalhos.

Em algum momento dos últimos anos perderam-se as referências e os padrões, mas nessa discussão pública sobre o destino do ministro do Trabalho perdeu-se o último resquício de razão.

Com o quê, então, é o partido que decide se um ministro serve ou não serve para integrar a equipe de trabalho da presidente da República? Em que momento a nação dormiu e não testemunhou a transferência dessa delegação de Dilma Rousseff para o PDT?

Se a presidente não demite, é de se supor que não veja motivos para tal. Mas, da forma como as coisas se apresentam, Dilma parece mais ser “presidida” pelas legendas de sua coalizão do que propriamente presidi-las como seria o normal.

Retrato fiel

Ainda sobre a entrevista de Ciro Gomes sexta-feira última ao jornal Valor Econômico, ele faz uma análise sobre a Câmara que esclarece algumas das razões pelas quais quadros qualificados fogem do Congresso onde hoje vicejam as nulidades.

Diz: “São 513 deputados e o palavrório do século 19 ainda é a tônica. Não tem uma organização que faça convergir uma inteligência – que é grande ali como o espírito público e a decência também são, mas a mecânica é fragmentária”.

Detalha: “O cara se inscreve para falar cinco minutos em homenagem ao padre fulano. Se o orador seguinte falasse sobre a mesma tese, alguma inteligência convergiria para algum assunto. Mas tem um sorteio. E naquele dia se eu for sorteado tenho que falar mesmo sem nada para dizer. No dia em que eu tenho não posso falar, porque o sorteado está interessado em falar sobre a importância da azeitona”.

E conclui: “Para compensar, tentaram criar mediações. São o colégio de líderes e a Mesa. Mas as minorias ativas e a ingerência do Palácio do Planalto fraudaram a lógica do coletivo. Então, os líderes não lideram e a pauta da Mesa é resolvida no Palácio do Planalto. Há acertos tenebrosos”.

Se, como diz Ciro, organização houvesse para fazer convergir inteligência, espírito público e decência, esse seria o grande tema de reflexão sobre o papel da Câmara como instituição encarregada de representar os cidadãos.

Em domicílio

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, domingo, a historiadora e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas Marly da Silva Motta faz uma análise sobre a trajetória do PDT, a atuação de Leonel Brizola, e conclui com um resumo preciso da história ao dizer que o partido “perdeu a alma”.

Sob a ótica jornalística, ousaria acrescentar que a derrocada começou na eleição de 1998, quando Brizola aceitou ser vice de Lula, que, em troca, promoveu a intervenção no PT do Rio de Janeiro para forçar a aliança com o então candidato a governador pelo PDT, Anthony Garotinho.



http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1194722&tit=De-cabeca-para-baixo
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


22 de novembro de 2011

O Globo


Manchete: Nas nossas costas - ANP: Chevron mente e pode ser proibida de atuar no país

Multas aplicadas à petrolífera americana podem chegar a R$ 260 milhões

Por ocultar à Agência Nacional do Petróleo informações e imagens sobre o vazamento de óleo no litoral do Rio, iniciado há 15 dias, a empresa americana Chevron atuou, segundo a ANP, "em completa violação ao contrato de concessão e à própria legislação brasileira". O diretor-geral da agência, Haroldo Lima, afirmou que a petroleira poderá ser proibida de operar no pais. A presidente Dilma decidiu endurecer com a empresa, e demonstrou irritação com a falta de equipamentos da companhia e as informações incorretas. O total de multas, indenizações e compensações que a Chevron terá de pagar pode chegar a R$ 260 milhões. Ontem, o Ibama anunciou multa de R$ 50 milhões, por danos ambientais na costa, valor que pode subir para R$ 60 milhões, enquanto a ANP condenou a companhia em outros R$ 100 milhões, inclusive por falta de equipamentos para estancar o derrame de óleo. Já o governo estadual poderá aplicar punições de mais R$ 100 milhões. A Chevron estuda que medidas tomar. (Págs. 1, 25, 26 e editorial "Vazamento requer investigação séria")


Fracassa acordo contra crise nos EUA

França poderá ser rebaixada. Bolsas caem e dólar sobe

O supercomitê do Congresso dos EUA, formado por republicanos e democratas, não chegou a um acordo sobre corte do déficit em US$ 1,2 trilhão, para enfrentar a crise. Já a França, com alta dos juros da dívida e economia mais fraca, poderá ser rebaixada pela Moody's. As Bolsas reagiram mal às notícias, com quedas de 3,41% em Paris e 2,1% em Nova York. A Bovespa caiu 0,79% e o dólar subiu a R$ 1,813. (Págs. 1, 27 a 29 e Míriam Leitão)

Europa se volta para a direita

O triunfo conservador na Espanha mostra que europeus confiam mais na centro-direita para vencer a crise. Agora só há quatro governos de esquerda. Analistas, no entanto, alertam para a volatilidade de novas gestões e o risco de extremismo. (Págs. 1, 35 e editorial "Espanha confirma regra")

Foto-legenda: Enquanto isso, no mundo árabe...

Manifestante sobe em carro queimado no 3º dia de confrontos na Praça Tahrir, Cairo. O gabinete civil renunciou ao governo do Egito, e a junta militar busca um novo premier, pondo em risco a eleição da semana que vem. (Págs. 1 e 33)

Potências apertam cerco financeiro ao Irã

Numa ação coordenada, EUA, Reino Unido e Canadá pressionaram o Irã com nova rodada de sanções contra o sistema financeiro do país e suas principais atividades econômicas. O Reino Unido e o Canadá cortaram os laços com bancos. E o presidente Obama anunciou restrições a investidores nos setores de petróleo e petroquímica. Pela primeira vez, os EUA declararam o setor bancário do Irã como ameaça aos governos. (Págs. 1 e 34)


Os problemas da "cidade" Rocinha

Engarrafamentos e prédios altos desafiam era da paz

A verticalização das construções, com prédios que não param de crescer - alguns ainda em obras chegam a ter cinco andares -, e engarrafamentos diários são problemas comuns à cidade formal que já fazem parte do cotidiano da Rocinha e do Vidigal e devem se agravar com a chegada de serviços públicos. O prefeito Eduardo Paes determinou rigor no cumprimento da lei, que só permite construções unifamiliares. (Págs. 1 e 14 a 17)

Mínimo pode ir a R$ 622,73 em janeiro

O salário mínimo deverá subir para R$ 622,73 a partir de janeiro, um aumento de 14,26% sobre os atuais R$ 545 - o maior reajuste desde 2006. O governo atualizou ontem a previsão do valor do mínimo para 2012, elevando-a de R$ 619,21 para R$ 622,73 por causa da revisão do INPC. O Congresso ainda precisa aprovar. (Págs. 1 e 3)


Camponeses do Araguaia terão pensão

Aprovada em 2009 pela Comissão de Anistia e suspensa desde então pela Justiça, a indenização mensal de dois salários mínimos a 44 camponeses perseguidos no Araguaia começará a ser paga. O processo de suspensão foi extinto. (Págs. 1 e 10)


Projeto revê anistia para desmatador

Um novo texto para o projeto do Código Florestal, apresentado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), revê a anistia para desmatadores, aprovada na Câmara, e obriga a recuperação de parte da mata destruída em áreas de preservação. (Págs. 1 e 9)

Até iniciais de juízes suspeitos viram segredo

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, retirou do site da entidade as iniciais dos nomes dos magistrados que respondem a processos administrativos nos tribunais estaduais. (Págs. 1 e 11)


Pela primeira vez, ONU vê uma chance de controlar a Aids (Págs. 1 e 36)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Egípcios voltam às ruas, e governo pede para sair

Gabinete civil renuncia após três dias de protestos que mataram dezenas de pessoas

O governo provisório do Egito, nomeado pela junta militar que dirige o país, renunciou ontem, após três dias de protestos que deixaram entre 24 e 33 mortos. Até a noite, não eram conhecidas as razões das demissões nem se foram aceitas.

Em fevereiro, após 18 dias de protestos, os egípcios conseguiram derrubar a ditadura de Hosni Mubarak. As manifestações foram retomadas na sexta, após divulgação da carta de princípios da nova Constituição, que garante liberdades individuais, mas dá poder quase ilimitado aos militares. (Págs. 1 e Mundo A16)

Foto-legenda: Manifestantes enfrentam a polícia perto da praça Tahrir, centro do Cairo, que virou símbolo da queda de Mubarak

Multa por óleo vazado pode ser de R$ 260 mi

A petroleira Chevron pode ser punida em até R$ 260 milhões pelo vazamento de óleo na bacia de Campos. O Ibama já multou a companhia em R$ 50 milhões. Outros R$ 210 milhões podem vir de autuações de ANP (Agência Nacional do Petróleo), Ibama e governo do RJ.

A empresa corre o risco de ficar impedida de explorar o pré-sal, segundo a ANP. (Págs. 1 e Pode, A14)

Fracassa nos EUA negociação para definir mais cortes

A supercomissão do Congresso encarregada de ajustar as contas dos EUA admitiu o fracasso na negociação entre republicanos e democratas para selar um pacote fiscal. A lei determina corte agora de US$ 1,2 trilhão no orçamento. A falta de acordo deve elevar a desconfiança do mercado. (Págs. 1 e Mundo A20)

Espanha enfrenta alta de juros e queda na Bolsa

No dia seguinte à vitória do Partido Popular (conservador) nas eleições, investidores voltaram a pedir juros mais altos nos títulos públicos do país - 6,6% ao ano nos papeis de dez anos, informa Vaguinaldo Marinheiro. A Bolsa de Madri caiu 3,48%. (Págs. 1 e Mundo A18)

Aids infecta e mata menos no mundo, diz estudo da ONU

O número de novas infecções com o vírus da Aids caiu 21% no mundo em 2010 desde o pico registrado em 1997, segundo a ONU. As mortes tiveram redução de 18% na comparação com 2005, ano recorde de óbitos.

Com a queda de mortes é o maior acesso a tratamento, o total de infectados atingiu recorde de 34 milhões no ano passado. (Págs. 1 e Saúde C14)

Presidente do STJ faz lobby para pôr cunhada no tribunal

O presidente do STJ, Ad Pargendler, tem feito lobby no Congresso em busca de apoio para emplacar sua cunhada, a desembargadora Suzana Camargo, no tribunal. Ela está na lista tríplice levada a Dilma, que escolherá o ministro. Ambos não se manifestaram. (Págs. 1 e Poder A4)

Infraero ampliará área de lojas nos aeroportos da Copa

A Infraero vai aumentar de 20% para 30% a área comercial, destinada a lojas e restaurantes, dos aeroportos nas 12 cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014. O objetivo é oferecer artesanato e comida regional, além de aumentar as receitas da estatal. (Págs. 1 e Mercado B1)

Editoriais

Leia "Estímulo à inovação", sobre a relação entre pesquisa e setor produtivo no Brasil, e "Pressão sobre o CNJ", acerca das investigações do órgão. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Multada em R$ 150 milhões, Chevron é acusada de mentir

Petrolífera deu 'informações falsas' sobre plano para conter vazamento no Rio; empresa pode recorrer

O governo federal anunciou ontem a aplicação de três multas de R$ 50 milhões cada à companhia petrolífera Chevron, responsável pelo vazamento, há duas semanas, de milhares de litros de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ). A empresa pode recorrer de duas das multas. A Agência Nacional de Petróleo advertiu que a empresa americana poderá perder o direito de participar da exploração do petróleo do pré-sal. A avaliação do governo é que a empresa foi irresponsável e negligente. Omitiu informações e induziu a ANP ao erro. Nas palavras do presidente da agência, Haroldo Lima, a Chevron "ficou em situação muito complicada". Segundo ele, a empresa deu "informações falsas" sobre o plano de emergência para conter o vazamento. O presidente da Chevron, George Buck, disse que a companhia assume toda a responsabilidade pelo acidente e que deve rever seu plano de contingência. (Págs. 1 e Vida A20)

Haroldo Lima
Presidente da ANP

'Trabalhamos com informações falsas quando aprovamos o plano (de contenção). A empresa não tinha o equipamento necessário'

Repressão faz gabinete egípcio renunciar

A uma semana das eleições, as primeiras desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro, o Egito vive grave crise política. Ministros apresentaram renúncia à junta militar que governa o país. O pedido foi um protesto contra a repressão aos ativistas pró-democracia - nos últimos três dias, 33 pessoas morreram. Os manifestantes voltaram a ocupar a Praça Tahrir, principal palco do movimento que derrubou Mubarak. Eles pedem a renúncia imediata do marechal Hussein Tantawi, ministro da Defesa que lidera a junta militar, e exigem a formação de um conselho civil. (Págs. 1 e Internacional A14)

Foto-legenda: Campo de batalha. Manifestante devolve bomba de gás contra forças de repressão na Praça Tahrir: em três dias, confrontos deixaram 33 mortos (Pág. 1)


Estudo militar mostra Forças Armadas do Pais sucateadas

Documento dos comandos militares repassado ao Planalto mostra o sucateamento de equipamentos das Forças Armadas, relata Tânia Monteiro. A Marinha, que policia o pré-sal, não tem condições de fazer decolar nem um avião sequer do porta-aviões São Paulo. Para os militares, isso esvazia a pretensão do País de ser membro pleno do Conselho de Segurança da ONU. (Págs. 1 e Nacional A4)

Crise derruba bolsas e dólar supera R$ 1,80

O impasse sobre os planos para a redução do déficit dos EUA e as preocupações com a Europa derrubaram as principais bolsas ontem. A vitória do conservador Partido Popular na Espanha foi insuficiente para acalmar os investidores. No Brasil, a piora do ambiente econômico global se refletiu no dólar, que chegou a R$ 1,806, a maior cotação desde 20 de outubro. (Págs. 1 e Economia B1)


Erro: Quatro anos de injustiça

O motorista Fabiano Russi, 35 anos, foi solto em outubro, após 4 anos preso por engano. Em 1998, sua foto foi parar nos arquivos policiais por uma confusão num ônibus e, três anos depois, foi apontado como assaltante. (Págs. 1 e Cidades C4)


Blitz antiálcool multa até em festa de 15 anos (Págs. 1 e Cidades C1)


Dora Kramer

De cabeça para baixo

Quando aceita que decidam sobre ministérios, Dilma parece mais ser "presidida" pelas legendas de sua coalizão do que presidi-las. (Págs. 1 e Nacional A6)


Jorge Barbosa Pontes

Traidores da sociedade

A corrupção de agentes públicos é um flagelo muito mais destrutivo do que o tráfico de drogas nos morros, até porque um levou ao outro. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Notas & Informações

Vai-se o oitavo governo

Para a imensa maioria dos espanhóis, a vida vai piorar antes de começar a melhorar. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Reze para não apagar

Interrupções constantes no fornecimento de energia causam transtornos e prejuízos no DF

O problema que se agrava devido à falta de investimento de sucessivos governos, inferniza a vida dos brasilienses. Como é o caso de Michiu Izawa. O empresário teve quatro compressores queimados por falta de luz. Na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de queixas atesta a crescente insatisfação da população com os serviços prestados pela Companhia Energética de Brasília (CEB). Só no domingo passado, a própria CEB recebeu mais de mil reclamações. A situação piorou com a greve de servidores da estatal. No fim de semana, mais de 3 mil pessoas que visitavam a Feira do Livro, no Parque da Cidade, ficaram uma hora e meia às escuras. “Muita gente foi embora”, conta a curadora do evento, Íris Borges. “Graças a Deus, não houve pânico.” O GDF anuncia que investirá R$ 543 milhões no setor até 2014. Mas a melhoria no sistema só deve ser sentida em meados de 2012. Até lá, é rezar para não ser vítima dos apagões. (Págs. 1 e 25)

Foto-legenda: Egito em convulsão

A onda de protestos nas ruas do país provocou ontem a queda do primeiro-ministro, Essam Sharaf, e de todo o seu gabinete. Ele renunciou após mais um de confronto entre manifestantes e forças de segurança. O número de mortos chega a 35 e há mais de 1,8 mil feridos. Palco da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak no início do ano, a Praça Tahir virou um campo de batalha. (Págs. 1 e 16)

Salário mínimo ficará acima de R$ 622,73 (Págs. 1 e 12)


Crise no euro: Incerteza toma conta da Espanha

Nem a eleição de Mariano Rajoy acalmou os mercados: as bolsas caíram. Os juros dispararam e atingiram 6,5%. (Págs. 1 e 9)

Transporte: DF ganhará 200 km de ciclovias

Agnelo Queiroz anunciou metas do GDF para 2012. A implantação de pistas para bicicletas é uma das prioridades. (Págs. 1 e 22)

Condomínios terão muros legalizados (Págs. 1 e 21)


Multa por óleo no mar chega a R$ 150 milhões (Págs. 1 e 8)


Governo: Vem aí o cadastro das ONGs sujas

Organizações envolvidas em irregularidades ficarão impedidas de firmar convênios. CGU vai centralizar informações. (Págs. 1 e 2)

Foto-legenda: A luta de Lula

Ex-presidente faz nova sessão de quimioterapia, reclama dos efeitos colaterais do tratamento e diz estar "louco" para discursar. (Págs. 1 e 4)

Concursados: Prazo menor para sacar o FGTS

Projeto reduz de três para um ano a carência para retirada do fundo pelos aprovados em concursos públicos. (Págs. 1 e 12)

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Valor Econômico


Manchete: União deve bancar o risco cambial do projeto trem-bala

O governo federal poderá assumir o risco cambial para os investimentos na construção do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas. A ideia em estudo é criar uma "blindagem" no financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será oferecido ao vencedor da licitação contra as variações do real até a entrada em operação do trem-bala.

Nas próximas semanas, os técnicos vão acertar os últimos detalhes do edital da primeira fase do leilão, a ser publicado em dezembro. A partir de conversas com grupos interessados no fornecimento da tecnologia e no arrendamento da infraestrutura ferroviária, que serão objetos do leilão, o governo identificou a necessidade de definir três questões: o risco cambial, a garantia de demanda mínima e a forma de compensar o futuro concessionário por atrasos na obra por motivos alheios à sua vontade. (Págs. 1 e A6)


Foto-legenda: Agronegócios em alta

A Louis Dreyfus Commodities está perto de aprovar um plano para investir R$ 7 bilhões no Brasil entre 2012 e 2016, quase 120% superior ao realizado de 2006 a 2010, diz Kenneth Geld. (Págs. 1 e B14)

Preço de PCs sofre o "efeito Tailândia"

A queda na produção causada pelas enchentes ocorridas no mês passado na Tailândia, grande produtor de disco rígido (HD), já se reflete nos preços de computadores no Brasil. Faltam HDs e em alguns fornecedores instalados no país dobraram os preços do componente usado para armazenar informações nos PCs. Por conta desse aumento de custos, especialistas acreditam que os computadores podem ter aumentos de preços entre R$ 70 e R$ 100 nas vendas de Natal. A Tailândia é responsável pela produção de 45% dos HDs de todo o mundo e também concentra grande parte dos fabricantes de peças essenciais para a montagem dos discos. (Págs. 1, B1 e B3)


TCU exige revisão em leilão de usinas

Os principais projetos hidrelétricos incluídos no leilão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) marcado para 20 de dezembro terão de passar por uma revisão importante de preços. Caso contrário, poderão ser barrados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Das oito usinas relacionadas no chamado leilão A-5, três estão com previsão de custos de equipamentos acima dos valores médios de mercado. Os auditores identificaram problemas nos orçamentos de turbinas e geradores das hidrelétricas de São Manoel, no rio Teles Pires (MT), São Roque, no rio Canoas (SC), e Ribeiro Gonçalves, no rio Parnaíba (PI). A maior discrepância de preços - 32% - foi encontrada no projeto de São Manoel.

O relator do processo no TCU, ministro Raimundo Carreiro, liberou a realização do leilão para as oito usinas, mas condicionou a autorização específica desses três projetos à adequação de preços dos equipamentos. O benefício estimado com a redução de preços é da ordem de R$ 151,5 milhões. (Págs. 1 e A6)

Empresas renegociam dívida bancária

Empresas que em 2008 e 2009 tiveram de rolar suas dívidas voltam a enfrentar dificuldades para pagá-las. Em muitas renegociações fechadas em 2009 os bancos concederam carência de dois anos às devedoras, prazo que vence agora ou está prestes a expirar.

Em um banco estrangeiro, chega a 5% da carteira corporativa (excluídas as multinacionais) o volume de empréstimos renegociados pós-2008 que voltam a preocupar, diz o diretor da área. Como os atrasos são inferiores a três meses, não estão refletidos no índice de inadimplência. (Págs. 1 e C1)


Milícias são o próximo desafio do Rio de Janeiro

A ocupação das favelas da Rocinha, Chácara do Céu e Vidigal, preparando a instalação da 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), completou a expulsão do poder paralelo do narcotráfico dessas comunidades da zona sul carioca. Essa intervenção, contudo, reacende o debate sobre o combate às milícias - grupos armados controlados em sua maioria por policiais militares - que dominam grande parte das áreas mais pobres da zona oeste.

Segundo o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, o objetivo das UPPs é acabar com o tráfico de drogas e o controle armado paralelo de territórios. "A milícia é controle armado, então há alguma coisa que não bate", diz a socióloga Julita Lemgruber, uma das maiores autoridades do país em segurança pública. Ela contesta o discurso oficial, segundo o qual o ataque às milícias exige uma estratégia diferente de inteligência, escuta e investigação. (Págs. 1 e A14)

China vê crise global prolongada e prepara pacote de estímulo (Págs. 1 e A11)


Empresas europeias sentem aperto de crédito e pagam mais por empréstimos (Págs. 1 e B11)


Combate à 'inflação penal'

Ministério da Justiça tenta convencer parlamentares a alterar projetos de lei que preveem o aumento de penas como forma de combater a criminalidade. Desde 1988 foram apresentadas mais de 2 mil propostas de alteração da legislação penal. (Págs. 1 e A9)


Parceria entre Bunge e Solazyme

A fabricante americana de óleos renováveis Solazyme e a Bunge iniciaram estudos conjuntos para a construção de uma fábrica em Orindiúva (SP). O empreendimento, orçado em US$ 100 milhões, deve ser construído junto à usina Moema, da Bunge. (Págs. 1 e B9)

'Apagão' da mão de obra em Santos

Carência de mão de obra no porto de Santos para profissionais de todos os níveis acirra a disputa entre as empresas, que investem em capacitação, benefícios e salários para atrair e manter trabalhadores, inclusive de outros países. (Págs. 1 e B10)


Fórum Sebrae de Conhecimento

Não só no Brasil, mas em todo o mundo, o empreendedorismo é a mola propulsora da inovação, que traz o salto tecnológico. “Precisamos melhorar a qualidade de nossos empreendedores, pois são as pequenas empresas que puxam a inovação", diz Luiz Barretto, do Sebrae. (Pág. 1)


Ofensiva aduaneira

Cresce o número de empresas que vão à Justiça contra o perdimento de bens para a Receita Federal por irregularidades na importação. Só neste ano, em São Paulo, as apreensões ultrapassam R$ 480 milhões. (Págs. 1 e E1)


Competitividade

O Brasil avança no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, mas "a burocracia e outros pontos básicos como infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação são obstáculos para a melhor inserção brasileira no cenário internacional", diz Erik Camarano. (Pág. 1)

Ideias

Delfim Netto

Economistas estão retomando a ideia de dar às políticas fiscal, monetária, salarial e cambial uma meta para o PIB nominal. (Págs. 1 e A2)


Ideias

Marcelo Neri

Chegou o momento de discutir os impactos das UPPs sobre a economia das áreas pacificadas. (Págs. 1 e A13)

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