PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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terça-feira, abril 03, 2012

ENERGIA ELÉTRICA [In:] ESCASSA E CARA


ENERGIA NO MERCADO LIVRE TEM MAIOR PREÇO DESDE 2010


PREÇO DA ENERGIA DISPARA COM CHUVAS FRACAS
Autor(es): Daniel Rittner | De Brasília
Valor Econômico - 03/04/2012

Os preços da energia elétrica no mercado à vista ("spot") subiram nesta semana para R$ 187,82 por megawatt-hora, o valor mais alto em 17 meses. Após a redução das chuvas a partir de meados de fevereiro, as precipitações em março ficaram abaixo da média histórica em todos os subsistemas da rede. A disparada de preços - aumento de 236% nos subsistemas Sudeste, Centro-Oeste e Sul desde a terceira semana de fevereiro - causou alvoroço no mercado à vista (no qual grandes consumidores vendem seus excedentes ou compram sobras de outras empresas), que já estava acostumado com uma longa temporada de valores baixos.

Grandes indústrias e varejistas (como shopping centers e hipermercados) que são consumidores livres - têm demanda superior a 3 MW e podem escolher seus fornecedores de energia - estão pagando mais caro em contratos de médio prazo. O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, Paulo Pedrosa, diz que empresas de maior porte não devem ser muito afetadas, porque deixam só uma parcela mínima de suas necessidades - entre 5% a 10% do consumo total - exposta ao mercado à vista.

Os preços da energia elétrica no mercado "spot" subiram nesta semana para R$ 187,82 por megawatt-hora, o valor mais alto em 17 meses, após o fim do fenômeno climático La Niña e a diminuição das chuvas a partir de meados de fevereiro. As águas de março também ficaram abaixo da média histórica - o registro das últimas oito décadas - em todos os subsistemas da rede: 64% no Sudeste/Centro-Oeste, 58% no Sul, 55% no Norte e 44% no Nordeste. Esse volume se refere não à divisão geográfica dessas regiões, mas às chuvas que caíram nas "áreas de armazenamento" das usinas hidrelétricas (reservatórios e cabeceiras de rios).

A disparada de preços causou rebuliço no mercado de energia à vista, no qual grandes consumidores vendem seus excedentes ou compram sobras de outras empresas, que já estava acostumado com uma longa temporada de valores baixos. Em todo o período de estiagem no ano passado, por exemplo, o megawatt-hora se manteve abaixo de R$ 50.

Analistas são unânimes em apontar que o preço tem reagido de forma excessiva e desproporcional ao baixo volume de chuvas, ignorando o fato de que os reservatórios das grandes hidrelétricas estão muito acima do nível mínimo de segurança, sem nenhum risco de racionamento.

Os preços no mercado "spot", contudo, já subiram 236%, nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, desde a terceira semana de fevereiro. No subsistema Nordeste, onde o megawatt-hora partiu de um ponto mais comportado, o valor atual de R$ 174,02 por megawatt-hora representa um aumento acumulado de 1.326%.

A alta repentina de preços agitou o mercado. Grandes indústrias e varejistas (como shopping centers e hipermercados) que são consumidores livres - têm demanda superior a 3 MW e podem escolher com liberdade seus fornecedores de energia - estão pagando mais caro em contratos de eletricidade no médio prazo.

O preço de liquidação de diferenças (PLD), uma espécie de encontro de contas entre quem tem energia sobrando e quem precisa completar suas necessidades de abastecimento, não é apenas a referência do mercado "spot". Ele também acaba guiando esses contratos de prazo mais extenso.

"Em dezembro de 2011, fechavam-se contratos para todo o ano de 2012 por R$ 80 a R$ 90 o megawatt-hora", afirma Paulo Toledo, sócio-diretor da Ecom Energia, uma das principais comercializadoras do país. "Hoje estamos fechando contratos de seis meses, para o segundo semestre, entre R$ 130 e R$ 140", compara.

Além disso, segundo ele, houve um freio no interesse das empresas para a negociação de novos contratos, enquanto elas aguardam um panorama mais claro. "Quando há mudanças muito bruscas de preço, o mercado adota uma postura mais cautelosa e há uma diminuição no volume de negócios", diz Toledo.

O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, diz que empresas de maior porte não devem ser muito afetadas pelo aumento recente de preços porque deixam apenas uma parcela mínima de suas necessidades - entre 5% a 10% do consumo total - com exposição ao mercado à vista. "Elas tendem a manter contratos de longo prazo. Quanto maior a indústria, menor o apetite à exposição a riscos no fornecimento de energia elétrica", diz o executivo.

No entanto, Pedrosa avalia que "pode ocorrer" e "até positivo" - para o funcionamento do mercado - que algumas indústrias reduzam a produção para vender excedentes de energia. Há situações, como no fim de 2007 e no início de 2008, em que algumas indústrias eletrointensivas diminuíram o ritmo de suas fábricas para gerar receita colocando sobras de eletricidade no mercado "spot". Naquela ocasião, em meio a temores de um novo racionamento, o megawatt-hora alcançou um valor recorde de R$ 569.

Ninguém ainda se arrisca a dizer se isso pode ocorrer novamente, mas são grandes as apostas de que o PLD não baixe muito antes da volta do período chuvoso. "A variação das últimas semanas contaminou os preços do ano inteiro", opina Paulo Toledo.

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, explica por que as chuvas mudaram subitamente de intensidade. Com um arsenal de relatórios meteorológicos, ele diz que "vinha chovendo bem e onde interessava", até meados de fevereiro. "Mas houve uma mudança abrupta: a temperatura começou a aquecer no Pacífico Equatorial, na altura da costa do Peru, e a esfriar no Atlântico Sul", comenta Chipp.

Nos relatórios do ONS, o panorama do clima não é positivo para abril, quando as chuvas devem superar a média histórica apenas na região Norte, com 102%. Nos demais subsistemas, as precipitações vão ficar abaixo do normal: 75% no Sudeste/Centro-Oeste, 73% no Nordeste e 56% no Sul.

A perspectiva só se torna mais favorável, segundo Chipp, a partir do fim de maio ou do início de junho. Com isso, os preços da energia devem baixar em seguida. "A tendência é que, em meados do ano, caracterize-se o fenômeno El Niño", afirma. Isso significa que a região Sul pode enfrentar um inverno mais seco, mas que tanto o Sudeste quanto o Nordeste teriam um segundo semestre com chuvas mais fartas.

Chipp recomenda a busca de um modelo de preços que reflita "maior equilíbrio entre nível dos reservatórios e afluência [volume de chuvas]", mas ressalta que essa "não é uma solução simples e nem de imediato". "Não se deve criar a expectativa de uma mudança rápida nos modelos."

Parte dos especialistas alerta, no entanto, que o sistema elétrico ficará progressivamente mais dependente da intensidade das chuvas. Os modelos usados nos cálculos de preços já refletem parcialmente isso, inclusive, porque projetam cenários por cinco anos à frente. "O problema é que o Brasil começou a construir hidrelétricas sem grandes reservatórios", observa Walter Fróes, presidente da comercializadora CMU. As megausinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), além de Belo Monte, têm capacidade reduzida de armazenamento para inundar menos área. "Hoje, por questões socioambientais, a preferência tem sido por usinas a fio d"água", lembra o executivo.

O próprio Hermes Chipp, na condição de operador do sistema, sugere mais investimentos em termelétricas como forma de complementar a energia de fonte hídrica. Ele vê espaço, por exemplo, para mais 1.500 MW de térmicas a carvão na região Sul.

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BRASIL/INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO [In:] ''PROPENSÃO MARGINAL A INVESTIR = ZERO'' *

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Educação, pilar da economia


Autor(es): Sergio Amad Costa
O Estado de S. Paulo - 03/04/2012

Sabe-se que, para o Brasil ser realmente competitivo, é preciso que se façam as reformas estruturais. Mas, se o País realizá-las e não investir pesadamente na educação, elas se tornarão, a médio e a longo prazos, meros paliativos na tentativa de fazer uma nação desenvolvida. Na condição em que se encontram os nossos recursos humanos, o País não consegue crescer a taxas superiores a 4,5% do PIB, em termos constantes. Temos hoje uma baixíssima produtividade por causa da escassez de trabalhadores qualificados em praticamente todos os setores da economia.

Foco, como exemplo, o caso da nossa engenharia, pois nenhum país cresce desprovido dela. O Brasil forma em média 40 mil engenheiros por ano, enquanto a Coreia do Sul, mais de 80 mil ao ano, tendo menos da metade da nossa população. Quanto aos países emergentes, a China forma 650 mil engenheiros/ano; a Índia, 220 mil; e a Rússia, 190 mil.

O fato é que, pela quantidade de vagas oferecidas nas universidades públicas e privadas brasileiras, poderiam se formar aqui quase o dobro dos engenheiros que se graduam por ano. Mas isso não ocorre porque, além de as vagas para alguns desses cursos não serem preenchidas, há um elevado nível de evasão nas escolas de engenharia, girando em torno de 54%, considerando as universidades públicas e privadas. E há, também, o problema da retenção. O curso de engenharia tem cinco anos de duração, mas, em média, o aluno leva seis anos para se formar.

O esforço para solucionar o problema não deve ser realizado com a criação de mais e mais escolas de engenharia. Tal esforço deve ser para um segundo momento. O foco, agora, deveria estar centrado em preencher adequadamente as vagas existentes desses cursos e reduzir o elevado índice de evasão e retenção dos estudantes. Para isso são necessárias políticas públicas voltadas para uma reforma profunda, com investimentos de recursos maciços, nos ensinos fundamental e médio.

Esses níveis de educação, em geral, não estimulam adequadamente o ensino das ciências exatas, dificultando a assimilação de conhecimentos futuros para a engenharia, fundamentais na Física, na Matemática e na Química. O resultado é a falta de base para acompanhar a faculdade de engenharia. Esse é o principal motivo que gera tanto a evasão quanto a retenção.

Além disso, não são muitos os jovens que procuram ingressar nas escolas de engenharia, pois nos níveis fundamental e médio, com raras exceções, não se ensinam as matérias de exatas de forma a estimular os estudantes a seguirem carreira na área de tecnologia. As vocações para os campos da engenharia não são despertadas, como deveriam ser, mediante novas técnicas de ensino, com didáticas apropriadas a um mundo pós-moderno.

As vocações vão sendo formadas, mediante as condições que se apresentam para os estudantes, durante seu processo de amadurecimento intelectual. E é isso que precisa ser levado em conta, e com uma visão de longo prazo. Fazer trabalhos e projetos com as crianças e os adolescentes para que eles gostem de Física, Química e Matemática.

Pouco adianta criar mais escolas de engenharia, mais vagas, se o País não conta com uma quantidade realmente expressiva de jovens interessados nelas. Ou se tiver ingressantes nos cursos que não conseguem aprender as disciplinas porque não tiveram base para isso nos cursos fundamental e médio. Continuarão, nesse caso, a ter vagas não preenchidas, elevados níveis de evasão e uma média alta de retenção.

Há quem defenda, numa visão imediatista, a criação de cursos de engenharia de curta duração, visando a ofertar mais profissionais da área para o mercado de trabalho. Ora, elevaríamos o número de engenheiros no Brasil, porém com o risco de serem construídas "pontes que caem".

Para o País crescer e um dia ser realmente desenvolvido, seria preciso que as estratégias voltadas para a educação fossem de longo prazo. Aí, sim, teríamos uma engenharia que, em vez de minguar, proliferaria no Brasil.

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(*) A lembrar Keynes.

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SENADO [In:] 14o. E 15o. SALÁRIOS (Vergonha !!!)


Projeto que extingue o 14° e o 15° salários está pronto para ir à votação no Senado


Senado pronto para votar fim de regalia
Autor(es): » JOÃO VALADARES
Correio Braziliense - 03/04/2012

Relator na Mesa Diretora conclui parecer sobre o fim dos salários extras e matéria está prestes a ir ao plenário

Uma semana depois de ser aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o projeto que prevê o fim dos 14º e 15º salários para deputados federais e senadores recebeu relatório favorável na Comissão da Mesa Diretora e pode ir a plenário para votação a qualquer momento.

Na manhã de hoje, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), relator da matéria, protocola o parecer. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa do parlamentar. A Secretaria-Geral da Mesa Diretora informou que, se o relatório for apreciado na próxima reunião da comissão, ainda sem data marcada, o projeto deve seguir para votação no mesmo dia.

Há rumores, nos bastidores da Casa, de que o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), teria pedido celeridade na tramitação da proposta de autoria da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "O desgaste do Senado está muito grande por causa das denúncias contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O clima aqui é o pior possível. A ordem é colocar o projeto para votação de maneira rápida e, ao menos, tentar imprimir uma marca de austeridade com o provável corte da benesse no plenário. O relatório na Mesa Diretora já está concluído", salientou, reservadamente, um senador que integra a CAE.

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar os extras antes mesmo da votação no plenário. O ministro do STF Carlos Ayres Britto decidiu encaminhar a decisão para o pleno da corte. Solicitou o posicionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) movida pela Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF). O prazo para apreciação é de dez dias. Ainda não há data para o julgamento. Ontem, no STF, não houve nenhum andamento.

O delegado regional da Receita no Distrito Federal, Joel Miyazaki, comunicou, na manhã de ontem, que não havia recebido nenhuma resposta do Senado Federal em relação à não tributação dos rendimentos adicionais. Ele voltou a declarar que espera o movimento espontâneo dos parlamentares para regularizar a situação. Até o momento, apenas um parlamentar procurou o Fisco pessoalmente e assegurou que iria pagar o que estava devendo. Neste caso, a multa cai de 75% para 20% do valor total dos atrasados com juros. A cobrança alcança os rendimentos recebidos há até cinco anos.

Regularização
"Ao contrário do Senado, a Câmara Legislativa já apresentou a resposta. Estamos analisando tudo para tomarmos as providências cabíveis. Continuamos esperando que os senadores se regularizem de forma espontânea", explicou o delegado. O prazo dado pelo Fisco acaba hoje. "Mesmo assim, vamos aguardar mais um pouco. Acreditamos que os políticos vão regularizar a situação." O nome do senador que procurou a Receita para quitar o débito continua mantido em sigilo.

O projeto que determina a abolição dos extras estava engavetado no Senado havia mais de um ano. Só começou a andar justamente após denúncias de que os senadores, além de receberem as remuneração adicionais, não descontavam o Imposto de Renda.

A proposta, aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos por unanimidade, prevê que os deputados e senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente. Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. Uma conta aproximada feita pelo Correio aponta que, considerando o período retroativo de alcance da cobrança devida, os parlamentares devolveriam juntos aproximadamente R$ 10,8 milhões.

Calote na Receita

Por ano, cada senador deixa de pagar ao Fisco R$ 12,9 mil. No fim do mandato, o parlamentar embolsa R$ 103.584. Nas unidades da Federação, desde 1995, o Leão já conseguiu reaver R$ 135,8 milhões de deputados estaduais de oito assembleias legislativas e conselheiros de tribunais de contas que, assim como os senadores, receberam remunerações extras sem pagar o IR.

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HOSPITAIS E CORRUPÇÃO [In:] ''LIXO HOSPITALAR''


O paraíso dos corruptos


Autor(es): agência o globo:Gil Castello Branco
O Globo - 03/04/2012

Parodiando, às avessas, Milton Nascimento — na canção "Nos bailes da vida" — dizem que o corrupto vai onde o dinheiro está. Assim, os encontros de funcionários públicos desonestos com comerciantes venais, infelizmente, não são raros. As imagens e os diálogos mostrados no "Fantástico" chocam, mas não compõem um enredo inédito. Ao contrário, o filme é reprisado nos quatro cantos do Pais e a Viúva morre no final.

O governo federal é o maior comprador do Brasil. No ano passado gastou aproximadamente R$ 12,5 bilhões adquirindo materiais de consumo e R$ 33,2 bilhões contratando serviços de terceiros. Como a "bola da vez" são os hospitais, só com material farmacológico, hospitalar e laboratorial foram pagos quase R$ 5 bilhões em 2011. Mas compra-se de tudo. Das lanchas-patrulha, que pescaram doações eleitorais em Santa Catarina, ao Ford Edge, fabricado no México, que serve à Presidência da República. Nos carrinhos de compras dos órgãos públicos não é impossível encontrar chicletes, essência para sauna, obras de arte e até cachaça. O megamercado interessa a muitos. Do contraventor ao senador.

Na contratação de serviços de terceiros não é diferente. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário gastam, por ano, cerca de R$ 375 milhões com vigilância e R$ 486 milhões com limpeza, apenas para dar alguns exemplos de alvos da moda. Se incluirmos a aquisição de equipamentos, o mercado brasileiro é tão interessante que provoca alvoroço até no exterior, como acontece na compra dos aviões caças para a Força Aérea Brasileira.

As irregularidades ocorrem em todas as formas e fases das licitações.

Nas dispensas indevidas, nas emergências planejadas, nos concursos e concorrências armados e dirigidos, e até nos pregões presenciais e eletrônicos que também não são imunes às fraudes. Vale tudo para que sejam geradas "gorduras" distribuídas na forma de propinas entre as partes. Nesses casos não há anjos. Há corruptos públicos e privados, nos dois lados do balcão.

A Lei que regula as compras e contratações (Lei 8.666/93) tem 19 anos, 121 artigos e muitos remendos.

Cria inúmeras formalidades e enorme burocracia, mas não evita as fraudes cometidas pelos mal intencionados.

Parte do problema, portanto, é melhorar a legislação.

A farra da moda são as adesões às atas de registros de preços, também chamadas de "caronas". A brecha legal permite ao fornecedor vencer licitação em uma repartição pública e posteriormente vender o mesmo produto, durante um ano, a vários outros órgãos. A tese do "onde passa um boi, passa uma boiada", tem falhas. O "registro vencedor" e a perspectiva de vendas futuras valem ouro e geram negociatas. Além disso, como o preço varia conforme a quantidade, é óbvio que a economia de escala beneficia so famente o comerciante. Uma boa ideia seria limitar o valor da carona até, no máximo, o dobro do valor da licitação original. Outra sugestão saneadora seria acabar com os pregões presenciais — que não têm qualquer vantagem sobre os eletrônicos — e dão margem às combinações prévias.

Pior que a legislação, porém, é a gestão.

Mesmo comprando há vários anos, o governo não possui sistema nacional de registro de preços confiável, com valores justos para cada item licitado. Se tivesse, qualquer preço estranho, fora do intervalo padrão, seria detectado. A área de Gestão, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com frequentes alterações de chefias e estrutura administrativa, ainda não conseguiu normatizar e gerir com eficiência os negócios governamentais.

O exemplo de que as inovações são possíveis vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ao comprar ônibus, bicicletas, vestuário, tablets, mesas e carteiras, entre outros itens, para 54 milhões de alunos o FNDE passou a adotar sistemática moderna. Definiu tecnicamente — em parcerias com o Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) e universidades — o que precisava adquirir, contratou pesquisas de mercado, realizou audiências públicas com fa bricantes e fornecedores e criou comitês de compras. Dessa forma, tem adquirido em pregões eletrônicos produtos padronizados, com qualidade atestada, por preços, em média, 20% inferiores aos oferecidos na praça.

O fato é que urgem mudanças na legislação, no planejamento e na gestão das bilionárias compras e contratações da administração pública federal, das estaduais e das municipais. O que assistimos na televisão é apenas o véu da cachoeira desse submundo.

GIL CASTELLO BRANCO é economista, fundador e coordenador da organização não governamental Contas Abertas.

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SENADO [In:] DEM, DEMóstenes, DEMissão !!!

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DEM ABRIRÁ PROCESSO PARA EXPULSAR DEMÓSTENES

DEM QUER DEMÓSTENES FORA DO PARTIDO POR COMETER "REITERADOS DESVIOS DA ÉTICA"
O Estado de S. Paulo - 03/04/2012

RICARDO BRITTO, JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O DEM abre hoje processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado em conversas telefônicas defendendo interesses de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que comanda uma rede de jogos ilegais no País, por "reiterados desvios da ética". "O senador está em xeque. A classe política está em xeque, mas quem mais está em xeque é o DEM, que é um partido que não aceita desvios", disse ontem o senador José Agripino Maia (RN), presidente e líder da legenda no Senado.

A decisão foi tomada em reunião ontem à noite na casa de Agripino, que contou com a presença do líder na Câmara, ACM Neto (BA), do deputado Ronaldo Caiado (GO) e do vice-governador de Goiás, José Eliton. Diante desse cenário, Demóstenes avalia se apresenta hoje pedido de desfiliação da sigla.

Desde a manhã de ontem, os caciques movimentavam-se para ter uma conversa "definitiva" com o senador até a noite. Ficou acertado que Demóstenes contaria sua versão a Agripino, ao líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), e ao presidente da sigla em Goiás, deputado Ronaldo Caiado.

"Nós precisamos ter esta conversa, que precisa ser definitiva", afirmou Agripino ao Estado, no início da tarde. A cúpula do DEM havia dado a Demóstenes um ultimato até hoje para se explicar. Mas, diante das novas denúncias, a cúpula quis antecipar o encontro. Demóstenes não apareceu e Agripino sentenciou: "O DEM não quer mais esperar".

Demóstenes passou o dia em casa, reunido com advogados e com Caiado, que tem feito o meio de campo entre ele e a cúpula da legenda. O advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que o parlamentar não se reuniu ontem à noite com a cúpula do partido porque não tinha analisado ainda os autos do processo.

Há, ainda, a expectativa em torno de uma renúncia ao mandato. O que pesa para Demóstenes adiar a decisão é o foro privilegiado a parlamentares. Como senador, ele só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Ética. Em outra frente, cinco senadores pediram pressa à Casa para convocar o Conselho de Ética. Na semana passada, foi acertado que o colegiado só se reuniria na próxima terça-feira para eleger o novo presidente. Mas as novas denúncias fizeram com que os parlamentares cobrassem um encontro nesta semana.

"Este julgamento é inevitável. A instituição é mais importante do que as pessoas. Nós somos transitórios", disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). O tucano disse que vai procurar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para tentar acelerar a eleição no conselho.

A presidência do Conselho de Ética está vaga desde setembro, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) deixou a Casa para ocupar um cargo no governo de Roseana Sarney. O presidente interino, Jayme Campos (MT), correligionário de Demóstenes, declarou-se impedido para conduzir o processo. Cabe ao PMDB indicar o próximo presidente.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


03 de abril de 2012

O Globo


Manchete: DEM abrirá processo para expulsar 'senador do bicho'

Para líder do PTB, 'não interessa se dinheiro de Cachoeira é legal ou ilegal'

Sem saída depois da revelação do envolvimento de Demóstenes Torres (GO) com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o DEM abre hoje processo para expulsar o senador, pois avalia que não há mais condições para que ele continue na legenda. No Senado, aumentou a pressão para que o Conselho de Ética acelere a investigação por quebra de decoro que poderá resultar na cassação de Demóstenes. Preso, Cachoeira mantém prestígio com outros políticos de Goiás. "Não sei se ele ganhou dinheiro em jogo, se era negócio legal ou ilegal. Não me interessa", minimiza o líder do PTB, Jovair Arantes. O presidente da Câmara, Marco Maia, defendeu investigação da Casa sobre os parlamentares envolvidos com Cachoeira. (Págs. 1, 3 a 5, Merval Pereira, 4 e Gil Castello Branco, 6)

Fotolegenda: Enquanto isso, na Hungria ...

O presidente da Hungria, Pal Schmitt, renunciou ao cargo após denúncias de plágio em sua tese de doutorado. (Págs. 1 e 27)

Fotolegenda: Nos EUA, mais um massacre em universidade

Um atirador abriu fogo numa universidade privada fundada por coreanos em Oakland, na Califórnia, matando sete pessoas e ferindo pelo menos três. Um suspeito, de origem asiática, foi preso a oito quilômetros do local. (Págs. 1 e 25)

Pacote pode superar os R$ 30 bilhões

Para incentivar as empresas e turbinar o PIB do país, o pacote que o governo anuncia hoje pode superar R$ 30 bilhões. As medidas incluem desoneração da folha de pagamento e crédito do BNDES. (Págs. 1 e 19)

Construtora Gafisa perde R$ 1 bilhão

Quinta maior construtora residencial do país em receita, a Gafisa registrou prejuízo de R$ 1,093 bilhão no ano passado. No setor aéreo, a Gol demitiu 86 pilotos e copilotos, e 45 comissários. (Págs. 1, 21 e 23)

Tragédia: operários derrubaram colunas

Em depoimento à polícia, operários que faziam obras no Edilício Liberdade, que desabou em janeiro sobre dois outros, matando 17 pessoas, revelaram ter derrubado colunas e paredes de concreto armado no 9º andar - o que pode ter levado ao colapso da estrutura. Um dos operários disse que "uma coluna resistente foi derrubada e serrados seus ferros do teto e da base". (Págs. 1 e 12)

Preso o último da quadrilha de Jorgina

Treze anos depois de sua condenação, foi preso no Rio o ex-procurador do INSS Raimundo Linhares de Araújo, agora com 82 anos. Ele é o último integrante da quadrilha que, comandada por Jorgina de Freitas, deu um golpe de R$ 500 milhões na Previdência Social. (Págs. 1 e 9)

Turismo para Brasil cai 10% entre espanhóis

A Confederação Espanhola de Agências de Viagens diz que o anúncio de medidas mais restritivas para entrada de espanhóis no Brasil - resultado da política de reciprocidade adotada desde ontem pelo governo - levou a uma queda na venda de pacotes turísticos. (Págs. 1 e 10)

Desemprego afeta metade dos jovens

A taxa de desemprego na Espanha foi de 23,6% em fevereiro, a maior da zona do euro, enquanto entre os jovens atingiu 50,5%. O índice nos 17 países do bloco, que já tem 17,1 milhões de desempregados, chegou a 10,8%, o maior desde a adoção da moeda única europeia, em 1999. (Págs. 1 e 20)

Realengo, um ano depois

Um ano após o massacre que vitimou 12 crianças, os alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, retomaram a rotina com menos brincadeiras e alegria, e lutando contra pesadelos que ainda os atormentam. Um pai deixou o emprego para ajudar a filha a superar o trauma: ele a acompanha até a escola todos os dias de manhã e não vai embora enquanto ela estuda. (Págs. 1 e 18)

Novos estudos revelam segredos do Atlântico Sul, fonte de alimento, lazer e petróleo dos brasileiros (Págs. 1 e Planeta Terra)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Taxa de roubos do Estado de SP ultrapassa a do Rio

Em 2011, Estado registrou 755 casos por 100 mil habitantes; no Rio, foram 660

Pela primeira vez desde 2006, o Estado de São Paulo superou o do Rio nos índices de roubos. Em 2011, São Paulo registrou 755 casos por 100 mil habitantes. No Rio, foram 660, relatam Afonso Benites e Josmar Jozino.

Enquanto em São Paulo esse tipo de crime aumentou em 2011, no Rio houve redução. Nos EUA, há 533, roubos por 100 mil habitantes.(Págs. 1 e Cotidiano C1)

Fotolegenda: Volta para casa

Militares e policiais que estavam em poder das Farc desembarcam em Villavicencio, na Colômbia, acompanhados de médicos, após serem libertados; a guerrilha entregou os dez últimos reféns políticos a uma missão humanitária, mas, segundo ativistas, restam 405 presos civis. (Págs. 1 e Mundo A14)

PF afirma que Cachoeira pagou propina no Incra

Escuta da Polícia Federal revela que o grupo de Carlinhos Cachoeira, preso sob acusação de corrupção, pagou propina no Incra para regularizar uma fazenda perto de Brasília. Segundo a PF, foram pagos R$ 200 mil para liberação do registro.

Gravação mostra que Cachoeira comprou a área, em situação irregular, por valor abaixo do de mercado. Relatório da PF cita o superintendente do Incra no DF, Marco Aurélio da Rocha, que diz não ter se reunido com as pessoas citadas. (Págs. 1 e Poder A4)

Cúpula do DEM decide expulsar Demóstenes

O DEM abrirá processo para expulsar o senador Demóstenes Torres por desvio de conduta em sua relação com Carlinhos Cachoeira. Ele tem uma semana para apresentar defesa. Sua saída é dada como certa. (Págs. 1 e Poder A5)

Matarazzo deixa Cultura; diretor da Pinacoteca assume

Diretor da Pinacoteca de São Paulo desde 2002, Marcelo Araújo será o novo secretário estadual da Cultura. Ele substituirá Andrea Matarazzo, que tenta se viabilizar como vice de José Serra na eleição municipal. (Págs. 1 e Poder A11)

Governo quer tarifa igual para celular de outra operadora

A Anatel estuda vetar que operadoras de telefonia celular cobrem preços diferentes em ligações feitas dentro e fora de suas redes. Hoje elas oferecem preço reduzido nas chamadas para telefones da mesma empresa.

A agência diz que o cliente fica preso ao desconto, e o veto estimularia a concorrência. A ideia é acabar primeiro com a taxa de interconexão, entre celular de operadoras diferentes. (Págs. 1 e Mercado B1)

Distribuição de sacolinhas em supermercados de SP acaba hoje (Págs. 1 e Mercado B3)


Entra em vigor novo sistema de ponto eletrônico

Um sistema de ponto eletrônico que imprime comprovante de entrada, saída e de intervalos do trabalhador entrou em vigor ontem.

Empresas com mais de dez empregados e que já usam ponto eletrônico terão de instalar o equipamento. As que têm controle manual (escrito) ou mecânico (cartão) não mudam. (Págs. 1 e Mercado B5)

Ex-aluno abre fogo e mata 7 em escola cristã na Califórnia

Um ex-aluno armado matou sete pessoas e feriu outras três em uma escola coreana de estudos cristãos na Califórnia, nos EUA. Um suspeito foi detido, mas não teve o seu nome divulgado.

Segundo uma testemunha, o atirador estava em uma aula de enfermagem quando abriu fogo. (Págs. 1 e Mundo A15)

Clovis Rossi: Delírio coletivo das Malvinas pôs fim à ditadura

Eu era correspondente em Buenos Aires quando forças argentinas invadiram as Malvinas, há 30 anos. Os argentinos estavam embriagados de um patriotismo equivocado. A ditadura começou a acabar nas Malvinas, após dois meses e meio em que o país enlouqueceu. (Págs. 1 e Mundo A17)

José Simão

Demóstenes levou um banho de água fria, de cachoeira. (Págs. 1 e Ilustrada E5)

Editoriais

Leia "Proteção sobre rodas", acerca de medidas para o setor automotivo; e "A dependência de Cuba", a respeito de reformas na economia da ilha. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: DEM abrirá processo para expulsar Demóstenes

Senador não dá explicações cobradas por líderes do partido e é acusado de 'reiterados desvios da ética'

O DEM abre hoje processo de expulsão do senador Demóstenes Torres (GO), acusado de "reiterados desvios da ética". Ele foi flagrado em conversas telefônicas defendendo interesses de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar rede de jogo do bicho. "O senador está em xeque. A classe política está em xeque, mas quem mais está em xeque é o DEM, que é um partido que não aceita desvios", disse Agripino Maia (RN), presidente e líder da legenda no Senado. Demóstenes era esperado pelos dirigentes do partido em reunião para dar explicações sabre nova denuncias, mas não compareceu. Ele ficou o dia em casa, reunido com advogados e com o deputado Ronaldo Caiado (GO) que tem feito o meio campo frente, cinco senadores pediram pressa à Casa para convocar o Conselho de Ética. "Este julgamento é inevitável. A instituição é mais importante do que as pessoas", afirmou o líder do PSDB. (Págs. 1 e Nacional A4)

Deputados podem ser investigados

A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção pedirá que a Câmara investigue Jovair Arantes (PTB), Carlos Alberto Leréia (PSDB) e Sandes Jr. (PP), de Goiás, e Stepan Nercessian (PPS-RJ), suspeitos de ligação com Carlinhos Cachoeira. (Págs. 1 e Nacional A4)

Investigação sobre Mantega é suspensa pelo Supremo

O Supremo Tribunal Federal suspendeu ontem investigação aberta pelo Ministério Público Federal para apurar se o ministro Guido Mantega (Fazenda) praticou ato de improbidade administrativa por omissão em relação a suposto esquema de corrupção na Casa da Moeda. O presidente da instituição, Luiz Felipe Denucci, foi demitido em janeiro. O ministro do STF Luiz Fux determinou que a apuração fique a cargo do procurador-geral, Roberto Gurgel. (Págs. 1 e Nacional A5)

Governo lança mais medidas de incentivo à indústria

O governo anuncia hoje um pacote de medidas para estimular a indústria, que enfrenta crise de competitividade em razão da forte concorrência internacional e do câmbio. As ações estão focadas na queda do custo dos empréstimos, sobretudo do BNDES, e na redução de tributos para alguns dos setores mais atingidos pela crise. As vendas de carros caíram no primeiro trimestre e o setor pede incentivos à produção e crédito ao consumidor. (Págs. 1 e Economia B1 e B4)

Fotolegenda: Malvinas, 30 anos

Cristina Kirchner em cerimônia do aniversário da Guerra das Malvinas; a presidente argentina quer 'diálogo' com Londres. (Págs. 1 e Internacional A11)

Brasil temia ataque inglês à Argentina e advertiu EUA

Documentos secretos mostram que o Brasil advertiu os EUA que não aceitaria que tropas britânicas atacassem a região continental da Argentina durante a Guerra das Malvinas, informa Marcelo de Moraes. "Que a Inglaterra não chegue a esse ponto, pois seria muito delicado", disse o então presidente João Figueiredo ao secretário de Estado americano, Alexander Haig, sugerindo que o Brasil poderia se alinhar militarmente a Argentina. (Págs. 1 e Internacional A10)

Trecho do documento

"Se ocorrer o pior, a solidariedade americana certamente eclodirá. Que a Inglaterra não chegue a esse ponto, pois seria muito delicado"
(Figueiredo, sobre a hipótese de invasão da Argentina pela Inglaterra)

"Não se pode controlar a que a Inglaterra vai fazer"
(Resposta de Alexander Holg)

Câmara de SP suspende supersalário de servidor (Págs. 1 e Cidades C1)


Hoje é o último dia das sacolinhas de plástico (Págs. 1 e Vida A16)




Irritado, professor mata por causa de barulho (Págs. 1 e Cidades C3)


Atirador mata 7 em universidade americana

Um homem não identificado abriu fogo em uma universidade cristã de Oakland, no Estado da Califórnia, matando ao menos sete pessoas. O atirador - que, segundo testemunhas, estudou na universidade - foi preso. Há um mês, três estudantes de uma escola em Ohio foram assassinados a tiros. (Págs. 1 e Internacional A13)

Henry Kissinger

Nova política de intervenção

As preocupações humanitárias não extinguem a necessidade de relacionar o interesse nacional a um conceito de ordem mundial. (Págs. 1 e Visão Global A12)

Ilan Goldfajn

Novas metas fiscais

A política fiscal do País pode ser vista como vencedora, mas precisa evoluir. As despesas têm crescido em torno de 13%. É uma taxa muito elevada. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

O drama europeu

Os países condenados a ajustes duros terão enorme dificuldade para arrumar suas contas. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Medo a caminho da escola em Brasília

Apesar de o Batalhão de Policiamento Escolar desconhecer a situação, os relatos se multiplicam: é cada vez maior o número de estudantes atacados por bandidos, que agem em bandos, à luz do dia, nas proximidades de escolas particulares do Plano Piloto. Só na semana passada, houve pelo menos quatro assaltos. "Só podemos tomar providências após ter conhecimento das ocorrências", alega o comandante do BPE, Eduardo Leite Sousa. (Págs. 1, 21 e 22)

DEM abre processo hoje para expulsar Demóstenes

O partido deu sete dias para o senador goiano se defender das acusações de envolvimento com o empresário e contraventor Carlinhos Cachoeira. Na cúpula do DEM, a expulsão de Demóstenes Torres é tida como certa. "Dificilmente não será tomada essa decisão", diz José Agripino Maia, presidente do Democratas e líder da sigla no Senado. Mulher de Cachoeira conta que o suplente de Demóstenes também é ligado ao bicheiro. (Págs. 1, 2 e 3)

Projeto que extingue o 14° e o 15° salários está pronto para ir à votação no Senado (Págs. 1 e 6)




Brasil ameaça, Madri negocia

Itamaraty diz que a Espanha já admite rever as exigências para a entrada de turistas. Espanhóis que chegaram ao território brasileiro tiveram mais dificuldade para entrar. (Págs. 1 e 17)

Dia de pacote para indústria

O governo anuncia medidas de incentivos fiscais, redução de encargos e oferta de crédito. Especialistas, no entanto, não acreditam na diminuição dos custos de produção no país. (Págs. 1 e 9)

Fotolegenda: Guerrilha - Voo para a paz na Colômbia

Mediadora das negociações com as Farc, a senadora Piedad Córdoba chora ao embarcar no helicóptero brasileiro usado no resgate dos reféns. A libertação de 10 militares facilitará o diálogo no país. (Págs. 1 e 16)

A tragédia se repete nos EUA: atirador mata sete pessoas em universidade cristã (Págs. 1 e 17)


Banho de sangue em março: 88 assassinatos

Foram em média quase três mortes violentas por dia no Distrito Federal no mês passado. Só no último fim de semana, 14 pessoas perderam a vida em menos de 48 horas. A maioria dos crimes estava ligado ao tráfico de drogas. (Págs. 1 e 23)

Biblioteca Nacional está jogada às traças (Págs. 1 e 29)


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Valor Econômico


Manchete: Energia no mercado livre tem maior preço desde 2010

Os preços da energia elétrica no mercado à vista ("spot") subiram nesta semana para R$ 187,82 por megawatt-hora, o valor mais alto em 17 meses. Após a redução das chuvas a partir de meados de fevereiro, as precipitações em março ficaram abaixo da média histórica em todos os subsistemas da rede. A disparada de preços - aumento de 236% nos subsistemas Sudeste, Centro-Oeste e Sul desde a terceira semana de fevereiro - causou alvoroço no mercado à vista (no qual grandes consumidores vendem seus excedentes ou compram sobras de outras empresas), que já estava acostumado com uma longa temporada de valores baixos.

Grandes indústrias e varejistas (como shopping centers e hipermercados) que são consumidores livres - têm demanda superior a 3 MW e podem escolher seus fornecedores de energia - estão pagando mais caro em contratos de médio prazo. O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, Paulo Pedrosa, diz que empresas de maior porte não devem ser muito afetadas, porque deixam só uma parcela mínima de suas necessidades - entre 5% a 10% do consumo total - exposta ao mercado à vista. (Págs. 1, A5 e B9)

Fotolegenda: Avanços no pré-sal

A Statoil, empresa norueguesa, investe US$ 3 bilhões ao ano na exploração de petróleo e gás nos mais de 20 países onde opera. Com o pré-sal, o Brasil se tornou uma prioridade, diz o vice-presidente de exploração da companhia, Tim Dodson. A Statoil já produz petróleo no país. (Págs. 1 e B11)

Cencosud perto de comprar a varejista DMA

As negociações para a venda da DMA Distribuidora, dona da rede de supermercados Epa, para o grupo chileno Cencosud avançaram nas últimas semanas. Maior empresa de supermercados de Minas Gerais, a DMA teve faturamento de R$ 2 bilhões no ano passado. De acordo com uma fonte ligada ao Cencosud, as partes já chegaram a um consenso em relação ao valor final, que seria de R$ 1,3 bilhão, incluída a dívida da empresa.

Desde o ano passado, existiam informações a respeito do interesse do Cencosud e do Walmart pela empresa mineira, mas os americanos nunca chegaram a avaliar a compra do negócio. O único interessado neste momento é o Cencosud, que, se finalizar a aquisição, deve consolidar a posição de líder do setor no mercado de Minas. No ranking nacional, o Cencosud é o quarto colocado. (Págs. 1 e B3)

Economia sustentável divide OCDE e emergentes

A divergência entre dar prioridade ao crescimento econômico ou à proteção ambiental marcou a reunião ministerial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na semana passada, e ilustrou um confronto entre países desenvolvidos e emergentes que deverá persistir na conferência Rio+20, em junho, no Brasil.

A OCDE reuniu ministros de meio ambiente para definir a mensagem a levar ao Rio e convidou alguns países emergentes - Brasil, China, Indonésia, Rússia, África do Sul e Colômbia - para a discussão. No fim, os emergentes não endossaram a declaração ministerial, com exceção da Rússia. (Págs. 1 e A13)

Cade avalia oferta da Camargo

A oferta pública de aquisição de ações da Cimpor pela Camargo Corrêa preocupa o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que deve impor restrições ao negócio se ele for concretizado. O relator do processo, conselheiro Alessandro Octaviani, convocou a Camargo para uma reunião nesta semana para ter esclarecimentos sobre a operação. O objetivo do encontro será o de avaliar os riscos para a competição no setor de cimento, caso a Camargo realmente fique com a cimenteira portuguesa.

O Cade entende que esse é um setor problemático. Em novembro, o órgão proibiu a Camargo e a Votorantim de indicar administradores para a Cimpor. "Esse é um mercado que preocupa muito as autoridades de defesa da concorrência", disse Octaviani. De acordo com ele, o setor de cimento é "repleto de grandes preocupações, não somente pela elevada concentração mas também pela ampla investigação de cartel feita pela Secretaria de Direito Econômico". (Págs. 1 e B11)

Oi tem prejuízo em compra de fatia da Portugal Telecom

A compra de parcela do capital da Portugal Telecom (PT) revelou-se um mau negócio para a Oi. A companhia telefônica brasileira perdeu mais da metade do que aplicou, no ano passado, na aquisição de 7,4% das ações da PT. Na ocasião, o negócio custou R$ 1,2 bilhão. Por causa da crise financeira na Europa, o principal índice da bolsa de valores de Lisboa (BVLX) caiu 20,4% em 2011, enquanto as ações da Portugal Telecom recuaram 43,4%.

A Oi registrou baixa de R$ 668 milhões no investimento que fez na PT, de acordo com dados do balanço anual. O plano era comprar até 10% do capital da Portugal Telecom, como parte do acordo que resultou na entrada da empresa portuguesa no bloco de controle da Oi - para ficar ao lado dos sócios brasileiros Andrade Gutierrez, La Fonte e fundos de pensão. (Págs. 1 e B1)

O lado verde dos eletrônicos

Netbooks movidos a energia solar, relógios que funcionam à base de água, televisores que conseguem economizar 70% da energia ajustando-se automaticamente à iluminação da sala. Esses são exemplos reais de como a indústria de eletrônicos está se adaptando à era do consumo verde.

Para o consumidor, poupar energia tornou-se um atrativo quase tão importante como outras características que sempre pesaram na decisão de compra, como o design e o desempenho de computadores e smartphones. (Págs. 1 e D8)

Desemprego ameaça a Primavera Árabe (Págs. 1 e A16)


Governo prepara nova estatal

O governo prepara a criação de uma empresa estatal, batizada Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), para cuidar de projetos relacionados ao programa nuclear e à construção de submarinos. (Págs. 1 e A4)

Cisco vai investir R$ 1 bi

A Cisco vai investir R$ 1 bilhão no Brasil até 2015. Os recursos serão destinados à criação de um centro de inovação no Rio, a construção de uma fábrica em São Paulo, criação de um fundo de "venture capital" e acordos de propriedade intelectual, diz Rodrigo Abreu. (Págs. 1 e B2)

Demissões na Gol

A Gol demitiu ontem 131 tripulantes (pilotos e comissários), após não ter obtido a adesão desejada aos programas de licença não remunerada e demissão voluntária. No ano, já são quase 300 dispensas. (Págs. 1 e B3)

Cooxupé tem receita recorde

A valorização do café no ano passado fez a Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, com sede em Guaxupé (MG), registrar faturamento recorde de R$ 3 bilhões em 2011. Também se tornou a maior exportadora brasileira do produto. (Págs. 1 e B14)

Bancos europeus pagam o BCE

Alguns dos maiores bancos da Europa, como o UniCredit (Itália), BNP Paribas e Société Générale (França) e La Caixa (Espanha) preparam-se para devolver parte dos empréstimos contraídos no Banco Central Europeu (BCE). (Págs. 1 e C12)

AIG volta a mirar setor imobiliário

O grupo segurador AIG, resgatado pelo governo dos Estados Unidos depois de apostas desastrosas no mercado hipotecário em 2008, avalia formas de voltar a ampliar suas atividades no setor, comprando créditos residenciais. (Págs. 1 e C14)

Ideias

Delfim Netto

No presidencialismo que construímos, reformas estruturais dependem da cooptação de uma maioria segura no Congresso. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Raymundo Costa

Pauta da indústria no Congresso avança ainda neste mês com aprovação do Código florestal e fim da 'guerra dos portos'. (Págs. 1 e A6)

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segunda-feira, abril 02, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] FÉ CEGA, FACA AMOLADA

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

02 de abril de 2012

O Globo


Manchete: Principais obras do PAC têm atrasos de até quatro anos

Projetos bilionários de infraestrutura com prazos de entrega revistos

Problemas ambientais, de fiscalização, greves e gastos questionados pelo TCU levam as maiores obras de infraestrutura do Programa Nacional de Aceleração (PAC) a atrasos de até quatro anos e meio. A Ferrovia Norte-Sul, que se arrasta desde o governo Sarney, e o eixo leste da transposição do Rio São Francisco estão na lista. Promessa de campanha do então presidente Lula, a Nova TransNordestina, uma obra de R$ 5,3 bilhões, será entregue quatro anos depois da previsão inicial.
O levantamento feito pelo GLOBO mostra ainda que em dez chamadas megaobras, que somam R$ 171 bilhões, todas tiveram seus prazos revistos. Os entraves acabam atrasando os investimentos: recursos são reservados, mas ficam sem aplicação efetiva. O governo promete fiscalizar mais de perto as obras. (Págs. 1 e 3)

Foto-legenda: Rebeldes da Síria terão salários

Partidários de Bashar al-Assad participam de um protesto, em Istambul, contra a decisão do grupo "Amigos da Síria” de reconhecer os rebeldes e lhes conceder um salário. (Págs. 1 e 23)

Rocinha tem a oitava morte em 50 dias

Um homem foi executado ontem na Rocinha. É a 8ª morte em 50 dias na comunidade. A Secretaria de Segurança confirmou que investiga denúncias de que PMs estariam recebendo suborno de traficantes da favela. (Págs. 1 e 11)

DEM já fala em expulsar Demóstenes

O destino político do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, começa a ser definido. O DEM deu prazo até amanhã para que ele se explique. Do contrário, partirá para a expulsão. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pediu a renúncia. (Págs. 1, Ricardo Noblat e 3)

BC reduz juro, mas bancos ganham mais

Apesar da queda na taxa básica de juros, a Selic, nos últimos anos, os bancos estão aumentando suas margens de lucro nas operações de crédito. Levantamento da consultoria Austin Rating mostra que o ganho já chega a 33%. (Págs. 1 e 19)

Cruzamento de dados já gira US$ 70 bi

Tecnologia que combina cruzamento com análise avançada de dados - a chamada Big Data - vem ganhando espaço em empresas e governo. No Brasil, ela está no mapeamento do pré-sal. (Págs. 1 e 17)

Malvinas: mais perto do Brasil

O governador das Malvinas, o inglês Nigel Haywood, afirma que a Argentina atrapalha as relações do Reino Unido com o Brasil, que poderiam ser ainda melhores, e que seu país não tem interesse em elevar a tensão na região. Segundo ele, o povo das Malvinas deve ter direito à autodeterminação. (Págs. 1 e 24)

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Folha de S. Paulo


Manchete: País barra a entrada de 28 estrangeiros por dia

De 2008 a 2011, total de viajantes impedidos de entrar no Brasil cresceu 1.000%

O número de estrangeiros barrados ao tentar entrar no Brasil aumentou mais de 1.000% desde 2008, informa Flávia Foreque.

Segundo a Polícia Federal, 10.218 viajantes foram barrados em 2011 (28 por dia); em 2008 foram 884. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Todos os homens de Cachoeira

Apuração da Polícia Federal diz que Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais, tem "representantes" no governo de Goiás e no Congresso, entre eles o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).

Na noite de ontem, o senador democrata se reuniu com advogados para avaliar a hipótese de renunciar ao mandato. (Págs. 1 e Poder A5 e A6)

Justiça de SP põe fim a 'carteiradas' dadas por políticos

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão das atividades da Ordem dos Parlamentares do Brasil e o recolhimento de carteirinhas dadas pela entidade a associados - 2.900 políticos de pouca expressão. "Solicitamos às autoridades facilitarem livre trânsito", diz o documento, usado para dar "carteiradas". (Págs. 1 e Poder A4)


Dilma anuncia amanhã incentivos que podem chegar a R$ 20 bilhões (Págs. 1 e Poder A6)


Países prometem dar mais ajuda a opositores sírios

Potencias ocidentais e países árabes prometeram, em conferência na Turquia, aumentar a ajuda a oposição contra o regime do ditador Bashar Assad. O Brasil participou como observador.

A secretaria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que os EUA estão fornecendo equipamentos à oposição síria. (Págs. 1 e Mundo A12)

Entrevista da 2ª: Pavel A. Vidal

Sem Chávez na Venezuela, Cuba viveria grave crise

Pavel Alejandro Vidal, economista da Universidade de Havana, diz que sem Hugo Chávez na Venezuela, Cuba mergulharia numa grave crise social e política.

Para ele, Havana perderia facilidades financeiras para comprar petróleo. Além disso, os 30 mil profissionais de saúde trabalhando nos programas sociais venezuelanos rendem para Cuba ao menos duas vezes mais que o turismo na ilha. (Págs. 1 e A18)

Maria Inês Dolci

Sal e açúcar serão tratados como cigarros

Sal, açúcar e gorduras serão avaliados, no futuro, como os cigarros hoje. A Anvisa não errou ao tentar impor normas à propaganda de alimentos. Quem errou foi o governo federal ao fazer um acordo para diminuição do teor de sódio dos alimentos que praticamente não terá efeitos para a saúde dos brasileiros. (Págs. 1 e Folhainvest, B6)

Editoriais

Leia "O papa em Cuba", sobre encontro de Bento 16 com Raul Castro; e "Seis anos de Mantega", a respeito da atuação do ministro da Fazenda. (Págs. 1 e Opinião A2)

Mônica Bergamo

Filme sobre Marina não atrai patrocínio nem de seu vice. (Págs. 1 e E2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma vai anunciar mais R$ 18 bilhões de incentivos à indústria

Financiamentos terão juros menores, prazos maiores e mais setores beneficiados

A presidente Dilma Rousseff vai anunciar amanhã uma reformulação nas linhas de financiamento para investimento e capital de giro do BNDES com redução nas taxas de juro, ampliação do prazo de pagamento e mais setores beneficiados. O governo aumentará em R$ 18 bilhões os recursos com taxas subsidiadas pelo Tesouro, que chegarão a R$ 227 bilhões, informa Renata Veríssimo. Será criada uma nova linha para projetos estratégicos de R$ 8 bilhões, com juros de 5% ao ano. Haverá ainda redução de juros para ônibus e caminhões e bens de capital. O financiamento para exportação sobe para 100% com prazo de 36 meses. (Págs. 1 e Economia B1)

Direto da Fonte Especial

À espera do embate decisivo

Em entrevista a Sonia Racy e Paula Bonelli, José Serra e Fernando Haddad revelam suas inspirações e aspirações à prefeitura de São Paulo e comentam a volta de Lula a um cenário de campanha que promete aprofundar a polarização entre PSDB e PT. (Págs. 1 e Caderno 2, D2 e D3)

José Serra

“Lula apoiou a Marta em 2004 e 2008, perdeu. Apoiou o Mercadante em 2010, perdeu. A tradição do Lula é não ganhar em São Paulo"

Fernando Haddad

"Estou muito confiante na recuperação do presidente. O tumor desapareceu. Ele vai se recuperar muito rapidamente agora"

Demóstenes avalia renunciar ao mandato

Em um esforço para evitar a cassação - e a consequente perda dos direitos políticos -, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) convocou uma reunião com o seu advogado, Antonio Carlos Castro, para avaliar a possibilidade de renunciar ao mandato. A renúncia imediata foi cobrada ontem pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante: "É uma medida extrema, pessoal, mas o teor das conversas telefônicas mantidas com o empresário (Carlinhos Cachoeira) evidenciam uma situação mortal para qualquer político". (Págs. 1 e Nacional A4)

Saída de líder chinês expõe divisão do PC

Um dos favoritos ao grupo dos nove do Comitê Permanente do Politburo, Bo Xilai foi afastado do cargo de líder do Partido Comunista em Chongqing, centro industrial da China. O expurgo põe em xeque os métodos de Bo contra o crime organizado, que lembram os anos de terror no país. (Págs. 1 e Internacional A10)

Maior rigor para turistas espanhóis começa hoje (Págs. 1 e Cidades C1)


Dívidas fazem aumentar o número de usinas à venda (Págs. 1 e Economia B6)


TAM e Gol reduzem frota e elevam preços (Págs. 1 e Negócios N1)


Carlos A. Sardenberg

Brics, a agenda furada

Por que a reunião dos cinco principais emergentes envereda por propostas vagas e distantes? Porque é só aí que tem algum acordo. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações

A crise que não existe

A cena política evidencia que o presidencialismo de coalizão caminha para a exaustão. (Págs. 1 e A3)

Lan Bremmer e David Gordon

Contra a hidra da Al Qaeda

Embora os extremistas sunitas tenham afastado seu foco dos EUA, o desafio que representam para a política externa amerciana aumentou. (Págs. 1 e Visão Global A12)

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Correio Braziliense


Manchete: Bancos elevam tarifas em 78% e ampliam lucro

Com os juros dos títulos públicos em baixa, as instituições pesam a mão nas taxas cobradas aos clientes para garantir a lucratividade. O aumento nos últimos dois anos está bem acima da inflação medida no período, de 17,65%. No acumulado de 2011, a renda com tarifas bancárias e cartões de crédito somou R$ 39,1 bilhões, o equivalente a 66% do lucro obtido do setor. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor alerta que o brasileiro também tem sido punido com a cobrança de anuidades elevadas do cartão. (Págs. 1 e 7)

Número de motos em Brasília cresce 320% em 10 anos

O aumento foi quatro vezes maior que o da frota de carros no período. Os índices vêm acompanhados de uma outra estatística preocupante: a cada 10 acidentes envolvendo motociclistas, em média sete condutores precisam de cuidados médicos. No caso dos motoristas, em apenas três colisões há ferimentos mais graves.

Faixa repaginada

Novos pontos de travessia de pedestres, motivo de orgulho para os brasilienses, estão em fase de teste em cinco locais do DF. Inspirados em modelo londrino, eles têm cores e tamanhos diferenciados. Se for comprovada a eficácia, a nova faixa poderá ser adotada em outros estados brasileiros. (Págs. 1, 17 e 18)

Educação abre portas da indústria para jovens

Cada vez mais, os cursos profissionalizantes atraem moças e rapazes para a sala de aula. Nos últimos dois anos, o total de alunos matriculados no Senai-DF cresceu 9,7%. Em 2011, 27.193 estudantes apostaram na força do ensino técnico, em 20 diferentes áreas, como trampolim para conseguir um bom emprego. (Págs. 1 e 21)

Presidente da OAB cobra a renúncia de Demóstenes (Págs. 1 e 4)


Saúde: Droga contra diabetes vira arma anticâncer

A metformina, substância indicada para diminuir a quantidade de açúcar no sangue, tem se revelado um importante agente de combate a tumores. (Págs. 1 e 15)

Oriente Médio: 83 países vão bancar ação de rebeldes sírios

A comunidade internacional reconhece oposição ao regime de Bashar Al-Assad como principal interlocutora e cria fundo para pagar salário de insurgentes. (Págs. 1 e 12)


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Valor Econômico


Manchete: Múltis promovem o Brasil na rede global da inovação

As grandes companhias de tecnologia da informação e comunicação estão desenvolvendo no Brasil sistemas e produtos que são usados e vendidos globalmente. O software para impressão a distância da Hewlett-Packard, o sistema de prevenção de enchentes da IBM e o programa de monitoramento de caixas eletrônicos da americana Diebold são exemplos de bens e serviços com DNA brasileiro. "Fomos promovidos de liga", brinca Paulo Iudicibus, diretor de novas tecnologias e inovação da Microsoft.

É difícil saber o volume de recursos aplicados em pesquisa pelas empresas multinacionais, que em geral mantêm os valores em sigilo. Entre 13 grandes companhias ouvidas pelo Valor, os aportes variam de R$ 35 milhões a R$ 3 bilhões, dependendo do período de investimento. Mas há outros indicadores que tornam evidente a atenção despertada. É o caso do número de pesquisadores contratados. Somados, os times próprios e os profissionais de universidades envolvidos nos projetos das 13 companhias chegam a 2,7 mil pessoas. (Págs. 1 e B3)

Começam a faltar produtos na Argentina

As barreiras criadas pelo governo argentino para dificultar a entrada de produtos importados começam a provocar desabastecimento no país. Faltam roupas, eletrodomésticos (principalmente liquidificadores), brinquedos e até alimentos. Em vitrinas das lojas da capital, manequins ainda ostentam roupas leves, de verão, enquanto nas ruas as pessoas já usam agasalhos.

Segundo o diretor de relações institucionais da Câmara de Importadores da Argentina, Miguel Ponce, das 164 mil declarações de importação apresentadas desde 1º de fevereiro, 51 mil ainda não foram liberadas. A barreira motivou queixa contra a Argentina na OMC por parte da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros 14 países. (Págs. 1 e A13)

País agora atrai bancos chineses

Os bancos estatais da China, os maiores do mundo, rondam o mercado brasileiro. O Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), o maior deles, espera desde o ano passado o sinal verde para poder atuar no país e já está com contrato de locação assinado para ocupar um escritório no coração financeiro de São Paulo. O China Construction Bank (CCB) sonda há meses possibilidades de entrada por meio de aquisições de bancos de pequeno ou médio portes e teria de US$ 500 milhões a US$ 600 milhões para a empreitada. O Bank of China, menor que os outros dois, opera como banco múltiplo desde 2009 e começará agora a atuar mais intensamente. Juntos, os três têm valor de mercado próximo de US$ 570 bilhões. (Págs. 1 e C1)

Foto-legenda: Frete mais caro

Maersk Line, maior transportadora de contêineres do mundo, está reajustando os fretes na tentativa de reverter os prejuízos do ano passado, quando registrou perda global de US$ 602 milhões. O aumento depende da rota e dos clientes, mas está em torno de 30%. (Págs. 1 e B7)

Novatas na bolsa mudam após fusões

Quem comprou ações da Abyara em sua estreia na bolsa em julho de 2006, três anos depois passou a ser acionista não só da companhia, mas também da Klabin Segall e da Agra, que se uniram na Agre Empreendimentos Imobiliários. Passados oito meses, esse mesmo investidor se tornou sócio da PDG depois que esta empresa comprou a Agre.

De uma lista de 147 empresas que, de 2004 a 2011, chegaram à bolsa, 57 (39% do total) não existem mais na forma como entraram no mercado. Nesse período, elas se engajaram em algum tipo de consolidação; lideraram ou foram alvos de fusões e aquisições. (Págs. 1 e B1)

Em 2011, companhias abertas lucraram menos

A desaceleração da economia na segunda metade do ano e a pressão de custos e despesas afetaram os balanços das empresas brasileiras de capital de aberto em 2011, segundo Levantamento feito pelo Valor Data com base no banco de dados da consultoria Economática. Os números de 209 empresas não financeiras mostram que as receitas líquidas cresceram 14,5% em relação a 2010, ritmo bem menor que o avanço do ano anterior (20%). O lucro operacional (antes de impostos e do resultado financeiro) caiu 5,1% em 2011 e a margem operacional recuou de 19% para 15,7%. Já o lucro líquido encolheu 23%.

Os empresários iniciaram 2011 com expectativas positivas, que se confirmaram na primeira metade do ano. Mas o agravamento da crise europeia, a piora da inflação e os efeitos retardados dos aumentos da taxa de juros promovidos pelo Banco Central enfraqueceram o ritmo de atividade dali em diante. (Págs. 1 e B2)

Produtividade cai e pressiona indústria

Entre 2008 e 2011, a produtividade "perdeu" a corrida para os salários, ampliando o custo do aumento real pago aos trabalhadores da indústria no período. Enquanto os salários, em reais, cresceram 12,4%, os ganhos de eficiência obtidos pela indústria de transformação foram de apenas 4,7% na mesma comparação. Números da Universidade da Pensilvânia indicam que o trabalhador brasileiro produziu, em 2008, o equivalente a US$ 17,9 mil por ano, enquanto a produção do americano equivaleu a US$ 84,7 mil, e a do chinês, a US$ 11,9 mil.

Para economistas, a baixa produtividade - que vem tanto da baixa qualificação, como do pequeno investimento em inovação e de ineficiências na gestão - torna o custo salarial mais pesado para a indústria brasileira. Uma pesquisa da KPMG indica que o custo de produção industrial no Brasil é o quinto maior entre 14 países, mas a maior culpa não é da folha de pagamentos. O Brasil tem a maior carga tributária sobre lucro, mas quatro países possuem custo salarial menor. (Págs. 1, A2 e A3)

Plano do PT é avançar nas grandes cidades

Mais do que ultrapassar o PMDB em número de cidades governadas, o que o PT pretende é aumentar sua fatia no conjunto dos 118 municípios com mais de 150 mil eleitores. Esse colégio eleitoral equivale a 41% do total do país. O partido avalia que é mais importante avançar nos municípios maiores, que têm poder de irradiação política, do que governar um grande número de pequenas cidades.

O PT já é a agremiação mais bem representada nesse colégio eleitoral, com 33 municípios. Levantamento feito pela direção do partido, e obtido com exclusividade pelo Valor , mostra que o PT já está organizado para disputar, com candidatura própria, as prefeituras de 75 dessas 118 cidades, sendo que em 20 delas são prefeitos petistas que buscam a reeleição. (Págs. 1 e A6)

Indústria reduz investimentos

Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo mostra que o setor deve investir neste ano R$ 167,1 bilhões, uma redução de 3,4% em relação a 2011, quando os investimentos já tiveram queda de 4,7% em relação ao ano anterior. (Págs. 1 e A2)

Governo tenta desencalhar ZPEs

Mesmo com 23 Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) no país e a 24ª a caminho, nenhuma delas existe efetivamente. Agora, o governo definiu seis com maior potencial e tentara tirá-las do papel. (Págs. 1 e A4)

Mais médicos estrangeiros

Governo quer facilitar a entrada de médicos estrangeiros para trabalhar no país. A Casa Civil e o Ministério da Saúde preparam mudanças nas exigências para homologação de diplomas internacionais. (Págs. 1 e A16)

Tractebel investe em usina solar

A Tractebel planeja investimento de R$ 56,3 milhões na segunda usina de energia solar do país - a única em funcionamento pertence à MPX. O início da operação está previsto para o fim do próximo ano. (Págs. 1 e B6)

'Caldeirão elétrico'

O Estádio do Pituaçu, do Esporte Clube Bahia, será a primeira arena autossuficiente em eletricidade da América latina, por meio da instalação de painéis de energia solar. A geração excedente será utilizada por repartições públicas. (Págs. 1 e B6)

Bolognesi compra a Multiner

O grupo Bolognesi, originalmente do ramo imobiliário, anuncia hoje a compra do controle acionário da Multiner Energia, que possui concessões para construir e operar 1.305 MW em usinas termelétricas a óleo e usinas eólicas. (Págs. 1 e B7)

Clima ameaça o café

O volume da próxima safra brasileira de café, que ajudou a derrubar os preços em Nova York nos últimos meses, poderá não ser tão grande quanto as estimativas iniciais. Em Minas, maior produtor, a estiagem deve reduzir a colheita em 2 milhões de sacas. (Págs. 1 e B15)

Girassol se consolida no MT

Alternativa rentável para a entressafra da soja e do milho no Mato Grosso, a produção de girassol no Estado deve alcançar 94,6 mil toneladas no ciclo 2011/12, com aumento de 24%. (Págs. 1 e B16)

Ideias

Sergio Leo

Presidente Dilma Rousseff levará ao colega Barack Obama, na próxima semana, posição dos Brics em defesa do Irã. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Gustavo Loyola

Uma política de restrições às importações não pode ser considerada parte da solução dos problemas da indústria. (Págs. 1 e A15)

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