PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, abril 18, 2012

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


18 de abril de 2012
O Globo

Manchete: Reestatização na Argentina vai a tribunal internacional
Para fugir da crise política, Cristina adota discurso anti-imperialista

Alvo do decreto de reestatização do governo de Cristina Kirchner, os espanhóis da petroleira Repsol-YPF anunciaram que vão a tribunal internacional para buscar uma indenização de € 8 bilhões (quase US$ 10 bilhões). A Argentina contesta o valor e disse que não pagará. Um economista de 41 anos, Alex Kicillof, vice-ministro e guru de Cristina K., bradou ontem no Senado contra os espanhóis - a quem chamou de "palhaços". Segundo analistas, afundado em denúncias de corrupção (que atingiram principalmente o vice Amado Boudou), o governo Kirchner desfraldou a bandeira da luta anti-imperialista contra a Inglaterra pelas Malvinas e agora a artilharia alcança a Espanha, em defesa de uma suposta soberania energética. (Págs. 1, 21 a 24 e editorial "Petróleo é alvo do populismo de Kirchner")

Artigo

Lia Valls, da FGV, diz que Argentina passa por um "oportunismo nacionalista". (Págs. 1 e 24) 
Foto-legenda: Padrão global
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, cumprimenta a presidente Dilma, a quem elogiou por ter estabelecido "um padrão global" de combate à corrupção. (Págs. 1 e 9)
Vale o que está escrito?
CPI de bicheiros já tem assinaturas

Apesar da resistência de PMDB e Planalto, que temem consequências imprevisíveis, o requerimento para criar a CPI das atividades de Carlinhos Cachoeira obteve número suficiente de assinaturas. Mas sua instalação ainda não tem data prevista, e, até lá, os parlamentares podem desistir.
(Págs. 1, 3 e Elio Gaspari) 
Réu no caso do mensalão, deputado se reúne com ministro do Supremo (Págs. 1 e 9)

Um futuro desafiador para o Rio em 4 anos
Uma cidade com todos os ônibus refrigerados e não poluentes, com 95% das crianças alfabetizadas e sem nenhuma família em área de risco são algumas das metas estabelecidas pelo novo plano estratégico da prefeitura do Rio para os próximos quatro anos. Especialistas avaliam as metas como desafiadoras. (Págs. 1 e 14) 
Morte por tortura é reconhecida
A Justiça de São Paulo, em decisão inédita, reconheceu que o ex-dirigente do PCdoB João Batista Drummond morreu após tortura no DOI-Codi. A certidão de óbito será alterada para constar que sua morte decorreu de "torturas físicas". (Págs. 1 e 12) 
Comissão do Senado aprova unificação do ICMS para importados (Págs. 1 e 12)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Escuta mostra que senador negociou verba para a Delta
Para o procurador-geral da República, há suspeita de que Demóstenes seja 'sócio oculto' da empreiteira

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM) usou o cargo para negociar projeto de R$ 8 milhões em favor da empreiteira Delta, apontam escutas e relatório do Ministério Público Federal. Na gravação, ele condiciona o envio de verba para obra em Anápolis (GO) a escolha da Delta para tocar o projeto.

O senador diz a Carlinhos Cachoeira que o prefeito de Anápolis lhe pediu ajuda para fazer um parque. "Falei pra ele que precisava então que (...) desse preferência pra vocês", diz. Um dia depois, Cachoeira relata a conversa a um diretor da Delta, informam Fernando Mello e Leandro Colon.
(Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Dilma criou "padrão global" anticorrupção, diz Hillary
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que o "compromisso" de Dilma Rousseff com a "a transparência e a luta dela contra corrupção estão estabelecendo um padrão global".

Ao lado da presidente, ela lançou um protocolo de intenções em defesa da transparência de agentes públicos. Dilma citou a nova lei de acesso a dados públicos, mas o governo admite atrasos na implantação. (Págs. 1 e Poder A11)

Painel

CPI tem de ser feita 'doa a quem doer', diz Lula a aliados. (Págs. 1 e Poder A4)

Elio Gaspari

Se a presidente e 'mãe do PAC', empreiteira e 'tia' (Págs. 1 e Poder A10)
Alta do dólar pode tirar do Brasil posto de 6ª economia
O Brasil crescerá abaixo da média global e dos paises emergentes neste ano, prevê o FMI. O Fundo estima em 3% o avanço do PIB brasileiro, enquanto os emergentes devem crescer 5,7%. O país pode perder o posto recém-conquistado de sexta maior economia se mantida a projeção de alta do dólar. O Reino Unido voltaria a ocupar a posição. (Págs. 1 e Mundo A18)
Empresa espanhola exige US$ 10,5 bi do governo argentino
A espanhola Repsol exigiu que a Argentina pague US$ 10,5 bilhões por suas ações da YPF, que teve a reestatização anunciada pela presidente Cristina Kirchner. A empresa acusou o governo argentino de tentar "esconder a crise social e econômica do país". (Págs. 1 e Mundo A14) 
Bancos privados sinalizam que vão cortar juros
Bancos privados indicam que vão aderir a rodada de corte nos juros iniciada pelas instituições públicas. Eles esperam, no entanto, a polêmica esfriar. O risco é a perda de clientes para os bancos públicos. A Caixa elevou em 17% as concessões de crédito. (Págs. 1 e Mercado B1 e B3) 
Metrô de São Paulo cancela mais uma licitação da linha 5
O Metrô de São Paulo revogou concorrência internacional estimada em R$ 325 milhões para equipar a linha 5-lilás. A licitação estava em fase de propostas. É o terceiro problema envolvendo contratações para a obra.

Segundo a empresa, o fato ocorreu para que haja revisão de uma "norma técnica", mas não informou mais detalhes. (Págs. 1 e Cotidiano C4)
Justiça extingue pena de prisão de Salvatore Cacciola (Págs. 1 e Poder A11)

Editoriais
Leia "A batalha espanhola", sobre o atual estágio da crise europeia, e "Doença burocrática", acerca de empecilhos que travam a pesquisa científica. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Repsol pede US$ l0,5 bi de indenização à Argentina
Vice-ministro diz que só 'imbecis' acham que Cristina Kirchner pagará o que a petrolífera quer

A empresa espanhola Repsol pediu ontem US$ 10,5 bilhões do governo argentino pela expropriação de 51% de ações de sua subsidiária YPF. A petrolífera também pretende entrar com um pedido de arbitragem no Banco Mundial e acusou o governo da presidente Cristina Kirchner de usar a expropriação de sua filial para "esconder a crise econômica e social" do país. O vice-ministro de Economia argentina, Axel Kicillof, disse que são "imbecis" os que pensam que seu país "deve ser tonto e pagar o que a Repsol deseja". Em um sinal de que a decisão de Cristina não foi bem recebida, a Comissão Europeia cancelou uma reunião que estava prevista com a Argentina para os dias 19 e 20. As sanções do governo espanhol contra a decisão da Argentina serão conhecidas na sexta-feira, quando o primeiro-ministro Mariano Rajoy, que participa do Fórum Econômico Mundial sobre América Latina no México, estiver de volta à Europa. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Lobão: 'Países são soberanos'

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem, sobre a decisão do governo da Argentina de expropriar a petrolífera YPF, que "os países têm sua soberania" e podem decidir como entenderem. (Págs. 1 e Economia B3)


Comissão aprova fim da guerra dos portos
Numa sessão com choro e gritaria, o governo aprovou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a resolução que acaba com a guerra dos portos. O texto, que deve irá plenário hoje, reduz para 4% a alíquota do ICMS cobrado nas importações que entram por um Estado e são consumidas em outro. A forma como o governo "atropelou" os apelos dos principais prejudicados - ES, SC e GO - causou desconforto até na base aliada. (Págs. 1 e Economia B4)
Foto-legenda: Elogios americanos
Hillary Clinton e Dilma Rousseff se cumprimentam em Brasília: a secretária americana disse que a presidente está estabelecendo um "padrão mundial" na luta contra a corrupção. (Págs. 1 e Nacional A8)
Delta é suspeita de montar rede de lavagem de dinheiro
Foco das investigações da futura CPI do Cachoeira, prestes a ser instalada no Congresso, a Delta Construções é suspeita de ter montado uma rede de laranjas para lavar dinheiro numa triangulação com outra construtora, a Alberto e Pantoja Construções e Transporte Ltda., informa a repórter Alana Rizzo. Destino de R$ 26,2 milhões da Delta, a Alberto e Pantoja fez uma série de pagamentos a uma rede de pessoas com vínculos com a empreiteira sediada no Rio que, agora, negam que tenham recebido as quantias. (Págs. 1 e Nacional A4)

Sobrepreço em obra da Copa

O Tribunal de Contas do Estado de Minas apontou indícios de superfaturamento de R$ 6 milhões em obra de mobilidade urbana para a Copa de 2014 realizada pela construtora Delta em Belo Horizonte. (Págs. 1 e Nacional A4)
PMDB quer controlar CPI para coagir PT
O PMDB quer ser tutor da CPI do Cachoeira e assim negociar com o Planalto os rumos da investigação sobre as ligações políticas do contraventor Carlinhos Cachoeira. A ideia é mostrar que a CPI é uma “invenção do PT" e, uma vez instalada, respingará no governo de Dilma Rousseff por culpa do seu próprio partido. (Págs. 1 e Nacional A8)
Missão na Síria diz estar otimista
O secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, pedirá helicópteros para os observadores na Síria. Eles creem que terão condições de realizar seu trabalho. (Págs. 1 e Internacional A11)
FMI sugere cautela no corte de juros
O Fundo Monetário Internacional recomenda cuidado com o corte de juros no Brasil e a manutenção de políticas monetárias frouxas na Europa e nos EUA. (Págs. 1 e Economia B8)
Dora Kramer
Em quem doer

Os fatos diariamente revelados sobre bicheiros, empreiteiros e políticos mostram a urgência de o Congresso instalar e levar adiante uma boa CPI
. (Págs. 1 e Nacional A8)
Girish Gupta
Uma Cuba sem Chávez

Sucessão na Venezuela seria um golpe para o regime castrista, mas a ilha tem outros parceiros, indicando um cenário mais ameno que o pós-URSS. (Págs. 1 e Visão Global A12)
Notas & Informações
O surto populista de Cristina

O pior é que a Argentina já viu diversas versões deste filme. Nenhuma terminou bem. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Governo teme perder controle sobre a CPI
Assinaturas na Câmara e no Senado já são suficientes para criar comissão que investigará ligações políticas de Cachoeira

Desde sexta-feira, o Palácio do Planalto negocia com os líderes dos partidos aliados os nomes que vão compor a CPI mista destinada a apurar as relações criminosas do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas. O maior receio é não ter "soldados" para defendê-lo durante os trabalhos da comissão e, com isso, tornar-se refém de exigências da base aliada. "Estamos com dificuldades para escalar nossa tropa de choque", admite um interlocutor do governo. Na avaliação de aliados, o Planalto demorou demais para perceber a gravidade da CPI. Na noite de ontem, o documento para abertura da comissão tinha o apoio de 340 deputados e 54 senadores - bem acima do mínimo necessário, que é de 171 adesões na Câmara e 27 no Senado. (Págs. 1 e 2)
Obras de empreiteira sob suspeita
CGU aponta irregularidades em contratos de R$ 632 milhões da Delta Construções com o governo. (Págs. 1 e 4) 
Irmão de Demóstenes é investigado
Conselho Nacional do Ministério Público quer saber se o procurador agiu a serviço de bicheiro. (Págs. 1 e 3) 
Crise do petróleo deve custar caro aos argentinos
O discurso populista da presidente Cristina Kirchner contagiou a população. Muitas pessoas saíram às ruas para defender o confisco da YPF e ofender os espanhóis, antigos controladores da empresa. Mas essa aventura tem preço: a Repsol pede US$ 10 bilhões de indenização. A Petrobras também corre risco no país vizinho. (Págs. 1, 9, 10 e Visão do Correio, 14)
Botox contra a enxaqueca
Popularizada pelo uso em tratamento estético, toxina é liberada pela Anvisa para combater cefaleias crônicas. (Págs. 1 e 19) 
Salários extras: Senado decide fim de privilégio
Relator defende extinção do 14° e do 15° salários no projeto que deve ser apreciado a tarde pela Comissão da Mesa Diretora. Se a proposta for aprovada, existe a possibilidade de seguir hoje mesmo para votação no plenário. (Págs. 1 e 5) 
Acusado de pedofilia pode ter viajado
Fontes diplomáticas informaram ao Correio que o iraniano preso por molestar crianças num clube da Asa Sul deve ter deixado o Brasil. O Itamaraty aguarda o relatório da polícia para tomar providências. (Págs. 1 e 25)
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Valor Econômico

Manchete: Estiagem reduz a geração de energia no Sul
Com a estiagem, os reservatórios da Região Sul atingiram níveis historicamente baixos, causando uma disparada de preços no mercado de curto prazo de energia. Por precaução, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) adotou três medidas para poupar água dos reservatórios: nove usinas térmicas da região estão sendo acionadas, algumas hidrelétricas de Santa Catarina reduziram a geração e a transferência de energia do subsistema Sudeste/Centro-Oeste está perto do limite.

Na segunda-feira, os reservatórios do Sul baixaram para 30,3% sua capacidade de armazenamento, a menor nos meses de abril em pelo menos 12 anos. A parada na geração de algumas hidrelétricas decorre de recomendação do próprio ONS, que busca evitar complicações no futuro. O cenário difícil não afeta as demais regiões do país. (Págs. 1 e A4)
Foto-legenda: Reflexos positivos
Com faturamento de US$ 15 bilhões, a fabricante japonesa de vidros AGC volta-se agora para os emergentes, diz Kazuhiko Ishimura. No Brasil, investiu US$ 470 milhões numa fábrica. (Págs. 1 e B1)
Argentina recusa valor pedido por YPF
O governo argentino não está disposto a pagar os US$ 10,5 bilhões exigidos pela Repsol em troca da expropriação da petroleira YPF. O valor será definido por um tribunal local e ficará muito abaixo da quantia demandada pelos espanhóis. "O preço seguirá uma avaliação que levará em conta os passivos, e não o movimento especulativo do senhor (Antonio) Brufau'" disse o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, referindo-se ao CEO da Repsol. Em discurso no Senado, ele declarou que “segurança jurídica e ambiente de negócio são palavras horríveis”.

Segundo Kicillof, os passivos da YPF somam cerca de US$ 9 bilhões. Ele que a petroleira reduziu a produção nos últimos anos para forçar o governo a mudar a política de preços, que remunera o barril de petróleo a US$ 65, enquanto a cotação internacional supera os US$ 100. "Nos levaram ao desabastecimento para torcer nosso braço. Mas vamos manter estável o preço interno, sem a flutuação internacional. O que deve determinar o valor dos derivados é a estrutura de custos, e não a cotação exterior”, avisou. (Págs. 1, A10 e A13)
Diminuem os lançamentos de imóveis
Foi generalizada entre as empresas do setor a tendência de redução drástica dos lançamentos imobiliários no primeiro trimestre - o que se explica pelo desejo das incorporadoras de tentar vender os imóveis em estoque ou que estão sendo construídos como forma de melhorar a rentabilidade.

Algumas companhias não fizeram lançamentos nos três primeiros meses do ano. Foi o caso tanto da Trisul quanto da Tecnisa. Na EZTec, a redução de lançamentos frente aos três primeiros meses de 2011 foi de 67,6%. A companhia lançou um projeto residencial de médio padrão e um comercial. "Aproveitamos o trimestre para vender produtos lançados no quarto trimestre de 201l. Sem isso, entraríamos no segundo trimestre com muito estoque", explica o diretor da EZTec, Emilio Fugazza. (Págs. 1 e B8)
Mattel fecha parceria com a Grow para produzir no país
Conhecida por importar os produtos que vende no Brasil, a Mattel tem planos de se tornar a maior fabricante de brinquedos do país em menos de dois anos. O primeiro passo já foi dado. A multinacional americana, dona da boneca Barbie, firmou uma parceria com a brasileira Grow para produzir parte do seu portfólio na fábrica da empresa, em São Paulo.

“É só o começo", afirma o presidente da Mattel no Brasil, Ricardo Ibarra. Quando ele assumiu o cargo, há dois anos, o país era um dos seis maiores mercados da Mattel no mundo. Hoje, ocupa a segunda posição em vendas, perdendo apenas para os EUA. Segundo Ibarra, a Mattel se prepara para começar a produzir no Brasil também itens com maior valor agregado, em parceria com outros grandes fabricantes locais. (Págs. 1 e B5) 
FMI prevê taxa de inflação acima da meta
O Fundo Monetário Internacional não acredita que o Brasil alcance o centro da meta de inflação de 4,5% fixada para este e o próximo ano, levantando dúvidas sobre a capacidade do Banco Central atingir o principal objetivo de sua estratégia de política monetária. O FMI projeta inflação de 5% para 2012 e 2013. No Panorama Econômico Mundial, o Fundo afirma que BC teve seu espaço de manobra limitado depois que as expectativas de inflação do setor privado se moveram acima da meta. O crescimento projetado para o país é de 3% em 2012 e 4,1% em 2013. O FMI acredita que metas de superávit primário de 3,1% do PIB nos dois anos serão cumpridas. (Págs. 1 e A3)
Desindustrialização assombra eleição francesa
Como no Brasil, a perda da importância da indústria provoca debates e promessas na França e se tornou um dos temas prioritários dos candidatos à eleição presidencial. "A desindustrialização não é mais uma ameaça, é um fato consumado'', escreveu François Hollande, candidato socialista, que lidera as pesquisas. Desde 2009, o país tem 385 fábricas a menos. E chama a atenção a aceleração da tendência de desindustrialização até em setores antes protegidos, como o automotivo.

Em Florange, na fronteira com a Alemanha, a usina da ArcelorMittal, o maior grupo siderúrgico do mundo, está paralisada desde outubro. A siderurgia local chegou a ter 100 mil operários em 1970. Hoje, são 5 mil. As minas de ferro e carvão foram desativadas. Longe do mar, com custos altos e baixa rentabilidade, as grandes siderúrgicas fecharam uma a uma a partir das décadas de 70 e 80. (Págs. 1 e A16)
Petrobras prevê preço médio mais alto para o petróleo e não descarta reajuste (Págs. 1 e B8)

Fabricantes de jatos executivos se enfrentam nos céus da China (Págs. 1 e B9)

Craig Emerson, ministro de Comércio da Austrália, defende protecionismo zero e investimentos no Brasil (Págs. 1 e A4)

Cresce a demanda por satélites
A europeia SES Global, que atua na operação de satélites, pretende lançar 12 equipamentos para países emergentes nos próximos cinco anos. No Brasil, já tem satélites em órbita e aguarda autorização para outros três. (Págs. 1 e B3) 
Progen no programa submarino
A francesa DCNS, responsável pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha brasileira, fechou acordo com a Progen, que atuará na seleção e acompanhamento dos contratos com fornecedores nacionais. (Págs. 1 e B6) 
CSA fecha acordo ambiental
Operando com uma licença de pré-operação, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) assinou termo de ajustamento de conduta com os órgãos ambientais do Rio. Com isso, espera atingir plena capacidade de produção no primeiro semestre de 2013, diz Jorge Oliveira. (Págs. 1 e B7) 
Endress+Hauser em Itatiba
A fabricante suíça de instrumentos de medição Endress+Hauser vai construir em Itatiba (SP) sua primeira fábrica na América do Sul. A previsão é que a fábrica comece a operar em outubro. (Págs. 1 e B8) 
JBS mantém expansão
A JBS comprou mais dois frigoríficos no Norte do país por R$ 3 milhões. As plantas ficam em Ariquemes (RO) e Rio Branco (AG). A empresa também continua interessada nos ativos da Frangosul, avaliados em R$ 2 bilhões. (Págs. 1 e B12)

Sedução dos bônus corporativos
Grandes fundos internacionais que compram papéis de renda fixa de países emergentes estão cada vez mais interessados em títulos corporativos brasileiros. Só no primeiro trimestre, as empresas do país emitiram USS 23 bilhões em bônus no exterior. (Págs. 1 e C1)
Ideias
Cristiano Romero

Baseado na expansão do consumo, o modelo de desenvolvimento adotado no Brasil condena a indústria a um papel menor.
(Págs. 1 e A2)
Ideias
Martin Wolf

A principal força econômica que agora mantém coeso o sistema da zona do euro e o medo de uma ruptura. (Págs. 1 e A15)
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terça-feira, abril 17, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] NADA DE NOVO ...

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MENSALÃO/CACHOEIRA [In:] ''TORREs DE PIZZAs''



A falência múltipla dos órgãos públicos



Arnaldo Jabor - Arnaldo Jabor
Autor(es): Arnaldo Jabor
O Estado de S. Paulo - 17/04/2012
 
Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria "didático", mas nada gruda nele, em seu terno de "teflon"; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a "ingovernabilidade".
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da "normalidade" oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na "cumbuca", as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim "maior" - foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e "peronista" patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um "boi de piranha" tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os "catões", os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.
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CÚPULA DAS AMÉRICAS/BRASIL [In:] POR QUEM OS SINOS DOBRAM (?)



Visão do Correio :: Inclusão de Cuba se impõe

Correio Braziliense - 17/04/2012
 

A 6ª Cúpula das Américas teve encerramento melancólico. Desde 1994, o encontro reúne os presidentes de 30 países do continente. O pomo da discórdia foi Cuba. Excluída do sistema interamericano desde 31 de janeiro de 1962, a ilha dividiu os presentes em dois grupos. De um lado, os defensores da participação de Havana nas próximas reuniões. De outro, os opositores.
A incapacidade de chegar a consenso conduziu a impasse. Resultado: depois de dois dias de debates em Cartagena, o fórum terminou esvaziado, sem declaração final. Os Estados Unidos protagonizaram o bloco dos excludentes. Barack Obama disse que só dará as boas-vindas a uma Cuba livre. Até o momento, segundo ele, Havana não se moveu rumo à democracia.
Bolívia, Argentina, Chile e Venezuela formaram o outro bloco, que reflete consenso latino-americano. O presidente equatoriano boicotou o evento. Rafael Correa afirmou que só compareceria se Cuba fosse convidada. Cristina Kirchner, indignada por o conflito das Malvinas não merecer referência na fala do anfitrião, Manuel Santos, retirou-se antes do encerramento da cúpula.
Dilma Rousseff engrossou o coro dos vizinhos latino-americanos. Na reunião fechada dos líderes presentes, defendeu a readmissão da ilha, que estava vivendo momento muito delicado. Por estar em período de transição, precisava da solidariedade continental. Obama manteve-se intransigente. Em ano eleitoral, não surpreende a posição do presidente americano. Ele teme perder o voto dos imigrantes cubanos, que tem peso considerável na corrida para a Casa Branca.
Talvez nem Barack Obama ignore o realismo das palavras da mandatária brasileira. Se o mundo quer uma Cuba democrática, precisa incluí-la no sistema. Havana, depois do fim da União Soviética, perdeu o apoio que a ajudava a manter as instituições e a satisfazer as necessidades básicas da população. O bloqueio dificulta o intercâmbio comercial. Pressionados, os irmãos Castro têm dado passos tímidos em direção à abertura econômica. Entre eles, o incentivo ao turismo, a aquisição de celulares e a permissão de compra e venda de casas e carros.
Falta, é verdade, liberalização política. O isolamento de meio século provou que a exclusão não é a receita para a recondução do país ao regime de franquias democráticas. Foi pelo envolvimento, não pela marginalização, que o Muro de Berlim caiu, há duas décadas. Abrir fronteiras, explorar toda brecha para que a informação e as ideias circulem — esse o caminho mais breve para minar o autoritarismo pelos alicerces.
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MENSALÃO/PT-CACHOEIRA/DEM [In:] P´RÁ TUDO ACABAR EM ''PAELLA''



A verdadeira operação abafa



O Estado de S. Paulo - 17/04/2012
 

A tática dos lulopetistas de acusar os adversários políticos de praticar as malfeitorias que eles próprios cometem é sobejamente conhecida, mas chega a ser desconcertante o caradurismo da operação abafa que suas lideranças estão tentando instaurar diante da iminência do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Temerosa de que a Suprema Corte venha a confirmar a existência do maior escândalo de corrupção da história da República, a cúpula petista tenta por todos os meios - inclusive a pressão sobre os ministros do STF - desqualificar as acusações que pesam sobre os 38 réus do processo e, por meio das mais deslavadas chicanas, provocar a postergação do julgamento para 2013. Com isso estariam os petistas, no mínimo, se poupando de maior desgaste político em ano eleitoral e permitindo a prescrição de muitas das denúncias.
A operação abafa lulopetista se desenvolve em dois planos: o político, com a tentativa de desqualificar perante a opinião pública as acusações que pesam sobre os mensaleiros, sob o argumento cínico de que eles fizeram o que "todo mundo faz"; e o jurídico, técnico, no qual procuram demonstrar tanto a existência de vícios processuais que precisam ser corrigidos quanto a inexistência de provas suficientes contra réus como o notório José Dirceu.
Para demonstrar o que todo mundo sabe - que corruptos existem em todo canto - os petistas assumiram até mesmo o risco de apoiar a CPI do Cachoeira, que está sendo constituída para investigar o envolvimento do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com governantes e políticos. Pretendem, é claro, atingir o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, e fazer barulho em torno do envolvimento do senador oposicionista Demóstenes Torres com os negócios do bicheiro. E não se pejam de alegar que os principais veículos de comunicação do País estão envolvidos - ora vejam - numa operação abafa destinada a acobertar os malfeitos do desmoralizado senador goiano.
A direção do partido foi muito longe, muito depressa. Tanto que a presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, queixou-se da precipitação e dos termos da nota oficial do PT e chegou a pedir a Lula que não jogue mais lenha na fogueira. Como se sabe, Lula não vê a hora de destruir politicamente o seu desafeto Marconi Perillo. Dilma, no entanto, se preocupa com os respingos de lama que a CPI certamente jogará no governo que preside.
Os petistas apressados tentam confundir delitos diferentes cometidos por gente da mesma espécie. O caso Demóstenes é uma coisa - e os culpados precisam ser punidos -, enquanto o mensalão é outra coisa - e os culpados precisam ser igualmente punidos. Os dois casos têm origem na mesma cultura que leva à apropriação indébita dos bens públicos e à desmoralização das instituições. Mas são delitos que precisam ser examinados e julgados, cada um a seu turno.
No que diz respeito ao STF, os petistas confiam, sempre movidos por seu enraizado sentimento de patota, no fato de que a maioria dos atuais ministros foi nomeada por Lula e Dilma. É uma expectativa que não honra a tradição de absoluta isenção partidária com que os juízes da Suprema Corte historicamente se comportam no desempenho de suas altas responsabilidades. Mas, a julgar pelo que circula na área do partido do governo, o próprio Lula estaria empenhado em fazer pressão sobre os ministros, já que é o maior interessado em evitar que a existência do maior escândalo de corrupção de seu governo seja confirmada pela Suprema Corte.
De qualquer modo, se já não bastassem os reiterados exemplos de rigor lógico e técnico em seus julgamentos - como destacamos recentemente em editorial sobre a decisão de que não constitui crime o aborto de fetos anencéfalos -, tudo indica que o STF está convencido de que é mais do que chegada a hora de se pronunciar sobre o escândalo do mensalão, conforme revelou o ministro Carlos Ayres Britto, que na próxima quinta-feira assume a presidência do STF. "É preciso julgar com brevidade, porque há o risco de prescrição", disse ele. Para tanto, o processo precisa ser julgado até o dia 6 de julho, para evitar que a decisão final da Corte só venha a ser proferida no próximo ano.
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COMISSÃO DE ÉTICA/IDELI SALVATTI [In:] ''AVA-LANCHAS''



Comissão de Ética analisa caso de Ideli



Comissão de Ética vai analisar conduta de Ideli
Autor(es): agência o globo:Luiza Damé
O Globo - 17/04/2012
 
Órgão decidirá se abrirá procedimento sobre superfaturamento de lanchas; Pimentel terá de dar novas explicações

BRASÍLIA. A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu ontem procedimento preliminar para analisar a conduta da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no episódio que envolve a polêmica compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca, já contestadas pelo Tribunal de Contas União (TCU). A decisão da comissão provocou uma reação da assessoria da ministra, que procurou os integrantes da comissão para esclarecer a medida tomada pelo colegiado. O advogado de Ideli, Marcos Joaquim Alves, telefonou para o presidente do colegiado, Sepúlveda Pertence, protestando contra termos usados pela imprensa.
- Ele (advogado de Ideli) protestou, eu ouvi, contra a expressão "acolheu a representação". Não nego que o advogado protestou. Achava desnecessário, mas não vejo nada de extraordinário - disse Sepúlveda, ao responder que a pressão de Ideli foi maior que em outros casos.
Divulgada a decisão da comissão de receber a representação do PSDB contra a ministra, a assessoria de imprensa de Ideli procurou os jornalistas para contestar expressões como "acolheu representação" e "abriu investigação". O advogado da ministra passou a tarde conversando com os conselheiros.
- Aplicamos a prerrogativa do advogado de se comunicar com o juiz. Não pretendemos ser juiz, mas fazemos as vezes de juiz, sem marcar audiência - justificou Sepúlveda.
Em março, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidades na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca, ao custo de R$ 31,1 milhões, para fiscalizar o litoral e impedir a pesca ilegal. A empresa Intech Boating, fabricante das lanchas, contribuiu para a campanha do PT, em Santa Catarina, nas eleições de 2010, quando Ideli concorreu ao governo do estado.
A compra das lanchas foi feita de dezembro de 2008 a março de 2011. Ideli foi ministra da Pesca entre janeiro e junho do ano passado. Entre as irregularidades apontadas pelo TCU está o superfaturamento de R$ 1 milhão.
- Com relação à ministra Ideli, está em fase preliminar. Ela apresentou esclarecimentos voluntariamente, e o relator deverá (apresentar seu voto) para ver se abrimos procedimento ético - disse Sepúlveda após a primeira parte da reunião.
O assunto deverá entrar na pauta da próxima reunião da comissão, em 14 de maio. O relator disse que não se sentiu pressionado pelo advogado da ministra.
- Fui juiz 15 anos e nunca fui pressionado. Se fui, não teve o menor efeito - disse Lacombe.
A assessoria de Ideli divulgou ontem certidão assinada pelo presidente do TCU, Benjamin Zymler, atestando que o nome da ministra não aparece "como responsável em nenhum processo de fiscalização" do tribunal. Segundo a assessoria, essas investigações embasam a representação do PSDB à Comissão de Ética. Em nota, a assessoria destaca que "a ministra entregou sua defesa prévia" à comissão.
Conselheiro Fábio Coutinho quer mais dados de Pimentel
Na mesma reunião da Comissão de Ética, o conselheiro Fábio Coutinho anunciou que pedirá mais informações ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, sobre consultorias que lhe renderam R$ 2 milhões antes de integrar o governo Dilma Rousseff. Segundo Sepúlveda, Pimentel apresentou, dentro do prazo de dez dias, esclarecimentos pedidos pela comissão sobre o seu trabalho como consultor, mas o relator pediu outras informações.
Em dezembro do ano passado, com base em reportagens do GLOBO, o PSDB entrou com representação da Comissão de Ética, pedindo apuração das consultorias feitas por Pimentel entre sua saída da prefeitura de Belo Horizonte e a posse no ministério. Nesse período, ele faturou R$ 2 milhões, metade paga pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas regionais da entidade. As palestras não ocorreram.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior disse, em nota, que Pimentel enviou dentro do prazo previsto "os esclarecimentos relativos aos serviços prestados como economista entre 2009 e 2010 - período em que não exercia qualquer função pública". Informa ainda que o ministro vai responder à solicitação enviada ontem pela comissão.
A comissão, segundo Sepúlveda, não chegou a analisar o caso do subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, que admitiu ter "relações políticas" com Wladimir Garcez, o segundo no esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira:
- Desse assunto aquático, só entrou o Ministério da Pesca.
A comissão aplicou censura ao ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, pela declaração de que não cumpriria a quarentena ao deixar o governo, embora depois tenha dito à comissão que estava pronto a cumprir a regra. Foi arquivado o procedimento em relação à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que recebeu oito camisetas do Império Serrano.
- O procedimento foi arquivado por não se encontrar falta ética - disse Sepúlveda.
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ARGENTINA/CRISTINA KIRCHNER [In:] EXPROPRIAÇÃO JÁ !



ARGENTINA ESTATIZA PETROLÍFERA E ESPANHA AMEAÇA RETALIAR


ARGENTINA DESAFIA ESPANHA E NACIONALIZA A YPF, MAIOR EMPRESA PETROLÍFERA DO PAÍS

Autor(es): ARIEL PALACIOS
O Estado de S. Paulo - 17/04/2012
 

Cristina Kirchner diz que decisão visa a "recuperar soberania"; governo espanhol fala em adotar ação "contundente"
A presidente argentina, Cristina Kirchner, apresentou ontem ao Congresso um projeto de lei para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, que desde 1999 pertence à espanhola Repsol, informa o correspondente Ariel Palácios. Cristina afirmou que o objetivo é "recuperar a soberania petrolífera" da Argentina e escolheu a Petrobras, na qual o Estado tem 51% de participação, como exemplo. Segundo ela, 26,01% das ações da YPF, líder no mercado argentino, ficarão com o Estado e os 24,99% restantes serão distribuídos entre as províncias produtoras de hidrocarbonetos. A Argentina é o quarto país sul-americano a nacionalizar uma empresa de petróleo. A Espanha reagiu duramente contra a decisão, qualificada de "arbitrária e agressiva", e avisou que tomará medidas "claras e contundentes" nos próximos dias.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou ontem o envio de projeto de lei ao Congresso para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, que desde 1999 pertence à espanhola Repsol. O discurso foi interrompido várias vezes por ovações da plateia, entoando cantos do Partido Justicialista (Peronista).
Ao redor do meio-dia, minutos antes do discurso de Cristina, representantes do governo Kirchner entraram na YPF no centro de Buenos Aires e convidaram os executivos da Repsol a abandonar o edifício. Às 14 horas, meia hora após o final do discurso presidencial, o ministro de Planejamento Federal e Obras Públicas, Julio De Vido, entrava na sede da YPF para assumir como interventor.
De acordo com Cristina, o Estado argentino ficará com 26,01% do total das ações da YPF, enquanto os 24,99% restantes serão distribuídos entre as províncias da organização Federal dos Estados Produtores de Hidrocarbonetos. A YPF é líder do mercado argentino e a Petrobrás é a terceira maior do país no setor, com participação estimada em 6%.
Em tom épico, com a imagem de Evita Perón atrás do palco, Cristina - em rede nacional de rádio e TV - anunciou "a recuperação" da "soberania petrolífera". "Talvez este seja o único país no mundo que havia perdido toda sua soberania de combustíveis", exclamou. Para reverter a situação, afirmou, o projeto declara de "interesse público e nacional" o "autoabastecimento de hidrocarbonetos", além da "exploração, industrialização, transporte e comercialização".
A declaração de "interesse público" permite que o governo determine metas de produção, investimento e abastecimento de todas petrolíferas instaladas no país. O projeto prevê que o preço das ações da YPF - que caíram quase 15% nos últimos 30 dias - será determinado pelo Tribunal de Contas da Nação.
O governo alegava que a produção de petróleo estava caindo nos últimos anos e acusou a Repsol de não investir no país por intermédio da YPF. Em Madri, a empresa espanhola retrucou, afirmando que pretendia investir US$ 3,4 bilhões este ano.
Poucas horas antes do anúncio de Cristina, o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, alertou em Madri sobre a iminente expropriação da YPF: "A Argentina está à deriva populista." A aprovação do projeto é considerada fato consumado, já que o governo tem maioria no Senado e na Câmara.
As ações da Petrobrás Argentina caíram ontem 0,77% na Bolsa de Valores de Buenos Aires. Assim como ocorria com a Repsol, a Petrobrás brasileira tem sofrido pressões do governo para investir mais. No início de abril, perdeu a concessão de uma área na Província de Neuquén, no sudoeste do país. A estatal brasileira não quis comentar ontem a expropriação das ações da YPF.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


17 de abril de 2012
O Globo

Manchete: Argentina expropria petroleira e provoca crise com Espanha
Estados Unidos e União Europeia criticam a reestatização da YPF 

O governo da presidente Cristina Kirchner decretou intervenção na petrolífera espanhola Repsol-YPF e enviou um projeto de lei ao Congresso que prevê a expropriação de 51% da participação acionária dos espanhóis. A decisão da Casa Rosada, que tem maioria folgada no Parlamento, abriu uma crise com a Espanha, cujo chanceler, José Manuel Garcia-Margallo, prometeu "drásticas medidas" em resposta a "uma ação arbitrária". A Repsol, acusada por Cristina de não investir na produção de petróleo e gás no país, considerou "ilícita" a expropriação e vai recorrer à Justiça. A reestatização da YPF, privatizada nos anos 90 por Carlos Menem, foi criticada pelos EUA e pela União Europeia. (Págs. 1 e 17) 

Míriam Leitão
O problema não é ter controle estatal. O problema é usar a força do Estado para ferir direitos e rasgar contratos.
(Págs. 1 e 18) 

Foto-legenda: Cristina: "Só lamento que ele (Néstor, seu marido e antecessor) não esteja me olhando, porque sempre sonhou em recuperar a YPF".
Delta financia fazenda de Cachoeira
Uma empresa de fachada do grupo de Carlinhos Cachoeira usou recursos recebidos da Delta Construções para a compra de uma fazenda em situação irregular, em Brasília. Em áudio de dezembro de 2009, o dono da Delta, Fernando Cavendish, receita como pagar propinas a políticos. A empresa diz que as gravações foram feitas clandestinamente, para fins de chantagem. (Págs. 1, 3 e 4) 
Comissão de Ética analisa caso de Ideli
A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu procedimento preliminar para analisar a conduta da ministra Ideli Salvatti na compra de lanchas pelo Ministério da Pesca - e decidir se abre investigação ética sobre o caso. (Págs. 1 e 5) 
No STF, pressa para julgar o mensalão
O ministro Ayres Britto, que assume quinta-feira a presidência do STF, tem pedido aos colegas que elaborem logo seus votos para que o julgamento do mensalão, relatado por Joaquim Barbosa, ocorra ainda neste semestre. (Págs. 1 e 9) 
Adiado para maio fim de Gramacho
A prefeitura adiou para maio o fechamento definitivo do aterro de Gramacho, anunciado para a próxima segunda-feira. O adiamento atende a um pedido dos catadores, que precisam se organizar para receber recursos do fundo prometido pela prefeitura. (Págs. 1 e 16) 
País poderá ter mais 80 aeroportos
O governo planeja aumentar o número de aeroportos regionais no país, dos atuais 130 para 210, até 2014, ano da Copa. O projeto contará com até R$ 2 bi e terá participação dos governos estaduais, que devem ser os operadores dos terminais. (Págs. 1 e 23) 
Safári põe rei espanhol na linha de tiro
O acidente que quebrou a bacia do rei Juan Carlos, num safári em Botsuana, levou imprensa e políticos a cobrarem explicações do monarca, pôs governo e Casa Real em choque de versões e já motiva pedidos de abdicação. (Págs. 1 e 25) 
Método agrícola usado por índios há 2 mil anos pode salvar futuro da Amazônia (Págs. 1 e Planeta Terra)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Argentina toma controle de petroleira espanhola
Cristina Kirchner anuncia expropriação, e Espanha promete 'forte represália'

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentou um projeto de lei para expropriar os 51% da petroleira YPF pertencentes à espanhola Repsol e, simultaneamente, tomou por decreto o controle da empresa. O projeto vai para o Congresso, no qual Cristina tem maioria. Ela disse não se tratar de estatização, mas de "recuperação da soberania", e acusou a Repsol de não investir o suficiente.

Os representantes espanhóis foram expulsos da empresa, e o pagamento a companhia não foi definido. As ações da YPF despencaram 10,34% em Nova York. (Págs. 1 e Mundo A12)

Análise

Expropriação pode resultar em amplo conflito internacional, escreve Jorge Castro. (Págs. 1 e A13)
Hillary quer acordo de livre-comércio entre EUA e Brasil
O Brasil e os EUA precisam considerar um acordo de livre-comércio, além da redução da dupla tributação, disse a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em visita ao Brasil. 
Sem fazer defesa clara da candidatura brasileira, ela admitiu a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU. (Págs. 1 e Mundo A14)
Candidato de Obama vai presidir o Banco Mundial
O médico americano nascido na Coreia do Sul Jim Yong Kim, 52, foi escolhido para presidir o Banco Mundial. Kim, que tinha o apoio dos EUA, disse que quer "amplificar as vozes dos países em desenvolvimento". 
Antes do resultado, Guido Mantega disse que o Brasil apoiaria a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala. (Págs. 1 e Mundo A14) 
Indicadores mostram que a economia ainda patina
Novos indicadores mostram que a economia está sem vigor para sustentar a recuperação prometida pelo governo Dilma. Segundo o Ministério do Trabalho, a renda encolheu em fevereiro pelo segundo mês, e a geração de empregos no primeiro trimestre foi a menor desde 2009. A atividade econômica caiu 0,23% em fevereiro, segundo o BC. (Págs. 1 e Poder A10)
Site da Receita falha, e entrega do Simples pode ser feita até 6ª
A Receita prorrogou até sexta-feira o prazo para micro e pequenas empresas entregarem a declaração anual do Simples Nacional (regime federal que unifica tributos), após registros de falhas no site do programa.

Por erro, contribuintes que prestaram contas ontem (data-limite) foram multados e terão as punições canceladas. (Págs. 1 e Mercado B1) 
Opinião: Jorge Hereda
Quem vê de fora acha que bancos estão em crise. (Págs. 1 e A3)
Saúde
Ministério dará R$ 15 mi para a produção de célula-tronco. (Págs. 1 e C6)
Parte de dinheiro da Delta foi para irmão de Cachoeira
Uma empresa de Paulo Roberto de Almeida Ramos, irmão de Carlinhos Cachoeira, este preso sob acusação de corrupção, recebeu R$ 1 milhão entre 2010 e 201l.

O dinheiro veio de uma firma criada só para receber verba da empreiteira Delta, que tem contratos milionários com órgãos públicos. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Comissão de Ética Pública vai analisar conduta de Ideli na compra de lanchas (Págs. 1 e Poder A9)

Editoriais
Leia "O óleo de Cristina", sobre a reestatização da petrolífera YPF na Argentina, e "Tuberculose, ainda", acerca de avanços recentes no combate a doença. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Argentina estatiza petrolífera e Espanha ameaça retaliar
Cristina Kirchner diz que decisão visa a 'recuperar soberania'; governo espanhol fala em adotar ação 'contundente'

A presidente argentina, Cristina Kirchner, apresentou ontem ao Congresso um projeto de lei para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, que desde 1999 pertence à espanhola Repsol, informa o correspondente Ariel Palácios. Cristina afirmou que o objetivo é "recuperar a soberania petrolífera" da Argentina e escolheu a Petrobras, na qual o Estado tem 51% de participação, como exemplo. Segundo ela, 26,01% das ações da YPF, líder no mercado argentino, ficarão com o Estado e os 24,99% restantes serão distribuídos entre as províncias produtoras de hidrocarbonetos. A Argentina é o quarto país sul-americano a nacionalizar uma empresa de petróleo. A Espanha reagiu duramente contra a decisão, qualificada de "arbitrária e agressiva", e avisou que tomará medidas “claras e contundentes" nos próximos dias. (Págs. 1 e Economia B1 e B3) 

Análise: Celso Ming
À la Chávez

Cristina Kirchner lembrou ontem o governo populista do venezuelano Hugo Chávez. Um dos desdobramentos da decisão tomada pela presidente argentina é o seu potencial gerador de crise diplomática. (
Págs. 1 e Economia B2)

Foto-legenda: Populismo. Cristina exibe amostra de petróleo extraído na Argentina. 
Comissão de Ética investiga Ideli no caso das lanchas
A Comissão de Ética da Presidência instaurou ontem procedimento preliminar para investigar a conduta da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) na compra pelo Ministério da Pesca de 28 lanchas-patrulha, 23 nunca usadas. O negócio de R$ 31 milhões, revelado pelo Estado, foi feito com empresa que doou R$ 150 mil ao PT de Santa Catarina, Estado de Ideli, que nega responsabilidade. Após a investigação, os conselheiros decidirão se abrem processo de apuração ótica contra ela. (Págs. 1 e Nacional A8) 
Base aliada agora tenta abafar CPI do Cachoeira
Diante do alerta do Palácio do Planalto sobre os riscos de desgaste do governo, tomou corpo no Congresso, com ajuda da base aliada, uma operação abafa na CPI do Cachoeira, a ser instalada nos próximos dias. Uma das estratégias é poupar políticos de diversos partidos citados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Entre eles, os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF) e Marconi Perillo (PSDB-GO). (Págs. 1 e Nacional A4) 

‘R$ 30 milhões para políticos’

"Se eu botar 30 milhões na mão de políticos, sou convidado para coisa pra c... '" diz Fernando Cavendish, da construtora Delta, em áudio. (Págs. 1 e Nacional A4) 
Observadores esperam sinal verde de Assad
A equipe de observadores da ONU, que inclui um brasileiro, espera autorização do governo da Síria para monitorar o cessar-fogo no país. Os ataques prosseguiam em Homns e até ontem o grupo não tinha o necessário para o trabalho - veículos, escolta e permissão para movimentar-se -, informa Lourival Sant' Anna, enviado especial. (Págs. 1 e Internacional A10)
Comissão aprova tolerância zero na lei seca
Comissão de juristas do Senado, que discute o novo Código Penal, propôs o fim do limite mínimo de álcool para atestar embriaguez do motorista e a utilização de qualquer meio de prova admitida. (Págs. 1 e Cidades C1) 
Foto-legenda: Outro abril vermelho
Crianças tomam banho no espelho d'água da sede do governo do Ceará, durante ocupação do Movimento dos Sem-Terra; houve protestos em 15 Estados e em Brasília, onde o Ministério do Desenvolvimento Agrário foi invadido. (Págs. 1 e Nacional A8)
Aldo diz que governo quer regular gestão do futebol (Págs. 1 e Esportes E1)

Lagarde: Europa não tem culpa pelo real forte (Págs. 1 e Economia B9)

Paul Krugman
O suicídio econômico da Europa

Com os líderes europeus reforçando suas políticas falidas, é cada vez mais difícil crer que algo os fará mudar de curso. (Págs. 1 e Economia B10) 
Arnaldo Jabor
Falência múltipla

Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada.
(Págs. 1 e Caderno 2/ D10) 
José Paulo Kupfer
Outros alvos

O que está em jogo é a concorrência - melhor dizendo, a falta dela - no mercado bancário. É isso o que determina os odiados spreads. (Págs. 1 e Economia B5) 
Notas & Informações
A verdadeira operação abafa

Os petistas apressados tentam confundir delitos diferentes cometidos por gente da mesma espécie. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Cachoeira na Papuda, e CPI na berlinda
Por determinação judicial, o bicheiro deve ser transferido hoje para a Papuda, em Brasília. Enquanto o contraventor chega, o PT vive um dia de decisão. Vai ou não voltar atrás na criação de uma CPI mista para apurar as ligações políticas do bicheiro? O líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), afirma que não, apesar do risco de o governo federal se tornar alvo das investigações. "Pode haver alguma preocupação de desgaste”, admite. “Mas temos de lembrar que essa não é uma CPI contra o governo." Falta combinar com a oposição. E até com aliados. Partidos da base governista assistem à crise petista de camarote. "O PMDB não propôs nada nem vai despropor (sic). A ideia da CPI foi do PT, quem pariu Mateus que o embale", diz um interlocutor do partido. (Págs. 1 e 2 a 5)
Lula visita Sarney, após operações
O encontro do ex-presidente com o senador ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Sarney se recupera de intervenções cardíacas as quais se submeteu no fim de semana. Ele já deixou a UTI e deve ter alta nos próximos dias. (Págs. 1 e 5)
Mais confusão no concurso do Senado
A Polícia Federal investiga se houve violação de um malote de provas no domingo passado. Organizadora da seleção, a FGV admite que a embalagem estava rompida, mas garante que não houve interferência intencional. O Ministério Público já analisa 16 denúncias contra o certame. (Págs. 1 e 13) 
Foto-legenda: De olho no pré-sal
Em Brasília, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, propôs uma maior participação de seu país na explorarão de petróleo em troca de tecnologia para a indústria. (Págs. 1, 6 e 7) 
PIB continua decepcionando
A atividade econômica no país segue a passos lentos, segundo o Banco Central. A retração foi de 0,23% em fevereiro. Para acelerar a produção e o consumo, governo aposta na queda dos juros. (Págs. 1 e 10) 
Estatização à argentina
Cristina Kirchner quer retomar o controle da YPF, a maior produtora de petróleo do país, e abre crise internacional. A empresa é dominada pelos espanhóis. (Págs. 1 e 13) 
UnB avança nas pesquisas mesmo com a falta de investimentos (Págs. 1 e 26)

Ensino: Mais 13 cursos terão residência
Antes restrito aos médicos, o programa será ampliado para outros profissionais da área de saúde. A decisão, anunciada pelo MEC, atinge, por exemplo, odontólogos, fisioterapeutas e até psicólogos. (Págs. 1 e 9)
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Valor Econômico

Manchete: Governo agora planeja ajuda a empresas aéreas
O governo estuda medidas para ajudar as companhias aéreas, que tiveram resultados financeiros ruins, apesar da explosão da demanda. O auxílio mais imediato deve vir na forma de desoneração da folha de pagamento, com a troca da cobrança de 20% sobre os salários por uma contribuição - de 1% ou 2% - sobre o faturamento das empresas para as despesas relativas ao INSS.

Outro incentivo que a União pretende negociar em favor das aéreas, com governos estaduais, é a redução do ICMS sobre o querosene de aviação. As alíquotas variam hoje de 12% (Rio de Janeiro) a 25% (São Paulo). O abastecimento das aeronaves representa R$ 32 de cada R$ 100 em gastos operacionais das empresas. (Págs. 1 e B9)
Guerra dos portos segue sem solução
O projeto de resolução do Senado para acabar com a chamada "guerra dos portos", de autoria do líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), exige a criação de aparato burocrático no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida, que uniformiza em 4% a alíquota interestadual de ICMS sobre bens importados, será de difícil execução. Ontem, após reunião no Ministério da Fazenda com a presença dos governadores dos Estados que se sentem prejudicados com as mudanças, permaneceu o impasse quanto à adoção de um prazo de transição. O governo quer a medida em vigor em janeiro e os Estados, transição de quatro anos. O projeto deve ser votado hoje no Senado.
(Págs. 1 e A8)
Argentina reestatiza YPF e torna petróleo de 'interesse público'
A presidente argentina Cristina Kirchner, em decisão que marca um divisor de águas na expansão do controle do Estado sobre a economia, vai estatizar a maior empresa de petróleo do país, a YPF, que pertence à espanhola Repsol. Projeto de lei enviado ao Congresso dispõe que 51% da empresa pertencerão aos governos federal e provinciais e que o setor de hidrocarbonetos é de "interesse público nacional". É praticamente certo que o projeto será aprovado.

O governo não perdeu tempo para afirmar seu controle. Uma fonte a par da situação disse que executivos espanhóis foram impedidos de entrar na sede da YPF, em Buenos Aires. Depois do discurso de Cristina, o governo publicou decreto de emergência anunciando uma "intervenção" nas operações da companhia, que ficará sob a autoridade do ministro do Planejamento, Julio de Vido. (Págs. 1 e A13)
Desafios à vista
Pela primeira vez, o Banco Mundial não terá como presidente um banqueiro ou funcionário do governo dos EUA. Jim Yong Kim, especialista em saúde pública, foi muito criticado pelos oponentes. (Págs. 1 e C15)
SUVs ainda são um sucesso de vendas
Famosos pela sigla em inglês - SUVs -, os utilitários esportivos, antiga paixão americana, avançam pelas cidades brasileiras, a despeito dos que pregam causas ambientais ou campanhas pela simplificação da mobilidade em centros urbanos. Nos últimos três anos, o volume de SUVs (pequenos, médios e grandes) vendido no Brasil subiu 74%. No mesmo período, o mercado total cresceu 28,8%.

O Brasil não está só. Em 2011, os chineses compraram 2,1 milhões de SUVs, o que representou aumento de 25,3% em relação ao ano anterior. Somente o CRV da Honda, campeão do segmento no mercado chinês, foi para a garagem de 160 mil consumidores. (Págs. 1 e D8)
O desleixo do brasileiro com a saúde
Hipocondríaco, um tanto relapso com a própria saúde, estressado e com doenças associadas à vida moderna. Esse é o perfil médio de executivos e funcionários de grandes empresas traçado a partir do consumo de medicamentos em pesquisa feita pela empresa ePharma, a pedido do Valor. O comportamento desse universo corporativo não foge muito à regra geral da população brasileira, que troca cada vez mais os remédios de marca por genéricos e se automedica. O levantamento mostra também o consumo inadequado de medicamentos cuja prescrição médica é obrigatória, como Rivotril (antidepressivo), Viagra (combate à disfunção erétil) e antibióticos. E fica evidente que muitos, especialmente os homens, interrompem o tratamento antes do recomendado pelos médicos. (Págs. 1 e B11)
IMC avalia aquisições e traz nova rede de fast-food ao país, diz Gavilán (Págs. 1 e B1)

BNDES eleva crédito à infraestrutura
Os desembolsos do BNDES para projetos de infraestrutura devem ser 25% maiores neste ano, entre R$ 58 bilhões e R$ 59 bilhões. Energia eólica deve receber RS 8,9 bilhões até 2016. (Págs. 1 e A2)
Anima vai às compras
Com o aporte de R$ 100 milhões feito pela gestora BR Investimentos, o grupo mineiro de educação Anima parte para a aquisição de participações em instituições de ensino superior. (Págs. 1 e B1)
Ambev cria gigante caribenha
A Ambev anunciou a compra de 51% da Cervecería Nacional Dominicana (CND) por US$ 1,2 bilhão. Um dos focos da empresa será fortalecer a marca Presidente, principal rótulo da CND, aumentando sua distribuição especialmente no mercado americano, diz Milton Seligman. (Págs. 1 e B4) 
Gelog amplia estrutura
A Gelog, empresa especializada em logística rodoviária integrada, vai investir R$ 18,5 milhões neste ano no aumento da frota, expansão de armazéns em Santos (SP), no interior paulista e no Rio. (Págs. 1 e B10)
Trator pequeno perde mercado
Perda de fôlego do Programa Mais Alimentos, que envolve uma das mais importantes linhas de crédito do governo federal à agricultura familiar, levou a uma redução nas vendas de máquinas agrícolas de menor porte no país. (Págs. 1 e B13) 
Cenário favorável para frigoríficos
Aumento da oferta de animais para abate deve fazer o preço do boi gordo, que responde por cerca de 80% do custo de produção dos frigoríficos, cair e se estabilizar em níveis mais baixos entre 2012/14, favorecendo as empresas do setor. (Págs. 1 e B14)
Mercado debate piso da Selic
Com consenso em relação a novo corte de 0,75 ponto percentual na Selic, na reunião desta semana do Copom, o mercado passa a avaliar a possibilidade de mais reduções na taxa, levando os juros básicos abaixo dos 9% sinalizados pelo BC. (Págs. 1 e C2) 
Penhora on-line ganha força
Grupo Gestor do Sistema de Atendimento ao Poder Judiciário (Bacen-Jud) quer fechar brechas que permitem escapar do bloqueio on-line. No ano passado, o total penhorado pelo sistema cresceu 10% e chegou a R$ 22 bilhões. (Págs. 1 e E1) 
Ideias
Delfim Netto

Sistema tributário desastrado, descuido da política comercial externa e protecionismo estão matando a indústria do solúvel. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Raymundo Costa

Não há CPI que não acabe contra o governo. No mínimo, abre oportunidade de criar dificuldades para vender facilidades. (Págs. 1 e A10)
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