PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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sexta-feira, maio 04, 2012

CPI DEMÓSTENES/CABRAL [In:] O MENINO GAROTINHO

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Garotinho ataca Cabral




Autor(es): ADRIANA CAITANO
Correio Braziliense - 04/05/2012
 

Deputado explora a proximidade do governador do Rio com o empreiteiro acusado de se beneficiar do esquema de Carlinhos Cachoeira

Na esteira da crise política causada pelas relações suspeitas entre o bicheiro Carlos Cachoeira e figuras públicas como parlamentares e governadores, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ)emplacou uma série de denúncias contra o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Em seu blog pessoal, Garotinho começou a publicar diariamente fotos e vídeos de 2009 que supostamente provam a ligação pessoal entre Cabral e Fernando Cavendish, diretor afastado da Delta Construções. A empresa é apontada pela Polícia Federal como participante do esquema irregular de Cachoeira e é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso.

Ontem, Garotinho divulgou novas fotos em que Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, divertem-se em uma viagem ao Principado de Mônaco ao lado de Cavendish e Jordana Kfouri, mulher do empresário que morreu no acidente de helicóptero que também vitimou a nora do governador no ano passado. O parlamentar ainda tornou público um vídeo em que os dois casais comemoram, em Paris, o aniversário de Adriana e a eleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

A acusação mais grave, no entanto, o deputado fez no plenário da Câmara. Garotinho afirmou ter uma gravação na qual um diretor da Delta, falando em nome de Cavendish, conversa com um dos chefes do jogo do bicho carioca sobre um acordo feito com Sérgio Cabral. “Foi acertado com o governador, por meio do Fernando, da Delta, que 30% do mercado do jogo no Rio é de Carlinhos (Cachoeira). Vocês vão ter que abrir”, teria dito o emissário de Cavendish, segundo Garotinho. O bicheiro do Rio teria respondido: “Não vou abrir coisa nenhuma! Nós temos um acordo, mandamos todo mês um dinheiro lá para o Palácio (Guanabara, sede do governo do Rio)”.

Segundo o parlamentar, o representante da Delta teria encerrado o diálogo prometendo que a recusa custaria caro ao bicheiro. Semanas depois, afirmou o deputado, uma operação da Polícia Civil do Rio prendeu suspeitos de integrar a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A operação de fato ocorreu entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, quando o patrono da escola de samba Beija-Flor, Anísio Abraão David, foi detido.
Apesar de ter dado alguns detalhes do diálogo, Anthony Garotinho disse “não ser leviano” ao ponto de publicar a gravação sem ter certeza de sua veracidade. Ele afirmou ter enviado um emissário ao presídio em que o bicheiro carioca está para checar se a conversa de fato ocorreu. “Se a fita que tenho em minhas mãos for autêntica, não haverá nada mais perverso que mandar prender bicheiros de um estado para botar um de outro”, comentou Garotinho, que trabalha para eleger a filha Clarissa como vice-prefeita do Rio de Janeiro, na chapa que deve ser comandada por Rodrigo Maia (DEM). Eduardo Paes, pré-candidato à reeleição apoiado por Sérgio Cabral, está à frente das pesquisas. Por meio de assessoria de imprensa, Cabral disse ao Correio que “não comentará leviandades”.

Ação contra ex-diretor da Delta
Carlos Roberto Duque Pacheco, ex-diretor da Delta, é alvo de uma ação penal do Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) por uso de documentos falsos para obter uma Certidão de Acervo Técnico (CAT). A CAT atesta a experiência da empresa na prestação de determinado serviço e é um dos requisitos para habilitá-la a participar de licitações. Segundo o MPF-TO, Pacheco falsificou dois documentos públicos apresentados ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Tocantins para obter a CAT, em 5 de fevereiro de 2009. As investigações também apontam que, com documentos forjados, já foram vencidas licitações de limpeza urbana nos municípios de Anápolis e Catalão, ambos em Goiás, em Itanhaém (SP) e em Palmas (TO).
A reação de Agnelo
ARTHUR PAGANIN
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, repudiou ontem as tentativas de sabotagem do grupo do bicheiro Carlos Cachoeira para se infiltrar no governo local. Reportagem do Correio publicada ontem revelou conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal entre Cachoeir a e integrantes da organização criminosa que tramavam chantagear Agnelo. O governador se disse surpreso com os métodos do grupo. “Tínhamos indicativos claros das tentativas de sabotagem dentro do governo, mas não nesse nível que o grampo da PF mostrou. As conversas divulgadas mostram como são falsas quaisquer acusações de participação do nosso governo no esquema do Cachoeira”, afirmou.
Agnelo também disse confiar no trabalho da Polícia Federal. “Sem dúvida, essa investigação vai mostrar claramente que esse não é um problema de Brasília. Vai esclarecer também até onde essa organização conseguiu se infiltrar no Estado, como no Ministério Público, que é citado nas investigações”, acrescentou.
Em um dos trechos interceptados pela Polícia Federal, um dos membros do grupo de Cachoeira conversa com Marcelo de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão — policial civil que trabalhou com Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo. Na ligação, eles dizem esperar por uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o governador para pressioná-lo. A intenção seria favorecer os interesses da empreiteira Delta em contratos com o GDF.
O governador disse desconhecer qualquer denúncia contra ele. “O que eu posso imaginar é que eles montavam essas denúncias e as divulgavam por meio da imprensa. Depois, essas acusações seriam prontamente repercutidas, inclusive por órgãos como o Ministério Público, como foram no passado, sem a menor investigação e sem a menor apuração para desestabilizar o nosso governo”, disse.
"Sem dúvida, essa investigação vai esclarecer até onde essa organização conseguiu se infiltrar no Estado, como no Ministério Público, que é citado nas investigações"
Agnelo Queiroz, governador do DF.
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BRASIL/INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO [In:] À SO(m)BRA DA CHINA

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Desaceleração da indústria afeta receita de ICMS




Autor(es): Marta Watanabe, Marcos de Moura e Souza, Sérgio Ruck Bueno e Vanessa Jurgenfeld | De São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis
Valor Econômico - 04/05/2012
 

A desaceleração da produção industrial afetou a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nesses Estados houve crescimento menor ou queda no recolhimento do ICMS pelas indústrias durante o primeiro trimestre. Puxada pelo setor de petróleo e de siderurgia, a indústria fluminense foi exceção.
Em Minas, a receita tributária total gerada pela indústria no período cresceu 3,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado sem descontar a inflação, um percentual bem abaixo da média da arrecadação total, que subiu 12,1% na mesma comparação. Em São Paulo, a arrecadação total de ICMS cresceu 1,2% em termos reais de janeiro a março, com atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O setor industrial deu contribuição negativa nos primeiros três meses em São Paulo. Em março, a arrecadação da indústria paulista teve queda real de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2011. Em abril, porém, a indústria do Estado apresentou pequena recuperação. Em Santa Catarina, o recolhimento da indústria cresceu 12,3% nominais, mas foi ajudado por um programa para recuperação de ICMS atrasado, chamado Revigorar III, que, segundo a fazenda catarinense recuperou R$ 30 milhões no primeiro trimestre.
Nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a desaceleração industrial fez a arrecadação tributária ficar abaixo do esperado. A avaliação dos Estados, porém, é que ainda é cedo e há chances de cumprir a previsão de crescimento para o ano. Em Minas, a receita com tributos tem crescido dentro do esperado.
A arrecadação total de tributos de janeiro a março no Estado de São Paulo teve elevação real de 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A Secretaria da Fazenda avalia que a receita tributária deve ter crescimento real de 3,5% em 2012. A queda de arrecadação do ICMS no setor industrial não tem afetado tanto a arrecadação do Estado porque tem sido compensada com o desempenho de preços administrados e do imposto recolhido na importação. A arrecadação de preços administrados, por exemplo, aumentou 15% em termos reais em março, em relação ao mesmo mês do ano passado.
"A indústria tem sido afetada pelo câmbio e pela perda de competitividade, o que originou um resultado desfavorável no primeiro trimestre. Mas uma parte disso tem sido compensada pelo comércio atacadista e varejista. Esse segmento não foi tão afetado porque trabalha com as importações e o consumo se dá em São Paulo", diz André Luís Grotti Clemente, assessor de política tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
A expectativa da Fazenda, lembra Clemente, é de que haja recuperação nos próximos meses, principalmente a partir do segundo semestre, como resultado da desvalorização maior do real em relação ao dólar iniciada no último mês e da redução da taxa de juros.
Em abril a arrecadação paulista de ICMS foi 10,3% superior ao registrado em igual mês do ano passado, em termos nominais. A alta do imposto sobre importados, de 21,2%% em relação a abril de 2011, explica em grande parte o resultado, mas o salto de 14,8% no imposto pago pela indústria também contribuiu para o bom desempenho, que foi 2,8% superior ao projetado pelo Estado para o mês.
O crescimento no período, segundo avaliação do Secretário de Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, foi verificado principalmente por causa da recomposição de estoques após o forte ajuste entre fevereiro e março, com aumento da utilização da capacidade instalada. No entanto, a fraca base de comparação também ajudou. Em abril do ano passado, a arrecadação de ICMS da indústria havia subido apenas 2,5% em termos nominais, na comparação com igual mês de 2010.
No quadrimestre a arrecadação de ICMS aumentou 7,7%. Apesar do número mais forte do que o observado no acumulado até março (6,8%), a variação ainda está 0,9% abaixo do projetado pela Fazenda.
Em Minas, mesmo com o desempenho mais fraco da indústria, a arrecadação do primeiro trimestre ficou dentro do projetado para o período. O recolhimento do comércio mineiro cresceu a um ritmo quatro vezes maior do que a da indústria do Estado. Enquanto a arrecadação do setor manufatureiro registrou um aumento de 3,2% nominais, a do comércio subiu 13,1%.
"Esses resultados refletem a desaceleração do ritmo da atividade industrial", diz o secretário-adjunto da Fazenda de Minas Gerais, Pedro Meneguetti. No acumulado de janeiro e fevereiro, a produção industrial no Estado recuou 1,8% ante o mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Enquanto isso, as importações em Minas cresceram 7,6% nos três primeiros meses do ano. "É uma sinalização de desindustrialização, com os importados ocupando mais espaços no nosso mercado", diz Meneguetti.
Segundo o secretário-adjunto, neste início de ano o Estado não contou com nenhuma receita extraordinária. A situação muda a partir deste mês. É quando começa a ser cobrada uma nova tarifa sobre a atividade de mineração. Sancionada pelo governador do fim do ano passado, a tarifa deve gerar uma caixa extra estimado em R$ 300 milhões. A receita não tinha sido incluída no orçamento deste ano porque o governo não descartava a hipótese de que as empresas conseguissem barrar a cobrança na Justiça.
No Rio Grande do Sul, a arrecadação no primeiro trimestre ficou abaixo do esperado, segundo o secretário da Fazenda, Odir Tonollier. A receita tributária do Estado de janeiro a março ficou em R$ 7,5 bilhões, ou 2,9% a menos do que havia sido previsto no orçamento de 2012 para o período. Em comparação com os três primeiros meses de 2011, houve crescimento nominal de 9,9%.
A situação deixou o governo gaúcho em alerta, mas Tonollier entende que é "muito cedo" para uma avaliação precisa dos riscos. Segundo ele, o plano de investimentos de R$ 2 bilhões para 2012 não está ameaçado porque será garantido com operações de crédito já aprovadas ou em negociações avançadas. No custeio, a postura é de maior "cautela", mas o secretário disse que até agora não há necessidade de "contingenciamento" de recursos.
A arrecadação bruta de ICMS no Estado cresceu 10,4% em relação a igual período de 2011, abaixo da meta de 15,4%. A desaceleração foi influenciada pelo desempenho abaixo da média de setores como telecomunicações, varejo e indústrias de bebidas, petroquímicas e de calçados.
Em Santa Catarina, a arrecadação total no primeiro trimestre apresentou alta nominal de 9,43% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 4 bilhões. Apesar da alta, o recolhimento ficou abaixo da meta, que estabelecia elevação de 13%.
De acordo com o secretário da Fazenda em exercício, Almir Gorges, há um ritmo de crescimento menor na arrecadação tanto do comércio quanto da indústria em relação ao início de 2011. Neste primeiro trimestre, o comércio aumentou somente 8%, enquanto no ano anterior sua taxa de incremento chegava a 10%. Já a indústria cresceu 12,34%. No mesmo período do ano passado, sua taxa de crescimento havia sido de 20%.
"O crescimento em si da arrecadação não foi ruim, mas houve desaceleração nos primeiros meses e isso causou apreensão", disse Gorges. No entanto, em março já houve sinais de melhora e Gorges estima que o Estado poderá ter um crescimento nominal de 10% no ano. "O problema maior poderá ser no ano que vem, quando haverá impactos da aprovação da Resolução 72", diz Gorges, referindo-se à unificação do ICMS interestadual de importados em 4%, medida que passa a valer em janeiro de 2013. Santa Catarina estima que deve perder R$ 1 bilhão da receita por conta disso. (Colaborou Tainara Machado, de São Paulo).
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GOVERNO DILMA/MANTEGA/POUPANÇA [in:] ... AO ESTILO ''ÚLTIMO TANGO'' *

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POUPANÇA MUDA E JURO REAL CAI A 2,45%, O MENOR DESDE O PLANO REAL




GOVERNO MUDA REMUNERAÇÃO DA POUPANÇA E TIRA "TRAVA" DA SELIC
Autor(es): Claudia Safatle, João Villaverde e Yvna de Souza | De Brasília
Valor Econômico - 04/05/2012

Decidido a abrir caminho para novas quedas da taxa de juros básica, o governo retirou ontem o maior obstáculo legal para que possa cumprir esse objetivo: mudar as regras de remuneração da aplicação financeira mais popular do país, a caderneta de poupança. Pelo novo sistema, a caderneta passa a ser remunerada em 70% da taxa Selic quando ela for inferior a 8,5%, e pelo sistema atual, quando for superior. Nada muda para as contas já existentes.
A mudança derrubou ainda mais os juros futuros, que passaram a apontar uma taxa Selic de 8% a 8,25% para o ano. A taxa real de juros — de 360 dias, descontada a inflação projetada em 12 meses, de 5,53% — atingiu nova mínima histórica, aos 2,45% ao ano.
A partir de hoje a remuneração da caderneta de poupança obedecerá a um gatilho: sempre que a taxa básica de juros (Selic) for igual ou menor do que 8,5% ao ano, os novos depósitos da poupança serão corrigidos por 70% da Selic. As aplicações já existentes permanecem com a regra atual de rentabilidade: juros fixos de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da Taxa de Referência (TR). A TR, com Selic em 8,5% ao ano, cai para zero. O incentivo fiscal da isenção do Imposto de Renda permanecerá.
Quando a taxa Selic for superior a 8,5% ao ano - hoje ela é de 9% ao ano - a caderneta de poupança volta a ter a rentabilidade usual (juros de 6,17% ao ano mais a TR). Assim, a nova regra só entrará em vigor se o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a taxa Selic para 8,5%, o que poderá ocorrer já na reunião do fim deste mês.
Dessa forma, a regra de remuneração da poupança deixa de ser uma trava para a queda da taxa de juros no país. Os atuais depositantes ficam com uma pequena vantagem em relação aos novos no caso do gatilho ser acionado, o que foi feito para evitar futuras demandas judiciais. Para as novas cadernetas, a remuneração será calculada com base na Selic em vigor no dia do depósito.
A medida, engenhosa, foi anunciada no início da noite pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após seguidas reuniões da presidente Dilma Rousseff com o Conselho Político, com os dirigentes das centrais sindicais e com um grupo de empresários ao longo de toda a tarde, no Palácio do Planalto. Dilma procurou se cercar de um amplo apoio político para mexer num tema tão delicado para o poupador brasileiro.
Os planos originais do Palácio do Planalto eram um pouco diferentes. Imaginava-se poder alterar a rentabilidade da poupança só após as eleições municipais de outubro. O cenário externo, que voltou a piorar, a demora na reação da atividade econômica doméstica e os sinais da última ata do Copom, de que os juros podem cair mais, justificam a antecipação da medida. Quem alimentava a expectativa de que a economia brasileira cresceria cerca de 1% no primeiro trimestre agora espera crescimento de apenas 0,5%.
Dos parlamentares da base aliada do governo, Dilma teve garantia de apoio à aprovação da medida provisória, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), disse que a presidente "garantiu todos os diretos de todos os poupadores". Aos políticos, Dilma disse: "Não estou aqui para vender facilidades. É um passo que tem que ser dado", segundo relatou Alves, que concluiu: "A presidente estava muito determinada, convencida e convincente". Na reunião do Conselho Político, ela se referiu a "três amarras" que precisam ser trabalhadas: a redução dos juros para empresas e consumidores; a valorização cambial; e a diminuição de impostos, prosseguiu o líder do PMDB. Os mesmos problemas que ela ressaltou em discurso da presidente na posse do ministro do Trabalho, Brizola Neto.
Os dirigentes sindicais também deixaram a reunião com declarações de apoio a Dilma. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), assegurou que as centrais vão sustentar as mudanças propostas. "Achamos que não mexer nas atuais poupanças significa uma coisa positiva", disse ele. "Somos nós, as centrais, que podemos colocar o povo na rua e, para ela, é importante ter o nosso apoio em uma medida tão sensível como essa", disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.
Os 26 empresários que estiveram com a presidente ontem também aplaudiram a iniciativa do governo de reduzir os juros, pressionar os bancos para reduzirem os spreads e pediram que a "guerra" se estenda para o alongamento do crédito, contou Joesley Batista, da JBS Friboi. "São medidas de bom senso, boas para o Brasil", disse André Esteves, presidente do banco BTG Pactual.
O ministro Guido Mantega avaliou que os custos do crédito imobiliário tendem a cair na medida que o custo da captação da poupança diminui. Disse, também, que terão que ser feitos "ajustes" na portabilidade e que os técnicos estão estudando isso. Para o ministro, no entanto, a pressão do governo para a queda dos juros é concentrada, principalmente, nas modalidades em que considera o spread bancário (diferença entre a taxa de captação e a cobrada do tomador) elevado. Esse é o caso, segundo ele, do capital giro e crédito consignado.
Os bancos, segundo o Ministério da Fazenda, terão 30 dias para se prepararem para a mudança, tendo que operacionalizar uma segregação das contas dos poupadores entre os depósitos antigos e os que vão obedecer ao gatilho. Quando o investidor for sacar da caderneta de poupança, o banco abaterá automaticamente o saque da conta nova, que renderá menos.
(Colaboraram Edna Simão, Fernando Exman, Daniel Rittner e Andre Borges)
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(*) ... a lembrar "Maria Schneider".
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


04 de maio de 2012
O Globo

Manchete: Poupança renderá menos para os juros caírem mais
Decisão de Dilma vale a partir de hoje, mas só para novos depósitos

O governo anunciou ontem uma mudança ousada nas cadernetas de poupança, que reduzirá o rendimento para quem fizer novos depósitos já a partir de hoje. A medida, no entanto, é considerada indispensável para abrir caminho para uma queda maior da taxa básica de juros no país, hoje em 9% ao ano. Pelas novas regras, quando a taxa básica (Selic) ficar igual ou menor do que 8,5%, a poupança terá rendimento equivalente a 70% da Selic mais a Referencial (TR). Na prática, um depósito de R$ 10 mil, pelas regras atuais, renderia R$ 616,78 ao fim de um ano. Com a nova regra e Selic a 8,5%, esse mesmo depósito renderia R$ 582,91. Para angariar apoio político para a cruzada pela redução dos juros, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem com políticos, empresários e centrais sindicais. A oposição criticou. (Págs. 1, 27 a 31, Míriam Leitão e Flávia Oliveira, Negócios & Cia)
Fotolegenda: Bengala
Usando bengala e amparado, Lula participou ontem de um seminário no BNDES. Sua assessoria disse que o apoio se deve à perda de musculatura na perna após emagrecimento devido ao câncer. (Págs. 1 e 11)
Com lucro menor, BB fica atrás de Bradesco e Itaú
O aumento do calote nos financiamentos de veículos e das reservas para cobrir perdas de ações na Justiça fez o Banco do Brasil ter lucro líquido 14,7% menor no primeiro trimestre: R$ 2,5 bilhões. Com isso, o ganho do banco estatal, o maior do país, ficou abaixo do registrado pelo Itaú Unibanco (R$ 3,4 bilhões) e pelo Bradesco (R$ 2,7 bilhões). Diante do resultado, as ações do banco caíram 1,48% na Bolsa de Valores de São Paulo. (Págs. 1 e 30)
Editorial
Na ofensiva para reduzir juros, o governo deve ter uma política de desconcentração bancária. Só discurso não adianta. (Págs. 1 e 6)
Populismo afasta investimentos
A Argentina, que era o terceiro principal destino dos investimentos estrangeiros na América Latina, caiu para sexto lugar em 10 anos. As intervenções dos anos Kirchner afugentaram investidores. (Págs. 1 e 33)
Relator pede ação contra Demóstenes
No relatório em que pediu abertura de processo contra Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado, Humberto Costa (PT-PE) disse que o senador goiano mentiu ao se apresentar apenas como amigo de Cachoeira. Demóstenes ajudou o bicheiro desde o início do mandato. (Págs. 1, 3 e editorial “As chances de ser uma CPI verdadeira”)
Empresas vão à Justiça por outdoors
O Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior (Sepex-RJ) anunciou que vai à Justiça tentar derrubar o decreto Rio Limpo. No primeiro dia de operações, foram retirados nove outdoors e sete lonas com propaganda. (Págs. 1 e 17)
Sem lei, não pode bicicleta elétrica no Rio
O Denatran esquentou a polêmica sobre o ciclista multado pela Lei Seca alertando que, sem regulamentação, não são permitidas bicicletas elétricas no Rio. Dois agentes foram afastados por terem montado blitz na ciclovia. (Págs. 1 e 14)
Ativista chinês põe Obama sob crítica nos EUA
O dissidente cego Chen Guangcheng disse que quer deixar Pequim no avião de Hillary Clinton. Além de ameaçar as relações EUA-China, caso fez Obama ser criticado pela oposição e por ONGs de defesa dos direitos humanos. (Págs. 1 e 36)
Após cotas, STF decide que ProUni também é legal (Págs. 1 e 13)



Fotolegenda: História no varal
Jornais secam no varal, junto a prateleiras de livros antigos, na Biblioteca Nacional, após o rompimento de um duto do ar-condicionado. (Págs. 1 e 18)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma corta ganho da poupança
Rendimento da aplicação mais popular do país será reduzido se os juros caírem a 8,5% ao ano, como é esperado

A presidente Dilma Rousseff mexeu nas regras da poupança, a mais tradicional e popular aplicação financeira do país, e reduziu o seu rendimento, conforme havia antecipado a Folha.

O objetivo é reduzir os juros sem que haja fuga de outros investimentos para a caderneta. A medida vale a partir de hoje para novas aplicações e novos depósitos em contas já existentes.
(Págs. 1 e Poder A4)
Fernando Rodrigues
Presidente encara risco evitado por antecessores. (Págs. 1 e Poder A7)
Vinicius Torres Freire
Medida mostra que país precisa de muita reforma. (Págs. 1 e Mercado B4)
Relator da CPI do Cachoeira diz que poderá investigar mídia
Relator da CPI do Cachoeira, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG) afirmou que não há tema proibido na condução de seu trabalho e que, “se houve cooptação e corrupção de alguns atores da mídia, isso deve ser investigado”.

Ele ainda não vê indícios suficientes para que os três governadores envolvidos no escândalo sejam convocados para depor. (Págs. 1 e Poder A10)

Para tentar salvar as operações da empresa, a construtora Delta foi posta à venda. (Págs. 1 e Poder A11)
PF apura paradeiro de vítimas citadas por ex-delegado da ditadura militar (Págs. 1 e Poder A13)

Pesquisa revela que brasileiro mistura Prozac e emagrecedor (Págs. 1 e Saúde C16)

Saída pela cozinha
Pressionado após a divulgação de fotos com empresário, Sérgio Cabral deixa evento pela porta dos fundos. (Págs. 1 e Poder A11)
Indústria segue calvário e cai 3% no 1º trimestre
Dados divulgados pelo IBGE mostram que a produção industrial encolheu 3% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2011. O resultado confirma o mau momento do setor, que vem registrando resultados negativos desde abril do ano passado.

Em março, a produção industrial recuou 0,5% em relação a fevereiro. (Págs. 1 e Poder A8)
BB vai anunciar corte de juros e de taxas de fundos
O Banco do Brasil vai anunciar uma linha de crédito para atrair clientes endividados de outros bancos — medida já adotada pela Caixa — e a redução de taxas de administração dos fundos de investimento, além de novo corte nos juros.

O banco teve queda de 15% no lucro do primeiro trimestre e diz ter sob controle a inadimplência. (Págs. 1 e Mercado B1)
Ativista cego pede carona em avião de Hillary Clinton para deixar China (Págs. 1 e Mundo A14)

Editoriais
Leia “Investimento de risco”, sobre alterações no rendimento da poupança, e “Reembolso devido”, acerca de cobranças incorretas nas contas de luz. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo cria gatilho para poupança
Se o BC cortar a Selic para 8,5% ou menos, o ganho da caderneta passará a ser 70% dessa taxa mais TR; intenção é facilitar redução dos juros
Para permitir a queda dos juros, o governo criou um gatilho que vai reduzir o ganho da poupança. Nada muda de imediato, mas, se o Banco Central decidir cortar a Selic (taxa de juros básica) para 8,5% ou menos - o que pode acontecer neste semestre -, o rendimento passará a ser 70% dessa taxa acrescido da variação da Taxa Referencial (TR), em vez dos tradicionais 0,5% mais TR. Essa nova fórmula atingirá os depósitos feitos a partir de hoje. Para depósitos antigos, nada muda. As características da poupança atual, como isenção do Imposto de Renda, rendimentos mensais e liquidez diária, não mudam. “É um passo histórico, mas é só um passo”, disse a presidente Dilma Rousseff a líderes da base aliada. Dilma pediu ainda cuidado na divulgação do tema, pois admitiu preocupação com interpretações errôneas de que o governo congelará a poupança. “Não vamos fazer nenhuma gracinha, nenhuma loucura”, afirmou a presidente a sindicalistas. A Confederação Nacional da Indústria manifestou apoio à medida. (Págs. 1 e Economia B1,B3 a B5 e B8)

Análises

Celso Ming
Além da mudança

Confirmam-se duas quase suspeitas: o BC passou a operar com meta de juros e vem aí um corte maior da Selic.
(Págs. 1 e B2)

José Paulo Kupfer
Sem ‘Lei de Gérson’

Uma aplicação financeira não pode ser, ao mesmo tempo, a mais segura, a mais líquida e a mais rentável. (Págs. 1 e B4)
Pedido processo contra Demóstenes no Senado
Conselho de Ética tende a aceitar abertura do caso

O relator do caso de Demóstenes Torres (sem partido) no Conselho de Ética do Senado, Humberto Costa (PT-PE), pediu processo por quebra de decoro contra o senador goiano. A tendência é que o conselho aceite o pedido. Demóstenes é suspeito de participar de esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. No parecer de Costa, ele é acusado de mentir. O último senador que enfrentou processo de cassação no Conselho de Ética foi Renan Calheiros (PMDB-AL), em 2007. Ele foi absolvido. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)
Fotolegenda: Lula aparece de bengala
Lula é amparado por assessor do governo do Rio, após discurso no BNDES; sem improvisar, o ex-presidente voltou a atacar os países ricos. (Págs. 1 e Nacional A7)
Serra defende igrejas no debate eleitoral
Em processo de aproximação com líderes religiosos de São Paulo, o pré-candidato tucano à Prefeitura, José Serra, afirmou que a manifestação das igrejas durante a campanha eleitoral é “legítima”. Para ele, os religiosos têm o direito de manifestar seus princípios, como ocorreu na eleição de 2010. (Págs. 1 e Nacional A9)

José Serra
Pré-candidato à prefeitura de SP

“(Se) a pessoa tem uma religião e quer discutir princípios, é legítimo. Não são os candidatos que fazem a agenda”
Ministério: Novo Jango
Na posse de Brizola Neto no Ministério do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff o comparou a João Goulart, seu tio-avô. “Em 1953, também jovem e determinado, Jango foi empossado ministro do Trabalho. Foi Jango quem deu à pasta grande dimensão.” (Págs. 1 e Nacional A8)
Ativista chinês quer ir embora com Hillary
Pouco depois de deixar a Embaixada dos EUA na quarta-feira, o ativista cego Ghen Guangcheng se disse ameaçado e afirmou que gostaria de sair da China no avião da secretária de Estado Hillary Clinton, que está em Pequim. (Págs. 1 e Internacional A10)
Receita de times passa de R$ 2 bilhões (Págs. 1 e Esportes E1)

Salário de professor está atrasado em SP (Págs. 1 e Vida A22)

94% se preocupam com meio ambiente
Pesquisa Ibope mostra que 94% dos entrevistados se dizem preocupados com o meio ambiente no Brasil - eram 80% em 2010. Para 79%, o aquecimento global é causado pelo homem. (Págs. 1 e Vida A20)
Nelson Motta
Lixos e luxos

Paradoxal e ironicamente, há cada vez mais sujeira na limpeza pública, com o lixo urbano pagando o luxo mundano de empresários e políticos. (Págs. 1 e Nacional A9)
Gilles Lapouge
Antídoto a Merkel

O que se espera de Hollande é que ele solte a camisa de força com a qual Merkel e Sarkozy prenderam o corpo extenuado da Europa. (Págs. 1 e Internacional A17)
Notas & Informações
A crise desembarcou

A crise chegou aos portos brasileiros, derrubando os preços dos principais produtos exportados. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Gatilho na poupança para derrubar juros
O governo alterou as regras da poupança como forma de aprofundar a política de redução de juros. A partir de hoje, os novos depósitos estarão sujeitos a um gatilho, vinculado à taxa básica da economia, hoje em 9% ao ano. Se o Banco Central baixar a Selic para 8,5%, os rendimentos da caderneta de poupança equivalerão a 70% da taxa básica, acrescidos da TR. Segundo os cálculos apresentados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ganho anual da poupança ficaria em 6,2% nessa situação. Na edição de 20 de abril, o Correio antecipou a determinação da presidente Dilma em modificar a poupança. (Págs. 1 e 9)
Fotolegenda: Lula solta a voz
Apoiado numa bengala, o ex-presidente participou da festa de 60 anos do BNDES e fez sua primeira palestra após o diagnóstico de câncer na laringe. "Faz sete meses que não falo. Espero que não tenha desaprendido a falar", disse o petista, que discursou por 20 minutos. (Págs. 1 e 6)
Demóstenes feriu o decoro, indica relator
O senador Humberto Costa (PT-PE) pediu a abertura de processo no Conselho de Ética contra Demóstenes Torres (sem partido), por quebra de decoro parlamentar. No entendimento do relator, o parlamentar goiano usou o mandato em benefício do bicheiro Carlinhos Cachoeira e mentiu em plenário. (Págs. 1 e 2)
JK sem proteção
Após o despejo dos moradores da Fazendinha JK, em Luziânia, objetos do ex-presidente ficaram abandonados. O Iphan ainda estuda o tombamento do imóvel. (Págs. 1 e 28)
Vistos: Diplomata dos EUA detalha mudanças
A cônsul dos Estados Unidos em Brasília, Antonia Cassarino, participa de um chat no site do Correio para explicar as regras de concessão dos documentos. (Págs. 1, 26 e correiobraziliense.com.br)
O declínio do terror nas cartas de Bin Laden
Documentos encontrados no esconderijo do terrorista no Paquistão mostram que ele ainda fazia planos ousados, mas sabia que seu grupo estava decadente. (Págs. 1 e 16)
ProUni: STF confirma a política de cotas
Segundo decisão do Supremo, o programa do MEC está autorizado a destinar vagas para negros, índios, deficientes e alunos de escolas públicas. (Págs. 1 e 8)
MP investigará injúria racial
Promotoria aguarda a conclusão do inquérito policial contra o médico acusado de ofender uma jovem negra. (Págs. 1 e 21)
Dia de quebradeira e protestos no Buriti
Insatisfeitos com a ordem de desocupação de um terreno da Terracap em Ceilândia, cerca de 250 sem-teto tentaram invadir a sede do GDF, mas foram impedidos pela segurança. Vidros do palácio acabaram quebrados e três pessoas ficaram feridas. Após a tentativa frustrada de ocupação, os manifestantes queimaram faixas e cartazes e pararam o trânsito no Eixo Monumental. (Págs. 1 e 24)

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Valor Econômico

Manchete: Poupança muda e juro real cai a 2,45%, o menor desde o Plano Real
Decidido a abrir caminho para novas quedas da taxa de juros básica, o governo retirou ontem o maior obstáculo legal para que possa cumprir esse objetivo: mudar as regras de remuneração da aplicação financeira mais popular do país, a caderneta de poupança. Pelo novo sistema, a caderneta passa a ser remunerada em 70% da taxa Selic quando ela for inferior a 8,5%, e pelo sistema atual, quando for superior. Nada muda para as contas já existentes.

A mudança derrubou ainda mais os juros futuros, que passaram a apontar uma taxa Selic de 8% a 8,25% para o ano. A taxa real de juros — de 360 dias, descontada a inflação projetada em 12 meses, de 5,53% — atingiu nova mínima histórica, aos 2,45% ao ano. (Págs. 1, A2 e C1 a C4)
Crédito imobiliário terá taxa variável
As novas regras de remuneração da poupança devem provocar mudanças no crédito imobiliário. Como as novas aplicações passarão a ser corrigidas por um percentual da taxa Selic, os financiamentos terão de ter taxas variáveis de correção. O governo descarta mudanças, alegando que, quando a Selic chegar a 8,5% e a TR zerar automaticamente, incidirá sobre os contratos de crédito imobiliário o juro previamente pactuado. O problema é que, sem alteração nos contratos, há risco de descasamento entre passivos e ativos, uma vez que a remuneração do funding oscilaria conforme a taxa Selic, enquanto a taxa cobrada do mutuário permaneceria fixa. (Págs. 1 e C3)
Dilma quer juro baixo como marca
Assim como Fernando Henrique Cardoso, com o Plano Real, e Luiz Inácio Lula da Silva, com o Bolsa Família, Dilma Rousseff começa a cunhar a marca de seu governo, algo que lhe pode ser útil nas eleições de 2014: a da presidente que domou a maior taxa de juros do mundo, algo que parecia impensável, como eram a inflação e a redução da pobreza. Na empreitada, está sendo auxiliada pelo jornalista João Santana, que fez sua campanha em 2010. A mudança no rendimento da poupança é arriscada, mas necessária para que o BC continue a baixar os juros. Continua muito nítido na memória dos brasileiros o dia em que Fernando Collor confiscou os depósitos. (Págs. 1 e C4)
Dreyfus deve abrir capital da LDC
A LDC Bioenergia, segunda maior empresa de cana-de-açúcar do país, controlada pela multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities, convocou ontem assembleia extraordinária de acionistas para o dia 8 de maio, quando será votada a abertura de capital da empresa na bolsa.

A companhia não informa quanto poderia captar por meio da oferta inicial de ações, caso siga em frente com o plano. O mercado estima que poderia ser algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, por 25% a 30% da empresa. Entre os acionistas minoritários da companhia, com 14% de participação, estão as famílias Junqueira Franco e Biagi, ex-controladores da Santelisa Vale, comprada pela Dreyfus em 2009. (Págs. 1 e B12)
Vale tem revés em disputa de R$ 24 bi
A Fazenda Nacional poderá voltar a cobrar uma autuação fiscal de R$ 24 bilhões contra a Vale. Ontem, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou liminar que suspendia a cobrança de Imposto de Renda e CSLL sobre o lucro de controladas da companhia no exterior relativos ao período de 1996 a 2002.

Três dos cinco ministros que analisaram recurso da Fazenda contra a liminar entenderam que só poderiam interromper a cobrança em situações excepcionais, o que não era o caso. O julgamento foi iniciado em abril, mas terminou apenas ontem com voto de desempate do ministro Mauro Campbell Marques, que integra a 2ª Turma do tribunal e foi convocado para decidir a questão no lugar do ministro Benedito Gonçalves, que estava impedido. (Págs. 1 e E1)
Mina da CSN agita eleição em Congonhas
Vereadores da cidade histórica de Congonhas (MG), lar dos profetas de Aleijadinho, dão a receita para atrair votos na eleição deste ano: apoiar o projeto que barra os planos bilionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para expandir a mina Casa de Pedra.

A empresa já diz que poderá transferir os investimentos para outro município se o projeto de lei que tomba uma área desejada por ela for aprovado. Mas ainda não existe um plano alternativo desenhado, diz a companhia, que tem promovido encontros com moradores para esclarecer dúvidas sobre os impactos do empreendimento. Junto com a Namisa, a CSN produz hoje 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano em Congonhas. (Págs. 1 e A16)
Empresários defendem veto a Código Florestal
A presidente Dilma Rousseff se aproxima de uma das decisões mais importantes de seu governo: vetar ou não o projeto de lei que altera o Código Florestal, aprovado pelo Congresso. O tema polarizou o país. Agora, um grupo de empresários decidiu se posicionar sobre a questão. Em encontro organizado por iniciativa de Roberto Klabin, presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, e José Eli da Veiga, professor da USP, Pedro Passos, copresidente do conselho de administração da Natura, Horácio Lafer Piva, acionista da Klabin, Paulo Nigro, diretor-presidente da Tetra Pak, e Roberto Lima, membro do conselho da Telefônica Brasil, defenderam o veto presidencial.

“Coloca-se aí um tema ético sobre o país que queremos. O Brasil é o Brasil da anistia?” questiona Passos, referindo-se a um dos pontos controversos do texto, que perdoa os desmatamentos ilegais anteriores a 2008. Piva diz que este é o momento decisivo para que a presidente não se torne refém de parte do Congresso. Os empresários reconhecem que o tema toca a interesses contraditórios, mas acreditam que o oportunismo político foi decisivo na votação da Câmara e que o assunto extrapola a esfera do agronegócio. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Criminosos usam a nuvem para facilitar golpes (Págs. 1 e B2)

Setor de TI lidera fusões, mas segue pulverizado (Págs. 1 e B3)

Lista negra do desmatamento
Alta Floresta (MT) e Santana do Araguaia (PA) deixam a lista negra dos maiores desmatadores da Amazônia, mas revisão de critérios inclui mais sete municípios na relação. (Págs. 1 e A2)
Locomotiva emergente
Crescimento médio acumulado dos países emergentes entre 2007/13 deve ficar em 37%, segundo o Deutsche Bank, comparado a zero na União Européia e 6,6% nos Estados Unidos. Na América Latina, puxada pelo Brasil, a expansão será de 22%. (Págs. 1 e Al2)
Gerdau investe em minério de ferro
A Gerdau pretende investir R$ 838 milhões para aumentar sua produção de minério de ferro, de 6,5 milhões para 11,5 milhões de toneladas por ano, até 2014 e planeja terminal em Sepetiba (RJ) para exportação de excedentes. (Págs. 1 e B8)
JBS fica com a Frangosul
A JBS deve anunciar hoje a aquisição das operações da Doux Frangosul, que enfrenta grave situação financeira desde 2009. A empresa, com sede em Montenegro (RS), também tem plantas em Caxias do Sul, Passo Fundo e Caarapó (MS). (Págs. 1 e B12)
Expansão da Los Grobo
A Los Grobo Ceagro do Brasil acaba de adquirir uma empresa de insumos no oeste da Bahia, inaugura hoje uma unidade de fertilizantes no Maranhão e planeja investimentos de quase R$ 50 milhões nas áreas de armazenagem e logística. (Págs. 1 e B12)
Plural assume a Geração Futuro
A Plural Capital, de ex-sócios do Pactual, fechou a compra da tradicional corretora de ações e gestora de fundos de renda variável Geração Futuro, com sede no Rio Grande do Sul. (Págs. 1 e C14)
Ideias
Philip Stephens

A noção efetivamente perigosa na Europa atual é a premissa de que as coisas podem simplesmente continuar como estão. (Págs. 1 e A15)
Ideias
Armando Castelar Pinheiro

Não será fácil navegar em um mundo de ciclos econômicos curtos e de crescimento moderado e desigual. (Págs. 1 e A11)
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quinta-feira, maio 03, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ''SOU, MAS QUEM NÃO É?'' *

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(*) Bordão de um dos personagens televisivos de Chico Anysio.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


03 de maio de 2012
O Globo

Manchete: Depois da pressão de Dilma, ações de bancos despencam
Nova fórmula para a correção da poupança será apresentada hoje

No primeiro dia útil após o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na TV atacando os bancos pelos juros altos, o mercado reagiu e as ações das principais instituições financeiras do país despencaram. Enquanto o Ibovespa, índice de referência do mercado, subiu 0,98%, os papéis de todos os bancos recuaram. Os do Banco do Brasil (BB) caíram 2,71% por que os analistas entendem que a instituição pode ter sua margem de lucro reduzida com o corte drástico dos juros determinado pelo governo. Mas caíram também ações de Itaú Unibanco PN (-2,48%), Bradesco PN (-1,4%) e Santander (-0,19%). Para especialistas, as quedas mostram a aversão dos investidores a interferências do governo no setor. Cientistas políticos dizem que, com o discurso de Primeiro de Maio, Dilma quis fazer a população pressionar os bancos. Hoje, a presidente se reúne com políticos, empresários e líderes sindicais para apresentar a proposta do governo para mudar a remuneração da caderneta de poupança. Uma das alternativas é ter remuneração variável entre 65% e 80% da taxa básica de juros (Selic), em vez de TR mais 6% ao ano, como é hoje. A mudança só valerá para os novos depósitos. (Págs. 1 e 21 a 23)
Ex-delegado confessa crimes da ditadura
O ex-delegado do Dops Cláudio Antônio Guerra diz, em livro de memórias, que corpos de militantes foram incinerados numa usina de açúcar no Rio e que Sérgio Fleury foi assassinado pelo próprio regime. (Págs. 1 e 13)
STF devolve a índios reserva no Sul da Bahia
O STF anulou ontem, por sete votos a um, títulos de propriedade de fazendeiros que ocupavam terras numa reserva de índios pataxós, na Bahia. A área, de 54 mil hectares, tem sido palco de conflitos. (Págs. 1 e 11)
Fotolegenda: PMs armados nas escolas
O PM João Carlos Oliveira faz a segurança do Colégio Júlia Kubitschek em seu dia de folga. Os policiais que aderirem ao Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) podem trabalhar armados e revistar alunos. (Págs. 1 e 19)
CPI convoca Cachoeira, mas não Cavendish
No plano de trabalho para os primeiros 180 dias da CPI mista de Carlinhos Cachoeira, apresentado ontem pelo relator Odair Cunha (PT-MG), já consta a convocação e quebra de sigilos do bicheiro, mas ainda não há previsão de depoimentos do dono da Delta, Fernando Cavendish, e de governadores envolvidos no escândalo. (Págs. 1 e 3)
Pai terá de indenizar filha por abandono
Em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça condenou um pai a pagar R$ 200 mil à filha por abandono afetivo. Ela obteve na Justiça reconhecimento da paternidade e alegou que não recebeu o tratamento dado aos irmãos. (Págs. 1 e 10)
Advogado é morto na porta do Fórum
Advogado e dono de duas escolas, Benedito do Carmo Mangia, de 60 anos, foi executado com um tiro na porta do Fórum da Barra, onde participaria de uma audiência. O atirador simulou uma pane no carro para emboscar a vítima. (Págs. 1 e 19)
Transoeste: uma obra em dois ritmos
Com data para serem inauguradas — 13 de junho, início da Rio+20 —, as obras do corredor expresso BRT Transoeste aceleram no trecho Barra-Recreio, mas andam devagar após o Túnel da Grota Funda até Santa Cruz. (Págs. 1 e 14)
Até bicicleta elétrica cai na Lei Seca
Ao parar sua bicicleta elétrica para filmar uma blitz da Lei Seca montada sobre a ciclovia do Arpoador, um cinegrafista teve o veículo rebocado por não portar habilitação e estar sem capacete. (Págs. 1 e 15)
Dissidente cego chinês embaraça EUA
O dissidente cego Chen Guangcheng deixou os EUA num embaraço diplomático, ao dizer que só concordou em sair da embaixada americana em Pequim após ameaças de morte do governo chinês à sua mulher. Os EUA negam ter transmitido tal mensagem. (Págs. 1 e 29)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Só as futuras poupanças devem ter regra alterada
Dilma pode anunciar hoje mudança na remuneração para facilitar a queda dos juros

O governo deve anunciar hoje mudanças nas regras da poupança. O novo modelo foi discutido ontem pela presidente Dilma com o ministro Guido Mantega (Fazenda) e com o presidente do BC, Alexandre Tombini.

As mudanças devem atingir só as novas aplicações. Entre as propostas em debate, estão a que prevê associar a remuneração a um percentual da Selic, a cobrança de IR e a correção com base em um índice de preços. (Págs. 1 e Poder A4 e A6)
Ativista chinês se diz ameaçado e deixa embaixada norte-americana
Após seis dias refugiado na embaixada norte-americana, o dissidente cego Chén Guangcheng deixou o local e se internou em um hospital de Pequim. Ele disse que o governo chinês ameaçou espancar sua mulher até a morte. A China acusou os Estados Unidos de interferir em um assunto doméstico e quer uma retratação do governo americano. (Págs. 1 e Mundo A14)
1ª fase da CPI foca Cachoeira e poupa deputados e governadores
A primeira fase de depoimentos da CPI do Cachoeira foca o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira, poupando o comando da construtora Delta e políticos — deputados e governadores.

A investigação sobre a empreiteira se limitará à sua atuação no Centro-Oeste. Cachoeira e o senador Demóstenes Torres serão ouvidos neste mês. (Págs. 1 e Poder A8)
STJ determina que pai pague por abandono afetivo da filha
Em decisão inédita no país, o Superior Tribunal de Justiça condenou um pai a pagar indenização de R$ 200 mil por abandono afetivo à filha que teve fora do casamento, hoje adulta.

Para a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, abre-se “um caminho para a humanização da Justiça”. O advogado do pai afirmou que deve recorrer. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Parto prematuro é a 2ª causa de morte até 5 anos
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que complicações do parto prematuro são a segunda causa de morte até cinco anos, atrás da pneumonia. O Brasil, com 279 mil casos em 2010, está em faixa intermediária. Para especialista, o dado põe o país em “situação de atenção”. (Págs. 1 e Saúde C10)
Elétricas podem ter de devolver R$ 7 bi a clientes
Um parecer técnico do Tribunal de Contas da União vai recomendar a seus ministros que obriguem as 63 distribuidoras de energia do país a devolver R$ 7 bilhões cobrados a mais dos consumidores na conta de luz durante pelo menos sete anos. O próprio TCU identificou a falha, em 2007. (Págs. 1 e Mercado B1)
Opinião: Emanoel Araújo
Por que querem afinal acabar com a Fundação Bienal?

Querem acabar com uma das poucas instituições de respeito internacional: a Fundação Bienal de São Paulo, com magníficos 60 anos de existência. Esse desmando do Ministério da Cultura deveria levar a uma comoção paulistana.
(Págs. 1 e Opinião A3)

Marion Strecker: Ruptura provocada pela internet na escola mal começou (Págs. 1 e Mercado B10)

Ex-delegado diz que matou e incinerou vítimas da ditadura (Págs. 1 e Poder A8)

Editoriais
Leia “Censo de problemas”, sobre dados sociais decepcionantes; e “Trilhos e corredores”, acerca de queda no transporte por ônibus em São Paulo. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Blindagem do PT cai e Delta terá investigação ampliada
CPI quer apurar ligações da empreiteira com Cachoeira, mas, por ora, não convoca governadores suspeitos

A CPI do Cachoeira tirou a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar em todo o Brasil, e não só no Centro-Oeste, as ligações da empreiteira Delta, que executa obras do PAC, com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Quanto aos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu. Os nomes de Agnelo e Perillo aparecem nas escutas telefônicas obtidas pela Polícia Federal. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposição desejam convocá-lo por causa da ligação com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta e suspeito de ser “sócio oculto” de Cachoeira. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6 a A8)

Análise: Dora Kramer

Sérgio Cabral precisa explicar conduta e provar honestidade. (Págs. 1 e A6)
Dilma quer vincular poupança à taxa básica
O governo decidiu apressar as mudanças na regra de remuneração da caderneta de poupança para abrir espaço para a continuidade dos cortes de juros. Ontem, a presidente Dilma Rousseff pediu novos cálculos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. A alternativa que ganhou maior adesão nos últimos dias é a que garante ao poupador um rendimento de 80% da taxa Selic, que hoje está em 9% ao ano. (Págs. 1 e Economia B1)

Crescimento em pauta

Dilma Rousseff se reunirá hoje com sindicalistas, empresários e integrantes do conselho político. (Págs. 1 e Economia B3)
Fotolegenda: Um caso sombrio
O ativista cego Chen Guangcheng chega a hospital de Pequim após sair da Embaixada dos EUA porque sua família foi ameaçada; apesar de garantias de Washington, ele corre risco, dizem colegas. (Págs. 1 e Internacional A14)
Ditadura teria incinerado corpos em usina
Um livro divulgado ontem sugere que corpos de militantes mortos pela ditadura em São Paulo e no Rio foram incinerados numa usina de cana em Campos dos Goytacazes (RJ), nos anos 70 e 80. Memórias de uma Guerra Suja, com depoimentos de Cláudio Guerra, ex-delegado e acusado de envolvimento com o crime organizado no Espírito Santo, indica que entre as vítimas está o comunista David Capistrano. (Págs. 1 e Nacional A11) 
Pai que não cuidou da filha é condenado
O Superior Tribunal de Justiça reconheceu que filhos cujos pais deixaram de cumprir a obrigação legal de cuidar deles têm direito a indenização. Em decisão inédita, o STJ fixou em R$ 200 mil o valor que um acusado de abandonar a filha tem de pagar a ela pelos danos morais. O pai negou o abandono, mas admitiu ter agido com 'desmazelo'. (Págs. 1 e Vida A26)
Fotolegenda: Confrontos matam 11 no Egito
Ferido é socorrido no Cairo: ao menos 11 pessoas morreram e 200 ficaram feridas em confrontos nas ruas. (Págs. 1 e Internacional A19)
Câmara aprova banco de DNA de criminosos (Págs. 1 e Cidades C1)

Viracopos vai deixar de ter voos internacionais (Págs. 1 e Cidades C3)

Eugênio Bucci
Por que matar jornalistas?

Um país em que os repórteres são fuzilados é um país em que o direito à informação está sendo seqüestrado. A liberdade de imprensa reflui. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)
Notas & Informações
Ministro sem agenda

O despreparo de Brizola Neto combina com o critério para o preenchimento de vagas no governo. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: CPI quebra sigilos e convoca Cachoeira
Ao decidir que delegados da Polícia Federal e procuradores que participaram da Operação Monte Carlo serão os primeiros a depor, a CPI do Cachoeira enfrentou um impasse: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rejeitou o convite. A comissão quer que ele explique a suposta demora em pedir a abertura de inquérito contra o senador Demóstenes Torres, uma das peças-chaves do escândalo de corrupção. O parlamentar e Cachoeira vão ser interrogados ainda neste mês. O bicheiro, no dia 15. O senador, no dia 31. Pelo menos de início, o plano de trabalho da CPI não inclui a convocação de governadores suspeitos de ligações com o esquema do contraventor. E não está afastada a hipótese de as investigações sobre a Delta Construções serem estendidas a todo o país. (Págs. 1 e 2 a 5)
Quadrilha armou chantagem contra Agnelo
Escutas telefônicas mostram que Carlinhos Cachoeira tentou enfraquecer o governador para que o GDF atendesse aos interesses da construtora Delta. Em várias ligações, o araponga Idalberto Matias, o Dadá, combinou com o chefe da organização criminosa a utilização de suposta denúncia do Ministério Público para desestabilizar politicamente o petista. O porta-voz da campanha era sempre o senador Demóstenes Torres, braço político da quadrilha. (Págs. 1 e 4)
Seu bolso: Governo deve anunciar hoje nova poupança
A presidente Dilma deve divulgar as novas regras que vão reduzir o rendimento de novas cadernetas de poupança, conforme antecipou o Correio Braziliense há duas semanas. Mas há também uma boa notícia: vai diminuir o Imposto de Renda sobre a participação de funcionários no lucro das empresas. (Págs. 1 e 12)
Ficha corrida de agressões
Indiciado pela polícia por injúria racial contra uma jovem negra, o médico Heverton Campos Menezes recebeu ontem a intimação para prestar depoimento. Desde 1994 ele acumula nove denúncias por vários crimes, como desacato e lesão corporal, mas ainda não foi condenado em nenhum caso. (Págs. 1, 25, 26 e Visão do Correio, 18)
STJ multa pai em R$ 200 mil por não dar amor à filha
A decisão do tribunal é inédita. Juristas a veem como um marco no direito de família. Antes da vitória no STJ, a autora da ação, que já é adulta, havia obtido na Justiça o reconhecimento da paternidade. Especialistas temem que a sentença estimule abusos de pessoas interessadas apenas em lucrar com a situação. (Págs. 1 e 9)
Saúde privada: Cheque-caução é crime
Projeto aprovado ontem pela Câmara prevê até um ano de prisão para os responsáveis dos hospitais que impuserem condições financeiras para atender casos de emergência. (Págs. 1 e 7)
Estatizações: Espanha apela ao Brasil
Depois de suas empresas serem desapropriadas na Bolívia e na Argentina, espanhóis pedem ajuda aos brasileiros nas negociações e podem investir mais no país. (Págs. 1 e 17)
Briga judicial põe em risco memória de JK
Donos da fazenda onde o ex-presidente passou os últimos anos de vida querem vender o imóvel. No local estão livros, móveis e parte da história do homem que construiu Brasília. (Págs. 1 e 30)
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Valor Econômico

Manchete: Importações em queda apontam recuperação
O desaquecimento na economia global ampliou, em abril, os danos ao desempenho exportador brasileiro: as vendas caíram 8% e aumentaram apenas 2% no primeiro quadrimestre, na comparação das médias diárias com igual período de 2011. Mas a queda das importações, de 3% no mês passado, indica algo mais: a fraca recuperação da economia doméstica. Isso amenizou a diminuição do saldo comercial, que fechou o mês em US$ 881 milhões.

As compras externas de matérias-primas e bens intermediários caíram 6,6% em relação a abril de 2011, indicando fraco apetite da indústria por insumos, enquanto as de bens de consumo recuaram 11%, arrastadas pela menor importação de automóveis. Já as exportações de produtos básicos diminuíram 7,2% e as de industrializados, 8,2% na mesma base de comparação. Para o economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores, os indicadores de abril conhecidos até agora acendem “um sinal amarelo” para a indústria no início do segundo trimestre. (Págs. 1 e A3)
Fotolegenda: Senhor Austeridade
Para o presidente do Budesbank, Jens Weidemann, conhecido como "dr. não", estabilidade de preços e união monetária são compatíveis "se as autoridades nacionais fizerem seu trabalho". (Págs. 1 e A12)
“Claudinho” dá as cartas no mercado
Desde 31 de agosto, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) mudou subitamente o rumo da política de juros, o mercado ficou curioso em saber quem está por trás do fundo R&C FIM, que, apenas naquele dia, ganhou R$ 7 milhões ao antever o movimento inesperado. O dono do fundo é Cláudio Coppola Di Todaro, mais conhecido como “Claudinho”, que, sem perceber, tornou-se uma espécie de oráculo do mercado. Suas apostas de juros passaram a ser replicadas por outros investidores e até por grandes instituições. Sua empresa, a RC Gestão de Recursos, tem quatro dos dez fundos que mais acertaram resultados do Copom desde agosto. (Págs. 1 e C16)
Rendimento da poupança será de 70% a 80% da Selic
A base da proposta para a mudança da remuneração da poupança, que será encaminhada por medida provisória para o Congresso, é garantir à caderneta uma rentabilidade equivalente a 70% da taxa Selic. Discutia-se, ainda, a possibilidade de criar uma escala de acordo com o valor dos depósitos. Até uma determinada faixa (R$ 50 mil ou R$ 70 mil, por exemplo), o poupador receberia 80% da Selic e acima desse valor, 70%. Para as aplicações já existentes não deve haver mudanças.

A divulgação da medida foi adiada para hoje. A presidente Dilma Rousseff terá, à tarde, vários encontros para obter apoio político à alteração das regras da poupança. Primeiro, com o Conselho Político e, em seguida, com as centrais sindicais e empresários. Antes, deverá ter nova discussão com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para fechar o texto final. (Págs. 1 e C1)
WEG amplia sua linha com energia solar
Depois de dois anos de pesquisas, a WEG decidiu ampliar o escopo de sua produção de equipamentos para incluir a energia solar. A área de geração, transmissão e distribuição de energia do grupo, que engloba as energias renováveis, é uma das mais importantes da WEG. No resultado do primeiro trimestre, respondeu por 23% da receita líquida total, de R$ 1,37 bilhão. Ela só fica atrás dos negócios relativos a equipamentos eletroeletrônicos industriais, que representaram 63%. Umberto Gobbato, diretor-superintendente da WEG Automação, diz que a empresa pretende, até o fim do ano, ter presença em cinco projetos de energia solar no país. (Págs. 1 e B1)
Repsol replaneja seu futuro após perda da YPF (Págs. 1 e B12)

Cresce a presença brasileira nos leilões de vinhos raros (Págs. 1 e D8)

Multas a concessionárias vão mudar
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) discute mudanças no valor das multas impostas às concessionárias de rodovias para uniformizar os contratos celebrados antes e depois de 2008. (Págs. 1 e A5)
Ambev eleva gastos com TI
Até o fim de 2013, a Ambev pretende investir R$ 160 milhões em tecnologia da informação. Os recursos serão direcionados, primordialmente, à aquisição de softwares e dispositivos móveis. (Págs. 1 e B3)
Bühler nacionaliza a produção
A multinacional suíça Bühler iniciou a produção local de equipamentos para a indústria alimentícia em sua fábrica de Joinville (SC). Até agora, a unidade atuava apenas na montagem das máquinas, com peças importadas. (Págs. 1 e B8)
Light promete mais investimentos
Terceira pior distribuidora no ranking de qualidade da Aneel, a Light promete investir R$ 460 milhões neste ano para melhorar a qualidade do serviço e atender o crescimento do mercado fluminense. (Págs. 1 e B9)
Recebíveis vão financiar canaviais
A Ecoagro, primeira securitizadora autorizada pela CVM a estruturar e distribuir títulos do agronegócio, prepara emissão de RS 40 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) para produtores de cana-de-açúcar, diz Moacir Teixeira. (Págs. 1 e B14)
Cautela na bolsa
Piora do cenário internacional, principalmente na Europa, e dúvidas quanto ao ritmo de crescimento nos EUA e na China levam as corretoras participantes da Carteira Valor a recomendar papéis defensivos voltados à economia local. (Págs. 1 e D3)
STJ revê ICMS em serviços de teles
Superior Tribunal de Justiça deve rever decisão já consolidada em súmula que veda a cobrança de ICMS sobre serviços acessórios às telecomunicações, como habilitação de celulares e transferência de assinaturas. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Tony Volpon

Situação da indústria e do mercado de crédito mostra que o “modelo Lula” de crescimento chegou à exaustão.
(Págs. 1 e A14)
Ideias
Alexandre Schwartsman

De 2009 a 2011, quase toda a perda de participação dos manufaturados se deveu à queda de preços em relação aos primários. (Págs. 1 e A15)
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