PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

sexta-feira, maio 25, 2012

QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


25 de maio de 2012
O Globo

Manchete: Delta e Cachoeira usaram laranjas também no Rio
PT e PSDB batem boca na CPI, que antecipa votação sobre governadores

A rede de laranjas que alimentava, com dinheiro da Delta, o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira não era exclusiva de Goiás: se estendeu também ao Rio. Entre os sócios de duas empresas que receberam R$ 521 mil da Brava Construções, ligada a Cachoeira, há duas faxineiras, um ajudante de caminhoneiro e uma desempregada, informam Cássio Bruno e Maiá Menezes. Na CPI, a revelação de que o contador do bicheiro movimentou R$ 12 milhões da Delta provocou a antecipação, para terça que vem, da votação sobre convocação de governadores e quebra do sigilo bancário da empresa. PT e PSDB bateram boca, mas se uniram depois para evitar que a votação ocorresse ontem. (Págs. 1 e 3)
Contradição complica a situação de Perillo
Ouvido na CPI, o ex-vereador Wladimir Garcez disse que comprou por R$ 1,4 milhão uma casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com dinheiro que pediu emprestado a um ex- diretor da Delta e a Cachoeira. Perillo diz que vendeu o imóvel a um empresário. (Págs. 1 e 4)
Veto ao Código no prazo final
Dilma deixa para hoje a decisão sobre anistia a desmatador

Depois de várias reuniões, a presidente Dilma Rousseff deixou para hoje, último dia do prazo, o anúncio de vetos ao projeto que modifica o Código Florestal. Eles serão parciais. Uma das principais questões, a recuperação de áreas protegidas, será feita por medida provisória. Ontem foi dia de atos em Brasília, em frente ao Planalto, pedindo o veto. (Págs. 1, 14 e Nelson Motta, 7)
Enem: correção redação tem novo sistema
Alvo de ações judiciais, a correção das redações do Enem sofrerá mudanças. Se a diferença entre notas de dois avaliadores for maior que 200 pontos, um terceiro será chamado. Se a diferença persistir, uma banca será convocada. As inscrições para a prova começam segunda. (Págs. 1 e 15)
Copiar livro de para uso pode ser liberado
A comissão de juristas que trabalham na reforma do Código Penal aprovou proposta que permite cópia integral de uma obra intelectual, como livros, desde que seja para uso pessoal. A comissão decidiu ainda fixar pena maior, de cinco anos, para violação de direitos autorais. (Págs. 1 e 15)
Corte de imposto de energia sairá logo
Para tentar turbinar o PIB e aliviar as empresas, o governo vai apressar o corte de impostos sobre energia e telefonia. Entre as novas medidas, planeja também fazer mais reduções de IPI para eletrodomésticos e material de construção, além de elevar o imposto para motos importadas. Analistas internacionais criticam o intervencionismo estatal no Brasil e a falta de reformas. (Págs. 1, 27 e 28)
Brasileiro gasta 7,5% menos no exterior
Com o dólar mais caro, os turistas brasileiros gastaram US$ 1,8 bilhão no exterior em abril, um recuo de 7,5%. Ontem, o BC voltou a atuar no câmbio para evitar a alta, e a moeda americana caiu para R$ 2,029. O déficit externo do país bateu recorde: US$ 5,4 bilhões. (Págs. 1 e 29)
Ex-ministro pode ter bens bloqueados
O Ministério Público Federal pediu o ressarcimento de R$ 3 milhões desviados do Ministério da Agricultura. A ação de improbidade atinge 12 pessoas, entre elas o ex-ministro Wagner Rossi, acusado de corrupção. Para garantir a devolução, o MP pede ainda o bloqueio de bens. (Págs. 1 e 10)
Índio quer iPhone
Guerreiro Kamayurá, do Alto Xingu, usa iPhone para fotografar a área onde será erguida a aldeia Kari-Oca, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Depois de uma viagem de três dias, 21 índios chegaram ao Rio para erguer as ocas que vão receber eventos paralelos da Rio+20. Sem a licença da prefeitura para iniciar os trabalhos, o grupo aproveitou o dia para um banho de mar e almoçou num restaurante japonês. (Págs. 1 e 20)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo

Manchete: Renda e emprego resistem à freada econômica
Força do mercado de trabalho surpreende; segundo IBGE, desemprego em abril é o menor para o mês desde 2002

Apesar do esfriamento da economia no país e do agravamento da crise externa, os brasileiros estão conseguindo conservar o emprego e manter a renda em nível elevado. A taxa de desemprego caiu para 6% em abril, a menor para o mês desde 2002.

O rendimento médio real dos trabalhadores sofreu ligeira queda de 0,4% no mês passado, mas ainda está 6,2% acima do de abril de 2011, segundo o IBGE. O vigor do mercado de trabalho ajuda a explicar a elevada popularidade de Dilma. (Págs. 1 e Poder A4)

Vinícius T. Freire

Há muita especulação para explicar por que a freada econômica não afetou o emprego. (Págs. 1 e B4)
Indústria europeia tem a sua maior queda em 3 anos
A indústria europeia teve em maio a maior queda desde julho de 2009. Foi o quarto mês seguido de retração das áreas manufatureira e de serviços. A Alemanha teve a primeira contração desde novembro. (Págs. 1 e Mundo A14)
Fracassa programa para renovar frota de caminhão
O programa de incentivo ao crédito Procaminhoneiro, do governo federal, resultou na troca de só 3% da frota de caminhões no país. De 2006 a 2011, somente 52,1 mil veículos foram financiados, informa Dimmi Amora.

Caminhoneiros afirmam que não conseguem acessar a linha por dificuldades na comprovação da renda. Nesta semana, o governo esticou o prazo de financiamento do programa de 96 para 120 meses. (Págs. 1 e Mercado B1)
Dilma vai vetar no novo código anistia para desmatadores
A presidente Dilma Rousseff apresentará hoje a lista de vetos ao novo Código Florestal e excluirá do texto a anistia a desmatadores.

Nenhum proprietário será liberado de reflorestar áreas de preservação em margens de rio, mas pequenos proprietários terão regras mais flexíveis. (Págs. 1 e Poder A12)
Painel
Doações ao PT cobrem dívidas do mensalão. (Págs. 1 e Poder A4)
Vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho (Págs. 1 e Cotidiano C13)

Editoriais
Leia “Delta, a incógnita”, sobre resistência da CPI a investigar mais a fundo a empreiteira, e “Alemanha sob pressão”, acerca de crise na zona do euro. (Págs. 1 e Opinião A2)

------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo

Manchete: Na CPI, assessor de Cachoeira complica governador tucano
Ex-vereador diz que comprou casa de Perillo com dinheiro de sobrinho de contraventor e Cláudio Abreu

Em depoimento lido à CPI do Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez complicou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao apresentar versão diferente da do tucano para a venda de uma casa em Goiânia. Preso na Operação Monte Carlo, da PF, Garcez disse que ele mesmo comprou a casa de Perillo, com cheques do diretor da Delta, Cláudio Abreu, e do sobrinho de Carlinhos Cachoeira, Leonardo Almeida Ramos. Em declarações anteriores, o tucano disse ter negociado a casa com o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão, e que Garcez teria sido apenas intermediário. Garcez contou que Perillo lhe disse estar vendendo a mansão e aceitou receber R$ 1,4 milhão. Como não conseguiu vender o imóvel com lucro, começou a ser pressionado por Abreu para devolver o empréstimo. “Com medo de perder o emprego, resolvi procurar o professor Walter. Eu a vendi pelo mesmo valor e repassei ao Cláudio, quitando, assim, a dívida dos três cheques”, disse. (Págs. 1 e Nacional A4)
Acordo adia quebra de sigilo da Delta
Acerto entre PT, PMDB e PSDB adiou para a semana que vem votações sobre convocação de governadores e quebra de sigilo da Delta. O relator da CPI só decidirá esses pontos na terça-feira. (Págs. 1 e Nacional A4)
Crise e dólar em alta fazem Brasil perder investimentos
O agravamento da crise global e a alta do dólar começam a fazer efeito nas contas do Brasil com o exterior. Dados preliminares de maio mostram queda de 36%, ante abril, na entrada de investimento produtivo, saída de estrangeiros da Bolsa de Valores, a maior desde novembro de 2008, e redução da oferta de crédito para as empresas no exterior. O Banco Central afirma que são movimentos pontuais e não há motivos para preocupação. Para analistas, no entanto, os estrangeiros parecem mais reticentes com o País. (Págs. 1 e Economia B1)
Turista gasta menos
Com o dólar acima de R$ 2, os gastos de turistas brasileiros no exterior estão em baixa. Em abril, a média diária foi de US$ 60,3 milhões. Até 22 de maio, o valor caiu para US$ 56,2 milhões. (Págs. 1 e Economia B3)
Copiar CD pode deixar de ser crime
A comissão de juristas que discute mudanças no Código Penal aprovou proposta que descriminaliza o ato de copiar uma obra (CD ou livro didático) para uso pessoal. (Págs. 1 e Cidades C5)
Páginas censuradas são as mais vistas no 1º dia do Estadão Acervo
Lançado na noite de quarta-feira, o portal Estadão Acervo, com a coleção completa do jornal digitalizada, estreou ontem na internet. As páginas que foram censuradas durante a ditadura militar estiveram entre as mais procuradas, juntamente com as de “Personalidades”. (Págs. 1 e Vida A24 e A25)
MPE contesta isenção fiscal para Itaquerão (Págs. 1 e Esportes E2)

Observador aprova eleições do Egito (Págs. 1 e Internacional A15)

Fernando Gabeira
Coisa nossa

A desinformação é a esperança do PT de Cabral e de Cabral do PT. No passado, a esquerda ao menos se dizia aliada das luzes. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Nelson Motta
Negócios do Brasil

Em que lugar do planeta agências de turismo ganham 25% do valor de uma diária para reservar um quarto? Só no Brasil. (Págs. 1 e Nacional A10)
Notas & Informações
Anistia aos contas-sujas

Os políticos deram demonstração de que não perdem para ninguém em matéria de autodefesa. (Págs. 1 e A3)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense

Manchete: ...Era uma vez uma CPI
A expressão do presidente da CPI do Cachoeira, Vital do Rêgo Filho, é um retrato do fiasco que se anuncia. Tudo conspira para que os trabalhos da comissão acabem em pizza. Exemplo disso foi a reunião em que senadores e deputados do PSDB, às 7h30, no então deserto cafezinho do Senado, decidiram: para evitar a convocação do governador tucano Marconi Perillo, eles deixam de brigar para que Agnelo Queiroz (PT), do DF, e Sérgio Cabral, do Rio, também sejam obrigados a depor na CPI. Ontem, dados do contador de Cachoeira mostraram que o escritório de Geraldo Brindeiro, subprocurador-geral da República, recebeu R$ 161 mil de empresas ligadas ao esquema do bicheiro. (Págs. 1 e 2 a 4)
Transparência: Servidor do GDF terá salário
Para cumprir a Lei de Acesso, que prevê a divulgação de todas as informações do serviço público, o governador Agnelo Queiroz autorizou a publicação na internet dos contracheques do funcionalismo local. A medida atinge trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas. (Págs. 1 e 24)
Desemprego cai, mas a renda também recua (Págs. 1 e 10)

Combate ao bullying vira lei em Brasília
As escolas públicas e particulares estão obrigadas a aplicar medidas contra humilhações a estudantes. Além das ações preventivas, as instituições deverão registrar todos os casos e até denunciá-los à polícia.(Págs. 1 e 23)
Enem: Redações têm nova regra de correção. (Págs. 1 e 9)

Pirataria: Cópia para consumo próprio não é crime (Págs. 1 e 9)

Câncer: Na longa fila da radioterapia
Enquanto cientistas pesquisam as causas da doença em busca da prevenção, pacientes do DF ainda lutam pelo acesso a um tratamento digno. A espera pelas sessões na rede pública pode durar até quatro meses. (Págs. 1, 19 e 21)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico

Manchete: União já executa o plano de construir usinas no Tapajós
Sem alarde, o governo está prestes a liberar o rio Tapajós, uma das principais artérias da Amazônia, à construção de um complexo de hidrelétricas. A polêmica Medida Provisória 558, de 6 de janeiro, abriu o espaço para a execução do antigo plano de erguer cinco usinas no rio. Com a MP, foram alterados limites de sete unidades de conservação, excluindo áreas que serão alagadas pelos reservatórios das usinas. Boa parte da redução da proteção legal dessas florestas visa desobstruir o caminho para o licenciamento ambiental das duas primeiras hidrelétricas previstas para a Bacia do Tapajós: São Luiz do Tapajós e Jatobá.

O Valor apurou que, desde fevereiro, a Eletrobras entregou ao Ibama uma série de pedidos de autorização para coletar os dados que vão basear o estudo de impacto ambiental da usina São Luiz, a maior delas, prioritária para o governo. (Págs. 1 e A3)
UE vai à OMC contra a Argentina
A União Européia pretende registrar queixa na Organização Mundial do Comércio questionando as normas de importação da Argentina, como parte de um plano para mostrar à presidente Cristina Kirchner seu desagrado com uma série de políticas que estão irritando as maiores economias do mundo. Funcionários da UE dizem que a decisão argentina de nacionalizar a petroleira YPF, subsidiária da espanhola Repsol YPF, foi apenas a mais recente de uma série de medidas que já causaram prejuízo a investidores e empresas estrangeiras, A queixa a ser feita na OMC não vai citar a nacionalização da YPF, que não viola as regras da entidade, mas convenceu os europeus de que é preciso medidas contundentes para reparar a relação econômica cada vez pior entre Europa e Argentina. “A Repsol foi a gota d’água”, disse uma fonte. (Págs. 1 e B11)
Fotolegenda: Nacionalização
Com foco nos emergentes, a Casio estuda ter fábrica no país, disseram Masakazu Hirano, presidente no Brasil, Hiroshi Nakamura, diretor de vendas, e Toshiharu Okimuro, vice-presidente. (Págs. 1 e B2)
Dilma demite Flores da Previ
A saída de Ricardo Flores da presidência da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), foi decidida pela presidente Dilma Rousseff há cerca de 20 dias. Ela chegou a dar prazo ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, para demitir Flores. Na quarta-feira, Mantega começou a tomar providências e convidou um dos vice-presidentes do BB — Dan Conrado — para assumir a presidência da Previ. Conrado aceitou e deve tomar posse em 4 de junho.

A presidente já planejava substituir Flores, mas perdeu definitivamente a paciência quando foi informada de que líderes da base aliada do governo no Congresso ameaçavam bloquear votações de projetos de interesse do Palácio do Planalto caso o presidente da Previ fosse demitido. Irritada com a chantagem, Dilma ordenou urgência a Mantega, a quem o Banco do Brasil e a Previ estão subordinados, para substituir Flores. (Págs. 1 e A12)
Marfrig adia pagamento de debêntures
Pressionada por uma dívida líquida de R$ 8,3 bilhões, a Marfrig negocia a rolagem de um pagamento de R$ 250 milhões a R$ 270 milhões com o BNDES, referentes ao vencimento, em julho, de debêntures obrigatoriamente conversíveis compradas pelo banco em 2010.

O Valor apurou que a Marfrig pretende adiar o pagamento ao menos dessa parcela para o vencimento final das debêntures, em julho de 2015, quando os papéis em poder do BNDES, que já tem participação de 14% no capital da empresa, serão finalmente convertidos em ações. Procurada, a Marfrig afirmou que só vai se pronunciar por meio de comunicado formal ao mercado. (Págs. 1 e B12)
Demanda de varejo sustenta setor de seguros
A demanda do varejo, especialmente de produtos massificados destinados ao atendimento dos anseios de fatias emergentes da classe média, deve sustentar as vendas de seguros no país em 2012. A expectativa do mercado é crescer 13,6% e alcançar um faturamento total de R$ 254,4 bilhões.

O desaquecimento da economia, por enquanto, afeta mais as carteiras de risco corporativo (bens e serviços) do que os produtos do grupo denominado “pessoas” — que inclui saúde, previdência, vida e acidentes e registrou crescimento real (deflacionado pelo IGP-M) de 12% em 2011. O mercado aposta no fim da guerra de preços que fez o resultado das operações cair 1% em 2011, para R$ 4,07 bilhões. (Págs. 1 e Revista "Valor Financeiro")
Vinte anos depois, Collor tem seu momento como acusador
Há 20 anos, uma entrevista de Pedro Collor desencadeou um processo de final traumático: o impeachment de seu irmão Fernando Collor de Mello. Agora senador, Collor é quem acusa, na CPI do Cachoeira. Curiosamente, em sociedade com o PT, que em 1992, ainda exibindo a aura de “partido ético”, ajudou a empurrar o então presidente para um longo período de ostracismo político.

A CPI que resultou no impeachment chegou a dar a impressão de que o país achara o caminho para erradicar a erva daninha da política nacional: a corrupção. As palavras do deputado Benito Gama (PFL-BA), na abertura da CPI, traduziam o sentimento de esperança que perpassava a sociedade brasileira: “O Brasil não será o mesmo após a CPI. Nem nós seremos os mesmos”. (Págs. 1 e Eu&Fim de Semana)
Renda estagnada para profissional mais qualificado
O mercado de trabalho continua a tratar pior os profissionais mais qualificados, acentuando uma tendência dos últimos oito anos. Em 2011, enquanto o rendimento médio real dos trabalhadores da construção civil aumentou 5% e o dos trabalhadores domésticos cresceu 5,6%, quem possui diploma de curso superior viu seu rendimento real ficar estagnado, ou quase. Segundo o IBGE, caiu 0,1%. Um descompasso entre oferta e demanda por mão de obra qualificada explica o fenômeno. Segundo especialistas, desde a década de 90 o ensino superior avançou com força em áreas em que a demanda não era capaz de absorver tantos profissionais, especialmente nas ciências humanas. (Págs. 1 e A5)
Ministério Público Federal cobra multas de R$ 1,6 bi à ALL (Págs. 1 e B6)

Airbus reduz expectativas para o setor aéreo global (Págs. 1 e B11)

HT Micron vai produzir chips
A HT Micron, parceria entre a brasileira Parit e a coreana Hana Micron, inicia em setembro a operação comercial de encapsulamento de chips para placas de memória de microcomputadores e notebooks. (Págs. 1 e B1)
João Cândido vai ao mar
Com quase dois anos de atraso, o petroleiro João Cândido será entregue hoje pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) à Transpetro. A estatal, que tem outros 21 navios encomendados, teme pelo não cumprimento dos cronogramas. (Págs. 1 e B9)
SP eleva aposta no café
Os bons preços do café nos últimos dois anos levaram os produtores de São Paulo, que já foi o maior produtor nacional, a um novo ciclo de aumento das áreas plantadas e mais investimentos. (Págs. 1 e B13)
Seca expulsa o gado no Nordeste
Em meio à pior estiagem em pelo menos 30 anos, pequenos e médios pecuaristas do Semiárido são forçados a se desfazer dos rebanhos. A necessidade de venda imediata derruba os preços do gado em até 70%. (Págs. 1 e B14)
Debêntures de infraestrutura
O governo prepara ajustes na lei que isentou do Imposto de Renda o investimento estrangeiro e de pessoas físicas em debêntures voltadas a projetos de infraestrutura. A intenção é destravar o novo instrumento. (Págs. 1 e C1)
BBVA vende ativos na AL
O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), segundo maior banco espanhol por valor de mercado, pretende vender suas operações na área de previdência na América Latina. (Págs. 1 e C12)
Precatórios abatem dívidas
Contribuintes do Rio têm até o dia 31 para se inscrever no programa de parcelamento que permite o abatimento de até 95% dos débitos tributários com precatórios. O governo do Paraná também autorizou a operação. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Claudia Safatle

Uma conjunção de fatores torna possível que o IPCA fique próximo do centro da meta, de 4,5%, neste ano. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Márcio Garcia

A desaceleração mais forte da economia vem suscitando uma sucessão de “pacotes” de estímulo cada vez mais patéticos. (Págs. 1 e A15)
------------------------------------------------------------------------------------

quinta-feira, maio 24, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] MESO TOMASTE, ME BASTO !

***




***

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


24 de maio de 2012
O Globo

Manchete: Dilma fará vetos ao Código Florestal de olho na Rio+20
Preocupação do Planalto é não deixar questões importantes em aberto

Às vésperas da conferência ambiental das Nações Unidas, a Rio+20, a presidente Dilma Rousseff deverá anunciar hoje vetos ao novo Código Florestal brasileiro, aprovado há quase um mês pela Câmara, mas que não agradou ao governo nem aos ambientalistas. Ontem, a dois dias do prazo final para sanção da lei, a ministra Ideli Salvatti indicou tendência de veto parcial do Código, sem descartar a possibilidade de veto total, se houver risco de lacunas legais. A preocupação do governo é não deixar questões importantes em aberto num momento em que o Brasil será palco das discussões mundiais sobre meio ambiente. Os principais alvos do veto são modificações feitas pelos deputados no texto do Senado. Eles retiraram, por exemplo, a obrigatoriedade de reflorestamento em margens de rios. Ontem, quadrilha de desmatadores de áreas da Floresta Amazônica em Roraima foi desbaratada pela PF, que prendeu 40 pessoas, entre elas servidores de Ibama e Incra. (Págs. 1, 13 e Panorama Político)
Contas-sujas na eleição provocam indignação
A manobra da Câmara para permitir o registro de candidatos com contas de campanha rejeitadas, proibido pelo TSE, provocou reações. O ministro Marco Aurélio Mello disse que deputados agiram em causa própria. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral criticou a pressa e cobrou do Senado a rejeição do projeto. Ontem, a aplicação da Ficha Limpa para cargos comissionados foi aprovada por comissão do Senado. (Págs. 1, 3 e 4)
Só 5% das obras da Copa estão prontas
O Ministério do Esporte divulgou ontem balanço sobre a Copa-2014 mostrando que pouca coisa foi feita. Apenas 5% das 101 obras previstas estão prontas, mas elas representam menos de 1% do total de R$ 27 bilhões. Além disso, 41% dos empreendimentos não saíram do papel. (Págs. 1 e Esportes)
Dólar a R$ 2,10 faz BC atuar no câmbio
Com a crise europeia, o dólar chegou ontem a R$ 2,106, levando o BC a segurar a alta, com operações que já somam US$ 4,1 bi desde sexta-feira. A moeda fechou a R$ 2,039, em queda de 1,97%. No mês, os estrangeiros já tiraram US$ 5,2 bilhões do país. (Págs. 1, 25 e Míriam Leitão)
Legislativo também vai abrir salários
Além de Executivo e Judiciário, o Legislativo divulgará salários totais de seus funcionários com base na Lei de Acesso. A presidente do TSE, Carmen Lúcia, divulgou seus vencimentos em dois tribunais superiores: R$ 33,1 mil. (Págs. 1 e 12)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo

Manchete: Greve de 12 horas no metrô para SP e provoca tumulto
Paralisação causou congestionamento de 249 km, o maior da história no período da manhã

A greve de 12 horas dos funcionários do metrô de São Paulo, que havia sido proibida pela Justiça, afetou 3 milhões de usuários, paralisou a cidade e causou tumulto entre passageiros revoltados e a polícia.

O sistema emergencial de ônibus não foi suficiente, e a cidade teve recorde histórico de trânsito pela manhã. Às l0h, o índice de congestionamento foi de 249 km. (Págs. 1 e Cotidiano)

Alckmin culpa ‘grupelho’ com motivação política (Págs. 1 e Cotidiano C5)
A dois anos da Copa, 40% das obras ainda não saíram do papel (Págs. 1 e Esporte D9)

No dia do acordo da CPI, governo fez liberação atípica de verbas
No dia do acordo que esvaziou as investigações da CPI do Cachoeira, o governo Dilma fez liberações atípicas de verbas para obras de políticos do PMDB e de alvos da comissão, relatam Gustavo Patu e Leandro Colon.

O dinheiro para atender emendas dos parlamentares chegou a R$ 53,5 milhões no dia 16, enquanto a média diária no ano é de R$ 11,6 milhões. A Presidência negou vínculo com a CPI. (Págs. 1 e Poder A4)
Egípcios votam em massa na primeira eleição do país
No primeiro de dois dias de votação da primeira eleição presidencial livre da história, o Egito celebrou o momento com entusiasmo e quase sem incidentes. Quinze meses após a queda do ditador Mubarak, a população está dividida entre os candidatos islamitas e os ligados ao antigo regime. Apesar disso, há um anseio comum por um líder forte. (Págs. 1 e Mundo A18)
Possível saída da Grécia do euro derruba Bolsas
Um relatório do Banco Central alemão que admite que a saída da Grécia da zona do euro é uma situação “manejável” e uma reportagem sobre planos de países da região para essa hipótese derrubaram as Bolsas. Londres caiu 2,53%; Frankfurt, 2,33%. Paris fechou em queda de 2,62%. (Págs. 1 e Mundo A16)
Mauro Zafalon
Frota no Brasil vai crescer, mas oferta de combustível não. (Págs. 1 e Mercado B6)
Editoriais
Leia “No limiar do acordo”, acerca de inspeções nucleares no Irã, e "Greve contra São Paulo”, sobre paralisação dos funcionários do Metrô e da CPTM. (Págs. 1 e Opinião A2)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo

Manchete: Só 5% das obras da Copa estão prontas
Balanço do governo mostra que 41% dos projetos nem tiveram início e, dos estádios, apenas quatro superaram metade do planejado; Aldo nega atraso

A pouco mais de dois anos da Copa, 41% das obras não tiveram início e apenas 5% delas (cinco de 101) foram concluídas, de acordo com balanço do governo. A fase de definição de projetos de infraestrutura deveria ter sido concluída em 2010, mas 15 obras ainda estão em elaboração e outras 25 não foram iniciadas. Das 55 obras em andamento, 12 são estádios. Desses, apenas quatro superaram a metade das obras: Castelão (Fortaleza), Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte) e Mané Garrincha (Distrito Federal). A mobilidade urbana tem 55% das obras iniciadas. As cinco obras concluídas são melhorias nos aeroportos de Guarulhos, Campinas, Cuiabá e Porto Alegre. Apesar dos números, o governo afirma que o ritmo de execução permitirá entregar 83% dos empreendimentos em 2013 e o restante antes de junho de 2014. O ministro Aldo Rebelo (Esporte) nega a existência de atrasos. (Págs. 1 e Esportes E1)

40 obras de infraestrutura ligadas à Copa ainda não foram iniciadas.
Liberação de crédito sobe 8% em abril
O crédito começou a melhorar com a queda dos juros, que chegou a 2,3 pontos porcentuais para pessoas físicas em abril, segundo o Banco Central. A concessão de crédito subiu 8,1% para as pessoas físicas e 4,6% para as empresas em abril em relação a março. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Delta recebeu R$ 718 milhões de Estados
Principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento, a Delta Construções também faturou alto em contratos diretos com 18 administrações estaduais. Levantamento feito pelo Estado identificou pagamentos que somam R$ 718,24 milhões em 2011. (Págs. 1 e Nacional A4)
Greve do Metrô prejudica 5 milhões
Paralisação dura 14 horas, revolta passageiros e causa congestionamento recorde

A greve do Metrô e de parte das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos resultou no maior congestionamento da história de São Paulo no horário da manhã - 249 km às 10h - e afetou 5 milhões de passageiros. Em Itaquera, usuários revoltados fecharam vias e depredaram ônibus. No fim da tarde, o sindicato dos metroviários aceitou a oferta de reajuste feita pelo governo do Estado, para “não penalizar mais o trabalhador”. A operação do Metrô só começou de forma plena às 18h45, após 14 horas de paralisação. Até o começo da noite, sindicalistas da CPTM ainda negociavam. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou a greve como eleitoreira. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C6)
No 1º dia, Egito celebra eleições sem incidentes
Os egípcios deram início, sem incidentes graves, à primeira eleição presidencial democrática de sua história, informa o enviado especial Roberto Simon. Com pesquisas de intenção de voto pouco confiáveis, pela primeira vez em 60 anos o país não sabe que tipo de governo terá pela frente. (Págs. 1 e Internacional A14)
Militância gay do PT pressiona Haddad (Págs. 1 e Nacional A10)

Notas & Informações
O vexame anunciado

O depoimento de Carlos Augusto Ramos foi uma farsa e um vexame para os partidos. (Págs. 1 e A3)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense

Manchete: Câmara Legislativa, nova em folha, já vai ser reformada
Inicialmente orçado em R$ 42 milhões, o prédio que abriga a Câmara Legislativa levou quase uma década para ser construído e acabou custando três vezes mais: R$ 120 milhões. Foi inaugurado há menos de dois anos, mas deputados distritais já planejam uma reforma. Apesar de a Casa dispor de uma equipe de arquitetos, foram contratados dois escritórios — um pelo valor de R$ 41.020,95 e outro por R$ 124.492,02 — para projetar as intervenções. Uma delas prevê mudanças no plenário, que terá uma nova sala ao lado. A outra, a construção de um restaurante e de um abrigo para ambulâncias. Projetos dessa natureza costumam custar entre 5% e 10% do valor total das obras, que são consideradas prioridades pelos parlamentares e estão previstas para começar em julho. (Págs. 1 e 29)
Cargos de confiança só com a ficha limpa
Comissão do Senado aprovou projeto que estende os efeitos da lei para todos os funcionários não concursados do serviço público. A proposta prevê a demissão dos que não se enquadrem na regra. (Págs. 1 e 18)
Corrupção: “Um negocinho” para Demóstenes
Conselho de Ética do Senado tem em mãos imagens que mostram o araponga Dadá e Greyb Ferreira da Cruz, homem de confiança do bicheiro Carlinhos Cachoeira, visitando o gabinete do senador goiano. Greyb foi flagrado em escuta legal dizendo a Demóstenes ter “um negocinho” para entregar ao parlamentar. (Págs. 1 e 4)

Fotolegenda: Demóstenes isolado no plenário: pelo menor em público, ninguém quer ser visto com ele.
Fotolegenda: Elogios
O governador Agnelo visitou o Mané Garrincha com empresários dos EUA interessados na administração da arena: no DF, o ritmo das obras é acelerado, mas no restante do país apenas 5% dos projetos da Copa foram concluídos. (Págs. 1 e Super Esportes, 8 e 9)
Crise global: Bolsas caem. Brasil volta a perder dólares
Em mais um dia de caos, provocado principalmente pela situação da Grécia, as bolsas voltaram a fechar em baixa. Em maio, o mercado brasileiro registrou fuga de US$ 5,1 bilhões em investimentos. (Págs. 1 e 14)
Parceria: Legislativo ganha museu
Câmara dos Deputados e Fundação Assis Chateaubriand vão criar espaços interativos com a história do Parlamento. (Págs. 1 e 37)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico

Manchete: Saída de dólares é a maior desde 2008
Ao ritmo de uma crise que parece acelerar para um desfecho turbulento na zona do euro, os investidores externos retiraram pela conta financeira US$ 5,19 bilhões do Brasil em pouco mais de duas semanas de maio (até o dia 18), quantia semelhante à de dezembro de 2008, quando o mundo vivia plenamente as consequências desastrosas da falência do Lehman Brothers. Investidores em ações formam um dos contingentes principais da fuga do risco. Até o dia 21, retiraram liquidamente US$ 3 bilhões, enquanto o Ibovespa recuava em tombos sucessivos até os 54.716 pontos de ontem, com uma queda de 20% desde o pico de 13 de março. Só em maio, o recuo atinge até agora 8,5%.

O Banco Central interveio fortemente no mercado, ontem, quando a cotação do dólar chegou a se dirigir para R$ 2,10 - enquanto o diretor de política monetária, Carlos Hamilton, sinalizou que a autoridade monetária estava preocupada com a volatilidade das cotações, que fecharam em baixa de 1,97%, a R$ 2,039. (Págs. 1, A13, C2, C3 e C14)
Argentinos aguardam máxi
Empresas começam a postergar a assinatura de contratos na Argentina à espera de um novo patamar do dólar. A moeda americana ultrapassou ontem seis pesos no mercado paralelo, enquanto no mercado oficial era negociada a 4,48 pesos. A diferença entre as duas taxas chegou a 32%, recorde desde os anos 80.

Um pacote de medidas envolvendo o câmbio é considerado iminente. Desde a reeleição da presidente Cristina Kirchner, o governo mantém a flutuação do dólar abaixo até mesmo da inflação oficial de 9%, que já não é usada como referencial de contratos. A recente desvalorização do real fez com que até economistas ligados ao governo prevejam a depreciação oficial do peso. "O dólar valendo mais de dois reais traz desconforto e o momento é ruim para o intercâmbio comercial. A correção do peso vai ser feita e vamos para um outro patamar", disse Arnaldo Bocco, diretor do Banco Central no governo de Nestor Kirchner. (Págs. 1 e A12)
Itautec mira o mercado mundial
Após concluir reestruturação iniciada há dois anos, a direção da Itautec já se sente confortável para fazer planos de investimento em aquisições de outras empresas e traçar a expansão internacional da companhia. O processo de mudanças começou com a reformulação das áreas administrativa e financeira, a partir da contratação de Mário Anseloni, o primeiro executivo não pertencente ao grupo Itaú a presidir a empresa.

Sua proposta é apostar na compra de companhias segmentadas de software e serviços no mercado brasileiro, com o objetivo de ampliar portfólio. Em detrimento do ganho de escala, Anseloni avalia que adquirir produtos e serviços que já estão maduros e foram aprovados pelo mercado é a melhor forma de reduzir os riscos em investimentos desse porte. (Págs. 1 e B3)
Fundos mais populares ficam fora de corte de taxas
A redução da taxa de administração dos fundos de renda fixa e DI anunciada pelos bancos neste mês não chegou às carteiras com maiores custos e que concentram grande parte dos cotistas.

Na última semana, Santander, Bradesco e Itaú Unibanco anunciaram cortes das taxas de administração e da aplicação mínima dos fundos. A maior parte das reduções se concentrou nas faixas intermediárias, enquanto os portfólios com taxas mais altas, que pesam na receita de prestação de serviço, permaneceram inalterados. Boa parte dessas carteiras concentra grande número de cotistas, ou, segundo os bancos, têm um custo mais alto para as instituições, como os de curto prazo ou que oferecem prêmios. (Págs. 1 e C5)
Bolsa Família amortece os efeitos da seca
Na pior estiagem em 30 anos, os nordestinos do Semiárido estão enfrentando a seca, pela primeira vez, com o auxílio de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. A aposentadoria rural, paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social, também está ajudando muitas famílias.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, 769 municípios nordestinos estão oficialmente em estado de emergência. O número de pessoas afetadas é estimado em 12 milhões, praticamente toda a população do Semiárido, onde a quantidade de chuva está, em média, 50% inferior à registrada em anos anteriores. (Págs. 1 e A4)
Cedro Têxtil profissionaliza administração
Durante 140 anos, integrantes da família Mascarenhas estiveram à frente da fábrica de tecidos Cedro Têxtil, a mais antiga fábrica de seu ramo em atividade no país. Foram até agora 12 presidentes ligados ao clã. O 13º será de fora. Escolhido pelo conselho de administração, Marco Antônio Branquinho Junior, atual diretor de gestão e recursos humanos, começa seu mandato só em janeiro de 2014. Até lá, passará por um processo de imersão em algumas áreas da empresa.

Enquanto muitas indústrias têxteis fecharam as portas, reduziram produção ou demitiram, a Cedro conseguiu no ano passado aumentar o lucro líquido (R$ 15,9 milhões). Não fosse a forte pressão da concorrência asiática, os números seriam outros, diz Aguinaldo Diniz Filho, atual presidente da empresa. "Esses valores não são compatíveis com o tamanho da Cedro. Poderíamos ter resultados 30% a 40% maiores. Mas o que acontece? Há uma guerra de preços com os importados e não se pode mexer no preço e na margem". (Págs. 1 e B1)
Multinacionais americanas repatriam manufaturas (Págs. 1 e B12)

Teles obtêm na Justiça direito a crédito de ICMS na compra de energia (Págs. 1 e E1)

Siemens planeja investir US$1 bi no Brasil até 2017, diz Stark (Págs. 1 e B6)

Países ricos buscam acordo comercial
Em dificuldades econômicas, países desenvolvidos aumentam as pressões sobre os emergentes para obter um acordo global de facilitação do comércio o mais rápido possível, a fim de aumentar suas exportações. Mas o impasse continua. (Págs. 1 e A3)
Expansão da Qualicorp
A Qualicorp assumiu o controle do Grupo Aliança, ao adquirir 60% das ações da Aliança Administradora de Benefícios de Saúde e 60% da GA Consultoria, Administração e Serviços, diz Heráclito Gomes. Juntas, as duas empresas têm cerca de 140 mil beneficiários. (Págs. 1 e B4)
Brasileiro aperta o cinto e paga dívidas
Pesquisa da Nielsen mostra que o consumidor brasileiro está mais preocupado com o pagamento de suas dívidas. Para 34% dos entrevistados, esse será o destino do dinheiro restante após as despesas essenciais. (Págs. 1 e D3)
Aviso prévio não retroativo
O Ministério do Trabalho divulgou nota técnica com a orientação de que o prévio proporcional — acréscimo de três dias por ano trabalhado — não vale para funcionários demitidos antes de 13 de outubro de 2011. Sindicatos manterão ações na Justiça. (Págs. 1 e E1)
Nota fiscal eletrônica no varejo
O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado a implementar, como teste, a Nota Fiscal eletrônica (NF-e) no comércio, com participação de quatro redes do varejo. O comprovante fiscal é enviado por e-mail ao consumidor e não mais impresso na loja. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Alexandre de Freitas Barbosa

Modernizar só a indústria mais competitiva oculta interesses daqueles que não querem perder com a mudança da economia. (Págs. 1 e A14)
Ideias
Fabio Giambiagi

O Brasil não aproveitou plenamente a combinação inédita de fatores-chave para avançar mais rumo ao desenvolvimento. (Págs. 1 e A15)
------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------

quarta-feira, maio 23, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ''SE É PARA O BEM DE TODOS'' EU ME CALO !


ASA DELTA. ''VOAR, VOAR'', FUGIR, FUGIR... *

...

Ex-diretor agia em nome da Delta

Diretor tinha carta branca da Delta
Autor(es): agência o globo:Roberto Maltchik
O Globo - 23/05/2012
 
Justiça já quebrou sigilo de contas da Delta nacional; CPI quer investigar empresa em todo o país

O ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu recebeu uma procuração da direção nacional da empresa para movimentar contas que abasteceram empresas de fachada utilizadas pelo grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A informação foi repassada ontem pelo relator da CPMI que investiga as relações de Cachoeira com políticos e empresários, Odair Cunha (PT-MG), que na semana passada impediu a votação da quebra de sigilo da Delta nacional. Por conta das suspeitas de envolvimento de ex-dirigentes da empreiteira com Cachoeira, a Justiça do Distrito Federal já determinou a quebra do sigilo das contas da Delta nacional que Abreu teve procuração para movimentar .
Agora, Cunha admite que existem elementos suficientes para que a CPMI peça as informações bancárias e fiscais da Delta em todo o país. Na semana passada, parlamentares do PT e do PMDB conseguiram evitar que o sigilo fiscal, bancário e telefônico da matriz da construtora fosse quebrado alegando justamente que a atuação de Abreu se restringia às operações no Centro-Oeste. O deputado Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) foi o primeiro a revelar que havia recebido a informação assim que chegou à CPI.
- Tanto Cláudio Abreu quanto Heraldo Puccini tinham autorização para operar as contas da Delta Centro-Oeste e da Delta Nacional. Cláudio Abreu inclusive emitiu cheques em nome da Delta Nacional. Agora é inevitável quebrar os sigilos dela - justificou Ônyx.
Embaraçado com a revelação, o relator Odair Cunha (PT-MG) pediu a palavra para afirmar que a CPI já dispunha da informação, até ontem não revelada. Cunha disse que a procuração indica que a direção nacional, inclusive o ex-presidente Fernando Cavendish, conhecia as transações operadas por Cláudio Abreu em nome do grupo de Cachoeira. ,
- A Delta nacional autorizou que Cláudio Abreu movimentasse suas contas através de procuração. Há um indício forte de que toda a diretoria e a presidência da Delta tinham ciência e consentiram com o movimento de Cláudio Abreu. As contas da Delta Nacional, por meio de Cláudio Abreu, foram instrumento de transferência de dinheiro para empresas em nome de laranjas ou empresas ligadas à organização criminosa. Na medida em que se identifica uma conta dessa forma, claro que alguém deu a procuração para que Cláudio Abreu fizesse essas movimentações - explicou o relator, que justificou a mudança de tom: - (Somos movidos) pelas provas, não por pressões políticas partidárias. Com base nas provas, aumentam os indícios e a probabilidade de nós quebrarmos o sigilo da Delta Nacional.
CPI vota quebra de sigilo em junho
Na quinta-feira passada o relator foi o responsável por a comissão não ter determinado a quebra de sigilo da matriz da construtora. Por isso, até agora, a CPI apenas quebrou o sigilo bancário das contas da Delta Centro-Oeste. A votação do requerimento de quebra de sigilo da Delta nacional pela CPMI deve ocorrer somente na reunião administrativa de 5 de junho.
Dados da Operação Monte Carlo, da PF, mostram que a Delta destinou R$ 39 milhões para empresas de fachada, como a Brava Construções e a Alberto & Pantoja, que pagaram despesas da organização e fizeram doações de campanha a parlamentares. Segundo o relator, a procuração requisitada pela CPI mostra que Abreu tinha respaldo da direção nacional para fazer depósitos nas contas das empresas. Cunha, porém, disse que ainda não recebeu informação sobre quais ex-diretores ou mesmo se o ex-presidente Fernando Cavendish assinaram a procuração.
---
(*) ... A parafrasear "Biafra, in Võo de Ícaro"

''TUDO POR UMA ESMERALDA''

...

Márcio Thomaz Bastos: De ministro a advogado de bicheiro

"Qualquer fala de Cachoeira seria perigosa"
Autor(es): Fausto Macedo
O Estado de S. Paulo - 23/05/2012
 

A defesa de Carlinhos Cachoeira está a cargo de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Saudado na CPI como "digníssimo" e "grande jurista", Thomaz Bastos já avisou que seu cliente jamais falará com a comissão. Em entrevista a Fausto Macedo, ele negou constrangimento com o silêncio: "Ao contrário, foi uma coisa respeitosa"
ENTREVISTA
Márcio Thomaz Bastos
Advogado diz que atitude do contraventor de permanecer calado não caracterizou, "de jeito nenhum", afronta à CPI

Advogado de defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, avalia que o silêncio que marcou a audiência de ontem não caracterizou afronta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de seu cliente com políticos e autoridades. "É direito constitucional", resume. Pouco depois de deixar o Congresso, Thomaz Bastos falou sobre a sessão no âmbito político. Segundo ele, são "três os r equisitos" para que
Cachoeira possa responder às indagações da CPI – um desses requisitos, ele diz, é aguardar julgamento do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região de uma demanda em que a defesa põe em xeque a legalidade dos grampos da Polícia Federal feitas no curso da Operação Monte Carlo. Enquanto isso, Cachoeira continua preso.
Qual a sua avaliação da audiência?
Eu entendo que tudo transcorreu como esperado, ele (Carlinhos Cachoeira) não ia falar mesmo. Estava anunciado. Enquanto a gente não tiver analisado a íntegra de todos os autos da investigação não dá para ele falar.
O que a defesa quer?
São três requisitos. Primeiro, temos de analisar os documentos, é muita coisa, agora vai chegando ao fim. Outra coisa: tem um habeas corpus que impetramos no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, questionando a l egalidade das interceptações telefônicas (da Operação Monte Carlo) . O terceiro obstáculo, talvez o mais importante, é que está marcada para o próximo dia 31 audiência (de Cachoeira) na Justiça (em Goiânia) , audiência de instrução, debate e julgamento.
Antes disso ele não fala?
Antes disso, qualquer fala dele (Cachoeira) seria perigosa. Por isso eu acho que a comissão entendeu perfeitamente. (Cachoeira) Manteve o silêncio, um silêncio respeitoso, e a coisa correu bem.
Ele não afrontou a CPI ao permanecer calado?
De jeito nenhum. (O silêncio) não caracteriza (afronta). É direito constitucional. Inclusive, o ministro Celso de Mello (do Supremo Tribunal Federal) ,na decisão proferida ontem (segunda-feira) expressamente fez uma ressalva de que ele tem esse direito, o sujeito que é i nvestigado tem esse direito de não falar. Ele (Cachoeira) não prestou o compromisso e o próprio presidente (da CPI) achou que não era o caso. (Cachoeira) Calou-se.
Não foi constrangedor?
Em nenhum momento, em nenhum momento. Ao contrário, foi uma coisa respeitosa. Correu tudo muito bem.
O próximo passo?
Estamos trabalhando para obter a liberdade dele (Cachoeira). É para isso que estamos trabalhando

O CANTO DA SEREIA

...

O CINISMO DA ESFINGE

CPI EMPACADA COMO SILÊNCIO DE CACHOEIRA
Autor(es): » JOÃO VALADARES
Correio Braziliense - 23/05/2012
 

Irônico, Cachoeira (E) foge de todas as perguntas, irrita deputados e senadores, e deixa a sensação de que a CPI, a cada dia mais desacreditada, empacou de vez
Logo no início da sessão, o bicheiro fez até piada: “Essa é uma boa pergunta para ser respondida depois”, debochou, amparado pela Constituição que lhe dá o direito ao silêncio. A senadora Kátia Abreu ficou enfurecida. “Estamos aqui perguntando para uma múmia”, disse. E defendeu o encerramento imediato do depoimento na CPI, que investiga as ligações políticas do esquema criminoso chefiado por Carlinhos Cachoeira. Frustrados, alguns parlamentares temem o enterro precoce da comissão

Quase um mês de funcionamento e a CPI mista do Cachoeira não consegue sair do canto. Só avança mesmo no quesito briga partidária. O esperado silêncio do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante depoimento ontem na comissão, é o símbolo maior de que tudo permanece na estaca zero e ainda abre um precedente. Outros convocados devem seguir o mesmo caminho e ficar com a boca fechada. Irônico, o contraventor alegou que a CPI forçou o seu depoimento, no entanto, disse que poderia contribuir muito no futuro, após audiência na Justiça de Goiás, marcada para 31 de maio.
Com um riso discreto, fez piada ao ser questionado logo no início da sessão: "Essa é uma boa pergunta para ser respondida depois". Não teve acordo. Bastante abatido, visivelmente mais magro e com cabelos brancos à mostra, ficou calado mesmo diante de provocações e da oferta de um depoimento secreto ou de uma delação premiada feita, de maneira repetida, por vários integrantes da CPI. No fim do depoimento, alguns parlamentares, frustrados, falaram que é preciso fazer um esforço gigante para evitar o sepultamento da comissão.
O freio de mão da CPI foi puxado na semana passada com a blindagem aos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ); a restrição da investigação apenas à Delta no Centro-Oeste; e a decisão de não convocar o dono da empreiteira, Fernando Cavendish. Perdidos diante da repetida frase "não vou falar nada aqui hoje", o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), e o presidente, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), prometeram, no fim da sessão, colocar em pauta os assuntos considerados polêmicos na próxima reunião administrativa, em 5 de junho. Foi a saída encontrada, mesmo depois de tanta resistência, para tentar salvar a CPI e prestar ao menos uma satisfação à opinião pública.
"A questão dos governadores, a convocação de Cavendish e a ampliação da quebra do sigilo da Delta no Brasil são assuntos que vão ser debatidos obrigatoriamente no nosso próximo encontro administrativo", assegurou Vital do Rêgo. O relator defendeu a mesma tese. Na prática, com o envio das informações da Operação Saint-Michel para a CPI (leia mais na página 3), o sigilo nacional da Delta já foi quebrado. Visivelmente frustrado e reconhecendo nas entrelinhas o fracasso dos trabalhos desenvolvidos até o momento, o senador Vital do Rêgo afirmou que vai traçar estratégias com o relator para evitar "novos silêncios na comissão". Mas não detalhou como isso será feito.
Advertência
A sessão de ontem durou pouco mais de duas horas. Diante do argumento de que o depoente estava sendo beneficiado por escutar todas as perguntas dos parlamentares e permanecer em silêncio, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) apresentou requerimento pedindo o encerramento da sessão. Ela argumentou que os parlamentares estavam treinando o depoente. "Estamos aqui perguntando para uma múmia. O que as pessoas vão pensar de nós? Não vou fazer o papel ridículo de entregar o ouro ao bandido."
Logo no início, antes de qualquer pergunta, o relator concedeu 20 minutos para Cachoeira falar. "Estou aqui como manda a lei. Fui advertido pelos meus advogados para não dizer nada. Eu não vou falar nada aqui. Somente depois da audiência que vamos ter no juiz, se acharem que eu devo contribuir, podem me chamar que eu virei para falar. Tenho muito a dizer depois da audiência." Na saída, o advogado dele, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, não assegurou que ele falaria no futuro.
Ao ser indagado pelo relator sobre as suas movimentações bancárias e os empréstimos recebidos da empresa BET Capital, Cachoeira deixou claro sua estratégia e alegou mais uma vez, demonstrando certa impaciência, de que não falaria nada. Alguns deputados se irritaram. Após ser chamado de "bandido, marginal, múmia e chefe de quadrilha" por senadores e deputados dos mais variados partidos, o bicheiro continuou tomando o seu cafezinho, anotando tudo num papel e repetindo o mantra do silêncio constitucional. Ao lado do advogado, ria algumas vezes e trocava olhares com a mulher, Andressa Mendonça, que acompanhava tudo da última fileira de cadeiras do plenário.
Antes do fim da sessão, muitos integrantes desistiram de fazer perguntas. "Não vou fazer nenhum questionamento", afirmou o senador José Pimentel (PT-CE). O deputado Sílvio Costa (PTB-PE) foi o primeiro a alertar que os integrantes não deveriam formular questionamentos. "Estamos sendo ridicularizados ao cubo." Alguns insistiram e a CPI se transformou num palco de briga partidária. Os oposicionistas fizeram, mesmo sabendo que ele não responderia nada, perguntas para tentar incriminar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT-DF). As perguntas dos governistas tinham o claro propósito de ligar Cachoeira ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO).
Na quinta-feira, a comissão vai ouvir o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá; Lenine Araújo de Souza, apontado como responsável pela contabilidade do grupo; e Jairo Martins de Souza, um dos espiões da organização criminosa. O defesa de Cachoeira comunicou que ele não vai comparecer hoje ao Conselho de Ética como testemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
"Estamos aqui perguntando para uma múmia. Não vou fazer o papel ridículo de entregar o ouro ao bandido"
Kátia Abreu (PSD-TO), senadora
Redes sociais
O depoimento do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, dominou as redes sociais. No Facebook e no Twitter, usuários fizeram várias postagens sobre o contraventor. Durante boa parte do dia de ontem, a hashtag #perguntaaocachoeira figurou  entre os assuntos mais comentados no Twitter no Brasil. Deputados e senadores que integram a CPI também utilizaram as redes sociais para manifestar sua opinião sobre o silêncio do bicheiro.
Estaca zero
Confira fatos ocorridos na CPI do Cachoeira que contribuem para o esvaziamento da investigação
1 - Investigação restrita à Delta Centro-Oeste. A CPI nem sequer quebrou o sigilo da matriz da empreiteira, com sede no Rio de Janeiro.
2 - O dono da empreiteira, Fernando Cavendish, foi poupado pelo relator. Mesmo com todos os indícios de envolvimento do grupo, a CPI não aprovou a sua convocação e também não quebrou os sigilos telefônico, fiscal e bancário dele.
3 - Os requerimentos para convocação dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) mofam na gaveta da comissão. Um grande acordo partidário blindou os três mandatários dos governos locais.
4 - O silêncio de Cachoeira, ontem, é mais um indicativo de que a comissão não avança.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


23 de maio de 2012
O Globo

Manchete: Câmara manobra contra punição de contas-sujas
Em sessão-relâmpago, deputados tentam derrubar decisão do TSE

Numa votação-surpresa, a Câmara aprovou ontem projeto que permite o registro de candidaturas de políticos que tiveram contas eleitorais reprovadas — os chamados contas-sujas. Na prática, é uma manobra para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral a rever resolução deste ano que proíbe candidaturas de quem teve contas rejeitadas. Todos os partidos, com exceção do PSOL apoiaram a proposta. Numa articulação inusual, os deputados votaram, na mesma sessão, a urgência e o mérito do projeto, que seguirá agora para o Senado, Mesmo se for aprovado pelos senadores, porém, há dúvidas quanto à sua aplicação na eleição deste ano. Os partidos tinham recorrido ao TSE para tentar derrubar o veto aos contas-sujas, que impede 21 mil candidatos de concorrerem este ano. Como o TSE ainda não respondeu, a Câmara se antecipou. (Págs. 1 e 11)
Ex-diretor agia em nome da Delta
Cachoeira é levado da cadeia para sessão da CPI, mas se recusa a responder a qualquer pergunta

No dia em que o bicheiro Carlinhos Cachoeira passou duas horas e meia na CPI e se recusou a responder a qualquer pergunta, irritando deputados e senadores, o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), revelou que o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, tinha procuração da empresa para movimentar contas que teriam abastecido empresas de fachada do contraventor. Com base na informação, a CPI passa a ter dados para quebrar o sigilo da Delta em todo o país, o que vinha sendo evitado por parlamentares do PT e do PMDB, embora a Justiça do Distrito Federal já tenha quebrado o sigilo da construtora. O silêncio de Cachoeira, que teve o tempo todo a seu lado o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, pode levar a uma revisão do trabalho da CPI. “Se estamos perguntando diante de uma múmia, o que vão pensar de nós?”, protestou a senadora Kátia Abreu (PSD). (Págs. 1, 3 a 10 e Elio Gaspari, 6)
Julgamento do mensalão deve durar de 3 a 5 semanas
O presidente do STF, ministro Ayres Britto, propôs ontem um cronograma para o julgamento do mensalão que prevê de 3 a 5 semanas de trabalhos, a serem iniciados em 4 de junho. O prazo, no entanto, depende da apresentação do voto do ministro revisor, Ricardo Lewandowski. (Págs. 1 e 12)
STF divulgará salários de ministros e servidores
O Supremo Tribunal Federal decidiu divulgar na internet o salário de seus ministros e funcionários. Serão publicados nome do servidor, vencimentos básicos e eventuais gratificações. A decisão, unânime, foi tomada para garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação. (Págs. 1 e 11)
Trabalho escravo pode levar a confisco
A Câmara dos Deputados aprovou ontem, em segundo turno, uma Proposta de Emenda Constitucional que prevê a expropriação, sem qualquer indenização, de propriedades rurais ou urbanas onde for constatado trabalho escravo. A bancada ruralista era contrária ao projeto e travava sua tramitação desde 2004, mas ontem saiu derrotada. O texto agora será apreciado pelo Senado. (Págs. 1 e 13)
Brasileiros: 45% da renda vão para dívidas
O novo pacote do governo para evitar a queda do PIB, estimulando o consumo, foi lançado em meio ao endividamento recorde das famílias. Em abril, sô as dívidas financeiras representavam em média 45% da renda anual. Esse percentual era de 24,9% em janeiro de 2007. (Págs. 1, 21, 22 e Míriam Leitão)
Montadoras pressionaram por crédito
Ao justificar o incentivo às montadoras com corte de impostos de carros, o ministro Mantega admitiu que elas ameaçavam dar férias coletivas devido aos estoques altos e à falta de crédito. O governo estuda liberar mais recursos de depósitos compulsórios dos bancos. (Págs. 1 e 23)
Ministério abre sindicância sobre FGTS
Após auditoria da CGU encontrar irregularidades, o Ministério do Trabalho anunciou sindicância para apurar o baixo retorno de aplicações do FGTS. Atas das reuniões do Conselho do Fundo serão públicas. Assessor e suplente do Conselho foram exonerados. (Págs. 1 e 26)
Juiz do Rio não permite casamento gay
Sem decisão final da Justiça sobre o tema, um juiz do Rio nega todos os processos de casamento entre casais do mesmo sexo. Com base na decisão do STF que reconheceu a união estável, outros tribunais têm autorizado o casamento gay. (Págs. 1 e 14)

------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo

Manchete: Montadoras cortam preço de veículos em até 10%
Descontos são anunciados após pacote do governo para estimular o consumo

Um dia após o governo anunciar a redução de impostos para o setor, as montadoras começaram a baixar os preços dos automóveis.

Fiat, Ford, Renault, JAC e Hyundai anunciaram reduções. Os descontos divulgados variam de 4,9% a 10,3%, principalmente para os modelos de carros populares. (Págs. 1 e Mercado B1)

Governo estuda medidas para 'reestruturar' a inadimplência. (Págs. 1 e Poder A12)
Greve paralisa metrô paulistano a partir de hoje
Em assembleia com 25% da categoria, os metroviários decidiram entrar em greve a partir de hoje. A prefeitura anunciou que o rodízio de carros poderá ser suspenso. O pré-candidato a prefeito José Serra disse que greves se intensificam em ano eleitoral. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Aref pediu propina de R$170 mil, diz dono do Bahamas
No primeiro depoimento formal contra Hussain Aref Saab, o empresário Oscar Maroni disse ao Ministério Público que o ex-diretor da prefeitura paulistana lhe pediu R$ 170 mil para regularizar um hotel em Moema.

O advogado de Aref negou a acusação. (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Cachoeira se cala, mas diz que ainda tem muito a falar
O bicheiro Carlinhos Cachoeira irritou a CPI que o investiga ao se negar a responder a 30 das 60 perguntas feitas por parlamentares durante duas horas e meia de depoimento, alegando que falará antes à Justiça. Disse, porém, que, se for reconvocado, terá “muito a dizer”. Integrantes da CPI o chamaram de “marginal” e “arrogante”. (Págs. 1 e Poder A4)
Fernando Rodrigues
CPI naufraga porque está sem rumo, sem foco e desorientada. (Págs. 1 e Opinião A2)
Réus pedem que STF não julgue mensalão com "faca no pescoço"
Dez advogados de réus do mensalão fizeram um apelo aos ministros do STF para que eles não julguem a ação com a “faca no pescoço”, relata Felipe Seligman.

Trata-se de referência a frase dita pelo ministro Ricardo Lewandowski após o julgamento da denúncia dos acusados, em 2007, e revelada pela Folha. (Págs. 1 e Poder A9)
Supremo divulgará salário e benefícios de seus ministros
Para cumprir a Lei de Acesso, o STF decidiu que publicará o salário e demais benefícios de servidores, ministros e ex-ministros. A decisão só vale, inicialmente, para a corte. Pagamentos de alto valor feitos a juizes foram um dos motivos da crise que envolveu o CNJ. (Págs. 1 e Poder A11)
Comissão de Anistia nega indenização ao Cabo Anselmo (Págs. 1 e Poder A10)

Editoriais
Leia “Déficit de ousadia”, sobre os limites do estímulo ao consumo e a necessidade de reorientar a economia para o investimento e a produtividade. (Págs. 1 e Opinião A2)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo

Manchete: Cachoeira se cala e CPI mira Delta
Diante do silêncio do contraventor, alvo central da comissão, parlamentares podem avançar na quebra do sigilo nacional da empreiteira
O contraventor Carlinhos Cachoeira negou-se ontem a responder às perguntas elaboradas pela CPI que se dedica a investigar o escândalo do qual é pivô. O impasse gerado por sua falta de colaboração teve um efeito colateral indesejado pela base aliada: colocou a Delta no alvo da CPI, que deve avançar na quebra de sigilo nacional da empreiteira. Com ar irônico, que beirou o deboche, Cachoeira repetiu que só vai falar após sua audiência judicial, marcada para 31 de maio e 1º de junho. Quarenta perguntas depois, a CPI acatou a sugestão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) para encerrar a sessão. “Estamos aqui perguntando a uma múmia. Não vou ficar dando ouro para bandido”, disse. Ainda assim, houve embate entre governo e oposição: de um lado, os aliados do Planalto e o PT, que tentaram envolver o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, no esquema de Cachoeira; de outro, os tucanos, que fizeram perguntas que citavam o governador do Distrito Federal, o - petista Agnelo Queiroz, que teve assessores flagrados em negociações com Cachoeira. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)

Carlinhos Cachoeira
Contraventor

“Não vou falar. Pedimos para reavaliar nossa vinda aqui. Quem forçou para eu vir aqui foram os senhores”
Kátia Abreu
Senadora (PSD-TO)

“Estamos aqui perguntando a uma múmia. Não vou ficar aqui dando ouro para bandido”
Márcio Thomaz Bastos: De ministro a advogado de bicheiro
A defesa de Carlinhos Cachoeira está a cargo de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Saudado na CPI como “digníssimo” e “grande jurista”, Thomaz Bastos já avisou que seu cliente jamais falará com a comissão. Em entrevista a Fausto Macedo, ele negou constrangimento com o silêncio: “Ao contrário, foi uma coisa respeitosa”. (Págs. 1 e Nacional A6 e A7)
Jovens ficam sem partido na eleição egípcia
O Egito chega hoje à sua primeira eleição presidencial após a queda de Hosni Mubarak sem que os jovens que lotaram a Praça Tahir para tirar o ditador tenham conseguido se organizar em um partido, informa o enviado Roberto Simon. Eles vão às urnas divididos. (Págs. 1 e Internacional A11 e A13)
Mercado reage mal a pacote de estímulo
O pacote de estímulo ao consumo lançado pelo governo teve efeito negativo no mercado financeiro. A Bovespa fechou em queda, o dólar deu novo salto e os juros no mercado futuro dispararam. Para os investidores, as medidas, além de tímidas, não reforçam a oferta. (Págs. 1 e Economia B1)
Justiça barra, mas metroviário aprova greve
Os metroviários e o governo de São Paulo não chegaram a um acordo sobre reajuste de salários e a categoria decidiu entrar em greve. O Metrô conseguiu ontem na Justiça do Trabalho liminar que determina 100% de operação no horário de pico (5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários. (Págs. 1 e Cidades C1)
Prejuízo com a seca pode superar R$12 bi (Págs. 1 e Vida A17)

Tutty Vasques
‘Somos uns boçais!’

O ser humano não tem cura! Basta acenar com um carrinho mil e essa raça abana o rabinho para medidas que facilitam a compra de veículos. (Págs. 1 e Cidades C6)
Dora Kramer
Cru e quente

Como ocorre aos apressados, a CPI do Cachoeira degustou o prato tão cru quanto quente, por força de um princípio constitucional elementar. (Págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações
Prisioneiro do ressentimento

O ex-presidente Lula está mais velho e mais sofrido, mas nem por isso mais sábio. (Págs. 1 e A3)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense

Manchete: O cinismo da esfinge
Irônico, Cachoeira foge de todas as perguntas, irrita deputados e senadores, e deixa a sensação de que a CPI, a cada dia mais desacreditada, empacou de vez

Logo no início da sessão, o bicheiro fez até piada: “Essa é uma boa pergunta para ser respondida depois", debochou, amparado pela Constituição que lhe dá o direito ao silêncio. A senadora Kátia Abreu ficou enfurecida. “Estamos aqui perguntando para uma múmia”, disse. E defendeu o encerramento imediato do depoimento na CPI, que investiga as ligações políticas do esquema criminoso chefiado por Carlinhos Cachoeira. Frustrados, alguns parlamentares temem o enterro precoce da comissão. (Págs. 1, 2 a 4 e Visão do Correio, 14)
Quebra de sigilo da Delta surpreende CPI (Págs. 1 e 3)

Cheia de Charme: Mulher de bicheiro causa frisson
Mendonça, de camisa branca, provocou alvoroço entre parlamentares, servidores e jornalistas ao chegar ao Congresso para acompanhar o depoimento do marido, Carlinhos Cachoeira, e logo foi apelidada de “Musa da CPI”. (Págs. 1 e 4)
Presidente da Câmara se agarra a mordomia
Casa, comida, carro, avião... Marco Maia (PT-RS) acha pouco. Diz que deputados têm menos benefícios que a população e defende 14° e 15° salários. (Págs. 1 e 6)
Mensalão: Três sessões semanais para julgar o processo
Os ministros do STF definiram ontem a realização de mais plenárias durante o período de análise dos processos contra os 38 réus do caso. A expectativa é de que o julgamento dure seis semanas, com a extensão dos horários para a noite. O cronograma final, no entanto, ainda não foi aprovado. (Págs. 1 e 5)
Lei mais rígida pune o trabalho escravo no país (Págs. 1 e 8)

IPI menor: Vendas de carros devem crescer 20%
Após amargarem queda nos negócios em abril, as concessionárias apostam no aumento da procura por veículos novos. Muitos consumidores foram conferir os preços depois da redução de impostos - os descontos chegam a 10% — e alguns já saíram com um zero km. (Págs. 1, 10 e 31)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico

Manchete: Governo avalia mais ações para destravar o crédito
Enquanto aguarda o desenrolar da crise na zona do euro, com a possível saída da Grécia da união monetária, o governo prepara mais quatro ações para destravar o crédito e estimular a retomada. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou ontem que avalia a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na portabilidade do crédito habitacional e um mecanismo que ajude a reestruturação da inadimplência bancária. Analisa também a ampliação do crédito e redução de seu custo para motocicletas e a desoneração do PIS/Cofins pagos pelas companhias de saneamento básico.

O ministro informou que a intenção do governo é permitir ao mutuário transferir a sua dívida para outro banco que apresentasse condições mais favoráveis de pagamento. Essa operação, segundo Mantega, seria feita sem o pagamento do IOF ou de qualquer outra taxa. Hoje, os bancos cobram tarifas elevadas para permitir a transferência dos débitos. (Págs. 1 e A3 a A6)
Inadimplência força bancos a renegociar
Os bancos estão autorizando os escritórios de cobrança a renegociar financiamentos de automóveis em atraso. A prática, que inclui a redefinição das condições da dívida (juros e prazo), era incomum, uma vez que, nesses financiamentos, o carro é a garantia real do crédito. “Os bancos têm mudado a orientação para uma política de conciliação com o cliente em atraso”, diz Leonardo Coimbra, sócio do Grupo Cercred, empresa de recuperação de crédito.

A depreciação dos carros usados provoca perdas porque quanto mais baixo o valor do bem, menos dinheiro o banco recupera com sua retomada. Se os bancos não renegociarem os contratos, a inadimplência das carteiras, hoje em 5,5%, ficará ainda mais alta. (Págs. 1 e C12)
Incentivo aos carros, sem contrapartida
O elenco de medidas anunciado pelo governo nesta semana ajudará a aumentar a venda de automóveis, mas segue na contramão do que governos de outros países têm feito para envolver os automóveis em planos de mobilidade urbana sustentável. A expressiva maioria dos programas de incentivos lançados no mundo nos quatro últimos anos atrela a redução de impostos à eficiência energética e controle de emissões.

Recentemente, os técnicos da equipe econômica chegaram a uma fórmula para atrelar incentivos fiscais ao consumo de combustível dos veículos, como se faz, há algum tempo, nos Estados Unidos e Europa. Mas representantes da indústria discordaram da metodologia e o plano foi adiado. (Págs. 1 e A6)
Fotolegenda: Enfim, eleições
Líderes religiosos ouvem discurso do candidato da Irmandade Muçulmana à presidência, Mohanimed Morei, nas eleições de hoje e amanhã no Egito, a primeira após seis décadas sob jugo militar. No total, são 12 concorrentes e ninguém pode prever com segurança quem será vencedor. (Págs. 1 e A11)
Zona do euro tenta evitar ruptura
Em reunião hoje, líderes europeus devem anunciar alguma medida para suavizar o baque do programa de austeridade nas economias em crise da zona do euro. Mas, a portas fechadas, vão discutir políticas controversas para tentar reformar a máquina econômica do bloco.

Com a crise política na Grécia ameaçando despedaçar a zona do euro, a oposição alemã a medidas mais drásticas será novamente questionada pelos países com finanças públicas mais debilitadas. É pouco provável que o encontro produza decisões, mas as eleições gregas no mês que vem podem mudar radicalmente o cálculo político na zona do euro. (Págs. 1 e A11)
Captação de debêntures da Rodovias do Tietê é adiada
A Rodovias do Tietê, concessionária que administra 406 quilômetros de estradas no interior de São Paulo, deve adiar pela segunda vez o fechamento de sua oferta de R$ 650 milhões em debêntures. A empresa foi a primeira a receber autorização para captar recursos no mercado conforme a Lei nº 12.431, que reduziu a zero a alíquota do Imposto de Renda no investimento de pessoas físicas e estrangeiros em debêntures de projetos de infraestrutura. A concessionária é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) controlada igualmente pelo grupo Bertin e pela portuguesa Ascendi.

A emissão, prevista para fechar na quarta-feira passada, foi adiada para hoje e agora deverá passar para o dia 30, apurou o Valor. Procurados, a companhia e o Barclays, coordenador líder da oferta, não comentaram o assunto. (Págs. 1 e C12)
WTorre negocia com ALL criação de um porto em Praia
A América Latina Logística (ALL) negocia com a WTorre a construção de um terminal portuário em Praia Grande, no litoral de São Paulo, com investimentos totais estimados em R$ 5 bilhões. O objetivo da ALL, que persegue um plano de diversificação dos negócios, é encontrar um meio de expandir a capacidade de exportação de sua mais nova empresa, a Vetria Mineração, de extração e beneficiamento de minério de ferro em Corumbá (MS).

Até agora, a Vetria faria o embarque do minério por um terminal a ser erguido em Santos. Esse terminal, no entanto, não atende toda a capacidade futura demandada pela empresa. A projeção é produzir 20 milhões de toneladas de minério por ano no início da operação (programada para 2016), podendo chegar a 27,5 milhões nos anos seguintes. (Págs. 1 e B1)
Cresce reação à proposta de súmula vinculante sobre guerra fiscal (Págs. 1 e E1)

Arrecadação cresce menos
A arrecadação de tributos federais somou R$ 92,6 bilhões em abril, alta de 3,49% sobre o mesmo mês de 2011, descontada a inflação. O crescimento real caiu pela metade comparado à média de janeiro a março. (Págs. 1 e A5)
Chávez "constrói" sua reeleição
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, usa programa habitacional inspirado no Minha Casa, Minha Vida para movimentar a economia do país e alavancar sua candidatura à reeleição. (Págs. 1 e A14)
BBC lança mais um canal no Brasil
A BBC vai estrear na segunda-feira um novo canal no Brasil. A programação do BBC HD será formada por séries, documentários, musicais e outros programas de entretenimento produzidos pela rede britânica. (Págs. 1 e B3)
Passaredo amplia a frota
Com planos de dobrar o número de rotas no Brasil em três anos, a Passaredo anunciou ontem, na França, contrato de US$ 450 milhões com a fabricante de turboélices ATR para a compra firme de dez aeronaves e opção por mais dez. (Págs. 1 e B6)

Êxito brasileiro na Farm Bill
Investida brasileira no Congresso americano contra medidas protecionistas aos produtores rurais dos EUA começa a fazer efeitos e proposta da Farm Bill exclui garantia de preço ao algodão. (Págs. 1 e B15)
Socorro ao algodão
Governo se prepara para eventual apoio à comercialização do algodão. Há dois anos sem subsídios, a colheita começa em dez dias e metade da produção esperada entrará no mercado com preços, em média, 25% mais baixos que há um ano. (Págs. 1 e B16)
Compras defensivas
Com o consumo em alta e a boa previsibilidade quanto à geração de caixa, as ações das empresas de shoppings centers ganham destaque como papéis defensivos na bolsa, ao lado das elétricas. (Págs. 1 e D2)
Novas oportunidades
Bom momento do mercado de seguros no Brasil, com o crescimento da economia e o fim do monopólio oficial na área de resseguros, valoriza os executivos do setor e atrai ao país profissionais que até então faziam carreira no exterior, como Peter Rebrin, da Zurich. (Págs. 1 e D3)
Ideias
Cristiano Romero

Há sinais concretos de que o crédito, após seguidas rodadas de redução dos spreads bancários, começa a fluir. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Martin Wolf

Não se pode transformar economias enfraquecidas do euro em regiões permanentemente sustentadas por transferências. (Págs. 1 e A13)
------------------------------------------------------------------------------------