PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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terça-feira, julho 03, 2012

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


03 de julho de 2012
O Globo

Manchete: País terá mais 5.070 novos vereadores nesta eleição
No Rio, cidades que mais engordaram câmaras foram Friburgo e Teresópolis

Apesar da crise que reduziu o crescimento econômico, o Brasil elegerá em outubro 5.070 vereadores a mais que em 2008. Ao todo, serão eleitos 56.818, quase 10% mais que os 51.748 de quatro anos atrás. Os dados são da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que está assustada com o aumento de despesas. Há um mês, quando a CNM divulgou seu levantamento anterior, já havia 3.672 novas cadeiras nas câmaras municipais. Ou seja, em 30 dias foram contabilizadas mais 1.398. No Estado do Rio, as cidades que mais aumentaram o número de vereadores (de 12 para 21) foram Nova Friburgo e Teresópolis, justamente as mais afetadas pelas chuvas de 2011. Agora, as câmaras ainda vão aprovar reajustes em subsídios de vereadores, prefeitos e secretários. (Págs. 1 e 3)

Contra milícia, Rio pede Exército na campanha. (Págs. 1 e 3)

PSB é cada vez mais independente do PT. (Págs. 1, 4 e Merval Pereira)

Estrangeiros vão entrar em refinarias
Com mais carros nas ruas, país precisa recorrer à importação de combustível para atender mercado

O governo deu o sinal verde para que a Petrobras acelere as negociações com grupos estrangeiros para garantir os investimentos em refinarias. Entre eles, estão os chineses da Sinopec, que já atua na exploração de petróleo e gás no país.

No último plano estratégico da empresa, até 2016, a Petrobras diminuiu o volume de recursos direcionado ao refino, e o Brasil depende hoje da importação de gasolina para fazer frente ao crescimento da frota de carros. (Págs. 1 e 17)

Com vendas fracas, comércio antecipa as liquidações (Págs. 1 e 23)


Projeção para o PIB deste ano cai mais, para 2,05% (Págs. 1 e 18)


Um Rio bom até para pingüim
Niterói ajudou a dar título a cariocas

O título de Patrimônio Mundial, concedido ao Rio pela Unesco, contou com a colaboração de belezas do outro lado da Ponte. Na lista dos locais descritos como aqueles que compõem as eleitas “paisagens cariocas entre a montanha e o mar” estão 5 fortes de Niterói, na entrada da Baía. Até os pingüins comemoraram a vitória: só ontem, 22 foram resgatados pelos bombeiros na Praia da Barra e dois na Zona Sul. Já no costão da Avenida Niemeyer passeava um bando de golfinhos. (Págs. 1, 13 e 15)

Uruguai quer rever Venezuela no Mercosul
O chanceler uruguaio, Luis Almagro, afirmou que a integração da Venezuela ao Mercosul não foi uma decisão unânime, não é definitiva e será reavaliada juridicamente. Segundo ele, isto só ocorreu por pressão direta da presidente Dilma Rousseff. O Planalto negou a versão. (Págs. 1 e 25)
Opositor acusa fraude eleitoral no México
Derrotado no México, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador contestou o resultado, que deu vitória a Enrique Peña Nieto, do PRI, e alegou fraude eleitoral. Apesar de vencedor na Presidência, o PRI não terá maioria no Congresso. (Págs. 1, 24, Míriam Leitão e editorial “PRI de cara nova”)
Granadas e explosivos na Rocinha
Uma denúncia anônima levou a polícia a encontrar ontem, enterrados na mata da Rocinha, cinco granadas, 740 projéteis de diversos calibres, três quilos de explosivos e seis metros de cordões usados para detonação. (Págs. 1 e 16)
Itamar quase saiu na crise da calcinha
Relatórios da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos revelam que a comunidade de inteligência do governo cogitou a renúncia de Itamar Franco após ele ser fotografado no carnaval de 1994 ao lado de uma modelo sem calcinha. (Págs. 1 e 9)
Reprodução assistida já gerou cinco milhões de bebês de proveta no mundo. No Brasil, eles são 300 mil (Págs. 1 e Ciência)


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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma pressionou por Venezuela, diz Uruguai
Chanceler brasileiro afirma que posições na cúpula do Mercosul foram consensuais

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, disse que o ingresso da Venezuela no Mercosul só ocorreu por causa da intervenção da presidente Dilma Rousseff.

Almagro afirmou que seu país era contrário à integração da Venezuela ao bloco. (Págs. 1 e Mundo A10)

Governo FHC suspeitou de ação terrorista no Sul do país
Documentos inéditos do serviço de inteligência do governo FHC revelam que o Brasil suspeitou da existência de atividades terroristas do Hizbollah na região da Tríplice Fronteira com a Argentina e o Paraguai.

Citam ainda o risco de Osama bin Laden atacar o país. Os relatórios contradizem a posição oficial do Brasil, que negava ter indícios da atuação terrorista. (Págs. 1 e Poder A8)

Hélio Schwartsman
Pena de morte não passa de um fóssil jurídico. (Págs. 1 e Opinião A2)
Clóvis Rossi
Ato popular ataca TV na eleição mexicana. (Págs. 1 e Mundo A12)
Demóstenes pede perdão a senadores em plenário vazio
O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) pediu perdão a seus pares ao discursar na tribuna do Senado. Para um plenário praticamente vazio, o senador disse estar incomodado com o “isolamento” desde que sua ligação com Carlinhos Cachoeira veio à tona.
Demóstenes declarou que não beneficiou Cachoeira, não recebeu recursos nem mentiu ao dizer que ignorava seus negócios. (Págs. 1 e Poder A6)

Delta obteve contrato após Cachoeira dar apoio a petista
Um vídeo gravado por Carlinhos Cachoeira sugere que o seu apoio ao prefeito de Palmas (TO), Raul Filho (PT), nas eleições de 2004 envolveu a obtenção do contrato de coleta de lixo na cidade. O petista se elegeu e, em 2005, a Delta venceu a licitação de R$ 71 milhões.
O prefeito disse que não sugeriu “troca de favores”. A Delta afirmou que os contratos são legais. (Págs. 1 e Poder A7)

Após escândalo, SP informatiza a emissão de alvarás
Envolvida em escândalo de aprovação de alvarás de obras, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) vai implantar um sistema informatizado para aprovar empreendimentos imobiliários na cidade. Também deve ser criada a Secretaria de Licenciamentos, que cuidará de todo o processo, diminuindo a burocracia. (Págs. 1 e Cotidiano C4)
Petrobras revê plano de patrocínio de projeto cultural
A Petrobras suspendeu para avaliação o processo seletivo de parte de seus projetos culturais. Anunciado em março ou abril, o programa não tem indicação de quando será lançado. Empresas que faziam a seleção foram dispensadas. A Petrobras disse que não mudou padrão de patrocínio. (Págs. 1 e Ilustrada E1)
Família de presidente do TJ-SP é alvo de bandidos
Seis homens armados tentaram roubar o carro que transportava uma irmã, uma sobrinha e a filha de quatro anos do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Ivan Sartori, anteontem à noite, na região do Sacomã, na zona sul de São Paulo.

O veículo era escoltado por PMs. Houve tiroteio. A sobrinha de Sartori foi usada como escudo humano. A irmã e a filha ficaram dentro do carro enquanto um dos ladrões tentava fugir com o veículo. Um homem foi preso no hospital de Heliópolis. Cinco fugiram. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Editoriais
Leia “Cinzas do regime”, acerca de destruição de documentos do SNI, e “Pesquisa e paranóia”, sobre projeto de lei que limita sondagens eleitorais. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: MP e polícia vão investigar fraude na Câmara de SP
Após revelar que vereadores burlaram painel, ‘Estado’ flagra troca de aparelho que marca presença

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual abriram ontem investigação para apurar fraudes no painel eletrônico da Câmara de São Paulo, reveladas pelo Estado. Serão investigados os crimes de peculato, falsidade ideológica e improbidade administrativa. Isso porque informações falsas teriam sido inseridas no painel eletrônico em nome dos vereadores. Além disso, como as faltas não eram descontadas, eles podem ter recebido ilegalmente. Se comprovadas, as irregularidades podem resultar em cassação de mandato. A Câmara também vai apurar informações de que parlamentares ausentes do plenário marcam presença em terminal instalado ao lado do elevador. Ontem, funcionários da Casa adulteraram provas da irregularidade, trocando de posição o terminal usado para assinalar nomes de vereadores fantasmas. O presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), admitiu falhas no sistema. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Encanador ganha R$ 11 mil

Dados divulgados no site da Câmara de São Paulo mostram que um encanador tem salário de R$ 11 mil e um chaveiro recebe R$ 10,9 mil por mês.
(Págs. 1 e Cidades C3)

Balança comercial tem pior semestre em dez anos
A balança comercial brasileira registrou o menor superávit dos últimos dez anos para meses de junho (de apenas US$ 807 milhões) e para primeiros semestres (US$ 7,07 bilhões). O resultado acendeu a luz amarela no governo, que já estuda novas medidas para ajudar os exportadores. O Ministério do Desenvolvimento também pode reduzir a meta de exportação do ano, que é de US$ 264 bilhões. (Págs. 1 e Economia B1)
Fotolegenda: Sem quórum
O senador Demóstenes Torres faz discurso no plenário para apenas cinco colegas: “É de peito aberto que eu volto aqui pedindo perdão pelos erros", disse ele, que até o dia 11, quando seu processo de cassação será julgado em votação secreta, pretende se defender diariamente. (Págs. 1 e Nacional A4)
Palmas firmou contratos sem licitação com a Delta
Flagrado em vídeo prometendo “oportunidades” a Carlinhos Cachoeira, em troca de doações para a campanha de 2004, o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), firmou em sua gestão seis contratos para coleta de lixo, num total de R$ 119 milhões, com a Delta. Quatro deles foram sem licitação, segundo o MP. Raul Filho nega favorecimento, mas admite que recebeu R$ 150 mil do contraventor para pagar um show. (Págs. 1 e Nacional A4)
Perillo chama relator da CPI de ‘jagunço’
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse à repórter Christiane Samarco estar sendo perseguido pelo relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG). Perillo acusa Cunha de proteger o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). Para ele, Cunha age como “jagunço a serviço de terceiros". As investigações indicam que Perillo vendeu sua casa para empresa fantasma. (Págs. 1 e Nacional A6) 
PRI governará México sem maioria no Congresso
Antes de assumir em dezembro, Enrique Peña Nieto, eleito presidente do México com 38% dos votos, terá de pôr em prática a promessa de campanha de que o Partido Revolucionário Institucional se adaptou à democracia. Segundo projeções, o PRI perderá a maioria absoluta na Câmara e não controlará o Senado, relata o enviado Rodrigo Cavalheiro. (Págs. 1 e Internacional A10)
Filha do presidente do TJ é alvo de bandidos (Págs. 1 e Cidades C4)


Uruguai não queria a Venezuela no Mercosul (Págs. 1 e Internacional A11)


Hospital São Paulo suspende cirurgias
O Hospital São Paulo - vinculado à Unifesp - suspendeu todas as cirurgias agendadas porque desde março não recebe um dos repasses do governo federal. (Págs. 1 e Vida A13)
Celso Ming
Sem sinais de bolha

Ainda não há no Brasil sinais de crise no financiamento geral nem com o segmento do crédito imobiliário parecida com a que acontece nos EUA. (Págs. 1 e Economia B2)

Tutty Vasques
Plano (do) piloto

O descuido com a altitude dos caças deixa no ar um sentido figurado: há uma forma de tirar o sossego de quem tem telhado de vidro em Brasília. (Págs. 1 e Cidades C6)

Notas & Informações
Golpe contra o Mercosul

A admissão da Venezuela é mais uma decisão vergonhosa para a diplomacia brasileira. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Interpol apura golpe da adoção europeia
A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) vai investigar o esquema por meio do qual brasileiros adultos pagam para ser adotados como forma de conseguir a cidadania europeia. A fraude, revelada pelo Correio, envolve uma conexão entre Londres, que seria o ponto de partida do golpe, e cidades do interior de Goiás. Em menos de 72 horas, o grupo criminoso consegue aliciar europeus dispostos a receber dinheiro para serem “pais" de cidadãos do Brasil. Chega a cobrar até 7,9 mil libras (cerca de R$ 25 mil). “Com base na reportagem, já solicitei aos países parceiros informações sobre requisições de cidadania por parte de brasileiros”, disse o delegado da Polícia Federal e chefe da Interpol no Brasil, Luiz Eduardo Navajas. “Cruzaremos com dados do Brasil.” (Págs. 1, 8 e 9)
Fotolegenda: E o vento levou...
...Mais de R$ 85 mil dos cofres públicos para a troca dos vidros do STF e do Palácio do Planalto, quebrados após o voo rasante de um Mirage. Com a fachada destruída, o Supremo passou por reparos ontem. O prejuízo não leva em conta estragos feitos em áreas particulares, como no salão de beleza de Antônio, no Lago Sul. A FAB informou que o caça estava a 1.100km/h e o piloto foi afastado das atividades. (Págs. 1, 21, 22 e veja no correiobraziliense.com.br os vídeos do incidente)
Máfia: Fraudadores de concurso podem ficar impunes
O Ministério Público pediu a absolvição de candidatos que compraram o gabarito de seleções à Máfia dos Concursos, desmontada sete anos atrás. A alegação é de que não há lei para enquadrar o crime cometido por eles. (Págs. 1 e 23)
Transparência: Estatais se recusam a divulgar salários
Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil aproveitam brecha na lei para não abrir o contracheque de seus servidores na internet. GDF suspenderá acesso apenas a salários de filiados ao Sindireta, que conseguiu liminar. (Págs. 1, 2 e 24)
Real - 18 anos: Dia de novidades
Marcelo nasceu em 1º de julho de 1994 e o pai quitou o parto com um cheque em real: emoção para a família Melo. (Págs. 1 e 10)
Lugo diz ao Correio que a OEA precisa expulsar o Paraguai (Págs. 1 e 16)


Espionagem a Lula continuou durante o governo Collor (Págs. 1 e 3)


UnB: Acesso pelo Enem ficará para 2013
Demora na decisão de usar a nota do exame impede a sua aplicação antes do segundo semestre do ano que vem. (Págs. 1 e 25)
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Valor Econômico

Manchete: Servidores pedem reajustes que custariam R$ 92 bilhões
Se o governo atender todas as reivindicações de aumento salarial apresentadas pelos servidores civis e militares, a despesa anual da União com o pagamento de pessoal aumentará em R$ 92,2 bilhões, segundo cálculos do Ministério do Planejamento. Do total, R$ 60 bilhões se referem às reivindicações dos servidores civis do Executivo. Os reajustes solicitados pelos militares e pelos funcionários do Judiciário, do Legislativo (incluindo o Tribunal de Contas da União) e do Ministério Público da União custarão R$ 32,3 bilhões.

O valor do acréscimo equivale a quase 50% do que será gasto com o pagamento do funcionalismo federal neste ano, de R$ 187,6 bilhões. Diversas categorias de servidores ameaçam fazer uma greve geral para obter o aumento pretendido. Alguns funcionários já estão parados, como é o caso dos professores universitários, e outros fazem "operação padrão", como os auditores da Receita Federal e do Trabalho, entre outros. (Págs. 1 e A3)

Sobe custo de captação de banco menor
Aumentaram as dificuldades dos bancos de pequeno e médio portes para captação de recursos depois da intervenção no Cruzeiro do Sul. Desde então, o fluxo no interbancário e o acesso a investidores locais estiveram praticamente parados. As operações foram retomadas somente na semana passada, mas em ritmo lento. O custo médio de captação via mercado subiu cerca de 3 pontos percentuais, superando a casa dos 110% do CDI. Com funding mais escasso e caro, os bancos médios preferem manter os recursos em caixa, garantindo nível elevado de liquidez, mas reduzindo a liberação de créditos. (Págs. 1 e C1)
Congresso quer ter maior influência em crédito extra
Já pressionado pela ameaça de aprovação de projetos de lei que elevam os gastos públicos, o Palácio do Planalto corre o risco de perder o controle total da destinação dos créditos extraordinários no Orçamento, liberados por meio das medidas provisórias (MP). Integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso iniciaram uma articulação para mudar a regra que limita a apresentação de emendas a essas MPs. Eles querem influenciar a alocação dos recursos e garantir que seus Estados sejam beneficiados, reduzindo a margem de manobra do governo federal na execução orçamentária.

A iniciativa ganhou força com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de alterar o rito de tramitação das medidas provisórias. Antes, a grande maioria dos debates sobre as MPs se dava apenas nos plenários da Câmara e do Senado. Agora, elas terão de passar pelo crivo de comissões especiais mistas antes de seguir para os plenários. (Págs. 1 e A5)

Cai o lucro das mil maiores
aturamento em alta, lucros em queda e aumento do endividamento. Esse é o retrato do desempenho das grandes companhias brasileiras em 2011. Principalmente em razão do mau desempenho da indústria, os lucros das mil maiores empresas no país tiveram no ano passado uma redução de 7,6% - de R$ 185 bilhões, em 2010, para R$ 171 bilhões. O faturamento, porém, cresceu 15,5%, para R$ 2,3 trilhões.

Esses números - os primeiros que trazem uma radiografia completa das grandes companhias em 2011, porque incluem empresas de capital aberto e fechado - fazem parte da 12ª edição do anuário "Valor 1000", que circulará em agosto, quando serão conhecidas as empresas com melhor desempenho em 25 setores da economia, sendo uma delas eleita a campeã do ano. (Págs. 1 e A16)

Fotolegenda: Busca de competitividade
Com a expectativa de ganhos tecnológicos, a processadora de cartões Cielo, presidida por Rômulo Dias, vai pagar US$ 670 milhões pela americana Merchant e-Solutions (MeS). (Págs. 1 e C5)
Governo vai lançar pacote para o setor de turismo
O governo estuda medidas para dinamizar o turismo e reduzir um déficit externo que se aproxima de US$ 15 bilhões por ano. O plano deve incluir redução da carga tributária sobre a cadeia do turismo, como hospedagem, transporte, alimentação, feira e eventos, agências de viagem e locação de veículos, criação de "zonas de tributação especial" em determinadas regiões de apelo turístico e de um "vale-hotel", que os trabalhadores formais receberiam para ser usado em hotéis na baixa temporada. A intenção é zerar o déficit dos gastos de turistas brasileiros no exterior em oito anos.

Pressionado pela presidente Dilma Rousseff e tendo como meta atrair 7,2 milhões de visitantes ao Brasil em 2015, o Ministério do Turismo abriu várias negociações para agilizar a formação de um pacote de medidas. "O Banco Central realiza um pente-fino para entender melhor os gastos dos brasileiros no exterior", disse ao Valor o ministro Gastão Vieira. Só nos primeiros cinco meses do ano, o déficit nas contas externas produzido por gastos de turistas no exterior somou US$ 6 bilhões. (Págs. 1 e A2)

Após 12 anos no poder, PT deve perder Recife
Em uma eleição tida como garantida para a Prefeitura do Recife, o PT caminha agora para a derrota. Confortavelmente instalado no comando da capital desde 2001, o partido compensava uma gestão tímida e mal avaliada, sobretudo pela classe média, com o suporte do governador Eduardo Campos (PSB), cujo acúmulo de poder político parece não ter limites.
Lançado candidato à revelia do comando petista no Estado, o atual prefeito, João da Costa (PT), começou e terminou mal seu mandato. O PT não ia mantê-lo no cargo e, com ajuda do governador e da Frente Popular - amontoado de legendas que Campos lidera -, seria simples colocar outro petista na prefeitura. João mobilizou militantes e venceu a prévia do partido, até o diretório nacional impor o senador Humberto Costa como candidato do PT. Campos viu na briga petista a chance de estender seu domínio à capital e lançou candidato próprio. Ao repelir o PT, a Frente Popular incorporou o PMDB, que até pouco tempo era a maior força de oposição a Campos no Estado. (Págs. 1 e A10)

Com Peña, o PRI tenta se reinventar
"Somos uma nova geração, não há regresso ao passado", disse Enrique Peña Nieto, ao comemorar sua eleição à Presidência do México, um poder que seu Partido Revolucionário Institucional (PRI) exerceu por 70 anos e perdeu em 2000. Foi um discurso em que ele tratou de acalmar os receios da opinião mundial de que não haverá a volta de perseguições políticas, intervenção na economia, corrupção e mandonismo, que os próprios priistas do século passado definiam como "ditadura perfeita".

Até a posse, no dia 1º de dezembro, Peña terá de convencer também os quase dois terços dos mexicanos que não votaram nele de que sua postura no cargo não será apenas a de um rapaz simpático, atlético e folgazão, mas a de um político preparado para vestir a cara de um novo PRI. Nessa fase de transição, terá de fazer o que nunca fez o seu partido: negociar com o Congresso, pois sua maioria não será absoluta nas duas Casas. (Págs. 1 e A13)

Construção reage na China e deve atenuar freada da economia (Págs. 1 e A12)


Setor manufatureiro global é atingido pela desaceleração (Págs. 1 e B9)


EUA não têm força para impulsionar a economia mundial, diz Julia Coronado, do BNP Paribas (Págs. 1 e C3)


AngloGold acelera pesquisas no país
Para se manter entre as líderes na produção de ouro no Brasil, a sul-africana AngloGold Ashanti planeja dobrar seus investimentos em pesquisa mineral, abrindo novas fronteiras de exploração no Mato Grosso e na Região Norte. (Págs. 1 e B1)
Reorganização da RBS
Eduardo Sirotsky Melzer assume hoje presidência do grupo RBS. Caberá a ele liderar a reestruturação dos negócios, que serão divididos em três empresas independentes, nas áreas de comunicação, internet e educação empresarial. (Págs. 1 e B3)
Demanda aérea segue aquecida
O Brasil teve o segundo maior crescimento na demanda por viagens aéreas domésticas em maio, de 7,2% em relação ao mesmo mês em 2011. O Japão liderou o ranking, com alta de 14,8%, segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (lata). (Págs. 1 e B5)
Carros têm venda recorde
Com a redução do IPI, as vendas de automóveis e comerciais leves superaram 340,5 mil unidades no mês passado, o melhor resultado em 18 meses e o segundo maior da história, só atrás dos 361,2 mil veículos de dezembro de 2010. (Págs. 1 e B7)
Avanço dos transgênicos
A produção de sementes transgênicas certificadas no Brasil cresceu 23% na safra 2011/12, para o recorde de 2,99 milhões de toneladas. O uso efetivo das sementes cresceu 22%, para 1,66 milhão de toneladas. (Págs. 1 e B12)
Paraná quer incentivar cafezais
Governo e entidades públicas e privadas do Paraná lançam um programa para recuperar a cafeicultura no Estado, que já foi a principal atividade econômica paranaense entre a década de 60 e meados dos anos 70, diz Walter Ferreira Lima, da Faep. (Págs. 1 e B12)
Aposta defensiva
Corretoras participantes da Carteira Valor mantêm neste mês a estratégia conservadora que deu bons resultados em junho. Sete das dez indicações estavam no portfólio anterior. A carteira subiu 6,2% no mês passado, ante queda de 0,25% do Ibovespa. (Págs. 1, D1 e D3)
STJ autoriza Juros sobre juros
Após anos de discussões, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou legal a cobrança de juros compostos em empréstimos bancários, autorizada pela MP nº 2.170, de 2000. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Delfim Netto

O governo está tomando medidas corretas para enfrentar o cenário ameaçador de um agravamento da crise europeia. (Págs. 1 e A2)

Luiz Gonzaga Belluzzo

As análises dos economistas, mesmo as de boa-fé, estão carregadas de valorações incompatíveis com o objeto investigado. (Págs. 1 e A15)

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segunda-feira, julho 02, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ZOONOSE. Vacine-se!

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''AI, O CIRCO VEM AÍ..." *



Defesa de Dirceu destaca 'autonomia' de ex-tesoureiro



Autor(es): FAUSTO MACEDO
O Estado de S. Paulo - 02/07/2012
 

Advogados do ex-ministro atacam acusação formal do MPF, que é classificada como "contraditória e desencontrada"
Às vésperas do julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) afirma que exercia "um papel meramente burocrático" naquela repartição estrategicamente situada junto ao gabinete da Presidência e atribui taxativamente ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, "autonomia para repasse de valores".
"A autonomia do secretário de Finanças para repasse de valores foi comprovada pelos testemunhos de dirigentes petistas de diversos Estados, como Rio Grande do Sul, Tocantins, Alagoas, Distrito Federal e Mato Grosso, sempre mostrando independência nas ações do tesoureiro do PT e a total ausência de interferência ou mesmo ciência de José Dirceu nestes repasses", afirmam seus advogados.
O cerne da acusação de formação de quadrilha que pesa contra Dirceu é a afirmação de que ele exercia "total comando sobre as ações dos dirigentes do PT" - Delúbio, José Genoino e Silvio Pereira. Dirceu aponta ainda para outro antigo colega de partido: "Restou provado que o presidente do PT, de direito e de fato, era mesmo o corréu José Genoino, uma pessoa de total autonomia de mando", contra-ataca a defesa, que invoca inúmeros testemunhos para derrubar o libelo contra o ex-ministro.
A versão de Dirceu para o mensalão, que ele não admite ter existido, ocupa 22 páginas da peça denominada memoriais - documento entregue terça-feira aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nele estão as alegações derradeiras do ex-ministro, a oportunidade final que lhe é conferida, como a qualquer réu, para rechaçar a denúncia que o acusa por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Dois prestigiados criminalistas de São Paulo, José Luís Oliveira Lima e Rodrigo Dall"Acqua, subscrevem e dão formatação jurídica aos argumentos do ex-ministro. Eles miram enfaticamente a peça acusatória do chefe do Ministério Público Federal. É o mais pesado ataque já desferido à Procuradoria nos autos do Mensalão.
Influente. Em suas alegações finais, a Procuradoria-Geral destaca que "a força do réu (Dirceu) é tão grande que, mesmo depois de recebida acusação por formação de quadrilha e corrupção ativa pelo pleno do STF, delitos graves, ele continua extremamente influente dentro do PT."
Os dois advogados classificam a denúncia de "desencontrada e contraditória", "gritante omissão", "pífio argumento", "inércia acusatória", "imaginada compra de votos". "É nítido que o MP chegou ao final desta ação penal sem uma única prova válida".
"Como consequência da atuação independente da tesouraria", ressalta a defesa, "inúmeros membros do PT, inclusive integrantes do diretório e da executiva, testemunharam que desconheciam os empréstimos juntos aos bancos BMG, Rural e empresas de Marcos Valério, bem como não tinham ciência dos repasses citados na denúncia."
Sobre Delúbio, afirmam que "também não era subordinado a José Dirceu, assumindo a secretaria de Finanças (do PT) por meio de escolha da base partidária". Ele exercia "funções de grande amplitude e relevo", como " prestar contas, contratar, demitir, pagar as contas".
"Todas as provas corroboram integralmente as declarações do próprio Delúbio Soares, que sempre negou ter agido sob qualquer espécie de influência de José Dirceu, afirmando que este nem sequer tinha conhecimento de suas atividades financeiras", argumentam os criminalistas.
Constata-se ainda, acrescenta, "que o secretário de Finanças do PT cotidianamente deliberava com autonomia sobre obtenção e repasse de recursos, fulminando a tese acusatória de que Delúbio "estava sujeito às determinações de José Dirceu"".
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(*) O CIRCO VEM AÍ (Aracy de Almeida).
''Ai, o circo vem aí,
Quem chora tem que rir,
Com tanta palhaçada,Tem hindu que come fogo,
Faquir que come prego,
Mulher que engole espada. (bis)
Tá na hora,
Hora bota o palhaço pra fora. (bis)''.
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O MUNDO DE PINÓCHIO

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A cultura da mentira

Autor(es): Rubem Azevedo Lima
Correio Braziliense - 02/07/2012

Maluf disse que ele, perto de Lula, é comunista. Acontece que nem ele nem Maluf são comunistas. Ambos, porém, cultuam a mentira política. São daqueles que prometem mundos e fundos para agradar os eleitores. No caso, para se mostrar menos conservador, Maluf disse o que disse.
Por sua vez, Lula, nas manifestações políticas iniciais, foi menos audacioso em suas ações, no PT, a ponto de o general Golbery apoiar, na moita, a criação desse partido, como contraponto ao comunismo no Brasil.
Na primeira eleição presidencial que Lula disputou, pelo PT, contra FHC, suas considerações ideológicas não assustaram o status quo pós-regime militar. Eleito FHC, Lula liderou a reação petista contra a reforma da Previdência Social desse governo, para cobrar impostos dos aposentados. O Congresso rejeitou a iniciativa governamental.
Eleito Lula presidente da República, o que primeiro ele fez foi aprovar o desconto de 11,5% das pensões previdenciárias. Assim era Lula. Até o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que apoiara a candidatura presidencial de Lula, não resistiu. Nos programas partidários do PDT, pela tevê, ele condenou Lula por ter punido os "velhinhos e as velhinhas da Previdência".
Tais episódios aconteceram quando o PT, na oposição, agia sempre na linha do programa partidário, opondo-se a políticos como Maluf e outros, em São Paulo, berço do PT.
Os programas de Maluf sempre foram seus interesses políticos, o que levou o povo paulista a transformar seu nome em verbo, com péssima significação. Um pouco do sentido popular desse fato, queiram ou não queiram os petistas, começa a tisnar a imagem até então invulnerável, de super-homem moral de Lula, criador de despesas incríveis em seu governo, como revelou Sardenberg em O Globo de 28 de junho, uma devastação de recursos, de vários bilhões de reais.
Por isso, devia caber a qualquer escudeiro de Lula, como Grilo, escudeiro do Jacinto, de Eça de Queirós, que resumiu: "Sua Excelência brotou: Lula, perdão, Jacinto, não é mais Jacinto, ponto final".
O povão que se acostume a mudanças dele, ao aliar-se a Maluf, desdenhando, de vez, o passado do PT, os petistas honrados e seus fiéis fichas limpas, não os sujos, que hoje talvez aceitem o novo Lula.
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FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL [?]

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''Serra será a parte fácil'', afirma petista

Autor(es): Luciano Máximo
Valor Econômico - 02/07/2012
 

Depois da formalização da candidatura de Fernando Haddad pelo PT no fim de semana, o coordenador da campanha petista à prefeitura de São Paulo, vereador Antônio Donato, disse ao Valor que o enfrentamento com o adversário José Serra (PSDB) "será a parte fácil" da primeira disputa eleitoral da vida de Haddad e que o maior desafio é tornar o ex-ministro da Educação mais conhecido pela população paulistana. Donato argumentou que o tucano tem índice de rejeição alto, de 35%, e atingiu "um teto" nas intenções de voto de 30%".
"Na eleição presidencial de 2010, o Serra ganhou da presidenta Dilma Rousseff na capital paulista com mais de 40% de votos. Nos últimos seis meses, desde as primeiras pesquisas para a prefeitura, ele não consegue passar o teto de 30% dos votos. Enfrentar Serra vai ser a parte fácil da nossa campanha, ele tem alta rejeição, é um personagem totalmente desgastado", afirmou Donato, durante a convenção que homologou a candidatura de Haddad, no sábado.
O vereador acrescentou que a imagem do tucano também é bastante associada à do prefeito Gilberto Kassab (PSD). "Oitenta por cento da população querem mudança na cidade, avaliam mal a gestão de Kassab. É aí que Serra tem mais a perder e é aí que vamos trabalhar, com o desafio de tornar o Haddad mais conhecido. Pesquisas mostram que ele é desconhecido por 49% dos paulistanos e do total de pessoas que o conhecem, apenas 9% o conhece muito bem."
O maior perigo poderia ser então Celso Russomanno (PRB), que tem subido nas pesquisas e ocupa o segundo lugar com 24% das intenções de voto. Mas Donato também minimizou as chances do apresentador de TV, mesmo depois de o PRB ter fechado aliança com o PTB na reta final. A legenda era disputada por tucanos e petistas e a adesão vai elevar o tempo de propaganda da coligação de Russomanno a mais de dois minutos. O vice da chapa será o petebista Luiz Flávio D"Urso, que desistiu de candidatura própria.
O coordenador petista acredita que a campanha de Russomano deva se desidratar. "A explicação é que ele deixará de ter a mesma exposição que vinha tendo nos programas populares na televisão aberta", disse Donato.
A coligação de Russomanno conta com seis siglas (PRB-PTdoB-PTN-PHS-PRP-PTB), mas a maioria delas tem pouco peso eleitoral. A aliança de José Serra (PSDB-PSD-DEM-PR-PV) terá o maior tempo de TV, 7min42s, graças à vitória no PSD, na quinta-feira, no Supremo Tribunal Eleitoral. A sigla criada pelo prefeito Gilberto Kassab terá direito ao tempo no rádio e TV proporcional ao tamanho da bancada de 52 deputados federais que a fundaram. O critério vigente é a bancada eleita na última eleição (2010) quando o PSD não existia, mas sete dos 11 ministros foram favoráveis à causa. Com o segundo maior tempo de TV da coligação, Kassab se cacifou para indicar um nome de sua confiança para vice, o ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD). O tempo de Haddad (PT-PCdoB-PSB-PP) será um pouco menor e está estimado em 7min30s.

MESADÃO QUALIFICADO


STF VAI CARACTERIZAR CRIMES ECONÔMICOS NO MENSALÃO



MENSALÃO DEFINIRÁ CRIMES FINANCEIROS
Autor(es): Juliano Basile e Maíra Magro
Valor Econômico - 02/07/2012

O processo do mensalão terá repercussões importantes que ultrapassam a esfera política. No julgamento, marcado para começar em 2 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) definirá o que pode ou não ser qualificado como lavagem de dinheiro, com implicações diretas na atividade de bancos e empresas no país.
Os ministros vão dizer em quais condições diretores e presidentes de instituições financeiras podem ser considerados culpados por lavagem. Eles também vão esclarecer até que ponto uma pessoa tem de estar ciente da origem ilícita do dinheiro para ser condenada. Outra decisão envolverá quais condutas devem ser reconhecidas como criminosas antes que seja identificada a lavagem.


O processo do mensalão terá repercussões importantes que ultrapassam a esfera política. No julgamento, marcado para começar em 2 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) definirá o que pode ou não ser qualificado como lavagem de dinheiro, com implicações diretas na atividade de bancos e empresas do país. Os ministros vão dizer em quais condições os diretores e presidentes de instituições financeiras podem ser considerados culpados por lavagem. Eles também vão esclarecer até que ponto uma pessoa tem que estar ciente da origem ilícita do dinheiro para ser condenada. Outra decisão envolverá quais condutas devem ser reconhecidas como criminosas antes que seja identificada a lavagem.
"O STF vai decidir quem é o responsável pelo crime de lavagem, e essa definição terá impacto direto para os bancos, bem como para corretoras de valores", diz o criminalista Pierpaolo Bottini, que defende o ex-deputado Professor Luizinho, do PT, um dos denunciados no caso. Como a acusação envolve uma série de condutas diferentes, será preciso esclarecer quais delas estão inseridas no conceito de lavagem e quem pode ser declarado culpado: quem fez os saques na boca do caixa, os políticos que pediram a verba aos bancos, os dirigentes das instituições financeiras que não teriam fiscalizado o procedimento?
Um dos motivos que levam o julgamento do mensalão a ter resultado imprevisível é que o STF não costuma analisar processos criminais desde o começo, inclusive aqueles envolvendo lavagem de dinheiro.
"O Supremo nunca enfrentou o assunto tão frontalmente. São pouquíssimos acórdãos sobre lavagem de dinheiro", diz o advogado Luciano Feldens, que defende o publicitário Duda Mendonça. "É difícil chegar esse tipo de delito no STF porque, a rigor, é uma Corte Constitucional", aponta João Gomes, advogado do ex-deputado Paulo Rocha, do PT, outro acusado.
Em geral, questões criminais são levadas ao Supremo em habeas corpus, mas a maioria deles é analisada pelas turmas, onde votam cinco ministros, e não no plenário, onde votam os onze integrantes do Supremo Tribunal Federal. "O habeas corpus é um remédio para sanar alguma ilegalidade e, nesses julgamentos, não se costuma fazer um mergulho profundo na prova", diz João Gomes.
No mensalão, isso será diferente. O foro privilegiado de alguns dos acusados levou o caso diretamente ao Supremo, sem passar pela 1ª instância. Assim, além de verificar as provas contra cada um dos 38 réus, os ministros terão que analisar a fundo questões teóricas de direito penal que são novas na Corte.
Em relação ao crime de lavagem, os ministros vão discutir se o beneficiário de um saque tinha que saber previamente da origem do dinheiro para ser considerado culpado, e quais as evidências necessárias para provar isso. É o caso de réus que sacaram dinheiro de contas dos bancos Rural e BMG, justificando que era verba para campanha, como os deputados Paulo Rocha e Professor Luizinho. O Ministério Público chegou à conclusão de que essas verbas vinham do "valerioduto". Agora, caberá ao STF dizer se esses réus e os diretores do banco devem ser condenados.
"O Rural tem convicção de que o banco e seus executivos à época cumpriram as regras e a legislação vigentes", informou o Rural em nota. O banco enfatizou que informou ao BC e ao Coaf sobre "todas as transações ocorridas no período e passíveis de comunicação" e que mesmo não tendo a obrigação de identificar as pessoas que fizeram os saques, manteve as informações em seu sistema e apresentou-as às autoridades.
Uma das discussões mais importantes é a do chamado dolo eventual na lavagem de dinheiro. A lei não admite a lavagem com culpa - quando uma pessoa não tem certeza de que está infringindo a lei. Na lavagem, é preciso que haja dolo, ou seja, crime cometido com conhecimento prévio. A dúvida diz respeito ao meio termo, o chamado dolo eventual, nos casos em que a pessoa sabia que havia algo suspeito e mesmo assim agiu em desacordo com a lei. É o caso da mãe de um traficante que recebe dinheiro do filho e compra uma casa. Ela não tinha certeza absoluta de que o dinheiro era ilícito, mas podia supor isso. Ela deve ser condenada?
O STF terá de responder questões semelhantes no mensalão. "Qual é o nível de consciência necessário em relação ao crime anterior?", exemplifica Feldens. No caso de Duda Mendonça, a Corte também terá que definir se alguém que recebe dinheiro no exterior por serviço prestado regularmente (no caso, a campanha do PT em 2002) lavou dinheiro ou não. O entendimento poderá afetar não apenas empresas, mas também advogados que recebem dinheiro de clientes sem verificar a procedência.
Outra definição relevante diz respeito ao crime antecedente. Como a lavagem é a ocultação ou dissimulação de valores provenientes de outros crimes, é preciso identificar quais são eles. A Lei de Lavagem (nº 9.613) traz uma lista controversa de oito antecedentes - entre eles, tráfico de drogas, terrorismo, crimes contra a administração pública, o Sistema Financeiro Nacional e praticados por organização financeira. Essa regra será alterada em breve com a edição de uma nova Lei de Lavagem, que foi aprovada pelo Congresso.
Mas, no caso do mensalão, o STF terá que se posicionar sobre os antecedentes segundo a lei atual. Uma das principais polêmicas envolve o "crime praticado por organização criminosa". Na denúncia do mensalão, ao mencionar a lavagem, a Procuradoria-Geral da República teve que identificar os crimes antecedentes. Para diversos réus, foi descrita a participação em uma "organização criminosa".
Acontece que, ao analisar recentemente um habeas corpus dos fundadores da Igreja Renascer em Cristo, a 1ª Turma do STF entendeu que não existe na legislação brasileira a figura da "organização criminosa". Com isso, a ação penal perdeu sentido e foi encerrada. No caso, os líderes da igreja Estevan Hernandes Filho e Sonia Hernandes eram acusados de praticar lavagem através da entidade religiosa que arrecadava dinheiro dos fiéis. Cinco ministros da 1ª Turma participaram do julgamento e absolveram os réus.
Agora, o plenário do STF terá que se posicionar sobre o mesmo assunto no mensalão. "A acusação por lavagem no processo está amparada em um tripé de crimes antecedentes: o peculato, a gestão fraudulenta de instituição financeira e o crime praticado por organização criminosa", diz Feldens. A defesa tentará anular parte da acusação com o mesmo argumento do caso Renascer.
Além de lavagem, o mensalão definirá precedentes sobre os crimes de corrupção e gestão fraudulenta de bancos. No caso de corrupção, é preciso demonstrar claramente que quem recebeu dinheiro deu algo em contrapartida? E para condenar bancos deve-se mostrar que eles provocaram abalos no sistema financeiro? São algumas questões que o STF vai responder no mensalão, orientando bancos e empresas.

DESIGUALDADE, DESUMANIDADE, IMPUNIDADE



Salário federal tem diferença de até 580%



Desigualdade no contracheque
Autor(es): agência o globo:Paulo Celso Pereira
O Globo - 02/07/2012
 
Discrepância de salários entre carreiras do funcionalismo federal pode chegar a 580%
 A divulgação dos salários de todos os servidores públicos do Executivo federal, que começou nesta semana por força da Lei de Acesso à Informação, revelou o tamanho da discrepância entre as remunerações de diferentes áreas. Embora em toda campanha eleitoral candidatos apregoem nos palanques que ensino e saúde são prioridades do país, isso não se reflete na estrutura salarial do funcionalismo federal. Entre as carreiras de nível superior, ninguém recebe tão pouco quanto professores e médicos. As diferenças chegam a 580% quando se compara o salário inicial de um professor auxiliar universitário ou de escolas técnicas em início de carreira, com 40 horas semanais, com o de um advogado da União com mesma carga horária: o primeiro começa com R$ 2,2 mil; o segundo, com R$ 14.970. Essa discrepância na folha de pagamento federal é um reflexo do que já se verifica na iniciativa privada.
Esse mesmo advogado chega ao setor público ganhando 368% a mais que um médico federal de início de carreira, que tem salário de R$ 3,2 mil. O GLOBO fez levantamento dos salários de todas as carreiras de nível superior do serviço público federal - do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Na elite do Executivo estão carreiras como delegado da Polícia Federal, perito criminal, advogado da União, procurador federal, auditor fiscal da Receita e diplomata. Todos têm salários iniciais a partir de R$ 13 mil e no fim da carreira os vencimentos passam dos R$ 18 mil, isso sem contar gratificações.
O levantamento dessas discrepâncias salariais dentro da área pública dá continuidade à reportagem de ontem do GLOBO que mostrou que funcionários do setor público ganham, em média e por hora trabalhada, mais que os do setor privado formal em 87,8% das ocupações. Levantamento feito pelo jornal, a partir do Censo 2010, sinaliza que , em 338 empregos em que foi possível comparar as duas áreas, em 297 o serviço público pagava melhor.
Um professor de universidades ou de escolas federais, como Cefet e Pedro II (Rio), que trabalhe 40 horas por semana, recebe salário inicial de R$ 2.215,54 e no fim da carreira, com cursos de doutorado, pode chegar a R$ 5.918,95. Caso tenha dedicação exclusiva à universidade ou à escola federal, seus vencimentos começam em R$ 2.872,85 e podem chegar ao fim da carreira, após doutorado, a R$ 12.225,25.
Situação semelhante é vivida pelo médico federal. De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, o médico que trabalhe 40 horas semanais ingressa na carreira recebendo R$ 3.225,42 e chega no fim da carreira com R$ 5.650, fora as gratificações.
Em termos salariais, "o Senado é o céu"
Bem próximo deles na rabeira dos salários do funcionalismo está outra carreira vista como decisiva para o futuro do país, a de pesquisador. Os tecnologistas e analistas em gestão de pesquisa em Ciência e Tecnologia recebem salários iniciais de R$ 4.549,63 e no fim da carreira, com doutorado completo, podem chegar a R$ 14.175,82.
Se a diferença dentro do Executivo já impressiona, quando se comparam esses salários com os dos outros poderes, ela se torna aterradora. Salários de nível superior na Câmara começam em R$ 11.914,88 e chegam a R$ 17,352,53 para especialistas em técnica legislativa, analistas de informática, consultores, jornalistas e taquígrafos.
Mas, como já dizia Darcy Ribeiro, o Senado é o céu. Lá, os concursados de nível médio, como policiais legislativos, ingressam no serviço público recebendo R$ 13.833,64. Já os salários de nível superior, voltados a analistas legislativos, gestores, médicos e jornalistas, começam em R$ 18.440,64 e chegam a R$ 20.900,13 no fim da carreira.
O topo da burocracia nacional, no entanto, são os advogados e consultores do Senado. O salário inicial dessas carreiras é de R$ 23.826,57 e chega a R$ 25.003,21. Esses vencimentos batem os da elite do Poder Judiciário, onde os juízes concursados ingressam com vencimentos de R$ 21.766,15 e, quando chegam a juiz de tribunal regional, alcançam R$ 24.117,62. Sempre sem considerar as gratificações, horas extras e outras comissões por títulos e/ou funções.
Para a economista Margarida Gutierrez, da Coppead/UFRJ, há um exagero nos valores pagos a boa parte do funcionalismo do país.
- Os salários do setor público federal não são condizentes com a situação do país. São maiores que os pagos nos Estados Unidos e na Europa. Somos um país pobre - explicou a professora.
Ela vê na disparidade salarial uma demonstração das prioridades governamentais, ressaltando que, nos últimos quatro anos, o governo reajustou quase todas as carreiras, mas os professores ficaram fora:
- O professor está totalmente defasado, apesar de o serviço federal no país ser exorbitantemente bem pago. Isso mostra que o governo não tem o menor interesse em promover educação.
O Ministério da Educação reconhece que o salário dos professores universitários é mesmo baixo, como também o dos da educação básica. Assessores envolvidos na discussão ressaltam que o governo cumpriu acordo com os sindicatos dos professores, feito ano passado, de dar aumento de 4% em março último, mais a incorporação das gratificações. E que há um compromisso de até o mês que vem encaminhar o plano de carreira dos professores.

... E QUANTO É QUE EU LEVO NISSO? *



DELÚBIO DEVE LEVAR CULPA POR CAIXA 2

"NÚCLEO CENTRAL" DO MENSALÃO COMBINA E DELÚBIO VAI ASSUMIR CULPA POR CAIXA 2

Autor(es): JOÃO DOMINGOS , CHRISTIANE SAMARCO
O Estado de S. Paulo - 02/07/2012
 

Acusados combinam estratégia de defesa com o ex-tesoureiro petista para o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal
A um mês do início do julgamento do mensalão do Supremo Tribunal Federal, o "núcleo central da quadrilha", conforme definição do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, combinou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares assumirá que partiu somente dele a iniciativa de formar o caixa 2 para o financiamento de partidos e parlamentares que se coligaram com os petistas nas eleições de 2002 e 2004. Nesse núcleo, segundo o ex-procurador-geral, estavam Delúbio, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-deputado José Genoino e o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, que, após acordo, já cumpriu pena alternativa de serviços comunitários.

A um mês do início do julgamento do mensalão, o "núcleo central da quadrilha", conforme definição do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, combinou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares vai assumir que partiu somente dele a iniciativa de formar o caixa 2 para o financiamento de partidos e parlamentares que se coligaram com os petistas nas eleições de 2002 e 2004.
Esse núcleo central, segundo o procurador, era formado por Delúbio, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-deputado José Genoino e o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira. Este último fez acordo com o Ministério Público e já cumpriu pena alternativa de 750 horas de serviços comunitários.
O "núcleo central da quadrilha" foi citado 24 vezes por Souza na peça que pediu a condenação dos envolvidos por crimes como formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato.
Ao afirmar que foi atrás do dinheiro que resultou no caixa 2 sem pedir a autorização a ninguém, Delúbio fará mais do que manter o silêncio sobre o escândalo. Ele abrirá o caminho para que José Dirceu possa reafirmar, no Supremo Tribunal Federal (STF), que estava afastado do partido, não acompanhava as finanças petistas e que não há no processo uma única testemunha ou ato que o incrimine.
José Genoino, que era o presidente do partido, pretende reafirmar que a presença de seu nome apareceu em dois empréstimos feitos pelo PT nos bancos Rural e BMG, isso ocorreu por mera formalidade do cargo. Na condição de presidente, deveria dar o OK a tal tipo de operação.
Na denúncia, Genoino é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa, como Delúbio e Dirceu. A diferença entre eles é que Dirceu foi chamado, na peça, de "chefe da quadrilha".
Estresse. O acerto feito por Dirceu, Genoino e Delúbio chegou a causar um estresse entre os seus advogados. De acordo com informações de bastidores, Arnaldo Malheiros Filho, que defende Delúbio, discorda da estratégia - a seu ver, ela vai incriminar seu cliente e facilitar a vida dos outros dois. "É claro que esse assunto do pagamento da conta dos partidos que se aliaram ao PT foi discutido pela Executiva Nacional da legenda", disse Malheiros Filho ao Estado. "Delúbio não fez nada sozinho."
Malheiros Filho contesta os argumentos do procurador-geral, baseados no relato da CPI dos Correios. Segundo a comissão, do início do governo Lula a 2005 foi montado um esquema de corrupção baseado na irrigação de empresas de Marcos Valério de Sousa, que obteria contratos vantajosos do governo e do PT em troca de devolver ao partido grandes quantias em dinheiro. O PT usaria tais recursos para distribuir a parlamentares de partidos aliados para que apoiassem projetos do governo.
"Que o Delúbio distribuiu dinheiro, distribuiu. Mas foi para pagar os gastos de partidos aliados e não para comprar parlamentares. E tudo com pleno conhecimento da cúpula do partido", reafirmou o advogado. "No mundo todo, compram-se aliados de forma diferente, oferecendo-lhes cargos e não dinheiro, como se fala na acusação."
"Peça de ficção". Já o advogado José Luiz de Oliveira Lima, que defende José Dirceu, afirmou que o ex-ministro não tinha a mínima ideia do que ocorria no PT, pois estava envolvido com as atividades de governo. "Essa denúncia do procurador-geral é a mais fantástica peça de ficção. É a maior irresponsabilidade que já vi uma autoridade cometer em meus 22 anos de carreira", diz ele. "Não há uma única testemunha que fale de mensalão, a não ser o ex-deputado Roberto Jefferson, cassado por mentir ao Congresso".
Por sua vez, o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende José Genoino, afirmou que o ex-presidente do PT vai permanecer em Brasília, onde trabalha como assessor do Ministério da Defesa. "Ele continuará a levar uma vida normal. Não vai alterar a agenda", avisa Pacheco.
Segundo ele, Genoino não tem nada a ver com a movimentação financeira feita por Delúbio. "Como presidente do partido, Genoino cuidava da relação do PT com a bancada no Congresso, os entendimentos com a base aliada e os movimentos sociais. Nunca tratava de assuntos que pudessem envolver o financiamento de coligações".
Para o advogado, em 2002, quando foi acertado que o PT financiaria o PR, Genoino estava envolvido na disputa pelo governo de São Paulo, eleição que perdeu para o tucano Geraldo Alckmin. "Depois, toda a cúpula e a militância do partido sabiam que o PT entrou numa crise financeira. Foi por isso que o Diretório Nacional delegou ao Delúbio a resolução do problema, como tesoureiro, e coube ao Delúbio resolver isso. Quem tem que responder por isso é o Delúbio", disse o advogado, adiantando a linha de defesa que sustentará no Supremo, durante o julgamento do mensalão.
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(*) Bordão do personagem televisivo (Mendigo) de Moacyr Franco.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


02 de julho de 2012
O Globo

Manchete: Governo dá incentivo fiscal, mas empresa contrata menos
Setores abriram mais vagas antes de receber estímulos oficiais

Apesar de terem recebido incentivos do governo, como redução do IPI e desoneração da folha de pessoal, diversos setores reduziram o ritmo de contratações de funcionários este ano. A indústria de automóveis, por exemplo, abriu só 1.197 novos postos de trabalho entre janeiro e maio, número 74% menor que o registrado no mesmo período de 2011. Já no segmento de confecções, o saldo entre contratações e demissões caiu 61%. Analistas dizem que esses setores poderiam estar pior se não fossem os incentivos, mas questionam a eficácia desse modelo. (Págs. 1 e 17)
Paisagem carioca é Patrimônio Mundial
Inédito, titulo para o Rio foi aprovado por unanimidade em decisão da Unesco

O Rio tornou-se ontem a primeira cidade a receber o título de Patrimônio Mundial, na categoria paisagem cultural. A decisão foi anunciada em São Petersburgo, na Rússia, em reunião da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A boa notícia para a imagem do Rio exigirá das autoridades investimentos em manutenção e conservação dos principais cartões-postais da cidade. (Págs. 1, 11 e 13)

Inaugurada primeira fase do novo Porto

Entre as obras entregues ontem pelo prefeito Eduardo Paes está a reurbanização de 24 ruas da Gamboa, da Saúde e do Morro da Conceição, além da recuperação do Cais do Valongo. A revitalização do Porto deve ser concluída em 2016. (Págs. 1 e 16)
Petrobras nega revisão geral de patrocínios (Págs. 1 e 20)

Boca de urna dá vitória a PRI no México
Pesquisas de boca de uma indicam que o candidato Enrique Peña Nieto deve levar o Partido Revolucionário Institucional de volta à Presidência do México após 12 anos fora do poder. (Págs. 1 e 23)
Salário federal tem diferença de até 580%
A folha de pagamento de servidores federais revela que a diferença salarial pode chegar a 580%: um professor universitário auxiliar começa ganhando R$ 2,2 mil; um advogado, R$ 14,9 mil. (Págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: PRI retorna ao poder no México, diz boca de urna
Segundo pesquisa, Peña Nieto teve 42% dos votos, contra 31% de esquerdista

Pesquisa de boca de urna indica que o candidato do PRI (Partido Revolucionário Institucional), Enrique Peña Nieto, venceu a eleição presidencial no México com 42% dos votos. O candidato do esquerdista PRD, Andrés López Obrador, obteve 31%, e a governista Josefina Vázquez (PAN) ficou com 24%.

Se confirmada, a vitória levará de volta à Presidência a sigla que governou o país por 71 anos (1929-2000). (Págs. 1 e Mundo A9)

Clóvis Rossi

Desafio de Peña Nieto é evitar que o México se transforme num narcoestado. (Págs. 1 e Mundo A9)
SNI destruiu 19 mil papéis confidenciais na ditadura
Relatórios liberados para consulta no Arquivo Nacional revelam que em 1981, durante o governo João Figueiredo, o extinto Serviço Nacional de Informações destruiu 19,4 mil documentos secretos feitos na ditadura militar (1964-1985). Sumiram papéis sobre Leonel Brizola, dom Hélder Câmara e os poetas Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto, todos já mortos. (Págs. 1 e Poder A4)
Maravilha de cenário
A cidade do Rio passa a ser o 19° Patrimônio da Humanidade localizado no Brasil. O título foi concedido ontem pela Unesco em São Petersburgo, Rússia.

Trata-se da primeira metrópole a receber a distinção na categoria Paisagem Cultural, até então vinculada a regiões rurais. (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Bancos cobram até R$ 1.900 de quem usa FGTS em imóvel (Págs. 1 e Mercado B1)

Federais em SP não conseguem atrair professor
Levantamento mostra que 1 em cada 4 concursos para docentes nas universidades federais em SP acaba sem aprovados. Ou não há inscritos ou os candidatos não atingem o patamar exigido. Em greve, professores da rede federal dizem que isso reflete os baixos salários. Para reitores, há escassez de doutores no país. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Escolas precisam ter a eficiência do setor privado, diz Viviane Senna (Págs. 1 e Entrevista da 2ª, A12)

Fotolegenda: Janela indiscreta
Fachada do Supremo com vidros quebrados; o dano foi causado pelo voo rasante de dois caças da FAB na praça dos Três Poderes, em Brasília. (Págs. 1 e Poder A6)


Editoriais
Leia “Realismo petroleiro”, acerca de correção de rumos na Petrobras, e “O poder de investigar”, sobre prerrogativas do Ministério Público. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Delúbio deve levar culpa por caixa 2
Acusados combinam estratégia de defesa com o ex-tesoureiro petista para o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal

A um mês do início do julgamento do mensalão do Supremo Tribunal Federal, o “núcleo central da quadrilha”, conforme definição do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, combinou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares assumirá que partiu somente dele a iniciativa de formar o caixa 2 para o financiamento de partidos e parlamentares que se coligaram com os petistas nas eleições de 2002 e 2004. Nesse núcleo, segundo o ex-procurador-geral, estavam Delúbio, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-deputado José Genoino e o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, que, após acordo, já cumpriu pena alternativa de serviços comunitários. (Págs. 1 e Nacional A4)
Dirceu cita ‘autonomia’

Em sua defesa, o ex-ministro José Dirceu vai atribuir taxativamente ao ex-tesoureiro Delúbio Soares “autonomia para repasse de valores”. Também dirá que José Genoino, então presidente do PT, era uma pessoa de “total autonomia de mando". (Págs. 1 e Nacional A4)
Vereadores fraudam presença na internet
As distorções na presença dos vereadores na Câmara de São Paulo, mostradas ontem pelo Estado, se repetem no site da Casa. Lá, vereadores faltosos aparecem como se tivessem comparecido às sessões. Nas últimas três semanas, a reportagem flagrou distorções nos registros. A diferença é sempre positiva, ou seja, quem não tem o nome assinalado durante a sessão recebe o benefício depois, e fica livre do desconto de R$ 465 na folha. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)

Controle deve ser aprimorado

José Police Neto (PSD), presidente da Câmara, diz que mudará sistema. (Págs. 1 e C3)
Fotolegenda: Prejuízo no STF
Prédio do Supremo Tribunal Federal com os vidros quebrados: fachada foi destruída quando dois caças Mirage 2000 fizeram um sobrevoo rasante sobre a Praça dos Três Poderes, na cerimônia de troca da bandeira. (Págs. 1 e Nacional A4)
Transporte não avança, um ano após "faxina"
Um ano após a “faxina”, a área de transportes do governo ainda tem dificuldades para investir. “São R$ 15 bilhões de problemas para gerenciar”, disse o general Jorge Fraxe, que assumiu o Dnit, pivô dos “malfeitos”. Já a direção da estatal ferroviária Valec fala de “trapalhadas” do passado. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Mexicanos vão às urnas sob forte esquema de segurança
Os mexicanos fizeram longas filas ontem, sob forte segurança, para votar na eleição que definiria se o PRI voltaria ao poder 12 anos após um regime de mais de sete décadas, relata Rodrigo Cavalheiro. (Págs. 1 e Internacional A8)
Carlos Alberto Sardenberg
Na Justiça Eleitoral cola

Se as contas dizem que o candidato roubou, não tem nada de mais. Roubou, mas declarou? Está limpo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
As investidas da tigrada

Parcelas da base aliada pouco se importam com os efeitos das “aventuras fiscais” que promovem. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Adoção falsa legaliza brasileiros na Europa
Nova fraude para conseguir cidadania europeia. O esquema é simples: brasileiros maiores de idade que moram ilegalmente no exterior “compram”, por até 15 mil euros, pais na Inglaterra ou em Portugal. O processo de adoção é realizado em cartórios de Goiás. Tudo feito por procuração. O Correio identificou pelo menos 75 ações dessa natureza, ajuizadas entre 2011 e 2012, em 10 cidades goianas. (Págs. 1, 6 e 7)
O susto que veio do céu
Mirage da FAB excede velocidade durante um voo rasante e faz com que o deslocamento do ar quebre janelas do STF e do Palácio Planalto. As pessoas que assistiram à cerimônia da troca da bandeira levaram o maior susto, mas ninguém ficou ferido. A Aeronáutica investiga acidente e informa que arcará com os prejuízos. Leitores do Correio relatam o episódio. (Págs. 1, 19 a 21 e veja no correiobraziliense.com.br, vídeos do incidente)
Real - 18 anos: Custo de vida ainda preocupa
Por meio de contratos com setores como telefonia e energia elétrica, governo tenta segurar a inflação, que está em 305,9% desde a implantação do Plano Real. (Págs. 1, 9 e 10)
“Droga da obediência” vira febre no Brasil (Págs. 1 e 17)

Viva o Rio
A Cidade Maravilhosa é agora Patrimônio Mundial, como paisagem cultural urbana. (Págs. 1 e 8)
“Tesoureira” Dilma era monitorada (Págs. 1 e 2)

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Valor Econômico

Manchete: STF vai caracterizar crimes econômicos no mensalão
O processo do mensalão terá repercussões importantes que ultrapassam a esfera política. No julgamento, marcado para começar em 2 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) definirá o que pode ou não ser qualificado como lavagem de dinheiro, com implicações diretas na atividade de bancos e empresas no país.

Os ministros vão dizer em quais condições diretores e presidentes de instituições financeiras podem ser considerados culpados por lavagem. Eles também vão esclarecer até que ponto uma pessoa tem de estar ciente da origem ilícita do dinheiro para ser condenada. Outra decisão envolverá quais condutas devem ser reconhecidas como criminosas antes que seja identificada a lavagem. (Págs. 1 e A7)
Tesouro explica política fiscal firme na crise
O governo quer que o Brasil saia da atual crise econômica internacional com uma mudança na estrutura de preços da economia — juros e câmbio, principalmente. Para isso, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, considera fundamental manter uma política fiscal que tenha credibilidade e não desperte dúvidas do mercado. Ao Valor, ele disse que ma crise de 2008/2009, o governo adotou medidas mais voltadas ao crédito. Desta vez, o governo cuidou, desde o início, da parte fiscal, justamente para evitar que o crédito externo “secasse”. “Para muitas empresas, a possibilidade de fazer captações externas é fundamental”. Augustin disse que o governo está preocupado com alguns projetos que tramitam no Congresso, pois eles elevam muito os gastos públicos. (Págs. 1 e A14)
Bunge investe US$ 350 mi em moinhos
A Bunge, uma das maiores empresas do agronegócio mundial, está prestes a incrementar de maneira significativa sua capacidade de moagem de trigo no Brasil. O grupo acaba de aprovar a construção de três moinhos no país, um no Rio e dois no Nordeste. O investimento ê de US$ 350 milhões, informou ao Valor na quinta-feira o vice-presidente de alimentos e ingredientes da Bunge Brasil, Gilberto Tomazoni. Esse é o maior investimento da empresa no país desde 2009 e esta vinculado à estratégia de aumentar a participação dos produtos derivados de trigo nas vendas. No início de junho, a companhia desfez o Consórcio Trigo Brasil, que mantinha há oito anos com a J. Macedo. “Com o fim do acordo, cada empresa pode trabalhar em qualquer segmento do mercado a partir de março de 2013”, disse Tomazoni. (Págs. 1 e B12)
Governistas disputam Porto Alegre
A disputa pela Prefeitura de Porto Alegre coloca frente a frente três candidatos da base governista e tende a virar um “divã” para debater a relação com a presidente Dilma Rousseff. O vínculo com o Planalto será explorado à exaustão pelo candidato do PT, o deputado estadual Adão Villaverde, mas o prefeito José Fortunati (PDT), que busca a reeleição, e a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) não deixarão o petista usufruir sozinho da popularidade presidencial. Os três partidos também integram o governo estadual do petista Tarso Genro.

Fortunati conseguiu montar a maior aliança e terá 9 minutos e 27 segundos de propaganda. Ele lidera a última pesquisa eleitoral feita em maio pelo Vox Populi, com 38% das intenções de voto, contra 31% de Manuela. O candidato do PT vem em terceiro, com 8%, mas quer aproveitar o segundo maior tempo de TV (6 minutos e 46 segundos) e se apoiar em Dilma e no ex-presidente Lula para chegar ao segundo turno. (Págs. 1 e A8)
Dúvidas sobre pacto europeu de crescimento
Novos indicadores poderão apontar persistente deterioração na economia global, nesta semana, e questionar até que o ponto o pacto de crescimento da União Européia que a cúpula de lideres aprovou na sexta-feira será suficiente para acalmar o resto do mundo. A eurozona é acusada pela piora da economia global. Mesmo se a produção industrial não caiu ao nível assinalado por frágeis sinais de confiança no setor industrial, a expectativa é de mais debilidade no setor no segundo trimestre, conforme o Barclays.

O principal fator por trás da falta de confiança globalmente é a baixa demanda da União Européia, resultado de forte consolidação fiscal, aperto financeiro nos países do sul europeu e incertezas nos negócios. (Págs. 1, A3 e A11)
O México, que elegeu ontem novo presidente, deve crescer em 2012 mais que o Brasil (Págs. 1 e A11)

Agências reguladoras não divulgam agenda dos diretores (Págs. 1 e A5)

Maratona no Cade
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prepara uma megassessão na próxima quarta-feira. Estão na pauta de julgamento 135 fusões e aquisições realizadas nos últimos 30 dias. (Págs. 1 e A2)
Responsabilidade criminal da empresa
Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados responsabiliza criminalmente as empresas envolvidas em corrupção com pena de multa de até 25% do faturamento. As multas por crime ambiental podem chegar a R$ 6,6 bilhões. (Págs. 1 e A6)
Preços da nafta recuam
Os preços da nafta recuaram 33% nos últimos três meses, como reflexo da desaceleração da economia global, principalmente na Europa e na Ásia. A expectativa é que as cotações se mantenham em queda. (Págs. 1 e B6)
CVM rejeita acordo com Inepar
A Comissão de Valores Mobiliários rejeitou proposta de acordo feita pela Inepar e Martinelli Auditores para encerrar processo administrativo sobre infrações que causaram prejuízos aos minoritários da empresa. O caso vai agora a julgamento. (Págs. 1 e B8)
Cadastro positivo
Mais de um ano após sancionada, a lei do cadastro positivo, que autoriza a criação de bancos de dados sobre bons pagadores, deve ser regulamentada até o fim do mês. “Isso contribui para a expansão da base de crédito e a inclusão de mais brasileiros no sistema financeiro”, diz Dorival Dourado. (Págs. 1 e C13)
Fisco mira operação com estrangeiro
A Receita passa a exigir de pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no Brasil informações sobre transações com estrangeiros que envolvam prestação de serviços, cessão de direitos ou outras operações que produzam variação patrimonial. (Págs. 1 e El)
Ideias
Sergio Leo

Acerto do Mercosul com a China não abre portas a um acordo comercial, mas sanciona ação chinesa rumo à América do Sul. (Págs. 1 e A2)

Renato Janine Ribeiro

Falamos “mandaram”, “proibiram”, sem sujeito, para negar que somos responsáveis pela escolha de nossos governantes. (Págs. 1 e A8)
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