PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, abril 08, 2013

DIREITOS HUMANOS: A VIOLÊNCIA ACEITA VIA APATIA

08/04/2013
Insanidade ideológica 

:: Denis Lerrer Rosenfield


O trivial, por força de repetição, torna-se banal, por mais aterrador que eventualmente possa ser. Acostumamo-nos com determinados fatos como se fossem "normais", quando, na verdade, são expressões de uma profunda anomalia. Perde-se a capacidade de indignação, enfraquecendo os indivíduos moralmente. Sem essa força moral, a sociedade cai na apatia e, o que é pior, na conformidade com o imperdoável.

Dois fatos são particularmente importantes para frisar esse estado de espírito. Pertencem às páginas policiais, porém deveriam fazer parte do político no mais alto senso, o da congregação dos cidadãos em torno de uma vida pública regida por valores morais.

No Rio de Janeiro, cinco pessoas, dentre as quais um menor, estupraram uma jovem turista estrangeira em uma van. O fato ganhou dimensão internacional, por tratar-se de uma estrangeira, obrigando as autoridades policiais a uma ação eficaz, pois a repercussão ultrapassou nossas fronteiras.

O mais estarrecedor, contudo, reside no fato de o mesmo bando já havia estuprado pelo menos mais duas mulheres, estas brasileiras, que infelizmente, não contaram com o apoio da opinião pública internacional. Os estupradores transitavam livremente pela cidade, sem ser maiormente incomodados. O seu "erro" foi o de terem estuprado uma estrangeira.

A partir daí, os criminosos foram encontrados, outros "feitos" seus foram estabelecidos, dentre os quais roubos e crimes sexuais. Logo, trata-se de pessoas já conhecidas por seus crimes, que perambulavam livremente pela cidade. A questão que se coloca é a seguinte: como tais indivíduos passeiam pelas cidades sem serem incomodados?

No Brasil, está se desenvolvendo uma insanidade ideológica, baseada em uma "interpretação" muito singular dos direitos "humanos", segundo a qual tais pessoas assim agem por condicionantes sociais ou psicológicas, passíveis de recuperação. Presos, são logo soltos, cumprindo pequenas penas, absolutamente desproporcionais aos atos cometidos. Estuprar, roubar e matar compensa!

Mulheres estupradas e pessoas assassinadas são consideradas, nessa lógica, fora dessa esfera particular dos direitos "humanos", pois os verdadeiros beneficiários desses "direitos" são os criminosos. Esses agradecem o apoio ideológico que termina lhes conferindo impunidade!

Um dos maiores filósofos morais da humanidade, Kant, considerava que há crimes irremissíveis. Crimes que não podem ser perdoados, crimes que deveriam tirar essas pessoas de circulação, pois são perniciosas para a coletividade. Há indivíduos cuja propensão para o mal é irrecuperável, fazendo parte dessa dimensão também aterradora da natureza humana. O ser humano é capaz dos mais nobres atos morais quanto dos mais vis e cruéis. Essa é a sua natureza. Políticas públicas, dentre as quais a penal e a prisional, que não levarem a sério essa concepção estão fadadas à ineficácia, à futilidade e ao descaso para com o bem público.

Beccaria, frequentemente citado por defensores dessa interpretação muito particular dos direitos humanos, por ter proposto a abolição da pena de morte, não o fez por considera-la cruel, mas porque a considerava não suficientemente forte. Pensava que indivíduos que cometiam esse tipo de crime deveriam ser retirados do convívio humano para sempre, com prisão perpétua e trabalhos forçados. Deveriam pagar pelo que fizeram. Kant, por sua vez, era um claro defensor da pena de morte.

No crime do Rio houve o envolvimento de um menor. Em São Paulo, uma gangue de crianças faz arrastões em avenida que liga São Paulo a São Caetano. Assaltam motoristas em plena via pública. São identificados, eventualmente presos em flagrante, e, pela sua condição de menores, logo soltos. Pela lei, não podem ser presos, são encaminhados ao Conselho Tutelar, que os entrega à suas mães, voltando imediatamente à rua para a prática de novos crimes.

Dada natureza da lei, no caso do Estatuto da Criança e do Adolescente, a polícia nada pode, ficando, literalmente, de mãos amarradas. Em vez da proteção dos cidadãos, são obrigados a serem observadores de crimes. Os papéis estão completamente distorcidos, senão pervertidos, por uma lei que é considerada um grande avanço dos direitos humanos. Avanço mesmo é na insanidade ideológica.

O Estatuto estabelece condições restritivas para o trabalho dos adolescentes, frisando que devem, sobretudo, estudar. Graças a essas restrições, esses jovens terminam nem estudando, nem trabalhando, oferecendo-se a eles a alternativa do crime, coberta pela impunidade.
O trabalho forma. Há instituições como o Ampliar, em São Paulo, voltadas para a formação de jovens, que se encontram com as mãos amarradas. O seu trabalho poderia ser muito mais bem utilizado, servindo de exemplo para todo o país, se o Estatuto da Criança e do Adolescente fosse objeto de uma profunda revisão.

Peguem ainda o caso do menor estuprador do Rio de Janeiro. Se pego, ficará poucos anos numa instituição para menores, sendo depois liberado com a ficha "limpa". A situação é a seguinte: temos o estuprador e, também, o assassino da ficha limpa. Voltarão à rua para cometerem outros estupros, roubos e assassinatos. Aprenderam com nossas leis "humanas" que o crime compensa. Os humanos objetos de seus atos nada contam nessa perspectiva. São eles que são tirados de circulação.

Uma das questões que devem ser seriamente tratadas é a da diminuição da idade da responsabilidade penal. Menores criminosos são responsáveis de suas ações. Na Grã-Bretanha é assim e, no entanto, ninguém irá dizer que é um Estado "inumano" ou socialmente injusto. A permanecer a situação atual, menores criminosos continuarão a ser considerados como irresponsáveis, tendo o caminho do crime aberto à sua frente, sem nenhuma punição relevante. São tratados com leniência.
Aprendem com o crime, em vez de dele serem afastados por leis rigorosas e por políticas públicas baseadas no trabalho e nas responsabilidades sociais e individuais.
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EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO (A montante e a jusante)

08/04/2013
Qualificação docente é o fator que mais afeta desempenho


Estudo de brasileira em Stanford destaca necessidade de melhorar formação e a atração da carreira.


A valorização da carreira e o investimento numa formação melhor para os professores são os caminhos apontados pela pesquisadora mineira Raquel Guimarães para melhorar o desempenho dos alunos brasileiros. 

Doutoranda em Demografia no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), na Universidade Federal de Minas Gerais, Raquel investigou - durante o mestrado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos - quais fatores mais influenciavam o desempenho em sala de aula.

A partir de questionários respondidos por professores e dados do Programa Plano de Desenvolvimento da Escola e do Sistema de Avaliação da Educação Básica, que avaliou estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública, entre 1999 e 2003, a pesquisadora analisou escolas com indicadores educacionais precários em seis estados: Rondônia, Pará, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Em seu trabalho, Raquel avaliou o desempenho de 1.200 alunos em português e matemática e comparou com as características de seus 581 docentes.

- Utilizamos um método estatístico que calculou o efeito médio no desempenho do aluno de acordo com a "qualidade do professor". A ideia foi simular um modelo de dose-resposta da medicina e saúde pública ao contexto educacional, em que as doses (qualidade do professor) são ministradas aos pacientes (alunos) para se verificar a resposta à doença (performance na prova) - explica Raquel, que apresentou este trabalho como dissertação de mestrado em 2012.

Os resultados foram estatisticamente significativos somente para Matemática e revelaram que a cada aumento de uma unidade no índice de qualificação do professor (que variou entre 0 e 10), o ganho de aprendizado do estudante entre o 5º e 9º ano aumentou em média em 3%.

Para Raquel, pode-se dizer que um bom professor resulta de um conjunto mínimo de condições. Em primeiro lugar, deve-se garantir boa formação em termos do conteúdo da disciplina que irá ministrar:
- Parece óbvio, mas é muito importante que, por exemplo, um professor de matemática do 9º ano do ensino fundamental tenha um bom domínio da matriz de conteúdos referentes àquele ano. Para tanto, são necessários investimentos na formação continuada dos professores e também na adequação do conteúdo visando uma boa formação dos candidatos à professores enquanto eles ainda estão na graduação - diz.

Na opinião de Raquel, é fundamental que os professores tenham, pelo menos, o mínimo de qualificação:

- Todos os professores deveriam ter o nível superior completo, além de serem incentivados a complementar sua formação por meio de cursos de especialização, de treinamento, ou mesmo através da pós-graduação (stricto ou lato sensu).
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CHURRASQUINHO ''NA LAJE'' (lajea), NEM PENSAR !!!

08/04/2013
Dilma comemora com D. Marisa

A presidente Dilma esteve sábado na comemoração do aniversário da ex-primeira dama Marisa Letícia, que ontem completou 63 anos. A festa, em um restaurante nos Jardins, em São Paulo, contou com a presença do ex-presidente Lula e dos ministros Marta Suplicy (Cultura), Alexandre Padilha (Saúde) e Guido Mantega (Fazenda), além do prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Uma foto do evento foi postada ontem no Facebook de Lula, com o seguinte texto: "Hoje é aniversário de Dona Marisa! Muita saúde, paz e felicidade a essa grande mulher".


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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

08 de abril de 2013

O Globo

Manchete: O nó na energia elétrica - Atraso em obras dobra risco de racionamento
Nas linhas de transmissão, das 80 principais obras em andamento até 2015, 53 extrapolam o prazo previsto. Ou seja, 66% do total

A pouco mais de um ano do início da Copa do Mundo, atrasos em série em obras de geração e transmissão de energia elétrica elevam os riscos de racionamento para até 9% no próximo ano, quase o dobro da média histórica do setor, de 5%. Nas cidades-sede do Mundial, 27% das obras consideradas prioritárias estão atrasadas e há casos até de projetos que só ficarão prontos depois dos jogos. Na área de geração, o problema é ainda maior em usinas eólicas e térmicas de biomassa, que sofrem com a falta de linhas de transmissão. (Págs. 1 e 15)
Capriles atrai multidão em Caracas
No maior comício de oposição já realizado no país desde 1999 - quando Hugo Chávez foi eleito - Henrique Capriles levou centenas de milhares de pessoas à Avenida Bolívar, em Caracas, bastião chavista. Eleitores ocuparam prédios abandonados para ver o candidato. A eleição é no domingo. O presidente interino, Nicolás Maduro, mantém a liderança. (Págs. 1 e 21)
Caçada a bandidos: Preso menor que atacou americana
A Polícia Civil deteve o menor que participou do estupro e assalto a uma americana dentro de uma van. Segundo ele, o bando saiu por Copacabana para "caçar gringos”. Foram detidos ainda quatro suspeitos de assaltarem turistas numa van na Floresta da Tijuca. (Págs. 1 e 9)
Apesar disso... PM do Rio é a mais corrupta do país (Págs. 1 e 8)

Benefício extinto: Licença-prêmio custa caro ao TCU
A venda de licenças-prêmio, extintas desde 1997, pode custar mais de R$ 300 milhões ao TCU. Servidores se valem de decisão que permitiu a aposentados a conversão de licenças não gozadas em dinheiro. Mas até ministros da ativa já receberam pagamentos. (Págs. 1 e 3)
Óleo no litoral paulista: Prefeitura ameaça acionar Petrobras
Após o vazamento de óleo de um terminal da Petrobras, a prefeitura de São Sebastião (SP) estuda pedir indenização à estatal na Justiça. A limpeza ainda não foi concluída. O óleo já chegou à vizinha Caraguatatuba. (Págs. 1 e 16)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Guerra pode sair por ‘erro de cálculo’, diz Pyongyang
Principal aliado, governo chinês advertiu que ‘nenhum país tem direito de jogar região no caos’

O governo da Coreia do Norte afirmou ontem que uma eventual guerra na região vai começar por um ataque dos Estados Unidos ou por um “erro de cálculo”. Pyongyang culpa os EUA pelo aprofundamento da crise na Península Coreana, com o envio de dois destróieres e de um porta-aviões. Em um claro recado ao regime de Kim Jong-un, o presidente da China, Xi Jinping, principal aliado da Coreia do Norte, disse que “nenhum país tem o direito de jogar a região ou o mundo no caos em razão de objetivos egoístas”. A Coreia do Sul alertou para a possibilidade de Pyongyang lançar um míssil antes do fim da semana. Segundo Seul, há armamento de “considerável alcance”. (Págs. 1 e Internacional A10)
Brics investem US$ 100 bi em empresas de países ricos
A crise nos países ricos tomou-se uma oportunidade para empresas dos Brics. Entre 2010 e 2012, companhias do Brasil, Rússia, Índia e China investiram mais de US$ 100 bilhões na compra de grupos da Europa, dos Estados Unidos e até do Japão, segundo dados das Nações Unidas. Em 2012, os estoques totais de investimentos dos Brics - bloco que também inclui a África do Sul - no mundo atingiram a marca recorde de US$ 1,1 trilhão. A China liderou esse movimento. (Págs. 1 e Economia B1)
Fim de coligações daria 60 deputados para PT e PMDB
A proibição de coligações nas eleições para deputado, um dos pontos da reforma política que a Câmara começa a debater nesta semana, beneficiaria os maiores partidos. Se estivesse valendo em 2010, PMDB e PT teriam 60 deputados a mais. Proposta, porém, não deve ser aprovada. (Págs. 1 e Nacional A4)
Espera para entrar no metrô chega a meia hora em linha do Itaquerão
Passageiros esperam até 30 minutos na rua nos horários de pico para chegar às catracas em estações da Linha 3-Vermelha do Metrô. O ramal, principal acesso ao Itaquerão é o mais lotado do sistema, com 1,191 milhão de passageiros por dia. O Metrô diz que entrada é monitorada para evitar tumulto. (Págs. 1 e Cidades C1)
Programa antifumo terá R$ 12 milhões
Verba pode chegar a 60 milhões, dependendo da adesão dos municípios. Meta do Ministério da Saúde é reduzir a população de fumantes de 15% para 9% até 2022. (Págs. 1 e Vida A13)
Começa hoje júri por massacre do Carandiru (Págs. 1 e Cidades C5)

Uso de aplicativos de bancos se populariza (Págs. 1 e Economia B4)

José Roberto de Toledo 
Discurso pós-econômico

Pesquisa mostra o que mais preocupa no Brasil: drogas e criminalidade. O candidato que mostrar serviço na área terá discurso pós-econômico. (Págs. 1 e Nacional A6)
Davi D D. Kirkpatrick 
Escassez amplia crise no Egito

Temendo uma reação da sociedade, o governo de Mohammed Morsi tem resistido a um acordo com o FMI, insistindo que o Egito pode esperar. (Págs. 1 e Internacional A12)
(Des)ordem na web: Falta consenso para a adoção de uma legislação de internet eficaz (Págs. 1 e Link)

Notas & Informações 
Superávit distorcido

Projeções entre os economistas vão convergindo para superávit primário de cerca de 2% do PIB. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Planos de saúde dos servidores estão no vermelho
Com um rombo de R$ 145 milhões, Cassi e Assefaz deixam em alerta a ANS. Segurados devem arcar com o prejuízo. Em crise semelhante, a Geap está sob intervenção. (Págs. 1, 7 e 8)
Os recibos suspeitos de Márcio Bittar
Primeiro-secretário da Câmara justificou despesas de R$ 325 mil com notas fiscais vindas de empresário denunciado pelo Ministério Público Federal, acusado de fraude no escândalo envolvendo a Fundação Universidade de Brasília (FUB). (Págs. 1 e 5)
China puxa a orelha de Kim Jong-un
Irritado, presidente chinês Xi Jinping manda um duro recado à Coreia do Norte: “Ninguém deveria ter a permissão de lançar uma região, e mesmo o mundo inteiro, no caos, em troca de ganhos egoístas”. (Págs. 1 e 12)
O papa e seu estilo simples
Sem se importar com o vento e com a pompa, Francisco assume o cargo de bispo de Roma numa cerimônia discreta. (Págs. 1 e 13)
Em Salvador, o carnaval foi do Vitória
Na abertura da Arena Fonte Nova, os rubro-negros fizeram a festa diante do Bahia (5 x 1). (Págs. 1 e Super Esportes, 8)
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Valor Econômico

Manchete: Setores desonerados têm faturamento de R$ 1,9 tri
Os incentivos anunciados na sexta-feira para mais 14 setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamentos só serão concedidos a partir de 2014. Com a ampliação desse benefício para os segmentos de comunicação e toda a cadeia de transporte e construção, a desoneração vai atingir 56 setores, responsáveis por um faturamento bruto anual no mercado interno de R$ 1,9 trilhão, valor equivalente a 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, antes dos impostos.

A vantagem fiscal da troca da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários para uma alíquota de 1% a 2% sobre a receita bruta interna varia conforme o setor. Entre os novos setores beneficiados, o transporte metroferroviário de passageiros terá redução de 78% no desembolso com a contribuição, enquanto a economia do segmento ferroviário de cargas deve ser menor, de 8,8%, segundo as estimativas apresentadas pelo Ministério da Fazenda. (Págs. 1 e A3)
Obras paradas batem recorde em aeroportos
Era para ser quase um novo aeroporto em Goiânia, praticamente três vezes maior que o atual. Mas tudo o que se vê, às margens da BR-153, uma das rodovias mais movimentadas do Centro-Oeste, é um esqueleto de concreto. A obra está parada há 2.174 dias e se transformou em monumento à ineficiência estatal.

Desde abril de 2007, quatro presidentes da Infraero já tentaram, sem sucesso, retomar as obras, envolvidas em sequência infindável de denúncias, brigas judiciais e promessas descumpridas. Agora, o presidente da empresa, Gustavo do Vale, está confiante na possibilidade de retomar ainda neste ano os trabalhos em Goiânia e também no aeroporto de Vitória, outra obra emperrada. (Págs. 1 e A16)
Lucratividade dos planos de saúde cai 
As operadoras de planos de saúde e odontológicos viram seus custos dispararem no ano passado. Praticamente todo o setor assistiu a um avanço dos gastos médico-hospitalares superior ao crescimento da receita, mesmo com os reajustes elevados para os usuários. Com isso, houve queda nos lucros ou prejuízo. Segundo as entidades que representam as operadoras, as internações têm puxado a alta dos custos médico-hospitalares e representam cerca de 40% dos gastos totais. "Nos últimos cinco anos, as despesas assistenciais cresceram 125%. Já os custos com internações aumentaram 215%", disse José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde. (Págs. 1 e B5)
Queda da OGX arrasta o Ibovespa
Sozinha, a OGX, petroleira do empresário Eike Batista, foi responsável por quase um terço da queda de 9,7% da bolsa no ano, segundo cálculo do Valor Data com base no peso do papel na carteira teórica do Ibovespa. As ações ON da OGX desvalorizaram-se 61% no período.

Os problemas das empresas 'X' são conhecidos pelo mercado. Eike Batista sofre uma crise de credibilidade por não conseguir entregar os resultados que prometeu. Na semana passada, o mau humor do mercado se acentuou após a agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) cortar a nota da empresa, de B para B-. Outra agência, a Fitch, não mexeu na classificação. Segundo Ana Paula Ares, analista da instituição, "a OGX não possui nenhuma dívida com vencimento imediato, o que dá algum espaço de manobra". (Págs. 1 e C2)
Justiça pune Anhanguera Educacional
A Justiça do Trabalho nomeou um administrador judicial para a Anhanguera Educacional e determinou a penhora de bens ou faturamento para pagar dívida trabalhista estimada em R$ 550 mil. Esses procedimentos só costumam ser utilizados em casos extremos. A decisão ainda confere diversos poderes ao administrador, como a possibilidade de realizar busca e apreensão de documentos, inclusive com uso de força policial.

A ação trabalhista foi iniciada em 2005 por uma coordenadora de curso da Uniban, que foi comprada pela Anhanguera. A empresa pode reverter a decisão que nomeia o administrador judicial, mas não mais a condenação. Ela teve lucro de R$ 152,1 milhões em 2012. (Págs. 1 e E1)
Ações do agronegócio brilham na bolsa
Na contramão do Ibovespa, que teve seu pior primeiro trimestre desde 1995, com queda de 7,55%, as ações das empresas ligadas ao agronegócio iniciaram o ano em alta. Das 15 companhias listadas na BM&FBovespa, 11 se valorizaram e só três registraram perdas no período.

A Vigor foi o destaque entre as companhias com receita líquida superior a R$ 1 bilhão. As ações subiram 33,3%, alta impulsionada em grande parte pelo anúncio da compra de 50% da Itambé e também pela baixa liquidez dos papéis. (Págs. 1 e B16)
EUA reduzem emissão de poluentes
As emissões de dióxido de carbono decorrentes do consumo de energia nos Estados Unidos caíram mais uma vez em 2012, para o menor nível desde 1994.

A notícia positiva tem explicações nada favoráveis. A principal delas é que a diminuição do ritmo da economia em função da crise internacional reduziu a poluição. O outro motivo é a troca do carvão por gás natural na produção de eletricidade, uma alternativa mais barata. Mas o gás é extraído do xisto por meio da fratura hidráulica das rochas, processo que libera metano, muito mais poluente do que o dióxido de carbono em termos de efeito estufa, e que apresenta alto risco de contaminar as fontes subterrâneas de água potável. (Págs. 1 e A13)
Portugal cortará mais despesas sociais para ajustar orçamento (Págs. 1 e A12)

Funcionário com colesterol alto e cintura avantajada pagará mais no plano de saúde da Michelin (Págs. 1 e A14)

Ascenty investe em centro de dados
A Ascenty, empresa brasileira especializada em serviços de centros de dados e telecomunicações, vai investir na construção de sua segunda unidade, em Hortolândia (SP) R$ 150 milhões. (Págs. 1 e B3)
Expansão papeleira
Estudo da consultoria finlandesa Pöyry, referência no setor de papel e celulose, indica que a América Latina, com amplo destaque para o Brasil, responderá pelo segundo maior crescimento mundial da produção até 2025, atrás da Ásia. (Págs. 1 e B10)
Avanço do crédito rural
O Banco do Brasil desembolsou R$ 45 bilhões em financiamentos da carteira rural nos nove primeiros meses da safra 2012/13 (até março), 28% a mais do que em igual período do ciclo anterior e 88% do total previsto. (Págs. 1 e B13)
Debêntures cambiais da OAS
A construtora OAS fechou uma captação de R$ 644 milhões com uma emissão de debêntures atreladas à variação cambial, mais juros de 8,85% ao ano. Pouco usada no mercado, a última emissão desse tipo foi feita em 2011 pela Petropar. (Págs. 1 e C14)
Alívio rápido pata a 'congestão'
Esta semana deverá ser de alívio para o Ibovespa — não aquele duradouro, desejado pelo mercado, mas ao menos por alguns dias. Segundo analistas técnicos, os gráficos indicam uma valorização de curto prazo, ancorada no suporte dos 55 mil pontos. (Págs. 1 e D2)
Ideias
Sergio Leo

O governo espera uma alta considerável nos indicadores de investimentos nos próximos meses. (Págs. 1 e A2)

David Kupfer

A tecnologia é uma árvore que lança raízes e cria externalidades que aprofundam ainda mais sua fixação nos países. (Págs. 1 e A11)
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Estado de Minas

Manchete: Novos imóveis no caminho da água limpa
A boa qualidade da água de lagos e represas, reforçada pelo visual, clima ameno e possibilidade de práticas esportivas, passou a ser critério de valorização imobiliária em Minas. É um padrão que se repete em todo o mundo. Enquanto famílias deixam ou tentam deixar a orla da Pampulha, por causa da deterioração da água, Lagoa Santa e a Lagoa dos Ingleses têm no entorno os metros quadrados mais disputados na Grande BH. De acordo com especialista, nessas duas áreas o difícil é imóvel à venda. Quando se acha, o preço é salgado. O Lago de Furnas e a represa de Três Marias são outros recantos muito procurados por quem busca um espelho d’água saudável. (Págs. 1 e 10)
Os filhos do aço: Amor de peão
A segunda reportagem da série mostra operários da Ferrovia do Aço que ficaram em Minas, se apaixonaram e constituíram famílias. E ainda o legado deixado pelas empreiteiras nos trechos não concluídos da estrada projetada pelo governo militar para levar minério de BH a Volta Redonda (RJ). (Págs. 1 e 7)
Eleições: Pé na estrada pelo governo do estado
Palestras e inauguração de obras compõem a agenda de quatro pré-candidatos ao governo do estado em 2014, que já correm as cidades do interior. São eles o vice-governador, Alberto Pinto Coelho; o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro; o senador Clésio Andrade e o ministro Fernando Pimentel. (Págs. 1 e 3)
Transporte: Interior também aposta na implantação do BRT (Págs. 1 e 17)

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Jornal do Commercio

Manchete: Santa empata, Timbu perde. Leão agradece (Págs. 1 e Esportes 1 a 5)

Governo investe contra o tabagismo (Págs. 1 e 6)

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Zero Hora

Manchete: Em protesto, hospitais cancelam atendimentos
Movimento de instituições filantrópicas fará com que 5 mil consultas, exames e cirurgias pelo SUS deixem de ser realizados hoje no Estado. Pacientes teriam sido avisados. (Págs. 1 e 20)
Preso foragido suspeito de morte de taxistas
Condenado a 32 anos de prisão é investigado por crimes que intrigam o RS. (Págs. 1 e 26)
Palco de ideias: Polêmico até antes do início das discussões 
Julio Saguier, do jornal La Nación, é um dos convidados do Fórum da Liberdade. (Págs. 1, 4 e 5)
Sobram vagas: Hotéis temem baixa ocupação depois da Copa
Projetos de 5,3 mil novos leitos até 2014 preocupam empreendedores. (Págs. 1 e 12)
Pós-Chávez: Nova batalha pelo poder na Venezuela
Candidato da situação é favorito para a sucessão de presidente morto. (Págs. 1 e 18)
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Brasil Econômico

Manchete: Estados do Sul e Sudeste querem derrubar projeto que muda o FPE
Projeto do senador Walter Pinheiro (PT-BA) desagrada a maioria dos governadores e deve ser reprovado na votação prevista para amanhã. O Congresso tenta um acordo sobre a nova partilha até maio, quando vai terminar o prazo dado pelo STF. (Págs. 1 e 9)
“A seca mostrou que o NE ainda é frágil”
Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, diz que não há mais retirantes, mas é preciso investir na estocagem e na alimentação dos rebanhos. (Págs. 1 e 4)
Celesc busca parceria para elevar geração
Afetada pela MP 579, empresa de Santa Catarina estuda 26 projetos para aumentar a capacidade em 966 megawatts. A avaliação ainda será submetida à diretoria. (Págs. 1 e 14)
Futebol será 45%da receita da Fonte Nova
Com ações de marketing, OAS Arenas planeja recuperar em 10 anos os R$ 591,7 milhões investidos no estádio baiano inaugurado ontem. (Págs. 1 e 14)
Bradesco e Itaú na reta final pela Credicard
Outros pretendentes desistiram do negócio, mas os dois maiores bancos privados continuam na disputa. O resultado será revelado pelo Citi na semana que vem. (Págs. 1 e 24)
Cresce procura por títulos imobiliários
Investidores acordam para a modalidade, que registra alta de 21% em 12 meses. Mas, agora, as taxas pagas pelos emissores estão em trajetória de queda. (Págs. 1 e 22)
Regra rígida eleva custo do setor financeiro
Pesquisa mundial feita por consultoria mostra que os gastos de bancos e seguradoras subiram com os novos limites dos acordos Basiléia 3 e Solvência 2. (Págs. 1 e 23)
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sexta-feira, abril 05, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] CARAVANA 39

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''COM AÇÚCAR E COM AFETO..." (Chico Buarque)

05/04/2013
Copersucar é líder global em açúcar


O Brasil é o maior supridor global de açúcar desde 1995, quando desbancou a União Europeia e a Austrália. Mas esse negócio sempre foi liderado por tradings multinacionais, tendo à frente a americana Cargill. Na safra atual, encerrada em 31 de março, a relação de forças mudou. A Copersucar, trading brasileira que já havia se tornado a primeira em etanol ao comprar a americana EcoEnergy no ano passado, assumiu a liderança mundial na comercialização de açúcar, com a venda de 8 milhões de toneladas. A Cargill, em segundo lugar, movimentou 7 milhões de toneladas.

Copersucar se torna líder global em açúcar

Por Fabiana Batista | De São Paulo


O Brasil é o maior fornecedor global de açúcar desde 1995, quando desbancou União Europeia e Austrália nas exportações da commodity. Esse negócio sempre foi liderado por tradings multinacionais, e há pelo menos dez anos a americana Cargill é quem dava as cartas. Na última safra (2012/13), encerrada em 31 de março, as forças mudaram. A brasileira Copersucar assumiu a dianteira desse mercado, em consequência de sua própria estratégia agressiva de expansão e também da decisão da Cargill de recuar nessa frente, ao menos temporariamente.


A Copersucar, que no fim do ano passado já havia se tornado a maior trading de etanol do mundo, ao comprar o controle da empresa americana EcoEnergy, comercializou 8 milhões de toneladas de açúcar na temporada encerrada em 31 de março, cerca de 1 milhão a mais que no ciclo anterior. Já a movimentação da Cargill, que chegou a 9 milhões de toneladas em 2011/12, caiu para cerca de 7 milhões de toneladas, segundo fontes de mercado. As mesmas fontes dizem que a decisão da múlti de recuar foi tomada após perdas registradas na operação.


"As equipes da empresa estão muito desfalcadas, tanto no Brasil como em Genebra [Suíça], onde fica o comando dessa área", disse um trader ao Valor. Em nota, a Cargill informou que sua estratégia está direcionada a negócios de maior rentabilidade, com foco em margem, e não apenas em volume comercializado. A companhia afirmou que segue líder em açúcar, mas não revelou os volumes movimentados.

Conforme fontes da área, a estratégia da Cargill mudou após a queda de 56% em seu lucro líquido no exercício 2012, que começou em junho de 2011 e terminou em maio do ano passado. Pesaram nesse resultado negativo perdas em açúcar e algodão. Essa teria sido a razão da saída do executivo líder da área de açúcar da múlti, Jonathan Drake, que estava há 26 anos na companhia.

Com Drake, saíram quase todos os "executivos-chave" da operação. "Quase todo o comando mudou. Na Suíça, tomaram a frente os traders de grãos. No Brasil, também houve uma debandada e o líder foi para uma concorrente", afirma uma fonte. No auge, a americana chegou a movimentar globalmente 12 milhões de toneladas. Apesar de ter operações com diversas commodities em todo o mundo, a Cargill origina no Brasil cerca de 70% do açúcar que movimenta. Estima-se que 30% do volume da empresa vem de entregas na bolsa - com a liquidação física de suas posições compradas.

Outra questão que pesou é a própria mudança do mercado brasileiro de produção e comercialização de açúcar: tradings viraram usinas e usinas se fortaleceram na venda direta ao destino. Estima-se que, só com a estratégia mais agressiva das concorrentes Louis Dreyfus Commodities e Bunge na compra de usinas de cana no Brasil - entre 2009 e 2010 - a Cargill tenha perdido "usinas-clientes" que lhe vendiam 1 milhão de toneladas de açúcar.

Além disso, a empresa perdeu espaço portuário. Ficou com metade da operação que tinha no Terminal de Açúcar do Guarujá (Teag) depois que a Dreyfus comprou a Santelisa Vale e levou junto a parte da trading Crystalsev no terminal. "Quando a sociedade no Teag era com a Crystalsev, quem operava era a Cargill. Com a entrada da Dreyfus, a americana ficou só com 2 milhões de toneladas de capacidade", diz outro trader.

O apetite menor da Cargill, cuja receita global total alcança US$ 133 bilhões, coincidiu com a maior agressividade da Copersucar, que deverá faturar R$ 16 bilhões na safra 2012/13. Nas últimas três safras, a brasileira expandiu sua originação de açúcar no Brasil de 5,2 milhões de toneladas (2009/10) para 8 milhões de toneladas (2012/11), com a produção garantida de suas sócias, que respondem por mais 85% do total.

A empresa ampliou a capacidade de seu terminal portuário de 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas e criou uma companhia de afretamento marítimo com a maior refinaria do mundo, a Al Khaleej Sugar (AKS), que lhe trouxe a vantagem logística que faltava. Também abriu recentemente uma subsidiária na China para ganhar mercado na Ásia, em compras e vendas de açúcar. "Temos um modelo de negócio com foco em açúcar bruto e que integra toda a cadeia, desde a produção, a logística e o destino", diz o presidente da Copersucar Paulo Roberto de Souza.

Os concorrentes reclamam que a brasileira tem uma estratégia agressiva de descontos aos clientes, sobretudo do VVHP, um açúcar bruto de maior qualidade e que hoje responde por um terço do volume exportado pela empresa. Mas a Souza rebate dizendo que a Copersucar está crescendo sem destruir margem. "Por estarmos em toda a cadeia, temos vantagens operacionais que os concorrentes não têm", explica.

Do total de 8 milhões de toneladas originadas em 2012/13 pela Copersucar, 6 milhões de toneladas foram embarcados ao exterior e 2 milhões, foram vendidos no mercado interno. Em 2013/14, a empresa pretende elevar seu volume total de açúcar para 9 milhões de toneladas. A Copersucar vende para as 12 maiores refinarias de açúcar do mundo sendo que, em algumas, é responsável por 60% a 70% do suprimento da commodity.
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INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: O IPI COMO ''MÃO ÚNICA''

05/04/2013
Montadoras dependem do anabolizante tributário


A indústria automobilística mostrou resultados expressivos em março e espera um crescimento da produção de 4,5% em 2013, segundo o presidente da associação das montadoras (Anfavea), Cledorvino Belini. O que está em questão é se o quarto maior mercado do setor no mundo precisa de estímulos tributários para continuar produzindo, vendendo seus produtos e abarrotando o sistema viário.

Os números de março, distribuídos ontem pela Anfavea, são indicativos de uma distorção. A produção aumentou 39,2%, em relação a fevereiro, e 3,4%, em relação a março de 2012, mas os licenciamentos (ou seja, as vendas para os consumidores finais) evoluíram bem menos (respectivamente, +20,8% e -5,5%).

O resultado foi um aumento dos estoques nas montadoras e concessionárias, que passaram de 310,3 mil veículos, em fevereiro, para 330,5 mil, em março. Isso se explica por que, enquanto havia dúvida sobre a alíquota de IPI (que deveria aumentar), a indústria produziu mais. Mas no final do mês, quando já se prenunciava a prorrogação da redução do IPI (anunciada pelo ministro da Fazenda dia 30/3), consumidores adiaram a decisão de compra. A Anfavea admitiu que esperava um comportamento melhor das vendas de veículos em março. A entidade parecia prever que a regra do IPI fosse mantida.

Os argumentos do governo para manter os privilégios tributários são o peso do setor automobilístico na produção industrial e a geração de empregos. Entre fevereiro e março houve um pequeno recuo no número de empregados nas montadoras, de 152 mil para 151,9 mil, mas, em relação a março de 2012, esse número aumentou 4,8%. O benefício do IPI de fato fortalece o emprego nas montadoras. Os empregados do setor conquistaram situação de privilégio em relação aos das indústrias que não recebem incentivos fiscais.

O comportamento do mercado automotivo sugere a existência de outras distorções. Por exemplo, na comparação entre os meses de março de 2013 e 2012, houve uma queda de 26,9% na produção de motocicletas, segundo a entidade dos fabricantes (Abraciclo). A retração foi de 25,1% entre os primeiros trimestres do ano passado e deste ano.

Mais do que flutuações mensais do mercado de veículos leves, o aumento das vendas internas no atacado de máquinas agrícolas e automotrizes - de 18% entre fevereiro e março e de 29,6% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2013 - é um fato positivo, indicando a disposição de investir.
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VIDAS SECAS

05/04/2013
Seca denuncia incompetência desde a monarquia


Diante dos chamados fenômenos climáticos extremos, já ficou entendido que, se é impossível evitá-los, o melhor a fazer é tomar medidas de precaução. É óbvio, mas não se aplica às secas no Nordeste. Mesmo que o conhecimento humano na meteorologia tenha avançado bastante, e seja possível fazer previsões com grande antecedência, a cíclica falta de chuvas na região parece sempre apanhar governos de surpresa.

Deve-se reconhecer que a atual seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, demonstra grande poder de destruição de plantações e rebanhos. Mas ela já constava há tempos dos mapas de previsão dos especialistas. 
Não surpreende que o aparato burocrático criado para tratar de questões como esta se mostre lento, incapaz de formular e executar projetos no ritmo exigido pelos problemas. É uma característica do Estado. E quando formula, não executa.

O exemplo gritante é o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco para irrigar o agreste. Discutido já na monarquia, na corte de D. Pedro II, o empreendimento sempre foi centro de intenso conflito político regional, até que, no segundo governo Lula, com Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, o que estava nas pranchetas começou a se tornar realidade. Não por muito tempo. Mesmo com a participação de destacamentos de engenharia do Exército, frentes de trabalho foram paralisadas por falta de pagamento. Canais já construídos se deterioraram. Perda de tempo e dinheiro. 


Em Brasília, gosta-se muito de falar em "obras estruturantes". Pois esta é uma, e não recebeu a prioridade merecida. Venceu a tradição de se gastar mais na atenuação dos efeitos da seca - carros-pipa, Bolsa Estiagem etc. - do que em projetos de largo alcance. (Também é assim na Serra Fluminense.) 


Levantamento da ONG Contas Abertas constatou que, no ano passado, o programa Oferta de Água, do qual constam a construção de barragens, adutoras e a transposição do São Francisco, aparecia no Orçamento com uma dotação de R$ 3,4 bilhões. Porém, foi empenhado apenas R$ 1,9 bilhão, e gastos, de fato, R$ 406,9 milhões.

Quer dizer, obras para reter e transportar água no atacado ficam em segundo plano, enquanto o varejo dos carros-pipa deslocados para encher cisternas de quintal, entre outras ações fáceis de serem capitalizadas pelo coronelismo político, leva a parte do leão do dinheiro público.

A esta altura, não resta mesmo muito mais a fazer além de assistir as pessoas. Mas esta seca deveria servir de marco zero no enfrentamento da questão. Já existe conhecimento suficiente para se formular um programa sério, com metas de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a seca. Teria, porém, de ser um projeto de Estado, não só de governos. 
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

05 de abril de 2013

O Globo

Manchete: De olho na inflação: Governo cortará imposto dos planos de saúde
Objetivo da desoneração é evitar impacto do reajuste das mensalidades nos índices de preços.

Equipe econômica negocia com empresas do setor um aumento menor em maio, em troca da redução de tributos de equipamentos hospitalares. Após subir 90%, tomate poderá ter alíquota de importação diminuída.

Depois de desonerar a cesta básica e prorrogar o IPI reduzido para carros, o governo mira agora os planos de saúde para tentar segurar a inflação. Como eles serão reajustados no mês que vem, a equipe econômica está preocupada com o impacto nos preços e negocia um aumento menor, em troca de desonerações. Entre as opções, está o corte de impostos de equipamentos hospitalares. Em 2012, o reajuste dos planos chegou a 7,93%. Outra preocupação é a disparada dos preços do tomate: 90% em 12 meses.

Remédio aumenta até 6,31%

O governo autorizou reajustes de 2,7% a 6,31% nos remédios com preço controlado. Antes do aval do Ministério da Saúde, distribuidoras já haviam repassado a alta. (Págs. 1 e 23)


Miriam Leitão: Viés dos juros 
Mantega admite que os juros podem subir, mas diz que os ciclos de alta serão menores que no passado. (Págs. 1 e 24)

Jardim Botânico: Saem os primeiros invasores do parque
Por ordem judicial, a primeira família de invasores do Jardim Botânico deixou ontem as quatro casas que ocupava irregularmente no parque. Durante todo o dia, porém, houve resistência, e uma barricada de troncos e pedras chegou a ser erguida na tentativa de impedir a remoção. A decisão da Justiça demorou sete anos para ser cumprida. (Págs. 1 e 17)


Paraísos fiscais: Vazamento expõe políticos
Com base em 2,5 milhões de documentos, um consórcio de jornalistas investigativos revelou nomes de donos de empresas e contas abertas em paraísos fiscais. Entre políticos, empresários e milionários de 170 países, aparecem o tesoureiro da campanha do presidente francês, o presidente do Azerbaijão e o premier da Geórgia. (Págs. 1 e 29)

Violência no Pará: Mandante do crime absolvido
A Justiça do Pará condenou dois acusados de matar os ambientalistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, em maio de 2011. Mas absolveu o homem apontado como mandante dos crimes, o que provocou protestos de ativistas de direitos humanos. (Págs. 1 e 3)
Colunista: Nelson Motta: Libertação de biografia acaba com aberração 
O projeto de lei aprovado na Câmara põe fim em aberração que deixou rastro de destruição na memória nacional. (Págs. 1 e 21)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Coreia do Norte leva míssil de médio alcance para costa
Movimento foi detectado pelos sul-coreanos, mas autoridades dizem que arma pode ser usada em testes

O governo sul-coreano confirmou ontem que a Coreia do Norte transportou para a costa leste um míssil de “alcance considerável”, mas sem capacidade de atingir a Ilha de Guam, território americano no Pacífico ameaçado por Pyongyang. O ministro de Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, acredita que a arma será usada em testes ou treinamento militar. “É possível que eles lancem uma provocação localizada.” O míssil foi transportado após a Coreia do Norte declarar que seu Exército está autorizado a atacar forças americanas com armas nucleares “pequenas, leves e diversificadas”. O embaixador do Brasil em Pyongyang, Roberto Colin, disse que o regime não quer a guerra, mas as armas nucleares são garantia de sobrevivência. (Págs. 1 e Internacional A8 e A9)

Roberto Colin
Embaixador do Brasil em Pyongyang

“A Coreia do Norte não é imprevisível, muito menos suicida.”

Análise: Walter Pincus
Controle nuclear

Os EUA deveriam tentar dissuadir os norte-coreanos de produzir mais material físsil. (Págs. 1 e Internacional A9)
‘O PIB para o povo é renda e emprego’, diz Mercadante
Com a tarefa de auxiliar a presidente Dilma Rousseff na articulação política, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) amenizou o PIB de 0,9% registrado no País em 2012, em entrevista a Vera Rosa e Marcelo de Moraes. “O emprego e a renda continuam crescendo.” Ele criticou o ex-presidente do BC Armínio Fraga, para quem a instituição está leniente com a inflação. (Págs. 1 e Nacional A4)
Feliciano vai depor no STF a portas fechadas
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), vai depor hoje aportas fechadas no STF. Ele é réu em processo por estelionato. A decisão, do ministro Ricardo Lewandowski, visa a “preservar a tranquilidade e intimidade” do deputado. O processo não tramita em segredo de Justiça, o que justificaria a medida. (Págs. 1 e Nacional A7)
EUA acusam o Brasil de protecionismo
O governo dos EUA está questionando o Brasil, ao considerar que o País pretende adotar medidas protecionistas no leilão de 2014 para a faixa de banda larga de 700 MHz. Para os americanos, o leilão de 2014 poderá arrecadar cerca de US$ 40 bilhões - 20 vezes mais que o leilão do 4G realizado em 2012 - e será uma das prioridades mundiais das empresas americanas. (Págs. 1 e Economia B1)
SP pode trocar multa de rodízio por advertência
A Câmara de SP aprovou, em primeira votação, a substituição da multa por desrespeito ao rodízio de veículos por advertência. A medida só valeria para quem não cometeu infração no último ano. A proposta deve ser vetada por Haddad. (Págs. 1 e Cidades C1)
Terreno da CSN onde vivem 2 mil está contaminado
Terreno cedido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para construção de casas de funcionários em Volta Redonda está contaminado com substâncias potencialmente cancerígenas. Ao menos 750 dos 2,2 mil moradores têm de sair. (Págs. 1 e Vida A14)
Desembargador pedia dinheiro por ‘torpedo’ (Págs. 1 e Nacional A7)

Remédios têm aumento de preços (Págs. 1 e Economia B8)

Joseph Nye
Brics, tijolos sem cimento

Há 3 anos, disse que a sigla não se tornaria um grupo político importante e minha opinião se mantém após a última reunião. (Págs. 1 e Visão Global A10)
Dora Kramer
Além da imaginação

Algo de sobrenatural ocorre quando o Planalto é palco de desagravo de um dos varridos na dita ‘faxina ética’. (Págs. 1 e Nacional A6)
Ignácio de Loyola Brandão
Tour do congestionamento

São Paulo vai piorar, pois o governo endoidou e com medo da inflação está acabando com o IPI dos carros, e vai ser uma catástrofe. (Págs 1 e Caderno 2, D14)
Notas & Informações
Ameaça ao Tesouro

Congressistas agem como se o orçamento público fosse fonte de recursos para seus objetivos. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Um inocente morto e uma cidade ferida
O olho inchado, o ferimento na testa, as lágrimas... Karla Gonçalves, 22 anos, é sobrevivente de uma operação desastrada da Polícia Militar. No fim da noite de ontem, Karla e dois colegas voltavam da faculdade para casa, Na BR-070, em Ceilândia, um carro da PM com três militares a bordo emparelhou com o Fiat Uno que ela dirigia. Sem nada dizer, um deles apontou a arma e abriu fogo. O tiro atingiu de raspão a motorista e atravessou a cabeça de José Chaves Alves Pereira. O universitário, de 27 anos que estava ao lado de Karla, não resistiu. Ele tinha duas filhas, de 2 e de 6 anos, e deixa a mulher grávida de oito meses. A polícia afastou os PMs de atividades operacionais. Eles alegaram ter confundido o veículo com o de sequestradores. Especialistas em segurança classificaram a ação dos três de "bizarra" e disseram que eles deveriam estar presos pelo crime. (Págs. 1, 10 e 20)



Colegas criticam Feliciano por fechar sessões (Págs. 1 e 2)

Corrupção: Contas secretas expõem políticos e empresários
Lista revela nomes de governantes e de personalidades de vários países que mantêm dinheiro em paraísos fiscais. (Págs. 1 e 14)

Abertura da Copa tem chance real de ser no Mané (Págs. 1 e superesportes, 2 e 3)


Secretário faz uso privado de carro oficial
Vídeo ao qual o Correio teve acesso mostra Alessandro Teixeira. n° 2 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, chegando a academia de ginástica em veículo chapa branca. Ele está de roupa apropriada para atividades físicas, tênis e uma garrafa de água na mão. (Págs. 1 e 4)

Disputa com Vigão impõe perdas à Ceasa
Briga judicial por área pública no SIA onde funciona centro de compras do empresário Wigberto Tartuce gera prejuízo de R$ 7,2 milhões à empresa estatal. (Págs. 1 e 22)
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Valor Econômico

Manchete: Crédito se retrai nos grandes bancos
A oferta de crédito foi desapontadora no primeiro trimestre e os bancos já traçam um cenário pessimista para o ano. Entre os três maiores privados — Itaú, Bradesco e Santander —, a avaliação é que os desembolsos ficaram aquém do previsto de janeiro a março, comprometendo o desempenho do ano. Em 2012, a concessão de crédito privado cresceu 7%.

No início de 2013, as três maiores instituições financeiras privadas anunciaram que esperavam crescer entre 11% — piso para o Itaú—e 17%, topo da expectativa do Bradesco. Embalados pelo desempenho de 2012, os bancos públicos fizeram projeções menos conservadoras. O Banco do Brasil prevê que o estoque de crédito avançará de 16% a 20% e a Caixa Econômica Federal, 37,5%. (Págs. 1 e C1)


BC japonês faz aposta radical contra deflação
O Banco Central do Japão surpreendeu os mercados em sua primeira reunião sob o comando de Haruhiko Kuroda, tanto pela agressividade de seu programa de flexibilização monetária como pela amplitude das medidas. O objetivo é tirar o país do quadro deflacionário dos últimos 15 anos e, como efeito colateral, induzir a desvalorização do iene para impulsionar a economia.

A maior novidade foi a fixação de meta para a expansão da base monetária, que será duplicada nos próximos dois anos. O volume de títulos soberanos e os ativos de risco no balanço do BC também vão dobrar, para alcançar a meta de 2% de inflação. A base monetária passará de 28% para 55% do PIB, salto mais radical que o do Fed americano. (Págs. 1 e C16)

Copersucar é líder global em açúcar
O Brasil é o maior supridor global de açúcar desde 1995, quando desbancou a União Europeia e a Austrália. Mas esse negócio sempre foi liderado por tradings multinacionais, tendo à frente a americana Cargill. Na safra atual, encerrada em 31 de março, a relação de forças mudou. A Copersucar, trading brasileira que já havia se tornado a primeira em etanol ao comprar a americana EcoEnergy no ano passado, assumiu a liderança mundial na comercialização de açúcar, com a venda de 8 milhões de toneladas. A Cargill, em segundo lugar, movimentou 7 milhões de toneladas. (Págs. 1 e B14)
Tractebel e CPFL cobiçam Três Irmãos
O leilão de Três Irmãos, a maior usina do rio Tietê, construída pela Cesp, será um marco na história do setor elétrico - pela primeira vez, uma hidrelétrica antiga de grande porte retornará ao poder concedente e será relicitada. Ainda não foi definida uma data para o leilão, mas é possível que ele ocorra no fim do primeiro semestre ou início do segundo, de acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim.

Apesar das baixas tarifas fixadas, 70% menores que as cobradas pela Cesp até hoje, não devem faltar interessados nas usinas da estatal paulista, Fontes consultadas pelo Valor afirmam que as mais fortes candidatas à disputa são CPFL e Tractebel. Nos bastidores, as listas de potenciais interessadas também incluem a chinesa State Grid, a alemã E.On, sócia de Eike Batista na MPX, e o grupo Desenvix, que opera pequenas centrais hidrelétricas e eólicas. Mesmo a estatal mineira Cemig, que não aceitou os termos para a renovação das suas concessões, pode-: ria ter interesse nos ativos da Cesp, diz uma fonte. (Págs. 1 e B7)

PPP habitacional
O governo paulista espera publicar nas próximas semanas o edital da primeira parceria público-privada (PPP) habitacional do país, que prevê a revitalização de áreas degradadas no centro de São Paulo com a construção de 20,2 mil moradias. (Págs. 1 e A3)

Triunfo volta às urnas
Dono do maior PIB per capita do Rio Grande do Sul e de uma nada invejável tradição de corrupção eleitoral, o município de Triunfo volta domingo às urnas para escolher seu novo prefeito. (Págs. 1 e A5)
A inconfidência de Mujica
O presidente uruguaio, José Mujica, ridicularizou a presidente argentina, Cristina Kirchner, em evento no interior do país. Sem notar o áudio aberto, entre outras frases disse que "a velha é pior que o zarolho”, referindo-se ao ex-presidente Néstor Kirchner. (Págs. 1 e A14)
Investimentos do Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar vai propor em assembleia geral de acionistas, no dia 17, um plano de investimentos de até R$ 2,022 bilhões para este ano. Se atingir esse montante, será 28,3% maior que o total aplicado em 2012 e recorde para a companhia. (Págs. 1 e B6)

Produção de motos recua
A produção brasileira de motocicletas caiu 26,9% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 131,2 mil unidades. No trimestre, a queda é de 25,1%, 381,7 mil unidades. (Págs. 1 e B10)
CSN será multada por contaminação
A Companhia Siderúrgica Nacional será multada em até R$ 50 milhões pela Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro por ter doado a funcionários, para a construção de casas, um terreno contaminado com substâncias cancerígenas. (Págs. 1 e B10)

Corrida pelo potássio
A Potássio do Brasil, controlada pelo grupo canadense Forbes & Manhattan, e a Verde Potash, controlada por brasileiros, têm planos para exploração de potássio no Brasil que, somados, poderão demandar investimentos de US$ 4,3 bilhões. (Págs. 1 e B16)

Ideias
Claudia Safatle

Com política fiscal expansionista e medidas macroprudenciais inócuas, restou a taxa de juros para combater a inflação. (Págs. 1 e A2)

Armando Castelar Pinheiro

O risco da antecipação da disputa eleitoral é tornar politicamente inviáveis mudanças necessárias na condução da economia. (Págs. 1 e A17)
Indicadores mostram estagnação alemã e recessão no euro (Págs. 1 e A15)

Transgênicos contra a lagarta
Uma missão de produtores brasileiros de soja irá à China tentar obter autorização para exportar soja transgênica com a tecnologia RR2, da Monsanto. A semente é resistente à praga da lagarta Helicoverpa. (Págs. 1 e B16)
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Estado de Minas

Manchete: Nas estradas mineiras, a tragédia é infinita
Levantamento do Estado de Minas mostra que de janeiro até ontem pelo menos 561 pessoas morreram em acidentes nas estradas federais e estaduais mineiras e no trânsito urbano de 21 cidades. São em média seis mortes por dia, ou uma a cada quatro horas, e as causas, para lá de conhecidas: estradas ruins, leis não cumpridas, imprudência e falta de fiscalização. O pior é que a carnificina não vai parar. Especialistas lembram que, pelo fato de as mortes não ocorrerem de uma só vez, como nas grandes tragédias, o impacto é diluído e o combate efetivo, adiado. No ritmo atual, até o fim do ano, mais de duas mil pessoas vão morrer. Como numa guerra, sem qualquer sinal de aceno da bandeira branca.

561 mortos em 3 meses

Número maior que os 427 mortos nos voos da Tam e Air France;

Mais que o dobro das 241 vítimas do incêndio em Santa Maria (RS);

Cinco vezes mais que os 108 óbitos por dengue no país em 2013.(Págs. 1, 17 e 18)


Seis denunciados por falso remédio
Ministério Público estadual denuncia seis pessoas ligadas à empresa Hipolabor, de BH, por adulteração de medicamentos e formação de quadrilha. Golpe foi descoberto em 2011 e penas para os crimes podem chegar a 18 anos. (Págs. 1 e 2)
Depoimento: Supremo reforça segurança para ouvir Feliciano (Págs. 1 e 3)


Judiciário: Criação de TRF em Minas vai agilizar ações (Págs. 1 e editorial, na 6)

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Jornal do Commercio

Manchete: Viadutos engavetados
Quase dois anos depois de anunciar quatro viadutos sobre a Agamenon Magalhães, governo deixou projeto de lado. Ordem de serviço do Ramal Agamenon do Corredor Norte-Sul foi assinada sem previsão dos elevados. (Págs. 1 e cidades 4 e 5)

Mais um “nó” com a lei das domésticas
Quem paga para alguém cuidar dos filhos terá compromissos de empregadora. Informalidade nas relações, porém, deve se tornar um obstáculo. (Págs. 1 e economia 4)
Remédios terão aumento de até 6,31%
Reajuste foi divulgado ontem, respeitando três faixas de medicamentos. Consumidor deve sentir a alta até o fim da próxima semana. (Págs. 1 e economia 1)
Acusado de mandar matar casal é absorvido
Júri no Pará condena executores de extrativistas, mas libera suspeito por falta de provas. (Págs. 1 e 9)

Obra pela metade
Lúcia Reis mostra acidente em cruzamento de Olinda que foi requalificado, mas não recebeu sinalização. (Págs. 1 e 15)
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Zero Hora

Manchete: Sistema sob suspeita liberou 121 mil alvarás de incêndio
Criado para agilizar a vistoria de edificações, software usado pelos bombeiros no Estado é definido no inquérito da boate Kiss como “falho, incompleto e simplificado”. O SIG-PI só não é adotado em Porto Alegre. (Págs. 1, 4 e 5)
Teto alto: Limite não segura preço de remédios
Reajuste máximo fixado pelo governo federal é insuficiente para evitar o aumento abusivo. (Págs. 1 e 29)
No vermelho: Tarso culpa Britto e Yeda pela crise
Governador reage a críticas do PMDB e justifica uso de depósitos judiciais. (Págs. 1 e 6)
Mujica ataca Cristina: “Esta velha é pior do que o caolho”
Sem perceber microfone ligado, uruguaio critica colega argentina e o marido morto. (Págs. 1 e 32)
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Brasil Econômico

Manchete: Seguro de risco em grandes obras deve atingir R$ 1 bilhão neste ano
Como o governo prevê investimentos públicos e privados de cerca de R$ 4 trilhões em infraestrutura até 2016, o mercado segurador está otimista e espera dar cobertura aos riscos de importantes projetos de engenharia que vão sair da gaveta. (Págs. 1 e 22)
“Falta entrosamento entre o governo e o setor privado”
Ex-presidente da consultoria global A.T.Kearney e autor do best-seller “World out of Balance”, o americano Paul Laudicina pede mais diálogo com os empresários e diz que o Brasil tem tudo para mudar de patamar. (Págs. 1 e 6)
Empresa de médio porte atrai gestoras
Trilha da Linx, de tecnologia, que recebeu aporte da General Atlantic, e chegou à bolsa, está sendo seguida por outras empresas de perfil semelhante. (Págs. 1 e 23)
Produção de veículos cresce 3,4% em março
Apesar dessa leve evolução, as vendas no mês passado caíram 5,5%, segundo a Anfavea. (Págs. 1 e 12)
Mineração ainda depende de sinal verde do Planalto
Novas regras serão baixadas por medida provisória, mas o texto aguarda aprovação de Dilma. (Págs. 1 e 7)
Japão combate a deflação com US$ 1,4 trilhão
Base monetária do país saltará para US$ 2,8 trilhões até 2014, quase o dobro do final de 2012. (Págs. 1 e 28)
Festa em Salvador
Na presença de Dilma Rousseff, a Bahia inaugura hoje a Arena Fonte Nova, uma das sedes da Copa das Confederações. (Págs. 1 e 4)
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