PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, outubro 15, 2013

PROFESSORES E CID GOMES. (...) PARA OS QUE TEM MEMÓRIA CURTA

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Professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro, diz Cid 

Governador do Ceará critica professores da rede estadual, em greve há 24 dias, e diz que quem quer dinheiro deve procurar outra atividade

Daniel Aderaldo, iG Ceará | 29/08/2011 21:07
Texto:

Foto: Agência EstadoAmpliar
Cid Gomes (PSB), governador do Ceará
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), mandou um recado nesta segunda-feira (29) para os professores da rede estadual de ensino em greve há 24 dias - eles querem aumento de salário. Para ele, quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”, disse o governador.
A afirmação já havia sido atribuída a Cid Gomes por professores que participaram de uma negociação pelo fim da greve. Há uma semana o governador teria dito. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".
“
Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública"
A imprensa pediu um “tira-teima” e Cid disse praticamente a mesma coisa, mas de uma forma mais branda.
“Isso é uma opinião minha que governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público”, declarou. "Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública”, completou.
O Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) diz que o governo do Ceará não cumpre a Lei Federal do Piso e o plano de cargos e carreiras dos professores. A categoria quer a aplicação do piso para os profissionais de nível médio, graduados e pós-graduados.

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15 DE OUTUBRO. DIA DO PROFESSOR

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PARABÉNS À TODOS COLEGAS, EX-COLEGAS (aposentados) AMIGOS, 

PARENTES, PELO DIA DO PROFESSOR, EM ESPECIAL A ''DONA CALIJURI'' 

QUE ME ALFABETIZOU (1961).


Natalino Henrique Medeiros.

.'.

segunda-feira, outubro 14, 2013

NOBEL DE ECONOMIA/2013

Prêmio Nobel de Economia vai para Eugene Fama, Lars Hansen e Robert Shiller

O trio norte-americano ganhou o prêmio pela 'análise empírica do preço dos ativos'

14 de outubro de 2013 | 8h 01

Estado SP.
SÃO PAULO - O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi concedido a um trio norte-americano: Eugene Francis Fama, da Universidade de Chicago, Lars Peter Hansen, do mesmo centro acadêmico, e Robert James Shiller, da Universidade de Yale.
Trio norte-americano: Eugene Fama, Lars Hansen e Robert Shiller - Reprodução
Reprodução
Trio norte-americano: Eugene Fama, Lars Hansen e Robert Shiller
O prêmio da Academia Real das Ciências da Sueca se deu pela "análise empírica do preço dos ativos", como ações, bônus soberanos e bens imobiliários.
Embora não exista uma forma de prever os preços de ações e bônus no curto prazo de dias e semanas, diz o comunicado, é certamente possível prever o curso amplo dos preços no longo prazo - entre três e cinco anos.
"Essas descobertas, ao mesmo tempo surpreendentes e contraditórias, foram feitas e analisadas pelos ganhadores do Nobel neste ano, Eugene Fama, Lars Peter Hansen and Robert Shiller", informa a academia. Pelo prêmio, o trio norte-americano receberá oito milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,3 milhões. 
Quem é quem. Eugene Fama nasceu em 1939 em Boston e é professor emérito da Universidade de Chicago, especialista em Finanças.
Lars Peter Hansen nasceu em 1952 nos Estados Unidos e ocupa a cadeira de Economia, Finanças e Estatística na mesma universidade.
Robert Shiller nasceu em Detroit em 1946 e leciona na Universidade de Yale, em New Haven.
Histórico. Nos últimos anos, pesquisadores norte-americanos dominaram os prêmios de economia. A última vez em que um cidadão de outro país estava entre os vencedores foi 1999. Com o prêmio de economia, os comitês do Nobel já anunciaram os ganhadores de todas as seis categorias de 2013.
Diferentemente de medicina, química, física, literatura e o Nobel da paz, o prêmio de economia não foi criado por Alfred Nobel em 1895. O banco central da Suécia adicionou economia aos prêmios em 1968, em memória a Alfred Nobel. (Com agências).

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MARINA: ARRISCANDO UM ''NOBEL" !!!

14/10/2013
Marina critica Dilma e defende volta do tripé


Durante encontro fechado, na sexta-feira, com cerca de cem empresários, investidores e profissionais do mercado financeiro, a ex-ministra Marina Silva (PSB) fez duras críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff e defendeu o retorno do tripé - geração de superávits primários nas contas públicas, câmbio flutuante e metas para inflação - que vigorou nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula.
Segundo relatos do encontro ouvidos pelo Valor, Marina afirmou discordar do expansionismo fiscal adotado pelo atual governo e apoiou a geração de superávits primários "expressivos, sem manobras contábeis". Para a ex-ministra, o câmbio deve voltar a flutuar livremente sem tantas intervenções do Banco Central. Além disso, é preciso promover uma sinalização firme para que a inflação volte ao centro da meta (4,5%) - na gestão atual, a inflação média anual está girando em torno de 6%


Marina diz a investidores que é preciso restaurar o tripé econômico

Por Talita Moreira | De São Paulo


A ex-senadora Marina Silva (PSB) defendeu o retorno à austeridade fiscal, empenho no combate à inflação e a adoção de uma agenda para simplificar a economia em apresentação a clientes do banco Credit Suisse na sexta-feira.

Marina criticou a política econômica da presidente Dilma Rousseff e apontou como exemplos positivos algumas medidas adotadas nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, apurou o Valor.

A ex-senadora defendeu a volta do tripé macroeconômico baseado na adoção de metas de inflação, câmbio flutuante e política fiscal geradora de superávits primários. Conforme relato de investidores que estiveram no encontro, ela disse que o tripé "ficou comprometido e é preciso restaurá-lo".

Segundo uma dessas fontes, Marina afirmou discordar do expansionismo fiscal adotado pelo governo e defendeu que o país volte a gerar superávits primários "expressivos, sem manobras contábeis". Para a ex-senadora, o câmbio deve voltar a flutuar livremente, sem tantas intervenções do Banco Central (BC) e deve haver um combate mais firme à inflação.

Na avaliação dela, o combate à inflação foi relegado pelo governo. Para recuperar a credibilidade, afirmou, é preciso dar ao mercado sinais claros, "quase teatrais", de que a inflação será levada ao centro da meta. Marina disse também que o BC precisa ter autonomia para operar, mas considera arriscado institucionalizar essa autonomia.

A apresentação foi feita a cerca de cem empresários, investidores e profissionais do mercado financeiro na sede do Credit Suisse em São Paulo. O evento fez parte de um ciclo de palestras que o banco tem promovido para discutir soluções para o Brasil. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o palestrante da semana anterior.

Marina estava acompanhada do economista Eduardo Giannetti, do vereador Ricardo Young (PPS) e de outros assessores. Foi ela quem fez a apresentação. Giannetti só interveio a pedido dela na sessão de perguntas e respostas. Com um discurso marcado por questões caras ao mercado financeiro, a ex-senadora foi descrita como "impressionante" e "cativante" por fontes que assistiram à palestra.

Procurado, o Credit Suisse não fez comentários sobre o evento.

Além da defesa do tripé, Marina destacou a necessidade de reformas microeconômicas para simplificar o ambiente de negócios. Sem apresentar propostas, apontou a Lei de Responsabilidade Fiscal e os empréstimos consignados como exemplos de medidas que foram adotadas por FHC e Lula e surtiram efeitos positivos.

Ao mesmo tempo, a ex-senadora criticou as desonerações pontuais feitas pelo governo em alguns setores, alegando que são "danosas" e não melhoram as condições para se fazer negócios no país. Para ela, a estratégia de criação de "campeões nacionais" com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é feita sem transparência e não deu os resultados esperados.

Marina adotou tom conciliador ao falar de meio ambiente, bandeira que a tornou conhecida. Segundo ela, a análise dos processos de licenciamento ambiental tem de ser ágil para dar aos empresários clareza para investir. Isso, afirmou, se faz com um governo bem equipado. "Mas não se pode confundir agilidade com flexibilidade na concessão de licenças", disse.

adicionada no sistema em: 14/10/2013 03:13

''SPY vs. SPY"

14/10/2013
Dilma anuncia sistema de e-mail antiespiões.

Dilma anuncia sistema de e-mail antiespionagem


No Twitter, presidente diz que Brasil vai desenvolver mecanismo de mensagens criptografas para garantir maior segurança online

Anne Warth / brasília


A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo vai criar um sistema nacional de e-mail criptografado para evitar que autoridades nacionais sejam alvo de espionagem. A determinação foi dada ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda.

"Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a inviolabilidade de mensagens oficiais", afirmou a presidente, em sua conta oficial no Twitter. "É preciso mais segurança nas mensagens para prevenir uma possível espionagem."

O sistema será desenvolvido pela Serpro em parceria com os Correios e terá uso obrigatório no governo. O Ministério das Comunicações deve começar a testá-lo ainda neste mês.

A Serpro e os Correios também estudam o lançamento de um serviço público e gratuito de e-mail seguro para a população.

Outras medidas para dar segurança às informações têm sido desenvolvidas em sintonia com o Planalto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) criou e está agora aprimorando telefones fixos e celulares que transmitem sinal criptografado e dificultam a decodificação de conversas sigilosas. Apesar da dificuldade de usá-los, mais assessores e ministros pediram à agência para receber os aparelhos.

A Abin também apresentou ao Palácio do Planalto uma espécie de pen drive que cria áreas seguras em computadores, dispositivos e sistemas.
Os documentos criados nesse ambiente são automaticamente criptografados e podem ser enviados pela internet com segurança.

O governo também quer comprar um satélite geo estacionário próprio, por meio da Telebrás. Hoje, dados, telefonia, sinais de TV paga e comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, privatizada em 1997 e, atualmente, nas mãos da Claro, do empresário mexicano Carlos Slim.

O satélite e a tecnologia serão fornecidos pelo grupo franco-italiano Thales Alenia Space. A Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, será a responsável pela montagem do satélite. A tecnologia ficará a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB). Ao custo de cerca de US$ 600 milhões, ele deve entrar em órbita em 2016.

No mês passado, reportagens do jornalista Glenn Greenwald mostraram que apresidente Dilma foi monitorada pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).

O órgão invadiu telefonemas e e-mails enviados por Dilma a seus assessores, além de mensagens trocadas entre ela e o atual presidente mexicano, Enrique Pena Nieto. O repórter se baseou em documentos revelados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden.

Dilma cobrou esclarecimentos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Insatisfeita com as explicações, ela decidiu cancelar a visita oficial que faria ao país neste mês.

adicionada no sistema em: 14/10/2013 02:49

EDUARDO E MÔNICA (Legião Urbana)

14/10/2013
José Roberto de Toledo


Zona de confusão



O Datafolha mostra a mesma divisão medial do eleitorado que levou as eleições de 2002, 2006 e 2010 ao segundo turno. Mas uma diferença pode mudar o fim da história. A chapa "EduMarina" pretende-se uma frente anti governo. Aposta na clivagem enquanto busca monopolizar os votos de quem quer mudança no poder. Se bem-sucedida, aumenta a chance de tudo acabar em 5 de outubro.


Os governistas podem acreditar na simplória conta aritmética que dá maioria absoluta a Dilma Rousseff (PT) ou se prepararem para enfrentar uma frente única antipetista cuja estratégia é transformar a votação em plebiscito sobre o governo. Embora a primeira versão seja sedutora, a segunda encontra mais amparo nas pesquisas de intenção de voto.

Qual a maior diferença entre os dois cenários que têm Dilma e Aécio Neves (PSDB), mas alternam Eduardo Campos (PSB) eMarina(PSB)? A taxa daqueles que dizem que votarão em branco, anularão ou não sabem responder. Com Marina na disputa, os eleitores sem candidato são 15%. Com Eduardo, 23%.

Na hora da urna, a história mostra que essa taxa tende a ficar abaixo de 10%. Logo, a questão é para quem penderão os 13% extras de eleitores que ficam sem candidato quando Eduardo Campos é o nome do PSB: à candidata governista ou aos oposicionistas.

Sem Marina na cabeça de chapa, Dilma ganha três pontos, e Aécio leva quatro a mais. A diferença mínima é inconclusiva. Outros elementos são necessários à comparação. Eles existem.

Eduardo tem metade dos votos de Marina, mas é desconhecido por 43% dos eleitores, quase quatro vezes mais do que sua nova companheira de partido. Se, à medida que a campanha avançar, ela pedir votos para ele como Lula pede para Dilma, é possível que o candidato do PSB conquiste mais eleitores do que a presidente entre os que ficam sem candidato diante da saída de Marina.

Por dois motivos:

1) Dilma tem rejeição muito mais alta do que Eduardo entre os eleitores de Marina. Pesquisado Ibope em meados de setembro mostrou que 60% dos que declaravam voto em Marina não votariam de jeito nenhum em Dilma para presidente. A proporção cai amenos da metade (27%) com Eduardo, porque 36% dos eleitores de Marina dizem que não o conhecem o suficiente para opinar;

2) O Datafolha fez experiência heterodoxa e testou dois cenários de segundo turno citando nomes de candidatos a presidente e a vice. A chapa Eduardo/ Marina perderia por 37% a 46% para Dilma/Michel Temer. Mas a chapa invertida do PSB,Marina/Eduardo, aparece tecnicamente empatada com Dilma/ Michel: 42% a 44%. A diferença vem do grau de conhecimento de Campos.

Tudo depende, portanto, de quão dedicada e eficiente será a campanha de Marina por Eduardo. Não está claro qual a melhor tática: se apostar na confusão, como aparentam por ora, não deixando claro quem é o cabeça de chapa; ou se definindo logo quem é a locomotiva e quem é o vagão. Seja quem vier a ser o candidato, ele será fruto da decisão de Eduardo Campos.

A chapa "EduMarina" não é o fim da polarização eleitoral brasileira. Quer é substituir um dos polos, o do PSDB. Tem chances, por vários motivos: decadência eleitoral dos tucanos e o apelo de novidade que carrega são dois dos principais.

Se continuar avançando nas pesquisas de intenção de voto, "EduMarina" colocará a candidatura de Aécio em xeque. O tucano se segura em dois ativos eleitorais que fazem falta à dupla contra quem disputa o protagonismo da oposição: tempo de TV e palanques estaduais.

Nas últimas cinco eleições presidenciais, a diferença entre o primeiro colocado e a soma dos adversários nunca superou 5% dos votos válidos do primeiro turno. Em 1994 e 1998, a seu favor; nas outras três, contra. 

A margem é tão apertada que prognósticos são tãobons quanto um cara ou coroa. Nada indica que em 2014 essa zona de confusão será menos decisiva.


adicionada no sistema em: 14/10/2013 02:25

Ô ''MARINEIROS, MARINEIROS"! ... QUEM ''TE'' ENSINOU A NADAR??? (Foi o TOMBO do navio????)

14/10/2013
Rede recusa ‘cargos’ no PSB e mantém plano de ser partido


Em reunião comandada por Marina, grupo decide "manter integridade" e deixar claro que União com PSB é programática

Daiene Cardoso Ricardo Britto / brasília



Em reunião comandada pela ex-ministra Marina Silva, a Executiva Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade decidiu ontem que nenhum de seus filiados participará das instâncias partidárias do PSB. 



Em encontro que durou o dia todo, aliados de Marina anunciaram que vão consolidar a criação do partido e que a decisão de não integrar os diretórios estaduais ou a Executiva do PSB ajuda a "manter a identidade da Rede", deixando claro que se trata apenas de uma coligação "programática".

"Foi um gesto generoso do PSB (oferecer espaço nas instâncias decisórias do partido), mas a nossa decisão é importante para caracterizar a coligação", disse Bazileu Margarido, da Executiva da Rede. 

Com a decisão, os "marineiros" criaram uma "comissão de interlocução" com o PSB, sob a liderança de Marina, que ficará responsável por apresentar ao partido do governador Eduardo Campos propostas para o plano de governo e deliberações sobre alianças regionais. Também ficou decidido que não haverá mais filiações de "marineiros" ao PSB.

No encontro, que teve videoconferência com a militância nos Estados, houve aprovação, "por aclamação", da aliança com o PSB. Eles admitem, no entanto, que o processo de convencimento de todos os militantes levará tempo."Esse momento não está superado. Vamos dialogar com a militância da Rede", disse Margarido. Os "marineiros" anunciaram também que vão retomar o processo de coleta de assinaturas para validação do registro da Rede.

Pesquisa. Marina evitou comentar a pesquisa Datafolha, divulgada sábado, em que Campos aparece com 15% das intenções de votos num cenário em que disputa com Dilma Rousseff (42%) e Aécio Neves (21%). Na sondagem anterior, de agosto, o governador tinha de 8% a 5%. "Vamos debater isso com a base, mas a pesquisa teve um aspecto positivo, que foi o crescimento de Campos", disse Bazileu.

"O próprio PSB esperava que ele (Campos) só teria dois dígitos no ano que vem. Então é o crescimento mais extraordinário", disse o deputado Walter Feldman (PSB-SP). Questionado se Marina poderia ser a cabeça de chapa do PSB em 2014, Feldman negou. Segundo ele, seria contraditório com a postura de "desprendimento" da ex-ministra.


adicionada no sistema em: 14/10/2013 02:09

... SE É POR CAUSA DE ADEUS, ATÉ LOGO! (dito popular)

14/10/2013
PT entrega cargos em Pernambuco



Lideranças do PT de Pernambuco vão entregar postos no governo Eduardo Campos (PSB). O partido deve se posicionar nesta semana sobre a ruptura. Em reunião com Marina Silva, a Rede manteve o plano de virar partido e não aceitará integrar a cúpula do PSB.

Dirigentes próximos de Lula anunciam ruptura do PT com Campos no Estado



As principais lideranças do PT em Pernambuco anunciaram ontem que o partido entregará os cargos ocupados no governo Eduardo Campos (PSB). O grupo segue orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer um distanciamento do governador, provável candidato à Presidência com apoio da ex-ministra Marina Silva. A posição foi tomada pelo senador Humberto Costa, pelo deputado federal João Paulo e pelo atual presidente estadual da sigla, deputado federal Pedro Eugênio, mas parte dos petistas é contra a ruptura.

Um anúncio oficial do PT, porém, só será feito nesta semana. O grupo do ex-prefeito do Recife, João da Costa, e do presidente do diretório municipal, Oscar Barreto,defende a manutenção dos cargos, sem ruptura com o PSB pernambucano.

"Nos antecipamos para defender nossa posição dentro do partido", afirmou Humberto Costa. Segundo ele, a partir do momento em que o PSB de Eduardo Campos entregou os cargos que tinha no ministério da presidente Dilma Rousseff, não faz mais sentido manter os cargos do PT no Estado. "De lá paracá as coisas ficaram cristalizadas e não faz mais sentido estar dentro do governo de Eduardo", afirmou o senador, ao citar a aliança de Campos com Marina Silva e o programa nacional do PSB com críticas ao governo Dilma Rousseff.

Aproximadamente 25 cargos serão entregues, a maioria na área da saúde, onde o PT tinha a secretaria executiva. O PT controlava as secretaria de Cultura e Agricultura." Foi um gesto político", disse João Paulo.

Prioridade. Segundo Costa, a prioridade do partido, depois da definição do PT estadual em relação ao PSB, será a organização de forças para dar sustentação à reeleição da presidente. Para o senador, ainda é cedo para saber se o PT terá candidato próprio ao governo de Pernambuco ou se apoiará a provável candidaturado senador Armando Monteiro Neto (PTB), que deixou o governo Campos na última sexta-feira, alegando a mesma razão dada pelo governador ao sair do governo federal: paraficar mais à vontade.

Monteiro Neto trabalha para consolidar sua candidatura ao governo estadual com o apoio do PT. O deputado federal João Paulo acredita que a tendência será se aliar ao petebista.

Estranha inimizade. Para o primeiro-secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, o PSB não pode ser tratado pelos petistas como inimigo por conta do projeto presidencial de Campos. "É estranho ser tratado como inimigo. Diferentemente deles, não vemos o PT como inimigos. Essa visão (de isolar o PSB nos Estados, defendida por Lula) é fundamentalista e autoritária." Ele admite, porém, problemas na aliança estadual: "A saída dos secretários já era esperada. A relação do PT com o PSB em Pernambuco estava tumultuada desde 2012". "Em outros Estados o PSB e o PT continuarão juntos. No Espírito Santo, eles apoiam o (Renato) Casagrande. No Acre também devemos estar juntos", pontuou Siqueira.

Pesquisa. O senador Humberto Costa achou "muito boa" a aprovação da presidente na última pesquisa do Datafolha. A petista venceria Campos ou Aécio Neves (PSDB) no 1.° turno. "É natural que a superexposição tenha feito Eduardo crescer (de 8% para 15%)", disse. / 

COLABOROU PEDRO VENCESLAU


adicionada no sistema em: 14/10/2013 02:47

quarta-feira, outubro 09, 2013

ELEIÇÕES 2014: ''A MOÇA FEIA DEBRUÇOU NA JANELA/PENSANDO QUE A BANDA TOCAVA P'RÁ ELA'' (C. Buarque)

09/10/2013
Elio Gaspari:: 

E se aparecer a "banda Fora PT"?



Marina Silva está no PSB. Eduardo Campos, que até o mês passado estava na base de apoio do governo. Marina tomou uma decisão imperial e fechou o acordo com o senhor do PSB em menos de 24 horas. Disse que fez uma "aliança pragmática" mas logo corrigiu-se: "programática" Em torno do quê, não se sabe. Se disso resultar apenas uma chapa, tem tudo para ser nova parolagem. Se dessa aliança nascer uma tentativa de frente antipetista, o caminho e a conversa serão outros.


Em matéria de chapa esquisita, ninguém superará a de Tancredo-Sarney.
No entanto, aquilo era uma frente contra o que a rua chamava de "isso que está aí" e Tancredo foi eleito (indiretamente) sem ter apresentado programa. Precisava?

Mário Covas, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola não podiam imaginar que o segundo turno da eleição de 1989 seria disputado por Lula e Fernando Collor. Eram dois candidatos contra aquilo que estava ali.


Quem foi para a rua em junho saberá nos próximos meses que o Supremo está pronto para diluir as sentenças do mensalão. Aquilo que Marina Silva exageradamente classificou de "chavismo" é apenas um aspecto do jogo bruto do comissariado petista. Ele foi sentido nos tribunais, nos bancos oficiais, na porta giratória das agências reguladoras e na monumental trapalhada da proposta de Constituinte exclusiva. Isso para não se falar nos grandes circos com padrão Fifa.


A aliança dos dois ex-ministros do governo de Lula tanto pode acabar numa pirueta movida a palavrório como em algo maior. Sinal de seu anacronismo é a notícia de que Fernado Bezerra Coelho harmonizará a aliança "pragmática" ou "programática".
Até outro dia ele era ministro da doutora Dilma. Faz parte do clã que controla Petrolina há meio século. O PT respondeu a às ameaças mais encorpadas com a voz das umas e prevaleceu porque o eleitorado preferiu "o que está aí".

O comissariado buscará em 2014 a extensão do seu mandato para até 2018. Serão dezesseis anos corridos.

Jamais na história brasileira um partido conseguiu essa marca dentro de um só regime constitucional. Os conservadores do império tiveram catorze anos (1848-1862). Getúlio Vargas teve quinze (1930-1945), com três regimes e uma ditadura. Os militares tiveram 21, com quatro ordens constitucionais. No 16º ano de vida, seu partido, a Arena, estava estilhaçado. 

Já o PT, vai bem, obrigado, sonhando com uma reforma política que criaria o financiamento público das campanhas (dinheiro na mão do comissariado) e a instituição o voto de lista (o mesmo comissariado alinha os candidatos). Não se tratará apenas de uma tentativa de espichar o tempo de mando. O que há na mesa é um projeto explícito. Jogo jogado.

Para os costumes brasileiros, a longevidade petista seria uma novidade. 

Contudo, nas quatro maiores democracias do mundo (Estados Unidos,
Alemanha, França e Inglaterra), a sociedade deu o poder a blocos de poder longevos que fizeram grandes reformas.


O marqueteiro João Santana acha que Dilma Rousseff será reeleita graças a uma oposição viciada pela "antropofagia de anões". 


Marina Silva com Eduardo Campos tanto podem representar isso, devorando o tucanato, como podem formar uma banda tocando "Fora PT".


Os eleitores decidirão quem dança. •
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Elio Gaspari éjornalista


adicionada no sistema em: 09/10/2013 04:24

OS VELHOS LOBOS DO MAR (ficção literária)

09/10/2013
Senado aprova projeto que retira dinheiro e TV de novas legendas


Proposta não afeta PROS e Solidariedade; PSB diz que é retaliação


Júnia Gama
junia.gama@bsb.ogtobo.com.br


Três dias depois que Marina Silva (PSB) declarou apoio a Eduardo Campos na disputa presidencial de 2014, o Palácio do Planalto mobilizou a base aliada para aprovar, ontem, o projeto que reduzirá o tempo de TV e a participação de novas legendas na partilha do fundo partidário. A proposta — aprovada em regime de urgência no Senado — afeta diretamente a Rede Sustentabilidade, de Marina, uma vez que a legenda ainda não tem registro junto à justiça Eleitoral.

O texto foi aprovado na Câmara, em abril e, agora, vai à sanção presidencial. O tempo de TV e a participação no fundo partidário das novas legendas será ínfima, em benefício aos partidos que já têm representação na Câmara dos Deputados. O objetivo do projeto é inibir a proliferação de partidos e a negociação de apoio, estimulada apenas pelo cálculo do dinheiro do fundo e do tempo de TV.

Como a lei não retroage, os partidos Solidariedade e PROS, recém criados, foram beneficiados com fundo partidário e tempo de TV maiores, pois o cálculo levará em conta o número de deputados migraram para essas bancadas durante a última semana. Já o partido de Marina, quando for criado, seguirá as novas regras.

Em abril, o líder do PSB, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ingressou com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a votação do projeto. Agora, Rollemberg afirma que poderá fazer nova contestação no STF. E diz que há um movimento para retaliar Marina Silva.

Se esse projeto só vale para 2018, por que essa pressa em aprovar logo? É uma clara retaliação à Marina. Quando chegou aqui, tinha objetivo muito claro de limitar a criação da Rede Sustentabilidade e, por isso, fomos ao STF. Embora a intenção do projeto seja positiva, quero alertar para vícios de constitucionalidade —  apontou Rollemberg.

O presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) — que negociou a aprovação do projeto na segunda-feira à noite —- negou que a proposta tenha sido aprovada em retaliação à Rede Sustentabilidádè.

— A verdadeira inflação que nós devemos nos preocupar no Brasil é a dos partidos políticos.

Já são mais de 32, é a maior profusão de partidos no planeta e isso acontece em detrimento de uma orientação ideológica, programática. Chegou a hora de colocarmos um basta nisso. Qualquer um poderá criar partido, mas sem levar o fundo partidário e o tempo de televisão — argumentou Renan.

O governo tentou aprovar o texto em meados deste ano, paira que atingisse os partidos que estavam sendo criados, tendo como foco principal a ex-ministra Marina Silva. O Planalto, no entanto, foi bombardeado com críticas de que seria uma proposta casuística, já que o governo auxiliou a criação do PSD de Gilberto Kassab, que nasceu co mo um aliado, e, logo depois, quis endurecer as regras para as novas legendas, como forma de neutralizar a adversária.

Houve então um recuo no Congresso. Porém, o Planalto retomou sua atuação porque Marina continua trabalhando para oficializar a criação da Rede. 


adicionada no sistema em: 09/10/2013 03:29

ELEIÇÕES 2014: O LOBO DA ESTEPE (3)

09/10/2013
Grupo da Rede passa a integrar executiva do PSB


Partidos começam a avaliar perspectivas nos estados, e seus líderes aparecerão na TV 

Chico de Gois chico.gois@bsb.oglobo.com.br


No primeiro encontro entre as cúpulas do PSB e da Rede após o anúncio de filiação da ex-senadora Marina Silva ao partido do governador Eduardo Campos, as duas legendas decidiram que representantes da Rede farão parte informal da executiva do PSB. Oficialmente, os membros da Rede não podem integrar a executiva socialista porque não pertencem ao diretório nacional, mas foi o jeito encontrado para que os simpatizantes de Marina possam apresentar suas ideias para um eventual plano de governo, caso se confirme a candidatura de Campos à Presidência, em 2014.

Ontem, Pedro Ivo, da coordenação de organização da Rede; Gutemberg Gomes, da executiva do partido, e Carlos Siqueira, primeiro-secretário do PSB, reuniram-se por aproximadamente cinco horas para uma avaliação preliminar das perspectivas de união nos estados.

— Preferimos não avançar muito na discussão regional para termos um quadro mais detalhado de nossos próprios quadros. Nós ainda nem sabemos direito quem está filiado — disse Siqueira.

Marina não fará parte desse grupo da executiva do PSB. Sua função será viajar pelo país para divulgar as ideias da coligação. Amanhã, ela estará em São Paulo com Eduardo Campos; na próxima terça-feira, irá proferir palestra ém Recife.

A ex-senadora aparecerá fazendo um jogral com Campos no programa do PSB que vai ao ar amanhã. Foi pinçado parte de seu discurso do sábado, ao lado de Campos, em que fala das dificuldades que enfrentou para legalizar sua legenda, e ela dirá que, em plena democracia, tem de manter sua agremiação na clandestinidade. O programa contará com a presença da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP). A Rede terá direito de expor seu símbolo. 

adicionada no sistema em: 09/10/2013 03:27

ELEIÇÕES 2014: O LOBO DA ESTEPE (2)

09/10/2013
Campos agora fala em 'aposentar raposas'


Política está mofada, diz governador, aliado de uma dezena de partidos em PE


-SALVADOR E NOVA YORK- 

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência da República, classificou ontem a política brasileira como "mofada, cansada, atrasada" e disse que está na hora de aposentar as "raposas que já estão enchendo a paciência do povo brasileiro".


Campos deu entrevista, por telefone, à Rádio Metrópole de Salvador.


— Chegou a hora de a gente aposentar um bocado de raposas. (Elas) Têm de ir para casa para o Brasil seguir em frente e continuar mudando — disse Campos, que conta desde sábado com o apoio de Marina Silva.

O governador, porém, não citou quais seriam as raposas a que se referia. Disse que tem consideração e amizade pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo senador Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência, que, segundo ele, fazem um tipo de política que ele, Campos, diz que não quer mais fazer.

— As figurinhas são as mesmas, as mesmas cabeças, só pensam nas casquinhas, nos políticos debaixo do braço para empregar alguém que não arruma emprego na iniciativa priva -da para atrasar a vida do povo. 

O povo está querendo eficiência, mudança. Essa política é analógica, e a população está na era digital, não aguenta mais conversa, não, quer velocidade — disse Campos.

Ao ser indagado sobre a frase atribuída a Lula de que a aliança com Marina Silva teria sido um "soco no fígado" Campos disse que sua intenção "não foi dar soco em ninguém" mas "construir um caminho para animar a vida pública brasileira".

Em relação ao fatiamento de governos motivado pelas alianças partidárias, o pré-candidato do PSB, que abriga mais de uma dezena de partidos no governo de Pernambuco, disse que essa prática estaria "vencida";

— Não é nenhum preconceito com a política (atual). Já vi o mar encher e o mar secar. Você só tem sustentação parlamentar se você tem sustentação nas ruas — admitiu.


AÉCIO: VIGOR PARA OPOSIÇÃO
Já em Nova York, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse ontem que a aliança entre Campos e Marina indica que o ciclo do PT no governo pode estar chegando ao fim, e que "a campanha deixará de ter o maniqueísmo que sempre atendeu muito aos interesses do Partido dos  Trabalhadores".


Em entrevista, antes de palestra num seminário promovido pelo banco BTG Pactuai, Aécio afirmou que o acordo "traz vigor à oposição" e é, sobretudo, um atestado da vulnerabilidade do atual governo.

—Acho que é uma demonstração clara da fragilização desse modelo que está aí, que nos tem levado a um crescimento pífio ao longo dos últimos anos, com a inflação voltando a crescer ea estagnação dos nossos indicadores sociais. A presença tanto de Eduardo como de Marina no campo oposicionista deve ser saudada por nós como algo que prenuncia o fim desse ciclo de governo do PT — declarou.

Quinze dias depois de a presidente Dilma Rousseff fazer uma palestra em Nova York para acalmar investidores estrangeiros, a convite do Goldman Sachs, Aécio adotou um discurso bem diferente. Em tom de campanha diante de uma platéia de mais de 500 investidores — metade composta de brasileiros , ele focou a sua retórica nos desafios que o Brasil enfrenta para "voltar a ser uma nação confiável, sobretudo para o investimento privado".

adicionada no sistema em: 09/10/2013 03:32

ELEIÇÕES 2014: O LOBO DA ESTEPE (ficção literária, HH).

09/10/2013
Para Marina, na aliança não cabem todos


Questionada sobre a aliança PSB-Rede e apoiadores como Ronaldo Caiado (DEM-GO), Marina Silva disse que no projeto não há lugar para todos. O Senado aprovou projeto que reduz o tempo de TV dos futuros partidos e sua cota de verbas. A proposta afeta a Rede.
Entrevista - Marina Silva: "Tempinho maior de TV é uma armadilha"

 A ex-senadora Marina Silva explicitou as arestas que terão de ser aparadas na coligação com o PSB. Ela diverge de Eduardo Campos em agregar novos partidos ligados à "velha política" para aumentar o tempo de TV. Para ela, isso é uma armadilha, e "juntar alhos com bugalhos pensando só em tempo de televisão" não tem a ver com nova política.

Paulo Celso Pereira 
• Existe alguma chance de a senhora ser candidata a presidente no próximo ano?
Eu e o Eduardo determinamos que não queremos contaminar a discussão com essa história de lugar de candidaturas. Nós queremos adensar o programa, queremos que as pessoas comecem a ver que aqui está germinando uma nova semente. E se Eduardo está se comprometendo em germinar essa nova semente, estou aqui a ajudar a instituir a sua candidatura, porque ela já está posta. Não vim aqui para ficar urubuzando a candidatura do Eduardo. Se ele tivesse alguma desconfiança que eu estivesse fazendo isso, ele não seria besta de ficar. Nos dispusemos a
uma aliança programática e se ela for aprofundada, não apenas no discurso mas no ponto de vista das atitudes, mostrando que o que está sendo dito é aquilo que tem chance de ser feito, prosperará a aliança fática de apoio à sua candidatura. Se aí não for, valeu a intenção da semente.


adicionada no sistema em: 09/10/2013 05:24

terça-feira, outubro 08, 2013

ELEIÇÕES 2014: "NÃO CONTAVAM COM A MINHA ASTÚCIA!" (Chaves/Chapolin)

08/10/2013
Dora Kramer


Política na veia


A narrativa da tentativa de criar um partido a tempo de concorrer por ele à eleição de 2014 não foi das melhores, mas o desfecho ante a adversidade da recusa do registro da Rede foi um lance político admirável, como há muito não se via.  


Inesperado, surpreendente, competente, pragmático no melhor sentido da palavra e feito em termos decentes, o acordo entre a ex-senadora Marina Silva e o governador Eduardo Campos dá um sacode geral nos preparativos para a campanha presidencial.

É cedo para dizer se de fato muda o cenário da eleição, mas sem dúvida alguma altera o quadro de acordos e a correlação de forças nesse período pré-eleitoral. Um movimento taticamente irrepreensível mais não seja por ter subvertido o previsível.


As maneiras adotadas devolvem um pouco de altivez à atividade política por pautadas em estratégia, identificação de propósitos e definição de um objetivo claro: derrotar os atuais condôminos do poder. Muito mais legítimo que o festival de chantagens e barganhas que tem conduzido conversas entre partidos. Nesse sentido, o acordo fechado na sexta-feira à noite é um ponto fora da curva no padrão lamacento em vigor.

Mostrou que Marina não se põe acima do bem e do mal como muitas de suas atitudes ao molde de maria santísisima levam a crer. Venceu a tentação da omissão e foi ao jogo sem abrir mão da coerência. Entendeu que quem tem voto precisa saber conferir materialidade a eles para além do terreno das boas intenções.  

União Campos-Marina é ponto fora da curva no padrão de acertos eleitorais


A aliança dificulta a vida do PSDB? Sem dúvida, mas esta já não estava fácil mesmo. Tem mais a perder quem dispõe de mais e se imaginava com a vida ganha. O PT, como atesta  entrevista do marqueteiro João Santana à revista Época desta semana, fazendo pouco dos adversários da chefe, Dilma Rousseff.

Segundo ele, a presidente será reeleita no primeiro turno devido a um fenômeno denominado por Santana de "antropofagia de anões". Mais que uma precipitação, a declaração mostra-se ofensiva ao falar em "anões ". Na política, o termo evoca aquele grupo que nos anos 90 tomava de assalto a Comissão de Orçamento no Congresso e foi alvo de CPI que ceifou mandatos.

Do ponto de vista das pesquisas, Marina, Campos, Aécio Neves e José Serra podem ser tidos como nanicos em face da dianteira da presidente. 

Mas sob o aspecto político fazem movimentos na direção do fortalecimento do campo oposicionista. A permanência de Serra no PSDB impede a fragmentação dos eleitores fiéis ao partido. A aliança entre Marina e Campos confere substância mútua e, portanto, importância, a uma alternativa.

Ela dá a ele potencial de capital eleitoral, a chancela do "novo". Ele agrega estrutura, expectativa de financiamento, passaporte ao Nordeste, densidade no quesito confiança administrativa. Um quê de tradicionalismo ás vezes ajuda na compreensão da maioria ainda pouco afeita a modernismos.

Se essa receita vai resultar em êxito, é outra história a ser contada a partir de agora pela capacidade de articulação entre os grupos que se juntam, de conquistar adesões partidárias, de construir um discurso atrativo ao eleitorado, de firmar compromissos nítidos com a sociedade.

Não se pode, entretanto, subestimar a reação do governo. O ex-presidente Lula, tido como o mais esperto entre todos os espertos, levou uma volta de dois ex-aliados. Não vai se conformar nem medir esforços no contra-ataque que, ninguém se iluda, avizinha-se dos mais pesados.

Passe livre. Na conversa de sexta-feira à noite em Brasília, Eduardo Campos assegurou a Marina que o PSB não criará obstáculos à sua des-filiação do partido quando a Rede Sustentabilidade obtiver o registro na Justiça Eleitoral.

Passadas as eleições, bem entendido, porque antes disso a nova legenda não terá condições legais de participar de coligações eleitorais.

adicionada no sistema em: 08/10/2013 02:41