PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sábado, setembro 13, 2008

EDITORIAL: LULA EM CAMPANHA


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LULA E A MÍDIA


O grande editor da imprensa nacional


[Por Rolf Kuntz em 9/9/2008].


O editor mais poderoso da imprensa brasileira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita com freqüência o nome de Getúlio Vargas, mas, quando se trata de lidar com os meios de comunicação, seu mestre deve ser mesmo Jânio Quadros. Jânio, em seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, sempre decidiu quando ocupar as primeiras páginas, ou, no mínimo, ganhar destaque no dia-a-dia. Virava notícia quando deixava a barba crescer. Virava notícia, de novo, quando cortava a barba. Quando pendurou chuteiras na porta de seu gabinete, insinuando a intenção de se aposentar, todos correram para fotografá-las. Nada precisava fazer de importante para ocupar o noticiário. Lula tem-se mostrado igualmente hábil na produção de noticiário sem fato relevante. Quem precisa de fatos, quando é tão fácil ocupar espaço nos jornais e tempo nos meios eletrônicos?
O presidente conseguiu, na primeira semana de setembro, converter num grande evento a primeira extração, ainda experimental, de óleo do campo de Jubarte, como se aquilo fosse o início da exploração dos novas áreas do pré-sal, muito maiores e de acesso muito mais difícil. Para isso, montou-se um espetáculo com ministros, comitiva política e diretores da Petrobras, todos fantasiados com macacões cor de laranja, e criou-se um palco para Lula recitar uma porção de gracinhas.
Numa de suas frases mais citadas, o presidente chamou a Petrobras de "mãe da industrialização do país". A intenção – desfazer o ambiente de briga com a estatal, criado por ele mesmo nas semanas anteriores – era evidente e foi apontado pelos jornais. Mas ninguém se deu ao trabalho de examinar a própria frase, uma besteira histórica. A Petrobras não é mãe de industrialização nenhuma.
Antes dela, o governo havia criado, nos anos 1940, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce e a Fábrica Nacional de Motores. No começo dos anos 1950 foi fundado o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). Na segunda metade dos 50, enquanto a Petrobras mal engatinhava, Juscelino Kubitschek, com seu Plano de Metas, deu enorme impulso à implantação de indústrias, com ênfase especial ao setor automobilístico. Se alguém quiser ir mais longe no tempo, dê um passeio pela Zona Leste de São Paulo e reveja os edifícios de tijolos vermelhos das fábricas do início do século 20.
Sentido da mensagem
Por que os jornalistas deveriam esclarecer esse ponto, em vez de apenas citar o presidente? Por que não, se aceitaram o trabalho de esclarecer a referência da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo?
A disposição da imprensa brasileira de reproduzir passivamente qualquer frase presidencial – ou mesmo ministerial – deve parecer espantosa a quem ainda associa as idéias de notícia e de relevância. Basta um pouco mais de sonoridade. No dia 28 de agosto, no meio de um discurso de 18 páginas, o presidente referiu-se ao petróleo do pré-sal como um prêmio de loteria: "Não é porque tiramos um bilhete premiado que vamos nos deslumbrar e sair por aí gastando", disse Lula.
Quem teve de guiar nas avenidas congestionadas de São Paulo, entre as 18h e 19h daquela quinta-feira, teve de ouvir a declaração pelo menos cinco ou seis vezes, pelo rádio, sempre fora de contexto e sem nenhuma explicação. Aquelas palavras foram reproduzidas como grande notícia nos jornais do dia seguinte, como se o presidente houvesse dito uma frase de importância transcendental.
Por que ele teria dito aquilo? Até aquele dia, o presidente, ministros e governadores haviam discutido a partilha do dinheiro – ainda inexistente – do novo petróleo, e só de fora do governo haviam surgido advertências sobre o risco de gastar antes de ter. Fora de contexto, o palavrório nada significava, mas era apresentado como proclamação de enorme importância.
Fiel à boa disposição de anotar e repetir frases presidenciais, os jornais deram destaque, também no começo de setembro, ao lembrete dirigido por Lula aos governadores: o petróleo do pré-sal, segundo ele, pertence à União, não aos estados. É verdade. Pertence à União, mas a Lei do Petróleo contém regras detalhadas para a distribuição do produto da atividade. O pagamento de royalties a estados e municípios não decorre de uma liberalidade do poder central. É um direito estabelecido em lei.
E aí: qual o sentido da mensagem, se essa lei continua em vigor? Repórteres e editores, no entanto, raramente acrescentam detalhes desse tipo à cobertura, limitando-se, quase sempre, a reproduzir as falas ou trechos das falas de autoridades. Se o leitor quiser saber algo mais sobre o assunto, ou se tiver dúvidas sobre o contexto, problema dele.
O resto é secundário
Durante algumas semanas, a cobertura, é justo reconhecer, deu espaço a discussões sobre a política do pré-sal. Nessa discussão surgiram observações importantes sobre os investimentos necessários à exploração desse petróleo e o problema do financiamento – temas inicialmente negligenciados no falatório presidencial. Mas o governo aparentemente conseguiu impor o seu discurso, produzindo fatos – nem todos importantes – em número suficiente para dominar a cobertura.
Isso não é raro e ocorre não só na área econômica. No caso dos grampos telefônicos, a imprensa tem dado muita importância a detalhes fornecidos por autoridades: o Exército tem equipamento para escuta, o ministro da Justiça apresentou um projeto de lei para aumentar a punição a quem pratica bisbilhotice ilegal, e assim por diante.
Ora, saber quem tem equipamento de escuta não é o mais importante, neste momento. Se o assunto for tecnologia, muitos investigadores particulares, daquele tipo especializado em casos de adultério, em brigas de sócios ou contra-espionagem industrial, poderão dar conferências muito proveitosas. O projeto de uma nova lei também não afeta a questão relevante neste momento.
Uma lei já existe e foi violada. Trata-se de saber quem cometeu o crime de bisbilhotar o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador e quem pode ter sido o mandante ou beneficiário dessa malandragem. O resto é secundário, mas esse resto vem sendo noticiado como se fosse o grande assunto.
Para o governo, e especialmente para os suspeitos, nada mais conveniente: quanto mais se cuidar dos aspectos secundários, tanto melhor.
[Charge disponível no sítio].
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sexta-feira, setembro 12, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''BIG IMBROGLIO"

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

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VENEZUELA/ESTADOS UNIDOS: FATOS E VERSÕES

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EUA expulsam embaixador venezuelano de Washington

WASHINGTON - O Departamento de Estado americano afirmou nesta sexta-feira, 12, que o embaixador da Venezuela em Washington será expulso em represália à ordem do presidente Hugo Chávez para que o embaixador americano deixe o país em 72 horas. O porta-voz Sean McCormack disse ainda que a medida adotada pelos presidentes da Venezuela e da Bolívia, Evo Morales, é reflexo da fraqueza e do desespero destes líderes em enfrentar desafios internos.

Na noite de quinta, Chávez ameaçou mais uma vez suspender a distribuição de petróleo ao Estados Unidos e ordenou que o embaixador americano, Patrick Duddy, deixasse o país em 72 horas, em um ato de solidariedade com a Bolívia, que também ordenou a expulsão do seu embaixador americano. Além de expulsar o embaixador venezuelano, os EUA responderam nesta manhã também com o bloqueio dos bens
do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários desse país em sua "lista negra" de pessoas envolvidas no tráfico de drogas devido a seu suposto apoio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo McCormack, estas sanções já tinham sido decididas antes e não estão vinculadas com a expulsão do embaixador Álvarez.
Hugo Chávez afirmou que tomará uma ação militar se o presidente da Bolívia Evo Morales for derrubado, após destacar a recente chegada de dois caças-bombardeiros russos à Venezuela. "Se houver uma agressão contra a Venezuela", vinda de Washington, "não haverá petróleo para os norte-americanos", prosseguiu Chávez. "A começar deste momento, o embaixador ianque em Caracas tem 72 horas para deixar a Venezuela", disse Chávez durante um discurso público, na cidade de Carabobo, referindo-se ao embaixador Patrick Duddy. "Basta, ianques", disse Chávez. A porta-voz da embaixada americana, Robin Holzhauer, afirmou que Duddy está há alguns dias nos Estados Unidos, sem dar detalhes sobre o motivo.
Os EUA, por sua vez, declararam nesta quinta-feira o embaixador da Bolívia em Washington como "persona non grata", ou seja, expulsaram o diplomata em retaliação. O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o embaixador americano Philip Goldberg de conspirar junto com a oposição.
O discurso de Chávez, no qual anunciou a expulsão, foi transmitido pela televisão estatal venezuelana. Ele fez o anúncio apenas algumas horas após dizer que seu governo deteve um grupo de ex-oficiais das forças armadas que conspirava para assassiná-lo, com apoio dos EUA. Ele não ofereceu provas das acusações. O governo dos EUA sempre negou as acusações de Chávez, de que Washington apoiou conspirações contra o mandatário da Venezuela. No mês passado, Chávez alertou que Duddy poderia em breve "fazer as malas" após o diplomata ter lamentado que os policiais americanos e venezuelanos não estavam cooperando na luta contra as drogas.

Ligação com as Farc

Os EUA acusaram três membros do governo de Chávez de tráfico de drogas e de armas por ligação com as Farc. Os bens do ex-ministro do Interior e Justiça venezuelano Ramón Rodríguez Chacín e dois altos funcionários: Hugo Armando Carvajal Barrios, diretor do serviço secreto militar do país sul-americano, e Henry de Jesús Rangel Silva, diretor da polícia secreta Disip. Chacín, que renunciou em 8 de setembro do ano passado, é acusado de ser o principal contato do governo da Venezuela com as Farc em matéria de armas.
Adam Szubin, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano, afirmou em nota que os três "armaram, ajudaram e financiaram as Farc, inclusive enquanto o grupo aterrorizava e seqüestrava inocentes". Além de terem os bens bloqueados, eles estão proibidos de negociar com qualquer americano, efetuar transações comerciais nos EUA.
Chacín é um homem de confiança de Chávez, e apoiou sua tentativa de golpe de Estado em 1992. Quando Chávez chegou ao poder, em 1999, passou a fazer parte da missão venezuelana como observador para as negociações do governo colombiano com as Farc. O Tesouro americano afirmou que o ex-ministro teve vários encontros com líderes da guerrilha, inclusive um deles no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no fim de 2007.
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Estadão. Agências internacionais.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


12 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Tropas ocupam 5 favelas no início da operação eleitoral
Chefiadas pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, tropas das Forças Armadas iniciaram em Rio das Pedras e em mais quatro comunidades a operação para garantir o processo eleitoral no Rio. Com blindados e armamento pesado, os militares foram recebidos em clima de tranqüilidade. Fiscais do TRE, apreenderam 1,5 tonelada de material de propaganda irregular. Na Gardênia Azul, nem mesmo a presença das tropas inibiu a milícia, que continuou impedindo a ação de candidatos de fora. Candidatos a prefeito se rebelaram contra a orientação do TRE para que só se visitem as comunidades ocupadas com agendamento prévio. (págs. 1, 3 a 5)
Conflito na Bolívia já tem 8 mortos
O agravamento dos confrontos entre grupos pró e contra Evo Morales já causou oito mortos, relata o enviado à Bolívia Ricardo Galhardo. Nova sabotagem num gasoduto reduziu à metade o fornecimento de gás para o Brasil durante seis horas e forçou o governo a desligar usina termelétrica em SP. Morales recusou envio de missão de Brasil, Argentina e Colômbia, alegando que não querer ingerência externa. Os EUA expulsaram o embaixador boliviano. O presidente Hugo Chávez prendeu militares acusados de tramarem um golpe contra ele e também expulsou o embaixador americano. (págs. 1, 28,29 e editorial 'Hora da mediação'.
Jefferson é denunciado após 3 anos
O deputado cassado Roberto Jefferson, o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e mais sete pessoas foram denunciados pelo Ministério Público por envolvimento em desvio de recursos da estatal, mais de três anos após o escândalo do mensalão. (págs. 1 e 11)
STF solta chefes de facção em SP após 4 anos
O STF libertou dez integrantes da facção criminosa responsável por ataques em São Paulo em 2006.O processo está atrasado pela dificuldade de escolta para o depoimento dos presos, na cadeia desde 2004. Para o STF, os réus não podem continuar assim. (págs. 1 e 14)
EUA tentam salvar seu 4º banco de investimento
O Tesouro e o BC americano buscam um comprador para o Lehman Brothers como objetivo de salvar o quarto maior banco de investimentos dos EUA, afetado pela crise imobiliária. Ontem as ações do Lehman caíram 42% e, no ano, a perda é de 89%. No Brasil, a Bolsa subiu 3,3%, puxada pela alta dos papéis da Petrobras (10,2%), mas o dólar valorizou 1,68%, atingindo R$1,818. (págs. 1, 23 e 24)
Coação nas escolas de Magé
A PF apreendeu em escolas de Magé cópias de título de eleitor e papéis que comprovam a realização de reuniões com professores e pais de alunos em favor da campanha da prefeita Núbia Cozzolino (PMDB), candidata à reeleição. (págs. 1 e 8)
Molon promete contratar em Saúde, Educação e Trânsito
Candidato a prefeito do Rio pelo PT, o deputado estadual Alessandro Molon prometeu contratações nas áreas de Saúde, Educação e Trânsito. "O problema da Saúde não é falta de prédio, é falta de pessoal", afirmou em sabatina no GLOBO. Defendeu o bilhete único e a contenção das favelas. Molon disse que sua maior dificuldade é se tornar conhecido, mas que não se sente abandonado pelo presidente Lula. "Se ele votasse no Rio, iria teclar 13." (págs. 1, 12 e 13)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Aprovação de Lula bate recorde histórico
Embalado por bons resultados na economia e por grande exposição na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o seu próprio recorde de avaliação positiva. Segundo pesquisa Datafolha, 64% da população considera seu governo ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização – 55% de aprovação registrados em março passado. Agora, pela primeira vez, lula tem o apoio da maioria do Sudeste (57%), nas regiões metropolitanas (57%), entre os que vivem em famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos (57%). Os resultados da pesquisa coincidem com a divulgação, anteontem de um crescimento do PIB de 6% no primeiro semestre e com o momento em que a inflação começa a ceder. (págs. 1 e A4)
Justiça manda recolher maletas de grampo em poder do governo
A Justiça Federal ordenou o recolhimento em 24 horas das maletas de interceptação telefônica em poder de órgãos federais. A decisão atende pedido do Ministério Público, que irá periciar os grampos feitos com elas. Cada maleta pode fazer escutas em celulares sem depender das operadoras e, por isso, sem a Justiça autorizar. Sá a PF tem dez. (págs. 1 e A10)
Procuradoria acusa Jefferson por escândalo nos Correios
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado Roberto Jefferson e outras oito pessoas por crimes nos Correios. Em 2005, o então servidor da ECT Maurício Marinho foi filmado recebendo propina para fraudar licitações. Acusado de formação de quadrilha, Jefferson classificou a ação de “uma peça política” em época eleitoral. (págs. 1 e A9)
Confronto mata 8 na Bolívia; corte de gás ainda afeta Brasil
Confronto de governistas com opositores matou pelo menos oito no departamento de Pando (Bolívia). Foi o dia mais sangrento até agora da atual crise política boliviana, iniciada a 20 dias, quando os governadores oposicionistas decidiram intensificar os protestos contra o governo do presidente Evo Morales. O fechamento da válvula do gasoduto Bolívia-Brasil afetou em 50% o fornecimento ao país, normalizado depois. À noite, houve violento confronto em Santa Cruz de la Sierra entre governistas e oposicionistas. Marco Aurélio Garcia, assessor do Planalto, disse que o Brasil “não tolerará” golpe de Estado. O venezuelano Hugo Chávez ameaçou intervir na Bolívia e expulsou o embaixador dos EUA em apoio a Morales. (págs. 1 e Mundo)
Editoriais
Leia "Grampo controlado", sobre normas para escuta; e "Poluidores em dívida", acerca de enxofre no diesel. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Conflito na Bolívia mata 8 e corta fornecimento de gás
No pior dia dos conflitos entre oposicionistas e partidários de Evo Morales, pelo menos oito pessoas morreram no norte da Bolívia. O presidente afirmou que “paciência tem limites”, mas, para analistas, a estratégia de Evo é evitar o confronto. Também ontem, a Bolívia suspendeu por seis horas 50% do fornecimento de gás para o Brasil – uma válvula havia sido fechada por opositores. A Petrobras adotou plano de contingenciamento. O governo admite que a situação do fornecimento ainda não é segura, o que preocupa industriais. “Somos reféns do gás”, diz Oscar Bergstron Neto, do setor de cerâmica. (págs.1, A15, A16, B1 a B4)
Lula decide por afastamento definitivo do chefe da Abin
A revelação de que havia 52 agentes da Abin na ação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas selou a decisão do presidente Lula de afastar em definitivo o delegado Paulo Lacerda do comando da agência. O mesmo deve ocorrer com os outros integrantes da cúpula da Abin afastados por causa do escândalo do grampo no STF. O Planalto está certo de que a Operação Satiagraha era mais de Lacerda do que do delegado da PF Protógenes Queiroz. (págs. 1 e A4)
Ações sobem com anúncio de novo campo da Petrobras
As ações da Petrobras fecharam ontem em alta de 11,05%, num dia em que a Bovespa subiu 3,3%. A divulgação da estimativa da reserva de petróleo do campo de Iara anulou eventual perda decorrente da crise na Bolívia. (págs. 1 e B6)
FGTS para consórcio de imóvel passa no Senado
O Senado aprovou projeto de lei que permite a participantes de consórcios imobiliários usar o FGTS para pagar prestações – e não só dar lance inicial ou quitar débito, como hoje. O texto vai a sanção presidencial. (págs. 1 e B11)
Jefferson é denunciado no caso que levou ao mensalão
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e sete funcionários dos Correios por formação de quadrilha e outras irregularidades que desencadearam o escândalo do mensalão. As investigações começaram em 2005, com as imagens de Maurício Marinho, então um dos chefes dos Correios, recebendo propina. Segundo a denúncia, o líder era Jefferson. Ele não foi localizado para comentar. (págs. 1 e A14)
Rio: Tropas para garantir o voto
Na favela da Maré, fuzileiro naval monta guarda enquanto fiscais do TRE retiram propaganda eleitoral irregular. Com carros blindados e armas pesadas, tropas militares ocuparam cinco favelas do Rio para impedir que candidatos fossem hospitalizados por criminosos. A operação será estendida a outras 22 comunidades da região metropolitana. (págs. 1 e A11)
Notas e Informações: Etanol, fome e colonialismo
Já havia fome na África antes de o etanol se expandir. A produção de alimentos foi prejudicada nos países pobres por vários fatores, principalmente a política agrícola das grandes potências. (págs. 1 e A3)
Artigo: Além do PIB
Washington Novaes: É preciso incluir nas contas o avanço social e ambiental. (págs. 1 e A2)
Opportunity já perdeu R$ 3,2 bi em dois meses...Especialistas estimam em R$ 3,2 bilhões a perda do Opportunity desde que começou a ação policial contra seu controlador, Daniel Dantas. Para o grupo, o prejuízo é de R$ 2 bilhões. (págs. 1 e A8)
Chávez diz que abortou golpe...
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que seu governo abortou um golpe de Estado, que incluía seu assassinato. "Já temos vários detidos", afirmou ele. Chávez acusou militares da tiva e o governo dos EUA pelo complô. (págs. 1 e A16)
Meninos do tráfico já são 34% na ex-Febem
Cresce número de menores de 14 anos que chegam às unidades da Fundação Casa, em São Paulo, por participação no comércio de drogas. Em seis anos, subiu de 8% para 34% o total de internos da antiga Febem que praticaram delitos ligados ao tráfico. A maioria morava na rua e trabalhava para criminosos com o objetivo de sustentar o vício em drogas como o crack. No Rio, o porcentual é inferior, de 19%. Mas especialistas avaliam que lá boa parte dos meninos do tráfico é morta por policiais ou bandidos. (págs. 1, C1, C3 e C6)
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Jornal do Brasil
Manchete: Campanha com tropas, mas sem os candidatos
Fardados e equipados com fuzis e tanques de guerra, 2 mil soldados do Exército e da Marinha começaram a ocupar currais controlados pelo tráfico e por milícias urbanas. As tropas entraram nas favelas das zonas Norte e Oeste do Rio. Mas os candidatos, não. Só um – morador do Complexo da Maré – fez campanha durante a operação, que terá apenas efeito moral, na avaliação do Tribunal Regional Eleitoral. Os candidatos à prefeitura repudiaram a medida. Escoltados pelos militares, os fiscais do TRE aproveitaram para retirar propaganda irregular das favelas. (págs. 1, A2 a A6, Tema do Dia e Editorial, pág. A8)
Gás volta ao Brasil. Bolívia está à beira do estado de sítio
A violência dos protestos autonomistas na província de Pando, no Norte da Bolívia, já deixou oito mortos e 30 feridos em três dias de confusão. O governo boliviano estuda a decretação do estado de sítio na região. Os manifestantes haviam reduzido o fornecimento de gás ao Brasil, que ontem foi normalizado. Mas cortaram todo o produto que é entregue aos argentinos. (pág. 1 e Internacional, págs. A21 e A22)
Correios: MP indicia Jefferson
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) e mais oito envolvidos no escândalo dos Correios. Os procuradores calculam em R$ 5 milhões o montante de propina recebida pelo grupo. (pág. 1 e País, pág. A12)
Trajeto de trem-bala gera controvérsias e deve ser alterado
O projeto de R$ 12 bilhões do trem-bala entre Rio e São Paulo enfrenta dificuldades antes de ser apresentado. Três cidades do Vale do Paraíba querem a estação intermediária entre os dois Estados. Outro município, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, vetou o traçado que contraria o Centro da cidade. Técnicos do consórcio que venceu a licitação tenta alternativas. (pág.1 e Economia, pág. A19)
Bancada da Saúde vê rombo de R$ 5,5 bi
A bancada da saúde da Câmara dos Deputados e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde refizeram as contas do governo e concluíram que será preciso um crédito suplementar de R$ 5,5 bilhões para o setor ter fôlego até o fim do ano. O governo, por outro lado, sustenta que não há problemas orçamentários. (pág. 1 e País, pág. A12)
Alunos ocupam reitoria da UerjCerca de 200 alunos de diversos cursos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) invadiram e ocuparam as instalações da reitoria. O protesto é pela realização de reformas estruturais no campus, incluindo no restaurante universitário. (pág. 1 e Cidade, pág. A18)
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Correio Braziliense
Manchete: O vizinho explosivo: Governo já tem plano para retirar brasileiros da Bolívia
Fala-se em guerra civil. Nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos entre partidárioas da oposição e trabalhadores rurais na cidade boliviana de Cobija, fronteiriça com o Acre. Em Santa Cruz, população fez fila para tentar encher botijões - a crise provoca colapso no abastecimento. Sabotagem em uma das válvulas do gasoduto interrompeu por seis horas metade do fornecimento de gás natural às termelétricas brasileiras. Enquanto Evo Morales diz que 'paciência tem limite', Brasil, Argentina e Venezuela tantam uma saída negociada para conflito. (págs. 1, Tema do dia, págs. 20 a 22)
Real sofre maior perda do mundo
Ataque especulativo eleva cotação do dólar a R$ 1,81 e faz com que o real acumule desvalorização de 11,1% só em setembro - a maior entre as moedas de todo o mundo. Para não dar munição aos apostadores, Banco Central pára de comprar as divisas cada vez mais caras. Inflação pode voltar a subir. (págs. 1, 15 e 16)
Grampos: Brasil, o campeão em escutas autorizadas
Levantamento da Câmara mostra que país supera de longe outras nações em interceptações legais. Método foi banalizado, segundo a pesquisa. (págs. 1 e 2)
Nepotismo: Garibaldi diz que não bancará o 'Justiceiro'
Presidente do Senado lava as mãos diante da recusa de colegas em demitir parentes e afirma: 'Não lido com menino de grupo escolar'. (págs. 1 e 6)
No Rio: Só fuzil garante campanha nos morros
Soldados do Exército ocupam sete comunidades do Rio para impedir que traficantes e milicianos controlem o voto da população. (págs. 1 e 7)
Educação: Escola que atingir meta receberá 14ºProfessores e servidores da rede pública que cumprirem as metas de melhoria do ensino, como redução da repetência e da defasagem idade-série, receberão pagamento extra no fim do ano. Decreto que cria o bônus espera apenas a assinatura do governador. Valores variam de R$ 1,4 mil a R$ 4 mil. (págs. 1 e 25)
Procon vai começar a fechar lojas
Duas empresas que continuam a desrespeitar o cliente mesmo depois de multadas serão interditadas hoje pelo Procon-DF. Nomes dos estabelecimentos são mantidos em sigilo pelo órgão, que este ano registrou cerca de 70 mil denúncias de agressão ao Código do Consumidor. (págs. 1 e 13)
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Valor Econômico
Manchete: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito
O governo da Bolívia rejeitou ontem uma mediação do Brasil na crise política que abala o país e que provocou ontem suas primeiras vítimas fatais. Uma missão brasileira integrada pelo número 2 do Itamaraty, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, desistiu de viajar ao país após La Paz ter sinalizado que não queria se ver forçada pela comitiva a um diálogo com a oposição. Ontem, pelo segundo dia seguido, a crise interna afetou o fornecimento de gás boliviano ao Brasil. Um trecho de um gasoduto interno na Bolívia foi sabotado, supostamente por grupos de oposição. A empresa Transierra, que opera o gasoduto, disse que, entre a noite de quarta e a madrugada de ontem, uma válvula de segurança na região do Chaco foi "manipulada", o que reduziu o fornecimento de gás ao Brasil pela metade. À tarde, porém, a empresa e a Petrobras disseram que a válvula fora reparada e o fluxo, retomado. Os estragos causados na quarta-feira em outro incidente no duto continuavam ontem comprometendo o envio de 10% do gás destinado ao Brasil.O ministro brasileiro das Minas e Energia, Edison Lobão, previu que o fornecimento de gás da Bolívia deve se normalizar em dois ou três dias e informou que o corte no abastecimento foi compensado com a paralisação de uma única termelétrica da Petrobras. A indústria, porém, está preocupada com possíveis cortes. Representantes de grandes empresas, como Aços Villares, Alcoa, Braskem, Fosfertil e Gerdau, pedirão ao governo para participar da elaboração de um plano de contingência de longo prazo para eventuais interrupções no fornecimento. O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Ricardo Lima, disse que a preocupação com a Bolívia deixou de ser um fato extraordinário e passou a ser constante. Pela primeira vez desde que os protestos contra Morales recrudesceram, choques entre grupos pró e contra o governo provocaram mortes, de oito pessoas, e feriram outras 20 no Departamento de Pando. "Já é quase uma guerra civil de baixa intensidade", disse uma fonte do governo brasileiro ao Valor. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu apoiar Morales militarmente no caso de um golpe de Estado. "Se matarem Evo, acreditem os golpistas, estarão me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia".
Mais dinheiro para a oposiçãoBalanço parcial das arrecadações nas eleições municipais mostra que 18 campanhas para prefeito de capitais conseguiram mais de R$ 1 milhão em doações. A oposição ao governo Lula está tendo mais êxito em obter financiamento do que em 2004. Outra novidade é que o apoio da máquina pública em alguma esfera de governo não tem sido fundamental para atrair doadores.Metade do 18 candidatos com campanhas milionárias estão no grupo de oposição a Lula - são quatro candidatos do DEM, três tucanos e dois do PV (o partido pertence à base governista, mas as candidaturas se apóiam em partidos da oposição). Em 2004, quando havia 40 campanhas milionárias, a oposição ao governo Lula era representada por apenas 16 candidatos. Naquele ano, o PT conseguiu sozinho mais de R$ 1 milhão para 13 de seus 22 candidatos em capitais, três a menos do que toda a oposição. Agora, só há três petistas entre as 18 campanhas milionárias, mesmo número do PMDB. Ainda fazem parte da lista campanhas do PR e PMN, além da de Márcio Lacerda (PSB), com um amplo leque de apoio. (págs.1 e A8)
Armando Castelar PinheiroO próprio presidente deveria liderar a mudança de percepção sobre a educação. (págs. 1 e A13)
BC pára de comprar dólar após 11 meses
Pela primeira vez desde outubro, o Banco Central (BC) não fez ontem o leilão diário de compra de dólares. Apesar disso, a moeda fechou com alta de 1,67%, a R$ 1,8180. As compras de dólar pelo BC não faziam mais sentido, uma vez que a moeda já subiu 16,39% desde 4 de agosto, quando atingiu a menor cotação do ano. Ao comprar, a autoridade monetária sacramentava a alta e dava munição aos hedge funds "comprados" em derivativos cambiais na BM&F, apostando contra o real. As posições compradas subiram de US$ 893 milhões no dia 9 para US$ 2,91 bilhões no dia 10. Apesar disso, os exportadores estão tímidos no fechamento de câmbio e as empresas não buscam hedge. (pág. 1, C1 e C2)
Pequenas empresas ganham com produtos para petróleo
Micro e pequenas empresas ganham cada vez mais espaço como fornecedoras de bens e serviços para a indústria de petróleo e gás natural, segmento dominado por grandes corporações. As oportunidades são variadas e incluem desde serviços de transporte e alimentação até bens de alta tecnologia. Entre os produtos desenvolvidos estão membranas para tratamento de água extraída na produção de óleo, um coletor de amostra de petróleo em plataformas e um biopolímetro usado como lubrificante em brocas de perfuração. No Ceará, há inclusive ensaios com o protótipo de um robô para inspeções submarinas. (págs. 1 e B1)
Requião quer investir R$ 3 bi em ferrovia
Depois de uma batalha judicial para retomada da estrada de ferro, que estava entregue à iniciativa privada, a Ferroeste - empresa ligada ao governo do Paraná que administra 248 quilômetros de trilhos no interior do Estado - planeja construir mais 1,27 mil quilômetros de ferrovia, que se somarão ao trecho já existente entre os municípios de Cascavel e Guarapuava. Os investimentos são estimados em R$ 3 bilhões. Segundo o presidente da empresa, Samuel Gomes, não há intenção de usar recursos públicos na obra, mas sim financiamentos de longo prazo, concedidos pelo BNDES ou bancos privados, que seriam pagos com a própria operação da ferrovia. (págs. 1 e B9)
No embalo da construção
Com a demanda aquecida pelo crescimento da construção civil, a União Brasileira de Vidros (UBV) investe em novo forno que vai aumentar a capacidade de produção em 50%, diz o presidente da empresa, Sérgio Minerbo. (págs. 1 e B8)
Mercados desidratados
O valor das ações negociadas nas bolsas mundiais no mês passado caiu 37% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto o volume negociado de contratos de derivativos recuou 21% de acordo com pesquisa do Citigroup. (págs. 1 e C1)
Expansão dos consórcios
O setor de consórcios voltou a bater recordes de vendas, puxado principalmente pelo segmento de veículos pesados, que teve expansão de 60,7% nos sete primeiros meses do ano. Em automóveis, o crescimento foi de 10%. (págs. 1 e C2)
Na ponta do lápisAs promessas de juro zero no financiamento de veículos esconde armadilhas para o consumidor. Simulações feitas a partir de anúncios de concessionárias mostram que o preço pode aumentar até 16% em três anos. (págs. 1, D1 e D2)
Ações da PetrobrasImpulsionadas pela divulgação das estimativas para as reservas do campo de Iara, as ações da Petrobras tiveram fortes altas ontem: as ON subiram 10,22% e as PN, 9,48. O grande movimento com ações da estatal na quarta-feira levou a CVM a investigar possível uso de informação privilegiada. (págs. 1 e D2)
União Européia reduz meta para utilização de biocombustíveis (págs. 1 e B13)
Imigrantes brasileiros serão alvo de políticas públicas do governo (pág.1)
Idéias - Marcel Pereira'Estouro' da bolha acionária na China deixou marcas ainda encobertas na economia mundial. (págs.1 e A12)
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Gazeta Mercantil
Manchete: corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor
Apenas a ponta do iceberg. É assim que alguns especialistas definem a atual situação do mercado nacional de gás natural, que se tornou altamente dependente do combustível importado da Bolívia, país que, por conflitos políticos, chegou ontem a cortar 50% do seu fornecimento total ao Brasil, de 31 milhões de metros cúbicos. Apesar de a Petrobras ter garantido que a ausência do gás boliviano não afetou o consumidor e o governo ter estimado que a oferta voltará à normalidade em “dois ou três dias”, o clima no País é de intranqüilidade. O próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, conclamou ontem a todos a torcerem para que o suprimento não volte a faltar. Reparações em parte do gasoduto boliviano garantiram a volta da entrega da maior parte do gás ao Brasil — o déficit atual baixou para 10% (3 milhões de metros cúbicos), o mesmo percentual de quarta-feira. “Mas se forem cortados novamente 15 milhões de metros cúbicos, teremos de adotar o plano de contingência”, disse Lobão. Segundo analistas, não há gás no Brasil para alimentar os setores de consumo (usinas termelétricas, indústria, veicular e residencial). Além disso, consumidores amargam um forte aumento de preço. No semestre, o gasto com o gás boliviano cresceu quase 85%, para US$ 1,380 bilhão, puxado sobretudo pela valorização de 38,5% no preço do combustível. “Enquanto formos dependentes da importação, principalmente de países instáveis como a Bolívia, o preço do gás continuará a bel-prazer dos exportadores”, afirma o engenheiro civil e consultor Humberto Viana Guimarães. (págs. 1, A8 e A9)
Bovespa fecha em forte alta e dólar rompe nível de R$ 1,80
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em alta de 3,3%, nos 51.270 pontos. Apesar da queda de 1,6%, para US$ 100, 90, no preço do barril de petróleo WTI em Nova York, as ações ON da Petrobras tiveram valorização de 10,22% e as ações PN subiram 9,48%, puxando para cima a Bolsa.O dólar comercial cravou a nona alta consecutiva, fechando com avanço de 1,57%, para R$ 1,815 na venda. No mercado de juros futuros, DI de janeiro de 2010, o mais negociado, fechou em 14,64%, ante 14,70% do ajuste anterior. (págs. 1 e B2)
Sediar a Copa 2014 custará R$ 100 bi
Dezoito cidades brasileiras que disputam o direito de sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 enfrentam seu primeiro teste em setembro. Até o fim do mês, uma equipe técnica coordenada pela Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) percorrerá os municípios para avaliar sua estrutura de telecomunicações, energia, transporte e a necessidade de novas arenas esportivas. Segundo Ralph Lima Terra, vice-presidente executivo da Abdib, os dados preliminares indicam que será necessário investir, por baixo, R$ 100 bilhões em projetos e obras que viabilizem a realização do evento.Algumas cidades — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Porto Alegre — têm chances firmes de serem escolhidas. O embate se concentra entre candidatas como Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Olinda/Recife, Maceió, Rio Branco, Cuiabá, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis e Goiânia. Os aeroportos são gargalos capazes de tumultuar a realização do campeonato mundial. O País deverá receber perto de 750 mil visitantes estrangeiros e se prevê um movimento de 2 milhões de turistas brasileiros entre as sedes dos jogos. Esta demanda era prevista somente para 2020. Além disso, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) aceita apenas arenas multiuso para realização do campeonato mundial. Analistas esportivos estimam que será necessário construir de 10 a 12 novos estádios. (págs. 1, A6 e A7)
Bens de executivos em risco
Recentes mudanças na legislação brasileira, como a entrada em vigor do novo Código Civil, aumentaram a responsabilidade dos administradores de empresas, que passam a responder também com o seu patrimônio pessoal. Foi o caso do ex-diretor-financeiro de uma empresa, Walter Machado de Barros. Dezoito anos depois de deixar a companhia, Barros foi surpreendido com o bloqueio da conta corrente para o pagamento de dívidas trabalhistas. “Eu registrei minha saída na junta comercial, mas a empresa não teve este cuidado e fiquei cerca de 60 dias sem poder mexer em minhas contas”, conta. A tendência de aumentar as punições contra administradores em atos cometidos pela empresa obriga profissionais a recorrer a ferramentas que o ajudem a proteger o patrimônio pessoal. Os seguros reduzem os riscos de contingências e garantem que o administrador seja indenizado. No entanto, não impedem que ele tenha as contas bloqueadas. (págs. 1 e A12)
Embarque de arroz
Exportação até agosto já supera 2007. (págs. 1 e C2)
Balanço
CVM suspende rodízio de auditorias até 2011. (págs. 1 e B2)
Linha de transmissão vai a leilãoDentro de 50 dias será realizado leilão de concessão das linhas de transmissão para transportar os 6,5 mil megawatts das usinas de Santo Antônio e Jirau por extensão de 5,5 mil quilômetros até Araraquara (SP). (págs. 1 e C10)
Varejo cresce na venda de seguro
Com uma ampla rede de distribuição e custos menores, o setor de varejo é hoje um canal de distribuição de seguros mais eficiente do que muitos bancos e aposta na oferta de novos produtos. (págs. 1 e B1)
Carros da China e Ásia no Brasil
Munidos de planos modestos, chineses, com as marcas Chana e Hafei, e indianos, com a Mahindra, chegam ao Brasil, seja com fábrica própria, em Manaus, seja com veículos importados. (págs. 1 e C3)
Opinião: Márcio Artur Laurelli Cypriano
A taxa de investimento vem crescendo, sendo de 18,5% do PIB atualmente, mas há uma pista de obstáculos a vencer para que o Brasil possa atingir o nível de outros países emergentes. (págs. 1 e A3)
Opinião: Klaus Kleber
Há temores entre os empresários de que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é de 6,25% para o período julho-setembro, seja reajustada para cima no último trimestre deste ano. (págs. 1 e A2)
Bancos americanos valem US$ 700 bilhões menos
Os investidores vêm fazendo ajustes agressivos no valor de mercado dos bancos norte-americanos, em razão, principalmente, da crise do subprime, mostra levantamento da Economatica. O estudo sobre o comportamento nos últimos dois anos do preço das ações das principais instituições financeiras dos Estados Unidos indica que um conjunto de 83 empresas perdeu 39,5%, ou US$ 700 bilhões, do seu valor de mercado até a última quarta-feira em relação à cotação máxima alcançada no período, passando de R$ 1,76 trilhão em janeiro de 2007 para US$ 1,06 trilhão no dia 9.O gigante do varejo Citigroup, por exemplo, perdeu quase 63% do seu valor de mercado, ou em torno de US$ 172 bilhões, e vale hoje US$ 101 bilhões. Ele perdeu, inclusive, a posição de líder em valor de mercado para o Bank of America, cotado atualmente em US$ 147 bilhões. Já o Lehman Brothers passou de US$ 43,26 bilhões para pouco mais de US$ 5 bilhões. (págs. 1 e B1)
Pela continuidade
Apoiado em bons índices de aprovação, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aposta nas principais ações do seu mandato, como o Cidade Limpa, para chegar ao segundo turno. Kassab encerra a série de encontros com a Gazeta Mercantil. (págs. 1 e A10)

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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

quinta-feira, setembro 11, 2008

XÔ! ESTRESSE [IN:] NÃO VAI DAR CERTO...


BRASIL: TECNOLOGIA COM POUCOS RECURSOS

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Brasil fica para trás na corrida por inovações


PEQUIM - O Brasil perde espaço em inovação tecnológica e o País usa mal seus recursos destinados à ciência. Em seu levantamento anual, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) aponta que, entre 2004 e 2005, o número de patentes pedidas no País caiu 13,8%, enquanto em praticamente todo o mundo aumentou. Hoje, um quarto de toda a tecnologia disponível no planeta já está nas mãos de apenas três países asiáticos: China, Japão e Coréia do Sul. Os dados de 2005 são os últimos disponíveis para todo o mundo e, na avaliação da entidade ligada à ONU, são um espelho dos avanços tecnológicos de um país. Em 2005, 600 mil patentes foram dadas a empresas e universidades em todo o mundo. Mas a concentração é grande: 74% delas estão no Japão, Estados Unidos, China, Coréia e Europa. O caso mais impressionante é o da China. Entre 2004 e 2005, Pequim observou um aumento de 33% nas patentes registradas no país. Para a OMPI, isso prova que a China não seria mais apenas o país da pirataria, mas também tenta desenvolver sua tecnologia. Em apenas dez anos, o número de patentes registradas se multiplicou por dez na China.Um dos dados mais relevantes é o fato de que o crescimento é baseado nos pedidos das próprias empresas chinesas. Entre 2004 e 2005, o número de solicitações ao escritório de patentes de Pequim aumentou 42%, ante uma média mundial de 6,6% e até uma redução no Brasil. Na avaliação da entidade com sede em Genebra, os números refletem as políticas do governo chinês de transformar o país em um centro de tecnologia, e não apenas de montagem de produtos elaborados no exterior.
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As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

JAMIL CHADE - Agencia Estado

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


11 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil
Uma explosão atribuída a um atentado contra um gasoduto na Bolívia, no qual a Petrobras tem participação, já provocou a redução de 13% do envio de gás natural para o Brasil, num dos mais graves episódios da crise que opõe o governo de Evo Morales a Estados autonomistas. A explosão ocorreu perto da cidade de Yacuíba, no Sul da Bolívia, quando manifestantes anti-Morales tetavam sabotar uma válvula do gasoduto, de onde sai a maioria do gás para São Paulo. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, a perda para o Brasil deverá ser de cerca de 4 milhões de metros cúbicos por dia, mas não deve haver problemas de abastecimento graças às reservas brasileiras e à adoção de um plano de contingência pela Petrobras. Em meio à crise, Morales ordenou a expulsão do embaixador dos EUA, acusando-o de apoiar a oposição. (págs. 1 e 35 a 37)
PIB vai a 6,1%; BC, dividido, sobe juros
O aumento da taxa de investimento, os gastos de governos e a agropecuária fizeram o Produto Interno Bruto (conjunto de bens e serviços produzidos no país) crescer 6,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, acima das previsões mais otimistas. Bancos, empresários e governo esperam expansão de até 5,5% este ano. Por 5 votos a 3, o BC subiu os juros em 0,75 ponto, para 13,75%.(págs. 1, 27 a 33 e editorial 'PIB alentador')
Delegado mentiu à CPI sobre Abin
O delegado da PF Protógenes Queiroz mentiu à CPI ao negar a participação institucional da Abin na Operação Satiagraha. A Abin cedeu 56 servidores e gastou R$ 250 mil na operação, segundo seu diretor de Contra-Inteligência. A CCJ do Senado aprovou projeto que aumenta a pena por escuta ilegal. (págs. 1 e 14 a 16)
Nova descoberta no pré-sal quase dobra reservas (págs. 1 e 34)
Tropas iniciam operação eleição
Começa hoje a ocupação militar itinerante de 27 comunidades onde as eleições estão ameaçadas pela milícia ou pelo tráfico. (págs. 1 e 3)
Detro tirou das ruas 14 mil vans piratas
A fiscalização do Detro, que quatro candidatos a prefeito do Rio querem rever, já retirou das ruas da cidade cerca de 14 mil vans irregulares, reduzindo o número de veículos piratas em circulação de 20 mil para 6 mil. Foram registradas na capital 23.960 infrações, ou 74% do total do estado. (págs. 1 e 4)
Eleições 2008 - ' É necessário conter as favelas'
Candidato a prefeito do Rio, o deputado federal Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) defendeu ontem, em sabatina no Globo, a contenção das favelas e a regularização fundiária dessas regiões. "Uma das saídas é a libertação da cidade de milícias e tráfico de drogas", afirmou. Ele quer recuperar a zona portuária com a ajuda da iniciativa privada. Mas avisa: "Tem que ter o envolvimento da cidade e não tem jeito em quatro anos". (págs. 1, 10 e 11)
Eleições 2008 - Candidatos insistem em ocultar doadores
Só Gabeira, Chico Alencar e Molon apresentaram os nomes de seus doadores. Os demais ocultaram a informação. (págs. 1 e 5)
Eleições 2008 - Alckmin é forçado a trocar de publicitário
O tucano Geraldo Alckmin perdeu o publicitário de sua campanha, impedido de criticar a gestão de Gilberto Kassab. (págs. 1 e 13)
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Folha de S. Paulo
Manchete: PIB cresce 6% com investimento recorde
Puxado por investimento recorde, agropecuária e aceleração dos gastos públicos, o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre do ano cresceu 6,1% em relação ao mesmo período de 2007. A aceleração foi 1,6% superior à do primeiro trimestre. Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), a performance levou à reestimativa oficial de crescimento de 5% para até 5,5% no ano. Os investimentos do setor produtivo, que garantem a oferta futura de bens e serviços e reduzem pressões inflacionárias, foram o carro-chefe do crescimento: com alta de 16,2% no trimestre, atingiram o maior patamar da série histórica do IBGE, que começou em 1996. Foi o 18º trimestre consecutivo de alta nos investimentos, e há cinco trimestres a taxa supera 14%. Os investimentos em máquinas e equipamentos foram também responsáveis por alta nas importações. Para o economista Luiz Gonzaga Belluzo, conselheiro informal do presidente Lula, apesar do desempenho animador, já há sinais de desaquecimento. “O Brasil vai ter que atravessar um período de ajustamento, no tempo que durar a recessão global’, afirma. (págs. 1 e Dinheiro)
Governo afirma que vai exigir diesel mais limpo em 2009
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que a resolução que exige a oferta de diesel mais limpo e motores adequados a partir de 2009 terá que ser cumprida. Minc descartou a possibilidade de aumentar prazo para montadoras e a Petrobras cumprirem a resolução. A Petrobras afirmou que investe na produção do combustível. A Anfavea, que representa as montadoras, não se manifestou. (págs. 1 e C6)
Dividido, BC sobe juro em 0,75% ponto(págs. 1 e B7)
Artigo: Paulo Nogueira Batista Jr.
Brasileiro desconfia de boa notícia, mas economia melhorou: Desde o ano passado, vem ocorrendo uma aceleração gradual da economia. Todos os macrossetores estão crescendo de forma respeitável. Brasileiro desconfia de boa notícia. E com razão. Ficamos todos mais ou menos traumatizados pelos choques e frustrações que o país experimentou durante quase 25 anos. (págs. 1 e B2)
Justiça bloqueia fundo de Dantas
A Justiça Federal de SP ordenou bloqueio de fundo de investimentos de R$535,8 milhões de Daniel Dantas e outras quatro pessoas. O Coaf considerou operações do Grupo Opportunity, de Dantas, “irregulares no mercado financeiro”, relata Lílian Christofoletti. Diretor de departamento da Abin afirmou em CPI que 52 agentes trabalharam com a PF na operação que prendeu Dantas. (págs. 1 e Brasil)
Atentado na Bolívia afeta gás no Brasil
Uma explosão rompeu trecho do duto que leva gás da Bolívia ao Brasil na conturbada região de Chaco. A empresa que administra o duto, a Transierra , com participação da Petrobras, investiga as causas, mas o governo de Evo Morales acusa oponentes de “atentado terrorista” contra o gasoduto. A Bolívia mencionou redução de 3 milhões de metros cúbicos de gás, ou 10% da quantidade diária enviada ao Brasil – informação confirmada pela Petrobras. Em nota, o governo brasileiro afirmou que se solidariza com Morales e “lamenta o recrudescimento dos atos de desacato às instituições e à ordem legal”. Acusado por Morales de conspirar com opositores, o embaixador americano, Philip Goldberg foi expulso do país. Diplomacia americana afirma que a expulsão foi “grande erro”. (págs. 1 e Mundo)
Editoriais
Leia "Alta velocidade", sobre crescimento do PIB; e "Expectativa cósmica", acerca de acelerador de partículas. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Investimento puxa alta de 6,1% no PIB
A força da economia brasileira surpreendeu os analistas e o PIB cresceu 6,1% no segundo trimestre de 2008, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado ficou acima da maioria das previsões. Os números são igualmente expressivos quando se leva em conta o comportamento da economia num período mais longo. Nos quatro últimos trimestres, a expansão do PIB foi de 6%. Trata-se da maior alta em 12 meses desde 1996. O bom desempenho animou o governo, que reviu para mais de 5% a previsão de crescimento para este ano. "Teremos um excelente Natal para as famílias", disse Guido Mantega. Os empresários também ficaram otimistas. A Fiesp elevou sua projeção de crescimento em 2008 de 4,8% para 5,4%. O avanço do PIB vem sendo impulsionado pela ampliação dos investimentos, o que garante efeitos de mais longo prazo na economia. No segundo trimestre, as aplicações subiram nada menos que 16,2%, em comparação com 2007. As estatísticas do BNDES confirmam o avanço do financiamento para a produção de máquinas e equipamentos industriais. Só para a fabricação de caminhões, em 12 meses houve ampliação de 48% na aprovação de crédito. (págs. 1 e B1 a B6)
BC racha, mas juro sobre 0,75 ponto...
Dividido, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi a quarta alta seguida. Na reunião de ontem, porém, não, houve unanimidade de votos. Após três horas de discussão, três dos oito diretores do Copom preferiram um avanço mais modesto, de 0,50 ponto. A decisão acabou confirmando as expectativas no mercado financeiro: de 55 analistas consultados pela Agência Estado, 54 apostavam que o Banco Central repetiria a dose dada em julho. Industriais criticaram a decisão. (págs. 1 e B8)
Notas e informações: Crescimento firme
A economia brasileira manteve um firme crescimento no segundo trimestre, apesar da crise internacional, da menor expansão das potências do mundo rico e do aumento de juros.(págs.1 e A3)
Oposição boliviana explode gasoduto
A tensão entre o governo de Evo Morales e a oposição boliviana cresceu após a explosão de um gasoduto, causada por manifestantes. A ação, chamada de "terrorista" pela estatal YPFB, cortou 10% do gás para o Brasil. Para o Itamaraty, Evo não age porque não tem apoio dos militares. (págs. 1, A18 e A19)
Petrobras tem novo supercampo...
A Petrobras informou que o campo de Iara, localizado na Bacia de Santos, tem reservas de até 4 bilhões de barris de petróleo e gás do tipo mais valorizado. Só o Campo de Tupi é maior. (págs. 1 e B10)
Tecnologia: Brasil fica para trás em inovação (págs. 1 e A23)
R$ 545 milhões bloqueados no Opportunity
O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, bloqueou R$ 545,79 milhões do Opportunity. O Coaf, que controla atividades financeiras, identificou movimentações "suspeitas de lavagem de dinheiro" que envolveriam Daniel Dantas, controlador do banco, e Dorio Ferman, presidente. "Há um quadro de perseguição contra Dantas", reagiu Nélio Machado, advogado do banqueiro. Protógenes Queiroz, que liderou a operação da PF contra Dantas, disse que recebeu 250 caixas de documentos da Justiça americana sobre a suposta participação do banqueiro na espionagem de sócios em empresas telefônicas. (págs. 1, e A4 a A7)
No PSDB, 'fogo amigo' acirra crise (págs. 1 e A16)
Protógenes usou 52 agentes da Abin...
Revelação foi feita na CPI dos Grampos por Paulo Maurício Pinto, ex-diretor da Abin. (págs. 1 e A7)
'Tropa de choque' do PCC é solta por decisão do STF
Nove membros da 'tropa de choque' do PCC obtiveram habeas corpus no STF e vão deixar a cadeia, informa o repórter Marcelo Godoy. Presos há quatro anos, eles não foram julgados. O processo atrasou por falta de escolta policial para levá-los para a audiência judiciais. (págs. 1, C1 e C3)
Artigo: Pesquisa na internet
Fernando Reinach: Estudo mostra que a digitalização fez a erudição diminuir. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
Manchete: Chegam ao Rio 3.500 soldados para eleição
Um exército de 3.500 soldados desembarca hoje no Rio e deflagra a Operação Guanabara. Os integrantes das Forças Armadas começam a trabalhar com a ocupação de sete comunidades, tendo como missão garantir a segurança dos moradores, da imprensa e dos candidatos durante a fase final da campanha eleitoral. Até 4 outubro, em sistema de rodízio, a tropa se dividirá entre 27 favelas controladas pelo crime organizado. (págs. 1 e Eleições A6)
Economia cresce 6% no semestre. E BC impõe mais juros
Superando as previsões, a economia cresceu 6,1% no segundo trimestre, fechando o semestre com 6% de alta em relação a 2007. Os investimentos em produção também surpreenderam e atingiram um patamar recorde. Mas o Banco Central insiste em enxergar risco no horizonte e aumentou os juros em 0,75 ponto percentual. (págs. 1, Economia A20 e A21)
Pré-sal tem mais um megacampo
A Petrobras informou que o campo de Iara, no pré-sal da bacia de Santos, tem reserva estimada de 3 a 4 bilhões de barris de petróleo. Somado ao vizinho megacampo de Tupi, levam as reservas para 12 bilhões de barris. Ao todo, o país tem 13,9 bilhões. (págs. 1 e Economia A22)
Ataque reduz 10% do gás da Bolívia que chega ao BrasilA explosão de um gasoduto boliviano vai reduzir em 10% (ou 3 milhões de metros cúbicos por dia) o envio de gás ao Brasil durante 15 a 20 dias. O presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, acusando-o de "buscar a divisão da Bolívia". (págs. 1 e Economia A22)
Grampo leva PF a investigar PF
Dois delegados da Polícia Federal foram enviados a São Paulo para ouvir policiais, cruzar os registros armazenados no sistema de grampo telefônico conhecido por Guardião e concluir se partiu dali a escuta no gabinete do presidente do STF, Gilmar Mendes. (págs. 1 e A11)
Candidatos poupam Cesar no esporte
Alvo de intensas críticas dos candidatos à sua sucessão, o prefeito Cesar Maia escapa na área esportiva. Projetos das vilas olímpicas em comunidades carentes serão mantidos. (págs. 1 e Eleições A10)
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Correio Braziliense
Manchete: Agora, sim...o espetáculo do crescimento
Nem o mais otimista dos analistas esperava tanto. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu impressionantes 6% em termos anualizados. O ritmo frenético da economia, desta vez, não esteve ancorado nos gastos do governo. O consumo das famílias saltou 6,7% no segundo trimestre e os investimentos, nada menos do que 16,2%. A produção agrícola se expandiu 7,1%, a reboque das grandes safras de café, arroz e soja. Preocupado com o efeito sobre os preços, o Banco Central voltou a elevar a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, fixando a Selic em 13,75% ao ano. (págs. 1, 18 e 19)
Araponga teve acesso a papéis secretos em operação da PF
O ex-espião Francisco Ambrósio do Nascimento, identificado como responsável pelo grampo sobre o presidente do STF, manuseou documentos sigilosos da Operação Satiagraha a pedido do delegadoProtógenes Queiroz. (págs. 1 e 3 a 6)
No Senado: Pizza à Efraim sai do forno
Corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP) nada viu que pudesse comprometer o colega Efraim Morais (DEM-PB). (págs. 1 e 2)
Explosão corta gás boliviano (págs. 1, 30 e 31)
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Valor Econômico
Manchete: Demanda interna no país já cresce em ritmo chinês
O ritmo acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre já provocou uma revisão para cima nas projeções para a evolução da economia em 2008 e também em 2009. Neste ano, os economistas prevêem que o PIB pode repetir o desempenho do ano passado e ficar próximo a 5,4%. Para 2009, as estimativas ficam em torno de 3,5%. Quem esperava menos, reviu a taxa para cima e quem pretendia reduzir a taxa em função do aperto da política monetária - ontem, o Copom elevou novamente a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano - decidiu mantê-la nesse nível.O PIB do segundo trimestre cresceu 6,1% sobre igual período do ano passado e 1,6% sobre os primeiros três meses deste ano, segundo o IBGE. O consumo das famílias e do governo e o investimento mantiveram um ritmo chinês nos últimos quatro trimestres. Com alta de 8,4%, a demanda interna puxou o crescimento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no semestre, em relação aos primeiros seis meses de 2007.Mais otimista e sem acreditar em contágio da crise externa, o governo espera que esses dados tenham uma influência ainda maior em 2009. Na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o forte desempenho do PIB no segundo trimestre - ancorado em uma alta de 16,2% no investimento sobre igual trimestre de 2007 - garante uma evolução de 4,5% para o PIB de 2009. Segundo ele, crescimento com queda de inflação é sinal da boa composição do atual crescimento brasileiro. Com esse resultado, a taxa de investimento sobre o PIB ficou em 18,7%, a maior já registrada para um segundo trimestre desde 2000, início da série histórica do IBGE.O consumo das famílias, com peso de cerca de 60% no PIB, continuou em nível elevado, mas desacelerou ligeiramente e passou de 6,9% para 6,7% entre o primeiro e o segundo trimestres, na comparação com igual período do ano anterior. Esse ritmo forte - que sancionou aumentos de preços nos últimos meses na avaliação do Copom - justificou as preocupações da autoridade monetária, que ontem decidiu por novo aumento dos juros. Desta vez, não houve unanimidade entre os diretores do BC: cinco votaram por 0,75 ponto e três, por 0,50. (págs. 1, A3, A4 e C1)
Lula tenta mediar conflito na BolíviaUm trecho do gasoduto boliviano que traz gás ao Brasil foi danificado ontem por uma explosão. Segundo o governo do presidente Evo Morales, a explosão - provocada por grupos radicais de oposição que nos últimos dias intensificaram os protestos em vários pontos do país - poderá levar a uma redução de 10% no fornecimento ao mercado brasileiro.O presidente Lula, por meio do Itamaraty, ofereceu ajuda para tentar uma aproximação entre os dois lados, mas nem governo nem oposição se mostraram abertos a uma mediação. Autoridades brasileiras acreditam que a tensão vai prosseguir nos próximos dias.O presidente interino da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez, disse que "o atentado terrorista" provocará redução de 3 milhões de metros cúbicos por dia no fluxo de gás ao Brasil. A Bolívia produz 40 milhões metros cúbicos diários, dos quais 30 milhões são destinados ao Brasil – entre 6 e 7 milhões vão para o mercado interno e o resto para a Argentina. Segundo Ramírez, o governo levará 20 dias para reparar a tubulação.Apesar de Evo Morales ter denunciado os protestos como "o início de um golpe de Estado", nem autoridades brasileiras nem analistas na Bolívia corroboram essa tese. Há, sim, uma falência político-institucional do país. Sem Congresso e Judiciário operantes, parte da oposição viu as ruas como a melhor forma de pressionar Morales a negociar. (págs. 1 e A11)
Lula quer vice do PMDB para Dilma
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado na indicação de um vice do PMDB para a chapa de sua candidata preferida à Presidência, Dilma Rousseff. Lula já falou do assunto com integrantes da cúpula pemedebista, ministros e governadores, que entendem da mesma maneira as razões do presidente: trata-se de uma aliança lógica, tanto do ponto de vista da governabilidade quanto eleitoral. No PMDB, o tema é visto com cautela, em razão do tempo até as eleições presidenciais. Caciques do partido desconfiam do PT e dizem que não se sentem obrigados a nada em 2010. (págs. 1 e A14)
Pré-sal
A Petrobras estima reservas recuperáveis entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás no campo de Iara, na Bacia de Santos, cuja descoberta foi anunciada no início de agosto. O poço faz parte do mesmo bloco onde se encontra o campo de Tupi. (págs. 1 e A5)
STJ restringe grampos
Decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça anulou sentença criminal condenatória dos antigos sócios da Sundown baseada em provas obtidas por meio de escutas telefônicas que duraram quase dois anos. A ação será novamente julgada em 1ª instância. (págs. 1 e E2)
Inércia de Congresso pode levar ao desaparecimento de 57 municípios (págs. 1 e A9)
Investimentos em aço somam US$ 64 bi
Há 46 projetos siderúrgicos em fase de estudos ou implantação no Brasil até 2012, dos quais 24 são novas usinas. Os investimentos previstos somam US$ 64 bilhões. Desse total, 20% estão em execução, 10% aprovados, 55% em estudo de viabilidade e 6% foram suspensos temporariamente. Os dados são de levantamento da filial brasileira da SMS Demag, grupo alemão que é um dos líderes globais na produção de equipamentos e tecnologia para a indústria do aço. O empreendimento de maior porte é a usina da Techint, no litoral do Rio, estimado em US$ 10 bilhões e ainda em fase de avaliação. (págs. 1 e B7)
Justiça bloqueia fazenda e garante dívidas da Vasp
O pagamento de metade da dívida que a Vasp tem com seus ex-funcionários já está garantido. A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio dos bens da Agropecuária Vale do Araguaia, de propriedade do ex-controlador da companhia aérea, Wagner Canhedo - e da decisão não cabe mais recurso. A empresa é dona da Fazenda Piratininga, um enorme complexo agropecuário de 135 mil hectares ao norte de Goiás avaliado em R$ 421 milhões.A decisão foi tomada em ação do Ministério Público do Trabalho que tramita desde 2005 e garante aos funcionários o recebimento dos créditos independentemente do rateio que deverá ser feito entre todos os credores da empresa - como fornecedores e bancos - se a falência da Vasp, decretada nesta semana, for mantida pela Justiça. (págs. 1, E1 e E2)
Gargalo logístico
Com exportação recorde de 623 milhões de litros de álcool no mês passado, a capacidade de escoamento dos portos brasileiros aproxima-se do seu limite. Dois grandes projetos para ampliar a infra-estrutura ainda engatinham. (págs. 1 e B12)
Indústria química
Apesar da queda de 5,7% em volume em relação ao mês anterior, a importação de produtos químicos em agosto registrou o recorde de US$ 3,6 bilhões, alta de 2,4%, reflexo do aumento dos preços no mercado internacional. No ano, as importações já somam US$ 22,7 bilhões. (pág. 1)
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Gazeta Mercantil
Manchete: PIB em alta e descoberta no pré-sal reanimam a semana
A economia brasileira cresceu 6,1% no segundo trimestre e superou as expectativas do mercado. Entre os dados apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de Formação Bruta de Capital Fixo foi recorde e registrou uma expansão de 16,2%. “Foi um crescimento bom, sustentado pelos investimentos, que refletiram obras públicas e importação de máquinas e equipamentos”, afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do IBGE. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6%. A forte expansão dos investimentos no segundo trimestre do ano amplia a capacidade de o País crescer sem produzir pressões inflacionárias. Apesar do quadro positivo, o Banco Central (BC) ainda não está livre de preocupações no curto prazo.A Petrobras anunciou nova estimativa para a região do pré-sal ao confirmar a existência de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) no campo de Iara, situado no bloco BM-S-11, na bacia de Santos. A descoberta fica na mesma área onde está localizada a jazida de Tupi (com potencial de 5 bilhões a 8 bilhões de barris), até então a única reserva projetada pela estatal. Agora, um único bloco na região pode ter 12 bilhões de barris. (pág. 1, A4, A5 e A8)
Copom eleva juros e dólar recupera perdas
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Com um placar de cinco votos a três, a decisão do colegiado ficou em linha com as expectativas da maior parte do mercado financeiro. Foi a quarta elevação na taxa Selic este ano. Nas reuniões anteriores, o Copom promoveu dois aumentos de 0,5 ponto e uma elevação de 0,75 ponto. As altas este ano somam 1,75 ponto percentual. A decisão do Colegiado mantém o Brasil na liderança do ranking mundial de juros reais, com 8,1% ao ano, à frente de países como a Turquia e o México. No mercado de câmbio, o dólar comercial cravou ontem sua oitava alta consecutiva, encerrando o pregão com valorização de 0,79%, para R$ 1,787 na venda. Com o avanço de ontem, a moeda norte-americana zerou as perdas acumuladas no ano e passou a ter alta de 0,82%. A divisa acumula ganhos de 6,76% na semana e de 9,26% no mês. (pág. 1 , A8 e B2)
Bolívia reduz fornecimento de gás ao Brasil
O governo boliviano informou ontem que reduziu em 10% as exportações de gás natural para o Brasil devido a um “atentado terrorista” contra um gasoduto, atribuído a manifestantes de oposição da região sudeste do Chaco. A Bolívia está sofrendo com fortes protestos em sua região leste, controlada pela oposição, que resiste aos planos do governo de instaurar uma Constituição socialista. O governo já começa a falar em “guerra civil”. Ontem, o presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos no país, Philip Goldberg, acusando-o de apoiar a oposição conservadora e de querer a divisão do país. (págs. 1, C6 E A16)
Company é da Brascan por R$ 200 milhõesApós a queda generalizada das ações das companhias do mercado imobiliário listadas na Bovespa, ficou muito mais fácil comprar empresas do setor. Em menos de 90 dias, quatro grandes negócios foram fechados, num movimento de mais de R$ 3 bilhões. Ontem, a Brascan Residential Properties desembolsou R$ 200 milhões para adquirir a incorporadora paulista Company, numa negociação que envolveu também 76,9 milhões de ações. Em junho, a Cyrela comprou o controle da Agra por R$ 1,5 bilhão. Logo em seguida, foi a vez da Brasil Brokers abocanhar 51% do braço imobiliário da Abyara, por R$ 250 milhões. A surpresa do setor, no entanto, foi a aquisição da Tenda pela Gafisa, que investiu R$ 990 milhões no negócio. O processo de fusões e aquisições do setor tem sido apontado por analistas de mercado como uma saída para a sobrevivência de algumas companhias que abriram o capital, nos últimos dois anos, mas que não vão conseguir atravessar a volatilidade desse mar turbulento. Entre dezembro de 2007 e setembro deste ano, 22 companhias do segmento perderam R$ 20 bilhões em valor de mercado. A todo momento, o mercado escolhe uma empresa como bola da vez para ser negociada, algumas com problemas de caixa, outras para racionalização de custos, ampliação geográfica, ou simplesmente por ser um bom negócio. Desta vez, a escolhida foi a Company, que já havia negociado com a Cyrela e a Helbor. (págs. 1 e C7)
Pão continua caro, apesar da queda do trigo
A cotação do trigo ao produtor agrícola caiu 22%, nos últimos dois meses, mas o preço do popular pãozinho recuou lentamente nesse período (0,22%). Dados da empresa de consultoria Safras & Mercado mostram que, entre janeiro e maio, o trigo em grão teve alta de 30,1%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pãozinho aumentou 18,1%, acompanhando a tendência do mercado naquela ocasião. Para evitar alta ainda maior, o governo isentou toda a cadeia do trigo do recolhimento do PIS e da Cofins (9,25%). Os representantes dos moinhos garantem que o benefício foi repassado ao preço da farinha. No Moinho Anaconda, a queda foi de 19,2% entre abril e agosto, afirma Luiz Martins, presidente do grupo. “A isenção dos impostos contribuiu para que os preços recuassem bastante.” Alexandre Pereira Silva, da Abip (entidade que representa as padarias), diz que o cálculo deveria ser feito ao longo de um ano. Para ele, os custos no varejo cresceram 40%, mas o repasse foi de “apenas 25%”. Para Fábio Silveira, da RC Consultores, o recuo só ocorrerá a médio prazo. (págs. 1 e C10)
Mercado imobiliário: caderno valoriza setor em crescimento
A indústria da construção civil vive um momento ímpar no País. A contar pelo número de lançamentos, esse setor ganhou status de um dos mais importantes do País. Só nos seis primeiros meses do ano, o Estado de São Paulo, por exemplo, registrou 16,5 mil lançamentos imobiliários. Em todo o País, o segmento criou 229 mil novos empregos. Para ir ao encontro da necessidade dessa indústria que cresce como nunca, a Gazeta Mercantil publica, a partir de hoje e todas as quintas-feiras, um caderno especial, que trará um panorama do que acontece de mais importante no segmento: lançamentos,tendências, índices, fusões e aquisições estarão entre os temas tratados. Contribuíram para o cenário otimista da indústria da construção civil — que prevê continuidade no crescimento até o fim do ano — a estabilidade econômica, a manutenção da taxa de inflação e, principalmente, a volta do crédito imobiliário. Segundo o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, o brasileiro tem aprendido a lidar com o financiamento de imóveis. “Com juros menores, prazos mais longos e menos burocracia,as prestações passaram a caber no bolso do consumidor.” Com toda essa movimentação, construtoras e incorporadoras foram à Bolsa de Valores para captação de recursos. Além disso, os interesses se voltam para a classe C, que tem à disposição vários lançamentos e o setor sente a falta de mão-de-obra especializada e treinada. Problemas existem, mas o setor festeja com propriedade. (pág. 1)
Opinião: Rodrigo da Rocha Loures
Aderindo a uma proposta dos industriais, os cidadãos paranaenses estão listando as prioridades para seus municípios e se preparam para cobrá-las dos próximos prefeitos. (págs. 1 e A3)
GDF-suez estréia em eólica no país
A franco-belga GDF-Suez estréia hoje em geração eólica no Brasil ao colocar em operação uma usina situada em Beberibe, a 80 quilômetros de Fortaleza (CE). A nova central, de 26 MW de potência, foi adquirida recentemente da norte-americana Econergy. (págs. 1 e C6)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

quarta-feira, setembro 10, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] PAI, MÃE, FILHOS, etc..

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


10 de setembro de 2008
O Globo
Manchete: Grampos: criada central para controlar os juízes
Por 12 votos a um, o Conselho Nacional de Justiça aprovou a criação de uma central para controlar os grampos telefônicos e as interceptações de sistemas de informática por determinação judicial. A resolução estabelece que os juízes devem informar mensalmente ao conselho o número de grampos autorizados e quem teve acesso à decisão. Com isso, será possível identificar responsáveis por vazamentos, ou detectar se algum juiz determinou número excessivo de escutas, o que poderá levar o CNJ a puni-lo. Ontem, o Superior Tribunal de Justiça anulou quase dois anos de uma escuta telefônica autorizada pela Justiça do Paraná. Os ministros acharam o prazo excessivo. Dois empresários do Grupo Sundown poderão se livrar da condenação se a sentença tiver sido baseada nos grampos. (págs. 1 e 16)
Lula restringe nova licença-maternidade
O presidente Lula sancionou a lei que estende a licença-maternidade para seis meses, mas vetou a concessão de benefícios fiscais para as micro e pequenas empresas inscritas no Simples que queiram aderir à mudança. (págs. 1 e 14)
Usina de gás é invadida na Bolívia
Numa tentativa de sabotagem, manifestantes contrários a Evo Morales tomaram uma das principais usinas de distribuição de gás ao Brasil. Eles chegaram a anunciar a interrupção do fornecimento, mas a Petrobras desmentiu. Em quatro províncias, há bloqueios de estradas, prédios públicos invadidos e confrontos violentos nas ruas. (págs. 1, 31 e editorial “Quebrar o impasse”)
Crise nos EUA derruba mercados
Os sinais de agravamento da crise americana fizeram com que as bolsas em todo o mundo desabassem. Em Nova York, a queda foi de 2,43% no Dow Jones e de 2,64% no Nasdaq. No Brasil, houve baixa de 4,5%; Europa e Ásia também registraram quedas generalizadas. Um dos temores é o efeito da estatização das gigantes Fannie Mae e Freddie Mac no orçamento federal americano. As ações do banco Lehman Brothers caíram quase 45%. O dólar fechou a R$ 1,772, com alta de 2,13%. (págs. 1, 25 a 27, Míriam Leitão e editorial “Nada de novo”)
Pão passa a ter farinha de mandioca
O Senado aprovou ontem a mistura de mandioca no pão francês, com imposto menor. O objetivo é reduzir gradualmente a demanda de trigo, já que o país importa hoje 75% do que consome. O projeto agora vai a sanção presidencial. (págs. 1 e 29)
Eleições 2008 - Crivella cobra acordo que Jandira nega
Preocupado com o declínio nas pesquisas, o candidato Marcelo Crivella (PRB) cobrou da concorrente Jandira Feghali um apoio que teria sido acertado entre os dois ainda na pré-campanha. Ele disse que houve um pacto de não-agressão e que foi iniciada uma negociação para o segundo turno. Jandira admitiu ter conversado com Crivella, mas negou acordo e o chamou de mentiroso. (págs. 1 e 3)
Eleições 2008 - 'O crime captura as instituições'
O candidato Chico Alencar (PSOL) disse, em sabatina no GLOBO, que o Rio vive “processo extremamente perigoso de captura das instituições pelo crime”. (págs. 1, 10 e 11)
Favela do Rio tem até prédio blindado
Depois que a prefeitura construiu e abandonou uma creche por falta de segurança, a Associação de Moradores do Morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, adotou o prédio, que foi blindado, assim como a classe média faz com automóveis. Para evitar balas perdidas de uma favela vizinha, construiu também um muro reforçado numa quadra usada para bailes funk. (págs. 1 e 17)
Colunas e Artigos: Zuenir Ventura“Rio como vamos”: mais cobrança e menos queixumes. (págs. 1 e 7)
Colunas e Artigos: Roberto da Matta
Ser algemado com as mãos para a frente é melhor que pelas costas. (págs. 1 e 7)
Colunas e Artigos: Aderbal Freire Filho
Pequena história do Brasil, dentro do tribunal, na Praça Mauá. (págs. 1 e 7)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Bolsa acumula perda de 24% no ano
As Bolsas sofreram queda generalizada pelo mundo, em um dos piores dias do ano para o mercado global. Após cair 2,35% anteontem a Bovespa recuou mais 4,5%, para 48.435 pontos. A perda neste mês já acumula 13%; no ano, 24,2%. As Bolsas americanas e européias, que haviam respirado na véspera como o socorro às duas maiores empresas hipotecárias dos EUA, tiveram forte queda. O índice Dow Jones caiu 2,43%, e a Nasdaq recuou 2,64%. Emergentes também registram prejuízos. Além da continuidade do processo de desvalorização das commodities, os mercados refletiram o temor de quebra do banco norte-americano Lehman Brothers. O dólar se valorizou. Em relação ao real, subiu 2,13%, para R$ 1,772. (Pág. Dinheiro)
Licença de 6 meses valerá para grandes empresas
O presidente Lula sancionou, com vetos, a proposta de ampliação opcional da licença-maternidade em 2010. A medida será restrita a grandes empresas – 10% das companhias do país. Com a adesão limitada, o impacto fiscal para o governo fica reduzido. Para funcionárias públicas, a ampliação vale a partir da publicação da lei no “Diário Oficial”, que deve ocorrer hoje. (Pág. B9)
Justiça cria central para controlar grampos no país
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu criar central estatística de grampos e padronizar regras para interceptações telefônicas. O conteúdo dos grampos continua sigiloso, diz CNJ. A primeira estatística oficial deve sair até novembro. A participação de ex-agentes do SNI na investigação da PF contra Daniel Dantas, segundo juízes e advogados, ameaça a operação. (Pág. Brasil)
Marqueteiro de Alckmin sai e ataca serristas
O marqueteiro Lucas Pacheco anunciou que deixou a campanha de Geraldo Alckimin, candidato do PSDB à prefeitura de SP. Em entrevista a Renata Lo Prete, ele culpou tucanos ligados ao governador José Serra – “o PSDB que chamam de kassabistas” – por problemas enfrentados na campanha. (Pág. A4)
Troca de operadora de celular dá certo para apenas 16%
Desde o início do mês, só 16% dos pedidos de troca de operadora sem mudança de número foram atendidos – o índice mensal não deve ser menor que 95%. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) exigiu que a associação que gerencia a portabilidade no país seja mais rigorosa com as operadoras. (Pág. B10)
Oposição boliviana tenta parar gasoduto
Opositores do presidente Evo Morales anunciaram ter fechado quatro válvulas do gasoduto Bolívia-Brasil. O gerente comercial da empresa que administra o gasoduto na Bolívia disse que eles ocuparam uma das instalações, mas não conseguiram fechar uma válvula de segurança do gasoduto. Em Villamontes, na região do Chaco, um homem afirmou à Folha ter participado do fechamento de outra válvula, informação confirmada pelo líder dos manifestantes da região. (pág. A14)
Clóvis Rossi: O que há é uma tentativa de golpe contra Morales (Pág. A2)
Marcelo Coelho: Escuta dá mais transparência ao poder
Preocupação, é claro, a disseminação das escutas ilegais. Mas acho que o fenômeno que não se confunde com antigos regimes totalitários. Com todos os abusos que possam ser cometidos, a autoridade grampeada é mais transparente, submetida ao controle da sociedade. (Pág. E12)
Editoriais: Leia ‘Bolívia desintegrada’, sobre agravamento da crise no país; e ‘Bloqueio ideológico’, acerca de gestão na saúde. (Pág. A2)
A Opep vai cortar em 520 mil barris (2% do total) a produção diária de petróleo. (Pág. B5)
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O Estado de S. Paulo
Manchete - Oposição na Bolívia ocupa usina de gás e fecha estradas
Ganhou força ontem a ofensiva lançada por opositores do presidente da Bolívia, Evo Morales. Em cinco departamentos (Estados), estradas estão sendo bloqueadas e prédios públicos foram ocupados. Multiplicam-se as invasões de postos de aduana na fronteira com o Brasil, a Argentina e o Paraguai. Manifestantes assumiram o controle da distribuidora de gás Transierra, instalada no povoado de Villamontes, a 1.200 Km de La Paz. A Petrobras é dona de 40% da companhia, que fornece diariamente 17 milhões de m³ de gás para o Brasil. Os revoltosos ameaçam cortar o fornecimento. A oposição pede a suspensão do referendo convocado para dezembro com o objetivo de avalizar a nova Constituição já aprovada pelo Congresso. Exige, ainda, a restituição da parcela do imposto sobre gás e petróleo que era repassada às administrações regionais, mas foi confiscada pelo governo federal. (págs. 1 e A15)
Notas e Informações - Mercosul e sonhos de poder
Lula envolveu a Embraer na cooperação com a Argentina. O governo diz ter poder de veto em questões estratégicas da empresa. A fantasia, aqui, entra no terreno da truculência. (págs. 1 e A3)
Artigo - Lula e o petróleo
Lourdes Sola: O caso do pré-sal suscita tensão que pode adquirir dinâmica própria. (págs. 1 e A2)
Agrícola: Seguro rural em franca expansãoprogramas federal e estaduais estimulam produtores a segurar lavouras. (pág.1)
Crise global faz novo estrago: bolsa cai 4,5% e dólar sobe 2,07%
A crise internacional voltou a derrubar o mercado financeiro brasileiro. Ontem, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu 4,5%, a terceira maior queda deste ano. Entre 20 de maio, quando atingiu pontuação máxima, e ontem, o Ibovespa já caiu 34%. O dólar teve desvalorização de 2,07%, passando a ser cotado a R$ 1,772, valor mais elevado desde 30 de janeiro. (pág. 1 e B1 a B3)
Conselho impõe regras para juiz que liberar escuta
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu ontem regras para os juízes que autorizam escutas telefônicas e quebras de sigilo e de e-mails. Todo juiz terá de enviar mensalmente à corregedoria de seu tribunal a lista dos grampos que liberou. Em caso de vazamento de informações obtidas por escuta, será aberta imediatamente uma investigação. (págs. 1 e A10)
Família muda mais rápido que mercado
Um estudo da Ipea mostra que o formato da família brasileira está se diversificando, com mais espaço para casais com filhos chefiados por mulheres e núcleos familiares com apenas pais e filhos. No entanto, fora de casa, sobretudo nas relações de trabalho, repetem-se padrões de desigualdade. A renda média das mulheres subiu de R$ 561 em 1993 para R$ 577 em 2006, mas continua longe dos homens: R$ 885. Além disso, as mulheres ainda dedicam mais horas a afazeres domésticos. As diferenças são mais acentuadas em relação a raça, com prejuízo para os negros em todos os índices. (págs. 1 e A19)
R$ 76 milhões para ampliar o Campo de Marte
O Campo de Marte, na zona da norte de São Paulo, anunciou obras que poderão elevar sua atividade em até 9%. O projeto, que inclui nova torre e ampliação de pista, é estimado em R$ 76 milhões. Quinto maior do País em movimento operacional, o aeroporto é dos anos 20 e está cercado por residências e imóveis comerciais, o que dificulta a expansão. (págs. 1, C1 e C4)
PM escolta Soninha na CâmaraA vereadora Soninha Francine (PPS), candidata à Prefeitura, foi hostilizada ontem na Câmara Municipal. Ela tinha dito, em sabatina no Estado, que vereadores aprovam projetos em troca dinheiro. "Vai ter que provar!", gritou Claudete Alves (PT). Soninha foi protegida por PMs. (págs. 1 e A7)
Em crise, PSDB mexe na campanha e ataca 'infiéis'
A crise na campanha de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo atingiu seu ápice, a ponto de o Diretório Municipal do PSDB cogitar a expulsão dos tucanos que se aliaram ao candidato Gilberto Kassab (DEM). Além disso, a cúpula tucana, insatisfeita com marqueteiro Lucas Pacheco, decidiu intervir e já conversa com o publicitário Marcelo Simões. Em conversas reservadas, Pacheco sugere que o problema da campanha é de conteúdo, e não de forma. (pág 1 e A4)
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Jornal do Brasil
Manchete: Mulheres mandam mais
Nos últimos 13 anos, o total de famílias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres cresceu 10 vezes. Passou de 247.795 famílias, em 1993, para 2.235.233 em 2006, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal. No entanto, embora as mulheres também apresentem melhores condições nos indicadores educacionais do que os do grupo masculino, elas continuam ganhando menos que os homens. (pág. 1 e País, pág. A12)
Banco Mundial diz que Brasil dificulta atuação de empresas
O Brasil aparece em 125º, entre 181 países, no Relatório Doing Business 2009, do Banco Mundial, que mensura a facilidade para abrir empresas e fazer negócios. Na lista liderada por Cingapura, Nova Zelândia e EUA, ficou atrás dos Brics e dos vizinhos sul-americanos. (págs. 1, A2, A3 e Tema do dia)
Alerj quer acabar com a farra dos grampos
O presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, quer obrigar secretarias de governo e autarquias a devolverem equipamentos de escuta telefônica que teriam à Secretaria de Segurança. O deputado afirma que não se sabe quantos são e como são usados. O STJ considerou ilegais grampos acima de 30 dias. (pág. 1, País, pág. A11 e Informe JB, pág. A4)
Bolsa despenca e dólar sobe
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve ontem a pior queda desde 19 de março; foram 4,5% de baixa, acumulando perda de 24% no ano. Em dia tenso, o dólar foi a R$ 1,77, maior cotação desde janeiro, e o petróleo caiu abaixo de US$ 100. (pág. 1 e Economia, pág. A18)
ONG recebeu R$ 4 milhões
O Ministério Público constatou que a prefeitura de Trajano de Moraes fez parcerias com a ONG Intesp cujo montante passa de R$ 4 milhões. Os contratos – já investigados por indícios de irregularidades – estão na mira do Tribunal de Contas do Estado. (pág. 1 e Eleições, pág. A10)
Paes e Gabeira têm maior arrecadação
Na segunda parcial da prestação de contas de arrecadação e gastos de campanha, Eduardo Paes (PMDB) declarou ter conseguido R$ 3,16 milhões. Há um mês, eram R$ 569 mil arrecadados. Gabeira (PV), Jandira (PCdoB) e Crivella (PRB) também exibem caixa elevado. (pág. 1 e Eleições, págs. A4 e A5)
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Correio Braziliense
Manchete: Três anos para pagar impostos atrasados
Câmara Legislativa recebe hoje projeto de lei que permite o parcelamento em até 36 meses de dívidas geradas pelo não-pagamento de ICMS, ISS, IPVA e IPTU vencidos até dezembro de 2006. (págs. 1 e 17)
Fecharam a torneiraEm meio à briga política entre os governadores de oposição e o presidente Evo Morales, manifestantes tomam usina de gás e fecham válvulas do gasoduto com o Brasil. (págs. 1 e 20)
Mercados ficam loucos e Brasil é quem mais sofre
Temor de falência do banco de investimentos Lehman Brothers, quarto maior dos EUA, irradia pavor pelos mercados mundiais. No Brasil, o efeito veio devastador. A Bolsa de São Paulo caiu 4,5%, segunda maior baixa do ano. A cotação do dólar fechou em R$ 1,77, patamar mais elevado desde janeiro. (págs. 1, 13, 14 e Tema do Dia)
Boquinha garantida
Deputados federais ignoram decisão do Supremo e mantêm parentes nos gabinetes. Aguardam “orientação”. (págs. 1 e 2)
STJ anula grampo legal
Prova obtida por meio de escuta autorizada pelo juiz é descartada. Tribunal julgou excessivo os dois anos de existência do grampo. (págs. 1 e 5)
Escuta na reitoria da UnB
Polícia Federal descobre sofisticado equipamento ilegal de vídeo e áudio na sala do reitor da universidade. (págs. 1 e 28)
Mulheres no comando da família
Apesar de ganharem, em média, 32% a menos do que os homens, mulheres como Maria Darci Costa (D) e Lúcia Mateus representam 28,8% das chefias de lares no país, 9,1% a mais do que em 1993. É o que mostra o estudo Retratos das desigualdades de gênero e raça, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Número de pais solteiros à frente da família também cresceu. (págs. 1, 10 e 11)
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Valor Econômico
Manchete: Queda recorde pode abrir uma nova fase para bolsa
O nervosismo em torno do desaquecimento da economia mundial e de problemas no sistema financeiro americano voltou a tomar conta dos mercados ontem. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 2,43%. No Brasil, o Índice Bovespa recuou 4,50%, fechando aos 48.435 pontos, o menor nível desde 16 de agosto do ano passado, quando a crise das hipotecas americanas espalhou pela primeira vez o pânico nos mercados globais.Será que o mundo acabou para a renda variável? Tudo ficou mais difícil, sim, mas depois de cair abaixo do nível psicológico dos 50 mil pontos, e de uma queda de 13% apenas nos sete dias úteis deste mês, o Ibovespa começa a exibir papéis de boas empresas a preços convidativos, segundo os analistas. A avaliação é que, num intervalo de 12 a 24 meses, a bolsa brasileira vai proporcionar ganhos acima da renda fixa, mas ainda com muita volatilidade no meio dessa trajetória.O otimismo de parte dos analistas se deve ao fato de que a queda de ontem, a maior desde 19 de março deste ano, teve um componente irracional forte, de ajuste de carteiras de investidores internacionais. Muitos fundos hedge internacionais estão enfrentando seguidos pedidos de resgate e precisam vender ações a qualquer preço. Já outros investidores, com a queda da bolsa, precisam respeitar seus limites de perdas e vendem mais. A expectativa é que, quando esse ajuste terminar, o mercado volte a refletir pelo menos em parte os fundamentos da economia brasileira e das empresas. Para os polêmicos grafistas, os 48 mil pontos podem ser um limite para a baixa, com o mercado podendo se recuperar nos próximos meses até atingir os 54 mil pontos.Parte dessa queda reflete a redução nos preços das commodities, em especial do petróleo, que ontem fechou a US$ 100,34 o barril, em Londres, para entrega em outubro. O enfraquecimento das matérias-primas acompanha a valorização do dólar, que tem reflexos no Brasil, onde a moeda subiu 2,07% ontem, para R$ 1,772. No mês, o dólar já acumula alta de 8,38%. (págs. 1, B9, C2, D1 e D2)
O embrião de 2010
Para convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a participar da campanha em Natal, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), assegura que se testa ali o embrião da aliança PT-PMDB à sucessão presidencial em 2010. (págs. 1 e A14)
Os projetos da Hyundai para o Brasil
A esperada instalação da fábrica de veículos da Hyundai no Brasil deve ser apenas o primeiro passo de grandes investimentos do grupo no país. Maior conglomerado empresarial da Coréia do Sul, com atividades que incluem da fabricação de celulares à construção de plataformas de petróleo, a Hyundai decidiu abrir um escritório brasileiro e promete prospectar negócios e investir pesado no segmento de infra-estrutura. Entre seus alvos principais estão os setores de petróleo e gás, energia e transportes. O diretor-geral da Hyundai para a América Latina, Gi-Seob Kim, disse que a vinda para o Brasil foi definida durante a missão brasileira à Coréia, em abril, liderada pela ministra Dilma Rousseff. Antes de qualquer providência para a instalação da fábrica, que poderá ser em Piracicaba (SP), a empresa terá de resolver uma pendência tributária de R$ 1,6 bilhão. (págs. 1 e B7)
Plano para capitalizar a Petrobras
O governo busca uma maneira de aumentar o capital da Petrobras para permitir que a estatal eleve sua capacidade de endividamento e investimento. Uma idéia em estudo prevê o aumento da participação da União no capital da empresa mediante a utilização de parte das reservas de petróleo das áreas adjacentes aos campos da camada pré-sal já licitados. Antes de explorar essas áreas, que pertencem à União, a Petrobras e seus sócios privados teriam de negociar com o governo acordos de "individualização" para evitar que extraiam, involuntariamente, petróleo pertencente à União. Nesse tipo de acordo, define-se previamente que uma quantidade de petróleo extraída num determinado local deve ser transferida ao vizinho, no caso, à União, dona das áreas da camada pré-sal ainda não leiloadas. O plano em análise no governo é que, nos acordos de "individualização", o Tesouro Nacional use o petróleo a que tem direito para aumentar o capital da Petrobras. A operação é complexa e depende de mudanças na legislação. Dois ministros confirmaram ao Valor que a medida vem sendo estudada. (págs. 1 e A6)
'Grampolândia'O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou ontem a resolução que disciplina a quebra do sigilo telefônico de pessoas investigadas. Entre as mudanças está a identificação dos agentes que terão acesso às gravações, para coibir vazamentos. (págs. 1 e A8)
Empresas são fechadas por sonegar IPI
O fisco federal está usando um precedente do Supremo Tribunal Federal para embasar tentativas de fechar fábricas de cigarros que, segundo a Receita, sonegam o Imposto sobre Produtos Industrializados. No ano passado, em decisão liminar, o STF manteve fechada a American Virginia Tabacos. Neste ano foram fechadas a Phoenix, Alfredo Fantini e Cibrasa. Hoje, segundo dados da Receita, das 11 fabricantes de cigarros autorizadas a funcionar no país, cinco estão de portas abertas amparadas por decisões judiciais. Agora, a regra poderá ser aplicada também ao setor de bebidas. "Estamos usando a decisão sobre a American na argumentação para fechar ou manter fechadas as empresas que não pagam o tributo de maneira contumaz", explica o procurador da Fazenda Cláudio Xavier Seefelder Filho. (págs. 1 e E1)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Bovespa desaba com queda do preço das commodities
Uma saída forte de investidores estrangeiros, responsáveis pelo maior volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fez o Ibovespa amargar queda de 4,5% ontem, a maior em um único pregão desde maio de 2006. Com isso, o índice recuou para 48.514 pontos, voltando ao nível de 16 de agosto de 2007, com desvalorização acumulada de 24,18% no ano.A queda da bolsa brasileira reflete em grande parte a correção dos preços das commodities. Segundo relatório da Austin Rating divulgado ontem, depois de registrar forte alta nos últimos quatro anos, com a queda da taxa de juros e desvalorização do dólar frente às principais moedas mundiais, os preços desses ativos começam a sofrer um ajuste com o desaquecimento da economia mundial, principalmente na Europa e Japão. Não à toa, os papéis da Vale e da Petrobras, que sustentavam os recordes de alta da bolsa brasileira, representando cerca de 33,29% do Ibovespa, acumulam queda no ano de 33,74% e 34,45% respectivamente. As ações das companhias atreladas ao mercado de commodities, tanto agrícolas como metálicas, representam cerca de 48,37% do Ibovespa, sendo que estas últimas têm grande peso e respondem por 42,89% do índice.Só o índice de preços de commodities, o CRB Index (Commodity Research Bureau), acumula alta de 0,6% neste ano até ontem, depois de apresentar queda de 10% em julho. De acordo com o analista de investimentos Pedro Galdi, da SLW Corretora, o aumento da taxa de juros para conter a alta da inflação, principalmente nos países emergentes, aliado ao desaquecimento das economias centrais, tem provocado uma pressão vendedora por parte dos investidores nos mercados futuros de commodities. Assim, o dólar se valoriza frente às principais moedas. “A especulação por parte dos hedge funds no mercado futuro de commodities inflou o preço desses ativos, que agora passam por correção”, diz. (págs. 1, B1 e B3)
Ainda é difícil fazer negócios no Brasil
O Brasil subiu uma posição no ranking global do estudo Doing Business 2009, publicado anualmente pelo Banco Mundial (Bird) e pelo seu braço financeiro voltado para a iniciativa privada, a International Financial Corporation (IFC). Na classificação geral, ficou em 125º lugar em um conjunto de 181 economias globais. A pesquisa, de 211 páginas, mostra onde é mais fácil fazer negócios, com base em 6,7 mil entrevistas feitas entre junho de 2007 e julho de 2008.Nesta lista liderada por Cingapura, Nova Zelândia e Estados Unidos, o Brasil ficou atrás da maioria dos vizinhos sul-americanos, como Chile, Colômbia, Argentina, Paraguai e Uruguai, e dos países do Bric (integrado ainda por Rússia, Índia e China). “O Brasil teve destaque nos procedimentos de importação e exportação, que o ajudaram a melhorar a classificação em relação ao ano passado, mas não acompanhou o ritmo de seus vizinhos ou mesmo dos Brics”, informou a economista Rita Ramalho, do Bird. O País continuou entre os países menos atraentes para abrir uma empresa, figurando entre os com as nações com os prazos mais extensos e com maior número de procedimentos. Na Nova Zelândia, por exemplo, é necessário apenas um dia para abrir uma empresa. No Brasil, gastam-se 152 dias. No Suriname, são mais de dois anos. Ontem, o World Economic Forum (WEF) divulgou o seu primeiro Índice de Desenvolvimento Financeiro, que faz uma análise dos mercados de capitais de 52 países, utilizando, além de entrevistas e dados do próprio Forum, o relatório Doing Business. Na classificação geral, o Brasil ficou em 40º, e também ocupou a lanterna no grupo dos Brics. Quanto a direitos autorais, conseguiu uma proeza: ficou atrás da China. Os líderes são Estados Unidos e Reino Unido. (págs. 1 e A12)
Novo marco regulatório depende de ação política
As pressões no Congresso Nacional contra mudanças na legislação do setor mineral e a criação de um marco regulatório só serão vencidas com a atuação política do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, comemorou o fato de ter um político à testa do ministério. “Nosso setor precisa de um coordenador político, e nós agora temos um senador como ministro”, disse Scliar.Antes mesmo da divulgação do teor do novo marco regulatório do setor, as companhias mineradoras, representadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), se manifestaram contra a proposta. Um dos pontos do novo marco diz respeito ao aumento das alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), uma espécie de royalty dos minérios. Já o diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Miguel Nery, defendeu o caráter regulatório da legislação. “Precisamos mudar porque a atual lei é burocrática, amarra o setor e elimina a capacidade de gestão do Estado”, defendeu Nery. (págs. 1 e A7)
Trabalho
Emprego industrial sobe 0,7% em julho. (págs. 1 e A4)
Transporte terá R$ 14 bi em 2009O Brasil receberá R$ 14 bilhões de investimentos públicos em transporte no próximo ano. Para o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, a iniciativa privada terá de completar os R$ 20 bilhões de que o País precisa ao ano. (págs. 1 e C6)
Milho transgênico avança no Sul
Pioneiros em soja geneticamente modificada, gaúchos semeiam primeiras lavouras de milho transgênico. A expectativa dos agricultores é de reduzir custos e obter grãos livres do ataque de lagartas e de contaminação por fungos. (págs. 1 e C10)
Energias do Brasil investe US$ 1,8 bilhão
A Energias do Brasil, do grupo português EDP, concluiu praticamente seus novos projetos de geração, que prevêem a instalação de mais três térmicas no País — duas movidas a gás e uma a carvão —, cujos investimentos devem ficar acima de US$ 1,8 bilhão. “Estamos acertando os últimos detalhes para colocar essas usinas no leilão do próximo dia 30”, diz o diretor Luiz Otávio Henriques. No momento, a empresa ainda investe R$ 105 milhões para modernizar e aumentar em 25 MW a capacidade instalada de parte do seu parque gerador. (págs. 1 e C7)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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