PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sábado, outubro 03, 2009

EDITORIAL: ... E NEM FOI PRECISO MUITO ...

Verbo Solto




O Estadão e os aloprados

Postado por Luiz Weis em 1/10/2009 às 3:32:26 PM





Fosse na Inglaterra, a dupla que tentou vender por R$ 500 mil ao Estado de S.Paulo cópias roubadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado inicialmente para este fim de semana, teria procurado um tablóide, como o Sun de Londres, o diário de maior circulação do Ocidente, com 5 milhões de exemplares.

O Sun faria de bom grado um acordo com os vazadores da prova, pelo qual eles seriam pagos se o material se revelasse verdadeiro. O pasquim daria um jeito de publicar no dia do exame uma versão cifrada das questões, para poder apregoar, depois, que estava de posse dos originais do teste.

A operação teria lá suas complicações, mas não seria impossível para quem é do ramo do jornalismo de esgoto, está acostumado a comerciar com a escória e faz fortuna jogando escândalos no ventilador.

E que escândalo, no caso!

Mais de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o Enem, que pela primeira vez substituiria o vestibular para o ingresso em 28 universidades federais.

O exame seria inevitavelmente anulado e cabeças rolariam no Ministério da Educação – a do ministro, em primeiro lugar.

Aliás, para fazer propaganda de sua mercadoria, foi o que disse um dos tipos que procuraram o Estadão: “Isto aqui é muito sério, derruba o ministério”. No relato do jornal, o outro atalhou: “Não tenho motivação política.” Não ficou claro qual dos dois se saiu com esta: “Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego.” O negócio deles era só fazer um grande negócio.

A julgar pela matéria dos repórteres Renata Cafardo e Sergio Pompeu, “Prova do Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame” – que obrigou o jornal a atrasar em mais de duas horas o fechamento da edição desta quinta-feira, 1 – os caras são uns aloprados. Devem ter achado que, para pôr o governo numa fria, o Estado desembolsaria, se não o meio milhão pedido, uma bolada próxima disso. Não sabiam que a grande imprensa brasileira pode ser acusada do que se queira, menos de pagar por informações.

A oferta foi feita num telefonema, na quarta à tarde. À noite, os repórteres se encontraram com o sujeito. Onde? Tudo que a matéria diz é “na zona oeste de São Paulo”.

O cidadão se identificou? Não se sabe. “O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa”. Foram fotografados? Tampouco se sabe. Que aspecto têm? Idem.

Os repórteres consultaram rapidamente o material, “sem se comprometer com a compra”, memorizaram (ou anotaram) alguns quesitos da prova. O jornal entrou em contato com o ministro Fernando Haddad por telefone e e-mail. “As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação”.

Não fica claro em que momento disseram aos vendedores que não haveria negócio. Mas relatam que um deles se irritou e disse que iriam procurar uma emissora de TV. “A gente vende isto aqui até por mais dinheiro”, disse, em desespero de causa.

“A nossa sorte”, comentaria ainda na quinta-feira o ministro, numa entrevista à Rádio Eldorado, do Grupo Estado, “é que as pessoas que cometeram o crime eram amadoras”.

Disse ainda: “O jornal, com a experiência que tem, imagino que deva ter se cercado de providências. O apelo que eu fiz ao diretor de Redação, Ricardo Gandour, é que colocasse em pauta na redação a necessidade de chegar a essas pessoas”. E mais: “O jornal nos deu elementos muito importantes para a identificação dos criminosos.”

Ótimo, palmas. Isso é que é jornalismo-cidadão. Mas o compromisso primário de um jornal é com os seus leitores. Eles têm tanto direito quanto o ministro a esses “elementos muito importantes” – que, salvo engano, não estão todos na matéria que denunciou o vazamento.

P.S. “É grana, é grana” [Acrescentado às 8h55 de 2/10]

A história oficial, por assim dizer, da tentativa de venda da prova do Enem, está na matéria “Por dinheiro, dupla abala a vida de 4 milhões de jovens”, contada pelos jornalistas Renata Cafardo e Sergio Pompeu no Estado de hoje. [Alguns trechos foram destacados em negrito pelo blogueiro.]

“Os dois homens que derrubaram o exame que custou cinco meses de preparação para mais de 4 milhões de jovens brasileiros sabiam da importância do material que tinham em mãos: as duas provas do Enem que seriam aplicadas neste fim de semana. "Isso aqui derruba um ministério." Viram ali a chance de ganhar um bom dinheiro. "Queremos R$ 500 mil." Mas a estratégia parecia primária.

Em nenhum momento eles deram seus nomes ao Estado e por isso serão identificados no texto como "Informante" (a sugestão partiu dele mesmo) e "Sócio". Os dois tentaram o tempo todo posar de bons moços. "Já participei de concursos, também fico revoltado com essas coisas. Meu irmão, de 16 anos, vai fazer a prova", disse o Informante. "Isso (a prova) já está na mão de um monte de filho de parlamentar lá em Brasília", completou Sócio.

O primeiro contato com a redação foi feito pelo Informante, às 15h30 de anteontem. "Tenho uma informação sobre o Enem", disse, num telefonema. "Tenho a prova toda, 180 questões, já impressas."

Deixou bem claro que queria "negociar". Deu um número de celular.

A reportagem falou quatro vezes com o Informante durante a tarde. Ele exigiu um encontro em um local público, quando mostraria a prova e daria detalhes de como a conseguiu. Indicou que cor de roupa usaria, uma jaqueta preta. Aceitou o lugar indicado pelo Estado, um café na zona oeste, mas o horário foi mudado duas vezes. Por fim, ficou determinado que seria às 19h15.

A equipe do jornal (os autores do texto e o repórter fotográfico Evelson de Freitas) chegou ao local com antecedência. Enquanto esperava, Informante telefonou duas vezes: tinha se perdido. Avisou que teria o apoio de pessoas que ficariam do lado de fora do café. Mas o primeiro a aparecer foi um homem moreno, aparentando 30 e poucos anos, vestido com uma jaqueta amarela, com capuz. Era o Sócio.

A primeira providência de Sócio foi perguntar se os jornalistas tinham levado gravador. Enquanto isso, Informante chegou e sentou-se à mesa. Também moreno, de olhos claros, vestia a tal jaqueta preta e usava boné. Levava uma pasta de material sintético.

"Uma pessoa do Inep, do MEC, tirou isso lá de dentro e passou para uma pessoa que a gente conhece", disse Sócio. "Chegou por acaso", completou Informante.

Ele garantiu que não teve acesso ao responsável pelo vazamento da prova. "Não é nosso trabalho, eu sou funcionário público, ele (Sócio) também trabalha. Não tem nada a ver com a gente isso aí. A gente tá meio perdido."

A reportagem pediu para ver a prova. Mesmo sem nenhuma garantia de que haveria pagamento, Informante tirou o caderno de prova de uma pasta e o colocou na mesa. Não se importaram em falar baixo ou se havia outras pessoas ao lado.

Passou primeiro a folha de rosto, com instruções gerais sobre o tempo de prova, o preenchimento do gabarito e outras informações para o candidato.

Tinha os logotipos do MEC e do Inep, no canto inferior esquerdo, a relação das empresas do consórcio contratado para a realização da prova e um número 2: era o exame de domingo, com 90 questões de Linguagem e Matemática.

A dupla se recusou a mostrar aos repórteres a folha com o tema da redação. "Se não, amanhã você escracha no jornal", disse Sócio.

Um pequeno lacre que provavelmente identificaria a numeração da prova havia sido recortado.

A reportagem pediu para ver as questões. Informante permitiu ao Estado folhear o caderno por uns dois minutos. Tempo mais que suficiente para identificar meia dúzia de questões e memorizar itens associados a eles.

O primeiro item do Enem reproduzia uma tira de história em quadrinhos da personagem Mafalda. Nas folhas seguintes estavam os dois itens apontados horas depois pelo presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, como a comprovação de que o exame era verdadeiro: o poema Canção do Exílio e uma imagem da bandeira do Brasil com o verde suprimido, simbolizando o desmatamento.

A prova também tinha um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, uma tira do gato Garfield, uma questão que mencionava o MSN (sistema de mensagens online) e outra que citava os versos de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho".

"Agora já viu demais", decretou Sócio. Era hora de falar de dinheiro. Os dois bateram o pé no meio milhão de reais. Diziam que o dinheiro seria dividido entre cinco pessoas. A reportagem tentou argumentar que denunciar o vazamento da prova era uma questão de utilidade pública.

"Utilidade pública não paga meu salário", retrucou Sócio. "É grana, é grana."

Informante, sempre mais educado, tentou mostrar que a transação valia o que os dois pediam. Disse que o jornal receberia os originais das provas de sábado e domingo, cópias dos exames registradas em cartório e até uma breve descrição de como o material chegara até eles. Explicou que tinham a assessoria de um advogado que também os orientaram a comprar um chip de celular para os contatos.

"Tudo isso que a gente tá fazendo é com orientação jurídica", disse Informante.

Ele queria o pagamento em dinheiro e mencionou até um contrato que garantiria o "sigilo da fonte" - entendimento jurídico de que o jornalista tem o direito de preservar as fontes de suas informações.

Durante a conversa, Sócio citou a questão do sigilo como argumento para a escolha de veículos de imprensa para a venda das provas.

"A última coisa que a gente vai fazer é bater na porta do PSDB. Ano de eleição. A última saída vai ser essa", completaram.

A reportagem então decidiu informar o MEC. Nada seria publicado até que houvesse a confirmação do governo.

A reportagem enviou um e-mail ao ministro da Educação, Fernando Haddad, com exemplos de questões e em quais páginas apareciam na prova.

O próprio ministro informou à reportagem sobre toda a movimentação em Brasília para confirmar a autenticidade do exame.

Nem o ministro nem o presidente do Inep tinham visto a prova, até então.

Três funcionários foram levados ao Inep para abrir o cofre em que estavam guardadas as questões. Não havia uma prova impressa e, sim, as 180 perguntas digitalizadas.

Cerca de quatro horas depois do primeiro contato da reportagem com o ministério, por volta da 1 hora de ontem, o presidente do Inep ligou para o Estado e confirmou que a prova tinha vazado.

"Há fortes indícios de vazamento, 99% de chance." O Enem estava cancelado.”

Comentário final: mesmo que o objetivo primeiro dos jornalistas, ao procurar o MEC, fosse o de alertá-lo para o vazamento, “por ser uma questão de utilidade pública”, como disseram aos seus interlocutores, a iniciativa se impunha profissionalmente; de outra forma, eles não teriam como saber se o material que lhes foi mostrado era autêntico. Fizeram a coisa eticamente certa, portanto, ao fazer a coisa jornalisticamente certa.

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http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=3&id={50EE9BEA-A04F-44F0-92FE-1EB1533457D1}

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sexta-feira, outubro 02, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] OLIM-PIADAS

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

02 de outubro de 2009

Folha de S. Paulo

Manchete: Prova do Enem é adiada; PF investiga vazamento

Segundo ministro, exame será realizado 'provavelmente' em novembro

A Polícia Federal investiga a quebra do sigilo do Exame Nacional do Ensino Médio, que provocou o adiamento das provas marcadas para este fim de semana. O vazamento foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", procurado por pessoas dispostas a vender o exame.

Alertado, o governo confirmou a fraude. Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), a nova prova será "provavelmente" em novembro. Usado na seleção de instituições públicas e privadas, o Enem substituirá neste ano o vestibular em 24 universidades federais. (págs. 1 e Cotidiano 2)

Esporte: Decisão sobre sede dos Jogos de 2016 é hoje; 'sim, nós podemos', diz Lula (págs. 1 e D1)

Na TV - anúncio oficial acontece as 13h30 (Globo, Record News, Bandnews e outras)

Para acelerar obras, governo repassa análise de casa popular

Com a meta de acelerar as obras do programa Minha Casa, Minha Vida, o governo terceirizou as análises técnicas das construções. Os 973 engenheiros e arquitetos concursados da Caixa Econômica Federal ficarão obrigatoriamente de fora.

Segundo a Caixa, os terceirizados vão propiciar "o cumprimento das metas". Para construtoras, a terceirização é essencial. O programa prevê cerca de R$ 34 bilhões em subsídios. (págs. 1 e B1)

Zelaya diz que aceita ir à Justiça se voltar ao cargo

Com o aumento da pressão para que o presidente golpista, Roberto Micheletti, negocie uma salda para a crise política e flexibilize medidas linha-dura, Honduras vive uma avalanche de propostas e reuniões.

Deputados brasileiros obtiveram do Congresso hondurenho a promessa de intermediar a suspensão do ultimato para que o Brasil defina o "status" de Manuel Zelaya. O deposto disse que, reempossado, aceita responder à Justiça. Micheletti afirmou que, havendo consenso, deixa o cargo. (págs. 1 e A12)

Ciro transfere título eleitoral para São Paulo

Pré-candidato à Presidência pelo PSB, o deputado Ciro Gomes vai transferir seu título do Ceará para São Paulo hoje, último dia para a troca de domicílio eleitoral, em mudança combinada com Lula e como PT.

Ciro disse mais uma vez que não pretende disputar o governo paulista. (págs. 1 e A6)

Venda de carros bate recorde no mês e em 1 só dia

Impulsionadas pela antecipação de compras no último mês antes do retorno gradual da alíquota do IPI, as vendas de veículos bateram recorde em setembro: 308.760 foram emplacados.

Anteontem, foram vendidas 26.159 unidades - o melhor resultado da indústria em apenas um dia. (págs. 1 e B11)

Editorais

Leia "Radiografia rural", que comenta censo do setor; e "Recados do BC”, acerca de juros e gastos públicos. (págs. 1 e A2)

Janio de Fretas: Olimpíada e avião de caça, não sabíamos, são bem parecidos

As duas concorrências que têm hoje um marco importante exibem três aspectos em comum: são controvertidas, têm custos desproporcionais às disponibilidades e não correspondem a necessidades reais. Olimpíada e avião de caça, não sabíamos, são bem parecidos. (págs. 1 e A7)

dinheiro: Importações crescem e saldo comercial é o menor desde janeiro (págs. 1 e B4)

Terremoto na Indonésia pode ter matado mais de mil pessoas

A ONU (Organização das Nações Unidas) disse estimar que ao menos 1.100 pessoas tenham morrido no forte terremoto que atingiu a ilha Indonésia de Sumatra anteontem. Oficialmente, o governo indonésio confirmou 770 mortes e pelo menos 440 pessoas feridas.

Ontem, a região foi atingida por um novo tremor, de 6,6 graus. De acordo com autoridades locais, apesar dos danos, não há registro de novas mortes. (págs. 1 e A15)

Foto legenda: Em desespero, Indonésia é carregada após identificar o corpo de um parente em Padang (Sumatra), área atingida pelo terremoto

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Enem fica para novembro e PF investiga vazamento

MEC altera data do exame após ser alertado pelo 'Estado' sobre quebra de sigilo

A prova do Enem foi remarcada para a primeira quinzena de novembro, mas ainda sem dia definido. O exame, que estava agendado para este fim de semana, foi cancelado na madrugada de ontem após o Estado ter avisado o MEC que a prova tinha vazado. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que mandou dar "prioridade máxima" à preparação da nova prova. O objetivo, segundo um assessor do ministro, é tentar realizá-la nos dias 7 e 8 de novembro, logo depois do feriado de Finados. O MEC tenta garantir que haja tempo para a utilização do Enem como exame seletivo para ingresso nas universidades. Os estudantes paulistanos se dividiram sobre o cancelamento. Para alguns, como Guilherme Alvarez, "foi um baque", porque ele "já estava preparado psicologicamente para a prova". Para outros, como Ana Clara Coelho, “um pouco mais de tempo para estudar nunca faz mal". (págs. 1 e A17 a A23)

Dupla queria dinheiro ao mostrar a prova ao jornal

Os dois homens que mostraram ao Estado a prova do Enem queriam dinheiro, relatam Renata Cafardo e Sergio Pompeu. Eles permitiram que os repórteres do jornal vissem a prova por tempo suficiente para memorizar algumas questões. Foi o bastante para cruzar as informações com o MEC. (págs. 1 e A22)

Rio luta hoje pelo sonho olímpico

Os 106 delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI) vão escolher hoje, em Copenhague (Dinamarca), a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A disputa entre Rio, Madri, Tóquio e Chicago é mais do que esportiva - tornou-se uma guerra política, informam os enviados especiais Jamil Chade e Andrei Netto. Ontem, o presidente Lula e o rei da Espanha, Juan Carlos, cortejavam os últimos delegados indecisos. Hoje, chega o presidente dos EUA, Barack Obama, para defender Chicago. Lula ironizou: "Sim, nós podemos", afirmou ele sobre as chances do Rio. (págs. 1 e E1 a E5)

Fazenda ataca 'terror fiscal' que justifica alta dos juros

A pedido do ministro Guido Mantega, o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, convocou entrevista para atacar o “terrorismo fiscal” de “alguns analistas" e da “oposição”. Para Barbosa, o objetivo deles é "forçar uma expectativa de subida dos juros". Foi uma reação ao relatório do Banco Central que advertiu sobre o impacto inflacionário do aumento dos gastos públicos. (págs. 1 e B1)

Santo André: Acusado estocava mais 2 t de fogos

Dono da loja de fogos que explodiu mantinha material na casa do cunhado. (págs. 1 e C1)

Honduras: Para mediar, OEA exige acordo prévio

Sem negociação entre Zelaya e Micheletti, missão será cancelada. (págs. 1 e A10)

Eugênio Bucci: Os deveres da imprensa

O compromisso de um jornal é com o leitor, não com autoridades. O caso do vazamento do Enem ilustra esse princípio, às vezes tão desprezado. Assim, nenhuma autoridade deve esperar que um jornalista lhe diga o que não diria ao leitor. Esclarecer o caso é tarefa da polícia. (págs. 1 e A22)

Tremor mata mais de mil na Indonésia

O número de mortos no terremoto de 7,6 graus na escala Richter que anteontem abalou a Ilha de Sumatra, na Indonésia, subiu ontem para 1.100, segundo a ONU. O total pode aumentar, porque as buscas continuam. Mais de 500 casas e prédios foram destruídos ou danificados pelo abalo, incluindo hotéis, escolas, hospitais e centros comerciais. (págs. 1 e A16)

Sucessão: Ciro transfere título para São Paulo

Deputado prefere Presidência ao governo, mas pode ser vice de Dilma. (págs. 1 e A4)

Notas e Informações: Amordaça se eterniza

É inexplicável a espantosa decisão do colegiado do TJ-DF. Para perplexidade de leigos e juristas, a censura ao Estado foi mantida. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Rio 2016. É hoje!

Foto-legenda: Cúpula da campanha Rio-2016 esbanja otimismo e torcida em Copenhague, onde hoje se escolhe a sede da Olimpíada. (págs. 1 )

Sonho do Brasil nas mãos do COI

Duas candidaturas olímpicas frustradas e dois anos de cam­panha depois, o Rio chega hoje à reta final da disputa. Integrantes do COI - entre os quais oito príncipes e princesas - decidem se o Rio será a sede dos Jogos de 2016. O embate não é fácil: além de economicamente mais fortes, concorrentes oferecem estrutura e equipamentos prontos. Mas o Brasil aposta no projeto, nas belezas naturais e na união de es­forços. (pág. 1 e Caderno Especial Rio – 2016)

Lula: “Vamos dizer ao mundo que podemos”

Promessas do esporte sonham com jogos em casa.

Como será a festa em Copa pare para assistir à decisão. (pág. 1)

Informe JB

A torcida de Lula, Paes e Cabral pelos Jogos. (Pags.1 e A2)

Anna Ramalho

Pelé recebe elogios de Parreira. (Págs. 1 e A14)

Coisas da política

Getúlio Vargas e a Revolução de 30. (Págs. 1 e A2)

Fraude no Enem deixa prejuízo de R$ 34 milhões

O adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio custará R$ 34 milhões. O valor corresponde ao que foi gasto com a impressão do material. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a investigação sobre o vazamento das provas começará por São Paulo. (págs. 1 e País A4)

Baía de Guanabara ganha chance de ser limpa

Até uma TV foi retirada das águas da Baía de Guanabara, em uma regata da Escola Naval. A poluição é problema antigo, que a Secretaria Estadual do Ambiente planeja combater com R$ 1,2 bilhão para tratar 80% dos esgotos que desembocam na baía. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A3)

Editorial

O Brasil tinha obrigação de abrigar Zelaya. (págs. 1 e A8)

Foto legenda: Imagem em transformação

Museu da PM – Cerca de 60 meninos a meninas da Cidade de Deus visitaram ontem o Museu da Polícia Militar, como parte do programa de integração e pacificação da comunidade. Algumas crianças se fantasiaram de policial. Mas, na brincadeira, revelaram que muitas vezes a imagem da PM ainda é de truculência e abuso de autoridade. (págs. 1 e Cidade A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Impasse por causa do Enem

Universidades reveem o calendário do vestibular e a possibilidade de utilizar a nota do Exame Nacional de Ensino Médio para seleção de alunos. Polícia Federal vai investigar vazamento do conteúdo das provas, adiadas para novembro. (págs. 1, 8 e 9)

Domésticas do DF são as mais caras do país

Em um ano, os gastos para manter uma empregada em casa subiram 17,18% em Brasília, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice é quatro vezes maior que a inflação registrada desde setembro do ano passado e o dobro da média nacional (9,06%). Os custos com as diaristas foram os que mais pesaram nesse aumento. De acordo com a FGV, os salários das domésticas correspondem a 5,32% do orçamento das famílias brasilienses. A média dos vencimentos é de R$ 478, contra R$ 362 no país. Também na contramão da tendência nacional, cresce no Distrito Federal o número de pessoas que realizam serviços domésticos. São 119 mil pessoas, um em cada 10 trabalhadores ocupados. (págs. 1 e 34)

Fraudes no Detran levam 22 à prisão

Uma quadrilha formada por 12 servidores do órgão — entre eles o chefe do Núcleo de Vistoria —, nove despachantes e o funcionário de uma clínica foi presa pela Polícia Civil, que procura outros três suspeitos. O grupo negociava desde a retirada dos pontos de multas dos prontuários até a emissão de carteiras de motoristas para pessoas desabilitadas — o valor chegava a R$ 2 mil. A polícia vai investigar os atendimentos realizados pelos suspeitos para descobrir quem usou o esquema. (págs. 1, 25 e 26 e QR Code com videoreportagem sobre a Operação Garatusa)

Congresso: Senado promove mágica salarial

O plano de cargos e salários do Senado terá de resolver uma impressionante matemática contábil. Além do vencimento básico, funcionários podem receber até seis ganhos indiretos e ultrapassar o teto de R$ 24,5 mil. (págs. 1 e 2)

Funcionalismo - Anpac: concursos devem ter estatuto

As seleções públicas deveriam seguir regras definidas por um estatuto, defende Ernani Pimentel, presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos Públicos (Anpac), em entrevista à repórter Letícia Nobre. (págs. 1 e 16)

Rio 2016: Brasil é o país a ser batido

O repórter Luiz Roberto Magalhães conta, de Copenhague, que até jornalistas internacionais apostam na vitória do Rio para sede das Olimpíadas. Lula usou o slogan de Obama: “Nós podemos”. A escolha será às 13h30. (págs. 1 e Super Esportes, 6 a 9 e QR Code com entrevistas de César Cielo e Guga)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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quinta-feira, outubro 01, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] PolíTicos & oPorTunistas

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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AMÉRICA LATINA [In:] OS ''ZÉ´S'' DE PLANTÃO...

Vitória de Chávez

O Globo - 01/10/2009

A situação da diplomacia brasileira continua crítica no impasse político em Honduras. O chanceler Celso Amorim afirmou que suspender o “abrigo” ao presidente deposto, Manuel Zelaya, na Embaixada do Brasil, seria “um incentivo a novos golpes de Estado na América Latina”.

Parece esquecer-se, ou propositalmente esquece, que Zelaya também tinha um projeto golpista, à moda bolivariana, ou seja: realizar referendos para minar por dentro as instituições hondurenhas, tal qual Hugo Chávez na Venezuela e seus discípulos Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador.

Já o assessor especial do presidente Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que evitou criticar o fechamento de 34 emissoras de rádio por Chávez na Venezuela, acha que as tentativas de envolver o líder venezuelano na trapalhada em Honduras são “uma cortina de fumaça”. Mesmo tendo sido o presidente deposto transportado, a caminho de Honduras, num avião venezuelano, e o próprio Chávez admitido que monitorara o deslocamento de Zelaya pelo telefone, enganando quem o esperava na Assembleia da ONU, em Nova York.

Tendo sido passiva (“Zelaya materializou-se na embaixada”, disse um diplomata brasileiro) ou ativa (o que o governo nega, com baixa credibilidade), a participação brasileira no episódio exacerbou o impasse.

O governo interino de Honduras endureceu sua posição, enquanto Zelaya deixava mal a diplomacia brasileira ao transformar a missão em Tegucigalpa num bunker político de agitação e propaganda, em claro desafio às regras do asilo político — que ele não pede, nem o Brasil impõe, o que facilita sua atuação. Querendo ou não, o Itamaraty virou cúmplice do impasse.

Logo, da crise.

A grande vítima, além da credibilidade brasileira, é o povo hondurenho, pois o governo interino, sob o pretexto de evitar uma insurreição dos partidários de Zelaya, decretou estado de sítio, restringindo as liberdades civis. Embora claramente a negociação seja a única via admissível, não está afastada a hipótese de mais violência.

É o pior dos mundos: o governo interino se acerca rapidamente de uma ditadura, o Brasil se vê acuado, o México — influente na América Central — se mantém mudo, e os EUA, que sempre apoiaram o retorno de Zelaya para que terminasse seu mandato constitucional, se mostram reticentes, diante das evidências das más intenções chavistas.

Até agora, o vencedor é Hugo Chávez, que gosta de cultivar um clima de tensão propício a seu protagonismo bolivariano de cunho histriônico e desestabilizador.

Quanto mais esticada a corta, melhor para ele.

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ELEIÇÕES/ELEITORES[in:] SUJOU? ESTÁ SUJO!!!

O veto aos fichas-sujas

O Estado de S. Paulo - 01/10/2009

Mais de 1,3 milhão de brasileiros assinaram o projeto de iniciativa popular, entregue terça-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que torna inelegíveis os candidatos que tiverem sido denunciados em primeira instância ou com denúncia acolhida em um tribunal por uma série de delitos - racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas -, bem como os já condenados por corrupção eleitoral. Os signatários expressam o repúdio da sociedade à anomalia que permite a delinquentes de todo tipo colecionar mandatos eletivos em busca da impunidade, quando não da reincidência no crime. Os chamados fichas-sujas, dos quais se pode dizer que não têm biografia, mas folha corrida, infestam as instituições representativas em todos os níveis, acobertados pela complacência de sucessivas levas de congressistas que, ao longo dos anos e decerto não por acaso, deixaram de vedar a brecha legal que entrelaça a bandidagem com a política.

A brecha está na Lei de Inelegibilidades aprovada em 1990 para cumprir a determinação constitucional de serem estabelecidos os casos em que os tribunais eleitorais podem barrar candidaturas, "a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato". Foi exatamente o que os legisladores desconsideraram, limitando-se a ecoar o artigo da Carta segundo o qual "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória". O princípio é inquestionável. Mas se problemas na "vida pregressa" podem inabilitar interessados em participar de concursos para admissão no serviço público, mesmo que não tenham sido condenados em última instância, por que a restrição não se aplicaria a futuros parlamentares ou governantes? A proposta de iniciativa popular levada ao Congresso, complementando a legislação capenga de 19 anos atrás, responde adequadamente à indagação.

Ela talvez poderia ter sido desnecessária se o devido processo legal no Brasil não se prestasse a inumeráveis espertezas judiciais que remetem para o Dia de São Nunca a decisão final em processos cujos réus são capazes de pagar advogados especializados em protelações que, a rigor, escarnecem do princípio da inocência salvo prova definitiva em contrário. O veto aos fichas-sujas, nos termos propostos pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, representa um contraponto a essa realidade que revolta o cidadão comum. Não procede o argumento de que alguém responder a um processo é pouco para deixá-lo inelegível ou que "a decisão solitária de um juiz", como alegam os políticos, tampouco basta para barrar uma candidatura. "A condenação em primeira instância é suficiente", explica o deputado Flávio Dino (PC do B-MA), "porque antes disso já ocorreram dois fatos: o Ministério Público ofereceu denúncia e esta foi aceita."

Seria ingênuo imaginar, por outro lado, que a proposta, se aprovada, não dará margem a injustiças ou a jogadas visando à eliminação de potenciais competidores políticos. Aqui e ali sempre haverá denúncias forjadas bem-sucedidas nos tribunais inferiores. Nenhum sistema de triagem de candidatos é imune a manipulações. Ponha-se na balança, porém, o número inaceitável de mandatários contra os quais pesam acusações que só não levam às consequências que lhes seriam naturais em razão dos mecanismos que promovem a impunidade. Para citar um exemplo extremo, se dependesse apenas da omissa Lei das Inelegibilidades em vigor, o notório Hildebrando Paschoal seria deputado federal até hoje. (Cassado em 1999, ele já foi condenado a mais de 100 anos de prisão por monstruosos crimes de morte.) As leis, afinal, fazem diferença.

Precisamente há 10 anos, o Congresso aprovou o primeiro projeto de iniciativa popular para a moralização dos costumes políticos no País, o que tipificou a "captação ilícita de votos", estabelecendo a cassação dos mandatos dos políticos condenados pela prática. A corrupção eleitoral, evidentemente, não foi varrida do mapa. Desde então, no entanto, graças a essa lei, 3 governadores de Estado, 460 prefeitos e 207 vereadores perderam os cargos obtidos fraudulentamente, no entender da Justiça Eleitoral. A barreira que se deseja erguer aos fichas-sujas é um desdobramento dessa batalha pela ética na política. Será um escândalo se o Congresso afrouxá-la.

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ILHA DE VERA CRUZ/ELEIÇÕES [In:] O CLAMOR DAS URNAS... (das Runas)

Lula revê o projeto de taxar as poupanças

Folha de S. Paulo - 01/10/2009

A possível elevação dos juros básicos até o início de 2010 e a resistência de sua base de apoio congressual levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reavaliar a proposta de cobrar IR (Imposto de Renda) a partir do ano que vem das cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil.
Por ora, Lula estuda se modifica ou abandona de vez a proposta de projeto de lei elaborada pela Fazenda. Em reunião com auxiliares anteontem, o presidente disse que voltaria a reexaminar o tema até o dia 20 a fim de tomar uma decisão definitiva.
Tem crescido no entorno de Lula a avaliação de que talvez seja melhor do ponto de vista político-eleitoral não alterar as regras da poupança e deixar o assunto para o próximo governo.
Essa avaliação ganhou corpo depois de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dizer a Lula que o BC poderia voltar a elevar os juros básicos. Isso compraria tempo, diz um auxiliar do presidente. O argumento principal para cobrar IR de poupadores acima de R$ 50 mil é evitar que o ganho da caderneta se torne mais vantajoso dos que os fundos de renda fixa que são remunerados com base na Selic.
Trocando em miúdos: mantida a remuneração da poupança, que é fixa, haveria um piso para a queda dos juros. Se o BC tiver de elevar a taxa, adia-se o problema, pois ainda haveria um diferencial que favorece o aplicador em renda fixa, evitando migração para a poupança.
Em reuniões anteontem, Lula foi avisado de que é forte a resistência de sua base de apoio no Congresso à ideia de taxar a poupança. Aliados do presidente, como o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), sugeriram o aumento do piso para cobrança de IR, de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Um ministro de Lula fala em manter os R$ 50 mil, mas cobrar apenas de novas poupanças. Ou seja, as que forem abertas a partir de 2010, quando valeria o imposto, e que fossem superiores aos R$ 50 mil. (KA);

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MEC/ENEM [In:] A ETERNA COLA; VESTIBULAR NELES!!!

PROVA VAZA E MEC DECIDE CANCELAR ENEM

PROVA DO ENEM VAZA E MINISTÉRIO ANUNCIA CANCELAMENTO DO EXAME


Autor(es): Renata Cafardo e Sergio Pompeu
O Estado de S. Paulo - 01/10/2009
O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar na madrugada de hoje a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1h, por telefone.

Ontem à tarde, o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.

O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.

No exame que o Estado teve acesso, a prova de linguagens e códigos, que seria aplicada no domingo, tinha na questão número 1 uma tira da personagem de história em quadrinhos Mafalda. Na folha seguinte, o exame reproduzia uma bandeira do Brasil com a área verde parcialmente suprimida, simbolizando o desmatamento. A imagem lembra uma campanha publicitária famosa da organização não governamental SOS Mata Atlântica. Embaixo dela, a prova tinha a seguinte frase: "Estão tirando o verde de nossa terra." Em outro trecho do exame, também no alto, à esquerda, os examinadores usaram no enunciado o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, aquele que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá". As questões da bandeira e do poema foram confirmadas pelo MEC como originais.

Outro trecho literário usado no Enem tinha o verso de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho". Mais adiante, a prova reproduzia um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, de Martin Scorsese. Outro personagem usado no Enem era o gato Garfield. O programa de mensagens instantâneas MSN é mencionado em uma das questões.

O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas. "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material "de Brasília, de gente do Inep, do MEC". Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política." Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos em cartório cópias das provas."

Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro", disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV.
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STF/TOFFOLI [In:] VIM, VÍ e VENCÍ ...

Toffoli no STP pode mudar caso Battisti

Com folga, Senado aprova Toffoli para o STF


Autor(es): Carolina Brígido
O Globo - 01/10/2009
"Não haverá vínculo político ou partidário", diz advogado da União, que teve 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções

BRASÍLIA. O plenário do Senado aprovou ontem com folga a indicação do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, de 41 anos, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 58 votos a favor, nove contra e três abstenções.

Antes disso, Toffoli passara por sete horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que também legitimou a indicação, com placar de 20 votos a três.

Antes de começar a ser interrogado pela comissão, o advogado ergueu um exemplar da Constituição federal e declarou que, se fosse aprovado para o cargo, obedeceria apenas aos princípios constitucionais. Como ele foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a oposição teme que Toffoli continue levantando a bandeira governista como ministro da mais alta Corte do país.

— Se o Senado me der a honra de ir para o STF, serei juiz da nação brasileira, da Constituição brasileira. Não haverá mais nenhum vínculo político ou partidário — disse o advogado.

Tucano questionou currículo e condenações no Amapá Na sessão da CCJ, a oposição concentrou-se na voz solitária do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O tucano tocou em pontos polêmicos sobre a indicação, como o fato de Toffoli não ter pós-graduação, não ter publicado livros, ter sido reprovado em dois concursos para juiz e ter sido condenado em primeira instância pela Justiça do Amapá.

— O Supremo Tribunal não pode ser um cabide para nomear pessoas alinhadas com o governo. Vamos dar a Vossa Excelência tempo para se preparar melhor e dar agora chance a notáveis juristas brasileiros que honrariam o STF se tivessem sido indicados pelo presidente da República — disse o senador.

Em sua defesa, Toffoli disse que optou pela advocacia e não pela vida acadêmica. Citou também texto do jurista Paulo Bonavides dizendo que a aprovação ou não em concurso público não é capaz de aferir o saber jurídico de uma pessoa. O advogado também afirmou que seu aprendizado como assessor jurídico da bancada do PT na Câmara foi tão efetivo quanto uma pósgraduação.

Os ataques de Dias não encontraram eco nem mesmo entre os tucanos. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), fez elogios tão veementes a Toffoli que o levou às lágrimas.

— Apesar de ter recebido manifestações contrárias em meu gabinete contra a sua indicação, reconheço que Vossa Excelência conhece o Direito.

Não tenho dúvida de que o meu voto será pela sua indicação — declarou o tucano.

Os elogios da oposição silenciaram até mesmo o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

— Nem vou fazer defesa dele.

Já tem tanta gente fazendo isso... Vai ficar over — disse, enquanto deixava o plenário da CCJ para fazer um lanche.

Novato ganha elogios dos agora colegas de STF Após a sabatina, o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, elogiou o futuro colega: — Seguramente ele é uma pessoa qualificada. Vem exercendo a função de advogadogeral da União com grande responsabilidade e mantendo um diálogo altivo com o Supremo. Vai dar continuidade ao esforço que estamos fazendo de modernização do STF para transformá-lo numa autêntica corte constitucional do Brasil.

Ayres Britto concordou, dizendo que a juventude de Toffoli qualificará os debates e vai arejar a corte.

STF/SENADO/LULA [In:] ''IDEOLOGIA, EU QUERO UMA ..."

Senado aprova ex-advogado do PT para vaga no Supremo

Toffoli é aprovado e diz que atuação para Lula é "passado"

Folha de S. Paulo - 01/10/2009

Com apoio de parte da oposição, ex-advogado-geral da União passa no Senado por 58 a 9


Mais novo integrante do Supremo Tribunal Federal tem apenas 41 anos e poderá ficar por quase três décadas na mais alta corte do país


Alan Marques/Folha Imagem
Toffoli na sabatina na CCJ, onde foi aprovado por 20 a 3, antes
de passar também no plenário


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Com apoio da oposição, José Antonio Dias Toffoli foi aprovado ontem pelo Senado para ingressar no Supremo Tribunal Federal. Foram 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções. Até então advogado-geral da União do governo Lula, Toffoli conseguiu superar críticas de sua vinculação ao PT. Ele tem 41 anos e poderá ficar no tribunal por quase três décadas.
Governistas calcularam que ao menos 16 oposicionistas votaram a favor de Toffoli. Ele recebeu menos votos contrários do que Gilmar Mendes, indicado na época do presidente Fernando Henrique quando ocupava o mesmo cargo de Toffoli. Mendes, indicado no último ano do segundo mandato do tucano, foi aprovado por 57 a 15.
Antes de ter o nome submetido ao plenário, o indicado de Lula enfrentou uma sabatina de sete horas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde conquistou 20 votos a favor e apenas 3 contrários. Apesar da longa duração, a sala da reunião ficou cheia até o final, quando ele foi aplaudido.
Toffoli chegou a se emocionar com um depoimento lido pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). O tucano relatou conversa que teve com um advogado que atuou em ações do seu partido. "Ele me disse que jamais lidou com alguém tão correto", afirmou.
Trinta e três senadores fizeram questionamentos ou declarações a Toffoli na CCJ. Apenas dois deles, Pedro Simon (PMDB-RS) e Alvaro Dias (PSDB-PR), criticaram a falta de mestrado e doutorado no currículo do advogado. Questionaram também uma condenação contra Toffoli na Justiça do Amapá. "Isso abre um precedente grave", disse Simon.
Segundo senadores da oposição, Toffoli conquistou votos ao evitar atritos e polêmicas quando confrontado pelos parlamentares. A todo tempo, disse que agiria no STF com isenção. "O fato de ter atuado em ações eleitorais para o presidente Lula é algo do passado", disse. "Eu passo a ser um juiz da nação brasileira", completou, em resposta a Alvaro Dias.
Em sua fala, Simon lembrou que Toffoli atuava como subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na crise do mensalão. "Vossa Excelência é amigão do José Dirceu. Inclusive a sua indicação é considerada uma vitória pessoal do ex-chefe da Casa Civil", disse o senador.
Toffoli também foi questionado sobre seu posicionamento em relação ao caso do italiano Cesare Battisti. O STF discute a extradição dele para a Itália, onde foi condenado à prisão perpétua.
Sete ministros já votaram, quatro contra Battisti. O governo conta com Toffoli para empatar a decisão, corroborando, assim, posição do ministro Tarso Genro (Justiça), que deu refúgio político ao ex-ativista.
Na sabatina, Toffoli não antecipou seu posicionamento. Ao mesmo tempo, sinalizou não se considerar impedido de participar do julgamento, já que não atuou no caso pela AGU. "Diante de uma situação hipotética, analisarei as posições legais. Eu não posso adiantar porque não sou ministro."
No entanto, adiantou que, nos casos em que deu parecer ou atuou diretamente, se declarará impedido. Citou como exemplo as cotas raciais nas universidades, em que produziu pareceres favoráveis.
Toffoli se posicionou contra a proibição de candidaturas de condenados em primeira e segunda instâncias, os chamados "fichas sujas". Segundo ele, só deve se tornar inelegível o candidato cujo processo estiver transitado em julgado. Ou seja, com condenação final. Ele ressaltou que o Congresso deve decidir sobre o tema. A todo tempo, disse que o Judiciário não deve agir como legislador.
Na plateia estavam ex-ministros do STF como Sepúlveda Pertence e Aldir Passarinho, além de advogados ligados à oposição como Fernando Neves, ex-ministro do TSE.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

01 de outubro de 2009

O Globo

Manchete: Meirelles e Amorim põem BC e Itamaraty na campanha

Dos 37 ministros do governo, 31 são filiados a partidos políticos

A três dias do fim do prazo de filiação partidária para quem pretende disputar eleições em 2010, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, entraram para o PMDB e o PT, respectivamente, e vão continuar nos cargos até março do ano que vem. Com isso, agora são 31 dos 37 ministros do governo Lula filiados a partidos, sendo que pelo menos 18 deles já decidiram concorrer em 2010. O PT, que controla 17 ministérios, tem nove prováveis candidatos, incluindo Dilma Rousseff (Casa Civil), que deverá disputar a Presidência da República, e até Tarso Genro (Justiça), que continua no cargo apesar de já ter se lançado ao governo gaúcho. A filiação do chanceler Amorim, um funcionário de carreira no Itamaraty, surpreendeu e foi duramente criticada pela oposição. E, no caso de Meirelles, seria a primeira vez que um presidente do BC se filia a um partido, no cargo, para disputar eleições. Para analistas políticos, a participação direta de ministros no processo eleitoral antecipado prejudica a gestão pública. (págs. 1, 3 e 4)

Madri parte para ataque à Rio 2016

A dois dias da escolha da cidade sede das Olimpíadas de 2016, o comitê de Madri atacou a candidatura carioca, chamando-a de sentimentalista e marqueteira. O Rio fez um protesto formal ao COI e o prefeito Eduardo Paes achou a atitude de Madri um “ato de desespero". (págs. 1, 12 e 13)

Foto legenda: Oprah Winfrey e Michelle Obama juntas em Copenhague
Foto legenda: Com Pelé, Lula cumprimenta Cesar Cielo ao chegar à Dinamarca

Toffoli no STP pode mudar caso Battisti

O Senado aprovou o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, de 41 anos, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Foram 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções. Toffoli admitiu que poderá votar no caso Battisti - o que tende a provocar empate. Mas disse que consultará os colegas do STF antes de decidir se participará do julgamento. (págs. 1 e 8)

Terremotos devastam ilhas em 2 oceanos

Dois fortes tremores de terra num período de 24 horas levaram morte e destruição a Sumatra, no Oceano Índico, e às Ilhas Samoa, no Pacífico, estas atingidas por uma tsunami. Em Sumatra, estima-se que haja milhares de pessoas sob escombros. (págs. 1 e 35)

Foto legenda: O retrato do estado de sítio

Policiais tomam posição, pouco antes de dispersar violentamente cerca de mil manifestantes que protestavam contra o fechamento de uma rádio em Honduras. O Tribunal Superior Eleitoral pediu ao governo para revogar o estado de sítio. (págs. 1, 33 e 34)

Desigualdade cresce no campo em 10 anos

A distribuição da terra piorou nos últimos 10 anos no Brasil. O Censo Agropecuário do IBGE, que visitou mais de cinco milhões de fazendas em 2006, mostra que a concentração na terra é 67% superior à da renda no país, que já é uma das maiores do mundo. Para especialistas, a agropecuária voltada para exportação (soja, cana e pecuária) agrava a desigualdade porque exige investimento elevado. (págs. 1, 25 e 26)

Enem: recorde de 4,1 milhões de inscritos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado neste fim de semana por 4.147.527 estudantes, o maior número desde que foi criado, há 11 anos. Dois mil alunos ainda serão remanejados pelo MEC por estarem longe de casa. (págs. 1 e 9)

Eike amplia seus domínios na Glória

Ao adquirir a empresa que tinha a concessão da Marina da Glória, a holding EBX, de Eike Batista, anunciou que vai investir R$ 150 milhões em melhorias no cais e num projeto turístico e de entretenimento integrado ao Hotel Glória e ao navio Pink Fleet. (págs. 1 e 14)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Concentração de terra cresce no país

Tendência é mais forte nas médias propriedades; IBGE aponta aumento da produtividade em dez anos

Em dez anos, a concentração da terra aumentou no país, segundo o Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados, de 2006, mostraram que o índice de concentração de terra - que relaciona a área total destinada à agropecuária com o número de proprietários - subiu 1,9% na média nacional ante 1995/1996, período do levantamento anterior. (págs. 1, B6 e B7)

Tremor e tufão matam centenas na Ásia

Terremoto de 7,6 graus de magnitude causou destruição na ilha de Sumatra e deixou ao menos 200 mortos. Autoridades indonésias avaliam que mais de mil pessoas ficaram soterradas.

Ontem à noite, novo tremor chegou a 6,9 graus. Não havia relatos sobre vítimas. (págs. 1 e A13)

Foto legenda: Mulher passa por shopping center em Padang, na Ilha de Sumatra (Indonésia), destruído pelo terremoto que atingiu o país ontem

Operação em Honduras prende 55 oposicionistas

Operação de policiais e militares prendeu 55 militantes ontem em Honduras.

Os manifestantes ocupavam prédio desde que Manuel Zelaya foi derrubado. (págs. 1 e A10)

OEA deve aceitar nova propsta

A OEA (Organização dos Estados Americanos) se dispõe a aceitar nova proposta de conciliação para Honduras, desde que ela use como base o Acordo de San José.

Em entrevísta a Sérgio Dávila, de Washington, José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, anunciou que poderá ir ao país, "se houver diálogo". (págs. 1 e A11)

Jogos de 2016

Na Dinamarca, Lula faz lobby por Olimpíada no Rio (págs. 1 e D1)

Foto legenda: O presidente com Pelé, em Copenhague

Juca Kfouri
Brasil não liga para função social do esporte; não pode sediar Jogos (págs. 1 e D3)

FMI vê risco de ciclo recessivo 'em forma de W'

Relatório do FMI alerta para o risco de a economia global voltar à recessão, levando o ciclo a assumir a forma de W - queda inicial, retomada neste segundo semestre e nova queda depois, relata Fernando Canzian.

Para o Fundo, a atual recuperação é atípica. (págs. 1 e B4)

Meirelles diz a Lula que juros podem subir antes de 2010

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse a Lula que a recuperação do Brasil supera expectativas e que pode ser preciso elevar juros antes de 2010 para conter a inflação, informa Kennedy Alencar.

A Folha apurou que o presidente ficou preocupado com a eventual alta dos juros, mas positivamente surpreso com a avaliação otimista de Meirelles. (págs. 1 e B1)

Senado aprova ex -advogado do PT para vaga no Supremo

Com apoio da oposição, José Antonio Toffoli, 41, foi aprovado pelo Senado para ocupar uma vaga no Supremo. Foram 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções.

Em sabatina, o ex-advogado-geral da União disse que sua atuação para o presidente Lula é "algo do passado" e sinalizou que não se considera impedido de julgar a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. (págs. 1 e A4)

Teste reprova call centers da Oi e da Telefônica

Teste do Instituto de Defesa do Consumidor mostra que Telefônica e Oi descumprem a maioria das obrigações do decreto que regulamentou os serviços de call center em 2008. A demora no atendimento é um dos problemas. As empresas contestam o teste. (págs. 1 e C7)

Editoriais

Leia "Apoio ao Rio", sobre a candidatura à Olimpíada, e "Sem palanques", acerca do presidente do Banco Central. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Indústria precisará de US$ 400 bi para pré-sal

Oposição teme desequilíbrio na economia; Petrobrás vê vantagem para o País

Debate Estadão

O desenvolvimento da indústria nacional para atender à demanda do pré-sal vai necessitar de investimentos de pelo menos US$ 400 bilhões. A conta foi feita pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, após o Debate Estadão "O Futuro do Pré-Sal", realizado ontem pelo Grupo Estado. Para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que participou do evento, tamanha necessidade de financiamento pode paralisar outros setores da indústria nacional. Jereissati também criticou a transferência de recursos da União à Petrobrás por meio da operação de capitalização - que, segundo o tucano, pode atingir US$ 130 bilhões, dinheiro que o senador classificou de “doação”, cuja destinação deveria ser educação e saúde. Já o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que o Brasil precisa avançar na legislação ambiental para evitar que a exploração do pré-sal cause alterações no clima. (págs. 1, B1 e B3 a B5)

Frase
"A questão do pré-sal foi colocada pelo governo de forma muito emotiva, como disputa entre nacionalistas e entreguistas"
Tasso Jereissati Senador (PSDS-CE)

Catástrofes em série matam na Ásia e Oceania

Mortos em 30 horas passam de 270

Em apenas 30 horas, uma série de catástrofes naturais matou mais de 270 pessoas no Sudeste Asiático e no Pacífico. Em Sumatra, na Indonésia, um terremoto de 7,6 graus na escala Richter deixou pelo menos 70 mortos. Autoridades estimam que mais de mil vítimas estejam soterradas sob escombros e temem que o abalo possa ter sido tão destruidor quanto o que atingiu Java, em 2006, matando 6 mil pessoas. Já a região que inclui Vietnã, Camboja, Filipinas e Laos vem sendo atingida por um tufão desde terça-feira. Também na terça, um tsunami, que se seguiu a um terremoto, deixou ao menos 119 mortos nas ilhas Samoa e Tonga. (págs. 1 e A14)
Foto legenda: Destruição - Escombros de shopping da cidade litorânea de Padang, na Indonésia: tremor derrubou pelo menos 500 edificações

TJ manda caso da censura ao 'Estado' para o Maranhão

Decisão mantém proibição ao jornal

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu ontem manter o Estado sob censura. Os juízes consideraram que o TJ de Brasília não era o foro competente para continuar a julgar o assunto, e sim a Justiça Federal do Maranhão. É na corte maranhense que corre o processo sobre a operação da Polícia Federal que investiga negócios da família Sarney. São as informações dessa operação que o Estado está proibido de publicar, graças a liminar obtida pelos Sarneys há 62 dias, exatamente no TJ do DF, que agora se diz incompetente. O Estado deve tentar barrar a transferência do processo ou entrar com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal. (págs. 1 e A10)

PF não aponta culpados pelo acidente da TAM

Após dois anos e dois meses de investigação, a Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o acidente com o voo 3054 da TAM sem apontar culpados pela maior tragédia da aviação brasileira, que deixou 199 mortos em 17 de julho de 2007. O Ministério Público Federal pode agora arquivar o caso, pedir novas diligências ou oferecer denúncia contra quem considerar responsável. O entendimento da PF diverge do da Polícia Civil, que indiciou 10 pessoas. (págs. 1 e C1)

Enem deve valorizar questões ambientais

O aluno que estiver informado sobre temas ambientais pode ter melhor desempenho no Enem, que ocorre neste fim de semana. É o que avaliam 13 dos 22 professores de colégios, cursinhos e consultorias de educação ouvidos pelo Estado. Conflitos geopolíticos e a crise econômica também podem aparecer, além das efemérides históricas, como os 70 anos do início da Segunda Guerra e os 30 anos da anistia. (págs. 1 e A18)

Exército acaba com protesto de camponeses pró-Zelaya

Os 55 camponeses que ocupavam havia três meses o Instituto Nacional Agrário de Honduras, em protesto pela deposição de Manuel Zelaya, foram retirados de lá por quase 400 policiais e soldados, informa o enviado especial Lourival Sant'Anna. A operação teve como base o estado de sítio, e os camponeses foram presos. (págs. 1 e A12)

Demétrio Magnoli
É mais razoável acreditar em duendes que na versão do Brasil sobre Zelaya. (págs. 1 e A2)

Agropecuária: Concentração de terras cresce

Desigualdade de 2006 supera a de 1985, diz IBGE. (págs. 1, B10 e B11)

Judiciário: Senado aprova Toffoli para STF

Novo ministro poderá votar no caso de Cesare Battisti. (págs. 1 e A4)

Notas e Informações: O veto aos fichas-sujas

A barreira que se deseja erguer aos fichas-sujas é um desdobramento da batalha pela ética na política. Será um escândalo se o Congresso afrouxá-la. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Rio concentra investimentos em transportes para 2016

Setor responde por quase metade dos gastos de infraestrutura previstos para Olimpíada

O projeto Rio-2016 reforça prioridades antigas de melhoria no sistema de transporte da cidade. Prevendo 40% do investimento total dos Jogos caso a cidade seja escolhida amanhã para a sede da Olimpíada, os cariocas poderão ter ganhos com mudanças nos serviços de ônibus e da rede ferroviária, além da ampliação do metrô. Os organizadores planejam ainda a reforma completa do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e a adoção do BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus articulados, com corredor exclusivo para circulação desses veículos, similar ao já usado em Curitiba. Cerca de 100 mil pessoas são esperadas amanhã, na Praia de Copacabana, na festa para acompanhar a decisão do Comitê Olímpico Internacional, com direito a painel de fotos dos torcedores que apoiam os Jogos no Rio. (págs. 1 e Esportes D2 a D6)

Hotéis devem ganhar mais 13 mil quartos

A rede hoteleira anuncia a abertura de 13 mil novos quartos no Rio, graças à Copa de 2014 e à esperança da Olimpíada de 2016. Com 19 pedidos de licença, o setor terá R$ 1 bilhão do BNDES. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Foto Legenda: Campanha na reta final - Em Copenhague, na Dinamarca, o presidente Lula se reuniu com atletas da delegação brasileira que acompanhará a decisão final do COI amanhã

Foto legenda: Pacífico furioso

Tragédia - Cerca de 200 pessoas morreram no terremoto de 7,6 graus que atingiu Sumatra, na Indonésia, ontem, menos de 24 horas depois de um abalo em Samoa ter causado um tsunami no Pacífico, que matou 100 pessoas. À tarde, foi a vez de o Peru registrar um sismo de 5,2 graus em Puno. (págs. 1 e Internacional A23)

Clima político muito perigoso

Thomas L. Friedman
The New York Times

Criticas da direita nos EUA começaram a se inclinar para a deslegitimação de Barack Obama e criam o mesmo tipo de clima que existia em Israel às vésperas do assassinato de Yitzhak Rabin. (págs. 1 e Internacional A23)

Senado aprova Toffoli no STF

Com 58 votos favoráveis, nove contrários e três abstenções, o Senado aprovou a indicação do advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, para ser ministro do Supremo Tribunal Federal. "O fato de ter atuado em decisões eleitorais para Lula é passado", disse. (págs. 1 e País A6)

Coisas da política

Os cidadãos e a ética política. (págs. 1 e A2)

Informe JB

As piadas dos bastidores em Copenhague. (págs. 1 e A4)

Anna Ramalho

Dilma sobe o Morro do Alemão amanhã. (págs. 1 e A14)

Passe na mão

O Sul-Americano é nosso. E a Olimpíada? (págs. 1 e D8)

Editorial

Candidatura do Rio para os Jogos é madura. (págs. 1 e A8)

Sociedade Aberta

José Dirceu
Ex-chefe da Casa Civil

Diretor do Ibope age feito torcedor tucano. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta

Carlos Malamud
Historiador

A difícil negociação em Honduras. (págs. 1 e A21)

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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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quarta-feira, setembro 30, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] É ZÉ-DE-BAIXO É ZÉ-DE-CIMA...





ESTADO, GOVERNOS E ESTADISTAS: O PRÍNCIPE, DE MAQUIAVEL

Claudio de Moura Castro

A arte de governar

"A história classifica como estadistas aqueles que perceberam
as reais necessidades do país, assumiram o risco da impopularidade
no curto prazo, mas souberam vender suas ideias com sucesso"

Nas democracias, o governo cumpre os desígnios dos cidadãos. O povo diz o que quer, o governante executa. Parece uma receita infalível. Mas será? Em cidade relativamente próspera de Minas Gerais, uma pesquisa de opinião mostrou que três quartos dos jovens reclamavam da falta de diversões. Apesar de os esgotos serem jogados in natura nos córregos, nem mesmo entre os adultos houve reclamações quanto à falta de tratamento de efluentes. Sabidamente, esse é o investimento que mais faz cair a mortalidade infantil. O que deve fazer o prefeito? Esgotos que salvam vidas ou espetáculos de música sertaneja que trazem votos?

Um livro recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Understanding Quality of Life, mostra abundantes estatísticas sobre o que os latino-americanos mais valorizam. Nelas fica claro o conflito entre o que as pessoas querem e o que é necessário para garantir um futuro promissor para o país. Pesquemos alguns temas do livro. As pessoas querem medicina de alta tecnologia e atendimento hospitalar. Contudo, a saúde pública preventiva é mais barata e evita as doenças. Verificou-se também que o estado de saúde das pessoas pouco se associa com as suas percepções de saúde. No Brasil, pobres e ricos estão igualmente satisfeitos com os serviços de saúde. Mas sabemos serem piores para os pobres. Nos países mais ricos da América Latina, há mais contentamento com a situação da saúde. No entanto, quando o país cresce, baixa essa satisfação. Não dá para entender. No Brasil, 65% dos entrevistados estão satisfeitos com a educação. Somente os mais educados percebem como ela é ruim. De fato, sabemos ser péssima a sua qualidade: último lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2001. Ainda pior, entre 1980 e 2000, em um grupo de 35 países, o Brasil foi o que mais recuou de posição.

Ilustração Atômica Studio


Na área econômica, as percepções também estão desalinhadas com a realidade. Mais renda se associa a mais satisfação. Até aqui, vamos bem. Mas o crescimento econômico traz desagrados. Entre outras coisas, requer mudança de políticas, reformas e outros sustos, mais temidos do que a pobreza. Apesar de o desenvolvimento econômico acabar beneficiando os pobres, são eles que mais resistem às mudanças. Ademais, têm uma opinião mais ingênua acerca da competência do governo. Nessa área, entra em cena um mecanismo maldito. As aspirações crescem mais rápido do que a renda.

Em suma, os governados indicam aos governantes algumas prioridades incompatíveis com o progresso. Pensam no curto prazo e são consumistas impenitentes. Dizem que querem sistemas de saúde mais caros (e mais ineficientes). Querem conforto nas escolas e desdenham mais aprendizado. Não querem as reformas econômicas imprescindíveis para crescer.

A reação mais imediata diante dessa miopia nas preferências é perguntar se não seria a melhor receita um governo autoritário, do tipo "déspota esclarecido". Contudo, como Churchill nos advertiu, a democracia é um péssimo sistema de governo, com a agravante de que não há outro melhor. A experiência com déspotas de todos os sabores não mostra um bom registro histórico. Quando acertam aqui, acolá cometem um erro mais estrondoso. Não é por aí. Temos de insistir nos acertos capengas que nos oferece um sistema democrático e na tentativa de esclarecer a opinião pública.

Os governantes se equilibram em um terreno resvaladiço. Se tentam oferecer o que trará mais progresso e desenvolvimento, sem ouvir o povo, arriscam-se a perder sua popularidade e, com ela, seu poder de implementar reformas. Podem acabar execrados e sem reformas (veja-se Jimmy Carter). Governos populistas fecham as portas para o futuro se jogam confete ao povaréu ou alimentam seus anseios imediatistas. Os exemplos latino-americanos estão nos jornais. Em contraste, governantes bem-sucedidos não perdem a ressonância com a sociedade, mas negociam também uma agenda de futuro.

A história classifica como estadistas aqueles que perceberam as reais necessidades do país, assumiram o risco da impopularidade no curto prazo, mas souberam vender suas ideias com sucesso. Na teoria, a receita é simples: visão, coragem e liderança. A pílula pode ser amarga. Churchill jogou pesado quando ofereceu aos ingleses apenas "sangue, suor e lágrimas". Mas ganhou. Pena que não adianta colocar um anúncio classificado do tipo "Precisa-se de um estadista".

Claudio de Moura Castro é economista
claudio&moura&castro@cmcastro.com.br

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http://veja.abril.com.br/300909/arte-governar-p-26.shtml

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