A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, novembro 09, 2011
MINISTRO LUPI [In:] ''NO VELHO OESTE ELE NASCEU E ENTRE BRAVOS SE CRIOU ..." *
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Lupi diz que só sai à bala
"Só saio abatido à bala" |
| Autor(es): Paulo de Tarso Lyra e Vinicius Sassine |
| Correio Braziliense - 09/11/2011 |
Apesar das denúncias de cobrança de propina em convênios com ONGs, o ministro do trabalho desafia hierarquia presidencialista e afirma não crer que Dilma irá demiti-lo. "Duvido que ela me tire", disse. "Só saio abatido à bala" Ministro Carlos Lupi afirma que a presidente Dilma irá mantê-lo no cargo, apesar das denúncias de irregularidades nos convênios firmados pela pasta com ONGs. Integrantes do PDT ameaçam deixar o governo em caso de demissão
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, desafiou ontem, após reunião com as bancadas do PDT da Câmara e do Senado, a hierarquia do sistema presidencialista e afirmou não crer que a presidente Dilma Rousseff vá afastá-lo depois das denúncias de irregularidades nos convênios firmados pela pasta com ONGs. "Duvido que ela o faça. Ela me conhece, sabe que o meu caso é diferente dos anteriores", disse Lupi, ao ser questionado se o ritual de defesa pública e apoio do partido não repetia o mesmo calvário dos ministros anteriores que, mesmo assim, acabaram sendo exonerados. "Isso é denuncismo para me tirar. Só saio abatido à bala. E tem que ser bala forte, porque sou pesadão", afirmou ele, irônico. Os próprios pedetistas reconheceram que Lupi falou demais na entrevista coletiva. "Ele se empolgou com o apoio dos parlamentares", disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SP). Presidente da Força Sindical, Paulinho nega que o sindicato tenha rompido o apoio dado ao ministério e prometeu que as centrais sindicais vão viajar o país em defesa de Lupi. "Acho que só a CUT não vai", palpitou Paulinho. No Planalto, a avaliação é semelhante. "Ele conseguiu reunificar o partido e ganhou a primeira batalha jurídica com a declaração do procurador Roberto Gurgel de que não existem indícios do envolvimento pessoal dele nas denúncias. Mas conseguiu, com suas frases, manter as manchetes dos jornais", reconheceu um auxiliar da presidente. Lupi disse que, até o fim da sua vida — não apenas da sua gestão no ministério — vai lutar para provar que é uma pessoa honrada e que nem ele nem o PDT estão envolvidos em atos de corrupção. "Eu aprendi com o Brizola que as frases dão um sinal muito grande da personalidade humana. E eu não sou um homem apenas de frases", alertou. Clima tenso Os dois, ao lado do deputado Miro Teixeira (RJ) — que faltou à reunião alegando dores no joelho —, contudo, foram enquadrados pela maioria. "Isso é uma democracia. Eles entenderam que a petição seria o melhor caminho para apurar as irregularidades. Mas eu já tinha pedido a mesma coisa para a PGR. Como fiz o pedido primeiro, o deles foi anexado ao meu", provocou Lupi. Outro momento de tensão ocorreu quando o deputado Brizola Neto (RJ) resolveu tirar satisfações e cobrou do líder da bancada na Câmara, Giovanni Queiroz (PA), explicações sobre uma entrevista dada por ele afirmando que "tirando o Brizola Neto, que quer tirar o Lupi para virar ministro da presidente Dilma, todos os deputados confiam no ministro". "Essas declarações não ajudam nada no momento. Eu discordo da forma como o Lupi conduz o partido. Mas exponho minhas opiniões nos fóruns internos do partido", criticou o neto do fundador do PDT. Brizola Neto reconheceu que a declaração do procurador-geral da República de que as denúncias feitas até o momento não contêm indícios de envolvimento do ministro nas irregularidades "reforçaram o discurso de Lupi perante a bancada". Mas ele discordou das palavras de Queiroz, que chegou a afirmar que, caso a presidente Dilma resolva afastar o ministro, o PDT deixará o governo. Para Brizola, Queiroz foi irresponsável ao fazer essa declaração. "Se o Lupi for afastado, uma possibilidade que eu acho cada vez mais remota, teremos de nos reunir para saber o que fazer. Não estamos no governo por conta de um ministério. Estamos porque temos afinidade com o programa da presidente Dilma", disse Brizola. Gurgel não vê indícios |
(*) BAT MASTERSON (Carlos Gonzaga). E/ou "Terra de Mallboro".
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MINISTRO LUPI [In:] ... QUANTO TRABALHO!!! (II)
Lupi: "Duvido que Dilma me tire. Nem na reforma"
| Lupi desafia Dilma: "Só saio à bala" |
| Autor(es): agência o globo:Maria Lima, Roberto Maltchik e Gerson Camarotti |
| O Globo - 09/11/2011 |
E ainda avisa que, se cair, PDT rompe com governo; pedetistas pedem inquérito LUPI PARTICIPA de encontro com a bancada pedetista: "Duvido que a Dilma me tire! Ela me conhece bem. Alguns de vocês vão ficar muito tristes com o resultado desse episódio!" No mesmo dia em que o deputado federal Miro Teixeira (RJ), apoiado por mais um deputado e um senador do PDT, protocolou na Procuradoria Geral da República um pedido de abertura de inquérito criminal para apurar denúncias de corrupção ativa e concussão na gestão de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho, o ministro se reuniu por três horas com o partido e saiu com uma declaração de apoio da maioria para ficar no cargo. Lupi e o comando do PDT decidiram desafiar a presidente Dilma Rousseff e ainda avisaram que, em caso de demissão, o partido deixa o governo. Em vários momentos numa entrevista após a reunião, escudado pelo apoio da cúpula do PDT que também ameaçou romper com o governo, o ministro desafiou Dilma a demiti-lo: - Duvido que a Dilma me tire! Ela me conhece bem. Alguns de vocês vão ficar muito tristes com o resultado desse episódio! - disse aos jornalistas. - Para desconforto de vocês, vão ter que me ver aqui no ano que vem, em 2013 , em 2014... Pela relação que tenho com a Dilma, não saio nem na reforma (ministerial, prevista para janeiro). Eu me benzo todos os dias, meu amor! Tenho o santo forte. Ainda vou carregar o caixão de muita gente que quer me enterrar - disse. Ainda após a reunião, com declarações que beiraram o deboche, Lupi avisou que só deixa o ministério "abatido à bala". O estilo "faca no peito da presidente" adotado por ele surpreendeu aliados do governo. Mas sobre isso o Palácio do Planalto fez silêncio. Pelo menos em público. - Houve alguns que defenderam que eu me licenciasse. É a opinião deles, com a qual não concordo. Para me tirar do ministério, só se eu for abatido à bala! E tem que ser uma bala muito forte porque eu sou pesadão! - disse Lupi, sempre rindo de suas próprias declarações. - Nem saio e nem me licencio. Se quiserem me sangrar terão de fazê-lo até o fim, e depois chupar meu sangue de canudinho. Tensão na reunião com pedetistas Foi tensa e exaltada a reunião do ministro com a executiva nacional e as bancadas do PDT no Congresso. Coube ao senador Cristovam Buarque (DF) defender a licença de 30 dias, até a conclusão das investigações. Só teve o apoio declarado do deputado Antonio Reguffe (DF), que assinou, juntamente com Miro e Pedro Taques (MT), o pedido de inquérito na PGR. - Eu sugeri que ele se licenciasse por 30 dias, para que se diferenciasse dos demais ministros atingidos por denúncias de corrupção na pasta. Mas ele e o partido recusaram peremptoriamente - contou Cristovam. Miro Teixeira não foi à reunião porque estava sendo medicado de um problema no joelho. Sua petição à PGR cita matérias veiculadas pelo O GLOBO, "Veja" e "Portal IG" sobre desvios no ministério de Lupi: "Não bastassem os fatos denunciados pela imprensa idônea, como lhe é de dever, pelo direito do povo à informação verdadeira, o acórdão do TCU exige instauração de inquérito policial, denúncia dos responsáveis por práticas criminosas, como proposta de processo crime". - Agora se seguem os caminhos institucionais. Na vida pública nada é pessoal - disse Miro, justificando a decisão. Lupi nega que haja um racha no partido, apenas divergências. Parlamentares avaliam que ele tem a solidariedade de cerca de 80% do PDT. Ignorando os pedidos de licença e de investigação à PGR, o ministro disse que é alvo de uma campanha cujo alvo principal é o PDT. Mas afirmou que não teme nada, que está tranquilo, que vai até o último minuto de sua vida para provar inocência, e que não aceita que joguem na lama o nome da instituição que ajudou a fundar. Depois da reunião, os líderes do PDT na Câmara e Senado fizeram declarações de apoio a Lupi, com o mesmo tom de ameaça. - Esse episódio uniu ainda mais o partido. Com o ministro Lupi sai também, se necessário, o PDT do governo. O partido não aceita a queda do ministro por corrupção ou pressão - disse o líder do PDT na Câmara, Giovanni Queiroz (PA). O líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz (RO), reforçou: - A ideia nossa é que Lupi não tem substituto. Se ele sair, estamos fora da base e do governo - disse Gurgacz, ressaltando, entretanto, que ele e outros companheiros do partido são contra essa decisão. Na entrevista após a reunião do PDT, Lupi relatou conversa que disse ter tido com Dilma na véspera: - A Dilma me perguntou: "Você vai lutar até o fim?" Eu respondi: Vou lutar até o último minuto. Sou brasileiro e não desisto nunca. Ela, então, me disse: "Vá em frente". Eu sou forjado na luta. Não saio do ministério enquanto não estiver tudo comprovado. Ele ressaltou que, diferentemente de outros escândalos que derrubaram ministros, no caso do Trabalho não há uma prova, uma foto ou filme que prove sua implicação nas denúncias. Mesmo com apoio da maioria do partido, a situação do ministro no Planalto ainda é considerada indefinida. Nas palavras de um interlocutor direto da presidente Dilma, ontem: "Se o Orlando Silva (ex-ministro do Esporte) perdeu sustentação, mesmo com apoio integral do PCdoB, o Lupi pode ficar numa situação ainda mais frágil sem a unidade do PDT". Como não há até o momento nada que atinja diretamente o ministro, a ordem no núcleo do governo é acompanhar o desenrolar dos fatos. De segunda-feira para ontem, Lupi fez um trabalho intenso nos bastidores para obter a declaração de apoio do partido, telefonando pessoalmente para vários colegas. - Lupi não recebeu um cheque em branco. O que houve foi um voto de confiança ao ministro. Mas se as denúncias atingirem o ministro, ele terá que deixar o governo. Tenho minhas divergências com ele. Mas se o Lupi sai agora, sai com o carimbo de ministro corrupto e mancha a imagem de todo o PDT - disse o deputado Brizola Neto (RJ). - - Não estamos no governo por um ministério. Participamos do governo pela profunda identidade com as ações do ex-presidente Lula e da presidente Dilma - acrescentou. ----------------- |
terça-feira, novembro 08, 2011
MINISTRO LUPI [In:] ... QUANTO TRABALHO!!!
INVESTIGAÇÕES COLOCAM LUPI NA BOLA SETE
| PDT DEIXA LUPI NA FRIGIDEIRA |
| Autor(es): Paulo de Tarso Lyra e Júnia Gama |
| Correio Braziliense - 08/11/2011 |
A situação do ministro Carlos Lupi, do Trabalho, é delicada. Ontem, ele teve uma conversa reservada de 20 minutos com a presidente Dilma. Na saída, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, evitou defender o colega, que pode se tornar o sétimo a perder o cargo no atual governo. Alvo de diversas denúncias de fraude em convênios para capacitação profissional. Lupi sofreu outros dois reveses no dia. O primeiro foi a decisão da Comissão de Ética da Presidência da República de apurar o caso. O outro, ainda mais contundente, veio de seu próprio partido: o PDT anunciou que pedirá à Procuradoria-Geral da República que investigue o pedetista. Ministro do Trabalho é alvo do próprio partido, que pede à PGR investigação sobre as denúncias envolvendo a pasta. Comissão de Ética Pública abre processo preliminar e situação do pedetista fica delicada
A decisão de parlamentares do próprio PDT de pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma investigação contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, bem como a abertura de um processo preliminar pela Comissão de Ética Pública da Presidência, fragilizaram ainda mais a situação de Lupi no governo. O pedetista, alvo de diversas denúncias veiculadas pelo Correio apontando fraudes em convênios de capacitação profissional, convocou para hoje uma reunião com as bancadas da Câmara e do Senado para tentar defender-se dos ataques. Pedetistas históricos estão irredutíveis. "A militância está incomodada em ver o nome do partido envolvido em denúncias de corrupção. Podemos ganhar ou perder eleições ou disputas, mas não queremos ver o partido exposto assim", reclamou o deputado Miro Teixeira (RJ). Ao lado do deputado Reguffe (DF) e dos senadores Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF), Miro Teixeira pretende protocolar hoje uma petição para que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, peça a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as denúncias de irregularidades. O documento terá como base a suposta cobrança de propina de organizações não governamentais para evitar que convênios pendentes sejam suspensos e um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando a falta de fiscalização em processos que deveriam ser acompanhados de perto pela pasta. As mesmas informações vão basear o processo na Comissão de Ética Pública, onde Lupi terá 10 dias para apresentar sua defesa. Ontem, Lupi passou o dia tentando demover os companheiros de partido de pedir uma investigação ao Ministério Público. A principal dificuldade é que três dos quatro signatários da petição também defenderam as investigações quando havia suspeitas de irregularidades contra ministros de outras legendas. "Não estamos prejulgando ninguém, mas todas as denúncias precisam ser investigadas", defendeu o senador Pedro Taques (MT). Dos quatro parlamentares, Miro talvez seja o mais próximo do ministro Carlos Lupi. O parlamentar fluminense lembra que as denúncias envolvem também um deputado federal, Weverton Rocha (MA), o que justifica o pedido de investigação no Supremo, já que o parlamentar tem foro privilegiado. "Não transigimos com esse tipo de coisa", completou Miro, dizendo que tem sido procurado por militantes tradicionais do partido, que cobram providências. Embora não esteja diretamente ligada à crise, a união entre o PDT e a Força Sindical — presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP) — também incomoda Miro. Desde que o PDT assumiu a pasta do Trabalho, em 2007, a Força tem indicado vários representantes para atuar em diversas secretarias ligadas ao ministério. "Não apoiamos o loteamento do ministério. Para nós, ministérios pertencem ao contribuinte e não podem ser divididos dessa maneira por integrantes dos partidos", disse Reguffe. Carlos Lupi participou ontem normalmente de uma reunião no Palácio do Planalto, com representantes da base aliada, para discutir a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (leia mais na página 12). Em seguida, teve uma conversa reservada de 20 minutos com a presidente Dilma Rousseff. Na saída, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi questionada sobre a situação de Lupi e evitou defendê-lo. "Nós temos a obrigação de prestar todos os esclarecimentos. Os ministros têm sido reiteradas vezes acionados para prestar esclarecimentos e as providências têm sido tomadas", afirmou Ideli, destacando o decreto assinado pela presidente Dilma no fim de outubro que suspende por 30 dias convênios com ONGs até que todos sejam analisados. Segundo Ideli, a intenção é fazer um "verdadeiro pente-fino" nesses contratos. No Planalto, a avaliação é de que a falta de apoio a Lupi dentro do próprio partido pode agravar a situação do ministro. Assessores procurados pelo Correio lembraram que o ministro do Esporte, Orlando Silva, tinha contra si denúncias mais graves, já que havia uma testemunha — o policial militar João Dias — que o acusava diretamente. Mas, diferentemente do caso do ministro do Trabalho, Orlando teve o apoio do partido, o PCdoB. "Ele caiu quando a denúncia foi aceita no STF. Se essa, movida pelo próprio partido de Lupi, também for aceita, a situação dele ficará difícil", confirmou um aliado da presidente. |
CORRUPÇÃO: EU QUERO UMA PRÁ VIVER... *
Dora Kramer
História sem fim
Agência Estado • dora.kramer@grupoestado.com.br
Surpresa não há. Pior, nem estranheza provoca a notícia de que mais um ministério, desta vez o do Trabalho, está infestado pela prática do uso privado do patrimônio público.
As urdiduras relativas ao desempenho heterodoxo do ministro Carlos Lupi – desde que armou uma briga com a Comissão de Ética Pública por causa do óbvio conflito de interesses decorrente do acúmulo das funções de ministro e presidente de partido, o PDT – já o colocavam na lista dos considerados “bola da vez”.
Em setembro, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo mostrava como Lupi favorecia com cargos integrantes do partido que de fato nunca deixou de presidir e com verbas (R$ 11 milhões só com 2011) do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) centrais sindicais que, pela regra do Tribunal de Contas da União, não podem receber dinheiro público.
Prática, diga-se, herdada do governo de Fernando Henrique Cardoso. Na época, a Controladoria-Geral da União acumulou um fornido dossiê sobre repasses irregulares à Força Sindical. Com raiva, o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, atacava a controladora, Anadyr de Mendonça, chamando-a de “mal-amada”.
Paulo Pereira era candidato a vice na chapa de Ciro Gomes (em 2002). Atualmente é bajulado pelos tucanos interessados em ter um movimento sindical para chamar de seu.
Aquela investigação deu em nada e agora nota-se o resultado da condescendência.
Voltando aos dias de hoje, o que se denuncia é quase o mesmo: contratação de cursos de capacitação que simplesmente não existem.
No lugar do sindicato, contratam-se organizações não governamentais. A partir de um esquema de extorsão levado a cabo dentro do ministério por assessores do ministro, criam-se dificuldades (apontando óbvias irregularidades existentes nos convênios) para vender facilidades – resolução rápida do “problema” mediante o pagamento de propinas.
E aqui temos de novo em cena ONGs bandidas, distorcendo o saudável ambiente do “terceiro setor”, assessores do ministério, convênios de fachada, ausência de controle, corrupção, instrumentalização do setor público em favor de partidos.
A mesma história (sem fim) vista recentemente em outros ministérios cujos titulares foram substituídos sem que, no entanto, fossem de fato alterados os procedimentos que resultam na produção de escândalos em série.
E outra vez há um ministro na berlinda. Ministro este que já havia apresentado suas credenciais quando acusou a Comissão de Ética Pública de persegui-lo politicamente, por ter sugerido ao então presidente Lula sua demissão.
Lula contemporizou. Apoiou Lupi, mas sugeriu que ele se licenciasse da presidência do PDT, o que ocorreu apenas formalmente. Marcílio Marques Moreira, presidente na Comissão de Ética na época, deixou o cargo.
Lupi ganhou a parada, mas se tornou um fator de acúmulo de um passivo que expõe a trilha por onde caminha a impunidade no Brasil.
Balcão
Executivo e Legislativo fazem o papel do roto reclamando do rasgado quando se queixam do mútuo jogo de pressões tendo como arma de guerra as emendas parlamentares ao orçamento da União.
Agora, às vésperas do vencimento da DRU (Desvinculação de Receitas da União), pela qual o governo pode manejar 20% do orçamento como quiser, deputados e senadores da base aliada ameaçam não votar se não forem liberados os recursos.
O Executivo, por sua vez, não cumpriu o acordo firmado em agosto pelo qual liberaria até outubro verbas remanescentes de orçamentos anteriores. Na ocasião, os parlamentares ameaçavam fazer uma “operação padrão”, como se o Congresso fosse um sindicato.
O Planalto deixou para tratar do problema agora, justamente a fim de poder trocar votos por emendas. Ou seja, dois dos três poderes da República não demonstram o menor esforço em corrigir esse tipo de relação já qualificada como “promíscua”.
Ao contrário: fazem de tudo para reforçá-la.
Até tu. Gilberto Carvalho aderiu ao “Cansei”.
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(*) "Brasil! mostra a tua cara..." (Cazuza).
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segunda-feira, novembro 07, 2011
EDUCAÇÃO/ENADE [In:] OS ''FILHOS'' DO ENEM ?
Abstenção no Enade chega a 19% no país
| Enade tem 19% de abstenções no país |
Autor(es): Juliana Braga e Maria Julia Lledó |
| Correio Braziliense - 07/11/2011 |
O percentual de faltas no país foi anunciado ontem. Hoje, o MEC divulgará o índice relativo ao DF, onde quase 8 mil alunos eram esperados para fazer as provas que avaliam o desempenho das faculdades brasileiras Alunos de 13 cursos foram avaliados na tarde de ontem, que passou sem ocorrências graves. As faculdades montaram tendas e fizeram até controle de presença de candidatos
O Ministério da Educação divulgará hoje o índice de abstenção relativo ao Distrito Federal no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O percentual de faltas em todo o Brasil, no entanto, já era sabido ontem à noite: 19% entre os 376.180 inscritos. Na tarde de domingo, na capital do país, quase 8 mil alunos de ensino superior eram esperados para fazer as avaliações. Nos locais de prova — a instituição não divulgou quantos eram no DF —, os alunos se dividiam em dois grupos: os que estudaram para o exame e os que só fizeram o Enade para não perder o direito de tirar o diploma. Renato Gama estudou o semestre inteiro para revisar o conteúdo dos 10 semestres já cursados de engenharia da computação. Ele acredita que, além de melhorar o conceito da faculdade onde estuda, um bom resultado pode ajudá-lo a se colocar bem no mercado de trabalho. "Mudei minha rotina de estudos para me dedicar mais", relata. Paulo Henrique Menezes, aluno de sistemas de informação, também se preparou para o exame. Além de revisar o conteúdo, prestou simulados oferecidos pela instituição onde estuda. Desempenho Houve quem reclamasse que a prova estava longa e mal elaborada, como Akemi Ramos, aluna de biologia da Universidade de Brasília (UnB). A estudante achou que as questões careciam de contextualização. Mesmo assim, conseguiu responder todas. "Achei a parte específica muito limitada. Apenas cobraram questões de genética", criticou Akemi, que deve se formar até o fim do ano. Como o resultado do exame serve para determinar a qualidade do ensino das instituições, os professores também compareceram aos locais onde as avaliações foram aplicadas. As faculdades distribuíram kits com camisetas, barras de cereais, bombons, canetas, garrafas de água e camisetas. "O desempenho deles mostra a qualidade do nosso serviço no dia a dia", justifica o coordenador do curso de sistemas de informação e rede da computação da Unieuro, Delano Brandes. Houve até controle de frequência na porta. A Faculdade Projeção, por exemplo, ofereceu o transporte. O coordenador do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistema, Paulo Peres, postou-se em frente ao Centro Educacional nº 02 (Cruzeiro) e verificou o nome de cada aluno da instituição para certificar-se de que todos compareceriam. "Viemos dar apoio porque o Enade é instrumento de avaliação importante. Mostra o conceito da instituição, e bons resultados podem ajudar até os alunos a conquistarem seu espaço no mercado de trabalho", explica. Este ano, prestaram o exame os alunos que estão concluindo os cursos de arquitetura e urbanismo, engenharia ambiental, engenharia civil, biologia, ciência da computação, sistemas de informação, filosofia, física, letras, matemática, química, pedagogia e educação física (licenciatura). Atrasos Por conta do erro, Aldenora Anjos Costa, aluna de pedagogia da Universidade do Tocantins, chegou depois que os portões já estavam fechados. Ela transferiu o local de prova porque se mudou para Brasília e não conhece bem o Cruzeiro. "Deveriam colocar em um lugar mais fácil", critica. Ela reclama que não foi orientada no colégio e, mesmo tendo chegado com antecedência, só ficou sabendo que estava no lugar errado poucos minutos antes de começar o exame. Quem tiver sido convocado e não fizer a prova fica impedido de retirar o diploma. Para regularizar a situação, o candidato precisa esperar o próximo ano e solicitar para fazer o exame novamente. Como os cursos avaliados mudam, o estudante faz apenas a parte de conhecimentos gerais. Resultados |









