PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, dezembro 26, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''THE DAY AFTER...! ''

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IDEIAS: CARLOS LESSA e KEYNES. CONSUMO vs. PRODUÇÃO

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O futuro e a composição do consumo :

Autor(es): Carlos Lessa
Valor Econômico - 26/12/2011

Palavras que contêm significados positivos e simpáticos são frequentemente deslizadas de seu uso tradicional para, mediante a ampliação de sua "cobertura", melhor "vestir" atos e comportamentos. Tais deslizamentos servem de disfarce. Há um velho provérbio turco que diz: "Se quereis vender um corvo, pinte-o de rouxinol".

A palavra produto sugere algo material e útil; tem, associada, a ideia de produtividade. A palavra serviço é menos estimada. Assisti os bancos fazerem uma operação de metamorfose, deixando de prestar serviços e passando a oferecer "produtos". A palavra investimento foi utilizada por gerações de economistas para descrever a decisão de ampliar, modernizar ou criar nova capacidade de produção. Como a geração de emprego e renda está associada ao investimento, a ideia de adiar para o futuro decisões de gozar no presente a renda obtida sustentou o mérito da poupança. A construção do primado e da precedência da poupança sobre o investimento associa a geração de emprego e renda à decisão precedente de poupar. Na verdade, o investimento como decisão de ampliar a capacidade de produção deriva de uma afirmação soberana do Estado (por exemplo, criando fontes de energia, aperfeiçoando sistemas de transporte, defendendo a saúde e o acesso aos bens culturais aos cidadãos, etc.) ou da decisão privada de preservar ou ampliar a fatia de mercado.

Houve uma apropriação vulgar da palavra investimento. Ao comprar um imóvel, uma ação ou qualquer um dos múltiplos instrumentos financeiros, utiliza-se a palavra investimento. Normalmente, trata-se da compra e venda de algo preexistente, seja uma construção de anos passados, seja a fração da capacidade produtiva já instalada por uma empresa ou, a partir de metamorfose, ao que represente dívida de alguém (Estado, família ou empresa). É uma aplicação financeira, que pode ter sido realizada em busca de um rendimento no futuro ou de um ganho na compra e venda do ativo - neste último caso, trata-se de uma aplicação financeira especulativa. Encobrir tudo isso com a palavra investimento não garante novos empregos ou maior renda para a economia nacional; pode, inclusive, ser o detonador de uma crise com depressão e geração de desemprego e decrescimento da atividade produtiva.

Para um debate sobre perspectivas brasileiras, é útil deslocar o olhar para o consumo privado. Pensemos num alface, num automóvel, numa nova construção e numa aula de conhecimento geral. O pé de alface desaparece ao ser consumido; o automóvel se desgasta ao longo de anos de uso; a nova construção é bem mais duradoura e, provavelmente, o solo que ela ocupa será valorizado ao longo de sua vida útil; se a aula for assimilada, o cidadão terá melhorado seu nível de conhecimento. Tanto o alface quanto o automóvel, a nova construção e o serviço de educação, ao serem produzidos, geram renda e emprego. Tanto o alface quanto o automóvel podem ser importados, porém é melhor para o Brasil que sejam produzidos internamente (ver num supermercado uma salada de alface pré-preparada importada do exterior sugere um desperdício e um esnobismo de algum consumidor que goste de se exibir). No caso do carro importado, é patente a vontade de ser diferente e superior ao motorista do carro fabricado no Brasil.

Ambas as importações atendem a consumo supérfluo e de pouca prioridade para o desenvolvimento da sociedade brasileira. No caso da nova construção, a maioria dos materiais (areia, saibro, madeira, pedra, tijolo) é produzida em local próximo ao canteiro de obras; cimento, ferro e madeira, provavelmente, em território nacional; talvez alguma ferragem ou material cerâmico decorativo seja importado, porém, provavelmente, é produzido no país. A aula assimilada pelo cidadão, tenha sido disponibilizada no país ou fruída no exterior, será relevante se a atividade do cidadão for benéfica para o corpo social nacional. Tanto o alface como o automóvel e a nova construção exigem do consumidor um pagamento ao produtor. O serviço educacional pode ser gratuito (se a sociedade tiver ensino público universal gratuito), porém pode ser comprado de uma empresa que presta serviços de educação. O economista gosta de chamar serviços públicos de consumo público.

As implicações do consumo sobre a dinâmica familiar são variadas. O alface alimenta e melhora o processo digestivo; o automóvel dá o prazer do auto-deslocamento e o desprazer dos congestionamentos, porém exige de seu usuário compra de combustível, lubrificantes, peças de reposição, pagamentos de impostos, seguros, pedágios e gratificações aos flanelinhas, por vezes importantes despesas ligadas a consertos e reparações mas, ao envelhecer, o automóvel perde valor. A nova construção permite melhoria habitacional; impõe despesas, porém reduz o gasto de aluguel e tudo se passa como se, ao longo da vida, estivessem sendo acumulados os aluguéis, formando um patrimônio central para a vida familiar. A aula, se bem assimilada, permite uma melhoria da existência do cidadão, quer pela convivência, pela integração social ou pela vida cultural, quer pela atividade profissional.

É extremamente importante perceber os empregos, as oportunidades e as consequências dos tipos de consumo. Obviamente, para a integração nacional, multiplicação de empregos e disseminação de atividades, a nova construção tem méritos indiscutíveis: fortalece o mercado interno e cria bases para futuras produções de móveis, eletrodomésticos etc; é, por seus efeitos dinâmicos, preferível à compra de automóveis.

A cadeia produtiva da construção é predominantemente nacional e não pressiona a capacidade para importar, a não ser que cresçam, virtuosamente, a siderurgia, a indústria de cimento, a cerâmica fina, a indústria química, etc. Neste caso, o país estará importando máquinas para ampliar sua capacidade interna de produção e não gastando divisas com importações esnobes.

Para a família, do ponto de vista patrimonial, o resultado da aquisição de um imóvel é radicalmente diferente. É um erro estimular o endividamento de famílias sem residência à compra com longas prestações, juros embutidos e novas despesas imprevistas de produções de empresas existentes no país, mas que importam componentes e remetem lucros para o exterior.

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Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa é professor emérito de economia brasileira e ex-reitor da UFRJ. Foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

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BRASIL [In:] INDIO NÃO QUER APITO !

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Na aldeia, cacique usa celular e as crianças têm computador

Valor Econômico - 26/12/2011

A migração do índios guaranis rumo ao leste, desde as terras paraguaias, de onde são naturais, era uma marcha em busca da "terra sem mal", segundo a história da tribo. A andança os levou à capital paulista, onde encontraram o desenvolvimento urbano no início do século XX. A aldeia da Barragem, com 26 hectares de extensão, onde vivem cerca de 130 famílias de guaranis mbya, fica em Parelheiros, bairro da zona Sul de São Paulo. O local era parada dos indígenas que iam para o litoral, até que alguns se fixaram, e a região foi reconhecida como terra indígena na década de 80.

A vida dos guaranis mbya em São Paulo já possui muitas influências do "homem branco". Eles se vestem com jeans e camisetas, o cacique usa celular - apesar do sinal na aldeia ser ruim - e as crianças gostam de tomar refrigerante. Eles mantêm, no entanto, sua língua, apesar de aprenderem o português na escola, sua religião, sua organização comunitária e e tentam perpetuar seus conhecimentos no trato com a natureza.

"Os mais velhos soltavam a criança no meio do mato para ela aprender a sair sozinha. Meu avô também me ensinava como caçar queixadas [tipo de porco do mato]. Ele assobiava e conseguia fazer com que as outras queixadas fossem embora e deixassem livre a que foi flechada", diz o cacique Timóteo Popygua.

A organização comunitária, onde as famílias compartilham o que precisam e as casas ficam abertas, acaba sendo ameaçada pelo movimento da cidade. "Com o crescimento populacional, começou a ter assaltos para levar televisor, aumentou a violência", diz Popygua.

Um telecentro foi inaugurado recentemente, com 20 computadores, e as crianças reclamam que ainda não têm internet. O cacique diz que o ensino formal e a tecnologia não ameaçam a cultura guarani. "Hoje temos jovens fazendo faculdade, estudando, mas a intenção é que ele se forme e volte, para que possa trazer o conhecimento para a comunidade."

O fator essencial para manter a tradição do povo indígena, segundo o cacique, é a terra. "Durante 500 anos tivemos dificuldade para manter nossa cultura. A compra de novas terras pela Dersa vai ajudar a manter a nossa cultura." Segundo ele, a terra que eles vão adquirir no Vale do Ribeira deve servir para fornecer produtos agrícolas para os que continuarem na Barragem.

Paulo Karai, 26 anos, chegou na Barragem aos sete anos. Nascido numa aldeia em Itanhaém, litoral paulista, se mudou para São Paulo depois que seu pai faleceu. "Ainda não existia essa estrutura toda, o centro de saúde, as escolas, as casas da CDHU [Companhia Desenvolvimento Habitacional e Urbano]. As casas eram todas de sapê", diz.

As moradias da CDHU foram construídas há quatro anos e seguem um modelo que atende aos costumes indígenas, como ter fogão a lenha. Elas substituíram as casas de pau a pique e sapé, porque, segundo Karai, como o espaço da aldeia está reduzido, ficava difícil fazer a manutenção das casas antigas e construir novas. "Falta matéria-prima para fazer as casas."

Karai trabalha como vigia no centro de educação e diz que gosta muito de viver ali. Uma das principais atividades da tribo são as reuniões que ocorrem diariamente na casa de reza, onde os índios dançam e cultivam suas crenças.

Karai diz que se incomoda com o crescimento urbano. "Muita gente entra, atrapalha, fica olhando. Quando a Dersa começou a falar do Rodoanel, a comunidade se reuniu para discutir se podiam não fazer a obra, ou então fazer mais longe. Eles falam que não, mas as obras sempre causam problemas para a gente", diz.

Segundo Popygua, há pouco espaço para a prática da caça. "A gente vive da caça e da pesca controlada, somente o pajé autoriza a caça e a extração. O homem branco vem e pega tudo. Os ruídos da cidade também afastam os animais", diz.

Maria Pires de Lima, 38 anos, vive da venda de artesanato quando há visitas na aldeia. No fundo da casa, planta palmito e mandioca. Conta que a terra já não dá muita coisa. O que falta é comprado numa vila próxima. "A terra aqui está ruim, é difícil", diz. A índia nasceu na Barragem e lembra que na infância a região tinha mais mata fechada e menos carro circulando.

"Eu gosto de fazer a minha comida, as pessoas acham a minha comida gostosa. Gosto de fazer meu artesanato, cuidar da minha casa. Essa terra é nossa, a gente não devia ter que sofrer tanto para garantir o que é nosso direito", diz Maria.

O cacique é hoje o representante da comunidade. É Popygua quem acompanha os projetos de lei que afetam a vida dos indígenas e viaja constantemente para participar de encontros com outras tribos. "Estou sempre viajando, indo para Brasília e para outros Estados discutir os problemas dos povos indígenas", conta. (SM)


''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


26 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: CGU constata desvios de R$ 1,1 bi em 5 ministérios

Fraudes aconteceram em órgãos sob comando de ministros afastados

Investigações da Controladoria Geral da União (CGU) já constataram desvios de R$ 1,1 bilhão nos ministérios dos Transportes, Agricultura, Turismo e Esporte e Trabalho. Os cinco estavam sob o comando de ministros afastados pela presidente Dilma Rousseff por suspeita de irregularidades. Também foram identificados 88 servidores públicos que estariam envolvidos nas fraudes. A conta exclui investigações ainda em andamento na Polícia Federal, mas inclui verbas que os próprios ministérios conseguiram impedir que fossem pagas aos corruptos. As fraudes foram descobertas neste primeiro ano do governo Dilma, mas prosperavam desde a época do presidente Lula. O retorno do dinheiro aos cofres públicos ainda dependeria de demorado processo. Só no Ministério dos Transportes, onde o ex-ministro Alfredo Nascimento montou uma estrutura ligada a seu partido, o PR, 55 funcionários são investigados em 17 sindicâncias e processos disciplinares. (Págs. 1 e 3)

‘Detalhista’, Dilma atrasa reforma agrária

Somente agora, após um ano de governo, a presidente Dilma assinou suas primeiras desapropriações de terra para reforma agrária. Ela está longe de alcançar a meta de assentar 40 mil famílias no ano. O Incra atribui o atraso ao fato de Dilma ser “detalhista”. (Págs. 1 e 9)

Rio vai manter avisos de pardais

Apesar de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ter acabado com a obrigatoriedade da instalação de placas com aviso de controle de velocidade próximo aos pardais, a Secretaria municipal de Transportes afirmou que vai manter a sinalização. O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, afirmou que a prefeitura não vai retirar as placas por considerar que exercem um papel educativo. (Págs. 1 e 15)

Nas favelas do Rio, 33% têm ‘gato’ de luz

O Censo 2010 do IBGE mostrou que as favelas do Rio estão longe de ter serviços básicos: 33% não possuem rede elétrica regular e só 12% têm saneamento básico, enquanto que na cidade formal 93% têm esgoto. Entre as favelas com as piores condições está a Vila Taboinha, uma área alagada, sem água, em Vargem Grande. (Págs. 1 e 10)


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Folha de S. Paulo


Manchete: País perde R$ 15 bi com acidentes em estradas neste ano

Brasil tem o quinto maior número de mortes de trânsito no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde

O país deverá perder cerca de R$ 14,5 bilhões com acidentes nas estradas federais neste ano, informam Patrícia Campos Mello e Gustavo Hennemann. O levantamento foi feito pela Folha com dados do Ipea e da Polícia Rodoviária Federal.
Os acidentes já custaram R$ 9,6 bilhões neste ano até agosto – último dado disponível -, um aumento de 4,6% em relação a 2010. Um acidente com morte custa, em média, R$ 567 mil e 60% do prejuízo vem da perda de produção da pessoa. (Págs. 1 e Cotidiano C1 )

Morte violenta tem motivo ignorado em cidades do Rio

No Estado do Rio, 10 das 92 cidades não registraram no ano passado o motivo de mais da metade dos óbitos por causas externas, informa Antônio Góis.
Com 27%, o Estado é líder na estatística do sistema de saúde em mortes violentas não esclarecidas. Secretários municipais de Saúde citaram como causas do problema a precariedade do IML e a falta de pessoal. (Págs. 1 e Cotidiano C4)


Morador de rua narra acusações contra o governo

Três anos após chegar a Brasília com a intenção de ser recebido pelo presidente Lula, Rivanor de Sousa, 47, virou morador de rua e diz já ter sido preso 26 vezes por participar de protestos.
Hoje, ele narra a passantes as denúncias publicadas em jornais contra o governo. “A impunidade é um negócio muito sério. Eles fazem os desvios sabendo que a única coisa que acontece é a perda do cargo”
. (Págs. 1 e Poder A8)

Um ano depois, miséria continua em Porto de Pedras (AL). (Págs. 1 e Poder A5)


Entrevista da 2ª - Jean Wyllys: ‘Igrejas que pregam cura de gays devem ser punidas’

“Sabe o que é inaceitável? As igrejas financiarem programas de cura de homossexualidade e o pastor promover esse tipo de serviço nos seus cultos”, diz o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Ele afirma que “tem que haver uma sanção”.
Wyllys critica a suavização do projeto que criminaliza a homofobia. (Págs. 1 e A12)

Haitianos pagam até US$ 300 a ‘coiotes’ para entrar no Brasil

Conhecidos como “coiotes”, atravessadores bolivianos montaram um esquema de imigração ilegal para levar habitantes ao Acre.
Iniciada em 2010, depois do terremoto que devastou o Haiti, a entrada pela fronteira amazônica cresceu exponencialmente desde setembro. Em Brasiléia (AC), 900 habitantes aguardam regularização para poder trabalhar no país. (Págs. 1 e Mundo A11)


Editoriais

Leia “11 milhões em favelas”, sobre novos dados do Censo, e “Não à Fifa”, acerca de exigências da entidade para a realização da Copa de 2014 no país. (Págs. 1 e Opinião A2)


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O Estado de S. Paulo


Manchete: Governo adia quase R$ 50 bi de investimento em infraestrutura

Obras deste ano atrasam por falhas de projeto, corte de gastos e falta de atratividade para o setor privado

O governo jogou para 2012 quase R$ 50 bilhões em investimentos que deveriam começar a deslanchar neste ano. Os motivos são, basicamente, falhas nos projetos, contenção de gastos e falta de atratividade para o setor privado. O trem-bala, orçado em R$ 33 bilhões, é um exemplo – houve três tentativas frustradas de fazer o leilão. Mas o problema é generalizado entre as mais diversas áreas de infraestrutura, como os leilões de aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, a concessão de rodovias, como a BR-101, no Espírito Santo, além de hidrelétricas, como a usina de São Manoel. O Ministério do Planejamento disse que eventuais atrasos são “processos normais”. (Págs. 1 e Economia B1)


PT deve fazer concessões ao PMDB em 2012

O PT estuda ceder ao PMDB em 2012 até 13 cabeças de chapa em municípios estratégicos. Com foco na reeleição da presidente Dilma, o comando nacional petista pressiona dirigentes locais a desistir de lançar candidatos próprios para apoiar nomes indicados por legendas amigas. Caso todas as negociações se confirmem, o PT abrirá mão de disputar uma de cada três prefeituras consideradas importantes. (Págs. 1 e Nacional A4)

Blitz da lei seca será reforçada no fim do ano

A polícia vai apertar a fiscalização da lei seca nas festas de fim de ano. Nas rodovias estaduais as blitzes ocorrerão durante o dia todo e nas federais haverá apoio extra de radares. O reforço também será feito na capital, principalmente perto da Avenida Paulista. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)


Finanças pessoais

Mercado imobiliário terá crédito farto e preços altos. (Págs. 1 e Economia B8)


Autuação de farmácias de manipulação chega a 45% (Págs. 1 e Vida A10)


José Roberto de Toledo: Metonímia eleitoral

O exagero de Dilma ao enviar três ministros para um incêndio em uma favela de São Paulo indica o quanto ela quer influir na eleição municipal. (Págs. 1 e Nacional A6)


John Hughes: Balanço no Iraque

O custo em vidas americanas e iraquianas foi alto, mas os EUA depuseram o ditador. Agora, os iraquianos devem prezar a democracia. (Págs. 1 e Visão Global A9)

Notas & informações

A ‘democradura’ Argentina

Propostas para tolher a liberdade de expressão no país se destacam na atual agenda legislativa. (Págs. 1 e A3)


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Correio Braziliense


Manchete: Vidas interrompidas no asfalto

Há seis meses, Victor Hugo, 18 anos, ficou órfão do pai, morto em um acidente de trânsito no trevo de acesso à BR-251, em São Sebastião. A violência da batida de um caminhão jogou o corpo de Clênio no asfalto e mudou para sempre a história da família Souza. Conforme mostra hoje a série “òrfãos do asfalto”, que o Correio publica desde o dia 18, o serralheiro é uma das 244 vitimas deste ano nas rodovias federais que cortam o DF e o Entorno. As estatísticas de feridos também impressionam: para cada morto, 10 pessoas ficaram machucadas. Em fevereiro, Victor vai dar o primeiro passo para realizar um antigo sonho do pai: entrar para a universidade. “Meu pai sempre me disse que eu tinha que estudar para ser alguém. É o que estou fazendo.” (Pág. 1)


Gilmar Mendes critica o CNJ

O ex-presidente do STF considera que há “desinteligência” no Conselho Nacional de Justiça e que esse é o motivo da crise do Poder. Juízes e a corregedora Eliana Calmon divergem publicamente quanto às atribuições do órgão. (Págs. 1 e 3)



Brasília 2022

Com a ascensão da classe C, o DF terá em 10 anos, mais 600 mil consumidores. No total, serão 2,2 milhões. (Págs. 1 e 17)

Crise global

O FMI alerta: a rolagem das dívidas europeias ainda vai prolongar turbulência. A situação já afeta o Brasil. (Págs. 1 e 9)


Foto-legenda: A revolução feminina

Francisca Portela começou a vida profissional como doméstica e hoje é empresária. irmã, Maria Francisca, está estudando para trocar o trabalho em casa de família pelo oficio de técnica em enfermagem. A história delas é o segundo capitulo da série “heroínas do Brasil”. (págs. 1 e 8)


Nova lei sobre pardais divide motoristas

O Contran acabou com a obrigatoriedade de instalar placas de aviso antes dos radares. E você, é contra ou a favor do fim da exigência de sinalização que alerta motoristas sobre a existência dos equipamentos? Responda à enquete no site www.correiobraziliense.com.br (Págs. 1 e 21)


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Valor Econômico


Manchete: Varejo reduz ritmo de expansão

Os principais varejistas do país começaram a desacelerar seu planos de investimento para 2012. Tradicionalmente agressivos na expansão do número de lojas, algumas redes adotam comportamento incomum: preveem abrir no próximo ano o mesmo número de unidades de 2011 ou até mesmo reduzi-lo. Nos últimos anos, o grande varejo anunciou planos crescentemente ambiciosos de expansão de lojas, a maneira mais eficiente de aumentar as vendas.

A prudência reflete, em parte, o cenário econômico mais incerto e o temor de que a crise europeia influa na confiança do consumidor em 2012. De julho a setembro, segundo o IBGE, houve a primeira queda no consumo das famílias em um trimestre desde 2008. E o indicador que mede a intenção de compra das famílias, da Confederação Nacional do Comércio, teve seis quedas neste ano. (Págs. 1 e B1)

Dilma impõe estilo e afirma liderança

A presidente Dilma Rousseff assumiu sob desconfiança de que governaria à sombra de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e refém do PT. Passados 12 meses, o ex-presidente tem muita influência, de fato, mas não há dúvidas sobre quem governa o país. Dilma também nunca recebeu a Executiva Nacional do PT para uma conversa. Seu canal com o partido é institucional, como é, aliás, com as outras siglas da base aliada.

A presidente impôs seu estilo de negociação ao Congresso e à gestão do governo. Por enquanto, tem dado certo e a primeira mulher a presidir o Brasil detém índices recordes de popularidade. Ela não mantém relações informais nem tem cumplicidade com congressistas. Todas as lideranças de seu governo, inclusive o vice-presidente, precisam marcar audiência para falar com a presidente. (Págs. 1, A6 e A7)

Oposição mantém 'trajetória errática'

Longe de colher benefícios pela queda recorde de sete ministros, seis deles acusados de corrupção, no primeiro ano de governo Dilma Rousseff, a oposição entrou numa agenda negativa que atrapalha e atrasa seus planos de voltar ao poder. Não consegue grudar a corrupção na presidente e desperdiça tempo para criar uma marca forte perante o eleitorado. Em entrevista ao Valor, a cientista política Marta Arretche, professora e pesquisadora da USP e do Cebrap, diz que a oposição continua sua trajetória errática sem aprender as lições de 2006. (Págs. 1 e A5)

Crises já influem nas migrações

Crises são um fator impulsionador de migrações e esse fenômeno já pode ser observado hoje. Em número crescente, trabalhadores portugueses buscam emprego no Brasil, principalmente na construção. O número de vistos de trabalho brasileiros concedidos a portugueses mais do que triplicou de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo período de 2010, enquanto as autorizações totais para estrangeiros trabalharem no Brasil cresceram apenas 33%, somando 51 mil. Na Alemanha, a entrada de migrantes gregos cresceu 84% e de espanhóis, 49%.

Nos EUA, dá-se o fenômeno inverso: a crise fez cair as migrações internas. Entre 2010 e 2011, apenas 11,6% da população mudou de Estado, menor porcentagem desde 1948. A crise levou homens entre 25 e 34 anos, que mais migram, a continuar na casa dos pais. (Págs. 1, A8 e A9)


Ipiranga e Shell brigam para ver quem é vice

A BR distribuidora segue tranquila na liderança da distribuição de combustíveis no país, com 39% do mercado. Mas a disputa pelo segundo lugar está cada vez mais acirrada entre Ipiranga, do grupo Ultra, e Raízen, joint venture entre Shell e Cosan. As duas planejam investimentos pesados em 2012, com ênfase em regiões com maior potencial de expansão, fora do Sudeste-Sul.

O mercado brasileiro de combustíveis, aquecido pela entrada de 3,5 milhões de veículos por ano e pela alta da renda das classes C e D, deverá encerrar o ano com 110,3 bilhões de litros comercializados e crescimento de 2,8% em relação a 2010. (Págs. 1 e B7)


Empregado é indenizado por doença mental

Empregados que contraíram doenças mentais no ambiente de trabalho, por causa de violência ou assédio moral, estão obtendo na Justiça indenizações por danos morais. Nos casos mais graves, em que o trabalhador é aposentado, os tribunais têm determinado ainda o pagamento de pensão para complementar o benefício previdenciário. Recentemente, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou decisão que condenou o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) a pagar indenização a um caixa, vítima de assaltos. A decisão garante R$ 50 mil por danos morais e pensão mensal de 30% do valor de sua remuneração até que ele complete 70 anos. (Págs. 1 e E1)


Longa espera no Rodoanel de São Paulo

Dois anos depois da inauguração do trecho sul do Rodoanel de São Paulo, as três comunidades indígenas próximas à rodovia, com 1,2 mil moradores, ainda não foram ressarcidas pelos impactos socioambientais. Acordo de compensação prevê a compra de mais terras para as comunidades. Para isso, a Dersa, empresa responsável pela obra, fez um deposito em juízo de R$ 6 milhões. Os indígenas esperam que, de posse de mais terras, mesmo longe da capital, possam preservar sua cultura. (Págs. 1, A4)



Tablets avançam na educação, diz Pedro Graça, da Estádio. (Págs. 1 e A12)


Destaques: Licenciatura a distância ganha espaço

É cada vez maior a opção por licenciatura a distância pelos universitários que serão os futuros professores da educação básica brasileira. Esses cursos já respondem por 30% das graduações na formação de docentes. Há cinco anos, o percentual ficava entre 5% a 8%. (Págs. 1 e A2)

Mais força aos pequenos

O BNDES vai encerrar 2011 com um desempenho atípico em relação aos anos anteriores. A novidade no perfil de desembolsos do banco será a forte participação das pequenas e médias empresas, cujo financiamento através da Finame deve representar mais de 40% das liberações totais da instituição. (Págs. 1 e A4)

PMDB traça estratégia para 2012/14

Maior partido da base aliada do governo e fonte de permanente tensão para o Planalto, o PMDB inicia 2012 convencido de que terá de obter bom desempenho nas eleições municipais para assegurar a vice-presidência na dobradinha com o PT em 2014. (Págs. 1 e A7)

Receita menor com a aftosa

Afetada pelo aumento da concorrência e pelo menor número de doses vendidas em alguns Estados, a receita com a venda de vacinas contra a febre aftosa deve encerrar o ano em queda. A Merial, maior fabricante, estima retração de 11%. (Págs. 1 e B10)

Crédito garantido

Expectativa de que a poupança volte a atrair mais aplicações, com a queda da Selic, e de um ritmo menor na oferta de crédito imobiliário adiam para 2014 a preocupação com o esgotamento da caderneta como funding para empréstimos habitacionais. (Págs. 1 e C1)

Minoritários da Confab vão à CVM

Minoritários da Confab apresentaram reclamação à CVM contra a participação da empresa na operação de compra da Usiminas pelo grupo Techint. Eles questionam o uso de R$ 900 milhões do caixa da empresa, que sempre foi boa pagadora de dividendos. (Págs. 1 e D3)

PB quer carga tributária explícita

Empresas situadas na Paraíba serão obrigadas, a partir de março, a informar em embalagens e propagandas a carga tributária incidente sobre produtos e serviços. A Federação das Indústria do Estado estuda ir à Justiça contra a medida. (Págs. 1 e E1)

Ideias: Isidoro Yamanaka

O Brasil tem consciência da necessidade de agregar valor aos produtos de exportação para o Japão e outros países da Ásia. (Págs. 1 e A10)

Carlos Lessa

Há um velho provérbio turco que diz: “Se quiseres vender um corvo, pinte-o de rouxinol”. (Págs. 1 e A11)


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domingo, dezembro 25, 2011

A HORA DO "ÂNGELUS" [In:] FELIZ NATAL !!!

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Papai-noel sim! Árvores de natal, sim! Presentes, sim! Ding on Bells, sim!

Comércio natalino? Papai-noel capitalista? Mamãe-noel também? Deixem essas bobagens p´rá lá!!!

Deixem essas amarguras para os amargos. adocem a Vida com pannetone ou mesmo com rabanadas (o que é bom nunca é démodé!).

Resgatem o amor-família através do espírito natalino que o Deus-menino nos oferece.

Assim, desejo a todos, os meus maiores sentimentos em relação ao Natal. Essa força que o espírito natalino tem de reunir as pessoas em torno de uma mesa, mesmo que simples, e festejar a alegria do nascimento de Jesus, o Deus-Menino que se fez Homem para redimir a humanidade.

É o que sinceramente, eu desejo à vocês.

Boas Festas! Feliz Natal!!!

Natalino Henrique Medeiros.

(Natal de 2011).

sexta-feira, dezembro 23, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] REIS, SÚDITOS, VASSALOS...

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COPA DO MUNDO 2014 [In:] ROMÁRIO, RICARDO, RONALDO...

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Após 'presente', Romário se emociona, mas diz que vai ficar em cima de Teixeira e Ronaldo

Ricardo Teixeira liberou 24 mil ingressos para a Copa do Mundo de 2014 de graça para deficientes físicos, algo que Romário havia pedido ao presidente da CBF


Após 'presente', Romário se emociona, mas diz que vai ficar em cima de Teixeira e Ronaldo

Romário se emocionou ao lado de Ronaldo

Um dos mais críticos à gestão de Ricardo Teixeira na CBF e à realização da Copa do Mundo no Brasil, o ex-jogador e agora deputado federal Romário, negou que tenha "amolecido" depois de ter se reunido com Teixeira e Ronaldo, diretor do COL.

Nesta reunião de sexta-feira, no Rio de Janeiro, Ricardo Teixeira liberou 32 mil ingressos para a Copa do Mundo de 2014 de graça para deficientes físicos, algo que Romário havia pedido ao presidente da CBF. O evento também teve a presença de Ronaldo. "Acredito que seja nesse meu primeiro ano de mandato, a maior conquista que tivemos até agora. Será a única classe, a princípio, que poderá ver a Copa sem ter que pagar ingresso. Ingressos esses, que fora categoria quatro, terão um valor absurdo", disse o "Baixinho", que se emocionou e foi até às lágrimas no evento.

Romário negou que depois do "presente" esteja sendo menos crítico. "Eu não mudo de lado, de bandeira. Sou deputado federal e vou continuar fiscalizando a CBF, o Ricardo Teixeira e o próprio Ronaldo, tudo visando uma Copa do Mundo melhor e do povo", afirmou Romário.

"A Fifa está querendo se sobrepor à nossa soberania, quer mandar no nosso país. Ainda bem que existem outros deputados que pensam como eu. Tanto é que a Lei Geral da Copa foi adiada para o começo do ano que vem para que cada um de nós deputados possamos fazer emendas que, eu tenho certeza, vão ser totalmente positivas ao povo brasileiro", disse o ex-jogador na última quinta-feira, após um jogo futevolêi.

Ele também citou outros problemas para o Mundial: "Há falta de respeito em relação aos idosos, às pessoas com deficiência. Há ainda essa coisa da bebida alcoolica, que só pode ser vendida em um raio de 2 km e que seja patrocinadora da Fifa. A Fifa não tem poder para isso."

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


23 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Movimento racha e greve de Natal fracassa em aeroportos

Aeronautas aceitam proposta. Pessoal de terra ameaçou parar, sem êxito

A ameaça de greve nos aeroportos do país durante o período de Natal e Ano Novo acabou não se concretizando. Os aeronautas, que trabalham, embarcados, aceitaram a proposta de reajuste salarial de 6,5%. Os aeroviários, que trabalham em terra, se dividiram, e parte deles decidiu interromper as atividades em Rio, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Brasília. Ainda assim, o movimento grevista não teve força para impedir as trocas de turnos nos terminais. Segundo a Infraero, 63 dos 2.567 voos domésticos previstos para ontem até as 21h atrasaram e o percentual chegou a 24,7%, menor que o registrado no mesmo dia de 2010: 38,4%. Na véspera, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que a categoria seria obrigada a manter 80% do efetivo trabalhando ou pagaria multas diárias de R$ 100 mil. (Págs. 1 e 23)

Esquenta a guerra entre juízes e CNJ

Corregedora diz que magistrados mentiam ao acusá-la de quebrar sigilo de milhares

Acusada por associações de magistrados de quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 200 mil juízes, servidores e seus parentes, a corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) , Eliana Calmon, negou e chamou as entidades de mentirosas. As associações de magistrados, por sua vez, anunciaram que pedirão investigação sobre a conduta de Calmon à Procuradoria Geral da República e ao CNJ. A investigação polêmica, suspensa por liminar do STF, começou quando o corregedor era Gilson Dipp. (Págs. 1, 10 e 11)


Argentina aumenta cerco à imprensa

Dominado por governistas, o Senado argentino aprovou lei que põe nas mãos da presidente – em guerra com a imprensa independente – o controle do papel-jornal, transformado em “bem público”. Em outra investida, o Fisco bloqueou os bens do “La Nación” e cobra US$ 116 milhões de 23 jornais, que negam a dívida. Lei antiterror pode atingir a imprensa. (Págs. 1 e 30)


MP exige mais ação contra deslizamentos

O Ministério Público entrou com 121 ações na Justiça contra o estado e a prefeitura, determinando que reduzam o risco de deslizamentos ou enchentes que podem afetar 20 mil moradias em favelas. (Págs. 1 e 14)


Coronel é afastado do 7º BPM

Apesar da defesa de entidades policiais e de sua prisão ter sido revogada pela Justiça, o coronel Djalma Beltrami foi exonerado do comando do 7º BPM e transferido para a “geladeira” da PM. (Págs. 1 e 21)

Comissão aprova Orçamento/2012 sem reajustes

A Comissão Mista de Orçamento aprovou ontem o Orçamento da União para 2012, sem previsão de qualquer reajuste para o Judiciário e nem aumento real para as aposentadorias acima do mínimo. (Págs. 1 e 3)

Vagas temporárias salvam estatística de desemprego no país. (Págs. 1 e 28)


Novo ditador norte-coreano foi ‘brasileiro’

A atração da família do falecido ditador da Coréia do Norte Kim Jong-il pela Disney levou seu sucessor a entrar no Japão com passaporte brasileiro, disse um jornal japonês. Kim Jong-um teria feito a viagem em 1991 com documento verdadeiro, mas nome falso. (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Juízes pedem investigação de conduta de corregedora

Eliana Calmon aponta corporativismo e se diz vítima de ‘linchamento moral’

As três principais associações de juízes do país pediram investigação sobre a conduta da corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, responsável por inspeções que causaram uma crise na cúpula do Judiciário.
As entidades pediram que a Procuradoria-Geral da República e o próprio Conselho Nacional de Justiça apurem se a corregedora cometeu crime ao determinar varredura na movimentação financeira de juízes e funcionários de tribunais e se vazou dados. Ela afirma que não quebrou sigilos bancário ou fiscal de ninguém.
A ministra se disse vítima de “verdadeiro linchamento moral” e acusou as associações de agirem por corporativismo e de forma “maledicente e irresponsável” ao tentar esvaziar os poderes do CNJ, especialmente após inspeções da corregedoria atingirem o Tribunal de Justiça de São Paulo.
No TJ paulista, 45% dos magistrados não enviaram à corte cópia do Imposto de Renda, como diz a lei. Segundo o presidente do tribunal, José Roberto Bedran, não é incomum que juízes se esqueçam de cumprir essa formalidade. (Págs. 1, Poder e A4)


Governo argentino terá controle de papel-jornal

O Senado argentino aprovou ontem uma lei que dá ao Estado o controle da produção e da distribuição de papel para imprimir jornais.
A iniciativa do projeto era do governo e faz parte da reforma dos meios de comunicação que a presidente Cristina Kirchner promove.
O executivo considera que o acesso a esse insumo será democratizado. Já veículos de imprensa temem que o governo restrinja papel para quem faz críticas. Para o diretor de Redação do “Clarín”, Ricardo Kirschbaum, o discurso de Cristina é “hipócrita”. (Págs. 1, A12 e Mundo)

Medida do BC pode liberar até R$ 29 bi a empréstimos

Para tentar estimular o crédito em 2012, o governo decidiu induzir bancos de grande porte a repassar a instituições menores recursos hoje não utilizados, depositados no Banco Central.
A medida pode direcionar até R$ 29 bilhões para operações de empréstimo e financiamento. (Págs. 1, A10 e Poder)

Sindicatos de aeroviários descartam greve em SP

Os sindicatos de aeroviários descartaram a hipótese de greve neste final de ano nos aeroportos de Cumbica (Guarulhos) e Congonhas.
O compromisso da categoria ocorreu horas após paralisação de três horas atrasar vôos em Congonhas – e de a Justiça obrigar os trabalhadores a manter 80% do efetivo na ativa pelo menos até o dia 1º. (Págs. 1, C1 e Cotidiano)

Novo líder coreano usou passaporte do Brasil, relata jornal

O novo líder norte-coreano, Kim Jong-un, teria ido à Disneylândia de Tóquio em 1991, aos oito anos, usando passaporte brasileiro. Segundo o jornal japonês “Yomiuri Shimbun” , ele ficou 11 dias no país, que não tem relação diplomática com a Coréia do Norte. (Págs. 1,
A17 e Mundo)

Hélio Schwartsman: Todo jogo deve ser livre, não só aposta de futebol

O governo quer permitir casas de apostas de futebol. Eu liberaria todas as modalidades de jogo. Não cabe ao Estado senão orientar, oferecendo a melhor informação disponível e, se for o caso, tratamento. (Págs. 1, A2 e Opinião)

Editoriais

Leia “Risco protecionista”, sobre a defesa comercial anunciada pelo governo, e “Bagagem aliviada”, acerca da diminuição da burocracia no país. (Págs. 1, A2 e Opinião)



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O Estado de S. Paulo


Manchete: Corregedora de Justiça diz que juízes omitem dados sobre renda

Eliana Calmon afirma que quase metade dos magistrados paulistas ignora lei que obriga a exibir declaração; para ela, corporativismo no Judiciário é ‘ovo da serpente’

Atacada por associações de juízes e, nos bastidores, até por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou ontem que quase metade dos magistrados paulistas descumpre a lei que obriga servidores públicos a apresentar declaração de renda. Segundo ela, por trás da crise no Judiciário está um movimento corporativista para enfraquecer o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Esse é o ovo da serpente", disse Eliana, que deflagrou a crise em setembro ao dizer que havia "bandidos de toga" na magistratura. A corregedora negou que tenha havido quebra de sigilo fiscal ou bancário ou vazamento de informações sigilosas dos investigados, como sugeriu o presidente do STF, Cezar Peluso. Ela negou também que Peluso e o ministro Ricardo Lewandowski - que deu liminar suspendendo o trabalho da corregedoria - estejam sendo investigados. (Págs. 1, A4 e Nacional)

Magistrados pedem ação contra Eliana

Logo após as declarações de Eliana Calmon , associações representativas de juízes decidiram pedir que o Conselho Nacional de Justiça investigue a corregedora por suspeita de quebra de sigilo de magistrados investigados. Para Eliana, essas associações são "maledicentes e mentirosas”.
(Págs. 1, A5 e Nacional)


Desemprego cai para 5,2%, menor índice desde 2002

O “boom” na contratação de temporários fez o desemprego no País cair de 5,8% em outubro para 5,2% em novembro, o menor da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em 2002 e que inclui emprego informal. Os ganhos do trabalhador seguem em nível elevado e podem pressionar a inflação (Págs. 1, B5 e Economia)


Celso Ming

O País vive situação de pleno emprego, que reflete também forte escassez de mão de obra qualificada em vários setores. (Págs. 1, B2 e Economia)

Rodovias de SP suspendem obras para evitar lentidão. Melhor horário para viajar é depois das 22 horas (Págs. 1, C4 e Cidades)


USP vai dar mil bolsas de graduação no exterior (Págs. 1, A13 e Vida)


289 creches conveniadas da capital têm problemas (Págs. 1, A11 e Vida)


Fernando Gabeira: A China é vizinha

O Brasil pode ganhar muito ao abrir os olhos para a China. Desde que se compreendam as diferenças e haja um generoso diálogo intercultural. (Págs. 1, A2 e Espaço Aberto)

Notas & Informações: A crise da Justiça se agrava

Ao esvaziar o CNJ e suspender investigações, ministros do STF agravaram a crise do Judiciário. (Págs. 1 e A3)



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Correio Braziliense


Manchete: Governo suspende 2,3 mil promoções e revolta PMs

Ascensão de praças e oficiais do DF, alguns à espera dela por mais de 20 anos, aconteceria hoje. O cancelamento foi por orientação da Justiça, que analisa supostas irregularidades ocorridas em processo semelhante realizado há um ano. (Págs. 1 e 26)


Economia: BC vai reduzir os juros para o país crescer

É tudo ou nada: para cumprir o desejo da presidente Dilma Rousseff de fazer a economia avançar pelo menos 4,5% em 2012, o Banco Central vai cortar a taxa de juros Selic nos próximos meses. O consumo será também estimulado. Mas já há algo a festejar: o desemprego é o menor desde 2002. (Págs. 1, 10 a 12)

Concurso: Edital do Senado será lançado hoje

Serão preenchidas, a principio, 246 vagas de níveis médio e superior. Os salários chegam a R$ 23,8 mil. (Págs. 1 e 15)


Aeroportos: Acordo evita greve e caos no fim do ano

Pilotos e comissários aceitam reajuste de 6,5% e enfraquecem o movimento. Aeroviários ainda estão divididos. (Págs. 1 e 14)


Ministra reage contra “linchamento”

A frente da Corregedoria Nacional de Justiça, Eliana Calmon classifica de “absurdas” as acusações de magistrados, de que teria quebrado sigilos de servidores. (Págs. 1 e 4)

Argentina: Mídia sob controle

Senado aprova lei que permite ao Estado interferir na produção de papéis dos jornais. Outra legislação, antiterrorista, abre espaço para perseguição de jornalistas. (Págs. 1 e 19)


Metrô: Sabotagem no Facebook

Mensagens supostamente trocadas por metroviários em rede social revelam intenção de paralisar totalmente os trens. A companhia vai aumentar a segurança. (Págs. 1 e 25)



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Valor Econômico


Manchete: Sem monopólio há 14 anos, Petrobras tem 90% do setor

Quatorze anos depois da quebra do monopólio na exploração de petróleo no país, a Petrobras mantém o domínio quase absoluto do setor. Concentra as importantes descobertas dos últimos anos e responde por quase 90% da produção nacional.
Desde 1999, foram enviadas 1.201 notificações de descobertas à Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas apenas 152 se mostraram comerciais e receberam ou ainda vão receber investimentos que resultarão em nova produção de óleo ou gás. Dessas 152 descobertas, 92 foram feitas em campos operados pela Petrobras. No mar, houve 49 descobertas no período, sendo 39 em áreas operadas pela estatal. A maioria são campos em terra, de pequenas dimensões e que agregam pouco à produção nacional, com exceções importantes como as reservas de gás da Petrobras no rio Solimões e da OGX no Parnaíba. (Págs. 1 e C1)

Indústria vai liderar alta do PIB, prevê BC

Após um desempenho fraco em 2011, a indústria deve liderar a expansão da economia brasileira no próximo ano, projetada pelo Banco Central em 3,5%. Com inflação mais baixa, a indústria deve crescer 3,7%, taxa superior à do setor de serviços, que deve ficar em 3,3%. Os números constam do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem, em que o BC reitera a compatibilidade entre os ajustes moderados da Selic e a queda da inflação, projetada para 4,7% em 2012. O relatório reafirma a visão de que a economia global passará por um longo período de baixo crescimento e grande possibilidade de recessão em "economias maduras". (Págs. 1 e A14)

Rio foca UPPs e SP aumenta investimento

Duas grandes diferenças marcaram a reestreia de Geraldo Alckmin (PSDB) no governo paulista. O nível dos investimentos do Estado aumentou em relação à sua primeira gestão (2003-2006) e se equiparou à média dos dois anos finais da gestão José Serra (2007-2010). Para 2012, o programa de investimentos, de R$ 25 bilhões, é 25% maior que o de 2011. E o aumento das parcerias nas áreas sociais e de infraestrutura também mudou a relação com o governo federal.
Já no Rio, a elevação dos investimentos é mais modesta, de apenas 2% (R$ 6,149 bilhões), o que não deve afetar o principal programa do governador Sérgio Cabral (PMDB), as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). É na Segurança que se assenta a popularidade do governador. (Págs. 1, A7, A8 e A9)

Um ano de desafios para a Marfrig

A companhia de alimentos Marfrig enfrentou um turbilhão de acontecimentos neste ano. Atraiu a atenção das concorrentes do setor, que quiseram comprar seus ativos, e também dos analistas e investidores, que questionaram, por exemplo, o nível de endividamento da companhia e a trajetória de suas ações.
Enquanto o mercado se perguntava quem ficaria com os ativos colocados à venda pela Brasil Foods por determinação do Cade, uma engenhosa operação que mexeria com todo o setor foi planejada. Em duas ocasiões, a Marfrig recebeu proposta de JBS e Minerva para comprar suas operações. Conforme apurou o Valor, a JBS ficaria com a área de processados de carnes e o Minerva, com o segmento de bovinos. Essa combinação abriria espaço para a JBS comprar os ativos da BRF, já que não haveria outra empresa com capacidade para isso. (Págs. 1, D1, D4 e D5)

Redes sociais ampliam risco de 'fogo amigo'

No ano passado, o diretor comercial da Locaweb, Alex Glikas, celebrou uma vitória do Corinthians com piadas no Twitter. Sua empresa, porém, na época patrocinava o São Paulo, alvo das provocações. O episódio provocou a ira de torcedores e a demissão do executivo, que retornou ao cargo somente oito meses depois. Com a popularização das redes sociais, casos de "fogo amigo" como esse estão se tornando cada vez mais comuns e podem colocar em risco não só a carreira dos profissionais, mas também a reputação das organizações. De acordo com a consultora Andrea Huggard-Caine, cabe às companhias estabelecer normas de conduta a seus colaboradores. (Págs. 1 e D12)

Roteiro de turbulências seguirá firme em 2012

Poucos anos são lembrados como pontos de mudança radical. O agitado 2011 talvez seja um deles. No mundo árabe já é, na opinião do cientista político Dominique Moïsi. Em todo o planeta, sete bilhões de pessoas continuarão assistindo a um roteiro turbulento em 2012. A crise econômica, eleições em diversos países, a multiplicação das manifestações de rua e o surgimento de novas potências deslocam as "placas tectônicas" da geopolítica mundial, afirma Moïsi.
No Brasil, resta acompanhar se os ministros conseguirão manter seus cargos, se o crescimento econômico será recuperado a contento e se a nova política diplomática do governo Dilma vai se consolidar. (Págs. 1 e Fim de Semana)


'Abre-te sésamo' para o gergelim

"Abre-te, sésamo" são as palavras mágicas que abrem a caverna do tesouro na história de Ali Babá. Sésamo é sinônimo de gergelim e a frase se refere à forma lenta com que a vagem da oleaginosa se abre.
De cultivo milenar, o gergelim é uma produção pouco significativa no Brasil, majoritariamente familiar. Nos últimos anos, porém, recebeu benefício fiscal ao ser incluída no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. A partir de então, as aquisições dentro do programa saltaram de 138 toneladas em 2009 para 2 mil toneladas neste ano. Túlio Benatti, fundador da Sésamo Real, maior processadora de gergelim do país, acredita que o consumo deve crescer mais na indústria de alimentos. (Págs. 1 e B10)

Seguro de carro deve subir de 2% a 8%

Os preços dos seguros de automóveis devem aumentar entre 2% e 8% em 2012. O reajuste é um contra-ataque das seguradoras, que reclamam da elevação dos custos de indenizações. Também contribui para o encarecimento das apólices a redução do resultado financeiro das companhias, em razão da queda na taxa de juros.
A subida dos preços marca uma reversão na trajetória de queda das apólices, tendência predominante no primeiro semestre deste ano. Com as vendas de veículos novos - principal motor do crescimento dos seguros de automóveis - perdendo fôlego ao longo do ano, as seguradoras disputaram o mercado nos centavos, jogando os preços para baixo. (Págs. 1 e C1)

Europeus transferem riqueza para fora da zona do euro (Págs. 1 e B7)


Destaques: Energia entra na biomassa

O grupo Energisa anunciou ontem a compra de 85% das duas termelétricas da Tonon Bioenergia, empresa do setor sucroalcooleiro, para a geração de eletricidade a partir da queima de biomassa de cana-de-açúcar. O valor do negócio foi de R$ 140 milhões. (Págs. 1 e B1)


Operadoras investem em WIF

As principais operadoras de telecomunicações do país desenvolvem projetos para instalar pontos de acesso WIFI em locais públicos. A intenção é atender a demanda crescente dos usuários de smartphones e tables por internet móvel e desafogar o tráfego das redes móveis de 3G. (Págs. 1 e B2)

Passagem aérea sobe na Europa

Os preços das passagens para voos na Europa deverão aumentar entre €2 e €12 com a nova taxa de emissão de carbono que será cobrada das companhias aéreas a partir de janeiro. Nesta semana, a Corte Europeia de justiça autorizou a medida. (Págs. 1 e B4)

Custo de mão de obra na indústria

Os custos de mão de obra industrial no Brasil subiram 24% em 2010, para US$ 10,08 a hora, puxados pela valorização do câmbio e aumento real de salários, segundo estatísticas do Departamento de Trabalho dos EUA. A mão de obra brasileira só é mais cara que em 6 das 34 maiores economias. (Págs. 1 e A4)

Ferrugem avança na Colômbia

Estimulada por anos de chuvas torrenciais, a ferrugem se espalha pelos cafezais da Colômbia, segundo maior produtor mundial de café arábica de alta qualidade. Cerca de 10% dos cafezais foram replantados neste ano para tentar conter a doença. (Págs. 1 e B9)

Herança digital

Cartórios e escritórios de advocacia começam a receber pedidos de pessoas interessadas em incluir em testamentos e inventários os chamados ativos digitais, como senhas de acesso a e-mails, conteúdo de blogs e outros documentos arquivados virtualmente. (Págs. 1 e E1)


Ideias: Claudia Safatle

Em 2012, com inflação em baixa o PIB em recuperação, a conta do último ano do governo Lula vai sendo quitada. (Págs. 1 e A2)

Elena Landau

A legislação trabalhista é suficiente para combater condições de trabalho precárias, sem extinguir a terceirização. (Págs. 1 e A10)



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quinta-feira, dezembro 22, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''EASY-OFF"

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SP/RJ [In:] FAVELAS !!! "SE SUBIU TEM QUE DESCER..." *

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22/12/2011 10h45 - Atualizado em 22/12/2011 11h58

Incêndio atinge favela no Centro de SP

Fogo se espalhou por barracos e por prédio na região dos Campos Elíseos.
Linhas da CPTM foram interrompidas devido às chamas.

Do G1 SP

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incêndio sp (Foto: Reprodução/TV Globo)Incêndio atinge prédio e favela em SP (Foto: Reprodução/TV Globo)



Um incêndio atingia uma favela e um prédio abandonado na região dos Campos Elíseos, no Centro de São Paulo, por volta das 10h40 desta quinta-feira (22). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 10h.

Vinte e cinco equipes da corporação foram encaminhadas para o local, que fica na altura do número 20 da Rua Doutor Elias Chaves. Por volta de 10h40 ainda não havia informações sobre vítimas ou sobre as causas do incêndio.

De acordo com informações da subprefeitura da Sé, vivem na Favela do Moinho cerca de 2.500 pessoas em 600 barracos. O prédio atingido é de propriedade particular e estava abandonado.

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Bombeiros tentam controlar incêndio (Foto: Renato Jankitas/G1)Bombeiros tentam controlar incêndio (Foto: Renato Jankitas/G1)

O helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi até o local para fazer o resgate de pessoas que estavam no prédio. Diversas pessoas foram retiradas pela corporação. Muitas foram levadas para a quadra de esportes de uma escola que fica nas proximidades. Segundo o capitão Pavão, do Corpo de Bombeiros, as pessoas resgatadas não apresentavam ferimentos graves – algumas tinham sinais leves de intoxicação. Elas foram encaminhadas para atendimento.

Por volta das 11h15, os bombeiros informaram que uma pessoa ficou ferida. No mesmo horário, a corporação informou que o fogo havia sido controlado nos galpões que ficam próximos ao prédio abandonado.

Nas proximidades da área afetada, uma vila de casas e uma creche foram esvaziadas. Empresas da região liberaram seus funcionários. Botijões de gás foram retirados de um depósito.

mapa incêndio sp 2 (Foto: Arte/G1)

CPTM
A área atingida fica ao lado de uma linha de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Por causa do incêndio, a circulação de trens em duas linhas da CPTM foi interrompida - na Linha 7 entre as estações Luz e Barra Funda e na Linha 8 entre as estações Barra Funda e Julio Prestes. Os usuários eram avisados pelo sistema de som das estações. Como alternativa, os passageiros podem utilizar o Metrô por meio da integralção gratuita nas estações Palmeiras-Barra Funda e Luz.


Pessoas são resgatadas de prédio incêndiado (Foto: Reprodução/TV Globo)Pessoas são resgatadas de prédio incêndiado (Foto: Reprodução/TV Globo)
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(*) Raul Seixas.
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SP/RJ [In:] FAVELAS !!!

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Aumento do número de moradores de favelas chama a atenção



Sobretudo numa época de economia em crescimento e de maior distribuição da renda



SÃO PAULO - O aumento no número de pessoas vivendo em favelas no país na última década chama a atenção sobretudo por abranger os oito anos do governo Lula - uma época de economia em crescimento e de maior distribuição da renda, mas que não impediu esse viés negativo do ponto de vista habitacional. Para a arquiteta e urbanista Erminia Maricato - que foi secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano da prefeitura de São Paulo de 1989 a 1992, na gestão de petista de Luiza Erundina -, esse desencontro de índices é fácil de explicar:

- Mesmo entrando dinheiro para as camadas menos favorecidas, sem uma regulação dos preços da terra e dos imóveis urbanos, elas continuarão sem ter acesso à casa própria. E, como consequência, morando em imóveis irregulares, de elevado risco e na periferia.

Segundo Ermínia, a aplicação do Estatuto da Cidade, aprovado em 2001, ajudaria a corrigir essa distorção.

Erminia lembra que, quando o município, usando dinheiro público, leva benfeitorias como asfalto, água, esgoto e eletricidade a regiões sem infraestrutura, a valorização do bem vai para o bolso do proprietário do imóvel. As Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), previstas no Estatuto, corrigiriam isso:

- O terreno só poderia ser usado para a construção de determinado imóvel, que seria vendido por um preço determinado para moradores de determinada faixa de renda.

Raquel Rolnik, outra referência em arquitetura e urbanismo no país, diz que é preciso certo cuidado na análise do levantamento de moradias irregulares. Para ela, além da mudança de metodologia, reconhecida pelo instituto, é preciso que ser levem em conta outros fatores:

- Na pesquisa não se levam em conta, por exemplo, loteamentos clandestinos. Nem grupamentos subnormais em número inferior a 51 moradias - diz a especialista, lembrando ainda que um estudo feito por ela em 2000 indicava que apenas 30% dos domicílios do Brasil tinham condições urbanas adequadas. E cita, como exemplo, bairros inteiros do Litoral Norte de São Paulo que não eram servidos por rede de esgoto.

- O levantamento do IBGE é um retrato parcial da realidade, mostra apenas uma parte da precariedade urbanística do Brasil.

A arquiteta e urbanista constata ainda que, além de não implementarem a total aplicação do Estatuto da Cidade, os governos vêm ajudando a aumentar a massa de excluídos habitacionais com projetos como o da Copa 2014, das Olimpíadas de 2016 e, no caso específico de São Paulo, do Rodoanel e da recuperação da várzea do Rio Tietê.

- Para recuperar o rio, querem que os moradores do Jardim Pantanal, na região de São Miguel, troquem uma área que tem metrô, escolas e postos de saúde por Itaquá, a 40 quilômetros dali, num lugar que não tem nada disso - exemplifica ela.

- Isso é uma produção em massa de favelas, o mesmo que enxugar gelo.

Roberto Romano, professor titular de Ética e Filosofia Política da Unicamp, afirma que o conflito entre a atual pujança econômica e o declínio habitacional do país apontado pelo estudo do IBGE remete aos tempos da ditadura militar:

- Na época do governo do general Médici havia até uma frase para definir isso: "O país vai bem, mas o povo vai mal".

Ele até reconhece que nos últimos anos houve uma evolução nos ganhos da população de baixa renda, mas não o bastante para tirá-la da quase clandestinidade habitacional:

- Um mal dos governos, desde os tempos do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de Getúlio Vargas, é vender sonho e promessas como se fossem realidade.

O secretário da Habitação de São Paulo, Ricardo Pereira Leite, faz questão de frisar que os 41% de aumento das moradias irregulares no Estado de São Paulo se devem a mudanças no critério de pesquisa. Como exemplo, cita que habitações que antes não eram consideradas subnormais agora aparecem assim enquadradas:

- Nós (a Prefeitura e o instituto) trabalhamos com um número bem próximo de pessoas morando em favelas, de cerca de 1,3 milhão. Mas, nesses dez anos, o crescimento no números de habitantes desse tipo de moradia foi semelhante ao aumento populacional na cidade, da ordem de 3%.

- O processo de urbanização dos grandes centros metropolitanos não foi acompanhado por políticas públicas habitacionais - diz o professor e doutor do Nepo (Núcleo de Estudos de População) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Roberto Luiz do Carmo, ao comentar os índices divulgados ontem pelo IBGE sobre o processo de "favelização" das regiões metropolitanas do país.

- Há uma dívida histórica da política habitacional. Nunca se pensou que esta transferência de pessoas que ocorreu da área rural para os centros urbanos, ocorrida a partir da década de 1950, tivesse de estar acompanhada por políticas públicas habitacionais", disse Carmo, doutor em Demografia pela Unicamp.

Para ele, o cerne do aumento das favelas está na relação entre o mercado imobiliário e os poderes públicos.

-A dinâmica urbana é comandada pelo mercado imobiliário e não pelos poderes públicos, como deveria ser. Por isso, as classes D e E estão excluídas pelo mercado - disse ele.

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http://oglobo.globo.com/pais/aumento-do-numero-de-moradores-de-favelas-chama-atencao-3494683
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SARNEY/SENADO [In:] ''A VOZ DO DONO, O DONO DA VOZ..." *

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Senado omite alta de gastos em balanço

Material publicado em jornal oficial não inclui dados desfavoráveis à gestão de José Sarney, como aumento de despesas com pessoal

21 de dezembro de 2011 | 23h 00

Eduardo Bresciani e Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O Senado decidiu ignorar o crescente aumento de gastos na Casa puxado pelas despesas com pessoal e publicou na quarta-feira, 21, um balanço da gestão José Sarney (PMDB-AP) sob o título "Mais econômico, mais ágil e mais transparente". Publicado no jornal oficial da Casa, o material de 12 páginas oculta que até o início de dezembro o Senado já tinha alcançado o mesmo volume de despesas de todo o ano de 2010 e que os gastos com pessoal vêm crescendo em ritmo acelerado desde 2009.

Texto publicado pelo Senado destacou a redução do pagamento de horas extras - Andre Dusek/AE - 20/12/2011
Andre Dusek/AE - 20/12/2011
Texto publicado pelo Senado destacou a redução do pagamento de horas extras

Segundo dados do próprio Portal da Transparência da Casa, até o dia 14 de dezembro já foram empenhados R$ 2,97 bilhões em despesas, superando em R$ 31 milhões o que foi gasto em 2010. O orçamento total da Casa para 2011 é de R$ 3,3 bilhões.

O crescimento constante dos gastos no Senado é puxado pelas despesas com pessoal. Até a mesma data, na qual não está inclusa ainda integralmente a folha de pagamentos de dezembro, já foram despendidos R$ 2,55 bilhões, valor R$ 7 milhões maior do que os gastos de todo o ano passado. O crescimento não é exclusividade de 2011, visto que em 2009, primeiro ano da atual passagem de Sarney pela Presidência, as despesas com pessoal foram de R$ 2,22 bilhões. Segundo a administração do Senado, até o fim de 2011 os gastos com a folha de pagamento vão bater em R$ 2,76 bilhões.

O maior aumento de gastos é com aposentadorias e pensões. A Casa já superou em 2011 a marca de R$ 1 bilhão em despesas na área. No ano passado, esses gastos ficaram em R$ 937 milhões, enquanto em 2009 representaram R$ 730 milhões. Até o fim do ano, a Casa vai gastar mais R$ 112 milhões nessa rubrica.

As despesas com funcionários terceirizados também seguem crescendo em 2011. Foram R$ 62,8 milhões despendidos até o início de dezembro, montante igual ao gasto com locação de mão de obra durante 2010. Estão ainda previstos mais cerca de R$ 9 milhões em pagamentos nesta área relativas a serviços prestados em 2011.

‘Boas notícias’. Os números descritos acima não estão no balanço divulgado pelo Senado. A Casa procurou enfatizar só as "boas notícias". Destacou a redução do pagamento de horas extras que caíram de R$ 37,8 milhões em 2010 para R$ 5,8 milhões neste ano e medidas como pregões eletrônicos e reformulação do sistema de plano de saúde dos servidores. No material, que tem na capa uma foto de Sarney ao lado de estudantes, parece não ser necessária a reforma administrativa que a Casa mais uma vez deixou para depois.

O Senado mais uma vez promete mudanças somente para o futuro. A proposta para o orçamento do próximo ano prevê que as despesas sejam mantidas nos mesmos patamares de 2011. Mesmo com este objetivo, a Casa já anunciou um novo concurso para a contratação de mais 246 funcionários.


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(*) Chico Buarque.
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CONGRESSO NACIONAL ''BY'' DILMA ROUSSEFF

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Dilma elogia Congresso e oposição



Autor(es): Yvna Sousa | De Brasília
Valor Econômico - 22/12/2011

A presidente Dilma Rousseff aproveitou, ontem, uma cerimônia no Palácio do Planalto sobre obras de saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para fazer elogios à atuação do Congresso Nacional e para afagar a oposição.

Dilma afirmou que "o Brasil está na vanguarda" das relações republicanas entre os três Poderes e que situação e oposição têm a capacidade de agir de acordo com o interesse da nação.

A presidente fez uma comparação com a discussão no Congresso americano do aumento do teto da dívida dos Estados Unidos, em julho. Ela avaliou que naquele momento foi criada uma "briga política sem fim" motivada "menos por conta de alguma falha dos democratas e mais por uma visão de oposição muito destrutiva dos republicanos".

O elogio da presidente ao comportamento do Congresso aconteceu um dia após a aprovação no Senado, em segundo turno, da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU). O mecanismo, que valerá até 2015, permite ao governo gastar livremente 20% dos tributos arrecadados.

Não foi a primeira vez que Dilma elogiou os parlamentares. Em outros momentos, além de afagar a oposição, ela também agradeceu a aprovação de projetos de interesse do governo. A última vez em que isso ocorreu foi na sexta-feira, durante evento do Brasil Sem Miséria. Na ocasião, Dilma afirmou que o Congresso tinha "sensibilidade e maturidade". "Nós temos a capacidade de brigar quando devemos e de fazer acordo também quando devemos", apontou.

Naquele momento, o governo já havia conseguido a aprovação da DRU em primeiro turno, mas trabalhava para assegurar maioria, evitando surpresas na votação seguinte. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), ironizou a atitude da presidente. "Seria estranho se a presidente atacasse a oposição, tão pequena, tão limitada numericamente. O governo consegue tudo o que quer. A maioria esmagadora do governo brutaliza a oposição quando quer", declarou.

CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] CPI DA PRIVATARIA

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CPI de privatização tem apoio tucano



Autor(es): Daniela Martins | De Brasília
Valor Econômico - 22/12/2011

O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) entregou ontem ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), um pedido para a criação da CPI sobre supostas irregularidades em privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, já chamada de CPI da Privataria.

O requerimento foi assinado por 206 deputados, superando o número mínimo necessário de 171 parlamentares para a abertura de CPI. Segundo informou Queiroz, entre os deputados que apoiam a iniciativa estão membros do PSDB, partido alvo das acusações do livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Júnior. O volume utiliza documentos que teriam sido da CPI do Banestado.

"É a primeira vez que a Câmara dos Deputados se mobiliza para atender uma exigência popular muito forte. Foi um movimento externo, de fora da Câmara, que contagiou a nós, deputados. É uma espécie de libelo acusatório contra diversas pessoas", afirmou Protógenes.

O livro acusa o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo FHC. Protógenes disse que não teme pressões para que deputados retirem as assinaturas até a análise do processo para a criação da CPI. O ex-delegado negou que a CPI possa ser utilizada em caráter eleitoral, já que a comissão pode funcionar em meio ao pleito municipal, no ano que vem. Ou que a investigação tenha o objetivo de fazer uma revisão das privatizações.

"Não queremos fazer um processo revisional nas privatizações brasileiras. Mas todos os atores envolvidos relacionados no conteúdo do livro merecem prestar esclarecimentos na CPI", afirmou.

O presidente da Câmara explicou que as assinaturas serão conferidas pela Secretaria-Geral da Mesa no início de 2012 e, se o pedido cumprir todas as exigências regimentais, a CPI será criada. Maia também afirmou que "essa é uma CPI explosiva com contornos muito claros de debate político". "Temos o intento de esclarecer os fatos e dar o contraditório aos acusados pelo livro", disse.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), não acredita que a CPI será, de fato, instalada. "É a tentativa de voltar no passado para acobertar os escândalos do presente. É uma CPI que tem um fato determinado que já foi objeto de investigação na CPI do Banestado. Portanto, não tem procedência", argumentou.

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