PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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domingo, fevereiro 12, 2012

A HORA DO ''ÂNGELUS'' [In:] Êxodo, 23: 7

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Conexão da Semana:

A Verdade


A porção da Torá desta semana aborda uma série de leis, complementares aos dez mandamentos, que são transmitidas pelo Eterno à Moisés. A leitura literal de todas estas leis certamente cairia em muitas contradições. Por isso precisamos revelar cada código oculto por trás do texto aparente.

Entre as diversas sentenças proferidas pelo Eterno, destacamos uma em especial: “Da palavra falsa afasta-te”. Esta pequena frase nos ensina que o caminho espiritual busca a verdade, muito mais do que qualquer milagre. Mas para atingirmos esta dimensão da verdade precisamos abandonar a mentira. E o que seria a mentira?

A mentira é o defeito que vemos nos outros. É a ilusão de que deveríamos ser mais bonitos, mais ricos, mais inteligentes, mais bem sucedidos. A mentira é uma vida regida pelo ego, sempre pronta à desmoronar.

Nesta semana nos afastamos dela. Fazemos isto silenciando, respirando, focando no presente. Assim é possivel estar em contato com a verdadeira força, que preenche, trazendo paz e felicidade.

Shalom!



[ ]s Ian Mecler.



Mini-Aula:http://www.youtube.com/watch?v=DQoqEDjDolM.

www.portaldacabala.com.br
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sexta-feira, fevereiro 10, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] BAHIA DE QUASE-TODOS OS ''DEUSES''

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GREVES E GOVERNOS [In:] ONTEM E ''HOJE''

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Dilma critica anistia que ela própria sancionou.


‘Se você anistiar, vira um país sem regras’
Autor(es): Letícia Lins
O Globo - 10/02/2012

Dilma diz que há formas legítimas de reivindicar, mas que situações incompatíveis com a democracia são inaceitáveis


PARNAMIRIM (PE). A presidente Dilma Rousseff condenou ontem os rumos da greve deflagrada por policiais militares da Bahia, e advertiu que não se pode confundir reivindicações legítimas de uma democracia com o clima de desordem instaurado naquele estado. Ela ressaltou que conceder anistia para os líderes do movimento é levar o Brasil ao risco de se transformar em um "país sem regras".
Dilma fez os comentários durante visita a Parnamirim, em Pernambuco, onde passou a manhã da quinta-feira inspecionando a Transnordestina, ferrovia que vem sendo construída dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Ela conversou com a imprensa depois de chegar ao canteiro de obras no município sertanejo, a 513 quilômetros de Recife.


— O Brasil tem hoje uma visão de garantia da lei e da ordem muito moderna. Nós não consideramos que seja correto instaurar o pânico, o medo, criar situações que não são aquelas compatíveis com a democracia.
Numa democracia, sempre tem que se considerar legítimas as reivindicações.
Mas há formas de reivindicar.
E não considero que o aumento de homicídios nas ruas, a queima de ônibus, entrada em ônibus encapuzados seja uma forma correta de conduzir o movimento — advertiu.


E revelou seu espanto com cenas e gravações que viu no "Jornal Nacional" anteontem, com PMs grevistas incitando atos de vandalismo e articulando paralisações em outros estados.
— Fiquei estarrecida ontem (quarta-feira). Eu estava em Juazeiro (no Ceará), quando vi gravações divulgadas por uma televisão, no caso a TV Globo, sobre o fato de que há outros interesses envolvendo a paralisação.
Isso não é correto.
E avisou: — O governo federal prontamente vai agir no suporte e em apoio aos governadores, sempre que eles peçam. Nós não podemos entrar em nenhum desses processos sem a solicitação dos governos. Ocorreu em todos os casos, no Maranhão, no Ceará, na Bahia. Teremos presença garantida do governo em todas essas questões.
Aguardo com muita expectativa o desenrolar de todos os acontecimentos, pois acho que estamos em um momento especial do Brasil. E é importante, mais uma vez, que a democracia, que as formas democráticas de solução desse tipo de conflito sejam aquelas que de fato vão estar em vigor, que sejam implementadas.
Dilma repudiou as solicitações de anistia para os envolvidos no movimento, já que greve de militares é proibida pela Constituição. E propôs medidas duras: — Não é possível esse tipo de prática. Vai chegar um momento em que vão anistiar antes de o processo grevista começar. E não concordo com isso. Por reivindicações, as pessoas não têm que ser presas nem condenadas.
Agora, por atos ilícitos, crimes contra o patrimônio, contra as pessoas e contra a ordem pública, elas não podem ser anistiadas.
Se você anistiar, aí vira um país sem regras.
A presidente ratificou: — Eu repito. Acho que você tem que respeitar democraticamente os movimentos, suas reivindicações. Mas não concordo, em alguns casos, de maneira alguma, com o processo de anistia, que parece sancionar o ferimento da legalidade.
Não concordo e não vou concordar.

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PRIVATIZAÇÕES [In:] ''QUEM NÃO É O MAIOR TEM QUE SER O MELHOR'' *

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Petistas dizem que privatizam melhor que os tucanos



Lula reduziu, mas não encerrou leilões
O Estado de S. Paulo - 10/02/2012

A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília não é exatamente uma ruptura com a linha administrativa adotada pelos governos do PT, mostra levantamento feito pelo economista Felipe Salto, da Consultoria Tendências. Nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, as receitas de privatizações e concessões somaram R$ 15,8 bilhões, metade do amealhado no governo de Fernando Henrique Cardoso, que foi R$ 31,45 bilhões.

Esses valores não consideram a inflação. Colocados em pé de igualdade, tendo como referência dezembro de 1997, as privatizações do governo tucano somaram R$ 28,3 bilhões ante R$ 8,2 bilhões das de Lula.

Dilma conseguiu, só no primeiro leilão, R$ 24,5 bilhões. "Embora o ápice das privatizações e concessões tenha ocorrido no governo FHC, elas continuaram acontecendo no governo Lula. Então talvez não seja ruptura, e sim continuidade, estimulada por questões externas, como a Copa e a Olimpíada, que levam o governo a buscar meios de aumentar os investimentos", analisou o economista.

O levantamento mostra que Lula não deixou de obter receitas com concessões em nenhum ano. O maior volume foi recolhido em 2008: R$ 6,1 bilhões. Em seu primeiro ano de governo, Dilma registrou o ingresso de R$ 3,9 bilhões em recursos de receitas da concessão.

Salto acredita que os concessionários dos novos aeroportos poderão antecipar pagamentos ao Tesouro porque o edital prevê que o BNDES poderá financiar até 80% do empreendimento. O financiamento pesado abre espaço para que as empresas negociem descontos para pagamento antecipado. "Isso é uma forma de impactar pesadamente o caixa do Tesouro", observou. Num ano em que o Executivo encontra dificuldades para fechar as contas, essa manobra pode ajudar.

Essa hipótese foi levantada também por Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção Tullet Prebon. Ele lembrou que o governo FHC recebeu antecipadamente, em 1999, receitas da venda da Telebrás, ocorrida um ano antes. O dinheiro serviu para melhorar o resultado das contas públicas num ano de recessão.

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(*) ''Jingle'' de um posto de combustíveis, nos anos 60.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

Sinopses anteriores:

10 de fevereiro de 2012

O Globo


Manchete: PMs desocupam Assembleia, mas mantém grave na Bahia

Quatro líderes são presos, além de soldado que incitou a invasão

Depois de ocupar a Assembleia Legislativa durante a greve que já dura dez dias e diante da iminente invasão do prédio por soldados das Forças Armadas, policiais militares baianos em greve desocuparam ontem o local. Horas mais tarde, porém, os grevistas decidiram manter a paralisação iniciada no último dia 31. Para sair da Assembleia, líderes grevistas negociaram a rendição, e quatro deles foram presos por homens da Polícia Federal e do Exército. Dos 12 mandados de prisão, outros dois já tinham sido cumpridos. Também uma soldado que negociava a invasão do Batalhão de Guarda da PM foi presa. No prédio da Assembleia, policiais federais encontraram lixo, colchões, travesseiros e restos de comida. (Págs. 1, 3 a 13 e editorial "Não há alternativa à aplicação da lei")

E no Rio, ameaça parar, mesmo obtendo aumento

Policiais civis, militares e bombeiros do Rio também ameaçam entrar em greve por melhorias salariais. A Assembleia Legislativa do Rio aprovou ontem projeto que trata do reajuste salarial para as forças policiais do estado, com antecipação de um reajuste e novo aumento em 2014, entre outros benefícios. (Págs. 1 e 3)

Dilma critica anistia que ela própria sancionou. (Págs. 1 e 11)

Pane em trem e quebra-quebra

Policiais entram em choque com passageiros na Central

Um defeito no freio que fez um trem enguiçar no ramal de Japeri gerou uma onda de revolta dos passageiros e quebra-quebra em quatro estações. Na Central, houve confronto com policiais, que usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha, spray de pimenta e cassetetes para conter os manifestantes. Em Madureira, catracas foram quebradas; e em Deodoro, painéis foram destruídos. O secretário de Transportes, Julio Lopes, criticou o comportamento dos usuários. (Págs. 1 e 16)

Revoltas nos países árabes, iniciadas há pouco mais de um ano, já são tema de 15 filmes no Festival de Berlim (Págs. 1 e Segundo Caderno)


Juiz que prendeu Pinochet é condenado

Num julgamento que polarizou espanhóis, o juiz Baltasar Garzón foi condenado à perda, durante 11 anos, do direito de exercer suas funções como magistrado, por ter ordenado escutas ilegais num caso de corrupção. Ironicamente, o juiz, que ganhou projeção internacional pela prisão do ex-ditador Augusto Pinochet, foi acusado pelo Tribunal Supremo de usar práticas de regimes totalitários. (Págs. 1 e 35)

Lei Maria da Penha: Supremo facilita denúncia

Por 10 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que qualquer pessoa, e não só a mulher vítima de violência doméstica, como é atualmente, poderá denunciar o agressor à polícia. (Págs. 1 e 15)

Lucro da Petrobras cai à metade

O aumento de custos na exploração do petróleo e com pessoal fizeram com que a Petrobras tivesse queda de 52,3% no lucro do último trimestre de 2011, para R$ 5 bi. No ano, ficou 5% menor. (Págs. 1, 27 e 28)

Fontes alternativas de energia ainda longe da eficiência (Págs. 1 e 38)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Policiais do Rio param, e Exército pode ir às ruas

Na Bahia, PMs deixam Assembleia, mas mantém greve; Dilma é contra anistia a suspeitos de crime

Policiais militares, civis e bombeiros do Rio decidiram, às 23h22, repetir o movimento da PM da Bahia e decretaram greve no Estado.

A decisão, tomada por cerca de 2.000 pessoas na Cinelândia, no centro da capital ocorre uma semana antes do Carnaval. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Lei Maria da Penha valerá sem queixa de vítima, diz STF

Por 10 votos a 1, o STF decidiu que a abertura de ação criminal, com base na Lei Maria da Penha, contra homens que agridem mulheres não depende mais da queixa formal das vítimas.

Diante da denúncia, o processo será mantido mesmo que a mulher desista de acusar o agressor. (Págs. 1 e Cotidiano C6)


Marta compara aliança em SP com Kassab a pesadelo

Marta Suplicy condicionou o apoio a Fernando Haddad na eleição paulistana ao desfecho de negociação com o PSD. Ao comparar a aliança a um pesadelo, disse temer acordar de mãos dadas com Kassab. (Págs. 1 e Poder A4)


'Nada acontece em Brasília', reclama o deputado Romário (Págs. 1 e Poder A10)


L.C Mendonça de Barros

Por anos, o PT demonizou as privatizações. (Págs. 1 e Mercado B10)


Eliane Cantanhêde

Categoria armada não confronta impunemente o poder civil. (Págs. 1 e Opinião A2)

Anúncio de novos cortes na Grécia não satisfaz Europa

A Grécia anunciou medidas de austeridade, como a redução de 22% no salário mínimo, mas autoridades europeias consideraram os cortes insuficientes. O desemprego atingiu o recorde de 20,9%. Greves estão marcadas para hoje. (Págs. 1 e Mundo A11)


EUA vão compensar 2 milhões afetados por bolha em 2007

O governo dos EUA fechou acordo de US$ 26 bilhões com bancos para compensar prejuízos causados pelo estouro da bolha na habitação, em 2007. Dois milhões de mutuários endividados ou despejados devem ser beneficiados. (Págs. 1 e Mundo A12)


Editoriais

Leia "Fragilidade na balança", sobre déficit comercial em janeiro e dependência brasileira; e "Zelo autoritário", acerca de ação contra microblog. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: 'Estarrecida' Dilma diz ser contra anistia a PMs em greve

Presidente reage à articulação de policiais da Bahia para cometer vandalismo; paralisação é mantida

Após a divulgação de escutas que mostram líderes da greve da Polícia Militar da Bahia planejando atos de vandalismo, a presidente Dilma Rousseff afirmou estar “estarrecida" e se mostrou contrária a perdão aos amotinados. “Se anistiar, aí vira um país sem regras", disse. Ela condenou que “se instaure o pânico, o medo" e se crie “situações incompatíveis com a democracia". Pela manhã, os grevistas desocuparam o prédio da Assembleia. Após negociação durante o dia, a categoria decidiu manter a paralisação. Com a prisão dos líderes, a governo acredita que haverá desmobilização do movimento grevista. Se condenados, os líderes podem pegar até 14 anos de prisão. (Págs. 1 e Cidades C1, C3 e C4)

Foto-legenda: Desocupação

Policiais militares em greve deixam a Assembleia Legislativa da Bahia, após dez dias; clima em Salvador era de crítica ao movimento.

Ação no Rio perde força

A suspeita de que há motivação político-eleitoral por trás do movimento para deflagrar greve de policiais militares no Rio de Janeiro, revelada em escutas telefônicas enfraqueceu a mobilização. (Págs. 1 e Cidades C4)

Dora Kramer
Pesos e medidas

Ou bem o governo mantém o rugido com que entrou na greve ou sai dela aos miados. (Págs. 1 e Nacional A8)




Carnaval

Maranhão paga R$ 1,5 milhão para ser tema da Beija-Flor. (Págs. 1 e Cidades C6)

Petistas dizem que privatizam melhor que os tucanos

Versão preliminar de resolução apresentada ontem ao Diretório Nacional do PT reage às declarações do ex-presidente FHC segundo as quais o leilão dos aeroportos "desmistificou o demônio privatista". “Não é verdade que acabou a disputa ideológica sobre as privatizações", diz o texto. O partido ressalta para a militância as supostas diferenças: “Antes, as empresas eram torradas na bacia das almas a preços de compadre. Agora, os ganhos são aplicados no desenvolvimento do País." (Págs. 1 e Nacional A4)

Controle da mídia, de novo

O rascunho de resolução do PT retoma a defesa do controle da mídia. O partido fala em fazer "campanha pela democratização dos meios de comunicação de massa". (Págs. 1 e Nacional A4)

Marta rejeita 'mãos dadas com Kassab'

A senadora Marta Suplicy não disfarçou o mal-estar com a possibilidade de aliança entre Fernando Haddad (PT) e o PSD de Gilberto Kassab. "Preciso ser muito cuidadosa, porque senão corro o risco de acordar num palanque de mãos dadas com Kassab." (Págs. 1 e Nacional A8)


Grécia aprova novos cortes para obter ajuda

Como exigido pelos credores internacionais, as líderes políticos em Atenas chegaram a acordo sabre um novo pacote de austeridade na esperança de desbloquear um resgate internacional de € 130 bilhões, após sete meses de negociações. A iniciativa deve evitar um calote grego desordenado. Mas a acordo ainda não foi suficiente para que a União Europeia e o FMI dessem sinal verde para o pacote de ajuda. (Págs. 1 e Economia B1)


Frio acirra disputa por energia na Europa (Págs. 1 e Internacional A13)


Mata Atlântica tem taxa zero de desmate (Págs. 1 e Vida A16)


Termina carreira de juiz que prendeu ditadores

Por ter ordenado escutas em processo sabre corrupção, a Corte da Espanha proibiu Baltasar Garzón de atuar como juiz por 11 anos. Ele ganhou fama por ter aberto processos contra ditadores. (Págs. 1 e Internacional A12)


Celso Ming

Maldades para os gegos

Para garantir a liberação de um pacote de alívio, a população grega vai ter de carregar um enorme saco de maldades. (Págs. 1 e Economia B2)


Notas & Informações

Por onde andava a presidente?

No Cariri, a “gerentona" não teve como disfarçar a verdade ocultada pela propaganda enganosa. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Tolerância zero para quem bate em mulher

STF confirma a constitucionalidade da Lei Maria da Penha e garante ao Ministério Público o poder de abrir processos mesmo que as vítimas retirem a queixa na polícia ou se neguem a representar na Justiça contra os agressores. (Págs. 1 e 9)

Dilma exige linha dura contra PMs conspiradores

Presidente considera uma afronta à democracia as atos de policiais para instaurar pânico na população

Pouco depois da prisão de dois líderes do movimento grevista em Salvador, a presidente Dilma Rousseff determinou punição exemplar aos militares que cometem ilegalidades. “Crimes contra as pessoas e crimes contra a ordem pública não podem ser anistiados.” Ontem à noite, policiais militares decidiram manter a paralisação. (Págs. 1, 2 e 3)

Concurso: Vagas no STJ e na Liquigás

Subsidiária da Petrobras abre quase mil empregos em todo o país. Já o tribunal seleciona para 28 cargos no DF. (Págs. 1 e 11)


Chagas: Falta o Estado reagir

Para especialistas, ações coordenadas de todas as esferas do governo podem erradicar o mal e auxiliar os doentes. (Págs. 1 e 7)

Os recados do novo chefe da polícia

Terceiro diretor da Polícia Civil do DF em pouco mais de um ano, Jorge Luiz Xavier assume o cargo com o desafio de acabar com a crise que paralisa a instituição. Em tom conciliador, ele garantiu que não haverá mudanças radicais. E mandou um aviso aos distritais: não pretende aceitar interferências políticas. (Págs. 1 e 23)

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Valor Econômico


Manchete: União renovará concessões de energia com tarifa menor

O governo está praticamente decidido a prorrogar por um período de 30 anos as concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015, faltando apenas o aval da presidente Dilma Rousseff. Haverá a exigência de desconto nas tarifas. A possibilidade de nova licitação dos ativos foi descartada. Dilma pretende resolver o assunto ainda neste semestre.

Diferentemente do esperado, a solução para as concessões não virá por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nem por Medida Provisória (MP), mas por projeto de lei com regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem necessidade de validação imediata da prorrogação, o que justificaria a edição de uma MP. (Págs. 1 e A5)

JBS dá força à Vigor, que volta à bolsa

Três anos depois de se retirar da bolsa, a Vigor está de volta ao mercado. A JBS vai abrir o capital da empresa. Documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários também inclui pedido para a realização de oferta pública voluntária a todos os acionistas da JBS para a aquisição de ações ordinárias de emissão da própria companhia, "mediante a permuta por ações de emissão de sua subsidiária integral Vigor Alimentos".

Nos planos da JBS, uma atuação forte no mercado de leite era estratégica. A Vigor já tinha como meta em 2011 mais que triplicar sua receita até 2015, de esperados R$ 1,5 bilhão para R$ 5 bilhões. (Págs. 1 e D3)

EUA perto da independência energética

Os EUA estão mais próximos que nunca de atingir a autossuficiência energética. O país persegue a meta desde que o embargo árabe do petróleo, em 1973, desencadeou uma recessão e levou à formação de filas nos postos de gasolina. Hoje, a produção doméstica de petróleo é a maior em oito anos. O país reverteu um declínio na independência energética que já durava duas décadas e nos últimos seis anos aumentou a parcela da demanda atendida por fontes domésticas para 81% nos dez primeiros meses de 2011, o maior nível desde 1992, segundo dados compilados pela Bloomberg no Departamento de Energia. (Págs. 1 e A14)

Foto-legenda: Corrida contra o tempo

A Invepar, que assume a gestão do aeroporto de Guarulhos em setembro, pretende transformar as receitas não tarifárias na principal fonte de renda do negócio. O foco inicial será um prédio de estacionamento para 15 mil carros, diz o presidente da empresa, Gustavo Rocha.(Págs. 1 e B8)

STJ veda saque de depósito judicial à Oi

Disputa entre a Telemar (atual Oi) e o Estado de Minas Gerais chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) criando um precedente perigoso para empresas com contenciosos tributários. A operadora venceu processo para não pagar ICMS sobre a instalação de telefones. O próprio STJ decidiu que a cobrança é ilegal. Durante mais de dez anos, a empresa depositou o valor do imposto em juízo. O governo mineiro se apropriou do depósito (cerca de R$ 150 milhões) e agora tenta evitar que a Telemar o recupere. O argumento é que os custos do ICMS foram repassados ao consumidor, assim a quantia não seria da empresa. (Págs. 1 e E1)

Selic em queda reduz margem dos bancos

Os ganhos com operações que envolvam juros ficarão sob pressão neste ano com as reduções sucessivas da taxa básica, a Selic, que tende a chegar a um dígito, preveem os bancos. Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Santander já alertaram que não passarão incólumes ao chamado "cenário Dilma".

A queda dos juros afeta o balanço dos bancos principalmente pelo lado da gestão de seus recursos. Títulos com rentabilidade prefixada, por exemplo, levam o banco a registrar um ganho. Por outro lado, ativos que são remunerados pela Selic - e que, em geral, são a maior parte - perdem com a redução da taxa. (Págs. 1 e C1)

BC acena com mais regulação e menos juros

Novos sinais emitidos pelo Banco Central levaram os mercados a uma reviravolta nas avaliações nos últimos dias. O mais incisivo indício de mudança de "paradigma" da política monetária consta da apresentação feita pelo diretor do BC, Luiz Awazu Pereira, no sábado, em Comandatuba (BA). Ele alertou que a experiência de 2011, quando o BC usou a combinação de medidas macroprudenciais e juros para buscar a estabilidade econômica e financeira, foi muito bem-sucedida e veio para ficar.

A "caixa de ferramentas" do BC se mostrou mais poderosa do que ele próprio imaginava e mais célere do que os juros para esfriar a demanda e conter a inflação. Mirando esse raio de ação ampliado e já testado, Pereira reiterou o compromisso do BC com o centro da meta de inflação de 4,5% para o fim deste ano - que o mercado considera inalcançável. (Págs. 1 e A2)

Delfim, aquele que foi capaz de se reinventar

Conselheiro dos governos da era PT, Antônio Delfim Netto não se sente constrangido por ter sido ministro de presidentes-generais. "Tinha uma divisão absolutamente total entre política e economia. Fiz minha tarefa de economista", disse durante almoço, "À Mesa com o Valor". Delfim falou com entusiasmo sobre sua época no governo, a democracia, os tempos de estudante na USP, religiosidade, a origem do homem e seu papel social. Para economistas, observou, é fundamental entender que o ser humano é muito mais complexo do que os modelos que usam.

Delfim mantém-se ativo, aos 84 anos, como consultor, palestrante, articulista. Discretíssimo na vida pessoal, escondeu os 18 dias em coma e outros 60 que passou internado no Incor, com embolia pulmonar e problemas cardíacos. Enquanto saboreava uma truta com espinafre, recordou de quando desembarcou com um grupo de ex-alunos (os "Delfim boys") no Rio, em 1967, para assumir a Fazenda. Diziam: "Chegou esse gordo, italiano e vesgo. Vamos matá-lo em seis meses, tá certo?" (Págs. 1 e Eu& Fim de Semana)

Reservas argentinas de petróleo e gás de xisto podem equivaler a meio pré-sal (Págs. 1 e A11)


Morre Abraham Kasinski, pioneiro da indústria de autopeças (Págs. 1 e B8)


Mergulho do superávit comercial

O governo trabalha com um saldo comercial entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões neste ano, muito inferior aos US$ 29,8 bilhões de 2011. Se confirmado, será o menor superávit desde 2001. (Págs. 1 e A2)


Valec busca fornecedor de trilhos

A Valec prepara concorrência internacional para adquirir 1,3 mil quilômetros de trilhos para o trecho da Norte-Sul entre Ouro Verde (GO) e Estrela d'Oeste (SP). O contrato deve se aproximar de R$ 200 milhões. (Págs. 1 e B1)


Wikipedia quer atrair brasileiros

A Wikimedia Foundation, organização responsável pela Wikipedia, planeja abrir escritório no Brasil ainda neste semestre. “Os brasileiros ainda colaboram pouco com a edição de conteúdos e vamos buscar parcerias com universidades, museus e outras instituições”, diz Kul Wadhwa. (Págs. 1 e B3)


Ensino a distância quer nova imagem

Até o fim da década, o número de alunos matriculados em cursos regulares a distância deve superar 3 milhões de pessoas. O negócio está em expansão acelerada, mas ainda enfrenta preconceitos. (Págs. 1 e B4)


Cenário crítico nos aeroportos

Estudo do Ipea mostra que dos 20 maiores aeroportos do país, 17 estão com a capacidade comprometida. Considerando-se apenas os 13 principais para a Copa, só três — Salvador, Porto Alegre e Manaus — dispõem de capacidade razoavelmente adequada. (Págs. 1 e B8)


Seca leva produtores ao Proagro

As comunicações de perdas ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) do governo federal deverão encerrar a safra 2011/2012 com o dobro de pedidos de ressarcimento em relação ao ciclo anterior. (Págs. 1 e B12)



Bolsa Verde negocia com Bovespa

A Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio), que espera negociar seus primeiros contratos de crédito de carbono durante a Rio+20, em junho, discute parceria com a BM&FBovespa. (Págs. 1 e C8)


IPOs voltam para a gaveta

As duas empresas que tentaram uma oferta inicial de ações neste início de ano — a prestadora de serviços na área de petróleo Seabras e a holding de turismo Brasil Travel — tiveram que adiar as operações diante da resistência dos investidores. (Págs. 1 e D1)

Ideias

Maria Cristina Fernandes

As privatizações do PT preservaram uma fatia maior com o Estado, o que, por si só, não lhes garante selo de qualidade. (Págs. 1 e A6)


Ideias

Samuel Pessoa

O Brasil terá de encontrar formas de crescer sem grandes elevações da poupança doméstica. (Págs. 1 e A11)

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quinta-feira, fevereiro 09, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] "VOCÊ É 'SIM', E NUNCA MEU 'NÃO'..." *

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(*) FOGO E PAIXÃO (Wando).
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ELEIÇÕES 2012/PT [In:] ''NO NOVO TEMPO..." II

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PT CEDE UM ESPAÇO INÉDITO NA DISPUTA DIRETA POR CAPITAIS

PT FAZ CONCESSÕES INÉDITAS NAS CAPITAIS

Valor Econômico - 09/02/2012

Os petistas poderão deixar de concorrer diretamente às prefeituras das capitais neste ano como jamais fizeram. Nas últimas quatro eleições, o PT lançou entre 19 e 23 candidaturas próprias. Agora, em quase metade das 26 capitais o partido discute a possibilidade de coligação. Os motivos para a concessão são os mais variados: desde a tendência ao governismo (como em Teresina), passando pela prioridade à eleição em 2014 para governador (Curitiba), o cuidado para não abalar a aliança com o PMDB (Rio de Janeiro) e até a falta de musculatura do partido na região (Manaus)


Os petistas poderão ceder a cabeça de chapa nas capitais neste ano como jamais fizeram. Nas últimas quatro eleições, o PT lançou entre 19 e 23 candidaturas próprias (média de 20,2). No momento, em quase metade das 26 capitais o partido discute a possibilidade de coligação. Em 12 cidades, a legenda realizará o chamado encontro de tática eleitoral, passo que antecede o apoio a candidatos de outras siglas.

Os motivos para a concessão são os mais variados: desde a tendência ao governismo (como em Teresina), passando pela prioridade à eleição em 2014 para governador (Curitiba), pelo cuidado para não abalar a aliança com o PMDB (Rio de Janeiro) até a falta de musculatura do partido na região (Manaus).

Secretário nacional de organização do PT, Paulo Frateschi afirma que pelo menos nos dois primeiros casos a legenda tem condições de lançar nome competitivo, mas está pendendo para a aliança.

Em Teresina, há a deputada estadual Rejane Dias, mulher do senador e ex-governador Wellington Dias, mas a maioria do partido, que tem cargos na prefeitura, prefere apoiar a reeleição de Elmano Férrer (PTB).

Em Curitiba, a situação chama mais atenção, pois o beneficiado em questão é o ex-tucano e ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que foi um dos algozes do PT no Congresso durante o escândalo do mensalão, em 2005. O apoio não agrada parte da direção nacional, mas a legenda no Estado é controlada por dois ministros fortes do governo Dilma Rousseff: o casal Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicações). O PT paranaense tem como opções os deputados federais Angelo Vanhoni e Dr. Rosinha para concorrer à prefeitura de Curitiba. Porém, está preferindo ceder em troca de apoio à candidatura de Gleisi ao governo estadual, em 2014. Se confirmado, será a primeira vez, em oito eleições municipais desde 1985, que os petistas não disputarão a capital com nome próprio.

O mesmo ineditismo ocorre no Rio de Janeiro. Neste caso, há uma situação inversa. A seção regional do partido debate intensamente romper o pacto, ao reclamar da falta de reciprocidade em cidades do interior, mas a direção nacional é que faz questão da aliança, pois um conflito poderia comprometer a relação do PMDB com o governo Dilma.

O cenário de muitas alianças nas quais não estará na cabeça de chapa tem um efeito imediato: o PT dará prioridade absoluta para as vitórias em São Paulo e Porto Alegre, únicas capitais de peso das regiões Sudeste e Sul onde a legenda tende a concorrer.

Os petistas jogarão toda sua força para eleger o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, em São Paulo. Capital mais cobiçada por ser a maior cidade do país, a prefeitura paulistana receberá atenção máxima porque também é estratégico para o PT conquistar ao menos uma capital na região Sudeste.

É grande a probabilidade de o partido não ter candidatos no Rio e em Belo Horizonte, onde faz parte do governo de Márcio Lacerda (PSB), que tenta a reeleição. Em Vitória, a ex-ministra Iriny Lopes saiu da Secretaria de Políticas para as Mulheres, mas pode perder sustentação e ter sua candidatura "cristianizada", caso o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) dispute. O prefeito João Coser (PT), embora tenha dito que seguirá o partido, já deu declarações favoráveis a Hartung, seu aliado.

No Sul, além do apoio a Fruet, em Curitiba, o partido tende a sustentar a candidatura da deputada estadual Angela Albino (PCdoB) em Florianópolis - nas sete eleições na capital, desde 1985, o PT só se coligou em 1992, única vez em que se saiu vitorioso.

Com isso, Porto Alegre concentrará as forças do partido na região. O escolhido para concorrer na capital gaúcha é o deputado estadual Adão Villaverde.

Em Manaus, o principal motivo para abdicar de candidatura própria é a pouca força do partido no Estado. Isso tem levado o apoio a nomes mais competitivos. Embora haja pré-candidatos da sigla, como o deputado federal Francisco Praciano, o PT divide-se entre uma coligação com o senador Eduardo Braga (PMDB), com o prefeito Amazonino Mendes (PDT) - com ambos, caso Braga apoie Amazonino - ou ainda com um nome do governador, já que petistas fazem parte da administração de Omar Aziz (PSD).

Semelhante situação de dependência ocorre em Estados onde o PT tem o papel de coadjuvante, como a Paraíba.

"Se você tem duas ou três secretarias [no governo], é muito difícil dizer: "Quero ter candidato". A resposta vai ser: "Então teria que ter saído antes..."", diz Paulo Frateschi.

O secretário nacional de organização do PT afirma que a largada para a eleição deste ano foi marcada por declarações de partidos da base - como PSB, PMDB e PCdoB - nas quais eles anunciaram a intenção de lançar o máximo de candidatos. Foi um recado ou pedido, considera Frateschi, como se dissessem para o PT "pegar leve".

O aviso teria dado resultado e se reflete na maior flexibilidade do partido em se ceder na composição das alianças. Ajuda a não haver tanta pressão das siglas aliadas sobre a direção nacional para que haja trocas, embora a previsão é que esses pedidos de mudança tendam a ocorrer.

"Queremos continuar a aliança, mas não podemos nos enfraquecer. Nesta eleição, ele [o aliado] não está em condições de me cobrar muito", diz Frateschi, referindo-se à baixa probabilidade de um atrito nas capitais abalar a relação entre o governo federal e as legendas que lhe dão sustentação.

"É mais fácil o Dnocs mexer [na relação com a base] do que [a candidatura] do Chalita em São Paulo. O PMDB foi o primeiro a lançar, tem direito", diz Frateschi.

No fim de janeiro, a exoneração do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs), Elias Fernandes Neto, causou reação exacerbada de seu padrinho, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Já o deputado federal Gabriel Chalita deve ser o candidato dos pemedebistas na capital paulista, apesar da sondagem do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele desista em favor de uma coligação na chapa de Fernando Haddad.

O PT evita divulgar a meta de quantos prefeitos pretende eleger em outubro. Em 2008, foram 560, um aumento de 200% em relação aos 187 conquistados em 2000. A legenda tem crescido nas cidades pequenas e médias, mas acompanha com maior atenção o grupo de 118 municípios com mais de 150 mil eleitores (à exceção de Palmas, com 140.245), considerados centros formadores de opinião, por terem emissoras de TV, campi universitários e serem origem de grandes lideranças.

Nestes municípios, Frateschi afirma que a situação (candidatura própria ou apoio) já está definida em 70. Em 24 haverá prévias ou encontro de delegados (mecanismo de decisão com colegiado menor, para evitar a prévia) e em outros 24 os diretórios realizarão os encontros de tática.

As capitais que estão com maior dificuldade em decidir são Belo Horizonte (onde o vice-prefeito do PT, Roberto Carvalho, rompeu e quer concorrer contra a reeleição de Márcio Lacerda), Recife (há um racha interno entre criador e criatura, o ex-prefeito João Paulo e o atual, João da Costa) e Fortaleza (que tem seis pré-candidatos e reflete a falta de um nome forte que fosse preparado em oito anos pela prefeita Luizianne Lins).

GOVERNO DILMA/pac2 [In:] ''100'' imPACto

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Dilma cancela visita a obra parada

Planalto aborta visita de Dilma a obra da Transnordestina ao constatar abandono

Autor(es): Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 09/02/2012

Reportagem do "Estado" flagrou na estrada de Missão Velha, no Ceará, caminhão que transportava as grades utilizadas para palanque; região também é marcada pela paralisia do projeto


MISSÃO VELHA (CEARÁ) - Grades de proteção para afastar a multidão, toldos e um palanque foram desmontados às pressas na manhã de quarta-feira, 8, depois que a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem a Missão Velha, no sertão do Cariri, divisa do Ceará com Pernambuco, porque o palco da festa fora montado num trecho de obra paralisada da ferrovia Transnordestina. O Planalto abortou a escala da presidente no local para evitar constrangimentos, diante da constatação de abandono da obra.

O Estado percorreu alguns trechos da obra em Missão Velha, que seria visitada nesta quinta-feira, 9, por Dilma. As cenas relembram o abandono já constatado pela reportagem do jornal em dezembro, quando percorridos trechos da transposição do Rio São Francisco. Na quarta-feira, ao inspecionar obras do projeto no Nordeste, Dilma afirmou que quer "obras controladas".

Na ponte 01 de Missão Velha, que está sendo construída, apenas quatro empregados foram encontrados trabalhando no local, pouco antes das 10 horas da manhã, 24 horas antes da visita da presidente. O trecho é de responsabilidade da Odebrecht.

No meio do caminho da estrada de terra que liga Juazeiro do Norte a Missão Velha, a reportagem cruzou na quarta-feira com um caminhão que transportava as grades que seriam usadas na montagem do palanque da cerimônia com a presidente Dilma.

Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Ceará (Sintepav) no Cariri, Evandro Pinheiro, dos 813 funcionários que estavam empregados no início de dezembro, nos três trechos de obras da Transnordestina, restam hoje apenas 190.

Nas obras da transposição, no Ceará, a situação é ainda pior: dos 1.525 trabalhadores registrados em novembro restaram só 299 em Mauriti, município visitado por Dilma ontem.

"Nem se percebe que tem gente trabalhando aqui. Eles (os quatro trabalhadores) estão aqui para não dizerem que está tudo parado. Aqui tinha de ter ao menos 40 ou 50 pessoas", disse o presidente do Sintepav-CE, Raimundo Nonato Gomes. "Prova de paralisação é que nem tem mais vigia na obra e o refeitório foi desativado, como vocês podem ver", acrescentou ele.

Cícero Roberto Gomes Bezerra foi um dos demitidos pela Odebrecht em janeiro. "Não estou fazendo nada. É um desespero. Tenho muita preocupação com o futuro dos meus filhos. Já procurei trabalho em Pernambuco, Ceará e na Paraíba. As obras estão todas paradas. O jeito é tentar ir para São Paulo porque tenho três filhos para sustentar e não posso ficar aqui esperando eles voltarem, que ninguém sabe quando vai acontecer." Cícero foi demitido em janeiro. Antes, já havia sido dispensado de obra da transposição em Mauriti.

Reflexos. A cidade de Missão Velha já sente os reflexos dessas demissões nos trechos da Transnordestina. Cícero Antonio Gorgonha, dono da Mercearia e Casa de Frios Gorgonha, disse que o faturamento do restaurante caiu R$ 10 mil por mês com a diminuição do movimento. "Estão entregando as casas que alugaram e parando de comprar. Muita gente foi embora. É uma grande perda para o comércio que estava cheio de esperança com as obras", desabafou Gorgonha.

No Restaurante Tempero Mineiro, o movimento caiu 30%, segundo Demi, que não quis informar o sobrenome. Ele disse que em dezembro tinha 20 funcionários e já demitiu 6 deles.

Na quarta-feira, em Juazeiro, a presidente justificou porque cancelou a visita à área da Transnordestina: "Quero ver o maior trecho em andamento que é de Eliseu Resende até Salgueiro e de Salgueiro até Suape". O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que vários contratos da Transnordestina e da transposição serão rescindidos com empreiteiras para "não estourar os limites legais" de aditivos de 25% dos valores totais da obra.

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GOVERNO DILMA/PRIVATIZAÇÃO [In:] ''NO NOVO TEMPO, " *

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Privatização não é questão ideológica, diz FHC

Para FHC, Dilma "desmistifica demônio privatista"


Autor(es): GUSTAVO URIBE
O Estado de S. Paulo - 09/02/2012

Sem citar PT, tucano critica partido e diz que participação da iniciativa privada em serviços públicos não é "questão ideológica"


Enquanto líderes tucanos aproveitaram a concessão de três aeroportos à iniciativa privada para criticar o PT, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) citou o episódio para destacar que as privatizações não devem ser encaradas como "questão ideológica".

Em vídeo divulgado na internet, FHC ressaltou que a privatização dos aeroportos na atual gestão petista ajuda a "desmistificar" o que classificou de "demônio privatista", em referência indireta às críticas do PT ao PSDB durante o mandato dele e nas campanhas eleitorais. "Tudo isso são fantasmas que estão desaparecendo, porque o Brasil está mais maduro."

"A privatização não é uma questão ideológica, é questão que depende das circunstâncias, como aumentar a capacidade de gerenciar, aumentar a oferta de serviço", disse o ex-presidente.

FHC apontou semelhanças entre o modelo adotado pela presidente Dilma Rousseff e o que vigeu no governo tucano. "Quantas críticas eu ouvi porque o BNDES participava da privatização... E agora? Continua participando, e tem que participar", afirmou. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar os investimentos que as empresas concessionárias serão obrigadas a fazer nos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília.

Outra semelhança destacada foi a participação de fundos de pensão nas privatizações - como no governo tucano, entidades de previdência de empregados de estatais se associaram a grupos privados para participar da privatização dos aeroportos. "Os fundos de pensão são para isso, são para investir", disse FHC. "Não tem nada de negativo nisso."

Anteontem, o ex-governador de São Paulo José Serra ressaltou que a privatização dos aeroportos foi "satanizada" pelo PT durante a campanha presidencial de 2010 e ironizou o que considerou uma mudança de discurso do partido. "Sem explicar porque mudou tanto de ideia, o governo do PT deu uma volta de 180 graus e começou a concessão de aeroportos", escreveu ele na rede de microblogs Twitter. "Vocês podem imaginar o escândalo que o PT faria com uma privatização dessas nos aeroportos se não fosse ele o autor?"

"Enganaram o povo e nos desacreditaram", disse anteontem o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusando os petistas de cometer "fraude e estelionato eleitoral".

Área estratégica. Diante ofensiva tucana, a cúpula do PT preferiu evitar a polêmica. Líderes do partido argumentaram ontem que a aviação não é uma área estratégica para o País, como os setores de energia elétrica e telecomunicações, privatizados no governo FHC.

"Não estamos falando de um setor estratégico e não entregamos para a iniciativa privada o controle aéreo", disse o senador Humberto Costa (PE), um dos vice-presidentes do PT.

Para Costa, o leilão dos aeroportos é "muito diferente" da privatização das teles levado a cabo pelo PSDB. "Fizemos uma concessão porque é preciso agilidade para adequar a estrutura aeroportuária para a Copa de 2014", insistiu. "Lá na frente, o patrimônio volta para a União."

O ex-ministro José Dirceu, em seu blog, foi pela mesma linha: "Querem fazer crer que promovemos privatizações iguais às deles (dos tucanos)", protestou. "Nada a ver com aquele processo em que venderam nosso patrimônio público a preço de banana."

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(*) Ivan Lins.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

09 de fevereiro de 2012

O Globo


Manchete: Na Bahia, Exército corta luz, água e comida de grevistas

Gravação mostra PMs amotinados comandando atos de vandalismo

Depois de fracassada a tentativa de negociação e de o comandante da operação do cerco aos grevistas ter sido fotografado ganhando um bolo de aniversário de grevistas, o Exército endureceu ontem: reforçou a tropa que cerca a Assembleia, onde os PMs estão amotinados, suspendeu a entrega de comida e manteve cortadas a energia e a água. O clima ficou tenso durante todo o dia, com helicópteros dando rasantes sobre o prédio, e grevistas provocando os soldados, além de ameaçarem fechar uma das principais avenidas de Salvador. Gravações mostradas pelo "Jornal Nacional", da Rede Globo, mostram que, de dentro da Assembleia, onde está amotinado, um dos líderes do movimento, Marco Prisco, ordena atos de vandalismo, como o fechamento de uma estrada. Também revelaram um movimento articulado para espalhar o pânico e tentar forçar a aprovação da PEC-300, que cria piso nacional para policiais e bombeiros. As ruas da capital e pontos turísticos estão vazios. Mas a organização do carnaval e o governador Jaques Wagner garantiram que a festa será realizada no estado. (Págs. 1 e 3)

Ministros do STF e juristas são unânimes: PMs não tem direito de fazer greve (Págs. 1 e 4)

Planalto orienta governo da Bahia a não anistiar policiais grevistas (Págs. 1 e 3)

Blog do Noblat

O general que ganhou o bolo continua em Salvador, mas quem chefia a operação agora é o comandante militar do Nordeste. (Pág. 1)

Judiciário quer Previdência própria

Magistrados não aceitam ser incluídos no fundo previsto para todos os servidores públicos

As associações que representam os magistrados do país ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) se a categoria for incluída no Regime de Previdência Complementar do Servidor Público, em tramitação no Congresso. Em nota, três entidades - a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Juízes (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) afirmam que os juizes devem ter tratamento diferenciado. Segundo essas entidades, a previdência de magistrados tem que ser tratada em lei complementar, e não por lei ordinária, caso do projeto em tramitação. Um dos temores é que haja redução dos vencimentos dos juízes aposentados. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, arquivou a ação em que a Ajufe pedia reajuste de 4,8% no salário dos ministros da Corte. (Págs. 1, 3 e 12)

Juízes: punição só com maioria absoluta

O STF decidiu ontem que juízes só podem receber pena disciplinar se houver maioria absoluta de votos dos julgadores. Se isso não ocorrer, o magistrado não terá punição. (Págs. 1 e 11)

TJ de SP mantém extras milionários

O Tribunal de Justiça de SP decidiu manter os pagamentos milionários a desembargadores até analisar a defesa deles. Pelo menos cinco receberam de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão. (Págs. 1 e 10)

Foto legenda: O criador visita a criatura

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, visita as obras de reforma do Sambódromo. (Págs. 1 e 23)


PF indicia 22 no caso do banco de Silvio Santos

A Polícia Federal indiciou 22 do Banco PanAmericano, que pertencia ao Grupo Silvio Santos, por envolvimento na fraude de R$ 4,3 bilhões. Entre eles, estão o ex-presidente do banco Rafael Paladino e o ex-presidente do grupo Luiz Sandoval. A PF encontrou indícios de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e caixa dois. (Págs. 1 e 27)

Privatização: PT reage às críticas tucanas

O PT reagiu às provocações do PSDB sobre os aeroportos. Nas redes sociais e na internet, nomes como José Dirceu e Rui Falcão disseram que houve concessão e não venda. (Págs. 1, 29, Merval Pereira e Carlos A. Sardenberg)

Bombardeio mata bebês prematuros

Um episódio causou ultraje ontem na Síria: em Homs, epicentro da repressão, testemunhas relataram que um ataque provocou a queda de energia num hospital, matando 18 bebês prematuros. A informação foi desmentida pelo governo. (Págs. 1 e 35)

Ministério veta vídeo sobre Aids na internet

O Ministério da Saúde determinou ao Programa de Aids a retirada da internet de um vídeo com cenas de afeto entre dois homens. O filme seria exibido na TV e internet no carnaval. O ministro Alexandre Padilha negou a censura. (Págs. 1 e 14)


CGU: contratos irregulares com ONGs somam R$ 867 milhões (Págs. 1 e 12)


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Folha de S. Paulo


Manchete: PMs em greve na Bahia combinaram atos de vandalismo

Planos de grevistas foram flagrados em escuta telefônica; oficiais ameaçam se juntar a subordinados no movimento

Gravações divulgadas pelo "Jornal Nacional" mostram o líder da greve da PM baiana, o ex-policial Marco Prisco, combinando ato de vandalismo com outro grevista. O interlocutor de Prisco, diz que vai "queimar viatura" em rodovia. O líder responde: "Fecha a BR".

Prisco afirmou que a conversa é uma montagem e que o objetivo era "lotar" a estrada com manifestantes. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Painel

Nos bastidores, Jaques Wagner atua para libertar líderes. (Págs. 1 e A4)

'Não é greve, é um motim', afirma presidente do TST (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Foto-legenda: Em frente à Assembleia, PMs exibem faixa que põe em dúvida a realização do carnaval...

Foto-legenda:...enquanto em outro bairro operários montam camarotes

PF indicia 22 por suspeita de fraude no PanAmericano

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre as fraudes contábeis no PanAmericano, cujo rombo chegou a R$ 4,3 bilhões.

Foram indiciadas 22 pessoas, entre as quais, Luiz Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, sob suspeita de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, entre outros crimes. (Págs. 1 e Mercado B5)

Bancos retiram portas giratórias de suas agências

Itaú e Bradesco começaram a retirar das agências as portas com detectores de metal. Houve queda de roubos, mas a medida, a ser adotada por outros bancos, foi motivada por ações judiciais movidas por clientes, segundo a Folha apurou.

O sindicato dos bancários afirma temer volta de casos de violência. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Foto-legenda: Entrada de agência do Itaú, no centro de São Paulo, sem a porta com detector de metal

TJ paulista barra punição a juízes que furaram fila de pagamentos

Por 15 votos a 9, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo barraram a suspensão do pagamento de atrasados para cinco colegas que receberam verbas de forma privilegiada entre 2006 e 2010.

Há indícios de que pagamentos ocorreram sem justificativa. O caso voltará a ser analisado após apresentação da defesa. (Págs. 1 e Poder A4)

Após proibição de médicos, Lula desiste de desfilar na Gaviões da Fiel (Págs. 1 e Poder A12)


Privatização não é mais obra do demônio, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que os leilões dos aeroportos servirão para "desmistificar" a privatização e acabar com gestos políticos de condenação. "Como se fosse o demônio que privatiza", afirmou. (Págs. 1 e Mercado B3)

Para retratar violência, ONG contrabandeia celular para Síria (Págs. 1 e Mundo A14)


Editoriais

Leia “Dentro da escola", sobre metas e problemas da educação clássica; e "Bola fora da TV", acerca de transmissão da Copa Libertadores na TV paga. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Cresce cerco do Exército a policiais em greve na Bahia

Mobilização aumenta e soldados chegam a impedir a entrada de alimentos para os PMs na Assembleia

Em um dia sem negociações entre associações de PMs grevistas e governo da Bahia, o Exército voltou a endurecer o cerco aos policiais que ocupam a Assembleia Legislativa. O efetivo foi ampliado de 1.050 para 1.200 homens e, pela manhã, os soldados impediram a entrada de mantimentos e medicamentos para os grevistas. O secretário da Casa Civil, Rui Costa, reiterou que o governo não negocia com os líderes do movimento e afirmou, pela primeira vez, que o Exército pode usar a força para “resolver a situação". “A paciência da sociedade está se esgotando, vão chegar mais tropas à Bahia e a situação será resolvida, de uma forma ou de outra." Não havia previsão da retomada das negociações - o governo baiano não abre mão de punir os grevistas. (Págs. 1 e Cidades C1, C3 e C4)

Cai o chefe da operação

O general Gonçalves Dias foi afastado do comando das operações em Salvador. Para o governo da Bahia e o Planalto, ele se comportou como um aliado dos grevistas. (Págs. 1 e Cidades C3)

Dilma cancela visita a obra parada

A presidente Dilma Rousseff cancelou em cima da hora viagem a Missão Velha, divisa do Ceará com Pernambuco, onde visitaria trecho das obras da ferrovia Transnordestina. O palco da festa fora montado num ponto em que a construção está parada, relata a enviada especial Tânia Monteiro. Sindicalistas dizem que, dos 813 funcionários contratados, restam apenas 190. Outra obra, a transposição do Rio São Francisco, também está parada. A esse respeito, Dilma disse que, a partir de agora, vai "cobrar metas e resultados concretos". (Págs. 1 e Nacional A4)

Dilma Rousseff
Presidente

“Não queremos saber se algo não deu certo no final do ano. Queremos saber antes porque isso permitirá que a gente faça a nossa parte"

Foto-legenda: Passarela do samba entusiasma Niemeyer

Sob um calor de 40 graus, o arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, esteve ontem no sambódromo do Rio, que passou por reforma de R$ 30 milhões para ficar exatamente como ele o projetou, há 28 anos. "Estou entusiasmado", disse Niemeyer. (Págs. 1 e Cidades C6)

Contratos suspeitos com ONGs somam R$ 755 milhões

As organizações não governamentais e demais entidades responsáveis por 305 convênios pegos na malha fina do governo ganharam prazo até 27 de fevereiro antes de entrarem na lista negra da Controladoria-Geral da União, que impedirá a celebração de novas parcerias com dinheiro público. Os contratos somam R$ 755 milhões. (Págs. 1 e Nacional A8)

Privatização não é questão ideológica, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que a privatização dos aeroportos ajuda a "desmistificar" o "demônio privatista”. Para ele, a privatização não é "questão ideológica". O consórcio que venceu a concessão do Aeroporto de Viracopos disse que o investimento será R$ 3,5 bilhões menor que o previsto. (Págs. 1 e Nacional A10 e Economia B1)

FAO prevê década de alimentos mais caros (Págs. 1 e Economia B7)


Oposição síria acusa governo de matar bebês (Págs. 1 e Internacional A14)



Panamericano: inquérito da PF tem 22 indiciados (Págs. 1 e Economia B13)


Rio 2016 ultrapassa R$ 700 mi em patrocínios (Págs. 1 e Esportes E1)


José Serra

O oportunismo do PT

Se é o partido que faz, tudo será sempre correto - os fins justificam os meios, seja lá quais forem. Se é o adversário, tudo estará sempre errado. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Eugênio Bucci

Os direitos de Yoani Sánchez

O direito de ir e vir é um direito fundamental. Comida, cama, escola e hospital não são suficientes para que se tenha justiça social, paz e democracia. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

Desastre na educação

O Brasil terá muita dificuldade para se manter entre as maiores e mais prósperas economias. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Sete sequestros em apenas 25 horas

Os casos ocorreram entre terça-feira e ontem à tarde, com oito vítimas em diferentes cidades. O DF vive uma onda desse tipo de crime em 2012: desde o início do ano, foram 73 sequestros relâmpagos, média de quase dois ataques por dia. A área central de Brasília, Taguatinga, Brazlândia, Santa Maria, Samambaia e Planaltina são os pontos considerados mais perigosos pela polícia. (Págs. 1 e 27)

Distritais têm mais grana para torrar

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa aprovou reajuste de 77% no valor da verba indenizatória dos deputados. Com isso, cada um dos 24 parlamentares pode gastar R$ 20 mil com divulgação, combustível, aluguel de carros e consultorias. Essa mordomia vai custar R$ 5,5 milhões ao contribuinte. (Págs. 1 e 28)

Foto-legenda: O desfile de Niemeyer pela nova Passarela do Samba

Acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Oscar Niemeyer visitou o sambódromo, que passa por uma reforma para se adequar ao projeto concebido pelo arquiteto há 30anos. Depois de concluída a obra, a avenida contará com 12 mil lugares a mais para os foliões. Aos 104 anos, o artista topou outro desafio: desenhar uma quadra para a Mangueira. (Págs. 1 e 36)

Votos a favor da lei seca

Dois ministros do STJ defendem o uso de provas além do bafômetro e do teste de sangue para provar embriaguez ao volante. Julgamento recomeça em 29 de fevereiro. (Págs. 1 e 25)

Garantias aos doentes de Chagas

Ministro da Saúde promete atendimento

Alexandre Padilha diz que o programa de controle da doença continuará, apesar de estar fora do PAC. À espera de apoio, pacientes participam de pesquisa para desvendar o mal. (Págs. 1, 8 e 9)

Caso Duvanier: Polícia quer acabar com a caução nas emergências

Depois de apontar negligência no atendimento do secretário Duvanier Ribeiro, morto em janeiro, a Delegacia do Consumidor pretende enquadrar os hospitais privados. Uma das medidas e proibir a exigência das garantias de pagamento. Os centros também deverão ter médicos no setor de triagem. (Págs. 1 e 14)

Juízes: Associação volta à Justiça pelo aumento salarial

Mesmo com uma ação arquivada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, a Ajufe insiste no pedido para que o Congresso vote o reajuste de 4,8%. (Págs. 1 e 15)

PMs: Governadores temem greve no carnaval

Estados pretendem se antecipar às reivindicações para negociar salários com a segurança política. Na Bahia, a paralisação entra no décimo dia. (Págs. 1, 2 e 3)


Lei da Copa não muda ponto que adiou votação (Págs. 1 e Super Esportes, 8)


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Valor Econômico


Manchete: PT cede um espaço inédito na disputa direta por capitais

Os petistas poderão deixar de concorrer diretamente às prefeituras das capitais neste ano como jamais fizeram. Nas últimas quatro eleições, o PT lançou entre 19 e 23 candidaturas próprias. Agora, em quase metade das 26 capitais o partido discute a possibilidade de coligação. Os motivos para a concessão são os mais variados: desde a tendência ao governismo (como em Teresina), passando pela prioridade à eleição em 2014 para governador (Curitiba), o cuidado para não abalar a aliança com o PMDB (Rio de Janeiro) e até a falta de musculatura do partido na região (Manaus).

O cenário de muitas alianças nas quais não estará na cabeça de chapa tem um efeito imediato: o PT dará prioridade absoluta para as vitórias em São Paulo e Porto Alegre, únicas capitais de peso das regiões Sudeste e Sul onde a legenda tende a concorrer. Os petistas jogarão toda sua força para eleger o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, em São Paulo. Capital mais cobiçada por ser a maior cidade do país, a prefeitura paulistana receberá atenção máxima porque também é estratégica para o PT. Uma derrota do PSDB na cidade seria um feito contra o principal partido de oposição ao governo de Dilma Rousseff, com o valor simbólico de vencer os tucanos em seu reduto de maior peso e prestígio político. Seria ainda um trampolim importante para aumentar suas chances de conquistar o governo do Estado em 2014, após mais de uma década de domínio do PSDB. (Págs. 1 e A12)

Foto-legenda: Possível retorno

A Mercedes-Benz estuda retomar a produção de carros no Brasil e deve tomar uma decisão a respeito em alguns meses, diz Philipp Schiemer, vice-presidente da montadora alemã. (Págs. 1 e B1)


Cresce déficit de derivados de petróleo

Até 2010, o Brasil vendia mais petróleo do que comprava derivados. No ano passado, o quadro se inverteu. O país comprou US$ 9,9 bilhões a mais do que vendeu em derivados, enquanto a venda de petróleo superou em US$ 7,6 bilhões as compras, levando a balança do setor a um déficit de US$ 2,3 bilhões. Um ano antes, houve superávit de US$ 277 milhões. De acordo com especialistas no setor, esse movimento, que se acentuou no segundo semestre, prosseguirá até que o Brasil aumente a capacidade de refino, o que deve começar a acontecer no fim de 2013, quando deve ser inaugurada a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. (Págs. 1 e A2)

Mercado vê juro neutro abaixo de 6%

O mercado concorda com a visão do Banco Central de que o juro neutro - taxa que controla a inflação sem inibir o crescimento - está em queda, ainda que não haja consenso sobre seu valor. As estimativas de analistas consultados pelo Valor variam de 4,4% a 6% - abaixo dos 6,5% de 2009 e dos cerca de 10% de 2006. Para esses profissionais, não há dúvida de que a intenção do Banco Central (BC) ao ressuscitar a discussão sobre o assunto é ter elementos que justifiquem a queda da taxa Selic para um dígito nos próximos meses.

Não existe uma estimativa oficial da autoridade monetária, mas considerando as variáveis utilizadas por ela - Selic de 9,75% e expectativa de inflação de 5,30% para 2012, segundo a pesquisa Focus - é possível inferir que o BC trabalha hoje com um teto de juro real ao redor de 4,25%, segundo a consultoria MCM. A taxa é menor que o piso das estimativas do mercado. O BC mobilizou o mercado em torno de uma pesquisa sobre o assunto, que deve ser respondida até o dia 17. (Págs. 1 e C1)

SLC amplia áreas e chega à África

Com faturamento próximo de R$ 1 bilhão ao ano e controle da maior área plantada entre as empresas no país, a SLC Agrícola vai começar a produzir cana-de-açúcar e pretende fazer sua estreia internacional com soja, em Moçambique.

Estes são alguns dos aspectos do seu plano de expansão para os próximos oito anos, que incluem a previsão de quase triplicar de tamanho nesse período. Até 2015, deve alcançar 410 mil hectares, já incorporando a cana no portfólio formado hoje por soja, milho, algodão e alguns cereais de inverno. (Págs. 1 e B14)

China quer disseminar uso de sua moeda

Interessados em promover o uso internacional do yuan, a moeda chinesa, bancos daquele país estão buscando formas de ampliar empréstimos para países latino-americanos produtores de commodities. O objetivo é favorecer transações em yuan, em substituição ao dólar americano.

Desde o início do ano passado, o Banco de Exportações e Importações da China está em conversações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. A ideia é criar um fundo que possa fornecer até US$ 1 bilhão em yuans para financiar projetos de infraestrutura na América Latina e Caribe, regiões fornecedoras de riquezas minerais e produtos agrícolas para o mercado chinês. O fundo poderá ser lançado neste ano. (Págs. 1 e C14)

Santorum embola a disputa republicana, mas ainda é azarão (Págs. 1 e A9)


Cade terá 330 dias para decisões

Fusões e aquisições que não forem julgadas em 330 dias serão aprovadas automaticamente pelo Cade. A regra foi aprovada ontem, em despacho do procurador-geral do órgão antitruste, Gilvandro Araújo. (Págs. 1 e A2)

Mais usinas nucleares nos EUA

Autoridades americanas devem conceder hoje a primeira autorização para construção de reatores nucleares no país em três décadas. O projeto da Southern prevê dois reatores em Vogtle, na Geórgia. (Págs. 1 e A9)

Eldorado planeja terminal em Santos

A Eldorado Celulose e Papel pretende construir um terminal no porto de Santos exclusivamente para a exportação da celulose a ser produzida na fábrica que está construindo em Três Lagoas (MS). (Págs. 1 e B10)

Vale destrava plano para fertilizante

A Vale fechou acordo para arrendar por 30 anos reservas de carnalita — da qual se extrai cloreto de potássio — que pertencem à Petrobras, em Sergipe. Com o acerto, a mineradora poderá tirar do papel um projeto de fertilizantes orçado em US$ 4 bilhões. (Págs. 1 e B10)

França incentiva exportação de carne

A França decidiu entrar com força no mercado internacional de carne bovina e concorrer com Brasil e Argentina nos cortes de maior qualidade. A estratégia é compensar a queda do consumo no país e na Europa. (Págs. 1 e B13)

BTG compra a chilena Celfin

O BTG Pactual anunciou a conclusão da compra da corretora chilena Celfin. Com o negócio passará a deter R$ 178 bilhões em ativos sob gestão. O BTG pagará com US$ 245 milhões em dinheiro e outra parte em ações. (Págs. 1 e C5)

Gaia entra em recebíveis florestais

Com R$ 3,6 bilhões em emissões de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) realizadas em 2011, a securitizadora Gaia acaba de criar uma nova empresa para atuar com certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) na área florestal. (Págs. 1 e C5)

Pessoa física se retrai na bolsa

No mês passado, mais de 10 mil cadastros de pessoas físicas foram encerrados na BM&FBovespa. A falta de apetite do investidor é confirmada ainda no volume de negociações, com saldo negativo de R$ 2,4 bilhões. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Ribamar Oliveira

A área técnica do governo está dividida entre dois caminhos em relação ao modelo de contingenciamento para este ano. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Frederico Porto

Em vez de especulativa, atual valorização dos imóveis reflete crescimento e estabilização da economia brasileira. (Págs. 1 e A10)

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