PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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quinta-feira, agosto 02, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ''YO TENGO TANTOS HERMANOS'' (n)

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NEGUE ! (... diga que você já me esqueceu) *



A HORA DO MENSALÃO - RÉUS SOFREM DERROTA NA VÉSPERA DO JULGAMENTO

DELÚBIO SOARES VIRA RÉU DE NOVO


Autor(es): Ailton de Freitas
O Globo - 02/08/2012
 
SÃO PAULO Às vésperas do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa hoje, a Justiça Federal de São Paulo aceitou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e transformou em réu o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por lavagem de dinheiro. Na ação do STF, ele responde apenas por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Em 2007, quando a Procuradoria Geral da República apresentou ao Supremo a denúncia do mensalão, ainda não havia elementos para acusar Delúbio de lavagem de dinheiro. Por isso, o caso foi transferido para a Procuradoria da República em São Paulo, que continuou as investigações. Como o ex-tesoureiro do PT não tem foro privilegiado, a ação foi proposta, em maio, na primeira instância da Justiça Federal.
O juiz Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo, aceitou em 6 de julho a denúncia em que Delúbio é acusado de receber de duas agências de publicidade do lobista Marcos Valério - a SMP&B e a DNA Propaganda Ltda -R$ 450 mil, oriundos de atividades ilegais.
De acordo com a denúncia do MPF, o dinheiro chegava até as mãos do petista por meio de um esquema fraudulento que envolvia o Banco Rural. Nos mesmos moldes da acusação que consta na denúncia da ação do mensalão que corre no Supremo, o Ministério Público Federal em São Paulo diz que as agências de Valério conseguiram empréstimos fictícios na instituição, que nunca eram cobrados. Também acusa as agências de desviarem recursos de contratos celebrados com o governo federal e estatais. Por esse esquema, as empresas recebiam dinheiro, mas não prestavam o serviço.
Ainda segundo a denúncia, o Banco Rural autorizou, entre novembro de 2003 e março de 2004, que representantes de Delúbio, sem se identificar, realizassem os saques em dinheiro na agência da instituição. A SMP&B e DNA emitiam cheques nominais a elas próprias e informavam a funcionários do banco os nomes das pessoas que fariam a retirada do dinheiro. O Ministério Público Federal levantou dois casos em que um gerente da SMP&B passou por e-mail o nome da pessoa que pegaria o valor sacado. Delúbio era tesoureiro do PT na época.
O Ministério Público Federal diz ainda na ação que o banco atuava de forma irregular na liberação de recursos porque tinha interesses no governo, entre eles conseguir influência para comprar o Banco Mercantil de Pernambuco. Na defesa da ação que corre no Supremo, a ex-presidente do banco Kátia Rebelo diz que os empréstimos feitos para as empresas de Valério foram legais.
Denúncia do MPF aborda o mensalão
A denúncia também aborda o esquema de pagamentos em troca de apoio político ao governo no Congresso.
"As agências de publicidade repassavam os recursos ilicitamente obtidos a representantes do Partido dos Trabalhadores, entre outros, seja para apropriação pessoal de seus membros, seja para repasse a membros congressistas da base aliada, a fim de obtenção de apoio ao Poder Executivo", diz o texto da ação. A procuradora Ana Cristina Bandeira Lins afirma que o objetivo do esquema era ocultar a movimentação e a propriedade do dinheiro porque o nome de Delúbio não aprecia como destinatário. "Os elementos constantes no inquérito policial que acompanham a denúncia trazem, na trilha cognitiva cabível no presente momento processual, a certeza necessária para o início de uma nova persecução criminal, ante os fortes indícios de materialidade e autoria delitiva, havendo, portanto, justa causa para a ação penal", escreveu o juiz Catapani, no despacho em que aceitou a denúncia.
O advogado de Delúbio, Arnaldo Malheiros, foi procurado em seu escritório na tarde de ontem, mas a secretária informou que ele estava a caminho de Brasília para o julgamento no Supremo. Ele não retornou a ligação do GLOBO. Na defesa no Supremo, Delúbio alega que os repasses para políticos eram destinados ao pagamento de dívidas de campanha. O dinheiro para fazer esses repasses era proveniente de empréstimos legais feitos pelo Banco Rural para as agências de publicidade de Valério.
Quando o escândalo do mensalão veio à tona, Delúbio chegou a ser expulso do PT. A sua reintegração à legenda só foi aprovada no ano passado. Na ação do mensalão no Supremo, o ex-tesoureiro é citado como peça-chave do núcleo político do esquema ao lado do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino. Delúbio usou os últimos meses para percorrer e apresentar a sua defesa para militantes petistas e da CUT.
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NEGUE (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos).
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''É HOJE O DIA DA ALEGRIA/ E A TRISTEZA..." *



DIVIDIDO, SUPREMO INICIA HOJE JULGAMENTO HISTÓRICO

DESTINO DE MENSALEIROS COMEÇA A SER ESCRITO


Correio Braziliense - 02/08/2012

Os brasilienses serão espectadores privilegiados de um julgamento que vai marcar para sempre a história do país. O processo que ficou conhecido como mensalão começa a ser analisado às 14h pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No banco dos réus, 38 acusados de sete crimes: corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Revelado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson, o escândalo estarreceu a nação, derrubou o então todo-poderoso ministro José Dirceu e abalou o primeiro governo Lula. Em países como a França e os EUA é comum ver políticos corruptos irem para a cadeia. No Brasil, não. Especialista ouvido pelo Correio não acredita que o STF quebre esse paradigma. Ontem, véspera do julgamento, o Supremo vivia outro dilema: o ministro Marco Aurélio Mello levantou a hipótese de a Corte decidir se o colega Dias Toffoli, ex-advogado do PT e assessor de Dirceu na Casa Civil, deve ou não ser declarado impedido de julgar o caso.
Veja passo a passo o que vai ocorrer no plenário do STF.
Delúbio Soares se torna réu também na Justiça de São Paulo.

Brasília vivencia a partir de hoje um dos principais momentos da história republicana no país: o julgamento de acusados de participar do maior escândalo político do governo Lula
A partir das 14h de hoje, um julgamento irá marcar para sempre a história do país. Quando o ministro Joaquim Barbosa ler as primeiras palavras do relatório da ação penal nº 470, mais conhecida como mensalão, uma sentença começará a tomar forma e deverá atingir 38 pessoas, acusadas de sete crimes investigados: lavagem de dinheiro, corrupções ativa e passiva, formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. O evento, porém, irá repercutir diretamente na política e no cidadão brasileiro. Influenciará nas eleições, nas relações partidárias e, espera-se, na própria forma de autoridades, parlamentares e empresários tratarem o dinheiro público. Respeito é o que se deseja.
Brasília será uma observadora privilegiada do julgamento, previsto para durar pelo menos um mês. A rotina da capital neste período irá mudar, com as atenções voltadas para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A cidade feita para abrigar o centro do poder político irá vivenciar cada momento do destino dos acusados e o próprio destino de um país, onde supostos atos criminosos são julgados, mesmo que depois de sete anos. "O que se vai examinar é se certas práticas políticas ainda têm lugar no nosso país", disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
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(*) Trecho de letra de samba-enredo carnavalesco. É HOJE (Caetano Veloso).
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PIB E O RETRATO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA



A maior retração desde 2009

No fundo do poço


Autor(es): agência o globo:Débora Diniz
O Globo - 02/08/2012
 

Indústria caiu 5,5% em junho, maior queda desde 2009. Mantega vê ponto de virada
RIO E BRASÍLIA A produção industrial brasileira fechou o primeiro semestre com um recuo de 3,8%, conforme pesquisa mensal divulgada ontem pelo IBGE. Comparados ao mesmo mês do ano passado, os resultados de junho mostram que o desempenho encolheu 5,5%, a maior queda desde setembro de 2009. Nem a pequena reação frente a maio - de 0,2% - foi capaz de reverter a expectativa negativa para a indústria este ano. Uma conta feita pelo próprio IBGE mostra que a indústria produz hoje o mesmo que fabricava há três anos.
A previsão é que o setor feche o ano com retração de 2%. Se a projeção se confirmar, será a primeira vez desde a crise global de 2009 que a indústria cortará produção no ano.
- Os dados mostram clara predominância de resultados negativos para o setor industrial no primeiro semestre. O crescimento de 0,2% verificado entre maio e junho representa uma interrupção nos recuos, mas ainda não é possível dizer que seja uma tendência - afirma André Luiz Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a produção industrial atingiu um ponto de virada, a partir do qual passará a apresentar resultados melhores que os das últimas pesquisas.
- Ela (a produção industrial) está dando uma virada. É um ponto de inflexão depois de ter crescimento negativo durante vários meses consecutivos. Vejo que, agora, é um ponto de virada. Daqui para frente, vamos ter resultados melhores - afirmou Mantega, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Mas até a reação chegar, os números são todos negativos. O fechamento do segundo trimestre de 2012 também aponta queda frente a 2011, de 4,5%. Em relação ao primeiro trimestre, o recuo é de 1,1%. A reação tímida de junho, embora positiva, foi muito abaixo do esperado pelos analistas: a expectativa era que a produção crescesse entre 0,8% e 0,9% no mês frente a maio.
- Nossa estimativa é que a produção industrial feche o ano com um recuo de 2%. Para chegar a dezembro estagnada, sem perdas, seria necessário crescer a uma taxa mensal de 2,1% de julho a dezembro, o que não é nenhum pouco factível - analisa o economista Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências.
Mais produção de carros
Três setores foram fundamentais para que o resultado de junho interrompesse a série negativa: o grupo que inclui aviões e motocicletas (denominado pelo IBGE como "de outros equipamentos de transporte"), com expansão de 12,5%; o farmacêutico, com alta de 8,6%; e o de veículos automotores, que com o avanço de 3% conseguiu recuperar parte do recuo de 3,6% acumulado de março a maio de 2012.
- A expectativa é que o ritmo da produção acelere de forma mais expressiva no segundo semestre - prevê Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, que projeta recuo de 0,5% na produção industrial este ano.
A reação da indústria automotiva pode ser atribuída ao esvaziamento dos pátios das montadoras, reflexo das medidas de incentivo ao consumo lançadas pelo governo, como a redução do IPI e o corte nas taxas de juros. Em junho, o estoque, que era para 40 dias, baixou para 30 dias.
Também houve melhora na produção de bens duráveis, que saltou 4,8% em junho frente a maio. O crescimento é outro sinal de que as medidas do governo para estimular o consumo estão começando a aparecer no setor produtivo, já que o grupo engloba eletrodomésticos e móveis, também beneficiados com a prorrogação da redução do IPI.
Alcides Leite, economista da Trevisan Escola de Negócios, considerou que o crescimento do índice não é suficiente para representar uma virada.
- Essa melhoria resulta dos incentivos do governo. Mas a indústria está estagnada.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

02 de agosto de 2012


O Globo

Manchete: A hora do mensalão - Réus sofrem derrota na véspera do julgamento
Justiça Federal aceita denúncia contra Delúbio Soares por lavagem de dinheiro

Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) suspende decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, de omissão em desvio de recursos do banco para o valerioduto


Na véspera do início do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa hoje às 14h, réus do processo sofreram ontem duas derrotas: em São Paulo, a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por lavagem de dinheiro. Delúbio, que no STF responde por formação de quadrilha e corrupção ativa, agora também é acusado de receber, de duas agências de Marcos Valério, R$ 450 mil supostamente oriundos de atividades ilegais. Valério é apontado como operador do mensalão. No Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Aroldo Cedraz suspendeu a decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil e também réu do mensalão, de omissão no desvio de dinheiro do banco para a agência DNA, de Valério. (Págs. 1 e 3 a 8)

Presença de Toffoli é criticada (Págs. 1 e 5)

Tumor de Jefferson é maligno (Págs. 1 e 4)

Merval Pereira: Julgamento e Democracia

A cidadania festeja o fato de que ninguém sabe o resultado que sairá da cabeça dos juizes. (Págs. 1 e 4)

Demétrio Magnoli: Em nome da história

Julga-se tipo especial de corrupção: a que tenta se legitimar invocando a História. (Págs. 1 e 19)

Editorial: Tarefa árdua

É quase impossível negar que houve dinheiro público no esquema. (Págs. 1 e 18)
A maior retração desde 2009
Em junho, queda da produção no Brasil foi de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, informou IBGE. Mas a indústria encolheu também na China, na Alemanha, no Reino Unido e na zona do euro. (Págs. 1, 21 e 22)
Estradas podem ficar sem policiais
Com a Via Dutra já liberada pelos caminhoneiros, é a vez de os policiais rodoviários federais ameaçarem entrar em greve. A categoria quer aumento de salário, de efetivo e de material para trabalhar, como coletes. (Págs. 1 e 12)
Míriam Leitão: O melhor e o pior de Chávez
Em 13 anos, inflação acumulou 1.374%, mas a pobreza caiu. (Págs. 1 e 22)
C. A. Sardenberg: No forno, o PAC da privatização
Dilma lança agenda liberal-ortodoxa na próxima semana. (Págs. 1 e 18)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Mensalão - STF começa julgamento com ministro sob pressão
Marco Aurélio Mello diz que seria ‘triste’ avaliar isenção de colega Toffoli, ex-advogado do PT

Sete anos após sua delação pelo ex-deputado Roberto Jefferson em entrevista à Folha, o mensalão começa hoje a ser julgado pelo STF em meio à pressão sobre o ministro
José Dias Toffoli.

Ex-advogado do PT e ligado ao ex-presidente Lula, ele escreveu em 2006 que o esquema não havia sido comprovado. Ontem, o procurador Roberto Gurgel não descartou pedir afastamento de Toffoli. O ministro Marco Aurélio Mello disse que seria “triste” discutir o tema. (Págs. 1 e Poder A4)

Mônica Bergamo

Até a namorada pressiona ministro a não votar no caso (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Painel

Em 2009, Toffoli disse que poderia se declarar impedido. (Págs. 1 e Poder A4)
Pesquisa mostra 1,3 mi de viciados em maconha
Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo em parceria com o governo federal aponta que 1,3 milhão de brasileiros são dependentes de maconha e 1,5 milhão, usuários diários da droga. Foram ouvidas 4.067 pessoas em 149 cidades no primeiro trimestre. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Indústria patina e adia a retomada da economia
Após três meses de quedada produção industrial teve desempenho abaixo do esperado e cresceu só 0,2% em junho em relação a maio, segundo o IBGE. A leve recuperação é insuficiente para alterar o quadro negativo do setor e reverter a fraqueza da economia, de acordo com analistas. (Págs. 1 e Mercado B1)
Banco central americano vê piora na economia dos EUA (Págs. 1 e Mundo A12)

Editoriais
Leia “Idade da razão”, acerca de necessidade de reformar a Previdência Social, e "Sem rumo no Mercosul”, sobre entrada da Venezuela no bloco. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: ‘Fazer justiça é condenar todos’, afirma procurador
• No 1º dia de julgamento do mensalão, Gurgel centrará sua sustentação no ‘núcleo político comandado por José Dirceu' • Joaquim Barbosa, relator, vai pedir a condenação dos réus • Advogados pretendem desqualificar acusação

Mensalão/Julgamento

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, protagonista do primeiro dia do julgamento do mensalão no STF, hoje, disse ao repórter Felipe Recondo que “para ser feita justiça” o tribunal terá de condenar os 38 réus. “Eu creio que o Supremo fará justiça. E, na visão do Ministério Público, justiça é condenar todos”, disse. Para Gurgel, as provas são “contundentes” e “falam por si”. José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Marcos Valério serão os principais alvos. Gurgel ressaltará a participação do núcleo político e lembrará os principais fatos que comprovariam a existência da compra de votos no Congresso. Relator do inquérito no STF, Joaquim Barbosa votará a favor da condenação. Os advogados de defesa vão ao ataque contra Gurgel. Márcio Thomaz Bastos pedirá que sejam remetidos para tribunais de primeira instância os processos de réus que não possuem foro privilegiado. (Págs. 1 e Nacional A4, A6, A8, A10 e A11 a A14)

Análise: Dora Kramer

Em jogo, o amanhã

A depender do que digam os ministros do Supremo nesse período crucial, será facilitado ou dificultado o exercício da prevaricação impune entre nós. (Págs. 1 e A6)
TCU revê decisão que ajudava Valério
O ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz suspendeu decisão do órgão que havia considerado regular contrato da empresa DNA, de Marcos Valério, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário no julgamento do mensalão. Os advogados de Valério haviam pedido a inclusão da decisão anterior nas alegações da defesa. (Págs. 1 e Nacional A6)
Avanço rebelde faz ditador sírio alertar tropas
Em meio a deserções e ao avanço rebelde, o ditador sírio Bashar Assad pediu a suas tropas que vençam “a batalha crucial” em Alepo. Ele responsabilizou “agentes internos e terroristas” pelo levante. Foram suas primeiras declarações desde a morte de três membros da cúpula do regime. (Págs. 1 e Internacional A18)
IBGE mostra lenta recuperação da indústria (Págs. 1 e Economia B1)

No Brasil, 1,5 milhão usa maconha todo dia (Págs. 1 e Vida A22)

Celso Ming
Devagar, quase parando

O chamado custo Brasil vai avançando e a indústria vai ficando para trás. O governo tem respondido a essa ineficiência com ainda mais ineficiência. (Págs. 1 e Economia B2)
José Botafogo Gonçalves
A morte do velho Mercosul

O bloco tornou-se um clube com objetivos políticos, que não valoriza o mercado, a internacionalização da economia e a competitividade. (Págs. 1 e Internacional A20)
Notas & Informações
A fraca reação da indústria

O governo continua concentrado em medidas de varejo. O País precisa de mudanças no atacado. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Dividido, Supremo inicia hoje julgamento histórico
Os brasilienses serão espectadores privilegiados de um julgamento que vai marcar para sempre a história do país. O processo que ficou conhecido como mensalão começa a ser analisado às 14h pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No banco dos réus, 38 acusados de sete crimes: corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Revelado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson, o escândalo estarreceu a nação, derrubou o então todo-poderoso ministro José Dirceu e abalou o primeiro governo Lula. Em países como a França e os EUA é comum ver políticos corruptos irem para a cadeia. No Brasil, não. Especialista ouvido pelo Correio não acredita que o STF quebre esse paradigma. Ontem, véspera do julgamento, o Supremo vivia outro dilema: o ministro Marco Aurélio Mello levantou a hipótese de a Corte decidir se o colega Dias Toffoli, ex-advogado do PT e assessor de Dirceu na Casa Civil, deve ou não ser declarado impedido de julgar o caso.

Veja passo a passo o que vai ocorrer no plenário do STF.

Delúbio Soares se torna réu também na Justiça de São Paulo. (Págs. 1, 2 a 12 e Visão do Correio, 20)
Bilhetagem: Cachoeira vai ao TJDF, mas não fala nada
Bicheiro se recusa a falar sobre suposta tentativa de fraudar licitação para assumir o controle do sistema de bilhetagem eletrônica de ônibus no Distrito Federal. No entanto, comparsa depõe e confirma ação da quadrilha. (Págs. 1 e 13)
Drogas: Cresce o vício em maconha em todo o país
Segundo pesquisa, 3,4 milhões de pessoas fumaram o entorpecente no Brasil em 2011. Desse total, 37%, ou cerca de 1,3 milhão, ficaram dependentes. (Págs. 1 e 14)
Fim da paridade: Professor terá peso maior na eleição da UnB
Decisão da Justiça garante aos docentes o peso de 70% na escolha do próximo reitor, pondo fim à igualdade que havia com os funcionários e os estudantes. (Págs. 1 e 30)

Piloto de caça não é punido por voo rasante (Págs. 1 e 29)

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Valor Econômico

Manchete: Receitas contidas põem fim à expansão 'fácil' das teles
A era do crescimento fácil e rápido do setor de telefonia, puxado principalmente pela venda de celulares, está chegando ao fim. Em meio às pressões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), serviços mais sofisticados e qualidade de rede são apontados por especialistas como as novas fronteiras para a sobrevivência das companhias do setor.

Os balanços das operadoras referentes ao segundo trimestre já mostraram que o setor de telecomunicações também não é tão imune ao desaquecimento da economia quanto se imaginava. Enfrentando desaceleração de receitas, nenhuma das três companhias abertas do setor - Oi, TIM e Vivo - teve aumento de lucro em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas da Claro, que não tem capital aberto, recuaram 2,5%, para R$ 3,14 bilhões, segundo dados disponíveis no balanço de sua controladora, a mexicana América Móvil. (Págs. 1 e B3)
Cinco bancos detêm 80% do crédito
De cada R$ 100 emprestados no Brasil, R$ 80,34 foram desembolsados por apenas cinco bancos: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. Os números mostram o maior nível de concentração bancária dos últimos dez anos. Apesar desse fortalecimento do "grupo dos cinco", o Banco Central considera que a concorrência continua em "nível adequado" e o "setor segue competitivo". Nos Estados Unidos, onde se fala dos bancos grandes demais para quebrar, as cinco maiores instituições financeiras possuíam ativos totais equivalentes a 51% do PIB do país em 2007 e respondem por 56% agora. No Brasil, os ativos do "grupo dos cinco" foram de 57% para 86% do PIB no mesmo período. (Págs. 1, C1 e C8)
STF começa a definir o destino do mensalão
A maratona do julgamento do mensalão que os ministros do Supremo Tribunal Federal iniciam a partir de hoje delineará mais do que o destino dos 38 réus acusados de integrar o esquema de desvio de recursos públicos e compra de apoio parlamentar pelo Executivo. Estão na mesa também o legado político do governo Lula e do PT, a confiança na independência do Judiciário, a eficácia do Ministério Público em produzir provas sólidas e os controles contra a corrupção e a lavagem de dinheiro.
Quem deve dominar a cena hoje é um cearense de 57 anos, discreto e de poucas palavras, quase "crepuscular", na definição dos colegas de trabalho: Roberto Gurgel Monteiro Santos, procurador-geral da República. Ele será o responsável por sustentar a denúncia contra os acusados de integrar o suposto esquema de compra de votos no Congresso, no primeiro mandato do governo Lula. (Págs. 1 e A8 a A13)
Será este o julgamento do século?
É afirmação recorrente na mídia a de que determinado feito judicial se mostra o "julgamento do século". Será que essa adjetivação é correta para o mensalão? Mundo afora, a expressão é corriqueira. Apenas no século XX, existem diversos exemplos, como os casos Leopold e Loeb, do casal Lindbergh, de O.J. Simpson. No Brasil, a realidade não é diferente.

O julgamento que começa hoje talvez guarde alguma diferença pelas personagens envolvidas, em número e importância, pelo tamanho do processo e pela qualidade dos advogados. Apesar disso, não se pode dizer que este é o caso mais importante já enfrentado pelo STF. Não mais, por exemplo, que o julgamento das condutas de um presidente deposto dentro da lei. (Págs. 1 e A9)
Falta de cacau no país trava investimentos
A queda da produção brasileira de cacau desestimula novos investimentos e causa forte aumento das importações de produtos processados e chocolate. Cálculos do setor sinalizam que seria necessário elevar em 15% a capacidade de processamento no país para compensar o volume importado, o que exigiria aportes de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

As empresas estão dirigindo os investimentos para Costa do Marfim e Indonésia e não têm planos de elevar a capacidade de produção no Brasil. É o caso da Delfi, do grupo Petras Food. Segundo sua diretora Patrícia Moles, o maior problema é a falta de matéria-prima local. O último investimento da Cargill no segmento no país, de cerca de US$ 7 milhões, foi há cinco anos. (Págs. 1, B11 e B12)
Fed mantém juro e sinaliza a adoção de novas medidas de estímulo (Págs. 1 e C14)

Pioneiro, Oguri vê nova chance para a indústria naval no país (Págs. 1 e B6)

'Corralito' argentino
O governo da Argentina vai celebrar o pagamento amanhã de um título público em dólares, última parcela do ‘corralito’ de 2001. Para o governo, é o marco zero da “independência econômica” do país. (Págs. 1 e A13)
Restrições à Chevron
A ANP está impedida de permitir que a Chevron volte a produzir no campo de Frade, segundo liminar do TRF que deu prazo de 30 dias para que a Chevron e a Transocean suspendam as atividades de extração e transporte de petróleo no país. (Págs. 1 e B8)
Petrobras corta custos
A presidente da Petrobras, Graça Foster, anunciou um programa para reduzir custos operacionais que podem ser gerenciados pela companhia — um deles é o de energia. Esses gastos respondem por 30% do desembolso anual da Petrobras. (Págs. 1 e B8)
Rumo prevê R$ 1 bi de receita
Ainda em fase de consolidação das operações, a Rumo Logística, empresa de infraestrutura ferroviária e portuária do grupo Cosan, planeja atingir a marca de R$ 1 bilhão de receita bruta no ano fiscal que vai até 31 de março de 2013. (Págs. 1 e B9)
Tecnologia de defensivos
Com vistas a um segmento em forte expansão no país, a Basf inaugura hoje um novo centro de tecnologia em defensivos troca de tecnologia em defensivos para o tratamento de sementes, localizado em Santo Antônio de Posse (SP). (Págs. 1 e B12)
Empreendedores no Brasil
Mais pessoas vêm ao Brasil abrir seus negócios, como o americano John Drinane. Segundo o Ministério do Trabalho, o número de vistos de investidor pessoa física concedidos pelo Ministério do Trabalho em 2011 foi de pouco mais de mil — em 2010, o número foi de 848. (Págs. 1 e D1)
Indicações para a Bolsa
No ranking das indicações para a Carteira Valor de agosto, a liderança ficou dividida entre duas “blue chips” que vêm sofrendo bastante e uma companhia de energia elétrica: as preferenciais classe A da Vale e as PNs de Itaú Unibanco e Cemig. (Págs. 1 e D3)
Aviso prévio
A discussão judicial sobre a aplicação da Lei do Aviso Prévio aos casos de demissões ocorridas antes da entrada em vigor da norma chegou à segunda instância da Justiça trabalhista. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Alexandre Schwartsman

Boa parte das dificuldades enfrentadas pelo setor industrial hoje resulta do aperto do mercado de trabalho. (Págs. 1 e A17)

Ribamar Oliveira

É provável que em julho, pelo segundo mês consecutivo, a arrecadação da Receita registre queda nominal. (Págs. 1 e A2)
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quarta-feira, agosto 01, 2012

Xô! ESTRESSE [In:] FACÇÃO e ''FACTORING''

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''QUEM NÃO PODE COM MANDINGA, NÃO CARREGA PATUÁ..." **.



Thomaz Bastos deixa Cachoeira

Márcio Thomaz Bastos deixa defesa do bicheiro Cachoeira


Autor(es): agência o globo:Jailton de Carvalho
O Globo - 01/08/2012
 
Desistência ocorre na antevéspera do início do julgamento do mensalão e um dia depois que mulher do contraventor foi acusada de ameaçar juiz

BRASÍLIA . O advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, renunciou ontem à defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A saída da equipe de Bastos foi anunciada um dia depois de a Polícia Federal abrir inquérito para apurar suposta tentativa de chantagem de Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, contra o juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal de Goiânia. Rocha Santos está à frente do processo em que Cachoeira e mais sete réus são acusados de corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha armada.
O advogado Augusto Arruda Botelho, um dos auxiliares de Bastos, negou qualquer relação entre a saída do caso e a suposta chantagem.
- É mera coincidência. Nós já havíamos acertado que iríamos sair do caso - disse Botelho.
Segundo ele, as conversas sobre a troca de advogados teriam começado antes mesmo dos interrogatórios de réus e testemunhas na Justiça Federal semana passada. A equipe também deixou a defesa de Cachoeira no processo em que ele responde na 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal por suposta tentativa de fraude em licitação.
Mas, mesmo após a renúncia, o escritório do ex-ministro deve permanecer nos dois processos por mais dez dias, conforme determina o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Até lá, Cachoeira deverá contratar novos advogados. O Ministério Público Federal em Goiás já espera um atraso na decisão judicial sobre o caso, uma vez que a nova defesa jurídica a ser constituída por Cachoeira vai requerer um novo prazo para analisar os autos. Autoridades que atuam no caso acreditam que a saída do escritório de Thomaz Bastos pode ser mais uma estratégia do grupo do bicheiro, uma forma de ganhar tempo nesta fase final do processo em curso na Justiça Federal de Goiás.
Em meio à rescisão de contratos com os advogados, Andressa pagou ontem fiança de R$ 100 mil à Justiça Federal para não ser presa. Nos próximos dias, a PF deverá concluir o inquérito em que Andressa é investigada por corrupção ativa. O delegado Sandro Paes só precisa aguardar a conclusão do exame grafotécnico do bilhete que ela entregou a Rocha Santos na quinta-feira passada para apresentar relatório final do caso. No bilhete, constam os nomes de três pessoas ligadas ao juiz que teriam problemas com a Justiça. Um dossiê sobre os três seria divulgado a mando de Cachoeira se o juiz não inocentasse o bicheiro, conforme relato do magistrado.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não veem necessidade de que Rocha Santos preste depoimento no inquérito sobre o assunto.
- Ele (Rocha Santos) fez um relatório bem detalhado. Todas as informações já estão lá. Acredito que a polícia concluirá logo este inquérito - disse a procuradora Léa Batista de Oliveira ao GLOBO.
Andressa não quis fornecer material para comparação e não rebateu as acusações formuladas pelo juiz no relatório encaminhado ao MPF.
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(**) ... trecho de música popular brasileira.
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''... AS ÁGUAS VÃO ROLAR, " **



O MENSALÃO E A HORA DA FAXINA

JULGAMENTO ESQUENTA O DEBATE NO CONGRESSO


Autor(es): JOÃO VALADARES
Correio Braziliense - 01/08/2012

Às vésperas do seu mais importante julgamento, que pode se transformar num marco contra a impunidade de políticos no país, Supremo reforça segurança, promove limpeza no prédio e instala detector de metais.
É tudo verdade? 600 testemunhas do processo confirmam maior parte das denúncias de Jefferson.
Andamento do caso no STF vai elevar o tom das disputas entre o PT e o PSDB na CPI do Cachoeira.
Thomaz Bastos abandona defesa de bicheiro para dar assistência jurídica a três réus do mensalão.
Análise do mensalão no STF vai influenciar os embates entre PT e PSDB na CPI do Cachoeira
A temperatura política da CPI do Cachoeira, que retoma os trabalhos na terça-feira da próxima semana, vai subir com o início do julgamento do mensalão. As disputas partidárias, principalmente entre PT e PSDB, serão ainda mais evidentes do que no primeiro semestre. Resultado: o trabalho investigativo deve mais uma vez ficar em segundo plano. Integrantes da comissão avaliam que o ritmo da CPI e a escolha dos requerimentos a serem apreciados e votados estarão ligados diretamente ao andamento do julgamento, que vai ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), principal voz oposicionista na CPI do Cachoeira, atesta que a briga entre governo e oposição será potencializada. "É inegável que a CPI tem relação direta com o mensalão. A temperatura deve se elevar, sim." Para o senador, o comando da comissão vai criar fatos com o objetivo de tentar mudar o foco. "Não tenho nenhuma dúvida. A relatoria já vinha selecionando os alvos. Há também alguns bloqueios em relação às informações que chegam à comissão." Nos bastidores, há rumores de que a relatoria deve protelar os depoimentos do dono da empresa Delta, Fernando Cavendish, e de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) avalia que o clima do julgamento irá tomar conta da CPI. "É um episódio histórico. É evidente que vai se refletir nos trabalhos da comissão. Não tem como não chegar à CPI, mas o importante é que a comissão vai funcionar normalmente." O parlamentar aproveitou a ocasião para cobrar novamente a criação de subcomissões. "Por que há tanto poder na mão de uma pessoa? Tudo isso poderia ser evitado", questionou.
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), reagiu e declarou que o julgamento não irá interferir nos trabalhos investigativos. "Não há nenhuma relação entre a CPI e o mensalão. São pautas diferentes e estruturas diferentes. Não há vasos comunicantes entre ambos. A agenda da CPI vai seguir seu rumo da mesma forma que a agenda do mensalão também. Elas não estão atreladas. Nunca houve nenhuma interferência na CPI em decorrência do julgamento. Não há causa e efeito entre elas", assegurou.
DepoimentosA grande expectativa, no retorno da comissão, é em relação à reunião administrativa marcada para 14 de agosto. A reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem chances de ser aprovada. Em 7 de agosto, a mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, será ouvida. No mesmo dia, a comissão também irá fazer a oitiva do policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de realizar escutas clandestinas para a organização criminosa chefiada pelo contraventor.
Um dia depois, a CPI vai ouvir a ex-mulher de Cachoeira Andréa Aprígio e Rubmaier Ferreira de Carvalho. Ele é contador de várias empresas fantasmas do esquema que receberam cerca de R$ 30 milhões em depósitos realizados pela empreiteira Delta, no foco do escândalo. Hoje, a presidência da comissão vai divulgar os nomes de mais dois depoentes. Eles vão comparecer à CPI em 15 de agosto.
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(**) Marchinha de carnaval.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

01 de agosto de 2012


O Globo

Manchete: Mensalão - STF deve começar julgamento por Dirceu
Pena de Valério pode somar até 66 anos

Advogado do ex-chefe da Casa Civil nega compra de votos e desvio de dinheiro público. Diz que ex-ministro 'não tinha conhecimento dos empréstimos e repasses'


Chamado pelo Ministério Público de "chefe da sofisticada organização criminosa" do mensalão, o ex-ministro José Dirceu encabeça a ação penal e, como o Supremo deverá julgar réu por réu, poderá ser o primeiro a receber sentença. Marcos Valério, operador do mensalão, responde pelo maior número de crimes, e sua pena pode chegar a 66 anos. O julgamento começa amanhã e o ministro Dias Toffoli ainda não disse se vai se declarar impedido, pois sua companheira atuou na defesa de um dos réus. (Págs. 1 e 3 a 6)
Thomaz Bastos deixa Cachoeira
O advogado Márcio Thomaz Bastos renunciou ontem à defesa de Carlinhos Cachoeira. A desistência ocorre um dia após a Polícia Federal abrir inquérito para apurar ameaça da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz do processo a que o bicheiro responde. (Págs. 1 e 7)
Grevistas acenam com o fim do bloqueio na Dutra
Após cinco horas de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e 40 horas de bloqueios na Via Dutra, a mais movimentada do país, líderes dos caminhoneiros se comprometeram ontem a liberar o trânsito em todas as rodovias interditadas por manifestações. Apesar da promessa, a categoria continua dividida. À noite, a Dutra voltou a ser fechada. A paralisação já afeta o abastecimento na Ceasa. (Págs. 1 e 9)
Chávez entra no Mercosul pela rampa do Planalto
O presidente Hugo Chávez, que veio ao Brasil assinar a entrada da Venezuela no Mercosul, pediu para romper o protocolo e fez questão de subir a rampa do Palácio do Planalto, o que só acontece em visitas oficiais de chefes de Estado. Ontem era uma reunião de trabalho. Com o pedido inusitado de Chávez, Dilma deu sinal verde para que os outros dois — Cristina Kirchner, da Argentina, e José Mujica, do Uruguai — tivessem o mesmo privilégio. O Paraguai, em nota, disse que a entrada da Venezuela no bloco é um "atropelo inaceitável". (Págs. 1, 19 e 20)
Novo apagão afeta 670 milhões
O maior apagão da História afetou a vida de cerca de 700 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial, em 20 dos 28 estados da Índia. O governo culpou os estados pelo consumo excessivo de energia. (Págs. 1 e 29)
Superávit fiscal menor em junho
Com a economia em ritmo lento e a arrecadação de impostos em queda, o governo poupou menos para pagar os juros da dívida. O resultado de junho foi de R$ 2,8 bilhões, 80% menor que em 2011. (Págs. 1 e 22)
De olho no bolso: FGTS Petrobras liderou ganhos
O reajuste no preço do diesel, que puxou as ações da Petrobras, fez com que os fundos FGTS da estatal rendessem 4,38% em julho, superando a inflação (1,34%). No acumulado do ano, no entanto, há perda de 12,7%. (Págs. 1 e 25)
Guerra civil na Síria: Conflito fortalece radicais no Iraque
Após o mês mais violento desde a saída das tropas americanas do Iraque, analistas veem um motivo externo para o fortalecimento da insurgência sunita no país: a guerra na vizinha Síria, que já preocupa o governo iraquiano. (Págs. 1 e 31)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Só 0,05% de multas vão para educação de trânsito em SP
Segundo o TCE, Detran descumpre o que manda o Código de Trânsito; órgão afirma que atua em várias campanhas

De tudo o que arrecadou com multas entre 2008 e 2011, o Detran aplicou só 0,05% em educação de motoristas e prevenção de acidentes, relata Eduardo Geraque. O dado, do Tribunal de Contas do Estado, mostra desrespeito ao Código de Trânsito, que destina receita de multas somente para melhoria do trânsito.

Nesse período, a soma das receitas anuais com multas chegou a R$ 603,5 milhões, mas apenas R$ 318 mil foram investidos em serviços previstos pelo código. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Após acordo, greve dos caminhoneiros termina no país
Após o governo federal ceder a reivindicações, caminhoneiros decidiram suspender bloqueios em estradas. O governo acenou com a possibilidade de flexibilizar a lei que regulamenta a carga horária e adiou a aplicação de multas. (Págs. 1 e Poder A8)
Receita examinará todas as declarações de IR paulistanas
A Receita Federal fará pente-fino em todas as declarações do Imposto de Renda dos contribuintes da cidade de São Paulo. Cerca de 600 já foram notificados sob suspeita de deduções indevidas com médicos, pensão alimentícia, educação e previdência. (Págs. 1 e Mercado)
Governo propõe triplicar lista de vítimas da ditadura
A Secretaria de Direitos Humanos propõe quase triplicar a lista de mortos e desaparecidos da ditadura, relata Lucas Ferraz. O estudo, a ser enviado à Comissão da Verdade, detalha novos casos de ao menos 600 pessoas, que não estão na lista atual de 357 mortos. (Págs. 1 e Poder A9)
Réus do mensalão receberam multas de R$ 64 milhões
A Receita confirmou punições contra réus e empresas ligadas ao processo do mensalão que somam pelo menos R$ 64,4 milhões. As decisões apontam que o empresário Marcos Valério e outros membros do “núcleo operacional” do esquema cometeram evasão de divisas e fraudes contábeis, entre outras infrações. (Págs. 1 e Poder A4)
Elio Gaspari
No STF e nos Jogos, torcida é escolha, regra é obrigação. (Págs. 1 e Poder A5)
Justiça proíbe que a polícia retire usuários da cracolândia (Págs. 1 e Cotidiano C9)

Editoriais
Leia “Ajuste de longo prazo”, sobre meta para o superávit primário, e “Estradas bloqueadas”, acerca da ocupação de rodovias por caminhoneiros. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Após dia de caos, caminhoneiros fazem acordo e greve acaba
Motoristas fecham Dutra e houve confronto; governo cria grupo de negociação

Caminhoneiros e governo entraram em acordo ontem, encerrando uma greve que durou sete dias e começava a afetar o abastecimento de alimentos. O ministro Paulo Passos (Transportes) afirmou que será constituída uma “mesa de negociações”, com início dos trabalhos na próxima semana e conclusão em 30 dias. A ata da reunião determina “completa e imediata” suspensão do movimento. Segundo grevistas, a desmobilização seria gradativa e terminaria hoje. Os caminhoneiros protestavam contra regra que exige um intervalo de descanso mínimo de 11 horas a cada 24 horas. Segundo o setor, há poucas áreas de descanso nas rodovias e o rendimento dos caminhoneiros seria reduzido. Na Via Dutra, ontem, os congestionamentos somaram 35 quilômetros. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Aliados vão tentar anistia para Dirceu após mensalão
Aguardando uma absolvição no julgamento do mensalão, que começa amanhã no STF, o ex-ministro José Dirceu articula no Congresso sua anistia política para voltar a disputar eleições em 2014. Aliados dizem ser um “direito” dele. “Se fosse ele, eu pleitearia”, diz o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). (Págs. 1 e Nacional A8)
Tema de campanha

O mensalão deve entrar amanhã na pauta do primeiro debate na TV com candidatos a prefeito de SP. (Págs. 1 e A4)
Venezuela entra no Mercosul e Chávez nega oportunismo
Os integrantes do Mercosul confirmaram ontem, em Brasília, a Venezuela como quinto membro. “Há tempos desejamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, que vê o bloco em uma “nova etapa”. Para o presidente Hugo Chávez, não houve oportunismo político na adesão da Venezuela. “O Paraguai está suspenso, não é parte do Mercosul agora”, justificou. (Págs. 1 e Internacional A10)

Dilma Rousseff
“Estamos conscientes de que o Mercosul inicia uma nova etapa”

Hugo Chávez
“A Venezuela entrou no Mercosul porque tinha de estar e tem de estar"
Governo aceita demissões na GM
O ministro Guido Mantega (Fazenda) aceitou as explicações da GM para dispensar funcionários em São José dos Campos. Ele destacou o saldo positivo do setor. (Págs. 1 e Economia B4)
Justiça proíbe PM de expulsar viciados da cracolândia
Liminar obtida pelo Ministério Público Estadual proíbe a Polícia Militar de expulsar ou obrigar usuários de drogas a circularem contra a sua vontade na cracolândia, no centro de São Paulo. O governo paulista disse que a decisão não interfere na ação policial que realiza na região. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3)
Thomaz Bastos deixa defesa de Cachoeira (Págs. 1 e Nacional A9)

Rolf Kuntz
O ‘pas de deux’ da economia

O setor automobilístico está cumprindo o acordo com o governo, disse Guido Mantega. Então, fica difícil entender o mau humor da presidente Dilma. (Págs. 1 e Economia B4)
Notas & Informações
Mercosul de boina vermelha

O Mercosul diminuiu politicamente com o ingresso da Venezuela do caudilho Hugo Chávez. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: O mensalão e a hora da faxina
Às vésperas do seu mais importante julgamento, que pode se transformar num marco contra a impunidade de políticos no país, Supremo reforça segurança, promove limpeza no prédio e instala detector de metais.

É tudo verdade? 600 testemunhas do processo confirmam maior parte das denúncias de Jefferson.

Andamento do caso no STF vai elevar o tom das disputas entre o PT e o PSDB na CPI do Cachoeira.


Thomaz Bastos abandona defesa de bicheiro para dar assistência jurídica a três réus do mensalão. (Págs. 1 e 2 a 5)
Novos rumos: Venezuela sobe a rampa do Mercosul
Com direito a recepção da presidente Dilma e encontro de chefes de Estado no Palácio do Planalto, Hugo Chávez formalizou a entrada de seu país no bloco. Apesar do ingresso só ter sido possível após a suspensão do Paraguai, que não ratificou a adesão, Brasil, Argentina e Uruguai apostam que o novo membro fortalecerá a economia do continente. Essa é a primeira ampliação do Mercosul desde 1991. (Págs. 1, 16 e Visão Do Correio, 14)
Brasília terá mais de 4 milhões de pessoas em 2030 (Págs. 1 e 21)

Congresso: CPI deve votar convocação de Russomanno
O PSol e o PPS protocolaram pedido para que Celso Russomanno — candidato pelo PRB à prefeitura de São Paulo e um dos líderes da disputa — seja ouvido na CPI do Cachoeira. Segundo investigação da PF, revelada pelo Correio, a quadrilha do bicheiro teria depositado R$ 7 milhões para Russomanno no México. Ele nega ter conta no exterior. O PT comemorou o suposto envolvimento dele com o esquema. (Págs. 1 e 6)
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Valor Econômico

Manchete: Indústria volta a liderar a atração de capital externo
Com perda de produtividade e desempenho medíocre nos últimos dois anos, a indústria brasileira ainda assim reconquistou a preferência dos investidores estrangeiros, que andava recaindo sobre o setor de serviços. No primeiro semestre, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos para aquisições de participação no capital de empresas industriais foi de US$ 12,9 bilhões, com aumento de 33%.

O capital estrangeiro na indústria está seguindo a trilha do consumo doméstico, que continua forte e com crescimento superior ao da demanda dos países desenvolvidos da Europa e Estados Unidos. Depois da metalurgia, são os setores alimentício e farmacêutico que receberam mais aportes externos ou foram alvos diretos de fusões e aquisições. Esse mercado de compras esteve bastante aquecido no período e o movimento foi puxado pelos investidores externos, que participaram de mais da metade (225) das 433 operações registradas pela consultoria KPMG. (Págs. 1 e A5)
Commodities têm miniboom, mas tendência é de acomodação
A disparada das cotações internacionais dos grãos causará estragos, mas não se espera uma crise “agroinflacionária” global.

Cálculos do Valor Data mostram que o milho encerrou julho 35,5% mais valorizado que no mês anterior na bolsa de Chicago. No caso do trigo, a média do mês passado foi 29,6% maior que a de junho, enquanto na soja o salto foi de 14,9%. São variações poucas vezes vistas em Chicago. No mercado de soja, é a maior alta entre médias mensais desde março de 2005; no de milho, desde junho de 1988 e, no do trigo, desde agosto de 1973. (Págs. 1, B15 e B16)
Fotolegenda: Movimentação no porto
O início das operações de carga do terminal da Embraport, no porto de Santos, está marcado pata o início do ano que vem, informa seu novo presidente, Ernst Schulze. O BNDES vai financiar R$600 milhões do investimento na primeira fase e o BID, outros R$ 770 milhões. (Págs. 1 e B12)
Prefeituras fecham junho com déficit
Os Estados e municípios tiveram seu mais fraco desempenho em um mês de junho dos últimos 14 anos. Na primeira metade do ano, seus resultados atingiram 41% do superávit fiscal primário que o governo federal espera deles em 2012, de R$ 42,8 bilhões.

As prefeituras mergulharam em déficit primário. Nos municípios pode ter ocorrido a antecipação de despesas, por causa das restrições impostas aos gastos pela legislação eleitoral. Essas restrições podem contribuir para resultado melhor no segundo semestre. (Págs. 1 e A3)
Greve de caminhoneiros divide setor e é suspensa
A paralisação de caminhoneiros, que provocou congestionamentos em rodovias de 12 Estados pelo terceiro dia consecutivo, dividiu o setor de transporte de cargas no país. O movimento foi organizado por entidades ligadas a motoristas donos de seus próprios caminhões. Também foi apoiado por empresas de transporte de carga. Outros representantes do setor — como os motoristas contratados por filiadas à Confederação Nacional do Transporte — não apoiaram a greve.

Ontem à noite, depois que o governo recebeu representantes do setor e endureceu o tom ao avisar que só voltaria a negociar com as estradas liberadas, lideranças dos caminhoneiros prometeram suspender a manifestação em todo o país. (Págs. 1 e A4)
Outorgas de novas concessões acirram a competição na TV por assinatura (Págs. 1 e B3)

Desemprego volta a bater recorde na zona do euro (Págs. 1 e A13)

Rhodia terá fábrica de biobutanol no Brasil, diz Kamel (Págs. 1 e B1)

Bertin na Aneel
A Aneel deu ontem soluções diferentes a sete pedidos apresentados pelo grupo Bertin. Entre elas, abriu a possibilidade de devolução de quatro usinas térmicas que jamais saíram do papel, mas impôs quatro condições para isso. (Págs. 1 e B1)
TAM e Gol perdem espaço
A TAM e a Gol acumulam queda de 0,38% e 2,44%, respectivamente, nos voos domésticos no primeiro semestre. Avianca, Azul, Trip e Webjet cresceram 56,72% no fluxo de passageiros transportados. (Págs. 1 e B6)
Expectativa para setor imobiliário
As maiores incorporadoras de capital aberto devem apresentar resultados no segundo trimestre piores que os do mesmo período de 2011, conforme os analistas. A exceção entre as grandes deve ser a Cyrela Brazil Realty. (Págs. 1 e B10)
Gradin e Odebrecht sem acordo
Após três horas e meia, a primeira audiência entre as famílias Gradin e Odebrecht terminou ontem sem acordo. Mas a juíza Maria de Lourdes Oliveira de Araújo agendou para 23 de agosto novo encontro para ouvir testemunhas. (Págs. 1 e B11)
FMI vê riscos no crédito
Apesar dos avanços do Brasil na regulação e supervisão bancárias, o FMI ainda vê riscos decorrentes da expansão do crédito e enxerga indícios de tensões nos empréstimos às famílias e no setor imobiliário. (Págs. 1 e C1)
Brasil atrai menos o Chile
Os investidores institucionais do Chile são importantes compradores de ativos brasileiros, em especial os fundos de pensão locais. Mas o Brasil já não agrada tanto quanto costumava, o que tem aberto espaço para concorrentes da região. (Págs. 1 e C12)
Oportunidades na Olimpíada
A expansão do negócio “Olimpíadas” promove um crescimento de oportunidades de trabalho. No comitê organizador da Rio 2016, 60 mil pessoas estarão trabalhando durante o evento. (Págs. 1 e D5)
Questões tributárias no STJ
O Superior Tribunal de Justiça retoma as atividades sob a expectativa de que se torne protagonista na resolução de questões tributárias, com o Supremo Tribunal voltado para o julgamento do mensalão. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Yu Yongding

A China precisa escolher entre crescimento maior ou ajuste estrutural mais rápido. Não pode ter os dois ao mesmo tempo. (Págs. 1 e A15)

Carlos Lessa

O Brasil não tem nenhum projeto nacional de longo prazo, a não ser a expansão da economia do petróleo. (Págs. 1 e A15)
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terça-feira, julho 31, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] MALANDRO AGULHA

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''THE DAY AFTER'' [II]



Para FHC, decisão terá impacto sobre cultura polí tica



Autor(es): Por Vandson Lima | De São Paulo
Valor Econômico - 31/07/2012
 

Ao comentar o julgamento da ação penal do mensalão, que começará na quinta-feira, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso contestou as críticas que o Supremo Tribunal Federal tem recebido de que estaria dando demasiadamente ouvidos à opinião pública em suas decisões. A avaliação de FHC foi postada em vídeo no site "Observador Político", por ele criado.
"Claro que o juiz julga pela lei, mas a lei não é algo que não tenha relação com a vida. É claro que [a opinião pública] não pode substituir a lei. Agora, a existência de opiniões na sociedade faz parte de um processo eminentemente político", afirmou o ex-presidente. "O juiz vai ter que separar o joio do trigo".
Para o tucano, o julgamento será "um importante momento da história brasileira, da democracia" e pode marcar profundamente a cultura política do país. "O comentário de que não há punição no Brasil e de que a corrupção está ligada a isso é frequente", observou.
FHC afirma que a população deve estar atenta ao seu resultado. "Isso pode mudar muito a cultura política brasileira". Ele elogia a atuação do STF. "Precisamos estar atentos nos próximos dias às decisões do Supremo Tribunal Federal, que na verdade tem tomado nos últimos tempos decisões muito importantes, corajosas".
O ex-presidente defendeu que se faça um julgamento isento do caso. "Eu tenho muita confiança que o Supremo mostrará que as instituições no Brasil valem. Veja bem, eu não estou dizendo que tem de condenar este ou aquele, isso tem que ver nos autos. O que for correto, absolve, e o que for crime, castigo", observou. (Com Folhapress).
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