A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, agosto 02, 2012
NEGUE ! (... diga que você já me esqueceu) *
A HORA DO MENSALÃO - RÉUS SOFREM DERROTA NA VÉSPERA DO JULGAMENTO
| DELÚBIO SOARES VIRA RÉU DE NOVO |
Autor(es): Ailton de Freitas |
| O Globo - 02/08/2012 |
SÃO PAULO Às vésperas do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa hoje, a Justiça Federal de São Paulo aceitou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e transformou em réu o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por lavagem de dinheiro. Na ação do STF, ele responde apenas por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Em 2007, quando a Procuradoria Geral da República apresentou ao Supremo a denúncia do mensalão, ainda não havia elementos para acusar Delúbio de lavagem de dinheiro. Por isso, o caso foi transferido para a Procuradoria da República em São Paulo, que continuou as investigações. Como o ex-tesoureiro do PT não tem foro privilegiado, a ação foi proposta, em maio, na primeira instância da Justiça Federal.
O juiz Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo, aceitou em 6 de julho a denúncia em que Delúbio é acusado de receber de duas agências de publicidade do lobista Marcos Valério - a SMP&B e a DNA Propaganda Ltda -R$ 450 mil, oriundos de atividades ilegais.
De acordo com a denúncia do MPF, o dinheiro chegava até as mãos do petista por meio de um esquema fraudulento que envolvia o Banco Rural. Nos mesmos moldes da acusação que consta na denúncia da ação do mensalão que corre no Supremo, o Ministério Público Federal em São Paulo diz que as agências de Valério conseguiram empréstimos fictícios na instituição, que nunca eram cobrados. Também acusa as agências de desviarem recursos de contratos celebrados com o governo federal e estatais. Por esse esquema, as empresas recebiam dinheiro, mas não prestavam o serviço.
Ainda segundo a denúncia, o Banco Rural autorizou, entre novembro de 2003 e março de 2004, que representantes de Delúbio, sem se identificar, realizassem os saques em dinheiro na agência da instituição. A SMP&B e DNA emitiam cheques nominais a elas próprias e informavam a funcionários do banco os nomes das pessoas que fariam a retirada do dinheiro. O Ministério Público Federal levantou dois casos em que um gerente da SMP&B passou por e-mail o nome da pessoa que pegaria o valor sacado. Delúbio era tesoureiro do PT na época.
O Ministério Público Federal diz ainda na ação que o banco atuava de forma irregular na liberação de recursos porque tinha interesses no governo, entre eles conseguir influência para comprar o Banco Mercantil de Pernambuco. Na defesa da ação que corre no Supremo, a ex-presidente do banco Kátia Rebelo diz que os empréstimos feitos para as empresas de Valério foram legais.
Denúncia do MPF aborda o mensalão
A denúncia também aborda o esquema de pagamentos em troca de apoio político ao governo no Congresso.
"As agências de publicidade repassavam os recursos ilicitamente obtidos a representantes do Partido dos Trabalhadores, entre outros, seja para apropriação pessoal de seus membros, seja para repasse a membros congressistas da base aliada, a fim de obtenção de apoio ao Poder Executivo", diz o texto da ação. A procuradora Ana Cristina Bandeira Lins afirma que o objetivo do esquema era ocultar a movimentação e a propriedade do dinheiro porque o nome de Delúbio não aprecia como destinatário. "Os elementos constantes no inquérito policial que acompanham a denúncia trazem, na trilha cognitiva cabível no presente momento processual, a certeza necessária para o início de uma nova persecução criminal, ante os fortes indícios de materialidade e autoria delitiva, havendo, portanto, justa causa para a ação penal", escreveu o juiz Catapani, no despacho em que aceitou a denúncia.
O advogado de Delúbio, Arnaldo Malheiros, foi procurado em seu escritório na tarde de ontem, mas a secretária informou que ele estava a caminho de Brasília para o julgamento no Supremo. Ele não retornou a ligação do GLOBO. Na defesa no Supremo, Delúbio alega que os repasses para políticos eram destinados ao pagamento de dívidas de campanha. O dinheiro para fazer esses repasses era proveniente de empréstimos legais feitos pelo Banco Rural para as agências de publicidade de Valério.
Quando o escândalo do mensalão veio à tona, Delúbio chegou a ser expulso do PT. A sua reintegração à legenda só foi aprovada no ano passado. Na ação do mensalão no Supremo, o ex-tesoureiro é citado como peça-chave do núcleo político do esquema ao lado do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino. Delúbio usou os últimos meses para percorrer e apresentar a sua defesa para militantes petistas e da CUT.
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NEGUE (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos).
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''É HOJE O DIA DA ALEGRIA/ E A TRISTEZA..." *
DIVIDIDO, SUPREMO INICIA HOJE JULGAMENTO HISTÓRICO
| DESTINO DE MENSALEIROS COMEÇA A SER ESCRITO |
Correio Braziliense - 02/08/2012 |
Os brasilienses serão espectadores privilegiados de um julgamento que vai marcar para sempre a história do país. O processo que ficou conhecido como mensalão começa a ser analisado às 14h pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No banco dos réus, 38 acusados de sete crimes: corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Revelado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson, o escândalo estarreceu a nação, derrubou o então todo-poderoso ministro José Dirceu e abalou o primeiro governo Lula. Em países como a França e os EUA é comum ver políticos corruptos irem para a cadeia. No Brasil, não. Especialista ouvido pelo Correio não acredita que o STF quebre esse paradigma. Ontem, véspera do julgamento, o Supremo vivia outro dilema: o ministro Marco Aurélio Mello levantou a hipótese de a Corte decidir se o colega Dias Toffoli, ex-advogado do PT e assessor de Dirceu na Casa Civil, deve ou não ser declarado impedido de julgar o caso.
Veja passo a passo o que vai ocorrer no plenário do STF.
Delúbio Soares se torna réu também na Justiça de São Paulo.
Brasília vivencia a partir de hoje um dos principais momentos da história republicana no país: o julgamento de acusados de participar do maior escândalo político do governo Lula
A partir das 14h de hoje, um julgamento irá marcar para sempre a história do país. Quando o ministro Joaquim Barbosa ler as primeiras palavras do relatório da ação penal nº 470, mais conhecida como mensalão, uma sentença começará a tomar forma e deverá atingir 38 pessoas, acusadas de sete crimes investigados: lavagem de dinheiro, corrupções ativa e passiva, formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta. O evento, porém, irá repercutir diretamente na política e no cidadão brasileiro. Influenciará nas eleições, nas relações partidárias e, espera-se, na própria forma de autoridades, parlamentares e empresários tratarem o dinheiro público. Respeito é o que se deseja.
Brasília será uma observadora privilegiada do julgamento, previsto para durar pelo menos um mês. A rotina da capital neste período irá mudar, com as atenções voltadas para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A cidade feita para abrigar o centro do poder político irá vivenciar cada momento do destino dos acusados e o próprio destino de um país, onde supostos atos criminosos são julgados, mesmo que depois de sete anos. "O que se vai examinar é se certas práticas políticas ainda têm lugar no nosso país", disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
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(*) Trecho de letra de samba-enredo carnavalesco. É HOJE (Caetano Veloso).
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PIB E O RETRATO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA
A maior retração desde 2009
| No fundo do poço |
Autor(es): agência o globo:Débora Diniz |
| O Globo - 02/08/2012 |
Indústria caiu 5,5% em junho, maior queda desde 2009. Mantega vê ponto de virada
RIO E BRASÍLIA A produção industrial brasileira fechou o primeiro semestre com um recuo de 3,8%, conforme pesquisa mensal divulgada ontem pelo IBGE. Comparados ao mesmo mês do ano passado, os resultados de junho mostram que o desempenho encolheu 5,5%, a maior queda desde setembro de 2009. Nem a pequena reação frente a maio - de 0,2% - foi capaz de reverter a expectativa negativa para a indústria este ano. Uma conta feita pelo próprio IBGE mostra que a indústria produz hoje o mesmo que fabricava há três anos.
A previsão é que o setor feche o ano com retração de 2%. Se a projeção se confirmar, será a primeira vez desde a crise global de 2009 que a indústria cortará produção no ano.
- Os dados mostram clara predominância de resultados negativos para o setor industrial no primeiro semestre. O crescimento de 0,2% verificado entre maio e junho representa uma interrupção nos recuos, mas ainda não é possível dizer que seja uma tendência - afirma André Luiz Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a produção industrial atingiu um ponto de virada, a partir do qual passará a apresentar resultados melhores que os das últimas pesquisas.
- Ela (a produção industrial) está dando uma virada. É um ponto de inflexão depois de ter crescimento negativo durante vários meses consecutivos. Vejo que, agora, é um ponto de virada. Daqui para frente, vamos ter resultados melhores - afirmou Mantega, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Mas até a reação chegar, os números são todos negativos. O fechamento do segundo trimestre de 2012 também aponta queda frente a 2011, de 4,5%. Em relação ao primeiro trimestre, o recuo é de 1,1%. A reação tímida de junho, embora positiva, foi muito abaixo do esperado pelos analistas: a expectativa era que a produção crescesse entre 0,8% e 0,9% no mês frente a maio.
- Nossa estimativa é que a produção industrial feche o ano com um recuo de 2%. Para chegar a dezembro estagnada, sem perdas, seria necessário crescer a uma taxa mensal de 2,1% de julho a dezembro, o que não é nenhum pouco factível - analisa o economista Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências.
Mais produção de carros
Três setores foram fundamentais para que o resultado de junho interrompesse a série negativa: o grupo que inclui aviões e motocicletas (denominado pelo IBGE como "de outros equipamentos de transporte"), com expansão de 12,5%; o farmacêutico, com alta de 8,6%; e o de veículos automotores, que com o avanço de 3% conseguiu recuperar parte do recuo de 3,6% acumulado de março a maio de 2012.
- A expectativa é que o ritmo da produção acelere de forma mais expressiva no segundo semestre - prevê Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, que projeta recuo de 0,5% na produção industrial este ano.
A reação da indústria automotiva pode ser atribuída ao esvaziamento dos pátios das montadoras, reflexo das medidas de incentivo ao consumo lançadas pelo governo, como a redução do IPI e o corte nas taxas de juros. Em junho, o estoque, que era para 40 dias, baixou para 30 dias.
Também houve melhora na produção de bens duráveis, que saltou 4,8% em junho frente a maio. O crescimento é outro sinal de que as medidas do governo para estimular o consumo estão começando a aparecer no setor produtivo, já que o grupo engloba eletrodomésticos e móveis, também beneficiados com a prorrogação da redução do IPI.
Alcides Leite, economista da Trevisan Escola de Negócios, considerou que o crescimento do índice não é suficiente para representar uma virada.
- Essa melhoria resulta dos incentivos do governo. Mas a indústria está estagnada.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) suspende decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, de omissão em desvio de recursos do banco para o valerioduto
Na véspera do início do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa hoje às 14h, réus do processo sofreram ontem duas derrotas: em São Paulo, a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por lavagem de dinheiro. Delúbio, que no STF responde por formação de quadrilha e corrupção ativa, agora também é acusado de receber, de duas agências de Marcos Valério, R$ 450 mil supostamente oriundos de atividades ilegais. Valério é apontado como operador do mensalão. No Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Aroldo Cedraz suspendeu a decisão que inocentava Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil e também réu do mensalão, de omissão no desvio de dinheiro do banco para a agência DNA, de Valério. (Págs. 1 e 3 a 8)
Presença de Toffoli é criticada (Págs. 1 e 5)
Tumor de Jefferson é maligno (Págs. 1 e 4)
Merval Pereira: Julgamento e Democracia
A cidadania festeja o fato de que ninguém sabe o resultado que sairá da cabeça dos juizes. (Págs. 1 e 4)
Demétrio Magnoli: Em nome da história
Julga-se tipo especial de corrupção: a que tenta se legitimar invocando a História. (Págs. 1 e 19)
Editorial: Tarefa árdua
É quase impossível negar que houve dinheiro público no esquema. (Págs. 1 e 18)
Sete anos após sua delação pelo ex-deputado Roberto Jefferson em entrevista à Folha, o mensalão começa hoje a ser julgado pelo STF em meio à pressão sobre o ministro José Dias Toffoli.
Ex-advogado do PT e ligado ao ex-presidente Lula, ele escreveu em 2006 que o esquema não havia sido comprovado. Ontem, o procurador Roberto Gurgel não descartou pedir afastamento de Toffoli. O ministro Marco Aurélio Mello disse que seria “triste” discutir o tema. (Págs. 1 e Poder A4)
Mônica Bergamo
Até a namorada pressiona ministro a não votar no caso (Págs. 1 e Ilustrada E2)
Painel
Em 2009, Toffoli disse que poderia se declarar impedido. (Págs. 1 e Poder A4)
Mensalão/Julgamento
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, protagonista do primeiro dia do julgamento do mensalão no STF, hoje, disse ao repórter Felipe Recondo que “para ser feita justiça” o tribunal terá de condenar os 38 réus. “Eu creio que o Supremo fará justiça. E, na visão do Ministério Público, justiça é condenar todos”, disse. Para Gurgel, as provas são “contundentes” e “falam por si”. José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Marcos Valério serão os principais alvos. Gurgel ressaltará a participação do núcleo político e lembrará os principais fatos que comprovariam a existência da compra de votos no Congresso. Relator do inquérito no STF, Joaquim Barbosa votará a favor da condenação. Os advogados de defesa vão ao ataque contra Gurgel. Márcio Thomaz Bastos pedirá que sejam remetidos para tribunais de primeira instância os processos de réus que não possuem foro privilegiado. (Págs. 1 e Nacional A4, A6, A8, A10 e A11 a A14)
Análise: Dora Kramer
Em jogo, o amanhã
A depender do que digam os ministros do Supremo nesse período crucial, será facilitado ou dificultado o exercício da prevaricação impune entre nós. (Págs. 1 e A6)
O chamado custo Brasil vai avançando e a indústria vai ficando para trás. O governo tem respondido a essa ineficiência com ainda mais ineficiência. (Págs. 1 e Economia B2)
O bloco tornou-se um clube com objetivos políticos, que não valoriza o mercado, a internacionalização da economia e a competitividade. (Págs. 1 e Internacional A20)
O governo continua concentrado em medidas de varejo. O País precisa de mudanças no atacado. (Págs. 1 e A3)
Veja passo a passo o que vai ocorrer no plenário do STF.
Delúbio Soares se torna réu também na Justiça de São Paulo. (Págs. 1, 2 a 12 e Visão do Correio, 20)
Os balanços das operadoras referentes ao segundo trimestre já mostraram que o setor de telecomunicações também não é tão imune ao desaquecimento da economia quanto se imaginava. Enfrentando desaceleração de receitas, nenhuma das três companhias abertas do setor - Oi, TIM e Vivo - teve aumento de lucro em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas da Claro, que não tem capital aberto, recuaram 2,5%, para R$ 3,14 bilhões, segundo dados disponíveis no balanço de sua controladora, a mexicana América Móvil. (Págs. 1 e B3)
Quem deve dominar a cena hoje é um cearense de 57 anos, discreto e de poucas palavras, quase "crepuscular", na definição dos colegas de trabalho: Roberto Gurgel Monteiro Santos, procurador-geral da República. Ele será o responsável por sustentar a denúncia contra os acusados de integrar o suposto esquema de compra de votos no Congresso, no primeiro mandato do governo Lula. (Págs. 1 e A8 a A13)
O julgamento que começa hoje talvez guarde alguma diferença pelas personagens envolvidas, em número e importância, pelo tamanho do processo e pela qualidade dos advogados. Apesar disso, não se pode dizer que este é o caso mais importante já enfrentado pelo STF. Não mais, por exemplo, que o julgamento das condutas de um presidente deposto dentro da lei. (Págs. 1 e A9)
As empresas estão dirigindo os investimentos para Costa do Marfim e Indonésia e não têm planos de elevar a capacidade de produção no Brasil. É o caso da Delfi, do grupo Petras Food. Segundo sua diretora Patrícia Moles, o maior problema é a falta de matéria-prima local. O último investimento da Cargill no segmento no país, de cerca de US$ 7 milhões, foi há cinco anos. (Págs. 1, B11 e B12)
Boa parte das dificuldades enfrentadas pelo setor industrial hoje resulta do aperto do mercado de trabalho. (Págs. 1 e A17)
Ribamar Oliveira
É provável que em julho, pelo segundo mês consecutivo, a arrecadação da Receita registre queda nominal. (Págs. 1 e A2)
quarta-feira, agosto 01, 2012
''QUEM NÃO PODE COM MANDINGA, NÃO CARREGA PATUÁ..." **.
Thomaz Bastos deixa Cachoeira
| Márcio Thomaz Bastos deixa defesa do bicheiro Cachoeira |
Autor(es): agência o globo:Jailton de Carvalho |
| O Globo - 01/08/2012 |
Desistência ocorre na antevéspera do início do julgamento do mensalão e um dia depois que mulher do contraventor foi acusada de ameaçar juiz
BRASÍLIA . O advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, renunciou ontem à defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A saída da equipe de Bastos foi anunciada um dia depois de a Polícia Federal abrir inquérito para apurar suposta tentativa de chantagem de Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, contra o juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal de Goiânia. Rocha Santos está à frente do processo em que Cachoeira e mais sete réus são acusados de corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha armada.
O advogado Augusto Arruda Botelho, um dos auxiliares de Bastos, negou qualquer relação entre a saída do caso e a suposta chantagem.
- É mera coincidência. Nós já havíamos acertado que iríamos sair do caso - disse Botelho.
Segundo ele, as conversas sobre a troca de advogados teriam começado antes mesmo dos interrogatórios de réus e testemunhas na Justiça Federal semana passada. A equipe também deixou a defesa de Cachoeira no processo em que ele responde na 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal por suposta tentativa de fraude em licitação.
Mas, mesmo após a renúncia, o escritório do ex-ministro deve permanecer nos dois processos por mais dez dias, conforme determina o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Até lá, Cachoeira deverá contratar novos advogados. O Ministério Público Federal em Goiás já espera um atraso na decisão judicial sobre o caso, uma vez que a nova defesa jurídica a ser constituída por Cachoeira vai requerer um novo prazo para analisar os autos. Autoridades que atuam no caso acreditam que a saída do escritório de Thomaz Bastos pode ser mais uma estratégia do grupo do bicheiro, uma forma de ganhar tempo nesta fase final do processo em curso na Justiça Federal de Goiás.
Em meio à rescisão de contratos com os advogados, Andressa pagou ontem fiança de R$ 100 mil à Justiça Federal para não ser presa. Nos próximos dias, a PF deverá concluir o inquérito em que Andressa é investigada por corrupção ativa. O delegado Sandro Paes só precisa aguardar a conclusão do exame grafotécnico do bilhete que ela entregou a Rocha Santos na quinta-feira passada para apresentar relatório final do caso. No bilhete, constam os nomes de três pessoas ligadas ao juiz que teriam problemas com a Justiça. Um dossiê sobre os três seria divulgado a mando de Cachoeira se o juiz não inocentasse o bicheiro, conforme relato do magistrado.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não veem necessidade de que Rocha Santos preste depoimento no inquérito sobre o assunto.
- Ele (Rocha Santos) fez um relatório bem detalhado. Todas as informações já estão lá. Acredito que a polícia concluirá logo este inquérito - disse a procuradora Léa Batista de Oliveira ao GLOBO.
Andressa não quis fornecer material para comparação e não rebateu as acusações formuladas pelo juiz no relatório encaminhado ao MPF.
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(**) ... trecho de música popular brasileira.
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''... AS ÁGUAS VÃO ROLAR, " **
O MENSALÃO E A HORA DA FAXINA
| JULGAMENTO ESQUENTA O DEBATE NO CONGRESSO |
Autor(es): JOÃO VALADARES |
| Correio Braziliense - 01/08/2012 |
Às vésperas do seu mais importante julgamento, que pode se transformar num marco contra a impunidade de políticos no país, Supremo reforça segurança, promove limpeza no prédio e instala detector de metais.
É tudo verdade? 600 testemunhas do processo confirmam maior parte das denúncias de Jefferson.
Andamento do caso no STF vai elevar o tom das disputas entre o PT e o PSDB na CPI do Cachoeira.
Thomaz Bastos abandona defesa de bicheiro para dar assistência jurídica a três réus do mensalão.
Análise do mensalão no STF vai influenciar os embates entre PT e PSDB na CPI do Cachoeira
A temperatura política da CPI do Cachoeira, que retoma os trabalhos na terça-feira da próxima semana, vai subir com o início do julgamento do mensalão. As disputas partidárias, principalmente entre PT e PSDB, serão ainda mais evidentes do que no primeiro semestre. Resultado: o trabalho investigativo deve mais uma vez ficar em segundo plano. Integrantes da comissão avaliam que o ritmo da CPI e a escolha dos requerimentos a serem apreciados e votados estarão ligados diretamente ao andamento do julgamento, que vai ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), principal voz oposicionista na CPI do Cachoeira, atesta que a briga entre governo e oposição será potencializada. "É inegável que a CPI tem relação direta com o mensalão. A temperatura deve se elevar, sim." Para o senador, o comando da comissão vai criar fatos com o objetivo de tentar mudar o foco. "Não tenho nenhuma dúvida. A relatoria já vinha selecionando os alvos. Há também alguns bloqueios em relação às informações que chegam à comissão." Nos bastidores, há rumores de que a relatoria deve protelar os depoimentos do dono da empresa Delta, Fernando Cavendish, e de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) avalia que o clima do julgamento irá tomar conta da CPI. "É um episódio histórico. É evidente que vai se refletir nos trabalhos da comissão. Não tem como não chegar à CPI, mas o importante é que a comissão vai funcionar normalmente." O parlamentar aproveitou a ocasião para cobrar novamente a criação de subcomissões. "Por que há tanto poder na mão de uma pessoa? Tudo isso poderia ser evitado", questionou.
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), reagiu e declarou que o julgamento não irá interferir nos trabalhos investigativos. "Não há nenhuma relação entre a CPI e o mensalão. São pautas diferentes e estruturas diferentes. Não há vasos comunicantes entre ambos. A agenda da CPI vai seguir seu rumo da mesma forma que a agenda do mensalão também. Elas não estão atreladas. Nunca houve nenhuma interferência na CPI em decorrência do julgamento. Não há causa e efeito entre elas", assegurou.
DepoimentosA grande expectativa, no retorno da comissão, é em relação à reunião administrativa marcada para 14 de agosto. A reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem chances de ser aprovada. Em 7 de agosto, a mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, será ouvida. No mesmo dia, a comissão também irá fazer a oitiva do policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de realizar escutas clandestinas para a organização criminosa chefiada pelo contraventor.
Um dia depois, a CPI vai ouvir a ex-mulher de Cachoeira Andréa Aprígio e Rubmaier Ferreira de Carvalho. Ele é contador de várias empresas fantasmas do esquema que receberam cerca de R$ 30 milhões em depósitos realizados pela empreiteira Delta, no foco do escândalo. Hoje, a presidência da comissão vai divulgar os nomes de mais dois depoentes. Eles vão comparecer à CPI em 15 de agosto.
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(**) Marchinha de carnaval.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Advogado do ex-chefe da Casa Civil nega compra de votos e desvio de dinheiro público. Diz que ex-ministro 'não tinha conhecimento dos empréstimos e repasses'
Chamado pelo Ministério Público de "chefe da sofisticada organização criminosa" do mensalão, o ex-ministro José Dirceu encabeça a ação penal e, como o Supremo deverá julgar réu por réu, poderá ser o primeiro a receber sentença. Marcos Valério, operador do mensalão, responde pelo maior número de crimes, e sua pena pode chegar a 66 anos. O julgamento começa amanhã e o ministro Dias Toffoli ainda não disse se vai se declarar impedido, pois sua companheira atuou na defesa de um dos réus. (Págs. 1 e 3 a 6)
De tudo o que arrecadou com multas entre 2008 e 2011, o Detran aplicou só 0,05% em educação de motoristas e prevenção de acidentes, relata Eduardo Geraque. O dado, do Tribunal de Contas do Estado, mostra desrespeito ao Código de Trânsito, que destina receita de multas somente para melhoria do trânsito.
Nesse período, a soma das receitas anuais com multas chegou a R$ 603,5 milhões, mas apenas R$ 318 mil foram investidos em serviços previstos pelo código. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Caminhoneiros e governo entraram em acordo ontem, encerrando uma greve que durou sete dias e começava a afetar o abastecimento de alimentos. O ministro Paulo Passos (Transportes) afirmou que será constituída uma “mesa de negociações”, com início dos trabalhos na próxima semana e conclusão em 30 dias. A ata da reunião determina “completa e imediata” suspensão do movimento. Segundo grevistas, a desmobilização seria gradativa e terminaria hoje. Os caminhoneiros protestavam contra regra que exige um intervalo de descanso mínimo de 11 horas a cada 24 horas. Segundo o setor, há poucas áreas de descanso nas rodovias e o rendimento dos caminhoneiros seria reduzido. Na Via Dutra, ontem, os congestionamentos somaram 35 quilômetros. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Tema de campanha
O mensalão deve entrar amanhã na pauta do primeiro debate na TV com candidatos a prefeito de SP. (Págs. 1 e A4)
Dilma Rousseff
“Estamos conscientes de que o Mercosul inicia uma nova etapa”
Hugo Chávez
“A Venezuela entrou no Mercosul porque tinha de estar e tem de estar"
O setor automobilístico está cumprindo o acordo com o governo, disse Guido Mantega. Então, fica difícil entender o mau humor da presidente Dilma. (Págs. 1 e Economia B4)
O Mercosul diminuiu politicamente com o ingresso da Venezuela do caudilho Hugo Chávez. (Págs. 1 e A3)
É tudo verdade? 600 testemunhas do processo confirmam maior parte das denúncias de Jefferson.
Andamento do caso no STF vai elevar o tom das disputas entre o PT e o PSDB na CPI do Cachoeira.
Thomaz Bastos abandona defesa de bicheiro para dar assistência jurídica a três réus do mensalão. (Págs. 1 e 2 a 5)
O capital estrangeiro na indústria está seguindo a trilha do consumo doméstico, que continua forte e com crescimento superior ao da demanda dos países desenvolvidos da Europa e Estados Unidos. Depois da metalurgia, são os setores alimentício e farmacêutico que receberam mais aportes externos ou foram alvos diretos de fusões e aquisições. Esse mercado de compras esteve bastante aquecido no período e o movimento foi puxado pelos investidores externos, que participaram de mais da metade (225) das 433 operações registradas pela consultoria KPMG. (Págs. 1 e A5)
Cálculos do Valor Data mostram que o milho encerrou julho 35,5% mais valorizado que no mês anterior na bolsa de Chicago. No caso do trigo, a média do mês passado foi 29,6% maior que a de junho, enquanto na soja o salto foi de 14,9%. São variações poucas vezes vistas em Chicago. No mercado de soja, é a maior alta entre médias mensais desde março de 2005; no de milho, desde junho de 1988 e, no do trigo, desde agosto de 1973. (Págs. 1, B15 e B16)
As prefeituras mergulharam em déficit primário. Nos municípios pode ter ocorrido a antecipação de despesas, por causa das restrições impostas aos gastos pela legislação eleitoral. Essas restrições podem contribuir para resultado melhor no segundo semestre. (Págs. 1 e A3)
Ontem à noite, depois que o governo recebeu representantes do setor e endureceu o tom ao avisar que só voltaria a negociar com as estradas liberadas, lideranças dos caminhoneiros prometeram suspender a manifestação em todo o país. (Págs. 1 e A4)
A China precisa escolher entre crescimento maior ou ajuste estrutural mais rápido. Não pode ter os dois ao mesmo tempo. (Págs. 1 e A15)
Carlos Lessa
O Brasil não tem nenhum projeto nacional de longo prazo, a não ser a expansão da economia do petróleo. (Págs. 1 e A15)
terça-feira, julho 31, 2012
''THE DAY AFTER'' [II]
Para FHC, decisão terá impacto sobre cultura polí tica
Autor(es): Por Vandson Lima | De São Paulo |
| Valor Econômico - 31/07/2012 |
Ao comentar o julgamento da ação penal do mensalão, que começará na quinta-feira, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso contestou as críticas que o Supremo Tribunal Federal tem recebido de que estaria dando demasiadamente ouvidos à opinião pública em suas decisões. A avaliação de FHC foi postada em vídeo no site "Observador Político", por ele criado.
"Claro que o juiz julga pela lei, mas a lei não é algo que não tenha relação com a vida. É claro que [a opinião pública] não pode substituir a lei. Agora, a existência de opiniões na sociedade faz parte de um processo eminentemente político", afirmou o ex-presidente. "O juiz vai ter que separar o joio do trigo".
Para o tucano, o julgamento será "um importante momento da história brasileira, da democracia" e pode marcar profundamente a cultura política do país. "O comentário de que não há punição no Brasil e de que a corrupção está ligada a isso é frequente", observou.
FHC afirma que a população deve estar atenta ao seu resultado. "Isso pode mudar muito a cultura política brasileira". Ele elogia a atuação do STF. "Precisamos estar atentos nos próximos dias às decisões do Supremo Tribunal Federal, que na verdade tem tomado nos últimos tempos decisões muito importantes, corajosas".
O ex-presidente defendeu que se faça um julgamento isento do caso. "Eu tenho muita confiança que o Supremo mostrará que as instituições no Brasil valem. Veja bem, eu não estou dizendo que tem de condenar este ou aquele, isso tem que ver nos autos. O que for correto, absolve, e o que for crime, castigo", observou. (Com Folhapress).
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