PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, agosto 06, 2013

FERROVIA DE INTEGRAÇÃO NORTE-SUL (FINS). ''OS FINS JUSTIFICAM OS FIOL''

06/08/2013
Trilhos da Fiol podem custar R$ 559 milhões


Por André Borges | De Brasília


A estatal Valec publicou o edital para aquisição dos trilhos que serão usados na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia. A data de abertura do pregão está marcada para 18 de setembro, quando acontece também a abertura dos envelopes na sede da empresa, em Brasília. Serão adquiridas 147 mil toneladas de trilhos para os trechos que ligam Barreiras, no extremo oeste do Estado, a Ilhéus, no litoral baiano. A licitação foi dividida em cinco lotes que compreendem os mil quilômetros do traçado da ferrovia. Vence a licitação a empresa que apresentar o menor preço global por cada lote. O valor estimado pela Valec para aquisição total dos trilhos é de até R$ 559 milhões.

Com essa licitação, a Valec coloca na rua quase R$ 1 bilhão para compra de trilhos. No mês passado, a estatal lançou o edital para adquirir outras 95,4 mil toneladas de lingotes de aço, material que será usado na extensão sul da Ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Ouro Verde, em Goiás, e Estrela D"Oeste, em São Paulo. A licitação foi dividida em três lotes e as empresas interessadas deverão entregar suas propostas e habilitações até 2 de setembro. O valor estimado para cada lote é de R$ 136,8 milhões, somando cerca de R$ 410,3 milhões. O pregão da Norte-Sul está marcado para 9 setembro.

Todo o material será importado. O Brasil é um dos maiores exportadores de minério de ferro do mundo, mas não tem nenhuma fábrica local de trilhos. Por isso, é obrigado a trazer tudo de fora. Os trilhos da Norte-Sul serão entregues no porto de Santos (SP), enquanto as barras de aço da Fiol terão como destino o porto de Ilhéus.

Reportagem do Valor, publicada na semana passada, mostrou que os mil quilômetros da Fiol, que deveriam ter sido concluídos no dia 30 de julho, não tem nenhuma barra de trilho instalada até hoje. No trecho de 500 km que liga as cidades de Barreiras e Caetité, as operações de abertura do traçado e pavimentação sequer começaram. O traçado está impedido de avançar por conta de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de pendências de licenciamento ambiental que não foram atendidas.


No trecho, a reportagem flagrou fábricas de dormentes fechadas há dois anos, sem nunca terem sido utilizadas, alojamentos de trabalhadores lacrados e equipamentos de grande porte, como britadeiras, ao relento.


No segundo trecho, entre Caetité e Ilhéus, as operações foram retomadas no início deste ano. Até agora, apenas 21% das operações de infraestrutura foram executadas. Ao todo, esse trajeto de 500 km tem cerca de 7 mil trabalhadores mobilizados. Todos estão empenhados na abertura do traçado da ferrovia e na produção de dormentes. O atraso na chegada dos trilhos preocupa as empreiteiras.

Em entrevista ao Valor concedida na semana passada, o ministro dos Transportes, César Borges, prometeu aumentar a pressão sobre as construtoras para que a Fiol finalmente avance. O ministro visitou alguns canteiros de obra e disse que o cronograma atual do governo será cumprido. A meta é entregar o trecho entre Ilhéus e Caetité até o fim do ano que vem. A outra metade da Fiol, que liga Caetité a Barreiras, ficaria pronta até dezembro de 2015. Um terceiro trecho de 500 quilômetros da ferrovia tem previsão de estender seu traçado até a Norte-Sul, na cidade de Figueirópolis (TO). Esse projeto, porém, não tem data para sair do papel.


adicionada no sistema em: 06/08/2013 02:39

SEDEX-BALA

06/08/2013
BNDES e Correios serão sócios do trem-bala


Por Leandra Peres e Daniel Rittner | De Brasília


A menos de duas semanas para o leilão do trem-bala que prevê interligação entre Rio, São Paulo e Campinas, cuja entrega de propostas está marcada para o dia 16, o governo divulgou ontem uma das medidas consideradas essenciais pelo setor privado para o sucesso da concorrência.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esclareceu os detalhes da participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos Correios na estruturação de capital empreendimento. A carta de participação do banco define que a BNDESPar, braço de participação financeira da instituição, terá até 20% do capital social da futura concessionária do trem-bala ou 30% do equity da sociedade de propósito específico (SPE) - "dos dois valores, o que for menor".

O valor "mínimo" da participação do BNDES foi fixado em R$ 100 milhões e a concessionária terá que aderir a padrões de governança equivalentes ao do Novo Mercado da BM&FBovespa abrir capital. A participação dos Correios não estabelece condições mínimas ou valor a ser investido, mas destaca que a estatal "intenciona participar da concessão" por meio de associação com vencedores.

O presidente da empresa, Wagner Pinheiro, disse recentemente que os Correios querem ter uma fatia de até 5% no capital da futura concessionária. Segundo ele, isso pode garantir à estatal o direito de transportar encomendas expressas no trem, otimizando o serviço de entregas no eixo Rio-São Paulo.

O compromisso firme do governo de entrar como sócio dos vencedores da licitação do trem-bala era a última etapa que faltava para que os investidores possam fechar suas propostas. A entrega dos envelopes está prevista para quarta-feira da semana que vem, mas há uma corrente no governo que defende o adiamento para depois das eleições presidenciais de outubro de 2014.

Se o leilão de fato ocorrer, são grandes as chances de que pelo menos um dos consórcios realmente apareça. O grupo francês, liderado pela Alstom e pela operadora estatal SNCF, aguardava o compromisso sobre a entrada de "sócios estratégicos" para desenhar sua oferta no leilão.

Os espanhóis também pretendiam apresentar uma proposta, mas a situação ficou indefinida após o acidente ferroviário em Santiago de Compostela, com dezenas de vítimas fatais. O governo espanhol pediu formalmente o adiamento do leilão e ainda se vê obrigado a explicar que o trem acidentado não era de uma linha de alta velocidade - o que o excluiria de participação.

A presidente Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão. O ministro dos Transportes, César Borges, disse está mantida. Questionado sobre a possibilidade de adiamento, ele afirmou que "não faz ideia" de onde podem ter partido os comentários. "Mas o que está havendo em relação ao projeto é mera especulação", disse.

De acordo com o ministro, a viabilização do trem-bala tem sofrido por "desinformação" de setores contrários ao projeto, cujo custo é estimado pelo governo em R$ 38 bilhões, conforme números atualizados. Ele destacou que a maior parte dos recursos partirá da iniciativa privada.

O vencedor da concorrência pagará à União, ao longo dos 40 anos de contrato, ao menos R$ 30 bilhões como valor de outorga. Esse dinheiro ajudará no pagamento das obras de construção da infraestrutura. (Colaborou Rafael Bitencourt)

adicionada no sistema em: 06/08/2013 02:38

A NOVA VERSÃO DO ''TREM PAGADOR'' (ficção)

06/08/2013
MP apura se cartel do trem enriqueceu servidores


Dez promotores conduzirão 45 inquéritos sobre a atuação do cartel dos trens em licitações do governo de SP. O objetivo principal dos integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) é apurar o suposto enriquecimento ilícito de agentes públicos e improbidade administrativa ocorridos antes e durante a execução dos contratos - o cartel é investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Três empresas offshore com sede no Uruguai constam de papéis em poder do MPE. Seria por meio delas que supostas propinas seriam pagas a agentes públicos em troca de contratos com o Metrô e com a CPTM. Os nomes não foram revelados. Cinco inquéritos têm relação direta com fato narrados por executivos da Siemens empresa que denunciou o cartel metroferroviário. O governador Gerald Alckmin disse que, se for confirmada participação de agentes do Estado eles devem ser “imediatamente punidos”


MP investiga se cartel resultou em enriquecimento de agentes públicos


Bruno Ribeiro
Marcelo Godoy


Dez promotores vão conduzir 45 inquéritos sobre a atuação do cartel dos trens em licitações do governo de São Paulo. O alvo principal dos integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) é apurar o suposto enriquecimento ilícito de agentes públicos e improbidade administrativa ocorrida antes e durante a execução dos contratos. Os nomes dos agentes não foram revelados.

Cinco dos inquéritos têm relação direta com fatos narrados por executivos da Siemens, a empresa alemã que denunciou a existência do cartel metroferroviário.

“O cartel é investigado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ligado ao Ministério da Justiça). Nós apuramos a improbidade administrativa e o enriquecimento ilícito de agentes públicos”, afirmou o promotor Valter Santin, ao lado de seus colegas José Carlos Blat, Marcelo Milani e Silvio Marques, que apuram o caso.

Ontem, os promotores ouviram as primeiras testemunhas que podem colaborar com a investigação seriam representantes da Siemens, conforme o Estado antecipou. Â Promotoria espera mais testemunhas voluntárias.


Dos dez promotores do caso, dois são da área criminal e terão a obrigação de verificar possível lavagem de dinheiro do esquema. Três empresas offshores com sede no Uruguai constam de papéis em poder do MPE. Por meio delas, conforme mostrou o Estado no sábado, supostas propinas teriam sido pagas a agentes públicos em troca de contratos com o Metrô e com a CPTM.


Entre os 45 inquéritos da devassa estão muitos casos que já estavam em andamento ou arquivados na Promotoria de justiça de Defesa do Patrimônio Público de São Paulo. O desarquivamento foi possível graças às provas novas trazidas pela Siemens. De acordo com os promotores, essa quantidade de feitos representa todos os casos existentes na Promotoria envolvendo as empresas citadas pela multinacional alemã,

Acordo. A devassa anunciada pelo Ministério Público ocorre após a Siemens e seus executivos fazerem um acordo de leniência assinado pela empresa com as autoridades do Cade e dos Ministérios Público Estadual e Federal, em 22 de maio.

Por meio dele, a empresa alemã e seus executivos entregaram e-mails, documentos e agendas que comprovariam os acertos praticados pelo suposto cartel envolvendo 20 empresas. O grupo obteve sucesso em cinco casos e perdeu uma licitação porque um dos participantes rompeu o trato.


Ao todo, conforme documentos obtidos pelo Estado, o suposto cartel assinou contratos ; com valores atualizados que, somados, chegam a R$ 1,925 bilhão. Um documento da empresa alemã afirma que o preço competitivo seria 30% inferior se não houvesse cartel.


 Assim, o governo do Estado poderia ter economizado R$ 557 milhões caso a livre concorrência não tivesse sido praticamente eliminada pela ação do grupo.

Nota. Por meio de nota, a Siemens informo a que colabora com as investigações e que, “desde 2007, tem feito grandes esforços para aprimorar seus programas de compliance em todo o mundo, tendo implementado um novo e eficaz mecanismo de controle e investigação.” A nota prossegue afirmando que, “como resultado de seus esforços, a Siemens alcançou pontuação 99% no Índice Sustentabilidade Dow Jones (DJSI)”.

adicionada no sistema em: 06/08/2013 05:42

''DINHEIRO SAINDO PELO LADRÃO'' (expressão popular...)

06/08/2013
Brasil ajuda cleptocracia africana


Ao chegar ao poder em 2003, o lulopetismo teve a sensatez de manter linhas gerais da política econômica da Era FH, pelo menos durante a maior parte do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, em contrapartida, cedeu à sua base ideológica a política externa.

A chamada "diplomacia companheira", inspirada no terceiro-mundismo do pós-guerra, significou - e significa - sério recuo numa política externa que já foi considerada das mais profissionais e coerentes.

Um dos resultados desta mudança foi mostrado nas edições de domingo e ontem do GLOBO: depois de se aproximar de algumas das mais obscuras ditaduras do planeta, o Brasil, no governo Dilma, tem anistiado dívidas de conhecidas cleptocracias africanas. Na prática, cessão de dinheiro do contribuinte brasileiro para o patrimônio de déspotas, donos, no sentido literal da palavra, de países em que o povo sobrevive na miséria enquanto seus ditadores ostentam poder e riqueza em Paris, Mônaco e outras cidades preferidas do "jet-set" internacional.

Congo-Brazzaville, Sudão, Gabão e Guiné Equatorial respondem, somados, pela maior parte de uma dívida de R$ 1,9 bilhão com o Brasil, proveniente da compra de mercadorias e serviços não pagos por uma dúzia de países africanos. Dilma tem conseguido que o Congresso perdoe cerca de 80% deste débito.

Alega-se que isto manterá mercados com portas abertas a exportadores e empreiteiras nacionais. Balela, pois quem aceita um calote receberá vários outros.


Por trás de tudo existe uma geleia geral ideológica curtida nos ares de um pensamento das décadas de 60 e 70 - pulverizado pelo avanço da globalização -, pelo qual o mundo estaria dividido entre os hemisférios Norte (rico) e Sul (pobre). A diplomacia companheira entrou na máquina do tempo e levou o Itamaraty a fazer a opção por liderar o "bloco" dos pobres, contra o "imperialismo" do Norte.


Uma tragédia para os próprios interesses nacionais concretos, muitos deles expressos na projeção comercial do país no mundo. Deriva deste terceiro-mundismo fora de moda que o país, atolado num Mercosul encharcado de ideologia populista, fechado a novos e amplos acordos com grandes mercados, volta depois de muito tempo a acumular déficits na balança comercial e mantém uma participação irrisória, pouco mais de 1%, no total das transações mundiais.

Senadores da oposição e independentes conseguiram adiar a votação do pedido de perdão de dívidas para a Tanzânia, Costa do Marfim e República Democrática do Congo. Agem tardiamente. Deveriam ter demonstrado o mesmo zelo com os cleptocratas da primeira rodada de benemerências a ditadores com dinheiro do Tesouro Nacional.

adicionada no sistema em: 06/08/2013 04:17

MOTIM NO CONVÉS

06/08/2013
Dora Kramer


De salto baixo



Muito comum na linguagem do Executivo na relação cotidiana com o Legislativo - a parcela formada por sua base de apoio, bem entendido - o verbo “enquadrar” sumiu do dicionário do Planalto.

Qualquer encontro, manifestação, ação ou reação do governo no sentido de fazer valer suas posições no Parlamento recebia a imediata tradução de “enquadramento”. Isso prevaleceu até mesmo quando já era mais evidente a rebeldia dos aliados, como se viu na duríssima aprovação da MP dos Portos em maio.

Depois de três dias e três noites de uma batalha pela conquista de quórum numa base que em tese era integrada por cerca de 80% do Parlamento, o governo ainda via o episódio como exceção, fruto de interesses econômicos contrariados e da ação de lobbies escusos.

As dificuldades eram atribuídas ao líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, considerado um inimigo com quem o governo não tinha sequer interesse de dialogar diretamente. Nos bastidores logo após o embate dos portos falava-se em cobrar uma definição dos peemedebistas, incluindo a hipótese do afastamento da liderança. Algo do tipo ou ele ou o governo.

O choque de realidade imposto pela quebra de cerimônia devido à queda na popularidade de Dilma, se não fez ainda o governo calçar por sandálias da humildade, ao menos já reduziu a altura dos saltos dos sapatos. Cunha, por exemplo, agora recebe tratamento de interlocutor autorizado.

Não     tanto    por       causa   dos      protestos cuja conta a presidente tentou transferir para o Legislativo. O receio vem mesmo dos números divulgados recentemente sobre a taxa de fidelidade dos aliados em votações de interesse do governo. Levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento mostra uma redução de 90%, em 2011, para 70% em 2013 daqueles que seguiram a orientação do Planalto.

O Basômetro - ferramenta online do Estadão Dados - mediu o índice de fidelidade incondicional entre os aliados na Câmara e chegou aos seguintes números em relação àqueles que votam quase 100% das vezes com o governo: eram 306 entre os 513 deputados em 2011; hoje são 101. Dos 17 partidos que integravam a aliança governista, nove não mais obedecem cegamente ao “comando”.

Não formam fileiras na oposição digamos oficial, que continua pequena, mas, passaram a engrossar as categorias chamadas na pesquisa de “governistas, mas nem sempre” e “oscilantes” em contraposição aos integrantes do chamado “núcleo duro”,

Diante da situação, a classe antes dominante baixa o tom a fim de evitar que o Planalto acabe por se ver totalmente dominado. As próximas semanas dirão se há tempo ou se é tarde demais para uma reconciliação.

Vice-versa. O PT reclama que o PSB articula candidatura presidencial de oposição a Dilma Rousseff, mas não deixa os cargos que ocupa no governo federal. Faz sentido.

Mas faria mais ainda se os petistas não hesitassem também em deixar os cargos que ocupam no governo do Rio, decididos que estão em concorrer à eleição estadual em oposição ao candidato do governador Sérgio Cabral.

Fava contada. Difícil não estabelecer ligação direta entre a liquidação do Banco Rural e a retomada para conclusão do julgamento do mensalão. O Banco Central esperou até os 45 do segundo tempo quando pareceu ter concluído que o jogo está decidido: não há modificação possível nas sentenças em decorrência dos recursos a serem examinados a partir do próximo dia 14.

Nem dos responsáveis pela alimentação do esquema de financiamento do PT a campanhas de correligionários e partidos aliados nem dos políticos beneficiados. Posição compartilhada por ministros do Supremo e advogados dos condenados.

adicionada no sistema em: 06/08/2013 05:35

segunda-feira, agosto 05, 2013

''OLHAI, VIGIAI E ORAI'' (S. Marcos, 13: 33)

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Caio Fábio comenta vídeo onde pastor Silas Malafaia diz “fieis não pode denunciar pastores”-Veja

agosto 5, 2013 Por (nome do autor)  · Deixe um Comentário
Arquivado em: Informações Gerais 
Vídeo postado no You Tube onde aparece o pastor Silas Malafaia dizendo que “fieis não deve denunciar pastores” e virou viral nas redes sociais. O reverendo Caio Fábio após tomar conhecimento gravou vídeo comentando a postura do pastor Silas com relação a passagem citada na Bíblia. – Confira, assista e comente…
Malafaia em sua fala diz: – Quem é que toca no ungido do Senhor e fica impune? Ungido do Senhor é problema do Senhor, não teu. Teu pastor é ladrão? É pilantra? Você não está gostando? Sai de lá e vai pra outra igreja. Não se mete nisso não, porque não é da tua conta. Cai fora.
Em seu programa Papo de Graça, Caio Fábio mostra o vídeo de Malafaia, classificando-o como “tresloucado” e uma “asneira” e diz pautar sua crítica na repercussão dos ensinos errados, que acabam prejudicando muitas pessoas que os ouvem e seguem. Ele afirma ainda que uma de suas obrigações como cristão é mostrar aquilo que não é Evangelho “em um mundo de tantas falsificações”.
Caio Fábio afirma que a defesa de Silas Malafaia a pastores, mesmo que desonestos, afirmando que esses são ungidos do Senhor é uma visão mais católica do que a defendida pelo próprio papa.
- Um cara que vai para a televisão defender que ninguém toque nos ungidos do senhor, ele incluído; que ninguém fale mal de pastor ordenado por instituição evangélica, porque são ungidos do senhor, porque as instituições evangélicas são representantes de Deus na Terra; ele é católico e não sabe. Muito mais católico do que o papa Francisco, que não acredita nessas coisas tanto quanto o Silas diz crer – afirma Caio Fábio.
- Se um ladrão for ungido pastor por uma instituição religiosa evangélica, ele ganha a unção do Ali Babá, segundo Silas – ironiza.
- E falar do ladrão, e dizer ‘ladrão pare de roubar’, ainda que você seja uma mula. A Mula de Balaão na Bíblia do Silas perdeu a autoridade para confrontar o profeta insensato porque ele é um ungido do senhor. (…) Paulo não poderia chamar Caifás de parede branqueada, nem Jesus dizer tudo o que disse. Eles eram todos ungidos da instituição religiosa – completa.
- Esses caras são judeus e não sabem. Eles são católicos medievais e Francisco já não é (…). São macumbeiros. São maldizentes. São aqueles que defendem os roubadores, em defesa própria – afirma Caio Fábio, sobre Silas Malafaia.
Ao exibir o vídeo da pregação de Malafaia, Caio Fábio critica a classificação que o pastor faz de seus algozes ao dizer se tratar de anônimos ou famosos com inveja do sucesso alheio, dizendo que a classificação que Malafaia tem de sucesso é “tempo de TV, dinheiro na conta bancária e jato particular”. Ele afirma ainda que essa classificação de sucesso é o que Jesus chama de derrota e que não acompanha os verdadeiros profetas, e sim os falsos profetas.
- Silas, quem fala de pastor ladrão não pode ser crente? Todo crente recebeu de Deus autoridade não só para sair do lugar da ‘ladroagem’, mas autoridade para confrontar serpentes e escorpiões e todo poder do diabo, quanto mais pastor ladrão Silas – responde Caio Fábio ao trecho em que Malafaia orienta os críticos de pastores a mudarem de igreja.
Caio Fábio diz ainda que hoje Silas Malafaia defende aqueles que antes criticava e critica os que antes defendia, e que o pastor já esteve ao seu lado aplaudindo enquanto ele “batia em pastor ladrão”.
Assista vídeo e comente…


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(...) A EXPRESSÃO DE  SILAS MALAFAIA, citada por Caio Fábio, "Quem é que toca no ungido do Senhor e fica impune? Ungido do Senhor é problema do Senhor, não teu. Teu 
 pastor é ladrão? É pilantra? Você não está gostando? Sai de lá e vai pra outra igreja. Não se mete nisso não, porque não é da tua conta. Cai fora'', 

está contida no vídeo abaixo, a partir dos 37 minutos... 




http://youtu.be/UX8v33yM9CE


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(*) Sobre Caio Fábio:

(**) Sobre Silas Malafaia


... APENAS UM DRINQUE

05/08/2013
A agonia de Cuba

Por mais que se diga que houve avanços e mudanças importantes nos últimos tempos, Cuba continua a ser Cuba. Meio século de feroz ditadura comunista deveria ser suficiente para acabar com qualquer ilusão de flexibilização voluntária de um regime como o dos irmãos Castro.

Somente os incautos, ou aqueles que ainda nutrem simpatias ideológicas por uma tirania que um dia foi apresentada como a "libertação da América Latina" são capazes de ver, na "transição" promovida por Raúl Castro, sinais de avanço democrático e de racionalidade econômica. 

Cuba é, na verdade, um país que agoniza, e as "mudanças" nada mais são do que uma demão de tinta na carcomida muralha erguida para esconder as verdadeiras condições dessa Ilha da Fantasia. 

Enquanto os gerontocratas castristas vão encenando sua farsa, milhares de cubanos abandonaram o país nos últimos tempos, no maior êxodo em 20 anos.

Dados do Escritório Nacional de Estatística e Informação de Cuba, publicados pelo jornal O Globo (1/8), indicam que 46,662 cubanos saíram definitivamente do país somente no ano passado. 

É o maior número desde a chamada "crise dos balseros" de 1994, quando Fidel Castro abriu as fronteiras de Cuba para revidar as medidas tomadas pelo governo americano contra a entrada de imigrantes ilegais cubanos. 

Na ocasião, cerca de 47 mil cubanos fugiram para os Estados Unidos, a maioria em frágeis balsas improvisadas.

O movimento verificado agora, no entanto, é cada vez menos atípico. Segundo o próprio órgão cubano, 39 mil cidadãos deixaram anualmente o país, em média, nos últimos cinco anos, fluxo que só encontra paralelo com os primeiros anos da revolução - com exceção de 1980, quando mais de 140 mil cubanos fugiram para os Estados Unidos em meio a uma grave crise econômica.

Um dos motivos para o aumento do êxodo é a redução das restrições de viagens para os cubanos. Agora, se tiverem dinheiro e visto de entrada no país de destino, os cubanos podem ficar até 24 meses no exterior sem necessidade de permissão de saída - e os Estados Unidos, após negociação com Cuba, anunciaram que a vigência do visto de turista para cubanos foi estendida de seis meses para cinco anos. 

Essas novidades, no entanto, não atenuam o fato de que Cuba segue sendo uma ditadura e, portanto, cidadãos cubanos cuja presença na ilha seja considerada de "interesse nacional" continuam sem poder emigrar. É a maneira castrista de impedir a fuga de cérebros ou a saída de dissidentes.

O movimento migratório, no entanto, parece irresistível, acentuando uma crise demográfica que ameaça o futuro imediato da ilha. A maior parte dos migrantes dos últimos anos é formada por jovens, segundo sugere o próprio escritório cubano de estatísticas, conforme publicou o jornal oficial Granma. 

Com eufemismos característicos das ditaduras, o órgão alerta para o acelerado envelhecimento da população, causado, entre outros fatores, pelo incremento da "migração externa", ressaltando que a "maior tendência" é o êxodo "entre os jovens". O governo cubano, diz o Granma, estima que essa situação irá perdurar ao menos até 2020, com consequências dramáticas.

No atual ritmo, em 20 anos Cuba terá 31% de sua população com mais de 60 anos, tornando-se o país mais envelhecido da América Latina, algo que trará problemas adicionais para a pobre economia da ilha, principalmente em relação à Previdência e à saúde. O crescimento da população cubana no ano passado foi negativo em 1,5%, graças a uma importante redução da taxa de fecundidade, queda que tende a se acentuar com a crescente falta de jovens no país.

Enquanto isso, o ditador Raúl Castro tenta seduzir os jovens dizendo que, um dia, o poder será deles, para "manter no alto as bandeiras da revolução e o socialismo". O problema é que os jovens a que Raúl se refere estão deixando Cuba aos milhares, ano após ano, justamente porque não suportam mais viver a mentira do "paraíso socialista", que encobre a falta de liberdade e a ruína econômica.


adicionada no sistema em: 05/08/2013 01:31

''QUEM TEM MEDO DO VIRGÍNIA WOOLF?'' (título de filme)

05/08/2013
Entrada de Serra na disputa preocupa PT


Por Raquel Ulhôa | De Brasília



Uma derrota da presidente Dilma Rousseff em 2014, possibilidade que nenhum petista ousava admitir há quatro meses, hoje é considerada perspectiva real para setores do PT, empenhados em manter, ao menos, uma governabilidade mínima até a eleição. A preocupação mais recente é a hipótese de o ex-governador José Serra concorrer ao Palácio do Planalto, com apoio do PSD.


O partido de Gilberto Kassab mantém o apoio à reeleição da presidente, mas seus dirigentes deixam claro que o compromisso é com ela e não com o PT. Se Dilma não for candidata, o PSD estará livre para tomar outro caminho. E o mais natural seria o apoio a Serra, caso ele entrasse na disputa, como admitem até pessedistas que não gostam dele.

Esse cenário é considerado bastante provável por analistas. Por ter concorrido com Dilma e ter trajetória política marcada pela oposição ao PT, Serra seria o mais beneficiado com a queda da aprovação e do índice de confiança na presidente, mostrada por pesquisas de opinião. Serra é visto como adversário mais forte que o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e seu pré-candidato à Presidência da República, por ter discurso e atuação mais combativos.

Com relação à ex-senadora Marina Silva - que pretende disputar por uma legenda em formação (Rede Sustentabilidade) e aparece como a principal beneficiada das manifestações de rua-, a vantagem de Serra, segundo analistas, é a experiência como gestor. Além disso, Marina se destaca hoje dos demais pré-candidatos por uma prática política supostamente diferente, mas há receio de que, quando a campanha começar de fato, com debates e discussão de programas, o "glamour" será quebrado.

O fracasso da articulação pela fusão entre PPS e PMN, em uma legenda que daria maior estrutura -especialmente tempo de televisão- a eventual candidatura presidencial, foi um complicador para os planos de aliados de Serra, mas não os sepultou. A avaliação é que, se ele aparecer nas pesquisas como um candidato competitivo ao Planalto, Dilma cair e outros candidatos da oposição não empolgarem, haverá chances de atrair partidos para uma coligação nacional.

Segundo o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), o partido "vê com bons olhos" a discussão do lançamento de uma possível candidatura do ex-governador à disputa presidencial.

Além da competitividade de eventual candidatura de Serra para presidente da República, outro complicador para o PT seria a situação em São Paulo. A especulação é que, se o PSD entrasse numa aliança para lançar Serra à Presidência da República, Gilberto Kassab, presidente da legenda, teria apoio do ex-governador, ex-prefeito e ex-ministro da Saúde para concorrer a governador.

Pessedistas dizem que o partido de Kassab não apoiaria a reeleição do tucano Geraldo Alckmin nem a candidatura de um petista para o governo do Estado. Ala do PT acredita que dessa vez um nome do partido na eleição estadual poderia ter alguma chance, especialmente porque a população mostra cansaço com a hegemonia do PSDB no Estado, a chamada "fadiga de material".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversas recentes, depois das grandes manifestações populares, ouviu de petistas próximos que, se até junho de 2014 Dilma não recuperar índices de aprovação que aumentem sua competitividade, ele "não será convidado a disputar a Presidência no lugar dela, mas será intimado, convocado" a fazê-lo.

Até mesmo uma eventual candidatura de Lula a presidente, em lugar de Dilma, é considerada temerária por petistas, por ser corresponsável por seu governo. Com ela no cargo e a gestão mal avaliada pela população, ele teria dificuldade de sustentar um discurso de campanha.

Pelo conjunto da obra, a ordem, no PT, inclusive dada por Lula, é esquecer 2014 no momento e pensar na governabilidade de Dilma. Os petistas fazem as contas dos aliados com os quais o governo pode, de fato, contar no Congresso até o início do ano que vem, inclusive se a situação da presidente se agravar.

A contabilidade não é animadora. Os petistas colocam o PSD no campo do apoio duvidoso, no qual o PSB já estava incluído, por causa da pré-candidatura do governador Eduardo Campos (PE), presidente nacional do partido, a presidente. Os petistas estão convencidos de que, a esta altura, Eduardo só não disputará se Lula for candidato, em vez de Dilma.


Pelas contas de petistas, Dilma começou o governo com uma base parlamentar no Congresso que contava com 62 dos 81 senadores e 400 dos 513 deputados. Com as manifestações e a queda nas pesquisas, o governo contaria, hoje, com apoio de 37 senadores e 270 deputados. Mas, se a situação de Dilma piorar, a avaliação é que os aliados certos seriam, apenas, 25 no Senado (alguns falam em 22) e 120 na Câmara dos Deputados.

Além de analisar as pesquisas de opinião com lupa, para detectar as fragilidades de Dilma e as reais insatisfações da população, os petistas avaliam os erros cometidos por seu governo. Dilma foi recomendada por aliados a fortalecer o diálogo com os partidos da base. Lula deve ajudar, viajando e conversando mais.

"Quando a popularidade de Dilma estava alta, Lula já nos alertava para pararmos de cantar vitória antes do tempo. Agora, com a queda na avaliação do governo mostrado pelas pesquisas, todo mundo desceu do salto alto", diz um petista. O ex-presidente ainda se nega a admitir a possibilidade de disputar. O desafio do PT é ajudá-la a manter a sustentação no Congresso e a melhorar sua performance nas pesquisas - sempre de olho nos passos da oposição, no momento com foco em Serra.

adicionada no sistema em: 05/08/2013 12:24

... EM QUAIS BASES ? (II)

05/08/2013
Governo Dilma libera recorde de emendas


No ano de maior desgaste na relação entre a presidente Dilma e o Congresso, o governo já liberou R$ 6,8 bilhões para emendas parlamentares, o maior aporte em uma década. Mas apenas R$ 27 milhões foram para as indicações de autoria dos deputados e senadores. Os maiores beneficiados, com R$ 7,3 milhões, são do PT.

Parlamentares receberam só 0,39% do empenho recorde de emendas em 2013


Mesmo que não cumpra a promessa feita na semana passada, de liberar R$ 6 bilhões em emendas parlamentares até o fim do ano, a presidente Dilma Rousseff ainda assim encerrará 2013 com o maior aporte de recursos empenhados para esta finalidade nos últimos 10 anos. 

Mas o ano de maior desgaste na relação entre a presidente e o Congresso foi também o período em que houve o menor porcentual de distribuição de recursos para emendas específicas, aquelas que são de autoria de deputados e senadores - e utilizadas por eles para capitalizar politicamente o envio de recursos para seus respectivos redutos eleitorais.

De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siaf), fornecidos pela Liderança do DEM na Câmara, de janeiro a 27 de julho deste ano Dilma empenhou R$ 6,8 bilhões em emendas. Deste valor, apenas 0,39% (R$ 27 milhões) foram destinados às emendas de autoria dos parlamentares. Para efeito de comparação, em 2012 o porcentual foi de 15% e, em 2011, 21%.

Os R$ 27 milhões destinados este ano às emendas de autoria de parlamentares foram distribuídos, quase em sua totalidade (98,8%), para membros dos partidos da base aliada. 


Parlamentares do PT, partido da presidente, foram os maiores beneficiados, com R$ 7,3 milhões. Aos congressistas dos partidos oposicionistas DEM e PSDB foram destinados pouco mais de R$ 315 mil, ou 1,15% do que foi empenhado para deputados e senadores.


As emendas parlamentares são instrumentos constitucionais que permitem ao Congresso a participação na execução orçamentária por meio de "indicações" para destinação de recursos. Elas podem ser feitas de forma individual, por bancada estadual, quando grupos de parlamentares do mesmo Estado apresentam indicações conjuntas para suas respectivas regiões; ou por meio de comissões temáticas, onde os projetos são por temas.

Estas últimas foram o destino da maior parte das emendas parlamentares empenhadas este ano: R$ 2,44 bilhões para a relatoria das subcomissões de Saúde e R$ 992 milhões para a de Trabalho, Previdência e Assistência Social.

Orçamento Impositivo. 
A liberação e a destinação das emendas, no entanto, são decididas pelo Executivo. O Congresso prepara mudanças nessa regra com votação do Orçamento Impositivo, proposta de emenda à Constituição que toma obrigatória ao Executivo a execução orçamentária aprovada pelo Legislativo. Ou seja, impede o contingenciamento das emendas parlamentares como o que aconteceu este ano.

A votação do Orçamento Impositivo é uma promessa de campanha do presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que pretende colocar em pauta na primeira quinzena de agosto. O partido de Alves, um dos maiores causadores do estremecimento na relação entre o Executivo e o Legislativo, teve R$ 1,99 milhões em emendas empenhadas este ano, 7% do que foi destinado aos parlamentares.

O professor do departamento de Ciências Políticas da Unicamp, Valeriano Costa, ressalta que a insatisfação do Congresso com o governo não é só em função da liberação das emendas. "São também as emendas, mas é um conjunto de coisas, como a falta de uma agenda conjunta. Elas são só o tempero", disse.

Ainda assim, e apesar de parlamentares aliados e de oposição afirmarem na semana passada, ante o anúncio de liberação dos R$ 6 bilhões, que a medida não iria arrefecer os ânimos do Congresso, Costa acredita que a liberação dos recursos pode diminuir a tensão entre os poderes. "As emendas individuais são a principal arma que o legislador tem para prestar contas a seus eleitores. É com este argumento que eles vão para as suas bases anunciar a liberação de recursos. Para o governo pode não significar muito, mas para o deputado pode ser a diferença entre se reeleger ou não."

Segundo ele, se liberar os recursos prometidos, Dilma vai ter de encontrar outros caminhos para continuar a fazer o ajuste fiscal de R$ 38 bilhões anunciado pela presidente para este ano. "Os R$ 6 bilhões dos parlamentares não é muita coisa em relação ao Orçamento total, mas numa situação de dificuldade de se encontrar de onde tirar, faz diferença", disse. "É um jogo de cobertor curto."

O governo federal não quis comentar os dados sobre o empenho das emendas.

adicionada no sistema em: 05/08/2013 04:24

... EM QUAIS ''BASES'' ?

05/08/2013
Insatisfação na base aliada preocupa Dilma


Na volta do recesso, presidente reúne hoje parlamentares para pedir apoio nas votações

BRASÍLIA.

Preocupada com o retorno do Congresso, que retoma os trabalhos hoje, e com a insatisfação crescente em sua base parlamentar de apoio, a presidente Dilma Rousseff se reúne, a partir das 17h, com os líderes aliados da Câmara dos Deputados. 

Ela quer ouvi-los e acertar uma estratégia para assegurar ao governo vitória em votações difíceis previstas para o segundo semestre. Estão na pauta projetos polêmicos, como o do Orçamento Impositivo, que assegura execução das emendas parlamentares, e a ameaça de derrubada de vetos que implicarão em impacto nas contas públicas. Entre eles, o que manteve a cobrança do adicional de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa, que assegura R$ 3 bilhões por ano aos cofres públicos.

Os maiores problemas do governo estão na base aliada na Câmara. 

Irritados com a falta de diálogo e a demora na liberação de recursos das emendas, os deputados impuseram derrotas ao governo no fim do semestre passado e entraram em recesso branco sem votar a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2014. Na semana passada, na tentativa de acalmar os ânimos, a presidente anunciou a liberação de R$ 6 bilhões em emendas parlamentares e cobrou agilidade dos ministros na liberação.

- Espero que não seja para falar de emendas, seria muito constrangedor. Vamos ouvir - afirmou o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

O líder do PT, José Guimarães (CE), defende o entendimento entre governo e aliados:
- Temos que conversar sobre os pontos (polêmicos) da pauta, os vetos, orçamento impositivo, royalties do petróleo. E encontrar uma saída política.


adicionada no sistema em: 05/08/2013 03:58

O PROCURADOR NÃO ACHOU (''Buscai e achareis; S. Mateus, 7: 7-8)

05/08/2013
Procurador isenta 'faxinados'


Dois anos após "faxina" no Ministério dos Transportes, Roberto Gurgel diz não ter prova contra líderes do PR.

Gurgel isenta cúpula do PR de denúncias em ministério


Dois anos depois da "faxina" ética que abateu o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), o procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, concluiu não haver provas de que o atual senador comandaria um esquema de corrupção na pasta, ao lado do deputado Valdemar Gosta Neto (PR-SP). Às vésperas de deixar o cargo, Gurgel produziu um parecer que isenta Nascimento e Costa Neto das denúncias, segundo informou ontem o blog de João Bosco Rabello, no <estadão.com.br>


O parecer aponta "ausência de indícios de envolvimento" de Nascimento e de Costa Neto nas irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria-Geral da União nas licitações e contratos do Ministério dos Transportes.

"Os diversos depoimentos colhidos pela autoridade policial nada esclareceram acerca das notícias de que dirigentes do Partido da República (PR) recebiam propina de empresas contratadas pela Valec e pelo Dnit", diz um trecho do parecer, assinado por Gurgel e pela subprocuradora da República Cláudia Sampaio.

A investigação foi aberta em outubro de 2011 pelo Ministério Público para apurar a suspeita de envolvimento de Nascimento e de Costa Neto no suposto esquema de desvio de dinheiro público nos Transportes. O parecer, agora, será remetido ao ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, relator do processo.

Costa Neto foi condenado pelo Supremo, no julgamento "do mensalão, a sete anos e dez meses de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ameaçado de perder o mandato na Câmara dos Deputados, ele agora aguarda o julgamento dos recursos impetrados por seus advogados contra a sentença do Supremo. A Corte começa a analisar os recursos no próximo dia 14.

Presidente do PR, Nascimento, ainda responde a um inquérito no Supremo por suspeita de corrupção cm atos relativos a sua gestão na prefeitura de Manaus (1997-2004). "Eu não sou lixo. O meu partido não é lixo para ser varrido da administração", disse ele da tribuna do Senado, em agosto de 2011. ao reclamar do comportamento de Dilma, que não lhe deu apoio. O PR chegou a anunciar a saída da base aliada do governo. Em abril na tentativa de conquistar o apoio para sua campanha à reeleição, Dilma restituiu o cornando do Ministério dos Transportes ao partido, nomeando o ex-senador César Borges.


adicionada no sistema em: 05/08/2013 04:26