PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, abril 27, 2009

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

27 de abril de 2009

O Globo

Manchete: Gripe suína já deixa em estado de alerta 9 países

EUA decretam emergência na saúde e Brasil tem 2 casos suspeitos

A gripe suína originada no México já se alastrou para os Estados Unidos, onde o governo decretou estado de emergência na saúde ontem, após a confirmação de 20 casos da doença. No Canadá, há seis casos comprovados. Em outros seis países, inclusive o Brasil, a Espanha e a Colômbia, há casos suspeitos sob investigação. Um brasileiro que voltou de viagem ao México está internado em isolamento no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, mas o Ministério da Saúde duvida que ele e outra passageira desembarcada em São Paulo estejam contaminados. A Organização Mundial de Saúde se reúne amanhã e pode subir o nível de alerta de pandemia. (págs.1, 18 e 19)

Foto legenda: Passageira vinda do México desembarca com máscara sem SP

De gol contra em gol contra

Emerson, do Botafogo, ajuda Fla a empatar (2 a 2) no primeiro jogo da final (pág.1 e Esportes)

Barcas, ônibus e metrô: Rio gasta 126 milhões apesar das concessões

Apesar de ter concedido há 11 anos os serviços de transportes de massa - barcas, trens e metrô – à iniciativa privada, o governo estadual ainda gasta com a máquina do setor cerca de R$ 126 milhões por ano. O valor cobre apenas o pagamento das despesas de custeio e pessoal de cinco empresas estaduais, três delas em processo de liquidação. O dinheiro gasto seria suficiente para construir uma estação de metrô a cada dois anos ou comprar 60 trens da SuperVia com ar condicionado. (págs. 1 e 12)

PT sem alternativa a Dilma

Será difícil ao partido escolher outro nome para 2010

Surpreendidos com a notícia do tratamento contra o câncer linfático da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, petistas admitem que poderão ter dificuldades em achar eventual substituto da ministra na corrida presidencial. Apesar de o Palácio do Planalto descartar qualquer especulação sobre substituição, nos bastidores já começam debates sobre nomes que poderiam fazer parte de um plano B do presidente Lula. (págs. 1, 3, 4 e Ricardo Noblat)

Rafael Correa é reeleito no 1º turno

Rafael Correa obteve uma vitória histórica, tornando-se o primeiro presidente do Equador reeleito no primeiro turno desde a redemocratização. Segundo dados não oficiais, Correa obteve cerca de 56% dos votos. Ele comemorou: "Agora ninguém mais impede nossa revolução." (págs. 1 e 20)

Líderes brigam por cota extra de passagens

O presidente da Câmara, Michel Temer, vai deixar para os líderes a briga pela cota extra de passagens aéreas a que têm direito. Parlamentares precisam fechar acordo para a votação do fim do privilégio. O deputado Silvio Costa, um dos defensores de viagens para família, recuou. (págs. 1 e 5)

Charge Chico: Segue o jogo

- Companheiras e companheiros, eu não sei pra vocês, mas pra mim... embaralhou geral!

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Folha de S. Paulo

Manchete: Gripe suína mata 22 no México e chega a Nova York

Vítimas em território mexicano podem ser mais de 80; EUA decretam emergência para conter disseminação

O governo dos EUA decretou situação de emergência em saúde pública em razão da disseminação da gripe suína pelo país. Até ontem, foram confirmados 20 casos em cinco Estados. Agentes de saúde disseram esperar achar outros à medida que se investiga a rota do vírus H1N1, causador da doença.

No México, houve 22 mortes comprovadamente causadas pela doença, e o total de vitimas no país desde 13 de abril pode chegar a 81. Nos EUA, há casos em Nova York (8), Califórnia (1), Texas (2), Ohio (1) e Kansas (2), sem registro de mortes. (págs. 1 e Mundo)

Médicos recomendam evitar viagem para regiões de contágio

Como não há medidas específicas de prevenção contra gripe sína, infectologistas aconselham adiar viagens ao México, aos EUA e a locais onde a doença se manifestou, informa Cláudia Collucci. A vacina antigripe não impede o contágio.

Entre humanos, a doença se transmite principalmente por gotículas de saliva. Uma pessoa infectada pode contaminar outra dois dias antes de manifestar sintomas. O vírus tem alta letalidade -6%, contra 0,5% da gripe comum. (págs. 1 e A11)

Emergentes não podem "baixar a guarda", afirma Paulo Nogueira

Os países emergentes não podem "baixar a guarda" após as vitórias que vem obtendo para aumentar sua participação em decisões globais, defende o economista Paulo Nogueira Batista Jr., diretor-executivo de Brasil e oito países de América Latina e Caribe no FMI.

"As vitórias são ainda precárias, não são irreversíveis", diz em entrevista a Fernando Canzian. (págs. 1 e B4)

Deputado usa cota aérea com time de futebol

O deputado Eugênio Rabelo (PP-CE) comprou com dinheiro da Câmara 77 passagens para o Ceará Sporting Club, em 2007, período em que ele presidiu o time paralelamente ao exercício do mandato no Congresso.

Rabelo gastou ao menos R$ 31,2 mil da cota aérea com esses bilhetes. Procurado pela Folha, o deputado admitiu ter autorizado compra de passagens. (págs. 1 e A6)

Estados omitem gastos para burlar regra fiscal

Com aval dos tribunais de contas, pelo menos 21 Estados excluem despesas com aposentadorias e com Imposto de Renda para reduzir o impacto da folha de pagamento sobre a arrecadação.

Isso dificulta, em ano pré-eleitoral, a avaliação do comprometimento do Orçamento. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o gasto com pessoal não pode superar 49% da receita. (págs. 1 e A4)

Folhateen

Veja o que os internautas fazem com o Twitter (págs. 1, 6 a 8)

Cotidiano

Companhias aéreas cobram poltrona extra de obesos (págs. 1 e C3)

Editoriais

Leia "Tribunais da raça", que critica critérios para cotas em faculdades públicas; e "Mais remendo fiscal", sobre Cide. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Gastos do governo com custeio crescem 23,5%

Se incluídas as despesas com pessoal e Previdência, aumento no primeiro trimestre é 40 vezes superior à alta dos investimentos oficiais no período

As despesas de custeio do governo federal subiram R$ 8,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 23,5% sobre igual período de 2008, informa o repórter Fernando Dantas. Somando-se os gastos com pessoal e Previdência, a elevação chega a R$ 80,8 bilhões no mesmo período. O crescimento é quase 40 vezes maior que o avanço dos investimentos, R$ 783,7 milhões, que representa alta de 20,1%, mas a partir de base muito baixa. O item está em cerca de 1% do PIB, contra 1,99% para o custeio - que inclui gastos com passagens, bolsas, consultoria, luz, água e indenizações, entre outros. O economista Mansueto Almeida, do Ipea, diz que o aumento do custeio é um sinal a mais da dificuldade que o governo tem de fazer política anticíclica de forma mais recomendável, que é ampliar investimentos. (págs. 1 e B1)

Deputados clonam prestação de contas

Além da farra do uso de passagens aéreas, deputados fazem pouco caso da prestação de contas. Parlamentares clonam relatórios dos colegas para justificar missões oficiais ao exterior. Não há irregularidade em apresentar um texto igual ao de outro deputado, segundo a norma da Câmara. Parlamentares contrários à limitação do uso de passagens aéreas indicam que aceitam regras mais rígidas. (págs. 1 e A6)

Dilma pode sair antes para fazer campanha

Depois de anunciar que está tratando de um câncer linfático, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admite a possibilidade de antecipar a saída do governo para se dedicar à campanha. Em conversas com amigos, ela disse que o ideal será reforçar a maratona eleitoral a partir de janeiro de 2010, três meses antes do prazo informa Vera Rosa. O presidente Lula considerou "abominável” a especulação sobre a mudança do candidato do PT. (págs. 1 e A4)

EUA têm 20 casos de gripe suína

OMS faz alerta para frear doença

Os Estados Unidos decretaram ontem estado de emergência para conter o avanço da gripe suína. Já são 20 casos confirmados, incluindo 8 alunos de Nova York que contraíram o vírus numa viagem ao México. Até agora 22 mexicanos morreram da doença. Países multiplicaram controles. Para a Organização Mundial da Saúde, a situação é de alerta mundial. (págs. 1 e A12)

Brasil isola 2 pessoas vindas do México

O Instituto Emílio Ribas investiga duas pessoas que vieram do México. Para o Ministério da Saúde, eles não têm todos os sintomas da gripe suína.(págs. 1 e A13)

MP investiga Kassab por precatórios

O Ministério Público Estadual investiga o prefeito Gilberto Kassab por não pagar precatórios. Vereadores estariam usando os recursos para suas emendas. (págs. 1 e C1)

A rede no blog e vice-versa

Aplicativos permitem levar para o seu blog o conteúdo de redes sociais como Twitter, YouTube e Flickr. (pág. 1)

Especial celulares

Aparelhos, acessórios e o essencial sobre os planos. (pág.1)

Correa se diz reeleito no Equador

O presidente do Equador, Rafael Correa, declarou-se reeleito ontem - boca de urna lhe deu 56% dos votos. Se o resultado se confirmar, será o líder equatoriano mais forte em 30 anos. (págs. 1 e A9)

Satigraha: Daniel Dantas deve ser indiciado hoje

Não estão definidas as tipificações, mas há indícios de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. (págs. 1 e A7)

Notas & Informações: A tortura no governo Bush

O que está em jogo nos EUA vai além da tortura. Com o Congresso e a imprensa acoelhados, e sob os auspícios de Bush, o circulo íntimo do presidente instalou um regime que dotou a Casa Branca de poderes extraordinários para controle da sociedade. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Epidemia de gripe deixa mundo alerta

EUA decretam emergência e México recebe US$ 25 milhões

O avanço da gripe suína no país levou os EUA a declararem ontem estado de emergência sanitária. Segundo as autoridades, já são 20 casos confirmados; oito em Nova York, um em Ohio, sete na Califórnia, dois no Texas e dois no Kansas. No México, que receberá US$ 25 milhões do Banco Mundial para combater a doença, já são 81 óbitos, 20 dos quais certamente como resultado da doença. Para frear a epidemia, missas e jogos de futebol estão suspensos, e bares, restaurantes e escolas permanecerão fechados. O Canadá confirmou seis casos, a França registrou duas suspeitas e na Espanha três pessoas estão sob quarentena. (págs. 1 e Internacional A21)

Haja nervo

Fla e Botafogo empatam e esquentam a decisão (págs. 1 e Esportes D3 a D5)

Olimpíada no Rio em fase decisiva

Técnicos do Comitê Olímpico Internacional iniciam hoje a vistoria do Rio na disputa pela sede dos Jogos de 2016. Além de analisar o orçamento de R$ 28 bilhões, vão checar as instalações da cidade, atrás só de Tóquio nas apostas. (págs. 1 e Tema do Dia A2 e A3)

União aperta fiscalização para a Copa

O governo pediu à Fifa que inclua nos contratos com estados e municípios para a Copa de 2014 o cumprimento também dos compromissos junto à União. O ministro do Esporte, Orlando Silva, quer evitar o “jogo de empurra do Pan". (págs. 1 e País A7)

Transgenia da soja dá prejuízos

A mistura de soja comum à transgênica está trazendo grandes prejuízos aos produtores do Sul. Compradores exigem a produção pura e alguns até mo prêmios em dinheiro para quem colher o produto e entregar as sacas sem contaminação. (págs. 1 e Economia A17)

Reitores temem fraude no Enem

Reitores, pró-reitores de graduação e diretores de comissões de vestibulares vão levar ao Ministério da Educação a preocupação com fraudes e exclusão das universidades públicas de candidatos de regiões com resultados ruins no Exame Nacional do Ensino Médio. (págs. 1 e Educação A16)

Novas mídias em discussão

Enquanto a internet avança e transforma a sociedade, o setor de mídia tenta adaptar seu modelo de negócios aos novos tempos. O pesquisador Marcelo Coutinho fala do casamento inadiável dos meios de comunicação e do futuro dessa união. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

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Correio Braziliense

Manchete: Gripe suína avança e assusta o mundo

No México, 22 das 80 mortes contabilizadas tiveram o diagnóstico confirmado. Lá, todos os eventos públicos foram cancelados ontem.

Em São Paulo, médicos isolam dois pacientes que estiveram no México. Mas Ministério da Saúde descarta que eles tenham o mal.

Nos Estados Unidos, que decretaram situação de emergência, 20 casos já foram contabilizados em quatro estados, incluindo Nova York.

No Canadá, seis pessoas infectadas foram identificadas. Na Nova Zelândia, 25 estão em quarentena. Na Espanha, há sete suspeitas.

(pág. 1, Tema do Dia, págs. 18 e 19, e Visão do Correio, pág. 16)

Foto legenda: Freiras católicas rezam, com máscaras, após missa na catedral metropolitana da capital mexicana: Escolas, bares e restaurantes foram fechados, e até apertos de mão são desaconselhados

Forças Armadas oferecem 5.013 vagas, com salários de até R$ 8.124 (págs. 1 e 10)

Câncer: Dilma mantém rotina de viagens

O tratamento contra o câncer, revelado no sábado, não deve afetar a agenda da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dois dias depois de anunciar a doença à opinião pública, ela embarca hoje para Manaus, onde participa do lançamento de um programa ambiental, e, na sexta-feira, vai ao Rio, presenciar a primeira coleta de petróleo da camada de pré-sal. Líderes do governo e de oposição elogiaram a postura da ministra diante da doença. (págs. 1 e 2)

Quem cuida dos índios?

TCU revela abandono das unidades de saúde dirigidas à população indígena. (págs. 1 e 8)

Na mira da PF

Polícia Federal está pronta para retomar investigações, iniciadas em 2007, para apurar irregularidades no uso de passagens por parlamentares. (págs. 1 e 3)

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Valor Econômico

Manchete: Política fiscal de SP amplia receita e provoca conflitos

No momento em que os Estados refazem as contas em razão da desaceleração econômica e a indústria paulista estima queda de 5% na produção do ano, o governo de São Paulo prevê uma arrecadação extra de R$ 5 bilhões num período de 12 meses com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O valor corresponde a três quartos da arrecadação mensal do imposto em São Paulo, quase um "décimo terceiro" para o Estado, que é dono da maior receita de ICMS do país.

As iniciativas são diversas: combate à sonegação por meio do programa da nota fiscal paulista e de uma inédita ampliação da substituição tributária, mudanças legais para restringir créditos do ICMS, ataque a incentivos de outros Estados e até quebra de sigilo bancário. Essa intensa agenda tributária, que dará ao governo paulista fôlego para manter investimentos e um superávit primário robusto nos próximos anos, tem sido cumprida à custa da indisposição de vários setores empresariais e de outros Estados com o governo José Serra. (págs. 1 e A12)

Disputa pelo orçamento da Infraero

A esperada volta do tenente-brigadeiro Cleonilson Nicácio da Silva aos quadros da Aeronáutica abriu uma disputa pela sua sucessão na presidência da Infraero, que tem R$ 1,4 bilhão em caixa para investir em 2009. O PMDB reivindica o controle da estatal, mas duas correntes do partido articulam-se para emplacar nomes diferentes. Preparando sua saída, Nicácio conseguiu aprovar um novo estatuto para a Infraero, criando uma espécie de "blindagem" contra a utilização política da estatal. A partir de agora, quatro das cinco diretorias (além da presidência) deverão ser ocupadas necessariamente por funcionários de carreira, que tenham pelo menos dez anos de experiência. (págs. 1 e A7)

Conselho fiscal melhora balanço de SA

A instalação e a atividade de um conselho fiscal em companhias abertas contribuem diretamente para que os balanços sejam de melhor qualidade, indica estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Contábeis, Atuariais e Financeiras da USP (Fipecafi).

O conselho fiscal é um órgão criado geralmente a pedido de acionistas minoritários para acompanhar os balancetes da empresa e a atividade dos administradores. O levantamento apontou que a presença do conselho diminui a manipulação de dados pelos executivos, ainda que dentro das regras contábeis. Assim, sua existência tende a oferecer maior fidelidade ao balanço como retrato da realidade econômica da companhia, seja ela boa ou ruim. (págs. 1 e D1)

Mercado prevê queda menor da taxa Selic

O Banco Central vai suavizar a política monetária. O consenso do mercado, não absoluto, mas majoritário, é de que, na quarta-feira, o Copom cortará a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% para 10,25%, desacelerando o ritmo de queda - na reunião anterior, em março, a redução foi de 1,5 ponto. O consenso, baseado em dados positivos da economia brasileira e no início de uma distensão na crise externa, foi definido há apenas duas semanas. E foi encorajado por declarações de dirigentes do BC. Por isso, dificilmente o Copom tomará decisão diferente. A tendência é de corte de um ponto por unanimidade, a menos que use um placar divergente para sinalizar a intenção de diminuir ainda mais a velocidade de baixa em junho. (págs. 1 e C2)

Klabin Segall negocia com fundos

Várias empresas do setor imobiliário e fundos de private equity analisaram a possibilidade de compra da construtora Klabin Segall nas últimas semanas. O Valor apurou que a empresa Veremonte, do espanhol Enrique Bañuelos, está na disputa. O conselho de administração da empresa se reuniu no sábado e o negócio pode ser fechado em breve.

O mandato de venda está com o banco JP Morgan. Os sócios não queriam negociar projetos separadamente, mas, no fim de semana, a Klabin Segall fechou a venda de 50% de um de seus maiores empreendimentos, o Seridó 106 - projeto de altíssimo padrão em São Paulo. A aquisição foi feita por um fundo de private equity americano e deve ser anunciada nesta semana. (págs. 1 e B8)

Países divergem sobre forma de aporte de US$ 750 bi ao FMI

Dirigentes de países ricos e em desenvolvimento exibiram no fim de semana divergências sobre a melhor maneira de providenciar os recursos para fortalecer o Fundo Monetário Internacional (FMI) e ajudá-lo a socorrer os mercados emergentes atingidos pela crise global. Os sócios da instituição reafirmaram compromissos assumidos no início do mês pelos líderes do G-20, que prometeram mobilizar US$ 750 bilhões para novos empréstimos do Fundo, mas as diferenças que surgiram nos últimos dias indicam que vai demorar para que boa parte desses recursos apareça.

Os EUA e outros países ricos preferem que as novas contribuições para o FMI sejam feitas por meio de uma linha de crédito especial que já existe e é controlada por um pequeno grupo de membros da instituição. Países emergentes como a China e o Brasil se opõem à proposta, porque desejam ter maior influência na distribuição do dinheiro do Fundo. (págs. 1 e C3)

Perdigão e Sadia, agora com BNDES

Com um empurrão do governo, Perdigão e Sadia retomaram as conversações que podem levar à criação de uma companhia com receita líquida anual de R$ 22 bilhões. A Sadia seria comprada por sua concorrente por meio de uma troca de ações.

O plano em negociação prevê que o BNDES coloque recursos na Perdigão para capitalizar a companhia resultante, na qual o banco de fomento teria uma participação. (págs. 1 e D3)

A linha de frente da preservação de terras

Um exército de "caçadores" de terras tenta se antecipar à especulação imobiliária que ronda os bolsões agrícolas dos Estados Unidos. Agrupados em organizações sem fins lucrativos, que às vezes agem como um braço invisível do governo, economistas, advogados, biólogos e agrônomos mapeiam as fazendas em perigo para fazer ofertas hostis. As construtoras são seus maiores concorrentes.

A manutenção dos territórios agrícolas virou questão de Estado em algumas regiões. Milhões de hectares de lavouras sumiram do mapa nas últimas décadas, na maior parte dos casos por pressão do crescimento das manchas urbanas e da valorização da terra que esse movimento provoca. (págs. 1 e B10)

Avanço da gripe suína ameaça o turismo no México (págs. 1 e A9)

Em meio à crise, JPMorgan busca oportunidades no Brasil, diz Steven D. Black (págs. 1 e C8)

PAC emperrado

Levantamento em 26 municípios mostra que 60% das 96 obras de saneamento básico incluídas no PAC estão com problemas: 26 não foram iniciadas, 28 estão atrasadas e 5 foram paralisadas. (págs. 1 e A4)

Otimismo nas papeleiras

Dados preliminares do setor de celulose e papel em março mostram retomada nos mercados interno e externo, principalmente no segmento de papéis. As vendas de celulose no país aumentaram 7,5% sobre fevereiro e a expectativa é de crescimento. A receita das exportações para a China aumentou 31,4 no trimestre. (pág. 1)

Correa é reeleito no Equador

Rafael Correa foi reeleito ontem presidente do Equador com 55,2% dos votos segundo pesquisas de boca-de-urna. Ele conseguiu assim completar um percurso de centralização do poder idêntico ao do venezuelano Hugo Chávez. (págs. 1 e A8)

Ganhos de escala

Em meio à disputa pelos clientes de planos médicos, a CientificaLab - empresa da Diagnósticos da América (Dasa)- triplicou o faturamento nos últimos três anos prestando serviços a hospitais públicos. (págs. 1 e B4)

Caminho de volta

No primeiro trimestre, a Authentic Feet viu a procura pelas franquias de suas bandeiras - eles têm ainda a Artwalk e a Magic Feet - aumentarem 50% em relação ao mesmo período do ano passado. "Grande parte são dekasseguis que a crise trouxe de volta ao Brasil", diz Mazhar Obeid. (págs. 1 e B5)

Financiamento habitacional

O crédito imobiliário é umas das linhas que mais crescem entre as pessoas físicas. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 40,2%, quase o dobro dos 20,9% registrados nas modalidades voltadas ao consumo. (págs. 1 e C1)

Atenção aos bancos

O mercado aumenta a atenção sobre o setor bancário, que começa a divulgar os resultados do trimestre dia 4, com o balanço do Bradesco, de olho na alta da inadimplência e nos alertas do FMl sobre o setor. Analistas destacam a disposição do BB em baixar os spreads e a valorização das maiores instituições privadas nas últimas semanas como sinais de risco. (págs. 1 e D2)

Apostas nos emergentes

Os investidores externos continuam confiantes no bom desempenho dos mercados emergentes. No mês, até dia 20, a Bovespa registrava saldo positivo de R$ 3,45 bilhões, elevando o acumulado no ano a R$ 4,78 bilhões. (págs. 1 e D2)

Ideias

Sergio Leo: presidente Lula prepara proposta para o uso do real no comércio entre países sul-americanos. (págs. 1 e A2)

Ideias

Fábio Wanderley: tensões entre o STF com outras instâncias do poder de Estado irrompem no próprio tribunal. (págs. 1 e A6)

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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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sábado, abril 25, 2009

EDITORIAL: PODERES CONSTITUÍDOS. FREUD EXPLICA ?

Legislativo no divã


Autor(es): Silvain Levy
Correio Braziliense - 24/04/2009


Psicanalista, é membro da Sociedade de Psicanálise de Brasília

As recentes denúncias sobre os descompromissos dos congressistas com o dinheiro público e as dificuldades enfrentadas pelos dirigentes das duas casas legislativas federais (federais por que deve ocorrer o mesmo nos estados e municipíos) para lidar com questão — ora se surprendendo, ora ameaçando a imprensa que noticia, ora “ameaçando” seus pares com novas normas e restrições, ora não falando ou fazendo nada — permitem a aplicação de alguns conhecimentos da psicanálise.

As notícias que chocam a opinião pública não causam nenhuma reação do Congresso, como instituição, como se este não fosse atingido. Causam, sim, reação dos flagrados, afirmando que não sabiam ser tal prática irregular, ilegal, imoral ou qualquer outro i. Em seguida, se propõem a devolver o dinheiro utilizado, ressarcir o erário, e corrigir o erro que não enxergavam. Para os demais congressistas “a resposta é o silêncio, que atravessa a madrugada”, como na belíssima Pressentimento, música de Elton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho.

Os presidentes das duas casas, cargo que ocupam pela terceira vez, não têm como dizer que “não sabiam”, posto que as práticas não são novas. Parecem surpreendidos com a divulgação e se mostram aturdidos sobre o que fazer. A quem desagradar? Aos pares ou à opinião pública?

A manutenção das práticas, a ausência de ações ou de reações para coibi-las, justificá-las ou explicá-las, vêm sendo atribuídas desde a sensação (e certeza) de impunidade até a simples desfaçatez ou falta de vergonha. A psicanálise pode contribuir para esse profícuo debate, com a enunciação de dois conceitos de uso corrente na profissão: a perversão e a personalidade psicopática.

A palavra perversão deriva do verbo latino pervertere e significa tornar-se perverso, corromper, desmoralizar, depravar. Não é preciso ser analista especialmente talentoso para identificar nessas definições uma proximidade com o que se observa. A perversão, para a psicanálise, é muito mais do que simples desvio em relação a uma norma social. Ela é um conjunto de comportamentos psicossexuais em busca contínua da obtenção do prazer.

Foi em 1905, nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, que Freud afirmou que a perversão é a manutenção da sexualidade infantil na vida adulta. Anos depois, em 1927, ele dizia que a recusa da castração é o mecanismo essencial da perversão.

Resumindo, o comportamento perverso é a necessidade que uma pessoa apresenta de obter a satisfação imediata de seus desejos, sem levar em conta as limitações da realidade. A isso deve ser acrescentado que a “recusa à castração” significa a impossibilidade de superar a perda da fantasia de onipotência, tão característica aos primeiros anos de vida.

a personalidade psicopática, que também é conhecida como sociopatia, está associada aos portadores de neuroses de caráter ou perversões sexuais. O portador dessa doença é uma pessoa que conhece a realidade, mas não a reconhece como valor, pois carece de superego. Isso faz com que o psicopata possa cometer atos criminosos sem sentir culpa, porém mantendo plena consciência de seus crimes ou das suas intenções criminais.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específico. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como normais pelos que as conhecem superficialmente. No entanto, costumam ser egocêntricas e indignas de confiança. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aceitam seus erros ou conseguem frear seus impulsos.

Pelos fatos diariamente noticiados e pelo comportamento dos envolvidos, pode-se pensar que não há como separar probos de criminosos. Não há como dizer que existem inocentes e culpados. Não há como discernir neófitos de experientes ou lenientes de ativos. Sob a óptica da psicanálise, como todos se utilizam dos mesmos meios e as teorias e práticas de todos se conotam, a todos pode ser atribuído comportamento perverso e psicopático.

sexta-feira, abril 24, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] " JUST "

...


[Homenagem aos chargistas brasileiros].
...

GOVERNO LULA: DESEMPREGO E DESEMPREGADOS



Número de desempregados supera 2 mi após 18 meses


Sex, 24 Abr, 12h03

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de 18 meses, em março o contingente de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do país voltou ao patamar de 2 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em março, eram 2,082 milhões sem emprego nessas regiões, contra 1,941 milhão em fevereiro. Foi a primeira vez que os desempregados superaram a casa de 2 milhões desde setembro de 2007.

Com isso, a taxa de desemprego no país aumentou para 9,0 por cento, ante 8,5 por cento em fevereiro. Foi a maior leitura também desde setembro de 2007. Analistas consultados pela Reuters previam um dado de 9,1 por cento.

"É m contingente considerável. Está mais difícil para o trabalhador arrumar emprego em meio crise e o cenário econômico", disse o economista do IBGE, Cimar Pereira.

Em São Paulo, o número de desempregados à procura de trabalho voltou à casa de 1 milhão de pessoas, o que não acontecia havia 21 meses.

"Você tem um mercado de trabalho que não gera postos e ,isso força a uma demanda maior por emprego, principalmente, entre os dispensados", disse Pereira.

No Brasil como um todo, em março sobre fevereiro a população desocupada aumentou 7,3 por cento, enquanto na comparação com março de 2008 o avanço foi de 6,7 por cento. O número de ocupados ficou estável mês a mês e subiu apenas 0,9 por cento ante março passado.

"A expectativa pela série histórica era de uma estabilidade na taxa de desemprego ou uma leve redução, mas isso não ocorreu. Isso é comum em anos de crise ou de pós crise. O estrago é muito grande quando se tem um crise", disse Pereira.

A indústria foi um dos setores mais afetados pelos efeitos negativos da crise global. Entre setembro e março, a taxa de desemprego no setor praticamente dobrou ao passar de 3,4 para 6,1 por cento.

O economista do IBGE afirmou ainda que o mês de março trouxe "um manancial de notícias desfavoráveis" para o mercado de trabalho. Ele destacou que o emprego com carteira caiu 0,5 por cento frente a fevereiro e cresceu somente, 2,5 por cento em relação a março de 2008.

"Foi um desempenho bem aquém do que se observava em meses anteriores tanto que foi o pior resultado desde agosto de 2003. Houve uma perda de força na formalização", analisou Pereira

RENDA

O rendimento médio real dos trabalhadores totalizou 1.321,40 reais em março, queda de 0,2 por cento em relação ao mês anterior e alta de 5,0 por cento na comparação com igual período do ano passado.

A queda mensal foi puxada pelo segmento de outros serviços com redução de 6,1 por cento. "Com o fim das férias é natural haver uma queda no rendimento do setor que é ligado ao turismo por reunir hospedagem, alimentação e lazer", disse Pereira.

No confronto com o março de 2008, houve crescimento de 5 por cento em razão a menor inflação esse ano. "Ela deu um alívio", finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier). Foto Agência Estado.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/manchetes_ibge_desemprego


AVIAÇÃO COMERCIAL: COMPETIR É PRECISO

Rumo ao livre mercado

Correio Braziliense - 24/04/2009
Demorou — e ainda chega devagar, de forma gradativa —, mas o fim do piso para as tarifas de voos internacionais é importante passo dado no Brasil a favor da livre concorrência. O país engatinha nesse processo desde 1989, quando teve início a abertura comercial. Depois vieram as privatizações, em 1992. Finalmente, em 1994, passou a contar com aparato legal digno de defesa da competição, a Lei nº 8.884, com fortes instrumentos de controle do abuso econômico. Contudo, falta muito para o Estado despir-se da sua capa intervencionista e deixar valer a lei da oferta e da demanda. Daí que cada movimento nessa direção deva ser festejado.

É o caso da resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicada ontem no Diário Oficial da União. Ela promove redução de 20% na tabela de referência estabelecida pelo governo para as passagens aéreas internacionais. Em 23 de junho, novo corte permitirá preços até 50% mais baixos, percentual que chegará a 80% em 23 de outubro e finalmente desaparecerá em 23 de abril de 2010. Ou seja, daqui a um ano, a tarifa será livre e o consumidor provavelmente não terá mais que conviver com o absurdo de uma passagem comprada no exterior custar até 85% menos que outra para o mesmo trajeto adquirida no Brasil.

Um bilhete Nova York-São Paulo-Nova York custa US$ 425 nos Estados Unidos. Em sentido contrário, o itinerário sai por US$ 786, se a passagem for comprada em território brasileiro. Por quê?
Por pura e simples mania dos governos de quererem ser mais realistas que as leis de mercado e imporem um piso abaixo do qual nenhuma empresa poderia cobrar. Quando a Anac desistiu dessa barbaridade, em setembro do ano passado, em relação à América do Sul, os resultados foram animadores: queda de 84% nos preços das passagens para Lima, no Peru, e de 57% para Santiago do Chile. Agora, com a retração causada pela crise internacional, espera-se que as empresas invistam rapidamente em promoções, para atrair passageiros e superar o momento difícil.

A regulação dos mercados só é saudável quando a favor dos consumidores. Por exemplo, com a fixação de regras claras que impeçam a formação de cartéis. Daí os avanços proporcionados pela Lei nº 8.884, a partir da qual o país passou a exercer maior vigilância sobre fusões e aquisições, de modo a evitar prejuízos à livre concorrência. Preços e salários devem ser fixados pela lei da oferta e da procura — jamais pelo Estado, monopólios ou oligopólios. A iniciativa da Anac terá melhor acolhida se não se tratar de fato isolado, mas vier no âmago de abertura maior, que se estenda a setores ainda demasiadamente concentrados, como o bancário e o de combustíveis, cujos preços se sustentam sobretudo na falta de competição.

GILMAR MENDES/JOAQUIM BARBOSA/STF [In:] ... E TUDO ACABARÁ NO "TAPETÂO" ?

Dia de panos quentes...
Gilmar Mendes nega crise no STF

Autor(es): Mirella D’Elia
Correio Braziliense - 24/04/2009
Presidente do Supremo afirma que imagem da Corte é a melhor possível e que a discussão com o ministro Joaquim Barbosa está superada. Lula compara desentendimento a um jogo de futebol

Edilson Rodrigues/CB/D.A Press
Mendes cercado por jornalistas no Congresso: “Não há crise. O tribunal tem trabalhado muito bem, temos resultados expressivos”
Um dia após o bate-boca com o ministro Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou que a imagem da mais alta Corte de Justiça do país tenha sido arranhada com o embate ou que haja uma crise institucional. “Não há crise, não há arranhão. O tribunal tem trabalhado muito bem, temos tido resultados expressivos. A imagem do Judiciário é a melhor possível”, disse ontem, nas primeiras declarações públicas após a troca de ofensas. Cercado por dezenas de jornalistas, Mendes evitou tocar nos pontos mais polêmicos da áspera discussão.

Depois de participar de uma reunião com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para tratar de projetos relativos ao II Pacto Republicano de Estado, o magistrado afirmou que o episódio está superado. “Isso está superado, o tribunal já se manifestou”, declarou, em referência à nota oficial divulgada anteontem pelo Supremo. Na nota, oito dos 11 ministros do STF lamentaram a discussão e manifestaram apoio ao presidente, após uma longa reunião a portas fechadas.

A troca de farpas foi minimizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele lamentou apenas que a discussão tenha se tornado pública. “Eu creio que, quando temos determinadas funções, é importante que a gente diga tudo o que quiser nos autos do processo e que não se fique dizendo pela imprensa”, disse Lula, ao lado da presidente argentina, Cristina Kirchner, em Buenos Aires.

Lula comparou o desentendimento ao futebol. “Se fosse assim, não existiria mais futebol porque tem sempre briga. A única coisa que acho é que se esse tipo de briga, assistido por toda a sociedade brasileira, ajuda a sociedade, a democracia, muito bem”, completou.

Fogueira
No Supremo, o clima era de ressaca para alguns após o bate-boca sem precedentes. “Jamais presenciei uma discussão com ofensas tão grandes. Estou de ressaca, mas que isso sirva de lição para adotarmos o padrão desejável nas discussões”, disse Marco Aurélio Mello. O ministro também já brigou com Barbosa e não fala com o colega desde um desentendimento no fim do ano passado, exceto durante as sessões. Mas defendeu, inicialmente, que o tribunal não se manifestasse sobre o assunto e foi contra a proposta defendida por alguns ministros de soltar uma nota repreendendo Barbosa. “Isso só contribuiria para colocar mais lenha na fogueira. Depois houve um meio-termo”, afirmou. Ele avaliou, no entanto, que a tendência é que o ministro fique mais isolado após o episódio.

Barbosa trabalhou normalmente em seu gabinete ontem. À tarde, almoçou com Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski. Os três foram a um dos restaurantes mais badalados de Brasília, na Asa Sul. A iniciativa do encontro partiu de Ayres Britto, que considerou a discussão entre Barbosa e Mendes “deprimente”. “Conversamos o óbvio, que todos nós nos sentimos constrangidos. Nosso objetivo é voltar à normalidade institucional e pessoal”, declarou Ayres Britto em tom conciliador. Segundo ele, Barbosa está convicto que é preciso superar o ocorrido. “O empenho dele é de quem protagonizou um episódio infeliz e vai superá-lo, quiçá possamos todos fazer o que recomendava o escrito Fernando Sabino, ‘fazer da queda um passo de dança’.”

Ouça: áudio com Gilmar Mendes sobre a polêmica com Joaquim Barbosa

Um ano no cargo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, completou ontem um ano à frente do cargo. A trajetória foi marcada por polêmicas. A principal: a Operação Satiagraha da Polícia Federal, deflagrada em julho. Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas duas vezes, ficou no olho do furacão.

Na época, atacou o que classificou como “espetacularização das prisões”, sem poupar o juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que mandara prender o banqueiro. Disse que a nova prisão representava uma nítida via de desrespeitar o Supremo. E também cobrou o combate ao uso de grampos para intimidar agentes públicos – o que chamou de “coisa de gângster”.

Repercussão
Ontem, diversas entidades lamentaram a discussão entre Mendes e Joaquim Barbosa. “Houve um pouco de excesso. O episódio pode passar para a população uma imagem de desgaste. Mas é importante distinguir a imagem da instituição da discussão que houve”, disse o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mattos.

“Foi um péssimo exemplo para a sociedade. Lamentável sob todos os aspectos. Todos perderam, não houve vencedor. E o principal perdedor foi a sociedade brasileira”, afirmou o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires. (MD)

ESTADO BRASILEIRO [In:] UM KEYNESIANISMO AS AVESSAS

Erro de análise

O Globo - 24/04/2009

A crise mundial tem servido de combustível para o velho debate ideológico sobre o “Estado mínimo” e o “neoliberalismo”. Mas, como em todo embate contaminado por visões de militância, tem havido muita incorreção no uso de conceitos, no entendimento da crise e sobre a melhor maneira de enfrentá-la.

Com o conhecimento acumulado sobre a Grande Depressão, no Século XX, o banco central (Fed) e a Secretaria do Tesouro americanos agiram com rapidez no corte da taxa básica de juros e na injeção de recursos no sistema, para evitar uma paralisia ainda mais prolongada na distribuição de crédito no mundo.

A retração de várias economias em proporções de dois dígitos — inclusive a brasileira, se o PIB do último trimestre do ano passado for anualizado — poderia ter sido pior. Para a corrente “desenvolvimentista”, hoje hegemônica no governo brasileiro, a adoção, em todo o planeta, de políticas fiscais (gastos) e monetária (juros) frouxas — com diversas graduações — soou como música.

O Planalto entendeu que políticas expansionistas, juros baixos e a atuação agressiva do Estado acabaram de ser liberadas no mundo.

Como se de uma hora para outra não valessem mais cuidados com os gastos públicos, e os próprios princípios do livre mercado estivessem revogados. É grave engano.

Uma coisa é a exigência imperiosa de o Estado americano — que emite dólar, moeda de reserva mundial — evitar, a qualquer custo, o derretimento do sistema financeiro — o que, tudo indica, foi conseguido.

Outra é o governo brasileiro, em nome da necessidade de ações anticíclicas, continuar a inflar os gastos em custeio, mantendo inclusive generosos e eleitoreiros reajustes salariais do funcionalismo. Apenas uma parcela deste aumento de folha, previsto para julho, subtrairá do Tesouro cerca de R$ 20 bilhões, ou a metade do que o Planalto amealhou com a redução da meta do superávit primário de 3,8% do PIB para 2,5%. Alega-se que é necessário investir mais. Sim, mas não na ampliação da conta bancária de servidores.

Os mecanismos de funcionamento dos sistemas econômicos não deixaram de existir. Por este motivo, o próprio Barack Obama tem alertado para a necessidade de corte de gastos, pois sabe que a ressaca da atual crise serão pressões inflacionárias decorrentes da política fiscal expansionista e do crescimento do déficit público. O mesmo, por óbvio, vale para o Brasil.

TCU/ProUni [In:] BOLSA LUXO

TCU: bolsistas do ProUni têm carros de luxo
Com bolsa do ProUni e carros de luxo


Autor(es): Demétrio Weber
O Globo - 24/04/2009

Técnicos do TCU encontram bolsistas com renda além do limite; MEC promete corrigir distorções

Uma auditoria do TCU constatou que cerca de 1.700 bolsistas do ProUni são donos de carros novos, alguns de luxo. Há indícios de fraude contra 30 mil bolsistas, 8% dos beneficiados pelo MEC.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidades no programa Universidade para Todos (ProUni). Criado para dar bolsas à população de baixa renda, o ProUni tem, entre seus beneficiários, cerca de 1.700 donos de carros novos, incluindo modelos de luxo como Mitsubishi Pajero, GM Tracker, Toyota Hilux, Honda Civic e Toyota Corolla.

A investigação levantou indícios de fraude contra pelo menos 30 mil bolsistas, 8% do total de 385 mil beneficiários. O levantamento foi aprovado pelo TCU anteontem. O ProUni concede bolsas em instituições privadas.

Cabe a elas checar a documentação dos estudantes.

Os auditores cruzaram a lista de beneficiários do ProUni com a do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Cerca de mil bolsistas integrais e 700 parciais são donos de carros fabricados entre 2005 e 2008. A auditoria foi feita de junho a novembro do ano passado.

Os técnicos do TCU descobriram que o limite de renda para ingresso no programa é desrespeitado.

Pela lei, bolsas integrais, que cobrem 100% das mensalidades, só podem ser dadas a quem tem renda familiar mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 697,50). Para bolsas de 50%, o teto é de três salários mínimos (R$ 1.395). Segundo o TCU, há bolsistas cuja remuneração supera R$ 200 mil ao ano — mais de R$ 16,6 mil ao mês.

Outra irregularidade detectada foi a concessão de bolsas a quem já tem diploma ou está matriculado em universidades públicas. Ao cruzar dados do ProUni com o cadastro de estudantes das instituições federais e de quatro universidades estaduais, entre elas a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os auditores viram que 2.143 bolsistas aparecem como alunos das instituições públicas, sendo 956 em universidades federais.

A investigação constatou que 3.561 bolsistas do ProUni já tinham diploma de nível superior em 2004, antes do início do programa.

Essa informação aparece na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Outros 123 bolsistas estão na lista de formados mediante empréstimo do Financiamento Estudantil, programa de crédito educativo do MEC.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, prometeu passar um pente-fino no ProUni e anunciou medidas para corrigir falhas, entre elas pedido à Receita Federal para que analise o Imposto de Renda de bolsistas e familiares. Para o segundo semestre, o candidato deverá informar o CPF dos parentes.

Haddad enfatizou que os limites de renda valem para o momento do ingresso no programa.

Segundo ele, é desejável que o estudante consiga emprego ou estágio e aumente a renda familiar.

Ele disse haverá fiscalização sempre forem constatadas “mudanças substantivas” de renda.

Haddad evitou bater de frente com o TCU, mas deixou claro seu descontentamento. Destacou que, dos 57.850 bolsistas donos de carros ou motos, apenas 39 têm veículos luxuosos.

Segundo o MEC, 75% dos veículos têm mais de dez anos de uso e 41% são motos. Anteontem, o ministro pediu que o julgamento no TCU fosse adiado, devido a uma discordância no cálculo do custo das bolsas e do percentual de vagas ociosas no programa: segundo o tribunal, 42% das bolsas não foram preenchidas.

Para o MEC, foram 11,7%.

Dos 39 donos de carros luxuosos, dez foram desligados do programa, segundo o ministro.

Ele afirmou que, por erro do sistema do ProUni, o CPF de um coordenador consta como se fosse o de um bolsista, o que explicaria a discrepância de renda.

O MEC notificou 219 instituições com bolsistas que aparecem entre os alunos de universidades federais. Segundo o ministro, eles serão orientados a deixarem as instituições federais.

O ministro negou que as irregularidades possam ameaçar a continuidade do ProUni.

O MEC já notificou 74 instituições que ofereceram baixos percentuais de bolsas e 93 que não admitiram novos alunos no ProUni neste semestre.

— É o programa mais bem sucedido do governo federal — disse Haddad.

BANCO DO BRASIL: O BANCO DO PT?

...
BB dá ao PT seis cargos de direção
BB: seis vices são ligados ao PT


Autor(es): Patrícia Duarte
O Globo - 24/04/2009

Indicado do PMDB vai para cargo que cuida da área de crédito

Em sua primeira medida à frente do Banco do Brasil, o novo presidente da instituição, Aldemir Bendine, ligado ao PT, anunciou ontem a troca de quase 70% das vice-presidências. Dos nove cargos, seis mudaram de comando. Agora, seis deles são ligados ao PT; um, ao PMDB - que cuidará da área de crédito -; e só dois não têm ligação partidária. A mudança no comando do BB visa a reduzir os juros.

O novo presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, assumiu o cargo ontem, e sua primeira atitude foi confirmar a troca de quase 70% das vice-presidências da segunda maior instituição financeira do país. Dos nove cargos, seis mudaram de comando. Agora, seis são ligados ao PT, um, ao PMDB, e dois não têm ligação partidária.

Ricardo Flores, que ocupava a vicepresidência de Governo, assumiu a vice-presidência de Crédito, Controladoria e Risco Global, indicado pelo PMDB. Com isso, Flores passa a ocupar a vice-presidência mais importante, já que a mudança no comando do BB foi feita com o objetivo de reduzir juros e o spread — diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada do consumidor final.

Alexandre Abreu, até então diretor de Seguridade, Previdência e Distribuição, foi para a vice-presidência de Varejo. Ricardo de Oliveira, que era assessor especial da presidência, assume a vice-presidência de Governo.

Os dois são aliados de Bendine e próximos ao PT.

Allan Simões Toledo, que ocupava a diretoria comercial, assume a vicepresidência de Negócios Internacionais e Atacado, no lugar de José Maria Rabelo, que não tinha ligações partidárias e deixa o primeiro escalão do BB. A vice-presidência de Cartões e Novos Negócios e Varejo, ocupada até então por Bendine, passou às mãos de Paulo Rogério Caffarelli.

Ele já foi diretor do banco e é próximo do PT.

Já Robson Rocha, que é filiado ao PT e ocupava a diretoria de Menor Renda, assume a vice-presidência de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental, cargo que pertencia a Luiz Oswaldo Sant’lago.

Das nove vice-presidências do banco, três não sofreram alterações: Agronegócios (Luís Carlos Guedes Pinto), Finanças (Aldo Luiz Mendes) e Tecnologia (José Luis Salinas).

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

24 de abril de 2009

O Globo

Manchete: Câmara recua e farra aérea agora vai a voto no plenário

Pressão do baixo clero deve garantir passagens para aparentes de deputados

Sob forte pressão dos deputados, a Mesa da Câmara ontem recuou e decidiu levar a votação em plenário, na semana que vem, a proposta de restringir o uso de passagens aéreas a parlamentares e assessores, entre outras medidas contra a farra aérea. Pelo menos um ponto deve ser derrubado: o que proibiria o uso das passagens por parentes de deputados. Silvio Costa (PMN-PE) apelou: "A questão é que a família já faz parte do meu mandato”. Da tribuna, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) protestou: "Daqui a pouco vão querer que eu ande de 'jegue", more em palafita e mande mensagem por pombo-correio”. Em Vitória, Marcos Vinícius Andrade, funcionário por 19 anos do senador Gerson Camata (PMDB-ES), depôs no Ministério Público e reafirmou as denúncias que fizera ao GLOBO de uso de notas frias e propinas de empreiteiras. O caso vai para Brasília porque o senador, que nega tudo, tem foro privilegiado. (págs. 1, 3 e 4)

Lula e Gilmar negam crise institucional no STF

Ministros se dividiram sobre condenar ou não atitude de Joaquim em nota, mas prevaleceu no texto a defesa do Supremo

Após a áspera discussão com o ministro Joaquim Barbosa na sessão do Supremo Tribunal na véspera, o presidente da Corte, Gilmar Mendes, disse ontem que o episódio está superado: “Não há crise, não há arranhão. É um tribunal que tem trabalhado muito bem. A imagem do Judiciário é a melhor possível”. Também o presidente Lula comentou, dizendo que a discussão “está longe de ser uma crise institucional”. Já Joaquim Barbosa optou pelo silêncio. Na noite de anteontem, oito ministros fizeram uma defesa institucional do Supremo na figura de seu presidente, sem uma censura pública a Joaquim, como defendiam alguns ministros. (págs. 1 e 8, 9)

Foto legenda: Gilmar, saindo da Câmara: “Imagem do Judiciário é a melhor possível”

Logo – Cai a toga: o juiz está nu (págs. 1 e 10)

Charge Chico

Pacificação Suprema

- Calma aí: quem for homem cospe aqui!

BB dá ao PT seis cargos de direção

Em sua primeira medida à frente do Banco do Brasil, o novo presidente da instituição, Aldemir Bendine, ligado ao PT, anunciou ontem a troca de quase 70% das vice-presidências. Dos nove cargos, seis mudaram de comando. Agora, seis deles são ligados ao PT; um, ao PMDB - que cuidará da área de crédito -; e só dois não têm ligação partidária. A mudança no comando do BB visa a reduzir os juros. (págs. 1 e 17)

Bird: metade do G-20 é protecionista

Apesar do acordo na reunião do G-20 há três semanas, nove países tomaram ou vão adotar medidas que restringem o comércio às custas de outras nações, diz o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick. Isso pode empurrar o mundo para uma crise como a dos anos 30. (págs. 1 e 19)

Rosales diz que Chávez ia matá-lo

O líder oposicionista venezuelano Manuel Rosales, que fugiu para o Peru dias atrás, acusou o presidente Hugo Chávez de ter tramado sua prisão de forma arbitrária para que ele fosse assassinado no cárcere. (págs. 1 e 22)

TCU: bolsistas do ProUni têm carros de luxo

Uma auditoria do TCU constatou que cerca de 1.700 bolsistas do ProUni são donos de carros novos, alguns de luxo. Há indícios de fraude contra 30 mil bolsistas, 8% dos beneficiados pelo MEC. (págs. 1 e 11)

Turnowski vai dar prioridade à investigação

O novo chefe de Polícia Civil, Allan Turnowsik, vai formar uma força-tarefa com dez delegados, além de inspetores e peritos, para intensificar as investigações de crimes nas primeiras 48 horas e facilitar a elucidação dos casos. A nova estratégia tem como alvo sobretudo as milícias. (págs. 1 e 12)

Merval Pereira

O Planalto foi informado sobre possível impeachment de Lugo. (págs. 1 e 4)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Gabinetes negociam passagens aéreas

Agência vende bilhetes da cota de deputados; Temer recua e manda para o plenário decisão sobre viagens

Um esquema de venda de passagens bancadas com verba pública opera paralelamente à distribuição de bilhetes pelos congressistas.

Os gabinetes de ao menos três deputados, Aníbal Gomes (PMDB-CE), Dilceu Sperafico (PP-PR) e Vadão Gomes (PP-SP), emitiram passagens em nome de pessoas que dizem ter comprado os bilhetes numa agência

Ana Pérsia, funcionária de Aníbal Gomes, passa à Casa os nomes dos passageiros. A lista é indicada pela agência Infinite, de um irmão dela.

Pérsia diz ter incluído os nomes na cota de Gomes, que ganha "créditos" da Infinite.

Aníbal Gomes e Vadão Gomes não atenderam à Folha. Sperafico diz que o assessor que cuidava, de bilhetes não está mais com ele.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), resolveu passar ao plenário a decisão de limitar ou não o uso das passagens. (págs. 1 e Brasil)

Após discussão, presidente do STF nega crise institucional

Um dia após bate-boca com o colega Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), negou crise institucional e afirmou que a imagem da corte é a "melhor possível": "O tribunal tem trabalhado muito bem".

Ex-presidente do STF, Marco Aurélio Mello criticou Barbosa e Mendes e disse que nunca viu tantas ausências no tribunal. Ontem não houve sessão. (págs. 1, A7 e A8)

Foto legenda: Michel Temer (PMDB-SP), que preside a Câmara, recebe Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, em visita à Casa

EUA preparam concordata da Chrysler; GM fecha 13 fábricas

Um mês após a Casa Branca ter dado um prazo final de restruturação à Chrysler e à GM, o Tesouro prepara a concordata da primeira, enquanto a segunda anunciou o fechamento de ao menos 13 das 21 fábricas no pais, por até 11 semanas. Para evitar a concordata, o governo exigira que a Chrysler fechasse, até a próxima quinta, parceria com a Fiat, o que ainda não ocorreu. (págs. 1 e B8)

Bancos públicos puxam alta do crédito no Brasil

Os bancos públicos puxaram a expansão do crédito no país no primeiro trimestre, ao contrário dos privados. De janeiro a março, os públicos elevaram as carteiras de crédito em R$ 21,4 bilhões (4,8%). Já os privados reduziram os saldos em R$ 7,6 bilhões -queda de 1%.

Entre as instituições públicas, a maior alta se deu nas operações com pessoas físicas: 9,3%. Com o impulso dado por esses bancos, a oferta total de crédito cresceu. O saldo em março era de 42,5% do PIB, contra 41,8% em janeiro. (págs. e B1, leia coluna de Vinicius T. Freire à pág. B4)

Foto legenda: Dança da vitória

Jacob Zuma, candidato à Presidência da África do Sul (ao centro), comemora sua virtual eleição; escolha de Zuma, que tem 3 mulheres declaradas, colocou a poligamia em debate no país (págs. 1 e A10)

Concessão da Ayrton Senna é cancelada em SP

Vencedora em leilão, a Triunfo perdeu a concessão do corredor rodoviário Ayrton Senna/Carvalho Pinto.

Segundo o governo paulista, a empresa não apresentou a garantia prometida nem fez depósito de R$ 118,8 milhões (20% do valor da outorga) para o Tesouro. A proposta da segunda colocada será avaliada. A Triunfo não quis comentar. (págs. 1 e B6)

Procurador pede arquivamento de acusação a Palocci

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, recomendou que o Supremo Tribunal Federal arquive denúncia contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no caso das irregularidades na coleta de lixo em Ribeirão Preto (SP), informa Mônica Bergamo.

Para o procurador-geral, não existe prova do envolvimento de Palocci. (págs. 1e E2)

Ataques matam ao menos 78 em 2 cidades do Iraque

Dois atentados cometidos por homens-bomba em Bagdá e Muqdadiya, a noroeste da capital do Iraque, mataram ao menos 78 pessoas e feriram 119. Foi o dia com mais mortes violentas no país em mais de um ano.

Os ataques ilustram o avanço da violência à medida que os EUA transferem aos iraquianos a responsabilidade pela segurança. (págs. 1 e A9)

Editoriais

Leia “Altercação no STF", sobre discussão entre ministros; e "ProUni na mira", acerca de fraudes no programa. (págs. 1 e A2)

Fernando Gabeira: Não interessa ter um Congresso fantasma

Entre os leitores, a sensação é que todos os políticos deveriam desaparecer. É um equívoco. Numa explosão nuclear, nem todos desaparecem: baratas sobrevivem.
Um Congresso fantasma ou fechado não interessa à democracia. Vale um esforço para ajustá-lo agora e renová-lo em 2010. Quem dá um passo à frente? (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Ministros tentam conter crise no STF

Após conflito entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, juízes estabelecem trégua

Os ministros do Supremo Tribunal Federal passaram o dia de ontem envolvidos numa operação para conter os efeitos do bate-boca entre o ministro Joaquim Barbosa e o presidente da Casa, Gilmar Mendes. Os "bombeiros" foram Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski. No pacto, Mendes e Barbosa foram criticados - o primeiro por não ter evitado o confronto, e o segundo por ter tido reações “inadmissíveis” ao acusar Mendes de "destruir a credibilidade do Judiciário" e de ter "capangas". Ontem, Mendes disse que "a imagem do Judiciário é a melhor possível" e negou que haja crise. Já Barbosa não se pronunciou. Nos bastidores, Barbosa está isolado no STF por adotar linha favorável à ideia de que a Polícia Federal pode investigar à vontade, em nome de uma fiação justiceira". O bate-boca explicitou a posição de Barbosa, disposto exercer o ofício com base no "clamor popular". Já Gilmar Mendes é visto no tribunal como "estrela" que age como presidencialista numa Casa que é parlamentarista. Nessa postura, avaliam alguns ministros, ele abriu várias frentes de confronto e deixou o STF suscetível a críticas de todos os lados. (págs. 1 e A4 e A8)

Foto legenda: Panos quentes- Os ministros Ayres Britto e Ricardo Lewandowski almoçam com Joaquim Barbosa, pivô do mal-estar no STF

Lula compara bate-boca a briga de futebol

O presidente Lula afirmou que o bate-boca no STF "está longe de ser uma crise institucional". Segundo ele, "se fosse por esse tipo de coisa, não existiria futebol, porque tem briga em campo todo dia". (págs. 1 e A7)

Debate Estadão: "Poder exige serenidade"

A crise no STF dominou debate sobre Justiça, ontem, no Grupo Estado. Wagner Gonçalves, sub-procurador-geral da República, disse que a atuação no Supremo exige “serenidade". (págs. 1 e A8)

Temer recua e deputados vão definir gastança

Restrição em gastos com passagens não vale até que seja decidida em plenário

Acuado por um grupo expressivo de deputados que querem manter a distribuição de passagens aéreas a familiares e amigos, pagas com dinheiro público, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), desistiu do ato administrativo assinado quarta-feira, de efeito imediato, e optou por encaminhar um projeto de resolução que, para valer, terá de receber o aval do plenário. Temer, inseguro, resolveu dividir a responsabilidade com os partidos: "Vocês viram que deu confusão. A aprovação no plenário dá legitimidade", argumentou. Há pressão de parlamentares que insistem na permissão para que mulheres e filhos menores de deputados possam voar por conta da Câmara. Outros, que pregam a moralidade, acusam Temer de ter anunciado medidas tímidas e, assim, enterrado o "pacote moralizador". (págs. 1 e A12)

Colunista: Dora Kramer
O Legislativo não ouviu os alertas de que caminhava para o abismo. Agora grita para calar a crítica. (págs. 1 e A6)

Bancos dão mais crédito em março e baixam spread

O valor médio diário dos empréstimos dados pelos bancos como crédito pessoal, em março, subiu 3,8% sobre fevereiro e 40,1% ante dezembro. No caso de financiamentos para carros, o montante cresceu 13,2% e 48,6%, respectivamente. Já o spread (margem cobrada Pelos bancos para emprestar) caiu ao nível anterior à crise. No caso de empresas, a média diária de créditos ainda é 10,1% inferior à de dezembro. (págs. 1 e B1)

Congresso: CPI dos Grampos não indicia pivôs

Relatório poupa Protógenes, Paulo Lacerda e Daniel Dantas. (págs. 1 e A9)

Partido de brancos é a surpresa na África do Sul

O governista Congresso Nacional Africano venceu fácil as eleições sul-africanas, e Jacob Zuma, líder do partido, será o novo presidente da África do Sul. Mas a surpresa foi a votação obtida pela Aliança Democrática, partido branco. Liderada por Halen Zille, prefeita da Cidade do Cabo e principal oposicionista, a AD estava com 16% dos votos - e só 9% da população é branca. (págs. 1 e A16)

Escolas sob administração dos municípios mantêm falhas

Estudo sobre municipalização do ensino fundamental mostra que alunos de escolas estaduais que passaram para a gestão de prefeituras não aprenderam mais do que os que estudam em estabelecimentos onde não houve mudanças. Um dos motivos apontados é o fato de prefeitos, incentivados por leis federais e preocupados em obter mais repasses de verbas, terem assumido escolas sem projetos para melhorá-las. (págs. 1 e Al7)

Notas & Informações: Falta de compostura

Que o STF não é, como já foi, um local de convívio educado, disso já se sabia. O que não se sabia é que a animosidade pode fazer uma mera discussão se transformar num chorrilho de insultos. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Crédito bancário volta a aumentar

Com taxas de juros menores e queda na inadimplência, oferta retoma crescimento

Depois de pelo menos três meses sucessivos de freio no crédito bancário, aumentou a disposição dos bancos para emprestar. Em março, pela primeira vez no ano, o país registrou expansão de novas concessões, segundo informou ontem o Banco Central. Com juros de volta ao patamar anterior á crise econômica internacional, a oferta cresceu 26%. A inadimplência de pessoa física também caiu - é a primeira redução em sete meses. Para O BC há uma recuperação em curso, mas ainda não é possível falar em volta aos níveis pré-crise, uma vez que os bancos públicos concentram as concessões. De acordo com especialistas, porém, os novos dados reforçam a tese de que o ponto crítico, pelo menos para o Brasil, já ficou para trás. (págs. 1 e Economia A17)

Bate-boca do STF divide o Congresso

O bate-boca do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com o ministro Joaquim Barbosa ecoou no Congresso entre governistas e oposicionistas simpáticos ao presidente do STF. O presidente Lula disse que este tipo de polêmica ajuda a democracia. (págs. 1 e Coisas da Política e Tema do Dia A2 e A4)

Presidente do BB troca quase toda a diretoria

Ao assumir ontem a presidência do Banco do Brasil, Aldemir Bendine anunciou a troca de seis vice-presidentes. As turbulentas mudanças no BB se deram por ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e levaram a instituição a perder, em dois dias, R$ 5 bilhões em valor de mercado. (págs. 1 e Economia A18)

Cota de viagens ainda será votada

O presidente da Câmara, Michel Temer, cedeu à pressão de parlamentares insatisfeitos e decidiu submeter aos próprios deputados as mudanças de regra no uso da polêmica cota de passagens aéreas da Casa. O projeto de resolução deve ser votado na terça-feira. (págs. 1 e País A6)

Promessa de cura da diabetes

Um novo tratamento para a diabetes tipo 1, baseado em altas doses de quimioterapia e transplante de célula-tronco extraídas dos organismos dos próprios pacientes, obteve resultados promissores: 86% dos voluntários voltaram a produzir insulina. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

Sociedade Aberta: Elival da Silva Ramos

Professor de direito da USP
O STF e os sinais de imaturidade institucional. (págs. 1 e A3)

Sociedade Aberta: Gilson Caroni Filho

Sociólogo
Bate-boca revela a erosão de legitimidade de um Poder. (págs. 1 e A4)

Sociedade Aberta: José Carlos de Assis

Economista
Governo erra ao mexer no rendimento da poupança. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta: Leandro Cury

Padre e Jornalista
A imagem de força popularizou São Jorge. (págs. 1 e A12)

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Correio Braziliense

Manchete: A farra continua. Pode acreditar

Para não sofrer sozinho o desgaste com a opinião pública, presidente da Câmara avisa que porá em votação as medidas moralizadoras quanto ao uso de bilhetes aéreos. É o primeiro sinal de que a mordomia será mantida. (págs. 1 e Tema do Dia, 2 e 3)

Dias de panos quentes...

Presidente do STF, Gilmar Mendes, vem a público e rejeita tese da crise no Judiciário por conta da áspera discussão travada na véspera entre ele e o ministro Joaquim Barbosa em plena sessão da Corte constitucional. Barbosa trabalhou normalmente, almoçou com dois outros ministros e, segundo um deles, teria dito que é preciso “superar o ocorrido”. (págs. 1 e 5)

Cotas raciais com os dias contados

19 dos 25 integrantes da CCJ do Senado são contra usar a cor da pele como critério para ingresso nas universidades públicas (págs. 1 e 13)

Onda de cheques sem fundo inunda o Brasil

Em março, os brasileiros emitiram 2,7 milhões de cheques sem a devida cobertura na conta. Proporcionalmente, os bancos devolveram por falta de fundos 24,6 de cada mil títulos emitidos. É o maior número desde que a pesquisa começou. (págs. 1 e 16)

Supersalário

Terracap obtém autorização do TST para deixar de pagar salários acima de R$ 38 mil, recebidos por 180 servidores. (págs. 1 e 17)

Oportunidade

UnB e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia oferecem vagas a docentes, com salário de até R$ 6.497,15 (págs. 1 e 18)

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Valor Econômico

Manchete: Demanda de imóveis surpreende construtoras

O pacote habitacional do governo já se refletiu nas vendas das construtoras que atuam na baixa renda. As empresas com foco nesse segmento estão surpresas com o tamanho da demanda gerada pelo plano, que entrou em vigor no dia 13. O primeiro fim de semana pós-pacote foi o melhor da história para construtoras como MRV, Goldfarb, Tenda e Rodobens. Em alguns casos, as vendas triplicaram.

As visitas aos sites dessas companhias aumentou exponencialmente, o que prova um misto de interesse e dúvidas. Na MRV, saltou de 28 mil acessos diários ao longo de 2008 para 60 mil, em média, depois do dia 13. Na Tenda, passou de 8 mil por dia para 21 mil. (págs. 1 e B1)

Sindicatos temem nova onda de cortes

O fim de acordos de redução de jornada em setores que continuam com a demanda fraca e o aumento do custo da mão de obra traz o risco de novas demissões. A principal preocupação dos sindicatos de trabalhadores é com as empresas exportadoras e aquelas que não foram beneficiadas por estímulos fiscais.

A produtividade na indústria, que representa a relação entre a produção e o número de horas pagas, cresceu 1,2% em 2008, mas encerrou os 12 meses até fevereiro em queda de 1,6%. O custo unitário do trabalho, que mede a relação entre a produtividade e os gastos com a folha de pagamento, também piorou - a alta desse indicador, que no ano passado ficou em 2,8%, passou para 4,4% no acumulado até janeiro e para 6,1% até fevereiro. (págs. 1 e A16)

Fundo do FGTS vai às compras

O fundo de investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI FGTS) saiu à compra de participações acionárias em projetos do setor de energia. Ele fechou a aquisição de parte da usina de Santo Antônio, como antecipou o ValorOnline, em duas outras usinas hidrelétricas e duas pequenas centrais hidrelétricas pertencentes à Alupar Investimento, empresa de capital nacional que investe em geração e transmissão. O mercado estima que o valor destes negócios chega a R$ 400 milhões. Até agora, cerca de R$ 6,4 bilhões foram liberados para o financiamento e aquisição de participações em projetos de energia - mais de 55% dos desembolsos totais, que ultrapassam R$ 11 bilhões. (págs. 1 e B7)

Fiat busca aliança com a General Motors na AL

A Fiat está em negociações para comprar uma participação nas unidades europeia e latino-americana da General Motors, disseram pessoas a par do assunto. É parte da ousada tentativa da montadora italiana de tirar proveito dos problemas na indústria automobilística para transformar-se em uma de suas maiores forças. Mas nenhum negócio avançará enquanto os planos da Fiat com a Chrysler não forem resolvidos. A Fiat quer assumir uma participação inicial de 20% na americana.

Para a Fiat, as negociações representam uma grande aposta dupla. Seu presidente, Sergio Marchionne, deixou claro que quer aumentar a capacidade de produção da Fiat dos atuais 2,2 milhões de carros por ano para algo entre 5,5 milhões e 6 milhões. (págs. 1 e C4)

Foto legenda: Sergio Marchionne, da Fiat: aposta dupla em união transcontinental com Chrysler e GM

Cemig paga R$ 2,3 bilhões pela Terna

A Cemig Geração e Transmissão vai pagar R$ 2,3 bilhões pelo controle acionário da Terna Participações, subsidiária do grupo italiano Terna. O desembolso pode chegar a R$ 3,5 bilhões com a compra das participações dos minoritários. O pagamento será de R$ 40,29 por "unit" da empresa, o que equivale a um prêmio de 27,7% sobre o preço de fechamento do papel na bolsa de São Paulo ontem: R$ 31,55.

Com a aquisição, a Cemig aumenta sua fatia no mercado brasileiro de 5,4% para 12,6% e se consolida entre as maiores empresas do setor de transmissão. Desde a compra de parcela expressiva da Light, do Rio, esse é o negócio de maior envergadura da estatal mineira. (págs. 1 e A2)

Recuperação exige nova ordem institucional global

A crise nasceu do esgotamento da capacidade de endividamento dos países centrais, com efeitos devastadores sobre as economias periféricas, supridoras dos meios de sustentação daquele endividamento. Agora, a economia mundial somente encontrará o caminho da recuperação com ataque frontal aos desequilíbrios macroeconômicos embutidos naquela acomodação ilógica de interesses.

Para isso, será imprescindível criar uma grande jurisdição supranacional, que dê homogeneidade institucional às mudanças necessárias e coordene sua realização. Não haverá resultados imediatos, mas é preciso agir, mesmo enquanto o mundo se refaz da crise, num processo que será inevitavelmente demorado. (págs. 1 e Eu&Fim de Semana)

Alstom rompe contrato de R$ 100 milhões

A Alstom rompeu contrato de R$ 100 milhões que tinha com o grupo carioca MPE para a montagem da termelétrica da ThyssenKrupp CSA, no Rio. A siderúrgica contratou o projeto com a Alstom, que subcontratou a MPE para fazer a montagem da térmica. O contencioso entre as duas empresas levou à paralisação das obras da usina de 490 megawatts no complexo siderúrgico da CSA.

A siderúrgica informou que a substituição da MPE por outra empresa não vai atrasar as obras da térmica, cuja conclusão está mantida para setembro. A usina, que aproveitará gases do alto-forno e da coqueria, é um dos pilares da siderúrgica da CSA, projeto de 4,5 bilhões de euros, previsto para entrar em operação em dezembro. (págs. 1 e B8)

'Luz, câmera, revolução' na Venezuela

Começa vir à luz uma faceta menos conhecida das ações propagandistas do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que criou uma produtora cinematográfica "bolivariana" para "combater a ditadura de Hollywood". "Luzes, câmera, revolução" é o slogan da Villa del Cine, na periferia de Caracas, um grande complexo audiovisual que conta com orçamento de US$ 16 milhões só neste ano. O catálogo já possui 13 filmes e outros 12 têm estreia prevista até o fim do ano. (págs. 1 e Eu&Fim de Semana)

Economia mundial terá uma recuperação lenta (págs. 1 e A13)

Consórcio Internacional obteve sequenciamento do genoma de 17 raças bovinas, diz Caetano (págs. 1 e B12)

Recessão russa

Economia russa encolhe 9,5% no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado, e o banco central do país, pressionado pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, reduz as taxas de juros. Previsão para o segundo trimestre é de queda de 10% no PIB. (págs. 1 e Al3)

Crise imobiliária

As vendas de casas usadas nos Estados Unidos diminuíram 3% em março. Apesar da queda, o preço médio dos imóveis subiu 5,9%, puxado pelo aumento da demanda em janeiro, que cresceu inesperados 5,1%. Em relação a março de 2008, os preços são 12% menores. (págs. 1 e Al3)

Guerra do 'atacarejo'

O Grupo Pão de Açúcar procura pontos em Brasília, Recife, Maceió, João Pessoa e Caruaru para abrir lojas com sua marca de "atacarejo" Assai. A intenção é aumentar a concorrência com a rede Atacadão, do Carrefour, já presente nessas cidades. (págs. 1 e B1)

Aposta na América Latina

A Getronics, empresa holandesa de prestação de serviços na área de tecnologia da informação (TI), vai ampliar sua estrutura na América Latina, especialmente no Brasil, para compensar a queda dos negócios no Leste Europeu, seu principal mercado. (págs. 1 e B3)

Diversificação na KFC

A BFFC, representante da KFC no Brasil, criou um modelo de negócio inédito na rede americana. São quiosques que vendem a krush, bebida feita de sorvete. O primeiro ponto será aberto no Shopping Caxias (RJ). O projeto já foi vendido à Costa Rica, Peru e Equador, diz Fabiano Lima. (págs. 1 e B5)

Aviões para os EUA

A Marinha dos Estados Unidos estuda a aquisição de quatro aviões Super Tucano, produzidos pela Embraer. A intenção é avaliar o desempenho da aeronave em missões de apoio a forças terrestres durante operações de guerra irregular. (págs. 1 e B9)

Reação dos multimercados

Após um ano difícil, com desempenho fraco e salda de recursos, os fundos multimercados dão sinais de recuperação desde novembro. No ano, até 17 de abril, o ganho médio dos multimercados foi de 5,27%, ou 154,5% do CDI que variou 3,41%. (págs. 1 e D1)

Natura vende mais

Os resultados da Natura no primeiro trimestre contrariam o momento difícil da economia. O lucro cresceu 76,6% em relação a igual período de 2008, para R$ 138,8 milhões, e a receita, 26,5%. A crise ainda fez crescer o número de consultoras da marca. (págs. 1 e D3)

Ideias

Armando Castelar: liberalização avança na aviação civil. (págs. 1 e A15)

Ideias

Maria C. Fernandes: STF mostra desapego por rituais da República. (págs. 1 e A8)

Ideias

Alex Ribeiro: para juros menores, é preciso também inflação menor. (págs. 1 e A2)
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