PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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quarta-feira, junho 10, 2009

BRASIL/ENSINO: NÃO É ''FUNDAMENTAL''

Quando o ensino fica pela metade
Só metade dos alunos conclui a 8ª série


Autor(es): Demétrio Weber
O Globo - 10/06/2009

Na Região Norte, índice de concluintes é de 28,7%; relatório do Unicef diz que situação é ruim em todos os estados


BRASÍLIA e TERESINA. Só 53,7% das crianças e dos adolescentes brasileiros matriculados no ensino fundamental conseguem concluir a 8ª série (9º ano). A realidade é mais grave na Região Norte, onde o índice de concluintes é de 28,7%. No Pará, são 22,3%, menos da metade da média nacional.

No ensino médio, a situação é ainda pior: só 50,9% dos jovens chegam ao fim do curso. No Amapá e no Acre, o percentual é mais baixo: 35,5% e 37,4% respectivamente. O Nordeste é a região com pior indicador no ensino médio: só 44,6% de concluintes, percentual próximo do encontrado no Centro-Oeste (44,8%) e no Norte (45,2%).

As desigualdades na área de educação preocupam o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que lançou ontem o relatório "Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009". O relatório, que reúne dados referentes a 2006, diz que a situação é ruim em todos os estados. São Paulo tem o maior percentual de concluintes do ensino médio: 68,6%. No Rio, são 44,5% - menos, portanto, que a média nordestina.

No ensino fundamental, Minas Gerais tem o percentual mais positivo, com 79% de concluintes. No Rio, apenas 57,8% dos alunos chegam ao fim da 8ª série. Nos dois níveis de ensino, o Sudeste tem os melhores números.

"A repetência não ajuda"

O relatório do Unicef mostra também que, a cada ano, um em cada quatro estudantes de ensino médio é reprovado ou abandona a escola. Citando dados de 2007, o documento informa que 12,7% dos jovens matriculados no nível médio foram reprovados e outros 13,2% largaram o estudo, totalizando 25,9%.

- A realidade dos 15 aos 17 anos é um desastre. Se existe desigualdade dos 7 aos 14 anos, dos 15 aos 17 ela fica pior - disse a coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva.

Para ela, o ensino médio precisa ser reformulado, pois, do jeito que está estruturado, não faz sentido para grande parcela da juventude. Salete criticou também a cultura da reprovação nas escolas:

- A repetência não ajuda. Se ela criasse pessoas qualificadas, o Brasil era o país com mais gênios no mundo.

No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar do Nordeste é o triplo da média nacional: 14,4% contra 4,8%. No médio, Norte e Nordeste têm quase o dobro do índice do Sudeste, com abandono de 20,8% e 20,1% respectivamente, ante 10,9%.

A situação é ainda mais grave em estados como Rio Grande do Norte, dono do pior resultado: 23,6% de abandono no ensino médio, quase o dobro da média nacional de 13,2%.


Em Teresina, Rogério da Silva Costa, de 14 anos, engrossa as estatísticas do abandono escolar. Ele ganha R$10 por dia fazendo malabarismo com limões no bairro Horto Florestal. Rogério contou que não vai à escola há dois anos. Parou no terceiro ano do ensino fundamental:

- Ajudo nos gastos lá de casa, porque meus pais precisam de dinheiro para sustentar os outros filhos - disse, acrescentando que tinha dificuldades de aprendizagem e foi reprovado por dois anos.

A coordenadora do Unicef lembrou que 2,4% dos brasileiros de 7 a 14 anos estavam fora da escola, ante 17,9% na faixa dos 15 aos 17. O Unicef quer que o governo dê atenção especial a quem está fora da escola. Mesmo na faixa de 7 a 14 anos, os 2,4% de excluídos representam universo de 680 mil crianças, sendo 450 mil negros.

A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, defendeu o aumento de investimentos no ensino, subindo dos atuais 4,6% do PIB para 8%. O MEC tem como meta 6%, índice sugerido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O Unicef elogia o Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado pelo presidente Lula em abril de 2007. Segundo Marie-Pierre, o programa aponta o caminho certo, em especial com a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que estipula metas até 2021. Ela teme, contudo, que o fosso de exclusão cresça, caso o governo não crie políticas específicas para melhorar o ensino de pobres, negros, indígenas e moradores das zonas rurais:

Para mostrar o impacto da renda e da raça, o relatório criou o Índice de Adequação Idade-Anos de Escolaridade. No Brasil, segundo o índice, 72% dos jovens estavam em situação adequada. O percentual caía para 65%, entre negros, e para 53%, entre os que estão na faixa com renda familiar por pessoa inferior a um quarto de salário mínimo mensal (R$116,25). A pior inadequação idade-série foi registrada no Pará, na faixa de população mais pobre: 37%.

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização Diversidade do MEC André Lázaro, diz que as disparidades regionais na área do ensino se repetem no analfabetismo e no atraso escolar. Segundo ele, elas refletem décadas de descaso na oferta de educação pública:

- É a cicatriz das oligarquias. Regiões que por muito tempo foram governadas por grupos que não colocaram a educação no lugar devido.

SENADO [In:] PASÁRGADA FEDERAL

Senado usou 300 atos secretos para beneficiar amigos
Senado acumula mais de 300 atos secretos para criar cargos e nomear


Autor(es): Rosa Costa e Leandro Colon,
O Estado de S. Paulo - 10/06/2009

Depois da revelação feita no mês passado por um estudo da Fundação Getúlio Vargas de que o Senado tinha mais 600 funções comissionadas e cargos com gratificação, descobre-se agora outra caixa-preta na Casa. Atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários. Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas adotadas há mais de 10 anos. Essas medidas entraram em vigor, gerando gastos desnecessários e suspeitas da existência de funcionários fantasmas.


O Estado teve acesso a esses atos secretos, que, após o início da investigação interna, começaram a sair como "boletins suplementares", inseridos nos respectivos meses a que se referem, com data da época. Na relação, aparecem as nomeações da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) na Advocacia-Geral e da ex-presidente da Câmara Municipal de Murici, cidade cujo prefeito é filho do hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Também secreto é o ato que exonerou um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), então lotado no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A exoneração, pelo modo secreto, ocorreu para não dar visibilidade à existência de um parente não-concursado de Sarney nos quadros da instituição no momento em que o Senado se via obrigado a cumprir a súmula antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na pesquisa dos técnicos do Senado, surgem ainda medidas impopulares, como a que estende assistência vitalícia odontológica e psicológica a marido ou mulher de ex-parlamentares. Os boletins secretos revelam também que mais um filho e um irmão do ex-diretor João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) trabalharam no Senado, além dos outros sete parentes já conhecidos.

Esses dois, João Carlos Zoghbi Júnior e Luis Fernando Zoghbi, eram lotados na Diretoria-Geral, então comandada por Agaciel Maia - exonerado em março após a acusação de ocultar a propriedade da casa onde mora em Brasília. Para abrir espaço para essas contratações, um dos atos secretos, de 24 de dezembro de 2004, cria 25 cargos na Diretoria-Geral.

Ex-presidente da Câmara Municipal de Murici (AL), Marlene Galdino foi lotada na Diretoria-Geral até o ano passado com um salário de R$ 5 mil. Renan Calheiros Filho é o prefeito da cidade. O Conselho Editorial do Senado, órgão criado por Sarney, foi usado, por exemplo, para abrigar, entre agosto de 2007 e outubro de 2008, Luiz Cantuária Barreto (PTB), ex-presidente da Assembleia do Amapá, com salário de R$ 7,1 mil.

BOLETIM

O Senado publica diariamente um boletim acessado pelos servidores com as nomeações e mudanças administrativas internas. Ao assumir a Primeira-Secretaria em fevereiro, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi avisado de que muitas decisões não saíram da gaveta de Agaciel - por tratarem de medidas questionáveis, a maioria para agradar ao grupo do ex-diretor e também do alto comando político. Entre eles, estão Sarney, Renan e demais ex-presidentes, como Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007.

Enquanto as decisões públicas saem num mesmo documento diariamente, a maioria das sigilosas tem tratamento único, sem se misturar com outras medidas. A existência desse tipo de procedimento surpreendeu até os auditores da FGV, responsáveis por uma reforma administrativa no Senado. "O próprio regulamento dispõe que muitas das competências não descritas deveriam ou poderiam ser especificadas por atos da comissão diretora e do diretor-geral. No entanto, a equipe de consultores da FGV não teve acesso a esses atos, e alguns deles nem sequer foram publicados", dizem os auditores.

A descoberta desses boletins obrigou o primeiro-secretário a oficializar uma comissão para cuidar do assunto. Em 28 de maio, Heráclito nomeou três servidores para cuidar oficialmente do tema e entregar uma conclusão até sexta-feira.

"Não tenho compromisso com o erro", afirma o senador. "Qualquer irregularidade que chegue ao meu conhecimento, eu tomo providência. Não existirão mais atos secretos no Senado. A não ser aqueles de caráter estritamente pessoal."

Sarney afirmou ontem ao Estado desconhecer a existência desses atos secretos. Ele disse apoiar a divulgação desse tipo de documento. "É claro que eu apoio. A Constituição manda que todos os atos públicos sejam divulgados." Ele ressaltou ainda que, como parlamentar, cuida mais da parte política do que da administrativa.

Procurado, por meio de sua assessoria, Renan não se pronunciou. Eliseu Padilha confirmou que a ex-mulher, Maria Eliane, trabalhou no Senado de março de 2006 a dezembro de 2008. Disse que foi requisitada para dar pareceres jurídicos. "Deveriam ter publicado isso (não em ato secreto). Essa pergunta deve ser feita ao Senado."

OS ATOS SECRETOS

Nomeação e exoneração de Maria Eliane Padilha, mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), da Advocacia-Geral

Criação de 25 cargos de confiança de R$ 2,2 mil na Diretoria-Geral

Nomeação de João Carlos Zoghbi Júnior, filho do ex-diretor de Recursos Humanos, para trabalhar na Diretoria-Geral. O irmão do diretor, Luis Fernando, também foi nomeado por ato secreto para o mesmo órgão

Nomeação e exoneração de Marlene Galdino, ex-presidente da Câmara Municipal de Murici na Diretoria-Geral. O município alagoano tem como prefeito um filho do senador Renan Calheiros (PMDB)

Nomeação e exoneração de Luiz Cantuária, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Estado que José Sarney representa), para trabalhar no Conselho Editorial do Senado, órgão criado por Sarney

Aumento de gratificação para os chefes de gabinetes de secretarias para igualar aos de gabinetes de senador

Autorização para servidores parcelarem em até 99 parcelas os créditos consignados

Assistência médica e odontológica para cônjuge de ex-senador

Nomeação de aliados do senador Efraim Morais na Paraíba para trabalhar no Interlegis.

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(*) VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA (Manoel Bandeira).

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive...

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SENADO [In:] ''E AGORA, JOSÉ?"

Neto de Sarney ganhou cargo
Neto de Sarney foi beneficiado


Autor(es): Rodrigo Rangel
O Estado de S. Paulo - 10/06/2009
João Fernando Michels Gonçalves Sarney é um jovem de 22 anos que está perto de terminar o curso de administração numa faculdade particular de Brasília. Apesar da pouca idade e de ainda não ter diploma, ele carrega no currículo, além do sobrenome de peso, um emprego de prestígio. Por um ano e oito meses, João ocupou formalmente um dos postos mais altos da estrutura funcional do Senado. Foi secretário parlamentar, função que dá direito a salário mensal de R$ 7,6 mil. A história agora se tornou conhecida graças à revelação dos atos secretos.

É o próprio João Fernando quem revela as credenciais que lhe garantiram o bom emprego. Procurado ontem pelo Estado, respondeu sem rodeios à pergunta sobre sua relação com o presidente do Senado. "Sou neto do senador Sarney, meu pai é o Fernando", disse. Ele se referia a Fernando José Macieira Sarney, filho mais velho do senador e encarregado de tocar os negócios da família. A mãe de João, Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, candidata a Miss Brasília em 1980, é ex-namorada de Fernando.

O rapaz foi nomeado assessor do Senado em 1º de fevereiro de 2007. Quem assinou a nomeação foi o atual diretor-geral da casa, Alexandre Gazineo, na época adjunto do então todo-poderoso Agaciel Maia. João deveria trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira, do PTB do Maranhão, terra dos Sarney. Esteve lotado no Senado até 3 de outubro do ano passado, quando um novo ato secreto, também assinado por Gazineo, formalizou sua saída.

Indagado sobre suas atividades no gabinete, João Fernando respondeu que "fazia de tudo um pouco". Antes, porém, perguntou: "Como você soube que eu trabalhava lá?" Ele garante que comparecia ao trabalho de segunda a sexta-feira. O Estado telefonou ontem para o gabinete de Cafeteira. A funcionária que atendeu a ligação disse não conhecer nenhum João Fernando que tenha trabalhado ali.

João Fernando diz que teve de deixar o emprego porque "estava sem tempo". Em seguida, completou: "Foi quando começou aquela decisão (sic) sobre nepotismo." A saída coincide com a crise instalada no Senado após o Supremo Tribunal Federal proibir a contratação de parentes nos três Poderes.

BRASIL/PIB [In:] RECESSÃO ? HÁ CONTROVÉRSIAS !

BRASIL ESTÁ EM RECESSÃO
PIB CAI 0,8%, MAS CONSUMO E SERVIÇOS ATENUAM RECESSÃO


Autor(es): GUSTAVO PATU
Folha de S. Paulo - 10/06/2009

Economia recua pelo 2° trimestre seguido; para Lula, queda de 0,8% foi maior que a esperada

O Produto Interno Bruto do país recuou 0,8% na comparação com o último trimestre do ano passado, que já havia contabilizado uma perda de 3,6%, segundo o IBGE. Pela regra mais universalmente adotada, dois trimestres consecutivos de queda do PIB (soma dos bens e riquezas produzidos por um país) significam que o Brasil entrou em recessão.

A análise dos números do IBGE mostra que a produção de bens de capital, as obras de infraestrutura, as exportações e as importações registraram quedas dignas de depressão econômica. No entanto, mesmo sem o ímpeto de meses atrás, os salários, as compras do dia a dia e serviços básicos como saúde e educação retomaram o crescimento.

A equipe econômica festejou a queda do PIB menor que a prevista pelo mercado. O presidente Lula, porém, considerou o resultado pior do que imaginava; ele esperava retração de até 0,5%. O governo já estuda medidas para estimular setores específicos da economia, como a produção de máquinas e equipamentos e de software e a indústria naval.

Gasto das famílias e massa salarial reduzem efeito do colapso da indústria e dos investimentos

Com 2 trimestres seguidos de crescimento negativo, país entra em recessão, mas setor de serviços, o maior da economia brasileira, resiste

A produção de máquinas e equipamentos, as obras de infraestrutura, as exportações e as importações tiveram quedas dignas de uma depressão econômica. Já salários, compras do dia a dia e serviços básicos como saúde e educação perderam o ímpeto de meses atrás, mas voltaram a crescer.
O retrato da produção nacional no primeiro trimestre do ano, divulgado ontem pelo IBGE, mostra um alívio imediato dos efeitos da crise global para a maior parte da população brasileira -afinal, o setor de serviços é o que mais emprega, o gasto público se mantém em alta e o consumo das famílias move quase dois terços da economia.
No entanto, a expectativa de reviver momentos de crescimento mais robusto registrado nos últimos anos esbarra nos resultados dos investimentos públicos e, principalmente, privados, necessários para ampliar a capacidade de produção e que ainda estão distantes de alguma recuperação.
Tudo somado, o PIB do país no primeiro trimestre teve queda de 0,8% na comparação com o último trimestre do ano passado, que já havia contabilizado uma perda de 3,6%, a maior desde que o Plano Collor promoveu o confisco da poupança e demais depósitos bancários, em 1990.
Pela regra de identificação mais universalmente adotada, o país entrou em recessão com dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto -a medida da renda nacional que compreende indústria, agropecuária, comércio e serviços, consumo privado, gasto público, investimentos, exportações e importações.
Embora tenha confirmado a reviravolta mais aguda em quase 20 anos, o resultado do primeiro trimestre permitiu uma leitura otimista já posta em prática ontem pelo governo Lula. Após o susto com o inesperado desastre do final de 2008, o período seguinte acabou melhor do que se projetava.
Na pesquisa periódica feita pelo Banco Central, as estimativas do mercado apontavam um PIB no primeiro trimestre 2,2% menor que o do mesmo período de 2008 -a queda medida pelo IBGE foi de 1,8%, ainda assim a maior desde o final de 1998, quando o país vivia os efeitos da crise russa.
Vistos mais de perto, os números mostram que a recessão, na sua definição mais vulgar, não chegou para todos, nem sequer para a maioria. Basta dizer que o setor de serviços, em que estão 60% do PIB, não caiu por dois trimestres consecutivos: teve expansão de 0,8% no primeiro trimestre, após a queda de 0,4% no final de 2008.
Nesse grupo estão atividades do cotidiano que vão desde a escola dos filhos até os aluguéis, da oferta de saúde ao seguro do carro. É um setor que só costuma ver retrações quando há disparada do desemprego ou queda forte dos salários, até agora inexistentes.
Pelo contrário: a massa salarial -que leva em conta o volume de emprego e os rendimentos- do primeiro trimestre ainda foi 5,2% maior que a de um ano antes. E o consumo das famílias, depois de encolher 1,8% na derrocada geral do final de 2008, subiu 0,7% na comparação com o trimestre anterior.
Boa parte da explicação está em medidas que o governo tomou muito antes do agravamento da crise global, caso do pacote generalizado de reajustes salariais para o funcionalismo, do aumento real do salário mínimo e da ampliação dos benefícios do Bolsa Família.
Se o gasto público -mais as medidas oficiais de redução de impostos e aumento do crédito nos bancos federais- e o mercado interno contribuíram para amortecer o impacto da recessão, menos claro é se e quando a economia retomará o ritmo de um ano atrás, quando o consumo crescia no dobro da velocidade.
Os investimentos, colocados no centro da agenda econômica com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), passaram pela mais brusca reversão já medida pela atual metodologia do IBGE -caíram 9,3% no final do ano passado e mais 12,6% no início do ano.
Do resto do mundo não há muita ajuda disponível. As exportações tiveram queda pelo terceiro trimestre consecutivo, e desta vez de 16%, também a maior, de longe, da série histórica iniciada em 1996.
Maior prejudicada pelo colapso dos investimentos e das exportações, a indústria acumula queda igualmente recorde, de 8,2% no quarto trimestre de 2008 e de 3,1% no primeiro. O setor agropecuário, primeiro a se ressentir da queda internacional dos preços dos produtos primários, encolheu pelo terceiro trimestre consecutivo, à taxa de 0,5%.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?..."

10 de junho de 2009

O Globo

Manchete: Recessão agora é oficial, mas PIB cai menos que esperado

Queda da indústria anula ganhos da economia; consumo se salvou no trimestre

De janeiro a março deste ano, oficialmente, o Brasil entrou em recessão, puxado pela indústria e pela queda drástica do investimento. De acordo com o IBGE, o PIB encolheu neste período 0,8% em relação ao fim do ano passado. Foi o segundo trimestre consecutivo de queda. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o recuo foi de 1,8%, o maior desde 1998. Mas os números surpreenderam: na véspera, o governo chegara a apostar em baixa de 2,4%. O consumo das famílias e os gastos de governo foram responsáveis pelo desempenho acima do esperado. Mesmo assim, não há motivo para comemorar. Se a recessão não ficou tão feia quanto parecia, ela mostra que a produção voltou aos patamares do segundo trimestre de 2007, anulando praticamente os ganhos da economia no segundo mandato do presidente Lula. No mercado, cresceram as apostas de que o Banco Central será mais conservador e cortará hoje apenas 0,75 ponto nos juros básicos, caindo para seu menor nível histórico. (págs. 1, 27 a 31, Míriam Leitão, Flávia Oliveira e editorial "Olhar à frente")

Governo não fiscaliza 38 mil convênios

Relatório do TCU cobra informações sobre o destino de repasses federais de R$ 13,3 bilhões

Pelo menos 38 mil prestações de contas ficaram sem fiscalização do governo federal em 2008. Somados, esses processos totalizam repasses de R$ 13,3 bilhões a ONGs, estados e municípios, por meio de convênios - um aumento de 58% em relação a 2007. Sem fiscalização, é impossível saber se o dinheiro, resultante de transferências voluntárias da União, foi aplicado corretamente. Por causa disso, o Tribunal de Contas da União aprovou com 15 ressalvas as contas do governo federal do ano passado e emitiu alerta cobrando agilidade na fiscalização. "Quanto maior o atraso nas prestações de contas, mais recursos o país pode perder", disse o ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2008. O TCU aponta falhas no controle da execução do Orçamento da União, como a falta de um sistema que permita acompanhar custos dos projetos. E cobra informações sobre indicadores de desempenho: dos 777 critérios para medir a eficiência dos programas governamentais, 70% não estavam disponíveis para o tribunal. (págs. 1 e 3)

Lula: governantes não mexem em invasões

O presidente Lula disse que o político de oposição incentiva ocupações irregulares, mas, quando chega ao governo, procura o culpado pelo problema. E não resolve o assunto, interessado nos títulos de eleitor dos invasores. No lançamento do PAC Drenagem, Lula criticou agentes fiscalizadores de obras e disse que a paralisação pode ter o efeito financeiro de um superfaturamento:
"Fiscalização rígida e séria é diferente de fiscalização dura e irresponsável." (págs. 1 e 3)

'Quando somos oposição, somos doidos para incentivar invasão. Quando viramos situação, ficamos doidos para achar o culpado. Quando se tem mil (barracos), aí não se mexe mais. Sobretudo para os que têm titulo de eleitor'
Lula

Quando o ensino fica pela metade

Só 53,7% crianças brasileiras matriculadas no ensino fundamental conseguem concluir a 8ª série. No ensino médio, só 50,9% dos matriculados chegam ao fim do curso, mostra o relatório "Situação da Infância e da Adolescência Brasileira" do Unicef. Ao falar de favelas, a pesquisa aponta emergência no Complexo do Alemão, onde os estudantes ficaram dois meses sem aulas em 2007. (págs. 1 e 8)

Enquanto isso, na universidade...

Policiais da tropa de choque da PM entraram em confronto com estudantes da USP. Os alunos atiraram pedras. A PM, bombas de efeito moral e gás pimenta. Professores e funcionários estão em greve. (págs. 1 e 8)

EUA mandam a NY 1º preso de Guantánamo

Acusado de atentados a bomba em embaixadas americanas, o tanzaniano Ahmed Ghailani é o primeiro preso de Guantánamo a ser transferido para uma prisão nos EUA. Ele já está em Nova York, onde será julgado num tribunal civil. (págs. 1 e 35)

Foto legenda: Corpos resgatados já são 41

O corpo de uma das vítimas do acidente com o Airbus da Air France chega ao Aeroporto de Fernando de Noronha. Já foram resgatados 41 corpos. Pressionada pelos pilotos, a Air France anunciou que vai trocar todos os sensores de sua frota. (págs. 1 e 14 a 17)

Na bomba, diesel cai só a metade do esperado (págs. 1 e 33)


Filósofo diz que blog da Petrobras faz terrorismo de Estado (págs. 1, 4 e 5)


Nova lei para direito de resposta na mídia divide opiniões (págs. 1 e 4)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Brasil está em recessão

Economia recua pelo 2° trimestre seguido; para Lula, queda de 0,8% foi maior que a esperada

O Produto Interno Bruto do país recuou 0,8% na comparação com o último trimestre do ano passado, que já havia contabilizado uma perda de 3,6%, segundo o IBGE. Pela regra mais universalmente adotada, dois trimestres consecutivos de queda do PIB (soma dos bens e riquezas produzidos por um país) significam que o Brasil entrou em recessão.

A análise dos números do IBGE mostra que a produção de bens de capital, as obras de infraestrutura, as exportações e as importações registraram quedas dignas de depressão econômica. No entanto, mesmo sem o ímpeto de meses atrás, os salários, as compras do dia a dia e serviços básicos como saúde e educação retomaram o crescimento.

A equipe econômica festejou a queda do PIB menor que a prevista pelo mercado. O presidente Lula, porém, considerou o resultado pior do que imaginava; ele esperava retração de até 0,5%. O governo já estuda medidas para estimular setores específicos da economia, como a produção de máquinas e equipamentos e de software e a indústria naval. (págs. 1 e Dinheiro)

Fernando Sampaio: Aumenta chance de a economia não se retrair em 2009

Mais importante que a confirmação da retração do PIB foi a surpresa de ela ter sido de apenas 0,8%. O consumo das famílias e o setor de serviços amorteceram a queda. Aumentou a probabilidade de que, sustentado pelo consumo, o PIB feche este ano sem queda. (págs. 1 e B6)

PM e grevistas entram em confronto na USP

PMs, estudantes e funcionários entraram em confronto que durou quase 80 minutos no campus da USP, na zona oeste de SP. Os policiais ocupam a universidade desde o dia 1° para evitar piquetes dos funcionários em greve, à qual alunos e professores aderiram na quinta.

Os PMs usaram balas de borracha, entre outras armas; os estudantes jogaram pedras e tijolos. Houve cinco policiais e cinco alunos feridos; três pessoas foram detidas e soltas. O governador José Serra diz que o Estado só cumpriu ordem judicial, a pedido da reitoria. (págs. 1 e C1)

Foto legenda: Com livro na mão, grevista entra em choque contra policiais na USP; conflito começou quando os PMs tentaram dispersar protesto contra sua presença no campus

Repetência no ensino médio do país duplica em nove anos

A proporção de estudantes que repetem de ano no ensino médio chegou a 12,7% em 2007, o dobro de 1998, apontam dados do Ministério da Educação divulgados pelo Unicef. Segundo especialistas, os alunos avaliam que a escola falha ao preparar para o mercado de trabalho e para a faculdade.

No ensino fundamental, a repetência passou de 9,7% a 12,1% no período. (págs. 1 e C6)

Pane em SP tira do ar telefones e atendimentos de emergência

Pane na Telefônica deixou diversas regiões do Estado de São Paulo sem chamadas ontem. A falha prejudicou urna série de atendimentos de emergência. O número 190 da PM ficou fora do ar das 9h14 às 10h06, período em que recebe 600 ligações.

De acordo com a empresa, o problema para completar as chamadas ocorreu em parte da rede. A Anatel afirmou ver as falhas "com extrema preocupação". (págs. 1 e C7)

Resgate do voo 447 da Air France chega a 41 corpos

Os 16 primeiros corpos de vítimas do acidente com o voo 447 da Air France chegaram a Fernando de Noronha (PE). Foi iniciado o reconhecimento. Mais 25 corpos (17 recolhidos ontem) estão em outro navio rumo ao arquipélago. Marinha e Aeronáutica mantêm 825 homens nas buscas. (págs. 1 e C9)

Editoriais

Leia "A forma da recessão", que analisa dados do PIB; e "Relíquia do corporativismo", sobre situação de cartórios. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Investimento desaba e consumo segura PIB

Queda de 0,8% no trimestre indica recessão, mas já há sinais de leve reação

O PIB do primeiro trimestre de 2009 caiu 0,8% na comparação com o último trimestre de 2008 e 1,8% ante o mesmo período do ano passado. O resultado configura "recessão técnica", mas é melhor do que projetava o mercado. O crescimento dos serviços contrabalançou a forte queda na indústria. No setor de transformação, a contração foi de 12,6% sobre o primeiro trimestre de 2008. A expansão do consumo das famílias e dos gastos do governo neutralizou parcialmente o intenso recuo dos investimentos, que chegou a 12,6% em relação ao último trimestre de 2008 - o maior desde 1996. O presidente Luiz Inácio da Silva se disse “triste" com o resultado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu juros mais baixos e novos estímulos setoriais. (págs. 1 e B1 a B8)

Análises

Rubens Ricupero
A impressão é que o primeiro trimestre é um bom augúrio para o resto do ano. (págs. 1 e B8)

Ilan Goldfajn
O que se pode dizer é: estamos na direção certa, mas a passos lentos ainda. (págs. 1 e B6)

Senado usou 300 atos secretos para beneficiar amigos

Sarney diz desconhecer medidas

Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias detectou cerca de 300 atos administrativos secretos, alguns deles adotados há mais de 10 anos, relatam os repórteres Rosa Costa e Leandro Colon. Na relação aparecem nomeações de um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), além de medidas impopulares como a extensão de assistência odontológica e psicológica vitalícia a cônjuges de ex-parlamentares. Boa parte das decisões teve o sigilo mantido pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, para agradar aos vários presidentes da Casa desde Antonio Carlos Magalhães. Sarney disse desconhecer a existência dos atos secretos e afirmou defender sua divulgação, porque "a Constituição manda". (págs. 1 e A4)

Neto de Sarney ganhou cargo

Ele tem 22 anos e ainda não completou a faculdade. Mas graças a um ato secreto do Senado por 18 meses ocupou um de seus cargos mais cobiçados, recebendo R$ 7,6 mil mensais. João Fernando Michels Gonçalves Sarney é neto do senador José Sarney. (págs. 1 e A4)

Na USP, conflito deixa 6 feridos

Cinco são policiais; o outro, um aluno, foi atingido por bala de borracha

Uma manifestação de alunos e funcionários da USP em greve acabou em confronto com a Polícia Militar. O distúrbio começou às 17 horas, quando 200 alunos cercaram quatro policiais, que pediram reforços. A Força Tática da PM entrou em ação e disparou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Foram feridos um aluno, atingido por uma bala de borracha, e cinco policiais. Três pessoas foram detidas. A polícia alega ter apenas reagido às provocações dos estudantes. (págs. 1 e A19)

Foto legenda: Confusão - Manifestante corre para evitar o gás lacrimogêneo: PM diz que objetivo da ação era socorrer policiais e que não houve excesso

Irã: Oposição a Ahmadinejad entusiasma as mulheres

As mulheres eram as mais entusiasmadas no comício de Zaghra Rahnavard, mulher de Mir Mousavi, principal adversário de Mahmoud Ahmadinejad na eleição iraniana desta sexta. Ela falou em direitos iguais e em respeito internacional. (págs. 1 e A16)

Foto legenda: Airbus: chegam 16 corpos

Em Fernando de Noronha, militares levam um dos 16 corpos de vítimas do voo 447 da Air France que chegaram ontem ao arquipélago. O total de corpos resgatados chegou a 41. (págs. 1 e C1)

Notas & Informações: Petrobrás tenta intimidar

Com o blog em que publica perguntas de jornalistas e suas respostas, a Petrobrás visa a "matar" as reportagens. E tenta intimidar, ameaçando processar jornais que não reproduzam suas "respostas". (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil


Manchete: Em recessão, mas não muito

PIB confirma retração, mas queda foi menor do que se esperava
Com o resultado, Banco Central deve reduzir corte da taxa de juros
Consumo das famílias volta a crescer, e indústria freia investimentos

O Brasil entrou em recessão - dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Dados do IBGE mostram que a economia encolheu 0,8% nos primeiros três meses do ano se comparados com o fim de 2008. A queda, porém, fOi mais branda do que o governo e analistas esperavam. O consumo das famílias surpreendeu e voltou a crescer, freando o ritmo da retração. Diante da boa notícia, economistas projetam uma redução menos acentuada da taxa Selic na reunião de hoje do Copom, e avaliam: está perto o fim do ciclo de queda dos juros. (págs. 1 e Tema do Dia A2 a A4)

Recolhidos 41 corpos de vítimas do acidente da Air France

Marinha e Aeronáutica já recolheram 41 corpos de vítimas do voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo. As buscas continuam. Encarregado de descobrir na França as causas da queda do Airbus, Paul-Louis Arslanian investigou o incêndio e queda do Concorde no Aeroporto Charles de Gaulle, em 1999. Suas conclusões até hoje sofrem contestações. A Air France iniciou a substituição de todos os sensores de velocidade dos A330 e A340. (págs. 1 e País A6 e A7)

Educação no país melhora

Relatório divulgado pelo Unicef mostra que o Brasil tem 27 milhões de estudantes em sala de aula, o que corresponde a 97,6% das crianças entre 7 e 14 anos. Mas o documento adverte que a parcela ainda fora da escola (2,4%) representa o expressivo contingente de 680 mil crianças. (págs. 1 e País A5)

Manifestação e tumulto na USP

Policiais militares da tropa de choque de São Paulo enfrentaram ontem estudantes, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp, que faziam protesto em frente à reitoria da primeira. Bombas de efeito moral foram lançadas e três manifestantes, detidos. (págs. 1 e País A6)

Polícia prende 35 milicianos

Uma megaoperação, reunindo as polícias civil e militar, prendeu ontem 35 pessoas acusadas de pertencerem a milícias incluindo 19 policiais - na Zona Oeste do Rio. Segundo o secretário José Mariano Beltrame, a operação desmontou a milícia Liga da Justiça. (págs. 1 e Cidade A15)

JB Concursos

IBGE, Finep, TCU, Anac e DNIT inscrevem para níveis médio e superior. Salários chegam a R$ 9.849. (págs. 1 e Caderno Especial)

Sociedade Aberta

Alcides Domingues Leite
Economista

Dado é grave, mas país não entrou no círculo de menos renda, emprego e consumo. (págs. 1 e A4)

Sociedade Aberta

Candido Mendes
Cientista político

Obama planeja superar velhos colonialismos internacionais. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta

Francis Bogossian
Engenheiro

A Petrobras incentiva as empresas nacionais. (págs. 1 e A17)

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Correio Braziliense


Manchete: Recessão vem fraca e juro cairá menos

Produto Interno Bruto do Brasil cai 0,8% entre janeiro e março, segundo o IBGE. O número veio melhor do que o esperado por bancos e economistas. A performance acima das expectativas se deu por conta das medidas lançadas pelo governo no início do ano para estimular o consumo das famílias. E, pelo fato de a situação não estar tão ruim como se pensava, o Banco Central vai reduzir o ritmo de queda dos juros básicos da economia. A nova taxa, a ser anunciada hoje à noite, sofrerá um corte entre 0,5 e 0,75 ponto percentual nos atuais 10,25% ao ano. Até então, esperava-se redução bem maior, de até um ponto, como forma de acelerar os negócios e tirar a economia do atoleiro. Em qualquer cenário, porém, o Brasil vai experimentar pela primeira vez em 30 anos uma taxa de juros de um dígito, mais próxima dos países desenvolvidos. (págs. 1, Tema do Dia, 12 a 14, e Visão do Correio, 18)

A reconstrução do Planalto

Máquinas e operários constroem estacionamento subterrâneo para 500 carros no terreno anexo ao Palácio do Planalto. Por causa da reforma, presidente e 330 assessores vão despachar no CCBB até o ano que vem (págs. 1 e 25)

Peritos começam a identificar as vítimas do AF-447

Especialistas brasileiros iniciaram ontem a pré-identificação de 16 corpos de passageiros em Fernando de Noronha. Equipes receberão ajuda de franceses no Recife. Militares anunciaram o resgate de mais 17 vítimas, e número de pessoas encontradas chega a 41. Air France acelera troca de sensores de velocidade. (págs. 1, 8 e 9)

Sociedade: Educação melhora, mas não para todos

Crianças e adolescentes das periferias urbanas e da zona rural têm maior defasagem escolar, aponta Unicef. (págs. 1 e 10)

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Valor Econômico


Manchete: PIB supera expectativa e juros futuros sobem

A primeira reação após a divulgação do PIB do primeiro trimestre - queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior, número melhor do que previam os analistas mais otimistas - foi a alta dos juros futuros. A taxa para o fim do ano avançou de 9,15% para 9,29%. O CDI para janeiro de 2011 subiu de 9,93% para 10,37%. E o swap de 360 dias aumentou de 9,40% para 9,68%.

Isso ocorreu porque entendeu-se que a resistência demonstrada pelo mercado interno aos choques vindos de fora pode levar o Copom, cuja última reunião do semestre termina hoje, a ser mais conservador. Até segunda-feira, as apostas mais naturais eram as de corte de juros de 1 ponto percentual, o que reduziria a Selic para 9,25%. Após a divulgação do PIB, essa hipótese foi descartada, prevalecendo a previsão de redução de 0,75%, com cenário alternativo de 0,50%. (págs. 1, C2, D2 e A4)

Cresce o uso de emendas 'alienígenas' em MPs

A permissão para a Eletrobrás construir usinas no exterior e ser majoritária em consórcios com a iniciativa privada surgiu com "emenda-contrabando" em Medida Provisória que autorizava o Tesouro a resgatar antecipadamente títulos da dívida para fundos de previdência estaduais. A dispensa de licença ambiental prévia para obras como pavimentação e duplicação de rodovias foi incluída em MP que tratava do Fundo Soberano. Na MP que permitia aos mutuários quitar antecipadamente financiamento habitacional, vários partidos se uniram e apresentaram a mesma emenda 19 vezes alterando o texto das advertências do Ministério da Saúde nas embalagens de leite.

Apesar da legislação proibi-lo, o expediente avançou no vácuo legislativo criado pela proliferação de MPs, substituindo os projetos de lei como principal mecanismo de parlamentares para fazer avançar propostas de sua autoria. Além de ministérios e autarquias, até a oposição se vale do artifício. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), anunciou ontem que recusará, a partir de agora, as emendas incluídas por parlamentares em MPs que não tratem de assunto pertinente à proposta original. (págs. 1 e A12)

Os desafios das fusões na área de TI dos bancos

Claudio Almeida Prado, 45 anos, e Alexandre Barros, 52 anos, têm em comum algo mais do que o hábito de correr. São os executivos à frente da integração tecnológica que envolve as duas maiores fusões de bancos da história do país. Almeida Prado, no Santander, toca a integração tecnológica com o Real, iniciada em setembro do ano passado, que envolve um parque de 55 mil computadores e 1,8 mil servidores, além de uma estrutura de mainframes, os supercomputadores. Sua equipe tem 2 mil funcionários diretos ligados à TI e outros 3 mil profissionais terceirizados.

Os números com os quais trabalha Alexandre Barros, no Itaú-Unibanco, também impressionam: 6 mil profissionais próprios na área de TI e outros 2 mil colaboradores externos, uma área com orçamento de R$ 3 bilhões neste ano. (págs. 1 e B1)

Coca-Cola avança no sertão do NE

A Coca-Cola Guararapes, engarrafadora da Coca-Cola Company, de Atlanta (EUA), quintuplica a produção de refrigerantes na unidade de Petrolina (PE) para 90 milhões de litros por ano com a implantação de uma linha de garrafas PET. A meta é atender a crescente demanda no sertão de Pernambuco e da Bahia.

A fábrica só produzia bebidas em embalagens de vidro, cujos preços mais baixos se encaixavam melhor no bolso sertanejo. As garrafas PET tinham de percorrer 700 km de caminhão até Petrolina, vindas de outras fábricas no litoral pernambucano. O aumento do consumo, com a melhoria na renda na região, fez a Guararapes deslocar a produção de PET para o interior, onde elas já representam 65% do consumo, diz Luís Delfim, presidente da engarrafadora. (págs. 1 e B4).
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, junho 09, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] CAIXA-PRETA

...[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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SENADO [In:] CAIXA-PRETA ... CAIXAS-''FORTES''

Pressões para impedir abertura da caixa-preta do Senado
Pente-fino na folha do Senado


Autor(es): Marcelo Rocha
Correio Braziliense - 09/06/2009


Técnicos da Casa recomendam a Heráclito Fortes auditoria do TCU no arquivo que registra salários e horas extras de servidores. Há resistência interna

Carlos Moura/CB/D.A Press - 7/5/09
Heráclito: irritação com dificuldade no acesso a arquivo com informações do Recursos Humanos

Após uma semana afastado, o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), retoma as atividades diante de um tema delicado. Terá de decidir se aciona o Tribunal de Contas da União (TCU) para auditar a folha de pagamento da Casa. Considerada uma caixa-preta, ela tem estimativa de R$ 2,4 bilhões em 2009 — valor correspondente a 80% de todo o orçamento da instituição.

A Secretaria de Controle Interno do Senado sugeriu o TCU a Heráclito porque avalia não ter condições de promover o pente-fino na base de dados, que reúne informações de mais de 6 mil servidores, entre funcionários do quadro efetivo e comissionados. Se ele der o aval, será a primeira auditoria realizada no arquivo e representará um precedente. Algo que muita gente não quer. “Se em 20% apareceu o que apareceu, imagina em 80%”, disse um servidor da Casa, numa referência às irregularidades apuradas em contratos do Senado.

Nos últimos dois anos e meio, o acesso à folha de pagamento acabou sonegado aos auditores internos. Essa dificuldade foi imposta por João Carlos Zoghbi, o ex-todo poderoso do Recursos Humanos. Em 2008, Zoghbi chegou a desconsiderar autorização assinada por Agaciel Maia, então diretor-geral, para que os técnicos do Controle Interno pudessem manipulá-la — mais um capítulo na disputa interna travada entre os dois funcionários. Zoghbi é investigado pela Polícia Federal por envolvimento em supostas irregularidades na concessão de crédito debitado em folha oferecido aos servidores.

Há uma parcela de servidores que discorda da ideia de acionar o TCU por temer que vire rotina submeter a bilionária folha de pagamento aos auditores do tribunal. O arquivo pode revelar detalhes importantes sobre a rotina da Casa. Logo que tomou posse como primeiro-secretário, em fevereiro, Heráclito Fortes foi comunicado da dificuldade de acesso e exigiu a base de dados. Ainda assim, o material demorou a chegar, o que o irritou bastante. Finalmente, o acesso foi franqueado.

O sistema que controla a folha de pagamento do Senado se chama Ergon — um programa de computador adquirido pela Casa na iniciativa privada. A manutenção é feita pelo Prodasen (Secretaria de Informática). Nesse banco de dados, o Recursos Humanos registra, além de salários pagos a funcionários do quadro efetivo e comissionados, férias, licenças, horas extras cumpridas pelos servidores, adicionais por participação em comissões especiais, pensões e aposentadorias. Daí, a polêmica. “Não se sabe o quanto a Casa paga de hora extra”, disse um outro servidor ouvido pelo Correio.

Sem opção
Procurado pela reportagem, Heráclito desconversou. Disse que precisa tomar pé da situação após uma semana ausente e soltou a frase que tem carregado na ponta da língua: “Isso é briga interna. Tem um grupo que estava no poder, outro que está no poder e um terceiro que quer o poder. Vocês não podem ouvir só um lado”. Ele, porém, confirmou que a intenção ao pedir o arquivo foi desvendar o RH do Senado. Como a Secretaria de Controle alega não ter condições de fazê-lo, Heráclito fica sem opção. Naturalmente, o primeiro-secretário terá de levar o assunto ao presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP).

Uma parcela significativa de servidores reclama da ausência de Sarney. Em fevereiro, quando disputou a Presidência da Casa com Tião Viana (PT-AC), o peemedebista foi a aposta de uma parte do funcionalismo contra o discurso de moralização entoado pelo petista e por alguns parlamentares que o apoiavam — os senadores do PSDB, por exemplo. Sarney ganhou, e o Senado mergulhou numa onda de denúncias. O presidente transferiu a Heráclito a tarefa de administrar a crise. Nos bastidores, o primeiro-secretário tem sido acusado de jogar no “próprio time” e não defender o funcionalismo da Casa.

Sonegação denunciada
Cadu Gomes/CB/D.A Press - 2/6/09
Zoghbi administrava folha de pagamento de R$ 2,4 bilhões


Os técnicos da Secretaria de Controle Interno (SCINT) do Senado querem se proteger e estudam denunciar na próxima tomada de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU) — uma espécie de prestação de contas anual — a dificuldade no acesso ao banco de dados da folha de pagamento. Avaliam que a iniciativa pode livrá-los de uma eventual punição pela falta de auditoria no arquivo. Entre outras tarefas, a secretaria é responsável por verificar a legalidade e exatidão da remuneração e benefícios pagos a senadores e servidores.

Nos últimos dois anos e meio, porém, o acesso ao arquivo foi dificultado pelo ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Ele foi afastado após denúncia da revista Época. A reportagem levantou a suspeita de que o servidor pode ter tirado proveito da condição de “dono” da folha de pagamento do Senado.

Descobriu-se que uma empresa registrada em nome da ex-babá de Zoghbi, uma senhora de 83 anos, intermediava o crédito consignado no Senado. Atuando como correspondente bancário de apenas uma instituição, ela teria faturado cerca de R$ 3 milhões. Zoghbi nega as irregularidades. Atribui a atuação da empresa a um de seus filhos, Marcelo, exonerado do Senado no ano passado após a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que baniu o nepotismo da administração pública. A Polícia Federal investiga o caso.
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FUSÕES & AQUISIÇÕES [In:] ''O QUE É QUE A BAIANA TEM?" *

Casas Bahia compra Romelsa, com 17 lojas na Grande Salvador



Autor(es): Lílian Cunha
Valor Econômico - 09/06/2009


Com um certo ar de contrapartida, a Casas Bahia anunciou ontem - mesmo dia em que o Grupo Pão de Açúcar oficializou a compra do Ponto Frio - a aquisição da rede Romelsa, com 17 lojas em Salvador e cidades vizinhas. O negócio foi fechado na sexta-feira e o valor não foi divulgado. "Essa foi a nossa primeira aquisição depois de nove anos sem comprar nada", diz Michael Klein, diretor-executivo da empresa fundada há 50 anos em São Caetano dio Sul, no ABC paulista, onde fica sua sede.
A ideia, segundo Klein, é continuar fazendo aquisições - todas na região Nordeste. "Não há mais como crescer no Sul ou no Sudeste. A coisa por aqui está saturada. Por isso a gente quer se consolidar no Nordeste", afirma.
A rede Romelsa, fundada em 1988, pertencia à família Garcia, de Salvador, e era presidida por Edmundo Garcia. Além de eletrodomésticos, vendia móveis e até consórcio de motocicletas. As lojas, segundo Klein, serão fechadas para reforma e devem reabrir entre 30 e 40 dias com o nome Casas Bahia. Os 200 funcionários serão mantidos.
"Nossas filiais em Salvador têm tido um desempenho extraordinário, superando todas as expectativas. Por isso decidimos quebrar o jejum de nove anos de aquisições e acelerar os planos de expansão no Nordeste", afirma Klein. As últimas compras da empresa foram as lojas Mourão e Spirandelli, em Goiás e no Distrito Federal.
A Casas Bahia abriu suas primeiras quatro lojas no estado em 28 de abril, na capital. "A receptividade tem sido bem melhor que o esperado, talvez porque seja uma empresa que leva o nome do estado e isso gera uma empatia com o consumidor", diz. Quando inaugurou as primeiras lojas baianas, a expectativa da varejista era abrir mais 32 até o primeiro semestre de 2010. Agora, Klein revisou esse número. A meta agora é chegar a 49 Casas Bahia no mesmo intervalo.
"Para conseguir essa expansão no Nordeste, nossa estratégia será sempre essa. Em Pernambuco, por exemplo, vamos fazer como fizemos na Bahia: abrir umas duas ou três lojas em Recife e outras cidades expressivas do estado e planejar a expansão conforme a receptividade do consumidor", diz o empresário. Klein afirmou também que o centro de distribuição que está construindo em Camaçari (BA) deve ficar pronto dentro de dez meses. "Esperamos inaugurar antes do Dia das Mães do ano que vem", afirmou Klein, que está investindo R$ 42 milhões na obra.
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(*) O Que É Que A Baiana Tem ?
Dorival Caymmi
Composição: Dorival Caymmi
...

"O que é que a baiana tem? Que é que a baiana tem? Tem torço de seda, tem! Tem brincos de ouro, tem! Corrente de ouro, tem! Tem pano-da-Costa, tem! Tem bata rendada, tem! Pulseira de ouro, tem! Tem saia engomada, tem! Sandália enfeitada, tem! Tem graça como ninguém Como ela requebra bem! Quando você se requebrar/ Caia por cima de mim /Caia por cima de mim /Caia por cima de mim ..."

http://letras.terra.com.br/dorival-caymmi/356574/

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TEMER [In:] ''... Y TODO A MEDIA LUZ..."

Temer oferece jantar a Lula, Sarney, cúpula do Judiciário e de empresas de comunicação


Jornal de Brasília - 09/06/2009


Brasília - O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), oferecerá jantar hoje (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Brito, além de dirigentes de empresas do setor de comunicação, líderes partidários, presidentes de comissões técnicas da Câmara e do Senado e parlamentares.
De acordo com a assesssoria de imprensa da Câmara dos Deputados, o jantar é de confraternização e para troca de idéias entre os participantes da 4ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, evento comemorativo do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), que acontecerá amanhã (9), no Auditório Freitas Nobre da Câmara, a partir das 9h. O jantar será na residência oficial da presidência da Câmara e está previsto para iniciar às 20h30.
A Conferência sobre Liberdade de Imprensa destina-se a discutir mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade de imprensa no Brasil e o seu contexto no cenário latino-americano. A promoção da conferência é da Associção Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), entre outras entidades.
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"A media luz",
letra de Carlos César Lenzi,
música de Edgardo Donatto, gravação original de Carlos Gardel.
Y todo a media luz,
es un brujo el amor,
a media luz los besos,
a media luz los dos...
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"CADE" [In:] ''CADê VOCÊ, QUE NUNCA MAIS APARECEU AQUI..."

Multa do Cade fica dez anos sem aplicação
Cade multa cartéis, mas TRF impede o pagamento


Autor(es): Juliano Basile
Valor Econômico - 09/06/2009


Empresas condenadas por cartel pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça estão se beneficiando de uma indefinição no Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília e, com isso, se livrando de punições de dezenas de milhões de reais.
O problema é que o TRF não definiu onde devem ser julgados os recursos contra as decisões do Cade: na seção que julga multas ou na que julga casos de direito administrativo. O Cade é um tribunal administrativo e, portanto, os recursos das empresas contra as suas condenações deveriam, a princípio, ser julgados na 3ª Seção, que cuida dos assuntos de direito administrativo. Já a 4ª Seção trata de questões ligadas a multas. Como o Cade aplica multas às empresas, a 4ª Seção também seria competente para analisar os recursos contra as decisões do órgão antitruste.
A confusão teve início, em 2004, quando o regimento do TRF foi alterado. Naquele ano, ficou definido que cabe à 4ª Seção o julgamento de recursos contra a imposição de multas. Assim, antes de 2004 os julgamentos envolvendo o Cade iam para a 3ª Seção. Depois, criou-se um imbróglio. Com ele, deu-se a paralisação dos julgamentos de casos paradigmáticos de cartel, como o do aço e o das britas.
A primeira condenação por cartel da história do Cade - o "cartel do aço" - completará dez anos em outubro e ainda aguarda por uma definição na Justiça (ver quadro abaixo). Em 1999 o órgão antitruste aplicou R$ 58,4 milhões em punições às siderúrgicas CSN, Usiminas e Cosipa. Elas recorreram contestando os fundamentos e as provas utilizadas pelo órgão antitruste - uma reunião das empresas no Ministério da Fazenda foi considerada pelo Cade como prova de cartel. Após mais de dois anos esperando o julgamento na 3ª Seção, o julgamento foi marcado. Só que nele, ao invés de decidir o mérito da condenação por cartel, os desembargadores optaram por enviar o processo à 4ª Seção.
"Conversei com os desembargadores e expliquei a dificuldade de os processos irem de um lado para o outro", afirmou o procurador-geral do Cade, Gilvandro Araújo. "Nesses casos, o que pedimos à Justiça é que julguem rapidamente", completou.
A solução estaria numa definição pelo Órgão Especial do TRF. Essa é a instância que soluciona divergências entre as seções. Mas como os desembargadores da 3ª Seção costumam votar contra a posição daqueles que ocupam a 4ª e vice-versa, há uma diferença mínima nessas votações, algo como um ou dois votos, o que não é suficiente para criar jurisprudência e dar uma orientação geral.
Advogados que atuam no Cade acreditam que essa indefinição prejudica a aplicação das decisões antitruste e que a Justiça ainda pode demorar para definir as diretrizes em casos de cartel. "É realmente problemático, uma vez que fragiliza a instituição no que diz respeito ao cumprimento das decisões", advertiu Juliana Oliveira Domingues, do escritório L.O. Baptista Advogados Associados. "Isso mostra que ainda não há uma jurisprudência sólida sobre esses assuntos, o que pode gerar certa insegurança jurídica", completou a advogada. "Esses institutos são novos", afirmou Eduardo Gaban, do escritório Sampaio Ferraz Advogados. "É um processo natural em que o Judiciário terá de definir como julgar as condenações de cartéis", ressaltou Gaban.
Entre os casos que aguardam definição, há condenações de dezenas de milhões de reais. No caso do "cartel das britas" - o primeiro em que houve busca e apreensão de documentos na sede das empresas -, apenas uma companhia (a Holcim) pagou a multa imposta em agosto de 2005. As outras 16 empresas condenadas por combinar preços de pedras vendidas no mercado de construção civil recorreram ao Judiciário. Com isso, ficou indefinida a cobrança de R$ 60 milhões em multas.
Em vários casos, o Cade consegue que as empresas paguem as multas em juízo - à espera de um resultado final. Isso ocorreu no "cartel dos vergalhões", em que foram aplicadas multas a três companhias (Gerdau, Belgo Mineira e Barra Mansa) que somadas ultrapassam R$ 345 milhões. Mesmo assim, não há uma decisão definitiva sobre a condenação. O julgamento antitruste ocorreu em setembro de 2005, mas não há previsão para o julgamento na 1ª instância da Justiça Federal, em Brasília, de onde provavelmente o processo subirá para o TRF e vai esbarrar no dilema de qual Seção deve decidir o assunto.
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(*) Cadê você? (Odair José).
''... Cadê Você?/ Que nunca mais apareceu aqui/ Que não voltou pra me fazer sorrir/ Que nem ligou/ Cadê você?/ Que nunca mais apareceu aqui/ Que não voltou pra me fazer sorrir/ Então, cadê você?/ Mas não faz mal/ Pois eu me calo/ Tá tudo bem/ Eu sempre falo/ Cadê você? ..."
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''AIR FRANCE'': TAXIANDO...

Grupo de pilotos faz ameaça de paralisação
Pilotos exigem troca de sensor e podem parar



Autor(es): MARCELO NINIO
Folha de S. Paulo - 09/06/2009


Um grupo de pilotos da Air France ameaçou parar de voar até que a empresa substitua os sensores de velocidade da frota de Airbus. Mensagem enviada pelo avião que caiu indicava problema nos sensores externos. Para os pilotos, a falha pode ter causado o acidente. O maior sindicato da categoria na França confirmou as suspeitas, mas disse estar satisfeito com as medidas já tomadas pela companhia.Aeronáutica e Marinha já resgataram 24 corpos de vitimas do voo 447. Cinco navios e 14 aviões mantêm as buscas dia e noite.
Membros de sindicato minoritário criticam Air France por não suspender voos mesmo após admitir problemas em sensores de velocidade Grupo, que representa cerca de 10% dos comandantes, disse acreditar que falha está entre as principais hipóteses para queda de Airbus no mar Um grupo de pilotos da Air France ameaçou ontem parar de voar até que a empresa substitua os sensores de velocidade da frota de Airbus.
Membros de um sindicato minoritário, o Alter, que representa cerca de 10% dos comandantes da Air France, criticam a empresa por não ter suspendido os voos dos Airbus-A330 e A340 mesmo após admitir, no sábado passado, que os sensores desses modelos haviam apresentado problemas.Uma das mensagens automáticas enviadas pelo Airbus que caiu no Atlântico, com 228 pessoas, indicava problema nos sensores externos.Para os pilotos, a falha está entre as principais hipóteses para o acidente. "Queremos proteger nossos tripulantes e passageiros", disse o sindicalista Christophe Presentier à emissora France Info.
No sábado, a agência francesa que investiga o acidente confirmou que a peça já havia mostrado falhas nos A330 e A340 e que a Airbus havia recomendado a troca. E acrescentou que o avião que caiu no dia 31 não havia passado pela atualização.Cada avião tem três dessas peças, chamadas pitots. São tubos instalados na dianteira do avião, que medem a velocidade do vento e enviam os dados para outros sistemas.
Uma das mensagens automáticas enviadas pelo Airbus em seus minutos finais indica problemas na medição dos pitots, dentro da sequência de panes que o aparelho acusou.
Uma das hipóteses é que, com isso, o computador do avião tenha interpretado dados errados e induzido os pilotos a fazer manobras inadequadas.
Sem admitir ligação com o acidente, a Air France anunciou no sábado que iria "acelerar" a troca dos sensores. Ontem, disse que todos os aviões A330 e A340 já estão com pelo menos um sensor novo."Em nove aviões já foram trocados dois ou três dos sensores", disse a porta-voz da Air France, Veronique Brachet.
A Air France tem 15 aviões do modelo A330 e 19 do A340. Segundo Brachet, a troca de apenas um dos sensores é suficiente para dar segurança imediata ao avião. Ela disse que a substituição total será "rápida", mas não falou em prazos.
A porta-voz disse não temer uma greve de pilotos (a empresa tem 4.000), já que a ameaça partiu de uma minoria.Outro sindicatoO maior sindicato de pilotos da França, o SNPL (Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha da França), também diz existir a suspeita que o desastre esteja ligado ao sensor, mas afirma estar satisfeito com as medidas adotadas. "O ideal seria a troca imediata dos três sensores, mas ter um trocado já dá uma boa garantia de que os dados de velocidade serão enviados corretamente", disse o vice-presidente do SNPL, Pascal Guerin.Para Guerin, comandante de um A340, ainda é cedo para dizer o que derrubou o Airbus, mas está claro que uma falha simultânea dos três sensores coloca o piloto em apuros. "Sem eles o piloto perde todas as indicações de velocidade."Ele classificou de "excessiva" a exigência do sindicato Alter, que orientou seus membros a se recusarem a voar enquanto ao menos dois dos sensores não forem trocados.Indagada por que a troca não havia sido feita antes do acidente, a porta-voz da Air France disse que a explicação está no comunicado emitido pela empresa no sábado.
Nele, a Air France afirma que se antecipou à proposta da Airbus de realizar uma experimentação dos novos sensores e decidiu trocar todas as peças a partir de 27 de abril.E conclui: "Sem pressupor uma ligação com as causas do acidente, a Air France acelerou este programa de troca".Por meio de sua assessoria em São Paulo, a Airbus disse que recomendações como a de troca dos sensores "são frequentes e não relacionadas a incidentes específicos". Afirmou que a intenção "é melhorar a performance do equipamento, e não a segurança". A empresa não respondeu aos outros questionamentos para "não prejudicar a apuração".
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PETROBRAS: PREÇOS DISCRIMINATÓRIOS

DIESEL TEM REDUÇÃO DE 9,6% E GASOLINA SÓ CAI NA REFINARIA
GOVERNO BAIXA O PREÇO DO DIESEL NOS POSTOS EM 9,6%

Autor(es): Tânia Monteiro, Fabio Graner e Renata Veríssimo
O Estado de S. Paulo - 09/06/2009

O governo anunciou ontem uma redução de 9,6% nos preços do óleo diesel para o consumidor. O preço do combustível na bomba vai cair porque a Petrobrás diminuiu em 15%, a partir de hoje, o preço do diesel na saída das refinarias. Mas, como o Ministério da Fazenda aumentou simultanemente o valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrado sobre o combustível, a redução do preço para o consumidor será menor. A Petrobrás anunciou também uma queda de 4,5% no preço médio da gasolina nas refinarias. Nesse caso, contudo, o preço para o consumidor não vai se alterar porque a diminuição será anulada pela alta da Cide. De acordo com o Ministério da Fazenda, a Cide cobrada na gasolina aumentará de R$ 0,18 para R$ 0,23 por litro. No diesel, o tributo passará de R$ 0,03 para R$ 0,07 por litro. Feito na véspera da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e dois dias antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que vai definir o novo nível da taxa básica de juros, o anúncio foi também calibrado para influir na decisão a ser tomada pelo Banco Central. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a redução do diesel é uma medida "anticrise", que significará redução de custos para setores importantes da economia e, portanto, poderá implicar inflação menor no futuro. "O diesel é um combustível importante para o setor agrícola, para o transporte urbano. Daí a importância dessa redução de preço." A decisão do governo de baixar o preço do diesel havia já sido antecipada em abril pelo Estado, que relatou promessa feita na época pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a representantes de caminhoneiros. A redução dos preços tornou-se possível diante da redução das cotações internacionais do petróleo nos últimos meses. No ano passado, o barril chegou perto de US$ 150. Ontem, estava por volta de US$ 68 em Nova York. Com a queda do petróleo, a Petrobrás vinha sendo pressionada a reduzir os preços dos derivados. A estatal, no entanto, argumentava que era preciso aguardar a estabilização das cotações. O governo fez ontem um movimento contrário ao de abril de 2008. "É o inverso do que houve no ano passado, quando o preço da gasolina subiu e baixamos a Cide, e ela (gasolina) ficou, para o consumidor, no mesmo preço", disse Mantega. De acordo com o Ministério da Fazenda, a nova alíquota da Cide para o diesel é a mesma que valia até 30 de abril de 2008. A redução do preço leva em conta também a alta de 3% para 4% da adição de biodiesel no diesel de petróleo, a partir de 1º de julho. Já no caso da gasolina, a alíquota não foi restaurada plenamente para evitar um aumento do preço ao consumidor.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?...''

09 de junho de 2009

O Globo

Manchete: Petrobras baixa gasolina, mas não para consumidor

Queda de preço, anunciada nas vésperas de CPI, só beneficiará os cofres públicos

A Petrobras anunciou ontem a redução de 4,5% no preço da gasolina nas refinarias a partir do primeiro minuto de hoje. No entanto, o consumidor não será beneficiado porque, ao mesmo tempo, o governo aumentou as alíquotas da Cide - a contribuição sobre os preços dos combustíveis. Com isso, deverá haver um reforço de R$ 2,6 bilhões por ano nos cofres públicos. A última redução em preço de combustíveis foi em abril de 2003. Em maio do ano passado, a Petrobras subiu a gasolina, mas também não repassou ao consumidor porque, na época, reduziu a Cide. Depois disso, os preços do barril no mercado internacional superaram os US$ 140 e agora voltaram ao patamar de US$ 68. A estatal também reduziu em 15% o preço do diesel nas refinarias. Ao chegar às bombas, a previsão é de que o diesel fique 9,6% mais barato. Técnicos do Ministério da Fazenda esperam que o corte no preço do diesel seja mais um elemento a estimular a queda de juros pelo Banco Central, na reunião que começa hoje.
O anúncio foi feito na antevéspera do início dos trabalhos da CPI da Petrobras. O presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, negou que a redução de preços esteja relacionada à CPI: "Foi uma decisão tomada hoje (ontem) que tem fundamento econômico." (págs. 1 e 21)

Estatal é criticada por vazamento

A Associação Nacional dos Jornais criticou a divulgação, no blog da Petrobras, de informações obtidas por jornalistas e considerou quebra de confidencialidade. Para a Fenaj, o blog sugere coação.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, fala em "novidade democrática". (págs. 1 e 5)

CPI antes de feriado e festa junina

O presidente Lula apelará ao desgastado presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por um acordo com o partido sobre a CPI da Petrobras. Sua instalação está prevista para amanhã, mas o governo aposta no feriadão e nas festas juninas para atrasar a investigação. (págs. 1 e 3)

Editorial

"A Petrobras errou, e espera-se que volte atrás nos procedimentos nada éticos que adotou no atendimento à imprensa." (págs. 1 e 6)

Charge Chico: Enquanto isso, na Renânia ...

- É impressão nossa ou a coisa está ficando feia ... de novo?

Pão de Açúcar arremata o Ponto Frio

A um custo que pode chegar a R$ 1,16 bi, o Pão de Açúcar, controlado pelos franceses do Grupo Casino e pela família Diniz, comprou ontem a rede de varejo Ponto Frio, que pertencia a Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra. Agora com 1.050 lojas, o Pão de Açúcar, que já é dono da Sendas e do Extra, retoma a liderança do varejo nacional perdida, em 2007, para o Carrefour. (págs. 1, 23 e 24)

Aço: de 14 altos-fornos, 6 estão parados
A forte queda da demanda por aço fez as siderúrgicas tomarem uma decisão drástica: hoje estão desligados seis dos 14 altos-fornos do país. A produção foi reduzida a metade. Enquanto isso, o Brasil tenta barrar a entrada de produtos siderúrgicos, sobretudo os da China. (págs. 1 e 27)

Juíza absolve 44 PMs por falta de provas

A juíza Tula Correa Barbosa, de Caxias, na Baixada Fluminense, absolveu 44 PMs que foram presos em 2007 e acusados de receber até R$ 4 mil por semana para não reprimir o tráfico de drogas nas favelas do município. Ela considerou que não havia provas suficientes no processo contra os policiais. (págs. 1 e 19)

Pilotos da Air France ameaçam não voar

A demora na troca dos sensores de velocidade, que podem ter falhado no acidente com o Airbus A-330, levou um sindicato de pilotos da Air France a pedir a seus associados para não decolarem enquanto não for feita a substituição. No país, 700 pilotos operam este modelo de aeronave. Outras companhias aéreas já anunciaram a substituição. No Brasil, a Aeronáutica avalia se troca ou não essa peça no Aerolula. Parte da cauda do avião acidentado foi resgatada e subiu para 24 o número de corpos encontrados. (págs. 1, 12 a 15)

Foto legenda: Mergulhadores da Marinha do Brasil resgatam parte da cauda do Airbus A-330 onde ficava o leme, seu estabilizador vertical

A machadinha de Minc

ONGs fazem ato de apoio ao ministro

Cerca de 300 pessoas participaram no Rio de ato em apoio ao ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Carregando machadinhas de plástico, ambientalistas, membros de ONGs e de sindicatos tomaram as escadarias da Alerj e criticaram a aprovação da MP458, que regulariza ocupações em áreas da União na Amazônia. Minc ouviu palavras de ordem como "Fora Mangabeira (Unger)", mas não cantou. Quebrou uma machadinha e prometeu mais 70 ações contra desmatadores. (págs. 1 e 8)

Foto legenda: Minc quebra a machadinha: promessa de ações contra desmatadores

Homicídio não levará à prisão no RS

Diante da superlotação nas cadeias, juízes gaúchos decidiram só mandar para a prisão réus condenados por crimes hediondos - o que exclui, por exemplo, homicídios comuns e roubos. O déficit nas cadeias é de 10 mil vagas. O Ministério Público recorrerá da decisão dos juízes. (págs. 1 e 8)

Morre ditador mais antigo do mundo
Omar Bongo, ditador mais antigo e um dos mais ricos do mundo, morreu aos 73 anos, em uma clínica na Espanha, após 42 anos no cargo, no Gabão. No vácuo de poder aberto, o governo cortou o acesso à internet e fechou fronteiras e aeroportos.(págs. 1 e 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Preço do diesel cai 15% na refinaria

Gasolina também custará menos, mas redução não deve chegar a consumidor; corte é 10 da Petrobras desde 2003

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou queda de 4,5% no preço da gasolina e 15% no do diesel nas refinarias. Só parte do preço menor do diesel, porém, será repassada ao consumidor.

Como o governo elevou a tributação, a expectativa da Fazenda é que o preço da gasolina não mude nos postos. Para o diesel, mesmo com a carga fiscal maior, espera-se redução média de 9,6%.

É o primeiro corte promovido pela Petrobras desde 2003. No Brasil, o mercado é livre: a estatal fixa o preço na refinaria, mas os postos decidem quanto cobram de acordo com o mercado local.

A redução ocorre dois meses e meio depois de o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, tê-la rechaçado no Senado, dizendo que a gasolina estava mais barata que água mineral.

Em entrevista, Gabrielli afirmou que a decisão sobre o corte foi técnica, e não política. A associação dos postos diz que o impacto da diminuição de preço será quase nulo para o consumidor.

O governo decidira reduzir os preços havia semanas, mas o anúncio foi calculado para pressionar o Banco Central por um corte maior nos juros. O Copom decide sobre a taxa amanhã. (págs. 1 e Dinheiro)

Grupo Pão de Açúcar compra Ponto Frio e retoma liderança
Por R$ 824,5 milhões, o grupo Pão de Açúcar anunciou a compra da Globex Utilidades, dona do Ponto Frio e que tinha como acionista majoritária Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra. Se os acionistas minoritários da Globex aceitarem a proposta, o negócio pode chegar a R$ 1,164 bilhão.

Parte desse valor será pago em ações do Pão de Açúcar. Com a aquisição, a rede, controlada pelo grupo francês Casino, recupera a liderança no varejo brasileiro, ocupada desde 2007 pela também francesa Carrefour.

A receita anual do Pão de Açúcar passa a R$ 25,7 bilhões, com mais de 1.200 lojas - 455 do Ponto Frio - e 79 mil funcionários. A rede se torna a segunda maior do país em eletroeletrônicos, atrás apenas da Casas Bahia. Segundo o Pão de Açúcar, não haverá demissões.

A marca Ponto Frio será mantida. A união das empresas deve propiciar ganho de R$ 500 milhões nos próximos 12 meses. (págs. 1, B3 e B4)

Grupo de pilotos faz ameaça de paralisação

Um grupo de pilotos da Air France ameaçou parar de voar até que a empresa substitua os sensores de velocidade da frota de Airbus.

Mensagem enviada pelo avião que caiu indicava problema nos sensores externos. Para os pilotos, a falha pode ter causado o acidente.

O maior sindicato da categoria na França confirmou as suspeitas, mas disse estar satisfeito com as medidas já tomadas pela companhia.

Aeronáutica e Marinha já resgataram 24 corpos de vitimas do voo 447. Cinco navios e 14 aviões mantêm as buscas dia e noite. (págs. 1 e Cotidiano)

Foto legenda: Equipes de resgate recolhem pedaço da fuselagem do Airbus da Air France, que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo

Suprema Corte suspende acordo entre Chrysler e Fiat nos EUA

A Suprema Corte dos EUA bloqueou a venda de ativos da Chrysler à Fiat temporariamente, atendendo a pedidos de credores da empresa americana que se consideram lesados pelo acordo.

Na nota sobre a decisão, a juíza Ruth Ginsburg não explicou os motivos nem disse quanto tempo será necessário para a Justiça resolver o assunto. Segundo Sergio Marchionne, presidente da Fiat, a montadora "nunca" desistirá do negócio. (págs. 1 e B7)

Empresas da China recebem mais incentivo para exportar

Com o objetivo de incentivar as exportações, o governo chinês anunciou ontem elevação na restituição tributária para cerca de 2.600 produtos. Entre eles, aço, brinquedos e calçados.

Pela sétima vez em dez meses, o governo chinês recorreu a esse benefício. Empresários brasileiros preveem concorrência mais acirrada. Na semana passada, o Brasil decidiu taxar as importações de produtos de aço em até 14%. (págs. 1 e B7)

Hizbollah perde em pleito libanês para Parlamento
Contrariando expectativas, o Hizbollah foi derrotado nas eleições legislativas de anteontem no Líbano. A coalizão 14 de Março, pró-Ocidente, ficou com 71 das 128 cadeiras do Parlamento.

Analistas apontam Saad Hariri, filho de Rafik Hariri, morto em 2005, como provável novo premiê. (págs. 1 e A12)

Premiê do Reino Unido resiste após derrota eleitoral

Um dia após a confirmação do pior resultado eleitoral do trabalhismo em cem anos, o premiê do Reino Unido, Gordon Brown, neutralizou pressões e obteve respaldo quase unânime do partido para seguir no cargo. No pleito para o Parlamento Europeu, os trabalhistas ficaram em terceiro. (págs. 1 e A14)

Editoriais

Leia "Amazônia Legal",que comenta regularização fundiária; e "Duopólio nos cartões", sobre estudo do BC. (págs. 1 e A2)

Vinicius Torres Freire: Recuperarão da indústria é lenta, mas emprego não mostra reação

Muito devagar, quase parando, a indústria brasileira se recupera do naufrágio do trimestre final de 2008, período em que a produção caiu 20%. De janeiro a abril, a recuperação foi de 6,2%.

Mas, no que diz respeito ao emprego, a indústria ainda caminha de volta para o passado, segundo os números divulgados ontem pelo IBGE. O nível de emprego (pessoas ocupadas) na indústria cai mês a mês, desde outubro de 2008. (págs. 1 e B4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Diesel tem redução de 9,6% e gasolina só cai na refinaria

Governo eleva taxa sobre combustíveis e limita corte nos preços ao consumidor

O governo anunciou ontem uma redução de 9,6% no preço do óleo diesel para o consumidor. Nas refinarias, a queda será de 15%, a partir de hoje. A diferença se deve ao fato de que a Fazenda aumentou a Cide, taxa cobrada sobre o combustível vendido nos postos. A Petrobrás anunciou também recuo de 4,5% no preço médio da gasolina nas refinarias. Nesse caso, o valor para o consumidor não vai se alterar porque a diminuição será anulada pela alta da Cide - que, no caso da gasolina, subirá de R$ 0,18 para R$ 0,23 por litro, e no do diesel, de R$ 0,03 para R$ 0,07 por litro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o barateamento do diesel significará corte de custos para setores importantes da economia, como agricultura e transporte urbano, e, portanto, poderá implicar redução da inflação. (págs. 1, B1 e B3)

PIB eleva pressão sobre BC

A equipe econômica já avisou Lula que o PIB do primeiro trimestre, a ser anunciado hoje, teve uma forte queda. Embora o resultado seja um "olhar pelo retrovisor”, cresce a pressão para que o Banco Central faça um corte de juro ousado. (págs. 1 e B3)

Mudar a formação de professores é consenso

Debates - Estadão

Dois dos principais responsáveis pela educação no País, o ministro Fernando Haddad e o secretário paulista Paulo Renato Souza, consideram necessário mudar a formação dos professores para melhorar o ensino. Em debate ontem no Estado, porém, eles mostraram visões diferentes sobre como fazer essa mudança. Para Haddad, o poder público deve "assumir mais prerrogativas na formação" e reformar os cursos de Pedagogia e Licenciatura. Já Paulo Renato se mostrou cético sobre essas reformas. (págs. 1 e Caderno Especial)

Foto legenda: Trocando ideias - Paulo Renato Souza e Fernando Haddad conversam durante debate no 'Estado'

Lula deverá manter MP sobre terras na Amazônia

O presidente Lula tende a ignorar os apelos do PT, dos tucanos e dos ambientalistas para que vete artigos da medida provisória que permite a regularização de posses de até 1,5 mil hectares na Amazônia. Se houver algum veto, deverá ser apenas no artigo sobre terras ocupadas por empresas. (págs. 1 e A4)

Petrobras omite valor de contrato com consultoria

A Petrobras nega-se a divulgar o valor do contrato assinado com empresa de comunicação que a auxiliará no acompanhamento da CPI no Congresso. A estatal resolveu criar um blog em que divulga informações sobre reportagens em andamento a seu respeito. A iniciativa foi repudiada pela Associação Nacional dos Jornais, por considerá-la intimidatória. O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse que a empresa manterá o blog. (págs. 1 e A6)

Equipes de buscas já resgataram 24 corpos

Os primeiros 16 corpos de vítimas do voo 447 da Air France, resgatados no fim de semana pelas equipes de buscas, devem chegar hoje a Fernando de Noronha. Ontem à tarde, foram retirados mais oito corpos. Segundo relato das tripulações, os navios estão circulando em meio a “um mar de destroços". (págs. 1 e C1)

Foto legenda: Resgate - Foto da Marinha brasileira mostra mergulhadores com parte da cauda do Airbus A330 da Air France, recuperada no Atlântico

Pão de Açúcar compra Ponto Frio e vira líder do varejo

Depois de desbancar concorrentes como Magazine Luiza e Insinuante, o Pão de Açúcar comprou a rede Ponto Frio e retomou a liderança do varejo brasileiro, que havia perdido para o Carrefour. O valor do negócio pode chegar a R$ 1,164 bilhão, incluindo a oferta aos acionistas minoritários. (págs. 1 e B14)

Pilotos forçam troca de sensor

Um dos sindicatos de pilotos da Air France recomendou aos filiados que não voem nos Airbus A330 e A340 até que sejam substituídos os tubos de pilot, sensores de velocidade. (págs. 1 e C3)

Grã-Bretanha: Brown consegue sobrevida política

Após fracasso na eleição europeia, premiê contém revolta trabalhista. (págs. 1 e A12)

Adoção: Menor devolvido ao abrigo terá pensão

Casal terá de pagar por mês 15% da renda a criança que adotou e devolveu. (págs. 1 e A16)

Notas & Informações: A vitória da direita na Europa

A eleição europeia mostrou convergência de opinião sobre quais setores políticos estariam qualificados para soerguer a economia. O divisor de águas premiou o centro-direita e puniu a esquerda. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Voo 447 - Pilotos da Air France ameaçam a empresa

Sindicato francês pede que pilotos não decolem até troca de sensores

Os pilotos da Air France ameaçam parar de voar até que sejam trocados os sensores de velocidade dos Airbus A330 e A340 da companhia aérea. Uma falha do equipamento pode ter sido uma das causas do acidente do voo 447. O sindicato francês classificou a recomendação como uma "medida de segurança" até a conclusão das investigações. A Aeronáutica informou que mais oito corpos foram resgatados na área em que o avião caiu: agora são 24 encontrados. (págs. 1 e Tema do Dia A2 a A5)

Foto legenda: Pista - Uma das peças do avião resgatadas pelas equipes pode ajudar a decifrar o que ocorreu no voo 447

Grupo Pão de Açúcar compra o Ponto Frio

O grupo Pão de Açúcar anunciou ontem a aquisição da rede Ponto Frio, a segunda varejista de eletroeletrônicos do país, em um movimento que devolve ao grupo controlado pelo empresário Abílio Diniz a liderança do setor no Brasil, hoje da rede francesa Carrefour. A operação custou R$ 824,5 milhões, mas pode chegar a R$ 1,165 bilhão. (págs. 1 e Economia A17)

Cai preço do diesel, não o da gasolina

A Petrobras reduziu em 4,5% o preço da gasolina nas refinarias, mas o efeito não chegará às bombas porque o governo aumentou a Cide. O diesel cairá 9,6% para o consumidor final. (págs. 1 e Economia A19)

Cariocas se vacinam menos

No Dia Mundial da imunização, o alerta: apenas 75% das crianças de até 2 anos têm sua carteira de vacinação em dia no Rio de Janeiro, contra uma média nacional de 81%. E a adesão é mais baixa entre a população de maior poder aquisitivo. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

Sociedade Aberta

Ruy Quintans
Economista do lbmec

A opção estratégica do Pão de Açúcar. (págs. 1 e A17)

Sociedade Aberta

Antonio Carlos Lemgruber
Ex-presidente do Banco Central

Juro menor sem pressão inflacionária. (págs. 1 e A20)

Sociedade Aberta

Guilherme Miguel Gantus
Advogado

Voo 447: como reparar direitos. (págs. 1 e A5)

Sociedade Aberta

Maria Cristina Senna Duarte
Médica

Adultos também devem vacinar-se. (págs. 1 e A24)

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Correio Braziliense

Manchete: Teste de qualidade pode fechar escolas no DF

Assim como os alunos da rede pública, os estudantes de escolas particulares do Distrito Federal terão os conhecimentos testados. Esse exame vai medir a qualidade do ensino privado na capital e fará parte do Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais (Siade), mantido pelo GDF. As escolas que registrarem notas abaixo do mínimo poderão ter o cadastramento negado e ficarão impedidas de dar aulas. Marcado para 7 e 8 de outubro, o Siade adotará quatro classificações para o desempenho das escolas particulares: acima do esperado, esperado, básico e abaixo do básico. O Distrito Federal é a terceira unidade da Federação a avaliar o ensino privado. Essa prática já ocorre em São Paulo e no Rio Grande do Sul. (págs. 1 e 25)

Análise nas vítimas pode indicar se AF-447 explodiu

A perícia nos corpos dos passageiros do AF-447 — até ontem 24 haviam sido resgatados — pode auxiliar em um dos pontos cruciais da tragédia que matou 228 pessoas: se o avião explodiu ou não. A análise das lesões nas vítimas tem importância especial por causa da dificuldade em encontrar a caixa-preta do Airbus 330-200. Militares divulgaram imagens dos destroços do avião da Air France. (págs. 1 e 9 a 11)

Governo segura gasolina

Ministério da Fazenda anuncia redução de 5% no preço do combustível, mas aumenta imposto e impede que ganho chegue ao consumidor. Óleo diesel, por outro lado, ficará 9,6% mais barato. (págs. 1 e 17)

Concurso: Ministério da Educação seleciona 96 orientadores para trabalhar na Região Norte. Salário é de R$ 6.130. (págs. 1 e 18)

Empacado: Coleção de falcatruas suspende novo projeto contra a seca

Superfaturamento, sobrepreço e aditivos ilegais paralisam construção do Canal do Sertão, na região de Xingó, semiárido nordestino. Listada no PAC, obra tem execução pífia e só 28,5 quilômetros construídos. (págs. 1 e Tema do Dia, 2 e 3)

Crise moral: Pressões para impedir abertura da caixa-preta do Senado

Orçada em R$ 2,4 bilhões e considerada dos maiores mistérios da Casa, a folha de pessoal está a um passo de ser auditada pelo Tribunal de Contas da União. Investigação, porém, sofre lobby contrário de grupo de servidores. (págs. 1 e 5)

Desmoralização: Servidora que tentou subornar policiais já está solta

Ana Maria de Almeida Gomes Fontes, servidora do Senado presa após oferecer R$ 600 a PMs numa blitz de trânsito, é solta a mando da Justiça. Ela responderá ao processo por corrupção ativa em liberdade. (págs. 1 e 29)

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