PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, março 02, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ENQUANTO ISSO NO ''PROJAC''...

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/BOLSA FAMÍLIA [In:] É DANDO QUE SE RECEBE ! (...Não há almoço grátis *)

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Depois dos cortes, Bolsa Família sobe


Após cortes no Orçamento, Dilma aumenta benefício do Bolsa Família



Autor(es): Agência O globo:Chico de Gois
O Globo - 02/03/2011

Ganho real é de 8,7% acima da inflação, mas "portas de saída" ficam para depois

IRECÊ (BA). A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, em Irecê, no semiárido baiano, o reajuste médio de 19,4% do benefício do Bolsa Família. O aumento não é linear e representa um ganho real de 8,7% sobre a inflação medida de setembro de 2009 - data do último reajuste - a março deste ano. As famílias que têm mais filhos incluídos no programa receberão o maior reajuste, que atingirá 45,5%. Para quem tem filhos de 16 a 17 anos, o aumento será de 15,2%.

Dilma disse que o reajuste é um passo rumo ao cumprimento de sua promessa de campanha de erradicar a miséria. Mas não detalhou esse plano - que, entre as metas, deveria incluir as chamadas "portas de saída" para os beneficiados pelo Bolsa Família - nem quando o lançará. E citou errado o lema de seu governo: "País rico é país sem pobreza".

- Vocês ouviram sempre, desde a minha posse, desde a campanha eleitoral, assumi um compromisso. E esse compromisso está clarinho no lema do meu governo: "País rico é país sem miséria". Daí porque esse compromisso de acabar com a miséria absoluta, com a pobreza extrema é algo que assumo com muita convicção, muita fé, mas, sobretudo, com muita emoção.

Quarto reajuste em sete anos

Os novos valores do Bolsa Família, que começarão a ser pagos em abril, irão variar de R$32 a R$242; hoje, são de R$22 a R$200. Na média, o benefício subirá de R$96 para R$115. De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o impacto do aumento em 2011 será de R$2,1 bilhões. Ano passado, o governo gastou R$13,4 bilhões com o programa. Cerca de 12,9 milhões de famílias - ou 50 milhões de pessoas - são atendidas. Segundo o ministério, 0,1% dos beneficiários receberá o valor máximo de R$242. Desde que o programa foi criado, em 2004, é o quarto reajuste.

Dilma anunciou o aumento na Bahia porque esse é o estado com maior número de famílias atendidas pelo programa: 1,65 milhão. E também porque, no estado, Dilma obteve 70,85% dos votos válidos na eleição de 2010, enquanto José Serra (PSDB) somou 29,15%. Em números, foi a maior vantagem da petista sobre o tucano: quase 2,7 milhões de votos de diferença.

A presidente proibiu seus auxiliares de divulgar o índice antes que ela o fizesse. Mas o Blog do Planalto, órgão da Presidência, acabou se adiantando e, 15 minutos antes de Dilma, anunciava os números.

Dilma disse que o reajuste do Bolsa Família não foi dado antes por causa da eleição. Segundo a presidente, o governo não queria misturar política com o benefício. Ela explicou que o reajuste maior é para as famílias com mais filhos, porque são as que vivem as maiores dificuldades.

- As famílias com mais filhos são aquelas também que têm maior dificuldade de enfrentar a vida e o nível de pobreza maior. Além disso, no Brasil, as crianças e os jovens são a parte da população também que sofre mais com a pobreza extrema.

A presidente frisou que o Bolsa Família é uma das vias usadas para a erradicação da miséria, mas só isso não basta. Para Dilma, é importante que o beneficiário tenha oportunidades para participar produtivamente.

- Queria destacar para vocês uma outra coisa. Quando a gente diz que o Bolsa Família é só uma parte do caminho, não é o caminho todo, é muito importante.

A ministra Tereza Campello disse que, embora o governo tenha anunciado um corte de R$50 bilhões do Orçamento e imposto um salário mínimo de R$545 ao Congresso, o aumento do Bolsa Família não é uma contradição com a política de contenção de despesas do governo:

- Esses recursos estão considerados pela equipe econômica e garantidos ao longo de 2011, e este é o primeiro passo no plano de erradicação da extrema pobreza no Brasil, que ainda estamos detalhando.

O Bolsa Família passará a pagar R$70 para famílias sem filhos e com renda per capita de R$70. Para cada filho de até 15 anos, o governo pagava R$22. Com o aumento, passará a pagar R$32. Nessa faixa etária, o limite é de três filhos por família. Para adolescentes de 16 a 17 anos, pagará R$38 por filho, limitado a dois filhos. Se a renda da família está na faixa de R$70 a R$140 per capita, os beneficiários só recebem o valor equivalente ao número de filhos (máximo de três até 15 anos e até dois entre 16 e 17 anos).

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(*) Milton Friedman (1976, Nobel de Economia).
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


02 de março de 2011

O Globo

Manchete: Modernização - Maluf, mensaleiros e Newtão cuidarão da reforma política
Comissão da nova lei eleitoral será presidida por aliado de Renan Calheiros

Destinada a cuidar de questões como financiamento público de campanha, fidelidade partidária e fichas-sujas, a comissão instalada ontem pela Câmara para elaborar proposta de reforma política tem entre seus integrantes nomes como Paulo Maluf (PP-SP), que está na lista de procurados no site da Interpol e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa ano passado. Também participam o mensaleiro Valdemar Costa neto (PR-SP), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no chamado mensalão mineiro, José Guimarães (PT-CE), que teve um assessor preso em flagrante com US$ 100 mil na cueca, e o ex-governador Newton Cardoso (PMDB-MG). O presidente da comissão é Almeida Lima (PMDB-SE), da tropa de choque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). (Págs. 1 e 3).

Depois dos cortes, Bolsa Família sobe

Um dia após o corte de R$ 50 bi no Orçamento, a presidente Dilma anunciou, em comício na Bahia, que o Bolsa Família será reajustado a partir de abril. Descontada a inflação, o aumento médio é de 8,7%. O gasto adicional será de R$ 2,1 bi. (Págs. 1, 4 e 5, Merval Pereira e editorial "Histórico gera dúvidas sobre cortes")

Alta menor do PIB este ano, de 5%, não freará inflação (Págs. 1 e 25)

Na Cultura, uma crise para Dilma administrar
Em dois meses, a pasta da Cultura já é palco da primeira crise na equipe de Dilma. No centro da polêmica estão mudanças na política de direitos autorais e críticas feitas à ministra Ana de Hollanda por Emir Sader, que chegou a chamá-la de autista. Futuro presidente da Casa Rui Brabosa, Sader quer que a fundação seja um centro de debates sobre "O Brasil para Todos", slogan do governo Lula. (Págs. 1, 15 e Segundo Caderno)

Elio Gaspari: De Rui, para Dilma, sobre Emir Sader

"Ele diz que pretende levar para a Casa a discussão do 'Brasil para todos'. Meu receio é que esse Brasil seja o dele, ou, quem sabe, o vosso (...) Inclua-me fora dessa (Págs. 1 e 6)

ONU: só Venezuela protesta contra suspensão da Líbia

No Iêmen, ex-mentor de Bin Laden adere a protesto

Em mais um gesto para isolar o ditador Muamar Kadafi, a ONU suspendeu a Líbia do Conselho de Direitos Humanos. Apenas a Venezuela apoiou o país. O ditador mandou tropas para a fronteira com a Tunísia, onde rebeldes resistem. No Iêmen, o clérigo radical Al-Zindani, ex-mentor de Bin Laden, aderiu ao protesto para derrubar o ditador Saleh, a quem apoiava há duas semanas. (Págs. 1 , 36 a 38 e editorial "Brasil reafirma diplomacia e preocupa Irã")

Petróleo agora sobe por medo da Arábia

Com o temor de que a revolta se intensifique no Irã e chegue à Arábia Saudita, que já tem protestos com data marcada, o preço do petróleo voltou a subir. Em Londres, foi para US$ 115,42, maior nível desde 2008. (Págs. 1 e 26)

Roberto DaMatta

A total indiferença com o trânsito contrasta com a eficiência da lei Seca. Veementemente (Págs. 1 e 7)

Ciência

Infectologista alerta para o surgimento de novos vírus, parecidos com os da dengue e da Aids. (Págs. 1 e 40)

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Folha de S. Paulo

Manchete: ONU afirma que 140 mil já escaparam da Líbia
Situação de refugiados está em 'ponto de crise'; milhares fogem psra a Tunísia

Cerca de 140 mil (2% da população) teriam deixado o país em direção ao Egito e à Tunísia, fugindo do confronto entre rebeldes e tropas de Gaddafi. O ditador tentou retomar algumas áreas, mas não conseguiu. No porto de Ras Jedir (Tunísia), milhares de pessoas se amontoavam. Soldados usavam máscaras para suportar o cheiro de fezes. O frio de 10°C torna mais difícil a situação das pessoas que enfrentam desconforto. Muitos tentam ir para a Europa. Os europeus, que debatem possível intervenção militar na Líbia, temem nova onda migratória. Em Nova York, a ONU suspendeu a Líbia do Conselho de Direitos Humanos. (Págs. 1 e Mundo)

Foto legenda: Soldados tunisianos auxiliam refugiados em Ras Jedir na fronteira do país com a Líbia, onde milhares se concentram

Bolsa família vai ter reajuste de até 45%

A presidente Dilma anunciou um reajuste médio de 20% no Bolsa Família. O maior aumento (45%) será para famílias com crianças de até 15 anos. Com isso, sobe de R$ 1 bilhão para R$ 2,1 bilhões o gasto previsto para reajuste. Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento – de 8,7% acima da taxa de inflação - “não compromete a consolidação fiscal e a redução de despesas previstas para 2011”, uma referência ao corte anunciado de R$ 50 bilhões. (Págs. 1 e Poder, A4)

Análise /Gustavo Patu
Medida surge um dia após anúncio do valor dos cortes

Meritória ou não, a decisão de elevar o Bolsa Família não constava da programação orçamentária precariamente divulgada 24 horas antes. Trata-se de alta de despesas certas em meio a reduções incertas. (págs. Poder, A6)

Alckmin demite estatístico que negociava dado sobre violência

O governador Geraldo Alckmin demitiu o sociólogo Túlio Kahn da chefia da Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública de SP. O anúncio foi feito depois de a Folha revelar que Kahn é sócio de consultoria que divulga dados que o governo considera sigilosos.

Kahn não respondeu ontem a pedido de entrevista sobre a decisão (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Tribunal reabre batalha jurídica pelo garoto Sean

O STJ acatou recurso no caso Sean Goldman e ordenou a inclusão de Chiara, 2, sua meia-irmã, como parte do processo que deu a guarda do garoto ao pai americano. Para o STJ, é preciso considerar a necessária convivência dos dois. (Págs. Cotidiano C9)

STJ nega acesso à lista de quem tem superpassaporte; Folha vai recorrer (Págs. 1 e Poder, A7)

Governo promete obra, mas situação do Tietê melhora só a médio prazo (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Editoriais

Leia “Austeridade duvidosa”, sobre cortes no Orçamento; e
“Intervenção na Líbia”, acerca de possibilidades para a comunidade internacional. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Despesa do governo com passagens cresce 32%
Aumento no bimestre ocorre em meio ao discurso oficial de que o corte desse tipo gasto é prioritário

As despesas com passagens para deslocamento de servidores do governo federal foram 32% maiores nos dois primeiros meses deste ano ante igual período de 2010. Os gastos com diárias subiram 4%. Esses dois tipos de despesa foram eleitos como prioritários no ajuste das contas públicas anunciado anteontem pelo governo. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), esses gastos serão reduzidos à metade neste ano. Mas, além dos R$ 80,4 milhões já pagos em passagens, há uma conta pendente deixada pelo governo Lula que supera o dobro desse valor: R$ 163,3 milhões. E há ainda R$ 130 milhões já comprometidos pelo governo Dilma até 28 de fevereiro e não pagos. Já as diárias de servidores civis e militares saltaram de R$ 75,2 milhões para R$ 78,2 milhões. Para tornar mais efetivo o controle, as autoridades de viagens de servidores serão transferidas ao alto escalão dos ministérios, ou, de preferência, aos próprios ministros. (Págs. 1 e Nacional A6)

Bolsa Família reajustado

A presidente Dilma anunciou aumento de 19,4% do benefício. Prevê-se que o impacto nas despesas seja de R$ 2 bilhões.

Págs. 1 e Nacional A4

Mercado prevê alta de 0,5 ponto na Selic

O mercado financeiro acredita que o Banco Central elevará a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária que termina hoje. Para a maioria dos analistas, o BC deveria ser mais duro contra a inflação. (Págs. 1 e Economia B1)

Rebeldes contêm ofensiva de Kadafi

A ofensiva das Forças Armadas do regime de Muamar Kadafi nas cidades e vilarejos do oeste e do sudoeste da Líbia foi contida ontem por rebeldes dispostos a derrubar o regime, informa o enviado especial à região, Andrei Netto. Todos os principais centros urbanos no entorno de Trípoli seguem nas mãos de insurgentes, que não param de ganhar adesões. Em Benghazi, entre 10 e 15 cidadãos se apresentam todos os dias para obter treinamento e lutar contra o ditador, relata o enviado especial Lourival Sant’Anna. (Págs. 1 e Internacional A10)

Mais uma punição

A ONU suspendeu a Líbia de seu Conselho de Direitos Humanos. Os EUA não afastam a possibilidade de operação militar contra Kadafi. (Págs. 1 e Internacional A9)

Kassab busca sua própria ‘esquerda’

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) quer um PDB de “esquerda”, mas sem o marxismo do Partido Socialista Brasileiro, para preparar a fusão das duas legendas.(Págs. 1 e Nacional A7)

Política afeta escolha dos diretores de escola

Uma pesquisa da Fundação Victor Civita mostra que 42% das redes estaduais de ensino do Brasil usam indicação política como um dos métodos para selecionar diretores de escolas. (Págs. 1 e Vida A14)

País testa novas formas para tratar o lixo (Págs. 1 e Vida A16)

Visão Global
Construindo novas democracias

Um dos obstáculos no Oriente Médio é que os jovens podem derrubar um sistema, mas não conseguem governa-lo, escreve Robert Kaplan. (Págs. 1 e Internacional A13)

Rolf Kuntz

Corte de vento

Será preciso bem mais que o ajuste anunciado para o governo entregar ao brasileiro serviços e investimentos compatíveis com o que é arrecadado. (Págs. 1 e Economia B8)

Roberto DaMatta

De que lado está o Estado?

Falta ao governo bom senso e limites. Falta o sentido do lugar de um Estado moderno numa cidade moderna. Falta discutir o papel das burocracias. (Págs. 1 e Caderno 2 D8)

Notas & Informações

Um ajuste sem grande aperto

Nenhum dos cortes vai exigir grande aperto do governo, mas a iniciativa é politicamente importante. (Págs. 1 e A3)

Agrícola

Lucro na reserva

As vantagens do pequeno produtor que prserva a mata (Pág. 1)

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Valor Econômico

Manchete: Importados terão regras mais duras na alfândega
O governo pretende endurecer as regras de controle de entrada de produtos importados no país, exigindo, para o desembaraço nas alfândegas, os mesmos certificados de segurança e especificações técnicas hoje exigidas das empresas brasileiras para colocar seus produtos no varejo, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em entrevista ao Valor, pouco antes de viajar para a China. Com os chineses, ele quer discutir um acordo para tornar a Embraer fornecedora de jatos executivos ao país.

O ministro vê disparidade entre as regras sanitárias, de segurança, metrificação e embalagem para a produção doméstica e a importada. Uma das ideias é que o Inmetro exija certificados de qualidade para a concessão de licença de importação. "Em segurança, por exemplo, que é normatizada e fiscalizada pelo Inmetro, o controle é feito na ponta do consumo, depois de internalizada a mercadoria, na loja. Um brinquedo importado é testado depois de já estar na loja", afirma.

O Brasil vai usar as armas legais aprovadas pela Organização Mundial do Comércio para isso. "No caso de calçados, por exemplo, está aparecendo também a triangulação. Fizemos a sobretaxa ao calçado chinês e está aparecendo venda desses produtos via Malásia, Indonésia", aponta. "Vamos tomar medidas contra isso". (Págs. 1 e A16)

Gerdau vai duplicar sua usina no Rio

O grupo Gerdau anuncia hoje no Rio investimento de R$ 2,5 bilhões para duplicação da Gerdau Aços Longos, antiga Cosigua, sua fábrica de aços longos em Santa Cruz. Ela tem capacidade instalada de 1,2 milhão de toneladas de aço bruto e 1,4 milhão de produtos laminados, como vergalhões e barras, usados na construção civil. A unidade deve ganhar um grande laminador, a ser abastecido com tarugos provenientes de um novo forno na siderúrgica ou da Açominas, usina do grupo em Ouro Branco (MG).

O movimento da Gerdau faz parte de uma corrida nesse mercado. Em 2010, a ArcelorMittal anunciou aplicação de R$ 2 bilhões para duplicar sua unidade de João Monlevade (MG). A Votorantim Siderurgia, depois de inaugurar usina em Resende (RJ), constrói nova laminadora no Mato Grosso do Sul. (Págs. 1 e B9)

Maior rigor para acusado de sonegação

Empresários acusados de crimes contra a ordem tributária como sonegação fiscal ou apropriação indébita de contribuições previdenciárias não podem mais simplesmente pagar o tributo ou entrar em um parcelamento tributário a qualquer tempo para escapar do processo penal. O governo embutiu na Lei nº 12.382, que trata do salário mínimo, a determinação de que se o pagamento não for feito ou o parcelamento formalizado antes do recebimento da denúncia, o processo criminal correrá normalmente. Para tributaristas e advogados criminalistas, a mudança terá impacto imediato: os empresários terão de decidir rapidamente se querem pagar a dívida ou enfrentar um processo penal. Quanto antes o pagamento for feito, menor o risco do Ministério Público apresentar denúncia ao Judiciário. (págs. 1 e E1)

Foto legenda: Contra a informalidade

O novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, quer a criação de um Simples trabalhista para estimular a contratação formal por micro e pequenas empresas. Engraxate nas ruas de Curitiba quando menino, ele diz que a informalidade cria
"cidadãos de segunda classe". (P´gas, 1 e A4)

Países furam meta de inflação

O desvio da inflação em relação à meta está longe de ser uma exclusividade brasileira. Numa relação de 45 países, em levantamento feito pelo Bradesco, 80% deles têm atualmente variações anuais de preços acima do centro de suas metas de inflação.

O país campeão em matéria de desvio inflacionário é a Venezuela, que hoje tem taxa anualizada com 6,9 pontos percentuais acima do nível previsto. Outros países, como Índia, Grécia e Uruguai, também estão longe do objetivo.

A aceleração dos preços ao consumidor ganhou força a partir do segundo semestre do ano passado. Um indicador do banco que leva em conta números de 56 países mostra que a inflação anualizada subiu de 1,2% em julho de 2010 para 5,1% em janeiro deste ano, quando se considera a média de três meses. Nos países emergentes, a alta foi mais acentuada: a taxa passou de 2,9% para 7,5% no mesmo período. (Págs. 1 e A5)

Tecnologia aproxima UFMG das empresas

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reforça a orientação de sua pesquisa tecnológica para o mercado. Dados preliminares mostram que a instituição já se equipara à Unicamp em registro anual de patentes no Brasil. "Já somos os maiores no âmbito das universidades federais e ficamos em 2009 com o maior número de patentes registradas por universidades brasileiras no exterior", diz seu reitor, Clélio Campolina.

O caminho entre a universidade e o meio empresarial ficará mais curto este ano, quando a UFMG inaugurar seu parque tecnológico, um espaço para que 15 empresas desenvolvam projetos de tecnologia. Já está definida a instalação de um centro de pesquisa em minério da Usiminas e de um núcleo de desenvolvimento para aparelhos cardiovasculares da canadense Saint Jude Medical Brasil. (Págs.1 e B3)

Deca compra concorrente e amplia linha

Com a compra da paraibana Elizabeth Louças Sanitárias, em novembro - terceira aquisição de concorrentes em três anos -, a Deca consolida sua estratégia de manter a marca reconhecida na classe A e ao mesmo tempo enfrentar a concorrência na venda de metais e louças mais populares. As marcas adquiridas - Ideal Standard, Cerâmica Monte Carlo e Elizabeth - foram extintas. Ao contrário de outras empresas, a Deca optou por não criar marcas de combate. Quer se apoiar no prestígio da Deca para conquistar todo o mercado, embora reconheça que é um desafio não perder o glamour e, ao mesmo tempo, ser acessível. "Temos tido sucesso com a estratégia", diz o diretor Raul Penteado.

O caminho é tecnologia de processos. "Para fazer commodity com qualidade e design e também ter preço competitivo é preciso tecnologia". Daí os investimentos do grupo Duratex nas fábricas, de R$ 400 milhões até 2012, incluindo a compra da Elizabeth. A Deca vai expandir a unidade de louças de Cabo Santo Agostinho (PE) -antiga fábrica da Monte Carlo - e reativar a operação de Queimados (RJ), que pertencia à Ideal Standard. (Págs. 1 e B1)

Sindicalista é condenado a prisão por greve na Venezuela (Págs. 1 e A11)



Chineses dobram investimento em empresas do EUA (Págs. 1 e B11)


Pressão na cozinha

A disparada nos preços dos alimentos forçou as empresas de refeições coletivas a negociar reajustes com seus clientes. Também estão propondo mudanças nos cardápios, com substituição de produtos. (Págs. 1 e B4)

Ducoco na Bahia

A cearense Ducoco vai construir sua terceira fábrica Ducoco em Juazeiro – a primeira na Bahia – com capacidade para processar 12,5 mil litros/dia. (Págs. 1 e B8)

VREC inicia operação no Brasil

A Vital Renewable Energy Company (VREC), criada em 2008 por fundos estrangeiros, inicia na safra de 2011/2012 a moagem de cana em sua primeira usina no país. A produção será toda destinada a etanol. (Págs. 1 e B13)

Serra Morena aposta em Rio Grande

A Serra Morena, Trading e operadora portuária com sede em Porto Alegre(RS), vai construir uma unidade de armazenamento, mistura e ensaque de fertilizantes no porto do Rio Grande. (Págs. 1 e B14)

Santander é condenado no TST

O Tribunal Superior do Trabalho condenou o Santander a pagar aos aposentados do antigo Banespa, todas as gratificações suspensas desde 1996. A conta pode chegar a R$ 2 bilhões. O Banco recorreu ao Supremo. (Págs. 1 e E1)

Ideias: Cristiano Romero

É positivo que o governo esteja claramente numa cruzada para reverter as expectativas de inflação, que se deterioram. (Págs. 1 e A2)

Ideias: Martin Wolf

Levante árabe mostra que a capacidade de previsão dos especialistas em política é tão limitada quanto a dos economistas. (Págs. 1 e A15)

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Estado de Minas


Manchete: Apartamento encolhe em BH, mas o preço...

Pesquisa mostra que, entre 2008 e o ano passado, o preço médio dos imóveis aumentou 48,2%, pulando de R$ 160,07 mil para R$ 237,26 mil. No mesmo período, o tamanho médio das unidades vendidas baixou de 125,8 para 117,7 metros quadrados, queda de 7%.

Segundo especialistas, a valorização dos terrenos e a alta do material de construção elevaram os preços e influenciaram também na redução de medidas para tornar as residências mais acessíveis. (Págs. 1 e 13)

O drama de quem sobreviveu para contar

Até ontem, 10 feridos no acidente que eletrocutou 15 pessoas durante pré-carnaval em Bandeira do Sul continuavam internados e lembravam as cenas de terror vividas domingo. O estado de alguns é grave, como o de uma adolescente, de 14 anos, que está na UTI. Augusto José Siqueira, de 17, que comemorava o aniversário, teve 30% do corpo queimado e terá de passar por cirurgias. (Pág.1)

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terça-feira, março 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''RECUERDOS INOLVIDABLES''

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

01 de março de 2011

O Globo

Manchete: Os cortes de Dilma - Habitação popular perde quase metade das verbas
Programa Minha Casa, Minha Vida é o mais atingido pelo bloqueio

Para cortar R$ 50,087 bilhões no Orçamento deste ano, o governo promete reduzir investimentos, gastos sociais e subsídios do programa de habitação Minha Casa,Minha Vida. Uma das estrelas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Minha Casa, Minha Vida terá a verba reduzida de R$ 12,7 bi para R$ 7,6 bi - corte de R$ 5,1 bi, o que equivale à construção de 200 mil casas populares este ano. A equipe econômica reduziu em R$ 15,7 bi despesas obrigatórias, sendo R$ 3,5 bi com pessoal e encargos sociais. Concursos para contratação de pessoal estão suspendos. O ministro Guido Mantega afirmou que os cortes são uma estratégia para manter o crescimento, sem risco de inflação. Para especialistas, mais que reduzir despesas, o governo deu um sinal ao mercado. (Págs. 1, 3 a 15, Merval Pereira(pág.4) e Míriam Leitão (pág.28)

A ver navios

Prometida à França por Lula e aos EUA por Dilma, a bilionária compra de caças para a FAB foi novamente adiada, devido ao corte no Orçamento da Defesa, que chegou a R$ 4,6 bilhões. A 18 dias da vinda ao Brasil do presidente Obama, a negociação está indefinida. (Págs. 1 e 9)

Foto legenda - Minha Cozinha

No dia do anúncio dos cortes no Orçamento, Dilma quebrou ovos e mostrou que aprendeu a fazer omelete. Ela gravou para o "Mais Você", de Ana Maria Braga. Na campanha, não conseguira concluir a receita. (Págs. 1 e 10)

EUA mandam forças à costa da Líbia

Otan estuda instaurar zona de exclusão aérea, e ministra brasileira condena ditaduras na ONU

Num acentuado aumento da pressão internacional sobre o ditador Muamar Kadafi, os EUA anunciaram o deslocamento de navios e aviões de guerra para a costa da Líbia, e a Otan já discute a decretação de uma zona de exclusão aérea sobre o país. Além disso, US$ 30 bilhões em ativos líbios foram congelados nos EUA. Em sintonia com a posição internacional, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, fez duras críticas às ditaduras do Oriente Médio e do Norte da África no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. (Págs. 1, 34 a 36 e editorial 'Vitória do multilateralismo')

Ibama: hoje licença de Belo Monte não sairia

O advogado Curt Trennepohl, novo presidente do Ibama, disse que hoje não daria a licença de instalação da bilionária hidrelétrica de Belo Monte (PA), que permitirá o início das obras. Segundo ele, " as condicionantes ainda não foram cumpridas" pelo consórcio Norte Energia. Ele afirmou que a questão indígena também não está totalmenmte resolvida. (Págs. 1 e 27)

MP diz que não há provas contra Turnowski

O Ministério Público estadual desqualificou o inquérito da PF que indiciou o ex-chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, por violação de sigilo profissional. O policial responderá por um crime menor. (Págs. 1 e 25)

IR: declaração inicia hoje com controle maior sobre aluguéis (Págs. 1 e 29)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Funcionário do Estado negocia dados sigilosos
Sociólogo usa em sua empresa de consultoria informações secretas sobre a violência em SP; ele diz que tem permissão

O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quqais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa Mario Cesar Carvalho.

Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, “para não alarmar o público”.

Entre elas, estão que tipo de bens é levado com maior frequência em assaltos a condomínio de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

EUA deslocam forças navais e aéreas para perto da Líbia

Os países ricos intensificaram a pressão contra o ditador Muammar Gaddafi. Os EUA anunciaram que pretendem deslocar, por razões
“humanitárias”, forças aéreas e navais para perto da Líbia. Também está em discussão impor uma zona de exclusão aérea sobre o país. O veto a voos poderia evitar bombardeio de locais controlados pelos rebeldes.

Foram propostos ainda o congelamento de pagamentos internacionais ao país por 60 dias, o bloqueio de UR$ 30 bilhões em bens e a suspensão do repasse de cédulas da moeda líbia impressas no Reino Unido. No golfo Pérsico, protestos aumentaram em Omâ. O porto foi bloqueado, o que trouxe preocupação no mercado do petróleo. (Págs. 1 e Mundo)

Marcelo Ninio
Ataque de Gaddafi mira reservatório de água e depósito de armas dos rebeldes. (Págs. 1 e Mundo A16)

Foto legenda: Masmorra Revelada: Cela subterrânea de concreto achada em quartel de Khatiba, em Benghazi, onde centenas de prisioneiros ficavam no escuro e na umidade. (Págs. 1 e Mundo, A16)

Governo corta 40% de verbas do Minha Casa, Minha Vida

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida perderá R$ 5,1 bilhões dos R$ 12,7 bilhões previstos para 2011. Mesmo descumprindo a promessa de não mexer em verbas do PAC, o governo não atingiu o corte a que se propõe de R$ 50 bilhões no Orçamento.

Guido Mantega (Fazenda) e Mirian Belchior (Planejamento) apresentaram cortes de R$ 36,2 bilhões em gastos não obrigatórios nos ministérios. (Págs. Poder A4).

Editoriais

Leia “Teto de vidro”, sobre salários da administração pública, e Ensino público e leigo”, acerca de aulas de religião nas escolas brasileiras. (Págs. 1 e A2).

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O Estado de S. Paulo


Manchete: EUA ameaçam usar a força e dizem que Kadafi deve sair já

Washington reposiciona navios no Mediterrâneo e sinaliza possível operação militar com apoio europeu

Os EUA e países europeus alertaram Trípoli de que estão prontos para ir além de sanções para derrubar o ditador líbio, Muamar Kadafi. Washington reposicionou forças no Mediterrâneo e começou a coordenar com a Europa uma eventual ação militar. “Kadafi não tem mais legitimidade e tem de sair agora, sem violência nem adiamentos”, afirmou a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Ela afirmou que a mobilização militar americana estava relacionada a uma possível operação humanitária. Já o governo britânico admitiu que pode armar os rebeldes para apressar a queda de Kadafi. A diplomacia brasileira informou que não aceitará nenhuma ação unilateral. (Págs. 1 e Internacional A10 a A17)

Ditador tenta retomar áreas perto de Trípoli

Forças leais a Kadafi iniciaram ofensiva em áreas da oposição perto de Trípoli, relata o enviado especial Andrei Netto. Em Benghazi, o enviado especial Lourival Sant’Anna informa que rebeldes esperam que os protestos forcem os militares a abandonar o ditador na capital. (Págs. 1 e Internacional A15 e A16)

Irã pede que Dilma siga Lula e apoie o país na ONU

O Irã pediu que a presidente Dilma Rousseff mantenha o padrão de votação do Brasil na ONU contra as resoluções que condenam Teerã. O chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, disse ao correspondente em Genebra, Jamil Shade, que ficaria “decepcionado” se o país contrariasse a política do governo Lula, simpática ao Irã. Sobre o apedrejamento de condenados, Salehi disse que “são as leis do país”. (Págs. 1 e Nacional A9)

Orçamento terá corte de R$ 18,3 bi em investimentos

O governo cortará R$ 50,1 bilhões em despesas do Orçamento de 2011 à custa de combate a fraudes, adiamento do pagamento de sentenças judiciais e reestimattivas. Redução de gastos, mesmos, serão R$ 13,1 bilhões. É o que revelam os dados divulgados ontem pela Fazenda. O Minha Casa, Minha Vida, do PAC, sofreu diminuição de R$ 5,1 bilhões. Ao todo, os investimentos foram reduzidos em R$ 18,3 bilhões. (Págs. 1 e Nacional A4)

Análise
Celso Ming

A tesoura do governo

A sociedade ainda não tem razões para acreditar inteiramente na austeridade fiscal. Nesse campo é preciso ação, não argumentos. (Págs. 1 e Economia B2)

Receita começa a receber declaração do IR hoje (Págs. 1 e Economia B5)

Eros Grau
Um panfleto anticlerical

A ação direta de inconstitucionalidade contra o ensino religioso, proposta pela Procuradoria-Geral da República, é simplesmente imperdoável. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

O corte de gastos do governo pode ser o passo inicial das mudanças prometidas pela presidente. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: BTG terá R$ 2,5 bi em crédito fiscal do PanAmericano
Além de ter ficado com o controle do PanAmericano, já saneado, apenas mediante o compromisso de pagar R$ 450 milhões - um terço do valor patrimonial e sem a necessidade de desembolsar caixa de imediato -, o BTG Pactual assumirá a instituição com quase R$ 2,5 bilhões em créditos tributários. Isso é mais de três vezes o valor de R$ 700 milhões em créditos tributários que o PanAmericano divulgou com destaque em janeiro e que ajudou a cobrir parte do rombo de R$ 4,3 bilhões descoberto em novembro, reduzindo o aporte necessário para salvar a instituição.

A existência desse ativo bilionário pode garantir que o banco pague menos tributos do que seria o normal durante mais de dez anos, pelo menos, o que significa lucro líquido e dividendo maiores para os acionistas. Embora o BTG esteja confiante no direito a usar esses créditos e, segundo o Valor apurou, tenha levado em conta sua existência para fechar a compra do PanAmericano, há margem para contestação pela Receita Federal. (Págs. 1 e C1)

Foto legenda: Volta por cima

Quebrado pela concorrência chinesa no setor têxtil nos anos 80, Lourenço Chohfi, hoje com 86 anos, se reinventou na área imobiliária com ajuda do filho e investe R$ 480 milhões. (Págs. 1 e B6)

Denise, a governanta eletrônica

De personagem de filmes de ficção científica para chamariz especial em empreendimentos imobiliários, a "governanta" eletrônica já tem nome. Denise faz pesquisas na internet, ligações pelo Skype e controla a agenda dos moradores. Denise não é um robô, mas um computador capaz de organizar as tarefas do dia a dia. Suas habilidades já são oferecidas em um prédio residencial automatizado em São Paulo pela imobiliária Elite Brasil e pela operadora de telefonia Transit Telecom. Incorporadoras como Cyrela, Even, Brookfield, Stan e outras são algumas das companhias que investem em apartamentos com essas características. (Págs. 1 e B2)

Corte efetivo de gastos atinge R$ 13,1 bilhões

Do corte de R$ 53,5 bilhões na programação orçamentária deste ano, detalhado ontem pelo governo, R$ 19,6 bilhões foram em emendas feitas pelos parlamentares - reduziu-se apenas a intenção de gastos. Uma parte da redução de despesas resultou da estimativa mais realista de algumas despesas, como é o caso da diminuição de R$ 8,9 bilhões na previsão de gastos com subsídios, o que também não representa corte efetivo. Além disso, não pode ser considerado corte o enxugamento de R$ 5,1 bilhões do programa Minha Casa Minha Vida, cuja segunda fase ainda depende de aprovação do Congresso. Mas uma parcela de R$ 13,1 bilhões subtraída da lei orçamentária atingiu diretamente os Ministérios e será efetivamente um corte "na carne".

O Ministério da Defesa, que perdeu R$ 4,38 bilhões, foi um dos mais atingidos pelo ajuste. Esse corte atingirá a construção do submarino de propulsão nuclear - parceria da Marinha com a França -, a produção de helicópteros e do cargueiro KC-390, pela Embraer.

O corte orçamentário ainda não está concluído. Não foram considerados a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% e o reajuste no programa Bolsa Família. A necessidade de um novo corte dependerá do comportamento das receitas.

PMDB, PP e PCdoB foram os partidos cujos ministérios mais sofreram. A maioria das Pastas controladas pelo PT foi preservada. (Págs. 1 e A3 e A4)

Banco ainda afeta balanço do Votorantim

O ajuste dos negócios do grupo Votorantim, como consequência da crise de 2008, e a venda de metade do seu banco para o Banco do Brasil explicam o aumento modesto de 1% em sua receita líquida (para R$ 29,5 bilhões) no ano passado, quando a economia brasileira cresceu mais de 7%. Enquanto a área industrial do grupo - cimento, metais, aço, celulose e suco de laranja - teve uma expansão considerável, de 16%, na divisão financeira houve retração de 32%. A receita líquida do lado financeiro somou R$ 6,2 bilhões, ou 21% do total consolidado do grupo. O lucro líquido dessa área ficou em R$ 700 milhões, ante R$ 4,2 bilhões da área industrial. (Págs. 1 e B7)

Uruguai cresce sob a ortodoxia de José Mujica

Ao completar hoje um ano como presidente, o ex-guerrilheiro José Mujica parece ter deixado para trás a ideologia marxista que inspirou a histórica invasão de Pando - quando ele e outros camaradas tomaram a delegacia, a central telefônica, bancos e outras instalações da cidade, em 1969. Mujica assumiu a opção pela ortodoxia e potencializou ganhos ao manter, na economia e nas políticas sociais, os rumos de seu antecessor, Tabaré Vásquez. O PIB caminha para o nono ano consecutivo de crescimento e a taxa de desemprego caiu para o recorde histórico de 5,4% em dezembro. A lei de sigilo bancário foi flexibilizada e o Uruguai firmou tratados de bitributação com oito países, numa tentativa de sair da lista cinza de paraísos fiscais da OCDE. (Págs. 1 e A18)

Estados Unidos e Reino Unido deslocam navios e aviões para a costa da Líbia (Págs. 1 e A15)


GVT investe R$ 1,8 bi em banda larga e TV paga, diz Genish (1 e B1)


Privacidade torna-se uma nova mercadoria da internet (Págs. 1 e B10)


Barreiras argentinas

O governo argentino suspendeu a emissão de licenças para importação de máquinas agrícolas brasileiras. A medida não é oficial, mas as montadoras informam que desde janeiro não conseguem embarcar. (Págs. 1 e A2)

Verão castiga paulistanos

A cidade de São Paulo enfrenta o quarto verão mais quente em 78 anos e, a apesar das chuvas, em fevereiro o volume de precipitação foi 10% inferior ao previsto. (Págs. 1 e A9)

Camarote brilhante na Sapucaí

O grupo de turismo Pacífica, que há 25 anos comercializa camarotes na Sapucaí, lança este ano o primeiro camarote GLS do sambódromo. Todos os 48 lugares por noite, vendidos em média por R$ 4,5 mil, já foram comprados por pessoas físicas e hotéis, diz Mickael Noah, sócio da Pacífica. (Págs. 1 e B5)

GE fornecerá turbina para eólicas

A Bioenergia, especializada em projetos eólicos, fechou contrato de R$ 1,4 bilhão com a General Eletric para o fornecimento de 304 turbinas. (Págs. 1 e B8)

Centro-Sul antecipa safra de cana

Apesar das chuvas, a safra 2011/12 de cana já começou para algumas usinas do Centro-Sul, com destaques para o Paraná. Os preços altos do açúcar e do álcool também devem estimular usinas paulistas. (Págs. 1 e B14)

Seguro em Goiás volta ao normal

Decisão do Superior Tribunal de Justiça devolveu à seguradoras de veículos de Goiás o direito de oferecer seguros com indeização equivalente ao preço de mercado do automóvel nos casos de furto ou perda total. (Págs. 1 e E1)

Ponto eletrônico é adiado de novo

O Ministério do Trabalho adiou, pela terceira vez, a implantação dos novos relógios de ponto eletrônico. Além disso, empresas e sindicatos poderão negociar alternativas ao sistema. (Págs. 1 e E1)

Ideias: Antônio Delfim Netto

Seria um crime entregar o mercado de equipamentos para petróleo à indústria do exterior por falta de isonomia competitiva. (Págs. 1 e A2)

Ideias: Raymundo Costa

Por tudo o que fez com os partidos, Dilma saiu-se de maneira excepcional nas primeiras votações de interesse do Planalto. (Págs. 1 e A12)

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segunda-feira, fevereiro 28, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] OSCAR ''BRASILEIRO''. OS MESMOS GANHADORES.

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/PAC2 [In:] RECRUTA ZERO *

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Recrutas do PAC


De refinarias a aeroportos, recrutas tocam obras


Autor(es): André Borges |
De Cabrobó e Goiana (PE)
Valor Econômico - 28/02/2011

O recruta Djalma Raimundo Gonçalves trabalha na duplicação da BR 101, em Goiana (PE): obras do PAC tocadas pela engenharia do Exército já atingem 30 projetos de alto calibre, que absorvem 2,6 mil jovens trabalhadores por ano em rodovias, refinarias e aeroportos.

O garoto Almir Soares Paé nunca dirigiu um carro na vida. Ainda não tem habilitação, tampouco dinheiro para comprar um carro. Na boleia de uma motoniveladora de R$ 300 mil, porém, vira um motorista experiente. Com seus 19 anos, aparelho nos dentes e dúzias de espinhas no rosto, Paé precisou só de algumas aulas práticas para ganhar o posto. O garoto leva jeito, e não seria para menos dada a responsabilidade que assumiu. Ele e mais alguns amigos estão trabalhando nas obras da transposição do São Francisco.

No volante de uma fila de máquinas barulhentas, um batalhão de garotos de 19 e 20 anos trabalha das seis horas da manhã às seis da tarde na construção da barragem de Tucutu, a primeira represa do Eixo Norte da transposição, canal que avançará 402 km pelo sertão nordestino. Ali estão cerca de 200 recrutas do Exército, cumprindo o serviço obrigatório de um ano. O ritmo é pesado. Descanso, quando ocorre, só aos domingos. "O trabalho não é moleza, mas eu gosto do que faço", diz Paé, que um ano atrás deixou a casa dos pais, em Picos, no semi-árido do Piauí, para trabalhar nas obras de Pernambuco. "Quando entrei no Exército queria saber como atirar, mexer com armas, mas achei bom vir para cá e aprender uma profissão. Fica mais fácil arrumar um emprego quando a gente sai."

Os meninos que trabalham hoje na barragem em Cabrobó fazem parte da divisão de engenharia do Exército, braço que hoje soma um contingente de 9 mil militares em todo o país. Divisão menos conhecida das Forças Armadas, principalmente pelos milhares de garotos que todos os anos se alistam para o serviço obrigatório, a engenharia militar funciona como uma grande empreiteira. É essa "geração PlayStation", como define o major Marcelo Souza Lima, comandante do batalhão que atua na cidade de Goiana (PE), que está operando máquinas de escavação e terraplanagem, rolos compressores, tratores e caminhões em algumas das principais obras do país.

Até meados de 2006, antes do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o volume de obras concentradas na Diretoria de Obras de Cooperação (DOC) do Exército era pequeno, não atingia uma dúzia de projetos, todos de pequeno porte. Hoje a divisão atua em trechos de mais de 30 obras de alto calibre, passando por rodovias, refinarias e aeroportos.

O resultado dessa operação é a chegada, todos os anos, de 2,6 mil garotos de 19 anos de idade ao mercado do trabalho, levando debaixo do braço um currículo com cursos básicos de construção civil. Nas obras, o trabalho dos soldados não se limita ao volante. Como há muito serviço de pedreiro que também precisa ser feito, na hora da necessidade ninguém fica de fora. "Aqui no quartel temos até hacker que colocamos para trabalhar na obra. Quando fazemos mutirão em dias de domingo, todo mundo pega no pesado. Cozinheiro, pessoal do almoxarifado, do escritório, todos têm que ajudar na obra", diz o major Lima. "Sei que isso seria impossível em uma empresa privada, onde cada um só cumpre sua função, mas aqui eles são soldados, sabem que estão servindo o Exército."

Na rotina das obras, cabe também aos próprios comandantes trocarem os chapéu de militar pelo de engenheiro. Profissionais formados pelo Instituto de Engenharia Militar (IME) costumam dar assessoria técnica para as obras, mas no dia a dia, são os coronéis que estão na linha de frente.

Em Goiana, na BR 101, recrutas como Djalma Raimundo Gonçalves colocam a mão no rastelo todos os dias para espalhar o asfalto a 180 graus celsius que os caminhões despejam nas obras de duplicação da rodovia. O calor e o cheiro forte não incomodam o recruta. "Fui voluntário para servir o Exército e quero continuar aqui. Se eu for selecionado para continuar no batalhão, vai ser muito bom", diz Gonçalves.

Pelo regimento militar, quem é chamado para permanecer no Exército após vencer o primeiro ano de serviço obrigatório pode trabalhar por mais seis anos no quartel. No primeiro ano, o recruta recebe um salário de R$ 530 por mês, moradia, saúde e alimentação. Se é selecionado para encarar mais seis anos, passa a ganhar R$ 1 mil, mas não há pagamento por hora extra ou benefícios comuns da iniciativa privada, como o fundo de garantia.

Pode parecer um caminho pouco atraente para jovens que vivem nas capitais mais ricas do país, diz o coronel Osmar Nunes, adjunto do centro de operações do primeiro grupamento de engenharia de construção, mas no interior dos Estados do Norte e Nordeste essas vagas militares são disputadas pelos garotos. "Hoje não temos problemas com a quantidade de voluntários. Pelo contrário, é preciso selecionar entre todos os que querem servir", comenta o coronel Nunes. "Para muitos desses garotos, isso aqui é o trampolim para aprender alguma coisa e depois ir para a iniciativa privada, que paga o triplo ou mais."

A execução de obras de construção civil pela divisão de engenharia do Exército data da época do Império. A lei que determinou que o batalhão entrasse nas construções de estradas de ferro, linhas telegráficas e outras obras de infraestrutura é de 1880. Passados 131 anos, sua finalidade continua a ser a mesma, diz o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor da divisão de obras. "Nunca tivemos função de mercado ou de competição com a iniciativa privada, somos um aparelho do Estado que precisa adestrar [treinar] seu contingente", afirma.

O Exército não recebe dinheiro pelas obras que executa. O salário de todos os militares que atuam nas obras, do recruta ao general, já é pago pela União. Dessa forma, o orçamento da obra é destinado à aquisição de materiais de construção, máquinas e equipamentos. O ganho material das Forças Armadas, comenta o coronel Osmar Nunes, ocorre com o reaparelhamento da divisão, que passa a incluir em seu patrimônio as máquinas compradas durante as obras, para depois usá-las em outras operações. "O Exército não tem lucro. Seu ganho é absorver tecnologia, formar o soldado e cumprir a função social de devolver um cidadão treinado para vida civil", diz Nunes.

Na semana passada, em Cabrobó, o recruta Almir Soares Paé e muitos de seus amigos passaram pela peneira do Exército após um ano de trabalho. O garoto que se destacou no comando da motoniveladora queria permanecer no quartel. Não deu. Dos 200 soldados que trabalhavam na transposição, só 40 permaneceram. Outros 160 vão chegar. "Infelizmente são pouquíssimas as vagas e temos de escolher soldados para todo tipo de trabalho, de cozinheiro a motorista", justifica o coronel Marcelo Guedon. Depois de um ano no quartel, Paé diz que aprendeu a dirigir todo o tipo de máquina. Embora sair do Exército não fosse a sua vontade, já estava preparado para deixar o posto. "Vou trabalhar numa empresa, quero estudar educação física."

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MUAMAR KADAFI [In:] A ONU e o ÔNUS

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COMUNIDADE INTERNACIONAL SE UNE PARA ISOLAR KADAFI



"TODOS A BORDO"


Autor(es): Agência O globo:Fernanda Godoy
O Globo - 28/02/2011

Unanimidade e rapidez na decisão da ONU sobre a Líbia surpreendem


NOVA YORK. O barulho dos passos apressados dos membros da delegação chinesa descendo as escadas que levam ao plenário do Conselho de Segurança da ONU provocou uma onda de adrenalina na antessala onde se aglomeravam diplomatas e jornalistas. Faltavam cinco minutos para as 20h (22h em Brasília) de sábado, hora marcada para a votação da resolução sobre a Líbia, remetendo o ditador líbio ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por crimes contra a Humanidade, e o embaixador da China, Li Baodong, trazia a resposta de Pequim.

- Todos a bordo - disse Li, antes de entrar para a votação histórica, que também decidiu pelo embargo de venda de armas à Líbia, o congelamento dos bens de Kadafi e de sua família, e a proibição de viagens ao exterior para o ditador, seus parentes e cinco de seus principais auxiliares.

A consulta havia forçado o atraso da votação em mais de três horas porque, devido ao fuso horário de 13 horas entre Nova York e Pequim, foi preciso esperar que o dia amanhecesse no Oriente para que os líderes fossem ouvidos. A revelação da unanimidade deixou exultantes os diplomatas que foram irredutíveis na defesa do envio do caso de Kadafi ao TPI, notadamente os da França, do Reino Unido e da Alemanha. Como disse o embaixador da França, Gérard Araud, um terremoto foi sentido no Conselho de Segurança e nos corredores da ONU.

- Um vento de liberdade e mudança está varrendo o mundo árabe, e o Conselho de Segurança está respondendo a isso. Demos um aviso a todos os líderes para que não usem a repressão contra esse vento de liberdade - disse Araud.

A França ajudou a sacar do bolso do colete a arma que virou os votos de vários países, especialmente os três membros africanos (Nigéria, Gabão e África do Sul) que estão temporariamente no Conselho de Segurança: a carta do embaixador líbio, Abdurrahman Mohamed Shalgham, pedindo a responsabilização dos autores de ataques a civis e endossando o envio da denúncia ao TPI.

Com a maioria consolidada, a China, normalmente avessa a condenações por violação de direitos humanos, corria o risco de ficar isolada. Segundo relato de um diplomata europeu que pediu para não ser identificado, o objetivo era a unanimidade, ou ao menos garantir que a China não fosse mais longe do que uma abstenção, abrindo mão do poder de veto. E, na pior das hipóteses, a proposta de resolução seria levada a votação, mesmo para perder.

- Os chineses teriam de assumir o ônus político do veto. Mas é interessante ver como estão levando a opinião pública em conta - disse o diplomata.

Em mais uma intervenção emocionada, o vice-embaixador da Líbia, Ibrahim Dabbashi, que havia abandonado Kadafi há uma semana, louvou a decisão:

- Foi uma mensagem clara de apoio ao nosso povo. Esperamos que os que estejam colaborando com o regime tomem uma posição e fiquem do lado do povo.

Nos discursos e entrevistas após a votação, os embaixadores abandonaram a linguagem cautelosa e destacaram a enorme importância da decisão.

- Essa é uma expressão poderosa da profunda preocupação, na verdade, da raiva da comunidade internacional com os níveis de violência perpetrados contra o povo da Líbia. As ações cometidas e a linguagem usada pelo coronel Kadafi não são mais aceitáveis no século XXI - disse o embaixador do Reino Unido, Mark Lyall Grant.

Desta vez, os EUA pareceram confortáveis no banco de trás, e a embaixadora americana, Susan Rice, chegou a agradecer a Grant a liderança britânica:

- Não me lembro de uma ocasião em que o Conselho de Segurança tenha agido de forma tão rápida e decisiva, e por unanimidade, num assunto urgente de direitos humanos internacionais.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que teve participação decisiva ao implorar rapidez ao Conselho, na sexta-feira, compareceu à votação e pediu agilidade também na confirmação da suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos da entidade, prevista para acontecer esta semana na Assembleia Geral. A embaixadora do Brasil, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que deixa hoje a presidência rotativa do Conselho, cedendo o lugar à China, tinha o semblante desanuviado no final da noite.

- É uma sensação de dever cumprido, de o Conselho de Segurança ter podido exercer sua responsabilidade de uma forma unificada, ter mandado uma mensagem única e forte em relação à situação na Líbia - disse a embaixadora.

Dentro de dois meses, o promotor do TPI, o argentino Luis Moreno Ocampo, terá de apresentar ao Conselho de Segurança o primeiro relatório de sua investigação sobre os crimes na Líbia.

- Isso é histórico. Uma decisão unânime do Conselho de Segurança sublinha o enorme potencial do Tribunal Penal Internacional como meio de prover justiça para as vítimas dos crimes mais horrendos - disse o diretor do Programa de Justiça da Human Rights Watch, Richard Dicker, que parecia não acreditar no que via.

CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [IN:] CAPITALIZAR É PRECISO...

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Patrimônio de deputados de SP dobra em 4 anos



Patrimônio de 16 deputados paulistas mais que dobra nos últimos 4 anos


Autor(es): Agência O globo:Roberto Almeida e
Lucas de Abreu Maia
O Estado de S. Paulo - 28/02/2011

Dos 60 integrantes da Assembleia Legislativa reconduzidos ao cargo em 2010, 25% declararam à Justiça Eleitoral ter pelo menos multiplicado por 2 os valores informados em 2006; somados, bens desses parlamentares cresceram 279% nesse período

Dezesseis deputados estaduais paulistas podem se considerar mais que satisfeitos com o período entre 2006 e 2010. Além de conseguirem a reeleição, esses parlamentares pelo menos dobraram seu patrimônio nos últimos quatro anos e somam R$ 8,7 milhões em bens declarados. O valor supera em 279% os R$ 3,1 milhões informados em 2006.

O levantamento do Estado tem como base as declarações de 2006 e 2010 entregues pelos parlamentares à Justiça Eleitoral. A variação de patrimônio é bastante superior à inflação acumulada desde 2006 – o IPCA, por exemplo, atingiu 26%. O salário líquido de um deputado estadual, hoje, é de R$ 11.015, mas vai aumentar na próxima legislatura.

Quem apresentou a maior variação porcentual de patrimônio foi Gilmaci Santos (PRB), que encerra em março seu primeiro mandato na Assembleia. Seu patrimônio cresceu de R$ 13 mil em 2006 para R$ 121 mil em 2010, elevação de 830%. Pelas declarações à Justiça Eleitoral, Gilmaci trocou um Volkswagen Santana 1995, seu único bem antes de ser eleito deputado, por um VW Polo de R$ 37 mil e uma motocicleta Harley-Davidson de R$ 23 mil. Completam o patrimônio do parlamentar R$ 50 mil guardados em cofre pessoal.

"Em 2006, meu salário era de R$ 1.500. Como o salário de deputado era de R$ 12 mil (800% a mais que o valor anterior), a ampliação do patrimônio ocorre naturalmente", disse Gilmaci, ao justificar o aumento nominal de R$ 108 mil em seu patrimônio.

O segundo na lista de maior variação entre os 60 deputados estaduais reeleitos é André Soares (DEM), cujos bens se multiplicaram por quatro desde 2006. Antes proprietário de cotas em três empresas de comunicação que somavam R$ 50 mil, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral ter essa fatia das empresas e ter acumulado investimentos que fizeram seu patrimônio saltar para R$ 276 mil. Soares não retornou aos recados deixados pelo Estado em seu gabinete.

Milionário. Nesse grupo, o maior aumento de patrimônio em valores absolutos, e não pela variação porcentual, é o de Rogério Nogueira (PDT). O deputado com base em Indaiatuba declarou em 2006 ter bens num total de R$ 432 mil. No ano passado, o valor apresentado foi de R$ 1,296 milhão – um acréscimo de R$ 863 mil, quase 200%.

Nogueira, conforme apresentado à Justiça Eleitoral, comprou no período que coincidiu com a atual legislatura três lotes de terra e uma casa. "Estou deputado estadual, mas sou empresário como profissão, bem antes de tornar-me parlamentar", informou Nogueira em nota.

Em segundo lugar na lista de crescimento de patrimônio em valores absolutos é José Bittencourt (PDT), cujos bens atingiram R$ 885 mil em 2010, ante R$ 179 mil em 2006. A diferença é de R$ 705 mil.

Há quatro anos, Bittencourt era dono de três casas – duas em Santo André e uma em São Paulo – que, juntas, valiam R$ 122 mil. Ao concorrer à reeleição no ano passado, ele informou ter, além dessas casas, nove contas bancárias que somavam R$ 452,8 mil.

"A variação está declarada e é em decorrência não exclusivamente do salário do deputado como parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo, mas principalmente em decorrência dos resultados das duas empresas mantidas por ele", afirmou a assessoria de Bittencourt, por meio de nota.

Valor global. O valor total dos bens dos 60 parlamentares paulistas reeleitos cresceu 13,58% em 2006 e 2010, segundo o levantamento feito pelo Estado. Há quatro anos, esses 60 deputados apresentaram à Justiça Eleitoral um total de R$ 82,7 milhões em bens. Na última declaração, o total subiu para R$ 94 milhões. Desse grupo, 47 políticos aumentaram seus patrimônios, incluindo os 16 que pelo menos dobraram os valores apresentados.

Na avaliação de Humberto Dantas, cientista político da USP e conselheiro do Movimento Voto Consciente, ONG que fiscaliza a atuação da Assembleia, as regalias que envolvem o cargo de deputado estadual – 14.º e 15.º salários, verba indenizatória, carros à disposição e viagens custeadas pela Casa – permite, em parte, o acúmulo de bens.

"É mais do que esperado que o deputado tenha aumento do seu patrimônio. O cargo, quando usado com inteligência, também pode acabar abrindo portas no mercado. Ele tem uma melhor visão de oportunidade de negócios", afirmou Dantas. "A grande questão é saber o quanto os deputados conseguem separar efetivamente esses interesses e a questão ética."

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

28 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Comunidade internacional se une para isolar Kadafi
Hillary Clinton viaja à Europa para coordenar resposta conjunta à crise líbia

Armada com a resolução aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU contra o regime do ditador Muamar Kadafi, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, foi ontem para a Europa a fim de coordenar uma ação com aliados europeus, asiáticos e africanos em resposta à crise líbia. A secretária discursará hoje na 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, onde a ministra brasileira da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, também falará, frisando que as ditaduras do Oriente Médio são uma ameaça para a democracia e os direitos humanos. No Reino Unido, o governo congelou bens da família Kadafi e cassou a imunidade diplomática do ditador e de dois de seus filhos. Itália e Alemanha também pediram a saída de Kadafi.

Para compensar as perdas da Líbia, a Arábia Saudita anunciou o aumento de sua produção de petróleo em 500 mil a 600 mil barris, para 9 milhões de barris por dia. (págs. 1, 5, 21 e 25 a 27)

Na França, chanceler cai por escândalo tunisiano

Criticada por passar o Natal na Tunísia, para onde viajou no jatinho de um empresário ligado ao ditador Ben Ali, e pela fraca resposta à crise que levou à queda de regime, a chanceler Michele Alliot-Marie se demitiu ontem. (págs. 1 e 28)

BNDES: país terá 3,3 tri de investimentos

Levantamento do BNDES mostra que, nos próximos quatro anos, os investimentos no Brasil somarão R$ 3,3 trilhões. Com isso, o país pode crescer até 40% acima da média global. (págs. 1 e 22)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Oposição na Líbia decide criar conselho de transição

Secretária de Estado dos EUA promete ajuda a manifestantes; Gaddafi reafirma que fica no cargo

Rebeldes em Benghazi, leste da Líbia, criaram um conselho de transição que pretende ser o embrião de um governo pós-Gaddafi. O ditador voltou a afirmar que não vai abandonar o poder.

Depois de 13 dias de revolta, cresce o número de cidades em poder da oposição. (pág. 1 e Mundo, pág. A10)

Análise: A ideia de ação militar ocidental na Líbia é polêmica, escreve Claudia Antunes. (pág. 1 e Mundo, pág. A11)

Grupo brasileiro chega a Atenas e relata ‘horror’

Os 148 brasileiros que ficaram trancados uma semana em Benghazi por causa dos conflitos relataram terem vivido “dias de horror”.

Após dois dias em navio, o grupo de funcionários da Queiroz Galvão e familiares chegou a Atenas. (pág. 1 e Mundo, pág. A12)

País deixa para trás timidez em direitos humanos

A posição do governo brasileiro sobre violações aos direitos humanos teve, no fim de semana, uma inflexão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em vez da timidez da gestão Lula, iniciativas pela condenação da ditadura líbia. (pág. 1 e Mundo, pág. A14)

Call centers levam multas, mas empresas não pagam nenhuma (pág. 1 e Mercado, págs. B1 e B11)


Tempestade trava cidade e causa morte na Grande SP

Chuva de três horas voltou a travar São Paulo. O rio Pinheiros transbordou. Na marginal, um helicóptero da PM resgatou uma mulher em trabalho de parto.

Com 59 pontos de alagamento, o trânsito parou. A zona oeste foi a mais atingida. Em Carapicuíba, houve uma morte. (pág. 1 e Cotidiano, pág. C1)

Acidente com trio elétrico mata 17 em Minas Gerais (pág. 1 e Cotidiano, pág. C5)



Escritor gaúcho Moacyr Scliar, membro da ABL, morre aos 73

O escritor e colunista da Folha Moacyr Scliar, 73, morreu ontem em Porto Alegre (RS) em razão de falência múltipla dos órgãos.

Membro da ABL, ele havia sofrido um acidente vascular cerebral em janeiro, quando estava no hospital após cirurgia. (pág. 1 e Ilustrada, pág. E5)

Moacyr Scliar: Lágrimas e testosterona

Ele vivia furioso com a mulher. Cada vez, porém, que queria repreendê-la, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente derretia. Por que o pranto da mulher o comovia? (pág. 1 e Cotidiano, pág. C2)

Moacyr Scliar era colunista de Cotidiano; este texto, inédito, foi enviado pelo escritor ao jornal no dia 11 de janeiro.

Mercado

Mercado publicitário cresce 18% e movimenta R$ 36 bi (págs. 1 e B12)

Editoriais

Leia “Agressão hospitalar”, sobre pesquisa que revelou maus-tratos a gestantes; e “A hora da entrega”, acerca de lei que disciplina o serviço. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Rebeldes fecham cerco a Trípoli

Insurgentes planejam tentativa de tomada da cidade, último bastião de Kadafi, nos próximos dias

Os rebeldes líbios nas cidades próximas a Trípoli, como Al-Zawiyah, preparam a tomada da capital. “Não temos medo, não temos fome, não temos sede, não temos cansaço. Por muitos anos tivemos nossas cabeças na alça de mira de Muamar Kadafi. Agora chegou a hora da liberdade”, disse ao Estado um dos insurgentes, em referência ao ditador do país. Reunidos às centenas em cada vilarejo, armados de fuzis AK-47 e espingardas de caça e comunicando-se por meio de rádios e celulares, os revoltosos coordenam as ações para o que chamam de “Batalha de Trípoli”, o assalto simultâneo da capital previsto para os próximos dias. Entre os insurgentes, uma palavra de ordem é repetida à exaustão: revolução. (pág. 1 e Internacional, págs. A10 a A15)

Oposição já organiza governo

Os líderes do levante contra Kadafi,concentrados em Benghazi, anunciaram ontem a formação de um conselho nacional para administrar as cidades que estão sob seu controle. Um porta-voz do grupo disse que eventual ajuda externa será rejeitada. (pág. 1 e Internacional, pág. A12)

Entrevista: Amós Oz, escritor israelense

“Fico entusiasmado (com os rebeldes árabes), mas não com os que querem trocar uma opressão por outra”. (pág. 1 e Direto da Fonte, pág. D2)

Em duas horas, SP tem chuva de quase 1 mês

Em pouco mais de duas horas, a chuva forte que caiu em São Paulo deixou parte da cidade debaixo d’água ontem à tarde. Na região com mais transtornos, a oeste, choveu quase o acumulado do mês de fevereiro. (pág. 1 e Cidades, pág. C1)

Aluno da FGV foi morto por freguês do bar

A polícia prendeu o homem que matou um aluno da FGV e feriu outro. O assassino esteve no mesmo bar que os estudantes e, por achar que eles mexeram com sua namorada, voltou e, junto com o irmão, cometeu o crime. (pág. 1 e Cidades, pág. C4)

Brasil é líder mundial em apagões

Dos seis maiores blecautes registrados no mundo desde 1965, três ocorreram no País. Foram 14 só neste ano, incluindo um que deixou o Nordeste sem luz por cinco horas. Desta vez, a crise não está na falta de luz e sim na dificuldade de fazer a energia chegar até o consumidor final. (pág. 1 e Economia, pág. B1)

País realiza primeiro transplante de artéria (pág. 1 e Vida, pág. A16)


Patrimônio de deputados de SP dobra em 4 anos (pág. 1 e Nacional, pág. A4)


Máquina de Vendas quer agora atuar em seguros (pág. 1 e Negócios)


Notas e informações: O mapa da violência no País

A criminalidade está se expandindo do Sudeste para a periferia das capitais nordestinas. (pág. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Desaceleração começa, mas dimensão é incerta
O ritmo de atividade da economia brasileira desacelerou, mas o tamanho da inflexão é incerto. Entre os indicadores de atividade já conhecidos há altos e baixos - na comparação entre janeiro e dezembro com ajuste sazonal caiu a fabricação de automóveis, a expedição de papelão ondulado e a movimentação de cargas nas estradas, mas cresceu a produção de aço, as encomendas de calçados e o emprego.

Grande parte dos economistas que acompanham o ritmo de atividade está convencida que a desaceleração já está forte. Para o Bradesco, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre terá crescimento nulo ou até queda em relação ao fim de 2010, e nas contas da LCA Consultores, a produção industrial caiu 1,5% em janeiro na comparação com dezembro. Para eles, a desaceleração justifica um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, e não maior que isso. (págs. 1 e A2 a A5)

Salário de servidor tem ‘teto variável’

A Constituição diz que nenhum servidor público pode ganhar mais do que o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje está fixado em R$ 26.723,13. Mas como esse dispositivo constitucional nunca foi regulamentado, cada um dos três Poderes segue um entendimento diferente sobre como calcular o valor do teto e, assim, o limite de remuneração, na prática, não existe. As regras adotadas atualmente mostram que é possível ganhar mais que o teto no Executivo, no Judiciário e no Legislativo. O entendimento do Executivo sobre o teto é, no entanto, mais rigoroso que o dos outros dois Poderes. Ministros e funcionários do Executivo podem ter seus rendimentos aumentados se participarem de conselhos de administração ou fiscal de empresas estatais. Mas essa é a única exceção de rendimento permanente no cálculo do teto salarial no caso do Poder Executivo. (págs. 1 e A8)

Seguros de grandes riscos custam menos

Os preços dos seguros que cobrem os grandes riscos, como as obras de aeroportos, portos, rodovias e propriedades industriais, estão em queda no Brasil. Quase três anos após a crise de 2008, quando os preços dessas apólices tiveram alta de até 20%, o setor convive hoje com preços em baixa e excesso de oferta. Os grandes riscos movimentam em prêmios no país cerca de R$ 9 bilhões a cada ano. Os preços em 2010 tiveram queda no país de 10%, em média. De acordo com levantamento feira pelo Valor em grandes seguradoras que atuam no segmento. E nada indica uma mudança no cenário em 2011, já que as empresas estão capitalizadas e com mais capacidade de absorver riscos. (págs. 1, C1 e C4)

Foto-legenda: Recrutas do PAC

O recruta Djalma Raimundo Gonçalves trabalha na duplicação da BR 101, em Goiana (PE): obras do PAC tocadas pela engenharia do Exército já atingem 30 projetos de alto calibre, que absorvem 2,6 mil jovens trabalhadores por ano em rodovias, refinarias e aeroportos. (págs. 1 e A14)

TRF de SP julga ações esquecidas

Há 33 anos, Zeno Moser, 84 anos, aguarda o desfecho de um processo trabalhista que definiria sua situação como empregado da Caixa Econômica Federal (CEF). A ação do ex-bancário, hoje aposentado pelo INSS, será julgada até o fim de março graças a uma correição realizada no Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que descobriu esse e outros 369 processos “esquecidos” há mais de uma década. No caso de Moser, a ação estava parada há 15 anos no tribunal.

O motivo de tal esquecimento foi um acordo feito entre a Justiça do Trabalho e a Justiça Federal em razão de uma mudança promovida pela Constituição Federal. A norma definiu, em 1988, ser da área trabalhista - e não mais da federal - a competência para julgar processos envolvendo funcionários públicos. Por já terem sentenças proferidas na época, esses casos acabaram ficando na Justiça Federal. (págs. 1 e E1)

Factoring dá prejuízo a executivos

Um esquema semelhante ao de pirâmide estourou na sexta-feira no coração financeiro de São Paulo, deixando prejuízos a um grupo seleto de investidores. A empresa de factoring conhecida como Porto Forte Fomento Mercantil, uma sociedade anônima de capital fechado que faz empréstimos para pequenas e médias empresas, suspendeu o resgate de suas ações depois que parte de sua diretoria descobriu a existência de um rombo patrimonial em suas contas.

Banqueiros de investimentos, analistas de ações, gestores de carteiras e advogados compõem o quadro de acionistas da Porto Forte, cerca de 450 pessoas. Entre esses, está José Roberto Ermírio de Moraes Filho, da quarta geração da família que controla o grupo Votorantim, dono da gestora de recursos Perfin. (págs. 1 e C14)

Unimed reage para não perder cliente

A seguradora Unimed está criando uma operadora de planos odontológicos. Comprou 51% do capital do plano dental da Unimed Federação Minas e a rebatizou de Unimed Odonto.

A Unimed Vitória já faz parte da nova empresa e há negociações para absorver os clientes das Unimeds de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro. (págs. 1 e B1)

Instabilidade no Oriente Médio pode ajudar o etanol (págs. 1 e A10)


Carnaval importado

Os desfiles deste ano terão fantasias e carros alegóricos feitos com 60% a 70% de materiais importados, principalmente da Ásia. Com isso, lojas como a Palácio das Plumas, da hoje empresária Pínah, destaque da Beija Flor nos anos 80, oferecem preços mais baixos e variedade maior. (pág. 1 e Caderno Especial/Pequenas e Médias Empresas)

Liquigás investe em aerossol

Até o fim do ano, a Liquigás espera ampliar sua fatia no mercado brasileiro de gases propelentes para aerossóis dos atuais 20% para 30%. A capacidade de produção na unidade da empresa em Mauá (SP) foi ampliada de 20 mil para 50 mil toneladas/ano. (págs. 1 e B11)

Soja transgênica

Basf e Embrapa adiaram para a safra 2012/13 a oferta da semente de soja transgênica desenvolvida pela parceria. Antes, querem a aprovação em mercados externos importantes, como Europa, EUA e China. (págs. 1 e B15)

Efeito multiplicador

Empresas transformam redes sociais em ferramenta para soluções socioambientais. “É preciso ser proativo, porque as mídias sociais têm alto poder de engajamento e mobilização, mas o simples oportunismo pode ser um tiro pela culatra”, diz Luiz Carlos Dutra, da Unilever. (pág. 1 e Caderno Especial/Negócios Sustentáveis)

Novos balanços já dão resultado

Estudo mostra que migração para o padrão internacional de contabilidade melhorou a qualidade das demonstrações financeiras das empresas e também a associação entre os resultados e o preço das ações negociadas na bolsa. (págs. 1 e D1)

Outdoor tem de pagar ICMS

O Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo decidiu que as empresas de outdoor devem pagar ICMS e que a multa é de 50% sobre o valor não recolhido pelo contribuinte. Agora, a decisão só poderá ser revertida no Judiciário. (págs. 1 e E1)

Ideias: Sergio Leo

Governo aguarda o melhor momento para apresentar as novas normas aplicáveis à radiodifusão. (págs. 1 e A2)

Ideias: Luiz Werneck Vianna

O que ocorreu com o salário mínimo é apenas um dos aspectos da emergência da judicialização da política. (págs. 1 e A5)

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