PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, julho 30, 2013

PETROBRAS. O PETRÓLEO É NOSSO?

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Em um ano, reajuste da gasolina brasileira está entre os maiores do mundo

  • Valorização do dólar e altos preços internacionais alavancam defasagem do combustível e podem causar perdas de R$ 15 bi à Petrobras
  • Especialistas defendem necessidade de novos aumentos para diminuir defasagem dos preços nacionais ante o mercado internacional
  • No segundo trimestre, segundo a Bloomberg, combustível brasileiro teve o maior reajuste entre 60 países analisados


SÉRGIO VIEIRA/O GLOBO





Cruzamento de dados da Agência Internacional de Energia, da ANP e da Bloomberg revelam que reajuste da gasolina no Brasil foi o maior do mundo tanto na comparação anual quanto na trimestral
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Cruzamento de dados da Agência Internacional de Energia, da ANP e da Bloomberg revelam que reajuste da gasolina no Brasil foi o maior do mundo tanto na comparação anual quanto na trimestral Gabriel de Paiva / Agência O Globo
RIO - 
Os brasileiros reclamam do alto preço da gasolina e não é à toa. Cruzamento de dados feito pelo GLOBO com base nas estatísticas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Agência Internacional de Energia (AIE) mostra que, entre julho de 2012 e junho deste ano, enquanto o preço da gasolina aos consumidores ficou 0,4% mais barato na França, 1,8% mais em conta na Alemanha e 1,3% mais baixo na Itália, no Brasil, em média, houve avanço de 4%. A alta só perde para o Japão, que observou reajuste de 5,5%, seguido dos Estados Unidos (5,3%) e Canadá (4,1%). Mesmo diante dos preços altos, especialistas defendem a necessidade de novos aumentos para diminuir a defasagem ante o mercado internacional. Valorização do dólar e preços externos nas alturas alavancam a diferença entre os valores praticados no país e no mercado internacional, o que pode levar a Petrobras a perder até R$ 15,6 bilhões.

Entre abril e junho deste ano, o valor médio do combustível no país, segundo a Bloomberg, estava em R$ 3,30, cerca de 4,88% do que um trabalhador no país recebe por dia (com base no salário mínimo). Os valores médios diferem dos apresentados pela ANP: de R$ 2,876 em abril e de R$ 2,848 em junho. Esta mesma pesquisa também coloca o Brasil em outra posição nada nobre: somente no segundo trimestre do ano, a gasolina teve reajuste de 15%, o maior percentual entre os 60 países analisados pela empresa.— Os aumentos são necessários, o Brasil estava há quase seis anos sem reajustar. A redução nas tarifas de energia (em janeiro) abriu espaço para aumentar o preço da gasolina (e do diesel), mas o mercado sabe que cedo ou tarde os preços terão que subir ainda mais. — defende Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Apesar de ter sido o avanço mais proeminente no mundo, em valores nominais (sem descontar a inflação), a gasolina brasileira é a 36ª mais cara do planeta, ainda de acordo com a Bloomberg. A lista é liderada por Turquia (R$ 5,30), Noruega (R$ 5,29), Países Baixos (R$ 4,75), Itália (R$ 4,73) e França (R$ 4,52). A mais barata do mundo é a vendida na Venezuela, ao custo de R$ 0,02. Neste quesito, entretanto, a pesquisa é liderada, de longe, pela Índia: os consumidores do país asiático precisam disponibilizar 30,7% do salário de um dia para adquirir um litro de gasolina.
— A percepção simples apenas olhando os dados externos é que temos uma gasolina cara, e é quando comparada ao poder de compra da população. Aumentar a produção, em um primeiro momento, nem é possível porque não temos capacidade instalada neste sentido, faltam refinarias. - afirma Cláudio Pinho, advogado especializado em petróleo e gás e professor associado da Fundação Dom Cabral. — O governo se baseou na venda de carros para impulsionar a economia, agora quem sofre é a população porque a demanda por gasolina aumentou e não vejo solução fácil.
Defasagem em alta
À primeira vista, a posição intermediária do Brasil na lista das gasolinas mais caras do mundo parece ser positiva, mas a diferença entre a cotação do combustível vendido no país pela Petrobras e a comercializada no exterior é uma das principais razões para o forte impacto nas contas da estatal. Para evitar choques inflacionários e ameaças à meta oficial do governo, a Petrobras é obrigada a importar o combustível com base nos valores praticados no mercado externo e revendê-lo para o consumidor brasileiro a preços mais baixos.
— Por incrível que pareça, a gasolina está cara para os brasileiros mas o seu preço é artificial. Ela está barata quando se compara ao mercado internacional. Na realidade, deveria estar, pelo menos, 30% mais cara para compensar a defasagem. Esta diferença tem empurrado a conta da Petrobras cada mais para o vermelho — analisa Cláudio Pinho.
Levantamento feito pela Datagro, consultoria especializada em energia e agronegócios, mostra que a conjuntura internacional e o fortalecimento recente do dólar ante o real já alavancaram a defasagem do nível dos preços praticados pela gasolina para o maior nível em quase um ano. Até a semana passada, a diferença chegava a 19,5% em comparação aos preços internacionais. Já para o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a variação pode ser ainda maior: pouco mais de 25%.
— No Brasil, o governo usa os combustíveis como política econômica, já que gasolina e o diesel têm a Petrobras como única produtora e importadora. A única época que o Brasil seguiu mercado internacional foi de julho de 1998 a janeiro de 2002 — afirma Adriano Pires.
Procurada pelo GLOBO, a petrolífera estatal informou que não comentaria o assunto.
Nó difícil de desatar
Em janeiro, a petrolífera anunciou alta do preço da gasolina de 6,6% na refinaria, em um movimento amplamente esperado pelo mercado diante das perdas da companhia ante a diferença entre os valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais. Na ocasião, ajudou a diminuir esta variação, mas a disparada do dólar iniciada em abril ampliou as perdas. De janeiro a maio de 2013, a Petrobras perdeu R$ 2,2 bilhões importando diesel e gasolina, R$ 575,4 milhões com gasolina e R$ 1,6 bilhão em diesel.
Cálculo feito pelo HSBC indica que, atualmente, a petrolífera vende gasolina e diesel importados com descontos de 22% e 18%, respectivamente. Para o banco, a perda total da empresa com essa política será da ordem de R$ 15,6 bilhões. Em relatório, mensura a perda da empresa desde 2011 em quase R$ 42 bilhões. O banco reitera ainda que por conta da atual taxa de inflação e as manifestações no Brasil, a possibilidade de ocorrer um aumento de preço dos combustíveis antes da eleição em outubro de 2014 é quase próxima a zero.
Outro ingrediente que também contribui para esta situação é a tributação da gasolina no Brasil. Apesar de esta sair da refinaria da Petrobras 25% mais barata em comparação a uma refinaria americana, segundo o diretor do CBIE, o combustível chega às bombas mais caro do que em qualquer posto dos EUA, criando este cenário distorcido.
— Não tem mágica. A Petrobras compra mais caro e vende mais barato. Em média, a tributação é de 20% nos Estados Unidos e quase 50% no Brasil. A defasagem, que estava em 9% em abril, por conta do câmbio e dos preços em alta no mercado internacional, cresceu e já comeu totalmente o reajuste de janeiro. A tendência é continuar impactando. — explica Adriano Pires.
Embora o ideal para as contas da empresa seja optar pelo aumento, ele também afirma ser difícil qualquer reajuste antes da eleição.
— As manifestações não admitem aumento de nada e a popularidade do governo caiu para pouco mais de 30%. Não há o mínimo espaço para corrigir este problema a curto prazo — reitera.


 em http://oglobo.globo.com/economia/em-um-ano-reajuste-da-gasolina-brasileira-esta-entre-os-maiores-do-mundo-9272028#ixzz2aXFE6zqz 

PAPA FRANCISCO. O CONCEITO REAL DE POPULARIDADE

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Um homem sereno que não fala para sectários

  • As palavras de Papa Francisco podem fazer bem a países como a sua Argentina e Venezuela, onde se buscam dividendos políticos no cultivo de inimizades


Livros já foram escritos sobre a vida do Papa Francisco, embora pouco mais de quatro meses tenham decorrido desde a sua eleição para o trono de São Pedro. Mais alguns serão escritos, com certeza, para tentar interpretar o fenômeno de popularidade em que ele se tornou.

A passagem do Papa pelo Rio foi marcada, como se sabe, por graves problemas de organização. Talvez não haja cidade que possa enfrentar incólume a chegada repentina de mais de um milhão de visitantes. Padrões mais altos de eficiência, porém, terão de ser alcançados, se vamos enfrentar desafios como Copa e Olimpíadas. Mas, das muitas confusões, emergiu um evento que será lembrado com saudade — inclusive pelo Papa Francisco.

Suas conotações são quase infinitas, atingindo todos os assuntos que fazem a vida dos seres humanos. Havia, por exemplo, o dado religioso, o fato de que um Papa popular e carismático veio encontrar-se com a maior população de católicos da terra. As multidões que corriam em todas as direções para chegar mais perto do Papa certamente incluiriam pessoas simples, que, para além dos debates teológicos, veem em Francisco, como ensina a Igreja, o sucessor de Pedro.

Mas o fenômeno meio mágico a que o Brasil e o mundo assistiram vai além do terreno religioso. Ao vivo ou pela televisão, massas humanas se defrontaram com o espetáculo notável que é ver alguém chegar aos píncaros da popularidade, do sucesso, e continuar a ser o que, nessas eminências , acaba sendo muito raro: uma pessoa normal, sem qualquer pose.

O Papa Francisco teve uma palavra suave para todos. Confessou-se, ele mesmo, pecador, solidário com os erros dos outros (no voo de volta a Roma deu declaração não discriminatório sobre os gays). 

Pediu que rezassem por ele. Mas, em nenhum momento, mostrou-se complacente com o comodismo, numa realidade social que pede tantos ajustes.

Ajustes ele se propõe a fazer também dentro da Igreja, ficou claro na entrevista que concedeu ao “Fantástico”. Quase que denunciou uma Igreja “clerical” que transforma os meios nos fins. Criticou os bispos que incorram numa “psicologia de príncipe”. Aos jovens, deixou um grande mote: “Ide, sem medo, para servir”. Quer que eles estejam atentos às realidades do mundo, e que não se deixem instrumentalizar por este ou por aquele caminho demagógico.

Ele falou para todos, e não para mentalidades sectárias. Tudo bem pesado, talvez a sua mensagem mais forte seja a da necessidade do Encontro, para que possamos diminuir o tamanho dos nossos problemas. Num continente como o nosso, repleto de desigualdades, é muito fácil obter dividendos políticos cultivando inimizades, criando bodes expiatórios. Toxinas desta natureza estão bem visíveis em países como a Venezuela e a Argentina. Para esses é que pode fazer bem a palavra do Papa Francisco — lúcida, serena, humana.









em http://oglobo.globo.com/opiniao/um-homem-sereno-que-nao-fala-para-sectarios-9268917#ixzz2aXAvqY3M 

''UM SÓ REBANHO, UM SÓ PASTOR..." (São João, 10: 16)

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Moderna, Cracóvia ajuda a contar História de católicos e judeus

  • Sede da próxima Jornada Mundial da Juventude e cidade onde Papa o João Paulo II morou por quase quatro décadas, Cracóvia atrai turistas por seu passado
Tópicos da matéria:





Praça do antigo mercado de Cracóvia
Foto: Oliver Hartung / NYT
Praça do antigo mercado de Cracóvia Oliver Hartung / NYT
RIO - Se as largas avenidas de Copacabana pareceram estreitas diante do fluxo de peregrinos que vieram à Jornada Mundial da Juventude, que dirá as vielas medievais de Cracóvia, na Polônia, escolhida para sediar a próxima edição do evento, em 2016. 
Segunda maior cidade do país, com 755 mil habitantes, Cracóvia é considerada a capital cultural polonesa enquanto Varsóvia se concentra na política e nos negócios.
 Em pleno processo de renovação, desde a queda do comunismo, a cidade recuperou sua área industrial, transformando fábricas em ateliês de arte e clubes de música eletrônica; restaurou seus monumentos e igrejas e hoje é um dos principais destinos do leste da Europa, sediando vários festivais de música e artes no verão.


Também tem grande simbolismo para os católicos: aqui, Karol Józef Wojtyła morou por quase quatro décadas — ordenou-se padre, tornou-se arcebispo, mudando-se somente para assumir o Trono de Pedro no Vaticano, escolhendo o nome de João Paulo II. Wojtyła chegou à Cracóvia com 18 anos. Meses depois, o país foi invadido pela Alemanha nazista — que dominaria o país até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945 — e Wojtyła foi obrigado a conciliar seus estudos no seminário com o trabalho forçado numa pedreira. Nessa época, ele frequentava a moderna igreja de Stanislaw Kostka no distrito de Debinski, onde morava. Ali também celebrou sua segunda missa, em novembro de 1946. 
A primeira missa celebrada pelo padre Wojtyła foi na cripta de São Leonardo na Catedral de Vavel, onde reis poloneses são tradicionalmente enterrados. No topo da colina Vavel, a catedral de estilo gótico vislumbra o Rio Vístula e faz parte de um complexo repleto das principais edificações do antigo reino da Polônia — um dos principais pontos turísticos da cidade.
Descendo a colina pela antiga rua Kanonicza, chega-se às duas casas onde Wojtyła viveu. Morou entre 1951 e 1958, como bispo, no número 19. E até 1963, no número 21, como arcebispo de Cracóvia. Hoje, as duas casas abrigam o Museu da Arquidiocese, que mantém a mesma decoração da época de Wojtyła, além de memorabilia, como medalhas e moedas comemorativas, as roupas que usou como professor, bispo, cardeal e como Papa. Wojtyła nasceu a 50 quilômetros de Varsóvia, na cidade de Vadovice. A residência de sua família foi transformada também num museu, atualmente fechado para reforma. O Papa João Paulo II morreu em 2005 e, com um processo de canonização adiantado, atrai cada vez mais turistas à cidade. O atual arcebispo metropolitano da Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, foi secretário pessoal de Wojtyła.
Cerca de 88% dos poloneses se declaram católicos — estatística que, infelizmente, reflete a História e se mostra marcante em Cracóvia. Antes de 1939, mais de três milhões de judeus viviam na Polônia, um país sempre considerado tolerante à diversidade religiosa. A maioria vivia no bairro de Kazimierz, a poucos quarteirões do centro histórico (stare miasto). As centenárias sinagogas Alta, Isaac, Remuh e Velha são testemunhas vivas de que a comunidade fincou raízes na região. Renovado, o bairro hoje concentra repúblicas e bares animados. A vodca, aliás, é a bebida preferida dos poloneses — há bares especializados no destilado, oferecendo menus com mais de cem rótulos.
Depois de renovação, a original fábrica Oskar Schindler abriu como museu em 2010. A história do empresário alemão que salvou a vida de milhares de judeus durante o Holocausto virou filme pelas mãos de Steven Spielberg, em 1993. O museu fica no antigo bairro industrial Zablocie, na margem direita do Rio Vístula.
Sempre em julho, a próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2016, ocorrerá durante o verão no Hemisfério Norte. Peregrinos podem aguardar temperaturas médias de 21°C e dias longos e ensolarados.


 em http://oglobo.globo.com/rio/moderna-cracovia-ajuda-contar-historia-de-catolicos-judeus-9249957#ixzz2aXBOMT5m 
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''A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM...'' (... e assim caminha o léxico palaciano. É claro que o IDH/educação iria dar nisso!!!)

30/07/2013
Dora Kramer


Costela de Adão


A clareza na expressão de linguagem não é o forte da presidente Dilma Rousseff. Em suas declarações, verbos, substantivos, adjetivos e advérbios não primam pela harmonia. Nisso é parecida com o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, mas com sinal trocado.

Na dificuldade com o manejo das palavras, ele torna simplista o argumento, usa a "quase lógica" que dispensa a coerência, mas parece convincente aos ouvidos do senso comum. A precisa conceituação foi feita pela cientista política Luciana Veiga ainda nos primórdios do governo Lula sobre os espantosos discursos dele.

Já Dilma é tortuosa. 
Falta-lhe fluência mesmo nos pronunciamentos escritos. No improviso, não raro diz alguma coisa que parece significar outra. Esta, por sua vez, dá margem a uma terceira interpretação e o conjunto nem sempre forma um raciocínio claro.

É o caso da recente afirmação que mereceu destaque na entrevista à Folha de S. Paulo, edição de domingo último, sobre a hipótese de o antecessor disputar a eleição de 2014 no lugar dela.

Disse a presidente: "Eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu".

Não saiu do governo? Não foi aonde? Haveria na declaração da presidente uma confissão de tutela ou terá ela querido apenas sair pela tangente no assunto reeleição que, com seu beneplácito, foi posto à mesa por Lula no início do ano alegadamente para conter o crescimento da palavra de ordem "volta" no PT e adjacências?

Diante da quantidade de sombras de dúvidas que permeiam a resposta, a conclusão ficou ao gosto de cada freguês. Segundo a oposição, Dilma deu sinal de fraqueza, reconheceu que governa teleguiada pelo antecessor. De acordo com a situação, a presidente quis dizer que a nação petista é firme e indissolúvel como uma rocha.

Aqui também cabe uma terceira avaliação sobre o significado das palavras da presidente. Ao repudiar qualquer possibilidade de separação entre orientador e orientanda, Dilma praticamente anula a chance de armação de um plano B do PT para 2014 tendo como candidato o ex-presidente.

Se não foi essa a intenção da presidente ao dizer que os dois são "indissociáveis", deixou patente que Lula não poderá se apresentar em feitio de contraposição a ela, apresentada que foi ao País por ele como uma versão melhorada de sua imagem e semelhança.

Na mesma linha, o ex-presidente outro dia informou: "Dilma não é mais que uma extensão da gente lá". O eleitor haverá de concordar. Para o bem ou para o mal.
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Sinuca. 
Quando mudou a regra de cálculo para o reajuste do salário mínimo a partir de 2012, o governo retirou do Congresso a prerrogativa de debater anualmente o assunto.

O argumento: a norma deveria ser permanente e, o aumento, estabelecido pela combinação do índice Nacional de Preços ao Consumidor com a taxa de crescimento da economia dos dois anos anteriores.

Na prática, agora, dois problemas: criou-se uma indexação, perigosa em tempos de inflação escapando da meta, e eliminou-se a possibilidade de divisão de responsabilidade com o Legislativo por reajuste reduzido em decorrência do PIB diminuto.

Emérito. Na celebração geral ao papa Francisco falta o reconhecimento ao antecessor Bento XVI por ter aberto espaço, com sua renúncia, para a pessoa certa no momento certo na condução da Igreja Católica.

Jorge Mario Bergoglio fala de humildade, simplicidade, reencontro da humanidade com valores da espiritualidade em contraposição aos excessos da materialidade. Joseph Ratzinger disse o mesmo com seu gesto de desprendimento.

adicionada no sistema em: 30/07/2013 01:52

IDH. MUITO LONGE DAS PROMESSAS

30/07/2013
Que falta faz uma escola padrão Fifa


O Brasil avançou 45,7% no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em duas décadas. Vive-se mais, a renda subiu, mas o pais ainda precisa melhorar muito na educação.

Os jovens que saíram às ruas em junho cobrando ensino de qualidade estavam certos. O Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil2013 mostra que, entre 1991 e 2010, o país saiu de um IDHM de 0,493 (muito baixo) para 0,727 (alto). Três fatores compõem o índice: longevidade, renda e educação. Esse último quesito é o único que ainda não atingiu um patamar considerado alto, apesar de registrar a maior evolução do período (128%). Puxada, vale ressaltar, por mais matrículas, o que não significa um ensino melhor. Dona da mais elevada renda per capita, Brasília figura em primeiro lugar no IDHM do Centro-Oeste e na 9a posição no ranking nacional. Já o Distrito Federal desponta como detentor dos melhores indicadores entre as unidades da Federação.


Qualidade de vida emperra na educação

Nas últimas duas décadas, o Brasil teve uma melhora significativa no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que mede a qualidade de vida da população. Entre 1991 e 2010, o país saiu de um IDHM de 0,493 — considerado muito baixo — para 0,727 — alto —, um avanço de 47,5%. Três fatores compõem o índice: a esperança de vida ao nascer, o padrão de vida (medido pela renda per capita), e o acesso ao conhecimento, que avalia a escolaridade dos adultos e o fluxo escolar dos jovens. Embora a educação tenha sido a variável que mais evoluiu no período (128%), ela continua a puxar o freio de mão do desenvolvimento nacional, sendo o único setor avaliado que ainda não atingiu um patamar considerado alto.

Os dados do IDHM foi elaborado a partir de 180 indicadores levantados pelo Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, publicado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP). O ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Especiais (SAE), Marcelo Neri, que também preside o Ipea, destacou as mudanças de metodologia desta edição do IDHM. "Na década anterior, o índice media a alfabetização até os 15 anos e, agora, mede o ensino fundamental completo até 18 anos, por exemplo. Os protestos nas ruas mostram que se quer mais. Acho que o indicador coloca novos desafios para uma nova proposta de políticas públicas". Neri reconhece que, apesar das mudanças positivas, "a fotografia ainda é ruim", e que há muito a ser melhorado.

O professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Ernesto Lozardo destaca que a melhora nos indicadores registrada no últimos 22 anos é fruto do trabalho de governos anteriores. "O governo FHC criou as bases do crescimento ocorrido no governo Lula, que priorizou os projetos assistenciais, que ajudaram a melhorar a renda do brasileiro nas regiões mais pobres", afirmou. Para Lozardo, as melhorias nas condições de saneamento básico explicam, por exemplo, a redução da mortalidade infantil, que passou de 44,68 crianças mortas no primeiro ano de vida por grupo de mil nascidas vivas, em 1991, para 16,7, em 2010. A evolução ajudou a elevar a esperança de vida ao nascer de 64,7 anos para 73,9 anos. No caso do rendimento dos brasileiros, houve um ganho de R$ 346,31 entre 1991e 2010, elevando a renda per capita para R$ 793,87.

[FOTO2]Apesar de ressaltar a evolução dos índices educacionais, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reconhece que velhos entraves precisam ser superados. Segundo ele, está sendo avaliada a redução do número de disciplinas no ensino médio, para enfrentar a evasão escolar. "O jovem, hoje, tem em torno de 13 disciplinas — alguns chegam a ter 19. É muita matéria", disse o ministro.

Quantidade e evasão

Para especialistas, a massificação das matrículas explica a melhoria no índice nas duas últimas décadas, mas a baixa qualidade do ensino é um entrave para a permanência dos alunos. "Esse indicador é mais trágico do que imaginávamos. Apesar de toda a facilitação que se observa hoje nas escolas, no sentido da aprovação dos alunos, a evasão ainda persiste", lamenta a professora Angela Branco, da área de psicologia escolar e desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Em Águas Lindas, município goiano do Entorno, apesar dos avanços no IDHM, o índice específico de educação continua baixo. E 13 dos 22 municípios do Entorno estão na mesma situação.

Angela Branco avalia que há uma distância grande entre a sala de aula e a realidade. "Muitas pessoas continuam achando que a educação é o caminho para um futuro melhor, mas existe muita desilusão por parte dos jovens. A qualidade e o conteúdo vistos nas salas de aula não abrem muitas perspectivas, então, eles acham que estão perdendo tempo", avalia a acadêmica.

Aos 79 anos, avô de mais de quarenta netos e analfabeto, Pedro Augusto de Oliveira preza pela boa educação dos parentes, mas não vê empenho dos jovens. "As crianças de hoje em dia não estudam muito. Vivem se beijando por aí. Se as pessoas tivessem mais educação, a criminalidade seria menor", especula. Segundo Ítalo Oliveira, 17 anos, que nunca repetiu ano na escola e está prestes a concluir o ensino médio, a infraestrutura precária e o método de ensino ruim prejudicam o sistema. "O Estado poderia oferecer, por exemplo, uma quadra de esportes melhor. O estudo em si também poderia ser muito mais eficiente", elenca o neto de Pedro Augusto.

A faixa etária de maior adesão escolar (91,1%) vai dos 5 aos 6 anos, o que não significa que o ensino seja melhor. "As crianças de escolas públicas sofrem muito: não tem uniforme, o lanche é motivo de reclamação e os professores faltam sempre. Minha filha é bem tratada onde ela está agora", acredita Alini Weleini, 22 anos, mãe de Cristielly, 5, que estuda em um colégio privado de Águas Lindas.

Mesmo matriculados, os amigos Yago Santos, 13, Starlem Pereira, 12, e Igor Santos, 14, não conseguem avançar como deveriam — os três já repetiram pelo menos um ano da vida escolar. "A responsabilidade é minha. Muitas vezes, os alunos não se esforçam", conta Yago, que chegou a mudar para uma escola em Taguatinga. Mas, ainda desmotivado e sem dinheiro para a passagem, voltou para Águas Lindas.
Para Erasto Fortes, do Conselho Nacional de Educação (CNE), ainda levaremos muito tempo para ver mudanças significativas na educação. "A dívida social nessa área é tão grande que, por mais esforço que se faça, o resultado ainda é muito pequeno", avalia. Ele defende uma "postura mais firme" do governo para a área, e cita o recente e polêmico Programa Mais Médicos. "Se oferecem R$ 10 mil para médico ir trabalhar no interior, por que não oferecer o mesmo para um professor?", provoca. (Leia mais nas páginas 7 e 21)

Análise da notícia
Abismo histórico

As mudanças ocorridas nos últimos 20 anos na economia brasileira, que levaram o país a figurar entre as 10 maiores potências do planeta, podem ser percebidas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios brasileiros, divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A melhora no indicador no país reflete avanços proporcionados pelo forte crescimento da economia nesse período. Os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva deram importantes contribuições nesse sentido. FHC, ao estabilizar a economia que penava com a hiperinflação, permitiu que fosses construídas as bases para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nos anos seguintes. Graças aos ajustes feitos na economia pelo governo anterior, Lula conseguiu ampliar a política de distribuição de renda, unificando programas pontuais no carro-chefe do Bolsa Família. Mesmo assim, esse crescimento não foi suficientes para erradicar a pobreza no país.

Não é à toa que as diferenças regionais são facilmente percebidas na análise não só da média nacional do IDH como, também, nos três itens básicos do indicador: educação, longevidade e renda. As 34 cidades com os piores índices de desenvolvimento humano estão nas regiões Norte e Nordeste. As do Sul e do Sudeste permanecem na liderança, com as maiores pontuações. Brasília é o ponto fora da curva, no 9º lugar da classificação geral. Esse abismo da qualidade de vida entre as cidades do Norte/Nordeste e do Sul/Sudeste ainda é expressivo e, na avaliação do economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ernesto Lozardo, "permanecerá existindo", podendo até aumentar se não houver uma política de integração regional da infraestrutura de transportes para reduzir as dificuldades hoje existentes. (RH)


adicionada no sistema em: 30/07/2013 04:15

EDUCAÇÃO/ EU QUERO UMA/ PRÁ APRE(e)NDER... (parafraseando IDEOLOGIA/Cazuza)

30/07/2013
IDH municipal avança em 20 anos; educação ainda é desafio

Em 20 anos, o índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios brasileiros (IDHM) avançou 47,8%. De um país dominado por municípios que não chegavam a alcançar um desenvolvimento médio - mais de 80% eram classificados, em 1991, como de índice muito baixo - o Brasil hoje chegou a 1/3 altamente desenvolvido. No entanto, apesar de um avanço de 128%, o índice de educação continua sendo apenas médio.

IDHM avança 47%, mas ‘freia’ na Educação

Em 20 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios brasileiros (IDHM) avançou 47,8%. De um País dominado por municípios que não conseguiam nem mesmo alcançar um desenvolvimento médio - mais de 80% eram classificados, em 1991, como muito baixo -o Brasil hoje chegou a 1/3 altamente desenvolvido. As boas notícias, no entanto, poderiam ter sido ainda melhores se o País tivesse começado a resolver antes o seu maior gargalo, a Educação. Dos três índices que compõe o IDHM, é esse que puxa a maior parte dos municípios para baixo.

Apesar de um avanço de 128%, o IDHM de Educação continua sendo apenas médio. O avanço é inegável. O mapa da evolução dos IDHMs mostra que, em 1991, quando o índice foi publicado pela primeira vez, o Brasil não apenas tinha um perfil muito ruim, era também extremamente desigual, com as poucas cidades mais desenvolvidas concentradas totalmente no Sul e Sudeste.

Os dados deste ano mostram que os mais pobres conseguiram avançar mais.Estão nas Regiões Norte e Nordeste as cidades que tiveram o maior crescimento do IDH- como Mateiros (TO), que alcançou 0,607, um IDH médio, mas 0,326 pontos maior do que há 20 anos.

É na Educação que as disparidades mostram sua força. Apenas cinco cidades alcançaram um IDHM acima de 0,800, muito alto, em Educação. Nenhum dos Estados chegou lá. Os melhores, Distrito Federal e São Paulo, foram classificados como Alto IDHM. Mais de 90% dos municípios do Norte e Nordeste têm índices baixos ou muito baixos, enquanto no Sul e Sudeste mais da metade das cidades têm números nas faixas média e alta.

A comparação entre Águas de São Pedro (SP), a cidade com melhor IDHM de Educação do País, e Melgaço (PA), com o pior IDHM, tanto geral quanto em Educação, é um exemplo dos extremos do País. Em Melgaço, a 290 quilômetros de Belém, chega-se apenas de helicóptero ou barco, em uma viagem que pode durar 8 horas. Dos seus 24 mil habitantes, apenas 12,3% dos adultos têm o ensino fundamental completo. Entre crianças de 5 e 6 anos, 59% estão na escola, mas só 5% dos jovens de 18 a 20 anos completaram o ensino médio.

Águas de São Pedro, a 187 quilômetros da capital paulista, tem 100% das crianças na escola e 75% dos jovens terminaram o ensino médio. Em 1991, mesmo considerando os critérios educacionais mais rígidos do IDHM atuais, o município já era o 12.0 melhor do País. Melgaço, era o 97.° pior, o que mostra que melhorou menos do que poderia.

A Educação é onde os municípios brasileiros estão mais longe de alcançar o IDH absoluto, 1. Os números mostram que o País melhorou mais no fluxo escolar - mais crianças estão na escola e na idade correta -, mas mantém um estoque alto de adultos com escolaridade baixa e, mais grave, parece ainda estar criando jovens sem estudo.

A população de crianças de5e 6 anos que frequentam a escola atinge mais de 90%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, apenas 57% completaram o ensino fundamental. Entre 18 e 20,41% concluíram o ensino médio. Em 15% das cidades brasileiras menos de 20% da população terminou o ensino fundamental.

Análises. "O que pesa mais é o estoque de pessoas com pouca formação na população adulta. Se você olhar com atenção, verá que nas pontas, acima dos 15 anos, os indicadores já não são tão bons quanto nos anos iniciais", disse Maria Luiza Marques, coordenadora do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil pela Fundação João Pinheiro, uma das entidades organizadoras.

O presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea),Marcelo Néri, considera o avanço na Educação "muito interessante". "A Educação é a mãe de todas as políticas, mas é difícil de mudar, porque tem uma herança muito grande para resolver. A Educação é a base de tudo e hoje está no topo das prioridades. Mudou a cabeça dos brasileiros."


adicionada no sistema em: 30/07/2013 03:50

segunda-feira, julho 29, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] FRIO & ''SNOW''den

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SNOWDEN/NSA & CIA. ''O BURACO É MAIS EMBAIXO'' (... dito popular)

Enviado por Ricardo Noblat - 
29.7.2013
 | 12h00m
GERAL


Violando a sua liberdade de escolha


Fabíola Meira de Almeida Santos, 
O Globo

Certamente vocês estão se perguntando: qual a relação do indivíduo mais procurado do planeta, Edward Snowden, com os consumidores brasileiros? É direta: ao aceitar “Políticas de Privacidade” e “Termos de uso” que se revestem de legalidade por prestar informações supostamente “claras”, o consumidor, mesmo sem plena consciência do fato, chancela a possibilidade de o fornecedor coletar seus hábitos mais íntimos durante a navegação — fazendo uma busca, enviando um e-mail ou adquirindo produtos e serviços.
No entanto, não temos dúvidas de que qualquer “Política de Privacidade” ou “Termo de uso” que viole a Constituição Federal, o Código Civil (direitos da personalidade) e o Código de Defesa do Consumidor, ainda que o internauta, vulnerável, emita seu “aceite”, será considerado abusivo e, portanto, nulo de pleno direito.
Em outras palavras, será considerado como não escrito e, nestes termos, a autorização de transmissão de dados chancelada pelo consumidor não surtirá efeitos. Mais: a prática daquele que violou, espionou e transmitiu dados será ilícita.
Ora, se por simples atos de navegação e compra os consumidores brasileiros são frequentemente monitorados, não é nenhuma surpresa o fato de a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) contar com a colaboração “profunda e continuada” das multinacionais americanas (entre elas, Google, Facebook, Skype, YouTube). E não apenas para fins de monitoramento geopolítico ou questões de segurança, mas também para obtenção de segredos comerciais.
Daí não se pode afirmar que a notícia causou repulsa, pois caso as autoridades estivessem preocupadas com o que se tem afirmado há muito tempo acerca da violação da privacidade dos consumidores na internet, certamente já teriam concluído que a espionagem, poderia, sim, afetar a soberania nacional, pois estas informações estariam sendo compartilhadas não apenas para oferecimento de publicidade na rede, mas para diversas outras finalidades.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que não é lícito que um país tenha controle sobre a internet. Ora, se já é inadmissível o controle da rede por um país sob a justificativa de segurança, o que dirá sobre o controle da internet, hoje assumidamente nas mãos de somente uma empresa, o Google.
A preocupação não se restringe à privacidade do consumidor. Implica também na violação da privacidade entre fornecedores concorrentes, que têm seus dados coletados de forma a gerar captação de clientela por meio da violação da liberdade de escolha do consumidor que, por sua vez, não tem ideia de como foi monitorado ao receber resultados de busca não de forma neutra, mas manipulada.
Daí a relação com Snowden. A espionagem no campo das relações de consumo pode ser traduzida, de forma simples, pela abusividade da prática de extrair vantagem manifestamente excessiva do consumidor e violar sua liberdade de escolha.
Os órgãos de proteção e defesa do consumidor, bem como de combate às práticas anticoncorrenciais, precisam fiscalizar e estar atentos aos problemas contemporâneos da era digital.

Fabíola Meira de Almeida Santos é advogada.


(...) AOS DE MEMÓRIA CURTA (e/ou ''EU NÃO SABIA!'')

...
O FUTURO DO PT

A vitória dos pelegos



O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?
Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.
Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.


Enviado por Lucia Hippolito - 
22.8.2009
 | 
18h00m

GOVERNO DILMA. ''NON-TRADEABLES''

29/07/2013
José Roberto de Toledo

Governo sem marca



Indagados pelo Ibope em qual de 25 áreas o governo de Dilma Rousseff tem melhor desempenho, um em cada três brasileiros disse "nenhuma" ou não soube responder. Mas esse nem é o maior problema da presidente. O que deve preocupar Dilma, seus subordinados e o PT é o que responderam os outros dois terços.


O terço sem resposta é, na maior parte, formado pelos que acham a atual gestão ruim ou péssima. Neles, Dilma pode perder a esperança: não são, não foram, nem serão seus eleitores. Se a presidente tem chance de se reeleger, será graças aos outros dois terços. E esses estão, na melhor das hipóteses, dispersos.


Nenhum dos 25 temas apresentados pelos pesquisadores aos entrevistados chegou a 10% das respostas. Elas se pulverizaram em taxas de um dígito entre assuntos tão distintos quanto "agricultura" e "capacitação profissional" (ambas com 6% de citações); entre "energia elétrica" (5%) e "cultura e lazer" (6%); "geração de empregos" (5%) e "educação" (3%).

Áreas que projetaram o governo Lula, como combate à "fome/miséria", tiveram - perdão pelo trocadilho - míseros 7% de citações. O maior destaque da atual gestão é "habitação/moradia", com 8% de lembranças. Vale lembrar que o Minha Casa, Minha Vida é uma herança. Mais do mesmo. Ou, como diria Dilma, Lula não vai voltar porque nunca saiu.

A menos que se acredite que o governo vai tão bem que as pessoas não sabem escolher qual sua maior qualidade, o significado da pesquisa é que o governo Dilma não tem marca. Não se distingue por nada especial no imaginário popular. Não diz a que veio.

As causas variam de acordo com o ponto de vista do observador. É culpa da "má comunicação oficial", dirão uns. É da "imprensa golpista", responderão outros. Melhor mirar as consequências.

Se não fica marcado como solução, o governante se torna o problema. Indagados sobre em qual área o governo tem pior desempenho, 99% dos brasileiros identificaram logo uma resposta. E, ao contrário das virtudes, mais da metade dos defeitos se resume a três áreas. Infelizmente para Dilma, são todas fundamentais: saúde (36%), educação (12%) e corrupção (9%).

Se um em cada três brasileiros diz que a maior falha do governo federal é na saúde, por outro lado nenhum afirma que a saúde é onde ele se sai melhor. Difícil imaginar por que o PT cogita lançar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para concorrer ao governo de São Paulo. Só se for para trocar o ministro.

Entre os paulistas, por causa da queda da aprovação de Geraldo Alckmin depois dos protestos, o governador tucano ficou no zero a zero em termos de aprovação. As avaliações ruim+péssimo (26%) anularam o ótimo+bom (também 26%). Virou um governo regular (46%). A diferença é que Dilma tem saldo negativo de 15 pontos em São Paulo: 23% de ótimo+bom contra 38% de ruirn+péssimo.

Além de ajudar a explicar a queda repentina da popularidade de Dilma, a falta de uma marca positiva do governo federal é um desestímulo aos militantes do PT e aos simpatizantes da presidente. Não há um argumento sólido, baseado na opinião pública, para defender a sua reeleição. Volta-se sempre aos "dez anos" de conquistas, ou seja, a continuidade da era Lula.

Esse circunstância pode ser passageira. Mas para ela passar, dependerá de o governo federal realizar algo notável nos próximos 14 meses e saber comunicar o feito. Não é um desafio pequeno ern meio a um cenário econômico mundial adverso.

Do contrário, resta à presidente confiar no petismo, que costuma garantir pelo menos 25% dos votos e uma vaga no segundo turno da corrida presidencial. E torcer para que seu adversário no turno final, por comparação, pareça pior, do que ela ou uma incógnita arriscada demais para o eleitor.

adicionada no sistema em: 29/07/2013 01:55

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE. PAPA FRANCISCO: ''VENI, VIDI, VICI''

29/07/2013
Jornada Mundial da Juventude - 

No adeus ao Rio, Papa defende reforma profunda na Igreja

Em discurso para bispos da América Latina, o Papa Francisco defendeu ontem uma grande reforma na Igreja capaz de ampliar o diálogo com as novas gerações e, assim, renovar uma base de fiéis que encolhe em todo o continente. O Pontífice convocou os religiosos a amar a pobreza e a austeridade, e disse que a Igreja deve sair do centro e caminhar para as periferias. Condenou a postura reativa dos padres e pediu que eles abandonem a "psicologia de príncipes" saindo das sacristias para a rua. O Papa pediu uma Igreja menos ideológica, que evite "desde o liberalismo de mercado até a categorização marxista" Na manhã de ontem, durante a Missa de Envio, que reuniu em Copacabana três milhões de pessoas — um evento que concentrou o maior público em toda a História da cidade —, o Papa Francisco convocou os jovens a espalhar as palavras do Evangelho pelo mundo. Cracóvia, na Polônia, é a cidade que receberá a próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2016. Ao se despedir do Brasil, agradeceu a hospitalidade dos cariocas, disse já começar a sentir saudades e afirmou: "Rezem por mim e até breve"
Pregação por nova igreja 
Papa Francisco defende proximidade com fiéis e condena o "funcionalismo paralisante" do clero

Deborah Berlinck

Renato Grandelle 


Alto clero. 
O Papa cumprimenta bispos na Catedral Metropolitana: pedido para que sejam menos administradores e mais pastores 

Uma grande reforma na Igreja Católica. Esse foi o cerne do discurso feito ontem pela Papa Francisco, no Centro de Estudos do Sumaré, para bispos de países da América Latina. Para o Pontífice, é preciso ampliar o diálogo com as novas gerações, a fim de combater o encolhimento progressivo do número de fiéis no continente. Francisco disse que a Igreja deve procurar "as periferias" e não se restringir ao que chamou de "centro". Afirmou ainda que os religiosos devem amar a pobreza e a vida austera.

- Quem guia a pastoral, a missão continental, é o bispo. Ele deve guiar, que não é o mesmo que comandar. Os bispos devem ser pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior, como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior, como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham "psicologia de príncipes". (...) Homens capazes de vigiar o rebanho que lhes foi confiado, cuidando de tudo aquilo que o mantém unido. (...) E o lugar onde o bispo pode estar com o seu povo é triplo: ou à frente, para indicar o caminho; ou no meio, para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas; ou então atrás, para evitar que alguém se desgarre.

Para o Papa, se a Igreja não buscar seus fiéis, corre o risco de cair num "funcionalismo paralisante".

- É uma concepção que não tolera o mistério, apenas sua eficácia. Reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma ONG - criticou. - O que vale é o resultado palpável e as estatísticas. A partir disso, chega-se a todas as modalidades empresariais da Igreja. Constitui uma espécie de "teologia da prosperidade" no organograma da pastoral.


Burocratização, problema histórico


Para Maria Clara Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, a burocratização da Igreja atacada por Francisco é um problema histórico.

- O funcionalismo começou a ser combatido pelo Papa João XXIII ainda no Concílio Vaticano II, mas a burocratização avançou bastante durante o pontificado de João Paulo II e cristalizou-se com Bento XVI - lembrou. - Para Francisco, as funções administrativas podem ser assumidas pelos leigos. Os padres devem ser líderes espirituais.

Francisco também condenou o que definiu como "ideologização" da mensagem religiosa - isto é, interpretações do Evangelho que podem ir de um extremo ideológico a outro, algo que, segundo o Pontífice, ocorreu com mais força na América Latina. O trecho foi considerado uma referência a movimentos controversos da Igreja, como a Opus Dei e a Teologia da Libertação. Entre as maneiras de ideologizar a mensagem da Igreja, ele citou o "reducionismo socializante": 
- É a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos, foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa com base numa hermenêutica (interpretação) de acordo com as ciências sociais. Engloba os campos mais variados, desde o liberalismo de mercado até a categorização marxista.

Para o jornalista do GLOBO Luiz Paulo Horta, membro da Academia Brasileira de Letras, o principal recado do discurso diz respeito à postura do clero.

- O Papa fez um discurso contundente contra a tendência da Igreja de se achar uma instituição para os padres e para os bispos, e não voltada para os fiéis - analisou. - Bento XVI disse o mesmo quando veio à América Latina. Também é interessante como Francisco mostrou em que tempo os religiosos devem se situar. O passado serve como uma mensagem, e o futuro é muito abstrato. O clérigo deve trabalhar com o presente. 

Bispos devem atualizar seu discurso


Enquanto na sexta-feira o Papa pediu aos jovens que assumam as rédeas do futuro, ontem Francisco disse que os bispos devem atualizar seu discurso. Do contrário, os fiéis não vão se identificar mais com a Igreja.

- É importante focar no agora, não ficar preso ao passado e nem pensar no futuro como o local da vida eterna, como se a felicidade estivesse apenas no céu - destacou Maria Clara. - A América Latina é o continente da esperança da Igreja; é onde ainda há muitos fiéis. Na Europa, os católicos já são idosos, não houve renovação.

Professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, Paulo Fernando Carneiro ressalta que o Papa inovou ao destacar a importância da base da Igreja.

- A novidade foi sua proposta de criar grupos bíblicos nas bases eclesiásticas, um setor considerado problemático pela Igreja - afirmou. - Esse é um dos pontos concretos ressaltados pelo Papa, assim como a aproximação com os fiéis. A Igreja não pode se burocratizar. 

adicionada no sistema em: 29/07/2013 03:57