A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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domingo, fevereiro 10, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS"
... “E farás vestidos de santidade para Aarão, teu irmão”.
Os vestidos de santidade representam as vestes de nossa alma: pensamentos, palavras e ações. Focamos a atenção no pensamento, onde tudo se inicia. Ele é a semente de todo o resto, já que você é atraído pelas imagens que mantém em sua mente e tudo o que se passa na sua mente é atraído até você.
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Nesta semana concentre-se em substituir os pensamentos negativos pelos positivos.
sábado, fevereiro 09, 2008
EDITORIAL: CARTÃO CORPORATIVO [ACORDEM, ELEITORES!!!]
Os argumentos usados pelo governo Lula para defender-se no “escândalo dos cartões” - que adquire dimensões antes insuspeitadas, com a divulgação diária de novos abusos - revelam, para dizer o menos, a baixa avaliação que muitos integrantes da cúpula governamental fazem da capacidade crítica (para não dizer da inteligência) dos brasileiros. Afirmar, como o fizeram com palavras diferentes, mas no mesmo sentido, o ministro das Comunicações, Franklin Martins, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica, general Jorge Armando Felix, que a revelação de gastos feitos com cartões corporativos, por funcionários, assessores ou familiares do presidente da República, assim como das despesas do Palácio (incluindo as com churrascos e com lavanderia), compromete a “segurança nacional” - por colocar em algum risco a “segurança” do presidente da República e de seus convidados -, é, realmente, dose de elefante!
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Esse hábito de fazer pouco do discernimento da sociedade proporciona cenas hilariantes. Mas também justifica apreensão. O general Félix afirma que, se dependesse dele, os gastos das pessoas sob a proteção do serviço de segurança não seriam revelados no Portal da Transparência. Ora, vejam só: no Reino Unido, todos os gastos da família real são divulgados às minúcias nos tablóides e nem por isso alguém já disse que a “segurança nacional” britânica é posta em risco. E lembremo-nos de que foi o próprio presidente Lula quem, em 2005, por ocasião do lançamento do Portal da Transparência (onde são obtidas as informações sobre o uso dos cartões), afirmou: “É nossa intenção que o povo brasileiro seja estimulado a dar sua contribuição no controle e fiscalização.” E é, justamente, essa a contribuição que está sendo dada, através dos veículos de comunicação social - contribuição para que o leitor possa distinguir o que é “segurança nacional” do que é mera desfaçatez dos que se lambuzam até com as pequenas benesses do Poder.
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Também tem ares de escracho a estratégia utilizada pelo governo no Congresso. Sua liderança antecipou-se à oposição - que pretendia instalar uma CPI mista sobre o uso dos cartões corporativos, criados em 2001 - na criação de uma CPI apenas no Senado, ampliando-a para abranger os gastos do governo desde 1998, incluindo as contas B, relativas ao segundo mandato do presidente Fernando Henrique. Quem é líder do governo Lula e foi líder do governo FHC, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR), pode ser acusado de tudo, menos de falta de esperteza. Ao atropelar a oposição, obtendo 35 assinaturas (mais do que as 27 necessárias) e protocolando na Mesa do Senado o pedido de instalação da CPI dos Cartões, o líder governista usou a eficiente estratégia de investigar tudo para não investigar nada.
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É claro que o problema dos cartões corporativos não está em seu uso, mas sim em seu abuso. O que deveria ser uma forma racional de fazer frente a despesas emergenciais de altos servidores públicos no exercício de suas funções, poupando-os da penosa burocracia, transformou-se numa fonte de gastos mal explicados e até de prebendas pessoais. Em princípio, ninguém se deveria opor (nem a oposição) a que sejam investigados todos os gastos governamentais dos últimos dez anos, como pretende o líder do governo no Senado com sua manobra, ao que se diz, avalizada pelo próprio presidente Lula. O que é difícil de deglutir, em termos éticos, é o brandir da espada investigatória, como arma dissuasória, pelos investigados, em termos de “não venha me investigar, que te investigo”. Seja como for, conviria reter o que disse o experiente senador Efraim Moraes: “O governo deu um tiro no pé. Todo mundo sabe como uma CPI começa, mas ninguém sabe como termina”.
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Afinal, o que originou essa onda toda que já parece um tsunami foi a “disparada” dos gastos com cartões no governo Lula. O cartão foi criado pelo governo FHC em 2001, ano em que se gastaram com ele R$ 96,00. Isso mesmo, noventa e seis reais. Em 2002 o gasto foi de R$ 3.620.945,00. Em 2003, primeiro ano de Lula, o total pulou para R$ 8.774.039,00. Daí em diante a escalada foi geométrica até atingir R$ 78.029.530,00 em 2007.
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O tiro não foi no pé. Foi pela culatra.
Editorial O Estado de S. Paulo - 08/02/2008.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
CARTÃO CORPORATIVO/CPI: MISTA OU "MUZZARELA"
Governista desafia oposição e diz que instala CPI dos Cartões sem o DEM e o PSDB Jucá desafiou a oposição e disse que vai conseguir reunir assinaturas de 27 governistas para viabilizar a CPI mesmo sem o apoio do DEM e do PSDB. O líder disse que já reúne 22 assinaturas --referendadas por governistas que haviam assinado anteriormente o texto. "Eu não vou reescrever o texto. Se não tivermos o apoio da oposição, o governo fará a CPI sozinho. Na segunda-feira pego assinaturas de mais cinco senadores para reunir as 27 necessárias e aí a CPI está pronta para ser instalada", disse Jucá. DEM e PSDB prometem definir, na próxima segunda-feira, se assinarão o requerimento de Jucá. A oposição, no entanto, insiste na instalação de uma CPI mista (com deputados e senadores) para investigar os gastos dos cartões corporativos. A oposição não descarta apresentar outro pedido para instalação de CPI apenas no Senado com o objetivo de esvaziar a comissão proposta pelos governistas. "Não tem sentido essa CPI do Jucá. Isso é uma enganação. O 'x' da questão é investigar a presidência da República, o que o governo não quer. A nossa primeira hipótese é a CPI mista, e nosso segundo caminho será uma CPI do Senado organizada pela oposição para investigar os gastos dos cartões corporativos desde 2001, quando foram criados", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
InvestigaçãoA briga entre governo e a oposição está no período e no foco das investigações da CPI. Enquanto os governistas querem apurar gastos do governo federal desde 1998 --durante a gestão do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso--, a oposição defende que a comissão concentre as investigações somente nos cartões corporativos, a partir de 2001. Jucá argumenta que sugeriu o prazo de investigação a partir de 1998 para evitar o que chama de "personificação" da CPI em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A idéia não é acusar o governo Fernando Henrique ou Lula. Quem faz essas despesas são funcionários públicos, não o presidente da República", disse Jucá que, em anos anteriores, também foi líder do governo FHC. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), rebateu ao afirmar que o governo decidiu sugerir a CPI somente após as denúncias terem atingido o presidente Lula. "Quando se falou em gastos do cartão corporativo por seguranças da filha do presidente, ou por seus seguranças, o governo entrou em estado de choque. A CPI só foi levada à frente pelo governo na hora em que se falou em despesas do presidente Lula."
BRASIL/GASTOS PÚBLICOS: ENTRE NESSA FESTA; "CANDIDATE-SE"!
Os gastos vão de combustível a “divulgação da atividade parlamentar”, o que inclui aluguel de outdoors, impressão de panfletos e outros tipos de propaganda. Nem todos os deputados usam a verba indenizatória. O portal da Câmara na internet divulga desde 2004 todos os gastos com verba indenizatória. O Senado passará a fazer o mesmo em março. Somando a verba e os R$ 8,3 milhões de salários, o ano começou com o pagamento de R$ 11,4 milhões aos deputados. A Câmara não informou quantos receberam verba indenizatória em janeiro. No mesmo mês de 2007, o gasto foi de R$ 4,5 milhões. No ano todo, foram R$ 78,5 milhões.
Táxi aéreo
Pesquisa no portal da Casa mostra que alguns deputados gastaram mais do que têm direito em janeiro. Marcelo Serafim (PSB-AM), por exemplo, desembolsou R$ 27.448,46. Já recebeu R$ 15 mil e o restante será pago em fevereiro, para não exceder o limite máximo de transferência mensal. Ele usou R$ 26.880 para alugar um táxi aéreo com o qual percorreu 12 municípios do Amazonas, de 4 a 7 de janeiro. "Em São Paulo, no Rio, você faz campanha botando gasolina no carro. Aqui, a gente tem que ir de avião ou de barco”, justificou Serafim. “Percorri 12 municípios para divulgar minha atividade parlamentar. É uma visita extremamente cara. Se tivesse usado outro dinheiro, que não o da verba indenizatória, é que seria motivo para desconfiar.” O deputado disse que encaminhará todos os comprovantes da viagem à corregedoria da Câmara. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". 0902.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
CARTÃO CORPORATIVO/SP: ... É SÓ ALEGRIA!!!
Os dados são lançados no Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), a qual somente as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso. Ainda assim, o Sigeo não descreve, necessariamente, o objeto da compra realizada com o cartão de débito. No dia 28 de julho do ano passado, por exemplo, foram gastos R$ 597 na Spicy, uma loja de acessórios para casa. No sistema, o ramo de atividade está classificado com "a definir". O item: "despesas miúdas e de pronto pagamento". Os R$ 977 gastos no dia 4 de abril na Presentes Mickey também recebem a mesma qualificação. Ainda segundo o Sigeo, a Secretaria de Segurança gastou R$ 6.500,00 numa churrascaria no dia 11 de maio. Mas, segundo o levantamento feito pela liderança do PT a pedido da Folha, o Sigeo não esclarece o motivo do gasto.
A exemplo do governo federal, o Sigeo também não apresenta descrição de grande volume dos gastos realizados através de saque. Segundo os dados do Sigeo, 44,58% dos gastos -R$ 48,3 milhões- foram realizados graças a saques. Pelas regras fixadas pelo Estado, é permitido o saque integral do dinheiro creditado nos cartões, por exemplo, em caso de pagamento de diárias, verbas de representação e despesas com transportes. O sistema lista o nome de autores de grandes saques, funcionários encarregados de distribuir o dinheiro aos demais servidores. Mas não relata a que serviço se referiam. Na esfera federal, os saques representam 75,26% dos R$ 78 milhões gastos com cartão corporativo. O serviço também não é descrito. Mas o interessado pode conhecer, pela internet, o beneficiário do saque. Para ter acesso aos registros do Sigeo, o interessado deve ir à biblioteca da Assembléia Legislativa de SP. Além dos dados lançados no Sigeo, o governo apresenta prestações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Cada compra representa um processo no TCE, ao qual o governo deve apresentar notas para comprovação de gastos. O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, lembra que qualquer um pode fazer um requerimento de informações. No site da secretaria de Fazenda, a prestação de contas --referente a novembro-- não tem detalhes sobre os gastos. Em São Paulo, existem 42.315 cartões de pagamento de despesa. Mas num modelo bem diferente do governo federal. No Estado, não são fornecidos cartões para ocupantes do primeiro escalão. No governo federal, são cartões de crédito passíveis de uso para qualquer tipo de compra. No Estado, são cartões de débito fornecidos a servidores encarregados de compras específicas. Um cartão para combustível só pode ser usado para esse fim. Não funciona em outro estabelecimento. Para os produtos sujeitos à lei de licitações, há um limite de gastos de R$ 8 mil. Como nem todos estabelecimentos aceitam cartão, foi fixado um teto para saques segundo a natureza de despesa. Por exemplo, num cartão previsto para compra de gênero alimentício, a permissão é de 20% em saques. As despesas miúdas consumiram R$ 30,5 milhões ano passado, dos quais cerca de R$ 20 milhões endereçados a escolas. Todo mês, o governo credita um volume de recursos nos cartões. A prestação de contas é mensal. "Isso não tem nada a ver com cartão corporativo", afirmou Mauro Ricardo.
Líder do PT na Assembléia Legislativa, Simão Pedro afirma que "não há indícios para um pedido de CPI". Mas que investigará os gastos do Estado.
CARTÃO CORPORATIVO: FARRA DO BOI (SC), PROIBIDA; DOS CARTÕES, MANTIDA!!!
"Estamos fazendo uma revisão do sistema e até já conversamos com o presidente Lula sobre isso: uma das idéias é pagar uma diária para o ministro. Ele viaja, recebe uma diária e pronto", disse ao Estado o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Para ele, a cobrança da população sobre os gastos do governo é "legítima" e o mecanismo de pagamento de despesas de servidores, principalmente em caso de viagens, precisa ser "aperfeiçoado". "Assim acaba com esse problema de ver se um ministro vai comer numa churrascaria, se ele quer pagar um jantar para um ministro da Noruega. Paga e está lá com sua diária. Se faltar dinheiro, ele põe. Acho que é muito mais razoável", declarou Bernardo, numa referência indireta à polêmica que envolveu recentemente o ministro da Pesca, Altemir Gregolin.
Veja também:
Pilotos do Aerolula receberam R$ 3,9 milhões em três anos
Gasto de residências oficiais com cartão foi de R$ 407,8 mil
Planalto ameaça assumir controle da CPI no Senado e oposição reage
Servidor compra até na Feira do Paraguai
Em SP, gasto com dinheiro eletrônico foi de R$ 108,4 mi
Entenda o que são os cartões corporativos do governo
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
XÔ! ESTRESSE [In:] "SE SEGURA, JOÃO ..." *





O enxadão da obra/Bateu onze horas/ Vamo simbora, João/Vamo simbora, João/Que é que você troxe/ Na marmita, Dito?/Truxe ovo frito/Truxe ovo frito/(...)/Vamos armoçá/ Sentados na calçada/ Conversar sobre isso e aquilo/ Coisas que nóis/ Não entende nada (...)/[É dureza João! 3x]. O mestre falô/Que hoje não tem vale, não/Ele se esqueceu/Que lá em casa num só eu... [É dureza João! 3x]".
CARTÃO CORPORATIVO: "SIGILO TOTAL..." *
Veja o site do Jornal Nacional
Esteira ergométrica
A dona de uma loja de material esportivo em São Bernardo do Campo (SP) confirmou a compra com o cartão corporativo de pesos e barras para exercícios físicos por seguranças da Presidência da República. Nesse fim de semana, o jornal “Folha de S.Paulo” informou que os seguranças do presidente Lula e parentes, em São Bernardo, gastaram, em três anos, R$ 149 mil. De acordo com o jornal, foram compradas esteiras ergométricas e material de construção. Os seguranças pessoais de Lurian, filha do presidente Lula, que mora em Florianópolis, também gastaram R$ 55 mil. Nesta quarta-feira (6), o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Félix, disse que a família do presidente tem direito por lei à segurança 24 horas por dia. E que não houve nenhuma irregularidade nos gastos.
Governo estuda tirar dados da internet
Os comprovantes, segundo ele, estão à disposição dos órgãos de fiscalização. Mas disse que estuda a retirada das informações da internet, por questões de segurança. Ele disse que, pelas características das compras, alguém poderia deduzir o número de seguranças que estão à disposição do presidente. “As informações que, no nosso entender, trouxerem algum tipo de prejuízo à segurança do presidente e às demais pessoas, essas informações não mais estarão presentes no Portal da Transparência”, disse Félix.
Marinha
Outras áreas do governo também deram explicações. No dia 6 de setembro, uma funcionária do Estado Maior da Armada, ligado à Marinha, pagou R$ 7.150 a um hotel localizado na Avenida Atlântica, em Copacabana. Quatro dias depois, outra funcionária da marinha pagou R$ 7.684 ao mesmo hotel. A seção da Marinha no Portal da Transparência mostra outros pagamentos curiosos, como o gasto no mesmo dia – três de setembro, de R$ 41 em chocolates finos e R$ 100 em flores. Além de compras no valor de R$ 935 em uma loja de pedras brasileiras. Em nota, o Comando da Marinha disse que os gastos realizados com os cartões corporativos foram decorrentes de visitas oficiais, especialmente de dignitários de outras Marinhas, e que as funcionárias que pagaram hotéis, chocolates e flores são oficiais da Marinha responsáveis pela coordenação de eventos que envolvem autoridades estrangeiras.
Inmetro
No Inmetro de Goiás, no ano passado, o cartão foi usado exclusivamente para saques: mais de R$ 250 mil. A direção do Inmetro em Goiás disse que o dinheiro foi usado para cobrir despesas de viagens dos servidores. Na semana passada, três ministros tiveram de explicar os gastos com cartão corporativo e estão sendo investigados pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ministra Matilde Ribeiro pediu demissão, depois de admitir erro ao usar o cartão para compras e aluguéis de carros, segundo ela, em missões oficiais.
CPI
O Congresso Nacional voltou nesta quarta-feira (6) ao trabalho, e o principal assunto foram as denúncias de uso indevido dos cartões de crédito do governo. Até líderes governistas passaram a defender a criação de uma CPI sobre o caso. Ao comentar o pedido de CPI, alguns deputados reconheceram que os gastos da Câmara também não têm a transparência que deveriam. E citaram como exemplo a verba indenizatória de R$ 15 mil recebida por eles durante as férias de janeiro. A oposição defendeu uma CPI para investigar os gastos com os cartões corporativos . O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), se antecipou e apresentou o pedido de abertura da CPI. “O governo, assim, demonstra que não tem nenhum medo de qualquer esclarecimento que seja necessário prestar”, disse Jucá. “O governo quer fazer investigação. Quer fazer de agora para trás. Nós aceitamos investigar até o Pedro Álvares Cabral”, disse o democrata Demóstenes Torres (GO).
G1./notícias políticas. 0602.
BRASIL/IGREJAS: ECUMENISMO CONTRA O ABORTO
Estadão, Vannildo Mendes e José Maria Mayrink. 0602.
CARTÃO CORPORTIVO: "VALE-TUDO"
Estadão, Sônia Filgueiras e Leonencio Nossa. 0702.
LULA & CARTÃO CORPORATIVO: "-- ATÉ TÚ BRUTUS?"; "-- SIM!"

Deu-se em 2 de maio de 2003. Nesse dia, Lula, que assumira a presidência havia cinco meses, visitou os municípios paulistas de Ribeiro Preto e Sertãozinho. Inaugurou uma termelétrica e compareceu a uma feira agrícola. Para organizar a viagem, o Planalto enviara às duas cidades um “escalão avançado” –agentes de segurança e equipe de apoio técnico. Hospedaram-se em dois hotéis. Descobriu-se o seguinte: com cartão de crédito do Planalto, um funcionário pagou R$ 3.030 por 22 diárias de pessoas que não constavam da lista de integrantes da comitiva oficial. Financiou também R$ 1.475 em diárias que excederam ao período de permanência de alguns dos membros da comitiva que preparou a visita de Lula. Constatou-se, de resto, um indício de superfaturamento. Em 2003, o cartão de crédito do Planalto deixou no hotel que abrigou a comitiva precursora em Sertãozinho R$ 23.830. Num levantamento feito em 2006, verificou-se que, quatro anos depois, o mesmo hotel cobrava preços bem mais módicos. A mesma comitiva custaria ao erário R$ 10.208. Ou seja, a presidência pode ter desembolsado R$ 13.622 além do necessário. Somando-se o custeio da estadia de pessoas estranhas à comitiva, as diárias excedentes e o valor que extrapolou os preços de mercado, chega-se a um gasto supostamente irregular de R$ 18.127. Para complicar, verificou-se que todas as 76 notas fiscais emitidas pelo hotel de Sertãozinho foram “calçadas”. Na via levada aos arquivos do Planalto, o valor da diária é R$ 125. Na segunda via, grudada ao talonário da hospedaria, o valor é outro: R$ 15,00. As informações contam de um relatório do Tribunal de Contas da União. Integra processo aberto pelo TCU em 2006, sob o número 007.512. O texto encontra-se anexado ao inquérito do Ministério Público. Começa na folha 41 dos autos. Vai até a página 77. O blog obteve cópia do documento. Assinado pelos auditores André Gerardo Carneiro de Oliveira e Maurício Lopes Casado Jr., o “relatório de auditoria” do TCU é uma das peças de resistência do inquérito. O documento contém o resultado da terceira fiscalização realizada pelo tribunal na contabilidade dos cartões de crédito do Planalto. Nas duas auditorias anteriores, o tribunal ocupara-se de aspectos formais. Nesta, examinou a “regularidade” das notas fiscais levadas aos arquivos do Planalto. Escarafuncharam-se notas emitidas de setembro de 2002, quando a presidência, ainda sob FHC, começou a utilizar cartões de crédito, a julho de 2005. Todas as impropriedades apontadas pelos auditores referem-se aos primeiros dois anos e meio da gestão Lula. Os auditores partiram da análise de um arquivo eletrônico que continha 22.915 registros de despesas. Selecionaram, por amostragem, 254 notas fiscais. No curso da investigação, acabaram inspecionando 648 notas. Enviaram-se oficias às receitas dos Estados e dos municípios onde as despesas foram realizadas.
1. o Planalto alugou carros em Ponta Porão (MS). Gasto sigiloso. Por isso, o nome da firma não consta do relatório do TCU. Consultado, o fisco municipal informou que não autorizara a emissão das 25 notas levadas à prestação de contas arquivada no Planalto. Somam R$ 206.640,07. Anotam dois endereços diferentes. Num deles, o TCU não encontrou vestígio da empresa. Noutro, “encontraram-se evidências da existência da empresa à época da emissão das notas fiscais.” No Planalto, a prestação de contas tem aparência regular. Sem poderes para quebrar sigilos bancários e fiscais, o TCU encaminhou o papelório ao Ministério Público.
2. O Planalto alugou veículos também em São Luiz. Quatro notas. Total: R$ 30.147,09. Despesa sigilosa. Consultado, o fisco local disse não ter tomado conhecimento das notas. Nos registros do Planalto, tudo regular. Para apurar o indício de “elisão fiscal”, o TCU remeteu o caso à Receita de São Luiz, ao fisco federal e ao Ministério Público.
3. A presidência alugou veículos em Santana do Parnaíba (SP). Emitiram-se 46 notas fiscais. Dezessete foram “calçadas”. Exibem nas primeiras vias o valor de R$ 40.416,90. Nas vias grudadas ao talonário, o montante é bem menor: R$ 3.062,61. Diferença de R$ 37.354,29. Nos arquivos do Planalto, tudo regular. Na dúvida, os documentos foram enviados ao fisco municipal e ao Ministério Público.
4. O Planalto alugou automóveis numa empresa de São Paulo, com filial em Barueri. Gastos confidenciais, realizados entre 2004 e 2005. Valores “superiores a R$ 1 milhão”. Foram aos arquivos do Planalto “notas de locação” sem valor fiscal. Trazem no rodapé a seguinte inscrição: “Dispensada a emissão de nota fiscal de serviços conforme lei complementar nº 116 de 31/07/2003”. Dizem os auditores: “Utilização de documento não-fiscal para omitir receita tributável, com conseqüente dano ao erário público, associado ao possível cometimento de crimes fiscais.” Em visita à filial da empresa em Barueri, o TCU “não conseguiu obter informações confiáveis com os vizinhos sobre a existência da empresa no local.” Os papéis seguiram para o Ministério Público, “órgão que pode direcionar a investigação, inclusive com solicitação de informações protegidas por sigilo, para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental.”
5. o Planalto alugou carros em duas locadoras de São Caetano do Sul (SP). Uma emitiu 22 notas fiscais. Ouvido, o fisco municipal informou que os valores não lhe chegaram ao conhecimento. Em visita ao endereço mencionado nas notas, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa.” Em consulta no cadastro de pessoas físicas, descobriu endereço diferente. Nova visita. Verificou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.” A segunda locadora emitiu sete notas. Consultado, o fisco local disse que é “desconhecido o paradeiro” da firma. Em visita ao endereço, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa no período da emissão das notas.” Os auditores foram ao cadastro de CNPJ. Traz outro endereço. Nova visita. Apurou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.”. Tudo regular na prestação de contas do Planalto. O TCU enviou os papéis aos fiscos estadual e municipal e ao Ministério Público.
6. Os auditores identificaram indícios de irregularidades fiscais em outras cinco operações de compra realizadas com cartões de crédito do Planalto. Envolvem de compras em empresas fornecedoras de “material de expediente” a transação efetuada numa firma de confecção de chaves. Gastos miúdos. O mais expressivo (serviços de editoração eletrônica) soma R$ 800 reais. O mais inexpressivo refere-se a “despesa de refeição” realizada na Beline, uma panificadora chique de Brasília. Na via enviada pela casa de pães ao fisco do DF, o valor é R$ 9,44. Na via arquivada no Planalto, está anotado R$ 99,44.
O inquérito do Ministério Público, a cargo da procuradora Eliana Pires Rocha, foi solicitado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) em dezembro de 2003. O pedido dormitou na gaveta por arrastados quatro anos. Só foi efetivamente acolhido depois que os extratos do cartão da ex-ministra Matilde Ribeiro (Integração Racial) foram pendurados nas manchetes dos jornais. Nesta quarta-feira (6), o governo aderiu à tese da CPI. Os papéis anexados ao inquérito são peças obrigatórias de qualquer investigação que se pretenda séria.
Folha Online, Escrito por Josias de Souza às 04h46. 1702. Imagem matéria.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
CNBB/CAMPANHA DA FRATERNIDADE: "GRACIAS A LA VIDA..." (*)

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A pregação do órgão máximo da Igreja vai na contramão das teses defendidas pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde). Desde que assumiu a pasta, no ano passado, Temporão vem defendendo a descriminalização do aborto. Chegou a defender a realização de um plebiscito, para ouvir a sociedade sobre o tema. Ao anunciar o lançamento da Campanha da Fraternidade, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa disse: “Para nós, cristãos, a defesa da vida deve ser feita a partir dos critérios estabelecidos por Jesus e que estão presentes nos evangelhos e explicitados na doutrina da Igreja.” Sob o lema “Escolhe, pois, a vida!”, a campanha da Igreja pretende “levar a Igreja e a sociedade a defender e a promover a vida humana, desde sua concepção até sua morte natural, compreendida como dom de Deus.”
Escrito por Josias de Souza às 20h00, Folha Online, 0602. Foto/imagem matéria.
CARNAVAL 2008: "VOU ME ACABAR NO SAMBA..."

ANA CONCEIÇÃO - Agencia Estado. 0602.
CARTÃO CORPORATIVO: "NÃO DEIXE O 'SAMBA' MORRER, NÃO DEIXE O 'SAMBA' ACABAR..." *

Estadão. Vera Rosa, BRASÍLIA. 0602.
AGÊNCIAS REGULADORES/CARTÃO CORPORATIVO [In:] "NOS PEGUE-PAGUES DO MUNDO..." *

segunda-feira, fevereiro 04, 2008
BRASIL/FEBRE AMARELA: EPIDEMIA vs. ENDEMIA [?]
Ministério da Saúde confirma mais 2 casos de febre amarela
SAO PAULO - Em boletim divulgado nesta segunda-feira, 4, o Ministério da Saúde anunciou mais dois casos de febre amarela em Goiás e no Mato Grosso do Sul. Com isso, subiu para 25 o númerto total de pessoas infectadas no País. Desde a primeira confirmação da doença, em 17 de dezembro, 13 pessoas morreram vítimas da enfermidade.
A estimativa é de que 18 vítimas tenham contraído a doença em Goiás, 4 em Mato Grosso do Sul e as demais no Distrito Federal. Segundo a pasta, outros 21 casos suspeitos foram descartados e três ainda estão sendo investigados. Das vítimas confirmadas, 17 são homens, cujas idades variam entre 22 e 64 anos. De acordo com o ministério, 92% deles não haviam tomado a vacina contra a doença e o restante foi imunizado há mais de dez anos. Quanto às vacinas, até o momento houve a distribuição de 11.471.000 doses em todo o País, sendo 6.270.967 delas aplicadas somente em janeiro. Até 29 de janeiro, o Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós Vacina registrou 47 ocorrências suspeitas de pessoas que tomaram a vacina e apresentaram reações adversas; 21 pacientes acabaram sendo internados.

















