PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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terça-feira, abril 29, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "BOLAS"? "ORA BOLAS!!!"











STF: AOS AMIGOS...

Presidente do STF arquiva ações contra ex-ministros

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, determinou o arquivamento de duas ações de improbidade administrativa contra ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso. Nas ações, os ex-ministros da Fazenda Pedro Malan, do Planejamento José Serra e da Casa Civil Pedro Parente eram acusados de prejudicar os cofres públicos no processo em que o Banco Central auxiliou os bancos Econômico e Bamerindus, através do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Segundo o Ministério Público Federal, a assistência financeira feita para evitar a falência do Econômico teria custado R$ 2,975 bilhões. Além dos ministros de Estado, o MPF contestou ainda a suposta participação de ex-presidentes do Banco Central, como Gustavo Loyola, Francisco Lopes e Gustavo Franco no auxílio aos bancos. Gilmar Mendes teve participação ativa no governo FHC e sempre foi um crítico contumaz das ações movidas por procuradores da República contra autoridades do governo. Ele foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 1996 e 2000 e advogado-geral da União, entre 2000 e 2002. A gestão de Mendes na AGU foi tão importante estrategicamente para o governo FHC, que na época combatia uma profusão de ações de improbidade movidas por procuradores, que o então presidente promoveu Mendes ao cargo de ministro de Estado. Depois, ao assumir o cargo de ministro do STF, Mendes sempre criticou essas ações, chegando a ironizar, durante outros julgamentos, o fato de procuradores da República pedirem na Justiça que Malan e outros ministros de FHC fossem condenados a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 1 bilhão. A decisão de arquivar essas duas ações foi tomada por Mendes no dia 22, véspera de ele assumir a presidência do STF. O ministro argumentou que, por serem ministros de Estado, Malan, Parente e Serra, não deveriam responder por improbidade administrativa, mas apenas por crime de responsabilidade. As ações tramitavam na 20ª e na 22ª Vara Federal de Brasília. Na primeira, o juiz chegou a condenar os ex-ministros a devolverem " verbas alocadas para o pagamento dos correntistas dos bancos sob intervenção " . Mendes argumentou que, em se tratando de ministros, " é necessário enfatizar que os efeitos de tais sanções em muito ultrapassam o interesse individual dos ministros envolvidos " . Ele ressaltou que a condenação de R$ 3 bilhões dividida entre os 10 réus " faz presumir condenação individual de quase R$ 300 milhões " . " Estes dados, demonstram o absurdo do que se está a discutir " . (Juliano Basile Valor Econômico). 2904.

REMESSA DE LUCROS: QUE BOM SER CAPITALISTA NUM "DISCURSO SOCIALISTA"...

Envio de lucros ao exterior atinge recorde

As remessas de lucros para o exterior voltaram a bater recorde no mês passado, chegando a US$ 4,345 bilhões e superando em 39% a marca anterior, que havia sido alcançada em dezembro do ano passado.
Isso fez com que as contas externas do Brasil atingissem seu pior resultado em quase dez anos, segundo o Banco Central.
No mês passado, a conta de transações correntes -que contabiliza a compra e a venda de bens e serviços com outros países- ficou negativa em US$ 4,429 bilhões, o maior déficit desde outubro de 1998. Foi o sexto mês consecutivo em que esse indicador ficou no vermelho, o que não acontecia desde 2002.
As transações correntes são formadas por balança comercial (exportações menos importações), balança de serviços (pagamento de juros da dívida externa, gastos com viagens internacionais, remessas de dividendos ao exterior, entre outros) e transferências unilaterais (dinheiro enviado ao Brasil por residentes no exterior, e vice-versa). O Brasil contabilizou um superávit nessa conta entre 2003 e 2007, graças ao desempenho da balança comercial. Mas o cenário mudou neste ano: no primeiro trimestre, essa conta teve um déficit recorde de US$ 10,757 bilhões, próximo do saldo negativo de US$ 12 bilhões que o Banco Central prevê para o ano todo. O mercado já trabalha com déficit de US$ 16,6 bilhões para o ano, segundo pesquisa feita pelo BC. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, diz que a volta do déficit nas contas externas já era esperada. "Os números mostram uma certa deterioração no resultado de transações correntes neste início de ano. É um quadro de menor saldo comercial e remessas de lucros bem mais elevadas", afirma. Para Lopes, o crescimento no envio de dividendos ao exterior não preocupa, pois indica que as empresas que atuam no Brasil estão tendo ganhos também elevados. "Se não estivessem tendo lucro, não iriam remeter [para fora do país]."
Riscos
O economista José Luiz Rossi Júnior, professor do Ibmec São Paulo, diz que o saldo negativo nas contas externas não deve ser problema, desde que a economia continue crescendo para atrair capital estrangeiro suficiente para financiar esse desequilíbrio. "Um país que espera ter um crescimento alto normalmente apresenta déficit em transações correntes", diz, referindo-se à necessidade que um país em desenvolvimento costuma ter em importar máquinas e receber empréstimos para financiar sua expansão. Rossi também cita as elevadas reservas em moeda estrangeira que o Brasil possui atualmente -cerca de US$ 195 bilhões- como um seguro adicional que pode ajudar o país a enfrentar algum problema que surja para financiar seu déficit externo. Já a economista Adriana Dupita, da LCA Consultores, afirma que, caso o déficit em transações correntes fique insustentável, é possível contar também com um ajuste na taxa de câmbio. Ou seja, se o rombo for muito grande, uma desvalorização do real ajudaria a estimular exportações e, assim, equilibrar as contas externas. "Se vai ter superávit ou déficit [em transações correntes], não é o mais importante. Importante é se o Brasil vai continuar recebendo dólares para financiar isso", afirma Dupita. Segundo ela, mesmo num cenário externo mais incerto, os juros altos praticados no país e a expectativa de uma elevada taxa de crescimento econômico nos próximos anos devem continuar atraindo investimentos tanto financeiros quanto produtivos, ajudando a financiar o déficit externo que é esperado de agora em diante. NEY HAYASHI DA CRUZ. DA SUCURSAL DE BRASÍLIA, Folha. 2904.

MST: MOVIMENTO DOS TEMPORÁRIOS?

Movimentos inflam números de acampados com "sem-terra de fim de semana"

Na região de maior conflito agrário de São Paulo, o Pontal do Paranapanema (oeste do Estado), movimentos usam "sem-terra de fim de semana" para engrossar suas fileiras nas invasões de fazendas e protestos pela reforma agrária.
Muitos dos "acampados" vivem em casas (de aluguel ou até mesmo próprias) na zona urbana das cidades e visitam os barracos apenas nos finais de semana para participar de assembléias --nas quais a presença é obrigatória-- ou na data da distribuição de cestas básicas cedidas pelo governo federal.
Nos acampamentos, essas pessoas são chamadas de "andorinhas", porque, segundo alguns sem-terra ouvidos pela reportagem, surgem "como numa revoada" e pouco tempo depois deixam o local. Apesar de não existirem dados sobre a quantidade desse tipo de sem-terra, os próprios grupos admitem o fato e afirmam tolerar a prática. No último dia 2 de abril a Folha visitou três acampamentos em dois municípios do Pontal. São inúmeros os relatos sobre a atuação dos "andorinhas". Nessas cidades, a reportagem encontrou quatro pessoas que admitiram ser sem-terra por alguns dias --uma delas é coordenadora do MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra) no Pontal. A Folha apurou que o sem-terra esporádico é aceito pelos movimentos para não evidenciar o esvaziamento dos grupos, afetados por dois motivos: adesão aos programas assistenciais do governo federal, como o Bolsa Família, e oferta de trabalho nos canaviais. Em novembro, a Folha publicou levantamento baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento Social e da CPT (Comissão Pastoral da Terra) que apontou o Bolsa Família como determinante para o esvaziamento dos movimentos sem-terra durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse período, o número de famílias acampadas sofreu redução de 82,6% _em 2003 eram 59.082; em 2006, 10.259. Já o corte da cana empregou só no ano passado, no Pontal, 3.000 trabalhadores, segundo o sindicato da categoria. Com mais gente recrutada, os grupos podem intensificar os protestos e a reivindicação de benefícios do governo, como cestas de alimentos.
Da casa para o barraco
Sob a condição de não ser identificado, um homem de 45 anos, morador na periferia de Presidente Epitácio (655 km de SP), disse possuir, há quatro anos, um barraco no acampamento Jahir Ribeiro, que foi criado em 2003 às margens de uma rodovia vicinal do município e que chegou a reunir até 4.000 famílias acampadas. Hoje o acampamento, propagado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) como o maior do país e um dos maiores do mundo, é o retrato do abandono _apenas 22 famílias do MST e MLST vivem, de fato, na área. Nos finais de semana, a presença nas assembléias eleva o número de "moradores" para 70, dizem os próprios acampados. O "andorinha" ouvido pela reportagem afirma que viveu em barraco um ano e meio, até se mudar para uma "casinha de aluguel" de R$ 180 mensais. Ele disse que trabalha de "servente de pedreiro a piloteiro de barco", uma espécie de guia de pesca. Ainda em Presidente Epitácio, outro "andorinha" de 39 anos disse que trabalha num frigorífico, mora com a mãe e dois irmãos numa casa na zona urbana, mas também possui um barraco no Jahir Ribeiro. Ele afirmou que "marca presença" no acampamento quando não está trabalhando.
Outro "andorinha" foi localizado num acampamento do Mast (Movimento dos Agricultores Sem Terra) em Regente Feijó (556 km a oeste de SP). Aos 50 anos, o homem se identificou apenas como Airton e disse ser agricultor, estar cadastrado no movimento e possuir seu barraco, mas mora com a mulher e dois filhos na área urbana do município. "Saio cedo de casa para trabalhar e volto à noite, mas estou junto com o movimento na luta pela terra", disse ele. Como a organização dos acampamentos depende exclusivamente dos movimentos agrários, a questão dos "sem-terra de fim de semana" não é contemplada nas normas de seleção para assentamento dos governos federal e estadual.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

29/abril/2008
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JORNAL DO BRASIL
Tráfico infiltra-se no PAC
- A incursão policial nos morros Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e Cantagalo, em Ipanema, terminou com quatro bandidos presos. Um deles, Adauto do Nascimento Gonçalves, o Pitbull, 28 anos, chefiava o tráfico e fazia expediente nas obras do PAC. Para as autoridades, a captura comprova a infiltração no programa. A operação desmantelou uma minirrefinaria de cocaína. (págs. 1 e A10).
O GLOBO
Orçamento não permite dar a servidor o que Lula prometeu
-O governo vai mandar um projeto de lei para o Congresso prevendo mais recursos para cobrir as promessas de reajustes para servidores feitas pelo presidente Lula. A lei orçamentária aprovada pelo Congresso prevê R$ 3,4 bilhões para aumentos salariais este ano, mas só os concedidos aos militares consumirão R$ 4,2 bilhões do dinheiro do contribuinte. Em março, o governo havia comprometido R$ 2,1 bilhões com o reajuste dos salários de 808 mil servidores. O déficit, portanto, já chega a R$ 2,9 bilhões. A área técnica do governo ainda não fechou as contas, porque 11 categorias do funcionalismo ainda estão em negociação. Estima-se que o rombo poderá chegar a R$ 4 bilhões. O piso salarial dos auditores fiscais da Receita Federal, que estão em greve há mês, pode subir para R$ 14 mil. (págs. 1 e 3).
"Fiat lux"
- O presidente Lula disse ontem, durante ato do PAC em Guarulhos (SP), que "ninguém consegue fazer tudo em oito, ou nove ou dez anos". Lula também afirmou esperar ter um substituto "mais abençoado" que ele próprio. (págs. 1 e 8).
GAZETA MERCANTIL
Bradesco lucra R$ 2,1 bilhões no trimestre
- O Bradesco teve lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre, 23,3% mais que em igual período de 2007. É o maior ganho de um banco privado num primeiro trimestre em 20 anos e o segundo maior incluídos os estatais, segundo a Economática. O resultado inclui os R$ 352 milhões da alienação parcial da rede de cartões Visa International. Sem eles, o lucro cresceu 11,8%, para R$ 1,9 bilhão. Para o presidente do banco, Márcio Cypriano, o desempenho foi muito favorável, pois o período foi de volatilidade. Do lucro, R$ 1,35 bilhão veio da atividade financeira e R$ 746 milhões de seguros. Ajudou no lucro o aumento de 38,5% da carteira de crédito, para R$ 169,4 bilhões. Os ativos subiram 26,1%, para R$ 355 bilhões, e o patrimônio líquido evoluiu 26,4%, a R$ 32,9 bilhões. O índice de eficiência do banco melhorou e ficou em 41,7%. Mas a rentabilidade sobre o patrimônio diminuiu de 32,6% para 28,7%, atribuída ao maior tamanho da instituição. (págs. 1 e B1).
CORREIO BRAZILIENSE
DF flagra 4 bêbados por dia ao volante
-O novo presidente do TJDF, Nívio Gonçalves, defendeu ontem pena mais rígida para quem provocar acidente de trânsito depois de ingerir bebida alcoólica em excesso. De 1º de janeiro até o dia 18 deste mês, o Detran flagrou e retirou das ruas 463 motoristas que dirigiam sob efeito do álcool. Em menos de quatro meses, o número já chega quase á metade das 1.008 autuações desse tipo registradas em 2007 inteiro. O suspeito de provocar a tragédia na qual morreram quatro pessoas domingo, em Taguatinga, estava alcoolizado e guiava em alta velocidade. É o que indicam laudo médico e exames preliminares. (págs. 1, 33 e 34).
VALOR ECONÔMICO
Lula aprova novo modelo para reforma trabalhista
-O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, bateram o martelo numa agenda mínima para promover "mudanças radicais" nas relações entre capital e trabalho no Brasil, após reunião de quase três horas, na noite de quinta-feira, com a participação dos dirigentes de seis centrais sindicais. Depois de oito meses de discussões e de negociações que ainda estão em curso com trabalhadores e empresários, Mangabeira produziu o documento intitulado "Diretrizes a respeito da reconstrução das relações entre o trabalho e o capital no Brasil", que será divulgado oficialmente hoje. As mudanças sugeridas pretendem reduzir drasticamente a informalidade no mercado de trabalho, reverter a queda da participação dos salários na renda nacional e reformar o regime sindical. Para isso, algumas das medidas propostas são: desonerar a folha de salários das empresas da contribuição patronal; tornar compulsória a participação dos empregados nos lucros e resultados, assegurando o acesso dos trabalhadores à contabilidade das empresas; e criar uma espécie de Consolidação das Leis do Trabalho para os trabalhadores temporários e terceirizados e instituir a representação sindical desses trabalhadores por meio dos empregados permanentes. O objetivo do governo é chegar a um conjunto de propostas previamente negociado para enviar os atos legais necessários ao Congresso Nacional até o fim do ano. "Não se trata de um amontoado de propostas, mas de um modelo institucional coerente. Houve um grau surpreendente de convergências", disse ao Valor o ministro Mangabeira Unger. Se a iniciativa for bem-sucedida, estará enterrado o regime trabalhista implantado nos anos 40 do século passado por Getúlio Vargas, que, embora tenha trazido avanços à sua época, tornou-se obsoleto ao deixar a maioria dos trabalhadores fora de sua rede de proteção.(págs. 1 e A6).
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Prefeito chileno vai distribuir Viagra grátis a homens de seu município
O prefeito chileno da cidade de Lo Prado, Gonzalo Navarrete, que também é médico, está preocupado com a satisfação sexual dos homens mais velho de sua comunidade. Ele pretende distribuir gratuitamente comprimidos de Viagra para que melhorem sua qualidade de vida, anunciou a imprensa local na segunda-feira (28). "Cada um receberá quatro comprimidos de 50 miligramas, ou seja, o suficiente para quatro relações sexuais ao mês", disse o prefeito. Os beneficiados serão todos os homens com mais de 60 anos que o solicitarem. Mas, antes de receberem o medicamento, eles deverão fazer um exame médico para descartar possíveis efeitos colaterais. A política de distribuição --inédita no país-- terá um custo inicial para a administração municipal de US$ 20 mil. (...) Apesar da ajuda do fármaco, o prefeito também aconselhou aos homens de Lo Prado para que desenvolvam seu lado amoroso. "O sildenafil (Viagra) nada produz sem uma estimulação efetiva", recomendou.
da France Presse, em Santiago (Chile). Folha Online.

COMBUSTÍVEIS: AUMENTO DE PREÇO/INFLAÇÃO

Lula deve definir reajuste de combustíveis hoje à noite

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta terça-feira, às 18h30, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão. O tema do encontro deve ser o reajuste do preço dos combustíveis. Ainda não se sabe se o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, participará da reunião. No entanto, Gabrielli, que será condecorado pelo Ministério das Relações Exteriores, passará o dia em Brasília em "stand by", segundo assessores.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também deve participar, mas não consta da agenda do presidente. O despacho com a ministra, que retorna da viagem de trabalho de uma semana ao exterior, está previsto para as 15 horas. O presidente Lula já admitiu que o preço da gasolina está defasado, pois o combustível não é reajustado há 31 meses. Segundo assessores próximos ao presidente, ele está convencido de que o aumento do preço da gasolina é inevitável. No Palácio do Planalto, assessores do presidente lembram que o último reajuste dos combustíveis ocorreu quando o barril do petróleo estava na casa dos US$ 30. Hoje, já ultrapassa US$ 120 dólares. "Ninguém gosta de aumentar nada", comentou um ministro, justificando, em seguida, que também não se pode manter o preço defasado como está agora. A principal preocupação é com o impacto que o aumento terá na inflação. Afinal, a demanda está aquecida e já fez o Banco Central (BC) elevar a taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Impacto na inflação
Os dados recebidos pelo governo indicam que o impacto do reajuste da gasolina na inflação não será tão grande quanto se pensa. "É muito menos do que se fala", atestou um auxiliar do presidente. Ele reiterou que o que tiver de ser feito em relação a esse assunto será feito, porque o governo não poderá ficar represando um reajuste eternamente. Na opinião deste auxiliar, já que o reajuste é inevitável, é melhor que seja feito logo, para evitar maiores polêmicas e especulações. O ministro Edison Lobão disse na segunda-feira que, se a Petrobrás realmente decidir elevar o preço do petróleo nas refinarias "não haverá aumento perceptível no preço do combustível na bomba". O ministro não confirmou o reajuste, embora tenha dito que a Petrobras está perdendo fôlego no mercado interno, prejudicada pela constante alta do petróleo no mercado internacional. "Se houver reajuste, será estabelecido nesta semana", disse Lobão, sem se manifestar em relação aos 5% especulados. Rosana de Cássia, da Agência Estado. 2904.

PF/"OPERAÇÃO SANTA TEREZA" [In:] Santa ?

PF diz que Paulinho tramou "escândalo" contra Kassab

Relatórios da Polícia Federal na Operação Santa Tereza atribuem ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) um plano para criar "um escândalo" que pudesse atingir o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) e o então secretário municipal do Trabalho, Geraldo Vinholi (PDT-SP). A estratégia culminou com a renúncia de Vinholi, no dia 7 de março. A operação da PF começou, em dezembro passado, a investigar uma casa de prostituição nos Jardins. Depois detectou um suposto esquema para desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Também interceptou diálogos telefônicos que indicariam uma trama de Paulinho para bombardear Kassab, o que abriria espaço para uma eventual candidatura do deputado a prefeito de São Paulo.
Segundo a PF, Paulinho encomendou ao coronel reformado da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Júnior, 50, preso na última quinta-feira, a tarefa de colher subsídios para atingir Vinholi e Kassab. "Foi constatada a sua ligação [de Consani] com o deputado federal Paulinho, possível candidato à Prefeitura de São Paulo, para o qual, segundo diálogos de Consani com HNI [homem não identificado], Consani será responsável por criar um tumulto para atingir "GV", possivelmente Gilberto Kassab", apontou relatório do delegado Rodrigo Levin, que mais tarde corrigiu "GV" -as iniciais do secretário de Kassab. Levin escreveu em novo relatório: "Evidenciam-se também suas tratativas a fim de criar escândalo para denegrir a imagem do candidato à Prefeitura de São Paulo, possivelmente Gilberto Kassab, visando a valorizar a candidatura de" Paulinho. Um diálogo captado entre o coronel e Paulinho em 7 de fevereiro passado indica, segundo a PF, que o deputado cobrava resposta. Para a PF, Paulinho "queria saber do escândalo que Consani estaria preparando para possivelmente beneficiá-lo na eleição". "Paulinho pergunta para Consani sobre as coisas dele, se tem novidades. Consani disse que na semana que vem o menino da publicação chega para publicar", alusão a um jornalista que divulgaria a "denúncia". Consani respondeu que "os troços estão todos prontos". Entre fevereiro e março, novos nomes aparecem nas gravações como apoiadores da estratégia. Um deles, anônimo, seria funcionário da PF. Segundo a PF, Consani disse a um homem identificado como "Miguel" que já explicara a Paulinho "que precisa tomar muito cuidado para preservá-lo, não pode ser feito com pressa". O mesmo teria sido explicado "a Gaspar" (José Gaspar, vice-presidente municipal do PDT). Em outra ligação, "Miguel" disse que Paulinho expressou preocupação com a demora num resultado ("que estão muito moles as coisas").Consani respondeu que a operação demandaria tempo. "Os caras levam um ano, um ano e meio, para derrubar determinados castelos. (...) Para não envolver o nome de um amigo nosso", teria dito Consani, segundo o relatório da PF. No início de março, Consani descobriu, enfim, o que poderia ser usado contra Vinholi e Kassab. Consani contou que Vinholi teria sido suspeito de participação de três homicídios, no interior de São Paulo, e ainda fora alvo de denúncias de compra de votos. Vinholi disse ontem à Folha que é inocente no caso dos homicídios, que não foi denunciado no caso e que nunca foi intimado sobre possíveis fraudes eleitorais. Consani e outro homem fizeram contatos com jornalistas e agendaram um encontro entre um produtor de TV e Gaspar. Consani recomendou ao pedetista que desse a entender que a denúncia chegara por acaso ao PDT. A reportagem não foi divulgada. Um dia depois, Vinholi pediu demissão da secretaria.Ao mesmo tempo em que, segundo a PF, tramava contra Kassab e Vinholi, Paulinho gabava-se da atenção que Geraldo Alckmin (PSDB) lhe dava, em busca de uma aliança. Em conversa no dia 3 de março, Paulinho contou que o tucano estivera em sua casa no dia 2. Teria dito que Alckmin "está louco para fazer uma composição com nosso banco [BNDES] e com ele particularmente". RUBENS VALENTE. Folha. DA REPORTAGEM LOCAL. 2904.

segunda-feira, abril 28, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "IMUNIDADE vs. IMUNIZAÇÃO"









ELEIÇÕES 2010/ALIADOS: "VAMOS ORGANIZAR O PESQUEIRO..."

Aliados cobram critérios para sucessão presidencial

Surpreendidos pela afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o governo terá candidato único à sucessão presidencial em 2010, os aliados se preparam para cobrar um passo a mais: definir critérios para a escolha do nome. Em entrevista exclusiva aos Diários Associados publicada ontem, Lula deixou claro que gostaria de construir um candidatura de consenso dentro da base aliada. Avisou, contudo, que na inexistência de um acordo entre os partidos, um nome o terá como cabo eleitoral em 2010. “Pode ficar certo de que o governo terá candidato”, disse.
A partir da reeleição de Lula, em 2006, os partidos governistas se deram conta do quanto pesa o apoio do petista no desempenho de um candidato nas urnas. Fato é também que os principais partidos de sustentação do governo sonham ter um nome próprio vestindo a faixa presidencial. O maior deles, o PMDB, por exemplo, almeja ter nome próprio nas eleições presidenciais. “Vamos fazer força para que o candidato de Lula seja o nosso. Cada um vai fazer o possível para que seu candidato seja o de Lula”, resume o presidente do PMDB, Michel Temer.
No PSB de Ciro Gomes (CE), um dos nomes mais fortes entre os aliados, a expectativa é saber o que Lula procura num candidato para que conquiste seu apoio em 2010. “Está correto que ele, como meta, coloque o desejo de um candidato único e sinalize que vá trabalhar pela unidade, mesmo sabendo das dificuldades para que isso ocorra. Portanto, ele precisará ajudar a estabelecer critérios para a escolha desse candidato. O perfil, a condição de disputa, a capacidade de agregar politicamente”, diz o secretário-geral do PSB, senador Renato Casagrande (ES).
O que mais preocupa os aliados hoje é a dificuldade do PT em abrir mão de lançar o candidato à sucessão presidencial. Até porque o presidente petista, Ricardo Berzoini, já declarou por diversas oportunidades que o partido terá um nome para a disputa. Outros líderes partidários concordam que nada mais natural do que o partido do presidente apresentar um nome para sucedê-lo. “Essa é uma realidade que ninguém na base desconhece, temos que trabalhar com ela”, diz Casagrande.Cauteloso, Temer avalia que os potenciais candidatos de Lula só serão definidos a partir do ano que vem. O peemedebista teme que as disputas pelas principais prefeituras do país, nas eleições de outubro, contaminem as relações dos partidos aliados no plano nacional e, conseqüentemente, na formação de alianças futuras. “Ainda é muito cedo para se falar em definição de critérios. É preciso deixar que certas realidades se coloquem. Agora, é lógico que se houver um só candidato será melhor para todos”, avalia. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ameniza as cobranças sobre um candidato único da base aliada. “Não há uma receita pronta. Precisamos construir os caminhos”, afirma. Segundo Jucá, todos os partidos governistas possuem bons nomes, mas que eles só devem começar a discutir o assunto a partir do próximo ano, quando passar o processo eleitoral municipal. “O entendimento local não tem o alcance do nacional”, observa o senador. Para ele, o perfil ideal do postulante seria densidade eleitoral, visibilidade política e que tivesse respaldo da população.
Terceiro mandato
As declarações veementes de Lula contra a instituição de um terceiro mandato presidencial isolaram os entusiastas que se movimentam para reconduzi-lo ao Palácio do Planalto em 2010. Principal porta-voz da idéia, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) faz ouvidos moucos à resistência e afirma que caberá ao PT, e não a Lula, lançar um nome à Presidência caso vingue o projeto da reeleição. “Eu respeito, mas não é ele (Lula) quem define. É o partido quem decide quem sai ou não candidato”, sentencia. Em decisão recente, a Executiva Nacional do PT se colocou contra a instituição de um terceiro mandato presidencial. A posição partidária levou o prefeito do Recife (PE), João Paulo Lima, um antigo defensor da idéia, a abandonar a militância por nova reeleição. “O partido está em consonância com a posição de Lula. Antes eu falava abertamente pelo terceiro mandato. Agora minha opinião é a opinião do partido”, esclarece o prefeito. “Descartar o terceiro mandato ele sempre descartou. Espero que, depois da entrevista, a oposição se acalme”, diz o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Denise Rothenburg - Correio Braziliense . 2804.

ELEIÇÕES & SUCESSÃO PRESIDENCIAL: "AQUELES QUE VIEREM DEPOIS DE MIM..." (profecia...)

Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o período de dois mandatos é pouco para governar o país. Para o presidente, não dá para realizar as obras necessárias nesse espaço de tempo.
"Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos. É preciso que a gente tenha um grupo de pessoas que assuma compromissos e que cada um faça mais do que o outro", disse Lula em Guarulhos (SP), onde assinou contratos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Se referindo ao prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), Lula afirmou que ele não conseguiria fazer tudo em seu mandato. "Nós agora temos que trabalhar para que quem vier no lugar do Elói faça mais que o Elói. Não pode fazer igual ou menos."
Lula disse ainda que espera que seu sucessor também seja melhor que ele. "Quem vier depois de mim... Só tenho que pedir a Deus para que seja uma pessoa mais abençoada que eu e faça mais que eu. Que olhe para os pobres mais que estou olhando." Ele afirmou que torcer para o sucessor fazer um mau governo é mesquinharia. "Seria mesquinharia torcer para que quem vier depois seja pior que a gente. Porque quem sofre não é quem está no governo, mas o povo pobre desse país." Lula repetiu ainda que tem governante que só gosta de pobre em período de eleição. "Está cheio de gente que só gosta de pobre na época da eleição. Aprendemos quem gosta de pobre antes, durante e depois das eleições. Não podemos permitir que esse país sofra um retrocesso." YGOR SALLESda Folha Online. 2804.

ENTREVISTA: GOVERNO LULA 'by' LULA [ELEIÇÕES/SUCESSÃO]

Entrevista exclusiva: Luís Inácio Lula da Silva

O governo terá um único candidato à Presidência da República em 2010, mesmo que os partidos aliados apresentem mais de um concorrente na disputa. Quem avisa é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista exclusiva aos Diários Associados, na última quinta-feira, no terceiro andar do Palácio do Planalto, Lula não chegou a dizer o nome do escolhido, mas deixou claro que trabalhará por ele. “Obviamente, se não for possível construir uma candidatura única da base, pode ficar certo de que o governo terá candidato”, declarou o presidente. “Penso em fazer o sucessor à Presidência da República. Trabalho para isso.” Acompanhado de Franklin Martins, ministro de Comunicação Social, Lula negou que já tenha escalado a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para enfrentar a oposição, ao alegar que só a “fantástica” capacidade gerencial da auxiliar não basta para lhe garantir o posto. Afirmou ainda que os competidores governistas terão que sair a campo logo depois das eleições municipais, para não deixar os governadores tucanos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais) “sozinhos na praia”. Em tom acima do habitual, o presidente garantiu que não há possibilidade de tentar um terceiro mandato consecutivo. “Isso é uma coisa obscena para a sustentabilidade da democracia no Brasil.” Bem disposto, apesar de reclamar do cansaço físico decorrente da sessão diária de exercícios, de pouco mais de uma hora de duração, Lula tachou de “pequena” a discussão sobre gastos com cartões corporativos. Informou que instituirá o valor de uma diária para viagens, em resposta à crise. Prometeu punir o responsável pelo vazamento de dados sigilosos do governo anterior. E rechaçou a acusação segundo a qual o governo forjou um dossiê para atingir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira dama Ruth Cardoso. “Achar que este governo iria fazer um dossiê contra a dona Ruth é não ter a dimensão de que, se eu quisesse fazer dossiê, teria feito em 2005, quando fui triturado por adversários que vocês conhecem bem. Eu posso ter todos os defeitos, mas se tem uma coisa que aprendi na minha vida é ter relação política leal.” Lula mostrou-se confiante em relação aos desafios na área econômica. Voltou a considerar a pressão inflacionária sobre os alimentos, por exemplo, “um bom desafio” para o Brasil, que teria terra, tecnologia e condições climáticas favoráveis para plantar, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa. Em recado ao Banco Central, declarou que o Brasil não precisa ter medo da inflação, porque os investimentos em curso serão capazes de sustentar o crescimento da demanda. “Nós não queremos truncar o crescimento. Daí, a minha preocupação com os juros”. Em cerca de uma hora e vinte minutos de entrevista, o presidente esbanjou bom humor. Como de costume, puxou conversa falando de futebol e lamentando o desempenho do Corinthians, seu time de coração. Antes de enfrentar a bateria de perguntas, ainda encontrou tempo para brincar com o hábito de fumar cigarrilhas. “Está na minha mesa, para eu sancionar, um projeto que proíbe fumar em lugares fechados. Que ironia do destino.” Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.
Que medidas o governo vai adotar para evitar que a comida encareça e enfraqueça o apoio político que o senhor tem entre a população mais pobre?
É injustiça achar que o reconhecimento da população mais pobre se deve só à questão da comida. A comida é um fator preponderante. Agora, é importante ter noção do que foi feito para os setores excluídos da sociedade. Do Bolsa Família ao Programa Luz para Todos, do Pronaf ao crédito consignado, do ProJovem às escolas técnicas. O que permite que você tenha uma densidade de política social como poucas vezes ou nenhuma vez o Brasil teve. Eu fui um dirigente sindical razoavelmente importante no Brasil, fiz as greves mais importantes, era muito difícil conseguir 1% de aumento real de salário. Hoje, 90% dos sindicatos estão fazendo acordos ganhando aumento de salário. Tem um conjunto de fatores que permite que a sociedade viva um pouco melhor. E um deles é a comida. Estamos vivendo um momento sui generis no mundo. Milhões de seres humanos começaram a comer nos últimos 10 anos. E a agricultura não cresceu proporcionalmente à demanda. Por isso, eu disse que é um bom desafio. Porque ter mais gente comendo significa que a gente precisa produzir mais. Temos terra para produzir mais, temos tecnologia para produzir mais, temos sol para produzir mais, temos água para produzir mais. Produzir mais alimentos para manter o preço do alimento estável. Na semana passada, eu dizia para o ministro Guido Mantega que não é mais possível discutir inflação sem colocar na mesa o ministro da Agricultura e o ministro do Desenvolvimento Agrário. Porque tem que ter um jogo combinado. Precisamos aumentar nossa produção. Esse é um desafio que não me preocupa. É um desafio que me alenta a provocar os produtores brasileiros a produzirem muito mais.
Como o governo vai administrar dois projetos que parecem conflitantes, biocombustível e alimento? E como evitar que a cana-de-açúcar para o etanol reproduza o tradicional modelo concentrador de renda?
Primeiro, é inconcebível alguém dizer que a questão do biocombustível tem alguma coisa a ver com o preço dos alimentos, porque o mundo não produz biocombustível e tem 800 milhões de pessoas que vão dormir sem comer. Os que criticam o biocombustível nunca criticaram o preço do petróleo. O mundo desenvolvido importa petróleo sem tarifa e coloca uma tarifa absurda para importar o etanol do Brasil. No fundo, o Brasil está sendo vítima na medida em que virou artista principal do jogo. Não somos mais coadjuvantes. Somos o maior exportador de café, de suco de laranja, de soja, de carne. O que precisamos, e na política do biodiesel está correto, é o chamado selo social. O produtor que contratar a produção do biodiesel da agricultura familiar tem isenção de impostos, exatamente para a gente não repetir o erro da cana. Temos dito claramente que, se quisermos ter sucesso (na Rodada de Doha de liberalização do comércio), é preciso que os países ricos flexibilizem nos preços agrícolas para que os produtos dos países mais pobres entrem no mercado rico, senão não há estímulo para os países plantarem. Então, parem de hipocrisia e comecem a comprar os combustíveis que estamos vendendo. Ou façam parceria com terceiros países. A Europa poderia fazer convênio, como nós fizemos em Gana. Vamos produzir em Gana para vender para a Suécia. Quero dizer uma coisa de coração: se um dia eu chegar à conclusão de que, para encher o tanque de um carro, meu tanque (apontando para a barriga) terá de ficar vazio, vou encher meu tanque primeiro para depois encher o tanque do carro. Não podemos é aceitar a discussão que os países ricos querem nos impor. Desde pequeno eu ouvia dizer que o Brasil seria o celeiro do mundo. Pois bem, a oportunidade se apresenta agora. A Europa não tem mais condição de aumentar a produção agrícola, são poucos os países que têm terra para aumentar. Quem é que tem? O Brasil, a África e a América Latina.
O senhor tem dito que o biocombustível e a cana-de-açúcar não pressionam a produção de alimento porque o Brasil tem muita terra, especialmente pastos degradados que poderiam ser utilizados. Se está sobrando terra para plantar cana, por que está faltando para a reforma agrária?
Não está faltando terra para a reforma agrária. No governo passado, em oito anos, eles distribuíram 22 milhões de hectares de terra. Nós, em cinco anos, distribuímos 35 milhões de hectares de terra. Qual é a divergência que tenho com o movimento dos sem-terra? É que acho que o problema não é assentar mais gente. O problema é fazer as pessoas que já estão na terra se tornarem mais produtivas. O que não pode é ficar colocando gente num canto, e eles continuarem tão miseráveis quanto estavam ontem. Precisamos aperfeiçoar a produtividade, a assistência técnica, o equilíbrio dos preços para quem já tem terra. Desse drama eu não sofro. O dado concreto é que estamos vivendo um bom desafio, e o Brasil não pode ter medo do bom desafio. O ruim seria se o mundo estivesse precisando de alimento e o Brasil não tivesse terra, tecnologia e conhecimento.
Essa escalada no preço dos alimentos deu razão ao Banco Central, que aumentou em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros?
Olha, não me peça para discutir o Banco Central. Você pode discordar da visão que o Banco Central está tendo de que a inflação daqui a um ano será de 6% ou 7%, ou você pode concordar. Então, cabe ao governo, em vez de ficar choramingando, tomar atitudes para evitar que os preços da comida subam. Naquilo que são preços que dependem do governo as coisas estão mais ou menos controladas. Então, eu acho que não há necessidade de a gente ter medo da inflação. A inflação tem que ser controlada porque durante 27 anos da minha vida vivi de salário como trabalhador e sei que a inflação é uma desgraça na vida de um operário. Então, precisamos aumentar a produção. Uma economia saudável é aquela em que você tem um crescimento da demanda e um crescimento da oferta andando mais ou menos juntos. Se a oferta cresce mais, você expande suas exportações. À medida que a demanda cresce um pouco mais e a oferta não cresce, temos um problema de aumento de preço. Não está acontecendo isso no Brasil. Não está acontecendo. Porque tem muitos investimentos. Esses investimentos num primeiro momento são consumo, porque você tem que comprar as coisas para construir uma fábrica, mas num segundo momento se tornam oferta. E é com essa idéia que nós trabalhamos para 2009. Os investimentos já estão feitos, já estão acontecendo. Nós passamos 26 anos sem fazer uma fábrica de cimento no Brasil. De repente, fomos obrigados a fazer 10 fábricas de cimento, porque a construção civil foi destravada. E nós não queremos truncar o crescimento. Daí a minha preocupação com o aumento dos juros.
A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, tem a liderança política e a capacidade necessárias para enfrentar os desafios colocados ao país?
Por que você pergunta da Dilma e não do Franklin (Martins, ministro da Comunicação Social)? Eu tenho tido todo o cuidado e tenho consciência de que não é o momento de o presidente da República estar em campanha. Tenho dois anos e oito meses de mandato ainda, tem muita coisa para se fazer neste país, e eu não posso perder tempo fazendo campanha. Tomei uma decisão de que nas eleições municipais, onde a base estiver com mais de um candidato, não pense que eu vou lá porque eu não vou. Agora, também não pensem ou2026. Outro dia não sei quem foi que achou absurdo eu dizer que queria fazer meu sucessor. Houve alguém que ficou estarrecido. Ele deveria ficar estarrecido se eu não quisesse fazer. Penso em fazer o sucessor à Presidência da República. Trabalho para isso. Agora, eu tenho uma base muito heterogênea. Com que o presidente precisa contar neste momento? Com a hipótese de que a gente consiga montar uma chapa única da base aliada.
Como fazer isso?
Nós temos candidato a presidente e a vice, 27 governadores e 54 senadores (nas eleições em 2010). Portanto, temos cargos para contemplar essa base heterogênea. O PSB, por exemplo, é um aliado histórico e tem candidato à Presidência, o deputado Ciro Gomes, um candidato forte porque já foi candidato duas vezes, é uma pessoa conhecida, basta ver nas pesquisas. Mas também é bem possível que outros partidos queiram lançar candidato. E vocês jamais me verão reclamar de um partido querer lançar candidato. Se o PCdoB quiser ter candidato, se o PDT quiser ter candidato, eu acho normal, porque é o momento de o partido colocar a cara na televisão, de dizer qual é o seu programa, a sua proposta. Então, vocês não me verão nervoso porque os partidos terão candidato próprio. Obviamente, se não for possível construir uma candidatura única da base, pode ficar certo de que o governo terá candidato.
Por que o senhor escolheu a ministra Dilma?
Eu não estou dizendo que será a Dilma. Não sei quem está dizendo que é a Dilma. É muito difícil a gente tentar lançar alguém candidato sem que tenha uma discussão com o partido ou com os aliados. Se você perguntar das qualidades da Dilma, vou dizer para você uma coisa: existem raríssimas pessoas no Brasil com a capacidade gerencial da companheira Dilma Rousseff. Rarísssimas. A Dilma é de uma capacidade de gerenciamento impecável. E, sobretudo, é aquilo que a gente gosta, caxias. Então, eu acho uma figura extraordinária. Agora, entre ser uma figura extraordinária para gerenciar e ser candidata à Presidência é uma outra conversa, porque aí entra um ingrediente chamado política, que exige outras credenciais. Eu não estou discutindo isso agora. No momento certo, provocarei a discussão. [Ontem, 27.04.2008].

ONU/BIOCOMBUSTÍVEIS: ALIMENTO vs. 'ENERGIA'

Relator da ONU culpa biocombustíveis e especulação pela crise dos alimentos

A transformação de alimentos em biocombustíveis e a especulação financeira são as principais causas da alta dos preços dos produtos alimentícios, denunciou hoje o relator da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, que qualificou a crise de "verdadeira tragédia".
O relator, que deu uma entrevista em Genebra para fazer um balanço de seu mandato, que termina nesta semana, disse que os biocombustíveis são "um crime contra grande parte da humanidade, algo intolerável", pois a transformação em massa de alimentos em combustível provocou a escalada dos preços de produtos básicos. Ziegler qualificou de "histórica e essencial" a reunião que as agências e organismos da ONU --com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon realizam hoje em Berna (Suíça) para enfrentar a crise alimentícia. O relator apelou aos doadores do Programa Mundial de Alimentos da ONU para que aumentem suas doações, porque a agência "perdeu 40% de seu poder aquisitivo em três meses" devido à alta dos preços. Ziegler lembrou que 75 milhões de pessoas no mundo "dependem para sua sobrevivência de receber as provisões do programa". Segundo dados da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) citados por Ziegler, no último ano, o preço dos cereais --especialmente o trigo-- aumentou 130%; o do arroz, 74%; o da soja, 87%; e o do milho, 53%. Além disso, há os custos do transporte dos alimentos, lembrou o suíço. Por isso, o relator defendeu uma moratória imediata durante pelo menos cinco anos na produção de biocombustíveis. Ziegler ressaltou que o "massacre cotidiano da fome" é uma crise "antiga", mas que no último mês e meio, com a forte alta dos preços no mercado mundial, "novas classes sociais caíram, por milhões, no abismo da fome". Uma família européia destina de 10% a 12% de seu orçamento à alimentação. No mundo em desenvolvimento, onde 2,2 bilhões de pessoas vivem na extrema pobreza, segundo o Banco Mundial, a proporção é de 85% a 90% da renda gastos com os alimentos. Sobre os biocombustíveis, disse entender que é preciso combater a mudança climática, "mas sem matar as pessoas de fome", e defendeu potencializar o transporte público e outras fontes de energia, como a elétrica. "O direito à vida e à alimentação é o principal", disse.
O relator criticou os Estados Unidos, que destinou no ano passado um terço de sua colheita de milho à produção de álcool, e a União Européia, por sua diretiva segundo a qual 10% de seu consumo energético deve vir dos biocombustíveis em 2020. "Todo o mundo está de acordo em que a UE não pode proporcionar isso, portanto é a África, que já está atingida pela fome, que deverá fazê-lo", acrescentou. Sobre a especulação, disse que "é responsável por 30% da explosão dos preços", especialmente a Bolsa de Valores de Chicago, onde os fundos de produtos básicos dominam 40% dos contratos. Disse que as duas causas, os biocombustíveis e a especulação, "não são fatalidades", mas têm remédio, como a moratória e controles mais severos, respectivamente.
Por fim, culpou a política "aberrante" do FMI (Fundo Monetário Internacional) por desenvolver culturas de exportação para reduzir a dívida externa, em detrimento de agriculturas de subsistência, e defendeu o fim dos "cultivos coloniais". O relator também lembrou que o novo diretor do Fundo, Dominique Strauss Kahn, "se referiu à moratória dos biocombustíveis como uma possibilidade a levar em conta".
da Efe, em Genebra/ Estadão. 28.04.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

28.abril.2008
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- Dengue provoca protestos no Rio
- Moradores do Rio fizeram uma passeata de protesto Dengue Não! Ordem Urbana, Sim, ontem, no Recreio dos Bandeirantes. A manifestação teve adesão de representantes de associações de moradores e organizações de trabalhadores. A doença já matou 58 pessoas na cidade, entre os 62 mil casos registrados este ano. (pág. 1 e Cidade, pág. A13).
GAZETA MERCANTIL
- MEC descobre 3 milhões de fantasmas
- Depois de onze anos repassando recursos para estados e municípios com base no censo escolar, o Ministério da Educação descobriu, em 2007, que eram falsas mais de três milhões de matrículas de alunos na rede de educação básica do País. Com o desaparecimento dos fantasmas, o Ministério economizou mais de R$ 3 bilhões em repasses a estados e municípios, como parte do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A descoberta dos fantasmas só foi possível com a mudança na metodologia de obtenção dos dados de mais de 198 mil estabelecimentos públicos e privados de ensino básico. O censo baliza o repasse de recursos do MEC para as mais diversas ações, incluindo a compra de merenda escolar, materiais didáticos, construção e reforma de escolas e até pagamento de cursos de aperfeiçoamento para professores, como mostra a quarta série de reportagens do projeto Lição de Casa que a Gazeta Mercantil está publicando. (págs. 1, C4 e C5).
CORREIO BRAZILIENSE
- Aliados pedem definição de Lula sobre candidato
- Diante da declaração de que o governo terá candidato único à sucessão em 2010, dada pelo presidente em entrevista exclusiva publicada ontem no Correio, governistas defendem critérios para escolha do nome. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3).
VALOR ECONÔMICO
- Italianos e russos na disputa da FAB
- A italiana Agusta e a russa Rosoboronexport estão na fase final da disputa pelo fornecimento de até 12 helicópteros militares de ataque para a Força Aérea Brasileira (FAB). Para a operação, iniciada em outubro, estima-se um investimento de até US$ 500 milhões. A FAB realiza análises financeiras e técnicas das duas ofertas para eleger qual equipamento se encaixa melhor às necessidades brasileiras. Os modelos são o MI 35, da Rosoboronexport, e o AW-109, da Agusta. As amricanas Bell e Sikorsky e a francesa Eurocopter também apresentaram propostas, que foram descartadas. O processo, entretanto, pode sofrer interferência de uma proposta da Helibras, controlada da Eurocopter, que planeja instalar uma linha de montagem para o modelo Super Cougar. Para isso, quer que o governo se comprometa a comprar pelo menos 50 unidades da aeronave. (págs. 1 e B6).http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
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Serra faz de conta que vacina Lula
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José Serra(PSDB), governador de São Paulo, brincou de vacinar Lula contra a gripe. Embora sejam adversários políticos, os dois são mais amigos do que parece. Quando Fernando Collor foi derrubado por corrupção e Itamar Franco, seu vice, assumiu a presidência da República, o então senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB) procurou Lula e pediu que o PT topasse fazer parte do novo governo. O PT não topou. Mas Lula indicou o nome de Serra para ministro da Fazenda. Foi o próprio Lula que me contou isso uma vez. Serra me confirmou que Lula já contou essa história para mais de uma pessoa. O que Serra também me disse foi que Itamar o chamou para conversar por sugestão de Fernando Henrique. Por duas vezes conversaram a respeito dos problemas do país. Então Itamar procurou Fernando Henrique e decretou: "Serra seria bom para presidente da República, ministro da Fazenda é pouco para ele". [Foto Ag. O Globo].
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Ford investe R$ 600 mi para dobrar produção de motores no Brasil
A Ford anunciou nesta segunda-feira investimento de R$ 600 milhões no Brasil, no complexo industrial de Taubaté (a 130 km de São Paulo) para a fabricação de uma nova família de motores. O investimento, segundo a empresa, vai ampliar a capacidade de produção da unidade, que deverá passar de 280 mil para 500 mil unidades por ano. De acordo com a montadora, o aumento da capacidade faz parte da estratégia global de motores da Ford e a produção dos novos propulsores será destinada, principalmente, aos veículos fabricados pela empresa no Brasil, além de ser exportada para outros mercados. A nova geração receberá o nome Sigma e ampliará a oferta de motores da montadora no país, somando-se à linha Zetec RoCam --que já teve mais de 1,9 milhão de unidades produzidas ao longo dos últimos dez anos e continuará equipando os modelos da marca. Folha Online, 2804.

PF/OPERAÇÃO "SANTA TEREZA": "SANTINHA DO PAU ÔCO!!!"

PF liga lobista do caso BNDES a líder do PMDB na Câmara

SÃO PAULO - No rastro do lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), a Operação Santa Tereza - que investiga suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - espreitou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Relatório de investigação da Polícia Federal identifica os passos de João Pedro em Brasília e revela que ele visitou o gabinete 539, do parlamentar, no dia 13 de fevereiro. A Santa Tereza não acusa o deputado de participar do esquema, mas o documento mostra que a PF agiu dentro da Câmara, quando espionou João Pedro, inclusive no instante em que ele deixou a sala de Alves. Os federais descreveram o lobista, que foi conselheiro do BNDES, carregando uma mochila, provavelmente a mesma que, segundo o monitoramento dos agentes federais, ele teria deixado no gabinete de Paulinho algumas horas antes. Capturado quinta-feira, quando a Santa Tereza foi deflagrada, João Pedro continua ocupando uma cela da custódia da PF de São Paulo. Ao sair da Câmara dos Deputados, João Pedro ainda recebeu ligação de outro integrante da quadrilha, o empresário Marcos Vieira Mantovani, e comemorou o resultado da visita a Brasília, segundo grampo feito pela PF. "Consegui todas as prefeituras do Rio de Janeiro, prefeituras do Estado da Paraíba e prefeituras do Estado do Rio Grande do Norte", disse João Pedro.
Oito minutos depois ele retorna a ligação para Mantovani e reforça a mesma informação: "RJ, RN e Paraíba, todas as cidades que tiverem mais de100 mil habitantes". De acordo com as investigações, a quadrilha já se preparava para fechar acordo com 200 prefeituras nesses Estados. Além do desvio de até 4% do valor do financiamento aprovado, a organização indicava a empresa que deveria elaborar o projeto a ser enviado ao BNDES e determinava a empreiteira ligada ao grupo que deveria ser contratada para executar as obras. Pelo menos três financiamentos aprovados pelo banco estatal, contratos que somam R$ 520 milhões para obras de saneamento e urbanização da Prefeitura de Praia Grande e para a expansão da rede Magazine Luiza, comprovariam a existência da fraude. Segundo a PF, de 2,5% a 4% de cada financiamento foi desviado para construtoras, consultorias e um prostíbulo na capital paulista ligados à organização. As duas empresas ficavam responsáveis por emitir notas frias, como sendo de serviços prestados, e o prostíbulo W.E. era usado para lavar o dinheiro e promover encontros.
O monitoramento telefônico sobre João Pedro mostra que ele "utilizou sua parcela do desvio para comprar uma farmácia em sua cidade, São Sebastião da Grama". A PF afirma que ele utiliza o artifício "como forma de ocultação do dinheiro ilícito". No grampo, gravado às 18h58 do dia 16 de março, o lobista avisa sua mãe que vai colocar a farmácia que comprou no nome dela. "A justificativa que ele deu para sua mãe é que ele era servidor do BNDES (mentira) e não iria poder colocá-la em nome próprio", registra o relatório da PF, que obteve o contrato de compra e venda da farmácia na interceptação de um e-mail enviado a João Pedro.
Reuniões
Entre as visitas aos gabinetes de Paulinho e Alves, o lobista vai, sem a mochila, para um escritório em um bairro nobre de Brasília. Fica exatos 57 minutos no imóvel e volta para a Câmara. Participa de reuniões o restante do dia. Por um período, os agentes federais perdem o lobista e acionam o setor de inteligência da PF em São Paulo. Reencontram o pivô do esquema de desvio de dinheiro do BNDES deixando o gabinete de Alves, "levando uma mochila, a mesma que aquele trouxe consigo à Câmara dos Deputados às 9 horas da manhã", afirmam. A PF poupou os deputados por uma questão legal: eles tem direito a foro privilegiado. Se incluíssem formalmente os parlamentares na investigação, a polícia tornaria nulo tudo o que Santa Tereza apurou, inclusive as provas colhidas sobre empréstimos irregulares concedidos pelo BNDES.
Fausto Macedo e Rodrigo Pereira, de O Estado de S. Paulo. 2804.

domingo, abril 27, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

5ª SEMANA DA PÁSCOA
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[Jo 15, 18-21]
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Partilhar da amizade de Jesus e fazer calar a voz do mundo nos força a travar um combate. Isso porque o príncipe deste mundo não suporta perder uma alma para Jesus, e envida todos os seus esforços para evitar que isso aconteça. Quem está condenado a viver nas trevas quer ver o maior número possível partilhando a mesma sorte.
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Os ataques dos inimigos de Jesus podem ser violentos e cruéis. Mas contra Jesus eles nada podem (Jo 14, 30). Nós, batizados, formamos o Corpo de Jesus, o que significa que, enquanto estivermos unidos a Ele, essas forças não nos derrotarão. E nos unimos a Ele meditando a sua palavra e recebendo os seus sacramentos.
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Pe. D. Justino Silva de Souza, OSB

sábado, abril 26, 2008

EDITORIAL: " JANELA INDISCRETA " (*)

Isabella mora ao lado

A violência doméstica é pior do que se imagina --aliás, muito pior. É o que se conclui de uma investigação em andamento feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 800 famílias na periferia da cidade de São Paulo. É a primeira pesquisa de que se tem notícia feita de casa em casa, e não apenas com bases nos falhos registros oficiais.
Os pesquisadores estão constatando uma incidência de 20% de agressões graves contra as crianças, o que significa queimaduras, asfixia ou espancamento, resultando em fraturas e lesões que, muitas vezes, acabam no hospital, mas não punem o agressor, protegido por um manto de silencio familiar. Mas deixam seqüelas psicológicas profundas.
Essa pesquisa, que detalhei em meu site ( http://www.dimenstein.com.br/ ), mostra que o drama da menina Isabella, que parece tão distante, mora, na verdade, ao lado. A criança vira a depositária do estresse da pobreza combinada com o desequilíbrio emocional de adultos --e, claro, é vítima da ignorância. Os pesquisadores da Unifesp ouvem a desculpa das mães e pais de que estão apenas educando seus filhos.
Esse é mais um aspecto de uma mais das maiores fragilidades sociais brasileiras: a pouca atenção à primeira infância, especialmente nas camadas mais pobres. [21.04].
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A herança de Isabella
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A morte da menina Isabella Nardoni deixou uma extraordinária herança. Ampliou o debate, como nunca, sobre um problema que ocorre no Brasil, mas sem grande repercussão: a violência doméstica contra as crianças. Não estou dizendo que ela foi assassinada pelos pais --apesar dos vários indícios comprometedores, não há, até este momento, provas para condená-los.
O que estou focando é o fato de que a morte trouxe luz a esse problema, até agora com pouca repercussão porque é mais comum entre famílias pobres e desestruturadas, vítimas de desequilíbrios emocionais extremos.
Desde o final da década de 1980, tenho acompanhado a violência contra a criança no Brasil. Há muito tempo estou convencido de que as crianças não vão morar na rua por causa da pobreza, mas pela dificuldade de enfrentar a agressão familiar, agravada pelo consumo do álcool e das drogas, em meio ao ambiente de impunidade --mais precisamente pelo silêncio materno.
Qualquer médico que já tenha feito plantão num pronto-socorro público sabe de histórias de crianças que chegam estraçalhadas, queimadas, pisoteadas, socadas e com marcas de abuso sexual --sem contar aqueles que se machucam gravemente por negligência paterna. Há estudos e mais estudos, recheados de estatísticas, dessa violência doméstica.
Isso tudo é sabido e denunciado por médicos, assistentes sociais, psicólogos e educadores. Mas nunca, nem remotamente, se prestou tanta atenção nesse tema como no caso Isabella - essa é triste e monumental herança que a menina deixou.
O problema é que esse tipo de caso tem que ocorrer na classe média para que a nação acorde. [14.04].
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Fonte: Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
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(*) Filme. Título Original: Rear Window. Gênero: Suspense. (EUA). 1954. Estúdio: Paramount Pictures. Direção: Alfred Hitchcock.
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Sinopse: Em Greenwich Village, Nova York, L.B. Jeffries (James Stewart), um fotógrafo profissional, está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, vasculha a vida dos seus vizinhos com um binóculo, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido.
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sexta-feira, abril 25, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "CAUSAS PERDIDAS"










TELEFONIA: FUSÕES & AQUISIÇÕES [Oi/BrT]

Oi E BrT FECHAM ACORDO PARA CRIAR TELE NACIONAL

Os acionistas da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom (BrT) fecharam ontem os detalhes finais do acordo para a reestruturação societária das duas empresas e a venda do controle da BrT à Oi. O conselho da Brasil Telecom aprovou o fim de vários litígios judiciais com o Opportunity -, passo essencial para a conclusão do negócio. Ontem à noite, os advogados envolvidos na operação trabalhavam na redação dos contratos com o objetivo de que tudo esteja pronto para ser assinado ainda hoje.
A operação envolve duas etapas. Na primeira, os grupos Andrade Gutierrez e Jereissati adquirem a participação dos sócios que sairão definitivamente da estrutura societária da Telemar Participações, controladora indireta da operadora de telefonia Oi. Com a compra da fatia de GP, Citi e Opportunity, os dois grupos terão cerca de 42% da controladora, divididos meio a meio, e desembolsarão cerca de US$ 1,6 bilhão. A Fundação Atlântico, fundo de pensão dos funcionários da Oi, que tem a diretoria indicada pelos controladores, terá outros 10%. Na prática, isso quer dizer que a Oi, que sempre foi penalizada na bolsa por não ter um grupo de controle coeso, terá agora como donos dois amigos de adolescência, Sérgio Andrade e Carlos Jereissati.
A segunda etapa da operação ocorre simultaneamente e deverá consumir cerca de R$ 5 bilhões. A Oi usará seu caixa para adquirir o controle da BrT, que tem como seus principais donos os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (dos petroleiros), Funcef (da Caixa Econômica Federal), Opportunity e CVC (administrado pelo Citi).
Foram quatro meses de longas negociações, especialmente envolvendo os fundos de pensão e o grupo Opportunity. O governo também trabalhou para evitar que, no futuro, a "supertele" possa cair nas mãos de estrangeiros. O BNDES, acionista da empresa, terá direito de preferência sobre a venda de participações. Apenas se ele não exercer esse direito é que a venda poderá ser feita para alguém de fora do quadro de acionistas da holding. O novo grupo que surgirá da união de Oi, Brt e Contax (empresa de call center da Oi) terá 83 mil funcionários e será um dos maiores do país.
Considerando apenas as operadoras Oi e BrT, a receita líquida combinada é de R$ 28,64 bilhões. O negócio ainda depende de mudanças na legislação. Publicado por Gandalf Wizard. Valor. 2504.
http://www.investidorinformado.com/2008/04/oi-e-brt-fecham-acordo-para-criar-tele.html

PF/OPERAÇÕES: DINHEIRO LAVADO NO "P-TEIRO"

PF prende 10 e aponta desvio em empréstimos do BNDES



A Polícia Federal prendeu ontem dez pessoas sob a acusação de integrarem uma quadrilha que desviava parte dos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a prefeituras e empresas privadas. Os empréstimos, segundo a PF, eram obtidos por meio de influência política. O dinheiro desviado era lavado num prostíbulo e num restaurante que funcionam num flat no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

Lavagem é o processo pelo qual o dinheiro de origem ilícita volta a circular de maneira legal. O dinheiro desviado aparecia como investimento dos sócios no flat. Os três sócios foram presos ontem pela PF. Eles são donos de uma construtora que faz obras para prefeituras. O mais conhecido dos presos é o advogado Ricardo Tosto, que defendeu o deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Tosto faz parte do Conselho de Administração do BNDES como representante da Força Sindical e é acusado de usar o cargo para influenciar a liberação de empréstimos. Os presos são acusados de desviar da finalidade prevista em contrato recursos de financiamento oficial. Esse crime, previsto no artigo 20 da lei de crimes contra o sistema financeiro, é punido com prisão de dois a seis anos e multa. Um dos possíveis investigados num desdobramento das prisões de ontem é o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), segundo a Folha apurou. A PF encontrou indícios de que ele participava do lobby político para liberar os empréstimos. Ontem às 20h, o deputado disse que estava num avião prestes a decolar e que não poderia fazer comentários. Os prefeitos das cidades que receberam os recursos também devem ser investigados. A PF não incluiu o nome dos políticos no inquérito porque eles têm foro privilegiado, o que poderia postergar a apuração, na avaliação dos policiais. Oficialmente, a PF não divulgou o nome de nenhum investigado, nem das prefeituras ou empresas sob suspeita. A Folha apurou que a prefeitura sob investigação é a de Praia Grande, no litoral paulista. Ela conseguiu um empréstimo de R$ 120 milhões no BNDES. O prefeito de Praia Grande é o advogado e empreiteiro Alberto Mourão (PSDB).

Um dos presos é o engenheiro Boris Timoner, diretor de expansão das Lojas Marisa. O BNDES fez um empréstimo de R$ 220 milhões para a empresa. Em nota, as Lojas Marisa dizem que Timoner só prestava serviços para a empresa. O delegado Rodrigo Levin, que comanda a investigação, frisou que os sócios da Marisa não participaram dos desvios. A PF afirma ter provas materiais de que de 3% a 4% desses dois empréstimos foram desviados. Ou seja, o grupo teria ficado com R$ 10,5 milhões quando se trabalha com a hipótese de que o desvio era de 3%. A suposta quadrilha criou um esquema engenhoso para desviar recursos. O percentual de 3% a 4% era pago a uma empresa que fazia o projeto que o BNDES exige para empréstimos como se fosse uma remuneração legal pelos serviços prestados. Essa empresa era fantasma, segundo o delegado. As investigações da chamada Operação Santa Tereza começaram em 2007. O nome é uma alusão ao bairro Santa Terezinha, de Praia Grande, onde mora o primeiro dos investigados. Escutas telefônicas mostraram que o flat era usado para prostituição e tráfico internacional de mulheres, de acordo com a PF. No prostíbulo, um programa custa até R$ 600. Numa conversa telefônica, um dos sócios do flat mencionou que gostaria de trazer para o prostíbulo uma equipe de uma prefeitura para discutir um empréstimo do BNDES. Foi aí que a PF decidiu focar a investigação nos empréstimos. Ontem, os policiais fizeram buscas e apreensões em 18 locais, entre os quais o escritório Leite, Tosto e Barros Advogados, num prédio sofisticado do Itaim Bibi, na zona oeste. Foram apreendidos veículos e valores que ultrapassam R$ 1 milhão, de acordo com a PF. Um dos sócios do flat tinha em casa US$ 220 mil (R$ 367 mil).
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Folha Online, 2504. MARIO CESAR CARVALHO;DA REPORTAGEM LOCAL Colaborou LUIS KAWAGUTI , da Reportagem Local. Foto: Raimundo Paccó/Folha Imagem [O engenheiro Boris Timoner, diretor de expansão das Lojas Marisa, chega à Polícia Federal].

ETANOL: FUSÕES & AQUISIÇÕES = LUCRO

Etanol atrai grandes negócios ao País

Sob ataque cerrado no mercado internacional, o etanol brasileiro dá sinais de ter chegado à maturidade. Dois grandes negócios na área da agroenergia foram anunciados ontem. A BP, gigante britânica do petróleo, comprou metade de uma joint venture entre Santelisa Vale e Grupo Maeda para produzir etanol em Goiás. Juntas, vão investir R$ 1,66 bilhão em açúcar e álcool. A Cosan, gigante brasileira do etanol, adquiriu 100% dos ativos da Esso por US$ 826 milhões. A oferta da Cosan pegou o mercado de surpresa. Várias empresas disputaram o negócio, mas os candidatos mais prováveis à compra eram a GP Investimentos e a Petrobrás, que levaria a Esso em parceria com a mineira AleSat. Com a aquisição, a Cosan vai virar uma espécie de Petrobrás do álcool. Dominará toda a cadeia do combustível - da produção à distribuição. Trata-se da primeira produtora de etanol do mundo a deter esse sistema totalmente integrado. Além da rede de 1.500 postos, o pacote inclui também a fábrica de lubrificantes da Exxon Mobil. A explosão das vendas de carros e do consumo de etanol no Brasil - que em fevereiro superou o de gasolina pela primeira vez em anos - foi o principal estímulo para a Cosan estrear no segmento. ''O preço do petróleo em níveis elevados e a crescente atenção a questões ambientais também contribuíram para nossa decisão'', diz o diretor de relações com o investidor da Cosan, Paulo Diniz. ''O momento é considerado ímpar. A Esso era uma oportunidade única de explorar o setor, que tem poucas alternativas de entrada.'' O setor de distribuição é extremamente concentrado no Brasil. Cerca de 80% está nas mãos de alguns poucos grupos, liderados pela Petrobrás, dona da rede de postos BR. Até o ano passado, a Esso era a quinta maior. Tinha 7,2% do mercado, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Embora o mercado tenha crescido quase 10% no ano passado, a Esso não acompanhou o ritmo dos concorrentes. A receita líquida caiu 0,9%, para R$ 9,2 bilhões. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acredita que a venda da Esso para a Cosan deverá beneficiar a concorrência e o consumidor. ''Nada contra os estrangeiros, mas fico satisfeito com a presença de uma empresa brasileira numa operação desse porte.'' Os executivos não revelaram o plano de investimentos em expansão da rede, mas disseram que querem recuperar a participação histórica de mercado da Esso. Eles afirmaram que a Cosan não vai disputar os ativos da Esso na América Latina e que a compra não inviabiliza investimentos programados para a produção de etanol. Patrícia Cançado; Estadão. 2504. COLABOROU ISABEL SOBRAL .