PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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sexta-feira, março 11, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] LÁ E CÁ

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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BRASIL/CARNAVAL [In:] ''A GENTE MORRE ... NA BR-3" *

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ESTRADAS NUNCA MATARAM TANTO COMO NESTE CARNAVAL


NUNCA SE MORREU TANTO


Autor(es):
Agência o globo: Demétrio Weber,
Cássio Bruno e
Thiago Herdy
O Globo - 11/03/2011

O carnaval deste ano foi o mais violento nas estradas federais, com o maior número de acidentes, mortos e feridos desde 2003, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) criou um sistema nacional informatizado de coleta de dados. Nessa tragédia do trânsito brasileiro, 213 pessoas morreram e 2.441 ficaram feridas, em 4.165 colisões, apenas nas rodovias federais. Mas a calamidade é ainda maior: também cresceu o número de mortos em estradas estaduais, sem contar em outras vias cujas estatísticas não são divulgadas, sequer contabilizadas.

O balanço da Polícia Rodoviária Federal divulgado ontem cobre um período de seis dias, entre 4 e 9 de março. Em relação ao carnaval do ano passado, todos os indicadores pioraram: o total de vítimas fatais aumentou 47,9%; o de feridos, 27,4%; e o de acidentes, 28,7%.
Por trás da frieza dos números, estão casos como o de um ônibus que se chocou com um caminhão, em Santa Catarina, fazendo 26 vítimas - a 27ª morreu após ser internada no hospital. O acidente ocorreu no sábado, dia 5. A data passou a figurar em outra estatística macabra: com 58 óbitos, é agora o quinto dia com maior registro de mortes nas estradas federais, desde 2003.
- É uma sensação de derrota. Você mobiliza nove mil homens, cancela folgas, e morrem 213 pessoas. É o mesmo que um avião cheio - disse o coordenador de Controle Operacional da PRF, Giovanni di Mambro. - E só tem repercussão porque é carnaval. Mas acontece todo dia.

A falta de campanhas educativas, a má conservação das estradas, a imprudência dos motoristas, a impunidade e o aumento do fluxo de veículos são fatores que fazem explodir essa tragédia nacional, que mata mais do que guerras e grandes catástrofes naturais.


"O trânsito no Brasil é uma bomba"

Com 16 mortes, o Rio de Janeiro foi o quarto estado em número de óbitos nas rodovias federais. Santa Catarina registrou a maior quantidade - 36 -, seguido por Minas Gerais (29) e Bahia (17). Goiás, Paraná e Pernambuco tiveram 12 vítimas fatais cada. Mas estes números não incluem as mortes nas estradas estaduais.

No Paraná, as mortes ao volante subiram de 15, em 2010, para 21 este ano, segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual. As vítimas fatais em rodovias estaduais cresceram ainda em Santa Catarina: balanço da operação carnaval feito pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária mostra que foram oito mortes este ano contra seis no ano passado, só nas estaduais. Situação parecida na Bahia, que também registrou aumento de mortes nas estaduais.

Pelo menos 45 pessoas morreram em acidentes em Minas Gerais, a maioria delas em estradas sob jurisdição da União (29) e o restante em rodovias administradas pelo governo estadual (16). O estado tem a maior malha federal e costuma ser ter o maior número de vítimas fatais em feriados, mas este ano foi superado por Santa Catarina por causa do acidente que matou 27 no Sul.

No Rio, apesar de as mortes terem diminuído nas estradas estaduais, os acidentes subiram no feriado. De acordo com a PM, as estradas estaduais tiveram 195 acidentes, com cinco mortes, além de 76 feridos. Em 2010, foram 148 acidentes, com 66 feridos e dez mortes. Nas vias expressas - Linha Vermelha, Linha Amarela e Avenida Brasil -, contabilizadas separadamente, a PM comunicou 90 acidentes, com três mortes, contra 45 colisões, em 2010, sem óbitos.

Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária condenou a imprudência dos motoristas brasileiros, seja por excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas ou simples desatenção. A PRF considera a imprudência como principal causa do problema e não vê perspectiva de melhora, sem uma ação integrada de diferentes órgãos do governo, além da mudança de postura dos condutores.

- Podemos ter as estradas melhores do planeta, podemos ter o maior efetivo (de policiais rodoviários) por habitante do planeta, mas, se o cidadão não fizer a sua parte, se não conduzir com responsabilidade, o número continuará sendo alto - disse o coordenador-geral de Operações da PRF, inspetor Alvarez Simões. - O ponto principal é educação.

A PRF critica a legislação que impede a instalação de radares eletrônicos sem aviso aos motoristas. O argumento é que a existência de placas alertando sobre a presença de radar leva os motoristas a reduzirem a velocidade só no ponto de fiscalização e não em todo o deslocamento.

O coordenador Simões defendeu o fim da exigência. A PRF dispõe de 580 radares móveis.

- A legislação trabalha a favor do infrator - disse Simões.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) promete instalar 2.696 dispositivos eletrônicos fixos até 2012, sendo 1.100 radares fixos, 1.130 lombadas eletrônicas e 466 controladores de avanço de sinal vermelho.

Simões apontou outros vilões: o aquecimento da economia, responsável pelo aumento do fluxo de veículos em até 50%, especialmente em rodovias que ligam o interior ao litoral; o fato de que a maior parte dos 66 mil quilômetros de estradas federais têm pista simples, o que requer maior atenção; a chuva; e até mesmo a melhor qualidade das estradas.

- Ao contrário do que muita gente pensa, estrada melhor não significa menos acidente. Estrada melhor convida as pessoas a usá-las - disse Simões, para quem o problema da bebida ao volante atinge mais as áreas urbanas e não tem peso nas estatísticas de mortes nas estradas.

O presidente do Movimento Nacional de Educação no Trânsito, Roberto Bentes de Sá, classifica o trânsito como uma bomba que tende a ficar cada vez pior se os governos não mudarem leis e colocarem em prática regras mais rígidas:

- O trânsito é uma bomba composta pela impunidade, falta de fiscalização, motorista que não sabe dirigir na estrada, sistema rodoviário que não se moderniza. E tende a piorar. O governo deve tomar uma decisão.
Bentes de Sá lembra que são 40 mil mortes por ano no trânsito, sem contar quem morre nos hospitais. E mais de 100 mil que ficam com sequelas:

- É a impunidade, pois o motorista provoca acidente, mata, paga fiança e arruma um advogado renomado, que inventa factoide, para nunca ser condenado - argumenta. - O Brasil precisa se inspirar em outros países onde as leis são feitas para serem cumpridas, sem brechas. Nunca foram regulamentadas a inspeção veicular nem a educação de trânsito nas escolas do Código de Trânsito Brasileiro.

Bentes de Sá afirma que o motorista no Brasil não sabe dirigir em estradas. E precisa mudar a cultura no trânsito, que é com a a educação nas escolas.

- O motorista aprende a dirigir na cidade e quando tem a carteira na mão vai para as rodovias. O ambiente é muito diferente.

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(*) BR-3 (Tony Tornado).

"... Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
E a gente corre na BR-3
E a gente morre na BR-3..."

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CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [in;] ''... E SE A CASA CAIR ?'' *

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PSOL e OAB querem investigação na Casa



Autor(es): Eduardo Bresciani e Eduardo Bresciani
O Estado de S. Paulo - 11/03/2011

Partido protocolou ontem pedido para que deputada seja investigada pela Corregedoria e pretende acionar Conselho de Ética


Em ofensiva contra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), o PSOL protocolou ontem um pedido para que a Corregedoria da Câmara investigue o caso e anunciou a apresentação na próxima semana de uma representação junto ao Conselho de Ética pedindo a cassação de mandato da parlamentar. No mesmo tom, o presidente da seccional do Distrito Federal da OAB, Francisco Caputo, visitou a Casa e defendeu a cassação da deputada.

O presidente do partido no Distrito Federal, Toninho do PSOL, acredita que as imagens da deputada recebendo dinheiro em vídeo, gravado em 2006, são suficientes para que seja cassada. "Uma parlamentar pega num ato daquela natureza não pode estar no convívio dos representantes do povo."

Pelo trâmite regimental, o pedido do PSOL será encaminhado ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele analisará o documento antes de encaminhá-lo ao corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Com o caso chegando à Corregedoria, uma investigação preliminar será feita e a Mesa Diretora decidirá se encaminha ou não um pedido de abertura de processo no Conselho de Ética.

Se o PSOL oficializar a intenção de protocolar a representação diretamente no Conselho, a investigação começará no colegiado. O Conselho de Ética da Câmara deve ser instalado na quarta-feira.

Revisão. O primeiro debate que deverá ser feito é sobre uma jurisprudência adotada em 2007 pelo Conselho de Ética para beneficiar deputados envolvidos no "mensalão do PT" determinando que não se investigasse crimes anteriores ao mandato. O presidente da Câmara defende que o colegiado reveja esta regra.

Um argumento que vem sendo usado no caso de Jaqueline Roriz é que ele seria diferente porque o fato só veio a público agora, quando ela já está exercendo o mandato.

É nesta linha que vai o presidente da OAB-DF: "É diferente da questão dos mensaleiros, que quando se submeteram às urnas já se sabiam das acusações. No caso da Jaqueline, se a população conhecesse (as denúncias) talvez ela não tivesse recebido os votos que recebeu".

O presidente da OAB defende a cassação da parlamentar e disse não acreditar que ela possa ter uma explicação convincente para a gravação. "Não tem explicação que ela dê que iniba a conclusão de que foi ou fruto de compra de apoio político ou ilícito de campanha e ambos merecem cassação", afirmou.

Caputo e o presidente da Câmara defenderam também o fim do benefício de delação premiada para Durval Barbosa. Eles questionam a divulgação dos vídeos a conta-gotas.

"A delação premiada pressupõe que todas as informações venham à tona", destacou Maia. Caputo estima que existam 200 vídeos relativos ao escândalo do "mensalão do DEM". O de Jaqueline Roriz foi o 31.º a vir à tona. "Tem mais vídeos envolvendo outras autoridades. Eventualmente, essas pessoas estão ocupando outros cargos e queremos saber quem são os personagens", disse Caputo.

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(*) Refrão de música sertaneja.

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GOVERNO DILMA/STÉDILE [In:] SAUDADES DE ''MATÃO" *

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Stédile suspende trégua e critica Dilma


O Globo - 11/03/2011

Coordenador do MST cobra reforma agrária; Justiça condena José Rainha

EUNÁPOLIS (BA) E SÃO PAULO. O coordenador do MST, João Pedro Stédile, depois de um período de silêncio e trégua na gestão Lula, voltou ontem à carga. Em visita a Itamaraju, a 743 km de Salvador, Stédile fez críticas e deu palpites na gestão da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o governo tem de dar mais de R$1 bilhão para indenizar cerca de 700 fazendeiros Brasil afora, cujas propriedades já teriam sido vistoriadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com o pagamento, seria possível fazer a distribuição de terras no país.

Para o líder do MST, não falta dinheiro ao governo e sim dar prioridade às causas sociais.

- É tudo uma questão de prioridade, e vamos cobrar dela (de Dilma) essa posição, pois as famílias não podem ficar na lona - declarou, criticando depois Dilma por não ter nomeado ainda uma pessoa para ocupar o cargo de presidente do Incra:

- São mais de dois meses e nada de nomeação. O governo não pode fazer loteamento partidário e colocar alguém lá que não venha a entender nada de reforma agrária. Esse é um cargo técnico, como é com o Banco Central, onde o governo não colocar qualquer um - disse Stédile, afirmando ter marcado para breve encontro com Dilma.
A assessoria de imprensa do Incra informou, por meio de nota, que "há hoje 467 processos de obtenção de terras para a reforma agrária, por meio de desapropriação, referentes a imóveis rurais já decretados pelo presidente da República".

Em São Paulo, a Justiça condenou o líder sem-terra José Rainha Júnior a quatro anos e um mês de prisão no regime semiaberto pelo crime de furto durante a invasão de uma fazenda no Pontal do Paranapanema, interior paulista, em 2000. Na época, Rainha comandava o Movimento dos Sem-Terra (MST) no Pontal do Paranapanema.

Na sentença, divulgada ontem pelo Tribunal de Justiça, o juiz Fernando Salles Amaral determinou ainda o pagamento de multa equivalente a um salário mínimo. À decisão cabe recurso.

Outros 12 réus denunciados, entre eles, a mulher de Rainha, Diolinda Alves de Souza, e o irmão dele, Roberto Rainha, tiveram a pena fixada em 3 anos e 6 meses, mas acabaram absolvidos, pois foram beneficiados com a prescrição do crime. Segundo o Código Penal, penas inferiores a 4 anos prescrevem oito anos após a denúncia. Neste caso, ela foi feita em 2002.

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(*) Título de música sertaneja.

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MST/RAINHA [In:] O RATO ROEU A ROUPA DO ''REI''

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Rainha é condenado a 4 anos por invasão e furto


Autor(es): José Maria Tomazela -
O Estado de S. Paulo - 11/03/2011

O líder dos sem-terra José Rainha Júnior foi condenado a 4 anos e 1 mês de prisão sob a acusação de ter liderado saque de madeiras e equipamentos da Fazenda São João, invadida pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) em abril de 2000, em Teodoro Sampaio, Pontal do Paranapanema.

Na sentença publicada ontem, o juiz Fernando Salles Amaral considerou como agravante da pena o fato de Rainha ter utilizado pessoas "de pouca condição social" como "massa de manobra" para o cometimento dos crimes. A sentença é de primeira instância e cabe recurso.

De acordo com a denúncia, durante a invasão os integrantes do MST cortaram cercas e furtaram madeiras, palanques, cavadeiras, enxadas, porteiras e um pulverizador da propriedade do fazendeiro Ricardo Pedroso Peretti. Eles foram acusados ainda de terem matado a tiros 13 bois. No inquérito, foram apontados como líderes dos invasores, além de Rainha, outros 12 militantes do MST. Três acabaram absolvidos por falta de provas.

André Luís da Silva e Antonia Agostinho Souza também foram condenados a 3 anos e 1 mês de prisão, mas tiveram a punição extinta por ter decorrido mais de oito anos para a aplicação da sentença. Por ter sido condenado a pena maior, Rainha não foi beneficiado pela extinção da punibilidade. O juiz considerou que, na época, ele exercia claro papel de liderança sobre os militantes do MST.

Advogado e irmão do líder, Roberto Rainha disse que vai entrar com recurso de apelação.

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GOVERNO DILMA/GENOINO [In:] NADA ''GENUÍNO'' !!!

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Confirmado na Defesa, Genoino diz que não tratará de ditadura

Autor(es): João Domingos
O Estado de S. Paulo - 11/03/2011

Ex-guerrilheiro será assessor de Jobim, mas disse estar disposto a não se envolver com a[br]Comissão da Verdade


O ex-deputado José Genoino (PT-SP) foi nomeado ontem assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em ato assinado pelo ministro Antonio Palocci (Casa Civil). Genoino tomará posse na semana que vem e disse que vai responder diretamente a Jobim.

Genoino é mais um candidato derrotado nas eleições de 2010 a ser aproveitado em cargos do segundo e terceiro escalões do governo. Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff havia iniciado a acomodação de peemedebistas que não conseguiram mandato em 2010.

Deputado de 1982 a 2002 e de 2006 a 2010, Genoino aposentou-se pela Câmara com pensão de R$ 20,3 mil. O cargo a que foi nomeado prevê vencimentos de R$ 8.988. Como a soma dos valores chega a R$ 29.288, Genoino terá redução de R$ 2.564,87 em seus vencimentos e receberá o teto salarial de R$ 26.723,13 - mesmo salário de um deputado eleito em 2010.

Em 2003, Genoino assumiu a presidência do PT. Em 2005, o partido foi protagonista do maior escândalo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva - o mensalão. Afastado da direção do PT nessa época, Genoino tornou-se réu no mensalão, processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).

Genoino disse que se considera preparado para assumir o cargo de assessor especial do ministro da Defesa. "Minha relação com o ministro Jobim sempre foi de respeito e amizade e vem desde a Constituinte, quando atuamos juntos. Como deputado federal, participei de todos os estudos sobre a Defesa, da lei complementar e da elaboração dos documentos próprios sobre o tema", afirmou. "Vou ser um servidor do governo sob as ordens do ministro."

Ditadura. Genoino disse que não tratará de assuntos como a polêmica Comissão da Verdade - prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos e que visa a fazer uma reconstituição histórica do período da ditadura militar, com a investigação da tortura a presos políticos - porque essa é uma função que deve ser exercida pelos três ministros envolvidos no tema (Defesa, Justiça e Direitos Humanos).

Genoino participou da Guerrilha do Araguaia, movimento armado sob o comando do PC do B que ocorreu entre o fim da década de 1960 e meados de 1970 no território goiano hoje pertencente ao Tocantins e no Pará.

Foi preso em 1972 e ficou por cinco anos na prisão, período durante o qual foi submetido a torturas. Guerrilheiros que atuaram no Araguaia com Genoino acabaram mortos ou desapareceram - e um dos objetivos da Comissão da Verdade é esclarecer episódios como esses.

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BRASIL/COMBUSTÍVEIS [In;] SE MPRE HÁ UMA EXCELENTE DESCULPA !

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Preço do álcool sobe e empata com gasolina


Açúcar encarece álcool do carro


Autor(es): Agência o globo: Ramona Ordoñez e Bruno Rosa
O Globo - 11/03/2011

Alta do produto no mercado internacional faz preço de combustível ir a R$2,49

Os preços do álcool e da gasolina estão em alta no Brasil. O álcool hidratado - usado como combustível - vendido pelos produtores aos distribuidores já aumentou 20,5% nas últimas quatro semanas. A explicação não está na disparada do petróleo, pressionado por causa dos conflitos na Líbia. Além de estarmos no período de entressafra, são as cotações atraentes do açúcar no mercado internacional que levam os produtores de cana brasileiros a optar pela produção desta commodity, o que diminui a oferta interna do álcool. O consumidor, que pagará por isso nas bombas, precisa ficar atento. Em alguns casos, o litro do álcool já está custando o mesmo que o da gasolina.

O Sindicato Nacional do Comércio de Combustíveis (Sindicom) destacou que as distribuidoras ainda não fizeram o repasse para os postos da maior parte dos aumentos feitos pelos usineiros. O aumento médio do álcool nos postos em São Paulo foi de 6,1% nas últimas quatro semanas, enquanto no Rio foi de 2,4%. Ou seja, o consumidor pode se preparar para novos aumentos de preços, não só para o álcool, como também para a gasolina, que tem 25% do produto em sua mistura.

- Desde a semana passada, as distribuidoras no Rio já aumentaram muito os preços do álcool. Teve aumentos de R$0,13 até R$0,16 por litro de uma vez só. É impossível absorver esse aumento sem repassar para a bomba - destacou Manoel Fonseca, presidente do Sindicomb, sindicato que reúne os postos no município do Rio.

Postos: menos álcool na gasolina
Para evitar uma possível falta de álcool no mercado, a Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis) vai solicitar ao governo a redução do percentual de álcool na gasolina de 25% para 10%. No ano passado, o governo reduziu o percentual de fevereiro a maio. Uma redução de 5 pontos percentuais de álcool anidro na gasolina representa economia de 100 milhões de litros de álcool por mês. O presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, disse que o pedido de redução do percentual de álcool na gasolina será feito pela revenda na próxima semana em reunião com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

- Estamos preocupados com a possibilidade de faltar álcool no mercado, porque a moagem da cana, que começaria ainda este mês, deve atrasar. Além disso, os preços do açúcar no mercado internacional estão em cerca de US$800 a tonelada, os maiores preços dos últimos 50 anos - destacou Miranda.

Segundo Miranda, os preços do álcool já estão em torno de 80% do preço da gasolina. Isso faz com que não seja atrativo para o consumidor, já que o álcool apresenta menor rendimento. O álcool só é vantajoso se custar até 70% do preço da gasolina.

De acordo com dados do Sindicom, na última semana, os produtores venderam o álcool hidratado a R$1,341 o litro (sem impostos), contra R$1,113 na semana de 30 de janeiro a 5 de fevereiro. Isso representa um aumento de 20,5%. Só na semana passada, os preços do álcool hidratado tiveram um aumento de R$0,10 por litro. No Estado do Rio, a alta para os postos foi de 2,4%, em média, passando de R$2,045 o litro para R$2,095 o litro. Já em São Paulo, o aumento repassado para a revenda foi da ordem de 6,2%, segundo dados das distribuidoras.

Uma fonte do setor de distribuição informou que os produtores estariam reajustando forte seus preços justamente para inibir a demanda e evitar a falta do produto até o início da safra. que começa em abril.

Até a semana passada os repasses de preços para as bombas não tinham sido muito elevados. Segundo dados pesquisados pela ANP, o álcool nas bombas do município do Rio também aumentou em torno de 2,3% nas últimas quatro semanas passando de R$2,052 o litro para R$2,101. Já a gasolina, nessas quatro semanas, teve um reajuste médio de apenas 0,37%, passando de R$2,662 o litro, para R$2,671 na semana passada nos postos da capital.

- Os preços nas bombas ainda não contemplam todos os aumentos de preços dos produtores de álcool - destacou Dietmar Schupp, diretor do Sindicom.
A funcionária pública Laura Jane já substituiu o álcool pela gasolina, justamente pelo forte aumento do combustível. Ela, que sempre compara os preços, abastece entre a Penha e a Praça da Bandeira.
- Meu carro é bicombustível. Sempre uso álcool, mas agora, como não está valendo a pena, passei a optar pela gasolina. Nesse posto que estou abastecendo, na Praça da Bandeira, já senti um aumento na gasolina. Lembro que, recentemente, abasteci por R$2,69 o litro. Agora, está a R$2,72 - disse Laura.

Consumidor precisa pesquisar preços

A mesma avaliação tem o comerciante Pedro Ricardo Ferreira. Ele, que mora em Ipanema, só abastece entre os postos da Zona Norte, por considerar os preços mais em conta. O comerciante memoriza os valores e não perde tempo em fazer as contas:

- Semana passada, antes do carnaval, coloquei R$20 de gasolina, o que rendeu 7,4 litros. Esta semana, pelo mesmo valor, consegui apenas 6,78 litros. Os preços estão aumentando muito. Em alguns casos, as variações são centavos, mas no fim do mês, é possível ver o quanto isso pesa no orçamento.

Levantamento feito pelo GLOBO em 15 postos de combustíveis entre bairros das zonas Oeste, Norte e Sul revelou que os preços do litro da gasolina aditivada já ultrapassam os R$3. A gasolina Premium, no posto Barramar, da BR Distribuidora, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, sai a R$3,288. Em outro posto da mesma bandeira, na Praça da Bandeira, o mesmo tipo de gasolina custa R$3,299. No Posto Pombal, da BR, na Tijuca, sai a R$3,3 o litro.

Com a tendência de alta, é preciso pesquisar os preços. Em postos da cidade, o álcool varia de R$2,099 a R$2,499. O valor mais alto foi exatamente o mesmo encontrado para a gasolina mais barata. No levantamento do GLOBO, o preço máximo da gasolina foi de R$2,949.

- Outro dia, fiz uma pesquisa de preços. Notei que, em todos os casos, o álcool tinha subido fortemente. E, ao mesmo tempo, esses mesmos postos elevaram dias depois os preços da gasolina. Ou seja, estou com a renda cada vez mais apertada. O gerente do posto onde costumo abastecer no Méier já me disse que irá aumentar os preços no fim do mês porque o distribuidor andou dizendo que os custos estão elevados - disse Fernanda Guimarães, que abastecia o seu carro ontem de tarde na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


11 de março de 2011

O Globo

Manchete: Uma tragédia nacional - Estradas nunca mataram tanto como neste carnaval
Somente nas rodovias federais, o número de mortos chega a 213

Nada menos que 213 pessoas morreram em acidentes nas estradas federais no carnaval deste ano, o mais violento desde que há estatísticas sobre essa tragédia brasileira. Também houve mais colisões e mais pessoas feridas em relação aos últimos carnavais. Só nas rodovias federais, o total de mortos foi 47,9% maior que no feriado de 2010, enquanto o de feridos subiu 27,4%, e o de colisões, 28,7%. A catástrofe é ainda maior, pois também houve mais mortos e mais acidentes em rodovias estaduais, não incluídas na estatística da Policia Rodoviária Federal. A falta de campanhas educativas, a imprudência dos motoristas, a má conservação das estradas, o aumento do fluxo de carros e a impunidade estão por trás desses números alarmantes, dizem especialistas. No Rio, dois acidentes seguidos na BR-040 (Rio-Juiz de Fora), ambos na Baixada, provocaram um engavetamento de 15 veículos, duas mortes e horas de engarrafamento. (Págs. 1, 3 e 4)

Preço do álcool sobe e empata com gasolina

A alta do preço do açúcar no mercado internacional tem levado os usineiros brasileiros a desviar a produção para o mercado externo, reduzindo a oferta no país e encarecendo o álcool para o motorista nas bombas. No Rio, o litro do combustível já pode ser encontrado até por R$ 2,49, o mesmo preço da gasolina mais barata. (Págs. 1, 21 e Flavia Oliveira)

Dengue dispara no Rio, mas mata menos

Desde o início do ano até ontem foram registrados no município do Rio 5.064 casos, 857% a mais do que no mesmo período do ano passado. Nove bairros enfrentam um surto, mas a taxa de mortalidade é de 1%, menor que em 2010. (Págs. 1 e 18)

MP pede ao STF investigação sobre mensaleira do PMN (Págs. 1 e 9)

Mensaleiro do PT e ex-guerrilheiro, Genoíno vira assessor da Defesa (Págs. 1 e 9)

Líbia: França legitima rebeldes

Kadafi retoma cidades e ameaça revelar segredos de Sarkozy

O presidente Nicolas Sarkozy surpreendeu o ditador Muamar Kadafi e atropelou a União Europeia ao fazer da França o primeiro país a reconhecer o Conselho Nacional Líbio como único representante legítimo do país. Kadafi reagiu: a agência Jana informou ter "um segredo destruidor" sobre a campanha de Sarkozy. Apesar da vitória no campo diplomático, os rebeldes perderam na frente de batalha, em duas cidades estratégicas retomadas por Kadafi. Na Arábia Saudita, o governo dispersou com tiros manifestantes que pediam a libertação de presos. (Págs. 1, 27 a 29 e editorial "Corrida contra o tempo")

Com a boca no trombone

OSB não manda representante a reunião e crise com os músicos se agrava.

Pirataria: Estudo mostra que Brasil combate a prática ilegal de forma equivocada. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Em dois meses, país recebe mais dólares que em todo 2010
Taxa de juros em alta atrai investidores e repercute nas operações do mercado de câmbio; governo prepara pacote

Até o dia 4 deste mês, a entrada de dólares no Brasil superou o montante de 2010 inteiro, mostram os dados do Banco Central. O número é resultado de investimentos externos de longo prazo, empréstimos de empresas brasileiras no exterior e especulação no câmbio.

Em pouco mais de dois meses, o ingresso chegou a US$ 24,356 bilhões; durante todo o ano passado, o saldo foi de US$ 24,354 bilhões.

A oferta faz com que o dólar caia, barateia importações e encarece exportações - o que é ruim para a balança comercial e a indústria.
(Págs. 1 e Mercado B3)

Gaddafi retoma polo petrolífero que estava com rebeldes líbios

Os pesados ataques militares do ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, expulsaram oposicionistas do polo petrolífero de Ras Lanuf. Pânico era o sentimento entre os rebeldes, informa o enviado Marcelo Ninio.

A cidade de Brega também foi alvo de ataques, indicando escalada governista rumo ao leste. Os rebeldes líbios criticaram "a inação internacional". (Págs. 1 e Mundo A8)

França é o 1º país a tratar insurgentes como governantes legítimos. (Págs. 1 e Mundo A8)

Foto legenda: Oposicionista usa binóculo para observar ataque aéreo no deserto próximo à cidade de Ras Lanuf, no leste da Líbia. (Pág. 1)

Presidente da Assembleia de SP é acusado de desvio

O presidente da Assembleia de SP, Barros Munhoz (PSDB), é acusado de atuar em desvio de R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Itapira. Em sua conta, foram achados depósitos em dinheiro incompatíveis com sua renda.

Para a Promotoria, o tucano pode ter recebido R$ 1 milhão quando era prefeito.

O deputado atribui o dinheiro a empréstimos que fez e acusa os promotores de ter motivação política.

A Justiça de São Paulo, onde corre o processo, ordenou o bloqueio de seu patrimônio. Munhoz recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas a decisão foi mantida. (Págs. 1 e Poder A4 e A5)

STF autoriza quebrar sigilo dos 38 réus do mensalão

O Supremo Tribunal Federal determinou a quebra do sigilo fiscal dos 38 réus do mensalão, escândalo revelado pela Folha em 2005.

A quebra foi requisitada pela Procuradoria-Geral da República para calcular possíveis multas em caso de condenação e atinge, entre outros, o ex-ministro José Dirceu e o deputado João Paulo Cunha (PT). (Págs. 1 e Poder A6)

Dalai-lama anuncia sua aposentadoria da política

O dalai-lama anunciou que deixará o comando político do governo tibetano no exílio, mas continua como líder religioso budista.

Para cuidar desses assuntos, a comunidade tibetana no exílio vai eleger, no dia 20, um novo premiê.

A porta-voz da chancelaria chinesa diz que ele "está enganando a comunidade internacional". (Págs. 1 e Mundo A11)

Ciência

Pedidos de licença ambiental cresceram 570% em dez anos. (Págs. 1 e C13)

Editoriais

Leia "Política amorfa", sobre a criação de um novo partido pelo prefeito Kassab, e "Estradas mortais", acerca do balanço de acidentes no Carnaval. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Cresce rombo da previdência do servidor
Enquanto o déficit do INSS ficou estável, o do sistema do funcionalismo cresceu 9% entre 2009 e 2010 e superou os R$ 50 bilhões

O rombo do regime de previdência dos servidores públicos da União ultrapassou a marca dos R$ 50 bilhões, ao registrar um crescimento de 9% entre 2009 e 2010. No período, por outro lado, o déficit previdenciário do INSS ficou praticamente estável. A tendência, se não houver mudanças no sistema do servidor público, é que essas despesas continuem subindo e pressionando os gastos do governo. "A situação é insustentável", afirmou o secretário de Previdência Social, Leonardo Rolim. O sistema arrecada pouco mais de R$ 22,5 bilhões para pagar uma despesa de R$ 73,9 bilhões. Para reverter o quadro, Rolim disse que é preciso regulamentar o fundo de previdência complementar do funcionalismo, que está parado no Congresso desde 2007. Com esse fundo, o teto para as aposentadorias dos servidores públicos, que hoje não existe, será o mesmo que o do INSS - atualmente, é de R$ 3.689,66. (Págs. 1 e Economia B1)

BC indica alta menor de juros

A ata da última reunião do Copom deu indicações ao mercado de que o ciclo de aperto está próximo do fim e que a Selic só deve subir mais uma vez. O Banco Central dá sinais de que o combate a inflação vai além do corte do juroS e novas medidas de contenção do consumo podem estar a caminho. (Págs. 1 e Economia B3)

Depoimento: Repórter do 'Estado' é solto na Líbia e relata seu drama

O repórter Andrei Netto, enviado do Estado a Líbia, foi libertado após passar oito dias preso por forças do governo. "Foi um vazio de informação apavorante. Não consigo descrever o estresse que isso provoca", disse Andrei. (Págs. 1 e Internacional A12)

Kadafi retoma área e contém avanço rebelde

Sob forte bombardeio de três flancos da cidade, os rebeldes desocuparam ontem o complexo petroquímico de Ras Lanuf, desde sexta-feira o ponto mais a oeste da Líbia por eles controlado. Foi uma vitória importante do ditador Muamar Kadafi, que conteve o avanço dos rebeldes em direção ao oeste do país. (Págs. 1 e Internacional A12)

Procuradoria pede inquérito no STF contra filha de Roriz

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar a deputada Jaqueline Roriz (DF). Ela aparece em vídeo, revelado pelo Estado, recebendo dinheiro do delator do esquema do mensalão do DEM. (Págs. 1 e Nacional A4)

Pedágio no Trecho Sul do Rodoanel começa em julho (Págs. 1 e Cidades C1)

Centrais terão assento nos conselhos de estatais (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

Mais do mesmo

Apesar da promessa de apuração rigorosa, a deputada Jaqueline Roriz tem pouco a temer. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Forte desaceleração faz BC ser cauteloso com os juros
Algumas áreas do governo e alguns bancos já trabalham com a previsão de um crescimento de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, antevendo uma queda brusca em relação aos 7,5% do ano passado e muito maior do que a esperada pelo mercado financeiro. Diante desse desaquecimento acelerado, seria possível a convergência da inflação para perto do centro da meta já em 2012.
A se confirmar essa expectativa mais pessimista para o PIB, a taxa Selic teria mais um aumento de 0,5 ponto percentual na reunião de abril e aí se encerraria o atual ciclo de aperto monetário. Essa foi a perspectiva passada pela ata do Copom divulgada ontem pelo Banco Central. As instituições financeiras leram com cuidado o item 31 da ata e entenderam que o ciclo de aperto deve ser mais curto e menos intenso do que imaginavam. "A eventual introdução de ações macroprudenciais pode ensejar oportunidades para que a estratégia de política monetária seja reavaliada", diz a ata. (Págs. 1, A2, C1 e C2)

Preços de resinas e nafta sobem

As incertezas causadas pela crise política em alguns países produtores de petróleo e novos picos nas cotações das commodities puxam para cima os preços das resinas plásticas no mercado brasileiro. As principais resinas subiram 20% em janeiro, ante o mesmo mês de 2010, de acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O polietileno de baixa densidade, usado na fabricação de frascos para as indústrias de cosméticos, alimentos, entre outras aplicações, aumentou 27,63%, atingindo a média de US$ 2.416 por tonelada.
Fontes do mercado indicam que o preço na nafta saiu de US$ 650 por tonelada no último trimestre de 2010 para perto de US$ 900 por tonelada hoje. Um acordo entre a Petrobras e a Braskem (a única consumidora de nafta no país) "amortece" o efeito da alta externa, ao incluir na fórmula de reajuste de preços a média móvel das cotações dos últimos três meses no mercado internacional. (Págs. 1 e B1)

Paraopeba, o novo polo de ferro e aço

Do alto das colinas que cercam Congonhas, cidade famosa pelas estátuas de Aleijadinho, vê-se uma nuvem escura na área escavada da mina onde se extrai ferro com altíssimo teor de pureza. É a Casa de Pedra, do grupo CSN, apenas um dos muitos investimentos programados em cinco municípios na região do Alto Paraopeba, que a médio prazo deve se transformar no principal polo minerador e no segundo siderúrgico de Minas.
A Ferrous Resouces começa neste ano a extrair minério da mina Viga, em Congonhas. Também em 2011 será inaugurada a usina franco-nipônica da Vallourec&Sumitomo, em Jeceaba. No fim do ano, começarão as contratações da Gerdau Açominas para a instalação de dois laminadores em Ouro Branco. A soma dos investimentos em curso e projetados beira os RS 20 bilhões. (Págs. 1 e A20)

Foto legenda: Mão de obra preciosa

Moisés, José Helton, Osnildo, Evandro e José Vicente, empregados da Construtora Plaenge, de Curitiba: empresa do Paraná comemora um aumento de 26% nas vendas e vai a outros estados, principalmente do Nordeste, em busca de mão de obra que está em falta no Sul. (Págs. 1 e 4)

Plano terá que ressarcir SUS, diz Padilha

Cobrar compensação dos planos de saúde por seus segurados atendidos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) é prioridade da presidente Dilma Rousseff e, portanto, também do ministro Alexandre Padilha, como ele mesmo reafirmou em entrevista ao Valor. Outra preocupação é tentar gastar melhor os recursos de que o ministério dispõe, antes de pedir mais dinheiro. Só dessa forma, acredita Padilha, será possível convencer a sociedade a permitir novas formas de financiamento e levar a saúde a padrões de Primeiro Mundo. Segundo o ministro, o SUS é o programa que mais fez transplantes e hemodiálises do mundo e, no entanto, o país gasta apenas R$ 660 per capita. Isso somando-se as despesas na área de saúde da União, Estado, e municípios. Só a União investe R$ 304 per capita. Inglaterra e Canadá gastam seis vezes mais. Padilha diz que há uma revolução a caminho, que inclui um novo modelo de construção de unidades de saúde e a mudança na forma de remuneração dos hospitais. (Págs. 1 e A5)

Bolsas fraquejam com apreensão sobre EUA, China e zona do euro (Págs. 1 e C2)


Rossano Maranhão na Aviação Civil

O governo edita na próxima semana medida provisória criando a Secretaria Nacional de Aviação Civil, que deverá ser comandada pelo atual presidente do Banco Safra, Rossano Maranhão. Márcio Fortes deve assumir o futuro Eximbank. (Págs. 1 e A6)

Intel ajusta o foco

Após mais de uma década nos EUA, Fernando Martins chega hoje ao Brasil para assumir a presidência da Intel no país. “A ideia é ser menos um escritório de vendas e mais um parceiro dos fabricantes no desenvolvimento de novos produtos", diz. (Págs. 1 e B3)

Eternit diversifica atuação

A Eternit vai construir uma fábrica de louças sanitárias no porto de Pecém (CE), como parte da estratégia de diversificação de negócios na área de materiais de construção para reduzir a dependência do amianto. (Págs. 1 e B9)

Rio Tinto eleva oferta à Riversdale

A Rio Tinto elevou sua oferta pela Riversdale Mining para pouco mais de US$ 4 bilhões, em sua tentativa de assumir a maioria do capital da empresa, que detém atraentes depósitos de carvão em Moçambique. A CSN terá 19%. (Págs. 1 e B9)

Basf avalia investimentos no país

A multinacional alemã Basf estuda a possibilidade de novos investimentos no Brasil. Entre os projetos em análise estão a produção de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes. (Págs. 1 e B9)

Recorde consensual no campo

Conab e IBGE afinaram suas previsões para a produção de grãos no ciclo 2010/11. Agora com menor disparidade, os dois órgãos preveem novo recorde histórico, entre 151,2 milhões e 154,2 milhões de toneladas. (Págs. 1 e B14)

Resgate de debêntures

A Comissão de Valores Mobiliários pretende que as empresas possam recomprar debêntures cujos preços de negociação estejam acima do valor nominal. O objetivo é criar mais uma opção para melhorar o perfil da dívida das companhias. (Págs. 1 e C3)

Minoritários do Bamerindus

Acionistas minoritários do antigo Bamerindus decidem dia 22 se aceitam a proposta do Fundo Garantidor de Crédito para encerrar as disputas judiciais em torno da liquidação do banco. O acordo gira em torno de R$ 50 milhões (Págs. 1 e C8)

Ideias

Márcio Garcia

É ilusório achar que há novo instrumental de política econômica que permita, sem custos, baixa inflação com crescimento. (Págs. 1 e A19)

Ideias

Maria Cristina Fernandes

Se a ordem é mais pragmatismo, Dilma terá muitas oportunidades de testar os limites do novo tom de sua política externa. (Págs. 1 e A6)

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quinta-feira, março 10, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ... E PRÁ TUDO COMEÇAR NA QUARTA-FEIRA (de Cinzas).

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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BRASIL [In:] 'LOBBIES': ''JEITINHO'' PERCENTUALIZADO

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A regulamentação do lobby no Brasil

Autor(es): Luiz Alberto dos Santos
O Estado de S. Paulo - 10/03/2011


Segundo dados de 2009 da Transparência Internacional, 58% dos latino-americanos consideram que o setor privado faz subornos para influenciar leis e políticas governamentais. Nesse ambiente, reproduzido no Brasil, a atuação dos lobbies tende a ser vista como uma distorção do sistema democrático e não parte dele, levando à ideia de que interesses particulares são inerentemente ilegítimos (Thomas e Hrebenar, 2008).

Todavia, como destaca a OCDE (2009), a representação de interesses está inter-relacionada com o direito constitucional de petição e de livre associação, sendo essencial à própria democracia. Assim, um maior grau de organização e institucionalização dos grupos de interesse confere mais transparência ao processo decisório, possibilitando que, com menores custos, toda a sociedade tenha acesso aos formuladores de políticas públicas.

A importância da regulação das atividades de representação de interesses, assim, reside em dois aspectos principais: assegurar a transparência e integridade da conduta dos lobbies e grupos de interesse e, simultaneamente, conferir maior equidade e isonomia de acesso ao processo decisório, reduzindo a associação entre lobby e corrupção.

No Brasil, diversas propostas legislativas têm sido dirigidas à regulação das atividades de lobby, no Parlamento e no Executivo. Recente, ainda sob apreciação do Legislativo e com chances de converter-se em norma jurídica, há o Projeto de Lei n.º 1.202/2007, do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que consolida várias proposições legislativas anteriores e busca, na experiência internacional, importantes subsídios.

Apesar de historicamente não ter sido tratada como prioridade no Congresso, a regulação do lobby é recolocada em pauta sempre que ocorrem problemas envolvendo influência indevida. O próprio processo de democratização e consequente desenvolvimento da sociedade civil reclama a institucionalização de mecanismos que promovam a participação, assegurada a isonomia no acesso aos canais decisórios, e a transparência na atuação dos lobbies.

Há, de todo modo, riscos que devem ser evitados pela regulamentação proposta. Entre eles, o da criação de barreiras à participação social, em decorrência de exigências de cadastramento e formalização que podem representar um custo insuportável para certos grupos e associações. Assim, escritórios profissionais de lobby poderiam obter uma lucrativa reserva de mercado, graças à redução do grau de acessibilidade do nosso regime político. Haveria, nesses casos, uma flagrante afronta ao direito de petição, o que garante a todos o direito de levar suas posições aos representantes do poder público.

A sensibilidade do tema é comprovada pelo caráter mutável e adaptativo das normas que regem as atividades de lobby ao redor do mundo. De fato, verifica-se que a construção de normas sobre o lobby se tem desenvolvido como um processo incremental, como parte do aprendizado político dos países, encontrando-se em estágio inicial na maior parte do mundo. Até mesmo nos Estados Unidos, onde a primeira iniciativa no sentido de regulamentar o lobby ocorreu há mais de cem anos, as normas sobre lobby se submetem a reformas periódicas em cada nova crise ética no campo político-administrativo.

A nova legislatura iniciada em 2 de fevereiro encontrará condições favoráveis para dar continuidade ao processo de regulamentação das atividades de lobby. Tendo a clareza de que tais regras deverão guardar a flexibilidade necessária para adaptar as exigências de cadastramento às garantias de acesso aos tomadores de decisão do Legislativo e Executivo, não parece sensato desperdiçar a oportunidade para que as instituições políticas e administrativas brasileiras avancem nessa direção.

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CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] ALA-LA-Ô !!!

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Folia na Câmara

Autor(es): Renato Alves
Correio Braziliense - 10/03/2011

Carnaval em Brasília é sinônimo de ruas e prédios públicos desertos. Mas a Câmara Legislativa (sempre ela) decidiu quebrar a tradição. Ao menos se levarmos em conta a quantidade de luzes acesas nas quatro noites de folia. Andares inteiros permaneceram com todos os cômodos iluminados, mesmo com os 24 nobres deputados distritais de folga.

Poderia ser um sinal de que um grupo de dedicados servidores decidiu fazer hora extra em meio à festa momesca. Mas, batendo ponto nesses quatro dias no prédio em frente à Câmara, nem eu e os mais de 100 colegas de plantão vimos um ser vivo circulando no novo, moderno e ultrafaturado edifício. Sequer havia carro estacionado, entrando ou saindo da sede iniciada na administração de Gim Argello e concluída na gestão de Leonardo Prudente.

Apesar das luzes acesas em feriados, tudo indica que não devemos esperar transparência e moralidade da nova turma da Câmara Legislativa. Ela é a mesma que liberou o 14º e o 15º salários para o fim do ano antes mesmo de iniciarem os trabalhos, em fevereiro.

Entre discussões sobre a distribuição de cargos nas comissões da Casa, muito bem acomodados nos novíssimos gabinetes, os senhores parlamentares se deram outro benefício logo após assumirem suas funções. Mandaram comprar cadeiras para atendimento psicológico ao custo de R$ 1,2 mil cada.

Mas como cobrar correção com o dinheiro público, economia de energia elétrica na conta alheia, de uma Casa que abriga e já abrigou gente acusada de pistolagem, abuso sexual de adolescentes, grilagem, corrupção passiva e escancarada?

Até que provem o contrário, aos brasilienses resta esperar novas ações entre os amigos distritais, que, ao longo dos anos, transformaram o poder legislativo local em um grande balcão de negócios. Com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

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BRASIL [In:] OS NOVOS ''TIO PATINHAS'' (*)

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País ganhou, em 2010, mais 12 bilionários



Brasil já tem 30 bilionários na lista da "Forbes"


O Globo - 10/03/2011

Doze deles entram no grupo pela 1ª vez, junto com outros 96 também do Bric. Eike continua o 8º mais rico e Slim lidera


NOVA YORK. Eike Batista ainda é o homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo, segundo a lista deste ano divulgada ontem pela revista americana "Forbes". De 2010 para 2011, o empresário, que controla o grupo EBX, elevou seu patrimônio em US$3 bilhões, para US$30 bilhões. No ano em que a "Forbes" registrou número recorde de bilionários no mundo, 1.210, frente a máxima anterior de 1.125, registrada em 2008, o Brasil que aparece com 30 ricaços, contruibuiu com 12 novos nomes.

Os 12 novos bilionários brasileiros da lista são Alfredo Egydio Arruda Villela Filho (US$3,2 bilhões, banco), Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (US$3,2 bilhões, banco), André Esteves (US$3 bilhões, banco), Fernando Roberto Moreira Salles (US$2,6 bilhões, banco), João Moreira Salles (US$2,6 bilhões, banco), Pedro Moreira Salles (US$2,6 bilhões, banco), Walther Moreira Salles (US$2,6 bilhões, banco), Maria de Lourdes Egydio Villela (US$2 bilhões, banco), Edson Godoy Bueno (US$2 bilhões, saúde), Dulce Pugliese de Godoy Bueno (US$1,9 bilhão, finanças) e Lia Maria Aguiar (US$1,1 bilhão, herança).


Carlos Slim, de 71 anos, ficou na liderança pelo segundo ano consecutivo. O mexicano, que controla no Brasil a Embratel e a Claro, é dono da America Movil, a maior operadora de telefonia celular das Américas. Ele viu sua fortuna crescer em US$20,5 bilhões, para US$74 bilhões, entre 2010 e 2011. Em segundo lugar aparece o presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates. Aos 55 anos, ele viu seus ativos aumentarem em US$3 bilhões de um ano para o outro, para um total de US$56 bilhões. Warren Buffett, de 80 anos, presidente da Berkshire Hathaway, ficou com a terceira posição, com US$50 bilhões.

Os americanos continuam a dominar o ranking, mas os EUA estão perdendo força. Um em cada três biolionários é americano, bem menos do que a média de um a cada dois registrada há duas décadas. Embora a lista de 2011 tenha dez americanos a mais que a de 2010, ela tem 56 a menos do que a de 2008. E os EUA estão contribuindo com novos bilionários num ritmo bem mais lento do que antes: só 6% de seus 418 ricaços são novos na lista, frente a 47% da China, 40% do Brasil e 30% da Rússia.

Ainda há, no entanto, motivos para inspiração nos nomes da lista. O Facebook - que hoje é avaliado em US$50 bilhões - é a maior delas já que seu cofundador e presidente-executivo, Mark Zuckerberg, de 26 anos, aparece no ranking com uma fortuna 238% maior do que a do ano passado, de US$4 bilhões para US$13,5 bilhões. Ele pulou da 212ª posição em 2010 para a 52ª. Também aparecem entre os mais ricos do mundo outros nomes ligados à rede social do mundo os estreantes: Dustin Moskovitz (420º, com US$2,7 bilhões) - o bilionário mais novo do mundo, oito dias mais novo que Zuckerberg -, o brasileiro naturalizado americano Eduardo Saverin (782º, com US$1,6 bilhão) e Sean Parker (782º, US$1,6 bilhão). Mark Pincus, fundador da desenvolvedora de games Zynga, responsável pelo sucesso FarmVille, também estreou na lista, na 1.140ª posição, com US$1 bilhão.

Dos 1.210 bilionários deste ano, 648 viram sua fortuna crescer, enquanto 160 perderam dinheiro. A média das fortunas é de US$3,7 bilhões, US$200 milhões a mais do que em 2010. Juntos, os bilionários do mundo detêm um total de US$4,5 trilhões - 2,3% da riqueza mundial e mais do que o PIB da Alemanha. E entre os 214 novos bilionários que entraram na lista pela primeira vez este ano, 108 são dos Brics - 54 chineses, 31 russos, 12 brasileiros e 11 indianos. Nestes quatro países estão um em cada quatro bilionários. Até o ano passado, só os EUA reuniam mais de 100 bilionários. Este ano, a China aparece com 115 e a Rússia com 101. No Brasil, estão 30 das pessoas mais ricas do mundo.

A "Forbes" não divulga a metodologia exata utilizada para a produição do ranking, que se baseia em informações públicas e privadas, considerando, entre outros bens, ativos financeiros e imóveis. O valor de cada uma das fortunas tem como referência o fechamento do mercado americano em 14 de fevereiro.

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(*) Interessante! Joãozinho Trinta, carnavalesco, dizia que “quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo”.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


10 de março de 2011

O Globo

Manchete: Rei dá à Beija-Flor recorde de títulos no Sambódromo
Tradição de Nilópolis destrona a modernidade da Unidos da Tijuca

O Rei Roberto Carlos deu à Beija-Flor não apenas o campeonato de 2011, mas também o recorde de títulos no Sambódromo - sete, desde 1984, ultrapassando a Imperatriz com quem dividia o trono, com seis, cada. Na história da escola de Nilópolis, este é o 12º campeonato. "Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo", disse Roberto Carlos, na quadra da escola. A Beija-Flor só não teve dez em dois quesitos: mestre-sala e porta-bandeira e em samba-enredo. A diferença sobre a segunda colocada, Unidos da Tijuca, foi de 1,4 ponto. A Renascer de Jacarepaguá venceu no Grupo de Acesso A e chegará pela primeira vez ao Grupo Especial. Ontem de manhã, Caetano Veloso desfilou num Sambódromo vazio, mas ajudou a Paraíso do Tuiuti a conquistar o título e subir para o grupo A. Nesta edição, pôster da escola campeã. (Págs. 1 e 10 a 19)

Multa para xixi na rua

O secretário da Ordem Pública, Alex Costa, vai sugerir a elaboração de um projeto de lei para multar quem fizer xixi na rua. Neste carnaval, 671 pessoas foram detidas em flagrante. (Págs. 1 e 16)

Chega a 189 o número de mortos nas estradas federais. (Págs. 1 e 9)

Refinarias são alvo de batalhas na Líbia

A guerra entre grupos rebeldes e as forças do ditador líbio, Muamar Kadafi, atingiu ontem os complexos petrolíferos. Duas das maiores refinarias do país foram fechadas. Ataques destruíram um oleoduto no Leste e explodiram tanques de armazenamento de petróleo. Os dois lados se acusam pela iniciativa.
No Marrocos, o rei Mohammed VI anunciou reformas para dar mais poder ao Parlamento. (Págs. 1 e 29 a 31)

Filha de Roriz fica fora de comissão

Menos de uma semana após a divulgação de vídeo em que recebe R$ 50 mil do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) pediu para sair da comissão da reforma política. Em nota, o PMN a descreve como "uma pessoa de boa índole" e lamenta que tenha se envolvido de forma "ingênua" numa "prática nefasta". (Págs. 1 e 3)

País ganhou, em 2010, mais 12 bilionários

Lista da revista "Forbes" mostra que clube dos que tem mais de US$ 1 bilhão já soma 30 no Brasil. Eike Batista, com US$ 30 bi, continua em 8º no ranking mundial. No topo, está o mexicano Carlos Slim, com US$ 74 bi: num ano, ele, amealhou mais US$ 20 bi. (Págs. 1 e 25)

País deve aumentar seu arsenal para evitar dólar baixo (Págs. 1 e 23)

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Folha de S. Paulo

Manchete: USP é preterida por 25% dos alunos selecionados
Causas apontadas são aumento de vagas federais e oferta de bolsas e financiamentos

Um em cada quatro candidatos aprovados na primeira chamada do vestibular da USP desistiu antes de fazer a matrícula em 2011.

A universidade convocou este ano o maior número de alunos em segunda chamada: foram 2.562. Em alguns cursos, principalmente no interior de São Paulo, as vagas não estão preenchidas nem com a terceira lista.

Embora seja a primeira brasileira em rankings internacionais e responda por cerca de 25% da produção científica do país, a USP sofre concorrência das federais, cujas vagas em SP quintuplicaram desde 2005.

A avaliação é da própria USP, do MEC e de cursinhos. Outro motivo é o maior acesso a bolsas do governo e financiamento. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Análise
Há duas saídas: estimular a inclusão ou firmar-se na elite, avalia Hélio Schwartsman. (Págs. 1 e C1)

Brasil é único Bric ausente do ranking de universidades

O Brasil é o único país do Bric sem universidades entre as cem instituições mais bem avaliadas por acadêmicos no mundo, informa Vaguinaldo Marinheiro.

No ranking divulgado hoje pelo THE - referência em avaliação universitária -, a Rússia está na 33ª posição, a China aparece cinco vezes (a melhor delas em 35°) e a Índia, em 91°. (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Gaddafi ataca na Líbia e negocia na Europa

Enquanto intensificava os ataques contra a insurgência, o ditador Muammar Gaddafi passou a atuar também no front diplomático.

Enviados do regime líbio iniciaram reuniões com chanceleres antes de encontro da Otan e da União Europeia para debater a imposição de restrições aéreas.

No 22º dia de conflitos, relatos apontam dezenas de mortes em Zawiyah, a cidade mais próxima da capital líbia que as forças da oposição conseguiram ocupar.

No leste do país, refinaria em Ras Lanuf também foi atingida por bombardeio, informa o enviado especial Marcelo Ninio. (Págs. 1 e Mundo A9)

Em campo de refugiado, desamparo moral é pior que o desconforto físico. (Págs. 1 e Mundo A12)

Foto-legenda: Rebelde anti-Gaddafi dispara granada diante de terminal de armazenamento de gás atingido por bombardeio e localizado entre Ras Lanuf e Bin Jawad. (Pág. 1)

Foto legenda: Aposentado

O ônibus espacial Discovery, que voltou de sua última missão, visto da Estação Espacial Internacional, sobre Marrocos, em imagem feita pela Nasa. (Págs. 1 e Ciência C13)

Mônica Bergamo: Fevereiro bateu recorde em vaga formal, diz Lupi

Dados preliminares mostram que a criação de empregos com carteira assinada bateu recorde para o mês de fevereiro, relata o ministro Carlos Lupi (Trabalho).

O saldo foi positivo em 208 mil vagas. No mesmo mês do ano passado, foram 205 mil.

Lupi diz que a presidente Dilma Rousseff, "formal com quem não conhece", o chama de "Lupinho". Eles convivem há 20 anos. (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Importados suprem 80% da alta de consumo do fim do ano

Estudo do banco Credit Suisse indica que quase 80% do crescimento no consumo de produtos industrializados no Brasil no último trimestre de 2010 foi suprido por importações.

Análise mostra perda de espaço da produção doméstica. Importados eram 14% do consumo de bens industriais em 2003. Fecharam 2010 em 24%. (Págs. 1 e Mercado B1)

Choques entre muçulmanos e cristãos deixam 13 mortos no Egito (Págs. 1 e Mundo A13 )

Editoriais
Leia "Dilma para todos", sobre a relação da presidente com a imprensa, e "Promessas e escolas", acerca da falta de vagas em creches em SP. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: BNDES já empresta três vezes mais que o Banco Mundial
Em 2010, banco brasileiro concedeu US$ 96,32 bi, contra US$ 28,85 bi do Bird

O BNDES emprestou no ano passado US$ 96,32 bilhões, mais que o triplo dos US$ 28,85 bilhões concedidos pelo Banco Mundial (Bird). Com a crise global, bancos estatais e instituições multilaterais incrementaram sua participação na economia. O ritmo do banco brasileiro, no entanto, foi bem superior ao do Bird. Entre 2005 e 2010, os empréstimos do BNDES cresceram 391% em dólar, enquanto os do Bird avançaram 196%. O banco brasileiro já emprestava mais que o Banco Mundial em 2005 - foram US$ 19,6 bilhões, ante US$ 9,72 bilhões do Bird. O governo estima queda nos desembolsos do BNDES em 2011, para US$ 82,86 bilhões, porque a economia está aquecida. (Págs. 1 e Economia B1)

Capitalização criticada

Para Luiz Carlos Mendonça de Barros, que já presidiu o BNDES, a anunciada capitalização de R$ 55 bilhões no banco mostra que o governo "não tem compromisso com a combate à inflação". (Págs. 1 e Economia B4)

Doleiro pode impedir fim da Castelo de Areia

Depoimentos de um doleiro à Justiça de São Paulo, como delação premiada, tornaram-se peça capital do Ministério Público Federal para impedir o arquivamento da operação Castelo de Areia, informa o repórter Fausto Macedo. O relato do doleiro cita políticos, empresários, bancos e autoridades, entre as quais um ex-ministro do governo Lula, em relação ao processo contra três executivos da empreiteira Camargo Correa, acusados de crimes financeiros e evasão de divisas. A defesa pede o trancamento da ação. (Págs. 1 e Nacional A5)

TCU aponta fraude em contrato da TV Brasil

Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta irregularidades - entre elas uso de documento falso e favorecimento - na licitação da Empresa Brasil de Comunicação que contratou a Tecnet, empresa na qual trabalha Cláudio Martins, filho do ex-ministro Franklin Martins. (Págs. 1 e Nacional A4)

R$ 6,2 milhões
É o valor do contrato da Tecnet com a Empresa Brasil de Comunicação. (Pág. 1)

Otan tenta acordo hoje sobre ação na Líbia

Rebeldes buscam se proteger durante batalha em Bin Jawad; a Otan vai discutir hoje possibilidades de intervenção. (Págs. 1 e Internacional A10 a A12)

Bric invade a lista de bilionários da 'Forbes' (Págs. 1 e Economia B16)

Sobe até 6% remédio de preço controlado (Págs. 1 e Vida A14)

Câmara estuda acelerar o caso Jaqueline Roriz (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações
Um almoço em Genebra

Dilma não anuncia só com palavras que se dissociou da complacência de Lula com regimes despóticos. (Págs. 1 e A3

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Valor Econômico

Manchete: Custos de Jirau sobem e obra já atinge R$ 13 bi
Desafios continuam rondando a usina hidrelétrica de Jirau em seu terceiro ano de construção. O volume de escavação da obra foi muito maior que o previsto, o que fez a construtora Camargo Corrêa pedir um valor adicional de R$ 900 milhões no contrato de obras civis. O pedido eleva mais uma vez o investimento, que hoje chega perto dos R$ 13 bilhões, ante os R$ 9 bilhões previstos.
Liderado pela GDF Suez, a concessionária Energia Sustentável do Brasil pretendia antecipar para o primeiro semestre de 2012 o início da geração e usar o tempo ganho para vender 100% da energia do primeiro ano a preços do mercado livre, em geral superiores aos R$ 72 o megawatt-hora (MWh) da tarifa com a qual venceu o leilão. Até agora, porém, não conseguiu o preço de R$ 130 o MWh que garantiria retorno do negócio nem mesmo para a parcela que poderá vender no mercado livre a partir de 2013. (Págs. 1 e B1)

Histórias de quem juntou seu 1º milhão

Nelson foi assalariado por 17 anos e durante esse tempo alimentou um sonho: acumular o suficiente para viver de seus investimentos, objetivo atingido há um ano. Hoje, ele tem R$ 1,5 milhão em aplicações e engrossa as estatísticas da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima): são cerca de 63 mil brasileiros com mais de R$ 1 milhão aplicados.
O crescimento econômico permitiu o aumento do número de jovens investidores e, na mesma medida, o desejo de alcançar uma conta bancária com sete dígitos, meta recorrente entre os frequentadores dos cursos oferecidos pela BM&FBovespa. "Eles querem uma receita mágica", diz Tercia Rocha, consultora da bolsa, que avisa: o objetivo demanda "anos de trabalho e disciplina". A revista ValorInveste circula hoje para assinantes e venda em bancas. (Págs. 1 e ValorInveste)

Inflação maior já contém ganhos salariais

Inflação mais alta e as previsões de desaquecimento da economia complicaram as primeiras negociações salariais de 2011 na indústria. Os 22,5 mil metalúrgicos de Jaraguá do Sul (SC), por exemplo, obtiveram reajuste real de 1,3% - em comparação com 1,9% no ano passado.
Em diversas categorias, apesar da falta de mão de obra, os reajustes tendem a ser menores que os de 2010. Por causa da inflação maior, os acordos salariais nominais estão mais vistosos, mas o ganho real, menor, diz José Milton Camargo, do Sindicato dos Comerciários de Curitiba. (Págs. 1 e A3)

Brasil atrai bancos da Coreia do Sul

Na trilha do aumento dos investimentos de empresas da Coreia do Sul no Brasil, bancos coreanos, como o Korean Development Bank, estão ampliando seus negócios no país, com oferta de financiamento à exportação, à importação e operações de câmbio. Outra prioridade é a gestão de recursos para executivos coreanos com maior poder aquisitivo que têm mudado para o país. O Valor apurou que a Hyundai avalia a abertura de um banco no Brasil, para financiar a venda dos veículos que serão produzidos na fábrica que está construindo em Piracicaba (SP). Também pretende vir para o país o Shinhan Financial Group, o maior em valor de mercado da Coreia. (Págs. 1 e C1)

A aula-show do pré-candidato Chalita em SP

A plateia é formada por 400 estudantes da Universidade de Mogi das Cruzes, com câmeras fotográficas e blocos de autógrafos nas mãos. O palestrante é o deputado federal Gabriel Chalita (PSB), o segundo mais votado no Estado, atrás de Tiririca (PR), e primeiro pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. Doutor em comunicação e direito e autor de 54 livros, ele mescla conceitos de filosofia e princípios de autoajuda a um discurso motivacional. Lembra a infância pobre, filho de pai analfabeto, para buscar identidade com a plateia: "Todo mundo já se sentiu um patinho feio um dia". (Págs. 1 e A5)

Prêmio das ações ordinárias em relação às preferenciais tem forte redução (Págs. 1 e D1)

LBR Lácteos Brasil negocia fusão com a italiana Parmalat (Págs. 1 e D9)

Laureate eleva aposta no Brasil

O grupo americano de ensino Laureate - dono da universidade Anhembi Morumbi e que tem o fundo de "private equity" KKR entre seus acionistas - vai investir R$ 1,1 bilhão até 2015 no Brasil. (Págs. 1 e B1)

Expansão Internacional

A Totvs inaugura nesta semana um novo centro de desenvolvimento de software em São Paulo. A unidade vai servir de base para o projeto de expansão internacional da companhia para os próximos cinco anos. (Págs. 1 e B3)

Dataprev troca computadores

A Dataprev, estatal vinculada ao Ministério da Previdência, conclui a primeira fase da reestruturação de sua área de tecnologia, com a substituição de três mainframes que eram alugados à Unisys. (Págs. 1 e B3)

Infraestrutura do pré-sal

A Petrobras vai instalar duas novas áreas de apoio "offshore" às operações do pré-sal na Bacia de Santos, em Itaguaí (RJ) e no Guarujá (SP), esta em 600 mil metros quadrados que pertencem à Aeronáutica. (Págs. 1 e B9)

Investimento em fertilizantes

Após crescerem quase 30% em 2010, os investimentos no setor de fertilizantes devem bater um novo recorde neste ano. Liderados pela Vale, os aportes poderão superar a marca de R$ 1,5 bilhão. (Págs. 1 e B14)

'Top ten’

Com US$ 30 bilhões, o empresário Eike Batista é a oitava maior fortuna do mundo na lista da revista "Forbes", liderada pelo mexicano Carlos Slim. O segundo brasileiro mais rico é Jorge Paulo Lemann. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Alex Ribeiro

É pouco provável que Obama gaste seu capital político com a liberalização comercial a um ano da campanha de reeleição. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Maria Inês Nassif

Forma como foi concebida a estrutura burocrática da reforma agrária não favorece a distribuição de terras. (Págs. 1 e A13)

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quarta-feira, março 09, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] BLOCO DE SUJOS

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/PIB [In:] 60 DIAS NA GRANJA (do Torto).

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Mais um voo de galinha


Brasil
Autor(es): Carlos Lessa
Valor Econômico - 09/03/2011

Qualquer criança do interior sabe o que é voo de galinha. Curto, barulhento ao voltar para o chão. Vendo o gráfico de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1980 a 2010, não consigo afastar a imagem do voo de galinha. Em 30 anos, a maior taxa de crescimento do PIB foi no primeiro ano do general Figueiredo (9,2%), colhendo iniciativas da era militar. Figueiredo encolheria a economia à mediocridade absoluta, sendo que a galinha dá um pulo nos seus anos finais, crescendo 5,4% em 1984 e 7,8% em 1985. Qualquer um desses é maior que o Pibão, como foi denominado o crescimento de 7,5% no ano de 2010.

O governo Sarney, apesar do brilho do Plano Cruzado, assistiu a uma despencada para um PIB negativo em 1988. Após a Constituição, um pequeno voo de galinha e a economia do país se contrai com a posse de Fernando Collor. Vai lá pra baixo. O período é de mediocridade absoluta, salvo em práticas de apropriação de bens públicos.

No intervalo Itamar, FHC se credenciava e, em 1994, eleito presidente, praticaria por dois mandatos um crescimento médio do PIB (2,3% ao ano), superior apenas ao do Haiti. O crescimento rastejante acompanhou-se de dois pequenos pulos da galinha. O governo Lula, cuja média foi um pouco menos medíocre - 4% ao ano -, termina com o Pibão de 7,5% de 2010... Precedido pelo mergulho de - 0,6% no ano anterior. Tudo leva a crer que assistiremos a mais um voo de galinha, pois não será sustentado o aumento do gasto público e a reposição da ideia de desenvolvimento permanece encabulada.

Quero cotejar esses 30 anos de esvoaçar cacarejante, no nível de chão de galinheiro, com médias históricas anteriores. Média de 1951/1960: 4,3% ao ano. Média do regime militar: 6% ao ano. Em termos de participação no PIB mundial, a economia brasileira caiu de 3,91% em 1980, para 2,92% em 2010 (estimativa do professor Reinaldo Gonçalves). Com seu esvoaçar precário, o Brasil somente poderá ganhar posições se alguns países europeus quebrarem.

O melhor dado de 2010 foi a pequena elevação da taxa de investimento de capital fixo. Foi uma taxa robusta de crescimento em relação a 2009, quando houve uma contração de 10,3% do investimento. Entretanto, o Brasil continua um pigmeu em relação a uma China, que pratica uma taxa de investimento de 40% do PIB, ou de uma Índia, acima de 30%. O Brasil tem uma taxa de 18,4% do PIB em 2010.

Com a inflação seguindo indexada a itens como a eletricidade, o povão é punido pelos altos preços do que o Brasil exporta, e que se refletem internamente nos alimentos e pela dificuldade de geração de novos empregos e elevações salariais. O investimento privado fica inseguro ante o anúncio de cortes de gasto público e persistência dos problemas de infraestrutura. A componente inquietante é reforçada quando se tem presente o crescimento do crédito em relação ao PIB e à visível curva ascendente da inadimplência de 2009: 5,9% para 8% em 2011.

É evidente que uma política de redução dos investimentos públicos e de elevação da taxa de juros alimentarão a taxa de inadimplência. Para as famílias endividadas, o importante é a multiplicação de empregos e uma tendência altista de salários - o oposto do que Dilma persegue. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn advertiu que o risco da economia brasileira é o superaquecimento. Em 4 de março, a presidente Dilma disse que está muito consciente dessa questão. Suas declarações preconizando cortes de gasto público e rápida elevação da taxa Selic surgem como variação bastante conhecida de que, crescendo mais de 4%, a tendência do Brasil é inflação. Com juros hiperelevados, a tendência da empresa brasileira é ao rentismo, ou seja: ampliar aplicações financeiras e não realizar investimentos produtivos.

Enquanto o FMI aplaude a política econômica da presidente Dilma, parece haver um coro trágico limitando o crescimento brasileiro a 4% ao ano. As sugestões se acumulam. Afirmam ser o problema brasileiro a qualidade da mão de obra, ao invés do comportamento da elite dirigente globalizada, ou seja, o problema educacional restringe o desenvolvimento brasileiro. Sou professor e conheço de perto as brutais deficiências do sistema educacional brasileiro. Gosto de pensar que a tarefa da educação é a reposição de uma nova geração melhor qualificada que a geração que a formou. O bom mestre quer que o discípulo o supere. A nação exige que cada geração esteja melhor preparada para a futura civilização nacional. O investimento produtivo gera os empregos e a educação faz avançar o processo civilizatório.

O Brasil instalou em tempos de Juscelino o complexo metal mecânico e o eletroeletrônico sem qualquer estrutura de ensino profissional. O operariado brasileiro se qualifica trabalhando. É tão ávido em manter o bom emprego e nele prosperar que se autoqualifica. A qualidade do povo brasileiro é fantástica, pois sobrevive numa das economias com pior distribuição de renda do mundo e péssimo sistema educacional. Pratica, em escala espetacular, a geriatria que mantém funcionando máquinas, veículos, tratores muitos anos após as matrizes terem retirado de linha as peças de substituição.

Tratores com 30 anos de serviço e caminhões estradeiros com 17 anos em média fazem prova das dezenas de milhares de oficinas artesanais. A criatividade brasileira, principalmente nas seções de manutenção, é reconhecida pelos empresários industriais. O jovem necessita emprego e oportunidade de trabalho e isto não lhe é fornecido pela política econômica. Se o Brasil tiver cursos de alta qualificação sem gerar os empregos correspondentes, será introduzida uma nova commodity nas exportações nacionais - o próprio brasileiro.

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Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa professor emérito de economia brasileira e ex-reitor da UFRJ, foi presidente do BNDES e escreve mensalmente às quartas-feiras.

GOVERNO DILMA [In:] ''O QUE SERÁ QUE SERÁ ...?''

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60 dias duros


Celso Ming
O Estado de S. Paulo - 09/03/2011


Completados os primeiros 60 dias, o governo Dilma enfrenta uma confluência de problemas na economia com que não contava e que complicam a administração.

O mais grave deles é a inflação acentuada agora pela alta dos preços do petróleo e das commodities agrícolas. O governo Lula havia corrido o risco calculado de enfrentar uma elevação generalizada de preços ao permitir o excessivo aquecimento da economia. A ideia era expandir o emprego e a renda de maneira a lubrificar os trâmites eleitorais da candidata oficial. O diagnóstico do Banco Central era o de que a indústria já vinha operando a fogo baixo desde abril de 2010 e que, por isso, os juros básicos (Selic) podiam continuar estancados por mais tempo nos 10,75% ao ano. E o próprio governo entendeu que podia expandir impunemente as despesas públicas porque o baixo desempenho da indústria compensaria eventuais excessos fiscais.

Um pouco tarde, tanto o Banco Central como o próprio governo entenderam que o aquecimento foi longe demais. E foi o que puxou a inflação para acima dos 6% ao ano, como se viu em fevereiro.

Agora, apesar da torcida em contrário, para segurar os preços - prioridade do governo Dilma como tantas vezes repetido -, tanto os cortes orçamentários parecem insuficientes como os juros básicos têm de subir bem mais do que o inicialmente planejado.

Os demais controles da economia trabalham insatisfatoriamente também porque é preciso amansar a inflação. O câmbio preocupa. As reservas estão a US$ 310 bilhões e, no atual ritmo de compras do Banco Central, saltarão em alguns meses para US$ 350 bilhões, sem que se reverta a tendência à valorização do real. A todo momento, o Ministério da Fazenda despacha avisos de que mobilizará seu arsenal contra o enorme afluxo de moeda estrangeira. No entanto, não pretende reduzir ainda mais as despesas públicas para abrir espaço para a queda dos juros e, assim, evitar que mais recursos entrem para tirar proveito dos juros bem mais generosos pagos pelo Tesouro do Brasil.

E não é só isso. Eventual desvalorização do real (alta da cotação do dólar), que o governo pudesse comandar, não ajudaria a conter a inflação porque encareceria o produto importado. Portanto, se algum sucesso puder obter no câmbio, será apenas o de estabilizar as cotações, e não de desvalorizar o real.

O combate à inflação paralisa o governo também na administração das demais contas externas. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, não para de reclamar da excessiva entrada de produtos estrangeiros, especialmente da China, que fazem concorrência desleal à indústria brasileira. Mas também aí o governo não consegue avançar porque, no momento, o contra-ataque à inflação precisa da forte concorrência do produto importado de maneira a desestimular reajustes mais agressivos de preços por parte dos produtores locais.

Sobra a vaga aposta em que, lá por julho ou agosto, a inflação estará controlada, que os juros não terão mais de subir, que as despesas públicas não terão mais de cair, que a indústria terá recuperado seu ritmo de produção, que alguma coisa mais consistente se poderá fazer para estabilizar (ou, quem sabe, reverter) a atual trajetória do câmbio, e que a política econômica poderá voltar a ser ativa. Mas, por enquanto, tudo isso não é muito mais do que uma aposta.

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(*) A Flor da pele (C. Buarque).
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