A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, maio 21, 2012
ELEIÇÕES 2012 [In:] O PT JÁ NÃO É MAIS O MESMO (?) ....pt saudações !
Popularidade e eleições
| Autor(es): Renato Janine Ribeiro |
| Valor Econômico - 21/05/2012 |
Faltam cinco meses para as eleições, e o quadro é o seguinte. A presidente da República tem forte popularidade. Mas seu partido, o PT, parece ter poucas chances na competição pelas principais capitais. Está fora de cena no Rio e talvez Belo Horizonte. Já em Porto Alegre e São Paulo, pela primeira vez desde que existe o segundo turno (1988), até corre o risco de ficar fora da final. Como conciliar dados assim antagônicos, um favorável e outro contrário ao PT? Comecemos notando que esse cenário desmente os comentários que ouvimos de adversários figadais: tucanos, que acusam o governo federal de mexicanizar o país, querendo abolir toda oposição; petistas, que se regozijam de ver a oposição minguando e já anunciam sua extinção. Nenhum deles tem razão. É verdade que muitos, inclusive eu, pensamos que a principal oposição, a que o PSDB comanda, com apoio do DEM e PPS, está sem muito projeto ou rumo. Mas ela tem votos. Pode ser que, se voltar ao poder, não saiba bem o que fazer. Só que uma parte razoável dos eleitores está disposta a votar nela. Ou seja, nem a oposição morreu, nem o Brasil vai ter um partido só. Como sempre, o exagero não é bom conselheiro. Mas, com todos os riscos que implica uma previsão a quase meio ano das eleições, o que o quadro atual indica para nossa política? Primeiro, que a popularidade presidencial não se traduz automática ou integralmente em votos. Lula foi o presidente mais popular de nossa história, pelo menos desde que esse dado importa - isto é, desde que o povo passou a ser ator em nossa política, o que não aconteceu no Império, na República Velha ou na ditadura militar. Mas, de cada cem cidadãos que o aplaudiam no final de mandato, quarenta não votaram em sua candidata, no primeiro turno, e quase trinta escolheram o rival dela na decisão das eleições. De lá para cá, Dilma superou a frieza com que o povão a recebeu de início e ainda lhe somou o respeito da classe média e rica, granjeando um nível elevado de respeito. Parabéns. Mas isso se traduz em votos? Não é óbvio. Em que prefeituras o PT estará apostando em 2010? Continua havendo uma estranha política em nosso país. Por um lado, o PT governa, na escala federal - mas a partir de um único cargo, o maior da estrutura política brasileira, porém ainda assim solitário: a Presidência da República. Com um vice que não é confiável, isso significa depender demais de uma só pessoa, Dilma Rousseff. O PT é tudo e pode tornar-se quase nada. Por outro lado, as forças políticas minoritárias, que não conseguem afrontar a presidência, mostram os músculos nos Estados e municípios. Mais nos Estados do que nas cidades. Aliás, muitos municípios de tamanho médio passaram para o PT estes anos. Graças à Presidência da República ele as conquistou, à medida que políticas as mais variadas - sociais, econômicas, universitárias - beneficiavam cidades que, antes, se sentiam abandonadas. Mas o PT avançou pouco no plano dos Estados. Hoje ele, que é fraco nos três maiores PIBs, governa o quarto e o sexto, Rio Grande do Sul e Bahia. Mas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, nem chega ao segundo turno. Uma razão para o semi-isolamento do PT é sua característica de partido que, sem ser extremista, está num dos polos da política brasileira. Ele foi para o centro desde que ganhou a Presidência, em 2002 - mas ninguém com algum peso está à sua esquerda. Por isso, ele não pode jogar um lado contra o outro. O PSDB pode aliar-se com o PMDB ou o DEM. Só não namora o PT. Já este não pode se aliar com o PSDB ou o DEM. Só lhe resta, dos partidos grandes, o PMDB, a agremiação menos definida do país. O próprio PSD, ao dizer seu fundador que não é de direita, de centro nem de esquerda, se mostra um PMDB mais explícito que o original em sua vagueza. Daí que o PT só ganhe eleições quando a polarização das coisas o coloca como finalista, e o êxito de suas políticas no âmbito respectivo cai bem junto aos eleitores. Por isso, ele perdeu governos que conquistara - Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Por isso, conservou o governo federal e a Bahia. Um esgotamento de material o levou à derrota em Porto Alegre, até então sua vitrina, e dificulta sua volta ao poder naquela cidade. Felizmente, estamos longe do partido único. Mas o caminho do PT é curioso. Até 2002, muitos esperavam uma ascensão gradual do PT: prefeituras, Estados e, finalmente, a Presidência. Lula conseguiu inverter a ordem. Contudo, nas eleições para os Estados ocorridas desde então - 2002, 2006 e 2010 - o PT avançou pouco. Mas prospera nos municípios pequenos e médios (nem tanto nas capitais). No fundo, é aquela mesma estratégia com uma modificação. A mudança foi ter começado pela presidência, que governa a economia e é decisiva para programas sociais. Economia e sociedade afetam diretamente os municípios. Dizia Ulysses Guimarães: as pessoas não moram nos Estados ou na União, mas nos municípios. É neles que a ação do PT mais dá retornos. Na verdade, no Brasil, não sabemos bem o que são os Estados. Não são os componentes originais da Federação. Não foram eles que a criaram; foi ela que lhes deu autonomia. Desde a colônia, a força no Brasil é municipal. As competências legislativas das Câmaras, municipal e federal, são notórias. Já as assembleias estaduais têm menos a fazer. Talvez por isso, conquistar municípios seja uma boa estratégia de longo prazo. Consolida a presidência, dá apoio nas bases, prepara - um dia - a eleição de mais governadores, que são personagens importantes na política nacional, líderes em seus Estados mas, no fundo, afetam menos a vida das pessoas que um bom (ou mau) prefeito. --- Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. Escreve às segundas-feiras |
BRASIL/EDUCAÇÃO/SALÁRIO MAGISTÉRIO [In:] VERGONHA NACIONAL!!!
PROFESSOR TEM SALÁRIO MAIS BAIXO DO PAÍS
| PROFESSOR: AINDA O PIOR SALÁRIO |
| Autor(es): Antônio Gois, Demétrio Weber |
| O Globo - 21/05/2012 |
Levantamento feito pelo GLOBO, com base em microdados do IBGE, mostra que, em 2010, a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia a 59% do que ganhavam os demais trabalhadores com nível superior no país. Em uma década, essa relação melhorou — era de 49%, em 2000. Nesse período, os professores da educação básica ganharam aumentos acima da média dos outros profissionais de nível universitário. Os acréscimos, no entanto, foram insuficientes para reverter o quadro.
Segundo o IBGE, porém, a diferença para demais profissionais com nível superior caiu.
O salário dos professores da educação básica no Brasil registrou, na década passada, ganhos acima da média dos demais profissionais com nível superior, fazendo encurtar a distância entre esses dois grupos. Esse avanço, no entanto, foi insuficiente para mudar um quadro que tem trágicas consequências para a qualidade do ensino: o magistério segue sendo a carreira universitária de pior remuneração no país.
Tabulações feitas pelo GLOBO nos microdados do Censo do IBGE mostram
que a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia, em
2000, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores também com nível
superior. Dez anos depois, esta relação aumentou para 59%. Entre
professores do ensino médio, a variação foi de 60% para 72%.
Apesar do avanço, o censo revela que as carreiras que levam ao
magistério seguem sendo as de pior desempenho. Entre as áreas do ensino
superior com ao menos 50 mil formados na população, os menores
rendimentos foram verificados entre brasileiros que vieram de cursos
relacionados a ciências da Educação - principalmente Pedagogia e
formação de professor para os anos iniciais da educação básica.
Em seguida, entre as piores remunerações, aparecem cursos da área de
religião e, novamente, uma carreira de magistério: formação de
professores com especialização em matérias específicas, onde estão
agrupadas licenciaturas em áreas de disciplinas do ensino médio, como
Língua Portuguesa, Matemática, História e Biologia.
Achatamento provoca prejuízos
Pagar melhor aos professores da educação básica, no entanto, é uma
política que, além de cara, tende a trazer retorno apenas a longo prazo
em termos de qualidade de ensino. A literatura acadêmica sobre o tema
no Brasil e em outros países mostra que a remuneração docente não tem,
ao contrário do que se pensou durante muitos anos, relação imediata com
a melhoria do aprendizado dos alunos.
No entanto, o achatamento salarial do magistério traz sérios
prejuízos a longo prazo. Esta tese é comprovada por um relatório feito
pela consultoria McKinsey, em 2007, que teve grande repercussão
internacional ao destacar que uma característica dos países de melhor
desempenho educacional do mundo - Finlândia, Canadá, Coreia do Sul,
Japão e Singapura - era o alto poder de atração dos melhores alunos
para o magistério.
- Não dá para imaginar que, dobrando o salário do professor, ele vai
dobrar o aprendizado dos alunos. O problema é que os bons alunos não
querem ser professores no Brasil. Para atrair os melhores, é preciso
ter salários mais atrativos - afirma Priscila Cruz, diretora-executiva
do Todos Pela Educação.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE), Roberto Franklin de Leão, concorda com o diagnóstico da baixa
atratividade da profissão. Ele afirma que a carreira de professor,
salvo exceções, acaba atraindo quem não tem nota para ingressar em
outra faculdade. Para Roberto Leão, salário é fundamental, mas não o
suficiente para melhorar a qualidade do ensino.
- Sem salário, não há a menor possibilidade de qualidade. Agora,
claro que é preciso mais do que isso: carreira, formação e gestão.
Priscila Cruz também diz que o salário é só parte da solução:
- É preciso melhorar salários para que os alunos aprendam mais. Mas
o profissional também tem que ser mais cobrado e responsabilizado por
resultados. Não pode, por exemplo, faltar e ficar tantos dias de
licença, como é frequente.
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ELEIÇÕES [In:] CALDO DE GALINHA E ÁGUA BENTA...
MENSALÃO E CACHOEIRA TERÃO IMPACTO EM ELEIÇÕES, DIZ MINISTRO
| MENSALÃO E CACHOEIRA TERÃO IMPACTO SOBRE ELEIÇÕES, DIZ MINISTRO |
| Autor(es): Vera Rosa |
| O Estado de S. Paulo - 21/05/2012 |
Para o ministro da Justiça, o "caso Cachoeira" e seus desdobramentos e o julgamento do processo do mensalão terão impacto sobre as eleições municipais de outubro. José Eduardo Martins Cardozo, em entrevista à repórter Vera Rosa, não se arrisca, entretanto, a mensurar o tamanho do prejuízo nas campanhas de Fernando Haddad (PT) e de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. "Se vai atrapalhar ou ajudar, vamos aguardar", diz Cardozo, que foi secretário-geral do PT. Ele afirma, por outro lado, que tem certeza de que o julgamento do mensalão não vai interferir no governo. O ministro falou ainda sobre a Comissão da Verdade que, segundo ele, é a comprovação de que o Brasil está superando divergências políticas e ideológicas: "Ninguém quer o revanchismo". BRASÍLIA - Conhecido por recomendar "juízo" a seus interlocutores, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, admite que o julgamento do processo do mensalão e o "caso Cachoeira" terão impacto sobre as eleições de outubro. Diante dos dois escândalos, porém, ele não se arrisca a medir o tamanho do prejuízo nas campanhas de Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. "Um julgamento como o do mensalão será amplamente debatido, ao longo das eleições. Se vai atrapalhar ou ajudar, vamos aguardar. Pode ajudar uns, prejudicar outros. O mesmo pode valer para o caso Cachoeira e outras campanhas eleitorais, como por exemplo a de José Serra, caso as forças políticas que as apoiem estejam envolvidas no escândalo", afirma o ministro, que é ex-secretário-geral do PT. O processo do mensalão se arrasta há quase sete anos e preocupa a cúpula do PT porque deve ser julgado no segundo semestre pelo Supremo Tribunal Federal (STF), perto das eleições. A denúncia é de compra de voto parlamentar no governo Lula, em troca de apoio no Congresso. O comando da campanha de Haddad sabe que o escândalo será usado pelos tucanos na disputa e prepara a contraofensiva, já que a CPI para investigar as ligações do contraventor Carlos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) pode respingar no PSDB. Cinco dias após a instalação da Comissão da Verdade, Cardozo ainda ameniza as resistências de alguns militares à investigação exclusiva dos crimes de tortura praticados por agentes de Estado. "Talvez um dia, quem sabe, eles se convençam de que a democracia é bem-vinda", observa o titular da Justiça. Por que a Comissão da Verdade vai investigar apenas crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura militar? A lei deixa muito claro que o objetivo dessa comissão é a busca da verdade naquele período triste da história brasileira. Porém, o caminho a seguir, a estratégia e quem será chamado a depor é um problema da comissão, que tem total autonomia legal e política. O governo não vai interferir nesses trabalhos. A advogada Rosa Maria, que defendeu a presidente Dilma quando ela era presa política, disse que a opinião pública pode levar o Supremo Tribunal Federal a rever a Lei da Anistia. O sr. é favorável a essa revisão? Eu já debati muito essa questão na academia. Mas, como ministro da Justiça, tenho de fazer valer e respeitar o Estado de Direito. Na medida em que há uma decisão judicial, ela tem de ser cumprida. Como o sr. responde ao ex-ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves, para quem a Comissão da Verdade é uma "moeda falsa, que só tem um lado" e a presidente Dilma deve deixar de olhar o passado? Os aplausos da sociedade são a melhor resposta aos que criticam a Comissão da Verdade e a postura da presidenta Dilma. Ninguém quer o revanchismo. O ato de criação da Comissão da Verdade simbolizou o Brasil superando divergências políticas e ideológicas. Mas há insatisfações. O Clube Naval, por exemplo, anunciou a criação de uma "comissão paralela" para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade. Nós vivemos numa democracia. Então, mesmo aqueles que no passado foram contra essa democracia hoje podem se valer dela para expressar suas opiniões. Talvez um dia, quem sabe, eles se convençam de que a democracia é bem-vinda. O sr. não teme reações da caserna? Absolutamente. Não tenho dúvida de que as Forças Armadas têm total engajamento na estrutura democrática. A presidente Dilma mandou publicar na internet os salários de funcionários do Executivo. No Legislativo e no Judiciário, porém, há resistência a essa medida. Como a Lei de Acesso à Informação pode funcionar assim? Eu não diria que há resistência. Como não? O Senado já avisou que não divulgará salários de servidores. Existe uma diferente compreensão da aplicação da lei, que terá de ser objeto de discussão. Ninguém pode resistir ao cumprimento da lei. Quem não quiser cumpri-la, responderá por isso. Como o sr. avalia as declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que petistas querem intimidá-lo para desviar o foco do julgamento do mensalão e proteger os envolvidos no escândalo? Não me cabe comentar. Mas o sr. integrou a CPI dos Correios como deputado e, à época, disse que o mensalão existiu. O sr. mudou de opinião? Em nenhum momento eu disse que o mensalão existiu. Cheguei até a pedir uma correção à revista Veja. Afirmei que existia uma situação de destinação de recursos ilegais, de caixa dois. Isso era indiscutível. Qual é a sua expectativa em relação ao julgamento do mensalão? Que seja feita justiça. Na sua opinião, seus antigos companheiros de partido, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, devem ser condenados? A Justiça é que dirá. Eu confio imensamente na sobriedade e na imparcialidade do STF para fazer um julgamento que condiga com as provas existentes nos autos. Mas o mensalão até hoje atemoriza o governo... Não. O julgamento do processo do mensalão não interfere absolutamente em nada no governo. Esse julgamento, perto das eleições, não pode atrapalhar a campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad? Na vida política pesa, naturalmente, tudo o que está no seu entorno. Um julgamento como o do mensalão será amplamente debatido pela sociedade, ao longo das eleições. Se vai atrapalhar ou ajudar, vamos aguardar. Pode ajudar alguns, prejudicar outros. O que pode prejudicar o candidato do PSDB, José Serra? Quaisquer questões que acontecem na vida pública interferem na vida política eleitoral. O mesmo pode valer para o caso Cachoeira e campanhas eleitorais, como por exemplo a de José Serra, caso as forças políticas que as apoiem estejam envolvidas no escândalo. Foi fechado um acordão na CPI para que não haja investigação de governadores, da matriz da Delta e de parlamentares. Essa CPI não está esvaziada? Tenho certeza de que o Congresso fará o melhor para conseguir atingir o objetivo investigativo. A segunda fase da Operação Monte Carlo vai gerar filhotes, pegando nova leva de parlamentares? A vida dirá. Tudo está sob sigilo. O Ministério Público investigará a venda da Delta, a empreiteira do PAC, para a J&F, que controla o frigorífico JBS. Não é estranho o BNDES ser sócio desse frigorífico e o governo não ter dado aval para o negócio? Se algum dia o governo começar a avalizar ou orientar situações de mercado, estará fugindo muito do seu papel. Isso seria descabido. Como o sr. viu a tentativa frustrada de petistas, na CPI do Cachoeira, de pedir a quebra do sigilo telefônico de um jornalista? Eu não quero magoar parlamentares tecendo considerações sobre realidades que fogem à atuação do Ministério da Justiça. Mas o sr. é a favor do controle da imprensa? Alguém que seja contra a liberdade da imprensa está na contramão da história. O que hoje deve ser discutido é algo que cria normas disciplinadoras de direitos, tanto do ponto de vista de quem tem sua honra atingida quanto da própria segurança das empresas jornalísticas. É correto, por exemplo, que crimes de calúnia, difamação e injúria, praticados no âmbito de veículos de imprensa, sejam tratados no Código Penal? Não podemos ter medo desse debate. |
quinta-feira, maio 17, 2012
CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] ''O FIM ESTÁ PRÓXIMO..."
PARTIDOS QUEREM VOTAR LOGO O FIM DO 14° E DO 15°
TRAMITAÇÃO URGENTE PARA O FIM DOS SALÁRIOS EXTRAS |
| Autor(es): » ADRIANA CAITANO |
| Correio Braziliense - 17/05/2012 |
Catorze legendas pediram urgência para o projeto na Câmara. Mais 4 deputados abriram mão do privilégio
Apesar de o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), resistir à iniciativa — "Nem me pergunte sobre isso" —, o movimento ganha força. O partido dele, o PT, não aderiu. Mas PMDB, PSDB, PSol, PSD, PDT, DEM, PPS, PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB já assinaram o requerimento pela votação, em regime de urgência, da proposta que extingue o 14° e o 15º salários. O fim do privilégio foi aprovado por unanimidade no Senado. Na CPI do Cachoeira, cresce a suspeita sobre empréstimos milionários que o contraventor recebeu da Coreia do Norte. Deputados e senadores desconfiam que se trata de lavagem de dinheiro enviado ao exterior pela quadrilha do bicheiro.
Mais quatro deputados abrem mão dos 14º e 15º e maioria dos partidos anuncia adesão ao requerimento para uma decisão rápida sobre o projeto que acaba com o benefício. Juntas, as legendas somam 297 parlamentares
No dia em que o Correio publicou a lista dois seis deputados federais em exercício que já abriram mão oficialmente do 14º e do 15º salários antes de o projeto de decreto legislativo que extingue o benefício ser votado, os deputados federais do PPS Augusto Carvalho (DF), Arnaldo Jordy (PA) e Rubens Bueno (PR), líder do partido, tomaram a iniciativa de acelerar sua tramitação na Câmara. Ainda ontem, eles iniciaram a coleta de assinaturas para que um projeto semelhante ao aprovado no Senado, de iniciativa de Bueno em 2010, fosse votado com urgência.
A estratégia, explica o líder, foi feita para que o projeto pelos senadores chegasse à Câmara já sob a obrigação de ser votada rapidamente. A proposta foi aprovada há oito dias e ainda não saiu da Mesa Diretora do Senado. "Como a burocracia está emperrando a chegada, nosso pedido vai permitir que os projetos que tramitam na Casa sejam apensados ao já aprovado e ele se torne preferencial", comentou Rubens Bueno. Em algumas horas, ele conseguiu reunir apoio suficiente de 14 partidos — PMDB, PSDB, PSol, PSD, PDT, DEM, PPS, PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB. Juntos, eles representam 297 deputados.
O requerimento já foi apresentado na mesa diretora na noite de ontem. Mas duas assinaturas não foram incluídas por resistência de seus líderes – PT e PTB. Procurados pela reportagem, o líder petista, Jilmar Tatto (SP), e o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disseram que não consultaram suas bancadas sobre o tema e, por isso, não querem se posicionar.
A resistência mais explícita, no entanto, tem sido demonstrada pelo próprio presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Parlamentares relataram ao Correio que, questionado sobre a votação do projeto na Câmara, Maia tem dito que o tema não deve ser debatido ainda. Abordado pela reportagem, o presidente evitou responder qualquer pergunta. "Nem me pergunte sobre isso que não vou responder agora", disse.
De acordo com lideranças da Casa, outros parlamentares ironizaram a proposta, afirmando ser preferível votar um projeto dando a mesma regalia aos demais trabalhadores brasileiros à extinção da mordomia dos deputados. Houve ainda quem dissesse que o tema "ainda não é nacional" e, portanto, não deveria ser levado em consideração.
O deputado Augusto Carvalho lembra que, no Senado, a pauta também tinha resistência, mas foi aprovada por unanimidade. "Esse desdém inicial não resistiu à pressão da sociedade, que fica indignada com constantes tentativas de manter esses privilégios, e não vai resistir aqui também", destacou. O líder do PSol, Chico Alencar (RJ), acrescentou que são "indefensáveis" os argumentos contrários ao fim da regalia. "É uma medida de austeridade totalmente justa que não inviabiliza de nenhuma forma o exercício de qualquer mandato", declarou.
Novas recusas
Nesta quarta, Luiz Pitiman (PMDB-DF), Augusto Carvalho e Izalci (PR-DF) enviaram um ofício à mesa declarando que também abrem mão do benefício e Rubens Bueno assegurou que o enviará hoje. "Eu já tinha feito isso quando assumi, em 2011, mas, como me licenciei para ser secretário de Obras do DF e voltei em agosto, o pedido foi desconsiderado", comenta Pitiman. "Quem está no Congresso por causa de salário, melhor fazer concurso público para ter estabilidade".
O deputado federal licenciado Geraldo Magela (PT-DF), atual secretário de Habitação do DF, informou que havia pedido a suspensão do benefício em dezembro de 2010. O registro, porém, não é contabilizado oficialmente pela mesa diretora, que só considera os parlamentares em exercício. A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) afirmou que vai conversar pessoalmente com o presidente Marco Maia. "Se ele confirmar que vai colocar o projeto em pauta logo, vou trabalhar pela votação, caso contrário, abrirei mão do benefício para dar o exemplo", garantiu.
"Esse desdém inicial não resistiu à pressão da sociedade, que fica indignada com constantes tentativas de manter esses privilégios"
Augusto Carvalho (PPS-DF), deputado federal
Os números da benesse
» Deputados federais recebem dois salários extras por ano, de R$ 26.723,13 » O benefício pago a cada parlamentar custa R$ 53.446,26 anualmente » Nos quatro anos de mandato, a regalia representa R$ 109,6 milhões à Câmara. » A recusa de 10 parlamentares em receberam o dinheiro representa economia de R$ 2,1 milhões até 2014
Quem já abriu mão:
Augusto Carvalho (PPS-DF) Carlos Sampaio (PSDB-SP) Érika Kokay (PT-DF) Izalci (PR-DF) Lincoln Portela (PR-MG) Luiz Pitiman (PMDB-DF) Policarpo (PT-DF) Reguffe (PDT-DF) Rubens Bueno (PPS-PR) Severino Ninho (PSB-PE)
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Numa cerimônia histórica, ao lado de quatro de seus antecessores, a presidente Dilma Rousseff, ex-guerrilheira presa na ditadura militar, instalou ontem a Comissão da Verdade, criada para apurar violações de direitos humanos de 1946 a 1988. Sem conter as lágrimas, Dilma destacou que a iniciativa é um esforço de Estado para revelar a História recente do país, sem revanchismo. “A palavra verdade é o contrário da palavra esquecimento. Não abriga ressentimento, ódio nem perdão”, afirmou. Diante dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique e Lula, Dilma destacou o papel de cada um deles para que o Brasil instalasse a comissão, citando também Tancredo Neves e Itamar Franco. Chorou ao lembrar os que morreram na luta contra a ditadura, disse que as famílias de mortos e desaparecidos merecem conhecer a verdade, e, num recado aos militares que resistiram à comissão, disse que a ignorância sobre a História não pacifica, mas, ao contrário, mantém mágoas: “O Brasil merece a verdade.” Na primeira reunião, a comissão não definiu se apurará também ações da esquerda. (Págs. 1, 3 a 10 e Merval Pereira)
Fotolegenda: O Choro: "Se existem filhos sem pais, nunca pode existir uma História sem voz".
‘Assim como respeito e reverencio os que lutaram pela democracia (...), também reconheço e valorizo pactos políticos que nos levaram à redemocratização’
‘A ignorância sobre a História não pacifica, pelo contrário, mantém latentes mágoas e rancores'
Dilma Rousseff, presidente
No pior acidente com trens da história do metrô paulistano, uma composição cheia bateu em outra, vazia, entre as estações Penha e Carrão, deixando ao menos 49 feridos — nenhum em estado grave. Outras 57 buscaram atendimento em unidades de saúde.
O choque ocorreu às 9h50, na linha 3-vermelha, a mais movimentada. (Págs. 1 e Cotidiano)
Após colisão, Alckmin exalta investimento em nova linha (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Ela disse que a comissão não será “de governo, mas de Estado”, e fez inédita reunião dos ex-presidentes Sarney, Collor, FHC e Lula. (Págs. 1 e Poder A4 e A8)
Ontem, a Controladoria-Geral da União informou que o sistema on-line criado para concentrar os pedidos de dados de cidadãos recebeu 708 solicitações. O órgão mais acionado foi o BC, com 49 pedidos. (Págs. 1 e Poder A10 e A11)
O foco será reduzido a personagens secundários do grupo comandado por Cachoeira. O acordo surgiu após PT e PMDB ameaçarem aprovar requerimento de quebra do sigilo telefônico do governador Marconi Perillo (PSDB-GO). (Págs. 1 e Poder A12)
De 2 de abril a 14 deste mês, a tarifa cobrada para saques de conta-corrente e poupança aumentou, em média, 11,9%, segundo levantamento com base em dados do Banco Central. Os extratos mensais tiveram alta de 14,2%. (Págs. 1 e Mercado B4)
A presidente Dilma Rousseff instalou ontem, oficialmente, a Comissão da Verdade, que vai investigar violações dos direitos humanos cometidas sobretudo pelo regime militar. Ex-presa política, Dilma chorou ao discursar. Disse que a comissão não será movida por revanchismo, evitando “confrontos inúteis”, e que respeitará os “pactos políticos que nos levaram à redemocratização”, em referência à Lei de Anistia. No entanto, a presidente enfatizou que “o direito à verdade é tão sagrado quanto o direito que muitas famílias têm de prantear e sepultar seus entes queridos, vitimados pela violência praticada pela ação do Estado ou por sua omissão”. Presentes, os comandantes militares se mostraram constrangidos. Seus aplausos foram tímidos e, ao final, eles evitaram declarações à imprensa. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6)
Dilma Rousseff
Presidente
“Não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu”.
Pela primeira vez em 38 anos de operação, dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo bateram, deixando ao menos 49 feridos, na manhã de ontem. Houve pânico entre os passageiros. “O pessoal começou a quebrar a janela e se desesperar, faltava ar lá dentro”, relatou Cristiane Campos, de 45 anos. O maquinista cuja composição bateu na outra apontou falha mecânica. Segundo a polícia, ele evitou uma tragédia ao interferir no sistema, que é automático, para acionar o freio. O governo disse que o acidente está sendo investigado. Problemas na rede metroviária e ferroviária têm sido constantes nos últimos tempos e devem se tornar tema eleitoral. (Págs. 1 e Cidades C1 e C3 a C5)
Por mais complicada que se configure sua execução, a Lei de Acesso à Informação por si já terá o condão de iniciar um processo de mudança no País. (Págs. 1 e Nacional A6)
Com os cortes nos orçamentos de Defesa, a aquisição necessária de capacidades militares só será possível por meio de ideias inovadoras. (Págs. 1 e Visão Global A16)
Será a demanda do público pelos dados oficiais que fará a Lei de Acesso à Informação “pegar”. (Págs. 1 e A3)
Apesar de o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), resistir à iniciativa — “Nem me pergunte sobre isso" —, o movimento ganha força. O partido dele, o PT, não aderiu. Mas PMDB, PSDB, PSol, PSD, PDT, DEM, PPS, PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB já assinaram o requerimento pela votação, em regime de urgência, da proposta que extingue o 14° e o 15º salários. O fim do privilégio foi aprovado por unanimidade no Senado. Na CPI do Cachoeira, cresce a suspeita sobre empréstimos milionários que o contraventor recebeu da Coreia do Norte. Deputados e senadores desconfiam que se trata de lavagem de dinheiro enviado ao exterior pela quadrilha do bicheiro. (Págs. 1 e 2 a 4)
A recuperação, mesmo com a acentuada queda dos juros è os estímulos fiscais, está mais atrasada do que esperava a equipe econômica. O mercado prevê um avanço do PIB de 2,7% e mesmo o otimista ministro da Fazenda, Guido Mantega, torce para que chegue pelo menos a 3%. (Págs. 1, A2 e A4)
As estimativas são de que a fuga de depósitos tenha superado os € 5 bilhões desde o dia 6. Sô na segunda e terça-feira passou de € 1,2 bilhão, ou 0,75% dos depósitos totais. Desde janeiro de 2010, € 75 bilhões saíram dos bancos do país e o ritmo tende a crescer. Se as retiradas persistirem, as autoridades da zona do euro terão de acelerar as decisões sobre a permanência da Grécia no bloco, sem esperar a nova eleição, marcada para 17 de junho. (Págs. 1, A11, C1 e C2)
Ao lado da Totvs e da livit, a Stefanini é um dos poucos exemplos de empresas brasileiras de TI que conseguiram atingir um porte capaz de fazer frente às multinacionais do setor. Atualmente, a companhia possui cerca de 14 mil funcionários distribuídos em 71 escritórios. Por meio da aquisição da Top Systems, a Stefanini amplia sua atuação direta a 29 países. Com o acordo, ela passa a deter 55% de participação na companhia uruguaia. (Págs. 1 e B3)
Três anos após o anúncio da fusão, a BRF vale hoje o dobro do que valiam as duas empresas, somadas, antes da união. O valor de mercado do negócio está próximo a R$ 30 bilhões — o dobro dos R$ 15 bilhões marcados ao fim do primeiro pregão após a Perdigão incorporar as ações de controle da Sadia, em julho de 2009. (Págs. 1 e B14)
A medida de Rajoy, uma clara retaliação à expropriação, era esperada em Buenos Aires. Desde 2009 os produtores espanhóis de biocombustível tentam bloquear o fluxo e, pouco antes da expropriação, a Associação de Produtores de Energia Renovável divulgou balanço apontando que as 50 indústrias locais operam com capacidade ociosa de 86%. Do 1,6 milhão de toneladas de biodiesel consumidas pelo país, 1,2 milhão tiveram origem no exterior em 2011. (Págs. 1 e A12)
Brasil é uma das poucas nações que se limitam a punir pessoas físicas por corrupção, esquecendo-se da empresa corruptora. (Págs. 1 e A10)
O governo vai, aos poucos, alargando a porta para uma política econômica que privilegia o crescimento. (Págs. 1 e A13)
quarta-feira, maio 16, 2012
Xô ! ESTRESSE [in:] ''BABY, COME BACK ! '' *
...
(*) BABY COME BACK. Player.
"Spending all my nights, all my money going out on the town ...".
CPI CACHOEIRA [In:] TEM GATO NA TUBA *
CPI libera acesso a processo e reconvoca Cachoeira
CPI decide ouvir Cachoeira na terça |
| Autor(es): GABRIEL MASCARENHAS » DIEGO ABREU |
| Correio Braziliense - 16/05/2012 |
Bicheiro vai depor na terça-feira, dia 22. Ficou decidido, também, que Gurgel responderá a perguntas por escrito.
Após permitir à defesa o acesso ao inquérito, deputados e senadores remarcam o depoimento do bicheiro para a semana que vem
A CPI reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e aprovou ontem um requerimento com a reconvocação do bicheiro Carlinhos Cachoeira para depor na próxima terça-feira. Na tentativa de anular o argumento da defesa do contraventor, a CPI autorizou o acesso de Cachoeira e de seus advogados à sala secreta onde estão disponíveis os autos do inquérito que mostram o envolvimento dele com políticos e agentes de empresas privadas.
Marcado para ontem, o depoimento do bicheiro acabou adiado depois que a defesa dele conseguiu uma liminar, suspendendo a ida dele à CPI até que tenha acesso à investigação em andamento. O requerimento sugerindo uma nova convocação, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi aprovado por unanimidade. Também ficou acertado que o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pedirá ao Supremo para rever a decisão. Os dois movimentos previstos na sessão de ontem são uma resposta ao que os parlamentares consideraram de interferência do STF na competência do Legislativo.
Integrantes da CPI lembraram que, no começo de abril, o próprio STF havia negado o pedido dos representantes de Cachoeira para analisar o processo, em decisão do ministro Ricardo Lewandowski. Já a liminar que suspendeu o depoimento, concedida na noite de segunda-feira, foi assinada pelo ministro Celso de Mello. "São decisões contraditórias. E uma delas inviabiliza o trabalho da CPI", criticou o senador Pedro Taques (PDT-MT).
O ministro do STF Celso de Mello, que concedeu a liminar suspendendo a oitiva do bicheiro, afirmou ontem que o acesso dos autos pela defesa de Cachoeira levará à perda de objeto de sua decisão, o que irá permitir que o depoimento ocorra na semana que vem. "Se eventualmente esse acesso se confirmar, isso resultará na prejudicialidade do processo, porque haverá perda de objeto. A única postulação que foi formulada pelos impetrantes em favor de Cachoeira consistia em acesso a essas peças documentais", observou o ministro.
Celso de Mello ressaltou, porém, que só adotará qualquer medida após ser comunicado pela CPI. "A liminar estará em vigor até o momento que o STF apreciar o mérito do pedido ou se antes sobrevier um fato que esvazie o objeto do processo, que é a comunicação formal de que o acesso foi deferido. Estou assinando um ofício solicitando ao presidente da CPI que preste informações. Nada impede que ele se antecipe e exponha a deliberação."
Preso desde o fim de fevereiro, Cachoeira está perto de obter mais uma derrota na Justiça em busca da liberdade. Ontem à tarde, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou a conclusão do julgamento do habeas corpus pedido pelos advogados do bicheiro. Três dos quatro ministros aptos a votar manifestaram-se contra a concessão de liberdade, antes de a sessão ser suspensa por um pedido de vista de Adílson Macabu. A análise deve ser retomada na terça-feira. Antes de o julgamento ser interrompido, a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, enxugou discretamente as lágrimas e saiu do plenário.
O relator do processo, ministro Gilson Dipp, votou pela manutenção da prisão preventiva. Segundo ele, uma eventual libertação de Cachoeira ofenderia "mortalmente a ordem pública". "(Ele) atua há mais de 17 anos nessa atividade e poderá retomá-la facilmente", frisou.
Os ministros Marco Bellizze e Jorge Mussi também votaram contra o habeas corpus. Eles consideram que caso Cachoeira seja solto, o bicheiro poderia retomar as atividades ilegais. "A motivação da prisão é atual. A corrupção é permanente e crescente", destacou Bellizze.
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(*) A turma do Balão Mágico.
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