A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, junho 26, 2012
PARAGUAI: SÓ PARA ENTENDER
ENTREVISTA-
Lugo diz que só milagre o leva de volta à Presidência
MENSALÃO. CONFORME HAVÍAMOS COMBINADO
Mensalão corre risco de ser adiado no STF
| Cronograma do mensalão sob risco de adiamento |
| Autor(es): DIEGO ABREU |
| Correio Braziliense - 26/06/2012 |
Se o ministro Ricardo Lewandowski não entregar hoje o relatório sobre o caso, dificilmente o maior escândalo de corrupção da história do país começará a ser julgado em 1º de agosto, como previsto. Lewandowski reclama de pressões e promete concluir o documento até o fim da semana.
Revisor do caso, Lewandowski promete relatório até o fim da semana. Segundo Ayres Britto, o prazo é insuficiente para iniciar o julgamento na data prevista, 1º de agosto
A manutenção do cronograma do mensalão, com julgamento previsto para iniciar em 1º de agosto, está em risco. O revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, tem até hoje para finalizar o trabalho de revisão do processo para que o começo do julgamento não seja adiado. Por isso, ele foi pressionado em ofício enviado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto. Em resposta, Lewandowski confirmou que concluirá seu voto-revisor até o fim de junho, conforme havia se comprometido. Ele, porém, não indicou o dia em que anunciará o voto.
Na quinta à noite, Britto alertou o revisor do processo sobre a necessidade de liberar o trabalho de revisão até ontem para que a ação penal começasse a ser julgada logo no retorno do recesso do Poder Judiciário, que se estenderá ao longo de todo o mês de julho. Embora não tenha citado nominalmente o mensalão, Britto se referia a esse processo.
A Presidência do Supremo fixou a data de ontem como limite, mas o Correio apurou que, caso Lewandowski conclua o trabalho de revisão até hoje, o julgamento não precisará ser adiado, uma vez que o STF poderá publicar uma edição extra do Diário da Justiça com a inclusão do processo na pauta de 1º de agosto.
Lewandowski disse ter ficado surpreso com o ofício que recebeu do presidente do Supremo. O revisor criticou o fato de a mídia ter divulgado o teor do texto antes mesmo de ele tomar conhecimento do documento e observou que foram os próprios ministros do STF que fixaram o início do julgamento do mensalão para 1º de agosto, "sob a condição de o revisor liberar o processo até o fim de junho de 2012". A decisão foi tomada em sessão administrativa realizada no começo do mês, sem a presença de Lewandowski.
Defesa
No ofício, o ministro disse que tem "envidado todos os esforços possíveis" para não atrasar um só dia o julgamento. "Sempre tive como princípio fundamental, em meus 22 anos de magistratura, não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob pena de instaurar odioso procedimento de exceção", afirma Lewandowski. Ele acrescenta que o STF tem todas as condições de cumprir o calendário já estabelecido e que, considerada a decisão do plenário, a Suprema Corte detém a última palavra no que concerne à interpretação e ao alcance das normas regimentais para que o cronograma seja cumprido.
Conforme o regimento do Supremo, um julgamento só pode ocorrer depois de respeitados os prazos de 24 horas após a publicação da data, para o conhecimento das partes, e de mais 48 horas, para que a ação esteja habilitada a ser julgada em plenário.
Na hipótese de Lewandowski concluir hoje a revisão do processo e a data ser publicada até o fim do dia, as 48 horas começariam a ser contadas amanhã e terminariam na sexta-feira, último dia de trabalho na Corte antes do recesso do Judiciário. De acordo com a assessoria do Supremo, para que o julgamento seja iniciado no primeiro dia de agosto, é imprescindível que os prazos sejam cumpridos até esta sexta-feira, uma vez que eles ficam suspensos durante o recesso.
"Sempre tive como princípio fundamental, em meus 22 anos de magistratura, não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob pena de instaurar odioso procedimento de exceção"
Ricardo Lewandowski, relator do mensalão |
PETROBRAS. ALGO ERRADO ! (E não tem graça alguma!!!)
PETROBRÁS QUER NOVOS REAJUSTES DA GASOLINA
| AÇÕES CAEM 9% E PRESIDENTE DA PETROBRÁS DIZ QUE VAI INSISTIR EM NOVOS REAJUSTES DA GASOLINA |
| Autor(es): SABRINA VALLE, SERGIO TORRES |
| O Estado de S. Paulo - 26/06/2012 |
A Petrobrás quer novos reajustes nos combustíveis, para igualar os preços com os do mercado externo. Ao detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que a alta da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizada pelo governo não compensou a defasagem - e as ações da empresa caíram cerca de 8%, fazendo o Ibovespa recuar 2,95%. A Petrobrás defendeu reajuste de 15% para financiar expansão de 5,2% nos investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. A renúncia fiscal para que o reajuste já autorizado não chegasse ao consumidor atingiu R$ 420 milhões. A Petrobrás cortou a meta de produção em 14% para 2020 e usou a obra da refinaria Abreu e Lima, três anos atrasada e hoje quase dez vezes mais cara que o previsto, como exemplo a ser evitado
A Petrobrás deixou claro ontem que continuará brigando por reajustes nos combustíveis e pela paridade dos preços de seus produtos com os praticados no mercado internacional. Em apresentação para detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que os reajustes da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizados pelo governo e em vigor desde ontem não compensaram integralmente a defasagem de preços.
A apresentação da diretoria ontem mostrou que desde janeiro de 2011 a Petrobrás vem perdendo com o não repasse de preços. "Este é um fundamento do plano do qual não se abriu mão. O reajuste de agora nos colocou mais próximos do alvo, mas o alvo continua sendo a meta da empresa", disse o diretor Financeiro, Almir Barbassa, dizendo que novos reajustes seriam esperados para o médio e longo prazos.
Apesar de ter elevado em US$ 14 bilhões os investimentos em exploração e produção, a empresa reduziu em 14% as metas de produção no Brasil para 2020. "Foi com muito realismo que definimos a curva de produção a partir de 2012", alegou a presidente da companhia, Graça Foster. Em encontro com investidores, ela ressaltou que "não é possível considerar milagres na hora que se tem uma demanda tão forte".
Os argumentos em torno de futuros reajustes e de metas mais realistas para a produção não conseguiram impedir o baque no desempenho das ações. O aumento de preços, que passou a vigorar ontem nas refinarias - e que não chegará ao consumidor - foi considerado insuficiente e tardio pelos investidores. As ações com direito a voto (ON) da companhia desabaram 8,33% e as preferenciais, 8,95%, arrastando o Ibovespa para uma baixa de 2,95%.
Segundo fontes do Estado, a companhia defendeu no plano de negócios reajuste de 15% nos combustíveis para financiar um aumento de 5,2% em seus investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. "O controlador aprovou o plano e o primeiro item é a paridade de preço", afirmou Graça Foster: "É fundamental que estejamos discutindo no conselho a nossa capacidade de investimento frente à pressão de caixa da companhia."
O governo, que usa os investimentos crescentes da Petrobrás para estimular a economia do País, abriu mão integralmente da arrecadação de R$ 420 milhões mensais da Cide, zerando o tributo, de forma a conceder o maior reajuste possível sem repasse de preço ao consumidor.
A apresentação do primeiro plano sob o comando de Graça imprimiu o estilo de gestão da executiva: centralização de poderes, planos mais factíveis e maior rigor no cumprimento de metas. Graça reconheceu que há oito anos as metas vêm sendo descumpridas. Metas que considerou ousadas demais. Deixou claro que metas de produção e aprovação de investimentos passarão por ela.
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MOSQUETEIROS
Por absolvição, Demóstenes tentou negociar renúncia
| Demóstenes propôs renúncia em troca de absolvição no plenário do Senado |
| Autor(es): JOÃO DOMINGOS |
| O Estado de S. Paulo - 26/06/2012 |
O senador Demóstenes Torres procurou, pessoalmente ou por meio de emissários, figuras-chave do Senado para oferecer a própria cabeça em troca da absolvição e da manutenção de seus direitos políticos. Ele propôs, sem sucesso, tirar licença por 120 dias e depois renunciar, se os senadores com influência sobre os colegas não trabalhassem pela cassação
O senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) tentou uma última aposta para assegurar seus direitos políticos e, assim, ter a chance de se candidatar em eleições futuras. Pessoalmente ou por intermédio de emissários, ele procurou nas últimas semanas algumas figuras-chave do Senado, como o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP); o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG), para oferecer a própria cabeça em troca da absolvição.
Sem a presença de Demóstenes, o Conselho de Ética iniciou na noite de ontem a sessão de votação do relatório de Humberto Costa (PT-PE), que pediria a cassação do mandato do colega senador.
Nos bastidores da Casa, a fórmula apresentada por Demóstenes aos interlocutores foi esta: ele tiraria licença do cargo por 120 dias - o que pode ser feito sem que o suplente venha a assumir o posto - e depois renunciaria ao mandato, desde que os senadores que têm lideranças sobre os colegas não trabalhassem pela cassação. Enquanto isso, Demóstenes os procuraria, um a um, para dizer que não tem mais condição de permanecer no Senado. E pediria a absolvição no plenário, onde a votação é secreta. Se absolvido, garantiria seus direitos políticos e depois renunciaria.
Nos recados, Demóstenes fez chegar aos senadores uma sensação de arrependimento, de que fora enganado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante os últimos anos. Com isso, achava que poderia convencer seus ainda pares de que mereceria o perdão, com a garantia da renúncia ao mandato - a perda dos direitos políticos só ocorre quando há a cassação ou o acusado renuncia quando o processo já está aberto. Demóstenes contava com a decisão do Conselho de Ética pela cassação, que decidiria esse capítulo na noite de ontem, mas lutaria pela absolvição em plenário. Desse modo, garantiria os direitos políticos.
Resistências. A negociação deu errado porque houve resistências por parte dos que foram procurados. Aécio Neves teria respondido com um sonoro não a Demóstenes, sob o argumento de que se sentiu traído pelo colega goiano. Em maio do ano passado, Demóstenes pediu a Aécio que indicasse Mônica Beatriz Silva Vieira, prima do contraventor, para o cargo de diretora regional da Secretaria de Assistência Social em Uberaba. Aécio atendeu ao pedido e Mônica foi nomeada.
Conforme as informações de senadores, Demóstenes chegou a ir a São Paulo atrás de Sarney, quando o presidente do Senado estava internado no Hospital Sírio-Libanês. Mas Sarney não o recebeu. Demóstenes teria feito a viagem de Brasília a São Paulo de carro, por ter receio de passar pelo constrangimento de tomar um avião e ser reconhecido pelos passageiros.
Depressão. Durante o período em que planejou oferecer o pescoço em troca dos direitos políticos, Demóstenes passou por períodos de depressão, segundo alguns senadores que estiveram com ele. Tomou muitos remédios, teve dificuldades para dormir e costumava entoar versos da canção Tudo passará, do cantor Nelson Ned.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Prado, o Kakay, defensor de Demóstenes, disse que as informações que circulam no Senado, de que seu cliente ofereceu a renúncia em troca dos direitos políticos, não correspondem à verdade. "Isso nunca ocorreu. Seria contraditório, porque a luta do senador é para assegurar a manutenção de seu mandato no julgamento pelo plenário do Senado", disse o advogado.
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FESTANÇA !
CONSELHO DE ÉTICA PEDE CASSAÇÃO DE DEMÓSTENES
| DEMÓSTENES PERDE NO CONSELHO DE ÉTICA |
| Autor(es): JOÃO VALADARES |
| Correio Braziliense - 26/06/2012 |
Em relatório de 79 páginas, o senador Humberto Costa (PT-PE) acusou o parlamentar goiano de quebra de decoro e recomendou a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Os 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado presentes à sessão aprovaram o parecer por unanimidade. Humberto acusou Demóstenes de pôr o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira e de mentir em plenário quando negou ter qualquer envolvimento com o esquema criminoso do contraventor. Para a defesa de Demóstenes, as escutas que flagraram o parlamentar em conversas com Cachoeira são ilegais. O senador ainda acredita que pode salvar o mandato. Para isso, aposta tudo na votação secreta no plenário.
Por unanimidade, integrantes do colegiado aprovam o relatório que pede a cassação do mandato do senador goiano. Processo segue agora para Comissão de Constituição e Justiça, antes de ir ao plenário
O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) sofreu, na noite de ontem, a primeira derrota na cruzada empreendida para tentar salvar o mandato. Como já era esperado, os 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado aprovaram, por unanimidade, em votação nominal e aberta, o relatório de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), que pede a cassação do parlamentar goiano por quebra do decoro parlamentar. A sessão, que teve início às 18h30, durou cinco horas. Demóstenes, que disse querer ser julgado pelo que fez e não pelo que falou, era o braço político da organização criminosa chefiada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Em 79 páginas bem fundamentadas, recheadas de citações de juristas, filósofos e pensadores diversos, o relator deixou claro que o investigado colocou o mandato a serviço do esquema de jogos ilegais, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro.
Agora, o relatório segue para apreciação e votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para que sejam observados os aspectos constitucionais e jurídicos. O prazo para análise é de cinco sessões deliberativas no Senado. Se houver entendimento entre os líderes, todas as sessões podem ocorrer no mesmo dia, antecipando assim a votação secreta no plenário. Em seu voto, o relator disse que não era crível que Demóstenes Torres tenha alegado desconhecer a folha corrida do seu interlocutor (Carlinhos Cachoeira).
No relatório, Humberto Costa fez um resumo de todos os deslizes cometidos por Demóstenes. "Ele admitiu que o contraventor pagava as contas de seu aparelho de rádio-celular Nextel, que nomeou como servidora em seu gabinete parlamentar, a pedido de Cachoeira, uma pessoa com residência fixa em Anápolis, e que intercedeu para que uma pessoa, também a pedido de Cachoeira, fosse nomeada em órgão público estadual em Minas Gerais." Humberto Costa lembrou que "um estafeta de Cachoeira comprou para ele, nos EUA, por encomenda, um som no valor de 27 mil dólares, além de cinco garrafas de vinho francês, que adquiriu por 18 mil dólares uma mesa na Argentina, e que o bicheiro pagou os serviços de queima de fogos da festa de formatura de sua esposa".
O relator afirmou que a alegação de Demóstenes de que "teria jogado verde" ao informar Cachoeira sobre uma operação policial é fantasiosa. "Seria necessário um esforço hercúleo de boa-fé para crer que alguém inteligente e perspicaz como Demóstenes precisasse desse tipo de expediente para confirmar o que era de conhecimento público, sobretudo os que conviviam com Cachoeira."
Loterias
O senador pernambucano citou, no documento, vários trechos de diálogos travados entre Demóstenes e o bicheiro, e, com isso, desmontou todas as justificativas dadas pelo político goiano. "É simplesmente patética a declaração do representado, em um dos diálogos, sobre a aprovação do já discutido projeto de lei que regularizaria as loterias estaduais. "Vou fazer o que você quer". Nos diálogos, há expressões equivalentes a essa. Evidenciam uma humilhante subalternidade de um senador da República aos interesses de Carlos Augusto de Almeida Ramos."
O parecer atesta que a ligação entre o bicheiro e o senador goiano engloba doações não declaradas de campanha e repasse de verbas do contraventor diretamente para Demóstenes. "Não deixa qualquer dúvida de que a pessoa referida no trato dos R$ 20 mil é o senador Demóstenes. O fato central é que houve uma transação entre Gleyb (membro da quadrilha) e Cachoeira que envolvia Demóstenes."
A defesa de Demóstenes Torres insistiu na mesma tecla. Durante os 30 primeiros minutos da sessão, alegou que as provas são ilegais e que o senador foi investigado de forma irregular, uma vez que tem foro privilegiado.
Os próximos passos
O relatório será encaminhado hoje à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para que sejam verificados os aspectos constitucionais e jurídicos.
O prazo de análise é de cinco sessões deliberativas no plenário do Senado. Isso não significa que sejam necessários cinco dias para a aprovação. Se houver acordo de líderes, todas as sessões podem ser realizadas no mesmo dia.
Após tramitação na CCJ, o relatório segue para votação em plenário. Ao contrário do Conselho de Ética, a votação será secreta.
Um bloco de senadores defende que a votação seja realizada já na próxima semana. O recesso parlamentar tem início em 17 de julho.
Três depoimentos na CPI do Cachoeira
A CPI que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com servidores públicos e empresários vai ouvir hoje Luiz Fiúza Gouthier, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO); Écio Antônio Ribeiro, suspeito de ser um laranja do esquema do contraventor; e Alexandre Milhomen, arquiteto que teria reformado a casa vendida por Perillo. Os depoimentos terão início às 10h15. Amanhã, a comissão tomará os depoimentos de Jayme Rincón, tesoureiro da campanha de Perillo; Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador; e o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que disse ter recebido recursos de empresas fantasmas na campanha de Perillo, em 2010. |
CAMARADA!!!
Segundo o pepista, José Serra esteve duas vezes em sua casa para negociar apoio, mas a conversa não deu certo.
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP) recebeu a Folha ontem em seu escritório para mostrar as fotos de seu calendário com autoridades internacionais, como o papa João Paulo 2º e os ex-presidentes americanos George Bush e Bill Clinton.
Falou também da já célebre imagem com o ex-presidente Lula em sua casa e do apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, à prefeitura. Um resumo da conversa:
A foto
O que teve foi o seguinte: a mídia toda foi furada, inclusive aFolha. Publicavam sempre que o PP já estava fechado com o PSDB. Mas eu nunca fui consultado. Mandei aviso à imprensa de que, naquele dia, anunciaria em minha casa o nome de quem iria apoiar.
Quando abriu o portão, [os jornalistas] encontraram a mim e ao Lula. [rindo] Se sentiram provavelmente desinformados. Caiu o mundo.
Mas não caiu mundo nenhum. Em 2002, nós apoiamos o Lula [para presidente] e o [José] Genoino [candidato a governador de SP] no segundo turno. Em 2004, apoiei a Marta [Suplicy, candidata a prefeita].
Marta Suplicy
Ela não reclamou do meu apoio [em 2004], ficou feliz da vida. Nunca ouvi ela falar mal de mim. Mas eu entendo a Marta. Ela julgava que seria candidata a prefeita [neste ano]. Se fosse, ela teria sido agraciada com nosso apoio.
Apoio a José Serra
O Serra esteve em casa duas vezes -uma delas, há três semanas, com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que é meu amigo. Conversamos sobre tudo. Mas não deu certo [o acordo com o PSDB]. O Serra é bem vindo na minha casa dez vezes. Mas eu não sou eu, eu sou um partido. Tem deputados federais, estaduais, vereadores.
Gabriel Chalita
Da mesma maneira o Chalita [candidato do PMDB a prefeito] é bem vindo. Ele almoça em casa, janta em casa, está sempre comigo em Brasília. O Chalita é amigo da gente.
Lula constrangido
Fechado o acordo com o PT, fizemos um almoço em casa, algumas pessoas compareceram. E o Lula foi convidado. Constrangido? Ao contrário, ele estava alegre e feliz. Eu que inibi o presidente, 'não fala, presidente', por causa do problema na garganta.
Antigos adversários
Quem mudou? O Lula assumiu em 2003 sob a desconfiança de que era um Fidel Castro brasileiro. Achava que ele tinha que ter estágio no governo brasileiro até para o povo se decepcionar com ele. Mas, da maneira que exerceu a Presidência, diria que ele está à minha direita. Eu, perto do Lula, sou comunista.
Eu não teria tanta vontade de defender os bancos e as multinacionais como ele defende. Quando ele tira imposto dos carros, tira da Volkswagen, da Ford, da Mercedes. Quando defende sistema bancário, defende quem? Os banqueiros.
Eu, Paulo Maluf, industrial, estou à esquerda do Lula. De modo que ele foi uma grata revelação do livre mercado, da livre iniciativa.
Dilma e Alckmin
Em 2014, a minha chapa vai ser Dilma [Rousseff] para presidente e Geraldo Alckmin para governador. Ela está sendo uma excepcional presidente, além de todas as expectativas. E Alckmin está sendo muito bom governador.
Somos parte do governo federal, através do Ministério das Cidades, e aqui em São Paulo, com dois diretores da CDHU [companhia habitacional]. Na Assembleia Legislativa, votamos com o governador. Acabou a eleição, o que interessa é que haja governabilidade.
Apoio aos tucanos
Apoiei o [Mario] Covas no segundo turno [ao governo em 1994]. Ele foi lá, na sede do PPB, pedir apoio. E ganhou por diferença tão pequena que, se eu estivesse do outro lado, perdia. Em 1998, apoiamos FHC, que teve 51%. Se não fosse meu apoio, ia para o segundo turno contra o Lula.
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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O Bolsa Família, que até o mês passado transferia no máximo R$ 306 por mês a uma mesma família, passou a pagar, neste mês, benefícios que chegam a R$ 1.332. A quantia foi repassada a uma única família formada por 19 pessoas, informa Demétrio Weber. A mudança é resultado do programa Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de tirar da miséria famílias com crianças de até 6 anos e garantir uma renda média mínima de R$ 70 por pessoa nesse grupo, mesmo que, para isso, o repasse vá além do antigo teto do programa. Os dados foram solicitados pelo GLOBO com base na Lei de Acesso à Informação. De acordo com o ministério, apenas 1% dos repasses, ou cerca de 20 mil, são hoje superiores a R$ 325. Para o economista da FGV Marcelo Neri, a mudança é positiva por beneficiar famílias com mais crianças, mas é preciso acompanhar os resultados para, eventualmente, fazer ajustes. O pesquisador Rafael Osório, do Ipea, diz que o caso é uma exceção e lembra que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, só 2% das famílias hoje têm quatro ou mais filhos. (Págs. 1 e 5)
Na lista de possíveis sanções que a presidente Dilma levará ao Mercosul, sexta-feira, estão a suspensão de projetos de investimentos e da Tarifa Externa Comum (TEC). O objetivo é evitar que o impeachment de Fernando Lugo se transforme em um precedente perigoso na região. Enquanto o presidente Federico Franco dava posse ao novo Gabinete, o presidente cassado montou um governo paralelo. A Justiça arquivou o pedido de inconstitucionalidade feito por Lugo. (Págs. 1, 27, 28, Míriam Leitão e Merval Pereira)
O ministro do STF Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, se disse “estupefato” com as pressões que recebeu para devolver logo a ação e afirmou que tem até sexta-feira para concluir o trabalho.
A decisão deverá atrasar o julgamento em cinco dias. “Estou trabalhando noite e dia para cumprir o prazo, definido em plenário, de entregar no fim do mês.” (Págs. 1 e Poder A4)
O Senado aprovou na véspera a lei que regulamentou a cassação. (Págs. 1 e Mundo A11)
A Petrobrás quer novos reajustes nos combustíveis, para igualar os preços com os do mercado externo. Ao detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que a alta da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizada pelo governo não compensou a defasagem - e as ações da empresa caíram cerca de 8%, fazendo o Ibovespa recuar 2,95%. A Petrobrás defendeu reajuste de 15% para financiar expansão de 5,2% nos investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. A renúncia fiscal para que o reajuste já autorizado não chegasse ao consumidor atingiu R$ 420 milhões. A Petrobrás cortou a meta de produção em 14% para 2020 e usou a obra da refinaria Abreu e Lima, três anos atrasada e hoje quase dez vezes mais cara que o previsto, como exemplo a ser evitado. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Precisou que a hemorragia nas finanças da Petrobrás atingisse níveis críticos para que o governo concordasse com o reajuste dos combustíveis. (Págs. 1 e Economia B2)
Nos anos 30, Paul Valéry já previa com clareza o mundo que vivemos hoje. E Osama Bin Laden nos lembrou que a vida real é um mistério. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
Banco diz que emergentes devem tomar cuidado. (Págs. 1 e A3)
Ela sugeriu que a companhia costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda não aprovados em todas as fases, em uma crítica sutil à gestão anterior. Foi o que deu a entender quando se referiu a diversos projetos da empresa, incluindo refinarias. (Págs. 1, B1 e B7)
Até o mês que vem, será feita a licitação de um pacote de obras para contratação das empreiteiras que vão construir mais de 5,2 mil moradias em Altamira, o município mais afetado pela usina. As casas serão erguidas em três áreas, que somam entre 220 e 250 hectares. (Págs. 1 e B8)
Dedicada ao tráfego de dados, a 4G vai estimular a transmissão de conteúdo ao vivo - da novela ao jogo de futebol -, além do download de músicas e filmes que poderão ser baixados muito mais rápido para o celular. Os serviços na nuvem, com os quais o usuário pode armazenar seus arquivos e acessá-los via internet, também ganharão força. (Págs. 1 e D8)
A eurolândia precisa percorrer o caminho das federações bem-sucedidas, como os EUA no séc. XVIII e o Brasil no séc. XXI. (Págs. 1 e A2)
Raymundo Costa
Em algum momento da campanha, talvez não demore muito, Haddad terá de andar com as próprias pernas. (Págs. 1 e A10)
segunda-feira, junho 25, 2012
''ESTO NON ECZISTE'' !
Mensalão e respeito ao Judiciário
| Autor(es): Carlos Alberto Di Franco |
| O Estado de S. Paulo - 25/06/2012 |
A partir de 1.º de agosto, o ex-presidente do PT, ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa. Será um julgamento histórico, pois, talvez pela primeira vez, poderosos prestarão contas de seus atos à Justiça. Trata-se de uma mudança cultural da maior importância. O recado, independentemente do resultado do julgamento, é claro: ninguém está acima da lei.
José Dirceu, no entanto, manifesta surpreendente dificuldade de transitar nos espaços normais das sociedades democráticas. Alega inocência e se diz vítima da mídia. Falando, recentemente, aos cerca de mil estudantes presentes ao 16.º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista, ligada ao PC do B, no Rio de Janeiro, Dirceu afirmou que o julgamento que o aguarda será a "batalha final". Posando de vítima de um sistema opressor, Dirceu convoca suas milícias. "Essa batalha deve ser travada nas ruas também", conclamou, "senão a gente só vai ouvir uma voz pedindo a condenação, mesmo sem provas." Refere-se à mídia. Daí a obsessão com o chamado "controle social" dos meios de comunicação. Imprensa livre e independente não serve.
A conclamação de Dirceu é também uma rebelião contra as normas vigentes na democracia. Esconde, no fundo, um grave questionamento ao próprio Poder Judiciário. Para Dirceu, o STF, não obstante a solidez da denúncia do procurador-geral da República, só tem um caminho: absolvê-lo. Na hipótese de uma condenação, possibilidade que o atormenta, o caminho não é o respeito ao Judiciário, mas o grito das ruas. O Brasil, no entanto, amadureceu muito. Collor conclamou a população contra a sua destituição. A resposta da sociedade foi pedir o seu impeachment. Agora, diante do mais clamoroso caso de corrupção da República, a reação da cidadania será um vigoroso respaldo à decisão do STF, seja qual for.
O Brasil, felizmente, tem uma imprensa de qualidade e um Judiciário que funciona. As tentativas de desqualificação do mensalão não previram a consistência das instituições do País. O então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, nomeado para o cargo pelo ex-presidente Lula, apontou Dirceu como "chefe da quadrilha" ou da "sofisticada organização criminosa" que produziu o mensalão, a compra sistemática de apoio de deputados federais ao governo Lula.
A denúncia ao STF foi aceita por unanimidade. No ano passado, o atual procurador-geral, Roberto Gurgel, reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, ratificou o pedido de condenação de Dirceu e de 35 outros réus. Fracassou, portanto, a tentativa de desqualificação do mensalão. O primeiro sinal do empenho de desmonte do mensalão foi dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao deixar o governo, ele disse que sua principal missão, a partir de janeiro de 2011, seria mostrar que o mensalão "é uma farsa". A "farsa" a que se referia Lula derrubou ministros do seu governo, destituiu dezenas de diretores de estatais e mandou para o espaço a cúpula do seu partido. Recentemente, o ex-presidente cometeu um grave equívoco: a constrangedora e extemporânea reunião com o ministro Gilmar Mendes no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Não pegou nada bem.
Está nas mãos do Supremo assumir o papel histórico de defesa da democracia e dos valores republicanos. A sociedade tem o direito de confiar nos ministros do STF. Eles saberão honrar suas togas e suas biografias. Os brasileiros esperam que os ministros respondam à indignação da sociedade.
O esforço investigativo da imprensa está contribuindo para restabelecer o equilíbrio nas relações sociais. Para o jornalismo verdadeiramente ético e independente não há distinções e imunidades. Os holofotes da mídia têm projetado fachos de luz em zonas turvas do poder. Incomoda? É claro. E deve ser assim. Jornalismo chapa-branca não contribui com a democracia. "Jornalismo", disse George Orwell, "é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é relações públicas." É preciso que exista certa tensão entre imprensa e governos. No entanto, a memória do cidadão não é das mais fortes. E a vertiginosa sucessão de delitos acaba sendo importante aliada do esquecimento. Não basta denunciar. É preciso focar e perseverar num autêntico jornalismo de denúncia que, por óbvio, não se confunde com o denuncismo.
Não podemos mais tolerar que o Brasil seja um país que discrimina os seus cidadãos. Pobre vai para a cadeia. Poderoso não só não é punido, mas invoca presunção de inocência, submerge estrategicamente, cai no esquecimento e volta para roubar mais. A CPI do Cachoeira está aí para confirmar a radical separação entre os anseios de limpeza da sociedade e a resistência delinquente do mundo político. Ao rejeitar a convocação do empresário Fernando Cavendish, antigo dono da Delta, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Luiz Antonio Pagot, os parlamentares deixaram claro que a CPI é tudo, menos investigativa. Por isso, insisto, o julgamento do mensalão é tão importante e simbólico. Os ministros do STF, vitalícios e inamovíveis, não estão algemados por interesses obscuros e subalternos. Podem julgar com independência. É o que o Brasil espera. A ausência de punição é a mola da criminalidade.
Chegou a hora de a sociedade civil mostrar sua cara e sua força. O Brasil pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas, para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é preciso que os culpados sejam punidos. O Supremo, com a independência que lhe compete, pode escrever uma bela página na história da nossa democracia.
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''THE DREAM IS OVER'' (II)
Opções de Lula
| Autor(es): Rubem Azevedo Lima |
| Correio Braziliense - 25/06/2012 |
O ex-presidente Lula, com Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, candidato a governador de São Paulo, a tiracolo, pediu e obteve, terça-feira última, apoio de Paulo Maluf para eleger seu pupilo a esse pleito. Os três pareceram alegres, na primeira página dos jornais.
Ficha moralmente suja, Maluf, eleito deputado federal naquele estado, foi acusado e condenado nos EUA por lavar dinheiro. Assim, se ele viajar para fora do Brasil, será preso imediatamente. Lula não se importa com essa condenação. O que ele quer são os votos de Maluf, nos quais o ex-presidente ainda acredita, em S.Paulo.
No último pleito, o palhaço de circo Tiririca, em voto de protesto do povo paulistano contra os malfeitos do Poder Legislativo, foi o mais votado no país para deputado federal, com 1,3 milhão de votos, ou seja, mais do que o dobro do meio milhão de Maluf.
Segundo a Folha de S.Paulo, o prestígio eleitoral de Lula está em queda nesse estado. Além disso, contra esse projeto, somam-se a reação negativa da aliança com Maluf; a renúncia da ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, à vice-governança de Haddad e a indiferença da senadora petista Marta Suplicy, vetada por Lula para esse pleito.
Para agravar ainda mais tal situação, a Cia. das Letras lançou, do jornalista e escritor Leonel Leonêncio, o livro Mata!, valendo-se dos arquivos secretos da ditadura, sobre os combates do major Sebastião Curió aos guerrilheiros do Araguaia. Pois Lula promoveu Curió a general de brigada do Exército, por atos de heroísmo. Tal episódio estava esquecido e volta agora à lembrança dos brasileiros.
Foram mortos, entre os guerrilheiros, segundo Vitória Grabois, seu pai, ex-deputado Maurício Grabois, líder do movimento; seu irmão André e seu marido, Gilberto Olímpio. O ato de Lula, uma leniência imperdoável para as maiores figuras do PT, foi aplaudido pelo Exército. Em inferno zodiacal, neste mês de junho, Lula, por desgraça, não tem vidente como Sana Khan, que leu, nas mãos de Vargas, derrotado nas urnas em 1930, a vitória num golpe de estado. Sua ditadura durou 15 anos. A opção de Lula é governar mais oito anos. Mas, como todos os sonhos, esse também, segundo o poeta, é só mais um sonho.
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A PARTE QUE ME CABE NESSE LATIFÚNDIO... *
Brasiguaios pedem que Dilma apoie novo líder
| Autor(es): Por Fabio Murakawa | De São Paulo |
| Valor Econômico - 25/06/2012 |
Os "brasiguaios" - agricultores brasileiros que vivem no Paraguai - comemoraram a deposição de Fernando Lugo, apoiam o novo governo, mas estão preocupados com a reação de Brasília, principalmente no caso de se confirmar a já cogitada suspensão do país vizinho do Mercosul.
Ontem, cerca de 200 agricultores estiveram no consulado do Brasil em Ciudad del Este e entregaram um documento ao cônsul-geral, embaixador Flavio Bonzanini, manifestando apoio ao presidente Federico Franco.
"Solicitamos que o governo do Brasil reconheça o novo governo paraguaio e restabeleça a fraterna relação que sempre existiu entre Brasil e Paraguai. Essa decisão é sumamente necessária para dar tranquilidade ao povo paraguaio e a esta grande comunidade brasileira", diz o documento, que Bonzanini se comprometeu a encaminhar hoje ao Itamaraty.
Marilene Sguarizi, que representa a comunidade brasileira no Paraguai, disse ao Valor que "é unânime o apoio dos imigrantes brasileiros ao novo governo". E que interlocutores de Bonzanini já entraram em contato para manifestar o desejo de Franco de se reunir com lideranças brasiguaias, o que deve ocorrer nesta semana.
Lugo era tido pelos brasiguaios como alguém que levou instabilidade ao campo, incentivando ou fazendo vistas grossas à invasões e aumentando a instabilidade jurídica. Nos últimos meses, a tensão com grupos camponeses locais - conhecidos como "carpeiros" - se acirrou, com uma onda de invasões às terras de brasiguaios.
Produtores ouvidos pelo Valor dizem que a primeira reação da comunidade foi de "alívio" e "felicidade", com a notícia da queda do ex-presidente, e de "esperança" com relação ao novo governo. "O povo [brasiguaios] está um pouco aliviado. A tensão no campo era grande. Não se sabia o que iria acontecer", afirmou Jair Graeff, que planta 1.500 hectares de soja em Mbaracayu, a 65 km da fronteira com o Brasil.
Graeff, que está no Paraguai desde 1987, é um dos muitos brasileiros - responsáveis por 70% da produção de soja do país - que tiveram o título de suas propriedades contestado nos últimos anos. Segundo ele, somente em Mbaracayu, 30 famílias passam pelo mesmo problema. A disputa, contra a empresa Benita S.A. - que se diz a verdadeira dona das terras - está na Suprema Corte paraguaia.
"Acho que uma suspensão do Paraguai do Mercosul seria um gol contra do Brasil. Há mais de 300 mil brasileiros produzindo no Paraguai, e eles seriam os maiores prejudicados", disse ele. "Grande parte da nossa produção é escoada pelo Brasil e pela Argentina. Os insumos, como fertilizantes e outras matérias-primas, também vêm de lá", disse Graeff, que espera um diálogo entre os dois governos.
"Espero que a presidente Dilma Rousseff possa interagir com o governo paraguaio. Os dois têm que se sentar à mesa e ver qual é a melhor saída", disse Graeff. "Acredito que o novo governo consiga demonstrar para os países vizinhos que o que aconteceu foi para o bem do Paraguai."
Para Abel Simões Filho, filho de um brasiguaio e que trabalha como engenheiro agrônomo no Paraguai, a queda de Fernando Lugo foi uma boa notícia para o setor. "Se você perguntar, 99,9% dos brasiguaios eram contra o Lugo. Sempre houve disputa pelas terras, mas os governos anteriores sempre apoiava os imigrantes", disse.
Para ele, a deposição do presidente trouxe aos produtores "uma sensação de felicidade, mas também de insegurança, pois ninguém sabe o que vai acontecer".
"Estamos na expectativa de ver como o governo brasileiro vai se posicionar. E sobre como esse novo governo vai agir com relação aos brasiguaios", afirmou.
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(*) FUNERAL DE UM LAVRADOR. Chico Buarque.
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''THE DREAM IS OVER'' or ''THE GAME IS OVER''?
Lugo critica novo governo
Valor Econômico - 25/06/2012 |
O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo fez duras críticas ontem ao governo formado após a sua dissolução na sexta-feira. Ele rechaçou o pedido do sucessor, Federico Franco, de ajudá-lo a dirimir as pressões sofridas pelo país na região, dizendo que essa era uma obrigação de Lugo "no papel de cidadão paraguaio e ex-presidente". "Nós apoiamos qualquer iniciativa pacífica para restaurar a ordem institucional interrompida pelo Parlamento", disse Lugo. "Este é um governo falso, e não se pode colaborar com um governo que não tem legitimidade", afirmou.
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RIO +20. SEM ''ECO''
Sem ações, conferência delineou agenda
Autor(es): Por Francisco Goes, Daniela Chiaretti, Fernando Exman, Guilherme Serodio e Rodrigo Polito | Do Rio |
| Valor Econômico - 25/06/2012 |
A expectativa de que a Rio+20 pudesse transformar conceitos adotados na Rio92 em ações concretas para o desenvolvimento sustentável não se confirmou - a cúpula este ano foi bem mais fluida que a de 20 anos atrás. Se a Rio92 pôs a questão ambiental no mapa, fechando duas convenções e amarrando uma terceira, a Rio+20 sinaliza apenas com uma agenda. Essa é a grande diferença entre as duas megaconferências: enquanto a anterior amarrou os países em compromissos obrigatórios, a Rio+20 é um exercício global voluntário.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva faz esta análise e diz que a Rio+20 "sepultou um processo". Ela lembra que, há 20 anos, só os EUA não queriam que as questões ambientais fossem resolvidas pelo multilateralismo. Mas agora, compromissos voluntários foram a tônica do evento. Na Rio92 foram assinadas as convenções do Clima e da Biodiversidade, dois marcos da dimensão ambiental contemporânea, e chegou-se ao embrião da Convenção da Desertificação. A Rio+20 tem apenas o documento político "O Futuro que Queremos", sem força legal.
O cenário atual é mais complexo e com mais atores participando do processo do que há 20 anos. O secretário-executivo da Rio92 era o canadense Maurice Strong, o da Rio+20 foi o diplomata chinês Sha Zukang, um indicador da mudança geopolítica no mundo. O que persiste é o debate norte-sul de quem vai pagar a conta do desenvolvimento sustentável e como irá se transferir tecnologia dos países desenvolvidos para os demais.
"A aritmética da negociação não funciona mais da mesma forma. É um mundo muito difícil. O que emerge da Rio+20 é um padrão diferente de liderança", disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Steiner avaliou que o documento adotado mediante resolução pelos chefes de Estado e de governo, e que agora será incorporado às legislações das Nações Unidas, é um texto que tem muito a contribuir para o desenvolvimento sustentável: "O documento é rico em ações, em iniciativas e em programas."
A Rio+20 também incorporou elementos novos, que não estavam presentes no debate há 20 anos, como participação efetiva da sociedade civil organizada e da comunidade de negócios. Também marcou a existência de um espírito voluntário nas ações de governos, empresas e instituições em relação ao desenvolvimento sustentável.
Falou-se em mobilizar mais de US$ 513 bilhões durante a Rio+20 em compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável, incluindo áreas como energia, transporte, economia verde, redução de desastres, desertificação, água, florestas e agricultura.
Um ganho incontestável da Rio+20 foi a participação da sociedade civil. Pelo Riocentro passaram 45.381 pessoas. Na Rio92, haviam sido 17 mil, segundo Nikhil Chandavarkar, diretor de comunicações da ONU para a Rio+20. Na era da comunicação digital e das relações virtuais, a página em português da Rio+20 recebeu mais de um milhão de acessos só na última semana. No twitter teve um bilhão de acessos.
No Riocentro, na zona oeste do Rio, que hospedou novamente o encontro das Nações Unidas, os Estados Unidos tiveram participação tímida atuando forte nos bastidores para travar algumas questões. Os emergentes pressionaram por resultados e pela posição que proteja seu crescimento. O Brasil, na condição de anfitrião, buscou o acordo possível.
O negociador-chefe do Brasil no encontro, embaixador André Correa do Lago, considera que a Rio+20 foi uma conferência de ação porque criou processos. "Mas, mais do que isso, estabeleceu os instrumentos para poder atuar de maneira decisiva nessa questão da mudança dos padrões sustentáveis de produção e de consumo não só com um plano de dez anos, mas com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS], que vão orientar o mundo, as economias, de maneira objetiva", afirma.
"Creio que o documento da Rio+20 é muito marcante porque diz que a maior prioridade do mundo é a erradicação da pobreza e, a segunda, é a mudança dos padrões de produção e de consumo. Isso é uma mensagem fortíssima porque está dita em um contexto de que a erradicação da pobreza é possível", disse.
Ele lembrou que em 1992 havia uma visão muito mais modesta do que poderiam fazer os países em desenvolvimento. "Havia a percepção de que os países desenvolvidos tinham encontrado uma fórmula certa e tínhamos que buscar uma maneira para que os outros pudessem fazer da mesma forma." Hoje, segundo ele, a situação é completamente diferente.
"A fórmula dos países desenvolvidos mostrou ser muito desafiada pelas circunstâncias recentes e, por outro lado, os países em desenvolvimento mostraram soluções muito impressionantes nas áreas de erradicação da pobreza, ambiental e econômica", prosseguiu. "Acho que a Rio+20 é uma conferência contemporânea."
A partir de agora fica a expectativa de como vai ser a implementação de mais de uma dezena de medidas que foram adotadas no documento pelos 193 países da ONU. A reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, a partir de setembro, vai discutir esses pontos. No tema financiamento do desenvolvimento sustentável, por exemplo, deve se produzir um relatório sobre os fluxos de recursos disponíveis que deve ser concluído até 2014.
Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e presidente honrária da Oxfam, disse que a "Rio+20 se realizou em uma época mais crítica, os problemas são muito mais urgentes. Ela registrou, porém, que a falta de liderança política é preocupante. "Mas o que me dá esperança é que a sociedade civil, os sindicatos, grupos de mulheres e de jovens, mesmo a comunidade de negócios, entendem a urgência do problema."
Outro ponto de implementação a ser discutido na Assembleia Geral a ONU são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A partir de setembro, deve se definir uma comissão com 30 representantes que terá um ano para entregar à assembleia geral das Nações Unidas um informe com opções de ODS. "Os ODS tiveram um parto muito difícil na Rio+20 e não sabemos se é um bebê querido, não sabemos se a comunidade internacional de fato o irá acolher", comparou Antonio Hill, porta-voz da Oxfam na conferência.
A Anistia Internacional considera a Rio+20 um passo atrás quanto aos direitos humanos. "Perdemos todos e todas", avalia o diretor da Anistia no Brasil, Ítalo Roque. "Em busca de conseguir um documento final, os direitos humanos e os direitos reprodutivos das mulheres foram colocados na mesa como moeda de negociação", diz.
A postura pouco ousada do Brasil também é criticada. "O maior protagonismo do país no cenário global também requer que ele esteja disposto a ir além do mínimo denominador comum", diz Roque.
Mas para autoridades do Palácio do Planalto foi uma "vitória da diplomacia brasileira" o acordo fechado antes do início da reunião de cúpula da conferência. O governo acreditava que, se a costura final do texto ficasse para a última etapa da Rio+20, seria grande o risco do impasse prevalecer. Para a presidente Dilma Rousseff, fracasso seria não ter um texto aprovado por consenso pelos países.
Para o ministro do meio ambiente da Alemanha, Peter Altmaier, a Rio92 foi mais objetiva e tinhas questões mais concretas do que a Rio+20. Na conferência de 2012, ele admitiu avanços, mas se disse decepcionado e frustrado com algumas expectativas que não se concretizaram, como a elevação do Pnuma para o patamar de agência da ONU.
"Meu desapontamento mais importante é que a sociedade esperava um a ação concreta. Em 1992, a principal questão foi a proteção das florestas. Em 2002, foi a questão energética e o crescimento econômico. Em 2012, não temos uma questão concreta", disse Altmaier.
"O Brasil acredita que problemas ambientais são resolvidos localmente. E questões sociais e econômicas, globalmente", resume um negociador europeu que compara a Rio+20 à Rio92. "Neste sentido, nada mudou. Em 1992, o Brasil fez forte oposição à incluir as florestas nas convenções."
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Numa reação inédita, os líderes dos países sul-americanos decidiram suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul como punição pelo impeachment do presidente Fernando Lugo, condenado como “quebra da normalidade democrática”. A medida, defendida pela presidente Dilma Rousseff, pode atrasar investimentos no país e será oficializada na cúpula do Mercosul em Mendoza, na Argentina, no fim de semana, valendo até as eleições no Paraguai, em abril de 2013. A Venezuela já suspendeu o fornecimento de petróleo. Ontem, Lugo disse ter sido vítima de um golpe parlamentar e afirmou só ter acatado a destituição para evitar um banho de sangue. (Págs. 1 e 25)
Cinco jacarés e uma jiboia, capturados na Região Amazônica na Guerrilha do Araguaia, foram usados nos anos 70 para torturar presos políticos no Pelotão de Investigações Criminais do Exército, na Tijuca. O tenente-coronel reformado Paulo Malhães, conhecido nos porões da ditadura como “doutor Pablo”, contou ao GLOBO que os animais eram seus. O coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, pretende ouvir Malhães, que atuou na Casa da Morte, centro de torturas em Petrópolis. (Págs. 1 e 3)
Um ano e meio após a deposição do ex-ditador Hosni Mubarak, o Egito será o primeiro país árabe a ter um chefe de Estado islamita democraticamente eleito.
Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, venceu com 51,7% dos votos, derrotando no segundo turno o general da reserva Ahmed Shafiq, último premiê de Mubarak. No primeiro pronunciamento, Mursi adotou tom conciliatório, prometendo ser “presidente de todos os egípcios”. (Págs. 1 e Mundo A9)
Análise: Reações positivas sugerem acordo internacional
As rápidas boas-vindas, inclusive de Israel, à vitória da Irmandade Muçulmana indicam que foi fechado um acordo internacional que envolveu os EUA. (Págs. 1 e Mundo A10)
Salem H. Nasser é coordenador de centro de direito da Fundação Getulio Vargas
É uma resposta ao impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo. Os vizinhos também querem desencorajar processos similares na região. (Págs. 1 e Mundo A11)
O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil faz 70 anos amanhã e fala de convicções políticas, MPB e drogas. Sobre a ministra Ana de Hollanda, diz que “houve um certo desânimo administrativo por parte do ministério”. (Págs. 1 e A12)
O Mercosul suspendeu o Paraguai da cúpula prevista para esta semana em Mendoza, na Argentina. A decisão foi tomada por consenso dos nove integrantes e observadores do bloco regional em razão da “ruptura da ordem democrática”, segundo nota divulgada pela chancelaria argentina. A decisão veio no momento em que o novo presidente, Federico Franco, e o deposto, Fernando Lugo, falavam que participariam da reunião. Ontem, na primeira entrevista após a saída, Lugo qualificou de “golpe” seu afastamento e disse haver acatado a decisão do Legislativo para evitar um “banho de sangue”. O Itamaraty informou que todos os acordos comerciais estão mantidos. (Págs. 1 e Internacional A11)
Legalizar a maconha não é uma boa ideia. Mas pode levar a uma situação menos ruim que a atual. Os traficantes perderiam o mercado. (Págs. 1 e Economia B2)
A maneira como se deu o afastamento de Fernando Lugo deixou evidente seu isolamento. (Págs. 1 e A3)
Naouri e Abilio têm uma reunião marcada hoje, no escritório do Casino, em Paris, e devem tentar tratar das bases de um novo acordo entre os acionistas. Abilio indicará a possibilidade de sair do grupo com o Via Varejo. Mas Naouri não só pretende manter o GPA íntegro, sem vender partes dele ao ex-controlador, como não vê motivos para dispensar Abilio da cláusula de não concorrência à qual está amarrado por contrato, no caso de sua saída. O executivo francês disse que esse é um dos pontos confidenciais em discussão e que a resposta será dada diretamente a Abilio. "O que orienta nossa reflexão é o interesse social do GPA. Será que é do interesse de um pequeno acionista que o senhor Diniz possa ter sua cláusula de não-concorrência dispensada? Estas decisões não são movidas por sentimentos de capricho ou emoção". (Págs. 1, B4 e B5)
A suspensão é temporária, não equivale à expulsão do país. Pelas regras do Mercosul, a medida sujeita o Paraguai a sanções que podem variar do bloqueio terrestre ao corte de financiamentos. A presidente Dilma Rousseff decidiu deixar indefinidas as sanções, propositadamente, à espera da reação paraguaia. O Brasil descartou fechar a fronteira ou o comércio em Foz do Iguaçu. (Págs. 1 e A13)
No pacote haverá um forte estímulo às compras governamentais, por meio da regulamentação das margens de preferência para produtos nacionais nas compras para a área de saúde e da ampliação da lista de itens para aquisição do Ministério da Educação. O governo espera gastar mais de R$ 60 bilhões neste ano em compras públicas, ante R$ 51,7 bilhões em 2011, segundo dados do Ministério do Planejamento. (Págs. 1 e A4)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um de seus principais alvos. Havia a expectativa de que a saída de Ricardo Flores levasse a Previ de volta à esfera de influência petista, o que não ocorreu. Credita-se a essa insatisfação, por exemplo, as recentes denúncias contra o BNB. O ministro da Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, vê crescer sua cotação como o ministro capaz de destravar o governo, que esse grupo considera paralisado. (Págs. 1 e A6)
Pouco confiáveis, as pesquisas começaram a coincidir nos últimos dias e ontem atribuíam a Peña Nieto entre 40% e 45% dos votos. Seus maiores rivais, Andrés Manuel López Obrador (25% a 30%), candidato do Partido da Revolução Democrática (PRD) e a governista Josefina Vázquez Mota (23% a 27%), do Partido da Ação Nacional, dizem que esses dados são manipulados e desmentidos por pesquisas próprias, que nunca mostraram. (Págs. 1 e A12)
As empresas vêm achatando sua hierarquia nos últimos anos, eliminando camadas gerenciais intermediárias que podem criar gargalos e diminuir a produtividade. O punhado delas que levou a ideia um passo adiante, dispensando inteiramente os chefes, diz que a abordagem ajuda a motivar os empregados e torná-los mais flexíveis - mesmo que isso signifique que algumas tarefas, como tomada de decisões e contratações, possam demorar mais. (Págs. 1 e D3)
Estimular a economia por meio do crédito é estratégia arriscada que pode exacerbar descompasso entre oferta e demanda. (Págs. 1 e A14)
Jairo Saddi
Risco da proteção contra o superendividamento é acabar com o acesso ao crédito a quem mais precisa dele. (Págs. 1 e A15)
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