PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, junho 26, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] CAMPANHAS e CAMPANAS

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PARAGUAI: SÓ PARA ENTENDER

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ENTREVISTA-

Lugo diz que só milagre o leva de volta à Presidência



Por Daniela Desantis
ASSUNÇÃO, 26 Jun (Reuters) - O presidente deposto do Paraguai, Fernando Lugo, disse nesta terça-feira que somente um milagre pode fazê-lo retornar ao poder, pois as portas jurídicas e políticas foram fechadas. Ele anunciou, no entanto, que fará uma cruzada para explicar ao povo paraguaio os bastidores do julgamento político relâmpago que o tirou da Presidência.
O ex-bispo católico deixou o governo na sexta-feira após o Congresso considerá-lo culpado por mau desempenho em um julgamento político que durou menos de dois dias. Em seu lugar assumiu o então vice-presidente Federico Franco, que deve ficar no poder até o fim do mandato em agosto de 2013.
Os advogados do ex-presidente apresentaram uma ação de inconstitucionalidade em meio ao julgamento político, alegando que Lugo não teve as garantias mínimas para a defesa, mas a Corte Suprema de Justiça do país rejeitou o recurso na segunda-feira.
"No âmbito legal, todas as portas se fecharam ontem quando deram a constitucionalidade do processo e o reconhecimento da justiça eleitoral. Legalmente não existe um caminho para reverter esta situação", disse Lugo em entrevista à Reuters em Assunção.
O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) decidiu que Franco é o presidente constitucional.
"Há uma possibilidade impossível, milagrosa, na qual o mesmo Parlamento possa decidir que se equivocou e que recua... fica o caminho político, mas o consenso no Parlamento me parece impossível", acrescentou.
O ex-bispo, que há seis anos largou a batina para se dedicar à política, anunciou que fará uma cruzada pelo país na qual reunirá simpatizantes para explicar porque o julgamento político por mau desempenho resultou em um critério para seu impeachment.
AUSENTE DA REUNIÃO DO MERCOSUL
O governo Franco está isolado regionalmente depois que Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Uruguai ou retiraram ou chamaram seus embaixadores em Assunção para consultas.
O bloco Mercosul, do qual o Paraguai participa ao lado de Argentina, Brasil e Uruguai, suspendeu a participação de representantes do novo governo paraguaio na cúpula que será realizada na sexta-feira na província argentina de Mendoza por considerar ilegítima a destituição de Lugo.
O ex-bispo pretendia comparecer à cúpula na Argentina, mas disse que avaliava permanecer no país.
"Estou quase decidindo que não viajarei na sexta-feira pelos motivos que estou dizendo, que os presidentes da região se sintam em liberdade... não quero pressionar nem os presidentes, nem os países da região a tomarem decisões", afirmou.
(Reportagem adicional de Didier Cristaldo)
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MENSALÃO. CONFORME HAVÍAMOS COMBINADO



Mensalão corre risco de ser adiado no STF



Cronograma do mensalão sob risco de adiamento
Autor(es): DIEGO ABREU
Correio Braziliense - 26/06/2012
 

Se o ministro Ricardo Lewandowski não entregar hoje o relatório sobre o caso, dificilmente o maior escândalo de corrupção da história do país começará a ser julgado em 1º de agosto, como previsto. Lewandowski reclama de pressões e promete concluir o documento até o fim da semana.

Revisor do caso, Lewandowski promete relatório até o fim da semana. Segundo Ayres Britto, o prazo é insuficiente para iniciar o julgamento na data prevista, 1º de agosto

A manutenção do cronograma do mensalão, com julgamento previsto para iniciar em 1º de agosto, está em risco. O revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, tem até hoje para finalizar o trabalho de revisão do processo para que o começo do julgamento não seja adiado. Por isso, ele foi pressionado em ofício enviado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto. Em resposta, Lewandowski confirmou que concluirá seu voto-revisor até o fim de junho, conforme havia se comprometido. Ele, porém, não indicou o dia em que anunciará o voto.
Na quinta à noite, Britto alertou o revisor do processo sobre a necessidade de liberar o trabalho de revisão até ontem para que a ação penal começasse a ser julgada logo no retorno do recesso do Poder Judiciário, que se estenderá ao longo de todo o mês de julho. Embora não tenha citado nominalmente o mensalão, Britto se referia a esse processo.
A Presidência do Supremo fixou a data de ontem como limite, mas o Correio apurou que, caso Lewandowski conclua o trabalho de revisão até hoje, o julgamento não precisará ser adiado, uma vez que o STF poderá publicar uma edição extra do Diário da Justiça com a inclusão do processo na pauta de 1º de agosto.
Lewandowski disse ter ficado surpreso com o ofício que recebeu do presidente do Supremo. O revisor criticou o fato de a mídia ter divulgado o teor do texto antes mesmo de ele tomar conhecimento do documento e observou que foram os próprios ministros do STF que fixaram o início do julgamento do mensalão para 1º de agosto, "sob a condição de o revisor liberar o processo até o fim de junho de 2012". A decisão foi tomada em sessão administrativa realizada no começo do mês, sem a presença de Lewandowski.
Defesa
No ofício, o ministro disse que tem "envidado todos os esforços possíveis" para não atrasar um só dia o julgamento. "Sempre tive como princípio fundamental, em meus 22 anos de magistratura, não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob pena de instaurar odioso procedimento de exceção", afirma Lewandowski. Ele acrescenta que o STF tem todas as condições de cumprir o calendário já estabelecido e que, considerada a decisão do plenário, a Suprema Corte detém a última palavra no que concerne à interpretação e ao alcance das normas regimentais para que o cronograma seja cumprido.
Conforme o regimento do Supremo, um julgamento só pode ocorrer depois de respeitados os prazos de 24 horas após a publicação da data, para o conhecimento das partes, e de mais 48 horas, para que a ação esteja habilitada a ser julgada em plenário.
Na hipótese de Lewandowski concluir hoje a revisão do processo e a data ser publicada até o fim do dia, as 48 horas começariam a ser contadas amanhã e terminariam na sexta-feira, último dia de trabalho na Corte antes do recesso do Judiciário. De acordo com a assessoria do Supremo, para que o julgamento seja iniciado no primeiro dia de agosto, é imprescindível que os prazos sejam cumpridos até esta sexta-feira, uma vez que eles ficam suspensos durante o recesso.
"Sempre tive como princípio fundamental, em meus 22 anos de magistratura, não retardar nem precipitar o julgamento de nenhum processo, sob pena de instaurar odioso procedimento de exceção"
Ricardo Lewandowski, relator do mensalão

PETROBRAS. ALGO ERRADO ! (E não tem graça alguma!!!)



PETROBRÁS QUER NOVOS REAJUSTES DA GASOLINA



AÇÕES CAEM 9% E PRESIDENTE DA PETROBRÁS DIZ QUE VAI INSISTIR EM NOVOS REAJUSTES DA GASOLINA
Autor(es): SABRINA VALLE, SERGIO TORRES
O Estado de S. Paulo - 26/06/2012
 

A Petrobrás quer novos reajustes nos combustíveis, para igualar os preços com os do mercado externo. Ao detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que a alta da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizada pelo governo não compensou a defasagem - e as ações da empresa caíram cerca de 8%, fazendo o Ibovespa recuar 2,95%. A Petrobrás defendeu reajuste de 15% para financiar expansão de 5,2% nos investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. A renúncia fiscal para que o reajuste já autorizado não chegasse ao consumidor atingiu R$ 420 milhões. A Petrobrás cortou a meta de produção em 14% para 2020 e usou a obra da refinaria Abreu e Lima, três anos atrasada e hoje quase dez vezes mais cara que o previsto, como exemplo a ser evitado

A Petrobrás deixou claro ontem que continuará brigando por reajustes nos combustíveis e pela paridade dos preços de seus produtos com os praticados no mercado internacional. Em apresentação para detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que os reajustes da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizados pelo governo e em vigor desde ontem não compensaram integralmente a defasagem de preços.
A apresentação da diretoria ontem mostrou que desde janeiro de 2011 a Petrobrás vem perdendo com o não repasse de preços. "Este é um fundamento do plano do qual não se abriu mão. O reajuste de agora nos colocou mais próximos do alvo, mas o alvo continua sendo a meta da empresa", disse o diretor Financeiro, Almir Barbassa, dizendo que novos reajustes seriam esperados para o médio e longo prazos.
Apesar de ter elevado em US$ 14 bilhões os investimentos em exploração e produção, a empresa reduziu em 14% as metas de produção no Brasil para 2020. "Foi com muito realismo que definimos a curva de produção a partir de 2012", alegou a presidente da companhia, Graça Foster. Em encontro com investidores, ela ressaltou que "não é possível considerar milagres na hora que se tem uma demanda tão forte".
Os argumentos em torno de futuros reajustes e de metas mais realistas para a produção não conseguiram impedir o baque no desempenho das ações. O aumento de preços, que passou a vigorar ontem nas refinarias - e que não chegará ao consumidor - foi considerado insuficiente e tardio pelos investidores. As ações com direito a voto (ON) da companhia desabaram 8,33% e as preferenciais, 8,95%, arrastando o Ibovespa para uma baixa de 2,95%.
Segundo fontes do Estado, a companhia defendeu no plano de negócios reajuste de 15% nos combustíveis para financiar um aumento de 5,2% em seus investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. "O controlador aprovou o plano e o primeiro item é a paridade de preço", afirmou Graça Foster: "É fundamental que estejamos discutindo no conselho a nossa capacidade de investimento frente à pressão de caixa da companhia."
O governo, que usa os investimentos crescentes da Petrobrás para estimular a economia do País, abriu mão integralmente da arrecadação de R$ 420 milhões mensais da Cide, zerando o tributo, de forma a conceder o maior reajuste possível sem repasse de preço ao consumidor.
A apresentação do primeiro plano sob o comando de Graça imprimiu o estilo de gestão da executiva: centralização de poderes, planos mais factíveis e maior rigor no cumprimento de metas. Graça reconheceu que há oito anos as metas vêm sendo descumpridas. Metas que considerou ousadas demais. Deixou claro que metas de produção e aprovação de investimentos passarão por ela.

MOSQUETEIROS



Por absolvição, Demóstenes tentou negociar renúncia



Demóstenes propôs renúncia em troca de absolvição no plenário do Senado
Autor(es): JOÃO DOMINGOS
O Estado de S. Paulo - 26/06/2012
 

O senador Demóstenes Torres procurou, pessoalmente ou por meio de emissários, figuras-chave do Senado para oferecer a própria cabeça em troca da absolvição e da manutenção de seus direitos políticos. Ele propôs, sem sucesso, tirar licença por 120 dias e depois renunciar, se os senadores com influência sobre os colegas não trabalhassem pela cassação

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) tentou uma última aposta para assegurar seus direitos políticos e, assim, ter a chance de se candidatar em eleições futuras. Pessoalmente ou por intermédio de emissários, ele procurou nas últimas semanas algumas figuras-chave do Senado, como o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP); o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG), para oferecer a própria cabeça em troca da absolvição.
Sem a presença de Demóstenes, o Conselho de Ética iniciou na noite de ontem a sessão de votação do relatório de Humberto Costa (PT-PE), que pediria a cassação do mandato do colega senador.
Nos bastidores da Casa, a fórmula apresentada por Demóstenes aos interlocutores foi esta: ele tiraria licença do cargo por 120 dias - o que pode ser feito sem que o suplente venha a assumir o posto - e depois renunciaria ao mandato, desde que os senadores que têm lideranças sobre os colegas não trabalhassem pela cassação. Enquanto isso, Demóstenes os procuraria, um a um, para dizer que não tem mais condição de permanecer no Senado. E pediria a absolvição no plenário, onde a votação é secreta. Se absolvido, garantiria seus direitos políticos e depois renunciaria.
Nos recados, Demóstenes fez chegar aos senadores uma sensação de arrependimento, de que fora enganado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante os últimos anos. Com isso, achava que poderia convencer seus ainda pares de que mereceria o perdão, com a garantia da renúncia ao mandato - a perda dos direitos políticos só ocorre quando há a cassação ou o acusado renuncia quando o processo já está aberto. Demóstenes contava com a decisão do Conselho de Ética pela cassação, que decidiria esse capítulo na noite de ontem, mas lutaria pela absolvição em plenário. Desse modo, garantiria os direitos políticos.
Resistências. A negociação deu errado porque houve resistências por parte dos que foram procurados. Aécio Neves teria respondido com um sonoro não a Demóstenes, sob o argumento de que se sentiu traído pelo colega goiano. Em maio do ano passado, Demóstenes pediu a Aécio que indicasse Mônica Beatriz Silva Vieira, prima do contraventor, para o cargo de diretora regional da Secretaria de Assistência Social em Uberaba. Aécio atendeu ao pedido e Mônica foi nomeada.
Conforme as informações de senadores, Demóstenes chegou a ir a São Paulo atrás de Sarney, quando o presidente do Senado estava internado no Hospital Sírio-Libanês. Mas Sarney não o recebeu. Demóstenes teria feito a viagem de Brasília a São Paulo de carro, por ter receio de passar pelo constrangimento de tomar um avião e ser reconhecido pelos passageiros.
Depressão. Durante o período em que planejou oferecer o pescoço em troca dos direitos políticos, Demóstenes passou por períodos de depressão, segundo alguns senadores que estiveram com ele. Tomou muitos remédios, teve dificuldades para dormir e costumava entoar versos da canção Tudo passará, do cantor Nelson Ned.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Prado, o Kakay, defensor de Demóstenes, disse que as informações que circulam no Senado, de que seu cliente ofereceu a renúncia em troca dos direitos políticos, não correspondem à verdade. "Isso nunca ocorreu. Seria contraditório, porque a luta do senador é para assegurar a manutenção de seu mandato no julgamento pelo plenário do Senado", disse o advogado.

FESTANÇA !


CONSELHO DE ÉTICA PEDE CASSAÇÃO DE DEMÓSTENES



DEMÓSTENES PERDE NO CONSELHO DE ÉTICA
Autor(es): JOÃO VALADARES
Correio Braziliense - 26/06/2012
 

Em relatório de 79 páginas, o senador Humberto Costa (PT-PE) acusou o parlamentar goiano de quebra de decoro e recomendou a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Os 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado presentes à sessão aprovaram o parecer por unanimidade. Humberto acusou Demóstenes de pôr o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira e de mentir em plenário quando negou ter qualquer envolvimento com o esquema criminoso do contraventor. Para a defesa de Demóstenes, as escutas que flagraram o parlamentar em conversas com Cachoeira são ilegais. O senador ainda acredita que pode salvar o mandato. Para isso, aposta tudo na votação secreta no plenário.

Por unanimidade, integrantes do colegiado aprovam o relatório que pede a cassação do mandato do senador goiano. Processo segue agora para Comissão de Constituição e Justiça, antes de ir ao plenário
O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) sofreu, na noite de ontem, a primeira derrota na cruzada empreendida para tentar salvar o mandato. Como já era esperado, os 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado aprovaram, por unanimidade, em votação nominal e aberta, o relatório de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), que pede a cassação do parlamentar goiano por quebra do decoro parlamentar. A sessão, que teve início às 18h30, durou cinco horas. Demóstenes, que disse querer ser julgado pelo que fez e não pelo que falou, era o braço político da organização criminosa chefiada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Em 79 páginas bem fundamentadas, recheadas de citações de juristas, filósofos e pensadores diversos, o relator deixou claro que o investigado colocou o mandato a serviço do esquema de jogos ilegais, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro.
Agora, o relatório segue para apreciação e votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para que sejam observados os aspectos constitucionais e jurídicos. O prazo para análise é de cinco sessões deliberativas no Senado. Se houver entendimento entre os líderes, todas as sessões podem ocorrer no mesmo dia, antecipando assim a votação secreta no plenário. Em seu voto, o relator disse que não era crível que Demóstenes Torres tenha alegado desconhecer a folha corrida do seu interlocutor (Carlinhos Cachoeira).
No relatório, Humberto Costa fez um resumo de todos os deslizes cometidos por Demóstenes. "Ele admitiu que o contraventor pagava as contas de seu aparelho de rádio-celular Nextel, que nomeou como servidora em seu gabinete parlamentar, a pedido de Cachoeira, uma pessoa com residência fixa em Anápolis, e que intercedeu para que uma pessoa, também a pedido de Cachoeira, fosse nomeada em órgão público estadual em Minas Gerais." Humberto Costa lembrou que "um estafeta de Cachoeira comprou para ele, nos EUA, por encomenda, um som no valor de 27 mil dólares, além de cinco garrafas de vinho francês, que adquiriu por 18 mil dólares uma mesa na Argentina, e que o bicheiro pagou os serviços de queima de fogos da festa de formatura de sua esposa".
O relator afirmou que a alegação de Demóstenes de que "teria jogado verde" ao informar Cachoeira sobre uma operação policial é fantasiosa. "Seria necessário um esforço hercúleo de boa-fé para crer que alguém inteligente e perspicaz como Demóstenes precisasse desse tipo de expediente para confirmar o que era de conhecimento público, sobretudo os que conviviam com Cachoeira."
Loterias
O senador pernambucano citou, no documento, vários trechos de diálogos travados entre Demóstenes e o bicheiro, e, com isso, desmontou todas as justificativas dadas pelo político goiano. "É simplesmente patética a declaração do representado, em um dos diálogos, sobre a aprovação do já discutido projeto de lei que regularizaria as loterias estaduais. "Vou fazer o que você quer". Nos diálogos, há expressões equivalentes a essa. Evidenciam uma humilhante subalternidade de um senador da República aos interesses de Carlos Augusto de Almeida Ramos."
O parecer atesta que a ligação entre o bicheiro e o senador goiano engloba doações não declaradas de campanha e repasse de verbas do contraventor diretamente para Demóstenes. "Não deixa qualquer dúvida de que a pessoa referida no trato dos R$ 20 mil é o senador Demóstenes. O fato central é que houve uma transação entre Gleyb (membro da quadrilha) e Cachoeira que envolvia Demóstenes."
A defesa de Demóstenes Torres insistiu na mesma tecla. Durante os 30 primeiros minutos da sessão, alegou que as provas são ilegais e que o senador foi investigado de forma irregular, uma vez que tem foro privilegiado.
Os próximos passos
O relatório será encaminhado hoje à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para que sejam verificados os aspectos constitucionais e jurídicos.
O prazo de análise é de cinco sessões deliberativas no plenário do Senado. Isso não significa que sejam necessários cinco dias para a aprovação. Se houver acordo de líderes, todas as sessões podem ser realizadas no mesmo dia.
Após tramitação na CCJ, o relatório segue para votação em plenário. Ao contrário do Conselho de Ética, a votação será secreta.
Um bloco de senadores defende que a votação seja realizada já na próxima semana. O recesso parlamentar tem início em 17 de julho.
Três depoimentos na CPI do Cachoeira
A CPI que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com servidores públicos e empresários vai ouvir hoje Luiz Fiúza Gouthier, ex-assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO); Écio Antônio Ribeiro, suspeito de ser um laranja do esquema do contraventor; e Alexandre Milhomen, arquiteto que teria reformado a casa vendida por Perillo. Os depoimentos terão início às 10h15. Amanhã, a comissão tomará os depoimentos de Jayme Rincón, tesoureiro da campanha de Perillo; Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador; e o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que disse ter recebido recursos de empresas fantasmas na campanha de Perillo, em 2010.

CAMARADA!!!

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ELEIÇÕES 2012
'Perto do Lula, sou comunista', diz Maluf

Pivô da polêmica aliança PT-PP, ex-prefeito afirma que petista defende banqueiros com muito mais vontade que ele.
Segundo o pepista, José Serra esteve duas vezes em sua casa para negociar apoio, mas a conversa não deu certo.

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA




O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP) recebeu a Folha ontem em seu escritório para mostrar as fotos de seu calendário com autoridades internacionais, como o papa João Paulo 2º e os ex-presidentes americanos George Bush e Bill Clinton.
Falou também da já célebre imagem com o ex-presidente Lula em sua casa e do apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, à prefeitura. Um resumo da conversa:
A foto
O que teve foi o seguinte: a mídia toda foi furada, inclusive aFolha. Publicavam sempre que o PP já estava fechado com o PSDB. Mas eu nunca fui consultado. Mandei aviso à imprensa de que, naquele dia, anunciaria em minha casa o nome de quem iria apoiar.
Quando abriu o portão, [os jornalistas] encontraram a mim e ao Lula. [rindo] Se sentiram provavelmente desinformados. Caiu o mundo.
Mas não caiu mundo nenhum. Em 2002, nós apoiamos o Lula [para presidente] e o [José] Genoino [candidato a governador de SP] no segundo turno. Em 2004, apoiei a Marta [Suplicy, candidata a prefeita].

Marta Suplicy
Ela não reclamou do meu apoio [em 2004], ficou feliz da vida. Nunca ouvi ela falar mal de mim. Mas eu entendo a Marta. Ela julgava que seria candidata a prefeita [neste ano]. Se fosse, ela teria sido agraciada com nosso apoio.

Apoio a José Serra
O Serra esteve em casa duas vezes -uma delas, há três semanas, com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que é meu amigo. Conversamos sobre tudo. Mas não deu certo [o acordo com o PSDB]. O Serra é bem vindo na minha casa dez vezes. Mas eu não sou eu, eu sou um partido. Tem deputados federais, estaduais, vereadores.

Gabriel Chalita
Da mesma maneira o Chalita [candidato do PMDB a prefeito] é bem vindo. Ele almoça em casa, janta em casa, está sempre comigo em Brasília. O Chalita é amigo da gente.

Lula constrangido
Fechado o acordo com o PT, fizemos um almoço em casa, algumas pessoas compareceram. E o Lula foi convidado. Constrangido? Ao contrário, ele estava alegre e feliz. Eu que inibi o presidente, 'não fala, presidente', por causa do problema na garganta.

Antigos adversários
Quem mudou? O Lula assumiu em 2003 sob a desconfiança de que era um Fidel Castro brasileiro. Achava que ele tinha que ter estágio no governo brasileiro até para o povo se decepcionar com ele. Mas, da maneira que exerceu a Presidência, diria que ele está à minha direita. Eu, perto do Lula, sou comunista.
Eu não teria tanta vontade de defender os bancos e as multinacionais como ele defende. Quando ele tira imposto dos carros, tira da Volkswagen, da Ford, da Mercedes. Quando defende sistema bancário, defende quem? Os banqueiros.
Eu, Paulo Maluf, industrial, estou à esquerda do Lula. De modo que ele foi uma grata revelação do livre mercado, da livre iniciativa.

Dilma e Alckmin
Em 2014, a minha chapa vai ser Dilma [Rousseff] para presidente e Geraldo Alckmin para governador. Ela está sendo uma excepcional presidente, além de todas as expectativas. E Alckmin está sendo muito bom governador.
Somos parte do governo federal, através do Ministério das Cidades, e aqui em São Paulo, com dois diretores da CDHU [companhia habitacional]. Na Assembleia Legislativa, votamos com o governador. Acabou a eleição, o que interessa é que haja governabilidade.

Apoio aos tucanos
Apoiei o [Mario] Covas no segundo turno [ao governo em 1994]. Ele foi lá, na sede do PPB, pedir apoio. E ganhou por diferença tão pequena que, se eu estivesse do outro lado, perdia. Em 1998, apoiamos FHC, que teve 51%. Se não fosse meu apoio, ia para o segundo turno contra o Lula.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


26 de junho de 2012
O Globo

Manchete: Bolsa Família já registra benefício de até R$ 1.332
Valor é destinado a domicílio onde vivem 19 pessoas; teto antigo era de R$ 306

O Bolsa Família, que até o mês passado transferia no máximo R$ 306 por mês a uma mesma família, passou a pagar, neste mês, benefícios que chegam a R$ 1.332. A quantia foi repassada a uma única família formada por 19 pessoas, informa Demétrio Weber. A mudança é resultado do programa Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de tirar da miséria famílias com crianças de até 6 anos e garantir uma renda média mínima de R$ 70 por pessoa nesse grupo, mesmo que, para isso, o repasse vá além do antigo teto do programa. Os dados foram solicitados pelo GLOBO com base na Lei de Acesso à Informação. De acordo com o ministério, apenas 1% dos repasses, ou cerca de 20 mil, são hoje superiores a R$ 325. Para o economista da FGV Marcelo Neri, a mudança é positiva por beneficiar famílias com mais crianças, mas é preciso acompanhar os resultados para, eventualmente, fazer ajustes. O pesquisador Rafael Osório, do Ipea, diz que o caso é uma exceção e lembra que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, só 2% das famílias hoje têm quatro ou mais filhos. (Págs. 1 e 5)
Brasil estuda cortar projetos no Paraguai
Lugo monta governo paralelo, e Justiça arquiva pedido de inconstitucionalidade de impeachment

Na lista de possíveis sanções que a presidente Dilma levará ao Mercosul, sexta-feira, estão a suspensão de projetos de investimentos e da Tarifa Externa Comum (TEC). O objetivo é evitar que o impeachment de Fernando Lugo se transforme em um precedente perigoso na região. Enquanto o presidente Federico Franco dava posse ao novo Gabinete, o presidente cassado montou um governo paralelo. A Justiça arquivou o pedido de inconstitucionalidade feito por Lugo. (Págs. 1, 27, 28, Míriam Leitão e Merval Pereira)
Fotolegenda: Estrago insustentável
O que era gramado virou charco no Parque do Flamengo, após receber 300 mil pessoas na Cúpula dos Povos, durante a Rio+20. Vários trechos dos 26 mil metros quadrados usados pelas ONGs precisam de recuperação. (Págs. 1 e Rio, 15)
Petrobras perde R$ 22 bi na Bolsa
Como o reajuste da Petrobras frustrou investidores, as ações despencaram quase 9%, a maior queda desde 2008, auge da crise. A perda atingiu R$ 22 bilhões de valor de mercado. A estatal adiou o início da operação do Comperj, em Itaboraí, e de duas refinarias (CE e MA). (Págs. 1 e 21)
Agência rebaixa 28 bancos espanhóis
No dia em que formalizou à UE pedido de resgate de até € 100 bi, a Espanha teve 28 bancos rebaixados pela agência Moody’s. Entre eles, estão o Santander e o BBVA. Todas as instituições podem sofrer um novo rebaixamento. (Págs. 1 e 25)
Cachoeira conseguia entrar na rede da PF
Na véspera da Operação Monte Carlo, um advogado disse a integrante da quadrilha de Cachoeira que tinha revirado o sistema da Polícia Federal sem encontrar nada. No Conselho de Ética do Senado, o relator pediu a cassação de Demóstenes Torres. (Págs. 1 e 9 a 11)
Lewandowski se queixa de pressões
Em ofício ao presidente do STF, Ayres Britto, o ministro Ricardo Lewandowski reclamou de pressões para entregar o voto do mensalão. Garantiu que dará o voto até o fim do mês e que o julgamento não atrasará. (Págs. 1 e 12)
Maluf: "Perto do PT hoje, sou comunista"
No dia em que o PC do B anunciou apoio a Fernando Haddad (PT), o deputado federal Paulo Maluf disse que não se oporá se o vice da chapa for comunista: “O PT se comportou à direita de Paulo Maluf. Eu, perto do PT hoje, sou comunista.” (Págs. 1 e 13)
No Rio, DEM lança a dupla Maia-Garotinho
Ex-adversários, o ex-prefeito Cesar Maia e o ex-governador Anthony Garotinho subiram ao palanque para lançar a candidatura de seus filhos Rodrigo e Clarissa na disputa pela prefeitura do Rio, pela coligação DEM-PR. (Págs. 1 e 13)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Ministro rejeita pressão, e mensalão atrasará no STF
Lewandowski vai entregar o voto revisado no fim do mês, o que adiará o início do julgamento por 5 dias

O ministro do STF Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, se disse “estupefato” com as pressões que recebeu para devolver logo a ação e afirmou que tem até sexta-feira para concluir o trabalho.

A decisão deverá atrasar o julgamento em cinco dias. “Estou trabalhando noite e dia para cumprir o prazo, definido em plenário, de entregar no fim do mês.” (Págs. 1 e Poder A4)
Relator pede a cassação de Demóstenes em conselho
Relator do processo contra Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no Conselho de Ética do Senado, Humberto Costa (PT-PE) pediu a cassação do senador por ter recebido “vantagens indevidas” de Carlos Cachoeira. A votação não havia terminado até a conclusão desta edição. Os dois primeiros votos foram pela cassação. (Págs. 1 e Poder A6)
Mônica Bergamo
Lula está à minha direita, declara Maluf. (Págs. 1 e Poder A9)
Paraguai afirma ser vítima de intransigência do Mercosul
O novo governo do Paraguai diz ser vítima de uma decisão intransigente do Mercosul, que suspendeu o país do bloco, relata Isabel Fleck, de Assunção. A alegação é que não houve direito à defesa, a mesma usada por Fernando Lugo para tentar reverter o impeachment.

O Senado aprovou na véspera a lei que regulamentou a cassação. (Págs. 1 e Mundo A11)
Vladimir Safatle
Leis atrapalham a democracia no Egito e Paraguai. (Págs. 1 e Opinião A2)
Dilma á a única que pode me salvar, diz condenado à morte
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 50, condenado à morte por tráfico na Indonésia, afirmou ter esperança de que a presidente Dilma possa evitar a execução, prevista para julho. “É a única pessoa que pode me salvar”, disse, por telefone, a Ricardo Gallo. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Juíza dá 48 h para sacolas voltarem a supermercados
Juíza da 1² Vara Central da capital paulista deu 48 horas para os supermercados voltarem a distribuir gratuitamente as sacolinhas no Estado. Ela deu ainda 30 dias para que as lojas forneçam de forma gratuita embalagens biodegradáveis. Cabe recurso. (Págs. 1 e Mercado B3)
Editoriais
Leia “Paraguai soberano”, sobre ação do Mercosul contra novo governo, e “Da tortura à Presidência”, acerca de depoimento de Dilma Rousseff. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Petrobrás quer novos reajustes da gasolina
Plano de investimentos insiste na necessidade de equiparação com os preços internacionais

A Petrobrás quer novos reajustes nos combustíveis, para igualar os preços com os do mercado externo. Ao detalhar o plano de negócios 2012-2016, a diretoria mostrou que a alta da gasolina (7,83%) e do diesel (3,94%) autorizada pelo governo não compensou a defasagem - e as ações da empresa caíram cerca de 8%, fazendo o Ibovespa recuar 2,95%. A Petrobrás defendeu reajuste de 15% para financiar expansão de 5,2% nos investimentos, previstos agora em US$ 236,5 bilhões até 2016. A renúncia fiscal para que o reajuste já autorizado não chegasse ao consumidor atingiu R$ 420 milhões. A Petrobrás cortou a meta de produção em 14% para 2020 e usou a obra da refinaria Abreu e Lima, três anos atrasada e hoje quase dez vezes mais cara que o previsto, como exemplo a ser evitado. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Por absolvição, Demóstenes tentou negociar renúncia
O senador Demóstenes Torres procurou, pessoalmente ou por meio de emissários, figuras-chave do Senado para oferecer a própria cabeça em troca da absolvição e da manutenção de seus direitos políticos. Ele propôs, sem sucesso, tirar licença por 120 dias e depois renunciar, se os senadores com influência sobre os colegas não trabalhassem pela cassação. (Págs. 1 e Nacional A4) 
Lugo, presidente "paralelo"
Na foto do alto, o novo presidente do Paraguai, Federico Franco, comanda reunião ministerial; na imagem seguinte, Fernando Lugo, o presidente deposto, se encontra com seu ‘gabinete paralelo’. Ele prometeu ‘resistir ao poder de Franco’, mas a Justiça considerou constitucional sua destituição. (Págs. 1 e Internacional A14 e A16)
Lula diz que vai "morder a canela" dos adversários
O ex-presidente Lula prometeu “morder a canela” dos adversários para eleger Fernando Haddad prefeito de São Paulo. Ele disse que não se arrependeu da foto com Paulo Maluf e afirmou que o tucano José Serra, que segundo ele está “patinando nas pesquisas”, cometeu “equívoco” ao entrar na disputa. (Págs. 1 e Nacional A9)
Investigação contra Palocci é arquivada (Págs. 1 e Nacional A6)

Celso Ming
Chegou tarde e foi insuficiente

Precisou que a hemorragia nas finanças da Petrobrás atingisse níveis críticos para que o governo concordasse com o reajuste dos combustíveis. (Págs. 1 e Economia B2)
Arnaldo Jabor
O mal do mundo não tem rosto

Nos anos 30, Paul Valéry já previa com clareza o mundo que vivemos hoje. E Osama Bin Laden nos lembrou que a vida real é um mistério. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
Notas & Informações
O BIS adverte sobre o risco do crédito

Banco diz que emergentes devem tomar cuidado. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Conselho de Ética pede cassação de Demóstenes
Em relatório de 79 páginas, o senador Humberto Costa (PT-PE) acusou o parlamentar goiano de quebra de decoro e recomendou a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Os 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado presentes à sessão aprovaram o parecer por unanimidade. Humberto acusou Demóstenes de pôr o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira e de mentir em plenário quando negou ter qualquer envolvimento com o esquema criminoso do contraventor. Para a defesa de Demóstenes, as escutas que flagraram o parlamentar em conversas com Cachoeira são ilegais. O senador ainda acredita que pode salvar o mandato. Para isso, aposta tudo na votação secreta no plenário. (Págs. 1 e 2)
Mensalão corre risco de ser adiado no STF
Se o ministro Ricardo Lewandowski não entregar hoje o relatório sobre o caso, dificilmente o maior escândalo de corrupção da história do país começará a ser julgado em 1º de agosto, como previsto. Lewandowski reclama de pressões e promete concluir o documento até o fim da semana. (Págs. 1 e 4).
Medo de aumento lota postos no DF
Corrida para encher o tanque mostra que brasilienses estão desconfiados de que haverá alta da gasolina. Em dia de queda nas ações, Petrobras fala em novos reajustes. (Págs. 1 e 10)
Paraguai: Lugo monta governo paralelo
Três dias depois de sofrer impeachment, Fernando Lugo instala “gabinete de restauração democrática” e diz que irá à reunião do Mercosul. Enquanto isso, o recém-empossado presidente, Federico Franco, tenta romper o isolamento regional. Hoje, a OEA se reúne para avaliar a crise política no país e analisar eventuais medidas punitivas. (Págs. 1, 16 e Visão do Correio, 14)
Turismo
Programado governo vai qualificar 240 mil pessoas até 2014. (Págs. 1, 12 e 13)
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Valor Econômico

Manchete: Graça faz diagnóstico severo da Petrobras
Conhecida por seu estilo franco, a presidente da Petrobras, Graça Foster, traçou um retrato perturbador das dificuldades que a estatal atravessou no passado recente, ao apresentar um plano de investimentos de R$ 236,5 bilhões para 2012/16. Ela sugeriu que a companhia divulgava metas irrealistas, convivia com certa indisciplina financeira, falta de planejamento e de controle. As metas, consideradas pouco críveis pelo mercado, pareciam contar com a sorte para ser atingidas. "Não é possível considerar milagres na hora que tem demanda forte mundialmente e também no Brasil", disse Graça Fortes, enumerando todas as metas de produção não cumpridas desde 2003.

Ela sugeriu que a companhia costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda não aprovados em todas as fases, em uma crítica sutil à gestão anterior. Foi o que deu a entender quando se referiu a diversos projetos da empresa, incluindo refinarias. (Págs. 1, B1 e B7)
Só sanções políticas ao Paraguai
A reação do governo brasileiro ao impeachment de Fernando Lugo - considerado uma ruptura do processo democrático no Paraguai - será "dura", mas a presidente Dilma Rousseff descarta sanções econômicas com reflexos sobre o comércio e o desembolso de financiamentos contratados. Dilma quer isolar o Paraguai apenas politicamente. Executivos de empresas brasileiras procuraram auxiliares da presidente para pedir que se evite medidas que afetem seus negócios no país. O Brasil se oporá às propostas de países vizinhos que representem retaliações com reflexos sobre a população paraguaia e brasileiros com interesses no país. (Págs. 1 e A14)
Mineração paga salários mais altos
A produtividade estagnada da indústria de transformação tem feito com que a diferença entre os salários pagos pelo setor e pela indústria extrativa mineral se aprofunde. Em 2007, o salário de admissão no setor extrativo mineral era 31,8% maior que na indústria de transformação. De janeiro a maio, a diferença foi a 65,1%. Além de demandar mão de obra mais qualificada, a indústria mineral recebeu muitos investimentos na última década. Segundo o economista Naercio Menezes, entre 1996 e 2009 o salário médio na indústria de transformação cresceu 27,3%, mas a produtividade, só 5,7%. Na indústria extrativa mineral, houve aumentos de 124,4% da produtividade e de 131,2% no salário médio. (Págs. 1 e A3)
Fotolegenda: De volta a casa
De volta ao Google, após rápida passagem pelo Groupon, Margo Georgiadis assume o cargo de presidente para as Américas e terá como desafio apresentar a companhia como uma mídia completa para publicidade digital e não só uma empresa de links em resultados de buscas. (Págs. 1 e B3)
Belo Monte realocará 5,2 mil famílias
O consórcio Norte Energia, responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), está prestes a fazer seu maior desembolso financeiro para cumprir uma das principais condicionantes socioambientais da usina: o reassen-tamento das milhares de famílias afetadas pela obra.

Até o mês que vem, será feita a licitação de um pacote de obras para contratação das empreiteiras que vão construir mais de 5,2 mil moradias em Altamira, o município mais afetado pela usina. As casas serão erguidas em três áreas, que somam entre 220 e 250 hectares. (Págs. 1 e B8)
Celular fica mais atraente, maior e mais caro com a 4G
A quarta geração da telefonia celular, 4G, prevista para estrear no Brasil em 2013, promete transformar o celular em uma central de entretenimento ao multiplicar em até dez vezes a velocidade de conexão disponível no país.

Dedicada ao tráfego de dados, a 4G vai estimular a transmissão de conteúdo ao vivo - da novela ao jogo de futebol -, além do download de músicas e filmes que poderão ser baixados muito mais rápido para o celular. Os serviços na nuvem, com os quais o usuário pode armazenar seus arquivos e acessá-los via internet, também ganharão força. (Págs. 1 e D8)
União Européia poderá ter poder sobre orçamentos nacionais (Págs. 1 e A14)

Brasil é principal alvo da expansão da Starbucks na AL, diz Burrows (Págs. 1 e B4)

Governo muda fundos regionais
O governo vai mudar os fundos de desenvolvimento regionais do Nordeste, da Amazônia e do Centro-Oeste. Os juros serão reduzidos e as amortizações dos empréstimos não serão mais repassadas ao Tesouro. (Págs. 1 e A2)
Aço
A valorização do dólar e as medidas do governo para impulsionar a economia deverão reduzir o volume de aço importado neste e no próximo ano, principalmente no segmento de aços planos, utilizados pela indústria de automóveis e linha branca, diz Carlos Loureiro, do Inda. (Págs. 1 e Especial)
Previ pede calma quanto à Vale
A Previ não tem pressa em vender ações da Vale para se adequar às normas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Quer prazo, em vista das condições do mercado e do acordo de acionistas. (Págs. 1 e B2)
Uma nova TV para a Copa
Sony e Panasonic anunciaram a criação de uma nova empresa para desenvolver telas OLED (diodo orgânico emissor de luz) para televisores e monitores de grande porte, sucessora do LED (diodo emissor de luz). (Págs. 1 e B6)
Cidades da Copa - Recife
Com R$ 2,2 bilhões de investimentos em infraestrutura, a Grande Recife se planeja para além da Copa da Mundo, que deixará como legado obras viárias orçadas em R$ 1,4 bilhão e um novo bairro planejado no entorno da Arena Pernambuco. (Págs. 1 e Especial)
Fundos elevam aposta em grãos
Em meio às preocupações com o clima nos EUA e seu impacto sobre a safra de grãos, principalmente com a seca no Centro-Oeste, os fundos voltaram a apostar na alta dos preços no mercado futuro de Chicago. (Págs. 1 e B12)
Roubo isenta bem para exportação
Superior Tribunal de Justiça decide que a Fazenda não pode cobrar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre mercadorias destinadas à exportação e roubadas antes do embarque. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Delfim Netto

A eurolândia precisa percorrer o caminho das federações bem-sucedidas, como os EUA no séc. XVIII e o Brasil no séc. XXI. (Págs. 1 e A2)

Raymundo Costa

Em algum momento da campanha, talvez não demore muito, Haddad terá de andar com as próprias pernas. (Págs. 1 e A10)
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segunda-feira, junho 25, 2012

XÔ ! ESTRESSE [In:] AMNÉSIA ''AD HOC''


''ESTO NON ECZISTE'' !

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Mensalão e respeito ao Judiciário



Autor(es): Carlos Alberto Di Franco
O Estado de S. Paulo - 25/06/2012
 

A partir de 1.º de agosto, o ex-presidente do PT, ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa. Será um julgamento histórico, pois, talvez pela primeira vez, poderosos prestarão contas de seus atos à Justiça. Trata-se de uma mudança cultural da maior importância. O recado, independentemente do resultado do julgamento, é claro: ninguém está acima da lei.
José Dirceu, no entanto, manifesta surpreendente dificuldade de transitar nos espaços normais das sociedades democráticas. Alega inocência e se diz vítima da mídia. Falando, recentemente, aos cerca de mil estudantes presentes ao 16.º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista, ligada ao PC do B, no Rio de Janeiro, Dirceu afirmou que o julgamento que o aguarda será a "batalha final". Posando de vítima de um sistema opressor, Dirceu convoca suas milícias. "Essa batalha deve ser travada nas ruas também", conclamou, "senão a gente só vai ouvir uma voz pedindo a condenação, mesmo sem provas." Refere-se à mídia. Daí a obsessão com o chamado "controle social" dos meios de comunicação. Imprensa livre e independente não serve.
A conclamação de Dirceu é também uma rebelião contra as normas vigentes na democracia. Esconde, no fundo, um grave questionamento ao próprio Poder Judiciário. Para Dirceu, o STF, não obstante a solidez da denúncia do procurador-geral da República, só tem um caminho: absolvê-lo. Na hipótese de uma condenação, possibilidade que o atormenta, o caminho não é o respeito ao Judiciário, mas o grito das ruas. O Brasil, no entanto, amadureceu muito. Collor conclamou a população contra a sua destituição. A resposta da sociedade foi pedir o seu impeachment. Agora, diante do mais clamoroso caso de corrupção da República, a reação da cidadania será um vigoroso respaldo à decisão do STF, seja qual for.
O Brasil, felizmente, tem uma imprensa de qualidade e um Judiciário que funciona. As tentativas de desqualificação do mensalão não previram a consistência das instituições do País. O então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, nomeado para o cargo pelo ex-presidente Lula, apontou Dirceu como "chefe da quadrilha" ou da "sofisticada organização criminosa" que produziu o mensalão, a compra sistemática de apoio de deputados federais ao governo Lula.
A denúncia ao STF foi aceita por unanimidade. No ano passado, o atual procurador-geral, Roberto Gurgel, reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, ratificou o pedido de condenação de Dirceu e de 35 outros réus. Fracassou, portanto, a tentativa de desqualificação do mensalão. O primeiro sinal do empenho de desmonte do mensalão foi dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao deixar o governo, ele disse que sua principal missão, a partir de janeiro de 2011, seria mostrar que o mensalão "é uma farsa". A "farsa" a que se referia Lula derrubou ministros do seu governo, destituiu dezenas de diretores de estatais e mandou para o espaço a cúpula do seu partido. Recentemente, o ex-presidente cometeu um grave equívoco: a constrangedora e extemporânea reunião com o ministro Gilmar Mendes no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Não pegou nada bem.
Está nas mãos do Supremo assumir o papel histórico de defesa da democracia e dos valores republicanos. A sociedade tem o direito de confiar nos ministros do STF. Eles saberão honrar suas togas e suas biografias. Os brasileiros esperam que os ministros respondam à indignação da sociedade.
O esforço investigativo da imprensa está contribuindo para restabelecer o equilíbrio nas relações sociais. Para o jornalismo verdadeiramente ético e independente não há distinções e imunidades. Os holofotes da mídia têm projetado fachos de luz em zonas turvas do poder. Incomoda? É claro. E deve ser assim. Jornalismo chapa-branca não contribui com a democracia. "Jornalismo", disse George Orwell, "é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é relações públicas." É preciso que exista certa tensão entre imprensa e governos. No entanto, a memória do cidadão não é das mais fortes. E a vertiginosa sucessão de delitos acaba sendo importante aliada do esquecimento. Não basta denunciar. É preciso focar e perseverar num autêntico jornalismo de denúncia que, por óbvio, não se confunde com o denuncismo.
Não podemos mais tolerar que o Brasil seja um país que discrimina os seus cidadãos. Pobre vai para a cadeia. Poderoso não só não é punido, mas invoca presunção de inocência, submerge estrategicamente, cai no esquecimento e volta para roubar mais. A CPI do Cachoeira está aí para confirmar a radical separação entre os anseios de limpeza da sociedade e a resistência delinquente do mundo político. Ao rejeitar a convocação do empresário Fernando Cavendish, antigo dono da Delta, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Luiz Antonio Pagot, os parlamentares deixaram claro que a CPI é tudo, menos investigativa. Por isso, insisto, o julgamento do mensalão é tão importante e simbólico. Os ministros do STF, vitalícios e inamovíveis, não estão algemados por interesses obscuros e subalternos. Podem julgar com independência. É o que o Brasil espera. A ausência de punição é a mola da criminalidade.
Chegou a hora de a sociedade civil mostrar sua cara e sua força. O Brasil pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas, para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é preciso que os culpados sejam punidos. O Supremo, com a independência que lhe compete, pode escrever uma bela página na história da nossa democracia.
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''THE DREAM IS OVER'' (II)



Opções de Lula



Autor(es): Rubem Azevedo Lima
Correio Braziliense - 25/06/2012
 

O ex-presidente Lula, com Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, candidato a governador de São Paulo, a tiracolo, pediu e obteve, terça-feira última, apoio de Paulo Maluf para eleger seu pupilo a esse pleito. Os três pareceram alegres, na primeira página dos jornais.
Ficha moralmente suja, Maluf, eleito deputado federal naquele estado, foi acusado e condenado nos EUA por lavar dinheiro. Assim, se ele viajar para fora do Brasil, será preso imediatamente. Lula não se importa com essa condenação. O que ele quer são os votos de Maluf, nos quais o ex-presidente ainda acredita, em S.Paulo.
No último pleito, o palhaço de circo Tiririca, em voto de protesto do povo paulistano contra os malfeitos do Poder Legislativo, foi o mais votado no país para deputado federal, com 1,3 milhão de votos, ou seja, mais do que o dobro do meio milhão de Maluf.
Segundo a Folha de S.Paulo, o prestígio eleitoral de Lula está em queda nesse estado. Além disso, contra esse projeto, somam-se a reação negativa da aliança com Maluf; a renúncia da ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, à vice-governança de Haddad e a indiferença da senadora petista Marta Suplicy, vetada por Lula para esse pleito.
Para agravar ainda mais tal situação, a Cia. das Letras lançou, do jornalista e escritor Leonel Leonêncio, o livro Mata!, valendo-se dos arquivos secretos da ditadura, sobre os combates do major Sebastião Curió aos guerrilheiros do Araguaia. Pois Lula promoveu Curió a general de brigada do Exército, por atos de heroísmo. Tal episódio estava esquecido e volta agora à lembrança dos brasileiros.
Foram mortos, entre os guerrilheiros, segundo Vitória Grabois, seu pai, ex-deputado Maurício Grabois, líder do movimento; seu irmão André e seu marido, Gilberto Olímpio. O ato de Lula, uma leniência imperdoável para as maiores figuras do PT, foi aplaudido pelo Exército. Em inferno zodiacal, neste mês de junho, Lula, por desgraça, não tem vidente como Sana Khan, que leu, nas mãos de Vargas, derrotado nas urnas em 1930, a vitória num golpe de estado. Sua ditadura durou 15 anos. A opção de Lula é governar mais oito anos. Mas, como todos os sonhos, esse também, segundo o poeta, é só mais um sonho.
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A PARTE QUE ME CABE NESSE LATIFÚNDIO... *



Brasiguaios pedem que Dilma apoie novo líder



Autor(es): Por Fabio Murakawa | De São Paulo
Valor Econômico - 25/06/2012
 

Os "brasiguaios" - agricultores brasileiros que vivem no Paraguai - comemoraram a deposição de Fernando Lugo, apoiam o novo governo, mas estão preocupados com a reação de Brasília, principalmente no caso de se confirmar a já cogitada suspensão do país vizinho do Mercosul.
Ontem, cerca de 200 agricultores estiveram no consulado do Brasil em Ciudad del Este e entregaram um documento ao cônsul-geral, embaixador Flavio Bonzanini, manifestando apoio ao presidente Federico Franco.
"Solicitamos que o governo do Brasil reconheça o novo governo paraguaio e restabeleça a fraterna relação que sempre existiu entre Brasil e Paraguai. Essa decisão é sumamente necessária para dar tranquilidade ao povo paraguaio e a esta grande comunidade brasileira", diz o documento, que Bonzanini se comprometeu a encaminhar hoje ao Itamaraty.
Marilene Sguarizi, que representa a comunidade brasileira no Paraguai, disse ao Valor que "é unânime o apoio dos imigrantes brasileiros ao novo governo". E que interlocutores de Bonzanini já entraram em contato para manifestar o desejo de Franco de se reunir com lideranças brasiguaias, o que deve ocorrer nesta semana.
Lugo era tido pelos brasiguaios como alguém que levou instabilidade ao campo, incentivando ou fazendo vistas grossas à invasões e aumentando a instabilidade jurídica. Nos últimos meses, a tensão com grupos camponeses locais - conhecidos como "carpeiros" - se acirrou, com uma onda de invasões às terras de brasiguaios.
Produtores ouvidos pelo Valor dizem que a primeira reação da comunidade foi de "alívio" e "felicidade", com a notícia da queda do ex-presidente, e de "esperança" com relação ao novo governo. "O povo [brasiguaios] está um pouco aliviado. A tensão no campo era grande. Não se sabia o que iria acontecer", afirmou Jair Graeff, que planta 1.500 hectares de soja em Mbaracayu, a 65 km da fronteira com o Brasil.
Graeff, que está no Paraguai desde 1987, é um dos muitos brasileiros - responsáveis por 70% da produção de soja do país - que tiveram o título de suas propriedades contestado nos últimos anos. Segundo ele, somente em Mbaracayu, 30 famílias passam pelo mesmo problema. A disputa, contra a empresa Benita S.A. - que se diz a verdadeira dona das terras - está na Suprema Corte paraguaia.
"Acho que uma suspensão do Paraguai do Mercosul seria um gol contra do Brasil. Há mais de 300 mil brasileiros produzindo no Paraguai, e eles seriam os maiores prejudicados", disse ele. "Grande parte da nossa produção é escoada pelo Brasil e pela Argentina. Os insumos, como fertilizantes e outras matérias-primas, também vêm de lá", disse Graeff, que espera um diálogo entre os dois governos.
"Espero que a presidente Dilma Rousseff possa interagir com o governo paraguaio. Os dois têm que se sentar à mesa e ver qual é a melhor saída", disse Graeff. "Acredito que o novo governo consiga demonstrar para os países vizinhos que o que aconteceu foi para o bem do Paraguai."
Para Abel Simões Filho, filho de um brasiguaio e que trabalha como engenheiro agrônomo no Paraguai, a queda de Fernando Lugo foi uma boa notícia para o setor. "Se você perguntar, 99,9% dos brasiguaios eram contra o Lugo. Sempre houve disputa pelas terras, mas os governos anteriores sempre apoiava os imigrantes", disse.
Para ele, a deposição do presidente trouxe aos produtores "uma sensação de felicidade, mas também de insegurança, pois ninguém sabe o que vai acontecer".
"Estamos na expectativa de ver como o governo brasileiro vai se posicionar. E sobre como esse novo governo vai agir com relação aos brasiguaios", afirmou.
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(*) FUNERAL DE UM LAVRADOR. Chico Buarque.
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''THE DREAM IS OVER'' or ''THE GAME IS OVER''?



Lugo critica novo governo



Valor Econômico - 25/06/2012
 

O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo fez duras críticas ontem ao governo formado após a sua dissolução na sexta-feira. Ele rechaçou o pedido do sucessor, Federico Franco, de ajudá-lo a dirimir as pressões sofridas pelo país na região, dizendo que essa era uma obrigação de Lugo "no papel de cidadão paraguaio e ex-presidente". "Nós apoiamos qualquer iniciativa pacífica para restaurar a ordem institucional interrompida pelo Parlamento", disse Lugo. "Este é um governo falso, e não se pode colaborar com um governo que não tem legitimidade", afirmou.

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RIO +20. SEM ''ECO''


Sem ações, conferência delineou agenda




Autor(es): Por Francisco Goes, Daniela Chiaretti, Fernando Exman, Guilherme Serodio e Rodrigo Polito | Do Rio
Valor Econômico - 25/06/2012
 

A expectativa de que a Rio+20 pudesse transformar conceitos adotados na Rio92 em ações concretas para o desenvolvimento sustentável não se confirmou - a cúpula este ano foi bem mais fluida que a de 20 anos atrás. Se a Rio92 pôs a questão ambiental no mapa, fechando duas convenções e amarrando uma terceira, a Rio+20 sinaliza apenas com uma agenda. Essa é a grande diferença entre as duas megaconferências: enquanto a anterior amarrou os países em compromissos obrigatórios, a Rio+20 é um exercício global voluntário.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva faz esta análise e diz que a Rio+20 "sepultou um processo". Ela lembra que, há 20 anos, só os EUA não queriam que as questões ambientais fossem resolvidas pelo multilateralismo. Mas agora, compromissos voluntários foram a tônica do evento. Na Rio92 foram assinadas as convenções do Clima e da Biodiversidade, dois marcos da dimensão ambiental contemporânea, e chegou-se ao embrião da Convenção da Desertificação. A Rio+20 tem apenas o documento político "O Futuro que Queremos", sem força legal.
O cenário atual é mais complexo e com mais atores participando do processo do que há 20 anos. O secretário-executivo da Rio92 era o canadense Maurice Strong, o da Rio+20 foi o diplomata chinês Sha Zukang, um indicador da mudança geopolítica no mundo. O que persiste é o debate norte-sul de quem vai pagar a conta do desenvolvimento sustentável e como irá se transferir tecnologia dos países desenvolvidos para os demais.
"A aritmética da negociação não funciona mais da mesma forma. É um mundo muito difícil. O que emerge da Rio+20 é um padrão diferente de liderança", disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Steiner avaliou que o documento adotado mediante resolução pelos chefes de Estado e de governo, e que agora será incorporado às legislações das Nações Unidas, é um texto que tem muito a contribuir para o desenvolvimento sustentável: "O documento é rico em ações, em iniciativas e em programas."
A Rio+20 também incorporou elementos novos, que não estavam presentes no debate há 20 anos, como participação efetiva da sociedade civil organizada e da comunidade de negócios. Também marcou a existência de um espírito voluntário nas ações de governos, empresas e instituições em relação ao desenvolvimento sustentável.
Falou-se em mobilizar mais de US$ 513 bilhões durante a Rio+20 em compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável, incluindo áreas como energia, transporte, economia verde, redução de desastres, desertificação, água, florestas e agricultura.
Um ganho incontestável da Rio+20 foi a participação da sociedade civil. Pelo Riocentro passaram 45.381 pessoas. Na Rio92, haviam sido 17 mil, segundo Nikhil Chandavarkar, diretor de comunicações da ONU para a Rio+20. Na era da comunicação digital e das relações virtuais, a página em português da Rio+20 recebeu mais de um milhão de acessos só na última semana. No twitter teve um bilhão de acessos.
No Riocentro, na zona oeste do Rio, que hospedou novamente o encontro das Nações Unidas, os Estados Unidos tiveram participação tímida atuando forte nos bastidores para travar algumas questões. Os emergentes pressionaram por resultados e pela posição que proteja seu crescimento. O Brasil, na condição de anfitrião, buscou o acordo possível.
O negociador-chefe do Brasil no encontro, embaixador André Correa do Lago, considera que a Rio+20 foi uma conferência de ação porque criou processos. "Mas, mais do que isso, estabeleceu os instrumentos para poder atuar de maneira decisiva nessa questão da mudança dos padrões sustentáveis de produção e de consumo não só com um plano de dez anos, mas com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS], que vão orientar o mundo, as economias, de maneira objetiva", afirma.
"Creio que o documento da Rio+20 é muito marcante porque diz que a maior prioridade do mundo é a erradicação da pobreza e, a segunda, é a mudança dos padrões de produção e de consumo. Isso é uma mensagem fortíssima porque está dita em um contexto de que a erradicação da pobreza é possível", disse.
Ele lembrou que em 1992 havia uma visão muito mais modesta do que poderiam fazer os países em desenvolvimento. "Havia a percepção de que os países desenvolvidos tinham encontrado uma fórmula certa e tínhamos que buscar uma maneira para que os outros pudessem fazer da mesma forma." Hoje, segundo ele, a situação é completamente diferente.
"A fórmula dos países desenvolvidos mostrou ser muito desafiada pelas circunstâncias recentes e, por outro lado, os países em desenvolvimento mostraram soluções muito impressionantes nas áreas de erradicação da pobreza, ambiental e econômica", prosseguiu. "Acho que a Rio+20 é uma conferência contemporânea."
A partir de agora fica a expectativa de como vai ser a implementação de mais de uma dezena de medidas que foram adotadas no documento pelos 193 países da ONU. A reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, a partir de setembro, vai discutir esses pontos. No tema financiamento do desenvolvimento sustentável, por exemplo, deve se produzir um relatório sobre os fluxos de recursos disponíveis que deve ser concluído até 2014.
Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e presidente honrária da Oxfam, disse que a "Rio+20 se realizou em uma época mais crítica, os problemas são muito mais urgentes. Ela registrou, porém, que a falta de liderança política é preocupante. "Mas o que me dá esperança é que a sociedade civil, os sindicatos, grupos de mulheres e de jovens, mesmo a comunidade de negócios, entendem a urgência do problema."
Outro ponto de implementação a ser discutido na Assembleia Geral a ONU são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A partir de setembro, deve se definir uma comissão com 30 representantes que terá um ano para entregar à assembleia geral das Nações Unidas um informe com opções de ODS. "Os ODS tiveram um parto muito difícil na Rio+20 e não sabemos se é um bebê querido, não sabemos se a comunidade internacional de fato o irá acolher", comparou Antonio Hill, porta-voz da Oxfam na conferência.
A Anistia Internacional considera a Rio+20 um passo atrás quanto aos direitos humanos. "Perdemos todos e todas", avalia o diretor da Anistia no Brasil, Ítalo Roque. "Em busca de conseguir um documento final, os direitos humanos e os direitos reprodutivos das mulheres foram colocados na mesa como moeda de negociação", diz.
A postura pouco ousada do Brasil também é criticada. "O maior protagonismo do país no cenário global também requer que ele esteja disposto a ir além do mínimo denominador comum", diz Roque.
Mas para autoridades do Palácio do Planalto foi uma "vitória da diplomacia brasileira" o acordo fechado antes do início da reunião de cúpula da conferência. O governo acreditava que, se a costura final do texto ficasse para a última etapa da Rio+20, seria grande o risco do impasse prevalecer. Para a presidente Dilma Rousseff, fracasso seria não ter um texto aprovado por consenso pelos países.
Para o ministro do meio ambiente da Alemanha, Peter Altmaier, a Rio92 foi mais objetiva e tinhas questões mais concretas do que a Rio+20. Na conferência de 2012, ele admitiu avanços, mas se disse decepcionado e frustrado com algumas expectativas que não se concretizaram, como a elevação do Pnuma para o patamar de agência da ONU.
"Meu desapontamento mais importante é que a sociedade esperava um a ação concreta. Em 1992, a principal questão foi a proteção das florestas. Em 2002, foi a questão energética e o crescimento econômico. Em 2012, não temos uma questão concreta", disse Altmaier.
"O Brasil acredita que problemas ambientais são resolvidos localmente. E questões sociais e econômicas, globalmente", resume um negociador europeu que compara a Rio+20 à Rio92. "Neste sentido, nada mudou. Em 1992, o Brasil fez forte oposição à incluir as florestas nas convenções."

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


25 de junho de 2012
O Globo

Manchete: Paraguai será suspenso do Mercosul até eleições
Medida é defendida por Dilma e pode atrasar investimentos no país

Numa reação inédita, os líderes dos países sul-americanos decidiram suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul como punição pelo impeachment do presidente Fernando Lugo, condenado como “quebra da normalidade democrática”. A medida, defendida pela presidente Dilma Rousseff, pode atrasar investimentos no país e será oficializada na cúpula do Mercosul em Mendoza, na Argentina, no fim de semana, valendo até as eleições no Paraguai, em abril de 2013. A Venezuela já suspendeu o fornecimento de petróleo. Ontem, Lugo disse ter sido vítima de um golpe parlamentar e afirmou só ter acatado a destituição para evitar um banho de sangue. (Págs. 1 e 25)
Enquanto isso, na Argentina...
A presidente Cristina Kirchner vive um “inferno astral”, com nova onda de greves e protestos. Há três dias 400 trabalhadores ocupam a jazida que produz 15% do petróleo do país. O sindicato dos caminhoneiros marcou greve geral. (Págs. 1 e 19)
Fotolegenda: Rio menos 20
Casas sobre pilotis resistem nas margens do Rio Preto, na Região Serrana, uma das mais castigadas pela tragédia do ano passado. Famílias continuam a viver sob risco. (Págs. 1, 10 e 11)
Número de visitantes 50% maior que o previsto
O Rio recebeu 110 mil visitantes para a Rio+20, 50% a mais do que o previsto, informou ontem o prefeito Eduardo Paes, para quem a cidade passou no teste. Segundo ele, o trânsito, que era uma grande preocupação, fluiu bem. O tempo médio de deslocamento das comitivas ficou 25% do esperado. (Págs. 1 e 24)
Jacarés eram usados para torturar presos
Comissão da Verdade vai convocar coronel que detalhou rotina da Casa da Morte no Rio

Cinco jacarés e uma jiboia, capturados na Região Amazônica na Guerrilha do Araguaia, foram usados nos anos 70 para torturar presos políticos no Pelotão de Investigações Criminais do Exército, na Tijuca. O tenente-coronel reformado Paulo Malhães, conhecido nos porões da ditadura como “doutor Pablo”, contou ao GLOBO que os animais eram seus. O coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, pretende ouvir Malhães, que atuou na Casa da Morte, centro de torturas em Petrópolis. (Págs. 1 e 3)
Aspásia é lançada no Rio; Serra e Chalita, em SP
O PV oficializou ontem a candidatura de Aspásia Camargo para prefeita do Rio. Ela disse que uma de suas metas é a regularização fundiária das favelas. Em São Paulo, os tucanos lançaram José Serra, que criticou o petista Fernando Haddad. O PMDB lançou Gabriel Chalita. (Págs. 1, 5 e 9)
Islamista vence eleição no Egito
Num resultado histórico, o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursí, foi declarado vencedor do pleito presidencial, tornando-se o primeiro islamista eleito chefe de Estado num país árabe, Ele derrotou o candidato dos militares, ligado ao regime de Hosni Mubarak. (Págs. 1 e 26)
Turquia acusa Síria de abater caça em área internacional (Págs. 1 e 26)

Bancos facilitam renegociação de dívida atrasada
Os altos e resistentes índices de inadimplência no estão fazendo com que bancos, varejistas e operadoras de cartão ofereçam condições melhores para os clientes quitarem dívidas em atraso. O parcelamento pulou de três para 12 e até 24 meses. Multas e taxas têm sido zeradas. Na Suíça, representantes dos bancos centrais alertaram para o alto endividamento no país. (Págs. 1, 17 e 18)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Islamita moderado vence no Egito
Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, é eleito com 51,7% dos votos e afirma que será ‘presidente de todos’

Um ano e meio após a deposição do ex-ditador Hosni Mubarak, o Egito será o primeiro país árabe a ter um chefe de Estado islamita democraticamente eleito.

Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, venceu com 51,7% dos votos, derrotando no segundo turno o general da reserva Ahmed Shafiq, último premiê de Mubarak. No primeiro pronunciamento, Mursi adotou tom conciliatório, prometendo ser “presidente de todos os egípcios”. (Págs. 1 e Mundo A9)

Análise: Reações positivas sugerem acordo internacional

As rápidas boas-vindas, inclusive de Israel, à vitória da Irmandade Muçulmana indicam que foi fechado um acordo internacional que envolveu os EUA. (Págs. 1 e Mundo A10)
Salem H. Nasser é coordenador de centro de direito da Fundação Getulio Vargas
Paraguai vai ser suspenso da Unasul e do Mercosul
O Brasil e os demais países sul-americanos decidiram suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições presidenciais previstas para abril de 2013.

É uma resposta ao impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo. Os vizinhos também querem desencorajar processos similares na região. (Págs. 1 e Mundo A11)
Serra oficializa candidatura com ataque a Haddad
José Serra (PSDB) oficializou sua candidatura em SP com ataques a Fernando Haddad (PT). “Não estou aqui para experimentar, brincar de governar”, disse, rebatendo Haddad, que prega ser o novo. Gabriel Chalita (PMDB) se lançou com críticas aos adversários. (Págs. 1 e Poder A6)
Presidente do STF cobra pressa na ação do mensalão (Págs. 1 e Poder A4)

Entrevista da 2ª: Gilberto Gil
Houve certo desânimo por parte do MinC

O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil faz 70 anos amanhã e fala de convicções políticas, MPB e drogas. Sobre a ministra Ana de Hollanda, diz que “houve um certo desânimo administrativo por parte do ministério”. (Págs. 1 e A12)
Editoriais
Leia “Nem lá, nem cá”, acerca de avanços e fragilidades ambientais, e “A voz de Getulio Vargas”, sobre projeto de lei que flexibiliza “A Voz do Brasil”. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Mercosul afasta Paraguai de reunião de cúpula e vê ruptura
Bloco expressa enérgica condenação’ ao impeachment de Lugo, que denunciou ‘golpe’; Franco defende medida

O Mercosul suspendeu o Paraguai da cúpula prevista para esta semana em Mendoza, na Argentina. A decisão foi tomada por consenso dos nove integrantes e observadores do bloco regional em razão da “ruptura da ordem democrática”, segundo nota divulgada pela chancelaria argentina. A decisão veio no momento em que o novo presidente, Federico Franco, e o deposto, Fernando Lugo, falavam que participariam da reunião. Ontem, na primeira entrevista após a saída, Lugo qualificou de “golpe” seu afastamento e disse haver acatado a decisão do Legislativo para evitar um “banho de sangue”. O Itamaraty informou que todos os acordos comerciais estão mantidos. (Págs. 1 e Internacional A11)
Protesto contra os vizinhos
Manchete do jornal La Nación fala em uma “nova Tríplice Aliança”, de Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai. (Págs. 1 e Internacional A15)
Fotolegenda: Islâmicos chegam ao poder no Egito
Fogos sobre a Praça Tahrir celebram a confirmação da vitória de Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana, nas primeiras eleições presidenciais livres do Egito. Foi um triunfo do grupo religioso na luta pelo poder com a junta militar que governa o país desde 2011. (Págs. 1 e Internacional A17)
Serra sai da convenção sem definir vice
O ex-governador José Serra foi lançado ontem candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo em meio a pressão de seu partido para que a indicação do cargo de vice-prefeito fique com os próprios tucanos, e não com o PSD do prefeito Gilberto Kassab. Em discurso, Serra defendeu a gestão Kassab, destacou parceria com o governador Geraldo Alckmin e atacou o governo do PT, da senadora Marta Suplicy (2001-2004). Após missa na Praça da Sé, o PMDB também oficializou Gabriel Chalita como candidato “da fé e do respeito”. (Págs. 1 e Política A4 e A6)
Fórum criado na Rio+20 vigiará compromissos (Págs. 1 e Planeta A18)

Queda de juros afasta investidor da renda fixa (Págs. 1 e Economia B6)

Ele agora é o dono
Jean-Charles Naouri, diretor-presidente do Grupo Casino, o novo controlador do Pão de Açúcar, diz que abriga com Abilio Diniz ficou para trás, assegura a manutenção do presidente da rede e nega qualquer negociação em curso com a família Klein. (Págs. 1 e Negócios)
BC dos BCs alerta para alto endividamento do Brasil
Após anos de rasgados elogios, o informe anual do BIS, o Banco Central dos Bancos Centrais fez duras críticas à economia brasileira. O relatório avalia que o caminho escolhido pelo País pode levar a economia global a nova crise financeira, informa Jamil Chade. O BIS levanta a hipótese de que o endividamento já está em “nível perigoso” e precisa mudar com urgência. (Págs. 1 e Economia B1)
Carlos A. Sardenberg
Maconheiro de carteirinha

Legalizar a maconha não é uma boa ideia. Mas pode levar a uma situação menos ruim que a atual. Os traficantes perderiam o mercado. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
O afastamento de Lugo

A maneira como se deu o afastamento de Fernando Lugo deixou evidente seu isolamento. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Paraguai é punido após “ruptura democrática”
Em resposta ao impeachment relâmpago de Fernando Lugo, os governos do Brasil,da Argentina e do Uruguai anunciaram a suspensão do Paraguai nas próximas reuniões do Mercosul (Mercado Comum do Sul). A punição vale até as eleições do país, marcadas para abril de 2013, e aumenta o isolamento do presidente Federico Franco. Na quarta-feira, líderes decidem se vetam a participação dos paraguaios também na Unasul (União de Nações Sul-Americanas). Em Assunção, Lugo chamou o rito sumário de “golpe parlamentar”. (Págs. 1, 14 e 15)
Ministra de Dilma viveu horror da tortura
Titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci sofreu nos porões os mesmos flagelos enfrentados pela presidente da República. Em depoimento preservado pelo Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais, ela relatou sessões de espancamento, choques e ameaça psicológica. (Págs. 1 e 2)
Caso Cachoeira: Senado discute hoje destino de Demóstenes
Os membros do Conselho de Ética da Casa votarão hoje o relatório que poderá selar o destino político do senador goiano, acusado de ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Parecer favorável à cassação passará pela CCJ antes de chegar ao plenário. (Págs. 1 e 6)
A batalha para domar as letras
O analfabetismo é uma barreira enfrentada por 85 mil brasilienses, a maioria deles com mais de 60 anos. O aposentado Joaquim Ricardo é um dos que alimenta o sonho de ler e escrever. (Págs. 1 e 21)
Administração: Agências de mãos atadas
Os órgãos reguladores se veem impotentes no que deveria ser a prerrogativa deles: fiscalizar. Além disso, eles carecem de recursos próprios e enfrentam o desconhecimento da população. (Págs. 1 e 10)
Egito: Irmandade Muçulmana vence eleição
O islamita Mohamed Morsy se consagra presidente no primeiro pleito livre do país.Milhares de egípcios comemoraram na Praça Tahir o resultado, que afasta o temor de que seguidores de Hosni Mubarak chegassem ao poder. Mas a instabilidade política continua. (Págs. 1 e 15)
O desafio da justiça com a evolução social (Págs. 1 e Direito & Justiça, Capa)

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Valor Econômico

Manchete: Casino recusa ideia de "fatiar" Pão de Açúcar
O grupo francês Casino, que desde sexta-feira assumiu o controle do Pão de Açúcar, não tem a menor intenção de perder fatias da companhia número um do varejo brasileiro. Jean-Charles Naouri, o executivo que comanda o Casino, disse ao Valor em Paris que isso "destruiria, em poucas semanas ou poucos meses, a liderança conquistada ao longo dos últimos 15 anos". "Destruir tudo isso num passe de mágica seria uma pena", concluiu. Esteve na mesa de negociações a separação do negócio de varejo de alimentos (GPA Alimentar) da operação do Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio). Abilio Diniz ficaria com a Via Varejo.
Naouri e Abilio têm uma reunião marcada hoje, no escritório do Casino, em Paris, e devem tentar tratar das bases de um novo acordo entre os acionistas. Abilio indicará a possibilidade de sair do grupo com o Via Varejo. Mas Naouri não só pretende manter o GPA íntegro, sem vender partes dele ao ex-controlador, como não vê motivos para dispensar Abilio da cláusula de não concorrência à qual está amarrado por contrato, no caso de sua saída. O executivo francês disse que esse é um dos pontos confidenciais em discussão e que a resposta será dada diretamente a Abilio. "O que orienta nossa reflexão é o interesse social do GPA. Será que é do interesse de um pequeno acionista que o senhor Diniz possa ter sua cláusula de não-concorrência dispensada? Estas decisões não são movidas por sentimentos de capricho ou emoção". (Págs. 1, B4 e B5)
Paraguai será suspenso do Mercosul
Os governos dos países sul-americanos, reunidos na União das Nações da América do Sul (Unasul) e no bloco do Mercosul suspenderão, nesta semana, a participação do Paraguai em suas atividades, segundo espera o governo brasileiro. A decisão é uma resposta ao que a maioria dos países classificou de "ruptura da ordem democrática" com a deposição do presidente Fernando Lugo, e visa pressionar por eleições o mais cedo possível.

A suspensão é temporária, não equivale à expulsão do país. Pelas regras do Mercosul, a medida sujeita o Paraguai a sanções que podem variar do bloqueio terrestre ao corte de financiamentos. A presidente Dilma Rousseff decidiu deixar indefinidas as sanções, propositadamente, à espera da reação paraguaia. O Brasil descartou fechar a fronteira ou o comércio em Foz do Iguaçu. (Págs. 1 e A13)
Fotolegenda: Planos ousados
Após voltar à bolsa, a Vigor tem planos ousados de captar R$ 200 milhões por ano para investir. "Somos geradores de caixa com dívida quase zero", disse o presidente Gilberto Xandó. (Págs. 1 e B16)
Pacote deve reduzir a TJLP para até 5%
O novo pacote de estímulos aos investimentos, que o governo deve lançar nos próximos dias, deverá reduzir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Essa taxa, que é cobrada nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está em 6% ao ano desde junho de 2009 e, segundo o Valor apurou, tende a ser cortada para 5,5% ou mesmo 5% ao ano.

No pacote haverá um forte estímulo às compras governamentais, por meio da regulamentação das margens de preferência para produtos nacionais nas compras para a área de saúde e da ampliação da lista de itens para aquisição do Ministério da Educação. O governo espera gastar mais de R$ 60 bilhões neste ano em compras públicas, ante R$ 51,7 bilhões em 2011, segundo dados do Ministério do Planejamento. (Págs. 1 e A4)
BIS vê risco de crédito no Brasil
O Banco Internacional de Compensações (BIS), banco dos bancos centrais, aponta riscos na expansão sem precedentes do crédito no Brasil, China e outros emergentes, como o boom imobiliário e o endividamento crescente de famílias e empresas. No Brasil, Argentina e Turquia o crédito cresceu mais rápido que o PIB, superando a tendência de longo prazo ("gap de crédito"). O Brasil entrou na zona de risco, com "gap" de 13,52 pontos percentuais. A proporção do PIB que famílias e empresas do Brasil gastam com pagamento de dívidas é a maior desde fins dos anos 1990. (Págs. 1 e C14)
Perda de espaço revolta PT na Câmara
O grupo majoritário da bancada do PT na Câmara dos Deputados quer assumir o comando do partido nas eleições internas de 2013 com o objetivo pressionar o Palácio do Planalto a ampliar a participação do partido nos espaços e nas decisões do governo.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um de seus principais alvos. Havia a expectativa de que a saída de Ricardo Flores levasse a Previ de volta à esfera de influência petista, o que não ocorreu. Credita-se a essa insatisfação, por exemplo, as recentes denúncias contra o BNB. O ministro da Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, vê crescer sua cotação como o ministro capaz de destravar o governo, que esse grupo considera paralisado. (Págs. 1 e A6)
PRI já comemora volta ao poder no México
A uma semana das eleições, Enrique Peña Nieto comemorou ontem sua vitória na disputa pela Presidência do México. Era um comício para fechar a campanha do principal partido da oposição na capital, mas as 120 mil pessoas que lotaram o campo de futebol e as arquibancadas do Estádio Azteca já celebravam a volta ao poder, depois de doze anos, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Pouco confiáveis, as pesquisas começaram a coincidir nos últimos dias e ontem atribuíam a Peña Nieto entre 40% e 45% dos votos. Seus maiores rivais, Andrés Manuel López Obrador (25% a 30%), candidato do Partido da Revolução Democrática (PRD) e a governista Josefina Vázquez Mota (23% a 27%), do Partido da Ação Nacional, dizem que esses dados são manipulados e desmentidos por pesquisas próprias, que nunca mostraram. (Págs. 1 e A12)
Empresas que dispensam os chefes
Assim como muitas empresas de tecnologia, a Valve, fabricante de videogames de Bellevue, no Estado de Washington, oferece a seus funcionários um café de alta qualidade, massagens de graça e serviço de lavanderia. Mas há uma coisa que ela não tem: chefes.

As empresas vêm achatando sua hierarquia nos últimos anos, eliminando camadas gerenciais intermediárias que podem criar gargalos e diminuir a produtividade. O punhado delas que levou a ideia um passo adiante, dispensando inteiramente os chefes, diz que a abordagem ajuda a motivar os empregados e torná-los mais flexíveis - mesmo que isso signifique que algumas tarefas, como tomada de decisões e contratações, possam demorar mais. (Págs. 1 e D3)
Irmandade Muçulmana vence a eleição para presidente no Egito (Págs. 1 e A12)

Estados Unidos tentam reduzir à metade valor da retaliação do Brasil no caso do algodão (Págs. 1 e A2)

Investimentos ligados à energia devem somar R$ 1 tri até 2020 (Págs. 1 e Valor Setorial)

Cai exportação para o Mercosul
Medidas protecionistas na Argentina reduzem as exportações brasileiras para o Mercosul em 10,3%, de janeiro a maio. Outros países da América do Sul, como Venezuela e Colômbia, ganham importância. (Págs. 1 e A3)
Importações crescem menos
O crescimento das importações, em volume, desacelerou neste ano. De janeiro a maio, o aumento nos desembarques foi de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o crescimento havia sido de 14,2%. (Págs. 1 e A3)
Seguros
Ascensão das classes C e D impulsiona o segmento de seguros massificados, que ganha importância na estratégia das seguradoras. Na Lojas Marisa, em parceria com Itaú Seguros e Assurant, a participação dos seguros na receita financeira já é de 15%, diz Arquimedes Salles. (Págs. 1 e Caderno Especial)
Parceria internacional
A Ecom, maior comercializadora independente de energia do Brasil, fez acordo com a britânica Energy Quote para a gestão dos contratos de energia das empresas atendidas pela Quote com subsidiárias no país. (Págs. 1 e B11)
Mercosul reduz plantio de trigo
A área de plantio de trigo nos países do Mercosul deverá somar 7,2 milhões de hectares na safra 2012/13, uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior. A retração é liderada por Argentina e Brasil. (Págs. 1 e B15)
Oportunidades na bolsa
Levantamento do Valor Data com ações que possuem ao menos 70% de presença em bolsa mostra que, das 20 que mais subiram no ano até 21 de junho, só quatro fazem parte do Ibovespa. (Págs. 1, D1 e D2)
Grafistas veem luz no fim do túnel
Se o Ibovespa cair, os investidores ainda poderão comemorar, desde que não abaixo dos 52.500 pontos. Quando ocorre o recuo de um ativo, mas não até a mínima de referência, pode ser sinal de reversão de tendência, segundo a análise gráfica. (Págs. 1 e D2)
Leitura reduz prisão
Medida do governo federal estabelece a redução de quatro dias na pena de prisão de condenados em presídios federais a cada livro lido pelo detento, que terá de apresentar resenha da obra ao juiz. Advogados questionam a iniciativa, feita por portaria. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Edward Amadeo

Estimular a economia por meio do crédito é estratégia arriscada que pode exacerbar descompasso entre oferta e demanda. (Págs. 1 e A14)

Jairo Saddi

Risco da proteção contra o superendividamento é acabar com o acesso ao crédito a quem mais precisa dele. (Págs. 1 e A15)
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