PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sábado, setembro 15, 2012

EDITORAL [In:] 'BRAZIL BIG BOSS'


Veja: Lula era o chefe do mensalão




Reportagem diz se basear em declarações de Marcos Valério
Dinheiro total movimentado pelo esquema teria chegado a R$ 350 milhões
Do ponto de vista jurídico, o efeito pode ser nulo. O processo do mensalão está em fase de julgamento e não serão mais acrescentadas provas. Do ponto de vista político, a reportagem da revista “Veja” desta semana pode ter grande impacto na reta final das eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse direto, junto com o PT, em garantir vitórias para alavancar a sigla em 2014.
Entre outras, eis algumas das informações divulgadas por “Veja”:

1) “O caixa do PT foi de R$ 350 milhões” – o valor anotado no processo formal é de R$ 55 milhões. Mas Marcos Valério afirmaria que esse montante seria subestimado. O caixa total do mensalão seria bem maior: “Da SMP&B [uma de suas agências de publicidade] vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”.

2) Lula seria o chefe, junto com José Dirceu: segundo informação que “Veja” atribui a Marcos Valério, empresários se reuniram em várias ocasiões com o então presidente da República para combinar contribuições não declaradas ao PT. A contabilidade informal ficava com o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Frase em “Veja” atribuída a Valério: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.

3) Valério e Lula no Palácio do Planalto: Outra frase em “Veja” atribuída a Valério: “Do Zé [Dirceu] ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. Trata-se de referência à confirguração das salas no Palácio do Planalto.
E mais: “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”.

4) Contato era Paulo Okamotto: outra frase atribuída a Valério: “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”. E mais: “O papel dele era tentar me acalmar”. Okamotto é um amigo antigo de Lula, que hoje trabalha com o ex-presidente no Instituto Lula.
Segundo a reportagem, quando Valério foi preso uma vez pós-mensalão, a mulher do publicitário, Renilda Santiago, foi a São Paulo para falar com Okamotto e pedir que dessem um jeito de soltar o marido. Okamotto teria reagido de maneira brusca, segundo relato atribuído a Valério: “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

5) Delúbio dormia no Palácio da Alvorada: frase atribuída por “Veja” a Valério: “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro”.

6) Dinheiro do Rural teve aval de Lula e de Dirceu: mais Valério, segundo a revista: “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?”. Segundo a reportagem, a decisão do Banco Rural de dar dinheiro emprestado ao PT teria sido um favor direto ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?”. Sobre José Augusto Dumont (morto em 2004), que presidiu o Rural, “Veja” diz que Valério falou: “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’ (…) Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

Em resumo, a reportagem da revista “Veja” fala que teve acesso a “revelações de parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, o empresário e publicitário que teria sido o operador do esquema do mensalão, descoberto em 2005.
Segundo a revista, “o publicitário começa a revelar os segredos que guardava –entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo”. Esse foi sempre um dos grandes pontos de interrogação do mensalão: Lula sabia ou não sabia? Ao final, o ex-presidente acabou sendo poupado e não foi incluído como réu na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
Marcos Valério é um dos réus e o que deve pegar o maior número de anos de prisão pelos delitos cometidos. “Veja” faz uma conta e afirma que os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato, evasão de divisas e formação de quadrilha podem dar a Valério mais de 100 anos de reclusão.
A revista colocou um trecho da reportagem em seu site.

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Mensalão

Marcos Valério envolve Lula no mensalão

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo

Rodrigo Rangel
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo (Cristiano Mariz)
Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.
Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.
Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. "Lula era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. Assinada pelo editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, a reportagem tem cinco capítulos - e o primeiro deles pode ser lido abaixo:


"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"

"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"


Leandro Martins/Futura Pres
O CHEFE:  Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão
O CHEFE: Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão
A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. "Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA", afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras não." O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: "Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

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sexta-feira, setembro 14, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ESCAMBO


















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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

14 de setembro de 2012


O Globo

Manchete: Governo reduz encargo em folha para mais 25 setores
Objetivo é estimular criação de empregos e tornar economia mais competitiva

Empresas beneficiadas vão de indústrias de carnes a transporte aéreo, na segunda rodada de incentivo para contratação

O governo decidiu estender a mais 25 setores a redução de encargos com mão de obra. O benefício não tem prazo para acabar, mas vai durar, no mínimo, todo o mandato da presidente Dilma Rousseff. As empresas passam a poder recolher entre 1% e 2% do seu faturamento bruto em vez de contribuir com o INSS. A diferença será bancada pelos cofres públicos. Na lista, estão indústrias de aves, de pães e massas, além de transportes aéreo, marítimo e rodoviário. (Págs. 1 e 29 e Míriam Leitão)

Números

25 novos setores contemplados
15 já foram desonerados
Custo para a União:
R$12,83 bilhões em 2013
R$60 bilhões até 2016
Ataques a embaixadas se alastram
Apesar do reforço em suas missões diplomáticas e de apelos por calma, os EUA enfrentaram novos protestos violentos de muçulmanos, que se alastraram por embaixadas, deixando quatro mortos no Iêmen e 214 feridos no Egito. O descontrole nas ruas e a forma distinta com que governos árabes reagiram levaram a secretária Hillary Clinton a condenar o filme "Inocência dos muçulmanos": "Os EUA não têm absolutamente nada a ver com esse vídeo." (Págs. 1, 37 a 39 e editorial “Perseverar na Primavera Árabe”)
Obama cobra: 'Egito não é aliado nem inimigo' (Págs. 1 e 37)

Patrícia Kogut: A primavera que não acaba

"As mortes minam a alegação de Obama de que o fim de Bin Laden foi um golpe fatal no islamismo radical". (Págs. 1 e 38)
Freixo diz ser contra ‘política de remoções’
Na quarta entrevista com candidatos a prefeito, Marcelo Freixo (PSOL) atacou a "política de remoções" e propôs análise caso a caso, até em áreas griladas por milicianos. Ele quer rever a licitação de linhas de ônibus e admite anular a cessão da área do autódromo para construção do Parque Olímpico. (Págs. 1, 8 e 9)
Russomanno se distancia de Serra e Haddad em SP
Ibope aponta candidato do PRB com 35% das intenções de voto. Serra ficou com 19%. Haddad, 15%. (Págs. 1 e 13)

Campos vai a SP para reaproximar PSB e PT
Presidente do PSB encontrará Lula e Fernando Haddad. Em BH, no entanto, desavenças crescem. (Págs. 1 e 14)
Valérío: no mínimo, 13 anos de prisão
O STF condenou ontem oito por lavagem de dinheiro e só absolveu dois. Marcos Valério e seus ex-sócios já somam condenações suficientes para receber pena de 13 anos, em regime fechado. Eles têm duas condenações por corrupção ativa, três por peculato e uma por lavagem. (Págs. 1, 3 e 4)
CSN polui solo de conjunto popular
O Ministério Público pediu à Justiça a remoção, custeada pela CSN, de 750 famílias de um conjunto habitacional em Volta Redonda cujo solo está contaminado há 13 anos por resíduos tóxicos da siderúrgica: chumbo, naftaleno e benzeno, entre outros. (Págs. 1 e 21)
Petrobras deve se explicar à ANP
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a Petrobras por causa de queda de até 76% na produção em áreas exploradas na Bacia de Campos. Segundo especialistas, sem folga no caixa, a estatal reduziu os investimentos para dar prioridade ao pré-sal. (Págs. 1 e 33)
Aumento será de até 25% em 2013
Os ocupantes de cargos de confiança do Executivo federal — os chamados DAS — terão em 2013 aumentos que variam de 5,3% a 25%. O maior reajuste será na categoria 6, que tem os salários mais altos. O governo Dilma Rousseff ocupa 22.149 cargos de confiança. (Págs. 1 e 6)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Protestos anti-EUA se espalham
Representações americanas no Oriente Médio são alvo de manifestações contra filme satírico; 5 morrem no Iêmen

Protestos contra um filme anti-islâmico produzido nos EUA, que resultaram na morte do embaixador americano na Líbia, se espalham pelo Oriente Médio.
No Iêmen, manifestantes invadiram a embaixada e arrancaram a bandeira americana. Forças do país mataram cinco invasores. (Págs. 1 e Mundo A18 e A20)
Governo desonera a folha de pagamento de 25 setores
O governo anunciou a desoneração da folha de pagamento de mais 25 setores em 2013, totalizando 40 áreas beneficiadas. Entre eles, indústrias de alimentos e farmacêuticas. A empresa deixará de pagar 20% de contribuição previdenciária sobre a folha e recolherá entre 1% e 2% sobre o faturamento.

Com a folha de pagamento “mais barata”, a medida faz empresas estudarem políticas de terceirização e suspenderem demissões. Para empresários, o plano estimula o emprego formal e ajuda a tornar as companhias mais competitivas. A perda de arrecadação será de R$ 13 bilhões em 2013. (Págs. 1 e Mercado B1)
STF condena oito e confirma que mensalão lavou dinheiro
Por maioria, os ministros do STF condenaram oito réus do mensalão por lavagem de dinheiro, entre eles Marcos Valério e ex-dirigentes do Banco Rural. Os ministros afirmaram que os envolvidos tentaram esconder os saques, o que complica a situação dos políticos que receberam os recursos. (Págs. 1 e Poder A6)
Igreja Católica ataca Universal e partido de Russomanno
A Arquidiocese de São Paulo acusou a campanha de Celso Russomanno (PRB) e a Igreja Universal de fomentar a intolerância religiosa num artigo no qual um pastor aliado do candidato vincula a Igreja Católica à proposta de distribuição do “kit gay”. Russomanno não se manifestou. (Págs. 1 e Poder A12)
Haddad afirma que não dará cargos a Maluf e critica Serra
0 candidato a prefeito de SP, Fernando Haddad (PT), disse na Sabatina Folha/UOL que Paulo Maluf (PP) não terá cargo em sua gestão. “Não vai levar nada.”
0 petista criticou os ataques de José Serra (PSDB), mas o responsabilizou pelas mortes de sete pessoas no metrô, em 2007. (Págs. 1 e Poder A16)
Vivian Whiteman
Camisa azul é pretinho básico de qualquer político em campanha. (Págs. 1 e Poder A12)
Escândalo abala campanha de rival de Chávez na Venezuela (Págs. 1 e Mundo A22)

Editoriais
Leia “Primavera ameaçada”, a respeito de onda de violência em países islâmicos, e “Caçadas a Pedrinho”, acerca de polêmica sobre Monteiro Lobato. (Págs. 1 e Opinião A4)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Imposto de 25 setores é reduzido e governo estuda mais medidas
Desoneração de folha de pagamentos será de R$ 60 bilhões em 4 anos, diz Mantega

Com o objetivo de reduzir o custo da produção e estimular queda de preços, o governo anunciou que empresas de 25 setores deixarão de recolher em 2013 a contribuição ao INSS de 20% sobre a folha de salários. Em troca, pagarão 1% ou 2% sobre o faturamento. As empresas que comprarem máquinas e equipamentos receberão incentivo. No total, 40 setores serão beneficiados. Até 2016, o governo estima que o benefício terá custado R$ 60 bilhões. O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que novas medidas serão adotadas. (Págs. 1 e Economia B1)

Coutinho defende reforma
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ao Estado que o desafio agora é a reforma tributária, com corte de imposto para investimento. (Págs. 1 e B4)

Russomanno cresce quatro pontos e amplia vantagem
Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra que, na disputa pela Prefeitura de SP, Celso Russomanno (PRB) subiu de 31% para 35% em duas semanas. José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados tecnicamente em segundo lugar, oscilaram um ponto porcentual para baixo e ficaram com 19% e 15%, respectivamente. Gabriel Chalita (PMDB) tem 6% e Soninha Francine (PPS), 4%. Nas simulações de segundo turno, Russomanno venceria Serra e Haddad por 52% a 25% e 50% a 25%. (Págs. 1 e Nacional A4)
Marta assume Cultura com verba 65% maior em 2013
A presidente Dilma Rousseff deu posse ontem à senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Ministério da Cultura, em substituição a Ana de Hollanda, que deixou o cargo após longo processo de fritura. A presidente destacou o volume de recursos destinados à pasta em 2013: R$ 3 bilhões, aos quais poderão ser somados R$ 2,1 bilhões provenientes de leis de incentivo à cultura, um aumento de 65% em relação a 2012. (Págs. 1 e Nacional A11)
Valerioduto lavou dinheiro, diz Supremo
A máquina operacional do mensalão, o chamado valerioduto, foi condenada ontem pela maioria do Supremo. O tribunal condenou por lavagem de dinheiro os réus dos chamados núcleos publicitário e financeiro. Na próxima semana, o STF passa a decidir se essa máquina foi usada para a compra de apoio no Congresso ou para financiar despesas de caixa dois eleitorais. (Págs. 1 e Nacional A10)
Para mães, saúde do filho é essencial
Mães de crianças menores de 3 anos consideram que cuidar da saúde do filho é mais importante do que dar carinho, brincar ou conversar, revela pesquisa Ibope. (Págs. 1 e Vida A15)
John Markoff
As redes e as urnas

Estudo publicado na Nature mostra que usuários do Facebook estimulados a votar comparecem mais. O impacto, no entanto, é limitado. (Págs. 1 e Visão Global A14)
Fernando Gabeira
Mensalão e mensalinhos

Enquanto se julga o mensalão em Brasília, em Roraima há 32 mil funcionários públicos. O empreguismo é uma segunda natureza no País. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Milton Hatoum
Reféns do fanatismo

Os candidatos a prefeito de São Paulo deviam parar com essa romaria em busca de votos de fiéis e lembrar que o Estado brasileiro é laico. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
Notas & Informações
Alerta de tsunami monetário

Bilhões de dólares poderão inundar os mercados se o Fed prolongar o afrouxamento monetário. (Págs. 1 e A3)
Hostilidade contra os EUA se espalha
Manifestantes tentam invadir embaixada dos EUA no Iêmen: missões diplomáticas americanas voltaram a ser alvo, ontem, de multidões em fúria em países islâmicos. No Cairo e no Iêmen foi hasteada bandeira usada pela Al-Qaeda. Os protestos estão relacionados ao filme Inocência dos Muçulmanos. (Págs. 1 e Internacional A12 e A13)


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Correio Braziliense

Manchete: Gibi de R$ 1 milhão derruba administrador
A demissão saiu dois dias depois de a repórter Lilian Tahan, do Correio Braziliense, denunciar que o administrador de Águas claras, Manoel Carneiro, gastou R$ 1 milhão para produzir 250 mil gibis e CDs infantis. Tudo sem licitação e numa editora cujo vice-presidente é um amigo de longa data. O dinheiro era parte de uma emenda parlamentar de autoria do deputado distrital Olair Francisco (PTdoB), que autorizou a mudança de destinação da verba. Só neste ano, Carneiro torrou R$ 3,89 milhões em eventos, quase sempre sem licitação. O valor é mais de 2,5 vezes o que ele investiu em obras: R$ 1,4 milhão. As denúncias revoltaram moradores do bairro, carente de infraestrutura como asfalto, iluminação, escolas e postos de saúde. (Págs. 1 e 27)
Governo abre cofre já de olho na reeleição
Com as medidas para reduzir custos de empresas com folha de pagamento e investimentos, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões. Mas espera salvar o PIB do ano que vem e do de 2014, quando estará em jogo a disputa eleitoral que pode garantir um segundo mandato a Dilma. (Págs. 1 e 9)
Ivan Camargo, novo reitor, quer unir UnB
Numa votação apertada, o professor da Faculdade de Tecnolgia obteve 51,4% dos votos e venceu a disputa com Márcia Abrahão. Ao correio, ele disse que o desafio agora é apaziguar a universidade. (Págs. 1, 25 e 26)
Marta tenta evitar que e-mail cause prejuízos a Haddad (Págs. 1, 2, 3 e Nas Entrelinhas, 4)

Mensalão: STF condena sete por formar quadrilha (Págs. 1 e 5)

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Valor Econômico

Manchete: Fed banca maior liquidez e dá novo ânimo a mercados
Uma semana depois de o Banco Central Europeu anunciar que comprará quantidades ilimitadas de títulos dos países em crise, o Fed americano comprometeu-se com um vigoroso terceiro capítulo da série de afrouxamentos monetários que tem executado para garantir a recuperação da economia. As novas ondas de liquidez, que se formam agora dos dois lados do Atlântico, devem trazer mais negócios e mais volatilidade aos ativos brasileiros. O real deve sofrer pressões de valorização e a bolsa, após meses chegando aos 60 mil pontos para escorregar novamente, agora tem espaço, segundo consultorias e analistas, para buscar os 70 mil pontos. Ontem, no movimento altista global, ela subiu 3,4% e fechou aos 61.958 pontos.

O ensaio dos mercados, após o anúncio das novas ações do Fed, desenha algumas tendências de curto prazo que podem se firmar. A bolsa de Nova York, com a qual a Bovespa tem boa correlação, subiu para seu maior nível desde dezembro de 2007 e a Nasdaq, para o maior desde novembro de 2000. O volume de negócios na Bovespa ontem parece indicar espaço para arrancadas - R$ 11,8 bilhões, um dos maiores da história e em dia sem vencimento de opções. (Págs. 1, C1 e C2)





Desoneração já atinge 25% da indústria
Com a ampliação anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração da folha de pagamentos passará a beneficiar segmentos que representam ao menos 25,4% do valor bruto da produção industrial. O impacto deverá ser maior, porque o cálculo, feito com base na pesquisa industrial do IBGE, deixou de fora segmentos menores que não aparecem de forma discriminada nos dados divulgados pelo governo. Muitas das indústrias mais representativas na produção já estavam na lista inicial de 15 setores, mas entre os 25 novos há segmentos de peso, como papel e celulose, medicamentos e ferramentas.

O impacto fiscal da medida será de R$ 12,8 bilhões em 2013. Esse valor será descontado dos R$ 15,2 bilhões previstos no Orçamento de 2013 para essa finalidade. Mantega anunciou ainda que o prazo para depreciação acelerada na aquisição de bens de capital foi reduzido de dez para cinco anos. (Págs. 1 e A3)


Amil disputa hospitais em Portugal
Quatro anos após encerrar suas atividades nos Estados Unidos, a Amil quer voltar a atuar no exterior. A estratégia da maior operadora brasileira de planos de saúde é ter Portugal como a porta de entrada para a Europa. A empresa de Edson Bueno está entre as três finalistas de uma disputa que poderá lhe dar a posse de cinco hospitais e a gestão por dez anos de uma unidade hospitalar. Os ativos pertencem à Caixa Geral de Depósitos (CGD). O negócio, da ordem de € 100 milhões, deve se definir até o fim do mês.

A Amil só vai entrar com o plano de saúde em Portugal se for vitoriosa na disputa. O grupo busca um sócio estrangeiro, minoritário, para reforçar sua estratégia de internacionalização. (Págs. 1 e B4)

Europa vende açúcar acima de sua quota
O volume das exportações de açúcar da União Europeia deverá superar em 50% o limite autorizado pela Organização Mundial do Comércio no ano-quota que começou em outubro de 2011 e termina em setembro, o que poderá se tornar um novo foco de atrito com o Brasil e outros países produtores.

Num mercado internacional com preços em alta, a UE deverá fechar o período com 792 mil toneladas a mais do que o volume máximo de exportação acordado. Mas os europeus consideram que o excesso é "contábil". Levando-se em conta os últimos três anos, as vendas da UE ficaram 22,4% acima do teto. (Págs. 1 e B14)



FGTS procura os donos de R$ 600 mi
O Ministério Público do Trabalho está à procura dos donos de R$ 600 milhões depositados no FGTS. O montante foi acumulado desde a criação do fundo, em 1967, por empresas ou prefeituras que não identificaram os trabalhadores beneficiados no momento do depósito. Em abril, a Caixa Econômica Federal e o Ministério Público firmaram acordo para encontrar os donos desse dinheiro.

A parceria entre Caixa e Ministério Público começou em 2010, em um projeto-piloto no município de Monsenhor Tabosa, no Ceará, que à época tinha 16,7 mil habitantes. Servidores da prefeitura procuraram o Ministério Público alegando que o FGTS não estava sendo depositado em suas contas. Na verdade, a verba era depositada, mas o município não informava os nomes dos servidores. Desde então, foram encontrados, no Ceará e no Piauí, 23 mil trabalhadores donos de cerca de R$ 7 milhões. (Págs. 1 e E1)


Os 14 de Russomanno, de Machado a Turco Loco
Campos Machado, cacique à moda antiga do PTB, é o comandante político da candidatura que tira o sono de petistas e tucanos em São Paulo. Ele apostou em Celso Russomanno (PRB) quando quase todos acreditavam que ele seria um "cavalo paraguaio" com o início do horário eleitoral. "Diziam que era uma loucura. Mas ele é cavalo britânico, prontinho pra correr dez milhas sem cansar", diz o deputado estadual de seis mandatos.

Campos Machado dá o tom do conselho político que se reúne todas as segundas-feiras. Ali, um grupo de 14 políticos, além de Russomanno, se encontra para traçar as linhas da campanha. São quatro do PTB, quatro do PRB e outros quatro das demais legendas coligadas, entre as quais o PTN, cuja representante é Renata Abreu, filha do ator José de Abreu. Participam, ainda, Adilson Barroso, presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), e o empresário e ex-deputado pelo PSDB Alberto Hiar, o Turco Loco, dono da grife Cavalera. (Págs. 1 e A12)


Desordem nas engrenagens da civilização
O Valor me convida para arriscar prognósticos sobre a crise. Não sei se abuso da confiança do jornal, mas vou traduzir livremente o significado de prognósticos. Sabedor das precariedades das previsões, farei "perguntas ao futuro".

Primeira pergunta: quando homens e mulheres vão desfrutar da abundância e dos confortos que o capitalismo oferece em seu desatinado desenvolvimento?

Desconfio que o mundo não padeça apenas sofrimentos de uma crise periódica do capitalismo, mas, sim, as dores de um desarranjo nas engrenagens que sustentam a vida civilizada, sob o olhar perplexo e impotente das vítimas. (Págs. 1 e 16)


Bancos brasileiros captam recursos na América do Sul (Págs. 1 e C11)

Os limites éticos da publicidade dirigida às crianças (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Governo avalia malha para trens-bala
Os planos do govemo vão além do trem-ba-la entre Campinas, São Paulo e Rio. O Ministério dos Transportes já estuda a viabilidade de ligações de São Paulo a Curitiba, Belo Horizonte e Triângulo Mineiro. (Págs. 1 e A5)
US Airways tenta barrar Gol nos EUA
A US Airways tenta barrar no Departamento de Transportes dos EUA pedido da Gol de renovação de autorização para voos fretados ao país. A aérea americana reclama que tenta há dois anos obter acesso ao aeroporto de Guarulhos para uma rota diária. (Págs. 1 e B1)
NeoAssist mira o exterior
A NeoAssist, companhia brasileira especializada em software para comércio eletrônico, recebeu aporte de R$7 milhões da Green Technology. Os recursos serão direcionados à estruturação de novas operações, principalmente em países da América Latina e Europa, diz Roy Nasser. (Págs. 1 e B3)
Rakuten trás 'e-reader' Kobo ao país
A japonesa Rakuten começa a vender seu “e-readers” da marca Kobo em outubro no Brasil, exclusivamente na Livraria Cultura, que também vai oferecer todo acervo de mais de 2,6 milhões de livros digitalizados. (Págs. 1 e B5)
Venda de motos ainda derrapam
Com queda de 17,4% nas vendas deste ano até agosto, as fabricantes de motocicletas continuam fazendo ajustes para reduzir a produção, enquanto negociam com o govemo medidas para destravar o crédito. (Págs. 1 e B6)
HB20, da Hyundai, terá lojas próprias
A Hyundai terá uma rede de concessionárias exclusiva para a venda do HB20, carro compacto que será fabricado em Piracicaba (SP). A decisão afasta a possibilidade da companhia usar a estratura já montada por seu representante no país, o grupo Caoa. (Págs. 1 e B6)
Ibama libera Bacia de Santos
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença Prévia à Petrobras para iniciar a produção de petróleo e gás no pré-sal da Bacia de Santos. (Págs. 1 e B9)
Eólica de Geribatu inicia obras
A Eletrosul e o fundo de investimento em participações Rio Bravo iniciam neste mês a implantação do complexo eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar(RS), com investimentos R$ 1 bilhão. (Págs. 1 e B9)
Seca agrava queimadas
O clima seco em grande parte do país tem contribuído para incêndios no campo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), neste mês foram registrados mais de 33,8 mil focos, 51% mais que em igual período de 2011. (Págs. 1 e B12)
Exportações de melão para os EUA
Comitiva de empresários brasileiros negocia com autoridades americanas a abertura dos Estados Unidos às exportações de melão brasileiro. O mercado é estimado em US$ 130 milhões. (Págs. 1 e B14)
Ideias
Claudia Safatle

Recessão na indústria foi produto da queda dos investimentos e não da valorização da taxa de câmbio. (Págs. 1 e A2)

Maria Cristina Fernandes

O que importa para entender Russomanno, em São Paulo, é saber que vácuo ele ocupou face ao descrédito geral. (Págs. 1 e A6)
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quinta-feira, setembro 13, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] TOTALMENTE RELAXADA.

























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MINISTÉRIO DE CULTURA...

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CULTURA

As sandálias da humildade


Quem é a dona desse maravilhoso par de sandálias de salto alto e estampa animal?
Ela estudou no Colégio Des Oiseaux (das cônegas de Santo Agostinho) até o fim do curso ginasial. Cursou o antigo segundo grau no Colégio Nossa Senhora de Sion, também em São Paulo, onde atuou no movimento estudantil. Na abertura política, virou apresentadora de TV falando de sexo no TV Mulher, da Rede Globo. Madrinha da Parada LGBT de São Paulo, foi eleita prefeita da capital paulista, em 2000, com mais de 3,7 milhões de votos. Foi ministra do turismo, onde deu a pior sugestão que poderia ter dado a quem sofria nos aeroportos. Eleita senadora em 2010, tornou-se a primeira vice-presidente do Senado, de onde pede licença para assumir o ministério da Cultura. E, para isso, calça as sandálias da humildade, como se vê na foto do nosso Ailton de Freitas, da Sucursal de Brasília.
Que seja feliz!

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''ANDAR COM FÉ EU VOU/ QUE A FÉ NÃO COSTUMA FAIÁ..." *

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09/09/2012 - 07h00

Russomanno usa estrutura da Universal na campanha


LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO


O principal templo da Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo vem sendo usado pela campanha do candidato do PRB à prefeitura, Celso Russomanno, como um tipo de comitê informal.

O estacionamento do templo da av. João Dias, em Santo Amaro (zona sul), é ponto de encontro de equipes que saem diariamente para fazer campanha nas ruas. À tarde, retornam ao local para devolver materiais de campanha como bandeiras e adesivos.

O partido de Russomanno é comandado por pastores e bispos da Universal, e alguns deles ocupam os principais cargos da coordenação de sua campanha. O candidato, no entanto, tenta desvincular sua candidatura da igreja.

Já afirmou, por exemplo, que não pediu nem iria pedir dinheiro de nenhuma igreja e que a Universal não deu nem R$ 1 à campanha.

A Folha acompanhou quando cerca de 50 cabos eleitorais chegaram ao local, anteontem, por volta de 17h30. Bandeiras em mãos, eles entraram pela lateral do prédio, que dá acesso ao estacionamento, frequentado por fiéis que vão aos cultos.

Os trabalhadores, todos jovens, se dirigiram a uma mesa caraterizada como sendo da Força Jovem Brasil, grupo da juventude da Universal.

Eles formaram filas para deixar ali as bandeiras, que foram colocadas em duas peruas "adesivadas" com propaganda de Russomanno e do pastor Jean Madeira, líder da Força Jovem, que concorre à Câmara pelo PRB.

Os veículos estavam estacionados dentro do templo.

No interior do prédio, a reportagem foi convidada para trabalhar na campanha de Russomanno por um jovem. Ele ofereceu R$ 150 por semana para uma jornada diária de sete horas. Disse que o pagamento é feito no local.

O cabo eleitoral afirmou ainda que, caso a oferta fosse aceita, ele poderia ser encontrado no próprio estacionamento da igreja após o culto, do qual iria participar.

Questionados se trabalhavam para a campanha do candidato a prefeito ou do pastor Madeira, os cabos eleitorais disseram que eram funcionários de Russomanno.

Eles portavam alguns materiais de propaganda exclusivos do candidato, como adesivos com a inscrição "sou padrinho" de Russomanno.

Os jovens disseram que atuam no largo 13 de Maio. No momento em que a reportagem esteve no templo, eles participavam de uma reunião em que se discutia a escala de trabalho nas ruas. No culto, não houve propaganda ou menção ao candidato.

O edifício da João Dias é a sede da Universal na cidade, onde o líder da igreja, bispo Edir Macedo, celebra cultos quando está em São Paulo.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Russomanno declarou um dos menores gastos na campanha até agora: R$ 1,3 milhão, contra R$ 16,5 milhões de Fernando Haddad (PT) e R$ 8,4 milhões de José Serra (PSDB).

Ele informou à Justiça ter desembolsado R$ 27,5 mil com "cessão de bens imóveis" --espaços usados pela campanha e cedidos por alguém (como um aluguel). Um dos imóveis é do próprio candidato. Não há menção ao uso do templo da Universal.

Russomanno conta também com o trabalho voluntário de integrantes da igreja. Em sua prestação de contas, estão declaradas 101 doações estimadas em R$ 300 cada uma, forma pela qual é contabilizada a ação dos fiéis.

Luiza Bandeira/Folhapress
Kombi da campanha do candidato Celso Russomanno (PRB) em frente ao templo da Igreja Universal
Kombi da campanha do candidato Celso Russomanno (PRB) em frente ao templo da Igreja Universal

OUTRO LADO

O candidato Celso Russomanno (PRB) disse não ter conhecimento do uso da estrutura do templo por sua campanha. Por isso disse que não poderia comentar.

O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, coordenador da campanha de Russomanno e bispo licenciado da Universal, afirmou anteontem que iria apurar a informação e que, se a confirmasse, pediria para que a ação fosse interrompida.

Pereira disse na ocasião acreditar que os cabos eleitorais estivessem trabalhando para o candidato a vereador Jean Madeira (PRB) --e não para Russomanno.

Os cabos eleitorais afirmaram que eram contratados pelo candidato a prefeito. O presidente do partido disse que eles provavelmente haviam se confundido.
"As pessoas têm poucas informações, às vezes confundem, acham que a campanha do Jean é a mesma que a do Russomanno."

Ontem, Marcos Pereira escreveu dizendo ter falado com Madeira, que negou a existência de base no estacionamento do templo.

Na prestação de contas do candidato a vereador também não constam gastos de utilização do espaço.

A Folha entrou em contato com representante da Universal e com Madeira por e-mail, mas as mensagens não foram respondidas. Por telefone, ninguém atendeu até a conclusão desta edição.
Colaborou DIÓGENES CAMPANHA, de São Paulo.
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(*) ANDAR COM FÉ. Gilberto Gil.
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'TÁ RUSSO, MANO !!! (... ou Cumpanhêru)



Haddad cresce entre petistas sem tirar votos de Russomanno neste eleitorado



Autor(es): Por Raphael Di Cunto | De São Paulo
Valor Econômico - 13/09/2012
 

Mesmo com a maciça exposição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda eleitoral de TV e rádio do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, Celso Russomanno (PRB) continua com a preferência de cerca de um terço dos eleitores que têm o PT como partido favorito. Segundo o Datafolha, Russomanno oscilou positivamente de 29% para 33% entre os simpatizantes da sigla depois de um mês e meio de horário eleitoral.
Já Haddad, que era desconhecido de grande parte da população antes do horário eleitoral, cresceu no eleitorado que tem o PT como partido de preferência. Foi de 15% em 19 e 20 de agosto para 44% na pesquisa divulgada ontem. O crescimento, porém, desacelerou - ele subiu 19 pontos percentuais na primeira semana de propaganda na TV e apenas 4 pontos percentuais nas outras duas. A margem de erro é de 6 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antônio Carvalho Teixeira, especialista em Ciência Política, a queda de ritmo deve-se à pouco atenção à propaganda eleitoral. "Tradicionalmente, há um arrefecimento no interesse da população pelo horário eleitoral depois dos primeiros dias, que só volta no calor da eleição, a cerca de duas semanas do fim. Antes disso é difícil ocorrerem grandes viradas", afirma.
O PT, entretanto, dá mostras de já estar conformado com a perda de parte desse eleitorado no primeiro turno. Ex-presidente do partido e réu no mensalão, José Dirceu deixou de lado o discurso de que a legenda sempre alcança mais de 30% dos votos em São Paulo e escreveu em seu blog anteontem que Haddad deve se esforçar para conquistar o apoio de mais de dois terços do eleitorado petista da cidade - que, diz o Datafolha, é de 25% dos paulistanos.
Para atrair esse público, o partido conta com a ex-prefeita e senadora Marta Suplicy (PT), a presidente Dilma Rousseff e Lula. As duas primeiras entraram na campanha há menos de uma semana e ainda não tiveram a participação aferida pela pesquisa. Já Lula, apesar de estar quase tão presente na TV e no rádio quanto Haddad, participou do primeiro evento público anteontem e fará mais duas carreatas no fim de semana, além de um almoço com governadores do Nordeste.
A intensa agenda visa tirar Haddad da terceira colocação e levá-lo ao segundo turno. De acordo com o Datafolha divulgado ontem, Russomanno continua na liderança, com 32% das intenções de voto - oscilou três pontos percentuais para baixo em relação à pesquisa anterior, feita em 3 e 4 de setembro.
Já José Serra (PSDB) caiu um ponto, de 21% para 20%, e Haddad subiu um ponto, de 16% para 17%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, o tucano e o petista estão tecnicamente empatados. Em quarto lugar, longe da briga para disputar o segundo turno, estão Gabriel Chalita (PMDB), com 8%, e Soninha Francine (PPS), com 5%.
Russomanno minimizou a queda. "Estou muito feliz, porque a queda está dentro da margem de erro, então não houve queda", disse. Haddad ironizou o adversário tucano e disse que, com o novo aumento de rejeição, "daqui a pouco [Serra] não vai poder circular pela cidade". "A população repudia o estilo dele de fazer política", afirmou.
O número de eleitores que dizem não votar em Serra chegou a 46% dos paulistanos - é, de longe, o candidato com maior rejeição na disputa. A rejeição de Russomanno subiu de 12% para 16% e Haddad foi de 18% para 19%. O candidato do PRB venceria ambos em um provável segundo turno, segundo o Datafolha. Ganharia do tucano por 57% a 30% e do petista de 54% a 31%. Haddad venceria Serra por 46% a 39%.
Serra não quis comentar a pesquisa, mas disse que "é lógico" que continua confiante de que irá ao segundo turno. O tucano criticou a estratégia petista de usar a presidente na campanha. "Ela [Dilma] vem meter o bico em São Paulo, vem dizer para os paulistas como é que eles devem votar. Ela, que mal conhece São Paulo, vem aqui dar o seu palpite", reclamou. (com agências).
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O DIABO CALÇA ''CHRISTIAN LOUBOUTIN'' *



Marta: 'Lula é um deus; Dilma é bem avaliada, e eu tenho apelo'


Autor(es): Maria Lima
O Globo - 13/09/2012

Negativas. Marta deixou Senado e negou que ministério foi prêmio por seu apoio a Haddad: "Quem me conhece sabe que eu não me prestaria a isso"
Ailton de Freitas
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BRASÍLIA 
Atropelada na sua pretensão de disputar a prefeitura de São Paulo pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Lula, a futura ministra da Cultura, senadora Marta Suplicy (PT-SP), não se faz de rogada e considera que poderá, agora, fazer a diferença para levar o petista Fernando Haddad para o segundo turno. A petista garantiu que vai continuar fazendo campanha para Haddad aos sábados e domingos, e mandou um recado para os adversários: o trio formado por ela, Dilma e Lula é muito forte.
- O trio Lula, Dilma e Marta é muito forte. O Lula é um deus! Dilma é bem avaliada, e eu tenho o apelo de quem fez. Então, com a entrada desse trio, vai dar certo. Eu combinei que ia entrar na hora (certa), e agora estou entrando. Russomanno tem votos um pouco dele, de petistas, de martistas, de gente insatisfeita com o Serra e de eleitores que não sabiam quem era Haddad e (Gabriel) Chalita (candidato do PMDB). Vou tentar recuperar os votos de petistas e martistas - afirmou Marta, ex-prefeita da capital.
Gastar sola de sapato
Sete meses depois de ver abortado pela cúpula petista seu projeto de tentar um novo mandato na prefeitura, Marta não só ganhou um ministério - que desejava desde o início do governo Dilma - como agora é paparicada pela mesma cúpula petista e pelo comando da campanha de Haddad para que reforce o palanque do PT na capital paulista.
Marta nega, porém, que esteja se sentindo vingada agora. Altiva, reforça ela própria a importância de sua participação na campanha do ex-ministro Fernando Haddad:
- Não passa por aí (se sentir vingada). Eu fiquei triste na hora que aconteceu e não escondi de ninguém. Sempre disse: na hora que eu achar que eu faço diferença, vou estar lá. Falei para o Haddad para primeiro gastar sola de sapato conhecendo bem a cidade, e na hora que fizer a diferença eu entro. E vi nas carreatas que já começou a fazer a diferença.
A senadora minimizou ainda as interpretações de barganha pelo cargo em troca do apoio a Haddad:
- Sempre iriam fazer essas insinuações mesmo. Mas quem me conhece sabe que eu não me prestaria a isso.
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(*) Sapatos com solado vermelho, para combinar com os "Prada" (indumentária básica da senadora).
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'TÁ RUSSO, MANO !!!



Um torpedo na campanha de Haddad

Saia justa na campanha de Haddad


Autor(es): JOÃO VALADARES
Correio Braziliense - 13/09/2012
 

Um flagrante do repórter fotográfico Iano Andrade mostra a senadora Marta Suplicy (PT-SP) numa saia justa. Ela exibe à colega Lídice da Mata (PSB-BA) e-mail no qual o suplente dela, Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), é classificado como "evangélico" e "homofóbico". A mensagem, que explicita o temor de ele assumir a relatoria de projeto de lei para criminalizar a homofobia, pode jogar por terra toda a engenharia política de Lula e Dilma para tentar conseguir votos de evangélicos, considerados cruciais para levar Fernando Haddad ao 2º turno na eleição para prefeito de São Paulo

Marta Suplicy tenta evitar que o suplente, evangélico, assuma a relatoria de projeto contra a homofobia. Intervenção foi pedida por militantes via e-mail e pode prejudicar as relações do candidato petista em São Paulo com o segmento religioso

Na despedida do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) demonstrou preocupação com o suplente, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), ao mostrar à senadora Lídice da Mata (PSB-BA), pelo celular, um e-mail que classifica o sucessor como "evangélico e homofóbico". A mensagem, segundo a senadora baiana, foi encaminhada a Marta por um grupo que defende o direto dos homossexuais. De maneira involuntária, a petista — indicada ao Ministério da Cultura após um arranjo eleitoral em troca do apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo — pode colocar por água abaixo a tentativa do partido de conseguir votos dos evangélicos na reta final do primeiro turno. No e-mail, há uma clara tentativa de evitar que Antônio Carlos assuma a relatoria do projeto que tem como objetivo criminalizar a homofobia no Brasil. Marta era a relatora da matéria.
A primeira frase do e-mail, registrado pelo fotógrafo do Correio Iano Andrade, evidencia o tema em questão: "Substituir a senadora Marta Suplicy na relatoria do PLC 122". Em seguida, há uma reclamação. "Está havendo muitas críticas pelo suplente, que é evangélico e homofóbico." No fim, há um questionamento sobre o procedimento a ser tomado. "Podemos fazer isso (possível substituição)?" Por meio da assessoria de imprensa, Marta informou que não iria comentar o assunto. Declarou apenas que recebe muitos e-mails e não tinha como localizar a mensagem em questão. Ela estava na Mesa do Senado presidindo a sessão à tarde e desceu para mostrar o celular a Lídice. Após uma breve conversa entre as duas, retornou ao lugar.
A senadora Lídice da Mata informou que a nova ministra estava preocupada com a tramitação do projeto. "Após me mostrar o e-mail, preocupada com a causa, perguntou se eu toparia assumir a relatoria do projeto. Informei que precisaria conversar com a bancada primeiro para tomar essa decisão. Ela disse, inclusive, que achava que não era uma prática do Senado o suplente assumir as relatorias do titular", afirmou. O Correio ligou diversas vezes para Antônio Carlos Rodrigues, mas ele não foi localizado para comentar o assunto.
Antônio Carlos Rodrigues assume a vaga de Marta Suplicy no Senado
O PLC n° 122, denominado Projeto Anti-homofobia, tramita no Congresso Nacional desde 2001. A matéria foi proposta pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP). Em 2010, o projeto foi arquivado em razão de não ter sido votado até o fim da legislatura. No começo de 2011, Marta tirou a proposta da gaveta e assumiu a relatoria. Apesar da preocupação do grupo remetente do e-mail, o Regimento do Senado não prevê que o suplente ocupe as relatorias do titular de maneira automática.
Baixo clero
Na mesma sessão, Marta Suplicy mostrou ao senador Aníbal Diniz (PT-AC), eleito ontem para a Primeira Vice-Presidência do Senado no lugar da colega, uma lista com os nomes dos ocupantes de todos os cargos efetivos e comissionados do gabinete. Aníbal, que integra o chamado baixo clero, permanecerá na cadeira somente até fevereiro do próximo ano. Ele foi escolhido para o mandato-tampão na manhã de ontem, após reunião da bancada do PT. O parlamentar é suplente do governador do Acre, Tião Viana (PT).
"Não me sinto diminuído pela condição de suplente, porque sei que cumprimos o rito como exige a lei. Na realidade, estou sentindo um misto de alegria e aumento de responsabilidade. Isso torna qualquer ego bastante cheio. Espero representar bem meus companheiros de partido e de bancada", afirmou Aníbal.
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