PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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segunda-feira, setembro 17, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] VEJA BEM !!! *

























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(*) HOMENAGEM AO MALANDRO (Chico Buarque).

''... Malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal".

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''COM QUE ROUPA EU VOU...''

,...

Atualizado: 17/09/2012 03:05 | Por VERA ROSA, estadao.com.br

Lula nega conhecer ou ter recebido Valério no Planalto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega que tenha recebido o empresário Marcos Valério, pivô do escândalo...

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega que tenha recebido o empresário Marcos Valério, pivô do escândalo do mensalão, no Palácio do Planalto ou na Granja do Torto. Em conversa com o governador da Bahia, Jaques Wagner, na noite de sexta-feira, Lula disse que nem conhece Valério.
"Tenho certeza de que esse cidadão nunca esteve com Lula. Posso garantir que isso é mentira", afirmou Wagner, numa referência à reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a publicação, Valério confidenciou a amigos e parentes que Lula era o "chefe do mensalão" e que o caixa clandestino do PT foi de R$ 350 milhões, mais que o dobro da cifra descoberta pela Procuradoria-Geral da República depois que estourou o escândalo, em 2005.
Lula conversou com o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e com o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, nos últimos dois dias, e disse que ficaria em silêncio. A partir desta semana, o Supremo Tribunal Federal começará a julgar o "núcleo político" do mensalão e Dirceu é o réu mais emblemático, acusado de ser o "chefe da quadrilha" instalada no coração do governo.
"Sofremos um golpe baixo. É uma indignidade o que estão fazendo", afirmou Lula, em diálogo reservado, após saber do teor da reportagem de Veja.
'Pimenta'. Na avaliação do governador da Bahia, há uma tentativa articulada de adversários, com objetivos eleitorais, para carimbar o PT como partido de bandidos. "Não somos santos, mas também não somos marginais".
Wagner externou a avaliação feita por muitos petistas, inconformados com o que chamam de "politização" do julgamento. "Todo julgamento deveria ser frio, mas esse recebeu muita pimenta, para reaquecer a crise de 2005", constatou. "Mesmo assim, não acho que haverá um tsunami com a decisão do Supremo, até porque o julgamento político-eleitoral do PT já ocorreu nas eleições de 2006, 2008 e 2010. A cassação do Zé Dirceu, por exemplo, foi muito mais forte."
Questionado sobre a cifra de R$ 350 milhões, Wagner disse não saber quanto o PT arrecadou para as campanhas municipais de 2004. "Aliados ficaram irritados porque não receberam a ajuda prometida. Prometeram mais do que conseguiram."
A portas fechadas, dirigentes do PT dão como certas as condenações de Dirceu e de Delúbio Soares, ex-tesoureiro, e discutem como será o futuro do partido com seus líderes fora de combate. Alguns consideram que o ex-presidente do PT José Genoino, assessor do Ministério da Defesa, pode ter pena mais branda.
Apesar da preocupação da cúpula petista com o veredicto, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse que notícias sobre o mensalão não causam impacto em sua campanha. "Quem tem a biografia honrada que eu tenho não tem medo de nada", argumentou o ex-ministro da Educação.

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IRONIA, AQUI ME TENS DE REGRESSO...

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Atualizado: 17/09/2012 03:05 | Por estadao.com.br

'Estou feliz com a vitória do Timão', afirma ex-ministro

O capítulo crucial do mensalão, que começa a ser julgado hoje, não abalou o domingo do ex-ministro da Casa Civil...


O capítulo crucial do mensalão, que começa a ser julgado hoje, não abalou o domingo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Na iminência de ser condenado como mentor do esquema de compra de apoio político ao governo Lula, o réu não parece tão preocupado com o que lhe reservam os ministros do Supremo Tribunal Federal e, para combater o estresse, divertiu-se com o time do coração, o Corinthians. "Não estou deprimido, pelo contrário. Com a vitória hoje do Timão, estou até feliz", disse ontem ao Estado, por e-mail, referindo-se ao triunfo corintiano sobre o Palmeiras, por 2 a 0.
A declaração de Dirceu contrasta com informações de que ultimamente andaria deprimido e que, por isso, até estaria tomando calmante.
Em conversas reservadas, Dirceu avalia que o ritmo do julgamento no STF não é favorável à sua absolvição. Ele comentou com o ex-presidente Lula, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o advogado Sigmaringa Seixas, recentemente, que tudo caminha para a sua condenação. Disse que confia na imparcialidade do Supremo, mas, a portas fechadas, afirma que o julgamento é político.
Em reuniões com petistas, Dirceu repete que é preciso cuidar do futuro do PT. O partido enfrenta dificuldades nas eleições das principais capitais. Aos amigos, diz que, se condenado, não resistirá à prisão. Caso esse cenário se confirme, Dirceu quer ser visto como uma espécie de mártir. Na sexta-feira e no sábado, o ex-ministro falou várias vezes com Lula, por telefone. Queria saber se o ex-presidente tinha intenção de responder às declarações atribuídas a Marcos Valério pela revista Veja, apontando Lula como "chefe do mensalão". / 

FAUSTO MACEDO e VERA ROSA

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''NO CAMINHO HAVIA UMA PEDRA...''

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Atualizado: 17/09/2012 03:06 | Por RICARDO BRITO, FELIPE RECONDO / BRASÍLIA, estadao.com.br

Para condenar Dirceu, Barbosa vai citar eleição de 2002 e reuniões com bancos

Um enredo de indícios e provas começará a ser contado hoje pelo relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal...


Um enredo de indícios e provas começará a ser contado hoje pelo relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, para condenar parlamentares e ex-deputados por terem recebido dinheiro para apoiar o governo Lula. O fim dessa história será o voto, provavelmente na quinta-feira, pela condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como mentor do mensalão e acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha e um dos 23 réus citados nessa fatia do processo.
Para chegar a essa conclusão, conforme apurou o Estado, o ministro Joaquim Barbosa reconstituirá toda a cadeia de fatos que levaria o mensalão para dentro do governo. O relator deve relembrar o contexto da vitoriosa eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, com os problemas financeiros da campanha e as dificuldades de montar uma base de apoio parlamentar sólida ao governo recém-empossado.
O ministro vai relatar as negociações políticas com os partidos que teriam sido conduzidas por Dirceu, passando pelas reuniões na Casa Civil com dirigentes do Banco Espírito Santo e do Banco Rural na presença do empresário Marcos Valério ou tendo-o como intermediário. O primeiro banco teria sido procurado para saldar dívidas do PT e o segundo, usado pelo esquema para distribuir recursos às siglas aliadas.
Na falta de provas cabais, como admitiu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, provas indiciárias (com base em indícios) e depoimentos serão fundamentais para os ministros que decidirem pela condenação de Dirceu. No atual capítulo, o ex-ministro responde nove vezes por corrupção ativa.
Os ministros do Supremo vão decidir se Dirceu comprou o apoio político de parlamentares do PP, PMDB, PTB e do extinto PL. O Ministério Público se vale de mais de 60 depoimentos e documentos, como laudos e perícias contábeis, para mostrar que o ex-ministro, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino e o núcleo publicitário comandado por Valério comandaram o esquema que teria corrompido as votações das reformas tributária e previdenciária no Congresso.
Projeto de poder. Ao votar pela condenação de Dirceu, Barbosa terminará de sepultar o que alguns ministros já consideram ultrapassado: a alegação de que o valerioduto foi um esquema para financiar despesas não contabilizadas de campanha. Prevalecerá entre os ministros, como admitem advogados e antecipam os magistrados, a versão de que o mensalão foi uma forma de o governo Lula, a partir de seu homem forte, Dirceu, formar uma sólida base de apoio.
"Havia um claro projeto de perpetuação do poder", disse um ministro da Corte, ao destacar que Valério "vendeu a tecnologia" usada antes no mensalão mineiro, com o então candidato ao governo Eduardo Azeredo (PSDB).
A situação de Dirceu ficou mais delicada após reportagem da revista Veja desta semana, com declarações atribuídas a Valério, apontá-lo como suposto executor das ordens de Lula no esquema. Ministros disseram ao Estado que, apesar de não mudar formalmente nada no rumo do processo, as falas atribuídas a Valério podem, sim, reforçar o convencimento subjetivo deles pela culpa do ex-chefe da Casa Civil.
Além de Dirceu, Barbosa deve condenar os parlamentares que sacaram dinheiro do mensalão nas agências do Banco Rural. Mesmo a tese de que alguns, como Valdemar Costa Neto e Roberto Jefferson, receberam como presidentes de partidos - PL e PTB, respectivamente -, deve ser superada. Para alguns ministros, a situação dos presidentes das siglas envolvidas pode ser ainda mais grave, pois se valiam da influência entre os parlamentares para garantir a sustentação ao governo por meio do esquema.
Barbosa estima que levará duas sessões para ler seu voto, mas admite estendê-lo até quinta-feira. O revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, começaria a leitura na quinta-feira ou na próxima segunda-feira.
A eventual condenação de Dirceu e dos parlamentares por corrupção ativa e passiva abriria caminho também para a condenação pelo crime de quadrilha, que será julgado depois. O crime de corrupção tem penas maiores, de 2 a 12 anos de prisão, enquanto o de quadrilha, apesar do simbolismo, tem penas de 1 a 3 anos.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

17 de setembro de 2012

O Globo

Manchete: Nova etapa do mensalão - STF começa a julgar núcleo político
Entre os réus, estão José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares

Ministros estão divididos sobre o que é necessário para a comprovação de corrupção ativa. Parte defende prova cabal e parte aceita depoimentos e análise dos fatos

A parte central do processo do mensalão, que tem como principais réus o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, começa a ser julgada hoje pelo Supremo Tribunal Federal. Uma questão divide os ministros: o que é preciso para comprovar a corrupção ativa. Parte dos ministros do STF entende que para configurar o crime é preciso provar que o corruptor tinha a intenção de obter favores em troca do dinheiro investido. Outros podem condenar os réus com base em depoimentos e análise dos fatos. (Págs. 1 e 3)
Noblat: há 4 vídeos em que Valério conta tudo (Págs. 1 e 2)

Governo cria ‘Big Brother’ nas estradas
Com custo de R$ 30 milhões, a ANTT vai criar supersistema de controle eletrônico para fiscalizar rodovias e ferrovias do país. Até com GPS, serão acompanhados ônibus interestaduais, movimentação de cargas e atuação das concessionárias. (Págs. 1 e 17)
Homofobia e religião acirram eleições no Rio
Liberdade religiosa e homofobia entraram na campanha do Rio: o ex-governador Anthony Garotinho, que apoia o candidato Rodrigo Maia, apontou contradição do prefeito Eduardo Paes ao defender gays e pedir voto de evangélicos. (Págs. 1 e 4)
Onda de protestos faz governo americano repensar presença diplomática no mundo islâmico (Págs. 1 e 22)

Educação: Celular na alfabetização
Índia, Europa e Brasil desenvolvem aplicativos para melhorar a leitura e a escrita. (Págs. 1 e 6)
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Folha de S. Paulo

Manchete: ‘Eu não vou fugir do Brasil’, afirma Dirceu
Ex-ministro diz que está preparado para qualquer resultado no Supremo

O ex-ministro José Dirceu (PT) nega que tenha planos de fugir do país caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal ao final do processo do mensalão.
“Essa história que inventam de que vou sair do Brasil não combina comigo”, disse à Folha em seu apartamento. “Se tem algo que não conhecemos no PT é a palavra covardia. A chance de eu fugir do Brasil é zero.” (Págs. 1 e Ilustrada E2)

O STF volta hoje a julgar o mensalão, ao analisar as acusações de compra de apoio político. (Págs. 1 e Poder A10)
Cidade nota 7
As escolas do município de Foz do Iguaçu (PR) tiveram média 7 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), uma das mais altas de 2011, após investir mais em educação e avaliar todos os alunos pelo menos duas vezes por ano.

Mas especialistas questionam o uso de simulados do Ideb, que elevam a pressão sobre os alunos. (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Após 4 meses, sindicato decide encerrar greve nas federais (Págs. 1 e Cotidiano C5)

Igreja Católica abre ofensiva contra eleição de Russomanno
A Arquidiocese de São Paulo deflagrou ofensiva contra a candidatura de Celso Russomanno (PRB). Determinou que uma nota do cardeal arcebispo d. Odilo Scherer com críticas à campanha dele e à “manipulação política da religião” fosse lida nas missas de domingo em 300 igrejas da cidade.

Russomanno respondeu que não iria polemizar com o cardeal. “Não vamos fazer guerra santa.” (Págs. 1 e Poder A6 e A8)
Eduardo Graeff: Invista em seu vereador para defender o bairro
Os eleitores se queixam de que os políticos se esquecem deles depois da eleição. A recíproca também é verdadeira: muitas vezes, o eleitor esquece em quem votou.

Invista na escolha do seu vereador. Acompanhe sua atuação na Câmara. Acione-o quando necessário. Assim você evita o esquecimento recíproco e faz a democracia funcionar melhor. (Págs 1 e Poder A8)
Entrevista da 2ª: Tariq Ramadan
Casa Branca apoia petromonarquias que financiam islamitas radicais. (Págs. 1 e A16)
Marion Strecker: No Brasil, não consigo fazer uma simples ligação
Acabo de voltar ao país. Tentando fazer a vida prática funcionar, ouço de novo a musiquinha da Vivo no viva-voz. Mais uma vez espero com paciência de Jó, que não tenho, a hora em que algum ser humano possa dizer alô e consiga resolver um problema banal: como fazer um simples telefonema. (Págs. 1 e Tec F6)
Saúde
Desenvolvido no Pará, traje ajuda crianças com deficiência. (Págs. 1 e C7)
Editoriais
Leia “Nó federativo”, sobre partilha de recursos tributários entre União e Estados, e “Controvérsia na AGU”, acerca de alterações em regras do órgão. (Págs. 1 e Opinião A4)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Relator vai votar pela condenação de Dirceu
Joaquim Barbosa deverá basear seu voto nas negociações políticas e com bancos do mensalão

O ministro Joaquim Barbosa começa a apresentar hoje seu voto sobre os réus políticos do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Barbosa pedirá a condenação de parlamentares e ex-deputados que teriam recebido dinheiro para apoiar o governo Lula e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como mentor do esquema. Em sua apresentação, o ministro vai relatar as negociações com os partidos e as reuniões com dirigentes do Banco Espírito Santo e do Banco Rural com a presença do empresário Marcos Valério. Na falta de provas cabais, o conjunto de indícios e depoimentos será fundamental para os ministros que quiserem condenar Dirceu. (Págs. 1 e Nacional A4)
Minoria cristã do Egito teme represálias
Produzido por um cristão copta nos EUA, o filme Inocência dos Muçulmanos, com ofensas a Maomé, provoca medo de represálias entre os integrantes da minoria religiosa no Egito. “O filme não é bom negócio para ninguém”, disse o cristão egípcio Sam Roes, ao enviado especial Andrei Netto. (Págs. 1 e Internacional A10)
‘Estado’ faz hoje debate multimídia
O Grupo Estado, a TV Cultura e o You Tube promovem debate hoje, às 21h15, com os oito principais candidatos à Prefeitura de São Paulo. Eles responderão a perguntas enviadas por internautas. (Págs. 1 e Nacional A9)
Perigo na poluição
Estudo mostra que vizinhos de polo petroquímico do ABC têm maior risco de doença na tireóide, como ocorreu, com as irmãs Sueli e Gilda. (Págs. 1 e Vida A14)
Rumos do país
Suplemento especial sobre o seminário Nós da Infraestrutura aborda necessidade de o País aumentar investimentos no setor, hoje equivalentes a 2,3% do PIB. (Págs. 1 e Fóruns Estadão: Brasil competitivo)
Estrela do PAC encolhe por falta de sócios. (Págs. 1 e Economia B1)

Lúcia Guimarães
Maravilhas relativas

No Rio de Janeiro que deixei, a gente não achava natural uma pintura de Tarsila do Amaral trocar de mãos por R$ 15 milhões. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
José Goldemberg
Para que serve a universidade

Um executivo americano oferece bolsas para que estudantes abandonem as universidades e criem empresas. Está errado em número e grau. (Págs. 1 e Opinião A2)
José Roberto de Toledo
Presidente pé-frio

O candidato a prefeito apoiado por um presidente popular não se elege por isso, especialmente em cidades com autonomia orçamentária. (Págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações
A retomada e o longo prazo

A economia saiu do fundo do poço. A dúvida, agora, é quanto ao potencial de crescimento do País. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: CPI quer bloquear bens dos laranjas de Cachoeira
Depois de saber, pela reportagem do Correio publicada ontem, que o gerente do grupo de Carlinhos Cachoeira, José Olímpio de Queiroga Neto, está tentando vender imóveis da organização criminosa, o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), disse que vai se mobilizar para pedir à Justiça, ainda esta semana, o bloqueio dos bens de todos os envolvidos no esquema. (Págs. 1 e 2)
Chefões do PT no banco dos réus
O STF começa a julgar, a partir de hoje, Dirceu, Genoino e Delúbio pelo mensalão. (Págs. 1, 3 e 4)
Salários: Quem disse que não haverá greve de servidor público em 2013?
Representantes do funcionalismo público já admitem que podem voltar atrás no acordo de três anos feito com o governo federal. “Se o governo Dilma acha que colocou uma camisa de força no movimento, está enganado”, disse Josemilton da Costa, da Condsef. (Págs. 1 e 7)
Engana-se Obama. Al-Qaeda está viva e retoma ataques (Págs. 1, 12 e 13)

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Valor Econômico

Manchete: Projeto bilionário prevê extração de ouro no Xingu
Um projeto bilionário para exploração de ouro na região conhecida como Volta Grande do Xingu promete dividir a polêmica até agora concentrada na usina de Belo Monte, situada na mesma área. O plano de mineração já está em fase avançada de licenciamento ambiental e será executado pela empresa canadense Belo Sun Mining, com sede em Toronto. O Ministério Público Federal (MPF) do Pará diz já ter encontrado inconsistências no relatório de impacto ambiental apresentado pela mineradora.

O projeto é ambicioso. A Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que desenvolve projetos internacionais de mineração, planeja investir US$ 1,076 bilhão na extração e beneficiamento de ouro. A produção média prevista para a planta de beneficiamento, segundo o relatório de impacto ambiental, é de 4.684 quilos por ano - o que geraria uma receita anual de R$ 538,6 milhões, aos preços atuais do metal na BMF&Bovespa. (Págs. 1 e B9)
Rearranjos em fundos de dividendos
Na quarta-feira, um dia depois de o governo anunciar o pacote do setor elétrico, todos os dez fundos de dividendos com maior número de cotistas registraram perdas que chegaram a ultrapassar 4%. Essas perdas, em um só dia, impressionam porque ocorreram em fundos pouco acostumados a fortes oscilações, puxadas por ações tidas como defensivas. Mas há alternativas fora da energia. A maior participação no Índice de Dividendos hoje é de empresas do setor financeiro. Analistas apontam ainda concessionárias de rodovias, fabricantes de autopeças e operadoras de telefonia. (Págs. 1 e Dl)
Recuperação ganhou intensidade em agosto
A recuperação da economia ganhou força em agosto. Para economistas ouvidos pelo Valor, indicadores como fluxo 4,4% maior de veículos pesados nas estradas, aumento de 9,6% na expedição de papel ondulado e elevação da confiança do empresariado reforçaram a perspectiva de que a produção industrial teve crescimento bem mais forte e disseminado que em julho.

Com maior contribuição da indústria, economistas projetam que a atividade pode ter crescido 1% em agosto em relação ao mês anterior, feitos os ajustes sazonais. Essa aceleração corrobora expectativas de que o Produto Interno Bruto (PIB) avançará a um ritmo anualizado próximo a 4% já no terceiro trimestre. (Págs. 1 e A2)








Os riscos de uma segunda recessão global
A Grande Depressão foi a agregação de duas recessões, em 1929/33 e 1937/38, entremeadas por uma breve recuperação abortada pela tentativa, em 1937, de se fazer um ajuste fiscal prematuro nos Estados Unidos. Temos hoje um risco de que isso se repita. Em 2009, com o início da recuperação, ressurgiram ideias conservadoras sobre desequilíbrios fiscais e dívida pública. Políticas contracíclicas foram abandonadas por europeus e americanos. Nos EUA, a vitória dos republicanos, em 2010, tornou impossível um novo programa de incentivos fiscais. A política contracíclica ficou, assim, a cargo do Fed. Os limites dessa política são claros: não adianta só colocar dinheiro nos bancos se a demanda por empréstimos está baixa.

Esse cenário, com a crise do euro e a desaceleração dos emergentes, indica que pode haver uma segunda recessão mundial. Mesmo assim, adoto um "pessimismo moderado": a economia americana continuará patinando e a zona do euro vai ficar empurrando sua crise com a barriga, implementando soluções ad hoc conforme os problemas forem aparecendo. (Págs. 1 e A16)
Europeus recriam seus 'BNDES'
Diante da enorme retração do crédito nos bancos comerciais privados, Reino Unido e França estão criando bancos estatais de fomento, espécie de mini-BNDES, para ajudar empresas a se financiarem. A Grécia também planeja criar uma instituição com o mesmo objetivo.

A intervenção do Estado na economia cresce empurrada pela crise e recessão, que ameaçam quebrar muitas companhias. Os bancos públicos estão no centro de novas políticas industriais também para enfrentar a concorrência maior de economias emergentes. (Págs. 1 e A15)
Projeto SIX, à espera da presidente
Sem alarde, começaram as obras em Ribeirão das Neves, onde será construída a primeira fábrica do país de placas de silício para a montagem de semicondutores. O projeto, de US$ 500 milhões, vem sendo tratado com máxima discrição pelos principais acionistas, o grupo EBX, de Eike Batista, e o BNDES, que deverão ter cada um cerca de 30% do investimento. No governo de Minas, que tem uma participação menor no negócio, a regra também é o silêncio, já que haveria pedido de Brasília para deixar que a presidente Dilma Rousseff divulgue detalhes do empreendimento. O projeto começou sendo tratado pelo nome de Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS). Agora, foi rebatizado: SIX. (Págs. 1 e B2)
PT teme 'fatos extraordinários' no mensalão
A dinâmica do julgamento do mensalão, que continua hoje no STF, tornou irrelevantes acordos feitos entre réus ou grupos de acusados antes de 2 de agosto: a menos que surja um fato novo, estão todos a caminho da guilhotina. Essa é a avaliação consensual no PT. Mas ainda há quem considere que possam ocorrer "fatos extraordinários" e até a possibilidade de uma das condenações ser revertida - a de José Genoino, ex-presidente do PT. Possível, mas pouco provável.

Entre os "fatos extraordinários", haveria dois riscos. Delúbio Soares, que assumiu ter feito os empréstimos, estaria magoado e sentindo-se abandonado pelo PT. O outro é o publicitário Marcos Valério, que de vez em quando envia sinais de que pode "falar tudo". Segundo a revista "Veja", ele teria dito a interlocutores que Lula chefiou o esquema de propina do mensalão. Mas o advogado do publicitário negou que ele tenha feito as declarações. (Págs. 1 e A10)
Paulo Skaf elogia o pacote do setor elétrico e critica Cesp e Cemig (Págs. 1 e A5)

ANP multa Chevron em R$35 milhões pelo vazamento de 2011 (Págs. 1 e B9)

Terceira maior indústria de sorvetes do país, Jundiá planeja expansão, diz Bergamini (Págs. 1 e B6)

Preços tiram US$ 9 bi de exportações
Em razão da crise mundial, a redução dos preços internacionais de 19 dos principais produtos da pauta de exportações brasileiras levou a uma perda de quase US$ 9 bilhões no ano, até agosto. (Págs. 1 e A3)
SP vai licitar aeroportos
Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) pretende transferir à iniciativa privada a administração de pelo menos dez de seus 31 aeroportos, entre eles os de maior movimento, como Ribeirão Preto, Bauru, Campinas e Sorocaba. (Págs. 1 e A4)
Oportunidade olímpica
Junto com CBF e parlamentares da “bancada da bola”, clubes de futebol querem propor ao governo a troca de parte de suas dívidas fiscais por um trabalho de massificação dos esportes olímpicos, usando a estrutura das agremiações, diz Peter Siemsen, presidente do Fluminense. (Págs. 1 e A6)
Caterpillar na cadeia do pré-sal
A Caterpillar, um dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos para constru¬ção e mineração, vai produzir no Brasil grupos geradores de grande porte, usados em plataformas de petróleo. (Págs. 1 e B1)
Etihad voará para o Brasil
A partir de junho de 2013, a Etihad, companhia aérea controlada pelo governo de Abu Dhabi, será a terceira empresa árabe a voar para o Brasil, com voos diários a partir do aeroporto de Guarulhos. (Págs. 1 e B4)
Agronegócio vai vem na Bolsa
As ações das empresas ligadas ao agronegócio registram uma forte recuperação em 2012. Das 15 companhias do setor listadas na BM&FBovespa, 9 viram seus papéis subirem acima do Ibovespa no ano. (Págs. 1 e B16)
DI curto já perde da inflação
Com a queda dos juros, a maioria dos fundos DI já deve apresentar retorno real negativo nas aplicações de 12 meses, considerando a expectativa de inflação, levando os investidores a aceitar mais riscos para ao menos garantir a correção monetária. (Págs. 1 e D2)
Oportunidades para estrangeiros
Sem muitas opções em seus próprios mercados, empresas estrangeiras de recrutamento de pequeno e médio porte buscam parcerias com firmas brasileiras do setor para “escoar” parte de seus bancos de dados com profissionais de boa qualificação. (Págs. 1 e D3)
Bafômetro nas empresas
Em atividades de risco, a Justiça do Trabalho tem admitido que empresas submetam os empregados a testes de bafômetro, sem que isso implique condenações por dano moral. O procedimento, no entanto, deve incluir todos os funcionários da mesma área. (Págs. 1 e E1)
Adicional ao aviso prévio
O Tribunal Superior do Trabalho aprovou mudanças em 12 súmulas e a criação de outras seis, entre elas a que limita o pagamento de mais três dias de aviso prévio por ano trabalhado apenas aos demitidos após a Lei 12.506, de 11 de outubro de 2011. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Sérgio Leo

Está em curso um trabalho pouco visível, sob o rótulo batido de inovação, que poderá beneficiar muito o país. (Págs. 1 e A2)

Luiz Carlos Mendonça de Barros

Em 2013, poderemos voltar a ter na economia mundial um período de mais racionalidade e menos especulação. (Págs. 1 e A15)
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sábado, setembro 15, 2012

EDITORAL [In:] 'BRAZIL BIG BOSS'


Veja: Lula era o chefe do mensalão




Reportagem diz se basear em declarações de Marcos Valério
Dinheiro total movimentado pelo esquema teria chegado a R$ 350 milhões
Do ponto de vista jurídico, o efeito pode ser nulo. O processo do mensalão está em fase de julgamento e não serão mais acrescentadas provas. Do ponto de vista político, a reportagem da revista “Veja” desta semana pode ter grande impacto na reta final das eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse direto, junto com o PT, em garantir vitórias para alavancar a sigla em 2014.
Entre outras, eis algumas das informações divulgadas por “Veja”:

1) “O caixa do PT foi de R$ 350 milhões” – o valor anotado no processo formal é de R$ 55 milhões. Mas Marcos Valério afirmaria que esse montante seria subestimado. O caixa total do mensalão seria bem maior: “Da SMP&B [uma de suas agências de publicidade] vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”.

2) Lula seria o chefe, junto com José Dirceu: segundo informação que “Veja” atribui a Marcos Valério, empresários se reuniram em várias ocasiões com o então presidente da República para combinar contribuições não declaradas ao PT. A contabilidade informal ficava com o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Frase em “Veja” atribuída a Valério: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.

3) Valério e Lula no Palácio do Planalto: Outra frase em “Veja” atribuída a Valério: “Do Zé [Dirceu] ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. Trata-se de referência à confirguração das salas no Palácio do Planalto.
E mais: “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”.

4) Contato era Paulo Okamotto: outra frase atribuída a Valério: “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”. E mais: “O papel dele era tentar me acalmar”. Okamotto é um amigo antigo de Lula, que hoje trabalha com o ex-presidente no Instituto Lula.
Segundo a reportagem, quando Valério foi preso uma vez pós-mensalão, a mulher do publicitário, Renilda Santiago, foi a São Paulo para falar com Okamotto e pedir que dessem um jeito de soltar o marido. Okamotto teria reagido de maneira brusca, segundo relato atribuído a Valério: “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

5) Delúbio dormia no Palácio da Alvorada: frase atribuída por “Veja” a Valério: “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro”.

6) Dinheiro do Rural teve aval de Lula e de Dirceu: mais Valério, segundo a revista: “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?”. Segundo a reportagem, a decisão do Banco Rural de dar dinheiro emprestado ao PT teria sido um favor direto ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?”. Sobre José Augusto Dumont (morto em 2004), que presidiu o Rural, “Veja” diz que Valério falou: “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’ (…) Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

Em resumo, a reportagem da revista “Veja” fala que teve acesso a “revelações de parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, o empresário e publicitário que teria sido o operador do esquema do mensalão, descoberto em 2005.
Segundo a revista, “o publicitário começa a revelar os segredos que guardava –entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo”. Esse foi sempre um dos grandes pontos de interrogação do mensalão: Lula sabia ou não sabia? Ao final, o ex-presidente acabou sendo poupado e não foi incluído como réu na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
Marcos Valério é um dos réus e o que deve pegar o maior número de anos de prisão pelos delitos cometidos. “Veja” faz uma conta e afirma que os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato, evasão de divisas e formação de quadrilha podem dar a Valério mais de 100 anos de reclusão.
A revista colocou um trecho da reportagem em seu site.

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Mensalão

Marcos Valério envolve Lula no mensalão

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo

Rodrigo Rangel
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo (Cristiano Mariz)
Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.
Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.
Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. "Lula era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. Assinada pelo editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, a reportagem tem cinco capítulos - e o primeiro deles pode ser lido abaixo:


"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"

"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"


Leandro Martins/Futura Pres
O CHEFE:  Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão
O CHEFE: Segredo guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do mensalão
A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. "Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA", afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras não." O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: "Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

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sexta-feira, setembro 14, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] ESCAMBO


















...
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

14 de setembro de 2012


O Globo

Manchete: Governo reduz encargo em folha para mais 25 setores
Objetivo é estimular criação de empregos e tornar economia mais competitiva

Empresas beneficiadas vão de indústrias de carnes a transporte aéreo, na segunda rodada de incentivo para contratação

O governo decidiu estender a mais 25 setores a redução de encargos com mão de obra. O benefício não tem prazo para acabar, mas vai durar, no mínimo, todo o mandato da presidente Dilma Rousseff. As empresas passam a poder recolher entre 1% e 2% do seu faturamento bruto em vez de contribuir com o INSS. A diferença será bancada pelos cofres públicos. Na lista, estão indústrias de aves, de pães e massas, além de transportes aéreo, marítimo e rodoviário. (Págs. 1 e 29 e Míriam Leitão)

Números

25 novos setores contemplados
15 já foram desonerados
Custo para a União:
R$12,83 bilhões em 2013
R$60 bilhões até 2016
Ataques a embaixadas se alastram
Apesar do reforço em suas missões diplomáticas e de apelos por calma, os EUA enfrentaram novos protestos violentos de muçulmanos, que se alastraram por embaixadas, deixando quatro mortos no Iêmen e 214 feridos no Egito. O descontrole nas ruas e a forma distinta com que governos árabes reagiram levaram a secretária Hillary Clinton a condenar o filme "Inocência dos muçulmanos": "Os EUA não têm absolutamente nada a ver com esse vídeo." (Págs. 1, 37 a 39 e editorial “Perseverar na Primavera Árabe”)
Obama cobra: 'Egito não é aliado nem inimigo' (Págs. 1 e 37)

Patrícia Kogut: A primavera que não acaba

"As mortes minam a alegação de Obama de que o fim de Bin Laden foi um golpe fatal no islamismo radical". (Págs. 1 e 38)
Freixo diz ser contra ‘política de remoções’
Na quarta entrevista com candidatos a prefeito, Marcelo Freixo (PSOL) atacou a "política de remoções" e propôs análise caso a caso, até em áreas griladas por milicianos. Ele quer rever a licitação de linhas de ônibus e admite anular a cessão da área do autódromo para construção do Parque Olímpico. (Págs. 1, 8 e 9)
Russomanno se distancia de Serra e Haddad em SP
Ibope aponta candidato do PRB com 35% das intenções de voto. Serra ficou com 19%. Haddad, 15%. (Págs. 1 e 13)

Campos vai a SP para reaproximar PSB e PT
Presidente do PSB encontrará Lula e Fernando Haddad. Em BH, no entanto, desavenças crescem. (Págs. 1 e 14)
Valérío: no mínimo, 13 anos de prisão
O STF condenou ontem oito por lavagem de dinheiro e só absolveu dois. Marcos Valério e seus ex-sócios já somam condenações suficientes para receber pena de 13 anos, em regime fechado. Eles têm duas condenações por corrupção ativa, três por peculato e uma por lavagem. (Págs. 1, 3 e 4)
CSN polui solo de conjunto popular
O Ministério Público pediu à Justiça a remoção, custeada pela CSN, de 750 famílias de um conjunto habitacional em Volta Redonda cujo solo está contaminado há 13 anos por resíduos tóxicos da siderúrgica: chumbo, naftaleno e benzeno, entre outros. (Págs. 1 e 21)
Petrobras deve se explicar à ANP
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a Petrobras por causa de queda de até 76% na produção em áreas exploradas na Bacia de Campos. Segundo especialistas, sem folga no caixa, a estatal reduziu os investimentos para dar prioridade ao pré-sal. (Págs. 1 e 33)
Aumento será de até 25% em 2013
Os ocupantes de cargos de confiança do Executivo federal — os chamados DAS — terão em 2013 aumentos que variam de 5,3% a 25%. O maior reajuste será na categoria 6, que tem os salários mais altos. O governo Dilma Rousseff ocupa 22.149 cargos de confiança. (Págs. 1 e 6)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Protestos anti-EUA se espalham
Representações americanas no Oriente Médio são alvo de manifestações contra filme satírico; 5 morrem no Iêmen

Protestos contra um filme anti-islâmico produzido nos EUA, que resultaram na morte do embaixador americano na Líbia, se espalham pelo Oriente Médio.
No Iêmen, manifestantes invadiram a embaixada e arrancaram a bandeira americana. Forças do país mataram cinco invasores. (Págs. 1 e Mundo A18 e A20)
Governo desonera a folha de pagamento de 25 setores
O governo anunciou a desoneração da folha de pagamento de mais 25 setores em 2013, totalizando 40 áreas beneficiadas. Entre eles, indústrias de alimentos e farmacêuticas. A empresa deixará de pagar 20% de contribuição previdenciária sobre a folha e recolherá entre 1% e 2% sobre o faturamento.

Com a folha de pagamento “mais barata”, a medida faz empresas estudarem políticas de terceirização e suspenderem demissões. Para empresários, o plano estimula o emprego formal e ajuda a tornar as companhias mais competitivas. A perda de arrecadação será de R$ 13 bilhões em 2013. (Págs. 1 e Mercado B1)
STF condena oito e confirma que mensalão lavou dinheiro
Por maioria, os ministros do STF condenaram oito réus do mensalão por lavagem de dinheiro, entre eles Marcos Valério e ex-dirigentes do Banco Rural. Os ministros afirmaram que os envolvidos tentaram esconder os saques, o que complica a situação dos políticos que receberam os recursos. (Págs. 1 e Poder A6)
Igreja Católica ataca Universal e partido de Russomanno
A Arquidiocese de São Paulo acusou a campanha de Celso Russomanno (PRB) e a Igreja Universal de fomentar a intolerância religiosa num artigo no qual um pastor aliado do candidato vincula a Igreja Católica à proposta de distribuição do “kit gay”. Russomanno não se manifestou. (Págs. 1 e Poder A12)
Haddad afirma que não dará cargos a Maluf e critica Serra
0 candidato a prefeito de SP, Fernando Haddad (PT), disse na Sabatina Folha/UOL que Paulo Maluf (PP) não terá cargo em sua gestão. “Não vai levar nada.”
0 petista criticou os ataques de José Serra (PSDB), mas o responsabilizou pelas mortes de sete pessoas no metrô, em 2007. (Págs. 1 e Poder A16)
Vivian Whiteman
Camisa azul é pretinho básico de qualquer político em campanha. (Págs. 1 e Poder A12)
Escândalo abala campanha de rival de Chávez na Venezuela (Págs. 1 e Mundo A22)

Editoriais
Leia “Primavera ameaçada”, a respeito de onda de violência em países islâmicos, e “Caçadas a Pedrinho”, acerca de polêmica sobre Monteiro Lobato. (Págs. 1 e Opinião A4)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Imposto de 25 setores é reduzido e governo estuda mais medidas
Desoneração de folha de pagamentos será de R$ 60 bilhões em 4 anos, diz Mantega

Com o objetivo de reduzir o custo da produção e estimular queda de preços, o governo anunciou que empresas de 25 setores deixarão de recolher em 2013 a contribuição ao INSS de 20% sobre a folha de salários. Em troca, pagarão 1% ou 2% sobre o faturamento. As empresas que comprarem máquinas e equipamentos receberão incentivo. No total, 40 setores serão beneficiados. Até 2016, o governo estima que o benefício terá custado R$ 60 bilhões. O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que novas medidas serão adotadas. (Págs. 1 e Economia B1)

Coutinho defende reforma
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ao Estado que o desafio agora é a reforma tributária, com corte de imposto para investimento. (Págs. 1 e B4)

Russomanno cresce quatro pontos e amplia vantagem
Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra que, na disputa pela Prefeitura de SP, Celso Russomanno (PRB) subiu de 31% para 35% em duas semanas. José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados tecnicamente em segundo lugar, oscilaram um ponto porcentual para baixo e ficaram com 19% e 15%, respectivamente. Gabriel Chalita (PMDB) tem 6% e Soninha Francine (PPS), 4%. Nas simulações de segundo turno, Russomanno venceria Serra e Haddad por 52% a 25% e 50% a 25%. (Págs. 1 e Nacional A4)
Marta assume Cultura com verba 65% maior em 2013
A presidente Dilma Rousseff deu posse ontem à senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Ministério da Cultura, em substituição a Ana de Hollanda, que deixou o cargo após longo processo de fritura. A presidente destacou o volume de recursos destinados à pasta em 2013: R$ 3 bilhões, aos quais poderão ser somados R$ 2,1 bilhões provenientes de leis de incentivo à cultura, um aumento de 65% em relação a 2012. (Págs. 1 e Nacional A11)
Valerioduto lavou dinheiro, diz Supremo
A máquina operacional do mensalão, o chamado valerioduto, foi condenada ontem pela maioria do Supremo. O tribunal condenou por lavagem de dinheiro os réus dos chamados núcleos publicitário e financeiro. Na próxima semana, o STF passa a decidir se essa máquina foi usada para a compra de apoio no Congresso ou para financiar despesas de caixa dois eleitorais. (Págs. 1 e Nacional A10)
Para mães, saúde do filho é essencial
Mães de crianças menores de 3 anos consideram que cuidar da saúde do filho é mais importante do que dar carinho, brincar ou conversar, revela pesquisa Ibope. (Págs. 1 e Vida A15)
John Markoff
As redes e as urnas

Estudo publicado na Nature mostra que usuários do Facebook estimulados a votar comparecem mais. O impacto, no entanto, é limitado. (Págs. 1 e Visão Global A14)
Fernando Gabeira
Mensalão e mensalinhos

Enquanto se julga o mensalão em Brasília, em Roraima há 32 mil funcionários públicos. O empreguismo é uma segunda natureza no País. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Milton Hatoum
Reféns do fanatismo

Os candidatos a prefeito de São Paulo deviam parar com essa romaria em busca de votos de fiéis e lembrar que o Estado brasileiro é laico. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)
Notas & Informações
Alerta de tsunami monetário

Bilhões de dólares poderão inundar os mercados se o Fed prolongar o afrouxamento monetário. (Págs. 1 e A3)
Hostilidade contra os EUA se espalha
Manifestantes tentam invadir embaixada dos EUA no Iêmen: missões diplomáticas americanas voltaram a ser alvo, ontem, de multidões em fúria em países islâmicos. No Cairo e no Iêmen foi hasteada bandeira usada pela Al-Qaeda. Os protestos estão relacionados ao filme Inocência dos Muçulmanos. (Págs. 1 e Internacional A12 e A13)


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Correio Braziliense

Manchete: Gibi de R$ 1 milhão derruba administrador
A demissão saiu dois dias depois de a repórter Lilian Tahan, do Correio Braziliense, denunciar que o administrador de Águas claras, Manoel Carneiro, gastou R$ 1 milhão para produzir 250 mil gibis e CDs infantis. Tudo sem licitação e numa editora cujo vice-presidente é um amigo de longa data. O dinheiro era parte de uma emenda parlamentar de autoria do deputado distrital Olair Francisco (PTdoB), que autorizou a mudança de destinação da verba. Só neste ano, Carneiro torrou R$ 3,89 milhões em eventos, quase sempre sem licitação. O valor é mais de 2,5 vezes o que ele investiu em obras: R$ 1,4 milhão. As denúncias revoltaram moradores do bairro, carente de infraestrutura como asfalto, iluminação, escolas e postos de saúde. (Págs. 1 e 27)
Governo abre cofre já de olho na reeleição
Com as medidas para reduzir custos de empresas com folha de pagamento e investimentos, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões. Mas espera salvar o PIB do ano que vem e do de 2014, quando estará em jogo a disputa eleitoral que pode garantir um segundo mandato a Dilma. (Págs. 1 e 9)
Ivan Camargo, novo reitor, quer unir UnB
Numa votação apertada, o professor da Faculdade de Tecnolgia obteve 51,4% dos votos e venceu a disputa com Márcia Abrahão. Ao correio, ele disse que o desafio agora é apaziguar a universidade. (Págs. 1, 25 e 26)
Marta tenta evitar que e-mail cause prejuízos a Haddad (Págs. 1, 2, 3 e Nas Entrelinhas, 4)

Mensalão: STF condena sete por formar quadrilha (Págs. 1 e 5)

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Valor Econômico

Manchete: Fed banca maior liquidez e dá novo ânimo a mercados
Uma semana depois de o Banco Central Europeu anunciar que comprará quantidades ilimitadas de títulos dos países em crise, o Fed americano comprometeu-se com um vigoroso terceiro capítulo da série de afrouxamentos monetários que tem executado para garantir a recuperação da economia. As novas ondas de liquidez, que se formam agora dos dois lados do Atlântico, devem trazer mais negócios e mais volatilidade aos ativos brasileiros. O real deve sofrer pressões de valorização e a bolsa, após meses chegando aos 60 mil pontos para escorregar novamente, agora tem espaço, segundo consultorias e analistas, para buscar os 70 mil pontos. Ontem, no movimento altista global, ela subiu 3,4% e fechou aos 61.958 pontos.

O ensaio dos mercados, após o anúncio das novas ações do Fed, desenha algumas tendências de curto prazo que podem se firmar. A bolsa de Nova York, com a qual a Bovespa tem boa correlação, subiu para seu maior nível desde dezembro de 2007 e a Nasdaq, para o maior desde novembro de 2000. O volume de negócios na Bovespa ontem parece indicar espaço para arrancadas - R$ 11,8 bilhões, um dos maiores da história e em dia sem vencimento de opções. (Págs. 1, C1 e C2)





Desoneração já atinge 25% da indústria
Com a ampliação anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração da folha de pagamentos passará a beneficiar segmentos que representam ao menos 25,4% do valor bruto da produção industrial. O impacto deverá ser maior, porque o cálculo, feito com base na pesquisa industrial do IBGE, deixou de fora segmentos menores que não aparecem de forma discriminada nos dados divulgados pelo governo. Muitas das indústrias mais representativas na produção já estavam na lista inicial de 15 setores, mas entre os 25 novos há segmentos de peso, como papel e celulose, medicamentos e ferramentas.

O impacto fiscal da medida será de R$ 12,8 bilhões em 2013. Esse valor será descontado dos R$ 15,2 bilhões previstos no Orçamento de 2013 para essa finalidade. Mantega anunciou ainda que o prazo para depreciação acelerada na aquisição de bens de capital foi reduzido de dez para cinco anos. (Págs. 1 e A3)


Amil disputa hospitais em Portugal
Quatro anos após encerrar suas atividades nos Estados Unidos, a Amil quer voltar a atuar no exterior. A estratégia da maior operadora brasileira de planos de saúde é ter Portugal como a porta de entrada para a Europa. A empresa de Edson Bueno está entre as três finalistas de uma disputa que poderá lhe dar a posse de cinco hospitais e a gestão por dez anos de uma unidade hospitalar. Os ativos pertencem à Caixa Geral de Depósitos (CGD). O negócio, da ordem de € 100 milhões, deve se definir até o fim do mês.

A Amil só vai entrar com o plano de saúde em Portugal se for vitoriosa na disputa. O grupo busca um sócio estrangeiro, minoritário, para reforçar sua estratégia de internacionalização. (Págs. 1 e B4)

Europa vende açúcar acima de sua quota
O volume das exportações de açúcar da União Europeia deverá superar em 50% o limite autorizado pela Organização Mundial do Comércio no ano-quota que começou em outubro de 2011 e termina em setembro, o que poderá se tornar um novo foco de atrito com o Brasil e outros países produtores.

Num mercado internacional com preços em alta, a UE deverá fechar o período com 792 mil toneladas a mais do que o volume máximo de exportação acordado. Mas os europeus consideram que o excesso é "contábil". Levando-se em conta os últimos três anos, as vendas da UE ficaram 22,4% acima do teto. (Págs. 1 e B14)



FGTS procura os donos de R$ 600 mi
O Ministério Público do Trabalho está à procura dos donos de R$ 600 milhões depositados no FGTS. O montante foi acumulado desde a criação do fundo, em 1967, por empresas ou prefeituras que não identificaram os trabalhadores beneficiados no momento do depósito. Em abril, a Caixa Econômica Federal e o Ministério Público firmaram acordo para encontrar os donos desse dinheiro.

A parceria entre Caixa e Ministério Público começou em 2010, em um projeto-piloto no município de Monsenhor Tabosa, no Ceará, que à época tinha 16,7 mil habitantes. Servidores da prefeitura procuraram o Ministério Público alegando que o FGTS não estava sendo depositado em suas contas. Na verdade, a verba era depositada, mas o município não informava os nomes dos servidores. Desde então, foram encontrados, no Ceará e no Piauí, 23 mil trabalhadores donos de cerca de R$ 7 milhões. (Págs. 1 e E1)


Os 14 de Russomanno, de Machado a Turco Loco
Campos Machado, cacique à moda antiga do PTB, é o comandante político da candidatura que tira o sono de petistas e tucanos em São Paulo. Ele apostou em Celso Russomanno (PRB) quando quase todos acreditavam que ele seria um "cavalo paraguaio" com o início do horário eleitoral. "Diziam que era uma loucura. Mas ele é cavalo britânico, prontinho pra correr dez milhas sem cansar", diz o deputado estadual de seis mandatos.

Campos Machado dá o tom do conselho político que se reúne todas as segundas-feiras. Ali, um grupo de 14 políticos, além de Russomanno, se encontra para traçar as linhas da campanha. São quatro do PTB, quatro do PRB e outros quatro das demais legendas coligadas, entre as quais o PTN, cuja representante é Renata Abreu, filha do ator José de Abreu. Participam, ainda, Adilson Barroso, presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), e o empresário e ex-deputado pelo PSDB Alberto Hiar, o Turco Loco, dono da grife Cavalera. (Págs. 1 e A12)


Desordem nas engrenagens da civilização
O Valor me convida para arriscar prognósticos sobre a crise. Não sei se abuso da confiança do jornal, mas vou traduzir livremente o significado de prognósticos. Sabedor das precariedades das previsões, farei "perguntas ao futuro".

Primeira pergunta: quando homens e mulheres vão desfrutar da abundância e dos confortos que o capitalismo oferece em seu desatinado desenvolvimento?

Desconfio que o mundo não padeça apenas sofrimentos de uma crise periódica do capitalismo, mas, sim, as dores de um desarranjo nas engrenagens que sustentam a vida civilizada, sob o olhar perplexo e impotente das vítimas. (Págs. 1 e 16)


Bancos brasileiros captam recursos na América do Sul (Págs. 1 e C11)

Os limites éticos da publicidade dirigida às crianças (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Governo avalia malha para trens-bala
Os planos do govemo vão além do trem-ba-la entre Campinas, São Paulo e Rio. O Ministério dos Transportes já estuda a viabilidade de ligações de São Paulo a Curitiba, Belo Horizonte e Triângulo Mineiro. (Págs. 1 e A5)
US Airways tenta barrar Gol nos EUA
A US Airways tenta barrar no Departamento de Transportes dos EUA pedido da Gol de renovação de autorização para voos fretados ao país. A aérea americana reclama que tenta há dois anos obter acesso ao aeroporto de Guarulhos para uma rota diária. (Págs. 1 e B1)
NeoAssist mira o exterior
A NeoAssist, companhia brasileira especializada em software para comércio eletrônico, recebeu aporte de R$7 milhões da Green Technology. Os recursos serão direcionados à estruturação de novas operações, principalmente em países da América Latina e Europa, diz Roy Nasser. (Págs. 1 e B3)
Rakuten trás 'e-reader' Kobo ao país
A japonesa Rakuten começa a vender seu “e-readers” da marca Kobo em outubro no Brasil, exclusivamente na Livraria Cultura, que também vai oferecer todo acervo de mais de 2,6 milhões de livros digitalizados. (Págs. 1 e B5)
Venda de motos ainda derrapam
Com queda de 17,4% nas vendas deste ano até agosto, as fabricantes de motocicletas continuam fazendo ajustes para reduzir a produção, enquanto negociam com o govemo medidas para destravar o crédito. (Págs. 1 e B6)
HB20, da Hyundai, terá lojas próprias
A Hyundai terá uma rede de concessionárias exclusiva para a venda do HB20, carro compacto que será fabricado em Piracicaba (SP). A decisão afasta a possibilidade da companhia usar a estratura já montada por seu representante no país, o grupo Caoa. (Págs. 1 e B6)
Ibama libera Bacia de Santos
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença Prévia à Petrobras para iniciar a produção de petróleo e gás no pré-sal da Bacia de Santos. (Págs. 1 e B9)
Eólica de Geribatu inicia obras
A Eletrosul e o fundo de investimento em participações Rio Bravo iniciam neste mês a implantação do complexo eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar(RS), com investimentos R$ 1 bilhão. (Págs. 1 e B9)
Seca agrava queimadas
O clima seco em grande parte do país tem contribuído para incêndios no campo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), neste mês foram registrados mais de 33,8 mil focos, 51% mais que em igual período de 2011. (Págs. 1 e B12)
Exportações de melão para os EUA
Comitiva de empresários brasileiros negocia com autoridades americanas a abertura dos Estados Unidos às exportações de melão brasileiro. O mercado é estimado em US$ 130 milhões. (Págs. 1 e B14)
Ideias
Claudia Safatle

Recessão na indústria foi produto da queda dos investimentos e não da valorização da taxa de câmbio. (Págs. 1 e A2)

Maria Cristina Fernandes

O que importa para entender Russomanno, em São Paulo, é saber que vácuo ele ocupou face ao descrédito geral. (Págs. 1 e A6)
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