PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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segunda-feira, março 26, 2007

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Infraero registra atrasos em 37 vôos em Cumbica; 11 são desviados. Os passageiros enfrentam nesta segunda-feira o terceiro dia consecutivo de problemas no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos (região metropolitana), devido ao nevoeiro. Com o equipamento que auxilia as operações em ocasiões de baixa visibilidade inoperante, os pousos foram suspensos no terminal das 5h25 às 7h40. Folha Online.
Cálculos do INSS na Justiça. Cerca de 430 segurados do INSS poderão ser beneficiados por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Eles receberam o benefício entre março e julho de 2005, quando entrou em vigência a medida provisória que alterava o cálculo do auxílio-doença e auxílio-acidente. A ação no STF pede o cancelamento dos efeitos da medida. Tribuna do Paraná, Paraná Online.
Serra tem avaliação pior na capital paulista, aponta pesquisa Datafolha. Pesquisa Datafolha divulgada na edição desta segunda-feira da Folha mostra que a gestão de José Serra no governo de São Paulo é aprovada por 39% dos paulistas nos três primeiros meses do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes. Folha Online.
O Brasil pretende assinar acordos comerciais com a Itália nas áreas da produção de remédios, etanol e biodiesel. A informação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante seu programa de rádio, Café com o Presidente, em que comentou sobre a visita do primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, ao País. "Já há algum tempo nós temos conversado com os empresários italianos, já visitei a Confederação das Indústrias na Itália. Eles já visitaram o Brasil", disse Lula, que aproveitou o programa desta segunda-feira para anunciar que viajará para os Estados Unidos, onde terá novo encontro com o presidente norte-americano, George W. Bush. O Estadão.
ANP lança cartilha sobre venda de diesel-biodiesel. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lançará nesta segunda-feira (26) uma versão atualizada da Cartilha dos Postos de Revenda, que introduz normas para comercialização da mistura diesel-biodiesel (B2), obrigatória em todo o país a partir de janeiro de 2008. AB, Bondenews, Folha Londrina.
Tarso não chega a acordo com movimento grevista da PF. No esforço para acalmar os ânimos e evitar a primeira greve nacional no segundo mandato do governo Lula, o ministro da Justiça, Tarso Genro, reuniu-se nesta segunda-feira, 26, com as categorias que integram a Polícia Federal. Apesar do esforço, Genro não conseguiu dissuadir os policiais do movimento e na próxima sexta-feira haverá uma paralisação de advertência de 24 horas, preparatória da greve geral. Vanildo Mendes, O Estadão, Brasília.

ESTADO BRASILEIRO: O "TAMANHO" DOS PRECATÓRIOS

Dívida de R$ 62 bi leva o Senado a discutir saída para os precatórios:

Em meio a uma queda-de-braço entre a classe dos advogados e os governadores, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), tentará mobilizar os líderes do Senado, nesta semana, para retomar a discussão e a votação do projeto de emenda constitucional que limita os gastos de Estados e municípios com pagamento de precatórios - dívidas decorrentes de sentença judicial contra a administração pública. No último levantamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), há um ano e meio, o estoque dessas dívidas com pessoas físicas e jurídicas - incluindo indenização por terras e verbas salariais - já ultrapassava os R$ 62 bilhões. Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a proposta de teto anual para a quitação dos precatórios é inconstitucional por representar um confisco e uma ameaça à efetivação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pela instabilidade jurídica que cria. OAB e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entregam amanhã ao Congresso um substitutivo ao Projeto de Emenda à Constituição (PEC) nº 12, que trata do tema. Um dos argumentos levantados pelas entidades é um estudo mostrando que a Prefeitura de São Paulo levaria 45 anos para pagar os atuais credores de precatórios com a regra da PEC. No Espírito Santo, seriam precisos 140 anos para honrar todas as atuais dívidas. A PEC em tramitação no Congresso prevê que, caso opte pelo “regime especial” de pagamento de precatórios, o Estado terá de reservar 3% de sua despesa primária para essa finalidade e os municípios, 1,5%, mais do que o dobro do que gastam hoje. Em compensação, são autorizados a promover uma espécie de leilão público em que aceitam quitar o precatório de quem oferece o maior desconto sobre o valor devido.O relator do projeto, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), admite que alguns Estados já pressionam para que esse índice seja reduzido para 2%. “Se estivéssemos falando de uma nova moratória de 15 anos, seria uma tremenda violência, um absurdo. Mas em 15 anos, todos receberiam. Agora, falar em 45 anos, 140 anos, é um calote, um confisco”, ataca o presidente da Comissão de Precatórios da OAB-SP, Flávio Brando. O assunto é tão espinhoso e, ao mesmo tempo, importante para os governadores que fez parte da pauta da última reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto, há 15 dias. Na ocasião, os governadores pediram e, aparentemente, receberam o apoio do Palácio do Planalto para aprovar novas regras sobre pagamento de precatórios, aliviando a pressão sobre os cofres estaduais e municipais. Atualmente, na prática, muitos precatórios já são quitados com o chamado “deságio”, que em alguns casos chega a 70% do valor original da sentença judicial, mas isso depois de um processo de negociação que envolve a participação dos escritórios de advocacia. Por isso, há um grande interesse e temor dos advogados de perder sua parte nesse lucrativo mercado de precatórios. Apesar das críticas da classe à PEC, a sua concepção se deve justamente à equipe de um dos mais renomados juristas do País, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim. Durante sua presidência no STF, em 2004 e 2005, Jobim promoveu uma série de debates para construir um texto consensual que garantisse uma saída ao problema.No início de 2006, Renan assumiu a paternidade oficial da proposta ao apresentá-la sob a forma de emenda constitucional. Mas a PEC permaneceu em banho-maria na Comissão de Constituição e Justiça até o final do ano passado, quando realizou-se a primeira audiência pública para discutir o tema.“A PEC dos precatórios é uma das minhas prioridades. Tenho conversado com o (José) Serra e pretendo colocá-la em votação ainda no primeiro semestre”, disse Renan, revelando o interesse que o assunto desperta no governador paulista. Nos bastidores, José Serra (PSDB) tenta costurar um amplo acordo para aprovar a emenda constitucional. Além de reservar 70% do valor de pagamento dos precatórios para os leilões e 30% para a lista dos menores precatórios, a PEC também prevê a possibilidade de compensação entre dívidas. Ou seja, se uma empresa deve tributos ao Estado e, ao mesmo tempo, é credora de um precatório, só terá direito de receber a diferença entre esse precatório e a dívida com a Fazenda estadual. Na sua versão original, a proposta elaborada pelo STF também beneficiava os governadores ao excluir o valor pago de precatórios da receita que serve de base de cálculo das parcelas da dívida com a União e do piso de gastos com saúde e educação. Assim, a despesa adicional com precatórios seria compensada parcialmente com um menor gasto com essas vinculações. Mas o Ministério da Fazenda e as bancadas da saúde e educação são contra. Sérgio Gobetti e Ricardo Brandt, O Estadão.

REFORMA MINISTERIAL: MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA

PDT aguarda definição de Lula sobre Ministério da Previdência

O PDT aguarda a definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escolha de um nome para chefiar o Ministério da Previdência. A expectativa do partido é que Lula nomeie nesta semana um quadro do PDT para a pasta.O PDT indicou para o presidente Lula os nomes do presidente do partido, Carlos Lupi, e do secretário-geral da legenda, Manuel Dias.Segundo o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, as conversas com o PDT estão avançadas para que o presidente Lula defina o novo titular da pasta. da Folha Online, em SP e Brasília.

AQUECIMENTO GLOBAL: Entrevista com os Economistas SACHS E DOWBOR

Especialistas discutem alternativas ao aquecimento global:

Segundo Ignacy Sachs, é preciso reduzir o consumo da energia, e não só substituir o petróleo. Para Ladislau Dowbor, os biocombustíveis podem ser socialmente benéficos se a agricultura familiar for integrada.

SÃO PAULO – Dando início a uma série de debates sobre alternativas ao aquecimento global, a Carta Maior reuniu no dia 10 de março, em seu estúdio, os professores Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor, entrevistados por Flávio Aguiar, editor-chefe, e Bernardo Kucinski, editor-associado. Na pauta de discussões, as possibilidades de substituição dos combustíveis fósseis por renováveis e a sustentabilidade desse processo. Para o eco-sócio-economista Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, não basta substituir. “Temos que começar a colocar no centro da estratégia a redução do perfil do consumo da energia, o aumento da eficiência do uso final da energia, e só depois colocar, em terceiro lugar, o problema das substituições”, diz ele, que aposta ser possível compatibilizar um aumento da produção dos biocombustíveis com o objetivo da segurança alimentar. Na mesma linha, o economista Ladislau Dowbor, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), avalia que é possível aproveitar “essa demanda, essa valorização, em termos de produção de renda, que a associação da agricultura com a produção de matéria energética através de culturas consorciadas, de se associar a agricultura alimentar com a produção energética”. Ele ressalta, porém, que se apenas os interesses empresariais prevalecerem, a monocultura pode ser destrutiva, como ele já presenciou in loco ao trabalhar em países africanos. Dowbor, formado na Polônia e na França, tem 25 livros publicados e é renomado especialista em economia solidária e organização do trabalho. Sachs, nascido em Varsóvia, em 1927, é professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris desde 1968. Tem mais de 20 livros publicados e dirige o Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França. É um dos maiores especialistas do mundo em desenvolvimento sustentável. A seguir, a primeira parte da entrevista com os pesquisadores, que também será editada em DVD oportunamente.
Flávio Aguiar – O aquecimento global e seus efeitos nocivos são um consenso hoje?
Ladislau Dowbor – Acho que sempre é muito extenso o tempo que os cientistas levarão para adquirirem uma razoável certeza (e quando são responsáveis nunca têm completa certeza, mas apenas uma razoável certeza, o que é um problema) sobre o aquecimento global, e isso alcançar formadores de opinião e depois evoluir para o nível político, onde se possa tomar decisões. E esse processo se torna muito mais lento no caso do aquecimento global, devido a iniciativas como, por exemplo, a da ExxonMobil, que gastou rios de dinheiro metendo matéria na imprensa tentando desacreditar a idéia mesma de aquecimento global (1). Ignacy Sachs – Acho que o trabalho desse grupo de cientistas internacionais está talvez sendo usado como um pretexto para não se passar ao debate político, que tem que ser feito agora. Porque sempre vai haver diferenças de opinião entre os cientistas. Não podemos nos dar ao luxo de esperar até que eles acabem por estar todos de acordo para tomar decisões. Agora, ao mesmo tempo é muito perigoso exagerar essa questão da falta de tempo, porque se não há mais tempo para fazer o que quer seja, a melhor coisa é preparar-se para o fim. Na época da Guerra Fria, circulava no leste da Europa uma piada. O que fazer se começar um alerta atômico? Sem pressa, para não gerar pânico, ir ao armário, pegar o melhor terno, botar camisa branca e gravata escura, e dirigir-se sem correria ao cemitério mais próximo [Risos]. Se não há mais outra coisa a fazer, só nos resta isso. Acho extremamente perigoso este alarmismo. Ele já prejudicou o debate nos anos 70 com o Clube de Roma, que nos dizia que no fim do século XX só haveria uma alternativa: ou morrer por falta de recursos ou morrer por excesso de poluição (2).
Bernardo Kucinski – Queria lembrar outras previsões catastrofistas, como, por exemplo, a explosão demográfica. Mas também nós tivemos algumas histórias de sucesso, como aquela do gás da geladeira (3).
Sachs – Porque era simples e coincidia com os interesses econômicos de um grande grupo industrial. Kucinski – Exatamente. E queria chamar atenção para um outro fato. A expressão aquecimento global é globalizante, mas os efeitos não são os mesmos nas diferentes regiões da Terra. Sachs – Nem serão imediatos. Quando nos dizem que os oceanos vão aumentar em um metro, por exemplo, parece que haverá um aumento imediato, mas não é assim...Kucinski – E lamentavelmente parece que os efeitos no hemisfério norte, que é onde estão os centros de poder, são muito menores do que serão nos países tropicais. Então, há menos urgência nestes países. Está correta essa afirmação? Sachs – Não sei. A única coisa que nós podemos dizer com certeza é que haverá mudanças climáticas e que elas vão se caracterizar pelas amplitudes cada vez maior dos fenômenos. Mais seca, mais inundação, mais tsunami etc. Agora, nós não sabemos como isso vai incidir sobre diferentes áreas. Um exemplo é o da Corrente do Golfo. Uma das hipóteses discutidas é a de que com o derretimento das geleiras da Groenlândia e mesmo da calota polar a Corrente do Golfo vai mudar de rumo. Se isso acontecer, o aquecimento global vai provocar o resfriamento do clima na Europa do Norte. Kucinski – Dowbor – Acho que o que o Ignacy diz é forte. De um lado, nós temos um processo real que exige tomar medidas. Por outro lado, a gente tem que evitar que isso vire um chavão de um tempo, e que tudo mundo liga qualquer problema que acontece a esse processo global e a gente evita de tomar as medidas racionais. (continua...).
Bernardo Kucinski e Flávio Aguiar – Carta Maior.
http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=13756

domingo, março 25, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

Charles Chaplin

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, já fiz amigos eternos, já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, já fui amado e não soube amar.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, já me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas sobrevivi!
E ainda vivo!

Não passo pela vida e você também não deveria passar.
Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve.

A VIDA É MUITO para ser insignificante!
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[Mensagem enviada por Sidney F. Ruy].

sábado, março 24, 2007

EDITORIAL: O TAMANHO DO ESTADO BRASILEIRO !

EDITORIAL – 24 de março de 2007.

O termo “Estado” foi utilizado por algum tempo como referência às nações socialistas, notadamente no período da “guerra fria” entre os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética (URSS). No Brasil também se utilizou, não raro, esse termo para se referir aos governos militares na condição de “estado totalitário”.
Nos anos 80, ainda em vigência os governos militares, cuja centralização de poder em “poucas mãos” e pelas decisões tomadas pelas mesmas, fizeram que aquele período ficasse conhecido como o de “ditadura militar” (1964-1985), principalmente a partir da assinatura do Ato Institucional Número 5 (AI-5)[1], em 13/12/1968, pelo presidente (general Arthur da) Costa e Silva. As manifestações de repúdio a essa medida ganhavam coro através de alguns órgãos da imprensa, alguns políticos, movimentos estudantis (UNE-União Nacional dos Estudantes), sindicatos[2], grupos de guerrilha[3] em formação e pelo “mundo” dos artistas. Nesse clima de indignação social, músicos-compositores, a exemplo de Gilberto Gil[4] e Chico Buarque de Holanda exaltavam essa “opressão” em várias letras-canções, tal como em “Cálice[5]”, utilizando-se da “metáfora sonora” para dizer “cale-se”, no sentido de clamar por um “basta” às decisões dos governos militares que se sucediam a partir do denominado “golpe militar” (31/03/1964), cujas ações e “comandos” iam ao sentido oposto a “democracia”. Outro compositor-cantor (Caetano Veloso) já se manifestara nesse sentido, num “festival da canção” (tão em voga à época como “palco” das manifestações artísticas-políticas-estudantis) a partir da letra de “Alegria, alegria”[6]. Tais protestos, de tempos em tempos, conduziram ao movimento político pela redemocratização do País através de um governo eleito pelo povo (Campanha pelas Diretas Já). Em 15 de janeiro de 1985[7], o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República, que concorria com Paulo Maluf. Tancredo integrava a Aliança Democrática, um grupo de oposição ao governo militar, formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Com a doença e morte de Tancredo Neves, assume o vice-presidente José Sarney (1985/1989). Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição [re]estabeleceu os princípios democráticos no País. A partir de Tancredo Neves, os presidentes eleitos foram: Fernando Affonso Collor de Mello (1990/1992), Itamar Augusto Cantiero Franco (1992/1994), Fernando Henrique Cardoso (1995/1988), Fernando Henrique Cardoso (1999/2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2006), Luiz Inácio Lula da Silva (2007/2010).
Como se sabe, o cargo de ministro de Estado sempre foi utilizado pelos presidentes do período pós-ditadura militar como moeda de troca nas negociações políticas com o Congresso Nacional ou com alguns segmentos da sociedade civil organizada, a exemplo dos sindicatos e órgãos de classes. Isto implica em que o Estado tenha o “tamanho” correspondente às “coligações políticas” que elegeram seu representante maior, no caso do Brasil, o presidente da República. O governo Sarney compôs seu “staff” em 24 ministérios, com políticos do PMDB ocupando sete (7) pastas. Collor, por compromissos de campanhas prometia entre outras ações, o “enxugamento” do Estado. Por essa razão, eliminou alguns, fundiram-se outros e transformou ministérios em secretarias especiais. Isso fez com que Collor iniciasse seu governo com apenas nove (9) ministérios e neles a representação política do Congresso Nacional em torno dos 28% e terminasse seu mandato com quatorze (14) ministérios. Com dificuldades na condução do mandato, remanejou ministérios e criou outros cinco (5) para acomodar nova base de apoio político com 47% de representatividade no Congresso Nacional. Itamar Franco, seu vice, assumiu a presidência após o processo de “impeachment”[8] do então presidente Collor. O governo de Itamar foi integrado por vinte e dois (22) ministérios. Fernando Henrique Cardoso, em seu primeiro mandato, aumentou para vinte e quatro (24) o número de ministérios. E, no segundo mandato (FHC II) elevou para trinta (30) os ministérios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, teve em seu primeiro mandato trinta e quatro (34) ministérios, dos quais vinte e dois eram “fração” do PT. Em janeiro de 2004, na primeira reforma do governo Lula, o PT perdeu duas “representatividades” e ficou com vinte ministérios. Para o segundo mandado do presidente Lula, não se sabe ainda o número de ministérios, à medida que ele não concluiu a “reforma ministerial” e estuda a criação da Secretaria dos Portos, com "status" de ministério. Lembramos ainda que são 11, os partidos que formam a base de sustentação no seu segundo mandato (PSC, PSB, PCdoB, PMDB, PP, PR (ex-PL), PV, PT, PDT, PTB, PRB).
Tomando-se o “dicionário” como referência, vemos que “Estado” (do latim statu, 10. Dir.) significa: “Nação politicamente organizada”. Por outro lado, também pode significar “5. Luxo, pompa, fausto, ostentação, magnificência”. As fotos divulgadas por ocasião da posse da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) para o Ministério do Turismo, ilustram muito bem o significado de “luxo” e ostentação. É nesse sentido que este Editorial prossegue, fundamentado em seu título: “O tamanho do Estado brasileiro”. Em nosso raciocínio não iremos abordar os aspectos relacionados ao nepotismo tão comum nos poderes Executivo e Legislativo (todos eleitos democraticamente pelo voto popular) e também no poder Judiciário.
Nesta semana foram amplamente noticiados pela mídia os “reajustes” salariais de 26,5% para a presidência da república (R$ 11.239,24), vice (R$ 10.578,11), ministros (R$ 10.578,11), deputados federais e senadores (R$ 16.250,42). O poder judiciário também foi contemplado por reajustes, semanas antes, cujo teto salarial dos juízes e desembargadores foi elevado para R$ 24.500,00. Os valores monetários foram divulgados nas edições diárias neste “blog”. Esse ajuste poderá custar R$ 765 milhões além do R$ 1 milhão que o Executivo vai gastar com o aumento proposto para o presidente e os ministros. Só o aumento dos deputados e senadores custará cerca de R$ 84 milhões. O impacto do aumento de 26,5% para os parlamentares, contudo, não se limita às despesas do Congresso. Haverá o efeito cascata sobre as remunerações nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais que pode passar dos R$ 500 milhões. Também como fora divulgado por fontes oficiais “o governo poderá, no futuro, propor uma correção salarial para os cargos em comissão de natureza especial (NES) e para os de direção e assessoramento superior (DAS)”. Os vencimentos do comandante do Exército, que é um cargo de natureza especial, estão fixados em R$ 8.080,00. O mesmo vale para os comandantes da Marinha e da Aeronáutica.
Os valores e condições salariais dos governadores e prefeitos (das capitais) também foram noticiados esta semana. Cinco (5) governadores tiveram reajuste após as eleições de 2006. Entre os 26 estados e o Distrito Federal, a maior remuneração pertence ao governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que recebe R$ 24.500,00. No entanto, governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), vem recebendo desde 2006, R$ 28.000,00 (por equiparação ao judiciário), embora seu salário real seja de R$ 22.100,00 mil. Os salários de alguns governadores podem subir ainda mais, à medida que seus vencimentos são vinculados aos subsídios pagos ao Judiciário estadual. Quanto aos salários de prefeitos das capitais, a maior remuneração é do prefeito de Curitiba-PR, Carlos Alberto Richa (PSDB), que recebe R$ 19.115,00.
O governo Lula por ocasião da posse de alguns ministros referiu-se a todos eles como “heróis”. O mesmo "substantivo" foi estendido a todos congressistas e aos usineiros do açúcar. Pelo visto, não raro, os “heróis-da-resistência” do passado também assumiram o sentido do “esqueçam o que escrevi!”.
Segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), o gasto com a cesta básica[9] (composta por 13 produtos) no mês de fevereiro/2007 foi de R$185,96 na cidade de São Paulo (a de maior custo). O mesmo DIEESE divulgou que o salário (mínimo) ideal deveria ser R$ 1.562,35 (4,4 vezes o valor do salário mínimo de R$ 350,00). A Comissão Especial do Salário Mínimo (Executivo) elaborou um projeto que fixa o novo piso do salário mínimo em R$ 380,00 a partir de abril deste ano.
Afinal, a que “herói” o Presidente se referia?
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[1] O AI-5 foi utilizado para aposentadoria de juízes, na cassação de mandatos políticos, na eliminação das garantias de “habeas-corpus” e no aumento da repressão militar e policial.
[2] Em 1972, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo-SP. Entre 1975 e 1978, Lula assume por duas vezes a presidência do sindicato. As greves lideradas por Lula à frente dos metalúrgicos nesse período aumentam a pressão popular pelo fim da ditadura. Em fevereiro de 1980, Lula, intelectuais, sindicalistas e acadêmicos fundaram o Partido dos Trabalhadores (PT). Três anos mais tarde, Lula participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores). No ano seguinte, Lula integrou o movimento das “Diretas Já” (baseado in: G1.globo.com/noticias/eleicoes).
[3] Em 1967, José Genoino Neto ingressou na UFCE (Universidade Federal do Ceará) e no PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Em julho de 1970, foi para o “Araguaia” morar com "Osvaldão" e “João Amazonas”, guerrilheiros do “Dst B, Ch Gp Gameleira”. José Genoino ingressou oficialmente no movimento de guerrilhas com o codinome “Geraldo”.
(baseado in: www.dominiofeminino.com.br/artigos_tematicos/seguranca).
[4] Gilberto Gil (Gilberto Passos Gil Moreira) é ministro da Cultura (2003-...) no governo do presidente Lula.
[5] “Pai, afasta de mim esse cálice; afasta de mim esse cálice, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue (...). De muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta...”.
[6] “(...) O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas (...). Em caras de presidentes (...). O sol nas banca de revista, me enche de alegria e preguiça, quem lê tanta notícia”.
[7] Baseado [In:] www.suapesquisa.com.
[8] A partir de agosto de 1992, os estudantes secundaristas ultrapassam os limites da sala de aula e saíram às ruas para pedir o impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello. Nos protestos estavam a insatisfação com os rumos das políticas do governo e utilizando-se dos direitos de cidadãos exigiam a ética na política, daí ficando conhecidos como os "caras pintadas".
[9] Produtos que compõem a cesta básica: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga.

sexta-feira, março 23, 2007

HAPPY-HOUR II [In:] PIB OU "BIG" [OPS! ]




[Chargistas: Heringer, Duke, Amorim].

HAPPY-HOUR: [In:] "AMIZADES COLORIDAS" (*)









[Chargistas: Dalcio, Glauco, Miguel, Novaes].

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(*) A expressão é um tanto "demodé", mas a "praxis" é atual.

REFORMA MINISTERIAL: "... É UM LUXO SÓ! " (*)



Lula quer coalizão pensando nos próximos 20 anos:


SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 23, que as mudanças no Ministério foram feitas para que a ampla coalizão em torno do segundo mandato seja capaz de "fazer política com ´P´ maiúsculo" e não apenas para garantir a governabilidade ou a aprovação de projetos do Executivo. E uma coalizão, segundo Lula, que mostre ser possível construir um País "pensando nos próximos 20 anos e não apenas no próximos quatro anos". As afirmações do presidente foram feitas durante cerimônia de posse de mais três ministros: Marta Suplicy (Turismo), Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) e Reinhold Stephanes (Agricultura). Ao justificar porque está mexendo em um "time que está ganhando", Lula afirmou que seria um erro histórico construir o País com curativos. "Precisamos de uma cirurgia que possa curar os males do País", disse. Durante todo o discurso, Lula ressaltou os êxitos da economia sob sua gestão. Dois pontos foram levantados: a nova metodologia de cálculo do PIB, que mostrou crescimento maior na economia e se deve, segundo ele, às políticas sociais de seu governo, e o dado do Dieese que revelou que 86% dos reajustes salariais foram acima da inflação no ano passado. Lula não poupou elogios à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, que assume a pasta do Turismo. "Quem foi prefeita de São Paulo, pode assumir qualquer cargo no mundo". O presidente disse ainda que Marta foi "uma traidora de sua classe" ao governar a cidade para a população de baixa renda e, por isso, não foi reeleita. Ainda segundo Lula, a ex-prefeita foi vítima de preconceito por que "foi capaz de fazer uma política que nunca foi feita naquela cidade", disse, esquecendo a gestão petista de Luiza Erundina na cidade. Marta levou à cerimônia uma forte claque, que a aplaudiu bastante quando ela assinou o termo de posse. O marido dela, Luiz Favre, evitou falar com a imprensa, disse apenas que não pretende morar em Brasília. Já o filho da nova ministra, o cantor Supla, respondia com perguntas às perguntas de jornalistas, antes do início da cerimônia. "O que faz o ministro do Turismo?", indagou Supla quando lhe perguntaram o que Marta faria à frente do Ministério. "Eu vou querer saber o que faz a pessoa no cargo, eu sei que viaja bastante", acrescentou Supla. Além de Marta, tomaram posse Walfrido Mares Guia, como ministro das Relações Institucionais, e Reinhold Stephanes (PMDB-PR), na pasta da Agricultura. Sobre o primeiro, Lula elogiou seu trabalho no ministério e as boas relações que teve com os parlamentares. "Eu escolhi Walfrido porque é o ministro que mais gosta de deputado e senador. Eles gosta tanto que chega a tomar café com deputado, almoçar com deputado e se dar ao luxo de jantar e tomar sobremesa com deputados", afirmou. Lula contou que, na época em que convidou o ministro para assumir o Turismo, no início de seu primeiro mandato, foi procurado por Mares Guia que lhe disse que estava sendo acusado de irregularidades. "Perguntei: você cometeu o crime de que está sendo acusado? Ele (Walfrido) respondeu que não", comentou o presidente. "Então eu disse: prove sua inocência, assumindo o Ministério do Turismo", acrescentou. O presidente também afirmou que, quando escolheu Walfrido para o Turismo, muitas pessoas criticaram a indicação. "É bom que você saiba disso", disse Lula ao ministro, que assumirá coordenação política do governo. Afirmou ainda que as críticas eram de que Walfrido teria privatizado empresas estatais em Minas Gerais e de que havia sido secretário do ex-governador do Estado Eduardo Azeredo, do PSDB. Com relação a Stephanes, o presidente lembrou seu passado na Arena e disse não se importar com isso, "mas com o amanhã". Lula confirmou ainda que conversou com o governador do Paraná, Roberto Requião, para confirmar o ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso no cargo. "Liguei para o Requião, que fez tantos elogios e pensei que algo estava errado. São poucos os brasileiros merecedores de seu elogios", disse Lula. Stephanes enfrenta resistências da bancada ruralista. Lula disse que "não vai permitir que o ministério seja para aqueles que gritam mais, que estão melhores ou os que estão na Câmara", fazendo uma crítica indireta aos ruralistas.Segundo Lula, o trabalho de Stephanes será voltado para todos os agricultores do País, principalmente "os milhares de agricultores que não têm condições ou não têm como gritar". Em seguida, o presidente fez elogios também ao passado de Stephanes. "Todas as pessoas com as quais conversei em disseram que a sua passagem por todos os cargos públicos foi uma passagem da maior respeitabilidade", completou Lula. Lula lembrou que a agricultura brasileira viveu uma crise nos dois últimos anos, mas criticou, com ironia, a postura dos empresários do setor de culpar o governo por essa situação. "Quando tem seca, o culpado é o governo. Agora, quando chove, que a lavoura está boa, ninguém faz manifestação em favor da chuva ou defendendo o governo. Mas se chover demais, nós somos os culpados. Se chove bem, é obra de Deus, se chove demais, é obra do governo, e se tem seca é obra do governo", disse. O Estadão, (colaborou Leonardo Goy).
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(*) "Marta optou pela sobriedade com tailleur marfim e colar de pérolas básico, mas não deixou por menos com os sapatos: um chanel de tecido acetinado", [G1.com.br].

IBAMA: TRANSPONDO O "SANTO"


Ibama autoriza obras do rio São Francisco:

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou nesta sexta-feira (23) o início das obras de transposição de águas do rio São Francisco. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, o presidente da entidade, Marcus Barros, assinou a licença de instalação do projeto nesta manhã. A liberação saiu exatamente uma semana depois da posse do novo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que defende a transposição. "O que nós precisamos mostrar é que esse projeto não prejudica ninguém. Nosso grande desafio é mostrar que o projeto ajuda", afirmou na posse. A obra é uma das prinicipais metas do governo Lula para o segundo mandato e divide opiniões dos governadores. Pelo menos seis estados têm algum interesse direto no rio. Quatro governadores eleitos são favoráveis ao projeto - Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco; Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba; Cid Gomes (PSB), do Ceará, e Wilma Faria (PSB), do Rio Grande do Norte. Dois são contrários: Teotônio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas e Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais. Diversos movimentos sociais também não são favoráveis. Na semana passada, entidades chegaram a invadir o Ministério da Integração contra o projeto. Eles pedem a revitalização em vez da transposição.O projeto esteve suspenso por força de liminar (decisão provisória) do Supremo Tribunal Federal de novembro de 2005 a dezembro de 2006, quando uma decisão do tribunal derrubou a proibição. Para ser iniciado o projeto, faltava apenas a licença do Ibama.O Ibama já tinha concedido a licença prévia ao projeto de integração do Rio São Francisco, mas isso não permitia o início das obras. Agora, a transposição pode ser iniciada efetivamente. O investimento previsto para o projeto é de R$ 4,5 bilhões. O governo esperava iniciar as obras em janeiro deste ano, segundo a Integração Nacional anunciou em dezembro, mas faltava a licença. A obra prevê a construção de canais com 700 quilômetros de extensão, que levarão água do rio para regiões tradicionalmente secas de quatro estados (Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Ceará). G1.com.br; foto Agência Estado.

ESTADO BRASILEIRO: SALÁRIOS PARA SUPER-HERÓIS !!!


Reajuste custará R$ 84 mi ao Congresso e R$ 1 mi para cúpula do Executivo, mas deve atingir outros cargos:

Caso o Congresso aprove realmente o reajuste de 26,5% para os vencimentos dos parlamentares, do presidente da República e dos ministros de Estado, o governo poderá, no futuro, propor uma correção salarial para os cargos em comissão de natureza especial (NES) e para os de direção e assessoramento superior (DAS), admitiram ontem fontes oficiais. Esse ajuste pode custar R$ 765 milhões além do R$ 1 milhão que o Executivo vai gastar com o aumento proposto para o presidente e os ministros. Só o aumento dos deputados e senadores custará cerca de R$ 84 milhões. O debate no Congresso sobre essa nova despesa ganhou fôlego ontem - exatamente um dia depois de o governo anunciar o contingenciamento de verbas do Orçamento. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou, contudo, que o bloqueio de recursos não afetará o aumento dos parlamentares. “A reposição das perdas da inflação já era para ter acontecido no fim da legislatura passada. Portanto, eu avalio que há previsão orçamentária”, argumentou Chinaglia.O impacto do aumento de 26,5% para os parlamentares, contudo, não se limita às despesas do Congresso. Haverá efeito cascata sobre as remunerações nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais que pode passar dos R$ 500 milhões. O mesmo ocorre com as despesas do Executivo. Se o reajuste se restringisse ao presidente, ao vice e aos ministros de Estado, o custo da medida seria de apenas R$ 1 milhão. Mas, se for estendido aos cargos de natureza especial e de direção e assessoramento, o impacto pode chegar a R$ 76 milhões. Os valores em vigor para a remuneração dos ocupantes de cargos DAS foram fixados em junho de 2002 e, se não forem atualizados, ficarão defasados em relação às novas remunerações do presidente e dos ministros. Os vencimentos do comandante do Exército, que é um cargo de natureza especial, estão fixados em R$ 8.080. O mesmo vale para os comandantes da Marinha e da Aeronáutica.O Secretário dos Direitos Humanos ganha os mesmos R$ 8.080, enquanto o presidente da Agência Espacial Brasileira recebe R$ 7.575. O salário de quem ocupa um cargo DAS nível 6, o mais alto da administração federal, também está fixado em R$ 7.575, e o DAS 1, o menor, em R$ 1,232,20. (...) http://www.estado.com.br/editorias/2007/03/23/pol-1.93.11.20070323.5.1.xml

REFORMA MINISTERIAL: POSSE & POSSES


Na posse de ministros(*), Lula elogia avanços do seu governo na economia:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a economia melhorou durante o seu governo. Para exemplificar a "solidez" da economia, Lula citou dados divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que mostraram a revisão para cima do PIB (Produto Interno Bruto) e que os trabalhadores conseguiram em 2006 os melhores reajustes salariais dos últimos dez anos. Acredito que hoje estamos vivendo momento importante na história desse país. Não só pela divulgação do PIB e pelas mudanças feitas na economia. Um dado importante, digo isso porque passei 20 anos no mundo sindical, é que o Dieese divulgou que 86% dos reajustes salariais foram acima da inflação com ganhos reais para trabalhadores. É uma grande novidade na política nacional. Participei de movimentos, fiz parte das greves mais importantes e quando a gente recebia reajuste próximo da inflação, já era um ganho", disse Lula. (...) http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90583.shtml Andreza Matais, Gabriela Guerreiro; foto FolhaImagem.
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(*) Marta Suplicy (Turismo), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) .

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Megaoperação da Polícia Civil prende 606 suspeitos em SP. Balanço parcial mostra que, também durante a operação no Estado, foram apreendidos 223,7 kg de drogas --cocaína, maconha e ecstasy-- e 214.529 objetos de ações criminosas. Folha Online.
Deputados dos EUA aprovam prazo para retirada do Iraque. Democratas conseguem vitória crucial em votação que vincula US$ 121,6 bilhões para guerra a cronograma para retirada de soldados do país árabe em 2008. O Estadão.
Decepcionado com sentença do menor, pai de João Hélio critica lei. Elson Lopes Vieites chamou legislação de "rídicula". Ele já programou uma série de manifestações para reivindicar mudanças. [O menor vai ser submetido a avaliações a cada 4 meses, e pode ser posto em liberdade em menos de um ano, dependendo do comportamento e do crime cometido, no julgamento do juiz que analisar o pedido de transferência para o regime semi-aberto]. G1.com.br
Governo de unidade da ANP reconhece Israel, diz Abbas. Jerusalém. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que o novo governo de união nacional reconhece o Estado de Israel, e que espera um acordo de paz "em um ano, ou antes", em entrevista que será transmitida nesta sexta-feira, 23, pelo Canal 1 da televisão pública israelense. Efe, O Estadão.
Marta lançando moda. Mal ingressou na equipe de Lula, a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, conhecida pelo estilo "fashion", começou a lançar moda no Planalto. Nesta sexta (23), durante a posse como ministra do Turismo, Marta optou pela sobriedade com tailleur marfim e colar de pérolas básico, mas não deixou por menos com os sapatos: um chanel de tecido acetinado, do mesmo tom da roupa, com detalhes em preto. G1.com.br
Iranianos capturam 15 militares britânicos no Golfo Pérsico. LONDRES - Detonando uma crise diplomática que pode agravar a instabilidade no Oriente Médio, forças iranianas capturaram 15 integrantes da Marinha Real Britânica durante uma patrulha no Golfo Pérsico nesta sexta-feira, 23, informaram funcionários do Reino Unido e dos EUA. O Estadão.
Dunga confirma Kaká e Ronaldinho juntos contra o Chile. RIO - O quarteto Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Fred será titular da seleção brasileira no amistoso de sábado contra o Chile, após o técnico Dunga ter confirmado nesta sexta-feira a escalação do time para a partida na Suécia. Reuters.
Incentivo ao biodiesel argentino ameaça o Brasil. A estrutura tributária criada na Argentina para estimular a produção local e a exportação de biodiesel ameaça a expansão da oferta brasileira, adverte o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli. Gazeta Mercantil.
Lula chega à fábrica da Rolls-Royce no ABC. Lula desembarcou no heliponto da fábrica de motores da Rolls-Royce, onde foi recepcionado pelo CEO (sigla em inglês para espécie de diretor-executivo) da empresa, Jon Rolls, que oferece um jantar para o casal. O acesso à imprensa foi restrito e não há previsão para a saída do presidente do local. (...) O Palácio do Planalto informou que o compromisso faz parte da agenda particular do presidente. G1.com.br.
Lula anuncia na próxima semana criação da Secretaria de Portos. Em encontro com lideranças do PSB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu hoje que irá criar a nova Secretaria de Portos --que terá status de ministério. Lula já convidou o ex-ministro da Integração Nacional Pedro Britto para o cargo e informou ao partido que não pretende recuar de sua decisão. Andreza Matais, Gabriela Guerreiro, da Folha Online, em Brasília.
Justiça bloqueia mais duas contas por vazamento no caso Ipiranga. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) obteve na Justiça liminar que garante o bloqueio de mais duas contas de investidores suspeitos de obter informação privilegiada na venda da Ipiranga. Segundo a CVM, um dos investidores que teve a conta bloqueada é gerente de uma das empresas adquirentes do Grupo Ipiranga. Guilherme Barros, colunista da Folha.

TELEFONIA CELULAR: O "MUNDO" É DOS "VIVOS" ???


VIVO SE REPOSICIONA PARA CONTINUAR LÍDER:

A Vivo, operadora de telefonia celular que mantém a liderança no mercado brasileiro, decidiu reposicionar sua marca. A empresa quer mudar o foco baseado na sua dimensão e na tecnologia de ponta para se tornar referência em qualidade. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da operadora, Roberto Lima, durante coletiva à imprensa na sede da empresa, em São Paulo. O reposicionamento da marca foi anunciado na mesma semana em que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou os últimos números do setor. Conforme o levantamento de fevereiro, a Vivo continua perdendo mercado na telefonia celular - sua participação caiu de 28,85% em janeiro para 28,56% em fevereiro, o que representa uma redução de 158 mil clientes. A empresa - controlada pelos grupos Portugal Telecom e Telefônica -, no entanto, continua na liderança do mercado, com 28,9 milhões de celulares. Em seguida aparece a TIM, com 25,9 milhões de clientes e depois a Claro, com 24,3 milhões de celulares. “A nossa perda de clientes não é maior do que a da concorrência. A diferença é que nós temos uma base maior”, amenizou Lima. Questionado se o reposicionamento da marca - de maior operadora para a melhor - seria uma forma de tentar atenuar a perda da participação no mercado, Lima foi categórico “Uma coisa não tem nada a ver com outra. Somos a maior e vamos continuar lutando para manter esta posição. Mas agora há o conceito de ser a melhor também”, afirmou. Sobre os concorrentes, Lima comentou que eles “têm feito a lição de casa e precisam ser respeitados”. entro do conceito de ‘qualidade’, a operadora pretende trabalhar sobre pilares importantes, como melhor qualidade de ligação, melhor relacionamento com os clientes e melhor preço. “Melhor preço não significa o mais baixo, mas o mais justo”, apontou Lima. A operadora também trabalhou no combate à clonagem, lançamento de novos planos, na unificação de sistemas e reestruturação societária - decisiva para a melhoria do desempenho financeiro da companhia, que encerrou 2006 com lucro de R$ 16 milhões. Lyrian Saiki, SP. http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=269704&caderno=6
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(*) foto: modelo dos primeiros aparelhos celulares, conhecidos como "tijolões".

REFORMA MINISTERIAL: [In:] "CONTA-GOTAS"


LULA DÁ POSSE A TRÊS NOVOS MINISTROS HOJE (SEXTA-FEIRA):

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva finaliza nesta sexta-feira mais uma etapa da reforma ministerial do seu segundo mandato ao dar posse a mais três ministros: a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (Turismo), Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) e o deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR) (Agricultura). Na semana passada, Lula deu posse a outros três ministros --Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Temporão (Saúde) e Tarso Genro (Justiça). Lula também conseguiu um sucessor para Luiz Fernando Furlan no Ministério do Desenvolvimento. É o jornalista Miguel Jorge, que deve tomar posse na próxima semana. Entre as indefinições estão o presidente do PDT, Carlos Lupi, sondado para assumir o Ministério da Previdência. O Planalto não tem data para a sua posse. O ministro Waldir Pires (Defesa) é outro que pode sair nesta reforma. O governo não gostou de sua atuação nessa nova crise do tráfego aéreo. Já Guilherme Cassel deve permanecer no Ministério do Desenvolvimento Agrário. O ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) deve ficar com o Ministério dos Transportes. Ele deveria tomar posse nesta sexta. Mas o PR ameaça boicotar a sua indicação se o Planalto entregar a nova Secretaria de Portos para o PSB. Folha Online. [Fotosearch, royalty free].

NELSON JOBIM [In:] O PMDB DE "LULA" OU O LULA DO "PMDB"?


JOBIM ROMPE O SILÊNCIA E CRITICA PMDB:

Brasília - O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, rompeu o silêncio e criticou duramente, ontem, a maneira como seu partido, o PMDB, está fazendo as indicações para os ministérios neste segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o PMDB não tem programa nem propostas para essas pastas. “A discussão se dá em torno de pessoas, e não em torno de projetos e de modelos. Não se sabe, realmente, o que o PMDB pretende com relação à Agricultura e nem com relação à Integração Nacional”, disse, após palestra sobre reforma política para o Conselho Superior de Direito, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). Jobim também questionou os mecanismos das indicações que a legenda vêm fazendo ao governo Lula. E continuou: “Porque (o PMDB) não tem posições. E não tendo posições, as ações dos ministros serão a partir da perspectiva individual e também a partir das pressões originadas de seus eleitores”. O ex-presidente do STF disse, também, que as indicações estão sendo feitas por Senado x Câmara, e diz não saber por que essas indicações precisam ser de parlamentares. “Nos Estados Unidos, inclusive, é proibido os parlamentares serem ministros”, argumentou. Questionado se teria saído magoado do episódio da disputa pela presidência do PMDB (vencida pelo deputado paulista Michel Temer), Jobim desconversou: “Faz parte do jogo político, todo mundo que joga, joga neste sentido. Você não pode personalizar decisões e questões políticas, o defeito é quando você se emociona com as questões políticas”. E citou a seguinte frase do falecido Ulysses Guimarães: “Eleição e política é toda combinada”. AgênciaEstado, Paraná Online; foto Antonio Cruz/AB.

quinta-feira, março 22, 2007

HAPPY-HOUR II: UMA & OUTRA "REFORMA" [OPS!!!]



[Chargistas: JBosco, Sinfronio, Aroeira].

HAPPY-HOUR: REFORMA MINISTERIAL [ECONOMIA DE ESCAMBO]




[Chargistas: Sponholz, Frank, Nani, Thomate].



CHINAGLIA [In:] "COMPROMISSOS DE CAMPANHA"

Chinaglia descarta votar hoje reajuste salarial de R$ 16 mil a parlamentares:

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), descartou colocar em votação hoje o projeto que eleva em 26,49% os salários dos deputados, senadores, ministros, presidente e vice-presidente da República. A Câmara poderia votar hoje a proposta se a assessoria técnica da Casa avaliasse que não existia nenhum impedimento regimental." A chance é zero [de votar o aumento hoje]. Não vota hoje", respondeu Chinaglia ao ser questionado sobre a possibilidade do projeto do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) entrar hoje na pauta de votações do plenário da Câmara. Para os parlamentares, o subsídio mensal sobe de R$ 12.847,20 para R$ 16.250,42 com a aprovação do projeto. Já o salário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobe de R$ 8.885,48 para R$ 11.239,24. O do vice-presidente passa de R$ 8.362,80 para R$ 10.578,11, e os ministros passam a receber R$ 10.578,11 contra os atuais R$ 8.362,80. O projeto de Virgílio --que corrige os salários do Executivo e do Legislativo pela variação acumulada do IPCA de janeiro de 2003 a fevereiro de 2007-- foi aprovado hoje na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. A proposta ainda precisa ser votada nos plenários da Câmara e do Senado para entrar em vigor. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou hoje que não pretende colocar tão cedo em votação essa proposta. "Se a Câmara votou, ele [o reajuste] vai ter que ser apreciado pelo Senado, mas não é demanda que os senadores considerem prioritária." Com a decisão de adiar a votação do projeto de Virgílio, Chinaglia evita duas polêmicas. A primeira é que ele poderia ser acusado de driblar o regimento ao colocar em votação o projeto com a pauta do plenário trancada por 12 MPs (medidas provisórias). A segunda é a polêmica em torno do próprio aumento, que pode arranhar a imagem do Legislativo. A Folha Online apurou que parte da assessoria técnica da Câmara entende que o projeto poderia ser incluído na pauta do plenário desta quinta-feira por se tratar de matéria administrativa, e não legislativa. Esse entendimento já foi tomado ontem, quando o plenário votou o recurso do PT contra a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Folha Online.

ESTADO BRASILEIRO: "... DE MUITO GORDA A PORCA JÁ NÃO ANDA" (conclusão desta série...)


Veja quanto ganham os prefeitos das capitais

Os dados abaixo apresentam o salário dos 26 prefeitos das capitais estaduais, segundo informações das Câmaras de Vereadores. A lista foi ordenada do maior salário, o do prefeito de Curitiba, Carlos Alberto Richa (PSDB), para o menor, o do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB). Ao lado de cada prefeito, a tabela também informa o subsídio do respectivo governador do estado. O Paraná, por exemplo, apresenta tanto o governador quanto o prefeito de capital que recebem os maiores vencimentos, segundo levantamento do G1.
No total, os salários dos 26 prefeitos das capitais totalizam cerca de R$ 330 mil mensais. A média salarial na região Centro-Oeste é a maior (R$ 14,2 mil), contra R$ 12,7 mil do Norte, R$ 12,66 mil do Sul, R$ 12,35 mil do Sudeste e R$ 12,31 mil do Nordeste.

Capitais/Prefeitos das capitais/Salário (em reais)//Governadores estaduais/Salário (em reais)

Curitiba (PR) /Carlos Alberto Richa (PSDB) /19,115 mil //Roberto Requião (PMDB) /24,5 mil
São Luís (MA) /Tadeu Palácio (PDT) /19,1 mil //Jackson Lago (PDT) /13 mil
Manaus (AM) /Serafim Corrêa (PSB) /18 mil //Eduardo Braga (PMDB) /17 mil
Belo Horizonte (MG) /Fernando Pimentel (PT) /15,9 mil //Aécio Neves (PSDB) /10,5 mil
Campo Grande (MS) /Nelsinho Trad (PMDB) /15,58 mil //André Puccinelli (PMDB) /22,1 mil
João Pessoa (PB) /Ricardo Coutinho (PSB) /15 mil //Cássio Cunha Lima (PSDB) /18,37 mil
Boa Vista (RR) /Iradilson Sampaio de Souza (PPS) /15 mil //Ottomar Pinto (PSDB) /18,6 mil
Recife (PE) /João Paulo (PT) /14,63 mil //Eduardo Campos (PSB) /9 mil
Cuiabá (MT) /Wilson Santos (PSDB) /14,31 mil //Blairo Maggi (PR) /11 mil
Rio Branco (AC) /Raimundo Angelim (PT) /13,44 mil //Binho Marques (PT) /22,1 mil
Aracaju (SE) /Edvaldo Nogueira (PC do B) /13,43 mil //Marcelo Déda (PT) /22,1 mil
Rio de Janeiro (RJ) /César Maia (PFL) /13,42 mil //Sérgio Cabral (PMDB) /12,76 mil
Porto Velho (RO) /Roberto Sobrinho (PT) /13 mil //Ivo Cassol (PPS) /12,3 mil
Fortaleza (CE) /Luizianne Lins (PT) /12,9 mil //Cid Gomes (PSB) /10,27 mil
Goiânia (GO) /Iris Rezende (PMDB) /12,72 mil //Alcides Rodrigues (PP) /12,8 mil
Macapá (AP) /João Henrique Pimentel (PT) /11 mil //Waldez Góes (PDT) /22 mil
Porto Alegre (RS) /José Fogaça (PPS) /10,7 mil //Yeda Crusius (PSDB) /7,14 mil
Vitória (ES) /João Carlos Coser (PT) /10,5 mil //Paulo Hartung (PMDB) /12,16 mil
São Paulo (SP) /Gilberto Kassab (PFL) /9,6 mil //José Serra (PSDB) /14,9 mil
Belém (PA) /Duciomar Costa (PTB) /9,4 mil //Ana Júlia (PT) /11,44 mil
Maceió (AL) /Cícero Almeida (PTB) /9,24 mil //Teotônio Vilela (PSDB) /11,5 mil
Palmas (TO) /Raul Lustosa Filho (PT) /9,06 mil //Marcelo Miranda (PMDB) /22,1 mil
Natal (RN) /Carlos Eduardo Alves (PSB) /9 mil //Wilma de Faria (PSB) /11,66 mil
Teresina (PI) /Sílvio Mendes (PSDB) /8,94 mil //Wellington Dias (PT) /11,44 mil
Salvador (BA) /João Henrique Carneiro (PDT) /8,58 mil //Jaques Wagner (PT) /10,3 mil
Florianópolis (SC) /Dário Berger (PSDB) /8,17 mil //Luiz Henrique da Silveira (PMDB) /10 mil
[André Luís Nery, do G1, em São Paulo; foto FotoSearch].

PARANÁ: APOSENTADORIAS ESPECIAIS [... DE EX-GOVERNADORES ! ]

Proposta mudança em aposentadorias dos ex-governadores:

O deputado estadual Mauro Moraes (PMDB) apresentou projeto de emenda constitucional que acaba com a concessão de aposentadorias a ex-governadores do Estado. A emenda, proposta ao artigo 85 da Constituição Estadual, abre uma exceção para os governadores que já exerceram o cargo e ainda não requereram o benefício. De acordo com as regras atuais, os ex-governadores têm direito à aposentadoria vitalícia e mensal em valor correspondente ao salário do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. O valor atual é próximo a R$24,5 mil. A proposta defendida por Moraes retira o direito de todos os próximos governadores. Conforme a Constituição Estadual, o pagamento da aposentadoria também pode ser solicitado pelas viúvas dos ex-governadores. Com a extinção do direito dos ex-governadores, também fica proibida a concessão da pensão às viúvas. Segundo Moraes, apenas dois ex-governadores não recebem aposentadoria: o atual, Roberto Requião (PMDB), que já poderia receber a aposentadoria pelos dois mandatos exercidos, e o senador Álvaro Dias. Os dois seriam os únicos beneficiados pelo artigo que resguarda o direito daqueles que ainda não solicitaram o benefício. “É um direito adquirido. Não seria justo retirar”, justificou Moraes, esclarecendo que, sua proposta é que Álvaro e Requião possam pedir a aposentadoria a qualquer tempo. Moraes afirmou que a iniciativa se fundamenta no princípio constitucional da moralidade. No projeto, o deputado peemedebista descreve o benefício previsto para os ex-governadores como “imoral”. Ele cita como exemplos o fato de a lei permitir o acúmulo da aposentadoria de governador com outras de atividades exercidas em áreas distintas. Além disso, Moraes cita o fato de a lei contemplar também ex-presidentes do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa que completaram o mandato do governador, seja por uma semana ou um mês, quando o titular se licenciou no final da administração. “Pessoas que nem precisam ser eleitas para serem governadores, tão-somente precisam estar exercendo o cargo no momento em que cessar a investidura do cargo, adquirem o direito de receber, a título de representação, um subsídio”, argumentou Moraes, no projeto. Para o deputado, a supressão da prática é uma exigência das transformações políticas do país. “Estamos vivendo um momento de intensas mudanças nos destinos políticos do nosso Estado e do nosso País, em especial ao que concerne o Programa Fome Zero, instituído pelo governo federal, situação completamente incongruente com subsídios imorais, privilégios dados a alguns poucos governadores, em detrimento dos pobres, do povo”, diz a justificativa do projeto de emenda constitucional. Ontem, Moraes solicitou à secretária da Administração, Maria Marta Lunardon, a relação dos ex-governadores que recebem os proventos e das viúvas incluídas na folha de pagamento do Estado. “Eu quero saber o quanto gastamos com esses pagamentos, até para ver o quanto economizaremos se aprovarmos a emenda”, disse o deputado. Conforme levantamento publicado na revista Época, o Paraná é um dos treze estados que pagam o benefício vitalício a ex-governadores. Outros seis estados já acabaram com a aposentadoria, mas continuam pagando a pensão para os que já recebiam. São Paulo, Amapá, Tocantins e o Distrito Federal são os únicos que nunca pagaram o benefício. O Estado do Paraná.

BOLIVIA & BRASIL; CONGRESSO & PETROBRÁS; MORALES & LULA [ !!!]

Petrobras ainda negocia com a Bolívia:

Rio - O governo boliviano voltou à carga pela aprovação, no Senado, dos contratos de concessão de campos de petróleo e gás no país. Ontem o ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, foi ao Congresso pedir mais agilidade nas negociações. “Estamos chegando ao fim de março e o efeito perverso é que as empresas estrangeiras ainda não estão investindo, como se esperava”, disse Villegas, pouco antes de entrar no plenário para participar de uma sessão do Senado. Os contratos foram assinados no final de outubro, mas ainda não estão registrados em cartório. Há duas semanas os senadores anunciaram investigação minuciosa nos documentos, que foram entregues para avaliação com muitos erros e algumas modificações com relação aos documentos originais. Em fevereiro, quando esteve no Brasil, o presidente Evo Morales se comprometeu a colocar os contratos em vigor até o último dia 15. Enquanto perdurar o impasse, Petrobras, a francesa Total e a espanhola Repsol - sócios nos campos de San Alberto e San Antonio, os maiores do país - continuam pagando o imposto adicional de 32% sobre a receita, conforme instituído pelo decreto de nacionalização do setor de petróleo, de 1.º de maio de 2005. Além disso, todas as empresas que operam no país mantém novos projetos em suspenso, à espera da prometida estabilidade jurídica dos contratos. Segundo nota distribuída pelo Ministério dos Hidrocarbonetos, Villegas pediu que os parlamentares concluam o processo de investigação dos contratos até a próxima terça-feira (27), quando termina o ciclo de entrevistas e audiências com autoridades do setor de petróleo e gás. Na semana passada, diz o texto, o ministério enviou carta ao governo brasileiro pedindo desculpas e compreensão pela dilatação do prazo de início de vigência dos contratos. A Petrobras vai “clonar” uma plataforma em construção -jargão utilizado para classificar o reaproveitamento do projeto de uma obra para outra - num esforço para manter em estaleiros brasileiros a construção dos equipamentos e acelerar o cumprimento das metas de produção nos próximos anos. A medida, aprovada em reunião de diretoria da última quinta-feira (15), visa compensar o atraso no início da operação das plataformas P-55 e P-57, que tiveram licitação suspensa devido aos altos preços e ficaram sob o risco de transferência da execução para o exterior. Agência Estado.

BANCO POPULAR DO BB: EMPRÉSTIMOS OU EMPREGO PÚBLICO?

Banco Popular do BB ainda está no prejuízo:

Brasília - Após acumular um prejuízo de R$ 102,593 milhões em dois anos, o Banco Popular do Banco do Brasil (BB) deve começar a apresentar seus primeiros resultados positivos no segundo trimestre deste ano. “Não sei se conseguiremos fechar o primeiro semestre no azul. Mas certamente alguns meses deste semestre já serão positivos”, comentou o presidente do Banco Popular, Robson Rocha, em solenidade de lançamento do cartão de débito do banco voltado para o atendimento da população de baixa renda numa agência da cidade de Taguatinga (DF). Para o resultado final do ano, a expectativa de Rocha é de lucro - o primeiro desde a criação do Banco Popular em julho de 2004. Para sair do vermelho, o banco teve de passar por um duro processo de ajuste das suas estruturas. “O banco já chegou a ter cerca de 4 mil pontos de atendimento. Hoje trabalhamos com 2,7 mil pontos”, disse o presidente do Banco Popular. Outro foco do ajuste foi a despesa com pessoal do banco. “No ano passado, conseguimos reduzir os gastos com a folha de salários em 25%”, comentou. A redução, de acordo com Rocha, não foi obtida pela diminuição de empregados do banco. A alta taxa de inadimplência dos empréstimos concedidos pelo banco, entretanto, ainda continua a ser uma fonte de preocupação. “Trabalhamos para termos uma taxa de inadimplência abaixo dos 10%”, afirmou o presidente do Banco Popular. Hoje, o nível de atraso das operações de crédito do banco está em torno dos 23%. “A inadimplência já foi maior. Já chegou aos 30%”, disse Rocha. A queda, de acordo com o presidente do Banco Popular, foi propiciada pelas medidas adotadas no ano passado para melhorar a qualidade do crédito do banco. “Antes das medidas, havia a abertura automática de um crédito de R$ 50,00 para os nossos clientes. Agora, só concedemos o empréstimo depois que o cliente permanecer pelo menos 90 dias conosco”, disse. A inadimplência é mais alta, de acordo com o presidente do Banco Popular, nos Estados da Bahia e do Ceará. Com 60% do seu público nos estados da região Nordeste, o Banco Popular tem hoje um estoque de R$ 65 milhões em empréstimos concedidos ao seu 1,3 milhão de clientes de baixa renda. “No total são 2.950 contratos de empréstimo com um valor médio de aproximadamente R$ 150,00”, disse. Após o lançamento do cartão de débito, o presidente do Banco Popular disse que o próximo passo será dar aos clientes da instituição a possibilidade de usar os terminais de auto-atendimento do BB. A expectativa, de acordo com Rocha, é que isto possa acontecer até o final do primeiro semestre do ano. “Hoje os saques só podem ser feitos nas agências do próprio Banco Popular”, disse. Agência Estado, Paraná Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Lula diz ter feito de usineiros heróis mundiais; há nove anos, tratava-os como aproveitadores. “Os usineiros de cana, que dez anos atrás eram tidos como bandidos do agronegócio, estão virando heróis nacionais e mundiais, porque todo mundo está de olho no álcool”, afirmou Lula, em Mineiros, a 420 quilômetros de Goiânia. Veja Online.
Movimento quer que pessoas desliguem computadores. Você conseguiria ficar sem computador por 24 horas? Se nunca o fez, que tentar no próximo sábado, 24 de março? Este é o dia do Shutdown Day, movimento criado pelo Canadá que pretende chamar a atenção para a atual dependência dos homens pelas máquinas. O site tem uma versão em português. Bondenews, Londrina.
Invencibilidade do São Paulo termina no México. (...what a pity!). Acabou a invencibilidade do São Paulo. Após 29 jogos sem perder, praticamente seis meses, o Tricolor foi derrotado pelo Necaxa por 2 x 1, na noite desta quarta-feira, no México, em jogo válido pela segunda fase da Copa Libertadores. YahooEsportes, Brasil.
IBGE muda sistema e revisa para cima o PIB [relembrando!]. Agência Estado.
Prioridade para Emenda 3 no Congresso. Entre os principais vetos estão o da Emenda 3, que proibia auditores da Receita Federal de multar prestadores de serviços organizados como empresas, e os que tratam da recriação da Sudam e da Sudene. Agência Estado.
Base governista consegue derrubar CPI do Apagão na Câmara. Com 308 votos favoráveis, 141 contrários e duas abstenções, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o recurso do PT que suspende a instalação da CPI do Apagão Aéreo, na noite desta quarta-feira. Folha Online, Brasília.
Paraná. Só falta uma votação para o governo criar cargos. Falta apenas a terceira votação para que o governo do Estado consiga a autorização para remanejar, fundir e recriar cargos em comissão por meio de decreto, desde que não altere o valor da remuneração original das funções. Ontem, os aliados do Palácio Iguaçu aprovaram em segunda discussão, por 26 votos a 18, a mensagem assinada pelo governador Roberto Requião (PMDB) que permite ao Executivo fazer essas mudanças sem consulta ao Legislativo. Paraná Online, Elizabete Castro.
Fábrica de motores pode fechar as portas. Um imbróglio judicial pode fazer com que a empresa TMT - Motoco do Brasil, instalada desde 2002 no município de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, entre em concordata, demitindo os cerca de 860 empregados. A empresa dará 20 dias de férias coletivas aos empregados a partir de amanhã. O motivo é o bloqueio das contas da TMT e a conseqüente impossibilidade de pagamento dos salários. A TMT fabrica motores e trasmissões e exporta quase toda a sua produção para uma empresa norte-americana, e é responsável por gerar outros 1.300 empregos indiretos na região. Paraná Online, Diogo Dreyer.
Processo do dossiegate entra na fase final no TSE. Caminha para um desfecho o julgamento do processo aberto pelo TSE, em 19 de setembro de 2006, para apurar eventuais implicações eleitorais do dossiêgate na disputa presidencial do ano passado. Encontram-se sob investigação Lula e outros oito acusados: o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça); o presidente do PT, Ricardo Berzoini; e seis os petistas apelidados de “aloprados” pelo presidente. Blog do Josias, Folha Online.
Lula convida Miguel Jorge para assumir Ministério do Desenvolvimento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou ontem o executivo Miguel Jorge, do grupo Santander, para assumir o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Andreza Matais, Folha Online.

ESTADO BRASILEIRO: "... DE MUITO GORDA A PORCA JÁ NÃO ANDA" (6a. parte)

Nove prefeitos ganham mais que governador:

Em nove dos 26 estados brasileiros, o prefeito da capital recebe salário superior ao do governador, segundo levantamento do G1. Além disso, 24 desses prefeitos recebem salário superior ao do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desde 2003 ganha R$ 8,9 mil. Dentre os 27 governadores, 26 ganham mais que o presidente.
De acordo com as informações das câmaras municipais, em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA), os prefeitos têm subsídios maiores que os dos governadores. A maior diferença salarial entre o governador e o prefeito da capital do estado está no Maranhão, onde o governador Jackson Lago (PDT) recebe R$ 13 mil e o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), R$ 19,1 mil. As assessorias do governador e do prefeito informaram que eles não quiseram comentar a diferença salarial. Em Minas Gerais, o governador Aécio Neves (PSDB) recebe R$ 5,4 mil a menos que o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). O tucano tem um subsídio de R$ 10,5 mil, contra R$ 15,9 mil do petista. No Recife, caso o reajuste de 46,35% seja mantido para o prefeito (seu salário foi elevado para R$ 14,6 mil), João Paulo (PT) também terá vencimento bem superior ao do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que recebe R$ 9 mil. Mas o petista disse que só vai aceitar aumento de 20% (para R$ 12 mil). O Ceará, onde o PSB governa o estado e o PT a Prefeitura de Fortaleza, o quadro semelhante ao de Pernambuco. O governador Cid Gomes tem vencimentos de R$ 10,27 mil, enquanto a prefeita da capital, Luizianne Lins (PT), recebe R$ 12,9 mil. A remuneração do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), é de R$ 11 mil e a do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), R$ 14,3 mil. No Rio Grande do Sul, a governadora Yeda Crusius (PSDB) ganha R$ 7,1 mil e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), R$ 10,7 mil. Em Rondônia, Rio de Janeiro e Amazonas, as diferenças salariais entre o prefeito da capital e o governador são pequenas. No caso de Rondônia, o salário do governador Ivo Cassol (PPS) é de R$ 12,3 mil e o do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), R$ 13 mil. No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) recebe R$ 12,76 mil e o prefeito da capital, César Maia (PFL), R$ 13,42 mil. No Amazonas, o governador Eduardo Braga (PMDB) ganha R$ 17 mil e o prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB), R$ 18 mil.
De acordo com o especialista em direito constitucional e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o advogado Luís Roberto Barroso, não é ilegal o prefeito ganhar mais que o governador ou mesmo que o presidente da República. “Do ponto de vista jurídico, não há impedimento a que um prefeito receba mais do que o governador de seu estado ou o presidente. Essa é uma questão que se resolve no âmbito interno de cada unidade da federação, no exercício de sua autonomia”, afirmou. Segundo o professor da UERJ, a Constituição estabelece um teto para a remuneração de todos os agentes públicos. “Esse teto é o subsídio recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. A remuneração dos prefeitos, contudo, não é vinculada à dos governadores ou à do presidente da República”, disse.
A diferença salarial entre os prefeitos das capitais chega a 234%, levando em conta a menor e a maior remuneração (a dos prefeitos tucanos Dário Berger, de Florianópolis, e Beto Richa, de Curitiba. Berger ganha R$ 8.174 e Richa, R$ 19.115). Para o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB), o salário “está muito aquém da realidade”. “Sou uma pessoa que vive de forma bastante simples e não tem condições de extrapolar nada. Minha vida é bastante controlada, porque realmente o salário é muito pequeno”, disse o prefeito tucano, que, em entrevista ao G1, defende um teto para a função. “Deveria haver uma regulamentação federal, que venha de cima para baixo e estabeleça um teto mínimo para os prefeitos das capitais, pois são inexplicáveis essas diferenças. Não se tem bom senso na definição de um valor justo para a importância do cargo”, afirmou Berger. Além do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB), apenas o de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT), recebe salário inferior ao do presidente Lula. Segundo a Câmara de Vereadores da capital baiana, o pedetista tem vencimentos de R$ 8.586. Dos 26 prefeitos de capitais de estado, sete recebem R$ 15 mil ou mais. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, se diz contrário a um teto salarial para os prefeitos. "O erro no Brasil é fixar teto. Sempre que você fixa um teto, todo mundo vai para o teto", disse Ziulkoski, em entrevista ao G1. Segundo ele, a responsabilidade pela fixação da remuneração do prefeito, vice e secretários é da Câmara de Vereadores. "A iniciativa da lei não é do prefeito, mas é sempre dos vereadores", disse Ziulkoski, que é favorável à atual legislação. "Eu defendo a posição que tem hoje, pois, se não é a melhor, é a menos ruim. Hoje você vê prefeitos ganhando R$ 8 mil e outros recebendo R$ 18 mil. Mas, se você colocar o teto, todo mundo vai subir os subsídios para o teto", destacou. [André Luís Nery, do G1, em São Paulo].