A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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sexta-feira, setembro 21, 2007
CHÁVEZ & LULA [In:] "ATÉ TU ou QUE 'QUÉ' ISSO COMPANHEIRO ?
Não adesão da Venezuela ao Mercosul será vitória dos EUA, diz Chávez

MANAUS - O presidente Hugo Chávez acusou nesta quinta-feira, 20, mais uma vez, o Congresso brasileiro de atrasar a votação da entrada da Venezuela no Mercosul por submissão aos interesses dos Estados Unidos. Chávez disse que não vai se "arrastar e implorar" pela aprovação, e foi explícito ao acusar o Legislativo brasileiro: "Estou seguro que é a mão do império, a mão norte-americana (culpada pelo atraso)". Para evitar a imprensa e não ter de comentar as declarações de Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no hotel de Manaus pelos fundos. Em junho passado, o presidente havia feito outro ataque nos mesmos moldes do que fez ao desembarcar em Manaus para um encontro com o presidente Lula. Ele havia chamado o Congresso de "papagaio dos EUA". Na opinião dele, os parlamentares brasileiros "repetem como um papagaio" o que diz o Congresso americano em relação à situação venezuelana. "Que triste para o povo brasileiro! Minhas condolências para esse povo que não merece isso. Um Congresso que repete como papagaio o que dizem em Washington", afirmara Chávez quatro meses atrás.
Perplexo com o atraso
Ao desembarcar em Manaus, Chávez se disse perplexo com o atraso do Congresso brasileiro em aprovar o protocolo de adesão plena de seu país ao Mercosul - o protocolo está na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Ele disse que a Venezuela pode esperar até "um limite digno" mas não vai se "arrastar" para conseguir a adesão plena ao Mercosul. "Mais que chateado, eu estou triste e muito perplexo", disse. E completou: "Estou seguro que é a mão do império, a mão norte-americana. Se a Venezuela não ingressa no Mercosul será vitória para o império". Se a adesão não for aprovada, afirmou, a Venezuela continuará trabalhando da mesma pela integração da América do Sul e Caribe. "Acabo de ter o meu terceiro neto. São nove meses para a gestação de uma criança, não é? Se passa (desse período), perde a criança. Isto (a tramitação do protocolo no Congresso brasileiro) já está passado", afirmou. Em sua argumentação, o presidente venezuelano insistiu que seu país cumpriu com todos os requisitos técnicos para sua adesão ao Mercosul e deixou claro que o aumento expressivo das exportações brasileiras para o mercado venezuelano foi resultado de "vontade política" e "não caiu do céu". O atraso na tramitação do protocolo no Congresso brasileiro se deve, segundo fontes, em sua maior parte devido à inexistência de acordos de liberalização comercial com o Brasil e Argentina.
Refinaria em Pernambuco
Lula e Chávez reuniram-se ontem em Manaus para tratar, entre outros assuntos, sobre o acordo entre a Petrobrás e a PDVSA para a construção da refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco. Ao ser questionado sobre a informação de que a PDVSA estaria pleiteando ficar com 60% do controle acionário da refinaria Abreu Lima, Chávez reagiu: "Isso é uma mentira. O que você está repetindo é uma mentira". A pretensão da PDVSA foi, no entanto, confirmada pelo Itamaraty e pela Petrobrás. Chávez afirmou ainda estar chateado e que lhe dá pena o atraso nas obras da refinaria. Reclamou ainda que desde a cerimônia de colocação da pedra fundamental já se passaram dois anos. O atraso, na sua opinião, se deve à burocracia do governo brasileiro e da Petrobrás. Até o fechamento desta edição o encontro dos dois presidentes ainda não havia terminado. Chávez lembrou que há dois anos, em Manaus, havia conversado com Lula que se ambos os países não vencessem a burocracia, não haveria integração na América do sul. "Eu estou encarregado da minha parte. A Venezuela está pronta (para a construção da refinaria) há tempos", disse. Em relação a outro tema que complica a agenda energética Brasil-Venezuela, a construção do gasoduto do Sul, Chávez igualmente rebateu advertências feitas pela Petrobrás de que não há certeza sobre a capacidade das jazidas de gás de Mariscal Sucre, principal fonte do gás que escoará pelo gasoduto. A Petrobrás reclama que, apesar de seus insistentes pedidos, a Venezuela nunca apresentou a certificação destas jazidas. "Há opiniões da Petrobrás que eu não entendo", afirmou Chávez para, em seguida, declarar que essas são as maiores reservas de gás do mundo. À imprensa, o presidente Venezuelano fez um relato de uma recente conversa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na ocasião, Putin teria dito que a direita da União Européia havia se oposto a construção do gasoduto que liga as reservas deste país ao mercado europeu. Segundo relato de Chávez, Putin teria lhe dito: "Eles (os vizinhos americanos) vão ter que bater à sua porta. Senão a luz vai se apagar." De acordo com Chávez, os países vizinhos já estão batendo à sua porta e já estão sem energia. Ao final da entrevista, em um tom mais brando, o presidente da Venezuela afirmou que está disposto a resolver todos os problemas e a trabalhar pela integração regional. Denise Chrispim Marin, do Estadão. Foto Wilson Pedrosa/AE.
quinta-feira, setembro 20, 2007
IBOPE? "O PODER EMANA do povo" !!!
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IBOPE & LULA [In:] PIORA NOS ÍNDICES ("... dá nada não! ' ... o poder emana do povo'")
BRASÍLIA - A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva piorou em setembro na comparação com junho, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 20. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom ante 59% em junho. A avaliação regular oscilou de 33% para 32%, enquanto o porcentual de ruim/péssimo subiu de 16% para 18% de junho para setembro. "Os principais itens de imagem registram leve queda, enquanto a maioria das avaliações das áreas específicas de atuação do governo sofre variação negativa mais expressiva. De maneira geral, a popularidade o Governo Lula permanece em patamar elevado, mas varias de suas ações sofrem neste momento uma avaliação mais crítica", diz o documento, com análise elaborada pela MCI Estratégia. A consultoria considera que os itens que compõem a agenda econômica, como inflação e desemprego, que tiveram variações negativas na avaliação da população sobre o governo, ajudam a entender a oscilação negativa na avaliação do governo. Ainda de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, a aprovação na maneira do presidente Lula governar recuou 3 pontos porcentuais, de 66% para 63%. A desaprovação ao presidente, por sua vez, subiu de 30% para 33% de junho para setembro. A nota média para o Governo Lula caiu de 6,7 para 6,6. A confiança no presidente recuou de 61% para 60% Entre os entrevistados, 37% disseram que não confiam no presidente ante 35% no levantamento anterior. A pesquisa CNI/Ibope foi realizada dos dias 13 a 18 de setembro, entrevistado 2.002 pessoas, em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima e para baixo. Fabio Graner, Estadão.
RENAN CALHEIROS & "OPOSIÇÃO" [In:] TEATRINHO DE FANTOCHES

Impasse
A oposição promete manter a obstrução às votações no plenário do Senado até que a Casa coloque em votação três matérias consideradas prioritárias para o DEM e o PSDB. A primeira delas obriga o afastamento de integrantes da Mesa Diretora que estejam sob investigação do Conselho de Ética. O segundo projeto de resolução acaba com as sessões secretas no Senado para votações de perda de mandato. A oposição também cobra a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira que acaba com o voto secreto no Congresso Nacional. Gabriela Guerreiro, Folha Online. Foto Lula Marques/Folha imagem. 2009
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
TCU & PAC [In:] IM-PAC-TO NEGATIVO
O TCU fiscalizou neste ano 231 obras, com investimentos de mais de R$ 23 bilhões, o que representa 90% dos recursos previstos para o setor. Desse total, 77 obras têm indícios de irregularidades consideradas graves. Por isso, o tribunal recomenda a paralisação. O valor global dos contratos com irregularidades graves é de R$ 5 bilhões. Segundo o site do órgão, 101 obras apresentaram indícios de irregularidades, mas não precisam ser paralisadas, e 52 não têm problemas. G1, Ag. Estado.
CPMF/CÂMARA "DOS" DEPUTADOS [In:] VENDILHÕE$ DO TEMPLO! [O PODER EMANA do povo...]
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BRASÍLIA - A Câmara aprovou no final da noite de ontem a emenda constitucional que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), como queria o Palácio do Planalto. A mesma proposta - que ainda precisa ser votada em mais um turno pelos deputados e duas vezes no Senado - permite ao governo movimentar 20% dos recursos do Tesouro sem vinculação, o que ano passado representou R$ 84 bilhões. O placar foi de 338 votos favoráveis à manutenção do tributo, 117 contra e 2 abstenções. Ao longo do dia, a Câmara realizou três sessões. Juntas, duraram 12 horas e 25 minutos. Como são necessários 308 votos para a aprovação de uma emenda constitucional, o governo conseguiu 30 votos a mais do que o mínimo. A vitória, porém, ocorreu em clima de tensão. Para acalmar a sua própria bancada, que a toda hora se rebelava e ameaçava não votar a prorrogação, o Palácio do Planalto se viu obrigado a prometer tudo, a todos, na hora da votação. E, mais uma vez, a liberar verbas para emendas parlamentares e a efetivar nomeações prometidas em estatais. Somente nesta quarta-feira foram liberados R$ 21,7 milhões para emendas. Entre elas, as que destinavam verbas para prefeituras controladas pelo PT, por aliados como PTB e PMDB e até por partidos de oposição, como o PSDB. Controlada pelo PTB, Itinga do Maranhão recebeu R$ 452,1 mil. Administradas pelo PT, Niterói (RJ) levou R$ 626,9 mil e São Leopoldo (RS), R$ 120 mil. Patos (PB), sob gestão do PMDB, obteve liberação de R$ 65,1 mil. Teresina, sob tutela do PSDB, conseguiu R$ 297,6 mil. Para mostrar que cumprirá as promessas, o governo fez cinco nomeações - quatro para cargos da diretoria do Banco do Nordeste, com as quais atendeu ao PP, PR, PSB e PTB, e outra para a presidência do Porto de Santos, que foi para José Di Bela Filho, apadrinhado dos deputados Márcio França (PSB-SP) e Ciro Gomes (PSB-CE). O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeçou o esforço governista para enfrentar a barganha generalizada. Ao saber que o maior número de focos de rebeldia estava no PMDB, cobrou da direção do partido o voto a favor da CPMF. "Quem é parceiro é parceiro para comer no prato cheio e é parceiro para ficar olhando o prato vazio junto, é parceiro nos bons e nos maus momentos", afirmou Lula, em discurso no lançamento do PAC da Funasa, quando a Câmara estava reunida para discutir a votação. Ao mesmo tempo, líderes governistas e emissários do Planalto juraram rapidez na nomeação de apadrinhados políticos para cargos em estatais e no segundo e terceiro escalões, na liberação do dinheiro das emendas parlamentares e até na renegociação da dívida de R$ 70 bilhões dos ruralistas. Cansado de tanto negociar e de tentar acalmar os deputados, que vêem na votação da CPMF a última trincheira para tirar o máximo do governo, o líder José Múcio (PTB-PE) desabafou, no início da noite, com uma ameaça: "Para o governo, a votação vai servir para saber quem será seu parceiro nos próximos 39 meses." Antes, José Múcio participara de pelo menos dez reuniões, nas quais fez apelos seguidos pelo voto a favor da CPMF, com a garantia de que o governo cumprirá suas promessas. Uma das reuniões ocorreu com seu próprio partido, o PTB, e com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Encerrado o encontro, foi indagado pelos deputados se seria possível conversar com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Eles concluíram que Mares Guia faz muitas promessas, mas tem pouca margem para honrá-las. O PR, que tem 41 deputados, fez uma reunião tensa. Deputados exigiam nomeações e a liberação das emendas de imediato. Múcio correu para lá. Ajudou o líder Luciano Castro (RR) a dizer que o governo cumpriria os acordos. Castro decidiu usar o próprio cargo como avalista: "Pedi aos deputados um voto de confiança em mim. Estou me expondo. Se amanhã não resolver, é a minha cabeça que está a prêmio. Se o governo não resolver, deixo a liderança. Não me sentirei confortável se o governo não cumprir os compromissos que assumiu", afirmou. O partido reivindica cargos no Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (DNIT) de Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, a diretoria de Operações de Furnas, um cargo na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outro na área de energia para o deputado Lúcio Alcântara (PR-CE). Duas das principais revoltas do PMDB ocorreram nas bancadas do Rio Grande do Sul e da Paraíba. A dos gaúchos foi motivada pela revogação da medida provisória que compensava as perdas do setor calçadista com a valorização do real. Para contorná-la, o vice-líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), prometeu o envio de um projeto que retoma as compensações. A revolta da Paraíba teve como conseqüência uma das nomeações feitas para o Banco do Nordeste. Para atender aos pedidos da base aliada, o governo demitiu o ex-deputado Augusto Bezerra, do PMDB da Paraíba. Foi a conta para a revolta. Os nomeados do BNB são Paulo Sérgio Ferraro, apoiado pelo PR, PP e pelo governador da Bahia, Jaques Wagner; Luiz Carlos Everton, indicado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e por Ciro; Luís Henrique Mascarenhas, da confiança pessoal do ministro da Fazenda, Guido Mantega; e Osvaldo Serrano, apoiado pelo PTB e pelo oposicionista do DEM Airton Xerez (RJ). João Domingos, Eugênia Lopes e Denise Madueño, Estadão. Fot Ed Ferreira/AE. 2009
quarta-feira, setembro 19, 2007
ANAC-AGÊNCIA NAC. DE AVIAÇÃO CIVIL [In:] "LEI DE MERCADO"

Conforme a reportagem da colunista Eliane Cantanhêde, "a idéia inicial do ministro era indicar a economista para a secretaria nacional de Aviação Civil, cargo a ser criado para coordenar o setor. Diante das dificuldades em encontrar nomes para a diretoria da Anac, que tem dois cargos vagos, Jobim decidiu indicar Solange Paiva para presidir a agência". Solange, que é economista do BNDES, trabalha atualmente como assessora de Jobim. No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), foi secretária de Previdência Complementar. Desde que Jobim assumiu o Ministério da Defesa, após o acidente com o vôo 3054 da TAM, em julho, ele fez diversas críticas à atuação da Anac. Dos cinco diretores da agência, três renunciaram: Denise Abreu, Jorge Luiz Velozo e Leur Lomanto. Jobim indicou o brigadeiro Allemander Pereira para uma diretoria técnica, mas o militar ainda não foi sabatinado no Senado. Folha Online. Foto Arquivo AE.
RENAN CALHEIROS: "O PODER EMANA do povo..."
USINAS NO RIO MADEIRA: DIS-PU-TA$ ...

Acusações
Além de argumentos, as duas empresas disparam acusações de deslealdade comercial. “Todos eles querem o mesmo fabricante, embora não seja o maior nem o mais experiente. É porque esse fabricante detém informações e estratégias que a Odebrecht já desenvolveu com eles no passado. É por isso que todo mundo faz questão desse concorrente porque é esse o concorrente que tem as nossas informações”, diz Irineu Meireles, diretor da Odebrecht. “Eu não preciso do desenho da Odebrecht, pois o nosso grupo tem uma competência firmada de muitos anos. Tem mais de 50% da potência brasileira construída pelo grupo Camargo Corrêa. Nós não precisamos de informação confidencial de ninguém”, rebate João Canellas, diretor da Camargo Corrêa.
Processo
A Secretaria de Direito Econômico ouviu as duas partes e abriu um processo administrativo. Como o julgamento pode demorar até dois anos, publicou uma medida preventiva, suspendendo as cláusulas de exclusividade. A Odebrecht foi à Justiça Federal e conseguiu uma liminar que confirma os contratos originais e a exclusividade. As duas construtoras podem recorrer em instâncias superiores, e iniciar uma guerra de liminares que pode atrasar a obra. G1, SP, Rede Globo. Imagem matéria.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
CONTRATAÇÕES/GUARDA MUNICIPAL: "TEMPOS DE SORRIR..."
"A Guarda Municipal do Rio de Janeiro informa que o limite mínimo de dentes, como ocorre em concursos desta natureza (área de segurança e Forças Armadas), é apenas um dos aspectos para avaliar a apresentação pessoal e a saúde dos candidatos dentro de um quadro amplo que, inclui a formação óssea/coluna cervical, o nível de articulação e capacidade física. Elaborada para o último concurso de 2002, a exigência não tem a intenção de ser restritiva. O item 3.5 do edital institui um limite mínimo de dez dentes para cada arcada, sem impedir a participação de candidatos que utilizem próteses, dentaduras ou implantes. Por não detalhar específicamente quais dentes são necessários para o ingresso à instituição, o item abre a possibilidade de participação de um número maior de candidatos", justifica o comunicado. De acordo com o item 3.5 do edital, referente à Avaliação Médica, os candidatos a uma das 1.500 vagas na instituição devem ter, no mínimo, 20 dentes – 10 na arcada superior e 10 na inferior -, para que não sejam considerados inaptos para a função. Aluizio Freire, G1, RJ.
CONSELHO DE ÉTICA/RENAN CALHEIROS: ADIAR É PRECI$0,
Manobra
A Folha Online já havia adiantado que o Conselho de Ética do Senado deveria adiar a votação do segundo processo contra Renan. O relator do caso, senador João Pedro (PT-AM), disse hoje ser favorável ao sobrestamento (paralisação) das investigações até que a Câmara conclua se há indícios do envolvimento de Renan nas denúncias. É que o Conselho de Ética da Câmara também apura se Olavo Calheiros atuou para beneficiar a Schincariol depois que a empresa comprou uma fábrica de sua família a preço acima do mercado, em Alagoas. Diante da fragilidade das denúncias, senadores do governo e da oposição defendem a paralisação das investigações no conselho até que a Câmara conclua as investigações. "Sobrestar não é ficar sem fazer nada. Não é enrolar, é acompanhar a investigação que está sendo feita na Câmara. O Senado não é melhor nem pior. A responsabilidade das Casas é igual", defendeu João Pedro. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), que relatou a primeira denúncia contra Renan no Conselho de Ética, disse ser favorável à paralisação das investigações para que a Câmara envie suas conclusões ao Senado. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), 'o correto é deixar sobrestar o processo até ele ser julgado na Câmara'.
Mais manobra
Outra manobra que pode adiar a votação é a possível unificação de todos os processos que tramitam contra Renan. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu a unificação de todos os processos contra Renan. Mercadante sugeriu que o conselho coloque em votação, de uma só vez, as três representações contra o peemedebista por quebra de decoro parlamentar. 'Nós devemos analisar as três representações que faltam, oferecer um relatório completo das três para que cada um forme definitivamente o seu julgamento de mérito', disse.
Relatório
Apesar de ser favorável ao sobrestamento, o relator pretende apresentar ao conselho seu texto --que deve sugerir o arquivamento da representação contra Renan. Oficialmente, João Pedro não revela que vai recomendar o arquivamento da denúncia, mas já deu sinais de que não vê indícios do envolvimento de Renan com irregularidades junto à Schincariol. O relator reconheceu que não ouviu dirigentes da empresa nem o peemedebista para elaborar o seu voto. Essa matéria trata de questões técnicas, mas essa aqui é uma Casa política. Procurei trabalhar o meu parecer pelo entendimento da maioria dos integrantes do conselho. Eu não ouvi [a Schincariol], nem o INSS. Tenho o que diz o PSOL e a defesa do senador Renan", afirmou. O PSOL é autor da representação que deu origem ao processo contra Renan no Conselho de Ética. O partido alega que Renan quebrou o decoro ao existirem indícios de que trabalhou para beneficiar a Schincariol como ocupante de um cargo público. Gabriela Guerreiro, Folha Online.
CPMF & "LIDERANÇAS": O CLÁSSICO "EU JÁ SABIA"!
terça-feira, setembro 18, 2007
STF/OPERAÇÃO FURACÃO [In:] "SAMBA BF, SAMBA!]
CPMF/CÂMARA & LULA: "VEM P'RÁ CÁ VOCÊS TAMBÉM!"
RENAN CALHEIROS & LULA [In:] "CHÁ DAS CINCO"
segunda-feira, setembro 17, 2007
2010; 2014: "O PODER EMANA do povo" [BONECOS DE VITALINO] *

"OPOSIÇÃO" (SIC) & RENAN CALHEIROS [in:] "MAS QUE NADA, SAI DA MINHA FRENTE EU QUERO PASSAR..." *
Ao manter a corda esticada, a oposição tenta levar adiante sua estratégia de inviabilizar a presidência de Renan Calheiros, esboçada na semana passada. Neste princípio de semana, PSDB e DEM pretendem passar em revista a pauta de votações do Senado. Decidirão os temas que serão submetidos à “obstrução seletiva” que idealizaram. É em meio a essa atmosfera conspurcada que Renan se avistará com Lula, no Planalto. O presidente retorna de sua viagem à Europa na noite de segunda-feira. O senador espera ser convidado para uma conversa com o presidente até quarta-feira (19). A despeito do desejo do Planalto de que Renan se licencie do comando do Senado, um auxiliar de Lula disse ao blog que o presidente não fará nenhum pedido ao “aliado”. Acha que a decisão deve ser tomada pelo próprio Renan. Que não esboça a menor intenção de se afastar. Neste domingo (16) Renan recebeu telefonemas felicitações pelo aniversário de 52 anos. Aos colegas com os quais conversou, mostrou-se confiante de que conseguirá devolver a rotina do Senado à normalidade. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
RENAN CALHEIROS [In:] "O BOM VELHINHO..." [OH! OH! OH!]
VIAGENS ACOMPANHADAS: Há outro lance curioso envolvendo Renan e Jarbas. No fim de agosto, um tucano levou até o presidente do Senado pedido de Jarbas por aeronave da Força Aérea Brasileira que o transportaria, além de outros 12, para o Pará, onde há suspeita de trabalho escravo. Renan sentou-se em cima do pedido. Mas, quando viu que era para o período de 12 a 14 - o julgamento foi no dia 12 -, autorizou na hora. Com Jarbas e outros 12 ausentes, só teria a ganhar. O truque, porém, foi percebido e, autorizada a requisição, Jarbas mudou a data para o dia 13. Os adversários acham que, embora fragilizado, Renan continuará a se vingar deles, enquanto manterá favores para amigos. Jefferson Peres (PDT-AM) lembra que, no dia do julgamento, Renan fez discurso tranqüilo. E, depois, diante de uma inimiga, a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), mudou. ''''Foi um início quase angelical. De repente, nos surpreendemos com a mudança até em sua expressão. ''''Segundo um senador muito ligado a Renan, ele só autoriza viagens internacionais aos amigos, que sempre levam companhia. Lembra que as diárias são em dólares, a passagem aérea de primeira classe ou executiva, os hotéis de primeira categoria. Pela natureza do cargo, o presidente do Senado é uma pessoa poderosa do ponto de vista institucional. É sempre cortejado pelo Planalto, nomeia ministros e dirigentes de estatais e é o segundo na linha sucessória do presidente da República. Ao presidente do Senado cabe ainda ordenar projetos que vão entrar na pauta, retardar o início de CPI, transformar sessão pública em secreta, impugnar projetos que considerar ilegais, desempatar votações e assinar correspondências do Senado ao presidente da República, governadores, tribunais superiores, assembléias legislativas e Tribunal de Contas de União. João Domingos, Estadão. 1709
RENAN CALHEIROS [In:] "A BOLA DA VEZ..."
Processos
Na sessão secreta do dia 12 de setembro, Renan foi absolvido no processo que o acusava de quebrar o decoro parlamentar por receber recursos da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso. O Conselho de Ética já abriu outros dois processos contra Renan. O primeiro apura a denúncia de que ele teria beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). O segundo processo pede a investigação da denúncia de que Renan teria usado laranjas para comprar rádios e um jornal em Alagoas. O PSOL protocolou na Mesa Diretora do Senado o pedido de abertura de um terceiro processo para apurar a suposta participação de Renan em um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB. Folha Online.
RENAN CALHEIROS & MURICI/AL: "O PODER EMANA DO POVO..."

Os partidários do senador prepararam a cidade para festejar o aniversário de Renan, que neste domingo completou 52 anos de vida, mas o filho ilustre não apareceu. Ele era esperado para receber a caravana de romeiros, na Praça Padre Cícero, mas frustrou a expectativas dos conterrâneos que torceram pela absolvição dele no Senado. Enquanto isso, opositores afirmaram que "esta praça está cheia para receber os romeiros de Murici e não para receber o senador irresponsável." A caravana de romeiros patrocinada pelos adversários da família Calheiros chegou primeiro à Praça Padre Cícero, onde moradores da cidade aguardavam o retorno dos parentes e amigos que se deslocaram ao Ceará. Cerca de dez carros, quatro caminhões e dois ônibus traziam a caravana dos adversários, que era liderada por Cardoso Batista, ex-prefeito de Murici e arqui-rival dos Calheiros. Meia hora depois da chega dos adversários do senador, Renan Filho chegou comandando os romeiros a favor do pai. Ele apenas acenou no carro para as pessoas na praça e foi embora. A ordem de Renan era evitar comemorações e provocações dos adversários. Cerca de doze ônibus foram mobilizados pelo filho de Renan para levar romeiros para Juazeiros, alguns ônibus da prefeitura e outros fretados. A oposição denunciou que o prefeito deixou os ônibus, que levam os estudantes da cidade para Maceió e da zona rural para a cidade, onde estão as escolas de segurando grau. No entanto, assessores de Renan Rilho disseram que os ônibus dos estudantes que foram para Juazeiro, foram substituídos por ônibus fretados. Entres os romeiros havia alguns familiares do prefeito, como a avó Maria José, mãe de Verônica Calheiros, e a irmã Nadir, que é tia de Renan Filho. Elas contaram que em Juazeiro os romeiros de Murici, da caravana do prefeito, comemoraram a absolvição de Renan, na última quarta-feira, no Senado, quando Renan escapou por 40 votos a 35 e seis abstenções. "Nós rezamos muito por ele e pedimos ao Padre Cícero que o ajudasse. Graças a Deus e ao meu padrinho Padre Cícero ele foi inocentado", afirmo Naira Larissa, que estava entre os romeiros. Para o presidente da Associação dos Municópios de Alagoas, Jarbas Omena (PSDB), a vitória de Renan foi a vitória da democracia. "O Renan ajudou muito Alagoas, com aprovação de emendas para obras importantes. Portanto, não seria interessante para um estado pobre como o nosso se ele perdesse o mandato, conquistado pelo povo", afirmou Jarbas, que é prefeito do município de Messias, vizinho de Murici. Ricardo Rodrigues, do Estadão. Foto Sérgio Dutti/AE. Aliados festejam absolvição de Renan.
CPMF & GOVERNO LULA & OPOSIÇÃO: "TUDO POR UMA ESMERALDA" *
domingo, setembro 16, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
1.
Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2.
Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3.
Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4.
Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5.
Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6.
Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
7.
Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.
8.
Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.
9.
Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome;
10.
venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
11.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12.
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;
13.
e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
14.
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará.
15.
Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.
16.
Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17.
Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18.
Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
19.
Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.
20.
Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.
21.
Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.
22.
O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.
23.
Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!
24.
Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.
25.
Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes?
26.
Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?
27.
Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
28.
E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam.
29.
Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.
30.
Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
31.
Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?
32.
São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.
33.
Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
34.
Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.
sábado, setembro 15, 2007
EDITORIAL: "A VITÓRIA DA DEMOCRACIA" ['SIC']
12 DE SETEMBRO DE 2007: um dia para se guardar na memória (“In Memoriam”).
O dia 11 de setembro de 2007 foi lembrado ao mundo, pelo jornal “New York Times”, pela mídia internacional e nacional, como uma data em que o horror, há 6 anos, se fez presente com a derrubada das torres [gêmeas] do edifício “World Trade Center” [WTC], em Manhattan, distrito da cidade de Nova Iorque.
O dia 12 de setembro de 2007 também foi lembrado pela imprensa internacional, principalmente pelos jornais latino-americanos. Neles, em destaque, a notícia da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), das acusações por quebra de decoro parlamentar. Na sessão secreta que decidiria sobre a cassação ou não de seu mandato, Renan foi absolvido por 40 votos a 35 e contou com seis abstenções que garantiram sua permanência à frente do Senado. Segundo o jornal argentino 'Página 12': “A absolvição do legislador do PMDB, principal aliado do governo, deu um descanso para [o presidente Luiz] Lula [Inácio da Silva], depois de presenciar durante o último mês o julgamento de importantes figuras do seu partido e de sua gestão” (grifamos). Ainda segundo a matéria, Lula "pode conservar seu apoio [no Legislativo], apesar das graves acusações de corrupção contra Renan” e, completou: “A oposição ficou decepcionada”. Outro jornal argentino, o 'Clarin', disse que “esta vitória de Renan, que goza do posto estratégico de chefe do Congresso, se deve em grande parte a que muitos na oposição votaram a favor do senador” (grifamos). Ainda, segundo o jornal, havia temor “havia temor de revelações que ‘o poderoso homem do Congresso’ poderia fazer se fosse expulso do Senado” (grifamos) e finaliza perguntando: “Se isto for verdade, então, será que na política vale qualquer coisa, mesmo que seja sob o signo da esquerda?” (grifamos). Por sua vez, outro jornal argentino, o 'La Nación', destacou que “o país acompanhou a votação com atenção pela televisão, e o sentimento de indignação pela absolvição se mostrou em evidência imediatamente nos sites de notícias a internet em que muita gente deixou mensagens de decepção” (grifamos).
Nos Estados Unidos, o jornal 'International Herald Tribune' reproduziu em seu ‘site’ um despacho da agência de notícias 'Associated Press' em que vários analistas ouvidos "manifestaram opiniões variadas" sobre o impacto da votação de terça [12] sobre o presidente Lula. Entre eles, David Fleischer, um analista político da Universidade de Brasília, disse que os opositores do governo podem usar a votação contra Lula: “Eu não acho que a decisão foi boa para o governo, os partidos de oposição vão culpar o governo por trabalhar nos bastidores para salvar Renan”. Já o jornal espanhol 'El Pais' usando um artigo da agência de notícias da Espanha 'Efe', lembrou que “Renan Calheiros foi o primeiro presidente do Senado a ser submetido no Brasil a um julgamento para destituição”.
Para a Organização Não-Governamental ‘Transparência Internacional’, na América Latina, o caso Renan prejudica a imagem do Brasil uma vez que a decisão sinalizou um recuo no combate à corrupção (grifamos). Segundo um de seus analistas, Bruno Speck, residindo no Brasil há dez anos: “A decisão foi tomada e deve ser acatada, como disse o presidente Lula (em viagem ao exterior), mas não significa que não tenha impacto sobre a percepção da corrupção no Brasil”. Para ele, o caso vai no sentido contrário de fatos como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar as denúncias contra os suspeitos de envolvimento no mensalão, que tiveram uma repercussão positiva na imprensa estrangeira, pois, “O Brasil tem sinais de transição: as investigações da Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União produz resultados no combate à corrupção, o STF deu um sinal importante, mas há infelizmente sinais no outro sentido” e que o caso Renan "certamente terá uma repercussão internacional negativa” (grifamos).
Outras alusões ao caso Renan foram destacadas. O jornal brasileiro ‘Jornal do Brasil’, em sua edição de quinta-feira [13], referiu-se ao mesmo como uma decisão do Senado “contra o povo” (grifamos). No ‘Jornal do Commercio’, a primeira página traz a manchete “Renan escapa - O Senado se curva”. Outras manchetes veiculadas, como as dos jornais ‘Correio Braziliense’ ["Vergonha nacional”], ‘Estado de Minas’ [“Senado zomba do país e livra Renan da degola”] e ‘A Tarde’ [“Cumplicidade: Senado livra Renan da cassação por 40 votos a 35”] também demonstram uma reação da imprensa contrária a permanência de Renan Calheiros no Senado. Reação que pôde ser percebida na quarta-feira [12], entre as vaias dos jornalistas para Renan Calheiros ao término da sessão do julgamento, segundo a página eletrônica do ‘portal da imprensa’ [http://portaldaimprensa.uol.com.br].
Alheio ao noticiário, Renan Calheiros disse que o resultado da votação, pela sua absolvição, foi uma “vitória da democracia”. Conforme declarou: “O resultado da votação de hoje é uma vitória da democracia, mas é também um momento de reflexão sobre as perdas que esse processo político provocou. Nestes mais de 100 dias, muitos perdemos algo e eu perdi mais”. Inebriado com o resultado, finalizou: “A partir da decisão madura e soberana do plenário do Senado, já comecei a buscar os líderes e presidentes de partidos para prosseguir com a agenda legislativa que interessa ao país e à população” (grifamos).
As palavras de Renan “ecoaram no Parlamento”: por 13 votos a 5, o Governo aprovou na madrugada de sexta-feira [14] a prorrogação na CPMF na comissão especial da Câmara que trata do assunto. O relatório do deputado Antonio Palocci (PT-SP) foi aprovado à 1h29 da forma como queria o governo Lula, sem nenhuma alteração. Pelo parecer, a alíquota da CPMF continua em 0,38% até 2011. O mesmo ocorrendo com a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo Lula gastar livremente 20% do que arrecada, e irá vigorar por mais quatro anos. Com isso, mantido o texto também nas votações no plenário da Câmara e no Senado, a prorrogação poderá entrar em vigor assim que promulgada sem a necessidade de uma noventena.
Paradoxalmente, nos tempos do governo militar, os compositores Chico Buarque e Gilberto Gil (o segundo, Ministro da Cultura do governo Lula desde 2003), em trincheiras contrárias ao “regime de exceção e anti-democrático” escreveram em uma de suas canções: “... Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano (...) na arquibancada pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa[1]”, [Cálice, 1979, (grifamos)].
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Iniciamos o Editorial da semana passada perguntando qual data deveríamos comemorar: se 7 ou 12 de setembro?
Hoje, encerramos nossos comentários com uma certeza: devemos lembrar, com pesar, duas datas: 11 e 12 de setembro.
A primeira, pelos mortos no WTC e a segunda, em luto pela “práxis” da política brasileira (em “minúsculo”).
[1] ou do “Lago Paranoá”?





















