PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, abril 23, 2008

ITAIPU BINACIONAL: LOBÃO ou LUGO? [Minando a revisão?]

Não se cogita revisão do Tratado de Itaipu, diz Lobão


BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison lobão, afirmou nesta terça-feira, 22, que o governo brasileiro não cogita uma revisão no Tratado de Itaipu , reivindicada pelo governo paraguaio. Segundo ele, o tratado é um documento que foi aprovado pelo congresso dos dois países. Para modificar o acordo, tem que haver a concordância dos dois lados. "Não se cogita revisão do Tratado", afirmou. Lobão explicou que o Paraguai tem pedido é uma revisão de tarifas. O argumento do presidente eleito Fernando Lugo é que a tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipu não é justa. "Digo que a tarifa é justa, e é a tarifa que se pratica no Brasil", sustentou. Segundo ele, o Brasil para US$ 46 por megawatt, que é um preço similar ao valor que custará o da energia da usina de Santo Antônio que será construída no Rio Madeira, e que foi leiloada a R$ 78 por megawatt. "Portanto, a tarifa é justa", insistiu. O ministro disse também que o Brasil já tem feito concessões ao Paraguai por ser um país vizinho "e com quem queremos manter as melhores relações". De acordo com ele, a energia excedente produzida por Itaipu tem sido vendida ao Paraguai pela metade do preço. Lobão disse que o governo brasileiro vai examinar as reivindicações que o governo paraguaio fizer. "Na medida em que alguma (reivindicação) surgir com feições de justiça, o Brasil atenderá. As que não forem justas, teremos dificuldades", afirmou o ministro, em entrevista coletiva. Edison Lobão esclareceu ainda declarações do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo Lobão, Amorim disse apenas que "o preço deve ser justo". E concluiu: "e o preço é justo".
Encontro
O impasse sobre as tarifas de Itaipu será o tema principal do encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo terão antes do dia 15 de agosto próximo, informaram à Agência Estado assessores do presidente brasileiro. Lula, de acordo com os auxiliares, telefonou na tarde desta terça para Lugo cumprimentando-o pela vitória. Durante a conversa, Lugo tomou a iniciativa de pedir a Lula o encontro, que deverá ser realizado no Brasil, antes da posse do paraguaio, que será no dia 15 de agosto. Outros temas do encontro ainda não foram acertados. Durante o telefonema, de cinco minutos, Lula apenas cumprimentou o candidato vitorioso e foi convidado para a posse, mas não confirmou presença. Antes de garantir participação na festa de Lugo, o presidente Lula prefere ver como avançam as conversas sobre Itaipu, disseram os assessores. Explicaram também que o presidente brasileiro não acredita em um endurecimento no discurso de Lugo. O governo brasileiro espera que a contundência do paraguaio ao pregar mudanças no Tratado de Itaipu era típica de campanha eleitoral, mas não se acentuará, agora que foi eleito.
Concordância e crise
O ministro disse que não há porque concordar com a revisão das tarifas da Hidrelétrica de Itaipu, como tem defendido o presidente eleito do Paraguai. Segundo ele, se o Brasil tiver que reexaminar as tarifas do Paraguai, seria dentro de revisão tarifária de todas as usinas hidrelétricas brasileiras. "Agora, revisar exclusivamente Itaipu, não. Não vejo, no momento, razões para isso", disse. Ele afirmou que o Brasil paga pela energia de Itaipu US$ 45,31 por megawatt. Desse total, US$ 42,50 são usados para abater a dívida da construção de Itaipu e bancar despesas da hidrelétrica. De acordo com o ministro, o Paraguai fica com US$ 2,81 por megawatt, o que gerou, no ano passado, cerca de US$ 340 milhões para o Paraguai. "Esta é uma dívida que existe e que tem que ser resgatada ano a ano. E está sendo resgatada sem inadimplência", comentou. Segundo ele, o Brasil já vem ajudando o Paraguai na construção de uma linha de transmissão que levará energia até Assunção. "Seguramente o Brasil estará em condições de ajudar o Paraguai em tudo o que puder". Ele explicou, porém, que ao afirmar que o Brasil poderia ajudar o Paraguai em tudo o que puder não estava incluindo a revisão das tarifas. "Isso o Brasil não pode, porque, se vier a estabelecer uma tarifa diferenciada daquela que é praticada no Brasil, haverá prejuízo para o consumidor brasileiro". O ministro disse também não acreditar que a discussão em torno da energia de Itaipu possa gerar uma crise entre Brasil e Paraguai. "Não creio absolutamente nisso. O Paraguai é um país amigo e nós temos todo o interesse de manter as melhores relações com o Paraguai, como temos mantido", declarou. Segundo ele, a hidrelétrica de Itaipu foi construída para resolver uma disputa territorial entre os dois países, tendo trazido grandes benefícios para ambos. "Não há razão para qualquer contencioso diplomático por conta da energia de Itaipu", frisou.
(com Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo). 2304.

terça-feira, abril 22, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] 22 DE ABRIL: DESCOBRIMENTO DO BRASIL










FRASE DO DIA

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"Em Itaipu temos um tratado e vamos mantê-lo. Um tratado não se modifica", afirmou Lula.
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Folha Online. Com France Presse e Agência Brasil. 2204.

INCRA: INDENIZAÇÃO; ALTÍSSIMA "PRODUTIVIDADE" DA TERRA

Justiça manda Incra pagar R$ 372 mi por desapropriação

A cinco horas de Porto Velho (RO), escondido num ponto da floresta amazônica acessível por meio de trilhas, está um pedaço de terra que nunca produziu nada legalmente e cuja indenização pela desapropriação custará R$ 371,5 milhões aos cofres públicos.
Trata-se do mais alto valor a ser desembolsado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) por um único pedaço de terra. Ele equivale a um terço da quantia reservada pelo governo no ano passado para a aquisição de terras visando a reforma agrária. A indenização resulta de uma disputa judicial de duas décadas entre a União e um casal de pecuaristas, num processo marcado por suspeitas de especulação e falsificação de documentos, além de trapalhadas topográficas oficiais. Na área, de 17,2 mil hectares, chamada de Seringais Serra e Repartimento e encravada no município de Cujubim, o cenário de mata nativa dos anos 80 dá lugar hoje a uma pastagem a se perder de vista. Lá, invasores se dizem criadores de gado. O pagamento da primeira das dez parcelas da indenização foi agendado pela Justiça Federal de Rondônia para as próximas semanas. Antes disso, porém, o casal de pecuaristas vendeu parte de seus direitos no processo, o que lhe proporcionou milhões de reais antecipados e criou um grupo paralelo de interessados na ação. Entre eles estão dois bancos, o suíço UBS Pactual e o alemão Deutsche Bank, o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, uma universidade de Cuiabá e duas lojas de tintas, uma em Rondonópolis (MT) e outra em Presidente Prudente (SP). Os principais beneficiados com a conclusão do processo foram Wilson e Carmela Telles, casal de 76 anos e que, em meio ao processo, trocou Presidente Prudente por Londrina (PR). Em troca dos R$ 246,2 milhões a que tem direito no processo, o casal já recebeu dos bancos o montante de R$ 142,6 milhões. "O dinheiro vai ficar para os meus seis filhos", disse Wilson à Folha, por telefone. Em setembro de 1988, o casal entrou na Justiça Federal de Rondônia com uma "ação ordinária de indenização" contra o então Ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário. Eles alegaram ser os legítimos proprietários da Seringais Serra e Repartimento, usada seis anos antes pelo presidente João Baptista Figueiredo como parte de um projeto de assentamento para antigos seringueiros, conhecidos como os "soldados da borracha". O acesso complicado, apenas por barco nos anos 80, inviabilizou o projeto. Os poucos seringueiros que se instalaram lá logo abandonaram a área, comprada pelos Telles em 1986, quatro anos após a criação do projeto de assentamento. "Esse caso é emblemático para o Incra, não apenas pelo valor mas também por saber que é uma área que foi comprada exclusivamente para fins de especulação. Porque o proprietário que agora está sendo indenizado jamais produziu qualquer coisa nessa área", disse Gilda Diniz dos Santos, procuradora-geral do Incra. Nesses 20 anos, o Incra acumulou derrotas no TRF (Tribunal Regional Federal), no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal) e, devido à morosidade judicial, viu a criação de dois fatores extras no processo, ambos desfavoráveis à União. O primeiro deles foi o acúmulo dos juros compensatórios. Hoje, os juros (R$ 279,1 milhões) representam 75% da indenização. O segundo foi o fato de o casal, em troca de dinheiro adiantado, ter cedido a terceiros parte de seus direitos. "[A decisão da Justiça] foi a coisa mais lícita que poderia ter acontecido. Foi mais do que isso [justiça]. Uma questão de Deus lá em cima. Houve realmente o esbulho, fiquei sem nada, tomaram tudo o que eu tinha", declarou Wilson Telles. Os recursos do Incra e do casal Telles se sucederam até o início deste ano, quando, vencidas todas as etapas do processo, a União depositou em juízo o valor referente à primeira das dez parcelas da indenização. A Justiça tem até dezembro para autorizar o pagamento. EDUARDO SCOLESE; ENVIADO ESPECIAL A CUJUBIM (RO). 2204.

LULA: "HERMANOS Y [MUY] AMIGOS"

Evo Morales e Alan García criticam biocombustíveis

Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Peru, Alan García, fizeram nesta segunda-feira alertas sobre o efeito do crescimento da produção de biocombustíveis na alta dos preços mundiais dos alimentos.
Morales, em discurso nas Nações Unidas, em Nova York, disse que a produção de biocombustíveis prejudica os mais pobres e criticou "alguns presidentes sul-americanos" por apoiar o uso desses combustíveis. Segundo o correspondente da BBC Daniel Schweimler, a declaração de Morales é uma clara referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A produção de etanol é a menina dos olhos do governo Lula, que tem repetido que o Brasil possui terras suficientes para o plantio de cana-de-açúcar (da qual o etanol brasileiro é feito) sem ocupar espaço de lavouras de alimentos. Neste domingo, Lula voltou a defender os biocombustíveis, durante a inauguração de um escritório da Embrapa em Acra, capital de Gana. Lula criticou a tarifa imposta ao etanol brasileiro por países desenvolvidos. "Quando lançamos a proposta de produzir biodiesel no Brasil, eu imaginava que não iríamos ter muitos adversários no mundo desenvolvido", disse o presidente. Morales fez seu discurso durante um fórum da ONU sobre o impacto das mudanças climáticas sobre os povos indígenas. O presidente boliviano também disse que o capitalismo deveria ser erradicado para que o planeta possa ser salvo dos efeitos das mudanças climáticas. O peruano Alan García atacou os biocombustíveis afirmando que a demanda por esses combustíveis ameaça a produção mundial de alimentos. O presidente peruano pediu aos países industrializados que reduzam o uso de terras agrícolas para a produção de biocombustíveis. Garcia disse também que o Peru está entre as vítimas da política de reversão de terras para a produção de etanol. "Nos fóruns internacionais, faremos um vigoroso chamado aos países maiores e mais ricos para limitar com prudência esta reconversão de terras para o etanol", disse Garcia. Segundo o correspondente da BBC em Lima, Dan Collyns, cerca de 40% dos peruanos vivem abaixo da linha de pobreza e foram severamente atingidos pela alta nos preços dos alimentos. Nesta terça-feira, deverá ser realizado em Londres um encontro marcado pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para discutir as políticas atuais da União Européia que encorajam a produção de biocombustíveis. Antes do encontro, Brown disse que a Grã-Bretanha deveria ser "mais seletiva" em seu apoio aos biocombustíveis. BBC, G1, 2204.

FHC: SONDANDO OU 'DEMostrando'?


Geraldo Alckmin cobra pressa do PSDB no lançamento de sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Quer tudo resolvido até a semana que vem. Surgiu, porém, uma articulação que rema em sentido oposto. Procurado por lideranças do DEM, Fernando Henrique Cardoso comprometeu-se a sondar Alckmin sobre a possibilidade de ele abrir mão da disputa. Apoiaria a pretensão reeleitoral do prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab. Em troca, seria apoiado, em 2010, na eleição para o governo de São Paulo. O apelo para que FHC realizasse uma derradeira tentativa de restabelecer a aliança tucano-democrata foi feito há sete dias. Deu-se numa conversa reservada, em São Paulo. Foram ao ex-presidente dois grão-duques do DEM: o ex-senador Jorge Bornhausen (SC) e o senador Marco Maciel (PE). O diálogo foi testemunhado pelo governador tucano José Serra, incansável defensor da tese segundo a qual o PSDB deveria fechar com Kassab. A articulação parece, porém, uma iniciativa natimorta. A hipótese de Alckmin desistir é inexistenete, afirmam dois partidários do ex-governador ouvidos pelo repórter. “O Geraldo [Alckmin] já mostrou pra essa gente, na campanha presidencial de 2006, que não é pessoa de fugir de dificuldades”, disse um deles. “O que espanta é que, a essa altura do campeonato, o Fernando [Henrique] e o Serra estejam participando de conversas desse tipo”, chateou-se o outro. Nesse último esforço para demover Alckmin, foram à mesa dois argumentos. Um é óbvio: a divisão entre tucanos e ‘demos’ serve aos interesses do PT de Marta Suplicy, um "inimigo comum". O segundo raciocínio embute, por assim dizer, uma dose de terrorismo eleitoral: Alckmin teria muito a perder na refrega municipal de 2008. Faria melhor se não submetesse sua biografia a riscos até, preservando-a para o desafio maior, em 2010. Kassab, ao contrário, só teria a ganhar. Prevalecendo sobre Marta, imporia ao petismo uma humilhação. Batido por ela, o prefeito acumularia o "ativo eleitoral" da super-exposição pública. O que lhe facilitaria a vida em disputas futuras –para o Senado, por exemplo. Só faltou combinar com os russos. Ou, por outra, faltou acertar com Alckmin, o russo-mor. A julgar pelo que dizem os tucanos que lhe são próximos, o ex-governador enxerga no verbo “desistir” um quê de ofensa pessoal. Imaginava que a fase dos apelos já estivesse superada. De FHC e Serra não espera senão respeito pessoal e apego à opção partidária. A prevalecer o entendimento de Alckmin, é Kassab quem deveria desistir, não ele, que está mais bem-posto nas pesquisas eleitorais. Como esse cenário parece descartado, deseja realizar, com certa urgência, o já combinado terceiro encontro dele com Kassab. Uma reunião para selar o pacto de boa convivência no primeiro turno. Algo que facilite a reunificação de PSDB e DEM num segundo turno que todos já dão como inevitável.
Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 22.04.

JOSÉ ALENCAR: ALÉM OU AQUÉM?

Alencar volta a vergastar a política de juros do BC

Numa de suas crônicas, Paulo Mendes Campos discorre sobre o drama de um amigo. Padecia de pressão alta. Por ordem médica, submetia-se a uma dieta dos infernos. Certa vez, numa roda de bate-papo, o personagem disparou: “Vocês ficam aí dizendo que bom mesmo é mulher. Bom mesmo é sal!”
O que leva um sujeito a definir o que é bom mesmo? A necessidade de cada um. Por exemplo: para o empresário José Alencar, dono da Coteminas, a maior indústria têxtil do país, bom mesmo é juro baixo. Nesta segunda-feira, na pele de presidente em exercício da República, Alencar voltou a bater na equipe do Banco Central. Chamou de “equivocada” a tática de combater a inflação com uma dieta à base de juros salgados.Alencar insinuou que pode haver adjetivação até mais adequada do que a sua para definir a estratégia adotada pelo BC. Lembrou que a economista Maria da Conceição Tavares chama a política de Henrique Meirelles e sua equipe de "imbecil”. “Eu tenho falado que ela é equivocada, ainda não cheguei a esse adjetivo, mas ao lado dela [Maria da Conceição] estarei bem acompanhado, porque é uma das que mais conhecem de economia", disse.Mineiro como o cronista Mendes Campos, o vice de Lula soltou a língua em Ouro Preto (MG). Foi à cidade para participar de uma festança promovida pelo governaor Aécio Neves (PSDB). Distribuíram-se medalhas da Inconfidência, a mais alta comenda do Estado de Minas. Embevecido com a atmosfera festiva das alterosas, José Alencar animou-se a mencionar, de novo, outro item que compõe a sua relação do que é bom mesmo: a continuidade de Lula. "Se perguntar aos brasileiros o que é que eles desejam, eu creio que a resposta será: desejamos que o Lula continue por mais tempo no poder", afirmou. Depois, resaltou que não é esse o desejo de Lula. Ele "quer fazer o sucessor". Ora, se é assim, por que Alencar não vira o disco?
Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 2204.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

JORNAL DO BRASIL
- Dengue corrói imagem do país
O jornal Los Angeles Times, um dos maiores em circulação dos EUA, comparou os índices econômicos do Brasil, como a força da moeda e do crédito, de Primeiro Mundo, à "aflição de uma doença de Terceiro Mundo" no Rio, cidade que é a "principal atração turística nacional". Apesar de as autoridades considerarem que a epidemia de dengue está enfraquecendo, os danos à imagem no exterior já são notados pelos hotéis no feriadão: a ocupação caiu 30% em relação a 2007, com menos 60 mil turistas e prejuízos de R$ 10,2 milhões. A contagem oficial da doença no município tem 56.919 casos e 54 mortes. (pág. 1 e Economia, págs. A10 e A11).
- A Anvisa permite a venda de um repelente contra a dengue cuja composição ela rejeita oficialmente desde 2006, quando determinou que produtos com concentração do princípio ativo Deet (N,N-dietil-metatoluamida) maior que 30% só teriam registro após a realização de estudos de avaliação de riscos para humanos. O repelente Exposis Gel tem 50% de Deet, é vendido com autorização da própria agência, mesmo sem ter sido testado. (pág. 1 e Cidade, pág. A13).
FOLHA DE SÃO PAULO
- Lula contraria paraguaio e diz não renegociar Itaipu
No dia seguinte à eleição de Fernando Lugo à Presidência do Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na África, que não pretende renegociar o tratado da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, principal plataforma eleitoral do paraguaio.
Ontem, Lugo reafirmou sua determinação em rever o acordo e não descartou recorrer à Corte Internacional de Haia caso não obtenha êxito. Lugo defende o reajuste no valor da energia não utilizada pelos paraguaios. Cada país tem direito a 50% da produção, mas o Paraguai só utiliza 10% de sua parte (5% do total), e vende o restante ao Brasil. (pág. 1 e Brasil).
O GLOBO
- Lula nega mas Amorim admite renegociar o Tratado de Itaipu
- O presidente Lula disse ontem que não pretende rever o Tratado de Itaipu, uma das principais bandeiras da campanha do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. "Nós temos um tratado e ele vai se manter", disse o presidente em Gana. Logo depois, o chanceler Celso Amorim contrariou as declarações de Lula e não descartou a possibilidade de um eventual reajuste: "Vamos discutir com o Paraguai como podemos obter uma remuneração adequada para sua energia. Isso é justo." Em Assunção, o presidente eleito moderou o tom, mas deixou claro que não interessa aos paraguaios esperar até 2023, quando expira o Tratado de Itaipu, para rever os preços da energia excedente vendida ao Brasil. Ele disse, contudo, que quer esgotar antes "todos os canais de diálogo possíveis". (págs. 1, 21 e 22).
GAZETA MERCANTIL
- Demora para conseguir CNPJ faz surgir mercado paralelo
O frigorífico JBS-Friboi, o maior do mundo, desistiu de anunciar na semana passada, em coletiva de imprensa, que possui autorização do Banco Central para ter um banco, notícia antecipada pela Gazeta Mercantil, pois continua sem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal, que deve sair em ao menos 30 dias. Por situações como esta, surgiu um mercado paralelo de CNPJ, com a criação de negócios-fantasma colocados à disposição de quem não quer ou não pode esperar pelo prazo normal de constituição de uma empresa. Na prática, há contabilistas criando empresas "de prateleira" para repassá-las a clientes. Isso existe devido à burocracia, diz Sérgio Coelho, do escritório Coelho, Ancelmo e Dourado. Segundo especialistas, leva em média 60 dias para constituir um negócio. "O processo é anárquico", diz o secretário-executivo do Programa Estadual de Desburocratização (PED) do Estado de São Paulo. Um contabilista que prefere não se identificar diz que há poucos dias uma multinacional o procurou querendo um CNPJ para farmácia. Ele não tinha, mas conseguiu com um colega. Uma empresa pronta pode custar até R$ 30 mil. "Não compactuamos com isso", diz o presidente do Sindicato das Empresas Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar. (págs. 1 e A10).
CORREIO BRAZILIENSE
- Paraguai imita Bolívia e põe Brasil na parede
- O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, nega que pretenda seguir os passos de Evo Morales, que rompeu contrato e invadiu refinaria da Petrobras na Bolívia. Mas, na prática, já faz pressão pelo aumento no preço da energia de Itaipu que vende ao Brasil. O presidente Lula descarta alteração no acordo binacional. No entanto, o ministro Celso Amorim admite negociação sobre reajuste. (págs. 1 e 20).
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Sem CPMF, arrecadação de tributos deve subir R$ 31 bilhões em 2008, diz governo
Mesmo sem os R$ 40 bilhões da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), a arrecadação de impostos e contribuições federais deve subir R$ 31,8 bilhões em 2008, ou 7,2%, segundo informações do relatório de receitas e despesas do orçamento deste ano, documento que está na página da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento. A estimativa de arrecadação para este ano, que está contida no relatório, na realidade foi feita pela Receita Federal com base em parâmetros estabelecidos pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Alexandro Martello Do G1, em Brasília. 2204.
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Barril de petróleo supera os US$ 118 em Nova York
O preço do petróleo superou pela primeira vez a barreira dos US$ 118 em Nova York e dos US$ 115 em Londres, estimulado pelas tensões geopolíticas na Nigéria, as dúvidas dos países da Opep a aumentar a oferta e a desvalorização do dólar. Em Nova York, os contratos de futuro do "Light sweet crude" para entrega em maio eram negociados a US$ 118,05 o barril. Em Londres, o barril de "Brent do Mar do Norte" para entrega em junho tinha cotação recorde de US$ 115,03. As novas cotações superam os recordes registrados segunda-feira, quando o barril chegou a US$ 117,83 em Nova York e a US$ 114,86 em Londres, depois que diversos ataques na Nigéria levaram a gigante Shell a declarar situação de força maior nos meses de abril e maio em suas instalações de Bonny (sul). France Presse, G1. 2204.
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Lula é o sexto presidente mais popular da América; Uribe lidera pesquisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com um governo aprovado por 55% dos brasileiros, é o sexto presidente mais popular da América, segundo o instituto de pesquisas mexicano Consulta Mitofsky. De acordo com a sondagem, o chefe de Estado mais popular da região é o colombiano Álvaro Uribe, cuja gestão --68 meses depois da posse e 50 dias desde o ataque a um acampamento de rebeldes no Equador--, tem o apoio de 84% população. Em segundo e terceiro no mesmo ranking aparecem, respectivamente, os presidentes do Equador, Rafael Correa, com 62% de aprovação, e o mexicano Felipe Calderón, com 61% de popularidade. Na frente de Lula, também se encontram o chefe de Estado de El Salvador, Elías Antonio Saca (59%), e o boliviano Evo Morales (56%). Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aparece em oitavo, com 51% de aprovação. Apoiados por menos da metade da população de seus países, se destacam no ranking a argentina Cristina Fernández de Kirchner (11º/47%), a chilena Michelle Bachelet (12º/46%) e o uruguaio Tabaré Vázquez (13º/45%). Efe, Folha Online, 2204.
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Ciro Gomes admite sair candidato em 2010 e diz ter aprendido com erros de 2002
deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta terça-feira, durante a sabatina da Folha, que poderá concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Segundo o deputado, ainda é cedo para discutir o assunto pois o presidente Lula "mal interou um ano e três meses do seu mandato". Porém, admitiu que será uma honra "servir ao pais". (...) Durante a sabatina, o parlamentar adotou um tom ameno e descontraído ao responder às perguntas. Ele agradeceu o fato de não ter sido eleito em 2002 e disse que aprendeu com seus erros. Porém, ressaltou que não mudou o comportamento para "paz e amor", pois quer continuar sendo uma pessoa capaz de se indignar. "Eu não mudei de comportamento. Eu falei à vontade, falei o que penso. O que eu sou é a mesma pessoa com 50 anos e menos cabelo. Se você fica mais velho, comete erros e aprende com eles. Apenas nenhum deles foi de má-fé. Eu não quero jamais ser uma pessoa que não tenha a capacidade de se indignar. Às vezes eu exagerei, mas nunca foi de má fé."

ITAIPU: LUGO vs. LULA [Diz aí, Amorim!]

Lugo quer renegociar tratado de Itaipu; Lula nega revisar o preço

O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, disse nesta segunda-feira que vai criar uma equipe técnica para discutir "um preço justo" para a energia de Itaipu que o Brasil compra do Paraguai. O presidente Lula cumprimentou Lugo pela vitória, mas advertiu que o Brasil não revisará o preço.
"Em Itaipu temos um tratado e vamos mantê-lo. Um tratado não se modifica", afirmou Lula.
Lugo também disse que espera abrir uma "mesa de diálogo de técnicos" com o Brasil o "mais rápido possível". "As primeiras medidas são as de formar um equipe técnica. Assim como conversamos com o presidente Lula, e ele mostrava sua disposição, independente das posturas diversas confrontadas", disse Lugo. Nesta segunda-feira, em Gana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o tratado "não muda", mas foi contrariado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
O chanceler afirmou que o Brasil pode reajustar o valor pago ao Paraguai pela energia excedente da hidrelétrica de Itaipu. Segundo Amorim, a medida já foi tomada no passado, apesar de o documento prever que o excedente de um dos sócios seja vendido ao outro pelo preço de custo.
"Vamos continuar discutindo com o Paraguai normalmente como ele pode obter uma remuneração adequada para sua energia. Isso é justo", disse o ministro. Questionado sobre o que faria se não houvesse entendimento com o governo brasileiro, Lugo disse que vai explorar todos os canais de negociação com o Brasil, mas levantou a possibilidade de convidar um terceiro país da região para atuar como mediador e não descartou recorrer aos tribunais internacionais para defender os interesses paraguaios. Lugo também procurou evitar comparações com o presidente Evo Morales, que nacionalizou o setor de gás e petróleo na Bolívia e usou o Exército para cercar refinarias da Petrobras. "Acho que temos uma diferença. O tratado que temos com o Brasil é binacional. A Bolívia não tinha um tratado binacional, era um acordo com uma empresa", afirmou.
Contradições
A renegociação do tratado de Itaipu, assinado em 1973, foi tema de declarações contraditórias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, nesta segunda-feira, em Acra, capital de Gana (África). Na manhã desta segunda, Lula afirmou que não vai alterar o tratado, como defende Lugo. "Nós temos um tratado, e o tratado vai se manter", disse depois de participar de uma reunião na Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). De acordo com os termos do tratado de Itaipu, a energia gerada pela usina deve ser dividida igualmente entre os dois sócios. Mas o Paraguai utiliza apenas cerca de 5% dessa energia, quantia que é suficiente para suprir 95% de sua demanda. O excedente é vendido --a preço de custo-- ao Brasil, onde 20% da energia elétrica consumida vem de Itaipu.
Amorim afirmou que o mais importante é que exista harmonia entre os países da região. "Não creio que vá haver [chantagem por parte do Paraguai]. Vai haver uma atitude normal de conversa, de encontrar soluções para um país com o qual temos uma relação muito próxima". O ministro defendeu ajuda brasileira ao país vizinho. Uma das formas é a construção de uma linha de transmissão de Itaipu a Assunção, que aumentaria o acesso dos paraguaios à energia de Itaipu. "E um absurdo que a energia em Assunção seja ruim, mesmo o Paraguai sendo sócio da maior hidrelétrica do mundo", afirmou Amorim. "Vamos ajudá-lo a fazer linhas de transmissão importantes. É nossa responsabilidade ajudar os países mais pobres da região".
América unida
Na entrevista à rádio católica "Fé e Alegria", Lugo destacou que quer "continuar sonhando com os povos da América Latina", e citou vários presidentes da esquerda da região, como "os povos de Correa, de Bachelet, de Tabaré", referindo-se aos presidentes Rafael Correa (Equador), Michelle Bachelet (Chile) e Tabaré Vázquez (Uruguai). "Também com o de Evo (Morales, presidente da Bolívia), que entrou em contato conosco às duas da manhã para saber o resultado de domingo e se colocou à nossa disposição", contou. Lugo também se referiu aos presidente Cristina Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela) e Nicanor Duarte (o atual presidente do Paraguai). "Continuo sonhando com a grande pátria, com uma América Latina integrada, sem fronteiras", afirmou Lugo. "O Paraguai não pode ser uma ilha afastada, deve se integrar ao continente".
Lugo, ex-bispo suspenso "a divinis" por envolver-se com a política, também comentou suas relações com os dirigentes da Igreja Católica. "Cada vez que me fazem essa pergunta sinto uma pontada no coração". O presidente eleito pediu perdão à Igreja pela "dor" que causou com sua desobediência às leis canônicas ao se lançar na disputa presidencial: "Se minha atitude e minha desobediência às leis canônicas causaram dor, peço, sinceramente perdão aos membros da Igreja". Lugo revelou que sua irmã mercedes, 66, será a "primeira-dama" do Paraguai: "Mercedes sempre foi minha conselheira, porque sou o mais novo de seis irmãos. Ela é muito trabalhadora", afirmou Lugo, dez anos mais novo que sua irmã. O presidente eleito, segundo estadista solteiro do Paraguai depois de Eligio Ayala (1928), afirmou que deseja continuar vivendo em sua atual casa, no bairro de Lambaré, nas cercanias de Assunção.
Folha Online. Com France Presse e Agência Brasil. 2204.

ITAIPU: NA REVISÃO, ELEVAÇÃO DE PREÇOS DE TARIFAS (Óbvio!)

Consumidor brasileiro é quem deverá pagar a conta
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A revisão do Tratado de Itaipu poderá representar um custo a mais para o consumidor brasileiro na conta de luz. Hoje a hidrelétrica é responsável por 19% da energia consumida em todo o País (e 91% da energia consumida no Paraguai). Ou seja, qualquer renegociação no preço da eletricidade gerada, conforme pleito do governo paraguaio, vai direto para o bolso dos consumidores brasileiros. O tamanho desse impacto dependeria da forma como ocorreria uma possível negociação entre Brasil e Paraguai. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde Castro, acredita que, a exemplo do que ocorreu com a Bolívia, o Brasil será obrigado a rever as cláusulas do contrato de Itaipu. A explicação é que o mundo vive hoje uma realidade muito diferente no campo energético, com parâmetros muito diferentes daqueles verificados no passado.Isso não significa aceitar qualquer imposição do país vizinho, diz o professor. Muito pelo contrário. “O Brasil precisa ter algo em troca para poder rever o contrato, que de fato é um documento assinado por ambos os governos”, diz Castro. Para ele, essa seria uma oportunidade de o Itamaraty conseguir algumas vitórias para o Brasil no país vizinho. Isso poderia ocorrer até mesmo no campo energético, colocando a estatal Eletrobrás, que recentemente ganhou mais poderes, para investir em terreno paraguaio. “O fato é que a situação energética mudou e é preciso encontrar soluções.”
Renée Pereira. Estadão, 2204. Foto: Martín Crespo /Efe.

domingo, abril 20, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

"Em 31 de outubro de 2002, o casal Manfred e Marísia von Richthofen foram mortos a golpes de barra de ferro enquanto dormiam em sua mansão no bairro de Campo Belo, em São Paulo. Sete dias depois, Suzane, a filha, confessou envolvimento no crime. Após quase quatro anos do assassinato a filha do casal, o ex-namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado. Suzane foi condenada a 19 anos e seis meses pela mãe e 19 anos e seis meses pelo pai - um total de 39 anos de reclusão mais 6 meses de detenção e 10 dias de multa por fraude processual (1).
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Na ocasião recebí de um amigo uma análise(2) contida em [Marcos, 3: 27-35 e Mateus, 12: 46-50] sobre os aspectos Crísticos contidos na relação pai-mãe-filhos-irmãos, que agora, dado o indiciamento(3) do casal Alexandre Nardoni(4) e Anna Carolina Jatobá, pelo assassinato da filha (e enteada) Isabella Nardoni, ocorrido em 29 de março p.p., achei apropriado postá-la".
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[Marcos: 3, 27-35].
"27. Ninguém pode entrar na casa do homem forte e roubar-lhe os bens, se antes não o prender; e então saqueará sua casa.
28.
"Em verdade vos digo: todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias;
29.
mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno."
30.
Jesus falava assim porque tinham dito: "Ele tem um espírito imundo."
31.
Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo.
32.
Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram."
33.
Ele respondeu-lhes: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?"
34.
E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
35.
Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe."
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Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo. Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade. Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.
Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tenta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele.
Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista. A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe. É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.
Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual".
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(2). O Evangelho Segundo o Espiritismo. Por ALLAN KARDEC, tradução de José Herculano Pires.
(4). "Perícia prova que pai jogou Isabella". Alexandre Nardoni jogou a filha Isabella do 6º andar do Edifício Residencial London. Essa é a principal conclusão do laudo final feito pelo Instituto de Criminalística (IC)". Bruno Tavares e Marcelo Godoy/Estadão/20042008.

sexta-feira, abril 18, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " MAMA MIA "




MST & MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO: "FRIENDSHIP"



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Sob críticas, ministro do Desenvolvimento Agrário diz respeitar o MST
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O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) afirmou que não comenta ações dos movimentos sociais.
"A resposta às críticas ao ministério tenho que dar com o trabalho. Tenho que dar com o [programa de combate à pobreza campo] Territórios da Cidadania, com a reforma agrária e valorização da agricultura familiar", disse.
"Eu não costumo fazer juízo sobre a ação de movimento social. Não é minha atribuição", acrescentou Cassel. Para lembrar as mortes de 19 trabalhadores rurais ocorridas em Eldorado do Carajás (PA) há 12 anos, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) promoveu ontem outro dia de intensas ações pelo país, invadindo propriedades da Vale e uma hidrelétrica em Sergipe e bloqueando praças de pedágio e rodovias. No total, foram 50 atos, em 15 Estados e no Distrito Federal, quase o mesmo número de anteontem, quando ocorreram 53 manifestações, boa parte delas em prédios públicos.


Desde o início do mês, chamado pelo movimento de "abril vermelho", os sem-terra já promoveram ao menos 150 ações.
Em Belém (PA), agricultores invadiram, por 15 minutos, o prédio da Vale, na região central da cidade. Segundo Ulisses Manaças, da coordenação nacional do MST no Pará, a ação foi uma reação às declarações do diretor-presidente da empresa, Roger Agnelli, "criminalizando o movimento". De acordo com a empresa, cerca de 30 de seus funcionários foram impedidos de deixar o prédio durante a ação, e o portão do prédio, tombado pelo patrimônio histórico, foi arrombado. A Polícia Militar disse que não houve depredações.


Em Sergipe, os sem-terra invadiram a usina hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 20% da energia elétrica consumida no Nordeste. Segundo a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), que administra a usina, a ação foi "pacífica" e os lavradores não tiveram acesso ao setor operacional. À tarde, a Justiça concedeu liminar de reintegração de posse, mas os sem-terra concordaram em sair antes de serem notificados, após reunião com representantes da empresa e da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco).
No Paraná, sem-terra invadiram 11 das 27 praças de pedágio do Estado. Ao chegarem, eles cobriam as câmeras de vídeo para não serem identificados e liberavam as cancelas para que motoristas pudessem passar sem pagar a tarifa. Até o final da tarde, quatro das praças ainda tinham manifestantes.
Em Agudos (SP), integrantes do MST bloquearam, por quase duas horas, a rodovia Marechal Cândido Rondon. Houve um princípio de tumulto, mas sem conflitos.Em Americana (SP), outros trabalhadores invadiram uma fazenda utilizada para o plantio de cana-de-açúcar. Aconteceram invasões a agências do Banco do Brasil em Sorocaba (SP) e Andradina (SP).
Em Maceió (AL), cerca de 500 sem-terra invadiram o prédio da Assembléia Legislativa, investigada por um suposto esquema de desvio de dinheiro, para pressionar o governo a reduzir os repasses mensais ao Legislativo estadual.
Em Pernambuco, o movimento invadiu mais uma propriedade rural --a 32ª desde sábado-- e promoveu uma passeata no centro de Recife.
No Ceará, o MST realizou quatro invasões de terra, nos municípios de Ibaretama, São Luiz do Curu, Senador Pompeu e Itaipaba. Para hoje estão planejadas novas ações. Houve protestos também em duas rodovias federais: a BR-116 e a BR-020. Em Canindé, fizeram uma marcha.
No Distrito Federal, integrantes do MST e de outros movimentos sociais fizeram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O grupo se reuniu em frente ao Congresso. Os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), receberam de líderes sem-terra um manifesto com medidas pela reforma agrária e de combate à violência no campo
Também houve manifestações, invasões ou bloqueios em outros oito Estados: Roraima, Piauí, Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraíba.
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da Folha de S.Paulo, em Brasíliada Agência Folha. 1804. Fotos [Ministro; Radiobrás, Ag.Brasil]; MST (O Globo).

DILMA [In:] GAFE? QUE NADA! É CAMPANHA [de alguém] MESMO!!!

Dilma comete gafe e chama cerimônia do PAC de comício

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A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) cometeu uma gafe nesta quinta-feira durante cerimônia do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Belo Horizonte. Ao iniciar seu discurso, a ministra cumprimentou as mulheres e chamou a solenidade de comício.
"Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, esse comício", afirmou a ministra.
Dilma é uma das pré-candidatas do governo para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.
Apesar de não admitir a pré-candidatura, a ministra está sendo preparada para concorrer à sucessão. Essa não foi a primeira vez que a cerimônia do PAC foi confundida com ato de campanha. No último dia 31 de março, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), cometeu um ato falho e chamou a ministra de presidente. "Já estou confundindo as bolas", disse Cabral se referindo ao ato falho.
Na cerimônia de hoje em Belo Horizonte, assim como no Rio, o presidente Lula voltou a chamar Dilma de mãe do PAC. "Eu disse que a Dilma era mãe do PAC porque depende dela cobrar dos prefeitos, dos outros ministros, dos governadores. O PAC só dá certo porque tem uma mãe conduzindo", afirmou Lula. Segundo o presidente, a ministra "toma mais conta do programa do que tomou conta de sua própria filha". Folha Online (ontem, 1704). Charge: Thiago Recchia.

DILMA [In:] COMÍCIO, "SHOW-MÍCIO" OU "PAC-MÍCIO" ?

PAC vira palanque para Dilma em BH
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a elogiar nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civl, Dilma Roussef, atribuindo a ela a condução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todo o país. Em visita às obras na Vila São José, na região Noroeste de Belo Horizonte, o presidente afirmou que Dilma “controla mais o PAC do que a própria filha”.
Durante sua fala no palanque, a ministra cometeu um ato falho, ao chamar a solenidade de 'Comício'. O prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel aproveitou a solenidade para também ressaltar seu apoio, no episódio do suposto dossiê elaborado pela Casa Civil sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Nós confiamos na ministra Dilma e somos solidários a ela contra o vento da calúnia e a maré das intrigas que às vezes tentam impedir o trabalho de gente séria. Leve de Minas Gerais, da sua terra natal, a certeza de nosso apoio e nossa amizade", disse.
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Lula veio à capital mineira para acompanhar a execução de projetos que recebem verbas do PAC. Segundo o Ministério das Cidades, a União tem 21 projetos em Minas Gerais, no valor de R$ 411,6 milhões, sendo que a maioria está em Belo Horizonte. Na visita à Vila São José, onde estão sendo executadas obras de saneamento básico e habitação, acompanharam Lula o vice-presidente José Alencar, o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, o prefeito de BH, Fernando Pimentel, o vice-governador do estado, Antônio Augusto Anastasia, entre outras autoridades. Durante os discursos, o presidente precisou ausentar-se do palanque, aparentando dores no pescoço. Em seguida, ele reapareceu com um colete protetor. À população, Lula explicou que estava sentindo dores desde o início desta manhã. Ele atribuiu as dores à alta de juros e às derrotas do Corinthians para o Goiás e do Cruzeiro para o Real Potossi, na Bolívia.
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http://www.uai.com.br/uai.htm. Foto: Emmanuel Pinheiro/Estado de MInas - 17/04/2008.

BC/COPOM: TAXA DE JUROS (UM SOBE OU DESCE?)

Mercado futuro indica que novo ciclo de alta de juros será curto

O dia seguinte à elevação de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic, para 11,75% ao ano, foi de forte ajuste no mercado de juros futuros. Como a maioria dos investidores esperava uma alta de 0,25 ponto, os contratos de curto prazo tiveram valorizações expressivas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Em compensação, os contratos de longo prazo projetaram taxas mais baixas.
Segundo analistas, esse desempenho revela que os investidores entenderam o recado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC): desta vez, o processo de subida do juro deve durar pouco.
A maioria dos especialistas aposta em mais duas ou três altas da Selic de 0,50 ponto porcentual cada, o que faria a taxa básica de juros da economia brasileira encerrar 2008 entre 12,75% e 13,25% ao ano. Os contratos de juros futuros de um dia (conhecidos pela sigla DI) encerraram a quinta-feira projetando taxa de 11,82% para julho deste ano, ante 11,67% na quarta-feira. Os juros estimados para janeiro de 2009 também subiram, de 12,53% para 12,64% ao ano. Em compensação, os DIs para janeiro de 2010 fecharam o dia com taxa de 13,34%, ante 13,36% na quarta-feira. O movimento foi ainda mais intenso nos contratos para janeiro de 2012, que recuaram de 13,49% para 13,40%. Para se ter uma idéia da agitação de ontem nesse mercado, o número de contratos DI negociados na BM&F bateu recorde: 3,162 milhões. O anterior, de 3,160 milhões, havia sido alcançado em 8 de junho de 2007, numa semana em que também houve reunião do Copom. “A resposta do mercado significa que o BC tem muita credibilidade”, avaliou o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. “Os investidores levaram a sério a idéia do BC de fazer um ajuste preventivo do juro”, acrescentou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. O consultor de análise econômica do Banco Itaú, Joel Bogdanski, observou que estratégias preventivas em política monetária são incomuns na história brasileira - o que aumenta ainda mais a importância da reação do mercado ontem. “Com essa estratégia, o custo de um ciclo de aperto monetário em termos de crescimento econômico é menor”, afirmou. Bogdanski citou como exemplo o que ocorreu no segundo semestre de 2002, quando o BC reduziu o juro mesmo num momento de pressão inflacionária. A idéia, lembrou, era dar prioridade ao crescimento. “Só que, pouco depois, o BC foi obrigado a elevar a Selic em três pontos porcentuais durante uma reunião extraordinária por causa da escalada dos preços.” Ou seja, a puxada de freio na atividade teve de ser mais forte. Na avaliação dele, o impacto negativo sobre o crescimento acabou sendo maior. O Itaú estima que a Selic terminará 2008 entre 12,75% e 13,25% ao ano. A projeção do banco para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,5%, exatamente o porcentual definido pelo governo como centro da meta de inflação. Gonçalves, do Fator, também espera que a Selic estará em 12,75% em dezembro. Rosa, da Sul América, prevê 13,25% ao ano, com IPCA de 4,6%.
DÓLAR
Diferentemente do que muitos esperavam, o dólar não derreteu ontem. A moeda americana se desvalorizou 0,36% ante o real, para R$ 1,658. Segundo Gonçalves, essa perda suave deveu-se a dois fatores. O primeiro, é que o mercado já se havia antecipado à alta da Selic. Ou seja, a maior parte da valorização do real ocorreu ao longo das últimas semanas. O segundo, é o fato de que, em 2008, o Brasil voltará a ter déficit em suas transações com o exterior, sobretudo por causa do recuo do saldo comercial. Nesse cenário, diz Gonçalves, cresce a probabilidade de o real se desvalorizar.
Leandro Modé. O Estado de SP. 1804.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

JORNAL DO BRASIL
- Tribunal notifica candidatos a prefeito por campanha ilegal
Três meses antes do início oficial da campanha, os cinco principais pré-candidatos à prefeitura do Rio já estão em guerra com o Tribunal Regional Eleitoral. O chefe da fiscalização do TRE, Luiz Fernando Santa Brígida, declarou ao JB que notificará Solange Amaral, Marcelo Crivella, Fernando Gabeira, Alessandro Molon e Jandira Feghali para interromperem imediatamente suas campanhas na internet e recolherem adesivos e folders que estão distribuindo. (págs. 1 e Cidade A10).
JORNAL DO BRASIL
- O aumento da taxa básica de juros, anunciado pelo Banco Central, custará ao país quase R$ 3 bilhões - o tamanho do impacto sobre a dívida pública. Em discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou com a alta. Culpou os juros e a derrota do Corinthians pelo torcicolo que imobilizou seu pescoço. (Págs. 1 e Economia A17).
FOLHA DE SÃO PAULO
- Real lidera valorização ante o dólar
Nos últimos 12 meses, o real figurou no topo do ranking da valorização diante do dólar. A moeda dos EUA desvalorizou-se 18,61% em relação à brasileira. A queda sofrida pelo dólar foi mundial no período. A recente retomada da alta de juros pelo Banco Central brasileiro, combinada com a redução das taxas no EUA, tende a atrair mais dólares para o Brasil e dar impulso à valorização do real. (`Pág. 1).
GAZETA MERCANTIL
- Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
A necessidade de diversificar o portfólio, fugindo dos efeitos de uma possível recessão econômica no desempenho das empresas norte-americanas, está estimulando a procura por ADRs de empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Nova York. O volume negociado supera o da Bovespa desde 2006, mas este ano há um descolamento ainda maior. Até 14 de abril, a média diária de negócios com ADRs chegou a US$ 3,653 bilhões, superando o volume médio da Bovespa em 20%, segundo a consultoria Economática. Além da busca por ações de empresas de países emergentes, que alguns estimam que sofrerão menos com uma recessão nos EUA, a redução de custos estimula o crescimento das ADRs. "Há vantagens ao concentrar as operações em um único mercado, com redução de custos", afirma Custis Smith, do Bank of New York Mellon. Atualmente os negócios com ADR da Petrobras superam os de gigantes como Amazon e Coca-Cola. (Págs. 1 e B1).
CORREIO BRAZILIENSE
- ABRIL DO BARULHO
Movimentos ligados a trabalhadores rurais protagonizaram ontem marchas, fechamento de estradas, bloqueio de ferrovia, invasão de pedágios, ocupação de prédios públicos. Os protestos, realizados no Distrito Federal e em 14 estados, lembraram os 12 anos do massacre em que 19 sem-terra foram mortos em eldorado dos Carajás, no Pará. Em Brasília, índios driblaram a segurança na Praça dos Três Poderes e protestaram contra decisão do STF de suspender a retirada de colonos da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Em assembléia, estudantes que invadiram a reitoria da UnB decidiram desocupar hoje o prédio. (Págs. 1, 12 e 26).
CORREIO BRAZILIENSE
- Na companhia do presidente Lula, ministra comete ato falho em discurso e chama de "comício" visita a obras do PAC. (Págs. 1 e 4).
ESTADO DE MINAS
- Obras do PAC em BH viram comício de Dilma
Uma gafe da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ontem, em BH, traiu os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para demonstrar que não usa o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para fazer campanha eleitoral. Ao lado do presidente, que usou um colar cervical, por causa de um torcicolo, em vistoria de obras de urbanização e construção de casas populares para moradores da Vila São José, Dilma se referiu ao ato como "comício". No palanque montado ao lado das construções, Lula reservou boa parte de seu discurso para elogiar a ministra, mais uma vez chamada de "mãe do PAC", e defender a peregrinação que tem feito por todo o Brasil para acompanhar e inaugurar as obras do programa. Já a expectativa de que presidente desse uma sinalização sobre a dobradinha PT-PSDB para a disputa pela prefeitura da capital, com um candidato do PSB na cabeça-de-chapa, aprovada por petistas de BH e desautorizada pela Executiva Nacional do partido, foi frustrada. No palanque, Lula fez questão de ignorar completamente o assunto. (Págs. 1, 3, 4 e 8 Editorial 'COMÍCIO EM BH'.).

http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm

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CGU vai auditar despesas do ex-ministro Paulo Renato

A CGU (Controladoria Geral da União) vai auditar os gastos com suprimento de fundos do ex-ministro da Educação de FHC, o deputado Paulo Renato Souza (PSDB). Ele usou a verba para pagar alimentação em Brasília, gasto considerado irregular. A CGU analisa ainda as contas do ex-ministro Raul Jungmann. Renato mostrou os gastos de quando chefiou o MEC (95-02), um total de R$ 166,8 mil. Entre as despesas estão a compra de peixes e farinha para tapioca. Eram, diz, para servir almoço no ministério. Paulo Renato disse ontem que pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que todos os ministros do atual governo abram suas contas se a CGU decidir investigá-lo por supostas irregularidades. "Estou à disposição, mas não vou aceitar tratamento desigual. Se o ministro Jorge Hage [CGU] abrir algum processo, vou exigir que ele abra de todos os atuais ministros", enfatizou. Folha Online, 1804.

REALMENTE. COITADO DO "CORINTHIANS". APENAS ISSO!!!

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Lula amanheceu nesta quinta-feira (17) com torcicolo. Coisa chata. Capaz de azedar o humor de qualquer um. Mas o presidente ostentou, durante todo o dia, um sorriso fácil nos lábios. Mesmo quando teve de imobilizar o pescoço, num pa©mício, em Belo Horizonte.
Para explicar à platéia o artefato que trazia abaixo do queixo, Lula fez pilhéria com o Corinthians e com o Banco Central. Disse que não sabia se atribuía o torcicolo ao “massacre” que o Goiás infligira ao seu time ou à subida dos juros, decretada na véspera. Quanto ao Corinthians, nada a opor. Virou mesmo uma piada. Em relação aos juros, o caso não é de riso, mas de choro. Ao elevar a taxa selic para 11,75%, o Banco Central jogou água fria na fervura de PIB que vinha de um aquecimento de 5,3%. A choradeira foi generalizada –da Fiesp às centrais sindicais. Só um tipo de brasileiro tem razões para sorrir: o “rentista.” O que talvez explique o bom humor de Lula. O presidente é um dos beneficiários do “Bolsa Juros.” A maior parte do seu patrimônio está protegido sob os juros da dívida pública. Uma dívida que, agora, é feita pelo governo dele. Visto sob a ótica das declarações de rendimentos entregues à Justiça Eleitoral, Lula é um homem bem-posto, muito bem-posto, põe bem-posto nisso.
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Em 2002, ano em que o eleitor lhe entregou o primeiro mandato, o ex-torneiro mecânico acumulava patrimônio de R$ 423 mil. Desse total, R$ 117,5 mil (28%) encontravam-se sob a sombra do guarda-chuva dos títulos públicos.
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Em 2006, ao ser eleito para o segundo reinado, Lula levou aos arquivos do TSE uma declaração de rendimentos 98% mais gorda: R$ 839 mil. A essa altura, suas aplicações penduradas na taxa de juros provida pelo Banco Central já somavam R$ 474,6 mil –ou 56% de todo o patrimônio. Tornara-se, já então, um “rentista” clássico.
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Há exatos cinco anos, três meses e 18 dias, Lula manda à conta bancária o grosso de sua renda mensal, composta de uma aposentadoria especial e do salário de presidente: R$ 15.928, em valores atuais, noves fora os descontos de praxe. O contracheque do Planalto é de R$ 11.420. A aposentadoria, arrancada da viúva graças à poda de um mandato sindical e a 51 dias de cana macia, sem pancadaria, amargada em 1980, rende R$ 4.508.
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Mercê de todas as regalias que o cercam –cartão corporativo, carro na porta, avião no hangar, ternos no armário e geladeira sempre cheia—é de supor que, a essa altura, o patrimônio de Lula, adensado pelos juros de Henrique Meirelles, já tenha ultrapassado a casa do milhão de reais.
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Assim, não há torcicolo que lhe conspurque o humor.
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Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 1804. Foto: Foto:Emmanuel Pinheiro, AE.

MST: PARANDO "A LOCOMOTIVA" (ou, perdendo o "trem da história"...)

MST desobedece à Justiça e pára ferrovia da Vale


A invasão da Estrada de Ferro Carajás (EFC), da mineradora Vale, em Parauapebas (PA), foi o ponto alto dos protestos do Movimento dos Sem-Terra (MST) para lembrar os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás e pedir a aceleração da reforma agrária - em todo o País, ocorreram ações em 17 Estados e no Distrito Federal. O movimento garante que as invasões vão prosseguir. "Continuamos mobilizados. Ocupações de terra vão continuar, assim como outras ações. A data do dia 17 é simbólica, mas a luta continua, já que as reivindicações não foram atendidas", disse José Batista de Oliveira, membro da coordenação nacional do MST. A questão da Vale é polêmica porque a Justiça proibiu, em liminar concedida em março pela Justiça Federal do Rio, interdições da ferrovia. O juiz titular da 41ª Vara, Wilson do Nascimento Reis, já avisou que pode multar em R$ 10 mil o principal líder do MST, João Pedro Stedile, por desobedecer à determinação da liminar. "A decisão judicial não foi respeitada", reclamou a Vale, em nota. O MST, por sua vez, respondeu que há uma tentativa da empresa para criminalizar o movimento. "A interdição não foi feita por nós, e sim pelo Movimento dos Trabalhadores em Mineradoras (MTM). A Vale quer criminalizar o MST e desviar a atenção da sociedade para seus próprios problemas, inclusive trabalhistas", disse Batista.Na liminar, a juíza Patrícia Whately, da 41ª Vara Cível do Rio, reconheceu o direito de o movimento promover ações, desde que não sejam "atos violentos" ou interrompam a atividade da empresa. O MST e Stedile poderiam ser multados em R$ 5 mil por infração. Na ocasião, Stedile classificou a ação de "uma idiotice". A Justiça já avisou que só espera uma comunicação oficial da Vale - que, de acordo com a própria empresa, já foi enviada.

INTERDIÇÃO

A ferrovia de Carajás, em Parauapebas, ficou fechada durante oito horas por 1.300 manifestantes, o que chegou a impedir o teste do maior trem do mundo em São Luís. A interdição foi suspensa às 15 horas. Três horas depois do fechamento da ferrovia, a Polícia Militar paraense deslocou 450 homens do Comando de Missões Especiais com cães e bombas de efeito moral. O comandante da operação, tenente-coronel Mário Solano, recomendou cautela à tropa. Não houve enfrentamentos, mas duas pessoas foram presas depois que a ferrovia foi desocupada. Ainda durante a interdição, cerca de dez integrantes do MST, segundo o movimento, ficaram feridos depois que um trem da Vale carregado com minério de ferro não conseguiu parar e bateu em pedaços de madeira colocados nos trilhos, que acabaram atingindo militantes. A Vale negou que isso tenha ocorrido.

PREJUÍZO

A empresa paralisou o transporte do minério de ferro e dispensou do trabalho em Carajás seus 5 mil funcionários. O prejuízo com a paralisação dos trens, de acordo com um diretor da empresa, chega a R$ 22 milhões diariamente. O bloqueio foi o terceiro nos últimos cinco meses.

MOACIR ASSUNÇÃO, ALEXANDRE RODRIGUES, IRANY TEREZA e CARLOS MENDES e WILSON LIMA, ESPECIAIS PARA O ESTADO. 1804. Foto: capa do dia.

quinta-feira, abril 17, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " PROBOS DOS CARTÕES CORPORATIVO "










CENTRAIS SINDICAIS: "LUTA DE CLASSES?". " 'TAMOS' FORA!"

Centrais querem aumentar filiações

As centrais sindicais querem fixar em 30 de abril a data de referência para medir a representatividade de cada entidade. Com isso, as centrais mais jovens teriam mais prazo para aumentar o número de seus sindicatos filiados e abocanhar uma fatia maior de um bolo de R$ 100 milhões anuais, referente a 10% do total arrecadado com a cobrança do imposto sindical. Os dirigentes sindicais e o Ministério do Trabalho ainda estão debatendo a data no âmbito da portaria que vai regulamentar a lei de reconhecimento das centrais. Uma nova reunião está prevista para hoje.A lei foi sancionada pelo presidente Lula no último dia 1º de abril e exige das centrais um mínimo de 100 sindicatos filiados, distribuídos nas cinco regiões do País. Quanto maior for o número e mais fortes os sindicatos, maior será a participação na arrecadação. A lei exige ainda que cada central tenha no mínimo 5% de trabalhadores sindicalizados no País e a filiação de sindicatos que representem pelo menos cinco segmentos da economia. A central que não alcançar esses requisitos perderá sua parte e essa parcela será repassada à conta do Ministério do Trabalho. O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, explicou que a data servirá apenas para a repartição da arrecadação deste ano. "A partir do ano que vem, a fotografia que conta será aquela tirada em 31 de dezembro", completou. Ricardo Pattah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), criada no ano passado a partir da fusão de três outras centrais, defende a data de 30 de abril como a mais apropriada. "Assim haverá prazo para uma melhor acomodação dos sindicatos", comentou o dirigente sindical.
TAMANHO
As estatísticas do ministério mostram que, hoje, a UGT tem 329 sindicatos filiados e aguarda a conclusão do processo de filiação de outros 188. A central seria uma das mais beneficiadas com o prazo adicional para ampliar suas filiações. A maior entidade em número de filiações é a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que conta com 1.578 sindicatos e outros 31 em processo de filiação. A Força Sindical tem 717 filiados e outros 37 em andamento. O presidente da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes, também defende o final de abril, argumentando que seria um prazo razoável para a realização das assembléias que referendam as filiações. A CTB - a mais jovem das centrais -é uma dissidência da CUT e conta com 128 filiados. De acordo com o ministério, há cerca de 3,5 mil sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos no País.
Isabel Sobral. Estadão, 1704.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

JORNAL DO BRASIL
- Comércio do Rio perdeu R$ 28 bi com a violência
- O comércio do Estado do Rio de Janeiro gastou, de 2002 a 2007, R$ 28,7 bilhões em segurança privada para se proteger da violência, segundo o presidente da Federação do Comércio do Estado, Orlando Diniz. Este valor seria suficiente para gerar 2 milhões de empregos no mesmo período, uma distorção que prejudica mais os jovens que procuram o primeiro emprego. O investimento em segurança consumiu 2,38% do faturamento do setor. O Ministério do Trabalho informa que foram criados, em cinco anos, 621 mil postos de trabalho. (pág. 1 e Cidade, pág. A10).

CÂMARA "DOS" DEPUTADOS: QUEM PRECISA DE CARTÃO CORPORATIVO? [ELEIÇÕES 2008; 2010; ...; (Não dê suas pérolas)]

Aumento de 18% em verba para assessores custa R$ 75 mi à Câmara
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A verba de gabinete dos deputados passará de R$ 50.815,62 para R$ 60 mil mensais, o equivalente a 144 salários mínimos. O aumento, de 18,1%, foi anunciado ontem pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O dinheiro vai beneficiar 9.100 assessores e pode ser usado livremente por cada um dos 513 deputados para contratar no mínimo 5 e, no máximo, 25 secretários parlamentares, com salário variando de R$ 415 a R$ 8.200 mensais.
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O custo estimado dos assessores passará de R$ 417 milhões para R$ 492 milhões anuais, um acréscimo de R$ 75 milhões nas despesas da Câmara, sem contar outros benefícios recebidos, como hora extra e vale-refeição. Segundo Chinaglia, o orçamento da Casa tem recursos suficientes para esse aumento, mas os técnicos do governo questionam a falta de previsão específica na Lei Orçamentária. De acordo com um assessor da equipe econômica, o orçamento do Legislativo "sempre tem gordura", mas isso não garante a legalidade do aumento.Ao contrário de outros temas polêmicos da Câmara, o reajuste da verba de gabinete foi aprovado consensualmente pela Mesa Diretora da Casa e comemorado sem estardalhaço por quase todos os parlamentares, da situação e da oposição. A única voz destoante foi o PSOL. "Entendemos que o reajuste é casuísta e inoportuno, na medida em que fere a própria Lei Eleitoral, que veda o agente público de reajustar salários de servidor a menos de 180 dias da eleição", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). "Cada vez mais o Parlamento brasileiro se afasta de sua tarefa de representar dignamente a população brasileira", completou a líder do partido, Luciana Genro (RS).
PRESSÃO
Nos bastidores, o comentário é de que o reajuste teria saído por pressão do chamado baixo clero da Câmara e do deputado Ciro Nogueira (PP-PI), que é integrante da Mesa Diretora e deve concorrer à presidência da Casa em substituição a Chinaglia, no próximo ano. Na semana passada, Chinaglia chegou a dizer que encomendaria um estudo à diretoria da Câmara para comparar os aumentos salariais concedidos pelo Executivo e pelo Judiciário antes de decidir sobre o aumento. Na prática, no entanto, nenhum estudo foi feito, mas apenas o anúncio de um valor redondo de R$ 60 mil, que representa um aumento de 18,1%. Isso equivale à variação do IGP-M (15,13%) desde fevereiro de 2005, quando houve o último aumento, mais um ganho real de 2,94%. Se for comparado com outros índices de inflação, contudo, o ganho real é maior do que o anunciado.Neste ano, os servidores de carreira da Câmara, que entram por meio de concurso público, também tiveram um reajuste de 26%, em conseqüência do aumento salarial concedido aos deputados no ano passado. São cerca de 1.100 servidores dos chamados cargos de natureza especial. Nesse caso, não é permitida a contratação de parentes de parlamentares.
SUBSÍDIO
Além da verba de gabinete, os parlamentares recebem pessoalmente um subsídio de R$ 16 mil e uma verba indenizatória de R$ 15 mil, que deve ser utilizada para despesas do gabinete. No total, a folha de pessoal da Câmara custa R$ 2,6 bilhões anuais. Em média, cada funcionário (concursado ou assessor) do Legislativo custa R$ 11 mil mensais. Entre 2002 e 2007, a despesa média por pessoa cresceu 62,2%, enquanto a inflação não passou de 40%. No Executivo, no mesmo período, o aumento médio de salário ficou em 46,1%. Ou seja, ao contrário do que Chinaglia pretendia mostrar, os gastos no Legislativo - tanto na Câmara quanto no Senado - crescem acima dos índices registrados no Executivo. Os salários dos assessores nem são os maiores, pois estão limitados a R$ 8.100. O piso da carreira de analista legislativo, por exemplo, é de R$ 9,1 mil. Ou seja, é o menor salário que alguém ganha quando começa a trabalhar na Câmara. Em muitos casos, os rendimentos superam os R$ 20 mil. No Senado, a situação salarial é ainda mais atrativa - em média, a remuneração dos servidores e assessores é 20% maior.
Sérgio Gobetti e Denise Madueño. Estadão. 1704. Charge: Lute.

BRASIL/PETRÓLEO: "BRASIL, MEU BRASIL PETROLEIRO..."

Reserva de petróleo brasileira é uma das dez maiores, prevê governo

Circula nos principais gabinetes do governo uma avaliação de que o petróleo na área do pré-sal, na plataforma continental que vai do sul do Espírito Santo ao norte de Santa Catarina, colocará o Brasil entre os dez maiores detentores de reservas do mundo.
Por essas estimativas, as reservas brasileiras, hoje de apenas 14 bilhões de barris de petróleo equivalente (óleo mais gás), poderão chegar a 85 bilhões. A área do pré-sal teria de 50 bilhões a 70 bilhões de barris. Essa avaliação foi feita no governo após as descobertas dos megacampos de Tupi, de Júpiter e de Carioca/Pão de Açúcar, todos na Bacia de Santos (este último em fase de testes). Os indícios obtidos pela Petrobras foram repassados à Presidência da República e serviram de base para a projeção. O principal argumento é que os poços furados pela Petrobras tiveram resultado positivo. A verdadeira dimensão das reservas ainda será objeto de pesquisas que poderão durar vários anos. Mesmo porque, advertem as fontes, boa parte da área não foi licitada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Assim que o megacampo de Tupi teve as reservas dimensionadas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) excluiu 41 blocos da 9ª rodada da ANP. G1. Ag. Estado, 1704.

BANCO CENTRAL/COPOM: "EU JURO, POR MIM MESMO, POR DEUS, ..."

BC surpreende e juro sobe 0,5 ponto
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) surpreendeu ontem o mercado, ao elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. A expectativa da maioria dos analistas era de uma alta de 0,25 ponto porcentual. Foi o primeiro reajuste desde maio de 2005, quando a Selic passou de 19,5% para 19,75% ao ano. "O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros contribuirá para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado", afirmou o comunicado divulgado após o encontro. A votação foi unânime.Embora projetasse elevação de 0,25 ponto, o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, disse ter ficado "confiante" com o texto. "A sinalização, que ainda precisa ser confirmada na ata, é de que o ciclo de alta da Selic pode ser curto." Ele prevê que a taxa encerrará 2008 em 12,75% ao ano. A consultoria MB Associados estava entre as instituições que projetavam uma elevação de 0,50 ponto. "Para um BC preocupado com a demanda, seria melhor um ajuste mais forte para ancorar as expectativas (de inflação) o mais rapidamente possível", afirmou o economista-chefe da consultoria, Sergio Vale. Ele refere-se ao fato de o próprio mercado financeiro ter elevado, nas últimas semanas, as previsões para a inflação em 2008. O relatório Focus divulgado pelo BC segunda-feira mostrou que os analistas projetavam uma alta de 4,66% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano. O indicador baliza a meta de inflação no País, definida em 4,5%, com margem de erro (para cima ou para baixo) de dois pontos porcentuais. Foi a primeira vez que o mercado, na média, estimou uma variação superior ao centro da meta. Para Roberto Padovani, economista do banco WestLB, ao optar por 0,50 ponto, "o BC quis dar sinais convincentes de comprometimento com a meta". A decisão do BC provocou duras críticas no meio empresarial e entre os sindicatos. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Pereira, considerou a alta "lamentável". O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse estar "perplexo". O BC começou a demonstrar desconforto com a inflação no fim de 2007. No primeiro trimestre, os recados se intensificaram e levaram o mercado a dar como certa uma alta da Selic nesta semana. "A oferta da economia, somada às importações, não tem conseguido suprir a demanda. Com isso, algumas medidas de núcleo da inflação (que excluem energia e alimentos) estão subindo", disse Caio Megale, da Mauá Investimentos. O Copom reúne-se de novo nos dias 3 e 4 de junho.
Estadão. 1704. Leandro Modé, Cleide Silva e Marcelo Rehder. Ilustração: blog do Josias de Souza/Folha.