PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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folha gmail df1lkrha

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segunda-feira, maio 12, 2008

GOVERNO LULA: POLÍTICA INDUSTRIAL (II)

Política industrial terá quatro metas para os próximos 2 anos




RIO - O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 12, a Política de Desenvolvimento Produtivo, em cerimônia na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. O plano terá quatro metas que deverão ser cumpridas até 2010.
Uma das metas do plano é ampliar o investimento fixo dos atuais 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 21%. A segunda é estimular a inovação do setor industrial, com um conjunto de medidas que irá elevar os investimentos privados em Pesquisa & Desenvolvimento para 0,65% do PIB até 2010. O programa também prevê o aumento na participação brasileira nas exportações mundiais, dos atuais 1,18% (em 2007) para 1,25%. Já a quarta meta propõe a expansão em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, totalizado 12.971 em 2010.
Veja as medidas:

Crédito
Redução do custo de financiamento do BNDES e ampliação dos subsídios aos setores exportadores, como os do programa Revitaliza, destinado aos setores de calçados, couros, móveis e têxteis, cujos recursos passarão de R$ 300 milhões para R$ 450 milhões. O desembolso total projetado para indústria e serviços pelo BNDES, no período de 2008 a 2010, foi ampliado para R$ 210,4 bilhões. O spread médio do conjunto das linhas de financiamento do BNDES será reduzido em 20% , de 1,4% ao ano para 1,1% ao ano. Foi estabelecida ainda uma redução da taxa de intermediação financeira de 0,8% para 0,5%. O prazo para apropriação de créditos do Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) derivados da aquisição de bens de capital (máquinas e equipamentos) será reduzido de 24 meses para 12 meses
Ampliação no prazo das linhas do Finame de cinco para dez anos

BNDES terá linha de crédito com taxa especial, de 4,5% ao ano, para projetos de empresas que tenham investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento



Desoneração
Eliminação da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38% nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep . Ampliação da lista de bens de capital com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) zero e isentos de PIS/Cofins. Redução pela metade da contribuição patronal para o INSS sobre a folha de pagamento dos trabalhadores de empresas de Tecnologia de Informação, no desenvolvimento de softwares para exportação. Permissão para que as empresas de informática e automação possam reduzir na base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) os dispêndios relativos a pesquisa e desenvolvimento. Ainda no IR, depreciação acelerada do valor de máquinas e equipamentos adquiridos para aumentar a capacidade de produção.

Exportações

Contribuição de empresas de informática e automação para o 'Sistema S' pode cair para até zero com base na participação das exportações no faturamento total da empresa.Sete setores vão buscar consolidar a liderança no mercado internacional: petróleo e gás natural; mineração; siderurgia; bioetanol; celulose e papel; carnes; e complexo aeronáutico.
ROSANA DE CASSIA - Agencia Estado. 1205. [Foto: Fábio Motta/Agência Estado. O governador do Rio Sergio Cabral Filho e o presidente Lula juntos no lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo no BNDES, no centro do Rio].

GOVERNO LULA: POLÍTICA INDUSTRIAL

Política industrial apóia exportação de software

BRASÍLIA E SÃO PAULO - A nova política industrial que será anunciada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá trazer cerca de 20 medidas de desoneração tributária e de financiamento. Entre elas está a primeira iniciativa para desonerar a folha de salários da indústria, que por enquanto será apenas para as empresas exportadoras do setor de tecnologia da informação. O governo deverá reduzir pela metade a contribuição patronal dessas empresas para a Previdência, dos atuais 20% da folha de pagamentos para 10%. O alívio incidirá só sobre a folha de pagamento dos funcionários que trabalham com exportação. Para os demais, que estão voltados para o mercado doméstico, a empresa continuará a recolher 20%. Até ontem, o governo estudava ainda a possibilidade de eliminar a contribuição das exportadoras de software ao chamado Sistema S (conjunto de entidades voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que têm em comum seu nome iniciado com a letra S, como Sesi, Senai e Senac) e ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Se a medida for incluída no pacote a ser anunciado hoje, representará corte adicional de 3,1 pontos porcentuais na carga sobre a folha de pagamento. As desonerações previstas no Plano de Desenvolvimento Produtivo, como tem sido chamado oficialmente a nova política industrial, terão um custo fiscal para o Tesouro Nacional que poderá chegar a R$ 25 bilhões até 2011. Somadas a uma série de outras medidas de redução de custos financeiros, de investimento e de exportação, elas têm como objetivo incentivar os investimentos, a inovação tecnológica e, principalmente, as exportações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ag. Estado, 1205.

domingo, maio 11, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

É possível acreditar em Darwin e em Deus, diz pesquisador

[Em entrevista a ÉPOCA, o professor de Oxford Alister McGrath afirma que a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue].

Alister McGrath e Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio, têm trajetórias bastante parecidas. Ambos são cientistas de Oxford, estudiosos das ciências naturais e mostram-se abertos a novas formas de pensar, desde que as evidências o levem a isso. A diferença é que o raciocínio lógico levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a acolher a fé. Leia, nesta entrevista, como ele considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico.
ÉPOCA - Quando você passou a acreditar em Deus?
Alister McGrath - Na juventude estive apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo.

ÉPOCA - Vocês e Richard Dawkins são amigos?
McGrath - Não, somos apenas professores da mesma universidade. Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos.

ÉPOCA - Você diz que Dawkins se tornou um fanático. Qual a sua suspeita?
McGrath - A agressividade de Dawkins é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade.

ÉPOCA - Quais seus argumentos para acreditar que Deus existe?
McGrath - Neste meu livro, eu realmente não dou argumentos para acreditar em Deus, mas rebato os de Dawkins. A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas.

ÉPOCA - Você acredita na evolução?
McGrath - Eu discordo de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis.

ÉPOCA - As pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus?
McGrath - Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto.

ÉPOCA - Dawkins diz que é importante submeter a fé a um exame crítico. Você acredita nisso?
McGrath - Sim, acho que isso é uma importante coisa a se fazer. Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas.

ÉPOCA - Quando a ciência não pode explicar Deus?
McGrath - Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas.

ÉPOCA - Você votaria em um candidato ateu?
McGrath - Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos.

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http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83577-5856-520,00-E+POSSIVEL+ACREDITAR+EM+DARWIN+E+EM+DEUS+DIZ+PESQUISADOR.html

BRASIL: 11 DE MAIO; DIA DAS MÃES

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"Desejamos à todas MÃES, toda felicidade que os teus puderem te dar, pelo dia de hoje, de "ontem e de amanhã".

sábado, maio 10, 2008

EDITORIAL: AS "MAGDAS" LEGISLADORAS

"Esta semana recebí de um ex-aluno, também ex-petista (aliás, nada mais capitalista que um socialista arrependido...) a matéria a seguir. Independentemente de o subscritor ser desconhecido, ao menos deste bloguista, o fato é que concordamos com 'todas as letras' de seu desabafo, razão de o estarmos postando".
-o0o-



ITAIPU - Exigências do novo presidente do Paraguai.

"Senhor Senador Cristóvão Buarque,

O senhor afirmou, da tribuna do Senado Federal, o seguinte:

'Não podemos simplesmente negar ao Paraguai o direito de pedir o reajuste. Nós não podemos esnobar o Paraguai. Até porque temos uma dívida com esse nosso país vizinho, já que há 138 anos matamos 300 mil de seus cidadãos [na Guerra do Paraguai]. Em proporção, seria como se matassem nove milhões de brasileiros - ponderou Cristóvão'.

É muito estranho, senador, e causa preocupação ouvir de um senador da república tal afirmativa. E é estranho por dois motivos:

a) O senhor não tem conhecimento da história e está equivocado ao afirmar que o Brasil matou 300 mil paraguaios;

b) O senhor tem conhecimento da história e, por conseguinte, está mentindo.

Ambas as hipóteses o desqualificam para exercer o alto cargo de senador da república. Quando um senador da república se dirige à nação da tribuna do Senado Federal para afirmar uma asneira deste porte, francamente, não tem condições de estar onde está. Está trabalhando contra o país, contra o seu povo, quando o seu dever sagrado deveria ser o contrário.

A guerra do Paraguai, da qual o senhor culpa o Brasil, inclusive imputando-lhe 300 mil mortes, foi provocada pelo ditador Solano Lopes, cujas ambições expansionistas o fizeram invadir a Argentina, que lhe negara o uso do seu território para chegar até Uruguaiana. A Argentina então declarou guerra ao Paraguai, dando início a um conflito ao qual se juntariam o Brasil e o Uruguai no que ficou conhecido como a Tríplice Aliança.

O Paraguai contava àquela altura com um exército de 77 mil homens, enquanto o efetivo brasileiro não passava de 18 mil, o que obrigou D. Pedro II a organizar apressadamente as forças brasileiras para fazer face a agressão.

Sem entrar em detalhes, para não me alongar, quero informá-lo que das 300 mil mortes de paraguaios que o senhor imputa ao Brasil, a fome, a cólera e a malária foram responsáveis por 70%. Em combate mesmo, o Paraguai perdeu metade do seu exército, enquanto o Brasil perdeu 30 mil. E as perdas paraguaias aconteceram em razão da estupidez do ditador Solano Lopes que, instado a se render posto que já estava derrotado, com Assunção invadida pelas tropas brasileiras, levou a guerra às últimas conseqüências conduzindo o que restava de suas tropas combalidas e, àquela altura composta de adolescentes e até crianças, a Cerro Corá, onde se deu a batalha final.

Solano Lopez jamais aceitou negociar a paz e a guerra só acabou com a sua morte. O Brasil não conquistou territórios do Paraguai, apenas reivindicou suas fronteiras anteriores. O tratado de paz, assinado em 9 de janeiro de 1872, estabeleceu dentre outras coisas, como a navegação livre pelo rio Paraguai, uma indenização a ser paga ao Brasil, dívida esta que foi perdoada em 1943 pelo governo brasileiro.

Vê-se, portanto, que o grande culpado pelo massacre do seu povo foi o próprio ditador Solano Lopes, tendo o Brasil apenas respondido à altura uma agressão sem sentido. Seguindo a lógica do seu raciocínio, os aliados da segunda guerra mundial devem pagar uma indenização a Alemanha pelo fato de Hitler ter perdido a guerra. Ainda seguindo a lógica do seu raciocínio, as atuais gerações devem pagar pelos erros por acaso cometidos por governantes em gerações passadas. Assim , não me surpreenderia se o senhor defendesse que a atual e futuras gerações de italianos continuem pagando aos países conquistados pelo Império Romano pela avidez de seus imperadores.

Mas como o próprio presidente Lula já declarou algumas vezes que o Brasil tem uma dívida para com a África em razão da escravidão, nada mais me admira. Só quero declarar peremptoriamente que eu jamais possui um escravo, assim como nenhum brasileiro vivo na atualidade.

Senador, acorde! O povo brasileiro atual, do passado e do futuro, pagaram, estão pagando e pagarão a enorme e infindável conta que lhes foi colocada sobre os ombros por uma plêiade de governantes irresponsáveis, corruptos e sem visão de futuro, incluindo o atual. E o senhor ainda quer aumentar essa conta?

Quanto a Itaipu, senador, foi o pior negócio feito pelo regime militar e é fácil de se explicar.

O complexo Itaipu foi totalmente custeado pelo Brasil. O Paraguai não desembolsou um centavo de guarani. O acordo firmado deu ao Paraguai o direito a 50% de toda a energia gerada pela usina. Como o Paraguai não tem capacidade para utilizar toda essa energia, o acordo estabelece que a sobra seria vendida ao Brasil a preço de mercado, e não a preço de custo como estão dizendo alguns esquerdopatas. O Brasil sempre cumpriu rigorosamente a sua parte, pagando integralmente ao Paraguai o excedente desses 50% sem descontar sequer as despesas de manutenção da usina.

Pergunto-lhe, senador: quem fez o melhor negócio? E quem ainda está usufruindo desse negócio da China? Com certeza não somos nós.

Talvez o senhor ache mais justo o Brasil entregar a usina ao Paraguai de mão beijada e passar-lhe a comprar a energia de que necessita, a exemplo do que a Petrobrás fez com as duas refinarias de petróleo que ela instalou na Bolívia, tudo isto em nome da ideologia que une o atual governo brasileiro a los hermanos andinos.

Convém lembrar, senador, que Itaipu custou 6 bilhões de dólares à época em que foi construída, dinheiro este tomado emprestado no exterior e pelo qual até hoje pagamos porque, compromissos como este, somados aos da construção de Brasília e outros que atenderam a megalomania de governos passados deram origem ao monstruoso endividamento que hoje impede o desenvolvimento do país.

Convém lembrar também que, caso o governo resolva atender a reinvidicação do hermano, o preço da energia, que no Brasil custa mais caro do que a energia produzida por usinas nucleares em torno do mundo, terá que ser reajustado e quem pagará a conta será o povo brasileiro. A menos que o senhor e seus pares da esquerda resolvam bancar a conta, o que com certeza não lhe passa pela cabeça.

É fácil, senador, fazer proselitismo político demagógico com a carteira dos outros.

Convém lembrar também, senador, que o contribuinte brasileiro, já escorchado por uma verdadeira derrama fiscal, lhe paga o salário e todas as suas mordomias para que o senhor defenda o Brasil, e não estados alienígenas.

Dito isto, quero lhe dar uma sugestão: se o senhor sinceramente quer fazer um bem ao Brasil e ao seu povo, renuncie ao seu mandato e volte a sua cátedra na universidade. Lamentando pelos seus alunos.

Indignadas Saudações,

Otacílio M. Guimarães"
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sexta-feira, maio 09, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " POCOTÓ... POCOTÓ..."







GOVERNO LULA/BRASIL: ASPIRANTE À "OPEP"

Brasil quer ingressar na Opep, diz Lula a revista alemã

FRANKFUR - O Brasil quer ingressar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e trabalhar em direção à queda dos preços, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à edição do próximo sábado da revista alemã Der Spiegel, com vistas à próxima cúpula UE-América Latina, que será realizada em Lima, e à viagem da chanceler alemã, Angela Merkel, ao Brasil.
Na entrevista, o presidente disse ainda que a Europa deveria deixar a produção de biocombustíveis para outros países e rejeitou as críticas de que os cultivos de cana atrapalhariam os produtos destinados à alimentação, especialmente cereais. "Nós e os africanos podemos fazer isso muito melhor", afirmou o presidente. Lula disse também que o primeiro mundo deveria parar de subsidiar sua agricultura e reduzir os elevados impostos de importação para outros países. Em vez de criticar, "o primeiro mundo deveria deixar de subvencionar seus agricultores e de estabelecer enormes tarifas às importações", sustentou o presidente.
Estadão, 0905. (Com Efe) .

INFLAÇÃO: IGP-M (subindo, subindo ...)

IGP-M dispara 1,36% na 1ª prévia; maior resultado desde 2002

RIO - A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de maio subiu 1,36%, em comparação com o aumento de 0,33% apurado em igual prévia do mesmo indicador em abril. Trata-se do maior resultado para uma primeira prévia desde dezembro de 2002, quando esse tipo de indicador subiu 2,61%. O índice foi anunciado nesta sexta-feira, 9, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A aceleração refletiu uma significativa elevação nos custos no atacado. Os preços dos produtos agrícolas no setor subiram 1,27% na primeira prévia de maio, ante queda de 1,52% na primeira prévia de abril. Em 12 meses, os produtos agrícolas acumulam elevação de 31,99%. Já os preços dos itens industriais no atacado tiveram avanço de 2,04% na prévia anunciada nesta sexta, ante alta de 0,96% na primeira prévia de abril. O resultado da primeira prévia do IGP-M ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,55% e 1,30%, e foi superior à mediana das expectativas (0,78%). Nesta semana, o IGP-DI de abril já havia surpreendido negativamente os analistas, pressionando fortemente o mercado de juros futuros. A FGV também informou os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 1,82% na prévia anunciada nesta sexta, ante elevação de 0,26% na primeira prévia de abril. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,27%, ante 0,40% em abril. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve elevação de 0,79% em maio, ante avanço de 0,59% na primeira prévia de abril. Até a primeira prévia de maio, o IGP-M acumula elevações de 4,48% no ano e de 11,25% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de maio foi do dia 21 a 30 de abril.
ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado. 0905.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

09-maio-2008.
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JORNAL DO BRASIL
- No meio da polêmica em torno da reserva indígena de Roraima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto obrigando a presença de unidades militares nas terras destinadas aos índios em áreas de fronteira, como forma de defender a soberania nacional. Lula anunciou ainda um programa prevendo R$ 1 bilhão em crédito para projetos de reflorestamento na Amazônia. (Págs. 1 e País A2)
- O Brasil foi, entre os países da América Latina, o porto mais atraente para investidores estrangeiros. Em 2007, respondeu por cerca de US$ 35 bilhões dos US$ 106 bilhões aplicados na região. (Págs. 1 e Economia A17)
- Pesquisa traz boa notícia para os ricos brasileiros: até 2017, o país se tornará o líder em número de milionários entre os Brics, grupo de nações emergentes que reúne, além do Brasil, Rússia, Índia e China. Serão 675 mil domicílios com riqueza superior a US$ 1 milhão anual. (Págs. 1 e Economia A17)
FOLHA DE SÃO PAULO
- No baile político, todos querem dançar com o governo, de Maluf e Collor à esquerda do PT: "Hay govierno? Soy a favor!" Isso é bom para a democracia? Ou, além da jabuticaba, o Brasil quer surpreender o mundo com a novidade de democracia sem oposição? (Págs. 1 e A2)
- Apesar da resistência do PSB local em apoiar a candidatura do PT à Prefeitura de SP, a deputada e ex-prefeita Luiza Erundina disse que aceita "tranqüilamente" ser vice na chapa de Marta Suplicy. Segundo Erundina, a própria ministra a convidou. Para Marta, que não assumiu a pré-candidatura, cabe ao PT definir alianças. (págs. 1 e A9)
-O ESTADO DE SÃO PAULO
Governo prevê R$ 25 bilhões para estimular indústrias
- O governo federal lança segunda-feira a nova política industrial, que terá o nome de Plano de Desenvolvimento Produtivo, informa a repórter Adriana Fernandes. O custo fiscal deve variar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões até 2011, dinheiro que envolve desoneração tributária (cerca de R$ 8 bilhões) e redução dos juros em empréstimos do BNDES. O Ministério da Fazenda ainda procura acomodar as demandas de setores industriais que querem ampliar o tamanho das medidas. A nova política buscará incentivar investimentos, inovação tecnológica e, sobretudo, exportações - o governo tem como prioridade estimular as vendas ao exterior, para reverter a escalada no déficit em conta corrente. A indústria naval, considerada importante para reduzir os custos de logística e, conseqüentemente, aumentar a competitividade da produção nacional, está entre os setores beneficiados. O Palácio do Planalto quer, na divulgação do programa, a mesma magnitude que foi dada ao Plano de Aceleração do Crescimento e convidou para a solenidade os 27 governadores, parlamentares e empresários. (Págs. 1 e B1)
O GLOBO
Governo e BNDES ajudam ONGs ligadas a Paulinho
-Verbas do Ministério do Trabalho e do BNDES beneficiaram a ONG Meu Guri, presidida por Elza Pereira, mulher do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. Paulinho é citado na investigação sobre fraudes em empréstimos do banco. Só do BNDES, a ONG da mulher de Paulinho recebeu doação de R$ 1,2 milhão. Já o Ministério do Trabalho, comandado pelo pedetista Carlos Lupi, repassou desde 2005 cerca de R$ 6 milhões ao Instituto DataBrasil, ligado à Força Sindical e que tem parcerias com a Meu Guri. O DataBrasil aparece na investigação sobre fraudes no BNDES: um lobista preso afirma, em conversa interceptada pela Polícia Federal, que tem dinheiro a receber do presidente da ONG. A Justiça bloqueou bens de 11 acusados no processo. (Págs. 1, 3 a 5)
GAZETA MERCANTIL
- A geração de energia elétrica a partir da cana-de-açúcar ganha força no Brasil e começa a atrair a atenção das empresas comercializadoras, que atuam no mercado livre, no qual os consumidores negociam a eletricidade sem a participação das concessionárias. Esse movimento reforça o rápido avanço do setor, demonstrado ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo a EPE, em 2007, pela primeira vez na história, o álcool ultrapassou a geração hídrica como matriz energética nacional, ao abocanhar participação de 16%, ante 14,7% da energia oriunda das hidrelétricas.
A Comerc, uma das líderes do mercado livre de eletricidade, prevê ampliar em 50% seu faturamento com a gestão da energia gerada pelas usinas sucroalcooleiras. "Fechamos contratos com oito usinas, que somam 310 megawatts de geração (a partir do bagaço da cana)", disse à Gazeta Mercantil Cristopher Vlavianos, presidente da empresa, que agora buscará clientes para consumir essa energia. Com a expansão do setor, "as novas usinas não pensam mais em produzir açúcar e álcool, e sim etanol e eletricidade", acrescenta.
O álcool brasileiro também começa a ganhar importância no exterior. A Petrobras prevê exportar quase um milhão de litros para o Japão em cinco anos. (Págs. 1 e C4)
CORREIO BRAZILIENSE
- Governo lança pacote que destina R$ 1 bilhão para projetos de financiamentos e permite o uso das florestas nativas como garantia dos empréstimos. (Págs. 1 e 15)
- BNDES deu R$ 1,2 milhão à ONG da mulher de Paulinho. Págs. 1 e 6)
- Alta do petróleo e de outras matérias-primas, como o aço, vai elevar o preço de automóveis, geladeiras, eletroeletrônicos e brinquedos. (Págs. 1 e 17)
VALOR ECONÔMICO
Lucratividade dos bancos tem queda no 1º trimestre
- O primeiro trimestre trouxe uma novidade que não se via há muito tempo: o crescimento que os bancos vinham exibindo nos lucros a cada trimestre caiu pela metade, da faixa dos 20% para cerca de 10%.
Além disso, a lucratividade também caiu. Os balanços já divulgados dos cinco maiores bancos privados - Bradesco, Itaú, Real, Unibanco, Santander - e do BicBanco mostram que o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido ficou em 24,5% em comparação com 26,8% no primeiro trimestre do ano passado.
Ficou mais difícil para os bancos ganhar dinheiro com a redução do juro básico, a mudança do mix das carteiras de crédito e o aumento dos custos de captação. Essa nova realidade reduziu a margem financeira dos bancos, também chamada de spread, medida pela relação entre as receitas de intermediação financeira e os ativos.
A redução da margem era esperada por causa da queda da Selic. Mas o efeito "foi amplificado" por causa do encarecimento das captações no mercado doméstico, disse Geraldo Travaglia, vice-presidente do Unibanco, o único entre os grandes bancos privados em que a rentabilidade cresceu. (Págs. 1 e C8)
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
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AGRIPINO & LULA [In:] O 'CUSTO BRASIL' DE UM "BAFÃO"

Agripino reage à declaração de Lula e diz que não foi ao depoimento de Dilma para brilhar

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) rebateu nesta quinta-feira as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que foi "abafado" pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em seu depoimento no Senado depois de citar o período em que ela foi torturada na ditadura militar. Agripino disse que não participou do depoimento da ministra para "brilhar", mas sim para questioná-la sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Eu não participei da reunião para tentar obter nenhum brilho especial nem abafar. A minha presença na reunião teve o objetivo claro de ter respostas para o que o Brasil quer saber: quem fez o dossiê, com que objetivo foi feito e se havia alguma intenção política", afirmou. Depois de participar de cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, Lula afirmou que Agripino pensou que iria "abafar" no depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no Senado ao colocá-la sob constrangimento. Mas, segundo o presidente, o senador é que acabou "em situação delicada" uma vez que não deveria ter adotado comportamento agressivo. Agripino disse que, "se as respostas foram dadas de forma enviesadas" pela ministra, isso é "outra conversa". O senador reiterou que Dilma fez papel de vítima e direcionou a resposta para o campo emocional com o objetivo de sensibilizar os parlamentares. "Acho que o presidente Lula enviesou mais uma vez ao debitar a mim a tentativa de brilhar que eu não tive. Hora nenhuma eu tentei constranger a quem quer que seja. O dossiê é próprio do regime de exceção, o que eu quero é esclarecer esse dossiê", disse.
Emoção
Dilma ficou emocionada ontem ao responder à pergunta de Agripino durante depoimento prestado à Comissão de Infra-Estrutura do Senado que durou nove horas. Agripino pediu que a ministra revelasse todos os detalhes da montagem do dossiê sem usar da mesma postura adotada por ela para fugir as torturas no período da ditadura. O senador leu trechos de uma entrevista de Dilma na qual ela afirmou que "mentia muito" naquele período, por isso insinuou que não repetisse a mesma prática. Em resposta, a ministra disse que sente orgulho de ter mentido para escapar de torturas durante a ditadura. "Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador". Dilma afirmou que "não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte". Numa referência indireta à possibilidade de Agripino ter apoiado os militares na ditadura, Dilma disse que os dois não estavam "no mesmo momento" quando ela enfrentou a luta armada para combater o regime. O senador afirmou que não está disposto a pedir desculpas à ministra uma vez que, na sua avaliação, foi mal interpretado porque não teve o objetivo de constranger a ministra. "Cabe a mim corrigir e repor o meu pensamento. Era um esclarecimento do dossiê para que não ficássemos com um assunto que envolve o uso privilegiado de informações de Estado em benefício de um governo, encostando no canto da parede pessoas como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher."
GABRIELA GUERREIRO; da Folha Online, em Brasília. 0905.

LULA & AGRIPINO [In:] "SITUAÇÃO DELICADA"

Lula ironiza Agripino e diz que senador ficou em "situação delicada"

Irônico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que o senador Agripino Maia (DEM-RN) pensou que iria "abafar" ontem no depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no Senado ao colocá-la sob constrangimento. Mas, segundo o presidente, o senador é que acabou "em situação delicada". Para Lula, Agripino não deveria ter tido tal atitude.
"Em relação às declarações do Agripino, eu acho que ele fez o que não deveria fazer. Mas de qualquer forma, um homem com a experiência política dele achou que certamente iria abafar, que iria colocar a Dilma em uma situação delicada, mas no fundo, no fundo eu acho que ele é que ficou em uma situação delicada", disse o presidente, após cerimônia no Palácio do Planalto.
Lula se referiu à intervenção de Agripino, que durante o depoimento de Dilma insinuou que ela poderia mentir porque admitiu em uma entrevista que faltou com a verdade no período da ditadura. No entanto, o presidente reiterou os elogios ao comportamento dos parlamentares na comissão, repetindo em parte o que disse pela manhã. "Eu quero ressaltar que foram nove horas de debate e o Congresso se portou como um Congresso civilizado, da forma mais democrática possível e a ministra respondendo aquilo que ela tem que responder, as perguntas sobre o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)", disse. Depois de elogiar a ministra publicamente, em solenidade de manhã, o presidente voltou a destacar o desempenho de Dilma ao depor ontem, por mais de nove horas, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. "Acho que houve duas coisas importantes: primeiro, a Dilma é muito segura das coisas que tem que fazer, segundo, eu acho que o Senado foi muito democrático, não houve nenhuma ofensa e nem nenhuma pergunta desaforada", afirmou o presidente. Em tom de brincadeira, ao ser questionado se havia acompanhado a sessão inteira, Lula reagiu: "Eu não acompanhei o depoimento da ministra Dilma, porque quando alguém presta depoimento pro Senado, alguém tem que trabalhar nessa República. Mas eu vi as notas da imprensa hoje, da imprensa ontem." Segundo Lula, as perguntas sobre o dossiê serão permanentes e infindáveis. "As perguntas sobre o dossiê eu já sabia, eles vão passar a vida inteira perguntando sobre dossiê e nós vamos passar a vida inteira fazendo o nosso cadastramento e o nosso banco de dados porque nós temos a obrigação de fazer isso", disse ele.
RENATA GIRALDI; da Folha Online, em Brasília. 0905.

BRASIL/TELEFONIA: " 'OI' NÓIS AQUI TRAVEIS..."


Sem alarde, o empresário Carlos Jereissati (La Fonte) e o executivo Otávio Azevedo, lugar tenente de Sérgio Andrade (Andrade Gutierrez), desembarcaram em Brasília nesta quinta-feira (8). Estavam acompanhados de Luiz Eduardo Falco, presidente da telefônica Oi (antiga Telemar).
A trinca reuniu-se reservadamente com o ministro Hélio Costa (Comunicações). Foram pedir que o governo apresse a mudança da norma legal que impede a efetivação de um negócio de mais de R$ 12,3 bilhões: a compra da Brasil Telecom pela Oi.
Anunciada com pompa em 25 de abril, a criação da supertelefônica não tem, por ora, amparo legal. Esbarra no PGO (Plano Geral de Outorgas). Trata-se de um conjunto de normas concebido em 1998, nas pegadas da privatização do sistema Telebras. O PGO proíbe a junção de telefônicas que operam em regiões diferentes do país. Se não for alterado, mandará ao vinagre a transação já anunciada. Os grupos La Fonte e Andrade Gutierrez têm vivo interesse em que o governo lhes estenda a mão. As duas empresas controlam a Oi, por meio da Telemar Participações.Carlos Jereissati e Otávio Azevedo lembraram a Hélio Costa, segundo apurou o blog, que o contrato de aquisição da Brasil Telecom pela Oi contém uma cláusula com aparência de espada de Dâmocles: se o negócio não for efetivado em 365 dias, vai impor à Telemar Participações o pagamento de uma multa de R$ 500 milhões. Em negociações subterrâneas iniciadas em 2006, o governo vem se mostrando disposto a eliminar o entrave legal que embaça a efetivação da nova gigante da telefonia. Porém, dois detalhes deixam os interessados de cabelo eriçado: a alegada morosidade da burocracia do Estado e a composição da diretoria da Anatel, a agência responsável pela análise da mudança do plano de outorgas da telefonia. Daí a visita a Hélio Costa.
Vão abaixo os principais lances da negociação:

1. Para conferir ares institucionais à alteração legal que interessa à Oi, incumbiu-se a Abrafix (Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo) de enviar ofício à Anatel solicitando a alteração do PGO, o plano de outorgas. Deu-se em 8 de fevereiro de 2008, dois meses e meio antes de a Oi anunciar ao mercado a compra da Brasil Telecom;
2. Em 11 de fevereiro, três dias depois de ter recebido a carta da Abrafix, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, enviou a Hélio Costa o ofício nº 75/2008. No texto, pede ao ministério das Comunicações que se manifeste sobre a proposta de alteração da regra que proíbe telefônicas que operam numa região de adquirir congêneres de outras regiões;
3. Já no dia seguinte, 12 de fevereiro, Hélio Costa endereçou a Sardenberg, o mandachuva da Agência Nacional de Telecomunicações, o ofício 11/2008. Nele, o ministro manifesta-se integralmente favorável à mudança da regra. Escorou-se em estudo do ministério segundo o qual o PGO “deve ser adequado à evolução do setor e às mudanças das condições de competição, com o objetivo de garantir benefícios ao consumidor e o desenvolvimento social e econômico do país”;
4. Até aí, tudo caminhava com celeridade. Seguindo a praxe, nomeou-se um dos diretores da Anatel para relatar o processo. Chama-se Pedro Jaime Ziller de Araújo. Não há prazo para que ele conclua a tarefa. E a coisa está demorando mais do que gostariam os controladores da Oi. Sensibilizada, a cúpula do governo espera que o relatório fique pronto em, no máximo, 30 dias. Do contrário, cogita-se uma providência extrema: a substituição do relator. Algo que não soaria bem. Um detalhe pode dar novo impulso à caneta de Pedro Jaime. O mandato dele na Anatel expira no final de novembro. Insinua-se no subsolo de Brasília que, se tiver interesse em renová-lo, o diretor talvez precise exibir mais agilidade;
5. O relatório de Pedro Jaime terá de ser aprovado pela diretoria da Anatel. Integram-na cinco pessoas: o presidente Sardenberg e quatro diretores. Aqui, surge novo problema: há, desde novembro de 2007, uma cadeira vaga na agência. O que reduz a quatro o número de votantes. Como a alteração do Plano de Outorga depende da concordância de pelo menos três votantes, os sócios da Oi levaram o pé atrás;
6. De acordo com o que apurou o repórter, o ministro Hélio Costa busca um nome para ocupar a cadeira vazia da Anatel. Chama-se Emília Ribeiro a candidata mais cotada. Ligada ao PMDB, o partido do ministro, ela é funcionária do Ministério da Ciência e Tecnologia. No momento, encontra-se cedida ao gabinete do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Noves fora o vínculo partidário, conta a seu favor o fato de já integrar o conselho consultivo da Anatel. O nome precisa ser indicado por Lula e aprovado pelo Senado, uma casa legislativa em que a maioria governista é frágil;
7. Há, por último, um detalhe político a intoxicar a mudança legal pretendida pela Oi. Trata-se de um empecilho doméstico, por assim dizer. Em 2005, ano em que começou a cogitar a ampliação de seus negócios telefônicos, a Telemar de Sérgio Andrade e Carlos Jereissati, irmão do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), injetou R$ 5,2 milhões na empresa Gamecorp, uma produtora de TV e de joguinhos para celular que tem como sócio Fábio Luís, o Lulinha, filho de Lula. Hoje, as invesrsões na produtora de Lulinha alçam a casa dos R$ 10 milhões;
8. Em diálogos reservados, o presidente mencionou o risco de exploração política da mudança legal que vai beneficiar a Oi (ex-Telemar). Ouviu argumentos de natureza técnica. Por exemplo: a supertelefônica que nasce da aquisição da Brasil Telecom segue uma tendência mundial. Argumentou-se que, com a junção das duas telefônicas, a empresa, de capital nacional, ganharia escala. Que levaria a uma redução de custos. Que resultaria em melhoria do serviço prestado à clientela e em redução nos preços das tarifas. De resto, a supertele teria condições de competir, aqui e alhures, com duas multinacionais: a espanhola Telefônica e o grupo mexicano que controla a Claro e a Embratel. Lula deu-se por convencido.
9. A certeza de alteração das regras é tão densa que o BNDES animou-se a participar da operação financeira montada para viabilizar a compra da Brasil Telecom. Uma participação de R$ 2,57 bilhões, a ser materializada por meio da compra de ações e de títulos de dívida que serão emitidos pelos controladores da Oi e adquiridos pelo BNDESpar, o braço que administra a participação do bancão oficial em empresas.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. 0905.

PF/DOSSIÊ: ENFIM, O BOI TEM NOME! (e manada)

Ex-assessor de José Dirceu vazou o dossiê da Casa Civil

A Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram o secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires, como o vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
As investigações detectaram troca de e-mails entre José Aparecido e um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Aparecido foi o único dos cinco secretários e diretores da Casa Civil a ter o computador apreendido pela sindicância aberta por Dilma Rousseff.
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Aparecido é militante histórico do PT.
Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma.
Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, incluindo Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão.
Aparecido chegou a disputar em 1994 uma vaga de deputado federal pelo PT de Goiás, mas não foi eleito.
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Os e-mails entre Aparecido e André Fernandes -consultor concursado do Senado, lotado na segunda vice-presidência (cujo titular é Álvaro Dias)- trazem conversas de natureza pessoal. Não fazem menção ao dossiê e ao levantamento das contas do governo tucano.
Mas, segundo a Folha apurou, a PF e a sindicância interna têm provas de que foi anexada a uma dessas mensagens, datada de 20 de fevereiro, a planilha em Excel de 27 páginas com gastos de FHC, Ruth Cardoso e ex-ministros. A planilha registrava uma semana do trabalho de levantamento de dados do governo tucano, iniciado em 11 de fevereiro.
A Folha obteve cópias da correspondência eletrônica. Mas o formato dessas cópias, em HTML, não permite a leitura de arquivos anexados.
Aparecido nega ter vazado o dossiê. "Nunca faria um negócio desses", falou à Folha.
Fernandes, por sua vez, confirmou ter recebido o e-mail contendo o documento e disse ter informado o senador. "Não é sigilo meu, nunca pedi, nunca solicitei, não passei para órgão de imprensa nenhum. Resolvi comunicar o fato ao senador e dei um fim a essa história." Eles disse ter apagado as mensagens de Aparecido há "uns dois meses". Ambos são amigos e trabalharam juntos no TCU.
"O dossiê saiu do Palácio do Planalto e chegou ao computador do servidor [Fernandes]. No estrito cumprimento de seu dever, ele comunicou o fato. Se não o fizesse, teria cometido uma infração administrativa", disse Álvaro Dias. "O nome mais importante, no entanto, não é do Aparecido, mas sim de quem mandou fazer o dossiê, quem fez e por quê", ressaltou.
A Casa Civil disse que não se manifestaria até a conclusão da sindicância, prevista para o fim do mês. Dirceu não falou.
A Folha apurou que Dilma busca um desfecho o menos desgastante possível. A idéia é evitar tratar o episódio como crime -com isso, poderia aplicar apenas uma punição administrativa e afastar Aparecido. Se não for obrigado a responder na Justiça, avalia o Planalto, o servidor não teria motivos para detalhar a ordem dada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, para a elaboração do dossiê. A estratégia do governo está amparada em recente parecer confeccionado pelo general Jorge Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Em documento encaminhado à PF e cujo conteúdo foi tornado público anteontem pela ministra Dilma no Senado, o GSI avalia que os gastos do governo FHC não são mais sigilosos. O prazo para documentos reservados teria expirado em 2007. Essa nova estratégia do governo não exime a Casa Civil de explicar o viés político na organização dos gastos de FHC. O material em poder da sindicância confirma a informação, publicada pela Folha em 4 de abril, de que o dossiê saiu pronto da Casa Civil. E contraria versão de Dilma, de que o documento publicado poderia ser uma montagem, a partir de informações da Casa Civil. A investigação também afasta a possibilidade de um espião ter invadido os computadores da pasta, como cogitou Dilma. Aparecido não teve participação direta na confecção do dossiê. Em reunião convocada por Erenice em 8 de fevereiro, foi solicitado a ele, ao secretário Norberto Temóteo Queiroz (Administração), à chefe-de-gabinete de Erenice, Maria de La Soledad Castrillo, e a Gilton Saback Maltez, da Diretoria de Orçamento e Finanças, que cedessem dois funcionários para participar da força-tarefa incumbida de preparar o dossiê. O papel de Aparecido foi só escalar seus funcionários.
LEONARDO SOUZA. MARTA SALOMON, da Folha de S.Paulo, em Brasília. 0905.

quinta-feira, maio 08, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] NEM DA PURA...


CONAB/SAFRA DE GRÃOS-2008: RECORDE

Safra de grãos será recorde de 142,03 mi de t, segundo Conab

BRASÍLIA - O Brasil deve colher safra recorde de grãos de 142,03 milhões de toneladas em 2007/08, resultado 7,8% maior do que o ciclo anterior, quando foram produzidas 131,75 milhões de t. O resultado faz parte da oitava pesquisa da safra 2007/08, divulgada nesta quinta-feira, 8, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Conforme os técnicos da estatal, as boas condições climáticas registradas nos últimos meses, com melhor distribuição das chuvas em todo o País, além de mais investimentos e melhor tecnologia no campo, continuam elevando a produção nacional.
O maior destaque continua com a soja, que participa com 41,89% do total (59,50 milhões de t) e 1,9% superior à produção passada, de 58,39 milhões de t. Em seguida vem o milho, com 40,69% da safra (57,80 milhões de t). Isso representa 6,43 milhões de t a mais que o do período anterior. Juntas, essas culturas são responsáveis por 82,59% da produção nacional.
Para realizar este levantamento, os técnicos da Conab consultaram, no período de 22 a 25 de abril, 1.053 representantes de cooperativas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais, de 350 municípios de todo o País.
Fabíola Salvador, da Agência Estado. 0805.

FHC/CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS/LULA: "GOOD TIMES, OLD TIMES" *




Nesta quarta-feira (7), mesmo dia em que Dilma Rousseff deu explicações no Senado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso veio à boca do palco para tratar dos mesmos temas. Disse que a CPI dos cartões se desvirtuou: "Acabou virando factóide. A questão não é saber quem vazou os dados. Mas saber se houve ou não desvio de gasto. Se há uso excessivo do cartão corporativo."
O diabo é que a CPI saiu por pressão das legendas oposicionistas, à frente o PSDB de FHC. Autor do pedido que deu origem à comissão, o deputado tucano Carlos Sampaio (SP) faz o que pode para salvar a “investigação.” Exceto pelo auxílio de outro deputado, Índio da Costa (DEM-RJ), Sampaio tornou-se uma espécie de soldado sem exército.
FHC também alfinetou o PAC. O programa transformou-se, na opinião dele, em pela de campanha eleitoral. "O PAC virou um plano de aceleração da comunicação. Só vejo Lula nas obras do PAC. O PAC virou plano de aceleração da comunicação. Se não é eleitoral, é o que?"
O ex-presidente esquivou-se de dizer que o PAC é mera recauchutagem de outro programa, o “Brasil em Ação”, lançado na era tucana. Foi à história como exemplo de “inação”. Ao contrário de Lula, que tira leite até de pedras fundamentais inexistentes, FHC nem propaganda pôde fazer.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0805.
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(*) Foto: Lula & FHC. Arquivo/Folha Imagem.

CPI DOS CARTÕES CORPORATIVO/DOSSIÊ [In:] "SER OU NÃO SER?"

Dilma agora diz que dados não tinham sigilo

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) mudou novamente a versão sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante depoimento ontem na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, de mais de nove horas de duração, a ministra afirmou que as informações do governo tucano não eram mais sigilosas pois o caráter "reservado" dos dados já tinha caducado. A versão é baseada em parecer recente do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). A mudança no discurso -pela primeira vez admitida oficialmente por integrante do governo- abre caminho para a defesa da Casa Civil no inquérito da Polícia Federal, que apontou problemas na manipulação de dados da gestão tucana pela equipe de Dilma. A ministra foi convidada a falar na comissão sobre o andamento das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Depois de mais de um mês de silêncio sobre o dossiê, Dilma não se esquivou das perguntas sobre o tema, feitas em meio a explicações sobre obras. Em fevereiro, diante da iminência da instalação da CPI que iria investigar gastos com cartões corporativos, a Casa Civil reabriu processos de prestações de contas de FHC e lançou dados num arquivo paralelo ao Suprim, o sistema oficial de controle de despesas de suprimentos de fundos do Planalto. Sem se ater ao viés político da organização dos dados, a PF já indicou que a Casa Civil não teria seguido os ritos formais de manuseio de dados reservados. Desde o início da crise do dossiê, no final de março, Dilma vinha tratando como "sigilosas" as informações sobre gastos de FHC e sua mulher, Ruth Cardoso. Em nota à imprensa, a Casa Civil classificou como "prática criminosa" o vazamento de dados "sigilosos". Ela atribuiu a nova interpretação ao GSI e destacou que essa não é uma posição definitiva. "O GSI vem se posicionando no sentido de que essas informações têm prazo de validade." Os decretos que sustentam essa nova interpretação abrem precedente delicado para o governo Lula ao determinar que informações classificadas como reservadas perdem esse caráter após, "no máximo", cinco anos. Ou seja, dados referentes a gastos com cartões corporativos de 2003, já sob Lula, não seriam mais protegidos por sigilo. A Folha questionou o general Jorge Félix se parte dos dados de Lula já não é mais sigilosa. Mas, por escrito, o GSI disse que não se manifestaria sobre o inquérito em andamento na PF. "Defendo que, com o tempo, quando as informações não afetarem a segurança, devem ser tornadas públicas", disse.
Mudança
Já no início de seu depoimento, Dilma sinalizou a mudança em relação ao caráter sigiloso dos gastos de FHC, ao se referir às informações como "privativas" da Presidência. O termo foi repetido outras vezes. Cobrada por senadores da oposição, a ministra negou que a Casa Civil tenha feito dossiê ou mesmo mudado versões sobre o material produzido por sua equipe. Quando questionada sobre declarações do ministro Tarso Genro (Justiça), que não vê crime na confecção de dossiês de natureza política, ela insistiu: "Ele disse em tese que não era crime fazer dossiê", segundo Dilma, porque o trabalho foi feito pela Casa Civil. A ministra atribuiu novamente a problemas técnicos o lançamento dos dados de FHC numa base de dados diferente do sistema oficial do Planalto. E tentou convencer os senadores de que o trabalho, iniciado em fevereiro, não passava da continuidade da organização iniciada em 2004 por sugestão do Tribunal de Contas da União.
MARTA SALOMON; ADRIANO CEOLIN; ANDREZA MATAIS. DA SUCURSAL DE BRASÍLIA, Folha Online, 0805.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

08/maio/2008.
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JORNAL DO BRASIL
Lula vai divulgar seus gastos pessoais no fim do mandato
- Blindada pelos aliados, favorecida pela oposição e mantendo equilíbrio emocional, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, driblou ontem as raras perguntas embaraçosas sobre o dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique e concentrou-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foram mais de nove horas de depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, das quais Dilma saiu elogiada. Pregou o fim do sigilo das despesas de ex-presidentes com cartões corporativos e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu abrir seus gastos assim que deixar o governo. A ministra garantiu que o trem-bala ligando o Rio a Campinas deve estar pronto para a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, em 2014. (págs. 1, A2 e A3)
FOLHA DE SÃO PAULO
- A segunda política industrial do governo Lula, a ser lançada pelo presidente no dia 12, terá uma proposta de desoneração tributária que envolverá ao menos R$ 7 bilhões. O objetivo do Planalto com o corte de tributos é estimular exportações e investimentos produtivos. (págs. 1 e B5)
- O ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a Fazenda Depósito, na reserva Raposa Serra do Sol (RR), não é propriedade privada. Seu dono, o prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, está preso. Índios fizeram barreiras às fazendas dos produtores de arroz. (págs. 1 e A8)
O ESTADO DE SÃO PAULO
Brasil volta a lançar títulos no exterior
- O Brasil voltou a emitir títulos no mercado internacional. Uma semana após o País ter obtido o grau de investimento da agência de classificação Standard & Poor's, o Tesouro Nacional vendeu nos Estados Unidos e na Europa US$ 500 milhões em papéis. Títulos brasileiros não eram lançados no exterior desde abril de 2007, antes da onda de turbulência provocada nos mercados financeiros pela crise das hipotecas nos EUA. Apesar do sucesso da emissão, o governo está preocupado com os efeitos da desvalorização do dólar ante o real. O presidente Lula reuniu-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do BC, Henrique Meirelles, para discutir a situação. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo participaram do encontro. A avaliação é de que não dá mais para segurar a inflação com a ajuda do câmbio, que facilita a importação de mercadorias. (págs. 1, B1, B3 e B4)
O GLOBO
STF e governo reagem à absolvição de fazendeiro
- O governo federal e o STF reagiram com duras críticas à absolvição de fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang. O ministro Celso de Mello, do STF, disse que a decisão pode manchar a imagem da Justiça brasileira. O secretário especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pedirá investigação sobre Rayfran Sales, assassino confesso que mudou seu depoimento no segundo julgamento, isentando o fazendeiro Vitalmiro Moura,o Bida. A notícia foi destaque na imprensa internacional. (págs. 1, 3 e 4)
- A PF encontrou um arsenal de guerra, inclusive material para fabricação de bomba, na fazenda do arrozeiro Paulo Quartiero, dentro da Reserva Raposa Serra do Sol. Ele foi transferido para prisão em Brasília. (págs. 1 e 5)
GAZETA MERCANTIL
IGP-DI supera dois dígitos pela primeira vez desde 2005
-A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGPDI) rompeu a casa dos dois dígitos pela primeira vez em 12 meses desde abril de 2005. O IGP-DI fechado em abril ficou em 1,12%. Com este resultado, o indicador, muito influenciado pelo atacado e que é divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou alta de 10,24% nos últimos doze meses. Os preços no atacado subiram 1,3% no mês passado, ante uma alta de 0,8% em março.
O resultado de abril mostra que a inflação não está concentrada apenas nos alimentos. A pressão das altas de minério de ferro, adubos e fertilizantes, carvão mineral e petroquímica também demonstram força. As maiores influências positivas em abril foram o arroz, com aumento de 27,78%, o minério de ferro, com 13,48%, e adubos e fertilizantes, com 10,71%. "Há uma pressão de preços internacionais e estamos com a demanda aquecida, propícia para repasses", diz o economista da Concórdia Corretora, Elson Teles. (págs. 1 e A4)
CORREIO BRAZILIENSE
Isabella dois crimes, três presos Isabela
- Um dia decisivo para dois assassinatos que comoveram o país. Em São Paulo, juiz aceitou denúncia do promotor do caso e decretou a prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella Nardoni. Os dois são acusados de matar a menina de 5 anos, jogada do 6º andar de um prédio em 29 de março. Alexandre Nardoni e Anna Jatobá negam o crime. Advogado do casal vai entrar na justiça com pedido de Habeas Corpus. (págs.1, 14 e 15)
- Durante buscas na casa de suspeito de integrar esquema de fraudes no BNDES, Polícia Federal encontrou comprovante de depósito de R$ 37,5 mil na conta de entidade assistencial presidida por Elza de Fátima Pereira, mulher do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). (págs. 1 e 7)
- Absolvição do suposto mandante do assassinato da missionária norte-americana revolta o país. Acusação sustenta que pistoleiro foi pago para mudar depoimento. (págs.1 e 16)
VALOR ECONÔMICO
Mantega sugere mais tolerância com inflação
- O Brasil passa por um choque de oferta, com os aumentos dos preços internacionais do petróleo e commodities agrícolas e metálicas. O regime de metas de inflação prevê que a margem de tolerância é para ser usada exatamente em situações como esta. Essa é, em síntese, a avaliação que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez ontem ao Valor sobre as pressões inflacionárias que levaram os preços industriais, antes comportados, a subir 1,77% em abril, segundo a FGV.
O ministro considera que a política antiinflacionária do governo, cuja meta é de 4,5% com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, deveria, nessa conjuntura, levar em conta o intervalo superior, um IPCA de até 6,5% no ano. Ele não disse, mas por trás desse raciocínio está a recomendação para que o Banco Central use essa margem de manobra e contenha o aumento da taxa básica de juros. Em 2001, quando houve o apagão, e em 2003, quando trabalhou com meta ajustada, o BC recorreu a esse expediente.
Mantega diz que o problema da inflação não é doméstico, e sim mundial. Com uma tabela nas mãos, ele mostra a evolução dos preços em vários países. "Você sabe que a Suíça está com 2,5% de inflação? Que a União Européia está com 3,5%? Ela deveria estar em 2% e ninguém lá está arrancando os cabelos por isso. A Rússia está com inflação de 13,3%, deveria estar com 8% e também não estão arrancando os cabelos". O ministro observa que a China deveria estar com 4,8% de inflação e está com 8,7%. Indonésia, Filipinas, Tailândia, todos estão acima da meta.
O ministro admite que a "demanda interna está aquecida", mas indica que isso leva os empresários a aumentar investimentos. "Não gostaria que a demanda ultrapassasse certos limites", diz, sem estabelecer quais são esses limites. Ele faz um acompanhamento setor por setor para ver onde há capacidade de produção. Mostra que a indústria automobilística, por exemplo, está equipada para atender a toda a demanda: vai produzir 3,8 milhões de unidades este ano, sendo 3,4 milhões para o mercado interno, e planeja investimentos de R$ 5 bilhões. Na siderurgia, afirma, ainda há capacidade ociosa: o país produz hoje 34 milhões de toneladas de aço e a produção cresce 10% ao ano. Admite que a situação é mais delicada no caso do trigo, com o consumo de 10 milhões de toneladas e importações de 7 milhões. (págs. 1 e A4)
- A bordo do "Aerolula", durante vôo para Manaus, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele está tão forte politicamente que elegerá o sucessor e regressará facilmente ao poder na eleição seguinte. Lula o interrompeu e assegurou: "Eu não voltarei em 2014, Alfredo". Quem assumir em 2011, observou, vai querer governar por oito anos. "Não quero fazer do meu sucessor um inimigo", comentou, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que assistiu a tudo calada.
Com a ministra e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) numa chapa encabeçada por quem estiver melhor situado, Lula acredita poder enfrentar o candidato da oposição, que, segundo expectativa do Planalto, deverá ser o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O projeto de volta ao poder em 2014 só será retomado se ele não conseguir fazer seu sucessor em 2010. Sua aspiração, ao deixar o governo, é fazer palestras pelo mundo. Lula acha que pode ser, segundo um auxiliar, um misto de Bill Clinton com Nelson Mandela: ganhar dinheiro com conferências e ao mesmo tempo participar de iniciativas internacionais, como as promovidas pela ONU. (págs. 1 e A9).
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
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Israel inicia comemorações dos 60 anos de sua fundação
JERUSALÉM - Israel inicia nesta quinta-feira, 8, as comemorações dos 60 anos de sua fundação com festas por todo o país. Oficialmente as celebrações tiveram início na noite de quarta-feira, quando encerrou um período de 24 horas decretado para lembrar os soldados que morreram defendendo o país. Foram realizadas grandes festas nas ruas de Jerusalém, Haifa e Tel Aviv, com a presença de músicos e fogos de artifício. Nesta quinta-feira, estão previstas exibições da Força Aérea na capital israelense. O Estado de Israel foi proclamado no dia 14 de maio de 1948, segundo o calendário gregoriano. Mas, segundo o calendário lunar judaico, os 60 anos são completados nesta quinta-feira. O país foi fundado três anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, na qual milhões de judeus foram exterminados, e seis meses após a ONU ter aprovado a partilha do território que era conhecido como Palestina entre o povo judeu e árabe. No conflito que se seguiu, calcula-se que 700 milhões de palestinos deixaram a região, tornando-se refugiados. O número atual de refugiados palestinos é calculado em mais de 4 milhões. O direito ao retorno é uma das exigências dos palestinos para a resolução do conflito com os israelenses. A criação do Estado israelense é conhecida como Nakba (tragédia) pelos palestinos e deve ser marcada por protestos e manifestações em territórios palestinos na próxima semana. Árabes israelenses (que se encontravam em Israel quando da fundação em 48 e se tornaram cidadãos do país) hoje representam 20% da população. Grande parte deles afirma que se recusa a celebrar o aniversário israelense, em solidariedade com os palestinos. Pesquisas de opinião pública sugerem que os israelenses, por sua vez, tem uma percepção cada vez mais negativa dos árabes israelenses. BBC Brasil, Estadão.
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Os bambis da política
[por Tutty Vasques].
"Uma coisa ficou muito clara no primeiro round do depoimento de Dilma Roussef em comissão do Senado: Não tem homem no Congresso para encarar a ministra".
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PAULINHO/BNDES: UMA FORÇA P´RÁ 'ONG'

Acusado doou R$ 37 mil de origem incerta a ONG da mulher de Paulinho


A Polícia Federal apreendeu na residência do lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, comprovante de um depósito bancário no valor de R$ 37,5 mil em favor da ONG Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, presidida por Elza de Fátima Costa Pereira, mulher do parlamentar e tesoureira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Moura é apontado pela Procuradoria da República e pela PF como mentor e principal articulador do esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que há três semanas caiu na malha da Operação Santa Tereza. Ex-conselheiro do BNDES, Moura foi apanhado pela interceptação telefônica da PF negociando partilha de recursos liberados para prefeituras. A Procuradoria da República considera ter "provas cabais" de irregularidades em três contratos de financiamento do banco, que somam R$ 400 milhões. O depósito na conta da ONG Meu Guri foi realizado no dia 1º de abril, segundo o registro bancário número 202.020. Para a PF, o documento reforça a suspeita de que parte do dinheiro do BNDES que transitou pela organização pode ter sido repassada a um núcleo de ONGs. A polícia decidiu pedir à Justiça Federal a quebra do sigilo bancário da Meu Guri para verificar a movimentação financeira da entidade e a origem dos recursos que a mantêm. A PF passou a suspeitar que o esquema BNDES ia bater de frente com entidades assistenciais quando pegou no grampo o coronel da Polícia Militar Wilson Consani. Na véspera da Santa Tereza, noite de 23 de abril, o oficial tentou avisar a cúpula do PDT e da Força Sindical sobre a operação. Numa ligação, ele soltou: "É o negócio das ONGs". A Meu Guri se declara uma associação civil, sem fins lucrativos, que atua na área de assistência social. Abriga crianças e adolescentes "em situação de risco social e trabalha pela reestruturação das famílias". Foi fundada em 1997, por iniciativa de Elza e Paulinho, na época presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. O projeto é desenvolvido "em parceria com empresários e trabalhadores, que contribuem financeiramente". Segundo a entidade, Paulinho e Elza, "indignados pelo crescimento do caos social e, principalmente, com o grande número de crianças que habitavam as ruas próximas à antiga sede do sindicato, na Praça da Sé, decidiram implantar um projeto que possibilitasse a essas crianças ter um atendimento diferenciado". Na terça-feira, Paulinho defendeu-se na Câmara e repeliu a acusação de que estaria envolvido com o desvio de verbas do BNDES. Como prova de isenção, abriu mão do sigilo bancário. A busca da PF ocorreu na manhã de 24 de abril, quando a Santa Tereza foi deflagrada.
DEFESA
O advogado criminal Frederico Crissiuma de Figueiredo, que defende Moura, disse que as explicações vão ser dadas à Justiça. Ele será interrogado dia 26. "Nessa oportunidade, todas as dúvidas vão ser esclarecidas." Antonio Rosella, advogado de Paulinho, esclareceu: "Meu Guri é entidade que vive de doações para manter um projeto maravilhoso que abriga 40 crianças. Há uns 6 anos, João Pedro doou um imóvel à ONG. Esse imóvel fica no bairro da Aclimação, em São Paulo, e vale aproximadamente R$ 100 mil. O problema é que Meu Guri não conseguiu vender o imóvel, que passou a acumular dívidas de impostos e condomínios." Segundo Rosella, a Meu Guri fez um acerto com Moura, que retomou o imóvel e reverteu a doação para a ONG em dinheiro. "Está tudo documentado. Não há nada de irregular. Esse depósito de R$ 37 mil corresponde à reversão da doação de um imóvel doado há 6 anos."
Fausto Macedo, Estadão, 0805.

PAULINHO/FORÇA SINDICAL: COM OU SEM FORÇA?

Corregedor vê denúncias graves contra Paulinho

O corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), disse ontem que as explicações dadas por Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, "foram insuficientes" e que espera mais esclarecimentos sobre suposta participação do deputado em fraudes no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Para Inocêncio, as denúncias são "graves" e precisam ser mais bem explicadas.
"Acho que os esclarecimentos feitos por ele na tribuna do plenário foram insuficientes porque foram acusações graves. Como prova, o que tem nos jornais até agora é pouco, mas acho que existem mais coisas. Se o procurador [procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza] está acompanhando, é porque tem alguma coisa grave aí", afirmou. Como corregedor, Inocêncio arquivou todos os processos que apurou em sua gestão.
Inocêncio disse considerar especialmente grave o telefonema feito pelo advogado Ricardo Tosto, preso pela Polícia Federal e também suspeito de envolvimento na fraude do BNDES, a Paulinho duas horas após deixar a carceragem, na semana passada. "O episódio do telefonema foi um momento de muita infelicidade", disse.
Na ligação, interceptada pela PF com autorização judicial, Paulinho disse que iria "mexer os pauzinhos" no Congresso para convocar o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o então superintendente da PF em São Paulo, Jaber Saadi, para explicar por que Tosto foi preso.
O corregedor recebeu os autos do processo no fim da manhã de ontem. A Folha apurou que Inocêncio deverá abrir uma sindicância para ouvir Paulinho e outras pessoas citadas no relatório da PF.
O deputado foi notificado no fim da tarde de que a corregedoria está analisando o processo. Ele tem até quarta-feira para prestar os esclarecimentos que achar necessários.
Depois de receber a defesa de Paulinho, caberá ao corregedor sugerir abertura de inquérito administrativo ou sindicância ou então o arquivamento.
Depois de receber o apoio do PDT na noite de terça, Paulinho voltou às suas atividades habituais na Câmara. Esteve numa comissão e participou do plenário. "Estou tranqüilo. Depois da reunião do partido, fui para casa, joguei baralho até tarde e hoje [ontem] de manhã levei minha mulher ao aeroporto. Os trabalhadores sabem quem está por trás disso", afirmou, sem citar nomes.
Ele tentou agendar uma reunião com Antonio Fernando de Souza, mas não conseguiu.
O deputado afirmou acreditar que o envolvimento de seu nome nas investigações não trará prejuízos eleitorais.
SIMONE IGLESIAS; MARIA CLARA CABRAL; da Folha de S.Paulo, em Brasília. 0805.

quarta-feira, maio 07, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] " NADA QUE SE VE NÃO É..."














GOVERNO LULA/PAC [In:] A TURMA DA "CLAC"

‘Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma...’

Nesta terça-feira (6), Lula montou o seu pa©lanque em Manaus. Terra do algoz Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos generais da tropa que fulminou a CPMF no Senado. Como de hábito, o pseudo-ato administrativo converteu-se em evento de campanha.

Numa praça em que amealhara 87% dos votos válidos na eleição presidencial de 2006, o presidente tirou casquinha dos opositores. Mencionou o imposto do cheque. Queixou-se da subtração de R$ 40 bilhões do orçamento. Lembrou que R$ 25 bilhões iriam para a Saúde.

E deu de ombros: “Não tem problema. Vai fazer falta os R$ 40 bilhões. Mas nós vamos arrumar mais, vamos arrumar. Pode demorar um pouco mais, um pouco menos. Mas nós vamos arrumar dinheiro.”

A ministra Dilma Rousseff, como sói, dividia a vitrine de Manaus com o chefe. A certa altura, Lula a enalteceu: "Quando eu chamei essa mulher de mãe do PAC, teve gente que não gostou. Ela é a responsável pelo sucesso do PAC. É ela que controla, que fiscaliza e que cobra."

Em seguida, o presidente vergastou a tese do terceiro mandato. “A alternância de poder é importante. Toda vez que um dirigente político se acha imprescindível e insubstituível começa tá começando a nascer um pequeno ditardorzinho dentro dele.”

Na seqüência, imprecou: “O que eles tem que saber, alto e bom som, e podem até ficar mais com raiva de mim, é que nós vamos fazer o próximo presidente da república neste país. Eles podem ficar certos de que nós vamos fazer...”.

E a turba: “Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma...”

No finalzinho do discurso, Lula reconheceu: “Esses atos estão ficando complicados para a presença do presidente, porque esses atos a gente não pode transformar eles num ato de campanha.”

Ele prosseguiu: “É um ato oficial, é um ato institucional. Aqui é o lançamento e a assinatura de contratos do governo federal. Vocês viram que eu, por cuidado, não citei nomes. Vocês é que, de enxeridos, gritaram nomes aí. Eu não citei nomes.”

E a multidão, em uníssono: “Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dil...”

Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0705.

SENADO/DILMA ROUSSEFF: UM DOCE DOSSIÊ

Tática é que Dilma Rousseff tire o foco do dossiê

BRASÍLIA - O governo aposta no depoimento desta quarta-feira, 7, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão de Infra-Estrutura do Senado para esvaziar a crise do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por estar convencida de que o assunto está "quase encerrado", a base aliada tem uma estratégia bem definida: quer cansar a oposição com explicações detalhadas sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A pedido da tropa de choque governista, a ministra fará uma exposição sobre o PAC recheada de recursos gráficos. Serão quase duas horas de apresentação sobre o plano. A oposição, porém, promete insistir nas perguntas para que ela explique a produção de um dossiê na Casa Civil com despesas sigilosas de Fernando Henrique, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ministros do governo tucano.

"Esse assunto (dossiê FHC) está quase encerrado. Se a ministra mantiver seu equilíbrio e se sair bem, a discussão sobre supostos dossiês fica sepultada de vez", avaliou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), vice-líder do bloco governista no Senado. "Essa é a chance para o governo virar a página e sair dessa agenda negativa." Blindagens governistas à parte, Dilma já avisou aos aliados que vai responder a todas as perguntas , mesmo as que provoquem desconforto por tratarem da produção do dossiê. A ministra dirá que a Polícia Federal e a própria Casa Civil têm investigações em andamento sobre o vazamento das informações.

A idéia é abrir a audiência com uma longa e detalhada exposição sobre todos os pontos do PAC e seu desenvolvimento desde o lançamento. "Esses números do PAC são muito importantes. Não podemos deixar a oposição no ar", afirmou, em tom irônico, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).


Depois, Dilma passará a responder às perguntas. E terá o apoio da tropa de choque governista. "Se houver abuso, tratamento desrespeitoso, ofensa pessoal ou ironia vamos reagir", avisou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti. "A sessão vai ser uma espécie de rodízio. Nós do governo faremos perguntas longas sobre o PAC e a ministra falará à vontade sobre o assunto. Em seguida, alguém da oposição perguntará sobre o dossiê e, logo depois, voltaremos com mais perguntas sobre o PAC", explicou Casagrande.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

JORNAL DO BRASIL

- Ao contrário da Standard & Poor's (S&P), a agência Moody's, de classificação de risco, negou ao Brasil a promoção ao grau de investimento, que indica se o país é seguro para receber aplicações financeiras. Um dos motivos é o gasto público brasileiro. O Ministério da Fazenda negou que haja preocupação com uma enxurrada de dólares, depois da nota da S&P. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm

BRASIL/GRAU DE INVESTIMENTO: BOM SENSO & 'CALDO DE GALINHA'

'Financial Times': grau de investimento não é certificado de desenvolvimento

Em meio à euforia dos investidores, "todos precisam manter um sentido de perspectiva" sobre a elevação da nota da dívida brasileira ao grau de investimento pela agência Standard & Poor's, segundo afirma editorial do diário britânico Financial Times.

"Afinal de contas, as agências de classificação de risco, como a Standard & Poor's, simplesmente avaliam a capacidade dos devedores de pagarem suas dívidas. Um grau de investimento torna a dívida do País mais atraente para grandes fundos de pensão e seguradoras. Não é um certificado de desenvolvimento", observa o jornal.

Apesar disso, o jornal comenta que "a conquista do Brasil é notável". "Seis anos atrás o país era amplamente visto como à beira da falência. A dívida interna, denominada em moeda local, ainda é alta. Mas a S&P acredita que isso é mais do que compensado por uma queda acentuada no endividamento externo e na administração firme da economia, baseada no desenvolvimento de instituições mais confiáveis", diz o editorial.

O Financial Times sugere que a elevação da nota do Brasil indica uma tendência mais ampla entre os países emergentes devedores e comenta que na última década a S&P elevou a nota de 14 governos de países emergentes para grau de investimento.

"O Brasil agora tem um status semelhante ao de Índia, Rússia e China, as três outras economias emergentes gigantes (os chamados Brics), cujo crescimento está transformando a economia mundial", diz o editorial.

Complacência
O jornal adverte que não há espaço para complacência na expansão do clube do grau de investimento. "A classificação BBB- conferida ao Brasil (assim como à Índia) é a mais baixa do grau de investimento. O critério de classificação da agência sugere que os credores deste tipo de dívida ainda podem ser atingidos por uma mudança nas circunstâncias externas, tais como uma recessão americana mais profunda do que a esperada ou uma queda acentuada nos preços das commodities", observa o editorial.

O jornal comenta ainda que "além disso, as avaliações mudam" e relata que vários países já foram elevados ao grau de investimento e depois perderam a classificação - no caso mais recente, o Uruguai, em 2002.

"Acima de tudo, finanças sólidas são uma condição necessária, mas não suficiente, para um desenvolvimento econômico mais amplo. Países emergentes como a China e o Chile estão muito mais bem avaliados do que o Brasil, mas mesmo eles ainda precisam alcançar para seus cidadãos o nível de vida considerado como norma no mundo desenvolvido", diz o editorial.

O Financial Times afirma que o Brasil tem o direito de se dizer "um país sério", como afirmou na semana passada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas adverte que "isso não poderia ser visto como uma desculpa para complacência política".

"Assim como outros Brics, o Brasil ainda tem muito trabalho duro a fazer se quiser entrar para o grupo de países do primeiro mundo", conclui o jornal.

"Continuidade"
A elevação da nota da dívida brasileira também é tema de um editorial publicado nesta quarta-feira pelo diário argentino La Nación, para quem ela representa "o triunfo da continuidade de políticas de Estado ao longo de sucessivos governos".

Para o jornal, a contrapartida do caso brasileiro é a Argentina, "que se reflete em retrocessos relativos e na gravidade crítica com a qual se julga no cenário mundial".

"Enquanto o País de Lula adquiriu o tão apreciado grau de investimento, a qualificação de nossa dívida soberana sofreu um revés: agências internacionais de classificação de risco sinalizaram com uma tendência negativa, e se o Estado argentino decidisse hoje buscar financiamento, teria que aceitar taxas de juros bastante elevadas", observa o editorial.

Para o diário argentino, "o Brasil brinda a manifestação mais eloqüente de que a linha divisória entre esquerda e direita é uma questão do passado e que hoje os países devem resolver entre estar a favor do progresso, racional e solidário, ou ficar presos nas redes do populismo irracional".

"Lula exibe a virtude dos estadistas capazes de superar velhos preconceitos e pode dizer, com razão, que o Brasil 'passou a ser considerado um país sério'", diz o jornal.

BBC Brasil, 0705.

INFLAÇÃO [In:] "EU VOLTEI ... TUDO ESTAVA IGUAL COMO ERA ANTES" *

Inflação pelo IGP-DI acelera em abril e vai de 0,70% para 1,12%

SÃO PAULO - O IGP-DI de abril subiu 1,12%, segundo informou nesta quarta-feira, 7, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em março, o índice subiu 0,70%. A taxa ficou bem acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,67% e 0,98%, e foi superior à mediana das expectativas (0,80%).

Entenda os principais índices de inflação

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de abril, o IPA-DI subiu 1,30%, ante aumento de 0,80% em março. Por sua vez, o IPC-DI teve elevação de 0,72% em abril, ante alta de 0,45% em março. Já o INCC-DI subiu 0,87% em abril, em comparação com a alta de 0,66% em março.

Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União. Até abril, o IGP-DI acumula elevações de 3,22% no ano e de 10,24% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-DI de abril foi do dia 1º a 30 do mês passado.

Alessandra Saraiva, da Agência Estado. 0705.
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(*) O PORTÃO [Roberto Carlos].

CASO "DOROTY": 'TRÊS-OITÃO' É A LEI!

Júri absolve acusado por morte de Dorothy Stang; irmão diz estar "chocado"

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi absolvido ontem da acusação de ser o mandante do assassinato, em fevereiro de 2005, da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang. Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que ele não é culpado do crime de homicídio doloso duplamente qualificado.

Irmão da missionária Dorothy Stang, David Stang, 70, afirmou que está "chocado" com o resultado do julgamento. "Os argumentos do promotor foram excelentes, até mesmo melhores do que no último julgamento. Por isso tínhamos grande esperança e expectativa. Estou profundamente chocado", disse, por telefone.

"Como podemos, em um ano, sair de um placar pela condenação para exatamente o contrário, ele ser libertado? Por favor, me diga", completou.

David vive em Palm Lake (EUA) e chegou ao Brasil no último dia 30. "Sou uma pessoa racional. Como isso pode acontecer? É como se os que foram assassinados continuassem sofrendo", afirmou.

José Batista Afonso, advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e integrante da coordenação nacional do braço agrário da Igreja Católica, afirmou que o resultado comprova as denúncias de impunidade no Estado.

"De mais de 800 assassinatos cometidos no campo no Pará nos últimos 35 anos, não há mais nenhum mandante cumprindo pena atrás das grades", afirmou o advogado.

Julgamento

Bida, que estava preso desde março de 2005, foi libertado por volta das 20h de ontem. O Ministério Público vai recorrer da decisão.

O pistoleiro Rayfran das Neves, o Fogoió, que havia confessado ter atirado em Dorothy, também foi julgado ontem. Ele foi considerado culpado e sentenciado a 28 anos de prisão em regime fechado.

Foi o segundo júri de Bida no caso. O primeiro havia ocorrido em maio de 2007. Daquela vez, ele havia sido condenado a 30 anos de prisão.

Neves foi submetido ontem ao seu terceiro júri. No primeiro, em dezembro de 2005, foi condenado a 27 anos de prisão. Teve direito a novo julgamento, em outubro do ano passado, no qual a condenação foi mantida --e que foi anulado por irregularidades.

"Estou muito desapontado, mas respeito o Estado brasileiro e a opinião [do júri]", afirmou David Stang, irmão de Dorothy, que veio dos EUA.

Folha Online, 0705.Com Agência Folha, em Belém .