PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, agosto 05, 2008

DANIEL DANTAS: LOBISTAS E LOBOS DA SAVANA [OU PLANALTO]

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Caso Daniel Dantas expõe as atividades de lobistas em Brasília


Brasília, 5 de Agosto de 2008 - Os últimos escândalos que surgem na cena política em Brasília, especialmente os que envolveram o banqueiro Daniel Dantas, reascenderam os holofotes sobre a delicada proximidade entre consultores e autoridades. Esse relacionamento coloca em xeque a atividade dos lobistas, que não chega a ser ilegal, mas que acaba sendo utilizado por alguns com métodos pouco republicanos. No Congresso, há pelos 28 anos, deputados e senadores apresentam projetos para tentar transformar a atividade em profissão. Por outro lado, no mercado, já se fala até em auto-regulamentação. Mas nenhuma das propostas consegue ser encarada além de mera especulação. Pelas gavetas da Câmara e do Senado, repousam pelo menos cinco propostas que buscam estabelecer normas para a atuação destas pessoas que ganham a vida influenciando decisões do poder público em favor de interesses privados - e geralmente rejeitam o rótulo de lobista. Entre os textos, um do senador e ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE) e outro do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), sempre são lembrados quando aparecem novas denúncias envolvendo propinas, agentes públicos e interlocutores privados. A proposta de Maciel é considerada pelos lobistas como o passo inicial para profissionalizar a função, mas é considerado tímido no que diz respeito a fiscalização. O projeto do senador - aprovado no Senado, mas parado na Câmara desde 2001 - estabelece que o funcionamento da profissão no Brasil aconteça nos moldes dos norte-americanos. Para se ter uma idéia, no Congresso dos Estados Unidos, mais de 3,7 mil entidades registradas atuam regularmente no lobby, cadastrando previamente seus representantes e prestando contas semestralmente de suas atividades, dos recursos que recebem e para quê os destinam. Por lá, o lobby é reconhecido e regulamentado desde 1995 com regras claras de como as empresas e seus funcionários devem atuar. São exigidos, por exemplo, registro da empresa de lobby, com endereço e telefone; registro de cada cliente, com endereço, telefone e atividade; nome dos lobistas que atuarão entre os parlamentares; áreas de interesse das empresas que contratam o lobby e nome de outras empresas que possam estar ligadas ao cliente. Maciel sustenta que estes seriam os critérios básicos para tentar colocar ordem neste sistema que, volta e meia, está associado a corrupção no País. "A regulamentação é a melhor saída para os parlamentares se protegerem e protegerem estes profissionais", argumenta o senador Ele reconhece ter passado por situações delicadas com lobistas. "É sempre importante saber com quem estamos falando. Por isso, acabamos exigindo recomendações nos cercando de cuidados quando recebemos esses interlocutores", explica. Maciel diz ainda que a sua proposta evitaria constrangimentos a agentes públicos e privados como os que foram flagrados pela Operação Satiagraha da Polícia Federal que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Em uma das interceptações telefônicas da PF, o ex-deputado e advogado do banqueiro Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT quer saber de Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se havia ou não uma investigação contra Dantas. Em outro episódio recente, há suspeita de tráfico de influência próximo do gabinete do presidente Lula. O advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, foi contratado pelo fundo americano Matlin Patterson para garantir a compra da Varig e teria embolsado algo em torno de US$ 5 milhões pelo trabalho. "São desgastes que diante de uma regulamentação poderiam ser evitados. Ninguém está livre de passar por algo parecido. Se há uma regra, uma norma, um cadastro você pode saber, por exemplo, se o advogado, o agente de pressão tem relação e tem interesses para a atuação", pondera o senador. O deputado Carlos Zaratini também buscou em experiências internacionais os contornos para sua proposta. O petista deixa mais claro os recursos para monitorar os lobistas. De acordo com a proposta, os lobistas ficarão proibidos de oferecer, e os agentes públicos proibidos de receber, presentes, cortesias, gentilezas e favores. A proposta prevê ainda que os profissionais prestem contas anualmente de seus gastos e de pagamentos feitos a pessoas físicas que ultrapassem mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs) - cerca de R$ 1790,00. Outro ponto estabelece que os credenciados poderão ser convocados pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo, pelo ministro do Controle e Transparência e pelo presidente do Tribunal de Contas da União para prestar esclarecimentos sobre sua atuação ou meios empregados em suas atividades. Para o deputado, o projeto poderia colocar um freio em casos de corrupção envolvendo relações promíscuas entre representantes do setor privado e do setor público.
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(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 7). (Márcio Falcão) . 05.08

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

05 de agosto de 2008
O Globo
Argentina leva Chávez sem aviso e frustra Lula
Depois de desembarcar em Buenos Aires com a maior missão empresarial que o Brasil já levou à Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido com um encontro trilateral com a presidente Cristina Kirchner e Hugo Chávez (Venezuela). A chegada de Chávez só deveria ocorrer hoje, quando ele e Cristina irão à Bolívia prestar solidariedade ao colega Evo Morales, afundado numa crise política interna. Lula queria discutir a redução da alíquota do trigo argentino e investimentos do BNDES. (pág. 1, 21 e 22)
Lei seca pune mais três com prisão
A Lei Seca levou ontem mais três pessoas para a prisão no estado do Rio. Em Volta Redonda, foi preso um motorista de ônibus, em alta velocidade. No Rio, um motorista e um motoqueiro foram detidos e liberados após pagarem fiança de R$ 700. (pág. 1 e 17)
Cai número de eleitores adolescentes
Desilusão com a política é uma das razões apontadas por jovens de 16 e 17 anos que optaram por não votar nas próximas eleições. Na cidade do Rio, neste ano, o TRE contabiliza apenas 27,4 mil jovens dessa faixa etária com título de eleitor, contra 42,9 mil em 2004.(pág. 1)
Recusado pelo TRE registro para Nadinho
O TRE recusou o pedido de registro da candidatura do vereador Nadinho de Rio das Pedras (DEM), que responde a processo criminal como mandante do assassinato do inspetor da Polícia Civil Félix Tostes. Também foi negado registro ao ex-prefeito de Itaboraí Sérgio Soares. (pág. 1 e 9)
Socialista de Aécio é mais rico que Maluf
Márcio Lacerda, candidato do PSB a prefeito de Belo Horizonte com apoio de Aécio Neves e do PT, é o mais rico entre os concorrentes das capitais, com patrimônio de R$ 55 milhões: R$ 14 milhões a mais que o declarado por Maluf (PP). (pág. 1 e 5)
Aids volta a se espalhar entre os gays. (págs. 1 e 30)
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Folha de S. Paulo
No STF, teles mantêm sigilo de grampos
O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liminar garantindo a 17 operadoras de telefonia fixa e móvel o direito de preservar os nomes de seus clientes que foram alvo de escutas telefônicas no ano passado, e que estão em segredo de justiça. No mês passado, a CPI dos Grampos na Câmara havia aprovado requerimento ordenando às operadoras o envio das cópías de decisões judiciais de interpretações em 2007. As empresas dizem temer ser acusadas de quebrar o sigilo das escutas. Ainda ontem, a CPI decidiu pedir explicações á Justiça Federal sobre decisões que permitiram ao delegado Protógenes Queiros, da PF, acesso irrestrito aos registros de ligações no pais, conforme revelou a Folha. "Estamos vivendo num Estado policialesco", disse o relator Nelson Pellegrino (PT-BA). Em nota, o juiz Federal Fauto de Sanctis, responsavel pela Operação Satiagraha, disse ter mecanismo de controle para evitar o uso ilegal ou abusivo desses dados pela PF.(págs. 1 e Brasil)
Na Argentina Lula cogita até moeda comum para o Mercosul
Diante de empresários brasileiros e argentinos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou a favor do Mercosul com entusiasmo, a ponto de acenar com uma futura moeda comum. Após desfazerem o mal estar causado pela divergência nas negociações da Rodada Doha, Lula e Cristina Kirchner adotaram retórica calorosa para tratar de negociações bilaterais. (págs.1 e B7)
Primeiro-secretário do Senado emprega pelo menos 7 parentesEfraim Morais (DEM-PB) também nomeou seis familiares de membros de seu grupo; ele disse fazer politica "entre amigos" e negou ilegalidade(págs.1 e A8)
Bovespa recua para nivel mais baixo desde janeiro
A Bolsa de Valores de São Paulo começou a semana sob forte impacto da queda das commodities no mercado internacional. O resultado foi um recuo de 3,51% ontem, o que levou a Bovespa aos 55.609 pontos, seu mais baixo nível desde janeiro. Neste ano, as perdas da Bolsa já estão em 12,96%. A desvalorização das ações da Vale e da Petrobras, que reflete a queda nas commodities, tambêm se descolar do mercado externo, no qual a retratação foi menor - a bolsa de Nova York fechou em baixa de 0,37%. Para analistas, o cenário deve continuar desfavorável. (págs.1 e B1)
Com regras para tarifas, ritmo de lucro do Bradesco cai
O ritmo de expansão do lucro do Bradesco caiu no primeiro semestre. Apesar dos R$ 4,105 bilhões liquidos, a alta foi de 2,4% sobre o mesmo periodo do ano passado - a elevação foi de 11,5% sem considerar efeitos extraordinários de 2007. Esses resultados foram afetados pela diminuição na receita com tarifas e taxas de contas, cartões e empréstimos, provocada pela entrada em vigor das novas regras do Banco Central para serviços bancários.(págs.1 eB4)
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O Estado de S. Paulo
STF quer vara especial para julgar abuso de autoridade
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a criação de varas da Justiça especializadas no combate a abusos de autoridade em investigações.A proposta foi lançada durante debate promovido pelo Estado que ainda reuniu o ministro da Justiça, Tarso Genro, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto. O tema foi a crise institucional produzida pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Mendes disse que é preciso conciliar o combate à corrupção com o respeito à lei. “O criminoso também tem direitos fundamentais.” Tarso defendeu a PF, mas sugeriu mudanças na legislação para evitar exageros na exposição pública dos presos: “É uma atitude arbitrária que tem que ser vencida.” Souza criticou abusos, porém alertou para a necessidade de não se criarem limites que prejudiquem investigações. Já Britto afirmou que é preciso superar a “lógica policialesca” contra os advogados que defendem suspeitos. (págs. 1, A8 e A9)
Para Lula, Argentina e o Brasil são um casal
Em visita a Buenos Aires o presidente Lula disse que o Brasil e Argentina devem avançar em conjunto em negociações com Europa e Estados Unidos, após o fracasso da rodada de Doha. “ Por que Deus nos colocou grudados? Um país ao lado do outro? A gente, quando casa, não é para a mulher olhar para um lado e o homem para o outro”, disse. Sem ser convidado, Hugo Chávez compareceu. (págs. 1, B1, B3 e B4)
Tarso reage a militares e diz ter orgulhom de seu passado
O ministro da Justiça, Tarso Genro, reagiu à iniciativa de militares da reserva de divulgar a ficha de autoridades do governo Lula com “passado terrorista” – entre elas, o próprio Tarso. “A minha ficha me orgulha”, afirmou o ministro, que defende a punição de quem tenha praticado tortura durante o regime militar. (págs. 1 e A4)
Palocci recusa pena alternativa no caso do caseiro
O deputado e ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP) recusou trocar o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, pela suspensão do processo e o cumprimento de trabalhos comunitários como pena alternativa. Palocci acredita que, se for julgado, será absolvido. (págs. 1 e A7)
Beira-Mar a Abadía se uniram contra juízes
A Polícia Federal prendeu ontem oito pessoas acusadas de atuar, a mando de Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadía, para aterrorizar juízes. Os narcotraficantes foram transferidos de prisão em Campo Grande. (págs. 1 e C1)
Artigo: Ilan Goldfajn
A queda da Bolsa: Cresce a percepção de que o ciclo de prosperidade chegou ao fim. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
Política enriquece candidatos
Ingressar na vida pública faz bem ao bolso, revelam dados da organização não-governamental Transparência Brasil. Na evolução patrimonial de parlamentares que disputam a eleição deste ano, descobre-se o enriquecimento, em média, de 46,3%. Entre vereadores do Rio, o patrimônio cresceu mais de 110%. (págs. 1, 2 e 3).
Brasil e Argentina unem discurso
Em encontro em Buenos Aires, os presidentes Lula e Cristina Kirchner buscaram unificar o discurso comercial após o desentendimento entre os dois países durante a negociação da Rodada de Doha. O Brasil vai contestar os EUA na Organização Mundial do Comércio. (págs. 1 e 17).
‘Beira- Mar’, Abadía e PCC juntos
A PF impediu uma onda de seqüestros de autoridades e políticos montada pelos traficantes Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadía, e pelo ladrão de bancos José Reinaldo Girotti, o Alemão, ligado à quadrilha do PCC. O trio planejou a ação dentro da Penitenciária Federal de Campo Grande.(págs. 1 e 10)
Rio 2016 tem lobby em Pequim
Dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro, além do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do ex-presidente da Fifa João Havelange, trabalham em Pequim para fortalecer a candidatura do Rio a sede dos Jogos de 2016. Em Xinjiang, Noroeste da China, um atentado matou 16 policiais. (págs. 1, 4 e 5)
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Correio Braziliense
Mortes no trânsito do DF têm queda recorde
A lei seca freou de forma drástica a violência no trânsito do Distrito Federal. O número de mortes em julho caiu 24% em relação ao mesmo período de 2007. É a maior redução dos últimos 13 anos. O mês de férias registrou 28 mortes, bem abaixo das 37 anotadas no ano anterior. “A lei seca veio reforçar o trabalho de fiscalização”, observou o diretor-geral do Detran, Jair Tedeschi. A mistura de álcool e direção, contudo, ainda provoca tragédias no país. Em Boa Vista (RR), o secretário municipal de Trânsito, Antônio Neto, foi afastado após se envolver em um acidente fatal na noite de domingo. Com indícios de embriaguez, ele atropelou um casal que estava de moto e não prestou socorro às vítimas. A estudante de fisioterapia Naira de Souza morreu em decorrência de traumatismo craniano. (págs. 1, 23 e 24)
Benefício a índios pelo Prouni será investigado
Comissão de Educação da Câmara vai auxiliar o MEC a apurar fraudes na concessão de bolsas de estudo. Ministério Público também será acionado. (págs.1 e 10)
PF flagra plano de Beira-Mar e Abadia
Encarcerados em Campo Grande, bandidos comandavam plano para atacar familiares de integrantes do Judiciário. Quatro pessoas foram presas. (págs. 1 e 9)
Senadores decidem tirar uma folguinha
Na volta das férias de julho, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), anuncia recesso branco por causa das eleições. (págs. 1 e 2)
A beleza maltratada que espanta os turistas
Tombados como Patrimônio Cultural da Humanidade, nem assim os principais cartões postais da capital da República se livram do abandono. A sujeira e as pichações chocam quem passa. Na Praça dos Três Poderes, monumentos como o Panteão da Liberdade e da Democracia (foto) servem de abrigo para moradores de rua. E, como se não bastasse o vandalismo, turistas sofrem com a falta de policiamento e de informações sobre a arquitetura-arte. "A gente tira foto pela boniteza". "Depois a gente procura o que é na internet", resignam-se duas visitantes baianas. (págs. 1, 26 e 27)
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Gazeta Mercantil
Medo de recessão faz Bovespa cair 3,51%
O recuo acentuado, ontem, na cotação de diversas commodities, impulsionado por temores renovados de desaceleração da economia global, levou a Bovespa a seu menor nível de pontuação desde 23 de janeiro passado. O Ibovespa, carteira de referência da bolsa paulista, cedeu 3,51%, aos 55.609 pontos. Foi a maior retração percentual da bolsa desde o último dia 2 de julho, quando a queda foi de 3,61%. Com esse movimento, o índice acumula perda de 12,95% neste ano e de 6,54% em agosto. “Com chances cada vez mais reais de um processo de retração da economia global, os investidores resolveram acelerar a venda de papéis de empresas de setores ligados às commodities”, diz o gestor da corretora Umuarama, Rafael Moysés. A queda generalizada das cotações das principais matérias-primas metálicas teve reflexos sobre os papéis da Vale e de siderúrgicas, que puxaram as perdas do dia em São Paulo. As ações ordinárias da mineradora recuaram 7,2% e as preferenciais, 7,15%. As ordinárias da Usiminas caíram 7,53%. Nem mesmo o avanço da tempestade tropical Edouard no Golfo do México, que resultou na interrupção das atividades de um terminal petroleiro e de uma refinaria, reverteu a tendência baixista do petróleo. O barril caiu quase US$ 4 na Bolsa de Nova York, para US$ 121,41, uma desvalorização de US$ 25 sobre o valor recorde de US$ 147,27. (págs. 1, B3 E C6)
Governo cogita mudar meta de sauperávit
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo poderá olhar com mais atenção para o superávit nominal como meta, em vez de se basear no superávit primário. Para o ministro, caso a pressão de alta da inflação não diminua, pode ocorrer uma elevação da meta do superávit primário para além dos atuais 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que as ações para conter a inflação começam a surtir efeito. “Temos tomado uma série de medidas visando que a inflação convirja para as metas. Existe um processo de defasagem, um início de um efeito que já começa a acontecer e vai dando resultado.” (págs. 1, A4 E A5)
Fusões e aquisições
Brasil avança na contramão mundial. (págs. 1 e B2)
Pecuária
Veto às exportações de carne brasileira aos EUA pode ter rápida solução. (págs. 1 e C10)
IndústriaFaturamento real cresceu 10,5% em junho, diz Mol. (págs. 1 e A6)
Aumento do fluxo na Bolsa
Com a inauguração da operação da plataforma eletrônica de negociação GTS (Global Trading System) da BM&F Bovespa, as corretoras se preparam para oferecer novos serviços para clientes estrangeiros. (págs. 1 e B2)
Analistas projetam recuo no IPCA
Analistas de mercado estimam recuo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 6,54% no ano e interrompem 18 semanas seguidas de previsão de alta. (págs. 1 e A5)
Responsabilidade social
Cadeias de suprimentos de energia e materiais respondem por 75% das emissões de carbono das empresas. Mas sustentabilidade é prioridade para 12% de 257 líderes de empresas. (págs. 1 e A14)
PF aborta ação de quadrilha
A Polícia Federal (PF) abortou ontem a formação de uma megaquadrilha chefiada pelos pesos pesados do crime organizado Fernandinho Beira-Mar, Juan Carlos Abadia e José Reinaldo Girotti, do PCC. (págs. 1 e A6)
Opinião: Augusto Nunes
Do alto do palanque estrelado pelo candidato a prefeito de Goiânia Iris Resende, Delúbio Soares, o chefe da quadrilha do mensalão, pôde constatar a curta memória do País. (págs. 1 e A8)
Opinião: Costábile NicolettaPor que as empresas ganham do governo mais prazo para se adaptarem a regras de atendimento ao consumidor que vêm sendo discutidas há tanto tempo? (págs. 1 e A2)
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segunda-feira, agosto 04, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ``TORTURAGEM``

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: FORD ``BIGODE``

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O carro que começou tudo

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O Ford Modelo T, o carro que colocou o mundo sobre rodas, está prestes a completar 100 anos. O primeiro exemplar começou a ser produzido em 27 de setembro de 1908, em Detroit, nos Estados Unidos. O sucesso foi instantâneo. De mecânica simples, fácil de dirigir e barato, era a concretização da visão de seu fabricante, Henry Ford, sobre o automóvel. Para o industrial, devia ser um veículo utilitário para ser usado pelas pessoas comuns e não, como ocorria, um artigo de luxo para milionários. O Modelo T vendeu 15 milhões de unidades até sair de linha, em 1927. Chegou a representar metade da frota mundial de veículos. A outra grande contribuição de Henry Ford à industrialização de massa viria em 1913, como conseqüência do Modelo T. Ao perceberem que o vai-e-vem dos operários entre o estoque de peças e a montagem do carro tomava muito tempo, Henry Ford e seus engenheiros desenvolveram o sistema em que as peças se moviam numa linha de montagem constante. Com isso reduziram o tempo de fabricação de doze horas para 93 minutos e o preço final de 850 para 260 dólares.
Apelidado no Brasil de Ford Bigode, devido ao formato das duas alavancas dispostas à esquerda e à direita do volante, o Modelo T sofreu poucas modificações nas versões seguintes. Até 1912, não havia porta ao lado do motorista. O carro fechado só apareceu em 1915. As versões coloridas sumiram em 1914 por uma razão industrial: a tinta preta secava com maior rapidez que as outras. O Focus foi escolhido para ser comparado ao Modelo T de 1908 por ser o carro global atualmente mais vendido da Ford.
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Duda Teixeira.
http://veja.abril.com.br/060808/p_102.shtml

ELEIÇÕES 2008/RJ: ``TÁ TUDO DOMINADO, MANU...``

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Visão de um curral eleitoral
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No Rio de Janeiro, traficantes têm seus próprios candidatos a vereador. Para elegê-los, constrangem os concorrentes e coagem moradores das favelas.

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O Brasil acordou, na semana passada, para o agravamento de um problema que parecia ter chegado a seu limite extremo: o domínio de vastas áreas da cidade do Rio de Janeiro por grupos armados. Já era conhecido o seu poder de mando, com força até para fechar o comércio. O que se descobriu agora é que os bandidos expandiram sua atuação. Além de impor uma lei própria, ordenando execuções e toques de recolher, passaram a tentar influir diretamente no processo eleitoral. Há evidências colhidas nos últimos dias:
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• A polícia descobriu que o traficante que comanda a venda de drogas na Rocinha tem seu próprio candidato a vereador nestas eleições. E está coagindo os moradores a fazer sua campanha. Uma candidata a vereadora pelo PT foi ameaçada quando se preparava para fazer corpo a corpo no local. Não era bem-vinda.
• No Complexo do Alemão, favela localizada na Zona Norte da cidade e conhecida pela violência da quadrilha que domina a área, os traficantes também têm sua preferência eleitoral. Insatisfeitos com a presença do candidato a prefeito Marcelo Crivella, do PRB, obrigaram jornalistas a apagar as fotografias de suas máquinas digitais.
• Os milicianos (grupos armados chefiados por policiais, bombeiros e agentes penitenciários que dominam favelas na Zona Oeste da cidade) têm seis candidatos e, da mesma forma que os traficantes, impedem a entrada dos concorrentes em seus territórios. Eles também estão convencendo moradores de que há formas de quebrar o sigilo do voto para conferir se suas ordens foram cumpridas.
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Não é de hoje que a bandidagem exerce alguma influência nas eleições cariocas. Há mais de uma década o tráfico já impõe regras mais ou menos explícitas para o acesso de candidatos às favelas – assim como para permitir a circulação de funcionários das concessionárias de serviços públicos e até de ambulâncias. O que está acontecendo nesta eleição é pior. A polícia encontrou na casa do dono das bocas-de-fumo da Rocinha, o traficante Antônio Bonfim Lopes, mais conhecido como Nem, um documento revelador. Trata-se de um decreto do bandido determinando, entre outras coisas, que todos os moradores sejam obrigados a trabalhar pelo "candidato da comunidade". A polícia já sabe que Nem se referia a Claudinho da Academia, do PSDC, cuja folha corrida registra 22 anotações criminais. Seu advogado alega tratar-se de um homônimo. Seja como for, o caso revela uma tentativa dos traficantes de fazer seus próprios representantes no Legislativo da cidade, numa versão criminosa de antigos vícios de nossa política, como os velhos currais eleitorais que dominaram a história brasileira durante o período da República Velha ou o coronelismo do Nordeste. Circula pelo Rio de Janeiro uma escuta telefônica feita em 2006, com todo jeito de ilegal. Nela, Nem se queixa dos moradores da favela. Argumenta que eles levam os candidatos até lá em troca de dinheiro, o que lhes tira a capacidade de cobrar as promessas. Arvorando-se em defensor da comunidade, o bandido resolveu organizar seu pedaço. É triste.
Diante de tanta desordem, a pergunta é: por que o Rio se tornou uma cidade-refém? Costuma-se afirmar que o problema é a inação do estado. É um diagnóstico torto. O estado está presente, mas de forma errada, precária e, por vezes, criminosa. A tirania dos traficantes é patrocinada por policiais, que lhes vendem proteção e armamento – quando não são eles mesmos os líderes das gangues, as tais milícias que já dominam 171 regiões da cidade. A própria existência das favelas (uma deformação urbanística que se constitui em trincheiras de guerrilha) tem o velado apoio oficial. No alto da Rocinha, em áreas onde não deveria haver barracos, há ligações de água, eletricidade e telefone feitas pelo poder público ou por seus concessionários. Não raro, essas ligações são o atendimento das promessas que os candidatos dos governantes de plantão fazem durante a campanha. Sufocadas pela carência absoluta, as favelas se tornaram um tesouro para os políticos. A felicidade com que eles rumam para as áreas mais carentes da cidade foi interrompida na semana passada pela entrada em cena de um novo ator: o bandido com pretensões eleitorais.
As autoridades, então, se mexeram. O deputado Raul Jungmann, do PPS, presidente da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, sugeriu que o governo federal enviasse ao Rio a Força Nacional. O governador Sérgio Cabral aceitou a idéia de imediato. Afinal, ele sempre aproveita essas oportunidades para reforçar sua proximidade com o presidente Lula, fato de grande apelo junto aos eleitores. Mas o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, não vê a necessidade e determinou que o problema seja resolvido até o próximo dia 11 de agosto. Realmente não é o caso de acionar as tropas federais. O problema não é eleitoral. É de segurança pública. Não adianta reclamar do traficante que não permite a entrada de candidatos. O fato grave é existirem áreas da cidade nas quais quem manda são os bandidos.

A república de Nem

A cidade do Rio de Janeiro tem 4,5 milhões de eleitores, dos quais 500 000 vivem em áreas conflagradas, como a favela da Rocinha, dominada pelo traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem. Ali existem 22 000 habitações; 67 000 moradores; 90 seções eleitorais; 45 000* eleitores [*Estimativa com base nos números do Instituto Pereira PassosFontes: TSE/TRE/IPP].
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Fotos: Rafael Andrade/Folha Imagem [Nem]; Ana Araujo e Celso Junior/AE [Britto e Cabral].
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STEPHANES & CANA: CONTRADIÇÕES OU CERTEZAS?

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Disse que, do ponto de vista agronômico, o plantio de cana na Amazônia é factível. “Na minha visão, poderia haver plantio nas savanas de Roraima”, exemplificou.
Defende também a preservação da cana em solos amazônicos onde já estão assentadas usinas sucroalcooleiras.
Menciona os casos de três usinas –uma no Estado do Acre, outra nas proximidades de Manaus (AM) e a terceira no Pará.
O risco da proliferação da cana na Amazônia é uma das principais críticas que organizações ambientais estrangeiras fazem ao etanol brasileiro.
Em junho, ao participar de reunião da FAO, em Roma, Lula dissera coisa diversa do que afirma agora o seu ministro da Agricultura.
O presidente afirmara que o Brasil não plantaria cana na Amazônia porque era desnecessário. Acrescentara o seguinte:
"Estamos fazendo o zoneamento agroecológico exatamente para que a gente demarque claramente o que você pode plantar e onde...”
“...Não queremos plantar cana na Amazônia porque sabemos que a terra lá não é produtiva para cana. Então não adianta fazer investimento lá."
Lula alfinetara os ambientalistas em timbre azedo. Tachara a crítica de que as plantações de cana-de-açúcar estão invadindo a Amazônia de argumento "sem pé nem cabeça".
Cuidadoso, Stephanes trata de esclarecer que não se deseja plantar cana em áreas desmatadas, mas em pontos específicos.
Seja como for, a posição do ministro ateia fogo numa fogueira de críticas que Lula imaginava ter apagado com as declarações da reunião da FAO.
Resta agora aguardar pela divulgação do zoneamento agroecológico, cujo anúncio o governo anuncia para breve.
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Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 0408.
Foto: Sérgio Lima/Folha

RECEITA FEDERAL: CALMA!!! A LEOA DIZ SER MANSA...

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LINA MARIA VIEIRA
Nova secretária da Receita quer maior número de alíquotas no IR


Para substituta de Jorge Rachid, duas alíquotas apenas sobrecarregam muito aqueles que ganham menos
PRIMEIRA MULHER a assumir a Receita Federal, Lina Maria Vieira, 57, diz que será uma "leoa com os sonegadores, com os maus contribuintes". Em sua primeira entrevista no cargo, na manhã do último sábado, ela disse à Folha que considera necessário ampliar o número de alíquotas do Imposto de Renda das pessoas físicas, atualmente de 15% e 27,5%. "Acho, sim, necessário aumentarmos a progressividade na tributação do Imposto de Renda das pessoas físicas."
A nova secretária da Receita não deu detalhes do modelo que considera mais adequado para o IR das pessoas físicas. A elevação do número de alíquotas é defendida pelo PT, mas sempre encontrou resistência na cúpula da Receita durante a gestão de Jorge Rachid, demitido do cargo na quinta-feira. Entre as medidas que defende para ajudar na fiscalização, está a volta da CPMF, chamada agora de CSS (Contribuição Social da Saúde). "Para efeito de controle e cruzamento de informações, mesmo que seja uma alíquota de 0,0001%, para a Receita é importante, mas como instrumento de controle." Ela adiantou que recebeu como missão da Fazenda preparar um "pacote de simplificação" fiscal e avisou que pretende acompanhar de perto as discussões no Congresso Nacional sobre a reforma tributária enviado pelo governo Lula. A seguir, os principais trechos da entrevista.

FOLHA - Como é ser a primeira mulher a assumir a Receita? A sra. se sente uma "leoa"?
LINA MARIA VIEIRA - Venho trabalhando na administração tributária ao longos dos últimos 30 anos. No início da carreira eu era muito técnica. Depois, assumindo cargos, fui adquirindo tarimba na área de gestão, melhorando o relacionamento com entidades empresariais, com os demais órgãos do Ministério da Fazenda, com as secretarias de Fazenda dos Estados. Agora, essa coisa da "leoa" é uma marca da época do grande [Francisco] Dornelles [atual senador pelo PP-RJ]. Nesse caso, sou uma "leoa" sim, mas com os sonegadores, com os maus contribuintes. Serei implacável na defesa da sociedade.
FOLHA - A sra. vai tentar fazer com que os brasileiros entendam por que eles pagam tributos? VIEIRA - Levantei a bandeira da educação fiscal na 4ª Região [Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte], que é um trabalho demorado, mas precisamos iniciá-lo. Criamos a frase: "Receita Federal do Brasil: um leão em defesa da sociedade", para melhorar a imagem da Receita com a sociedade, para que ela entenda nossa função, mostrando que todo trabalho de combate à sonegação, ao contrabando, ao descaminho e à pirataria é uma proteção à indústria e ao comércio nacionais. É preciso também fazer um trabalho profundo para que as pessoas comecem a entender que elas pagam tributo, ele não cai do céu, é pago por todo cidadão e temos de ter o conhecimento e a capacidade de cobrar dos gestores públicos a boa aplicação dos recursos. De nada adiante bater recordes de receita se você não trabalha a qualidade do gasto.
FOLHA - A sra. acha que há espaço para novas desonerações?
VIEIRA - Um dos pontos que nós trazemos para esta gestão na Receita é exatamente trabalharmos a simplificação, a desburocratização e a desoneração. Vamos fazer um pacote de simplificação, apresentar isso ao ministro [Mantega] para que consigamos melhorar a relação do fisco com a sociedade. É desejo do presidente Lula e uma das determinações que recebi do ministro.
FOLHA - A sra. pode adiantar as medidas desse pacote?
VIEIRA - A primeira já foi lançada: é o fim da declaração para os isentos. Há algum tempo a Receita vinha trabalhando com a visão de que isso trazia demanda desnecessária no atendimento. O próximo passo é melhorar a qualidade nos centros de atendimento. Nossa missão é prestar um atendimento de excelência ao cidadão. Há outros projetos, como o Simples Nacional, em tramitação, com a inclusão de novas atividades.
FOLHA - A sra. vai discutir o Supersimples com o Congresso?
VIEIRA - Vamos lá já nesta semana levar algumas sugestões que foram discutidas com os secretários estaduais e a Receita. Num primeiro momento, defendo a criação de um modelo feito no Rio Grande do Norte, chamado "Contribuinte Cidadão", para dar dignidade às pessoas que estão no comércio, mas na informalidade, como sacoleiros, pequenos feirantes e barraqueiros. No Estado, eles têm isenção do pagamento de ICMS até R$ 36 mil [de faturamento], mesma medida discutida no Congresso com a criação do MEI (microempresário individual). Existem outros pontos que foram levantados, como a inclusão de outras atividades [no Simples Nacional].
FOLHA - Mas a sra. foi contra o Supersimples?
VIEIRA - Fui contra alguns dispositivos. Acredito que o Brasil não pode ser "vestido" com tamanho único. Nossas diferenças regionais e econômicas são gritantes. Conseguimos com muito êxito -quando eu era coordenadora do Confaz- incluir três limites: para os Estados que tinham até 1% do PIB, até 5% e acima de 5%, em vez do limite único de R$ 2,4 milhões. Não passava pela cabeça de ninguém ter um limite único para São Paulo e para o Piauí, por exemplo. Isso era inaceitável. Eu era contra alguns dispositivos, eram coisas lógicas.
FOLHA - O que a sra. acha de o Imposto de Renda das pessoas físicas ter apenas duas alíquotas? É possível aumentar esse número?
VIEIRA - Precisamos aumentar [o número de alíquotas]. Se estamos aí para fazer justiça fiscal, essa é uma justiça que tem de ser feita. Temos de estudar. É coisa de sentar com a equipe da Receita. Talvez eles tenham algum estudo, mas acho, sim, necessário aumentarmos a progressividade na tributação do IR das pessoas físicas.
FOLHA - Para aumentar a progressividade o que a sra. considera mais adequado: criar alíquotas intermediárias ou superiores a 27,5%?
VIEIRA - Em relação a essas alíquotas, nos demais países elas são bem maiores, há um alargamento dessas alíquotas. Precisamos enxergar que [no Brasil] apenas duas alíquotas sobrecarregaram muito aqueles que têm renda menor. Vou ter de me respaldar nesses estudos, nas experiências internacionais, para firmar uma convicção do que é melhor. Certamente vamos ter de fazer a ampliação dessas alíquotas, em termos de números. É necessário, é um clamor da sociedade.
FOLHA - O governo avalia isso?
VIEIRA - Minha posição vai ter de se coadunar com as intenções do governo, não posso fazer isso sozinha. A Receita dá o estudo técnico. Pessoalmente, acho que é necessário ampliar [o número de alíquotas].
FOLHA - A criação do imposto sobre grandes fortunas também pode ajudar na progressividade?
VIEIRA - Há muito tempo já existem dispositivos nesse sentido que nunca foram regulamentados. Há necessidade de aprofundamento desses estudos para vermos o que é melhor. Já existe a tributação estadual [através do Imposto sobre Transmissão "Causa Mortis" e Doações]. É algo que, se tiver de ser implementado, vai haver uma discussão muito ampla sobre isso. Neste momento, é melhor eu não opinar porque estamos vivendo um momento de muita especulação.
FOLHA - Alguns Estados adotaram programas de devolução de parte do ICMS para estimular as pessoas a pedir nota fiscal. É possível adotar esse mecanismo na esfera federal?
VIEIRA - No plano federal acho mais complicado. O que queremos é essa parceria com os Estados e, nesse sentido, temos como apoiá-los nesse processo que eles já vêm desenvolvendo no combate à sonegação.
FOLHA - Qual a opinião da sra. sobre a carga tributária brasileira próxima de 37% do PIB?
VIEIRA - A carga tributária vem crescendo, mas também é preciso deixar claro que a eficiência da Receita, o crescimento da economia, o ganho das pessoas, tudo isso reflete em melhoria da arrecadação. O trabalho do "leão" da Receita é proteger a nossa indústria. Quando trabalhamos [contra] a sonegação e a concorrência desleal, estamos dando condições ao comércio nacional de crescer.
FOLHA - Tendo sido secretária de Fazenda do Rio Grande do Norte, a sra. acha que o governo tem de ampliar a participação de Estados e municípios nas contribuições federais?
VIEIRA - Essa é uma discussão muito grande no Confaz. A reforma tributária certamente vai trazer à discussão todos esses pontos. Temos de enxergar as atribuições inerentes aos municípios, aos Estados e à União, e colocá-los em condições de atender a sociedade plenamente. A preocupação maior é que todos os entes federados tenham condições adequadas de atender a sociedade, porque há um clamor muito grande por saúde de qualidade, educação, segurança e infra-estrutura. Temos de ver o que cabe a cada um ao dividir o bolo do que se arrecada.
FOLHA - A sra. já tem alguma idéia para reduzir a sonegação no país?
VIEIRA - Precisamos fortalecer o relacionamento com as secretarias estaduais. É como o combate ao crime organizado: você não combate só, precisa de toda a força policial junto. Com a sonegação é a mesma coisa. A Receita, sozinha, não vai conseguir combatê-la, mas, aliada a outros atores, como as secretarias dos Estados e dos municípios, com todo o corpo fiscal, temos condições de montar um projeto forte.
FOLHA - O que a sra. acha da recriação da CPMF, agora como CSS?
VIEIRA - Para efeito de controle e cruzamento de informações, mesmo que seja uma alíquota de 0,0001%, é importante, mas como instrumento de controle para a Receita Federal.
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ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - 04.08

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

04 de agosto de 2008

O Globo
Tráfico recebe armas até do Exército da Bolívia
Investigações policiais no Rio e em Brasília revelam que o tráfico carioca vem recebendo cada vez mais metralhadoras .30, antiaéreas – capazes de derrubar aeronaves -, desviadas dos quartéis do Exército boliviano. As armas são enviadas para o Paraguai e, depois, para Foz do Iguaçu, no Paraná (...). O caso está sendo monitorado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), pela inteligência do Comando do Exército e pela Polícia Federal. (págs. 1 e 10)
Royalties permitem campanha milionária
A disputa pelo controle de sete municípios fluminenses da Bacia de Campos, beneficiados pelos royalties do petróleo, leva a campanhas milionárias. Os candidatos a prefeito dessas cidades, onde vivem 570 mil eleitores, estimam um gasto total de R$ 42 milhões – R$ 2 milhões a mais do que a previsão no município do Rio, com 6 milhões de eleitores. (págs. 1 e 3)
USP: apagão marítimo está próximo
Estudo da Universidade de São Paulo (USP) revela que o Brasil está à beira de um apagão marítimo. O levantamento prevê um déficit de cerca de 1.400 oficiais de marinha mercante até 2013 para comandar embarcações de bandeira brasileira. Entre os principais atingidos estariam os navios da Petrobras, que participarão de exploração de petróleo na camada pré-sal. (págs. 1, 17 e 18)
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Folha de S. Paulo
Nova secretária da Receita quer mais alíquotas do IR
A nova secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, 57, diz em sua primeira entrevista no cargo que considera necessário aumentar o número de alíquotas do Imposto de Renda das pessoas físicas. Hoje existem duas: 15% e 27,5% (...). A secretária afirma ter recebido da Fazenda a missão de preparar um pacote de simplificação fiscal. Para ela, são infundadas as suspeitas de que a sua indicação signifique uma politização da Receita: “Não tenho filiação partidária”. (págs. 1 e A16)
“Eu tenho total apoio de Lula”, diz o assessor Gilberto Carvalho
Acusado de passar informação privilegiada ao advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, o chefe-de-gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem à Folha que tem “total apoio” do presidente e que não vai se afastar do cargo.“O presidente me disse: Gilberto, eu faria exatamente o que você fez”, relatou o assessor de Lula (...). (págs. 1 e A10)
Luz Para Todos beneficia mais prefeitos do PT e da base aliada
Criado por Dilma Rousseff, o programa Luz Para Todos chegou às zonas rurais de 13,2% dos municípios administrados pelo PT (...)Dos 10 Estados com maior índice de beneficiados, 5 são governados pelo PMDB do ministro Edison Lobão. O ministério nega uso político do programa. (págs. 1, A4 e A6)
Decisão sobre terra indígena é um teste para todo brasileiro
Marina Silva - A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol em área contínua não é apenas uma pendenga entre índios e não-índios de Roraima.Quem está na berlinda são todos os brasileiros, em sua capacidade de proteger, pelas mãos do Estado, a esfera dos valores culturais da nação, É, talvez, o teste mais importante sobre as conquistas dos índios. (págs. 1 e A2)
Editoriais: Leia “Violência em queda”, sobre a redução de homicídios e “Ditadura olímpica”, acerca de censura na China. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Crédito cresce, apesar do aumento dos juros
A contenção de crédito que o Banco Central (BC) aguardava como conseqüência do aumento da taxa básica de juros ainda não ocorreu. Financeiras e comércio mantêm a política de oferecer ao consumidor prazos mais longos, aproveitando as condições favoráveis de empresas e renda (...) (págs. 1 e B1)
Militares apontam ‘guerrilheiros’ do governo
Oficiais da reserva pretendem debater, na quinta-feira, o que consideram “passado terrorista” de autoridades do governo Lula em um seminário no Clube Militar do Rio. Uma possibilidade é exibir slides com fotos e uma biografia de ministros e petistas ilustres, como José Dirceu, Dilma Rousseff e Tarso Genro. Os militares estão irritados com a “conduta revanchista” de Tarso, que apóia punição a torturadores da ditadura. (págs. 1 e A4)
Cresce circulação de jornais diários - Aumento no semestre foi de 8,1%. (págs. 1 e B17)
Ribamar Oliveira: Endividamento público – Senado discute controle de dívidas de Estados e municípios. (págs. 1 e B2)
Notas e informações: “Desmate subiu e caiu” – Embora soem contraditórios os dados sobre o desmate na Amazônia, a apenas um mês do fechamento do calendário de monitoramento da região, a devastação da floresta dobrou. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Currais cobram pedágio para permitir campanha
Além de restringirem a presença de candidatos de fora nas comunidades, os currais eleitorais dominados por milícias ou pelo tráfico agora cobram pedágio para liberar o acesso. Segundo a Federação de Favelas do Estado do Rio (Faferj), a permissão é dada em troca de assistência social, obras ou dinheiro, de R$ 350 a R$ 35 mil, dependendo da área. Um cadastro com títulos de eleitores dos moradores é negociado a R$ 100 mil. No TRE, há 29 denúncias sobre o assunto. (Tema do dia, págs. 1, A2 e A3)
TSE: tropas podem vir depois do dia 11
O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, admite convocar tropas federais – Forças Armadas, e não Polícia Federal ou Força Nacional – para garantir a eleição no Rio. A decisão pode ser tomada caso a situação de segurança não melhore até o próximo dia 11. (págs 1 e Eleições pág. A7)
Setor aéreo discute a crise
Cerca de 70 altos executivos de 30 companhias aéreas da América Latina participarão de uma conferência em Miami, em outubro, para discutir a crise no setor. Por várias razões, nos últimos dois anos 20 empresas de todo o mundo pararam de voar. (pág. 1 e Economia, pág. A18)
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Correio Braziliense
Onde estão os 34 mil terceirizados que serão substituídos.Até o fim do ano, o governo deve abrir concurso para preencher 30% dessas vagas. (págs. 1 e 10)
Por que o Banco do Brasil quer o BRB. (págs. 1, 11 e 13)
Lula na Argentina: esforço pela paz. (págs. 1 e 9)
Aprovados com louvor
Apenas 1% dos que ingressaram na universidade pelo sistema de cotas abandonou os estudos. Desempenho acadêmico da maioria ficou acima da média. (pág. 1 e, Gabarito, págs. 1 e 5 a 7)
Investigação para o Prouni
Universitários pedem ao Ministério Público Federal para apurar possível irregularidade no programa. Segundo denúncia do Correio, estudantes que se autodeclararam índios agora negam descendência. (págs. 1 e 7)
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Valor Econômico
Governo assume Madeira se litígio ameaçar projeto
A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, fez uma advertência aos dois consórcios que disputam a construção da usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia: “Em caso de guerra judicial, diante do risco de perder a obra, assumiremos fazê-la. Temos a Eletrobrás” (...). (págs. 1 e C3)
Fundações não atingem as metas
A combinação de inflação em alta e bolsa em queda atingiu em cheio os fundos de pensão, que não alcançaram suas metas atuariais no primeiro semestre (...). (págs. 1 e C1)
Siderúrgicas agora buscam verticalização
As siderúrgicas querem se proteger contra a escassez de suprimento futuro e novas altas de preços das matérias-primas. A decisão estratégica é investir em minas de ferro e carvão, em produção de coque, de carvão vegetal e ferro-gusa e até na geração de energia. A dependência de um pequeno número de fornecedores afetou a rentabilidade do setor e as empresas querem reduzir seu impacto (...). (págs. 1 e B7)
Sérgio Leo: é um equívoco afirmar que o Brasil deixou de lado negociações bilaterais para se fixar em Doha. (págs. 1 e A2)
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Gazeta Mercantil
Petróleo leva setor aéreo a sua maior crise
Setenta altos executivos de 30 companhias aéreas, incluindo Gol e TAM, discutirão em Miami (EUA), em setembro, a reestruturação no setor devido ao salto no preço do petróleo (...)O vermelho tinge de novo os balanços das aéreas, que se recuperavam do prejuízo de US$ 40 bilhões acumulado desde os atentados de 11 de setembro de 2001 até 2006(...) (págs. 1 e C7)
Retomada de Angra 3 movimenta seguradoras
A retomada da construção de Angra 3 movimenta o mercado de seguros. A alemã Allianz é a líder da apólice de riscos de engenharia, contratada em 1982, quando a Andrade Gutierrez iniciou a construção da usina. O contrato ainda é válido, mas deverá ser alterado para se adequar ao projeto atual da construção (...) Angra 1 e 2 têm seguros de danos materiais e de responsabilidade civil de até US$ 140 milhões. (págs. 1 e B2)
Gasto público pode impor teto para o PIB
O Brasil poder estar fadado a limitar seu crescimento econômico no longo prazo a até 4%, por causa da dicotomia entre as políticas fiscal e monetária. Enquanto os gastos públicos com aumentos salariais para o funcionalismo, reajustes reais para o salário mínimo e para o Bolsa Família injetam na economia combustível que mantém a demanda aquecida, o Banco Central eleva a taxa de juros para esfriar essa mesma demanda. O custo pode ser traduzido em arrefecimento da atividade em proporções maiores do que poderia ser se houvesse mais contribuição do governo em relação a corte de gastos (...) (págs. 1 e A5)
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domingo, agosto 03, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

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``Salve Rainha``
Salve, Rainha,
Mãe misericordiosa,
vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós brandamos os degregados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eias pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto de vosso ventre,
ó clemente,
ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria.
Rogais por nós Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.
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Fonte: Hinário católico.
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sábado, agosto 02, 2008

EDITORIAL: DOHA [OU ATÉ QUE UM NOVO 11 DE SETEMBRO OS UNA...]

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A Rodada de Doha ficou para trás. E agora?

Concebida em novembro de 2001 na capital do Qatar, para transmitir solidariedade a um mundo sacudido pelo terrorismo, com os atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e Washington, a Rodada de Doha se apaga, quase sete anos depois, quanto tomam corpo outras ameaças de crise global nos setores de alimentos, energia e clima.

Gustavo Capdevila (IPS)

GENEBRA – As negociações comerciais da Rodada de Doha fracassaram estrepitosamente arrastadas pelas mesmas discrepâncias entre países ricos e pobres que a caracterizaram durante seus quase sete anos de vida. Uma discordância irreparável entre os Estados Unidos, por um lado, e China e Índia, por outro, precipitou o final da conferência de ministros convocada pela Organização Mundial do Comércio, que havia chegado ao nono dia de sessões. O chanceler da Argentina, Jorge Taiana, considerou o ocorrido com Doha o fracasso de uma tentativa dos países industrializados de dar pouco e pedir muito. “E isso não foi aceito em linhas gerais pelos países em desenvolvimento. Me parece que esse desequilíbrio impediu de se resolver estas negociações”, afirmou. A faísca deste sinistro político internacional foi um assunto caro aos países em desenvolvimento, a criação de um mecanismo de salvaguardas especiais que aumentaria os direitos de aduana quando as importações de produtos agrícolas superassem certo nível e causassem prejuízo aos camponeses das nações pobres. “É incrível que tenhamos fracassado em um único tema”, lamentou o chanceler brasileiro, Celso Amorim. “Não significa que a questão não seja importante para alguns países, mas já havíamos decidido muitos outros assuntos intratáveis”, acrescentou. O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, disse que de uma lista de 20 tópicos em discussão já se havia progredido em 18. Mas a brecha não pôde ser fechada no tema 19, lamentou. Os Estados Unidos se opuseram por considerarem que o mecanismo poderia levara a abusos, enquanto China e Índia o exigiam como uma defesa do sustento, da segurança alimentar e do desenvolvimento rural dos camponeses dos países em desenvolvimento. A divergência impediu que os ministros de 30 países e representantes dos demais 153 membros da OMC chegassem a um acordo sobre os parâmetros das negociações para liberalizar a agricultura e os produtos industriais, ou acesso aos mercados dos produtos não-agrícolas (Nama). Concebida em novembro de 2001 na capital do Qatar, para transmitir solidariedade a um mundo sacudido pelo flagelo do terrorismo, com os atentados de 11 de setembro desse ano em Nova York e Washington, a Rodada de Doha se apaga quanto tomam corpo outras ameaças de crise, em alimentos, energia e clima. Diante da crise mundial nos preços dos alimentos, é irônico que se pretenda criar mais barreiras ao intercâmbio mundial destes produtos, disse Susan Schwab, representante de Comércio dos Estados Unidos. Carin Smaller, do Instituto de Políticas para a Agricultura e o Comércio (IATP), afirmou que Washington propõe a abertura dos mercados como a melhor forma de conseguir segurança alimentar e promover o sustento. Por sua vez, Índia e China, com apoio da maioria dos países em desenvolvimento, dizem que as salvaguardas são o melhor resseguro em caso de ocorrer grandes transtornos nos mercados agrícolas. A subsecretária de Economia do México, Beatriz Leycegui, considerou o fracasso de Doha uma perda para todo o mundo, porque ocorre em meio a uma crise econômica muito forte, onde há protecionismo e falta credibilidade no sistema multilateral. “Nessas condições, era urgente obter um resultado”, disse. Lamy aceitou que Doha “fracassou”. Deixemos a poeira baixar, respondeu sobre futuras atividades negociadores da OMC. Mas, explicou que “minha reação não é a de jogar a toalha”. Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Comerciais Internacionais da chancelaria da Argentina, disse que durante a última reunião de ministros, ontem, alguns se declararam partidários de novas tentativas para ressuscitar a Rodada. Leycegui reconheceu que o México insistiu em “não jogar no lixo tudo o que se conseguira” nos nove dias de negociações. “Foi uma frustração porque pensávamos que o acordo estava muito próximo, mas faltou um pouco de compromisso político”, disse. Anne-Laure Constantin, outra especialista do IATP, falou à IPS de suas esperanças de que os países-membros da OMC encontrem outra fórmula de encarar o comércio em nível multilateral. “Uma forma que se adapte mais às novas condições do mundo e ajude os países diante da crise que enfrentam, de alimentos, energia e clima. O processo de Doha deveria se converter em uma rodada do desenvolvimento, para favorecer os países mais pobres. Por esse motivo este desenlace se converte em frustração”, disse Taaiana.Jeremy Hobbs, diretor da Oxfam Internacional, disse estar decepcionado com o ocrrido. Quando os preços dos alimentos e da energia sobem e que as perspectivas da economia mundial se mostram incertas, o número de pobres crescem sem parar, afirmou. “Por isso, um acordo comercial decente teria dado a oportunidade de prevenir o agravamento da pobreza”, disse Hobbs. Por sua vez, Aftab Alam Khan, da ActionAid, entidade dedicada à promoção do desenvolvimento, atribuiu a responsabilidade do fracasso ao Estados Unidos e à União Européia, “que não puderam pensar além dos interesses de suas empresas multinacionais, que querem se apropriar de todas as oportunidades nos mercados dos países pobres. O fato de Estados Unidos e União Européia responsabilizarem China e Índia pelo ocorrido é de fazer rir”, concluiu. (IPS).
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sexta-feira, agosto 01, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ``OPS!!! FOI MAUS...``

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[Homenagem aos chargistas brasileiros]
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VENEZUELA/CHÁVEZ/SANTANDER: NACIONALIZAÇÃO...

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Se nacionalizar Santander, Chávez será maior banqueiro do país

CARACAS - Em um passo importante para consolidar o modelo em que o Estado é o eixo da economia, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou a nacionalização do Banco de Venezuela, o terceiro maior do país e de propriedade do grupo espanhol Santander. Segundo o jornal El Universal, caso a compra seja concretizada, o governo se tornará o maior banqueiro do país, controlando quase 25% dos depósitos do sistema bancário.
Segundo a BBC, o Banco da Venezuela é um dos principais do sistema financeiro do país e conta com pelo menos US$ 700 milhões investidos em operações na Venezuela. "Chamei o [Grupo Santander] para que comecemos a negociar", disse Chávez, em um discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e TV. "Eles disseram que não estavam interessados em vender e eu lhes disse que quero comprar e vou fazer isso. Vamos nacionalizar o Banco da Venezuela", afirmou.
Segundo o jornal venezuelano, se Chávez conseguir nacionalizar o banco, o governo terá controle de 16,44% dos créditos do sistema bancário e 24,38% dos depósitos, enquanto o Banesco, instituição que estaria em segundo lugar no montante, teria 15,26% de créditos e 14,14% de depósitos. Com as 269 agências da instituição ligada ao Santander no país, o governo contaria com 561, ou seja, 17% do total de estabelecimentos no sistema financeiro. Além disso, Chávez transformaria os 5.861 funcionários do banco em servidores públicos.
Chávez disse que tomou a decisão após descobrir que o Santander havia iniciado contatos com um banqueiro local para vender o Banco de Venezuela, que o grupo espanhol comprou em 1996. Segundo ele, depois que seu governo se ofereceu para comprar o banco, o Santander retirou a oferta de venda. "Que o vendam ao governo, ao Estado. Vamos recuperar o Banco da Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude", disse Chávez. "Este é um país que está recuperando suas riquezas", acrescentou.
Desde 2007, Chávez ordenou a nacionalização das companhias de telecomunicações, eletricidade e siderurgia. Ele também modificou as empresas mistas com petrolíferas estrangeiras na Faixa do Rio Orinoco para obter seu controle acionário. Até agora, as nacionalizações foram feitas após um acordo econômico entre as partes.
O anúncio ocorre depois do reencontro de Chávez com o rei da Espanha, Juan Carlos de Borbón, na semana passada, em que ambos restabeleceram o diálogo depois do incidente diplomático em que o rei mandou que Chávez se calasse, durante a Cúpula Ibero-americana, no ano passado.
Chávez disse que a nacionalização do banco gerará na Espanha "uma verdadeira campanha" contra seu governo. "Não faltarão os meios de comunicação da Espanha, vão dizer que sou um autocrata (...) para prejudicar as relações que acabamos de retomar", disse o presidente, em referência à visita ao rei e ao presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.
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''FARC & BRASIL'': REVISTA COLOMBIANA DENUNCIA...

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Revista relata contatos das Farc com membros do governo brasileiro

A revista colombiana Cambio divulgou ontem documentos que teriam sido entregues pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, ao seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e supostamente provariam os contatos de integrantes do governo brasileiro e do Partido dos Trabalhadores (PT) com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (...)
Os documentos seriam transcrições de 85 e-mails do computador do líder guerrilheiro Raúl Reyes, morto em março num ataque do Exército colombiano contra seu acampamento no Equador, trocados entre 1999 e fevereiro de 2008 com o líder da guerrilha, Manuel Marulanda,o chefe militar, Mono Jojoy; Oliverio Medina (representante das Farc no Brasil) e dois homens identificados como Hermes e José Luis. A reportagem usa tons duros em sua denúncia (como "vínculos que chegaram a níveis escandalosos"), apesar de reconhecer que nenhum dos funcionários do governo brasileiro citados passou e-mails diretamente para membros das Farc. Também contém imprecisões - José Dirceu, por exemplo, é identificado como ministro e não ex-ministro da Casa Civil. Segundo a publicação, os documentos mostram vínculos das Farc com "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz". Em entrevista ao repórter Lourival Sant´Anna, publicada pelo Estado no domingo, o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, já havia revelado que, no calor da visita de Lula à Colômbia, nos dias 19 e 20, foram entregues ao governo brasileiro informações sobre as Farc no Brasil. "Há uma série de informações de conexões (das Farc) que entregamos ao governo brasileiro para que ele possa reagir como considerar mais apropriado", disse Santos. Na segunda-feira, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, negou que qualquer relatório sobre as Farc tivesse sido repassado a Lula durante a viagem. Ele admitiu que, antes dela, algumas informações foram trocadas, mas todas "irrelevantes". A Cambio, porém, não só reafirmou a existência do "dossiê brasileiro" como publicou detalhes sobre ele. Ontem, o governo brasileiro reagiu com cautela às novas revelações (leia ao lado).Em um e-mail de 2006, Medina diz a Reyes que pode receber a visita de um assessor de Lula: "É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Silvino Heck que, junto com Gilberto Carvalho (chefe de gabinete), foi outro que nos ajudou bastante." Em outra mensagem, de 2005, José Luis menciona o nome de Dirceu: "Um jovem que se apresentou como Breno Altman (militante do PT) me disse que vinha de parte do ministro José Dirceu e que, por motivos de segurança, eles tinham concordado que as relações não deviam passar pela Secretaria de Relações Internacionais, mas sim pelo ministro, com a representação de Breno." Altman não foi localizado para dar sua versão. O deputado distrital Paulo Tadeu (PT) e o sindicato dos servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) aparecem em uma lista das pessoas e entidades que contribuíram com dinheiro para a guerrilha: US$ 833,33 e US$ 666,66, respectivamente. Procurados pela reportagem, os sindicatos não se manifestaram. Tadeu, que foi diretor do sindicato dos eletricitários, está de férias e não foi localizado.Vereador em Guarulhos, Edson Albertão (PSOL) é mencionado numa mensagem como emissário das Farc para o contato com o chanceler Celso Amorim. "Por intermédio do líder do PT Plínio de Arruda Sampaio, chegamos ao Celso Amorim. Plínio mandou dizer ao Albertão que o ministro está disposto a nos receber, assim que tiver espaço em sua agenda", diz o e-mail de 22 de fevereiro de 2004. "Nunca neguei minhas ligações com as Farc", disse Albertão ao Estado. O ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, atualmente no PSOL, disse ontem não saber se a reunião entre Medina e o ministro ocorreu. Arruda diz ainda desconhecer ligações do PT com as Farc.É notável a diferença no modo como a Colômbia denunciou, em março, as ligações das Farc com a Venezuela e o Equador usando as informações encontradas no mesmo PC de Reyes. Na ocasião, o próprio Uribe foi à televisão para criticar, num discurso inflamado, as conexões dos vizinhos com a guerrilha. Dessa vez, em nome das boas relações com o Brasil, preferiu pedir providências a Lula numa reunião fechada. Bogotá diz que "respeita a autonomia" do Brasil na análise das informações do computador de Reyes. "É o Brasil que deve avançar em atribuir as eventuais responsabilidades", afirmou o chanceler Jaime Bermúdez.
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Estadão, 01.08.

MINISTÉRIO DA CULTURA: ''... E CADA QUAL NO SEU CANTO..."

ENTREVISTA

JUCA FERREIRA "Não se muda uma lei baseado só na vontade"


Novo ministro da Cultura diz que falta de unidade nas propostas retardou envio ao Congresso do projeto de mudanças na Lei Rouanet, o que fará assim que tomar posse; ele cobra mais verbas do governo: "Política pública tem que ter orçamento"
MINISTRO INTERINO da Cultura, no entanto seguro de ser efetivado no cargo pelo presidente Lula neste mês, Juca Ferreira planeja sua primeira ação após a posse: o envio ao Congresso Nacional de projeto de lei que reformula o sistema de financiamento à cultura. O projeto significa a concretização da reforma da Lei Rouanet -prometida desde a campanha de Lula às eleições de 2002-, além de prever o aumento de verbas federais para o Ministério da Cultura (a 2% do orçamento da União) e a instituição de um fundo de recursos sem amarras, que o MinC possa aplicar no fomento à produção artística no país.Em entrevista ontem, Ferreira falou sobre a dificuldade em efetivar o projeto e apontou a TV como "o fato cultural mais importante do Brasil".
SILVANA ARANTES
ENVIADA ESPECIAL AO RIO

FOLHA - Qual será a marca de sua gestão?
JUCA FERREIRA - O alargamento do diálogo, a tentativa de pactuar com a área artística e cultural, em torno do projeto do ministério. Assim que eu assumir definitivamente, vou abrir o diálogo. E tratar com muito carinho as artes nas quais a gente menos avançou; fortalecer a Funarte, dar-lhe recursos para que não precise ficar dependendo da sensibilidade das empresas para financiarem as ações. Política pública tem que ter orçamento.
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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0108200808.htm

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

01 de de 2008

O Globo
Jogos de Pequim já causam tensão entre EUA e China
A uma semana do início dos Jogos de Pequim, Estados Unidos e China abriram uma guerra diplomática que vai se estender ao campo esportivo a partir do dia 8. Ontem, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Jianchao, criticou durante o encontro do presidente Bush com dissidentes do país na Casa Branca e a declaração de que os atletas americanos devem agir como “embaixadores da liberdade”. “O governo dos EUA tem interferido rudemente em assuntos internos da China”, afirmou ele. Os chineses ficaram furiosos ainda ao saber que Bush pretende estar em um culto de uma igreja em Pequim, após assistir à cerimônia de abertura, dia 8, e falar sobre o livre direito de expressão religiosa.A organização Repórteres Sem Fronteiras está organizando protestos em várias cidades da Europa no dia de abertura dos Jogos contra a censura à internet na China. (págs. 1 e 37)
Governo pode virar acusador de torturadores
Se depender do Ministério da Justiça, o governo mudará de lado no processo contra dois coronéis reformados, passando de réu a acusador, cobrando a punição deles por crime de tortura. (págs. 1, 12 e 13)
O milagre da multiplicação dos cargos
A medida provisória com que Lula alçou a Secretaria da Pesca a ministério trouxe embutida a criação de 295 cargos de confiança que serão preenchidos sem concurso. Só metade se destina à nova pasta. (págs. 1 e 3)
Aplicações voltam a perder para a inflação
Pelo segundo mês seguido, os ganhos das aplicações financeiras perderam para a inflação. Em julho, enquanto o IGP-M teve alta de 1,76%, os fundos de renda fixa tiveram valorização média de apenas 1,02% e a poupança, 0,69%. Já a Bolsa acumulou queda de 8,47% no mês. O fundo de investimento FGTS-Vale perdeu 24,13% e o FGTS-Petrobras caiu 26,07%. (págs. 1 e 29)
OMC: Brasil vai endurecer com a China
Após o fracasso do acordo na OMC, o Brasil se prepara para endurecer a guerra comercial com a China. Cresce a pressão de empresas brasileiras para o governo impor barreiras a produtos chineses. (págs. 1 e 27)
Call center continua sem tempo-limite (págs. 1 e 31)
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Folha de S. Paulo
Chávez vai nacionalizar Santader na Venezuela
Em discurso transmitido em cadeia de rádio e TV, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que nacionalizará o Banco de Venezuela, um dos maiores do país e unidade local do gigante espanhol Santander. Chávez afirmou que a nacionalização é necessária porque o grupo espanhol negociava com um comprador venezuelano e não pretendia vender o banco ao governo. “Eu, chefe de estado, disse não. Agora vendam ao Estado. Um banco dessa magnitude nos faz muita falta’, declarou o presidente. O Banco da Venezuela é o terceiro maior do país, com 10,7% dês depósitos, 285 agências e 3 milhões de clientes, segundo o balanço semestral do Santander. A unidade venezuelano responde por 2% dos lucros da matriz (US$ 170 milhões). Em geral, no governo chavista, nacionalização não significa expropriação, mas obrigatoriedade de venda ao governo ou renegociação de contratos. Até a conclusão desta edição, o Santader e sua unidade venezuelana não haviam comentado o discurso de Chávez. (págs. 1 e A13)
Tarso Genro quer punir torturadores da ditadura
Em evento do Ministério da Justiça, o titular da pasta, Tarso Genro, e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) defenderam a criação de meio jurídico para a Lei da Anistia (1979) não impeça a punição de agentes que tenham cometido crimes de tortura e assassinato na ditadura militar. Na audiência, não foram citados eventuais crimes da resistência armada. Apesar do coro a favor da punição, não houve consenso sobre como colocá-la em prática. Militares, que não foram convidados para o evento, ficaram apreensivos. O Ministério de Defesa não se manifestou. (págs. 1, A4 e A6)
Novo ministro diz que mudar a Lei Rouanet é prioridade
O ministro-interino da Cultura, Juca Ferreira, que espera ser efetivado na vaga de Gilberto Gil neste mês, afirmou em entrevista a Silvana Arantes que sua primeira ação depois da posse será mandar ao Congresso projeto de reforma da Lei Rouanet, que trata do incentivo à atividade cultural. Ferreira disse que a falta de unidade nas propostas adiou o envio do projeto e cobrou mais verbas do governo: “Política pública tem que ter orçamento”. (págs. 1 e E14)
Com secretária, Receita passa ao controle do PT pela primeira vez
Com a posse de Lina Vieira na Secretaria da receita federal, o órgão passará ao controle petista pela primeira vez no governo Lula. Rachid era remanescente da equipe de Antonio Palocci e indicação de Everardo Maciel, ex-secretário da Receita no governo FHC. O ministro da fazenda, Guido Mantega, já havia tentado afastar o secretários pelo menos duas vezes, mas foi dissuadido por Lula pelo fato de Rachid comandar a arrecadação federal. (págs. 1 e B1)
Gustavo Patu: Rachid ascendeu tanto quanto a carga tributária
Do governo tucano ao petista, Jorge Rachid passou de braço direito do ex-secretário Everardo Maciel a titular do cargo mais poderoso do segundo escalão. E a carga de impostos, taxas e contribuições federais passou de 25% da renda nacional, em que se mantinha desde o início do regime militar, para os mais de 35% esperados neste ano. (págs. 1 e B1)
CotidianoEm 30 dias, lei seca reduz em 12% mortes nas rodovias federais. (págs. 1 e C7)
Cientistas obtêm neurônios de célula-tronco extraída de pele. (págs. 1 e A17)
EditoriaisLeia "Currais do crime", sobre infiltração de quadrilhas nas eleições e "Pouco público", que analisa gestão de Gil. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Documentos indicam conexão das Farc com políticos do PT
As conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) com altos funcionários do governo brasileiro, “entre eles ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz”, chegaram “a níveis escandalosos” segundo denúncia da revista Câmbio, que circulou ontem na Colômbia. Em entrevista ao estado, domingo, o ministro da Defesa colombiana, Juan Manuel Santos, havia revelado que em recente visita a seu país, o presidente Lula recebeu informações sobre as conexões das Farc no Brasil, fato negado por autoridades brasileiras. A Câmbio, porém reafirmou ontem a existência do “dossiê brasileiro” com base na transcrição de 85 mensagens eletrônicas encontradas num computador do líder guerrilheiro das Farc Raul Reyes, morto no Equador. (págs. 1 e A14) Frase: Edson AlbertãoVereador (Psol) de Guarulhos
"Nunca neguei meus contatos com as Farc."
Tarso defende punição para militaresque torturaram
O ministro da Justiça Tarso Genro, defendeu ontem a punição de agentes públicos que tenham torturado e assassinado opositores durante o regime militar. Para Tarso, tais práticas não foram cobertas pela anistia. (págs. 1 e A4)
Fazenda tira Rachid e põe Lina Vieira na Receita Federal
O ministro da Fazenda Guido Mantega, afastou o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, remanescente da equipe de Antônio Palocci. A nova secretária é Lina Vieira, ex-superintendente regional da Receita no Nordeste. (págs. 1 e B6)
BC dá sinais de que manterá tendência de alta dos juros
A disposição do Banco Central de “atuar vigorosamente” contra a inflação está registrada na alta da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem. O gesto foi interpretado por analistas financeiros como aviso de que, na reunião do Copom marcada para setembro, a taxa básica de juros, hoje em 13% ao ano, será elevada mais uma vez em 0,75 ponto porcentual. (págs. 1, B1 e B3)
Lei Seca: Total de mortes cai 20% nas estradas
Redução é registrada em rodovias federais de São Paulo. (págs. 1 e C3)
Fraude na gasolina dos carros oficiais: Governo paulista perdeu R$8,2 milhões
O governo paulista teve este ano prejuízo de R$8,2 milhões com esquema de desvio de combustível conhecido como “petrobalde”. Usando compartimentos secretos dentro de caminhões-tanque, pequenas empresas de transporte roubavam gasolina de compradores oficiais e revendiam o produto, em baldes por R$1,60 o litro. Operação da Polícia Civil vistoriou caminhões com máquina de raio X e identificou 12 veículos usados no esquema. (PÁGS. 1, C1 E C3)
Chávez ameaça filial do Santander
Ele promete nacionalizar banco que pertence a grupo espanhol. (págs. 1 e A14)
Pesquisa converte célula de pele em neurônio
Cientistas dos EUA conseguiram, pela 1º vez transformar células da pele de portadores de esclerose em célula do sistema nervoso, igual à destruída pela doença. A técnica evita polêmica sobre o uso de embriões. (págs. 1 e A18)
Notas e Informações: Juntando os cacos de Doha
Milhares de horas de negociações foram gastos na Rodada de Doha. O prejuízo será grande se a perda desse esforço resultar no enfraquecimento da OMC e do sistema multilateral. (págs. 1 e A3)
Artigo: Washington Novaes
O caso das patentes: Há um caminho para garantir acesso ao conhecimento. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
Transplantes em crise
A decisão de levar os transplantes para o Hospital Geral de Bonsucesso só fez aumentar a angústia de quem necessita de um órgão no Rio. Ao todo, 7.444 pessoas aguardam por diferentes cirurgias e a situação se agravou após a denúncia de que um grupo de médicos ligados ao Rio Transplantes cobrava até R$ 250 mil por um lugar na fila por um novo fígado, no Hospital do Fundão. A unidade que assumiu o programa sofre com problemas de pessoal e o banco de olhos é um exemplo: fechou no dia 8 de junho, deixando mais de 3 mil doentes à espera. A fraude revelada pela Polícia Federal revolta pacientes. (pág 1, 2 e 3)
Tarso quer tortura punida.
Os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (da Secretaria de Direitos Humanos) defendem a punição aos torturados da ditadura. Para ambos, a prática, com violência física e psicológica, é um crime comum, o que a deixa fora da Lei da Anistia. (págs. 1 e 13)
Secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira assume o lugar de Gil e diz ao JB que Lula apostará na continuidade.Artistas e gestores ouvidos pelo JB aplaudem a projeção dada por Gil à cultura, mas vaiam sua falta de diálogo com o setor. (pág. 1 e 12)
Revista colombiana liga as Farc ao Brasil
A presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil chegou até as mais altas esferas do governo, ao PT e ao Judiciário. Foi o que informou a revista Cambio, da Colômbia, ao analisar 85 emails entre o líder guerrilheiro Raúl Reyes, morto em março, e líderes das Farc. O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, classificou a reportagem de “fantasiosa”. (págs. 1 e 21)
Call Centers mudam em dezembro
A longa espera das ligações para os serviços de atendimento ao consumidor está com os dias contados. A partir de 1º de dezembro, os call centers terão regras mais rígidas. (págs. 1 e 21)
Ponto extra de TV proibido
A Anatel negou pedido e manteve a proibição da cobrança de ponto extra de Tv por assinatura. As empresas têm 60 dias para se adequarem. (págs. 1 e 21)
Cabral e TRE divergem sobre a força-tarefa federal no Rio
O governador Sérgio Cabral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral, em telefonema, a presença de força-tarefa federal no Rio “antes, durante e depois das eleições”. Mas o presidente do Tribunal Regional, Roberto Wider, insiste: do ponto de vista da campanha, não precisa de reforços. (págs. 1 e 4)
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Correio Braziliense
Obrigado, Athos Bulcão
O artista que transformou Brasília em uma galeria a céu aberto morreu ontem às 9h20, aos 90 anos. Mas o legado de Athos Bulcão ficará para sempre gravado na cidade, como nos azulejos da Igrejinha. “É com pesar - muito pesar - que sinto a falta deste velho e querido companheiro”, disse Oscar Niemeyer. O corpo de Athos será conduzido em carro aberto dos Bombeiros pela W3 Sul a partir das 16h. O enterro ocorrerá no Campo da Esperança. (págs. 1, 29 a 31, Crônica da Cidade, pág. 34, Caderno C, Capa e págs. 4 a 7)
Planalto monta trem da alegria
Numa canetada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou ontem 295 cargos de confiança, a serem preenchidos livremente, sem concurso público, em sete diferentes órgãos da administração federal. Salários vão de R$ 1,9 mil a R$ 10,4 mil. (págs. 1 e 4)
PT e Farc conectados
Revista Cambio, da Colômbia, revela e-mails ligando políticos do PT e do governo a narcoguerrilheiros das Farc. (págs. 1 e 26)
Exorcizando Palocci
Demissão de Jorge Rachid é tratada por grupo de Guido Mantega como golpe final na equipe do antecessor. (págs. 1 e 19)
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Gazeta Mercantil
Governo anuncia mais R$ 3 bi em crédito para exportador
O governo ampliou a ajuda para empresas que atuam no comércio exterior e têm sido afetadas pela desvalorização do dólar em relação ao real, que neste ano acumula mais de 11,5%. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem a liberação de mais R$ 3 bilhões para os setores prejudicados. A decisão faz parte da Medida Provisória 429, aprovada em maio, que ampliou os recursos para a nova política industrial. Na ocasião, a linha de crédito, chamada “Revitaliza”, teve os valores elevados de R$ 3 bilhões para R$ 12 bilhões. Os recursos virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), numa linha com taxa de juro fixa de 7% anuais, destinada a investimento, com prazo médio de pagamento de dez anos. O prazo de carência é de dois anos e há bônus de adimplência de 20%. Segundo Mario Augusto Gouve, assessor- técnico do Tesouro Nacional, essa é a segunda fase do programa. Inicialmente, foram liberados R$ 3 bilhões, já esgotados nos bancos. “Agora, estamos autorizando que os bancos liberem mais R$ 3 bilhões.” (págs. 1 e B1)
Troca no fisco
Lina Vieira substituiu Jorge Rachid na Receita Federal. (págs. 1 e A8)
Complexo MadeiraTribunal de Contas da União (TCU) aceita alterações feitas no projeto Jirau. (págs. 1 e C2)
Investimentos
Bovespa fecha o mês em queda de 8,4%. (págs. 1 e B3)
Boi mais caro reduz margem de frigoríficosO preço do boi no Brasil, um dos mais altos do mundo, reduziu as margens das indústrias processadoras de carne, que começam a demitir funcionários diante de uma ociosidade média de cerca de 50%. O preço é puxado pela escassez do animal, causada pelo forte abate de vacas há alguns anos. “A indústria vive uma crise sem precedente com a falta de boi”, diz Zilmar Moussalle, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs). No semestre, houve queda de 25% das vagas do setor no estado. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Pessoa, o preço de US$ 57 da arroba é incompatível com a exportação devido ao câmbio e o consumidor não absorve o repasse de custo. Pelo quarto semestre consecutivo, o JBS-Friboi teve prejuízo (R$ 364,4 milhões) por causa da queda nas margens. (págs. 1 e C7)
Chávez irá nacionalizar o Santander
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem à noite que vai nacionalizar a operação do Santander no país, Banco de Venezuela, após uma tentativa de compra por um investidor local que não foi autorizada pelo governo. O presidente disse que iniciará imediatamente a negociação para determinar o preço. “Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano, que pediu permissão, autorização, porque assim está nas leis. E eu, como chefe de Estado, digo não, agora venda o banco ao governo”, disse. O Santander tem 96% do Banco de Venezuela, terceira maior instituição financeira do país em depósitos e a quarta em carteira de crédito, segundo a Softline. Em 1994, o Estado nacionalizou o banco, mas em dezembro de 1996 a instituição foi leiloada. O Santander comprou na ocasião 93,38% das ações da instituição. (págs. 1 e A11)
EUA têm PIB negativo e recessão parece mais perto
O alto custo dos combustíveis, a crise no mercado imobiliário e a retração no consumo fizeram com que o PIB norteamericano tivesse expansão de apenas 0,9% no primeiro trimestre de 2008, revisto para baixo, em comparação com um aumento de 1% divulgado anteriormente. E o PIB do quarto trimestre de 2007 também foi ajustado drasticamente para baixo, recuando 0,2%, sua primeira queda durante o atual clima econômico ruim.“Isso tornará um pouco mais fácil para a Agência Nacional de Pesquisa Econômi- ca (NBER, na sigla em inglês) declarar que a economia está em recessão, caso os outros indicadores mensais que focaliza permaneçam fracos, como esperamos que aconteça”, disseram economistas do Goldman Sachs. O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, afirmou que o país está “à beira” de uma recessão. “Ficarei surpreso se isso não acontecer.” (págs. 1 e A12)
Indústria reduz ritmo
Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a atividade industrial mostra sinais de arrefecimento, em meio a dificuldades de acesso ao crédito, juros altos e estoques elevados. (págs. 1 e A6)
Na contramão da volatilidade
Enquanto ações de concorrentes despencam na Bovespa, a construtora JHSF exibe alta de 22% com portfólio diversificado. Também o Pão de Açúcar, após dois anos de queda, se destaca entre as varejistas. (págs. 1 e B3)
Lei das S.A. movimenta auditoriasAs auditorias estão faturando mais por causa da Lei 11.638/07, a nova lei das S.A. A Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores, por exemplo, registrou crescimento de 30% neste ano. (págs. 1 e A10)
Cresce lucro das seguradoras
s seguradoras brasileiras começam a divulgar balanços com alta no lucro do primeiro semestre do ano. Nos EUA e Europa, as perdas predominam em razão da volatilidade das bolsas e das catástrofes. (págs. 1 e B2) .
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir