PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, outubro 21, 2010

ELEIÇÕES 2O1O [In;] AINDA É TEMPO ... de comentar!

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ALEXANDRE GARCIA - 05 de Outubro de 2010

Muito além do Tirirical


Há muito tempo tenho demonstrado que nossa mistura racial e nossa religião majoritária são responsáveis por nosso masoquismo. Adoramos sofrer, para nos purificarmos e iremos para o céu; prezamos um luto fechado lusitano, tanto que festejamos nossos enterros, como o de Tancredo, e desprezamos nossos heróis, como Amyr Klink. Agora a eleição vem reiterar essa constatação. Há, na capital do país, um candidato a deputado federal que proporcionalmente fez três vezes mais votos que Tiririca. Mas o país todo insiste em só falar do palhaço. O jovem Antônio Reguffe, mais votado como deputado local, candidatou-se agora a deputado federal, com a bandeira de sempre: a ética. Idealista, sincero, pôs em prática durante o mandado local todas as suas idéias e promessas. Cortou despesas de seu gabinete, devolveu dinheiro, compareceu a todas as sessões, denunciou a corrupção que está impregnada na política de Brasília. E se candidatou a deputado federal, sem praticamente fazer propaganda. Não precisou.

De cada cinco eleitores que foram as urnas, um votou nele. Fez 266 mil votos numa soma de 1 milhão 397 mil votos válidos - 19%. Para igualar-lhe o feito, Tiririca teria que fazer 4 milhões 323 mil votos. O palhaço teve 6% dos 22 milhões 573 mil votos válidos de São Paulo. Mas o moço de Brasília, até agora, não apareceu como modelo. Tiririca, sim, está em todas, como exemplo do circo nacional. Entre um modelo ético e um palhaço, ficamos com a palhaçada.

Pelo menos na eleição presidencial estamos mostrando o paradoxo: a derrotada foi quem venceu. Marina, no primeiro turno, conquistou um segundo turno para Serra e Dilma. Para o eleitor ter mais quatro semanas para pensar. Marina veio do longínquo Acre, mais perto do Oceano Pacífico que do Atlântico. Está num partido pequeno, o PV. E conquistou quase 20 milhões de corações e mentes. Lula, enquanto foi candidato só do PT, nas três tentativas em que perdeu, só na última igualou-se a Marina em votos.

Marina não é biônica, não é transgênica; é um produto orgânico. É gente e não sabonete embalado por marqueteiro; não é boneca de ventríloquo. Mostrou-se com personalidade, sincera, autêntica. A mesma autenticidade que a tirou do governo. Deixa essas lições para os dois que ficaram para o segundo turno. Mesmo sem a maciça propaganda e horários amplos na propaganda obrigatória, foi a quase 20 milhões de votos. Elegeu o segundo turno. E agora tem o poder de eleger presidente. Não que o eleitor dela aceite cabresto; quem votou em Marina é eleitor cabeça, que não se deixa conduzir por uma palavra de ordem de um candidato. Mas se Marina decidir subir algum palanque, ela poderá ungir a quem ela abraçar e disser: nesta pessoa, posso confiar meu projeto. Não são, Marina e Reguffe, exemplos de que nem tudo está perdido?

Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias (*)

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(*) Recebido de amigos via ''email''.
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (V)

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Fonte: www.youtube.com
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (IV)

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O mestre deu a partida

21 de outubro de 2010 | 0h 00


Dora Kramer -
O Estado de S.Paulo


Em entrevista ao jornal espanhol El País no início deste ano, o presidente Luiz Inácio da Silva manifestou convicção na vitória. "Dificilmente perco essa eleição", disse, a despeito de o adversário à época apresentar vantagem nas pesquisas.
Lula sabia do que estava falando: da disposição de usar e abusar de todos os métodos - quase infinitos - à disposição de um presidente da República para cavar o êxito que o levaria a bater recordes históricos de transferência de votos e a lograr espaço de honra no panteão dos presidentes eleitoralmente mais bem-sucedidos do Brasil.
Para isso decretou que sua prioridade absoluta no último ano de mandato seria eleger Dilma Rousseff. Paralisou o governo, mobilizou toda a administração na perseguição dessa meta, rasgou a Constituição, violou todas as regras da boa conduta, atacou violentamente a todos que enxergou como adversários.
Tão violentamente que governadores aliados ao governo e eleitos no primeiro turno criticaram direta e abertamente o presidente, atribuindo à sua conduta agressiva a perda dos votos suficientes para eleger Dilma no dia 3 de outubro passado.

Não é de estranhar, portanto, a atitude dos manifestantes petistas que ontem agrediram o candidato José Serra durante um ato de campanha na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 2002 o presidente recém-eleito Luiz Inácio da Silva agradeceu ao presidente que deixava o posto, Fernando Henrique Cardoso, a correção da atitude neutra à qual atribuiu, junto com a eficiência da Justiça Eleitoral, a sua eleição.

Oito anos depois, o presidente Lula faz o oposto do que considerava o melhor para o Brasil. Desqualifica a Justiça, afronta a legislação e usa de maneira escabrosa a máquina pública; sem freios nem disfarces.

Não há outra conclusão possível: Lula só leva em conta o que é melhor para si, já que passados esses anos certamente fez a conta de que a "correção" de FH fez o antecessor não eleger o sucessor.

Como não quer correr o risco, Lula apropria-se indevidamente do patrimônio público, comete todas as infrações à sua disposição, leva o governo para a ilegalidade e ainda se vangloria como quem dissesse que vergonha é roubar e não poder carregar.

O pior para ele é que com tudo isso ainda pode perder. O melhor para o País já foi feito quando o eleitorado criou esse espaço de confrontação final. Do qual o presidente da República abusa sem nenhum escrúpulo, aparentemente com a concordância do Ministério Público.

A tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que o mestre ensinou: vale tudo e mais um pouco para tentar ganhar a eleição.

Mal contada. O inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal de várias pessoas ligadas ao tucano José Serra ainda não esclareceu de todo o caso, mas já permite uma constatação: é falsa a versão de que aquelas violações resultaram de um esquema maior de compra e venda de sigilo dentro da Receita, conclusão que o governo acha menos grave que a motivação eleitoral.

Pois bem: pelo que diz Amaury Ribeiro (o jornalista que contratou a quebra de sigilo), a razão foi política. Segundo ele, em 2009 foi a São Paulo a custa do jornal Estado de Minas, onde trabalhava à época, para recolher dados para "proteger" o então governador de Minas, Aécio Neves.

Meses depois, alguém do PT roubou dele as informações e montou um dossiê para tentar prejudicar os tucanos.

Por enquanto a história não fecha direito e, pelo já visto, pode reservar emocionantes revelações.

Por exemplo: por que o jornal Estado de Minas mandou um repórter a São Paulo coletar dados com objetivo de "proteger" o então governador? E proteger do quê, de uma ofensiva de José Serra? Quem pagou pela quebra do sigilo: o jornal, o governo do Estado ou Amaury? Se Amaury foi roubado, o que fazia na reunião com o setor de "inteligência" da pré-campanha do PT onde se negociavam as informações que viriam a fazer parte do dossiê entregue em junho de 2010 ao jornal Folha de S. Paulo?

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101021/not_imp627639,0.php
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (III)

...20/10/2010 - 17h58

Veja vídeo do tumulto em que José Serra é ferido no Rio

ITALO NOGUEIRA
FELIPE CARUSO
DO RIO
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cancelou agenda programada para a tarde desta quarta-feira no estádio do Maracanã, no Rio, após levar uma pancada na cabeça durante confronto entre militantes do PSDB e do PT.

O presidenciável foi atingido por um rolo de adesivos na testa, logo acima do olho direito. Serra chegou a colocar gelo na cabeça para amenizar a dor, mas não chegou a sangrar.

Serra participava de uma caminhada em Campo Grande (zona oeste do Rio). Ele foi encaminhado para o Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), para avaliar eventuais consequências da agressão. De acordo com o médico Jacob Kligerman, que o atendeu, não foi constatada nenhuma irregularidade na tomografia.

Serra cancela agenda no Rio após pancada na cabeça; veja vídeo
Campanha tucana avalia levar imagens de tumulto no RJ ao horário eleitoral de hoje
Serra leva pancada na cabeça em confusão com militantes do PT no Rio
Militantes do PT e do PSDB se enfrentam durante ato de Serra
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Segundo Kligerman, Serra disse ter sentido náuseas e tonturas após a agressão. O médico, ex-secretário de saúde na gestão de Cesar Maia, afirmou não ter visto nenhum ferimento aparente no candidato, mas decidiu encaminhá-lo para a tomografia por precaução.

Kligerman afirmou ter recomendando ao candidato que cancelasse sua agenda e ficasse em repouso por 24 horas.

Em nota, a campanha de Serra afirmou que ele foi surpreendido durante uma caminhada "pacífica". "Nossa candidatura reafirma sua posição pela paz, tolerância e um governo de unidade nacional, pois entende que esse é o único caminho para o progresso no Brasil."

"O PT tem tropa de choque. Não sei se foi previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa dos nazistas? É típico de movimentos fascistas", disse Serra, após a agressão.

Segundo o empresário Ronaldo Cezar Coelho, que acompanhava a caminhada, Serra foi atingido na saída de uma drogaria. "Fomos emparedados", afirmou.

O PT negou que militantes do partido tenham agredido o candidato. Em nota assinada pelo presidente do partido no Rio, deputado federal Luiz Sérgio, o tumulto no qual o tucano foi ferido é atribuído a seguranças do presidenciável, que teriam tratado com rispidez um grupo que protestava contra Serra.

Italo Nogueira/Folhapress
Autônomo Carlos Calixto, 44, militante do PT ferido durante o confronto com cabos eleitorais do PSDB
Autônomo Carlos Calixto, 44, militante do PT ferido durante o confronto com cabos eleitorais do PSDB

SINT-SAÚDE

Uma manifestação dos integrantes do Sint-Saúde (sindicato dos trabalhadores de agentes de combate às endemias) deflagrou a pancadaria entre militantes do PT e do PSDB.

O diretor da entidade, José Ribamar de Lima, e o candidato derrotado a deputado estadual Sandro Mata Mosquito (PT) foram ao local com cartazes feito a mão chamando Serra de "pior ministro da Saúde". Eles gritavam, acusando o tucano de ser o responsável pela epidemia de dengue em 2002.

Militantes tucanos puxaram e rasgaram os cartazes, e os grupos adversários começaram a briga.

Um grupo de militantes do PT chegou logo em seguida, deflagrando briga generalizada entre os militantes dos dois partidos.

Serra, neste momento, permanecia dentro de uma loja. O tucano decidiu voltar para o calçadão e manter a caminhada. Ele passou a ser o alvo dos gritos dos militantes, e ameaçou partir para cima dos petistas, mas foi contido por companheiros de chapa, entre eles o vice Indio da Costa (DEM). Xingou de volta alguns dos militantes.

De acordo com Indio, o rolo de adesivos foi tirado da mão de um apoiador de Serra e arremessado contra ele.

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/817575-veja-video-do-tumulto-em-que-jose-serra-e-ferido-no-rio.shtml

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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MÉTODO DE TRABALHO (II)

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PF quer saber quem encomendou de jornalista quebra de sigilo



LEONARDO SOUZA
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

Depois de identificar como os dados sigilosos dos tucanos foram acessados, a Polícia Federal busca saber agora se alguém ordenou o jornalista Amaury Ribeiro Jr. a encomendar os documentos e quem pagou pelo serviço. Amaury vai ser intimado a prestar novo depoimento.

Investigadores da polícia envolvidos no caso tentam descobrir se a ação do jornalista visava proteger o ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves --que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.



O jornalista é ligado ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). Ele contou à PF que foram pessoas do PT que roubaram os dados de seu computador pessoal. O laptop, segundo ele, foi violado neste ano num quarto de hotel em Brasília. Amaury, nessa época, já atuava para o "grupo de inteligência". Sua estadia na capital, inclusive, era paga por integrantes do PT.

"Amaury disse que teve ciência que um grupo investigava o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Então foi feita uma investigação para descobrir quem era", disse nesta quarta-feira um dos delegados responsáveis pelo caso, Alessandro Moretti.

De acordo com o relato do jornalista à PF, ele descobriu que o grupo era comandado pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado ao tucano José Serra. Tanto Itagiba quanto Serra negam.

O delegado informou ainda que Amaury "não diz em nenhum momento do depoimento se teve ou não contato com Aécio Neves", nem se encomendou os dados dos tucanos a pedido de outra pessoa. Mas a investigação continua.

Moretti disse ainda que o jornalista afirmou que os gastos para obter os documentos foram custeados pelo jornal "O Estado de Minas". Amaury não falou em valores nem precisou a origem dos recursos. O executor do serviço, o despachante Dirceu Garcia, afirmou que cobrou R$ 12 mil.

Em nota, o jornal afirma que Amaury trabalhou por três anos na empresa. "Nenhuma [reportagem], absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O 'Estado de Minas' faz jornalismo", diz a nota, assinada pela direção do diário.

Segundo o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, estão sendo feitas diligências complementares em diferentes partes do país. Corrêa diz que essas diligências não afetam o resultado da investigação que até agora identificou cinco intermediários entre o jornalista que encomendou os dados sigilosos e as servidoras da Receita que coletaram as informações.

Hoje, houve uma tentativa da polícia de descolar a investigação do período eleitoral. "Conotação política e partidária não pauta a investigação da Polícia Federal", disse Corrêa.

Em nota divulgada, a PF informou que os dados violados foram usados "para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política". Disse ainda refutar qualquer tentativa do uso do trabalho policial para fins eleitoreiros.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/817784-pf-quer-saber-quem-encomendou-de-jornalista-quebra-de-sigilo.shtml
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ELEIÇÕES 2O1O/Segundo turno [In:] MÉTODO DE TRABALHO...

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por Rodrigo Alvares

Seção: Eleições

20.outubro.2010 13:56:26

Luciana Nunes Leal, da Sucursal do Rio



O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, comparou o PT aos nazistas e os acusou pelo tumulto ocorrido entre militantes petistas e os cabos eleitorais tucanos durante caminhada no calçadão de Campo Grande, no Rio. ”Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência. Não sei se é previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico de movimentos fascistas como eles são”, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia.

Veja também:

Dilma afirma repudiar agressão contra Serra

Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. No fim, Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça.

Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada. Não havia ferimento aparente. Segundo pastor Paulo Cesar Gomes, que acompanhava a caminhada, afirmou que o candidato foi atingido por um rolo de papelão utilizado para armazenar material de campanha. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou “grogue” com a pancada.

Os militantes gritavam palavras como “assassino”, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e exibiam cartazes com a pergunta “Cadê Paulo Preto?”, menção a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa.

A situação já foi normalizada e as lojas reabriram suas portas.

Atualizado às 14h20

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Foto: Tasso Marcelo/AE

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Foto: Tasso Marcelo/AE

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/10/20/cabos-eleitorais-de-jose-serra-entram-em-confronto-com-militantes-do-pt-no-rio/

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

21 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Inquérito liga violação de sigilo a Dilma, mas a PF tenta negar

Jornalista que trabalhou na campanha petista confessa que contratou despachante

O inquérito da Polícia Federal concluiu que o mandante da quebra de sigilo fiscal de tucanos foi o jornalista Amaury Ribeiro Júnior - que trabalhou na pré-campanha de Dilma Rousseff no início deste ano. Segundo a PF, Amaury era repórter do jornal "O Estado de Minas" quando pagou R$ 12 mil a um despachante de SP por dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais sete pessoas ligadas ao candidato José Serra. Apesar disso, a PF nega vínculos entre a violação e a campanha de Dilma. "Não foi comprovada utilização em campanha política", disse o diretor Luiz Fernando Corrêa. Ouvido no inquérito, Amaury disse que contratou o despachante só para levantar dados em juntas comerciais, e que tudo foi pago pelo "Estado de Minas". Disse que investigava um suposto esquema de espionagem contra Aécio Neves montado por pessoas ligadas a Serra. (Págs. 1 e 3 a 10)

Serra é agredido por petistas no Rio

Em campanha na Zona Oeste do Rio, o candidato tucano à Presidência, José Serra, enfrentou um tumulto iniciado por sindicalistas e militantes do PT e foi atingido na cabeça por um rolo de adesivos de campanha atirado por um manifestante. Com camisetas e bandeiras do PT, o grupo intimidou Serra com xingamentos e tentou se aproximar dele. O tucano não se feriu. Por orientação médica, cancelou o resto da agenda e submeteu-se a uma tomografia num hospital da Zona Sul. (Págs. 1 e 12)

Foto legenda: Durante o tumulto iniciado por militantes petistas, Serra é atingido por um rolo de adesivos de campanha e protege a cabeça. (Pág. 1)

Ibope: vantagem de Dilma é de 11 pontos

Pesquisa Ibope divulgada ontem indica que Dilma Rousseff ampliou de 6 para 11 pontos a vantagem sobre José Serra. Na proporção de votos totais, Dilma tem 51%, e Serra, 40%. Considerando só votos válidos, Dilma tem 56%, e Serra, 44%. (Págs. 1 e 15)

Correios rompem contrato com empresa envolvida no Caso Erenice. (Págs. 1 e 10)

Foto legenda: Saia justa verde. Em evento de apoio de integrantes do PV a Dilma, Greenpeace cobra compromisso da ex-ministra. (Págs. 1 e 13)

Grã-Bretanha sobe idade para aposentar

O governo britânico anunciou o maior pacote de austeridade desde a Segunda Guerra Mundial, que prevê cortes de US$ 131 bilhões nos gastos públicos, a demissão de 490 mil servidores e a elevação da idade mínima de aposentadoria para 66 anos. Na França, em meio a novos protestos contra a reforma, Sarkozy usou a polícia para liberar depósitos de combustíveis e evitar desabastecimento. (Págs. 1 e 25)

Foto legenda: Milhões de pessoas marcham em Downing Street, Londres, contra cortes.

Foto legenda: Estudantes protestam em frente ao Senado, em Paris, contra a reforma

Ministro contesta, mas não explica baixa verba para a Cultura (Págs. 1 e 14)

União vai oferecer mais leitos em CTIs
O Ministério da Saúde anunciou ontem que a rede federal no Rio vai passar de 164 leitos em CDs para 264, no ano que vem. Desses cem novos leitos, apenas 25 estarão disponíveis ao estado, que enfrenta problemas no setor. (Págs. 1 e 23)

Brasil terá novo cardeal, o de Aparecida

O arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, de 73 anos, foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI. O Brasil passa a ter nove cardeais com direito a voto numa eventual eleição no Vaticano. (Págs. 1 e 16)

Obama sai em campanha para barrar radicais

O presidente dos EUA iniciou uma viagem por estados do Oeste, num esforço final para as eleições do dia 2, tentando fazer frente ao Tea Party Express, a excursão dos adversários u1traconservadores. (Págs. 1 e 31)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Escândalo da Receita: Jornalista admite à PF que encomendou informações
Ribeiro Jr. diz que dados de seu computador pessoal foram roubados por petistas em Brasília

O jornalista Amaury Ribeiro Jr. confirmou à Policia Federal que encomendou dados de pessoas próximas a José Serra (PSDB), como a Folha revelou ontem.

Ele afirmou que começou a apuração porque soube que um grupo do PSDB reunia dados contra Aécio Neves, que na época disputava com José Serra a indicação do partido à Presidência. Em nota, Aécio repudiou o envolvimento de seu nome.

O jornalista, que em abril passou a integrar o "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), atribuiu o vazamento dos dados sigilosos a uma ala do PT que disputava espaço na campanha.

Segundo ele, as informações, repassadas para a Folha em junho, foram roubadas de seu computador, no quarto de hotel que ocupava em Brasília, por pessoas ligadas ao PT. (Págs. 1 e Poder)

Despachante diz a TV que recebeu ajuda de R$ 5.000. (Págs. 1 e A6)

Dilma afirma que violação é fruto de disputa no PSDB (Págs. 1 e A7)

Serra oferece benefício a igrejas para obter apoio

A campanha de José Serra(PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas em troca de apoio à sua candidatura. O mediador é o pastor Alcides Cantóia Jr.

Segundo Cantóia, um governo tucano apoiaria igrejas complementando a ação da escola. "O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja", diz ele. (Págs. 1 e A10)

Foto legenda: Dor de cabeça. Ao lado de Gabeira (PV), Serra (PSDB) toca local em que foi atingido por um rolo de adesivos após briga entre militantes petistas e tucanos no Rio. (Págs. 1 e A8)

Janio de Freitas
Pancadaria física é desdobramento lógico da campanha. (Págs. 1 e A6)

Cade autoriza por unanimidade compra da Brasil Telecom pela Oi (Págs.1 e B6)

Deputados do Ceará aprovam conselho para controlar mídia (Págs. 1 e A15)

Reino Unido fará seu maior corte de gastos em 60 anos

O Reino Unido anunciou seu maior plano de cortes no Orçamento em 60 anos, para conter déficit recorde. Ele prevê reduzir o gasto público em US$ 130 bilhões até 2015 e aumentar a idade mínima para aposentadoria. Houve protestos. (Págs. 1 e B1)

Análise
Reação aos cortes não deverá ser como na França, escreve Vaguinaldo Marinheiro. (Págs. 1 e B4)

Abu Dhabi cancela condenação de garota brasileira

A Justiça de Abu Dhabi absolveu ontem a garota brasileira de 15 anos que havia sido condenada por ter feito sexo sem ser casada.
Consultor do Departamento de Justiça afirmou ao enviado Marcelo Ninio que "alguns estrangeiros fazem coisas que seriam consideradas inadequadas em seus próprios países". (Págs. 1 e C6)

Boa notícia: Procon lança site para queixas relativas a compras pela internet (Págs. 1 e C5)

Editoriais
Leia "Reações", sobre respostas políticas, nos EUA e na Europa, à crise econômica; e "Ofertório eleitoral", acerca da candidatura de José Serra. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dilma abre 11 pontos de vantagem
Ibope mostra petista com 51% das intenções de voto, ante 40% de Serra; voto feminino explica crescimento

Em uma semana, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou de 6 para 11 pontos porcentuais sua vantagem em relação ao tucano José Serra, segundo pesquisa Ibope para o Estado e a TV Globo. A petista tem 51% das intenções de voto, ante 40% do adversário. Em relação à sondagem anterior, divulgada no dia 4, Dilma oscilou dois pontos para cima, e Serra caiu três. Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos) a candidata do PT lidera com 12 pontos de vantagem (56% a 44%), seis a mais do que na semana passada (53% a 47%). No primeiro turno, ela teve 46,9% dos votos válidos, ante 32,6% do adversário. O avanço de Dilma pode ser explicado pelo comportamento do eleitorado feminino. Nesse segmento, ela abriu sete pontos de vantagem (48% a 41% dos votos totais), saindo da situação de empate (em 46%) registrada na pesquisa anterior. (Págs. 1 e Nacional A4)

13 pontos
é a vantagem de Serra no Sul, única região do País em que o tucano lidera. (Pág. 1)

No Rio, petistas agridem Serra durante evento

No episódio mais tenso da campanha à Presidência, militantes do PT e PSDB entraram em confronto ontem em Campo Grande, zona oeste do Rio. O candidato tucano, José Serra, foi cercado por militantes do PT e acabou atingido por um rolo de adesivos. Serra foi levado a um hospital, dizendo-se "meio grogue", mas nada grave foi constatado. O tucano acusou o PT de montar uma "tropa de choque". O PT do Rio soltou uma nota em que negou que seus militantes tenham sido violentos. (Págs. 1 e Nacional A4)

José Serra, candidato tucano
"Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É típico de movimentos fascistas como eles são". (Pág. 1)

Foto legenda: Violência. Serra é retirado após ter sido atingido por militante petista durante caminhada na zona oeste do Rio. (Pág. 1)

Greenpeace atrapalha ato de verdes pró-Dilma

Um protesto do Greenpeace surpreendeu o ato de apoio de membros do Partido Verde a Dilma Rousseff, em Brasília. A ONG cobrava compromisso da petista com "desmatamento zero", mas a candidata disse que se trata de proposta "demagógica". (Págs. 1 e Nacional A14)

Foto legenda: Protesto. Diante de Dilma, petista puxa faixa de militante do Greenpeace. (Pág. 1)

PF liga quebras de sigilo à campanha petista

Investigação da Polícia Federal revela que partiu da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) a iniciativa de contratar o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que está na origem da quebra de sigilo fiscal de tucanos, entre os quais o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas, e da filha de José Serra, Verônica, e do marido dela, Alexandre Bourgeois. Ribeiro contactou o despachante Dirceu Rodrigues Garcia, ligado a operadores que compram informações sigilosas da Receita. Pelos serviços, Garcia recebeu R$ 12 mil. (Págs. 1 e Nacional A6)

Pacote britânico prevê corte de 490 mil cargos públicos

Com o objetivo de combater o maior déficit de sua história, o governo da Grã-Bretanha anunciou um pacote de cortes de gastos públicos que deve chegar a 83 bilhões de libras (cerca de R$ 220 bilhões) em quatro anos. Os cortes incluem benefícios sociais, segurança pública e Defesa. Serão cortados em média 19% dos orçamentos dos departamentos do governo, o que deve provocar o fechamento de 490 mil postos de trabalho no serviço público até 2015. Também devem ser elevados impostos. (Págs. 1 e Economia B11)

Copom decide manter juro em 10,75% ao ano

Por unanimidade, o Copom decidiu ontem manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano. No comunicado, o BC diz que a decisão leva em conta "o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação". (Pág. 1)

Papa nomeia cardeal o arcebispo de Aparecida (Págs. 1 e Vida A28)

Crédito estudantil para baixa renda é facilitado (Págs. 1 e Vida A28)

Crescem as suspeitas de corrupção e Fifa afasta seis (Págs. 1 e Esportes E4)

Dora Kramer: O mestre deu a partida

A tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que Lula ensinou: vale tudo e mais um, pouco para tentar ganhar a eleição. (Págs. 1 e Nacional A8)

Celso Ming: Falta a bala de prata

O ministro Mantega diz dispor de um arsenal de balas de prata para segurar o câmbio. Se tivesse, já teria usado. Além disso, pontaria é indispensável. (Págs. 1 e Economia B2)

Eugênio Bucci: O mistério de Marina

Se Marina tem direito ao segredo do voto, seu eleitor tem o direito de saber o que ela fará no momento em que o Brasil toma decisão tão grave. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)

Notas & Informações

Falta consertar o Mercosul

O chanceler Celso Amorim continua a propor planos grandiosos para um Mercosul emperrado. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Caixa das empresas e juros baixos incentivam fusões

A combinação de forte caixa das empresas multinacionais e dinheiro barato criado pelo Fed, o banco central americano, está levando ao reaquecimento das fusões e aquisições entre empresas. Em termos globais, ainda há um longo e incerto caminho para retornar aos níveis pré-crise, mas bancos de investimentos de Wall Street dizem que os emergentes, o Brasil em especial, lideram a retomada.

A previsão do Credit Suisse é que o volume de transações cresça entre 15% e 20% neste ano, em relação a 2009, chegando a US$ 2,5 trilhões no mundo todo. Não deixa de ser uma recuperação, mas o desempenho ainda estão muito abaixo dos US$ 4,2 trilhões de 2007.

Para a América Latina, porém, a sensação é de uma enxurrada de fusões e aquisições, com um recorde de US$ 190 bilhões nos nove primeiros meses do ano, dos quais pouco mais da metade para o Brasil. (Págs. 1 e C1)

Gabrielli põe governança em discussão

Foco de discussão em outras campanhas eleitorais, desta vez a Petrobras, por meio de seu presidente, José Sérgio Gabrielli, entrou no debate ao sair publicamente em campanha atacando a administração da estatal durante a gestão do PSDB e enaltecendo a administração atual. Com isso, provocou discussões entre investidores e especialistas sobre a governança corporativa das estatais. "O administrador deve lealdade à companhia e não ao controlador", diz Edison Garcia, da Associação de Investidores no Mercado de Capitais, que disse tratar-se de questão técnica, já que a obrigação consta da Lei das S.A. A assessoria da estatal afirma que Gabrielli "não participou de debate eleitoral". "Ele defendeu o modelo de negócios que considera mais adequado para a Petrobras". (Págs. 1 e A5)

Como a pobre Queimados atrai novas indústrias

Queimados, um dos municípios mais pobres da Baixada Fluminense, vive um boom industrial sem precedentes, com 22 empresas em fase de instalação e uma fila de pelo menos oito pleiteando vagas. A origem da corrida foi a inclusão, em janeiro, de seu distrito industrial entre as áreas do Rio beneficiadas por lei que reduziu o ICMS cobrado de novas empresas de 19% para 2%.

Até agora, os investimentos detalhados somam R$ 491,9 milhões, contando apenas a primeira fase do maior de todos os projetos, o da empresa austríaca RHI, fabricante de refratários e laminados para altos-fornos. Ela comprou área de um milhão de metros quadrados para instalar uma unidade que antes funcionava no Chile e vai gerar 400 empregos diretos, além de 1.100 indiretos. Em uma segunda fase, a RHI deve empregar diretamente cerca de 2 mil pessoas.

Outras grandes indústrias estão em fase de instalação na cidade. Uma delas é a multinacional Procter & Gamble, que vai investir R$ 30 milhões em uma fábrica que deverá abrir 600 vagas. Já em fase de instalação está a Deca, fabricante de louças e metais sanitários, controlada pela Duratex, do grupo Itaúsa. A lista inclui indústrias de setores de bebidas (Aje Refrigerantes), farmacêutico (Genus Farmacêutica), material de construção (ampliação da Quartzolit) e eletrônicos (Investiplan e CBI). (Págs. 1 e A12)

Geithner quer pacto cambial entre grandes

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, espera usar o encontro dos ministros econômicos do G-20, no fim de semana, para avançar no esforço de "reequilibrar" a economia mundial. Ele espera convencer os outros países de que os EUA não pretendem desvalorizar o dólar como meio de conseguir prosperidade. Em entrevista ao "The Wall Street Journal", Geithner disse que o mundo precisa muito de um acordo de diretrizes para uma política cambial. (Págs. 1 e A8)

Consumo de suco desafia a indústria

José Luis Cutrale, presidente do conselho da Cutrale: "As coisas não estão tão ruins". A queda contínua no consumo mundial de suco de laranja é o maior desafio do setor. Mais de 500 representantes das indústrias de suco, reunidos ontem em seminário promovido pelo Valor, sugeriram esforços para ampliar as vendas aos clientes tradicionais e buscar novos mercados nos países emergentes. O presidente do conselho da Cutrale, José Luis Cutrale, disse que na próxima década o mundo terá mais 1 bilhão de habitantes, e eles terão de se alimentar. "As coisas não estão tão ruins". Ontem, o Cade suspendeu temporariamente a associação entre a Fischer e a Citrovita.(Págs. 1 e B12)

J&J concentra comando da AL no Brasil

A Johnson & Johnson iniciou um processo de centralização de suas operações no mundo nas áreas administrativa e financeira, e o Brasil é o país que comanda a mudança na América Latina. São alterações que incluem desde a compra de material de escritório para as subsidiárias na região até a contratação de hedge. O objetivo da centralização - que gera uma maior escala nas negociações - é melhorar as condições de discussão com fornecedores e bancos. (Págs. 1 e B1)

Copom mantém Selic em 10,75% ao ano (Págs. 1 e A2)

Rossi mira o Distrito Federal
Valparaíso de Goiás, a 45 km de Brasília, vai abrigar o maior projeto imobiliário da Rossi, um bairro popular com 4 mil apartamentos e preço máximo de R$ 100 mil por unidade. (Págs. 1 e B7)

NC2 produzirá caminhões no país

A NC2 Global, joint venture entre a Caterpillar e a Navistar International no setor de caminhões, vai construir fábrica no Brasil. O local será definido no primeiro-semestre de 2011. (Págs. 1 e B8)

País capta R$ 1 bi com bônus em reais

Na primeira emissão em reais no exterior desde junho de 2007, o Tesouro Nacional captou ontem R$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2028 nos EUA e Europa. A procura foi três vezes superior à oferta. (Págs. 1 e C2)

Fundos terão 'teste de estresse'

Proposta de mudança nas normas dos fundos de investimento deve ir a consulta pública nas próximas semanas. Principal novidade será a adoção de "testes de estresse" quanto à liquidez das carteiras. (Págs. 1 e D1)

Força-tarefa contra sonegação

Os Ministérios Públicos e as Fazendas de 12 Estados e do Distrito Federal iniciaram operação nacional de combate à sonegação fiscal, que deve alcançar fraudes no valor total de R$ 2 bilhões. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Maria Inês Nassif

A linha que separa o meio e a repulsa ao difamador é tênue e os ataques a Dilma podem se transformá-la em vítima. (Págs. 1 e A6)

Ideias

Claudio J.D. Sales

"Indústria" das compensações ao redor dos processos de licenciamento ambiental cria dificuldades para vender facilidades. (Págs. 1 e A10)

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RADIOBRAS.

quarta-feira, outubro 20, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ''FAÇAM SUAS APOSTAS!''

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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CHINA/BRASIL [In:] ... NA MESMA ''MOEDA''

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'Vai na direção correta', diz Mantega sobre decisão chinesa


Autor(es): Adriana Fernandes
O Estado de S. Paulo - 20/10/2010


Um dia depois de o governo brasileiro tomar medidas mais duras para conter a valorização do real ante o dólar, a decisão da China de elevar a taxa de juros pela primeira vez desde 2007 deve ajudar a economia do Brasil. A avaliação foi feita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que elogiou a ação do governo chinês. Para o ministro, os chineses estão "colaborando".

"Ajuda sim. Pode valorizar um pouco a moeda deles. É bom. Vai na direção correta", afirmou o ministro, que ontem passou o dia acompanhando os desdobramentos no mercado financeiro das novas medidas cambiais. Mantega cancelou a viagem que faria ontem à Coreia do Sul para a reunião preparatória do encontro de presidentes dos países do G-20 (grupo das maiores economias do mundo), que será realizado em novembro em Seul.

Mantega decidiu ficar no Brasil para acompanhar de perto o impacto das medidas. Segundo assessores, não estão descartadas novas medidas, se os recentes aumentos do IOF não surtirem o efeito necessário. O ministro tem na mesa uma lista de medidas que já vêm sendo estudadas pela área técnica e poderão se acionadas rapidamente. A orientação, por enquanto, é aguardar os movimentos do mercado para verificar se haverá uma acomodação da especulação com a taxa de câmbio.

CHINA [In:] BOLSA DE VALORES

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Susto chinês nos mercados

Susto chinês nos mercados


Autor(es): Bruno Villas Bôas RIO, PEQUIM e NOVA YORK
O Globo - 20/10/2010

BC da China eleva juros pela primeira vez em três anos. Bolsas caem e dólar sobe no mundo.


O Banco Central chinês surpreendeu ontem os mercados ao anunciar o primeiro aumento da taxa básica de juros desde 2007, num esforço do governo para esfriar a superaquecida economia e conter o risco inflacionário. A decisão derrubou as ações nas principais bolsas do mundo e os preços de commodities (matérias-primas), como o petróleo. Em sentido inverso, o dólar americano se valorizou no mundo. No Brasil, a moeda subiu 1,26% no câmbio comercial e fechou a R$ 1,687. Foi a maior alta percentual desde 29 de junho deste ano (1,57%), quando incertezas sobre a China também pesaram nas moedas mundiais. O movimento foi reforçado, em menor escala, pelo aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos estrangeiros em renda fixa de 4% para 6%, que entrou em vigor ontem.

O dólar americano valorizou-se ontem também frente ao euro (1,50%), a libra (1,58%), ao dólar canadense (1,61%) e ao dólar australiano (2,09%), entre outras moedas.

Em seu comunicado, o Banco Central da China anunciou o aumento dos juros em 0,25 ponto percentual. A taxa de depósitos subiu para 2,25%, e a taxa básica de empréstimo, para 5,56%.

— A alta da taxa de juro ficou fora completamente das expectativas do mercado — afirma Zhu Jiangfang, economistachefe da CITIC Securities, em Pequim. — O aumento recente da inflação deixou o juro real em território negativo. E eu acho que essa é a razão pela qual o Banco Central precisa elevar os juros de forma tão precipitada.

Para Mantega, alta ajuda no câmbio

A inflação anual ao consumidor chinês foi de 3,5% em agosto, e economistas esperam um aumento para 3,6% em setembro. Mesmo assim, a alta dos juros surpreendeu porque vários líderes haviam expressado confiança sobre o controle da inflação, dizendo que juros mais altos poderiam atrair capital especulativo do exterior.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, elogiou a decisão do BC chinês, afirmando que ela vai contribuir para a alta do dólar em todo o mundo. Indagado se a medida ajudaria a aliviar a guerra cambial, fruto de disputa internacional, o ministro disse que sim: — Ajuda sim. Pode valorizar um pouco a moeda deles. Vai na direção certa. Eles estão colaborando.

— Eles fizeram isso agora porque os dados do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos no país) e da inflação serão muito fortes para eles— diz Dariusz Kowalczyk, economista sênior do Credit Agricole CIB em Hong Kong.

O desempenho do PIB no terceiro trimestre deste ano e uma série de dados macroeconômicos de setembro serão divulgados amanhã pela China.

Economistas consultados pela Reuters preveem que o crescimento chinês tenha desacelerado para 9,5% na comparação anual, menos que a expansão de 10,3% do segundo trimestre.

Jorge Knauer, diretor de Tesouraria do Banco Prosper, afirma que a maior parcela da alta do dólar ontem teve origem no aumento de juros na China.

— A alta dos juros na China derrubou commodities, como metálicas e petróleo. O mundo percebe uma grande economia desacelerando e corre para o dólar, porto-seguro dos investidores — diz Knauer.

Para João Medeiros, diretor da Pioneer Corretora, o aumento da alíquota de IOF no Brasil e dos juros na China não alteram, porém, a trajetória de valorização do real frente ao dólar.

— O efeito da China apenas mostrou o ambiente externo está definindo os rumos da moeda. O IOF apenas permitiu que a alta fosse um pouco intensificada, mas a China pesou mais — afirma Medeiros.

A decisão da China influenciou também a Bolsa de São Paulo. Seu principal índice, o Ibovespa, recuou 2,61%, aos 69.863 pontos. Essa foi a maior queda desde 29 de junho (3,50%). As ações de commodities sofreram, como a queda das preferenciais (PN) da Petrobras (4,24%) e da Vale (2,08%).

Em Wall Street, o Dow Jones recuou 1,48% e o Nasdaq, 1,76%. Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 0,67% e a de Paris, 0,71%. Na Ásia, Tóquio, Xangai e Hong Kong fecharam em alta, puxadas pelos resultados positivos de empresas, sobretudo o Citigroup.

MERCADO ACIONÁRIO [In;] ''ACIONAR'' A QUEM ?

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Faça o que eu digo, mas...

Faça o que eu digo, mas...


Autor(es): Rosana Hessel
Correio Braziliense - 20/10/2010

Faça o que eu digo, mas...

AÇÕES DA PETROBRAS

Quando as orientações dos grandes bancos levam o mercado a uma direção, corretoras vão para a outra e ditam o preço. Pequeno investidor vira refém

O mercado de ações, definitivamente, não é para amadores. Quem se arrisca na bolsa sem ter o conhecimento de como é seu funcionamento acaba perdendo dinheiro no curto ou no curtíssimo prazo, seja em uma oferta inicial de ações (IPO) ou mesmo em uma capitalização como a da Petrobras, que ocorreu recentemente. Nesse tipo de transação, aliás, os mais bem informados fazem a festa, pois saem na frente e ditam o comportamento do mercado enquanto os peixes pequenos amargam o prejuízo. Um bom exemplo ocorreu na megaoperação da estatal. Algumas das instituições contratadas para vender os papéis, recebendo comissões para isso, recomendaram a compra a seus clientes. Mas logo depois do encerramento da oferta, emitiram relatórios rebaixando o desempenho das ações, o que levou as cotações a caírem abaixo do valor da oferta.

Foi justamente o que fizeram duas corretoras de grande porte ligadas aos bancos Credit Suisse e Morgan Stanley e que chamou a atenção dos operadores. No feriado do último dia 12, o banco suíço Credit Suisse soltou um documento de seus economistas praticamente recomendando a venda das ações da estatal. A classificação das ações da Petrobras feita pelo último relatório do banco suíço foi neutra, mas a instituição reduziu o preço-alvo, ou seja, o valor esperado para o papel alcançar na Bolsa de Nova York em outubro de 2011, que baixou de US$ 65 para US$ 43. O mais curioso foi o comportamento da corretora suíça, que chegou a comprar quase o dobro do volume de ações da Petrobras que adquiriu nos dias anteriores, chegando até a liderar o ranking de negociações preferenciais (sem direto a voto) na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa).

Comportamento semelhante ocorreu com o Morgan Stanley, que divulgou no início do mês um relatório recomendando a compra das ações da estatal, mas também indicando queda no preço-alvo, que passou de US$ 65 para US$ 45. A corretora do banco, entretanto, foi na contramão e saiu vendendo. Na última segunda-feira, por exemplo, figurou entre os cinco maiores vendedores das ações da Petrobras.

Diante desse quadro, considerado atípico pelos operadores de pequeno e médio porte, percebe-se que nem sempre aquilo que os analistas dos bancos recomendam é o que as corretoras das mesmas instituições executam. Logo, o pequeno investidor deve tomar cuidado e não sair vendendo seus papéis sempre que sai um relatório de banco recomendando venda ou vice-versa.

Mas a lista de quem são os investidores das corretoras é praticamente sigilo de Estado, sendo aberta apenas para a Bolsa e para o órgão regulador, no caso de alguma investigação. Entretanto, fontes do mercado informam que, como todo grande banco tem corretora na bolsa, a maior carteira geralmente é composta pelos fundos de investimentos dos próprios bancos a que elas pertencem. Um ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado acionário brasileiro, concorda com essa afirmação do mercado e analisa como frequente o comportamento das corretoras de nem sempre acompanhar o que mandam os relatórios dos bancos. As críticas maiores são contra a CVM e à falta de fiscalização do órgão.

Procurada pelo Correio, a Assessoria de Imprensa da autarquia limitou-se a informar que "todo e qualquer procedimento que envolva a participação de analistas de um modo geral é acompanhado pela Superintendência de Relações com Investidores Institucionais da CVM. O objetivo é verificar se a conduta desses profissionais infringe a Instrução CVM n.º 483/2010, que dispõe sobre a atividade de analista de valores mobiliários".

Comportamento atípico
Na véspera da divulgação do relatório do Credit Suisse sobre a Petrobras, a corretora do banco ficou em sétimo lugar entre os maiores compradores das ações preferenciais (sem direito a voto) da estatal. Já em vendas ficou em quinto lugar. Um dia após a divulgação da nota ao mercado, ela foi a terceira maior compradora, com volume de
2,4 milhões de ações, e vendeu 2,8 milhões, liderando o ranking de vendas, mas apresentando um volume equilibrado na operação.

No dia seguinte, liderou o ranking de compras, com praticamente o dobro da véspera e dos dias anteriores à negociação, com 4,6 milhões de ações, e vendeu apenas 1,9 milhão. Ontem, ficou em terceiro lugar entre os compradores, com 1,9 milhão de ações, e em primeiro entre os vendedores, com 2,9 milhões.

Já a corretora CS Hedging-Griffo, que também pertence ao banco suíço, figurou entre os maiores compradores e vendedores antes e depois do relatório. As assessorias de imprensa do Morgan Stanley e do Credit Suisse informaram que não há ligação entre a instituição bancária e a corretora e que esse tipo de comportamento posterior aos relatórios é normal.

Papéis despencam
» As ações da Petrobras voltaram a despencar ontem, tanto na Bolsa de Valores de São Paulo quanto na Bolsa de Nova York, depois do anúncio do governo de que iniciará antes do segundo turno das eleições a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. No Brasil, as ordinárias (com direito a voto) caíram 3,66%, fechando a R$ 27,65 e as preferenciais (sem direito) declinaram 4,24%, para R$ 25,28. No acumulado do ano, a desvalorização ultrapassa 32%. Em Nova York, os papéis recuaram 4,28%, para US$ 30,62. O anúncio foi visto pelos analistas como um aumento do risco político, comprometendo mais ainda os ganhos dos acionistas minoritários. Na capitalização, o governo ampliou a participação e arrecadou pouco mais de R$ 40 bilhões, um terço do valor anunciado (R$ 120,2 bilhões), pois o maior volume (quase R$ 80 bilhões) foi negociado pelo Estado com barris do pré-sal ainda não explorados. A expectativa é que as ações caiam mais, podendo chegar a R$ 22.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

20 de outubro de 2010

O Globo

Manchete: Eleições 2010: Lula não cumpriu principal promessa para a Cultura
Compromisso era dar 1% do Orçamento, mas verba é de apenas 0,23%

O presidente Lula vai terminar o governo sem realizar sua principal promessa para a área da Cultura. Em 2003, ele garantiu aos artistas que terminaria o governo destinando no mínimo 1% do Orçamento Geral da União ao Ministério da Cultura, mas a realidade da proposta enviada ao Congresso para o ano que vem é bem diferente: estão previstos recursos de R$ 1,65 bilhão, 0,16% do total. Este ano, a Cultura recebeu R$ 2,23 bilhões - 0,23% dos R$ 947,8 bilhões do Orçamento. Só teve mais recursos que as pastas de Pesca, Esporte, Indústria e Comércio e Relações Exteriores. A candidata petista, Dilma Rousseff, fez campanha em Goiás. O tucano José Serra encontrou-se com Fernando Gabeira no Rio e disse que fez parceria com setores do PV. (Págs. 1 e 3)

Padilha não assinou manifesto pró-Dilma

Diretor de "Tropa de elite 2", José Padilha negou estar apoiando Dilma Rousseff - embora tenha sido incluído no manifesto de artistas a favor dela. Em nota, o cineasta disse que "a falta de crítica e de compromisso com a verdade" marca os dois candidatos. O sociólogo Emir Sader, que redigiu o manifesto, disse ter sido informado do apoio de Padilha. A CUT admitiu o erro. (Págs. 1, 3 e Merval Pereira)

AGU pede e STM atrasa decisão sobre Dilma

A pedido da Advocacia Geral da União, o Superior Tribunal Militar suspendeu o julgamento do pedido de acesso ao processo da ditadura contra Dilma Rousseff. A decisão pode ficar para o dia 28. (Págs. 1 e 18)

Serra: promessas cabem no Orçamento

Cobrado no "JN" por fazer promessas que elevam gastos - como mínimo de R$ 600 e 13º para o Bolsa Família -, José Serra disse que as medidas custariam apenas 1% do Orçamento da União. (Págs. 1 e 17)

Tesoureiro do PT é denunciado à Justiça

O Ministério Público de São Paulo denunciou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no caso Bancoop. (Págs. 1 e 15)

Foto legenda: Depois do Chico, o Íris: Dilma faz campanha ao lado do candidato a governador de Goiás pelo PMDB. (Pág. 1)

Foto legenda: Depois do Gabeira, o Gabeira de novo: no Rio, Serra em campanha com o deputado pelo segundo dia consecutivo. (Pág. 1)

Fila do CTI no Rio já tem 138 pacientes

O Estado do Rio tem hoje uma fila de 138 pessoas aguardando vaga em algum Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Segundo uma fonte da Secretaria de Saúde, sete morrem por dia à espera desse serviço. Cabral anunciou a criação, ano que vem, de mais 213 vagas em CTIs, num investimento total de R$ 274 milhões, que serão aplicados para ampliar três hospitais e construir outro. (Págs. 1 e 20)

Regras mais duras sobre antibióticos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária está elaborando normas mais rígidas para venda de antibióticos. A ideia é exigir sempre receita para comercialização desses medicamentos nas farmácias. (Págs. 1 e 19)

União Europeia diz que iogurtes não melhoram saúde (Págs. 1 e 32)

China eleva os juros, Bolsa cai e dólar sobe
Para conter a inflação, a China surpreendeu os mercados e subiu os juros, na primeira alta desde 2007. Com isso, as bolsas caíram: 1,5% em NY e 2,61% em SP. O dólar subiu 1,26%, para R$ 1,687. (Págs. 1, 27 e 28)

Reino Unido corta gastos na Defesa

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou cortes nas Forças Armadas que inviabilizarão a presença militar do país em futuros conflitos. Cerca de 42 mil serão demitidos até 2015. (Págs. 1 e 34)

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Folha de S. Paulo

Manchete: PF liga quebra de sigilo fiscal de tucano à pré-campanha de Dilma
Escândalo da receita: Despachante diz que intermediou compra para jornalista que atuou na equipe de inteligência

Investigação da Polícia Federal fez conexão entre a quebra dos sigilos fiscais de várias pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB) e o dossiê preparado pela chamada "equipe de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).

A PF descobriu que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. encomendou a compra de informações obtidas ilegalmente ao despachante Dirceu Garcia, que, em depoimento, confirmou ter recebido R$ 12 mil pelo trabalho.

O jornalista sempre negou que estivesse trabalhando para a pré-campanha de Dilma. Ele, no entanto, participou de reunião da "equipe de inteligência" no dia 20 de abril. O flat em que Ribeiro Jr. se hospedava em Brasília era pago pelo PT.

A quebra de sigilo fiscal de tucanos foi revelado pela Folha em junho. (Págs. 1 e A4)

Escândalo da Casa Civil: Sindicância aponta novos elos do caso Erenice na Presidência

Sindicância do governo indica que o esquema comandado por Israel. filho da ex-ministra Erenice Guerra, não usava só a estrutura da Casa Civil, relatam Andreza Matais e Filipe Coutinho.

Segundo a investigação, o grupo de Israel, acusado de tráfico de influência, usou PCs e funcionários da Secretaria de Assuntos Estratégicos e do Gabinete de Segurança Institucional.

A sindicância deveria ter sido concluída no domingo, mas foi adiada para depois da eleição. Ex-braço direito de DUma Rousseff. Erenice deixou a Casa Civil em setembro, após as denúncias.

Citado na investigação, Gabriel Laender, que foi da SAE e hoje é assessor da Casa Civil, negou relação com o esquema. O governo alegou sigilo e disse que não se pronunciaria. (Págs. 1, A8 e A9)

Gasto com propostas de Serra atingiria R$ 46 bi

Se implantadas, as principais promessas de campanha de José Serra. candidato do PSDB ao Planalto, para a área social custariam aos cofres públicos mais de R$ 46 bilhões em 2011. As propostas de Serra incluem dobrar o Bolsa Família e elevar o mínimo para R$ 600.

O valor equivale a uma vez e meia tudo que a União investiu em infraestrutura em 2009 (R$ 32 bilhões). Para consultor do candidato.
"há espaço" para esses gastos no Orçamento. (Págs. 1 e A15)

Comando tucano vê perda de fôlego na campanha e discute mudanças na estratégia de Serra. (Págs. 1 e A12)

São Paulo isola pacientes com superbactéria assintomáticos

Hospitais de São Paulo vêm isolando pacientes com a superbactéria KPC mesmo que não apresentem sintomas. A Secretaria Municipal da Saúde solicitou que surtos da bactéria super-resistente a antibióticos sejam notificadOs imediatamente.

O maior foco da KPC está em Brasília, com 135 casos confirmados e 15 mortes. Em São Paulo, houve ao menos, 90 casos neste ano, relata Cláudia Collucci. (Págs. 1 e C1)

Foto legenda: Especialista do laboratório de microbiologia do hospital Albert Einstein manipula placa de cultura da superbactéria KPC. (Pág. 1)

Real é a moeda mais valorizada entre emergentes

Estudo do banco americano JPMorgan mostra que, desde 2003, o real se valorizou em 89%, a maior taxa entre os 20 principais paises emergentes. Descontada a inflação, o valor está 8% acima do de 1998, quando o câmbio era fixo. (Págs. 1 e B1)

Mario Mesquita

Próximo governo terá de enfrentar estagnação global (Págs. 1 e B11)

EUA aceitam gays assumidos nas Forças Armadas (Págs. 1 e A18)

Poder: STM adia julgamento de ação da Folha sobre processo de Dilma (Págs. 1 e A16)

Editoriais

Leia “Visão curta”, sobre o alinhamento do Brasil à China nas discussões sobre câmbio; e “Polícia nas ruas”, acerca dos assaltos a shopping centers em SP. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dólar sobe 1,32%, mas mercado prevê fôlego curto para alta do IOF
Economistas acham que governo terá de tomar novas medidas para conter o real

No primeiro dia de vigência da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras para investimentos estrangeiros, estabelecida com o objetivo de conter a alta do real ante o dólar, a moeda americana mudou de direção e subiu 1,32%, para R$ 1,686. É a maior alta diária desde 29 de junho, quando o dólar avançou 1,51%. A movimentação dos mercados externos, causada por inesperada subida dos juros na China, também ajudou a puxar o câmbio para cima. A percepção dos economistas, porém, é que o Brasil está apenas
"ganhando tempo" para que os países cheguem a uma trégua na "guerra cambial". A tendência é que as medidas adotadas ontem percam vigor e que o governo seja obrigado a lançar mão de novos mecanismos para segurar o real. (Págs. 1 e Economia B1)

Serra critica medidas

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) criticou a política cambial do governo e disse que adotará "mudança ampla" na economia, caso seja eleito. (Págs. 1 e Nacional A9)

MP denuncia tesoureiro do PT no caso Bancoop

O Ministério Público de São Paulo pediu abertura de processo contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é acusado de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro quando dirigia a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) de São Paulo, fundada em 1996 por núcleo do PT. A defesa de Vaccari nega tudo. (Págs. 1 e Nacional A4)

R$ 68 milhões
É o rombo da Bancoop apontado pelo Ministério Público. (Pág. 1)

Justiça susta concurso dos Correios sem licitação

A Justiça Federal de Brasília suspendeu temporariamente a contratação da Fundação Cesgranrio para organizar concurso dos Correios. O juiz substituto da 5ª Vara Federal, Paulo Ricardo de Souza Cruz, disse que a lei não permite que a estatal contrate, sem licitação, qualquer entidade para aplicar as provas. A suspensão provisória do concurso é mais um capítulo da série de irregularidades recentes envolvendo os Correios, cujo presidente é David José de Matos, indicado em julho pela então ministra Erenice Guerra (Casa Civil), demitida após escândalo de tráfico de influência. (Págs. 1 e Nacional A4)

Foto legenda: Em busca de apoio e recursos

Dilma Rousseff dá entrevista em Goiânia: candidata recebeu apoio de artistas; no Rio, José Serra encontrou-se com dirigentes do PV. Tucanos enviaram carta a empresários em busca de recursos de campanha. PT elevou previsão de gastos. (Págs. 1 e Nacional A8)

Cresce pressão antirreformas na França

Mais de 1 milhão de franceses voltaram ontem às ruas na sexta jornada de protestos contra a reforma da previdência promovida pelo governo, informa o correspondente Andrei Netto. Jovens promoveram quebra-quebras e confrontos com a polícia em cidades como Paris, Nanterre, Argenteuil, Lyon e Mans. A pressão aumenta porque a lei deve ir a votação até amanhã. (Págs. 1 e Economia B7 a B9)

Foto legenda: Manifestação em Lille contra mudança previdenciária

Cristina fala em 'nacionalizar' a mídia argentina

A presidente Cristina Kirchner propôs a "nacionalização" dos meios de comunicação argentinos, para que "adquiram consciência nacional e defendam os interesses do país". Ela disse que não se trata de "estatizar" a mídia, "para que amanhã ninguém dê uma manchete errada". Ela, que costuma criticar a imprensa, disse que os jornais criticam sua política econômica, mas "foram cúmplices da política de entrega e subordinação" no passado. (Págs. 1 e Internacional A15)

Justiça tranca ação contra Igreja Universal (Págs. 1 e Vida A24)

Estatal recusa egressos de curso tecnológico (Págs. 1 e Vida A20)

Rolf Kuntz: Dólar é só um dos problemas

A alta do IOF poderá, durante algum tempo, frear a valorização do real. Mas será insuficiente para mudar a tendência do comércio exterior. (Págs. 1 e Economia B4)

Notas & Informações

Hora de arrumação

O FMI concorda com Paulo Bernardo: o próximo governo terá de arrumar as contas públicas. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: IOF eleva dólar e protege real por tempo limitado

O novo ataque à valorização cambial promovido pelo Ministério da Fazenda anteontem, com mais uma rodada de elevação do IOF sobre investimentos estrangeiros, jogou o dólar e os juros de longo prazo para cima e deu aos investidores a certeza de que o governo não hesitará em adotar novas medidas.

A moeda americana subiu 1,26% ontem, fechando a R$ 1,687. A alta, em boa medida, refletiu a elevação dos juros na China, que derrubou a moeda americana mundo fora. Analistas reafirmam que a tendência de fortalecimento do real no médio e longo prazos permanece, pois os fundamentos continuam os mesmos e, também, porque os investidores sabem driblar em parte os obstáculos do imposto. Há um consenso, no entanto, que sem a atuação da Fazenda o dólar estaria abaixo de R$ 1,60. (Págs. 1, C1, C2, C3 e C8)

De la Rúa diz que FMI puniu a Argentina

Vítima de violentos protestos de rua que o forçaram a renunciar em 20 de dezembro de 1999, o ex-presidente Fernando de la Rúa crê que a atitude do Fundo Monetário Internacional (FMI), à época, foi um dos fatores determinantes para que o Brasil progredisse e a Argentina, não. Para ele, o Brasil obteve apoio do FMI em 1998, não quebrou e não teve de desvalorizar o real desordenadamente. Já a Argentina foi sacrificada. "Para a Grécia, o FMI ofereceu € 30 bilhões agora. Para mim, recusaram US$ 1 bilhão", lamenta.

De la Rúa atribui sua queda a um golpe orquestrado pelo peronista Eduardo Duhalde, a quem derrotou nas urnas, e vê no "grande progresso na política brasileira" um dos fatores que diferenciam o destino dos dois países. Desde os anos 60 até hoje, diz, o peronismo não deixou nenhum governo de oposição encerrar seu mandato. (Págs. 1 e A14)

DEM reflui e só cresce no Centro-Oeste

O DEM, ex-PFL, passou por um processo de encolhimento ao longo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, cristalizado nas eleições do dia 3 de outubro. Sua bancada, formada na sua essência por empresários e produtores rurais, só cresceu no Centro-Oeste, onde os ruralistas têm mais força. Mas essa expansão não foi suficiente para compensar o enxugamento verificado em outras regiões do país e a bancada na Câmara caiu de 65 deputados em 2006 para 43 nesta eleição. A maior queda foi no Nordeste, onde sua representação foi reduzida quase à metade. Na Bahia, o enfraquecimento do carlismo fez o número de deputados federais do partido cair de 13 para 6.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o DEM não tinha representantes na Câmara há quatro anos, nesta eleição o partido elegeu um parlamentar em cada Estado. Em Goiás, passou de um para três deputados. (Págs. 1 e A8)

Foto legenda: Filha de peixe

Herdeiros de alguns dos maiores grupos do agronegócio brasileiro, como Belisa Maggi, rejeitam o rótulo de "filho do dono" e buscam reconhecimento na atividade. (Págs. 1 e B12)

'Impressão em nuvem', made in Brazil

A Hewlett-Packard (HP) vai anunciar hoje sua nova linha de impressoras para o mercado brasileiro, com tecnologia de "impressão em nuvem". Essa técnica, anunciada nos EUA em abril, permite que um arquivo seja impresso a partir de qualquer tipo de aparelho - e não só de um computador -, em impressoras localizadas em qualquer parte do mundo. O processo se dá pelo envio de e-mail diretamente para a impressora, ou por uma rede de equipamentos instalados em hotéis e gráficas de todo o mundo.

A surpresa é que essa tecnologia, que levou dois anos para ser desenvolvida, foi criada a partir do laboratório de pesquisa da HP em Porto Alegre, uma unidade com 600 profissionais instalada no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o Ternopuc. O Google e a Xerox também já anunciaram iniciativas na área da "impressão em nuvem". (Págs. 1 e B3)

HSBC lança fundo de ações do Brasil

O HSBC vai lançar nos Estados Unidos e no Canadá carteiras que investirão em ações brasileiras para clientes institucionais e de varejo. O objetivo é saciar o apetite nos mercados desenvolvidos por investimentos nos mercados emergentes, segundo Sylvia Coutinho, que desde março comanda a área de "asset management" do banco inglês para todo o continente americano.

Hoje, o HSBC administra fundos internacionais de ativos brasileiros de US$ 9,5 bilhões, estima a executiva. (Págs. 1 e D3)

Schin, a única cerveja brasileira nos EUA

A multinacional belgo-brasileira AB InBev, dona das marcas Brahma e Antarctica, controla quase metade do mercado de cervejas dos EUA. Mas quem quiser beber cerveja brasileira no país só vai encontrar a Nova Schin, que é vendida como marca "premium".

Para avançar na internacionalização, a Schincariol entrou nos EUA no início do ano, com importações diretas. Seu alvo são os cerca de um milhão de brasileiros que moram no país. Já a AB InBev retirou a Brahma das prateleiras. (Págs. 1 e B5)

Pequenos produtores americanos apostam no 'agroentretenimento' e no turismo rural (Págs. 1 e B9)

Pós-Petrobras, mercado retoma ofertas de ações (Págs. 1 e D1)

Cadeia eólica quer linhão no NE

Para incentivar os investimentos no setor, as empresas da cadeia de energia eólica no país defendem a construção de um linhão de quase 1.000 km na costa nordestina, entre São Luís (MA) e Recife(PE). (Págs. 1 e B1)

Sabie constrói fábrica

A Sabie, uma das maiores empresas de enxovais corporativos do país, vai construir uma nova fábrica, em Feira de Santana (BA). Com a unidade, a exportação deve dobrar a participação na receita, para 6% em 2011. (Págs. 1 e B6)

Energia Elétrica/Especial

Fabricantes de equipamentos para usinas hidrelétricas contabilizam aumentos de até 50% nas receitas e projetam demanda sustentável na próxima década. "A tendência de crescimento deve se manter por pelo menos dez anos", diz Marcos Costa, da Alstom. (Págs. 1 e Especial)

Credores da Nilza avaliam proposta

Parada desde junho e sem cumprir o plano de recuperação judicial, a Nilza apresentou aos credores uma possível compradora para seus ativos, a Airex Trading, de Manaus. A assembleia será retomada no dia 8. (Págs. 1 e Bl2)

Seguro de máquinas agrícolas

Mesmo sem os subsídios concedidos ao seguro rural, o mercado de seguros para equipamentos agrícolas cresce, atrai novas empresas e já movimenta cerca de R$ 400 milhões em prêmios. (Págs. 1 e B12)

Estabilidade a doentes graves

Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho confere estabilidade no emprego a trabalhadores com doenças graves ou crônicas. Portadores de depressão e alcoolismo também têm sido beneficiados. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Cristiano Romero

Ganhos do Brasil com os termos de troca são uma das principais causas da valorização do real em relação ao dólar. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Rosângela Bittar

Alguns dos eleitos em 3 de outubro trarão uma melhora qualitativa para o Senado Federal na próxima legislatura. (Págs. 1 e A6)
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