A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, outubro 28, 2010
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
28 de outubro de 2010
O Globo
Manchete: Eleições 2010: STF confirma a Lei da Ficha Limpa e veta Jader BarbalhoO Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, com base na Lei da Ficha Limpa, que o deputado Jader Barbalho (PMDB), eleito senador pelo Pará com 1,8 milhão de votos, não será diplomado nem assumirá a vaga. A decisão vale para todos os candidatos que renunciaram a cargos anteriores para evitar cassações - inclusive o outro senador eleito pelo Pará; Paulo Rocha (PT). O efeito sobre casos que não são de renúncia depende de novos julgamentos. Foram necessárias três votações. O resultado mostrou a divisão entre os ministros, numa sessão marcada por bate-bocas.
No Rio, Cristiano Girão, preso por ligação com milícias, transformou-se ontem no primeiro vereador cassado na história da atual Câmara. (Págs. 1, 3 a 9 e 23)
Quem faltou ao 1º turno poderá votar no 2º. (Págs. 1 e 18)
Datafolha: indecisos vão de 6% para 8%
Em cinco dias, o número de eleitores indecisos oscilou de 6% para 8%, segundo dados do Datafolha. Entre as mulheres, eles somam 10%; entre os homens, 5%. Pela pesquisa, Dilma tem 49% das intenções totais de voto, contra 38% de José Serra. A petista virou no Sudeste e tem agora 44% na região, contra 40% de Serra. (Págs. 1 e 13)
O silêncio dos sociólogos
O silêncio sobre a campanha marca a Anpocs, o encontro de cientistas sociais em Caxambu (MG). Alguns atribuem o comportamento à radicalização da eleição. "Há dominância do PT na academia", diz Luiz Werneck Vianna. (Págs. 1, 16 e Demetrio Magnoli)
Escritora Ruth Rocha também não assinou manifesto pró-Dilma. (Págs. 1 e 17)
Lula, volta a ironizar Serra e sugere que candidatos usem capacete. (Págs. 1 e 13)
E agora, Argentina?
A morte do ex-presidente Nestor Kirchner embaralhou o jogo político na Argentina. Ele já estava em campanha por um terceiro mandato K, como o casal Kirchner é conhecido. Agora, o governo de Cristina Kirchner e a oposição terão de buscar nova estratégia. Aos 60 anos, e considerado todo-poderoso do governo, o ex-presidente, que tinha problemas de coração, passava o feriado na Patagônia com Cristina quando se sentiu mal e teve um ataque cardíaco. (Págs. 1, 35 a 37, Miriam Leitão e editorial "Aumenta a incerteza na Argentina”)
Foto legenda: Com cartazes e faixas, milhares de argentinos prestam homenagem ao ex-presidente em frente à Casa Rosada (Pág. 1)
Brasil quer índice do FMI contra guerra no câmbio
Vale tem lucro histórico de R$ 10,5 bi
Descoberta de Petrobras em SE cria província petrolífera no país. (Págs. 1 e 33)
Biodiversidade assusta mais do que terror
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Folha de S. Paulo
Manchete: Ficha Limpa vale para eleição deste ano, decide STFO Supremo Tribunal Federal decidiu, por 7 votos a 3, referendar a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e considerar a Lei da Ficha Limpa constitucional e válida para este ano.
A sessão, tensa e tumultuada, julgou recurso de Jader Barbalho (PMDB- PA).
A exemplo do caso do ex-governador Joaquim Roriz - que também renunciou ao cargo para não ser cassado -, o julgamento terminou empatado. O impasse terminou com a sugestão do ministro Celso de Mello de manter a decisão já tomada pelo TSE no mesmo caso.
Outros casos, como o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), serão analisados um a um. Ministros ouvidos pela Folha tinham dúvida se o STF poderá decidir de forma diferente. O 11º integrante da corte, a ser indicado por Lula, pode votar o desempate. (Págs. 1 e E1eições, 1)
Erenice fez pressão por empresa de padrinho
O dona da empresa, que é seu padrinho de casamento, enviou carta a Dilma reclamando de uma licitação.
Erenice mandou cópia à agência e cobrou explicação urgente, relatam Elvira Lobato e Mario Cesar Carvalho. Seu advogado nega a pressão. Segundo a Casa Civil, Dilma, então ministra, ignorava o elo entre Erenice e a Unicel. (Págs. 1 e Eleições, 3)
Para Serra, SP não precisa ser investigado no caso do metrô
Serra criticou supostos acertos prévios em licitações federais. Dilma Rousseff (PT) disse esperar que, "desta vez", São Paulo apure a fraude. (Págs. 1 e Eleições, 8)
Ex-presidente argentino Kirchner morre aos 60
Deputado e líder dos peronistas, Kirchner participava ativamente do governo de Cristina, sua mulher e sucessora. Ele já havia sofrido duas cirurgias por problemas cardíacos neste ano.
O presidente Lula, que deve ir ao enterro, decretou luto de três dias. (Págs. 1 e A12)
Clovis Rosse: Legado divide o país entre amor e ódio ao líder. (Págs. 1 e A13)
Ações e títulos do governo têm alta depois do anúncio da morte. (Págs. 1 e A13)
Foto legenda: Kirchneristas se reúnem na praça de Maio, em Buenos Aires, após anúncio da morte (Pág. 1)
Homicídio doloso recua 13% em SP no 3º trimestre, segundo governo (Págs.1 e C1)
Lucro trimestral de R$ 10,6 bi é o maior da história da Vale (Págs. 1 e A11)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Manobra com a Petrobras paga alta do gasto públicoCerca de metade da receita extra de R$ 31,9 bilhões obtida com a manobra contábil que inclui recursos da capitalização da Petrobras como receita serviu para cobrir o aumento das despesas de custeio da máquina pública neste ano. Na terça-feira, o governo anunciou superávit primário recorde de R$ 26,06 bilhões. 0 governo contou como receita 0 pagamento, pela Petrobras, de reservas do petró1eo no pré-sal. Embora o dinheiro que entra nos cofres da União não tenha carimbo, a arrecadação com a venda da concessão de exploração de 5 bilhões de barris da camada de pré-sal abriu espaço para o governo aumentar também os gastos com despesas regulares da administração, de baixo retorno de longo prazo. E como se o governo estivesse antecipando receitas da exploração de petróleo para bancar despes as crescentes do dia a dia. (Págs. 1 e Economia B1)
Governo prevê freio nas contas em 2011
A equipe econômica acredita que o próximo presidente, qualquer que seja ele, fará um "freio de arrumação" nas contas públicas, após expansão no período eleitoral. (Págs. 1 e Economia B3)
Enfarte mata Nestor Kirchner, presidente 'de fato' da Argentina
O ex-presidente Nestor Kirchner morreu ontem aos 60 anos, vítima de enfarte, mergulhando a Argentina num cenário de incerteza política. Considerado o verdadeiro poder dentro do governo de sua mulher, Cristina, ele centralizava as decisões administrativas e reunia-se regularmente com ministros, empresários e sindicalistas. O clima em Buenos Aires era o da morte de um chefe de Estado, relata o correspondente Ariel Palácios. O presidente Lula se disse
"consternado", e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, postou em seu Twitter: "Quanta dor!" Por outro lado, as ações de várias empresas argentinas subiram dois dígitos na Bolsa de Nova York, ante a possibilidade de melhora na relação do país com investidores estrangeiros. (Págs. 1 e Internacional A19 a A21)
Análise: Um vácuo no país
A súbita saída de cena de Kirchner priva a Argentina de um de seus operadores mais sagazes. (Págs. 1 e Internacional A20)
Foto legenda: Choque. Diante da Casa Rosada, argentino lamenta a morte de Kirchner (Pág. 1)
Tiririca admite ter tido ajuda para escrever
Corregedor pede dados sobre Metrô
Lucro da Vale sobe 250% e chega a R$10,5 bi, o maior da história
Vulcão vence seu guardião
Irmã Dulce deverá ser beatificada pelo papa (Págs. 1 e Vida A26)
Demétrio Magnoli: Um mito de papel
Visão global: Obama e o terror
Dora Kramer: Em assembleia
Notas & Informações
Má noticia: o Brasil, por meio da EBC, será um dos participantes da União Latino-Americana de Agências Noticiosas. (Págs. 1 e A3)
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Valor EconômicoManchete: Certo da vitória, governo libera gasto
Duas diretrizes norteiam essa orientação. A primeira é a confiança da área econômica de que o candidato da oposição, José Serra (PSDB), não reverterá as intenções de voto que hoje dariam a vitória a Dilma Rousseff. Por isso, a intenção é assegurar a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Págs. 1 e A3)
Sem Kirchner, Argentina vive nova fase de incertezas
Depois de abrir mão de uma reeleição praticamente certa, em 2007, Kirchner atuava como articulador político do governo de Cristina, tomava as decisões em matéria econômica, em última instância, e era candidato a sucedê-la. Sem ele, novas questões inquietam a Argentina. A primeira delas é sobre uma eventual candidatura de Cristina à reeleição em 2011, algo até agora pouco cogitado. Outra é sobre a postura que ela adotará sem o marido. “Ela pode aprofundar uma política de confrontação ou abrir-se ao diálogo e à busca de maior governabilidade”, avalia Graciela Rômer, da consultoria Römer & Associados. (Págs. 1 e A14)
Foto legenda: Inversão de rumo
Na campanha, internet serve à desconstrução de imagens
"Tivemos um poderosíssimo instrumento de potencialização das acusações", afirma o sociólogo Antonio Lavareda, do MCI-Ipespe. Nos dias em que houve picos de menções a Serra ou Dilma no Twitter, o predomínio era de links com notícias negativas. Quando a ex-ministra Erenice Guerra foi atingida por denúncias de corrupção, as menções a Dilma chegaram a 37.600. No mesmo dia, Serra foi mencionado 25.650 vezes e o principal link também era negativo. (Págs. 1 e A9)
'Valor' premia melhor gestão de pessoas
Votação na Califórnia ameaça o mercado de etanol nos EUA (Págs. 1 e A11)
Internet no avião
Especial/Rodovias
Fusão Eldorado-Florestal
Renault brasileira perde exportação
Coreia cogita controle de capital
Brasil e China na mesa de negociação
Encontro de contas no ICMS
Ideias
Tribunal de Contas da União aponta que o governo federal não gastou com a saúde o mínimo exigido por lei. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Há cerca de 4 anos começou um lento processo de tortura no cálculo do superávit fiscal, que culminou com sua morte. (Págs. 1 e Al2)
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quarta-feira, outubro 27, 2010
XÔ! ESTRESSE [In:] ''ROCK AND ROLL LULLABY'' *
ELEIÇÕES 2010/Segundo turno [In:] AGONIA...
Contagem regressiva
A cinco dias da eleição, a pesquisa Datafolha cristaliza a diferença de Serra e Dilma em 12 pontos dos votos válidos e assim define virtualmente o segundo turno no próximo domingo. Serra não tem armas para lutar por mais votos, nem espaço no eleitorado para crescer e virar a eleição.
Lula, Dilma, o governo, o PT e seus aliados levaram um susto com o resultado do primeiro turno, no dia 3, depois de atravessar meses cantando vitória - e uma vitória que esperavam acachapante. Mas, desde o início, as condições têm sido mais favoráveis a Dilma, apesar das vantagens objetivas do candidato Serra.
Com seus 80% de popularidade, e uma gestão bem avaliada, Lula inventou a candidatura Dilma, passou dois anos empenhado em fazê-la conhecida nacionalmente e não teve pudor em colocar a administração direta, as estatais e todos os meios, maquiavelicamente, para eleger a sucessora. Não poupou nem mesmo o próprio cargo de presidente.
Serra lucrou bravamente, a bordo de seu currículo exemplar de ex-presidente da UNE, 14 anos de exílio, deputado federal, senador, prefeito de São Paulo, governador do Estado mais poderoso do país. Mas não tinha arsenal político e estratégico para enfrentar o canhão Lula e seu exército.
Na reta final, quando Dilma surgia com a cara inchada e parecendo descomposta pelo baque de não chegar nem a 47% no primeiro turno, os tucanos animaram-se com a perspectiva de virada. Mas Lula e Dilma multiplicaram a campanha petista por dois, um para um lado, outro para outro. E conseguiram imagens muito fortes para o programa eleitoral. Uma delas foi a reunião com os artistas no Rio, à frente Chico Buarque. Conseguiram dois efeitos: seguraram a sangria e impediram que os votos de Marina migrassem para o tucano.
Em cinco dias, não há mágica, nem eleitor sobrando para uma virada pró-Serra, mesmo com a perspectiva de que ele tenha melhor desempenho no principal debate de toda a campanha, o da TV Globo, na sexta-feira à noite. Isso pode reforçar a imagem positiva para o pós-campanha, mas, por si só, não é capaz de reverter o quadro.
A eleição, portanto, caminha para a eleição da primeira mulher presidente no Brasil. Ou, na prática, para um terceiro mandato de Lula. A ver.
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Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
27 de outubro de 2010
O Globo
Analistas criticam uso da capitalização da Petrobras em artifício contábil
Meirelles: ação contra bolha
Em Nova York, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que é preciso "tomar medidas imediatas" para evitar desequilíbrios na economia brasileira que criem "bolhas, de crédito, ativos ou mesmo de moeda". (Págs. 1 e 25)
Megaconsórcio em obras do Porto
O consórcio Porto Novo - formado pelas empreiteiras Norberto Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia - foi escolhido ontem o vencedor para executar a segunda etapa do projeto Porto Maravilha, na maior parceria público-privada (PPP) do país, no valor de R$ 7,3 bilhões, por 15 anos de concessão. As obras que prometem mudar a cara da Zona Portuária do Rio, derrubando parte da E1evado da Perimetral, têm início previsto para janeiro 2011. Pelo cronograma da prefeitura, todas as obras viárias de reurbanização e infraestrutura do Porto terão que ficar prontas nos próximos cinco anos, a tempo das Olimpíadas de 2016. Além de fazer as obras, o consórcio ficará, como uma grande concessionária, responsável pela manutenção dos serviços públicos municipais em toda a área - da troca de lâmpada à coleta de lixo (Págs. 1 e 16)
Eleições 2010: Contratos suspensos no metro de SP
Zuenir Ventura
Às vezes, ficar indeciso é melhor do que ter aquela certeza burra. (Págs. 1 e 7)
Roberto DaMatta
Neutralidade é fatal quando o velho autoritarismo personalista ressurge. (Págs. 1 e 7)
Eleições 2010: Collor tem mesmo um diretor da BR Distribuidora
Foto legenda: Na carreata de Dilma em Fortaleza, Ciro mostra a faixa "Serra não mamãe" (Pág. 1)
Controlador de voo é condenado por acidente da Gol (Págs. 1 e 15)
Obituário: De carcereiro de Lula a aliado
Elio Gaspari
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Folha de S. Paulo
Manchete: SP para obras do metrô com licitação suspeitaO governo de São Paulo suspendeu a licitação de seis lotes da linha 5 - lilás do metrô, que teve resultado anunciado na semana passada. Ontem, a Folha revelou que sabia desde abril quais seriam os vencedores.
A concorrência foi aberta em outubro de 2008, quando o governador do Estado era Jose Serra (PSDB), que deixou o cargo para se candidatar à Presidência.
Seu sucessor, Alberto Goldman, solicitou investigações do Ministério Público Estadual e da Corregedoria-Geral do Estado.
Goldman não descartou a possibilidade de ter havido um acordo entre as construtoras participantes. As empreiteiras negaram irregularidades ou acertos prévios.
A campanha da petista Dilma Rousseff usou o caso na propaganda eleitoral. Serra apoiou a abertura de investigação. (Págs. 1 e Eleições, 3)
Presidente 40 Eleições 2010: Dilma se mantém 12 pontos à frente de Serra, diz Datafolha
A margem de erro do levantamento, encomendado por Folha e Rede Globo, é de dois pontos percentuais.
Contando os votos totais, Dilma oscilou de 50% para 49%, e Serra, de 40% para 38%. Indecisos passaram de 6% a 8%, e os que votaram em branco, nulo ou nenhum agora são 5%. (Págs. 1 e Eleições, 1)
Foto legenda: Água, fogo e cinzas
Alunos da Unesp criam 'rodeio de gordas' em jogos de Araraquara
Camelô é preso em Manaus ao tentar sacar R$ 5 milhões
Boa notícia: Juro médio para os consumidores é o menor desde 94 (Págs. 1 e B10)
"Versões de Erenice", acerca de reuniões da ex-ministra com empresários, na Casa Civil. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo de SP susta obras do Metro por suspeita de fraudeO governador Alberto Goldman (PSDB) determinou suspensão das ordens de serviço dos contratos relativos às obras da linha 5 do Metrô de São Paulo, orçadas em R$ 4 bilhões, por suspeita de fraude na licitação. A ordem impede o início do trabalho, previsto para 20 de novembro. Goldman também solicitou à Procuradoria-Geral de Justiça abertura de investigação quanto à revelação de que os vencedores da concorrência já eram conhecidos antecipadamente, conforme publicou o jornal Folha de S. Paulo. As providências anunciadas pelo Palácio dos Bandeirantes não foram suficientes para neutralizar o impacto da denúncia, que serviu de munição para a candidata presidencial Dilma Rousseff (PT). A oposição em São Paulo vai propor abertura de CPI. (Págs. 1 e Nacional A4)
Serra nega irregularidade
O presidenciável José Serra (PSDB) descartou direcionamento na licitação do Metrô. Mas ele admitiu a hipótese de acordo entre as concorrentes. O tucano disse que não era mais governador quando a licitação foi concluída. (Págs. 1 e Nacional A4)
Falcão pôs espiões no comitê do PT, diz jornalista
Pelo PAC, Ibama ignora parecer e dá aval a desmate
3,2 mil
hectares é o total da mata que será destruída para a obra da Usina de Jirau. (Pág. 1)
Vulcão, sismo e tsunami matam 126 na Indonésia
Foto legenda: Susto. Indonésios retirados de suas casas por causa da erupção do vulcão Merapi, o mais volátil do país. (Pág. 1)
Petrobras ajuda governo a registrar superávit (Págs. 1 e Economia B1)
Roberto da Matta: De que lado você está?
Dora Kramer: A luta continua
Notas & Informações
Acredite quem quiser que Erenice não sabia dos périplos da parentela pelas alamedas do poder. (Págs. 1 e A3)
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Valor EconômicoManchete: Com seis governadores, PSB será nova força nos Estados
Se os institutos errarem menos que na primeira rodada, o PSB deve eleger mais três governadores - na Paraíba, no Piauí e no Amapá. Eles se somariam aos três eleitos em 3 de outubro, sendo dois deles os campeões de voto do primeiro turno: Eduardo Campos (PE), que se reelegeu com 82,8% dos votos válidos, e Renato Casagrande (ES), que obteve 82,3%. (Págs. 1 e A11)
Energia livre de Jirau não atrai ofertas
A próxima tentativa da concessionária Energia Sustentável do Brasil, liderada pela GDF Suez, será vender parte da energia no leilão que será realizado pelo governo federal no fim do ano. (Págs. 1 e B11)
Balanços exibem lucro exuberante das mineradoras
Foto legenda: Gávea é do Morgan
EUA e China perto de acordo sobre câmbio
Embora Li não seja um formulador de política monetária, seus comentários sugerem que há apoio na China à proposta das EUA de estabelecer limites aos superávits e déficits em conta corrente de cerca de 4% do PIB. "Fiquei bastante encorajado com a reunião do G-20", disse Li. "Agora será possível para os dois governos [EUA e China] e outros países chegarem a bom entendimento". (Págs. 1 e C8)
Fundos de ações deixam para trás o Ibovespa
Mulheres que chefiam as maiores empresas dos Estados Unidos são quase todas mães (Págs. 1 e B9)
SP terá fundo com receita do pré-sal
Califórnia leva maconha às urnas
Crescimento ameaçado
Expansão do merchandising
Femsa reforça não carbonatados
Blau no México
ALL revê planos para Santos
MT adia acordo ambiental
SLC terá empresa de terras
ADM pode deixar usina no Brasil
Ideias
Eleitor que está dando a dianteira à candidata do PT irá às urnas sem ter ideia sobre como seria o futuro governo. (Págs. 1 e A6)
Ideias
Barack Obama não ganha crédito pelas calamidades evitadas e recebe grande parte da culpa pelo que não se evitou. (Págs. 1 e Al5)
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RADIOBRAS.
terça-feira, outubro 26, 2010
ELEIÇÕES 2O1O/ORÁCULOS [In:] ''APOCALYPSE NOW'' *
Polvo Paul, oráculo do Mundial 2010, morre em Oberhausen
Cefalópode acertou resultado de todas as oito partidas que 'previu', inclusive o da final
Paul acertou todos os sete jogos disputados pela Alemanha e o resultado da final.
BERLIM - O polvo Paul, que ganhou fama durante a Copa do Mundo da África do Sul por acertar os resultados dos jogos da Alemanha, morreu nesta terça-feira, 26, em seu aquário em Oberhausen.
O famoso cefalópode acertou ao longo do torneio o vencedor de todos os sete jogos disputados pela Alemanha e também o resultado da final entre Espanha e Holanda.
Conhecido como "oráculo animal", Paul era atraído com mexilhões colocados em dois recipientes iguais, cada um com a bandeira dos países que iriam se enfrentar. Logo em seguida, o polvo escolhia um dos dois recipientes para comer os mexilhões, e a seleção "escolhida" por Paul saía vencedora do confronto.
--------(*) Título de filme. Apocalypse now redux. (F.Coppola)
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MERCADO DE AÇÕES/PETROBRÁS [In:] ''AINDA QUEIMA UMA ESPERANÇA..." *
Com capitalização da Petrobrás, governo central tem superávit recorde
Em setembro, superávit primário somou R$ 26,056 bilhões
26 de outubro de 2010 | 9h 42
Fabio Graner, da Agência Estado
BRASÍLIA -
As contas do governo central (Tesouro Nacional, INSS, Banco Central) apresentaram em setembro o maior superávit primário da história.: R$ 26,056 bilhões, graças aos recursos que entraram nos cofres do governo, com a capitalização da Petrobrás.
O Tesouro Nacional apresentou no mês um superávit de R$ 35,234 bilhões e o Banco Central um saldo positivo de R$ 12,6 milhões. Já a Previdência Social apresentou um déficit primário de R$ 9,191 bilhões.
Não fossem os recursos extraordinários originados pela capitalização da Petrobrás, o Governo Central teria registrado em setembro um déficit primário de R$ 5,8 bilhões. Esse seria o pior resultado primário em um ano.
Mas esse número foi obtido graças aos R$ 31,9 bilhões de receita extra originada da engenharia financeira montada pelo governo na capitalização da Petrobrás, operação que foi antecipada pela Agência Estado no dia 9 de setembro. Ao se subtrair a arrecadação extraordinária obtida com a manobra contábil do resultado efetivo do mês, chega-se aos R$ 5,8 bilhões.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, saiu em defesa da operação de capitalização da Petrobrás. "É uma receita de concessão como outra qualquer. Como sempre foi", defendeu Augustin.
Segundo ele, a operação da Petrobras "causou alegria" ao governo. O secretário evitou, no entanto, fazer comentários sobre o fato de que, sem as receitas da Petrobrás, as contas do governo central em setembro teriam apresentado um déficit primário. "Não fazemos a conta dessa forma, retirando uma das receitas. Teríamos que refazer toda a série", justificou Augustin.
No acumulado do ano, as contas do governo central até setembro somam um superávit de R$ 55,706 bilhões, o equivalente a 2,14% do Produto Interno Bruto (PIB). O Tesouro acumula no ano um superávit de R$ 95,878 bilhões e a Previdência, um déficit de R$ 39,767 bilhões e o Banco Central um saldo negativo de R$ 403,5 milhões.
Em 2009, as contas do governo central acumulavam até setembro um superávit de R$ 15,618 bilhões, 0,68% do PIB. O superávit de janeiro a setembro é R$ 40,1 bilhões superior ao apurado no mesmo período do ano passado.
Receita
As receitas do governo central, de janeiro a setembro, apresentaram um crescimento de 31,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, as receitas totais do governo somam, de janeiro a setembro R$ 676,677 bilhões.
Mas as despesas totais do governo acumulam em crescimento de 27,2%. O crescimento é muito superior ao verificado no ano passado, quando as despesas cresciam 16,7%. As despesas totais do governo central, de janeiro a setembro somam R$ 521,360 bilhões.
Investimento
Os investimentos totais do governo central cresceram 56,6% no acumulado de janeiro a setembro, em relação a igual período do ano passado, totalizando R$ 32,2 bilhões. Nos nove primeiros meses de 2009, os investimentos tinham somado R$ 20,6 bilhões.
Os investimentos que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 14,249 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, com alta de 50% ante os R$ 9,492 bilhões do mesmo período de 2009.
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ELEIÇÕES 2010 [In:] ... O QUINHÃO (e/ou "A César o que é de César...")
Exceção à regra
26 de outubro de 2010 | 0h 00
De um lado da mesa, Paulo Egydio Martins, governador de São Paulo quando Vladimir Herzog foi morto há 35 anos (completados ontem), nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. Do outro, Fernando Henrique Cardoso, na época ainda um anteprojeto de político profissional, ativista da luta contra a ditadura e 19 anos depois eleito presidente da República.
Testemunhar essa conversa é uma lição de história passada, presente e futura - sim, fazem previsões -, mas não deixa de dar uma estranha sensação de desperdício.
Afinal, o que fazem esses dois experientes políticos a uma semana da eleição em pleno sábado à tarde jogando calmamente conversa fora (em termos) diante um sorvete com figos e meia dúzia de ouvintes?
Cumprindo o papel que o partido ao qual ambos são filiados, FH como presidente de honra, diga-se, reservou para eles na campanha presidencial de José Serra pelo PSDB: nenhum.
O ex-presidente da República soube da passeata que o partido faria no Rio no dia seguinte, pelos jornais. O ex-governador desde que se filiou jamais foi chamado para dar um palpite sequer.
De FH todos conhecem a biografia e a experiência por oito anos na chefia da Nação, período em que comandou o processo que acabou com a inflação, extinguiu um dos maiores valhacoutos do fisiologismo do País localizado no setor estatal de telecomunicações e pôs o Brasil na rota do mundo.
Sobre o papel de Paulo Egydio naqueles tempos ruinosos da ditadura a nova geração não tem notícia e a velha raramente lhe faz justiça. Por desconhecimento ou má-fé, visto que pertencia à Arena e foi governador nomeado pelo general Ernesto Geisel.
Em resumo, muito resumido: Paulo Egydio era considerado pela linha dura do regime militar como um "traidor da revolução" porque se aliava aos moderados que queriam o quanto antes - na verdade, desde Castelo Branco, antes de Costa e Silva e Emílio Médici - devolver o poder aos civis.
Paulo Egydio presenciou a demissão do general Ednardo D"Ávila Mello, então comandante do II Exército depois da morte do operário Manuel Fiel Filho, assassinado nas masmorras da ditadura três meses depois de Herzog.
A linha dura achava Paulo Egydio um liberal e queria enfraquecê-lo para, assim, atingir Geisel e o projeto de redemocratização "lenta e gradual".
FH aos 79 anos e Egydio aos 82 são quadros qualificados da política, reúnem experiências complementares, até por terem militado em lado opostos, escrevem, rodam mundo, analisam, cotejam, indignam-se, têm na ética uma companheira de todas as horas, sabem o que houve, percebem o que há e anteveem no futuro próximo o que haverá no mundo.
Mas aqui neste Brasil de política e políticos tão desqualificados o que vale é a gritaria de um presidente transgressor e a palavra de dois ou três marqueteiros e seus truques repetitivos e, pela ausência de originalidade e de elaboração mental, embrutecem os espíritos e "emburrecem" as mentes.
Paulo Egydio e FH acham a campanha eleitoral um horror, a oposição feita pelo PSDB um fracasso. Consideram inexorável o avanço do Brasil, mas veem muita crise política pela frente e a necessidade urgente de o partido se aprumar se não quiser acabar.
No caso de perder e até se ganhar.
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Páginas viradas. O senador José Sarney diz que não é candidato a presidente do Senado, seus amigos espalham que, na verdade, é para que todos pensem que realmente é candidato quando, de fato, não é.
Não porque não queira, mas porque não tem a menor condição política de ser.
Diga-se o mesmo de Renan Calheiros, cuja pretensão de voltar ao posto do qual foi corrido por ausência de decoro já é objeto de movimentação de senadores eleitos. Governistas, oposicionistas e pemedebistas.
CASA CIVIL/ERENICE [In:] A VERDADEIRA BOLSA-FAMÍLIA (LV)
Em depoimento, Erenice contraria versão da Casa Civil e admite encontro com consultor
A ex-ministra Casa Civil Erenice Guerra recuou e admitiu nesta segunda-feira que se encontrou nas dependências da Presidência da República com empresários da companhia de energia solar EDRB, que procuraram o filho dela para viabilizar contratos com o governo.
A Folha teve acesso ao depoimento prestado na manhã desta segunda-feira à Polícia. Em mais de cem perguntas, Erenice sustentou a tese que não sabia que o filho Israel tinha a empresa Capital Consultoria, que cobrava "taxa de sucesso" para conseguir contratos com o governo federal.
Entenda as acusações envolvendo Erenice Guerra
Entenda o caso dos vazamentos de dados sigilosos na Receita
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| Alan Marques/Folhapress |
| Erenice Guerra admitiu que se encontrou nas dependências da Presidência com empresários da companhia EDRB |
Um dos casos investigados pela PF é a negociação com a EDRB, que tem como consultor Rubnei Quícoli. Ele afirma que, após a reunião com Erenice, Israel e o sócio, Vinícius de Oliveira Castro, passaram a cobrar dinheiro para viabilizar o financiamento do BNDES.
Quando era ministra, Erenice negou que se encontrou com Quícoli. À PF, admitiu a reunião.
"Através de levantamentos pelo assessor Vladimir [Muskathirovic] soube que a reunião foi em 10/11/2009. Que a mesma foi presidida por Vladmir. Que foi informada por Vladmir, a declarante participou da reunião por alguns minutos, salvo engano entre 20 e 30 minutos", disse Erenice.
A versão dada à PF contraria o que a Casa Civil, quando Erenice era ministra, afirmou em setembro. Disse que apenas o assessor participou da reunião. Essa versão é sustentada pelo governo até hoje.
O depoimento prestado à PF desmente que a própria Erenice já disse sobre o caso. Em entrevista à revista "Istoé", ela disse que não se encontrou com Quícoli. "Nunca recebi. Ele foi recebido na Casa Civil pelo meu assessor", afirmou.
Braço direito da presidenciável petista Dilma Rousseff, Erenice era secretária-executiva da candidata quando recebeu no Planalto empresários que negociavam contrato com a empresa de lobby dos filhos dela e de assessores da Casa Civil. Após a Folha publicar a informação, ela pediu demissão.
DEFESA
"Houve um encontro oficial, marcado pela assessoria dela. Foi uma reunião de uma hora e quinze minutos, na qual ela participou por 30 minutos. Foi uma conversa rigorosamente técnica", disse o advogado de Erenice, Mário de Oliveira Filho.
A defesa afirmou que, na reunião, Erenice deu "os encaminhamentos devidos" para a proposta de Quícoli. Segundo o consultor, depois do encontro com Erenice, a proposta da EDRB foi encaminhada para a estatal responsável por energia solar no Nordeste.
Nesse mesmo período, Quícoli afirmou que a empresa de Israel passou a cobrar para viabilizar o financiamento do BNDES. A defesa de Erenice não comentou sobre as conversas de consultores com pessoas ligadas a Israel Guerra. Diz apenas que não tinha o consentimento da ex-ministra.
"Ela nunca autorizou ninguém, nem filho, a falar em nome dela para gerenciar qualquer negócio", afirmou o advogado.
Segundo a defesa, ela respondeu a todos os questionamentos na condição de testemunha. Os advogados de Erenice afirmam ainda que a ex-ministra nunca atuou para beneficiar qualquer parente no governo.
De acordo com os advogados, os amigos de Israel Guerra que trabalhavam no governo foram contratados por questões técnicas.
Erenice foi intimada pela polícia para explicar a atuação de Israel como lobista dentro do governo e a suspeita de tráfico de influência. A seis dias da eleição, a ex-ministra tentou duas vezes adiar o depoimento.
Braço direito da presidenciável petista Dilma Rousseff, Erenice era secretária-executiva da candidata quando recebeu no Planalto empresários que negociavam contrato com a empresa de lobby dos filhos dela e de assessores da Casa Civil. Após a Folha publicar a informação, ela pediu demissão.
O caso Erenice foi um dos motivos que levou a eleição para o segundo turno, segundo pesquisa Datafolha.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
+ Notícias sobre eleições
POLÍCIA FEDERAL/DOSSIÊS [In:] DESINTELIGÊNCIA
25/10/2010 - 18h05
PF indicia jornalista no caso da violação de sigilo de pessoas ligadas a Serra
O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao "grupo de inteligência" na fase da pré-campanha de Dilma Rousseff, foi indiciado nesta segunda-feira por quatro crimes no caso que investiga a violação do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e familiares do candidato José Serra (PSDB).
A Polícia Federal, que investiga quem ordenou e pagou pela quebra ilegal dos sigilos, indiciou Amaury após o quarto depoimento prestado por ele. Para a PF, o jornalista cometeu violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documento falso e deu ou oferecer vantagem a testemunha.
Em depoimento, Erenice contraria versão da Casa Civil e admite encontro com consultor
Erenice responde a mais de cem perguntas em quatro horas de depoimento à PF
Erenice e jornalista chegam para depor à PF
Leia os depoimentos anteriores do jornalista
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Em depoimento com cerca de seis horas de duração, Amaury confirmou o conteúdo das informações prestadas à Polícia Federal anteriormente --como o fato de ter encomendado informações fiscais de pessoas ligadas a Serra. Amaury, entretanto, ficou calado na maioria das novas perguntas.
SIGILO
Os alvos do jornalista tiveram seus dados violados em duas agências da Receita Federal em São Paulo.
O despachante Dirceu Rodrigues Garcia declarou à polícia que o jornalista o contratou para obter informações fiscais sigilosas de familiares e aliados de Serra. Essas informações foram parar num dossiê que circulou na pré-campanha petista.
Garcia afirma ter recebido R$ 12 mil em dinheiro de Ribeiro Jr. em outubro de 2009. No mês passado, alega ter recebido mais R$ 5.000.
No depoimento anterior que concedeu à PF, o jornalista não esclareceu se recebeu ou não orientação para investigar tucanos.
Ele apenas afirmou que iniciou a apuração porque soube que uma equipe liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra o ex-governador Aécio Neves.
Nessa época, Aécio e Serra disputavam a indicação do partido para concorrer à Presidência da República.
VAZAMENTO
No depoimento anterior, Ribeiro Jr. também atribuiu a uma ala do PT o vazamento do dados que coletou. Segundo ele, um setor do partido disputava o controle de contratos da área de comunicação.
O PT nega que a ordem para encomendar a quebra de sigilo tenha sido dada pela campanha, assim como refuta ter operado qualquer dossiê para atacar o adversário.
Embora o jornalista tenha negado que trabalhou para a campanha petista, ele participou de ao menos uma reunião da "equipe de inteligência" em 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília.
MESMA AGÊNCIA
Ele é amigo de Luiz Lanzetta, dono de uma empresa contratada na ocasião para administrar contratos de comunicação para a campanha de Dilma Rousseff.
A Lanza Comunicação tem conta na mesma agência bancária, em Brasília, onde foram feitos os depósitos no mês passado em nome do despachante Dirceu Garcia.
Agora, a PF quer identificar a origem do dinheiro pago ao despachante.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
+ Notícias sobre eleições
ELEIÇÕES 2010/VIOLÊNCIA URBANA [In:] ... SE EXPLIQUE !!!
25/10/2010 - 20h45
Médico que atendeu José Serra pede explicações a Lula no Supremo
DO RIO - FOLHA
O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na última quarta-feira após o candidato à Presidência ser hostilizado por manifestantes do PT em Campo Grande (zona oeste do Rio), entrou na noite de hoje no STF com um pedido de explicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido, encaminhado por fax pelo advogado de Kligerman, o ex-deputado e candidato derrotado ao Senado pelo PPS Marcelo Cerqueira, tem como base o artigo 144 do Código Penal.
Médico que atendeu José Serra recebe apoio e promete acionar Lula
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Nele, incluído no capítulo dos crimes contra a honra, se estabelece que "se de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa".
Oncologista especializado em cabeça e pescoço, Kligerman foi acusado por Lula de ter participado de uma fraude. Serra, amigo do médico há 40 anos, disse ter sido atingido na cabeça por um objeto pesado, como uma bobina de papel, e Kligerman recomendou que ele passasse por uma tomografia.
"Vou tomar todas as providências possíveis, pois fui ofendido no meu ato médico", disse ele à tarde, durante ato de desagravo promovido por amigos em um restaurante da zona sul do Rio.
Com 46 anos de profissão, Kligerman afirmou que José Serra foi tratado como paciente e que seu único partido é um estilo de samba, o partido alto.
Para o candidato à vice, Indio da Costa (DEM), Lula usa o cargo para distorcer a verdade.
"O doutor Jacob tem décadas de profissão e é um médico muito respeitado. Ele não merece isso. Eu que levei o Serra no hospital e ele estava tonto. Foi uma agressividade do PT. A diferença entre Jacob e o Lula é que o doutor não usa o cargo dele para distorcer a verdade."
Marcelo Cerqueira explicou como será o processo.
"Como duas redes de televisão mostraram versões diferentes do ocorrido, queremos saber se o presidente foi induzido ao erro. Então vamos interpelá-lo no STF para que ele diga qual a versão ele acha que é a correta. Se ele se retratar, acabou o assunto."
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
26 de outubro de 2010
O Globo
Ex-ministra diz que recebeu empresário a pedido do filho, acusado de tráfico de influência
Ao depor ontem na Polícia Federal, a ex-ministra Erenice Guerra, braço-direito da candidata Dilma Rousseff (PT) no governo, entrou em contradição com a versão oficial e admitiu que se reuniu com dois lobistas. Ela disse ter recebido na Casa Civil Rubnei Quícoli, da EDRB, empresa interessada num financiamento do BNDES. E confirmou tais encontros, um na casa dela, com Fabio Bacarat, da MTA - que tentava renovar contratos com os Correios.
Erenice alegou que recebeu Bacarat a pedido do filho Israel e que não desconfiou das intenções do lobista. A PF apura tráfico de influência. (Págs. 1 e 3)
Foto legenda: A ex-ministra Erenice Guerra, com seus advogados, deixa o prédio da PF após depor no inquérito que apura tráfico de influência na Casa Civil. (Pág. 1)
Sigilo: Amaury é indiciado pela PF
Suspeito de encomendar dados fiscais sigilosos de tucanos, o jornalista Amaury Ribeiro Junior foi indiciado por corrupção ativa, violação de sigilo, uso de documentação falsa e suborno. (Págs. 1 e 4)
Lula promete, a partir de 2011, mais casas do que fez até hoje
Merval Pereira
Lula uniu inesperadamente a oposição ao radicalizar o embate eleitoral. (Págs. 1 e 4)
Panorama Político
Esta é a eleição com o maior número de debates: até 6ª, terão sido dez. (Págs. 1 e 2)
Natal terá peru mais caro que bacalhau
Pai é preso acusado de torturar filha
MPB na sala de aula
Cunhada de Tony Blair se converte ao Islã
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Folha de S. Paulo
Manchete: Ao depor, Erenice admite reunião que sempre negouEx-ministra muda versão e diz que recebeu empresários que negociavam com o filho dela
A ex-ministra Erenice Guerra mudou a versão que sustentava até agora e confirmou a Polícia Federal que recebeu na Casa Civil empresários que negociavam contrato com a firma de lobby de seu filho Israel.
Na época, a ministra era Dilma Rousseff, e Erenice, seu braço direito. Em notas oficiais, a assessoria da Casa Civil negou por duas vezes a participação de Erenice na reunião com a empresa EDRB, de Campinas (SP).
A ex-ministra confirmou ainda ter se encontrado no início do ano com empresário da MTA Linhas Aéreas, interessada em contrato de transporte com os Correios e que havia contratado a empresa de Israel. (Págs. 1 e Eleições 2010)
Foto legenda: Erenic Guerra e Amaury Ribeira Jr. na PF em Brasília; ambos depuseram ontem. (Pág. 1)
Jornalista e indiciado no caso EJ (Págs. 1 e Eleições, 3)
O jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo - disponível na Folha.com - e no 2º Cartório de Notas nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente. O valor da concorrência ultrapassa os R$ 4 bilhões.
O Metrô disse que vai investigar o caso, Os consórcios negaram irregularidades. A licitação foi aberta quando José Serra (PSDB) era governador do Estado e concluída por seu sucessor, Alberto Goldman. (Págs. 1 e Eleições, 7)
Em debate, Dilma cita Paulo Preto e Serra usa Dirceu
Déficit externo é o maior desde o fim da gestão FHC (Págs. 1 e B1)
Quadrilha faz 25 reféns em prédio de Higienópolis (Págs. 1 e C1)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Erenice muda versão e diz à PF que encontrou consultorA ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra mudou a versão que vinha sustentando e confessou à Polícia Federal que se reuniu com o consultor Rubnei Quícoli, da EDRB, que negociava um contrato com o BNDES e teria sido pressionado; na ocasião, a pagar comissão a filhos e assessores de Erenice. Há um mês, Erenice, que foi braço direito da candidata presidencial Dilma Rousseff (PT), havia dito que a reunião com Quícoli, em novembro de 2009, fora feita pelo assessor Vinícius Castro. Agora, ela admitiu ter participado - mas só do início. Disse que foram tratados de "aspectos técnicos do projeto" e alegou desconhecer qualquer negociação com o BNDES intermediada por sua pasta. Quícoli, porém, disse que o contrato, para um projeto de energia solar no Nordeste, era orçado em R$ 9 bilhões, e a EDRB pagaria ao lobby dos filhos de Erenice cinco parcelas de R$ 40 mil e taxa de sucesso de 5%. (Págs. 1 e Nacional A4)
Foto legenda: Na polícia. A ex-ministra Erenice Guerra, após prestar depoimento. (Pág. 1)
Jornalista é indiciado por quatro crimes
OAB repudia fiscalização da mídia pelos Estados
Ricardo Pedreira,
Diretor Executivo da ANJ
“É preocupante imaginar que possa haver instâncias controladas pelo Poder Executivo capazes de avaliar o que é conveniente para ser veiculado pelos meios de comunicação" (Pág. 1)
Foto legenda: O incrível leito seco do Rio Negro
União Europeia acusa Brasil de protecionismo
Anac estuda flexibilizar peso de bagagem em voo (Págs. 1 e Cidades C1)
Dora Kramer: Exceção à regra
Rubens Barbosa: Uma nova política externa
Notas & Informações
Os ministros comprometeram-se a evitar - ou a reduzir - a manipulação cambial. (Págs. 1 e A3)
Valor Econômico
Manchete: 'Estarrecido'com baixarias, TSE quer mudar campanhas"O que estamos vendo não é mais horário eleitoral, é um tiroteio eleitoral", disse o ministro Aldyr Passarinho Junior. Ele cogitou até mudanças para eleições futuras, como tornar responsáveis os marqueteiros nos casos de propagandas destinadas apenas a ofender adversários. (Págs. 1 e A5)
UE ataca ações protecionistas brasileiras
A UE sinaliza que reagirá contra as medidas que afetariam principalmente suas exportações automotivas, de têxteis e vestuário, agrícolas e de serviços e atingiriam 1,7% do comércio. A Argentina é a campeã das medidas mais restritivas, com 62 barreiras, seguida pela Rússia. 0 Brasil teria imposto 12 medidas, de outubro de 2008 até o mês passado. (Págs. 1 e A3)
Venda da Plena à State Grid depende do BNDES
Segundo o Valor apurou, os chineses acreditavam que assumiriam sem maiores dificuldades a titularidade dos empréstimos. Mas o BNDES abriu um processo de análise de crédito da empresa, até então desconhecida do banco. Quando há transferência de controle em uma aquisição, os empréstimos do banco são todos reavaliados. Cada caso é revisado e para aprovar a operação o banco faz algumas mudanças no contrato de financiamento, como a exigência de substituição de garantias e de fianças bancárias. (Págs. 1 e B11)
Foto legenda: Proteção lucrativa
Múltis já tem 40% dos genéricos
O segmento de genéricos movimenta 20% dos volumes totais de medicamentos no Brasil c 17% em valor, ou US$ 3,253 bilhões dos US$ 19,612 bilhões vendidos nos últimos 12 meses até setembro, de acordo com a consultoria IMS Health. Nos EUA, os volumes de genéricos chegam a 70% do total e na Alemanha, a 65%. "Nos países desenvolvidos, a participação dos genéricos cresce a taxas menores. No Brasil há muito espaço para avançar”, disse Nilton Paletta, presidente da IMS.
O último negócio importante foi a aquisição de 40% do laboratório Teuto pela Pfizer, dos EUA. Maior laboratório nacional, a EMS, de Hortolândia (SP), tenta avançar no mercado com o lançamento das versões genéricas e similares do Viagra e do Lipitor. (Págs. 1 e B1)
Argentina tem feriado para fazer censo
Mas a desconfiança da população e dos analistas, que suspeitam de maquiagem nas estatísticas sobre inflação, levou a criação de um movimento de boicote ao censo. (Págs. 1 e Al6)
Fundos perdem com o atraso de aceitação de papeis do FCVS pelo Tesouro Nacional (Págs. 1 e C1)
Trabalho degradante ainda é uma marca no setor rural, diz Campos (Págs. 1 e B14)
Equipamentos para banda larga
Agências correm a África
'Bis in idem' cambial
Petrobras ganha força na Copergás
Esra mira o mercado externo
'Lei do Silêncio' na berlinda
Taxa de administração abusiva
Ideias
A pesquisa econômica tem feito avanços importantes no estudo da "periferia" da macroeconomia, mas não no “core". (Págs. 1 e A2)
Ideias
Lula exigiu a radicalização política da campanha de Dilma, mas foi decisão da candidata assumir ela mesma o ataque. (Págs. 1 e A11)
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