A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, março 20, 2007
HAPPY-HOUR II: "NADA SEI DESSA VIDA, VIVO SEM SABER..." (*)





TESOURO NACIONAL: CAPTAÇÃO DE "RECUR-S.O.S. EXTERNO$"
BRASÍLIA - O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira a terceira captação de recursos no mercado externo deste ano. Segundo fontes de mercado, a oferta é de R$ 750 milhões. Em comunicado, o Tesouro Nacional informou apenas ter concedido mandato para a reabertura do bônus em reais com vencimento em 2028. Na primeira vez em que o governo emitiu esse papel, no dia 7 de fevereiro, a captação foi de R$ 1,5 bilhão, com rendimento anual de 10,68%. À ocasião, o risco Brasil - que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país -, medido pelo JP Morgan, estava em torno de 180 pontos básicos. Na manhã desta terça, o risco era de 186 pontos básicos sobre os títulos da dívida norte-americana, considerados sem risco. A nova captação tem o objetivo de aproveitar o momento favorável para o Brasil, depois das turbulências que marcaram o cenário externo nas últimas semanas. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, o Brasil durante as turbulências foi do grupo de países emergentes o menos afetado pela volatilidade, consolidando um quadro favorável de aumento do interesse dos investidores. Com a emissão, de acordo com as fontes, o Tesouro quer aumentar o volume desse papel na mão dos investidores para consolidar os papéis com prazo de 20 anos. Com maior volume no mercado, o Tesouro garante maior liquidez (facilidade de negociação) ao papel que é negociado com preços melhores. Caso o volume de R$ 750 milhões se confirme, o total deste papel negociado no mercado sobe para R$ 2,250 bilhões. O Tesouro Nacional considera um volume adequado cerca de US$ 1,5 bilhão. (Adriana Fernandes com Reuters, O Estadão).
CPI DO APAGÃO AÉREO: "NÃO DECOLA"
ESTADO BRASILEIRO: "DE MUITO GORDA A PORCA JÁ NÃO ANDA" (3a. parte)
SUINOCULTURA PARANAENSE: COM O "PORQUINHO" MAGRO!
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PMDB apresenta nova lista de ministros, mas Lula adia escolha. [Os peemedebistas apresentaram a Lula uma nova lista com sete nomes do partido cotados para assumir a pasta]. Gabriela Guerreiro, dada Folha Online, em Brasília.
PROFESSORES: PISO SALARIAL NACIONAL PARA O "ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO"
O governo deverá encaminhar ao Congresso Nacional, até o final deste mês, projeto de lei que prevê piso salarial nacional para os professores dos ensinos fundamental e médio, de acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele participou da edição desta segunda-feira (19) do programa Café com o Presidente, o programa semanal de rádio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Haddad, a criação de um piso salarial ajudará a melhorar a formação dos educadores. "Nós temos hoje 50% dos nossos professores ganhando menos de R$ 800 por mês, por uma jornada de 40 horas", afirmou no programa. As informações são da Agência Brasil. Sobre a valorização dos docentes, o presidente Lula disse que já havia debatido com o ministro esse assunto, que classificou como preocupação. "Nós temos que ajudar os professores brasileiros a se reciclarem. Com o piso dos professores, a gente, certamente, vai melhorar o nível e a vontade deles de participar". A fixação de um piso salarial para o magistério é uma das propostas do Plano de Desenvolvimento da Educação, elaborado pelo governo federal com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino básico. Na semana passada, o plano foi apresentado a diversos educadores do país e, segundo o presidente, foi bem recebido. (Bondenews, Folha Londrina).
ESTADO BRASILEIRO: "DE MUITO GORDA A PORCA JÁ NÃO ANDA...". (2a. parte)
Entre os 26 estados e o Distrito Federal, a maior remuneração pertence ao governador do Paraná, Roberto Requião (Paraná), que recebe R$ 24,5 mil. No entanto, governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), vem recebendo, desde 2006, R$ 28 mil, embora seu salário real seja de R$ 22,1 mil. A assessoria de imprensa do governador do Tocantins informou ao G1 que ele vem recebendo, além dos R$ 22,1 mil, 24 parcelas de R$ 5.911,14, que serão quitadas em janeiro de 2008. Essas parcelas, segundo a assessoria, correspondem à diferença salarial não recebida de janeiro a dezembro de 2005. No estado, o salário do governador é equiparado ao dos desembargadores do Tribunal de Justiça, que é de R$ 22.111,25. Outros quatro governadores ganham acima de R$ 20 mil. No Amapá, Waldez Góes (PDT) recebe R$ 22 mil, enquanto seus colegas Binho Marques (PT), do Acre, André Puccinelli (PMDB), do Mato Grosso do Sul, e Marcelo Déda (PT), de Sergipe, têm vencimentos de R$ 22,1 mil. Estados mais ricos do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro pagam subsídios bem mais modestos a seus governadores. O paulista José Serra (PSDB) ganha R$ 14,8 mil, contra R$ 10,5 mil de Aécio Neves (PSDB) e R$ 12,76 mil de Sérgio Cabral (PMDB).
No ano passado, ao comentar o reajuste que os parlamentares aplicaram aos próprios vencimentos – o aumento depois foi cancelado –, o presidente Lula tinha defendido a fixação de um teto único para o setor público no país como forma de acabar com aumentos isolados. "Acho que temos que implantar uma lei estabelecendo um teto neste país, mas não posso dar palpite", disse Lula, que também descartou "pedir" reajuste salarial, apesar de receber menos que os parlamentares. "Eu não aumento o meu salário", afirmou o presidente. Para ganhar aumento, Lula precisa da aprovação do Congresso. Embora tenha subsídio inferior ao dos parlamentares (R$ 8,9 mil contra R$ 12,8 mil), o presidente possui um cartão de crédito corporativo sem limite de gastos, benefício de que não dispõem os governadores e parlamentares. Em entrevista ao G1, o advogado Luís Roberto Barroso, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em direito constitucional, destacou que o "problema não é quanto ganha o governador, mas o fato de seu salário ser o teto da remuneração estadual". "Como a remuneração do governador funciona como o teto do Poder Executivo, é preciso ter critérios na fixação da remuneração do governador, sob pena de se asfixiar o serviço público com salários que não correspondem à realidade", afirmou Barroso. Barroso defende um teto entre os poderes. "A melhor solução é você equiparar os tetos, de modo que desembargador, deputado estadual e governador tenham a mesma faixa de remuneração. A equiparação impede tanto abusos como demagogias", disse. Em relação às disparidades entre os vencimentos dos governadores -- variação de 250%, considerando o Rio Grande do Sul (governador com menor salário) e o Paraná (maior), o advogado Fábio Kujawski, especializado em direito constitucional, afirmou ao G1 que a Constituição permite essas diferenças salariais. "A disparidade entre os subsídios pagos a governadores não serve de parâmetro para se aferir, por exemplo, a inconstitucionalidade do ato normativo de um estado que tenha atribuído ao seu governador vencimento superior àquele pago em outro estado", disse Kujawski.
Segundo reportagem publicada pela revista Época, pelo menos 19 estados (Acre e Pará não informaram) pagam pensão vitalícia a ex-governadores. Juntos, as 19 unidades da federação desembolsam R$ 3 milhões por mês em benefícios a ex-governadores ou suas viúvas. De acordo com a Época, 13 estados mantêm atualmente a pensão vitalícia a ex-governadores, enquanto seis estados acabaram com esse benefício, mas continuam pagando a pensão a quem já recebia. Apenas São Paulo, Amapá, Tocantins e o Distrito Federal nunca pagaram o benefício. Entre os governadores que deixaram cargo em 1º de janeiro, Zeca do PT (MS), Germano Rigotto (RS) e João Alves (SE) passaram a ganhar pensão vitalícia. No Mato Grosso do Sul, o valor da aposentadoria é de R$ 22,1 mil, contra R$ 13,6 mil no Rio Grande do Sul e R$ 22,1 mil no Sergipe. (André Luís Nery do G1, em São Paulo).
REFORMA MINISTERIAL: "GAROTO ESPERTO!"
segunda-feira, março 19, 2007
NESTLÉ: [N]OVO "GAROTO" NO NINHO ("NEST")
O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, anulou nesta sexta-feira [16] a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) que havia reprovado a compra a compra da fabricante de chocolates Garoto pela multinacional Nestlé. Ao tomar a decisão, Catta Preta Neto aceitou, entre outros argumentos, a alegação da Nestlé de que o Cade deveria ter julgado a aquisição no prazo de 60 dias "sob pena de aprovação automática". No entanto, o julgamento pelo órgão encarregado da defesa econômica ocorreu 411 dias após a chegada do processo ao Cade. Como a decisão é de um magistrado de 1ª Instância, o Cade pode recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que está sediado em Brasília. "A questão atinente ao prazo para a decisão administrativa é, indubitavelmente, a mais relevante", afirmou o juiz na sentença. "A única conclusão compatível com o princípio da eficiência é o de que a regra seja o cumprimento do prazo, sua suspensão é a exceção. E o excepcional deve ser justificado, motivado", disse o magistrado. Segundo ele, isso não ocorreu no caso. "Expediram-se ofícios solicitando as mais diversas e variadas informações, algumas prescindíveis, outras não; foram determinadas inúmeras diligências que levaram um procedimento destinado a durar 60 dias aos 411 dias", observou Catta Preta Neto. A Garoto foi comprada em 2002 por cerca de R$ 600 milhões. O Cade determinou a desconstituição do ato, a Nestlé recorreu, mas a decisão foi mantida. Diante desse quadro, a multinacional recorreu ao Poder Judiciário. (Ag. Estado).
PETROQUÍMICA: "PARCERIA" ENTRE PETROBRÁS, BRASKEM & ULTRA

SIDERURGIA: GRUPO VOTORANTIN NO EXTERIOR
A brasileira Votorantin assumiu nesta sexta-feira [16] o controle da colombiana Acerías Paz del Río, ao adquirir 52% das ações da empresa por 490,7 milhões de dólares, no maior negócio já realizado este ano na Colômbia. O controle da Acerías Paz del Río, localizada no central departamento de Boyacá, foi objeto de um leilão do qual também participaram as brasileiras Gerdau e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e a européia Arcerol-Mittal. A Votorantin pagou o preço de 131,42 pesos por cada ação, contra o valor básico fixado de 52 pesos. Acerías Paz del Río é uma empresa dedicada à prospecção, exploração e transformação do minério de ferro, e à produção de aço e derivados. A principal unidade industrial da Acerías Paz del Río está localizada em Belencito (Boyacá), nos municípios de Nobsa e Corrales. (AFP).
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
REFORMA MINISTERIAL: "DEU PROAGRO NA AGRICULTURA..."
ESTADO BRASILEIRO: "... DE MUITO GORDA A PORCA JÁ NÃO ANDA" (*)
As despesas correntes do governo central no Brasil se multiplicaram por três em 20 anos, passando de 10,3% do Produto Interno Bruto em 1986 para 30,2% no ano passado. Esse dado consta de um novo estudo do economista Alexandre Marinis, da Mosaico Economia Política, mostrando que o Brasil tem um dos maiores Estados entre os emergentes e esse é um dos principais fatores do crescimento medíocre do País ao longo das últimas décadas. “A verdadeira causa do crescimento econômico baixo no Brasil é o tamanho exagerado do Estado”, diz o economista. Marinis obteve dados do tamanho do Estado de 27 países emergentes em 2002 e o Brasil aparece como o sexto maior - o primeiro e o segundo, Israel e Arábia Saudita, evidentemente encabeçam a lista por causa das despesas militares. O tamanho do Estado no Brasil é 56% maior que o da China e o do Chile. O estudo também mostra que, para 215 países analisados no período de 1971 a 2005, há uma clara relação entre Estado grande e baixo crescimento econômico. (Ag.Estado).
domingo, março 18, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma. “Sou a mais desprezível das criaturas”, pensa. “Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra”. Um dia, entretanto, a natureza pede que faça um casulo. A lagarta se assusta, pois jamais fizera um casulo antes. Pensa que está construindo seu túmulo e prepara-se para morrer. Embora indignada com a vida que levou até então reclama novamente com Deus. “Quando finalmente me acostumei, o Senhor me tira o pouco que tenho”.
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim. Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta. Pode passear pelos céus e ser admirada pelos homens.
Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.
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Paulo Coelho. [Paulo Coelho é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. (...)]. (Fonte: G1.noticias.globo).
sábado, março 17, 2007
EDITORIAL: REFORMA MINISTERIAL & EMPREGO INDUSTRIAL
Esta semana findou sem que soubéssemos efetivamente qual é [ou será] a equipe que comporá o “primeiro escalão” no segundo governo do presidente Lula. De acordo com o próprio presidente, em vários pronunciamentos a respeito da troca de alguns ministros ou da Reforma Ministerial, as respostas têm sido: “não há pressa...”, “quem decide sou eu” ou “em time que está ganhando não se mexe”. Em relação ao compasso de espera na composição da equipe, isto não resta qualquer dúvida, porém, quanto a quem “contrata a equipe” é que paira certa dúvida, para usar uma expressão futebolística tão a gosto do presidente. Se nos permitimos, ainda citar o futebol, a maioria dos “players” foi contratada por “olheiros”, ou de acordo com o jargão político “pela base do governo” [base de sustentação do governo formada por 11 partidos políticos]. Também não seria exagero afirmar que o “cartola” que mais atuou nessa formação foi o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Todavia, não conseguindo evitar que a indicação do deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB/PR) para o Ministério da Agricultura fosse arduamente questionada pela “bancada ruralista”, através do deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO) que a ele se referiu como uma “vaquinha de presépio” ou ainda que, para os demais “ruralistas” ele é “muito apagado” e “não tem relacionamento com a bancada nem com as entidades de classe”. Pesa ainda em seus ombros, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre “crime de falsidade ideológica” e de “improbidade administrativa”. Outras indicações (poucas) foram feitas por líderes de partidos com assentos na Câmara dos Deputados, no Senado ou em governos estaduais, a exemplo de Jaques Wagner/PT (governador da Bahia) na indicação do deputado Geddel para o Ministério da Integração Nacional e de Sérgio Cabral/PMDB (governador do Rio de Janeiro) em relação ao médico-sanitarista Temporão (Saúde); até aí “compreensíveis” (!). Ainda em relação a “reforma” ministerial, outro “imbroglio” que foi transferido para a próxima semana (!) refere-se ao nome do sucessor do ministro Furlan para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Como se sabe, o pedido de exoneração do ministro envolve discordâncias, senão contrariedades, quanto aos “marcos regulatórios” que (ainda) estão contidos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo Furlan, algumas “travas públicas”. Um nome para o Ministério do Desenvolvimento Agrário também está em discussão. Seria ingênuo não [querermos] pensar que nesse processo de reforma ministerial, lautos recursos financeiros estariam sendo considerados e com eles o “poder” conferido ao ministério e por extensão ao ministro. Como exemplo, tomemos o Ministério da Saúde (PMDB) com um orçamento da ordem de R$ 49,7 bilhões, o da Integração Nacional (PMDB) com R$ 8,1 bilhões, ou mesmo da Agricultura (PMDB ?) orçado em R$ 6,4 bilhões. Melhor ainda, quanto ao poder conferido ao partido político, via ministério ou pasta com “status” de ministério. Nesse caso, observemos os cargos ocupados por Tarso Genro/PT (Justiça), José Toffoli/PT (Advocacia Geral da União) e Marta Suplicy/PT (Turismo), não obstante, aos prós e contras em seu processo de indicação.
Por tudo isto é que ficou quase despercebido ou foram pouco evidenciados os resultados da pesquisa de emprego industrial, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado ontem (16), quanto ao desempenho de alguns setores industriais (ainda que modesto: 0,3%) verificado no mês de janeiro/2007 em comparação a dezembro/2006. Após três meses em contínua retração, o “emprego industrial” deu sinais de recuperação, em relação ao número de pessoas ocupadas setorialmente, porém, configurando ainda um quadro de estagnação da ocupação da mão-de-obra. Nestes termos, os segmentos mantêm as características do ano passado: poucos segmentos apresentaram grande dinamismo nas contratações. Destaque aos setores de alimentos e bebidas (6,9%), coque, refino de petróleo e produção de álcool (14,1%) e produtos de metal (3,4%), em contraste, os setores do vestuário (-5,9%), fumo (-7,5%), calçados e artigos de couro (-9,4%), que apresentaram menor produção e conseqüente menor contratação de trabalhadores. Em termos regionais o desempenho positivo (+) nas contratações (emprego) foi verificado nos estados de São Paulo (1,7%), Espírito Santo (5,2%), Pernambuco (4,2%) e Ceará (1,3%) e “negativo” nos estados do Rio Grande do Sul (-5,0%), Minas Gerais (-0,5%) e Paraná (-0,4%).
Resta-nos perguntar: em que “escalão” estaria enquadrado o IBGE ou qual o “grau de importância” dos resultados de seus estudos, como termômetro de desempenho de governo(s)?














