PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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terça-feira, julho 29, 2008

RODADA DOHA: ''PODER DE MERCADO'' OU PROTECIONISMO?

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Rodada Doha depende de um compromisso entre Índia e EUA

[da France Presse].

Os ministros de 35 países tentavam nesta terça-feira aproximar Estados Unidos e Índia para evitar que o tema da proteção dos mercados agrícolas de países em desenvolvimento provoque o naufrágio definitivo das negociações multilaterais de livre comércio.
Vários ministros destacaram ao chegar à reunião na sede da OMC (Organização Mundial de Comércio) em Genebra os riscos de que o dia de hoje --o nono consecutivo de negociações-- acabe sem uma solução de compromisso.
"Vejo as coisas por um fio. Se não for resolvido [a questão das salvaguardas pedidas pela Índia] isso acaba", disse à agência de notícias France Presse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Amorim pediu a todas as partes que "assumam riscos, políticos inclusive", para salvar a Rodada Doha, "porque se isso acabar agora, francamente não vejo como se possa retomar dentro de dois ou três meses, seria uma total ilusão".
O comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, também destacou a necessidade de "um compromisso entre as duas partes, ou seja, Estados Unidos e Índia e outros países em desenvolvimento".
"Se não mostrarem a vontade de compromisso, temo que o acordo caia, a perspectiva é espantosa", disse Mandelson.
O ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, não pareceu particularmente pressionado ao chegar à sede da OMC. "Esta noite tive ótimos sonhos. Estou otimista", comentou. "Os Estados Unidos tentam favorecer seus interesses comerciais, eu tento proteger a vida e a segurança dos agricultores [indianos]."
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segunda-feira, julho 28, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''EU GRAMPEIO, TU ALGEMA, ELE PRENDE, NÓS DEFENDEMOS, VÓS INDIGNAIS, ELES SOLTAM''

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

''GOOGLE'' vs. ''CUIL": ''EBONY AND IVORY" [em branco ou preto]

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Ex-funcionária lança site de buscas para concorrer com o Google

O último produto para buscas na internet criado pela programadora Anna Patterson era tão impressionante que acabou incorporado pelo sistema do líder do mercado, o Google, que comprou a tecnologia e contratou Anna como funcionária. Agora, Anna acredita que criou um sistema ainda melhor - só que desta vez, a tecnologia não está à venda. Em vez disso, ela decidiu criar sua própria companhia e entrar na briga pelo mercado de buscas, enfrentando o próprio Google. Na empreitada, conta com a ajuda do marido, Tom Costello, e outros dois ex-engenheiros do Google, Russell Power e Louis Monier. O novo buscador foi batizado de Cuil - pronuncia-se "cool", gíria em inglês para "legal". Com investimentos de US$ 33 milhões, o site entrou em operação nesta segunda-feira (28). Ao entrar, o primeiro "susto" para o usuário é o fundo da tela, todo preto, em oposição ao branco do Google. Por enquanto, o Cuil busca conteúdo em 120 bilhões de páginas, a maioria em inglês. Conteúdos em outras línguas ainda não foram totalmente indexados e, mesmo quando encontrados, são jogados para as últimas páginas de resultado pelo buscador. De acordo com Anna, o número de páginas indexadas pelo Cuil já é três vezes maior do que o conteúdo analisado pelo Google. Na sexta-feira, o Google anunciou que analisa, em suas buscas, um trilhão de páginas, mas nem todas entram no índice. O número total de sites indexados pelo Google, portanto, continua em segredo. Anna afirma que seu site pode superar o Google também em outras características, como a forma de exibir o conteúdo encontrado nas buscas. Em vez de uma seqüência vertical de links, a página de resultados mostra alguns resumos dos sites encontrados pela busca.
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G1, SP. 2807.
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[N.B.: o título deste novo buscador é muito sugestivo à gozações, a começar pela logomarca...].

LULA & GRAMPOS: ''MAKING OFF''

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Lula determina que Tarso e Múcio negociem projeto que amplia controle sobre grampos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira que os ministros Tarso Genro (Justiça) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) intensifiquem as negociações no Congresso para aprovar o projeto de lei que trata dos grampos telefônicos. Pelo texto, haverá um controle maior sobre as escutas telefônicas em todo país.
A orientação de Lula ocorreu após Tarso e Múcio criticarem publicamente os grampos telefônicos. Na semana passada, Múcio afirmou que seu celular era como se fosse uma "radio comunitária", enquanto Tarso reclamou que ninguém mais tem segurança de falar ao telefone.
Lula determinou que os dois ministros procurem os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para que incluam o projeto entre as prioridades das Casas no segundo semestre.
O assunto foi tratado durante a reunião da coordenação política do governo, conduzida por Lula durante a manhã de hoje. Participaram da reunião o vice-presidente da República José Alencar, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Tarso Genro, Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social) e Guido Mantega (Fazenda).
Em abril, o governo encaminhou o projeto de lei sobre interceptação telefônica. Na ocasião, interlocutores do governo informaram que a idéia da proposta é atualizar a legislação atual, que é de 1996 e estaria ultrapassada.
Pelo texto, a execução das operações técnicas de interceptação será feita pela empresa de telecomunicação sob a supervisão da autoridade policial e fiscalização do Ministério Público.
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RENATA GIRALDI; da Folha Online, em Brasília - 2807.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

28 de julho de 2008

O Globo
TSE discutirá proposta de força-tarefa eleitoral no Rio
O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, discutirá hoje com o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Raul Jungmann, e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a proposta de criação de uma força-tarefa para garantir a segurança nas eleições do Rio. A proposta de Jungmann prevê a atuação da PF e, se necessário, do Exército, para coibir a influência do tráfico e das milícias, identificando candidatos ligados ao crime. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a PF está à disposição, mas é necessário um pedido formal. (págs. 1 e 3 a 8)
Brasil perde 160 bi com a corrupção
O país perde anualmente cerca de R$ 160 bilhões – ou 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – com corrupção e fraudes no governo e em empresas, segundo levantamento da consultoria KPMG. São os crimes de colarinho branco que, na maior parte das vezes, envolvem lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), só este ano deverão ser registradas 300 mil operações com indícios de irregularidade, um salto de 112% em relação a 2007. (págs. 1 e 18)
Caos aéreo na Argentina afeta turistas
Com a crise nas Aerolíneas Argentinas, os aeroportos de Buenos Aires viveram um fim de semana de caos aéreo, que afetou milhares de argentinos e cerca de mil turistas brasileiros. Os atrasos passaram de 24h. O cantor Zeca Pagodinho disse que “nunca mais volta lá”. (págs. 1 e 22)
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Folha de S. Paulo
SP bate recorde e multa 1 motorista a cada 6 segundos
O total de multas de trânsito aplicadas em junho foi recorde na cidade de São Paulo: 418 mil, ou uma a cada 6,2 segundos, informam Alencar Izidoro e Ricardo Sangiovanni. O número é 20% superior ao do mesmo mês de 2007 a 3,5% acima da maior marca até então.O aumento ocorreu antes do veto a caminhões dentro do centro expandido, que ocorreu em 30 de junho e já resultou em 18 mil multas. A partir de hoje, com a volta às aulas, a restrição será ampliada, e o rodízio de caminhões vai vigorar também nas vias limítrofes. A CET atribui o aumento das multas à maior fiscalização. Em agosto, haverá mais 265 agentes de tráfego nas ruas. O total de radares também subirá. Estima-se que a receita com multas salte de R$ 392 milhões em 2007 para R$ 557 milhões em 2008 – mais 42%. (págs. 1 e C1)PT vai à Justiça Eleitoral contra KassabCampanha de Marta Suplicy quer investigação do uso da máquina pelo prefeito, que enviou e-mails pedindo “ação” de subprefeitos em possíveis locais de entrevista do Datafolha. Ele nega ter tentado influir nos resultados. (págs. 1 e A4)
Deputado foi ao TCU com ação bancada por Dantas
Daniel Dantas, ex-controlador da Brasil Telecom por meio do banco Opportunity, contratou um escritório de advocacia por R$ 1,75 milhão para assessor o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) em uma representação apresentada ao TCU (Tribunal de Contas da União). Com a ação do deputado, Dantas queria evitar acordo pelo qual fundos de pensão comprariam ações do Citigroup na BrT. Fraga se disse “muito amigo” de ex-cunhado de Dantas e admitiu que “emprestou” seu nome. Segundo o Opportunity, a BrT contratou o escritório. (págs. 1 e A4)Juiz defende uso de grampos e prisão preventivaPara Sérgio Moro, juiz federal do caso Banestado, sem grampo e quebra de sigilos, só são pegos os coadjuvantes de crimes complexos, nunca os chefes. Ele defende a redução de instâncias e diz que, muitas vezes, a prisão temporária é a única punição do investigado. (págs. 1 e A14)
Discórdia entre emergentes trava acordo de comércio global
Novas exigências feitas por Índia e China travaram as negociações para um acordo global de comércio na Rodada Doha, em Genebra. Os ajustes pedidos pelos emergentes no pacote proposto pela OMC são rejeitados por países desenvolvidos – o Brasil também é contrário às alterações.A Índia acha que o limite à importação não protege pequenos agricultores, e a China não quer cortar tarifas de arroz, trigo e açúcar. (págs. 1 e B1)
Crise aérea na Argentina prejudica 500 brasileiros
Problemas na recém-reestatizada Aerolíneas Argentinas geraram caos aéreo no país que fez milhares de turistas, incluindo ao menos 500 brasileiros, enfrentarem cancelamentos e atrasos de até 24 horas. Houve longas filas e protestos nos aeroportos. Um grupo de cariocas cuja partida de Bariloche seria às 11h de sábado chegou ao Rio ontem às 16h.Segundo a Aerolíneas, falta de aviões e overbooking causaram as falhas. (págs. 1 e C4)
Comissão julgará indenização para cabo Anselmo
A Comissão de Anistia julgará o caso do Cabo Anselmo, que pede uma indenização por suposta perseguição durante a ditadura militar, informa Mônica Bergamo.Expulso das Forças Armadas por liderar a Revolta dos Marinheiros, um dos estopins do golpe, Anselmo foi preso e colaborou com a repressão, delatando antigos companheiros. (págs. 1 e E2)
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O Estado de S. Paulo
China e Índia emperram acordo na OMC
O governo da China está impedindo um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC). É a primeira vez que o país, segundo maior exportador do mundo, foi convidado às reuniões que tomam as decisões na cúpula. Pequim se recusa a reduzir barreiras para importação de açúcar, arroz e algodão, e a abrir seu mercado para produtos têxteis. Aproveitando-se da crise, a Índia reuniu quase cem países para defender novas barreiras agrícolas. Com a repentina intransigência chinesa, os EUA anunciaram que não cortarão seus subsídios no setor do algodão, como propunha inicialmente a OMC. O representante dos EUA fez um apelo para que os emergentes não deixem as negociações de sete anos irem ao chão. Nos bastidores, o Brasil tenta reverter a crise defendendo a proposta americana. Um novo acordo deve ser proposto à OMC hoje. (págs. 1 e B1 a B5)
‘Dados eram irrelevantes’
Assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia admite que informações sobre as Farc foram repassadas ao Planalto pelo governo colombiano, “mas eram irrelevantes”. O repasse dos dados, que teria sido meses atrás, foi revelado pelo ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, ao Estado. Garcia descarta deslocamento das Farc para a Amazônia, como alertou o governo americano, e diz que o presidente colombiano Álvaro Uribe prepara acordo com a guerrilha. (págs. 1 e A11)
Candidatos reagem aos ‘currais’ em favelas do Rio
Candidatos à Prefeitura do Rio reagiram em bloco às dificuldades de acesso a favelas impostas por traficantes e integrantes de milícias armadas. A reação veio depois que jornalistas foram ameaçados, no sábado, em caminhada de Marcelo Crivella (PRB) na Vila Cruzeiro. Jandira Feghali (PC do B) reclamou que não vai ao morro só para pedir votos. E Eduardo Paes (PMDB) afirmou: “Não vou me submeter aos bandidos”. (págs. 1 e A9)
Rodízio deve tirar 25 mil caminhões por dia
A Prefeitura de São Paulo dá início hoje ao sistema de rodízio para grandes caminhões nas vias que contornam o centro expandido da capital. A estimativa oficial é de que, a cada dia, 25 mil desses veículos deixem de circular nas Marginais nos horários de pico. O rodízio, porém, é visto apenas como saída de emergência. Uma mudança estrutural ainda é tida como necessária. (págs. 1 e C6)
Satiagraha – Dossiê denuncia pressão na PF
Protógenes diz que superiores interferiram na investigação. (págs. 1 e A6)
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Jornal do Brasil
Tráfico agora bloqueia TRE
Não só os candidatos têm encontrado dificuldades nas áreas dominadas pelo tráfico ou milícias. O chefe da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, Luiz Márcio Victor Pereira, afirma que orientou seus agentes a não irem às comunidades. A ordem é só fiscalizar essas áreas com o acompanhamento de policiais, o que tem sido difícil. Até agora, só houve duas incursões em favelas (Rocinha e Carobinha), onde grassam, por exemplo, galhardetes proibidos no resto da cidade. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 e A3)
PAC liberará R$ 25 milhões para o mar
Devido à alta internacional dos preços das commodities, o governo planeja aplicar cerca de R$ 25 milhões na procura de cobalto, manganês e níquel no fundo do mar. (pág. 1 e Economia, pág. A18)Supremo enfrenta temas polêmicosO Supremo Tribunal Federal retoma os trabalhos, dia 6, com uma pauta repleta de questões polêmicas. Começa pela questão da inelegibilidade de candidatos que sejam réus em processos judiciais e vai até a demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. (pág. 1 e País, pág. A11)
Aberta inscrição para trabalho
Começam hoje as inscrições para o concurso público federal de trabalho temporário nos projetos do PAC. Serão mais de mil vagas para atividades técnicas especializadas, com salários de R$ 1.700 a R$ 8.300 para profissionais de nível médio e superior. (pág. 1 e Economia, pág. A19)
Caos em aeroportos argentinos provoca retenção de brasileiros
Dias depois de ratificada sua reestatização, a companhia Aerolíneas Argentinas enfrenta desafios estruturais que culminaram ontem no maior caos aéreo do ano. No fim de semana, pelo menos seis vôos com destino a aeroportos brasileiros foram cancelados. Ontem, entre 400 e mil passageiros com destino ao Brasil tiveram suas viagens atrasadas. (pág. 1 e Internacional, pág. A21)
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Correio Braziliense
Brasília livre das vans
Em mais um round na guerra de liminares, Justiça cassa decisão que autorizou as vans a circularem no sábado e nega recurso do Ministério Público do Trabalho. Motorista que desobedecer terá o veículo lacrado e pagará multa de R$ 5 mil por pirataria. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 15)
Candidatos selam a paz em Abadiânia
Médico e advogado que concorrem à prefeitura de Abadiânia (GO) cortaram a palavra “guerra” da campanha e definiram regras de civilidade. Camisetas, muros pichados e ruas sujas, nem pensar. (págs. 1 e 6)
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Valor Econômico
Crédito à exportação fica mais caro, restrito e curto
A crise que trouxe perdas bilionárias às instituições financeiras dos Estados Unidos e Europa reduziu a disponibilidade de crédito à exportação ao Brasil, tornou as linhas mais caras e encurtou prazos de vencimento. Bancos estrangeiros deixaram de operar nesse segmento do mercado, pois passaram a pagar prêmios maiores em suas captações do que os retornos oferecidos pelas empresas brasileiras nesse tipo de crédito, de menores risco e margem de ganho. O Banco do Brasil, o líder do mercado, notou falta de linhas de prazo superior a 90 dias. Com a oferta menor, o total de câmbio financiado no primeiro semestre teve redução de 70% e atingiu US$ 5,6 bilhões, ante US$ 18,96 bilhões no mesmo período de 2007, de acordo com os dados do Banco Central. No BB, o volume de linhas de prazo de vencimento de até um ano - Adiantamento de Contrato de Câmbio (pré-embarque) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (pós-embarque) - caiu 50% no período. No crédito de prazo superior a um ano, há apenas operações pontuais, conta Nilo Panazzolo, diretor de Comércio Exterior do BB. "Os bancos têm dado prioridade ao financiamento às fusões e aquisições em detrimento do crédito à exportação", diz o diretor executivo-financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional, Otávio Lazcano. Além de garantir prêmio de risco maior nos empréstimos às fusões e aquisições, os bancos ainda ganham rentáveis comissões com assessoria. Segundo Lazcano, não há como fugir de um aperto no crédito diante da "grande destruição de valor" decorrente da crise de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos. Segundo ele, a CSN encontra linhas de crédito à exportação bilaterais de prazo de vencimento de três a cinco anos, de valores entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, mas tem de pagar Libor mais 125 pontos básicos, enquanto há um ano pagaria 90 pontos básicos. Desde março, as empresas tiveram de enfrentar a concorrência dos próprios bancos, conta Carlos Catraio, presidente do BPN Brasil. Segundo ele, as instituições financeiras tiveram de vender ativos por causa das perdas nos Estados Unidos e Europa. Escolheram os de maior qualidade, que têm comprador, como o crédito à exportação ao Brasil. Como precisam de dinheiro, os bancos pagam prêmios mais atrativos do que as empresas pelo mesmo crédito. (págs. 1 e C1)
Com Doha, país exportaria US$ 5 bi a mais
As negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio, vão gerar um aumento de US$ 7,36 bilhões nas importações agrícolas dos EUA e União Européia, caso sejam seladas conforme a discussão em curso em Genebra, segundo cálculos do Icone feitos para o Valor. A estimativa considera carne bovina e de frango e etanol. O ganho para o Brasil seria de US$ 4,9 bilhões. Ontem, a China endureceu sua posição em Genebra, agora contrária a acordos setoriais na área industrial, apesar de ser apontada como o maior ganhador em caso de liberalização para manufaturados. Com os aliados tomando outros rumos, o Brasil insistiu na preservação do pacote agrícola e industrial do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. (págs. 1 e A4)
ADM estréia em álcool no Brasil
O grupo americano de etanol e grãos Archer Daniels Midland (ADM), que faturou US$ 44 bilhões em 2007, vai anunciar no dia 20 de agosto sua estréia na produção de álcool no Brasil. O Valor apurou que a companhia será sócia de uma usina de álcool em Jataí (GO) e terá uma participação em outra unidade no mesmo Estado. O anúncio será feito pela CEO da companhia, Patricia Woertz, que chega ao país no dia 19 e volta para os EUA três dias depois. A empresa será sócia do grupo Cabrera, comandado pelo ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera. Cabrera tem dois empreendimentos sucroalcooleiros em Goiás. Uma das usinas está sendo erguida em Jataí, no sudoeste goiano, e a outra unidade - que ainda não saiu do papel - deverá ser construída em Itarumã. Os investimentos em cada usina estão estimados em R$ 400 milhões pelo mercado. (págs. 1 e B12)
Zoneamento impede cana na Amazônia
A Amazônia receberá uma "blindagem técnica" contra a cana-de-açúcar. A região amazônica e algumas áreas de transição entre o cerrado e a floresta não combinam com as condições de solo e de chuva indicadas pelo consórcio composto por pesquisadores de Embrapa, IBGE, Unicamp, Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para realizar o zoneamento da cultura. O estudo do consórcio será apresentado amanhã ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Não será por falta de terras que a cana chegará à Amazônia. Há de 30 milhões a 40 milhões de hectares, hoje majoritariamente ocupados por pastagens no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, identificados como disponíveis e recomendadas para seu plantio. (págs. 1 e B12)
Investimento das empresas ainda resiste às turbulências
Um ano de crise externa e meses de inflação e juros em alta corroendo a renda interna não afetaram a disposição dos empresários para investir no Brasil. Levantamento do Bradesco mostra que 484 companhias anunciaram novos investimentos entre janeiro e junho, totalizando R$ 385,7 bilhões, valor 82% superior ao do mesmo período do ano passado. As inversões efetivamente realizadas também cresceram com força, como apontam as estimativas para a evolução da formação bruta de capital fixo (indicador que mede o que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) no segundo trimestre. A MB Associados projeta expansão de 12,1% em relação a igual intervalo de 2007. Com o boom do mercado residencial e um avanço maior dos investimentos em infra-estrutura, a indústria da construção tende a garantir uma expansão forte também nos próximos anos. Segundo o BNDES, as inversões na construção residencial devem atingir R$ 535 bilhões entre 2008 e 2011, o que embute um crescimento de 10,8% ao ano em relação ao período de 2003 a 2006. (págs. 1 e A4)
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Gazeta Mercantil
Brasil pesquisa ouro, diamante e fosfato no mar
O Brasil pode investir até R$ 35 milhões nos próximos anos para pesquisar a geologia marinha. A maior parte dos recursos ainda precisa ser aprovada dentro do PAC, mas os R$ 4,5 milhões já liberados permitiram que a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), responsável pelos estudos, investisse em equipamentos e capacitação e iniciasse quatro grandes projetos, em áreas territoriais específicas. Está sendo avaliado o potencial mineral de áreas da plataforma continental brasileira desde o litoral do Maranhão até o Rio Grande do Sul, com ênfase em quatro grupos minerais: granulados (calcário, areia e carbonato de cálcio), ouro e minerais pesados, diamantes e fosforita. “As pesquisas minerais marinhas também são importantes do ponto de vista geopolítico”, disse Reinaldo Brito, chefe do departamento de recursos minerais da CPRM. “Assim nos credenciamos para ir além, nas áreas marítimas internacionais.” Países como Japão e Inglaterra não apenas produzem minerais em seus territórios marítimos como realizam pesquisa em áreas internacionais. (págs. 1 e C5)
Privatização das teles faz dez anos e pede novas regras
Universalizar o acesso telefônico a mais de 100 milhões de brasileiros foi o grande feito da privatização da Telebrás, que completa dez anos amanhã. Acompanhada da criação de um arcabouço de regras e obrigações, a venda das estatais de telefonia teve o mérito de atrair capitais estrangeiros e promover verdadeiro derrame de recursos. Do leilão realizado em 1998 até agora foram contabilizados R$ 133 bilhões em investimentos das empresas em infra-estrutura e serviços. A transformação pela qual passa o mundo sob influência da evolução tecnológica está, porém, a exigir a atualização das regras que ficaram cristalizadas por falta de atenção do governo e hoje não atendem às necessidades do mercado. A compra da Brasil Telecom pela Oi é um exemplo disso. (págs. 1 e C1)
Novo mercado de 4 bilhões de consumidores
As chances de crescimento para as corporações multinacionais estão-se expandindo de forma impressionante. Na Ásia, na América Latina, na África e no Leste Europeu há mais de 4 bilhões de novos consumidores em potencial, cuja renda crescente e as aspirações têm criado um mercado sem precedentes para toda sorte de produtos e serviços. Eles desejam adquirir a casa própria, comer alimentos nutritivos e ter um leque de opções de lazer. Querem pasta dental, celulares, motocicletas. Para atender a essas necessidades, muitos negócios serão fechados entre empresas para o fornecimento de produtos químicos, cimento, maquinário, eletricidade e muito mais. E se os executivos de uma empresa levarem realmente a sério a nova classe média que está surgindo em tantos países? Poderiam começar com os 20 países no mundo — entre eles o Brasil — que melhor serviriam como porta de entrada para as regiões vizinhas. (págs. 1 e A12) Governo perde apoio no Senado
O apoio ao governo federal na Câmara manteve-se estável em torno de 52%, apesar das eleições municipais e das críticas ao número de medidas provisórias. Já no Senado o impacto foi maior, derrubando a média de adesão de 54,3% para 50,8%. (págs. 1 e A9)
Crédito rural não foi liberado
Apesar de o governo ter elevado em 20% os recursos do crédito rural, até hoje os agricultores não tiveram acesso ao dinheiro. A chamada equalização entre os juros anunciados, de 6,75%, e a taxa Selic (13%) ainda aguarda autorização oficial. (págs. 1 e C9)
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DANTAS [In:] NUNCA ''DANTES'' NESTE PAÍS ...

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Dantas contratou advogado para ação de deputado no TCU


O banqueiro Daniel Dantas, que controlava a Brasil Telecom por meio do banco Opportunity, contratou por R$ 1,75 milhão um escritório de advocacia de Brasília para dar assessoria jurídica ao deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) numa representação ingressada pelo parlamentar no TCU (Tribunal de Contas da União). Na ação, o deputado queria que o TCU pressionasse o governo a impedir um acordo "put", pelo qual os fundos de pensão se comprometiam a comprar ações do Citigroup na Brasil Telecom. Protagonista da disputa pelo controle da companhia telefônica, Dantas queria inviabilizar o acordo.Localizado por telefone na última quarta-feira, nos EUA, onde estava a trabalho, o deputado, licenciado da Câmara, hoje secretário de Transportes do governo do Distrito Federal, descreveu o trabalho do escritório de advocacia: "Quem providenciou a ação, quem confeccionou a ação, foram eles". Sobre o pagamento, Fraga disse: "Um dos funcionários [da BrT] que tinha me avisado, que tinha pedido ajuda, tinha dito exatamente isso: "Não, a gente arruma um jeito de dar uma ajuda pra você". Porque eu não ia pagar honorários". O congressista reconheceu ser "muito amigo" do ex-cunhado de Daniel Dantas, Carlos Rodenburg, em nome de quem estão registradas empresas ligadas ao grupo Opportunity.
Cópias do contrato fechado entre BrT e o escritório brasiliense Menezes & Vieira integram a auditoria feita no final de 2005 na BrT pelos novos controladores da telefônica. O objeto do contrato, assinado por Carla Cico, pessoa de confiança de Dantas, previa o "ingresso de representação, junto ao TCU, visando obtenção de liminar para determinar à Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, bem como às patrocinadoras dos fundos de pensão, para que suspendam todas e quaisquer tratativas".Em 2005, a Folha noticiou que a representação de Fraga era uma "clonagem" de um texto do advogado Luis Octavio Motta Veiga, ex-presidente do Conselho de Administração da BrT. O contrato demonstra agora que o texto não foi só preparado pelo banco, mas o próprio pagamento de advogados foi providenciado pela telefônica controlada por Dantas. A cláusula segunda previa R$ 500 mil por "expediente e pró-labore" e mais R$ 1,25 milhão a título de "honorários de êxito". Seria pago "em caso de obtenção de liminar, confirmada em plenário, que atenda integralmente o objeto previsto na cláusula 1.1 acima", que previa a intervenção da Secretaria de Previdência Complementar para a suspensão do acordo até o julgamento final do caso. O contrato foi assinado no dia 8 de agosto de 2005. Uma semana depois, o ministro do TCU Benjamin Zymler concedeu a liminar. O mesmo ministro, contudo, reconsiderou sua decisão logo depois e encaminhou uma retificação, novamente acolhida pelo plenário. Em outubro, Zymler, após receber esclarecimentos das partes, votou pela suspensão da liminar. Em abril de 2006, ele decidiu, em voto, que a Secretaria de Previdência Complementar, como fiscalizadora dos fundos de pensão, acompanhasse e adotasse providências para garantir que o acordo "put" seguisse previsões legais, mas deixou de proibir a realização do acordo.
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RUBENS VALENTEDA REPORTAGEM LOCAL - Folha Online. 2807.

OMC/RODADA DOHA: OS EMERGENTES EMERGINDO...

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China endurece posição e vira nova ameaça a um acordo na OMC

O governo da China endureceu sua posição no setor industrial na Rodada Doha e a Índia conseguiu reunir quase cem países para defender novas barreiras agrícolas no pacote que se negocia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ontem, o acordo que começava a se desenhar nos últimos dias deu sinais de rachadura diante da demanda de alguns de que fosse reaberto. A situação é tão delicada que a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, pediu a palavra no fim de uma reunião para apelar: não deixem o trabalho de sete anos ser jogado fora. A diplomacia brasileira, que já acatou o acordo, trabalha nos bastidores para convencer os demais emergentes a aceitar o texto final. Tanto a China quanto a Índia são vistos como as novas potências econômicas no cenário internacional. Agora, passam a usar seu peso para tentar moldar um acordo com base em seus interesses. "Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado exitoso. Não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Lamentavelmente, alguns poucos mercados emergentes decidiram que queriam reequilibrá-lo a favor de outros assuntos", atacou Schwab. "O equilíbrio é tão delicado que se você estira de um lado, desequilibra de outro. Assim, vamos romper com o único pacto de êxito que tínhamos até agora." Parte da surpresa veio da China. Pela primeira vez, Pequim foi convidada pela OMC para fazer parte de um pequeno grupo de países que toma as decisões na entidade. Na condição de segundo maior exportador do mundo, deixar a China de fora das decisões parecia difícil. Mas, agora, os mandarins da política comercial chinesa avisam a que vieram e deixam claro que não vão sair do processo sem ganhos claros. Ontem, Pequim anunciou que não abrirá seu mercado para produtos agrícolas e têxteis, além de recusar a liberalização de seus setores industriais. "Não há garantias de que o pacote estabelecido sexta-feira sobreviva", afirmou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia. "Os temas continuam sem uma solução. Vamos tentar amanhã (hoje) ainda", disse Kamal Nath, ministro de Comércio da Índia. Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, avisou aos países, no fim do encontro, que hoje traria um novo pacote e pediu que os governos passassem a noite "refletindo" para evitar um fracasso. Para seus assessores, estaria cada vez mais difícil desistir do pacote, pois vários países começam a ver sinais reais de benefícios. "Nunca estivemos tão perto de um acordo. Mas falta solucionar alguns pontos", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phillip Goff. Um dos promotores abertos do acordo é o chanceler Celso Amorim, que já aceitou o pacote e sabe que terá benefícios. "Ao menos o barco continua navegando e não afundou", disse. Durante o encontro de ontem entre os ministros, um dos problemas foi a recusa da China em aceitar um texto que obriga os países a liberalizar totalmente dois setores industriais. "Temos grandes problemas com isso", afirmou Sun Zhenyu, embaixador da China na OMC. "Uma liberalização nesse modelo teria implicações enormes para nós", disse. Americanos e europeus apostam na abertura de setores como forma de vender a seus públicos as concessões no setor agrícola. Entre os alvos preferidos estão o de químicos, máquinas e veículos. A Índia e a Argentina saíram em defesa dos chineses. "Deve ficar claro que não haverá a obrigação de negociar a liberalização de setores inteiros", afirmou Nath. Amorim, mais uma vez, tentou mediar a situação. "O texto já diz que será uma negociação voluntária dos setores. A frase é taxativa. Mas outros países ainda estão preocupados."Outro movimento importante de ontem foi o estabelecimento de uma aliança de China e Índia com um grupo de cem países em desenvolvimento. O objetivo é a imposição de barreiras comerciais caso sofram um surto de importações de bens agrícolas depois de um eventual acordo na Rodada Doha.
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Jamil Chade, GENEBRA. Estadão. 2807.

domingo, julho 27, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

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"Sem qualquer presunção ou pretensão "escolástica", escolhemos esses dois textos, os quais ao nosso ver, se encaixam nos últimos acontecimentos políticos, econômicos e jurídicos e as suas retroalimentações com os poderes constituídos. Trata-se dos casos envolvendo ex-banqueiros e suas ramificações com o crime organizado em todos os níveis. E o que é pior: a impunidade via "atestados" ex-ante e ex-post.
Nesse sentido, estamos propondo a reflexão entre esses textos bíblicos e as nossas decisões para as escolhas de prefeito e vereadores, nas eleições municipais de 2008.
Escolhas essas que decidirão quem serão os "governantes" dígnos de um assento à mesa, onde dessa forma estaremos fazendo a separação do joio do trigo.


São Mateus, 13: 24-30

24.
Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.
25.
Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
26.
O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
27.
Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28.
Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?
29.
- Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
30.
Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar.
Recolhei depois o trigo no meu celeiro.
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São Mateus, 20: 20-28

20.
Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.
21.
Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.
22.
Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe.
23.
De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou.
24.
Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos.
25.
Jesus, porém, os chamou e lhes disse: Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade.
26.
Não seja assim entre vós.
Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.
27.
E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo.
28.
Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão.
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Fonte: Bíblia Sagrada.
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sábado, julho 26, 2008

EDITORIAL: DANIEL DANTAS [ESQUECERAM DE MIM - PARTE ...]

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“Esqueceram que Dantas era o acusado”
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A primeira reação da mídia foi a de se refugiar em seu papel noticiarista: a prisão do banqueiro Daniel Dantas, de sua irmã e de outros parceiros de negócios foi acompanhada pelas lentes dos fotógrafos e dos cinegrafistas, e pelas diligentes anotações dos repórteres. Aí, os acusados eram Dantas e outros integrantes ou parceiros de negócios do Grupo Opportunity.
Num segundo momento, os meios de comunicação embarcaram nos protestos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que acusou o delegado da PF, Protógenes Queiroz, de sensacionalista, jogou pedras sobre o Ministério Público e soltou todos os presos, exceto os envolvidos diretamente na tentativa de suborno de um delegado. Foi quando os acusados passaram a ser a Polícia Federal e o Ministério Público.
Em seguida, sob pressão da mídia, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e a direção da Polícia Federal forçaram o afastamento dos delegados responsáveis pelo inquérito. A partir daí, os dedos acusadores da mesma mídia apontaram para o governo, que teria abortado a ação saneadora do delegado Protógenes, antes aquele que cometeu abusos contra acusados.
Exceto no primeiro capítulo da novela Daniel Dantas, o foco da mídia não foi o dos negócios do banqueiro – ou empresário, ou sócio de empresas fantasmas, ou seja lá o que for – que estava sob investigação da polícia, mas os supostos crimes cometidos pela PF, ou uma ação política do governo para esvaziar o inquérito produzido por delegados da PF antes acusados de cometer ilegalidades.
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Vazou, publicou
É difícil cobrar um comportamento sempre coerente da mídia: no calor dos fatos, reportar e julgar ao mesmo tempo, sem ter todas as informações, embute um enorme risco de erro. Mas é inegável que as oscilações abruptas de julgamento – e de foco – têm evidentes efeitos colaterais.
A desautorização do inquérito da PF em determinado momento – desautorização pura e simples, sem ressalvas – serviu à defesa de Dantas. É certo que o inquérito cometeu erros crassos, misturou estações e interpretou de forma muito equivocada alguns grampos – e perdeu credibilidade ao misturar pessoas envolvidas nos negócios de Dantas com outras que simplesmente foram citadas e não tinham culpa nenhuma no cartório. Mas os meios de comunicação também não separaram as coisas.
Primeiro, publicaram tudo como se fosse tudo verdade e, quando se depararam com a dificuldade de comprovar o envolvimento de alguns dos citados, a tendência foi a de generalizar a acusação de "abuso", como se prender alguém que mandou corromper um delegado fosse algo impensável, pelo menos quando essa figura é um banqueiro. Quando resolveram rever sua opinião sobre a polícia – e isso ocorreu quando foi possível acusar o governo de pressão política sobre a instituição – a guinada foi radical: a PF não era mais leviana, mas moralizadora, e era essa PF moralizadora o objeto das pressões de um governo.
Nesses dois extremos, a mídia também foi o veículo da sensacionalização. Se a PF foi sensacional, foi porque o fato dado a conhecimento foi reverberado pela mídia sem qualquer filtro. Daí foi a própria mídia a acusar o sensacionalismo e pressionar por uma posição de governo contra o que considerou abusos. E foram os próprios meios de comunicação quem, à ação corretiva dos superiores do delegado, acusaram sensacionalmente o governo de ter pressionado a instituição a não apurar fatos relativos ao inquérito contra Dantas e grupo.
Nesse processo, o resultado mais palpável foi que em alguns dias Daniel Dantas e suas ações pouco republicanas saíram rapidamente de foco e deram lugar a um debate surrealista sobre o que é um abuso policial e sobre até onde vai a autonomia da PF diante de uma pressão do governo (dada como certa e definitiva) sobre a instituição para não apurar os fatos – que, ao mesmo tempo, segundo a mesma imprensa, fez um inquérito que beirou o abusivo.
É surrealista porque em nenhum momento a imprensa analisou o seu próprio papel no caso. E isso inclui o fato de que toda a informação que uma instituição vaza é publicada por algum veículo de comunicação. Se foi um abuso o vazamento de todo o inquérito, inclusive as partes relativas a pessoas que não são parte dos delitos cometidos pelo grupo de Dantas, de quem é o abuso? De quem vazou ou de quem publicou a informação vazada?
Produção de dossiês
Desde a promulgação da Constituição de 1988, o país vive ciclos em que uma ou outra instituição se impõe sobre as demais quando assume como exclusivamente seu o papel de repressão ao crime e de guardião da moralidade. O Ministério Público já esteve nessa situação, assim como os juízes de primeira instância. Agora é a vez da PF.
Todas as vezes que uma instituição se excedeu, no entanto, foi porque encontrou eco na mídia. Foram os veículos de comunicação que deram guarida aos sucessivos vazamentos de investigações do MP ou de processos que corriam na Justiça; como hoje dão abrigo aos vazamentos da PF. Não raro, um vazamento de informação acaba justificando um pedido judicial da mesma instituição que fez o vazamento; ou é usado como pressão política contra partidos e governos; ou é exibido como prova de eficiência, em movimentos de valorização corporativa. Portanto, a informação, pretensamente acrítica, não é neutra. Ela tem usos políticos e corporativos.
Não dá para debater os eventuais abusos de instituições sem reconhecer que o jornalismo teve um papel fundamental nos processos de hipertrofia dos poderes de uma ou outra, em determinados períodos. É um engano imaginar que a informação acrítica é neutra. Ela é apenas acrítica – e isso não significa sequer ser independente.
O próprio modus operandi de Dantas é prova disso. A farta produção de dossiês para destruir reputações de inimigos foi um fato. Se os jornais e revistas os publicaram, fizeram um favor a Dantas. Esse comportamento está longe de ser neutro. Se um inquérito policial atinge quem não deve atingir, e a imprensa não filtra essa informação, pode lançar o descrédito em todo o inquérito e contribuir para a impunidade dos que devem efetivamente ser punidos. Ou pode abalar as reputações de quem nada deve.
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[Por Maria Inês Nassif, em 24/7/2008. Reproduzido do Valor Econômico].
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sexta-feira, julho 25, 2008

XÔ! ESTRESSE [In] ''WHO IS WHO???"

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

REPORTAGEM ESPECIAL: REVISTA ''VEJA'' (parte final)

Especial
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8. Um novo tecido social
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Jaraguá do Sul/SC

Figurino de desenvolvimento
Descendentes de europeus usam parte do lucro de suas confecções para erguer uma cidade-modelo no Sul
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[Foto Lailson Santos. Giuliano Donini: empurra a Marisol para o mercado de luxo e, ao mesmo tempo, emprega ex-presidiário em suas fábricas].
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Jaraguá do Sul fica no nordeste de Santa Catarina, mas poderia estar na Europa. Na cidade, o índice de mortalidade infantil, 80% menor do que o brasileiro, é semelhante ao da Inglaterra. A taxa de analfabetismo beira zero, como na Suíça. A proporção de homicídios por habitante, um sexto da nacional, é parecida com a espanhola. As semelhanças não se restringem aos números. A influência européia é visível nos rostos brancos, nos cabelos loiros, na arquitetura, nas festas populares, nos pratos típicos e no motor de sua economia: a indústria têxtil. Imigrantes europeus, em especial os alemães, trouxeram os primeiros teares para Santa Catarina no fim do século XIX. No entorno de Jaraguá do Sul, pelo menos doze outras cidades dependem das tecelagens e confecções. A região é um exemplo acabado da capacidade do setor têxtil de melhorar o padrão de vida de uma comunidade, e nenhum caso é tão emblemático quanto o de Jaraguá do Sul.
Antes de ser um pólo têxtil, a cidade era um imenso arrozal. Jaraguá só se industrializou nos anos 60. Então, teares de fundo de quintal foram substituídos pelos maquinários de tecelagem e por confecções. A indústria nascente de Jaraguá se beneficiou do conhecimento técnico herdado dos europeus e da presença de uma ferrovia que liga a cidade ao porto de São Francisco do Sul e a importantes centros consumidores. Muitos agricultores migraram para a cidade a fim de trabalhar nas tecelagens. Para eles, as fábricas serviram como porta de entrada na classe média, processo semelhante ao que ocorreu em outros lugares do mundo nos quais a indústria têxtil prosperou. Os antigos arrozeiros passaram a ganhar mais, dispensaram seus filhos do trabalho e os mantiveram por mais tempo na escola. O equilíbrio econômico de Jaraguá foi abalado nos anos 90, quando o país abriu o mercado para os produtos estrangeiros. Para sobreviver, as tecelagens precisaram se modernizar. Desde 2000, as empresas locais se reorganizaram, cada uma a seu modo. Hoje, esse setor responde por 22% do PIB da cidade e ajuda a fazer de Jaraguá uma das cinqüenta cidades brasileiras com maior oferta de emprego. Um levantamento feito por VEJA mostra que, nesta década, o município foi o que melhor conseguiu combinar os desenvolvimentos econômico, populacional e social.
A Malwee sobressai entre as indústrias que melhor se reciclaram. A empresa foi fundada em 1906 como uma fábrica de laticínios. Carregava, então, o nome da família de alemães que a criou, Weege, que só descobriu sua vocação têxtil há quarenta anos. Mudou o nome para Malwee, contração de Malharias Weege. Depois que a concorrência chinesa nocauteou seu negócio, o grupo passou a investir no mercado interno e em produtos para as classes C e D. Hoje, a Malwee produz 36 milhões de peças ao ano e emprega 6 000 pessoas. O grupo passou a investir na qualificação de seus funcionários. Pagou, por exemplo, parte do curso de administração e do MBA da ex-bordadeira Deise Kotchella. Depois de formada, ela foi promovida ao setor de marketing. "Como esses cursos são caros, eu jamais teria condições de fazê-los sem a ajuda da Malwee", diz. A relação secular da empresa com Jaraguá produziu bons dividendos para a cidade. Há trinta anos, a companhia transformou uma área de 1,5 milhão de metros quadrados em parque, equipou-o com dezessete lagos artificiais, museu, churrasqueiras e quadras esportivas e abriu seu acesso ao público. Desde o ano passado, a Malwee passou a patrocinar um festival de música clássica e doou quatro harpas e um piano de cauda para um evento.
Enquanto a Malwee apostou nas classes emergentes, a Marisol, outra importante empresa têxtil local, resolveu focar a clientela mais rica. Nos anos 90, seu negócio produzia peças de baixo valor agregado. Desde 2000, passou a investir em design e em grifes renomadas. Para coordenar essa guinada, o grupo até trocou de comando. Filho de Vicente Donini, o fundador da empresa, o arquiteto Giuliano Donini, de 33 anos, assumiu o comando. Em 2005, a Marisol comprou a grife Pakalolo e, no ano seguinte, a Rosa Chá. No mesmo ano, inaugurou uma loja em Milão, vizinha à da Prada e à da Dolce&Gabbana. Melhor das pernas, a empresa passou a investir em um programa de reintegração social de ex-presidiários, fornecendo emprego a eles. Experiências assim já são uma tradição em Jaraguá. Há vinte anos suas escolas públicas mantêm um educador para cada grupo de oito crianças. O programa foi custeado, em parte, pelas empresas locais. No fim dos anos 90, as tecelagens instalaram uma UTI infantil e um banco de sangue no hospital municipal. Iniciativas como essas mostram o empenho do empresariado local em constituir um tecido social mais homogêneo e resistente.
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REPORTAGEM ESPECIAL: REVISTA VEJA"

Especial
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7. A (re)abertura dos portos
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Ipojuca/PE

De Pernambuco para o mundo
O Porto de Suape inaugura um novo ciclo de riqueza na economia nordestina.
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[Fotos Leo Caldas/Titular. À esquerda, operários com os macacões tão cobiçados em Ipojuca constroem o maior estaleiro do Hemisfério Sul. A obra alavancará o distrito industrial do terminal à direita, tido como o melhor porto público do país].
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Pernambuco iniciou um novo ciclo de enriquecimento – e ele está ancorado no Porto de Suape, a 40 quilômetros do Recife. Os investimentos previstos pelas empresas que pretendem operar na cidade de Ipojuca, à qual o porto pertence, somam 12 bilhões de dólares. A dinheirama transformou Suape no maior canteiro de obras do país. Quarenta mil operários trabalham na construção de novas fábricas, que, uma vez prontas, empregarão 15 000 pessoas. A demanda por mão-de-obra qualificada levou milhares de cortadores de cana, pescadores, biscateiros e comerciários de volta aos bancos escolares. Todos sonham em se misturar à multidão que espera os ônibus que ligam o centro de Ipojuca ao porto e ao distrito industrial. Vestir um macacão cinza, pardo e laranja como os desses operários é uma obsessão regional.
Inaugurado em 1984, Suape foi planejado para operar em associação com um complexo industrial, concepção idêntica à dos terminais de Marselha, na França, e de Kashima, no Japão. O potencial logístico, as vantagens fiscais e a mão-de-obra barata atraíram setenta empresas nos primeiros anos de funcionamento do porto. Para o fabricante de veludos Corduroy, o terceiro maior do mundo, foi fundamental instalar uma fábrica na área industrial de Suape. Mais perto da Europa e dos Estados Unidos, ela entrega uma encomenda à clientela em vinte dias, quarenta a menos que seus concorrentes asiáticos. Ainda assim, o potencial do terminal foi subaproveitado. Em 2005, o governo iniciou dois grandes projetos que lhe deram mais consistência econômica. Um deles é a refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, que dará auto-suficiência em diesel ao Brasil.
Também determinante para o sucesso de Suape foi sua escolha para sede do maior estaleiro do Hemisfério Sul, das empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. O Atlântico Sul já tem encomendas de doze petroleiros, que só serão concluídos em 2014. Para atender a sua demanda e à de outras fábricas, a CSN construirá no local uma siderúrgica de 6 bilhões de dólares. A industrialização está mudando as relações de trabalho e a sorte de uma população. O destino das vizinhas de Masilda de Souza, de 36 anos, foi o canavial. Ela só escapou dele porque seu pai tinha uma venda. Adulta, sobreviveu vendendo roupa de cama de porta em porta. Carregava diariamente um fardo de 15 quilos. "Sofria com o sol e dores nos braços, mas dizia: ainda vou trabalhar em Suape." Há sete meses, o Atlântico Sul a contratou porque ela obteve um dos primeiros lugares num concurso com 5 000 candidatos. Antes chamada de Masilda do Lençol, ela é, agora, "a mulher do estaleiro".
Casos como o de Masilda mostram que Suape está fazendo em Pernambuco uma revolução comparável à produzida pela cana-de-açúcar no século XVII. Até os anos 90, pensava-se que o futuro do porto estava atrelado apenas ao desenvolvimento industrial. Ele está se convertendo em escoadouro de soja. A ferrovia Transnordestina o conectará às regiões produtoras do grão no Nordeste. "Suape mudará a matriz econômica de Pernambuco", diz o economista Osmil Galindo, da Fundação Joaquim Nabuco. Os investimentos desembocam no porto de Ipojuca por causa de sua situação privilegiada. Seus 15 metros de calado e seu canal de 300 metros de largura comportam a maioria dos grandes cargueiros do mundo. Bem abrigados, os cais permitem a atracação sob quaisquer condições de tempo. Por causa dessas características, além da ampla área de retroporto e dos equipamentos modernos de que dispõe, Suape é considerado o melhor terminal público do país.
Nesta década, a arrecadação municipal subiu espetaculares 1 000%. A riqueza recente ainda não se traduziu em indicadores sociais, mas o número de crianças matriculadas nas escolas subiu de 13 500 para 25 000 desde 2000. Empregos e melhores condições de vida incentivaram a imigração. A população cresceu 17% desde 2000 e hoje é de 70 000 habitantes. Até o fim da década, aumentará mais 20%. Ainda assim sobram empregos. O comércio comemora. Há três anos, Cláudio Barbosa, dono do supermercado Gordinho, tinha oito funcionários e vendia 30 toneladas de alimentos por mês. Hoje, emprega noventa pessoas e suas vendas quintuplicaram. Há três meses, Barbosa passou a construir casas para os trabalhadores de macacão cinza, pardo e laranja de Suape em áreas que eram ocupadas por canaviais plantados há quatro séculos.
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MST/DANIEL DANTAS [In:] DITADO POPULAR: ''L.Q.R.L. TEM CEM ANOS DE PERDÃO''

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MST invade fazenda de Daniel Dantas no interior do Pará
[da Folha Online ].

Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram hoje a fazenda do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, no Pará. A fazenda Maria Bonita está localizada em Eldorado dos Carajás, no sul do Estado.
De acordo com o MST, cerca de 1.000 manifestantes participaram da invasão. Eles chegaram por volta das 5h desta sexta-feira ao local.
A ocupação é um protesto contra a compra da área pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, pertencente ao grupo Opportunity. O MST informa que a área não poderia ser vendida, pois se trata de terra pública.
"No dia 25 de julho, dia nacional do trabalhador rural, resolvemos ocupar uma das fazendas até então tidas como do grupo Santa Bárbara, por entendermos que as terras públicas são para a reforma agrária", afirma Ulisses Manaças, integrante da direção do MST no Pará.
Dantas --que chegou a ser preso pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, mas foi solto depois por liminar do STF (Supremo Tribunal Federal)-- é investigado por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.
Multa
Três lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração) foram condenadas pela Justiça Federal em Marabá (PA) a pagar, juntas, R$ 5,2 milhões por descumprirem uma ordem judicial e invadirem em abril a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, no sudeste do Pará.
Luís Salomé de França e Raimundo Benigno, do MTM, e Erival Carvalho, do MST, foram as únicas pessoas responsabilizadas pela invasão, que lembrou os 12 anos do massacre de Eldorado do Carajás, quando 19 sem-terra foram mortos por policiais militares.
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Com Agência Folha - 2507.
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HUGO CHÁVEZ & REI JUAN CARLOS I: CARAS & BOCAS

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Após 'Por que no te callas?', Chávez convida: 'Vamos a la playa?'
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MADRI - O rei Juan Carlos I da Espanha e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se cumprimentaram nesta sexta-feira, 25, com um aperto de mãos pela primeira vez desde que o rei mandou que o venezuelano se calasse, na cúpula Ibero-americana em Santiago do Chile.
Chávez foi ao Palácio Marivent, residência de verão dos reis da Espanha em Palma de Mallorca, pouco antes das 11h30 (6h30 de Brasília), uma hora depois do previsto, para se reunir com o monarca. A recepção durou quatro minutos, em um ambiente relaxado no qual o rei Juan Carlos agradeceu a Chávez por ir a Mallorca. O presidente venezuelano perguntou ao rei: "por que não vamos à praia?", após comentar o calor na ilha mediterrânea, que comparou ao Caribe.

Após a troca de saudações, os dois mantiveram uma reunião acompanhados pelos ministros de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do ministro da Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez Carreño.
O encontro simbolizou a normalização das relações entre os dois países. Em novembro do ano passado, o rei Juan Carlos gritou "por que não se cala?" para Chávez, quando o presidente venezuelano tentou interromper um discurso do premiê espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, na cúpula ibero-americana, no Chile. As relações entre os dois países melhoraram desde o ocorrido.
O destempero do rei foi manchete ao redor do mundo e deu origem a canções, piadas e até um toque de celular. Chávez ameaçou rever suas relações comerciais e diplomáticas com o país do qual a Venezuela é ex-colônia - a Espanha investe bastante na região. Após meses de tensão, nos quais a Venezuela ameaçou nacionalizar bancos de propriedade de investidores espanhóis e vigiar outras empresas espanholas que operam no país de perto, Chávez e Zapatero se encontraram na Cúpula América Latina-União Européia em Lima, e mostraram a intenção de melhorar as relações entre os dois países. Após a reunião com o rei, Chávez volta para a capital espanhola, Madri, onde se reunirá com Zapatero.
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http://www.estadao.com.br/internacional/not_int211747,0.htm

Foto: Efe. >

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KRUGMAN: ''WE ARE (ALL) KEYNESIANS''

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Krugman diz que hoje somos todos keynesianos

A recessão americana provocada pela crise do crédito imobiliário de alto risco será leve e irá durar dois anos. A previsão é do economista Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do jornal The New York Times, reproduzido pela Gazeta Mercantil. Para ele, o Brasil é um emergente diferente da China e Índia: não tem a moeda atrelada ao dólar, tem taxas de juros flutuantes e é grande exportador de commodities, o que o habilita a enfrentar o cenário atual com melhores condições. Na prática, é um país de sorte, pois está do lado das economias que estão ganhando com o cenário de crise internacional. Para Krugman, o banco central norte-americano e o Tesouro agiram corretamente ao socorrer instituições. "Hoje somos todos keynesianos", brinca ele, comentando que até os economistas mais conservadores apóiam a intervenção. "O Consenso de Washington foi seriamente afetado com esta crise", defende.
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B2(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Ana Cecilia Americano) - 2507-2008.
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Krugman defende ação do Banco Central no Brasil

Não, não vai ser a China. O papel de grande líder das nações emergentes caberá ao Brasil, na avaliação do economista americano Paul Krugman, 55, embora a economia brasileira esteja crescendo menos do que poderia, segundo ele. As deficiências do Brasil, porém, impedem um crescimento maior sem inflação agora. "Não se pode ter uma política que leve o crescimento a um ritmo superior ao seu potencial", disse.
Por isso o economista apóia a elevação dos juros pelo BC.

A seguir, trechos da entrevista que concedeu ontem à Folha, por telefone, do Rio. Ele esteve no Brasil por dois dias participando de seminários.

Folha - Qual é a sua análise da atuação dos bancos centrais dos emergentes, como o brasileiro, que acaba de elevar os juros?
Paul Krugman - Eu diria que faz sentido, mas não posso julgar se o tamanho e o ritmo do aumento de juros estão certos.
Nos países avançados, o problema é a deflação e uma ameaça de colapso no mercado financeiro. Na maior parte do mundo emergente, as pressões são inflacionárias.
Folha - Aumentar os juros é a melhor alternativa no caso de uma inflação causada primeiramente pela alta dos preços das commodities?
Krugman - A minha avaliação é de que, nos EUA, não é desejável usar a política monetária para lutar contra a inflação de commodities. No Brasil, muito do que está acontecendo é explicado pelos alimentos, mas não tudo. Olhando para os EUA, temos um mercado de trabalho muito fraco. No Brasil, é o contrário.
Folha - É possível combater a inflação sem desistir totalmente de crescer?
Krugman - Sim. Entretanto, se os indicadores dizem que o país está crescendo acima do potencial, é preciso fazer alguma coisa para segurar a inflação. Não tenho provas convincentes de que o Brasil possui uma taxa de crescimento potencial de mais de 5% [ao ano]. Não se pode ter uma política que leve o crescimento a um ritmo superior ao seu potencial.
Folha - Como vê o novo cenário mundial, em que EUA e Europa continuam sendo as economias mais importantes, porém surgem novos grandes atores, como China e Índia?
Krugman - Ninguém sabe realmente como esse novo mundo vai se desenvolver, se será preciso um poder hegemônico ou não. Esperamos que não, porque não temos um.
Folha - E qual é o papel do Brasil nesse mundo?
Krugman - O Brasil está em uma posição bastante interessante porque é o maior país em desenvolvimento que não é a China nem a Índia. A China e a Índia têm as suas especificidades, e é difícil colocar qualquer uma delas no papel de líder para os outros emergentes, porque, de certa forma, elas são grandes demais para fazer parte de alianças. Então, é o Brasil que está rumando para a função de líder dos emergentes.
Folha - Nas comparações com o crescimento da Índia e da China, o Brasil fica em desvantagem. O senhor está dizendo, então, que essa comparação não é justa?
Krugman - Apesar de tudo, o Brasil é um país muito mais rico. Não é razoável esperar que o Brasil cresça tão rápido como a China. A China partiu de uma pobreza tão grande que um mínimo de modernidade é um avanço notável. Comparar com o crescimento da China é injusto, mas o Brasil está crescendo menos do que poderia.
Folha - A que se deve isso?
Krugman - As explicações usuais dizem respeito à educação, que não é boa como deveria ser. Nos países asiáticos de elevado crescimento, a educação é surpreendentemente melhor do que se esperaria, mesmo o país tendo muita pobreza. Se esse é o motivo? Não sei.
Folha - Os EUA já se encontram mergulhados em uma recessão?
Krugman - A definição oficial de recessão nos EUA é dada por um comitê. Não temos uma definição formal, então fica difícil. Independentemente da palavra, a situação que temos claramente nos últimos seis meses é a economia crescendo, mas devagar demais. A questão é se o comitê vai decidir chamar isso de recessão, porque a maior parte de nós sente como uma recessão, com certeza.
Folha - O presidente George W. Bush e o presidente do Fed (banco central americano), Ben Bernanke, poderiam ter feito alguma coisa diferente para evitar que a situação chegasse ao ponto em que está?
Krugman - O melhor teria sido tomar uma posição [quanto às operações com hipotecas de alto risco] entre o final de 2004 e o começo de 2005. Se o Fed tivesse começado a cortar os juros no começo de 2007, talvez pudesse ter evitado isso tudo. A redução da taxa só veio em agosto de 2007, pois antes não estava óbvio para todo mundo que havia um problema. No entanto, acho que Bernanke tem o crédito de estar agindo com a agressividade que um banco central nunca teve.
Folha - Quais são os principais desafios para o próximo presidente?
Krugman - Ele vai ter que mostrar trabalho imediatamente. Em um ano os resultados precisam aparecer, senão terá que assumir a recessão como sua.
Ademais, será necessário fazer a reforma do sistema de saúde.
Folha - Em termos de projetos, dá para saber para qual direção Barack Obama e John McCain (candidatos à Presidência dos EUA) estão caminhando?
Krugman - McCain quer fazer o que Bush fez, só que melhor, e isso é o máximo que é possível dizer. Sobre Obama, não sabemos ainda. Ele claramente é um democrata liberal, mas não sabemos se é um reformador modesto ou se é alguém que vai realizar grandes mudanças.
Folha - Alguma esperança em relação a ele?
Krugman - Eu tenho esperança. Se bem que, falando de Obama, não se pode usar a palavra "esperança" [risos]. Sempre que uso o termo "esperança" na minha coluna. recebo dezenas de cartas perguntando se estou tirando sarro de Obama [o candidato utiliza a palavra nos seus slogans]. Estou preocupado, acho que ele tem uma tendência de ser cauteloso demais, de correr para o que as pessoas chamam de centro. Espero que se mostre mais determinado.
Folha - Para os que reclamam do protecionismo dos EUA, quem, entre Obama e Mccain, seria mais liberal em termos de comércio?
Krugman - Nenhum dos dois. Não vamos ter novamente um grande apoio dos EUA à globalização. Mas provavelmente também não teremos um período de grande protecionismo.
É provável que McCain seja mais protecionista. Para Obama, se existem acordos [multilaterais], os EUA devem obedecer a eles, enquanto McCain pode dizer que os tratados existem mas o país mudou de idéia.
Folha - Algum dos dois poderia ser mais simpático ao álcool de cana-de-açúcar, considerando que o biocombustível de milho não parece ser uma boa idéia e o preço do petróleo está nas alturas?
Krugman - Os 5% da população dos EUA a quem interessa que o país mantenha essas medidas malucas [de incentivo ao álcool de milho] são os que têm poder de decisão política. A resposta é não, nada vai acontecer.
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DENYSE GODOY, da Folha de S.Paulo - 2507.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA"?

25 de julho de 2008

O Globo
Ata do tráfico prova imposição de candidato único na Rocinha
Um documento apreendido ontem pela Polícia Civil na casa do chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Antônio Bomfim Lopes, o Nem, comprova que o traficante impôs o apoio a um único candidato a vereador na favela. "Todo empenho para o candidato da Rocinha, não aceito derrota!!!", diz Nem, num dos trechos do documento de duas páginas, com itens que seriam discutidos em reunião na favela. Para o delegado Allan Turnowski, que comandou a operação, essa é a prova de que o tráfico transformou a favela num curral eleitoral. Nem não cita o nome do candidato único, mas o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Luiz Cláudio de Oliveira, o Claudinho da Academia, já disse ter o apoio de "cem líderes" locais, embora negue ligação com o tráfico. Na operação, que mobilizou 200 policiais, houve tiroteio: um bandido morreu e cinco foram presos. Nem fugiu (págs 1 e 3 a 8).
OMC causa bate-boca de ministros
Após o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, dizer que a rodada da OMC "não servirá para nada", o chanceler Celso Amorim rebateu: "Ele deve achar que estou me divertindo" nas negociações. (págs. 1 e 29)
Estado quer desarmar bombeiros
Para combater as milícias, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, quer proibir bombeiros de portar armas fora do serviço. Os militares são investigados por atuar em bandos armados. (págs. 1 e 14)
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Folha de S. Paulo
Marta e Alckmin polarizam disputa
Pesquisa Datafolha em sete capitais mostra que, em São Paulo, a disputa pela prefeitura está polarizada entre Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), líderes em empate técnico. No levantamento feito ontem e anteontem 36%, e o tucano, 32% Marta oscilou dois pontos para baixo em relação à pesquisa anterior, e Alckmin oscilou um ponto para cima. A vantagem da ex-prefeita, que era de sete pontos e superava a margem de erro (três pontos, para mais ou menos), caiu para quatro, o que configura o empate. Segundo ela, ainda é cedo para falar em polarização. Gilberto Kassab (DEM) oscilou negativamente, dois pontos e está com 11% mais que 20 pontos atrás de Marta e Alckmin. A avaliação do prefeito se manteve em relação à pesquisa anterior: para 37%, a gestão é regular; para 35%, ótima ou boa. (págs. 1 e Brasil)
Tarso diz que idéia de sofrer grampo tem de virar costume
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que os brasileiros têm de ser “acostumar” com a idéia de que podem estar sendo grampeados ao falar ao telefone. “Se alguém quiser hoje escutar um telefone nosso, tem meios para isso, dado o grau de sofisticação a que a parafernália eletrônica chegou.” Para Tarso, a discussão sobre o uso de algemas só ganhou força quando elas “começaram a alcançar setores da sociedade”. (págs. 1 e A14)
Delegado acusa chefe na PF de pedir relação de nomes de presos
Em ofícios a Justiça e Ministério Público, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que deixou a chefia da Operação Satiagraha, apontou “obstrução à investigação” e citou Paulo de Tarso Teixeira, seu chefe. Segundo Queiroz Teixeira e Leandro Coimbra, superintendente da PF em SP, exigiram na véspera da ação a lista dos que seriam presos, o que não seria um procedimento de rotina. A PF não quis comentar. (págs. 1 e A12)
Invasão de ferrovia dá multa a líderes de garimpo e MST
A Justiça Federal em Marabá (PA) multou um líder do MST e dois do Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração em R$5,2 milhões pela invasão da Estrada de Ferro Carajás, da Vale,.em abril. Decisão judicial previa multa diária de R$3.000 a invasores. Os líderes vão recorrer. (págs. 1 e A14)
Dólar cai para menos de R$1,58 após alta de juro
O dólar recuou 0,28% e fechou a R$1,5795, a menor cotação desde 1999. Analistas atribuem a queda à alta de 0,75 ponto no juro básico anunciada anteontem pelo BC, para 13% ao ano, e prevêem que a moeda dos EUA se desvalorize ainda mais. A Bovespa caiu 3,3% ontem; no mês, as perdas acumuladas já são de 11,66%. A inflação porém, já dá sinais de desaceleração: o IPCA, subiu 0,63% em julho, abaixo do 0,90% registrado em junho, segundo o IBGE. (págs. 1 e B3)
No Rio, Paes sobe e empata em 2º, Crivella lidera
No Rio, Eduardo Paes (PMDB) subiu de 9% para 13% das intenções de voto e está tecnicamente empatado em segundo lugar com Jandira Feghali (PcdoB) que tem 16%. O líder Marcelo Crivella (PRB) oscilou de 26% para 24%. (págs. 1 e A7)
Em Porto Alegre, Fogaça é líder em intenções de voto
O prefeito José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição, lidera as pesquisas em Porto Alegre com 20%, e Manuela D’Avila (PCdoB), com 18% vêm em segundo. (págs. 1 e A8)
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O Estado de S. Paulo
Juiz manda MST pagar R$5,2 milhões à Vale
A Justiça Federal de Marabá condenou três líderes do MST no sul do Pará a pagarem R$5,2 milhões de indenização à mineradora Vale. Eles lideram em abril um grupo de sem-terra que interditou a ferrovia da empresa em Carajás, impedindo o transporte de minério até o Porto de Itaqui, no Maranhão. A ferrovia já tinha sido fechada pelo MST duas vezes, em 2007, e a Vale obtivera liminar proibindo novas interdições. Na ofensiva de abril, os sem-terra arrancaram trilhos, incendiaram dormentes e cortaram cabos de energia e de fibra ótica. O MST afirma que os três dirigentes foram condenados sem ter advogado de defesa e pretende recorrer da sentença. A Vale preferiu não se manifestar. Organizações de defesa dos direitos humanos enviaram comunicado à OEA e à ONU pedindo garantias para os sem-terra. (págs, 1, A4 e A6)
Lei que blinda advogado pode ser vetada, afirma Tarso
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o presidente Lula ainda não decidiu se vai sancionar o projeto de lei aprovado no Congresso que torna escritórios de advocacia invioláveis em inquéritos criminais.”Se for sancionado, é porque chegamos à conclusão lapidar de que não há prejuízo para a investigação, afirmou. (págs. 1 e A8)
Pacote reduz burocracia em pesquisas de biodiversidade
O Ministério do Meio Ambiente anunciou diminuição da burocracia para que pesquisadores tenham acesso a parques racionais. As novas regras devem ser apresentadas dentre de duas semanas a representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – que reclamam estar sendo tratados como “biopiratas”. (págs. 1 e A16)
Índia rejeita concessões aos países ricos na OMC
O Brasil deu ontem sinais de que pode ceder aos países ricos e permitir importação de mais bens industrializados, mas Índia e Argentina relutam em acompanhá-lo. A negociação comercial promovida pela Organização Mundial do Comércio em Genebra prossegue pelo menos até hoje. (págs. 1, B8 e B9)
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Jornal do Brasil
Opressão eleitoral em ata do tráfico
Uma ata de reunião apreendida na casa do traficante Antônio Francisco Barbosa, conhecido com Nem, chefe do crime na Rocinha, exibe a força da opressão eleitoral em curso na favela. Os avisos fazem clara ameaça aos moradores que apoiarem outros candidatos. O documento foi encontrado em megaoperação da Polícia Civil, que deixou dois feridos e um morto. A CPI das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) pediu ao TRE o mapa dos currais eleitorais existentes hoje na cidade. (págs. 1, Tema do Dia A2 a A4 e cidade A16)
Juro amplia dívida em R$ 3,22 bilhões
A elevação da taxa básica de juros, de 12,25% para 13%, vai aumentar em R$ 3,22 bilhões a dívida pública interna. Se forem somados os três últimos aumentos nos juros do Banco Central, a dívida cresce mais R$ 7,52 bilhões. (págs. 1 e Economia A17)
Angra e Paraty já temem nova usina
Representantes da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica dizem que a construção da usina nuclear Angra 3 causará desordem em Angra dos Reis e Paraty, decorrente do fluxo de mão-de-obra, estimado em 30 mil pessoas. (págs. 1 e Economia A18)
"O Messias traz más notícias"
Não à licença – Ativistas do Greenpeace usaram foto do presidente do Ibama, Roberto Messias, para protestar contra Angra 3. (págs. 1 e Economia A18)
Justiça pune líderes dos sem-terra
A Justiça Federal do Pará multou três líderes do MST em R$ 5,2 milhões em razão da ocupação da Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas, de propriedade da Vale. (págs. 1 e País A12)
Um país de jovens religiosos
Os jovens brasileiros, entre 18 a 29 anos, estão entre os mais religiosos do mundo, informa estudo realizado em 21 países. O Brasil ficou em terceiro lugar, atrás da Nigéria e da Guatemala. Empatou com Indonésia e Marrocos, de maioria muçulmana. (págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A24)
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Correio Braziliense
Tiro na inflação atinge casa própria
Elevação dos juros pelo BC tem como alvo a alta dos preços. Mas trará um efeito colateral: a renda mínima exigida para o financiamento de imóveis vai aumentar e, assim, excluirá compradores do mercado. Preços dos Setor Noroeste devem cair. (págs. 1 e 15)
Pausa no PAC
Suspeita de desvio de dinheiro público paralisa obras do PAC da habitação em 38 cidades do país, a maioria em MG. (págs. 1 e Tema do dia, 2)
É coisa nossa
Brasil vence disputa judicial com Alemanha pelo direito de usar a rapadura como marca nacional. (págs. 1 e 14)
Atendimento em hospitais já caiu 30% desde início da Lei Seca
Redução de pacientes nas unidades de ortopedia e politraumatizados é visível e sobre até leito, comemoram médicos da rede pública. Contran vai manter o rigor da lei na regulamentação. (págs. 1, 25 e 26)
Promotora impõe cotas na campanha
Partido rico ou nanico, pouco importa: no município do Novo Gama, no Entorno, os candidatos serão obrigados a se valer de quantidades iguais de propaganda na campanha pela prefeitura e câmara. (págs. 1 e 6)
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Valor Econômico
Após atingir pico, preço commodities começa a cair
Ganhou força entre os especialistas a partir do início deste mês a avaliação de que os preços das principais commodities industriais e agrícolas já atingiram o pico. Neste segundo semestre, prevêem os analistas, as cotações devem oscilar em nível ainda elevado, mas inferior ao da primeira metade do ano.Especialistas entrevistados pelo Valor lembram que o preço do petróleo caiu mais de 13% desde que atingiu a marca histórica de US$ 145,29 o barril em 3 julho - ontem, fechou a US$ 125,49 em Nova York. Essa queda contraria previsões anteriores de que o preço chegaria a US$ 170 até o fim do verão no hemisfério Norte, em agosto. Contaminadas pelo petróleo, as cotações agrícolas tendem a seguir trilha descendente. A cotação da soja, por exemplo, segue linha quase paralela à do petróleo no ano (ver gráfico). Seu preço bateu recorde no mesmo dia do petróleo e, de lá para cá, baixou 16,7%. O cenário mais provável é de redução de 5% a 10% nas cotações nos próximos meses. Tanto para o petróleo quanto para a soja, a mudança de tendência teria sido provocada por medidas tomadas em diversos países para combater a crise, como a elevação dos juros. Isso deverá limitar o crescimento, aumentar a rentabilidade das aplicações financeiras e atrair de volta investidores que migraram para commodities em busca de segurança. "Juros altos sempre significam redução de preços do petróleo", diz o economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura. "A perspectiva é de aumento de produção de petróleo e gás e desaceleração da economia mundial", acrescenta o ex-diretor da ANP, David Zylbersztajn, que também prevê preços contidos. Os especialistas alertam, contudo, que a acomodação de preços não se dará sem nervosismo e instabilidades, motivados por decisões dos fundos que não abandonarão de todo as commodities e pela oferta e demanda global.No cenário interno, há perspectiva mais favorável para a inflação no segundo semestre. Em julho, os alimentos ainda representam fonte de pressão, mas a alta perdeu força. No IPCA-15, divulgado ontem, os preços de alimentos e bebidas aumentaram 1,75%. A variação ainda foi elevada, mas bem inferior à de um mês atrás, de 2,3%.(págs. 1 e A14)
Governo dará mais reajustes aos servidores
O governo prepara duas novas medidas provisórias para aumentar os salários de mais de 300 mil funcionários públicos. Uma delas reajustará e reorganizará vencimentos de carreiras típicas de Estado. A outra abrangerá os que ficaram de fora da MP 431, já aprovada na Câmara, e que beneficiou 800.512 servidores civis e 611 mil militares, mais aposentados e pensionistas, ao custo de R$ 32 bilhões até 2012. Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar o governo, a despesa de pessoal deverá estar próxima a R$ 200 bilhões. Além de salários maiores, o quadro de pessoal cresceu com 110 mil nova vagas, mais que o dobro do necessário para repor 50 mil servidores que se aposentaram desde 2004. Agora, discute-se a abertura de 400 mil vagas para alunos nas universidades federais, o que levará à contratação de centenas de professores e funcionários administrativos.(págs. 1 e A2)
Supremo decide quem paga contas da Varig
O Supremo Tribunal Federal decide em breve, e de forma definitiva, a quem cabe julgar os processos de ex-trabalhadores da Varig, que pedem na Justiça verbas trabalhistas não pagas pela empresa, comprada pela Gol. Na prática, o que o Supremo vai decidir é se esses processos contra a Varig - e, conseqüentemente, a Gol - devem ser julgados pela Justiça do Trabalho, que normalmente responsabiliza o comprador de uma empresa pelo passivo trabalhista, ou pela vara de falências da Justiça estadual, no caso a 1ª Vara Empresarial do Rio, responsável pela recuperação judicial da Varig, em que é titular o juiz Luiz Roberto Ayoub. Ayoub disse em diversas ocasiões que não há sucessão trabalhista no caso da Varig. Por ter sido criada recentemente, a Gol tinha um número baixo de processos trabalhistas. Mas desde que adquiriu a nova Varig, viu esse número quintuplicar. Além do impacto do aumento do petróleo, a indefinição jurídica em relação às dívidas da antiga Varig tem contribuído para a desvalorização das ações da Gol na Bolsa de Valores. Neste ano, sua cotação caiu 62% e os papéis da concorrente TAM, 21%.(págs. 1 e B1)
Ação para controlar a PF fica para 2009
O Palácio do Planalto deve apoiar, mas não pretende tomar a iniciativa de projeto de lei para aumentar o controle sobre a Polícia Federal. O tema tem consenso entre os partidos, mas dificilmente será votado este ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a Polícia Federal "fora de controle". Em desabafo recente, teria dito que estava acostumado com a anarquia dos sindicatos, mas atônito com a confusão na PF, que nem parecia do governo, mas uma corporação específica. Das ações que mais o desagradaram estão as que prenderam Duda Mendonça, seu irmão Vavá, além da Satiagraha.(págs. 1 e A8)
Dúvidas sobre os planos da Eletrobrás
Os problemas de caixa da Eletrobrás e seu ambicioso programa de investimentos, que incluem Angra III e Belo Monte, vêm criando dúvidas sobre os planos de internacionalização da companhia. Entre os projetos em análise estão a hidrelétrica de Garabi, no rio Uruguai, quatro hidrelétricas no Peru e a interligação dos sistemas elétricos com a Venezuela. Também se estuda projetos na África, Costa Rica, El Salvador, Nicarágua, Equador e China. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, diz que as hidrelétricas no exterior serão financiadas por instituições como o BNDES, BID e o Banco Mundial.(págs. 1 e B8)
Provedores criticam projeto sobre os crimes na internet
As empresas provedoras de acesso à internet decidiram comprar briga com os parlamentares que defendem o Projeto de Lei 89/2003, que pretende definir os novos tipos de crimes praticados por meio da internet. No centro da polêmica estão os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Aloizio Mercadante (PT-SP), que reformularam o projeto que está na Câmara, após ter passado pelo Senado. Os senadores dizem que o projeto de lei trata apenas de "tipificar" os crimes. A associação dos provedores de acesso afirma que a medida "cria regras que não fazem o menor sentido". Para seu presidente, Eduardo Parajo, pequenos provedores do país correm o risco de fechar as portas. Uma das queixas dos provedores diz respeito à exigência de guardar, pelo prazo de três anos, os chamados "logs de acesso", a identificação do instante em que o usuário se conecta e se desconecta da rede.(págs. 1 e B3)
Renda do trabalho cai
O mercado de trabalho já sofre os efeitos do aumento da inflação. Em junho, o rendimento médio real da população ocupada ficou em R$1.216,50, uma queda de 0,3% na comparação com maio. (págs. 1 e A4)
Montadoras investem
A Anfavea, presidida por Jackson Shneider, refaz as contas dos novos investimentos das montadoras e empresas de autopeças, que já superam US$ 20 bilhões até 2011. (págs. 1 e B7)
Reação do Copom
A decisão do Copom de elevar a taxa Selic fez os juros futuros curtos subirem porque o BC tende a ser rigoroso até o fim do ano; e os longos caíram porque, garantida a meta de inflação em 2009, a Selic pode cair. (págs. 1 e C2)
Bolsa em queda
A saída de capital externo da bolsa levou o Ibovespa ontem para baixo dos 58 mil pontos, um importante suporte que vinha sendo observado por técnicos e investidores. (págs. 1 e D2)
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Gazeta Mercantil
Juro alto leva Bovespa para o menor nível desde janeiro
Em sessão marcada por pessimismo externo, resultados corporativos aquém do esperado pelo mercado e nova alta das cotações do petróleo, as principais bolsas internacionais fecharam em baixa. Dow Jones recuou 2,43%, para 11.349 pontos. A Nasdaq, que mede o desempenho das empresas de tecnologia, encerrou o dia a 2.280,11 pontos, queda de 1,97%. O mercado brasileiro replicou o movimento. O Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 3,34%, fechando a 57.434 pontos, menor nível desde 23 de janeiro. Com o aumento das taxas básicas de juros, o dólar também operou pressionado. A moeda norte-americana testou nova mínima em mais de nove anos, com baixa de 0,32%, a R$ 1,580. A recente elevação de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 13%, e a perspectiva de mais altas pela frente tornam ainda mais atrativas as aplicações indexadas aos indicadores de inflação e ao juro básico. Entre as Letras do Tesouro, as NTNB, atreladas ao IPCA, as NTN-C, atreladas ao IGP-M, e as LFT, atreladas à Selic, são boas opções. (págs. 1 e EDITORIAL – A2, B2 E B3)
Tarso admite blindar advogados
O ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu ontem que está examinando a possibilidade de que a lei que isenta escritórios de advocacia de serem alvos de investigações seja sancionada. “Se for, é porque chegamos à conclusão clara de que não há prejuízo para a investigação criminal e de que não vai se tratar de um privilégio para advogados”, disse Genro. A manutenção das prerrogativas dos advogados foi amplamente defendida pelo presidente da seccional fluminense da Ordem dos Advogados (OAB-RJ), Wadih Damous, que criticou falhas cometidas nas investigações, como “interceptações telefônicas abusivas e tratadas como único meio de investigação”, classificando-as como “atentado ao amplo direito de defesa”. (págs. 1 e A8)
Receita perde R$242 milhões com eleição
A propaganda eleitoral gratuita não é tão gratuita como parece. Para restituir eventuais prejuízos das emissoras de rádio e televisão, que serão obrigadas a transmitir, a partir do dia 19 de agosto, as campanhas dos candidatos a vereador, vice-prefeitos e prefeitos, a Receita do Brasil — antiga Receita Federal — vai deixar de arrecadar mais de R$ 242 milhões em Imposto de Renda. O benefício, previsto pela lei eleitoral de 1996, mas só regulamentado em 2005, permite que as emissoras retirem do lucro líquido, para efeito da determinação do lucro real, “valor correspondente a oito décimos do resultado da multiplicação do preço do espaço comercializável pelo tempo que seria efetivamente utilizado pela emissora em programação destinada à publicidade comercial, no período de propaganda eleitoral gratuita”. (págs. 1 e A7)
Tesouro
Dívida atrelada à Selic ainda predomina. (págs. 1 e B2)
Poucas esperanças para Doha
O dia será decisivo para as negociações que pouco avançaram ontem. (págs. 1 e A9)
Vinho chileno pode ficar mais caro e ter cotas
O diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Silvio Porto, disse ontem que o governo brasileiro vai iniciar discussões com o Chile sugerindo revisão para cima no preço do vinho fino chileno no âmbito do acordo bilateral. Outra medida que deve entrar em pauta é o estabelecimento de cotas para importação. Há um bom espaço para revisar algumas cláusulas”, disse. Segundo o executivo, há também disposição para rever o acordo com a Argentina, que fixou piso de US$ 8 por caixa. Para o gerente de marketing da importadora Terroir, Fábio Sanchez, trata-se de um “protecionismo que tanto criticamos”. “O vinho importado tem qualidade superior e com preço mais acessível.” As condições naturais e os volumes do Chile tornam o produto mais competitivo. Na avaliação de Sanchez, seria uma medida pouco produtiva para quem gosta e toma vinho. Para a responsável pela Prima Línea Importadora, Vera Maniaci, “está surgindo um novo grupo de consumidores que vai optar pelo importado mesmo com preço similar ou ainda superior”. (págs. 1 e C1)
Krugman diz que hoje somos todos Keynesianos
A recessão americana provocada pela crise do crédito imobiliário de alto risco será leve e irá durar dois anos. A previsão é do economista Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do jornal The New York Times, reproduzido pela Gazeta Mercantil. Para ele, o Brasil é um emergente diferente da China e Índia: não tem a moeda atrelada ao dólar, tem taxas de juros flutuantes e é grande exportador de commodities, o que o habilita a enfrentar o cenário atual com melhores condições. Na prática, é um país de sorte, pois está do lado das economias que estão ganhando com o cenário de crise internacional. Para Krugman, o banco central norte-americano e o Tesouro agiram corretamente ao socorrer instituições. “Hoje somos todos keynesianos”, brinca ele, comentando que até os economistas mais conservadores apóiam a intervenção. “O Consenso de Washington foi seriamente afetado com esta crise”, defende. (págs. 1 e B2)
Queda dos preços ameaça a soja
Os preços da soja recuaram ontem para US$ 13,73 o bushel em Chicago, o que ameaça a rentabilidade dos agricultores de algumas regiões no Brasil. O lucro só estaria assegurado a partir de US$ 14, dizem analistas. (págs. 1 e C5)
Ford perde nos EUA e ganha aqui
A Ford fechou o segundo trimestre com prejuízo mundial de US$ 8,7 bilhões em meio à crise causada pela alta da gasolina nos EUA. Na América do Sul, puxada pelo Brasil, a empresa lucrou US$ 388 milhões. (págs. 1 e C8).
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