PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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quarta-feira, julho 01, 2009

XO! ESTRESSE [In:] "... E TENHO DITO !" (ou S.M.J.)

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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SENADO/SARNEY: ESCÂNDALOS BIENAIS

Pior é impossível


Dora Kramer - Dora Kramer
O Estado de S. Paulo - 01/07/2009

Se o senador José Sarney não resistir à gradativa perda de apoio no Senado, será o quarto presidente da Casa a sair de cena por conduta imprópria no período de oito anos.


Se resistir, ainda assim continua integrando a estatística na condição de quarto presidente do Senado a ter sua conduta questionada publicamente em oito anos. Na média, o Senado produz um escândalo a cada dois anos com o presidente no papel de protagonista.


Não houvesse outro motivo, só os números já indicariam a necessidade de uma revisão urgente de procedimentos no Parlamento, mas também no Poder Executivo.

Se a promíscua lógica de compra e venda que preside a relação do Congresso com os governantes não mudar, não adiantam cassações, renúncias, sindicâncias, demissões, reformas administrativas, porque a dinâmica do funcionamento será a mesma: o Legislativo ajoelhado diante do Executivo e ambos de costas para a sociedade.

Enquanto não se restabelecer a relação correta de hierarquia no sistema representativo, as maiorias parlamentares continuarão a considerar mais importante obedecer ao governo que lhes assegura benesses que se submeter aos ditames dos eleitores que lhes proporcionam o mandato.

Quem se lixa para a opinião pública é também quem não vê mal em ignorar as leis do País, normas éticas óbvias, regras de convivência adotadas em qualquer ambiente, para adotar um código próprio de comportamento, cujo principal parâmetro é o conforto de seus signatários.

Os desmandos, sejam eles os da Câmara ou do Senado, só acontecem porque todos, com raríssimas exceções, se consideram pessoas incomuns - naquele sentido consagrado recentemente pelo presidente Luiz Inácio da Silva - com direito a assento em classe especial. Não incorporam o conceito dos deveres impostos pela representação.

Isso fica claríssimo nas repetidas invocações ao passado do senador José Sarney e aos serviços já prestados por ele à nação. Manifestações que invertem a escala dos valores.

É justamente o conjunto da obra extensa o que obriga Sarney a saber que não pode praticar nepotismo, que o neto com negócios no Senado significa tráfico de influência sim, que não pode usar funcionários do Senado para tomar conta de suas propriedades no Maranhão, enfim, quem pode o mais, pode o menos.

Quem não adota princípios básicos de correção, muito menos respeita regras mais elaboradas. Isso vale para José Sarney ou qualquer outro integrante dos Poderes da República. Deputado, senador, magistrado, ministro, presidente da República.

A compreensão e a mudança dessa realidade, no entanto, é processo que leva tempo. As crises de conduta se repetem, ora mordem os calcanhares do Legislativo, ora do Executivo, mais raramente do Judiciário.

A anterior não tem o efeito didático necessário para evitar a crise seguinte. Simplesmente porque ninguém se mexe de verdade para dar combate às causas, o que leva à suspeita de que a situação de alguma forma seja cômoda, causando desconforto apenas quando estouram as denúncias.

Nessa hora, a preocupação é com a administração dos efeitos do escândalo. Quando os ânimos de acalmam, tudo passa e fica esquecido até que a nova onda volte fortalecida pelo peso do entulho acumulado.

O exemplo mais evidente é a eleição de José Sarney para presidente do Senado sob a inspiração de um ex-presidente que havia sido há dois anos a causa de outra crise. Só uma instituição completamente alheia às consequências de seus atos pode encarar com a naturalidade que o Senado encarou o fato de Renan Calheiros patrocinar a eleição de Sarney com o explícito objetivo de retomar o poder perdido.

Quando aceitou essa regra do jogo o Senado - inclusive os opositores de Sarney na disputa, porque não expuseram o principal motivo da inadequação da candidatura - assumiu um risco alto.

Expôs à opinião pública sua completa indiferença à imagem que se faria de uma Casa que aceitava a influência de alguém que fora obrigado a deixar a presidência porque o Senado se envergonhava de sua figura. Mas não se importava, viu-se logo depois, em conviver com seu poder desde que exercido às escondidas.

Nas crises anteriores envolvendo presidentes, o Senado optou por resolver a conjuntura e manter intacta a estrutura. Desta vez, como as denúncias alcançaram exatamente a estrutura construída a poder dos mais variados vícios, apresenta-se a chance de se fazer a travessia.

Fica incompleta, se limitada ao Senado. Mas é preciso começar o serviço. O senador Arthur Virgílio deu o primeiro passo queimando suas caravelas da tribuna, mas não obteve respaldo. Seu partido, o PSDB, o DEM e os outros que pedem o afastamento de Sarney, adotaram a moderação típica de quem vê na saída conveniente lenitivo.

O PMDB se fecha na trincheira da defesa de um poder nessa altura inexistente, escorado no presidente da República, e o PT, tarefeiro do Planalto, discursa em prol da faxina e bate continência à sujeira.

GOVERNO LULA: OLIGARQUIAS E CORONELISMO

O PT, de ACM a Sarney, via Renan


Autor(es): VINICIUS TORRES FREIRE
Folha de S. Paulo - 01/07/2009


Petismo-lulismo chega ao fim de seu primeiro governo travestido ideologicamente e no conchavo com oligarcas



O PT ENCANTOU-SE com Antonio Carlos Magalhães, o ACM, quando o falecido senador do PFL-DEM e oligarca da Bahia deu de espinafrar o governo de Fernando Henrique Cardoso, por volta do ano 2000. ACM chegou a dizer que FHC era "tolerante com a corrupção". Denunciava escândalos na Sudam e no DNER (burocracias ligadas a ministérios então comandados pelo PMDB). ACM defendia ainda o "fundo social da pobreza", aumentos do salário mínimo etc.
Entre outros motivos, ACM estava tiririca porque PSDB e PMDB defendiam a eleição de Jader Barbalho (PMDB) para sucedê-lo na presidência do Senado -é antigo o histórico de rolos derivados de eleições mal resolvidas no Senado. O PT se divertia com o sururu na baia governista e elogiava a irrupção de sensibilidade social de ACM. Sim, depois do mensalão, lembrar o oportunismo amoral do PT parece ninharia, mas a história não para aqui.

"Anos depois...", como dizem letreiros de novelas, Ideli Salvatti (PT), líder do governo Lula, estava ontem na tribuna do Senado a defender José Sarney (PMDB), atacado pelo PSDB e agora até pelo DEM, partido experiente em abandonar navios que afundam (o DEM apoiara a eleição de Sarney). Foi numa fuga de ratos do barco da ditadura que nasceu o Partido da Frente Liberal, PFL, hoje DEM, parido de várias costelas do PDS, ex-Arena. Esse cortejo oportunista que daria no PFL foi comandado pelo mesmo Sarney, em 1984. É uma dança das cadeiras.

Mas os dançarinos jamais são eliminados. As cadeiras estão sempre lá. Nesse "cômodo vício de recirculação", como diria o poeta, o PT ressurge mais uma vez e de modo ampliado como amigo da oligarquia, pronto a qualquer comércio, desde que oportuno. Diferente dos demais? Claro que não. Novidade? Nenhuma. Aliás, noutro dia mesmo senadores do PT encorpavam a tropa de choque que defendeu a cabeça de Renan Calheiros (PMDB), o grande articulador da candidatura de Sarney à presidência do Senado.

Parece tudo uma história tão natural, mas noutro dia mesmo, em 2002, Lula comandava a primeira vitória nacional de um partido dito de esquerda. É verdade que de 1995 a 2002 o PT já se dissolvia no lulismo. Em 2002 e 2003, trocara de roupa ideológica em público, renegando seus planos doidivanas, chamados de "bravatas" por Lula. Agora, em suas viagens de campanha eleitoral Lula fecha acordos políticos com quem seja capaz de apoiar sua candidata, atropelando o resto do PT ou, melhor, outros interesses de quem se abriga na legenda do PT.

É fácil atribuir o banho de oligarquia do PT ao peso do PMDB na política brasileira, esse PMDB que representa a massa amorfa do empreendedorismo político-privado das regiões social e economicamente primitivas e indiferenciadas do país. Com FHC ocorreu coisa parecida, embora o tucano não tenha ficado tão refém do PMDB como Lula. FHC conseguiu isolar parte maior e mais relevante de seu governo e programa da cupidez peemedebista. Lula manteve seu compromisso de "melhorar a vida dos pobres" (mas nem tanto assim), atolou o governo na inércia e termina seu mandato no puro conchavo. E com oligarcas. Não parece, mas é histórico.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?..."

01 de julho de 2009

O Globo

Manchete: DEM, PSDB e PDT pedem saída e só PT salva Sarney

PSOL protocola processo; Dilma visita presidente do Senado em nome de Lula

Em meio a uma crise que ameaça o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), DEM, PSDB e PDT pediram formalmente sua licença do cargo. O PSOL levou à Mesa Diretora representação pela abertura de processo contra Sarney, por quebra de decoro, por causa de seu envolvimento com os escândalos recentes. Depois do apelo do presidente Lula por empenho na defesa do aliado no Senado, o PT virou o maior fiador de Sarney. A líder do governo, Ideli Salvatti, disse que é um erro personalizar a crise. Pela primeira vez, a possibilidade de afastamento foi cogitada pela família Sarney. A ministra Dilma Rousseff visitou o senador para dar um recado de Lula, que está na Líbia: o presidente pede que Sarney nada decida até que ele volte ao Brasil. (págs. 1, 3 e 4 e Merval Pereira)

Nova gripe fecha mais escolas no Rio

A gripe suína afetou as aulas de mais duas unidades de ensino no Rio - a Escola Parque, na Gávea, e a Faculdade Senac, no Centro. Um professor contaminado levou a Parque a antecipar para ontem as férias (previstas para o próximo dia 17) de 400 alunos do 6º ao 9º ano. Já são quatro as escolas prejudicadas pela doença. (págs. 1 e 10)

Aluno vai escolher parte do currículo

Para tornar o ensino médio mais atraente para os jovens, o Conselho Nacional de Educação aprovou a proposta do MEC de reformular o currículo, aumentar a carga horária e dar liberdade para alunos escolherem 20% das matérias. (págs. 1 e 5)

ONU respalda deposto em Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, obteve apoio da ONU e promete voltar a seu país amanhã, acompanhado de presidentes da região e da OEA.

O presidente Lula se reúne hoje com Ahmadinejad, na Líbia. (págs. 1 e 24)

Bolsa zera as perdas que teve na crise

Os fundos de ações, incluindo os FGTS Petrobras e Vale, fecharam o semestre como as aplicações mais rentáveis, com ganhos de até 43%. A bolsa brasileira zerou as perdas desde setembro passado, no auge da crise global. (págs. 1 e 17)

Peronistas já pedem prévias para 2011

Derrotados nas urnas, os peronistas, aliados ou dissidentes do casal K, tentam renovar o comando do Partido Justicialista e já discutem a realização de prévias para escolher o candidato à Presidência em 2011. (págs. 1 e 25)

Airbus que caiu no Índico estava banido da Europa

O Airbus A310 da companhia Yemenia Air que caiu no Oceano Índico com 153 pessoas a bordo estava proibido de voar na Europa. Segundo a associação SOS-Viagens, trata-se de uma das piores aeronaves de uma "companhia sucata", o avião estava em operação desde 1990. O voo foi iniciado em Paris em um Airbus A330, que fez escala em Marselha e seguiu para Sanaa, capital do Iêmen. O trecho fInal, de Sanaa até as Ilhas Comores, é que foi feito no avião condenado. Apenas uma pessoa, uma garota de 14 anos, sobreviveu. Havia 66 franceses no voo. (págs. 1 e 25)

Foto legenda: Parentes de um passageiro do Airbus são amparados em Marselha

Flora em extinção do Brasil é maior do que mostram dados oficiais (págs. 1 e 27)

Foto legenda: Patrulha Nacional

Em Bagdá, um morador acena para soldados a bordo de um tanque do Exército iraquiano; após 6 anos, as tropas americanas deixaram as cidades do Iraque. (págs. 1 e 25)

Charge Chico: E na rua da Abadia (que todo mundo atravessa um dia)

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Folha de S. Paulo

Manchete: ONU condena golpe em Honduras

Em decisão unânime, países-membros exigem retorno de Zelaya, que promete voltar amanhã ao país

A Assembleia Geral da ONU aprovou por unanimidade uma resolução que repudia o golpe de Estado em Honduras, exige a restauração imediata de Manuel Zelaya, deposto domingo, e diz que seus 192 países não reconhecerão outro governo.

Zelaya classificou o voto como "histórico" e disse não ter sido informado sobre acusações - os militares, o Congresso e a Corte Suprema de Honduras alegam que ele violou a Constituição.

Ato público de apoio ao novo governo reuniu milhares em Tegucigalpa, relata Fabiano Maisonnave. Em discurso, o presidente interino, Roberto Micheletti, criticou o venezuelano Hugo Chávez e reiterou que seu governo é "transitório".

Zelaya prometeu voltar amanhã e levar os líderes da Argentina, do Equador e da OEA. Segundo o procurador-geral de Honduras, ele será preso "imediatamente" caso o faça. (págs. 1. A12 e A13)

Foto legenda: Simpatizantes do presidente interino Roberto Micheletti se manifestam em Tegucigalpa com cartaz que critica "ditadura chavista"

Três partidos pedem afastamento de Sarney

DEM, PSDB e PDT pediram o afastamento temporário do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acusado de se envolver em escândalos na Casa.

O agravamento político da situação de Sarney, com a debandada até dos aliados do DEM, levou o senador a discutir com amigos e familiares a possibilidade de sair.

Sua mulher, Marly, é a principal defensora da saída. Em manifestação oficial, a assessoria do senador disse que "não está em análise" a hipótese de afastamento.

O PT não fechou questão sobre o caso. A líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), disse que Sarney "não pode ser o único responsabilizado". (págs. 1 e A4)

Brasília congela cooperação com Tegucigalpa

O Brasil suspendeu por prazo indeterminado seus programas de cooperação com Honduras, centrados nas áreas de saúde e energia, informa Eliane Cantanhêde. O governo Lula não reconhece o governo golpista e avalia a situação em Tegucigalpa como insustentável.

O chanceler Celso Amorim defendeu a adoção de medidas enérgicas. (págs. 1 e A12)

Em SP, tarifa de energia vai subir 13% para consumidores

A tarifa de energia cobrada pela Eletropaulo aumentará no sábado. Para consumidores residenciais, o reajuste será de 12,96%; para a indústria, a alta é de 15,25%.

O aumento supera a inflação desde o último reajuste, em julho de 2008 (4,67% pelo IPCA). Ele se deve à alta do dólar, que elevou o custo da energia vinda de Itaipu.

A Eletropaulo atende a 5,8 milhões de clientes em 24 cidades da Grande São Paulo, incluindo a capital. (págs. 1 e B1)

Funcionários e docentes da USP encerram greve sem avanços

Funcionários e docentes da USP encerraram a greve sem obter suas demandas principais - os funcionários estavam parados havia 57 dias; os docentes, desde 5 de junho. Mas os estudantes mantiveram a paralisação.

O movimento perdeu fôlego com as férias e, ante a avaliação de que não avançariam e poderiam perder garantias, os grevistas o suspenderam. A pró-reitoria definirá com as unidades a reposição das aulas. (págs. 1 e C1)

Comissão da Câmara aprova jornada de 40 horas semanais

Comissão especial da Câmara aprovou por unanimidade a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o aumento do valor da hora extra de trabalho de 50% para 75% do valor da hora normal.

As medidas ainda têm de ser votadas em dois turnos na Câmara e no Senado. Presentes à sessão, sindicalistas as elogiaram. Para empresários, elas dificultarão a geração de empregos. (págs. 1 e B3)

Garota de 14 anos sobrevive a queda de jato do Iêmen

Uma adolescente de 14 anos, de nacionalidade não divulgada, sobreviveu à queda de um Airbus do Iêmen no oceano Índico, anteontem. As causas do acidente estão sendo investigadas.

A aeronave, que partiu do Iêmen com destino às ilhas Comores, na África, levava 153 pessoas. Até a noite de ontem, haviam sido resgatados cinco corpos. (págs. 1 e A14)

Bolsa Família terá aumento ainda neste ano

O presidente Lula decidiu reajustar os benefícios do Bolsa Família ainda neste ano, relatam Eduardo Scolese e Kennedy Alencar. A tendência é um aumento acima da inflação acumulada desde o último reajuste (julho de 2008). O percentual não foi definido. (págs. 1 e A10)

Cotidiano: Gripe faz Prefeitura de Buenos Aires declarar emergência sanitária (págs. 1 e C5)

Editoriais

Leia "O monociclo de Lula", que critica aumento constante das despesas públicas; e "A derrota dos Kirchner". (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Sarney perde aliados, mas PMDB e PT reafirmam apoio

Agora DEM e PDT pedem seu afastamento da presidência do Senado

Os 14 senadores do DEM, o maior aliado dos peemedebistas, fecharam posição ontem a favor do afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Além disso, PDT, PSDB e três peemedebistas tomaram decisão semelhante, fazendo chegar a 45 (44% do total) o número de senadores contrários à permanência de Sarney. O PSDB sugeriu que ele cedesse a presidência a uma comissão que investigue as denúncias de irregularidades que se acumulam sob sua gestão, entre elas as de que permitiu privilégios a parentes. Para evitar que o líder do DEM, José Agripino (RN), lhe comunicasse a decisão de abandoná-lo, Sarney recusou-se a recebê-lo em seu gabinete. A decisão do DEM foi classificada de "traição" por peemedebistas, que emitiram nota de apoio a Sarney. Ao final do dia, ele apegou-se à manifestação de solidariedade do governo, levada à tribuna pela líder governista no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), e reagiu com um comunicado: "A questão do afastamento nem sequer está em análise". (págs. 1, A4 e A6)

Colunista Dora Kramer

Pior impossível

O Senado produz um escândalo a cada dois anos com o presidente como protagonista. Só esse número já indicaria a necessidade de revisão urgente de procedimentos. (págs. 1 e A6)

Foto legenda: Aplauso - Sarney comanda sessão do Senado: debate sobre sua sucessão já começou nos bastidores

Hondurenho deposto ganha apoio e desafia golpistas

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou sua volta ao país amanhã, desafiando ordem de prisão emitida pelos golpistas. Ele será acompanhado por autoridades regionais como Cristina Kirchner (Argentina) e Rafael Correa (Equador). A ONU exigiu o imediato restabelecimento do governo de Zelaya. (págs. 1, A14 e A15)

Entrevista: Pérsio Arida

Economista, um dos pais do real

'Após 15 anos de Real, estabilização ainda não acabou'

No aniversário do plano, Pérsio Arida diz a Sonia Racy que a normalização da economia ainda não foi concluída e que crédito e juros estão "aquém do padrão dos países desenvolvidos". (págs. 1 e B4)

Foto legenda: Retirada: Iraquianos celebram saída de americanos

Soldados iraquianos festejam em Kerbala, a sudoeste de Bagdá, o ínicio da retirada das tropas americanas, que deve ser concluída em 2011; o governo do Iraque se disse capaz de garantir a segurança do país a partir de agora, mas um atentado em Kirkuk, ao norte da capital, deixou pelo menos 32 mortos, e o presidente Barack Obama previu "dias difíceis pela frente". (págs. 1 e A17)

Avião com 153 a bordo cai no mar; menina sobrevive

Uma menina de 14 anos foi encontrada viva ontem em meio aos destroços do avião que caíra na véspera no Oceano Índico, perto das Ilhas Comores, leste da África. Até a noite de ontem, a adolescente era a única sobrevivente entre as 153 pessoas que estavam no Airbus A310 da Yemenia, companhia aérea estatal do Iêmen. (págs. 1 e A18)

Hospitais privados vão atuar contra gripe suína

O governo paulista convidou hospitais privados a integrar a rede de referência de tratamento da gripe suína na cidade de São Paulo, somando-se a 18 hospitais públicos do Estado. O reforço valeria só para clientes dos planos de saúde. A tentativa de descentralização ocorre no momento em que o sistema público está sobrecarregado. (págs. 1 e A19)

Ambiente: Amazônia pede a Lula nova política

Governadores da região querem a floresta no mercado de carbono. (págs. 1 e A20)

Notas e Informações: A derrota do casal Kirchner

A correlação interna de forças resultante da eleição argentina possivelmente prenunciará o ocaso do kirchnerismo, obrigando a presidente a se arrastar até o fim do mandato. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Pobre trabalha mais que rico para pagar impostos

Estudo mostra que carga tributária é maior para quem ganha até dois salários mínimos

Receita pública: quem paga e como se gasta no Brasil, estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Receita Federal, comprova que o peso dos impostos do país recai de maneira diferente e injusta sob ricos e pobres. Famílias com renda mensal de até dois salários mínimos trabalham 197 dias para pagar tributos, com uma carga tributária bruta de 53,9%. Por outro lado, aquelas com renda acima de R$ 13 mil mensais precisam de 106 dias, ou três meses a menos, com uma carga tributária estimada em 29%. O estudo engloba todos os impostos, inclusive os embutidos no preço final de mercadorias e serviços, como o IPI e o ICMS. "Ser rico no Brasil significa ser beneficiado pelo sistema tributário", afirma o economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea. (págs. 1 e Economia A18)

Britânicos fazem "festas da gripe"

Em Buenos Aires, prefeito declarou emergência. Casos crescem no RS

Autoridades britânicas estão preocupadas com as "festas da gripe suína", frequentadas por pessoas que querem contrair o vírus "enquanto não é tão agressivo", numa falsa esperança de posterior imunização. O prefeito de Buenos Aires declarou emergência sanitária, recomendando que as pessoas fiquem em casa. No Brasil, os casos também continuam crescendo, embora num ritmo menor do que na Argentina, já são 680 os doentes. Das 55 novas ocorrências registradas ontem, 45 são do Rio Grande do Sul. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

Diferença nem tão grande assim

Pesquisa do Ibase e da Fundação Getulio Vargas comparou a opinião de moradores da favela de Manguinhos com a da classe média de vários bairros do Rio. Concluiu que os dois grupos têm posição semelhante sobre violência, serviços públicos e preconceitos em geral. (págs. 1 e Cidade A10)

Cresce pressão contra Sarney

As bancadas do PSDB, DEM e PDT no Senado pediram o afastamento provisório de José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa, enquanto durarem as investigações sobre os 663 atos secretos. Mos o senador diz que a hipótese não está "sequer sob análise". (págs. 1 e País A4 e A5)

Real: 15 anos de Inflação domada

O Plano Real completa hoje 15 anos com a missão de controlar a inflação cumprida. Quando lançado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e pelo presidente Itamar Franco, a taxa anual era de 2.477.15%. Hoje é de 5,9%. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Zelaya promete voltar a Honduras

O golpe militar em Honduras obriga o presidente dos EUA, Barack Obama, a confrontar os antigos fantasmas da política externa americana na América Latina. Ignorando a ameaça de ser preso, o líder deposto, Manuel Zelaya, afirmou que volta amanhã ao país. (págs. 1 e Internacional A21)

Sociedade Aberta

Paulo Rabello de Castro e Alcides Leite
Economistas

Os 15 anos do Plano Real em debate. (págs. 1 e A3)

Sociedade Aberta

Ives Gandra Martins
Advogado

O país não evolui mais devido à trava burocrática. (págs. 1 e A9)

Sociedade Aberta

Brizola Neto
Deputado federal (PDT-RJ)

Pré-sal: a pressa é inimiga da nação. (págs. 1 e A6)

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Correio Braziliense

Manchete: Guerra aberta na saúde

Hospitais de Brasília suspendem convênio com a Cassi, do BB, o maior plano de saúde do DF, com 84 mil associados

Boicote dos pediatras hoje deve sobrecarregar rede pública, que enfrenta um déficit de 200 médicos para atender crianças

Gripe suína chega ao Congresso. Funcionária da presidência da Câmara contrai vírus H1N1 após viagem a Buenos Aires

Cinco hospitais particulares de Brasília estão de portas fechadas para a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, o maior plano de saúde do Distrito Federal. O impasse na negociação dos valores das consultas levou as unidades de saúde a suspender o atendimento a 84 mil beneficiados da Cassi. A guerra na saúde privada também atinge as crianças, com o boicote marcado para hoje dos pediatras. Rede pública não tem condições para atender a demanda de pacientes. No Congresso, uma servidora da Câmara teve o diagnóstico confirmado da influenza A. Ela foi medicada e passa bem. (págs. 1, 10, 27 e 33 Opine sobre o boicote dos pediatras no correiobraziliense.com.br)

A cartada de Sarney

“Chocado”, segundo o relato de aliados, com a retirada do apoio do DEM e o consequente pedido para que se afaste da presidência do Senado, José Sarney começou ontem mesmo a arregimentar colaboradores. A estratégia é evitar que a oposição ganhe espaço no Conselho de Ética. (págs. 1, 2 e 3)

Servidor: Demitidos por Collor voltam até outubro

Comissão interministerial acelera análises dos pedidos de readmissão dos funcionários públicos dispensados pelo ex-presidente. Cerca de 4 mil já conseguiram a anistia e outros 7,6 mil podem voltar ao trabalho. (págs. 1 e 11)

Direitos Humanos: Brasil mal no ranking dos processos

Entre as 25 nações que integram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Brasil ocupa o quinto lugar em número de processos. Corte internacional já condenou o país em 2006 por casos que ficaram impunes. (págs. 1 e 9)

Acidente aéreo: Sobrevivente da tragédia

Bakari Baya, de 14 anos, foi a única pessoa encontrada viva ontem após queda de avião com 153 passageiros, nas Ilhas Comores (África). (págs. 1 e 17)

Concurso: BC vai pagar R$ 14.549,53 a procurador

Banco Central abre 20 vagas para o cargo destinado a advogados. As inscrições começam em 13 de julho e as provas serão realizadas em 30 de agosto. (págs. 1 e 13)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, junho 30, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] GRIPE ''NORVEGICUS" *

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[Homenagem aos chargistas brasileiros];
(*) O gênero Rattus abrange 56 espécies sendo que somente algumas poucas causam problemas ao homem. Em caso de competição com outras espécies (Rattus rattus) a espécie Rattus norvegicus geralmente predomina pelo maior porte e agressividade.
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http://www.pragas.com.br/pragas/roedores/ratazanas.php
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?..."

30 de junho de 2009

O Globo

Manchete: Revés histórico enfraquece os Kirchner para eleição de 2011

A antecipação das eleições legislativas na Argentina, aprovada em março, numa manobra do governo para ganhar o pleito, acabou se transformando na maior derrota já sofrida pelo casal Kirchner desde que chegou ao poder, em 2003. Numa eleição fundamental para a sucessão presidencial de 2011, sete de cada dez eleitores votaram contra os candidatos kirchneristas, enfraquecendo a liderança de Néstor e Cristina pelos próximos dois anos. Depois de ter governado o país durante seis anos com maioria na Câmara e no Senado, o casal K ficou sem o controle do Congresso, perdendo 17 deputados e pelo menos quatro senadores. Embora eleito deputado, Néstor Kirchner foi o maior derrotado e renunciou à presidência do Partido Justicialista. Cristina admitiu que seu governo será forçado a negociar com a oposição. (págs. 1, 23 e Joaquín Morales Solá, 7)

Golpes e contragolpes

Tal como o casal Kirchner, que antecipou eleições e acabou derrotado nas urnas, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, tentou uma manobra para se manter no poder e terminou deposto por militares. Mas o golpe em Honduras isolou o país e pôs lado a lado EUA, Cuba e Venezuela. (págs. 1, 24 e editorial "Inaceitável")

Foto legenda: Lágrimas e máscaras

Com máscaras contra a gripe suína, parentes choram em Erechim (RS) no enterro de Vanderlei Vial, primeiro morto pela doença no país, contaminado na Argentina. A província de Buenos Aires decretou emergência. (págs. 1 e 11)

Lula pede ao PT mais empenho por Sarney

O presidente Lula pediu ao PT e a aliados mais empenho em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), envolvido nos escândalos da Casa. Senadores querem a saída de Sarney, mas o Planalto, não. "O apoio ao presidente Sarney é absoluto", afirmou o ministro José Múcio. O senador Tião Viana (PT) disse que o ex-diretor Agaciel Maia oferecia empréstimos a fundo perdido a parlamentares. (págs. 1, 3 e 4)

Megafraudador pega 150 anos de cadeia

A Justiça americana condenou ontem a 150 anos de prisão o gestor Bernard Madolf, de 71 anos, autor da maior fraude da história de Wall Street, estimada em US$ 65 bilhões. Ele, que já estava preso, confessou o crime. (págs. 1 e 21)

Lula prorroga e amplia lista do IPI menor

O governo anunciou ontem a prorrogação do IPI reduzido para carros e eletrodomésticos. Além disso, foi ampliada a lista de materiais de construção e de bens de capital (máquinas e equipamentos) com imposto menor para estimular a economia. Banco do Brasil e Caixa Econômica vão oferecer mais crédito para micro e pequena empresa. (págs. 1, 17 e 18, Míriam Leitão e editorial "Teste fiscal")

Mas as contas públicas...

Em maio, o superávit do setor público para pagamento de juros despencou 91%, para R$ 1,119 bilhão, na comparação com abril. Com isso, no ano, o resultado fica em 2,28% do PIB, abaixo da meta. (págs. 1 e 19)

Começa disputa por espólio do rei do pop

Sem perda de tempo, os pais do cantor Michael Jackson, morto no dia 25, começaram a se movimentar para garantir o controle do espólio do astro, avaliado em cerca de US$ 800 milhões: a mãe de Jackson, Katherine, conseguiu na Justiça a guarda provisória dos três filhos do cantor; seu pai anunciou a fundação de uma nova gravadora, que controlaria os direitos autorais e artísticos da obra do cantor. A cerimônia de entrega dos BET Awards, dedicados à arte negra, foi a primeira grande homenagem a Jackson. (págs. 1 e 26)

Foto legenda: Sorridente e aparentemente bem-disposto, Michael Jackson ensaia pela última vez, dois dias antes de sua morte. O ensaio foi filmado e pode virar DVD.

Charge Chico: Resumindo

- ...enfrrrentei a crrrise, abaixei os jurrros e se vocês precisarrrem de um candidato a prrresidente com muitos errres mas pousos errros... prrresente!

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo reduz juros para empresa e amplia isenções

Receita menor faz economia para pagar juro da dívida ficar abaixo da meta

Para tentar estimular a economia afetada pela crise, o governo baixou o juro dos empréstimos à indústria, decidiu subsidiar financiamentos do BNDES e prorrogou reduções de tributos.

A principal medida não antecipada foi a queda na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), usada nos empréstimos do BNDES ao setor produtivo. Fixada em 6,25% ao ano desde 2007, ela cairá para 6% amanhã.

Pontos como prazo maior para o corte do IPI na venda de carros já haviam sido antecipados. O pacote custará pelo menos R$ 3,34 bilhões.

As isenções ocorrem num cenário de queda de receita, que fez o superávit primário ficar em 2,28% do PIB -a meta é 2,5%. Em maio, a economia do governo para pagar juros de sua divida foi de R$ 1,1 bilhão, o valor mais baixo desde 2001. (págs. 1 e Dinheiro)

Leia a coluna de Vinicius T. Freire na pág. B4.

Tensão aumenta em Honduras; interino substitui ministros

Uma pessoa foi ferida e dezenas foram presas nos primeiros confrontos entre policiais e manifestantes que protestavam contra a deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya

Interino, Roberto Micheletti entrou na Casa Presidencial pelos fundos. Trocou ministros e disse que governará apesar do "repúdio internacional"; nenhum país reconheceu sua posse.

O Brasil ordenou que seu embaixador, em férias, não retorne ao país. (págs. 1, A11 e A12)

Clóvis Rossi
Afastamento dos EUA deixou um vácuo

Havia uma justificada celebração porque os EUA já não eram presença obrigatória nos assuntos da América Latina. Pena que o festejo hoje pareça prematuro.

Se os militares de Honduras não levassem a sério o afastamento dos EUA, talvez não tivesse havido golpe. O fim da influência americana deixou um vácuo. (págs. 1 e A12)

Foto legenda: Apoiadores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, enfrentam militares diante da sede do governo em Tegucigalpa

Foto legenda: Flores ao mar

Solenidade militar na fragata Bosísio, na costa pernambucana, relembra vítimas do voo da Air France que caiu há 30 dias; a França manterá buscas mesmo que a caixa preta silencie (págs. 1 e C9)

Mundo: Com derrota em pleito legislativo, Kirchner sai de chefia de partido (págs. 1 e A13)

Editoriais

Leia "Raízes partidárias", que examina doações; e "Golpe em Honduras", que condena deposição de presidente. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Obama lidera reação a golpe em Honduras

Americano critica situação 'ilegal'; condenação é generalizada

O presidente dos EUA, Barack Obama, chamou de "golpe" a deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ocorrida no domingo. Ele afirmou que Zelaya “continua sendo o presidente", puxando o coro internacional unânime de condenação à ruptura. "Temos de exigir a volta do governo eleito. Senão, daqui a pouco (os golpes) viram moda outra vez", disse o presidente Lula, que manteve no Brasil o embaixador em Honduras. Já a Venezuela e seus aliados bolivarianos, aos quais Honduras havia se unido, retiraram seus embaixadores de Tegucigalpa. Mesmo sob crescente isolamento internacional, Roberto Micheletti, presidente designado pelo Congresso, disse que só deixará o poder após novas eleições e que a deposição de Zelaya "salvou Honduras do chavismo". Na capital, houve choques entre manifestantes e o Exército. (págs. 1, A10 e A11)

Foto legenda: Apoio - Manuel Zelaya encontra Chávez em reunião na Nicarágua

Análise
Simon Romero - The New York Times

Reação unida, mas visões divergentes

O golpe em Honduras gerou condenação firme, mas revelou visões distintas sobre democracia. De um lado, populistas liderados pela Venezuela, modelo do deposto; de outro, os regimes com variedade política, como o Brasil. (págs. 1 e A10)

Foto legenda: Gripe suína: 'Alerta absoluto'

O presidente Lula avalizou decisão do Ministério da Saúde de aconselhar que turistas não viajem para Argentina e Chile, e determinou que País fique em 'alerta absoluto'; em Erechim (RS), foi enterrado o caminhoneiro Vanderlei Vial, morto em decorrência da gripe. (págs. 1, A17 e A18)

Setor de máquinas terá empréstimo com juro real zero

Pacote de estímulo à economia também inclui manutenção de corte de impostos

Além de estender a isenção de imposto de alguns produtos, como veículos novos, o governo anunciou a redução do custo de financiamento para vários segmentos da indústria, além de suspender temporariamente a cobrança do IPI sobre bens de capital. As desonerações custarão cerca de R$ 3,3 bilhões. As linhas de financiamento do BNDES sofreram um corte geral de custo com a redução da TJLP, taxa que baliza os financiamentos do banco, que passa de 6,25% para 6% ao ano. O custo das operações pode chegar a 4,5%, o que representa juro real zero ante a expectativa de inflação anual. (págs. 1, B1, B3 e B4)

Superávit fica abaixo da meta

A economia feita pelo setor público para pagar a sua dívida (superávit primário) caiu para 2,28% do PIB no período de 12 meses, até maio, ficando abaixo da meta de 2,50% estabelecida pelo governo. No ano, de janeiro a maio, o recuo do esforço fiscal foi de 55,3%, o equivalente a R$ 39,51 bilhões. (págs. 1 e B8)

Neto de Sarney também vendia seguro de vida no Senado

A empresa de José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), atuou também na venda de seguro de vida para os funcionários da Casa, além de oferecer empréstimos consignados. A informação foi confirada por uma empresa que era parceira de José Adriano no negócio. O neto de Sarney, no entanto, negou - disse que não tinha autorização para isso. (págs. 1 e A4)

Derrota dos Kirchners dá início à corrida presidencial

Oposição se destaca; Néstor deixa a liderança peronista

A derrota do governo de Cristina Kirchner nas eleições parlamentares marca o início da corrida presidencial de 2011 na Argentina. As urnas, aparentemente, enterraram a ambição do ex-presidente Néstor Kirchner de substituir sua mulher na Casa Rosada - ontem, ele renunciou à presidência do Partido Justicialista (peronista). Seus rivais se destacaram como potenciais concorrentes, em especial o atual vice, Julio Cobos. Mas dificilmente os argentinos terão como opção um candidato sem alguma ligação com o peronismo. (págs. 1, A12 e A13)

Colunista Celso Ming

E agora, Kirchner?

Em boa parte, derrota é resultado das opções na política econômica. (págs. 1 e B2)

PSDB leva senador ao Conselho de Ética

Partido pede investigação sobre número de parentes e afilhados políticos nomeados funcionários do Senado. (págs. 1 e A4)

Notas & Informações: Retrocesso em Honduras

Condenação à derrubada do presidente deixou claro que não há mais espaço no continente para contemporização com golpes. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Corte d o IPI contra a falta de crédito

Juros não caíram como a Selic, diz Confederação Nacional do Comércio

O governo anunciou ontem a extensão da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, eletrodomésticos, pães e material de construção civil - ação destinada a manter em baixa os preços e aquecer o consumo. A notícia foi bem recebida por representantes do comércio e economistas. Os fabricantes de automóveis creditam à medida a previsão de que as vendas de veículos leves baterão recorde este ano. Mas especialistas como o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas, advertem que a prorrogação do corte do IPI esconde a escassez de crédito no mercado. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Pau e pedra na luta pela democracia

O povo hondurenho enfrentou os militares nas ruas e promete manter os protestos contra o golpe que tirou do poder o presidente Manoel Zelaya, no fim de semana. O novo governo, de Roberto Micheletti, está isolado, sem apoio das comunidade internacional. “É imperativo agir rapidamente”, avalia no JB José Miguel Vivanco, da ONG Human Rights Watch. (págs. 1 e Internacional A18 e A19 e Editorial A8)

Foto legenda: Resistência – Civis montaram barricadas em Tegucigalpa e garantem que vão resistir até a queda dos golpistas

Gripe suína exige pressa para tratar

Antiviral só faz efeito se tomado até 2 dias após os primeiros sintomas

A morte de um gaúcho por gripe suína trouxe à tona uma questão crucial para que a doença não se torne letal: o diagnóstico precoce, que depende não só das autoridades sanitárias mas também de quem adoece. Os antivirais só tem eficácia se tomados até 48 horas após o aparecimento dos sintomas. Por isso é importante procurar o médico o quanto antes, mesmo que pareça, ser apenas uma gripe sazonal. Na Europa, uma pessoa desenvolveu resistência ao Tamiflu. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

Confirmada a saída de Mangabeira

Conforme antecipou o Informe JB do dia 17, o ministro Mangabeira Ubger deixou a Secretaria de Assuntos Estratégicos, pois não conseguiu ampliar sua licença da Universidade de Harvard. (págs. 1, País A6 e Informe JB A4)

Kirchner sai da chefia do partido

Após a derrota nas eleições legislativas argentinas, Nestor Kirchner, marido da presidente Cristina Kirchner, renunciou à presidência do Partido Justicialista. O casal viu cair de 115 para 100 o número de cadeiras na Câmara. No Senado, foram 38 postos a menos. (págs. 1 e Internacional A20)

Sociedade Aberta

Juca Ferreira
Ministro da Cultura

Lei Rouanet não pode prescindir dos grandes artistas. (págs. 1 e B6)

Sociedade Aberta

Dalmo Dalllari
Jurista

Quem agiu contra a democracia em Honduras. (págs. 1 e A19)

Sociedade Aberta

Gilberto Braga
Economista

Depois do IPI, próximo passo é a reforma tributária. (págs. 1 e A3)

Sociedade Aberta

Ruth Jurberg
Urbanista

Participação do morador é um trunfo no PAC. (págs. 1 e A15)

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Correio Braziliense

Manchete: Congresso esbanja com planos de saúde...

Cuidar da saúde custa muito, especialmente quando o dinheiro é do contribuinte. Nos últimos cinco anos, o Senado aumentou em 122% as despesas médico-odontológicas de parlamentares, funcionários, dependentes, ex-senadores e agregados. Os gastos saltaram de R$ 29,1 milhões em 2004 para R$ 64,8 milhões em 2008. No mesmo intervalo de tempo, a inflação acumulada foi de 26%. “Esse valores chamaram mesmo a atenção. Vamos ter que dar uma olhada, sim”, reconhece Heráclito Fortes (DEM-PI), senador que pretende auditar os planos de saúde da Casa. A Câmara dos Deputados também registra uma escalada de gastos com consultas. No ano passado, o parlamento consumiu R$ 41 milhões dos cofres públicos em tratamentos médicos. Nos seis primeiros meses de 2009, as despesas já chegaram a R$ 29,6 milhões, o equivalente a 72% do total de pagamentos em 2008. (págs. 1, 2 e 3)

...E nossos filhos ficam sem atendimento

Pediatras de Brasília anunciam que, amanhã, vão cobrar dos pacientes a consulta em consultórios ou hospitais particulares, como forma de pressionar planos de saúde a aumentar a remuneração de convênios. Roosevelt Torres, que ontem acompanhava o filho Vinícius em um hospital da Asa Sul, gasta R$ 800 por mês com a família e teme impacto no orçamento (págs. 1, 23 e 24)

IPI: Equilíbrio é a arma para imposto baixo

Tributaristas mostram que o saneamento das contas públicas e o aumento do número de contribuintes são as saídas para o governo baixar impostos e manter a economia ativa. Redução do IPI prejudicou caixa da União. (págs. 1, 12 e 13)

Arrecadação: Planalto frita chefe da Receita

Presidente Lula e ministra Dilma Rousseff querem fora do cargo a secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que tem respaldo de petistas. Queda na arrecadação é o motivo para a insatisfação do governo. (págs. 1 e 14)

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Valor Econômico

Manchete: Bancos podem frustrar leilão de folha do INSS

Os bancos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vão medir forças na segunda quinzena de julho, quando está previsto o leilão que irá escolher quem vai processar o pagamento dos benefícios previdenciários concedidos a partir de agora. O tema tem sido debatido intensamente na Federação Brasileira dos Bancos, que orientou seus membros a não participar da disputa. A recomendação foi feita por Iezio Ribeiro Sousa, diretor da Febraban, durante audiência pública sobre o tema. A sugestão deve ser acatada pelas instituições financeiras.

As atenções estão voltadas para o edital de licitação, a ser divulgado no dia 9, que vai definir as regras do leilão. É improvável, afirmam fontes que acompanham as discussões, que o edital resolva a principal polêmica da licitação: o INSS quer que os bancos paguem para administrar a folha de benefícios previdenciários. Os bancos, ao contrário, querem ser remunerados pelo serviço. No leilão, será definido quem, pelos próximos 20 anos, vai processar o pagamento de cerca de 380 mil novos benefícios, divididos em 26 lotes. O que está em jogo, na verdade, é o pagamento a 26,4 milhões de aposentados e pensionistas. (págs. 1 e C1)

Empresas devem antecipar investimentos

O principal efeito a se esperar do pacote econômico anunciado ontem pelo governo federal é a antecipação dos investimentos do setor produtivo diante da redução de seus custos. Economistas e representantes da indústria concordam que os juros para as empresas que decidirem investir caíram a níveis muito baixos pelos padrões brasileiros.

O governo reduziu o custo para o financiamento de máquinas e equipamentos e baixou a zero a alíquota do IPI para mais de 70 produtos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai baixar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) dos atuais 6,25% para 6% e que a remuneração do BNDES para o Tesouro também será diminuída para que as taxas finais aos tomadores tenham redução expressiva. Em alguns casos, a taxa final do BNDES cairá a 4,5%, o que significa zero de juro real. O Tesouro também vai equalizar taxas nos financiamentos de bens de capital, até o limite de R$ 42 bilhões. Além disso, as reduções do IPI para veículos, linha branca e materiais de construção foram prorrogadas por mais três meses - os caminhões serão beneficiados com mais seis meses.

As novas condições dos empréstimos do BNDES devem reduzir em 21% o custo dos investimentos em máquinas e equipamentos financiados no prazo de dez anos. (págs. 1, A3 e A4).
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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segunda-feira, junho 29, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] IPI e ÉTICA REDUZIDOS ...

...

















[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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GOVERNO LULA: ''PERSONAL..."

Lula em obras: cuidado!


Autor(es): FERNANDO DE BARROS E SILVA
Folha de S. Paulo - 29/06/2009

Lula degrada a discussão pública no país. Segundo ele, a imprensa (mas só a "burguesa") vive do "denuncismo desvairado". E a nação, diz, "precisa de boas notícias". Sua fala banaliza os escândalos do Senado, pondo sob suspeição aqueles que os revelaram. Na prática, o ataque retórico ao jornalismo serve para dar um verniz de legitimidade à opção pelo indefensável. Lula se alia aos senadores do PFL para salvar Sarney e sua camarilha. Mais uma vez, entre a esquerda e a direita, fica com o atraso.
O pouco caso diante do quadro de descalabro no Senado serve para qualificar o uso que Lula faz da sua popularidade, além de explicitar seu desapego pela moralidade.
Na mesma sexta-feira, o presidente ainda disse que "o país foi feito para não funcionar". Alegou que a "máquina de fiscalização" do Estado "é muito mais eficiente que a máquina de execução". Ou seja, o país que Lula reclama é aquele que tem uma imprensa chapa-branca e um Estado caixa-preta. O Brasil talvez esteja mais próximo dessa utopia obscurantista do que os "desabafos" do presidente fazem supor.
"Deixa o homem trabalhar": o conteúdo latente do bordão da campanha de 2006 vem à tona no exercício do mandato. Com Collor também foi assim: o slogan "caçador de Marajás" embutia, como um sentido oculto, a destruição do Estado que seu governo levaria a cabo.
Agora, o que se vê é a apropriação laboriosa do Estado pelos amigos do rei. Quando gritam "a Petrobras é nossa!", os petistas sintetizam numa fórmula o espírito de uma época. Lula faz um governo neopatrimonialista de comunhão nacional: do PR ao PMDB, dos usineiros às empreiteiras, dos banqueiros à CUT, todos só querem "trabalhar". O lulismo é uma forma de degradação dos valores da República.


Este colunista ficará afastado de suas atividades profissionais pelos próximos três meses, para um período de estudos. Até a volta.

SINDICALISMO E SINDICATOS: FISIOLOGISMOS, PELEGUISMOS e IDEOLOGIAS BARATAS

Força Sindical e CUT enfrentam a concorrência
O quebra-cabeça sindical brasileiro


Autor(es): Raphael Bruno
Jornal do Brasil - 29/06/2009

O sindicalismo passa por um processo de transformação em todo o país. Longe dos corredores do Congresso e dos gabinetes ministeriais é travada uma disputa política tão feroz quanto a que costuma se desenrolar nas arenas da grande política nacional. Os duelos são movidos a suor, panfletos baratos e carros de som distorcido.

Migração para novas centrais leva CUT a perder o equivalente a 21% das entidades filiadas

Filiado à Central Única dos Trabalhadores desde a década de 80, o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro decidiu, no fim de semana dos dias 20 e 21 de junho, em seu 8º congresso, se desfiliar da central e aderir à outra, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), braço sindical do PCdoB. No mesmo fim de semana, era concluída a apuração da votação que elegeu uma nova diretoria colegiada para o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, uma das entidades mais numerosas do funcionalismo público estadual, com quase 60 mil filiados. Os servidores da educação pública fluminense elegeram, para a direção do SEPE-RJ, uma maioria de 70% formada por chapas da Intersindical, agrupamento ligado ao PSOL, e Conlutas, central que mantém estreitas relações com o PSTU, deixando a chapa da CUT e outros grupos com apenas 30% dos votos. Desde 2006 o SEPE-RJ não é mais filiado à CUT.

Os dois exemplos do Rio de Janeiro ilustram, à nível estadual, o processo de transformação pelo qual passa o sindicalismo brasileiro em todo o país. Longe dos corredores do Congresso Nacional, dos elegantes gabinetes ministeriais e dos requintados restaurantes da área central de Brasília, uma disputa política tão feroz quanto a que costuma se desenrolar nestes espaços de negociação tradicionais da grande política nacional, porém menos regada a coquetéis e canapés e mais a suor, panfletos baratos e carros de som distorcido, é travada.

CUT e Força Sindical, outrora detentoras de virtual oligopólio sobre o movimento sindical do país, hoje são forçadas a enfrentar a concorrência de centrais novas criadas a partir de 2005, a maioria delas umbilicalmente ligadas a partidos políticos de esquerda (veja quadro). A situação é ainda pior para os cutistas, tendo em vista que o surgimento e o crescimento dessas novas centrais têm se dado, em grande medida, às custas de sindicatos que um dia cerraram fileiras com a poderosa central que alçou à política nacional o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Levando-se em conta apenas os dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego, só a CTB e a Conlutas, formadas quase que em sua totalidade por entidades que até poucos anos atrás integravam a estrutura cutista, somam 351 sindicatos filiados. Para se ter uma ideia do golpe dado pela criação das novas centrais na CUT, o número equivale a 21% do total de sindicatos que hoje pertencem à central (1.670). O rombo é ainda maior se contabilizados os sindicatos que hoje pertencem à Intersindical, formalmente não reconhecida como central.

As rupturas, na sua maioria, são alimentadas por divergências na condução administrativa da CUT e por críticas à proximidade que a central, controlada pelo PT, mantém com o governo federal.

– O que nos levou a optar pela criação da nova central foi fazer com que nossas propostas para o sindicalismo brasileiro ganhassem visibilidade, já que na CUT eram nos repassadas sempre secretarias de menor porte – explica Wagner Gomes, presidente da CTB e do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Antes da criação da própria central, o PCdoB atuava dentro da CUT como a Corrente Sindical Classista. O grupo participou da central de 1991 a 2006. O próprio Gomes foi, por três mandatos, vice-presidente da CUT, chegando até mesmo à ocupar a presidência da central, de maneira interina, quando o então presidente, Luiz Marinho, deixou o cargo para assumir o Ministério do Trabalho. – Enquanto tudo se resumia à CUT e Força Sindical, permanecemos na CUT. Mas, com a criação de todas essas outras centrais, entendemos que era hora de buscar o próprio espaço.

'QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?'

29 de junho de 2009

O Globo

Manchete: Primeira morte por gripe suína não faz Brasil mudar estratégiaPrefeito acha desnecessário fechar escolas e empresas no Rio O Ministério da Saúde anunciou ontem a primeira morte por gripe suína no Brasil, a do caminhoneiro gaúcho Vanderlei Vial, de 29 anos, que contraiu o vírus na Argentina. O ministro José Gomes Temporão, no entanto, garantiu que nada muda na estratégia brasileira de combate à doença. Já o prefeito Eduardo Paes, após reunião de emergência com a equipe da Saúde, considerou desnecessário fechar escolas e empresas no Rio. Há 627 casos de gripe no país, 66 no estado. (págs. 1, 8 e 10)
Senado afastará mais 4 para tentar conter criseNuma tentativa de estancar a crise que ameaça o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a Mesa Diretora da Casa vai exonerar quatro nomes da cúpula administrativa ligados ao ex-diretor-geral Agaciel Maia. O Ministério Público já abriu dez investigações sobre os escândalos no Senado. (págs. 1 e 3)
Kirchner tem o pior resultado desde 2003Apesar da boca de urna na Argentina indicar sua eleição para deputado, Néstor Kirchner teve o pior resultado em seis anos, levando o governo de sua mulher a perder maioria no Congresso. (págs. 1 e 20)
Família de Jackson acusa médicoOs parentes de Michael Jackson acusam o médico Conrad Murray de ter errado, ao tentar fazer a ressuscitação do cantor na cama, e não sobre uma superfície dura. (págs. 1 e 20)
Presidente de Honduras é deposto de pijamaMilitares mandam Zelaya para Costa Rica e líder do Congresso é empossado O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi retirado por militares ontem à força, ainda de pijama, de sua residência oficial, e enviado à Costa Rica, num golpe de Estado condenado em peso pela comunidade internacional. Oito ministros foram presos. A ordem de destituição partiu da Suprema Corte, que já havia declarado inconstitucional uma consulta sobre a reforma que permitiria reeleição presidencial. O presidente do Congresso, Roberto Micheletti, assumiu o cargo. (págs. 1 e 19)Foto legenda: Soldados cercam o palácio presidencial em Tegucigalpa, após retirarem Zelaya e envia-lo para a Costa Rica
Charge Chico: Retroandando e pensando- Politicamente, pior do que andar para trás é fazê-lo com uma mão na frente e outra atrás...
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Folha de S. Paulo
Manchete: Golpe depõe presidente de HondurasEnviado para a Costa Rica, Manuel Zelaya nega suposta renúncia; deposição é endossada pelo Congresso O presidente hondurenho, Manuel Zelaya, foi deposto por militares no dia em que promovia consulta popular para respaldar uma nova Assembleia Constituinte.Ele foi detido quando dormia, na residência oficial. Ainda de pijama, embarcou para a Costa Rica, onde afirmou ter sido vítima de um "sequestro brutal, sem nenhuma justificativa". A ação militar teve o respaldo da maioria do Congresso. A deposição, condenada por Brasil, Venezuela, EUA e OEA (Organização dos Estados Americanos), recebeu apoio até do partido de Zelaya. Uma suposta carta de renúncia do presidente deposto foi lida no Parlamento. Depois, foi aprovada a nomeação do presidente da Casa, Roberto Micheletti, como mandatário interino. Zelaya nega ter renunciado. A consulta popular foi declarada ilegal pela Justiça e pelo Congresso. Zelaya é acusado de tentar mudar a Constituição para se perpetuar no poder. (págs. 1 e A13)
País registra 1ª morte causada por gripe suínaO Ministério da Saúde confirmou a primeira morte causada pela gripe A (H1Nl), a chamada gripe suína, no país. O Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo (RS), informou que se trata do caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, que esteve na Argentina a trabalho. O governo monitora ainda uma mulher que "inspira cuidados". No fim de semana, foram confirmados 36 novos casos no Brasil - o total foi a 627.Segundo o ministro José Gomes Temporão (Saúde), a transmissão do vírus no país ainda se restringe a pessoas que foram ao exterior ou tiveram contato direto com os doentes. Ele disse que será mantida uma "estratégia de contenção" da doença. (págs. 1 e C1)
Apuração indica derrota de Cristina em Buenos AiresCom 34% das mesas, a coalizão de peronistas dissidentes vencia na Província a lista liderada pelo ex-presidente Néstor Kirchner (35% a 32%). (págs. 1 e A15)
Aos 94, morre Goffredo da Silva Telles JúniorO jurista Goffredo da Silva Telles Júnior, 94, autor da "Carta aos Brasileiros", marco da luta pela redemocratização, morreu no sábado, de causas naturais. Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que o professor "deu lições de humanismo, generosidade e fé". (págs. 1 e A10)
Médico diz que encontrou Jackson já inconscienteTestemunha-chave na investigação não-criminal da morte de Michael Jackson, Conrad Murray, seu médico particular, afirmou em depoimento à polícia que não injetou nenhuma droga no cantor e disse que ele já estava inconsciente quando entrou "por acaso" em seu quarto. (págs. 1 e D1)
Governo define os detalhes da retomada do IPI dos carrosO governo definiu os detalhes da retomada do IPI dos carros, cujo corte valerá até setembro. O imposto subirá em outubro, quando as alíquotas recuperarão um terço do que foi cortado. Em novembro, haverá outra alta igual; a última será em dezembro. Varejo e indústria não repassaram o corte na íntegra, diz a FGV. (págs. 1, A11 e B1) O governo estuda usar o Fundo Soberano para compensar a queda de receita (págs. 1 e B4)
EditoriaisLeia 'Incentivo à cultura", que avalia mudanças na Lei Rouanet; e "O desafio na catarata", sobre cirurgias. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Golpe de Estado depõe presidente de HondurasMilitares cumprem ordem da Suprema Corte e mandam Zelaya, de pijamas, para o exílio O presidente de Honduras, Juan Manuel Zelaya, foi destituído ontem do cargo por militares, em cumprimento a uma ordem da Suprema Corte do país. A ação foi uma resposta à insistência de Zelaya em realizar um plebiscito para mudar a Constituição e permitir a sua candidatura à reeleição. Zelaya foi surpreendido em sua residência às 6 horas (9 horas de Brasília) por cerca de 300 militares, que desarmaram seus 10 seguranças e o levaram, ainda de pijamas, para a Costa Rica. Em sessão extraordinária, parlamentares hondurenhos leram uma carta de renúncia atribuída ao presidente deposto e deram posse ao presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Porém, ao desembarcar no exílio, Zelaya negou a autoria da carta. (págs. 1, A12 e A13) Chávez reage em apoio a aliadoPrincipal aliado de Zelaya, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, colocou as forças armadas do seu país em alerta. Chávez elogiou o pronunciamento da secretária americana de Estado, Hillary Clinton, a qual disse que os EUA não participaram do golpe nem o apoiam, declaração reiterada pelo presidente Barack Obama. E o governo brasileiro se juntou a vários países latino-americanos no apoio ao presidente destituído. (págs. 1 e A12)
Eleição Argentina não atraiMetade se abstem e Kirchners saem em desvantagemSegundo pesquisas de boca de urna, a presidente argentina Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, sofreram uma derrota nas eleições legislativas de ontem e podem perder o controle do Parlamento. Dados extraoficiais indicavam que metade dos argentinos não votou. Na província de Buenos Aires, onde o ex-presidente encabeçava a lista de candidatos a deputado pelo Partido Justicialista (Peronista), a disputa estava acirrada, mas na capital argentina o governo teria tido apenas 14% dos votos. A apuração começaria ontem por volta das 21h, mas não havia prazo para a divulgação dos resultados finais. (págs. 1 e A13)Foto legenda: Medo - Mesários de eleição usam máscaras contra gripe suína
Brasil tem a primeira morte por gripe suínaO Ministério da Saúde anunciou ontem a primeira morte provocada pelo vírus H1N1 no País. A vítima é o caminhoneiro Vanderlei Vial, de 29 anos, que estava internado em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Ele esteve na Argentina por sete dias e retornou ao Brasil no dia 19, já com sintomas da gripe. O paciente demorou a buscar atendimento e não pôde ser medicado com o antiviral indicado contra a doença. (págs. 1 e A15)
Para o pai, morte de Jackson não foi por stressEm entrevista à Fox, a primeira desde a morte do cantor, Joe Jackson disse não acreditar que o enfarte que matou seu filho tenha sido causado por stress, relata o enviado especial Jotabê Medeiros. Michael se preparava para realizar 50 shows em Londres. Segundo Joe, a família vê anormalidades na morte. À polícia, o médico Conrad Murray negou que tivesse administrado analgésicos no astro. (págs. 1, A17 e A18)
Ex-membros do MST lideram núcleos do Incra em SPOs três coordenadores dos núcleos de apoio do Incra no Pontal do Paranapanema são ex-militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) cujos salários são pagos pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf). A Fundação estaria sendo usada para contratar pessoas do MST para trabalhar nos assentamentos. Ontem, 15 fazendas no Pontal e na região da Alta Paulista foram invadidas, numa ação denominada “inverno quente". (págs. 1 e A4)
Frigorífico brasileiro faz recall de carne nos EUAA JBS Swift Beef Co, que pertence ao frigorífico brasileiro JBS Friboi, está promovendo um recall de cerca de 190 toneladas de produtos de carne bovina nos EUA. As mercadorias podem ter sido contaminadas pela bactéria E. coli, causadora de distúrbios estomacais, conforme comunicado do serviço de segurança alimentar americano. A Friboi diz processar 9 mil toneladas de carne por dia nos EUA. (págs. 1 e B9)
Notas & Informações: Governo briga contra o fumoTodos conhecem os efeitos do fumo. Cabe ao STF definir as competências do governador nesta questão. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Brasil tem primeira morte por gripe suínaGaúcho estava na Argentina quando sintomas começaram Um gaúcho de Passo Fundo é o primeiro brasileiro a morrer em decorrência da gripe suína. O caminhoneiro Vanderlei Vidal, de 29 anos, esteve na Argentina a trabalho, por sete dias, e lá começou a apresentar os sintomas: febre, tosse e dor muscular. Ao voltar ao Brasil, foi internado, mas o quadro piorou para insuficiência respiratória. Vanderlei morreu na manhã de ontem. Apesar do óbito, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a transmissão do vírus no Brasil ainda é restrita. No Rio, a prefeitura recomendou que escolas e empresas não fechem. A Secretaria de Saúde vai se concentrar, a partir de agora, na notificação de casos. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A4)
Força Sindical e CUT enfrentam a concorrênciaO sindicalismo passa por um processo de transformação em todo o país. Longe dos corredores do Congresso e dos gabinetes ministeriais é travada uma disputa política tão feroz quanto a que costuma se desenrolar nas arenas da grande política nacional. Os duelos são movidos a suor, panfletos baratos e carros de som distorcido. (págs. 1 e País A5)
Acordo monetário com a ChinaOs governos de Brasil e China estudam como colocar em prática um sistema monetário que permita exportadores e importadores fecharem negócios em suas moedas locais. O objetivo é deixar o dólar de lado nas transações comerciais entre os dois países. (págs. 1 e Economia A18)
Honduras sofre golpe militarUma ação militar derrubou o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. As Forças Armadas invadiram sua casa, à noite, e o colocaram em um avião que foi para a Costa Rica. A comunidade internacional condenou o ato e exigiu o retomo de Zelaya ao poder. (págs. 1 e Internacional A21)
"Trinta anos de direitos negados"No exílio há 30 anos, Reza Cyrus Pahlevi, filho do antigo xá do Irã, fala sobre a resistência nas ruas de Teerã e diz não haver diferença entre Mahrnoud Ahmadinejad e Mir Hossein Mousavi. (págs. 1 e Internacional A23)
Sociedade AbertaGláucio SoaresCientista políticoÉ preciso gastar melhor nas políticas públicas. (págs. 1 e A9)
Sociedade AbertaMaurício Azêdo Jornalista STF instaura lei da selva no jornalismo. (págs. 1 e A16)
Sociedade AbertaAntonio Oliveira SantosEmpresário CVM deve impor limites às operações de hedge. (págs. 1 e A10)
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Correio Braziliense
Manchete: Gripe suína mata no sul e avança no DFCaminhoneiro gaúcho é a primeira vítima da doença que ataca 627 brasileiros. No Distrito Federal, o número de casos já chega a 26 (págs. 1 e 8)
Brasília, capital da preservaçãoEm 2010, o mundo voltará os olhos para a capital tombada. Em convenção na Espanha, o Distrito Federal foi eleito a sede do encontro de cidades que são consideradas patrimônio mundial pela Unesco. “Será o ponto mais alto das celebrações dos 50 anos”, festejou o governador Arruda. (págs. 1 e 20)
No país dos filhos únicosHá 50 anos, as mulheres tinham, em média, seis crianças. Hoje, a taxa despencou para 1,9. No DF, ficou mais comum encontrar lares como o de Juliana e o menino Gabriel, que não têm irmãos. (págs. 1 e 19)
Honduras: um golpe na democraciaMilitares depõem presidente hondurenho, Manuel Zelaya, em meio a intensa crise interna. Para presidente do Congresso, Roberto Micheletti, tudo não passou de um ato democrático. (págs. 1 e 14)
Tecnologia: Congresso tenta barrar troca de arquivos na webO internauta que se cuide: deputados estão de olho em quem baixa músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. (págs. 1 e 16)
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Valor Econômico
Manchete: Obras de revitalização do rio São Francisco atrasamDiferentemente das obras de transposição, que são tocadas em três turnos de trabalho para garantir a inauguração de uma primeira parte até o fim de 2010, o programa de revitalização do rio São Francisco atola.Dos R$ 442,7 milhões previstos no Orçamento federal deste ano para projetos de recuperação ambiental das bacias hidrográficas do São Francisco e do Parnaíba, apenas R$ 71 milhões foram empenhados até maio. Ou seja, o compromisso efetivo de liberação de recursos alcança menos de 17% do investimento divulgado, segundo o sistema eletrônico de acompanhamento orçamentário (Siafi). O valor pago às empresas contratadas no período foi inferior a R$ 1 milhão. (págs. 1 e A3)
Decisão sobre etanol nos EUA atinge o BrasilA indústria de etanol dos EUA ganhou fôlego na semana passada com a decisão da Câmara dos Representantes de suspender por cinco anos a adoção de novos critérios para avaliar o impacto dos biocombustíveis no ambiente. Os critérios foram definidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) para o cumprimento das metas estabelecidas pela lei americana, que condiciona o aumento do consumo de biocombustíveis a reduções nas emissões de dióxido de carbono. A decisão, tomada por pressão dos ruralistas, pode prejudicar usinas brasileiras interessadas em exportar álcool para os EUA. Mais eficientes que as americanas, as usinas do Brasil seriam beneficiadas pelas normas defendidas pela Agência de Proteção Ambiental. (págs. 1 e B12)
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