A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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segunda-feira, maio 21, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Renan Calheiros defende Rondeau e condena especulação política. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta segunda-feira o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público, investigado pela Operação Navalha, da Polícia Federal. É importante que a investigação avance para que os fatos se esclareçam rapidamente e para que as especulações não se sobreponham aos fatos. Não vi nada, absolutamente nada, que comprove o envolvimento do ministro nesse fato", disse Renan. O presidente do Senado, cujo nome foi citado em alguns trechos de conversas telefônicas gravadas pela PF durante a investigação, negou que seja amigo de Zuleido Veras, dono da Gautama, e disse que sua relação com o acusado é "com o dono de uma empresa que faz obras em Alagoas". br.yahoonoticias.
OPERAÇÃO NAVALHA: SILAS RONDEAU [REZA EM BUSCA DE "ENERGIA"]

domingo, maio 20, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
Preparativos
Durante as poucas semanas de viagem no deserto sob a proteção Divina, com milagres diários, tais como o maná e a codorna, o miraculoso adoçamento da água, a derrota de Amalec e a travessia do Mar Vermelho, o povo judeu havia se tornado mais e mais consciente de D'us.
A fé tornava-se mais intensa a cada dia, até que atingiram um padrão de santidade, solidariedade e unidade, jamais conseguido antes ou depois por qualquer outra nação.
Moshê[1] ascendeu ao Monte Sinai, e D'us disse-lhe as seguintes palavras: "Assim dirás à casa de Yaacov[2], e dirás aos Filhos de Israel: 'Vocês viram aquilo que fiz aos egípcios, e como Eu os trouxe nas asas da águia, e os trouxe até a Mim. Agora, portanto, se ouvirem de fato Minha voz, e se mantiverem Minha aliança, então serão Meu tesouro dentre todos os povos; pois toda a terra é Minha; e serão para Mim um reino de sacerdotes, e uma nação sagrada. '“.
Moshê voltou do Sinai e chamou os anciãos do povo e transmitiu-lhes todas estas palavras de D'us. Unanimemente, com uma voz e uma só mente, o povo respondeu: "Naasê Venishmá" - "Tudo que D'us falou, assim o faremos.”.
Dessa forma, aceitaram totalmente a Torá[3], com todos seus preceitos, sem ao menos pedir uma enumeração detalhada das obrigações e deveres que nela estavam envolvidos.
Quando Israel havia se prontificado a receber a Torá, D'us falou novamente a Moshê: "Vá até o povo, e santifique-os hoje e amanhã, e deixe que lavem suas vestes, e estejam prontos no terceiro dia: pois no terceiro dia o Senhor virá à vista de todo o povo no Monte Sinai. Estabeleça limites para o povo, dizendo: Prestem atenção; não subam ao Monte, ou toquem sua borda, pois aquele que o fizer morrerá."
O toque do shofar intensificou-se, mas de repente todos os sons cessaram, e seguiu-se um silêncio absoluto; então D'us proclamou os Dez Mandamentos desta forma:
1 - “Eu sou o Senhor teu D’us, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos”.
2 - "Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, figura alguma do que há em cima, nos céus, e abaixo na terra, ou nas águas, abaixo da terra. Não te prostrarás diante deles, nem os servirá, pois sou o Eterno, teu D'us, D'us zeloso, que visita a iniqüidade dos pais aos filhos sobre terceiras e quartas gerações aos que me aborrecem; e mostrarei misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam Meus mandamentos.
3 - “Não jurarás em nome do Eterno, teu D’us, em vão; porque não livrará o Eterno ao que jurar Seu nome em vão”.
4 - "Lembra-te do dia de Shabat para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda tua obra. E o sétimo é o Shabat do Eterno, teu D'us, e não farás nenhuma obra, tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal, e teu peregrino que estiver em tuas cidades; pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar, e tudo o que há neles, e repousou no sétimo dia; portanto, abençoou o Eterno o dia de Shabat e o santificou.
5 - “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias sobre a terra que o Eterno, teu D’us, te dá”.
6 - “Não matarás”.
7 - “Não cometerás adultério”.
8 - “Não furtarás”.
9 - “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”.
10 - “Não cobiçarás a casa de teu próximo; não cobiçarás a mulher de teu próximo, e seu servo, ou sua serva, e seu boi, e seu asno, e tudo que seja de teu próximo”.
Imploraram a Moshê para ser o intermediário entre D'us e eles, pois se o próprio D'us continuasse a dar-lhes toda a Torá, certamente morreriam. Moshê disse-lhes para não terem medo, pois D'us revelara-Se a eles para que O temessem e não pecassem.
Então D'us pediu a Moshê para subir a montanha; pois apenas ele era capaz de ficar na presença de D'us. Lá Moshê receberia as duas tábuas contendo os Dez Mandamentos e a Torá completa, para ensiná-los aos Filhos de Israel.
Moshê subiu a montanha e lá permaneceu por quarenta dias e quarenta noites, sem comer ou dormir, pois havia se tornado semelhante a um anjo. Durante este tempo, D'us revelou a Moshê toda a Torá, com todas suas leis e suas interpretações.
Finalmente, D'us deu a Moshê as duas Tábuas do Testemunho, feitas de pedra, contendo os Dez Mandamentos, escritos pelo próprio D'us.
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sábado, maio 19, 2007
EDITORIAL: 2010 !
2010: O ANO PARA O QUAL JÁ ESTAMOS FAZENDO CONTATO?
Esta semana dois assuntos foram bastante comentados pela imprensa: a primeira entrevista coletiva concedida pelo Presidente Lula, em seu segundo mandato e a nova “operação” comandada pela Polícia Federal (PF), sob o codinome Operação Navalha. Que olhar podemos lançar para esses dois fenômenos? Uma segunda entrevista coletiva desde 2003 e uma nova “empreitada” da PF contra fraudes em licitações de obras da construção civil dos órgãos do Governo, em substituição à Operação Furacão II (“hurricane”) em curso.
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A primeira entrevista coletiva, cobrada há muito tempo pelos jornalistas e lembrada em várias ocasiões por seus “ombudsman”, finalmente foi agendada e abarcou em torno de quinze assuntos, entre eles, a queda na cotação do dólar, greve no Ibama e greve no serviço público, segurança pública, tributos, dívida pública, aliados e seus partidos políticos, oposição e, principalmente [a “pergunta que não quer(ia) calar”], sobre a disputa na sucessão presidencial ou a hipótese de um terceiro mandato (Lula III). Na entrevista [e em outros momentos nesta semana] o Presidente afirmou categoricamente que não cogitava qualquer hipótese de um terceiro mandato uma vez que ele não brincava de democracia, que ele era contra (e sempre fora) o processo de reeleição e que a Constituição (atual) não permite. De acordo com suas palavras “Acho imprudente alguém apresentar um projeto permitindo um terceiro mandato. A melhor reforma é acabar com a reeleição e definir um mandato de cinco anos. Não cogito qualquer hipótese de um terceiro mandato. Acho uma provocação à democracia”[1]. Contudo, deixou bem claro que ele quer fazer o sucessor, segundo o Presidente, “por razão simples: quero que tenha continuidade o que estamos fazendo no país”, mas que não necessariamente o sucessor devesse ser do PT, uma vez que numa “coalizão” os partidos participam por sua proporcionalidade e o candidato que sairá da base sairá de conversa entre todos. Nestes termos, ele disse: ”quero terminar meu mandato na condição de os candidatos me chamarem para ir ao palanque. Quando chegar na eleição de 2010, quero estar tão afiado, quero que me chamem para ir ao palanque. A base vai ter candidato, deve ser tirado de consenso da base. Não necessariamente alguém do PT”. Isto porque, durante a entrevista ele havia comentado sobre suas derrotas em outras campanhas presidenciais: “Eu perdi três eleições, mas chegou um dia que alguém me convenceu que eu não precisava mais fazer discurso para agradar o PT. Eu precisava ter do meu lado os 15% que faltavam. Eu não fiz acordo com pessoas individualmente, mas fiz com partidos. Eu queria o todo do PMDB, o todo do PR”. E de “olho” no PSDB, via Aécio Neves, Lula disse que sempre manteve “ amizade com FHC e não será por falta de convite que vamos conversar. Quero respeitar o direito de ele fazer críticas. Quero que eles respeitem meu direito de tratá-los como adversários e não como inimigos”. E, ainda em relação à oposição, disse que achava “que PFL vai deixar de ser tão nervoso”.
Do outro lado (da trincheira?) o governador José Serra (PSDB-SP), ainda que de “fuzil” em mira, concordou com as palavras do presidente Lula: "Acho que ele está certo. O PSDB enxerga o atual governo como adversário e não como inimigo". Palavras bem ditas, uma vez que Serra também aprovou o trecho da entrevista em que o presidente Lula defendeu a flexibilização do limite de endividamento dos estados, cujo governador Serra, pleiteia o aumento do limite de endividamento para obter financiamento externo destinado a investir no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde proclamou: "Acho indispensável. Aliás, é um direito dos estados. São Paulo e outros estados como Minas Gerais têm capacidade para aumentar o seu endividamento, tecnicamente, juridicamente, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.
Ainda na busca (?) de um sucessor, Lula há algum tempo manifestou sua simpatia pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pertencente a um dos “partidos da base” (coalizão), e seu ex-ministro de Estado da Integração Nacional (2003-2006). Igualmente, Lula demonstrou interesse em convencer o governador Aécio Neves (PSDB-MG) a “vir” para o PMDB, partido em deferência, entre os “da base”, na ocupação de Ministérios, de Secretarias e Estatais (segundo escalão) no segundo governo do presidente Lula. Esse interesse foi divulgado no início deste mês, quando Lula pediu a dirigentes peemedebistas que tentem convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a trocar o PSDB pelo PMDB. Pedido este para reforçar outros que ele já havia feito em outros encontros com o governador mineiro. Nesse sentido, a imprensa tem evidenciado que o Presidente tem “coberto de elogios” o governador Aécio, entre esses, o de “bom gestor”, “político hábil”, “popular em Minas”, levando-se em conta que MG é o segundo maior colégio eleitoral do País.
Todavia, sabemos que o ex-ministro da Casa Civil continua em “operações”, notadamente garantindo sua aparição pública (e justificativas) através de palestras e conferências aos mais diversos públicos (correligionários ou não) e locais; uma delas em Minas Gerais. Existem fontes que afirmam (exceto em acareações) que o mesmo ocupa agora a função de “eminência parda” [tão criticada outrora] encarregada de fazer com que a “fila ande”, não descartando, obviamente, que ele seja o “primeiro da fila” ou, no mínimo, que volte à condição de “alguém” que se faz ouvir.
Por outro lado, a semana encerrou com idas e saídas de presos da Superintendência, em operações da Polícia Federal (PF). A última delas, a Operação Navalha, realizada nos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e no Distrito Federal (DF), visou desmontar o esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos federais para obras públicas, incluindo as do “Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)” e do programa “Luz para Todos”. As investigações da PF apontaram o desvio de recursos dos ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento, cujo esquema fraudava ainda licitações do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). De acordo com a PF, a quadrilha era estruturada em três diferentes níveis, envolvendo funcionários da Construtora Gautama, com sede em SP, e autoridades públicas. Entre os detidos estão (estavam) prefeitos, deputados, ex-deputado, ex-governador, assessores e outros ligados a setores de obras públicas nos estados citados e no DF.
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De acordo com o título deste Editorial, o presidente Lula já se encontra em campanha sucessória/2010? Ou alguém por ele? Tudo nos leva a crer, desde “notinhas” em colunas sociais, “leituras” em entrelinhas de jornais, fotos nas mais diversas cerimônias religiosas e laicas, “shows” artísticos, ou ainda através de charges.
Por fim, como saberemos? Ou seria mais um caso para as Operações da Polícia Federal?
[1] Os grifos (destaques em “negrito”) nas citações são nossos.
sexta-feira, maio 18, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
MILHO TRANSGÊNICO: "SE É BAYER, É BOM!!!" [sic]
RIO DE JANEIRO – Os transgênicos avançam no Brasil. Na mais polêmica decisão desde sua reformulação pela Lei de Biossegurança, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nessa quarta-feira (16) a liberação comercial do milho transgênico Liberty Link, produzido pela empresa transnacional de origem alemã Bayer. A decisão ainda precisará ser submetida ao Conselho Nacional de Biossegurança, que é composto por 11 ministérios, mas já é festejada como vitória pelos setores favoráveis aos transgênicos. Do outro lado, as organizações do movimento socioambientalista prometem recorrer. O presidente da CTNBio, Walter Colli, vem tentando aprovar o milho desenvolvido pela Bayer desde o ano passado, há pelo menos três sessões da Comissão, mas sempre esbarrou na resistência dos setores contrários aos transgênicos. Dessa vez, conseguiu encaminhar a votação, e o Liberty Link teve sua liberação comercial aprovada por 17 votos a favor, quatro contra e um pedido de maiores informações. Os votos contrários foram dados por representantes dos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Secretaria Especial da Pesca e da sociedade civil para meio ambiente e agricultura familiar. As organizações reunidas na Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos estão indignadas com a pressa da CTNBio em aprovar o milho da Bayer e apontam diversas irregularidades no processo. Seu principal argumento é que a Comissão aprovou o Liberty Link sem ter respondido aos inúmeros questionamentos levantados durante a audiência pública sobre o tema realizada em março. Além disso, a aprovação seria ilegal, pois a CTNBio sequer definiu seus procedimentos internos necessários para avaliar a documentação apresentada pelas empresas ou instituições com pedido de liberação comercial para os transgênicos. A maioria da Comissão cedeu aos apelos de urgência do lobby pró-transgênicos, numa decisão comemorada pelos representantes das empresas. Alguns dos observadores da sociedade civil que assistiram à votação, por outro lado, não gostaram nadinha do que se passou: “Repudiamos a decisão da CTNBio, que deu as costas para a biossegurança brasileira para atender aos interesses do agronegócio e das empresas multinacionais de biotecnologia. A CTNBio vem mostrando um profundo descaso pela Lei de Biossegurança e pelas próprias normas internas na condução de seus trabalhos", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace, em nota divulgada pela entidade. O presidente da CTNBio trava desde o ano passado uma queda-de-braço com o Ministério Público Federal e os representantes da sociedade civil que querem assistir as reuniões da Comissão como observadores. Após alguma resistência - chegou a suspender uma sessão por não concordar com a presença de dois membros do Greenpeace -, Walter Colli percebeu que não poderia evitar os observadores, uma vez que eles têm sua presença nas reuniões da CTNBio garantida pela Lei de Biossegurança. O setor pró-transgênicos, então, mudou de tática e decidiu comparecer em peso para observar a reunião em curso, que termina nessa quinta-feira (17) em Brasília. Isso se antevia na convocatória à reunião encaminhada pelo secretário-executivo da CTNBio, Jairon Santos do Nascimento: “Segundo as seguidas manifestações da digna procuradora Maria Soares Cordioli (N.R. representante do Ministério Público), as portas de ambas as reuniões devem ser abertas, entrando os primeiros que chegarem. Como são muitos os pedidos, faremos o possível para acomodar adequadamente a todos”. Segundo especialistas, a capacidade de contaminação do milho transgênico é muitas vezes superior a da soja, para ficar num exemplo de outro grão transgênico liberado no Brasil. Isso preocupa os socioambientalistas: “Não é aceitável que o meio ambiente e a alimentação dos brasileiros sejam colocados em risco para beneficiar apenas algumas poucas empresas de biotecnologia. O mais certo seria suspender toda e qualquer liberação comercial de cultivos transgênicos até que o Brasil tenha uma política séria de biossegurança”, avalia Gabriela Vuolo. A decisão, agora, está nas mãos do Conselho Nacional de Biossegurança, um colegiado de ministros que é coordenado pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que certamente se pautará pela vontade da ministra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será uma batalha decisiva, e os que militam contra a introdução indiscriminada dos transgênicos no Brasil terão que se desdobrar, pois do outro lado a atividade é intensa. A CTNBio já tem em sua pauta outros onze pedidos de liberação de transgênicos feitos por empresas como Monsanto e Syngenta, entre outras.. Maurício Thuswohl - Carta Maior
PF: OPERAÇÃO NAVALHA (NA CARNE!)

LULA, GREVE & SINDICALISTAS [In:] "TUDO É ESSENCIAL!"
BRASÍLIA - Entre os diversos temas abordados na entrevista concedida pelo presidente da República terça-feira (15), no Palácio do Planalto, um despertou a reação das organizações sindicais: a regulamentação do direito de greve no setor público. Lula defendeu a responsabilização de grevistas e criticou longas paralisações de servidores federais. “O que não é possível, e nenhum brasileiro pode aceitar, é alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque, aí, deixa de ser greve e passa a ser férias”. Segundo o presidente, a greve no setor público deve ser tratada de maneira diferente do setor privado. Uma das diferenças seria a classificação de diversos serviços como áreas “essenciais”, nas quais o direito de greve é mais restrito do que no conjunto. A greve nestes setores, afirmou Lula, não prejudica os “patrões”, mas a população brasileira. As declarações reafirmaram a disposição do Governo Federal em construir uma proposta de regulamentação para ser enviada ao Congresso. Reportagem do jornal O Globo do último dia 11 já adiantava que uma minuta de projeto foi elaborada pela Advocacia Geral da União e pelo Ministério do Planejamento, e entregue já na última semana para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Em entrevista ao jornal, o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, afirmou que a situação trabalhista no setor público é uma "lei da selva" e que a proposta estabelece requisitos para que uma greve no serviço público seja considerada “legítima”. A Constituição Federal de 1988 consagrou o direito de greve para os servidores públicos, mas não regulamentou seu exercício. Diferente da área privada, onde a arbitragem dos conflitos é feita pela Justiça do Trabalho, no caso do Estado não há regras nem poder específico que resolva os conflitos, em última instância. Para as entidades sindicais de servidores, esta situação deixa os trabalhadores à mercê dos órgãos empregadores públicos. No entanto, a saída encontrada pelo governo para este vácuo não é ampliar os direitos de greve, mas as exigências para a realização desta manifestação.A primeira seria que a paralisação fosse aprovada por no mínimo 2/3 da categoria e fosse previamente avisada ao responsável pelo setor. Nas áreas de serviços inadiáveis e de interesse público, haveria a exigência de manter 40% dos servidores trabalhando, com possibilidade deste percentual variar conforme a necessidade de manter a continuidade do serviço. Isso se a greve for considerada “legal”. Caso um questionamento judicial contra ela seja acatado, os trabalhadores seriam obrigados a descontar o tempo de paralisação. “Todos nós temos direito de fazer greve, mas todos nós sabemos que a gente pode ganhar ou pode perder”, justificou Lula na entrevista coletiva. Entre as áreas “inadiáveis e de interesse público” estariam: atendimento ambulatorial, assistência médica, tratamento e abastecimento de água, tratamento de esgoto, serviços funerários e de necropsia, inspeção agropecuária, defesa e controle do tráfego aéreo, segurança pública, serviços de telecomunicações e de tratamento e lixo hospitalar, e de concessão e pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais. Para o jornal O Globo, o advogado-geral da União admitiu que a filosofia da proposta é que “o serviço público como um todo deve ser considerado essencial”. Críticas durasEm entrevistas e notas públicas, dirigentes de entidades sindicais classificaram o projeto como “autoritário”, “ditatorial” e “intervencionista”. Para Josemilton Costa, da Confederação dos Servidores Públicos Federais (Condsef), na prática a proposta visa “impedir a greve no serviço público”. A posição é endossada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique dos Santos, para quem as exigências colocadas têm como finalidade inviabilizar paralisações no serviço público. “Estipular que uma assembléia só terá direito de aprovar greve se reunir 2/3 da categoria é uma tentativa mal-disfarçada de proibir greve no setor”, afirma. O presidente da CUT exemplifica citando o caso do sindicato de professores de São Paulo, que teria de reunir 100 mil de seus 150 mil filiados em assembléias para deflagrar uma greve. No caso dos servidores federais, seria necessária a aprovação de mais de 670 mil dos 1 milhão empregados. Em relação à definição dos serviços de interesse público, Santos critica a proposta, afirmando que ela “padroniza setores diferentes entre si”. “Num hospital sucateado, com poucos trabalhadores efetivos, podem ser necessários mais de 40%. No setor de energia elétrica, dependendo da unidade de geração ou transmissão, podem ser necessários menos de 40%”. Segundo os sindicalistas consultados pela Carta Maior, hoje as entidades já fazem esta avaliação e mantêm a continuidade dos serviços. Mas é exatamente a iniciativa de o Governo Federal decidir sobre o tema o que motiva as críticas mais ferrenhas dos dirigentes. “Isso é intromissão do Estado na organização dos trabalhadores como na época da ditadura. Me parece que o presidente esqueceu que foi sindicalista. Presidente só vê agora a classe dominante, e não aquele setor que o levou à presidência”, bate Josemilton Costa. Para ele, o governo deveria retomar o compromisso assumido com as organizações de servidores de construir uma proposta de sistema de negociação permanente iniciada junto ao Ministério do Planejamento. Costa afirmou que o processo vinha caminhando até o governo “tirar da cartola” esta nova proposta na ressaca da greve de controladores de vôo. Segundo o presidente da Condsef, se o governo não voltar atrás e retomar a diálogo sobre a propostas de negociação permanente, os sindicalistas vão radicalizar sua reação. “Podemos fazer greve inclusive para combater este projeto”, alerta. Arthur Henrique dos Santos endossa a cobrança. “Exortamos o governo a jogá-la fora imediatamente e a cumprir o que já foi combinado, e apresentar na Mesa de Negociação Permanente a perenização do Sistema de Negociação Permanente”. No próximo dia 22, as entidades têm reunião marcada com representantes do Ministério do Planejamento.
Jonas Valente - Carta Maior
quinta-feira, maio 17, 2007
XÔ! ESTRESSE [In:] 2010! O ANO QUE FAREMOS CONTATO (*)
EVO & LULA; BOLÍVIA & BRASIL: "QUEM ERA FELIZ E NÃO SABIA???"
PF: OPERAÇÃO NAVALHA ("NAS VALAS" DA CONSTRUÇÃO CIVIL?)
LULA & PMDB [In:] "O BOM PASTOR..."

DOLAR EM QUEDA: "LIVRE" OU "FORÇADA"?
O dólar comercial despencou 1,46% e fechou a quarta-feira cotado a R$ 1,954 para venda. A queda refletiu na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que encerrou o pregão com alta de 2,41%, em novo patamar recorde de 51.737 pontos. A desvalorização da moeda norte-americana ante o Real já reflete no bolso do consumidor e faz cair os preços de eletroeletrônicos, produtos alimentícios e passagens aéreas. A queda acentuada desta quarta-feira ocorreu após mais uma agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, ter elevado a nota do Brasil. Na semana passada, a Fitch Ratings já havia aumentado seu indicador. Para tentar deter a alta de hoje, o Banco Central realizou um leilão de 'swap reverso cambial', equivalente a uma compra de dólares no mercado futuro. No meio da tarde, o BC realizou um leilão de compra da moeda, mas não conseguiu deter a queda da moeda norte-americana. No acumulado deste ano, o dólar já sofreu perdas de quase 9%. Entre os fatores que podem explicar a desvalorização estão os sucessivos recordes da balança comercial; o diferencial de juros domésticos e internacionais, que atrai capital financeiro para o país; e a perspectiva de que o país seja considerado mais seguro para investir, à medida em que agências especializadas em classificação de risco de crédito melhorem sua avaliação pública sobre o Brasil. O consumidor tem sentido no bolso as vantagens da valorização do real em relação ao dólar, principalmente no segmento de eletroeletrônicos e em alguns produtos alimentícios. Nos itens analisados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o celular foi o que teve a queda mais acentuada, sob a influência do dólar, com redução de 73% no preço nos últimos três anos, e de 22% nos últimos 12 meses. A depreciação da moeda americana também ajudou a derrubar o preço de outros campeões de venda do segmento, como a TV, que ficou 32% mais barata nos últimos três anos e 14,6% considerando a comparação entre maio de 2006 e o mês passado. As viagens para conhecer a Disneylândia, que foram esquecidas pela classe média por um tempo, voltaram a ficar em alta. Na Trade Tours, uma das representantes oficiais da Disney no Brasil, o valor do pacote, com passagem aérea e seis noites de hospedagem, caiu de R$ 4.778, em 2004, para R$ 4.068 neste ano. O financiamento, com a redução das taxas das administradoras de cartão de crédito, também ficou mais elástico, com o pagamento passando de duas para cinco parcelas. Se a tendência de queda do dólar continuar, a agência prevê crescimento de 40% no fluxo de passageiros para o destino em 2007 no confronto com 2006. No comparativo do ano passado, com relação a 2005, a alta tinha sido de 13%. A Bovespa fechou com forte alta de 2,41% e registrou novo patamar recorde de 51.737 pontos. O volume financeiro movimentado também foi histórico: R$ 4,87 bilhões. A desvalorização do dólar torna a Bolsa mais "cara" para os investidores estrangeiros, hoje os maiores responsáveis pelos recordes consecutivos das ações. Para profissionais do mercado, no entanto, o que pode ter mantido os "estrangeiros" no pregão foi a expectativa de novas valorizações. A queda do dólar também afeta a balança comercial e, portanto, o desempenho de grandes empresas exportadoras, algumas delas entre as principais companhias de capital aberto do país, com forte influência sobre os rumos da Bovespa, a exemplo da Vale do Rio Doce. da Folha Online, Tatiana Resende, da Folha de S.Paulo.
BINGOS: QUEM GANHA COM A "REGULAMENTAÇÃO"?
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PF: OPERAÇÕES BEM-SUCEDIDAS, CONTUDO, LEGISLAÇÃO À DESEJAR!
quarta-feira, maio 16, 2007
DÓLAR: Á VENDA EM "LOJINHAS DE 1,99"
FIDEL & LULA: "YO TENGO TANTOS [MUY...] HERMANOS..."
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

LULA [In:] 2010: ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou um terceiro mandato presidencial, caso a legislação que hoje só permite uma reeleição seja alterada, mas afirmou que quer fazer seu sucessor dentro da base aliada. "Sou contra a reeleição e não serei candidato em 2010. Não é por nada, não, é porque a lei não permite", afirmou o presidente nesta terça-feira, na primeira entrevista coletiva de seu segundo mandato, a segunda desde o início do governo com a participação de todos os jornalistas brasileiros e estrangeiros credenciados para a cobertura no Palácio do Planalto. Das 15 perguntas permitidas em quase duas horas de entrevista, três foram sobre a sucessão e a possibilidade de um terceiro mandato ou a volta do presidente em 2014. "Acho imprudente alguém apresentar um projeto de lei neste sentido", afirmou Lula, sobre a possibilidade de uma mudança na Constituição. Isso seria "brincar com a democracia", disse o presidente. "Não serei, não pensarei e não cogitarei em ser candidato a um terceiro mandato", acrescentou. Lula disse que quer que a base aliada tenha um candidato único e que espera ser disputado nos palanques em 2010 como um reconhecimento de que seu governo foi bom. "A base deve ter um candidato tirado em consenso, não necessariamente do PT", disse o presidente. "Eu quero fazer o meu sucessor porque eu quero que tenha continuidade o que estamos fazendo", afirmou.Na opinião de Lula, um ex-presidente deve ser "conselheiro de si mesmo" e não "ficar dando palpite". "Vai se recolher, vai cuidar da sua vida, vai cuidar dos netos, vai fazer conferências", disse. Denize Bacoccina, de Brasília, BBC Brasil, foto matéria.
LULA & PSDB: NA "ALÇA DA MIRA" ?










