A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, julho 12, 2007
CONGRESSO NACIONAL: LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

quarta-feira, julho 11, 2007
RENAN CALHEIROS [In:] "ETERNO ENQUANTO DURE..."

Orçamento
Com o foco voltado para caso de Renan, as discussões de mérito da Lei de Diretrizes Orçamentárias acabaram ofuscadas. Na mais importante votação de terça na Comissão de Orçamento, por exemplo, a oposição vacilou e a bancada governista conseguiu emplacar uma emenda à LDO que autoriza o Palácio do Planalto a começar a executar o orçamento de investimentos do próximo ano antes mesmo de a lei orçamentária ser aprovada e sancionada. Atualmente, apenas gastos obrigatórios, como pagamento de pessoal, e despesas consideradas “inadiáveis” podem ser executadas sem orçamento vigorando. Com a mudança, os investimentos das estatais e da União também ficam liberados. A liberação para os investimentos da União, entretanto, estão limitadas a parcelas mensais de até 1/12 do valor total da proposta original do Executivo e somente se aplicam a projetos em andamento. Nos últimos anos, o governo vinha enfrentando dificuldades para executar seus investimentos no início do ano por causa do atraso na votação ou sanção da lei orçamentária. Em 2006, por exemplo, o Orçamento foi aprovado em abril e sancionado em maio. A oposição também foi derrotada em sua intenção de aprovar uma emenda que obrigava o governo a elevar em 15% os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. O relator da LDO, João Leão (PP-BA), cedeu à pressão de parlamentares ligados às federações empresariais e retirou do texto dispositivos que permitiam fiscalizar os gastos das entidades do “Sistema S”, como Sesi, Senai, Senac e Sesc. (Estadão, Com Ana Paula Scinocca, Cida Fontes, Rosa Costa e Sergio Gobetti). Chargista Tiago (10-07).
SP/SAÚDE PÚBLICA [In:] CONTRACEPÇÃO
PESQUISA NUCLEAR: "SUBMARINO AMARELO"
INFRAERO: "ALTOS VÔO$"
Depoimentos de representantes do Ministério Público Federal, da Controladoria Geral de União e da Polícia Federal à CPI do Apagão Aéreo do Senado confirmaram nesta terça-feira a existência de fortes indícios de superfaturamento no contrato, no valor de R$ 26,8 milhões, firmado entre a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) e a FS3 Comunicação. Diante das evidências de irregularidades, o relator da CPI do Apagão Aéreo, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), anunciou que irá pedir a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos envolvidos no contrato firmado entre a Infraero e a FS3. Para Demóstenes, uma "gangue" se instalou na Infraero e "muitos delinqüentes" envolvidos nas irregularidades continuam a trabalhar na estatal. O contrato entre a Infraero e a FS3 foi suspenso no final de 2005. Segundo procurador Rômulo Moreira Conrado, do Ministério Público Federal, as justificativas apresentadas pela Infraero para não fazer licitação para a contratação da FS3 foram "toscas". Há, ainda, suspeitas de que a empresa tenha sido criada apenas para fechar o contrato com a estatal da infra-estrutura aeroportuária. As negociações entre a Infraero e a FS3 começaram em julho de 2003. A FS3 só foi formalmente constituída no dia 15 de agosto do mesmo ano. O auditor da Infraero Fernando Silva de Andrade, um dos encarregados pela estatal de investigar possíveis irregularidades, confirmou os indícios de superfaturamento no contrato, que foi assinado em dezembro de 2003. Pelo contrato, a FS3 forneceria à Infraero um software, o Advantage V.2, que centralizaria informações sobre a comercialização de espaços publicitários nos aeroportos. "Há indícios de que a contratação da FS3 foi um jogo de cartas marcadas", afirmou Andrade. "Não houve vantagem nenhuma para Infraero", completou. Segundo o auditor, a estatal pagou para a FS3 cerca de R$ 23 milhões do total de R$ 26,8 milhões previstos no contrato. Andrade explicou que, nas investigações feitas pela própria Infraero, ficou claro que o software adquirido da FS3 teve um preço superfaturado depois que foi feita uma comparação com outro programa de computação adquirido pela estatal. "Era uma software bem mais complexo, para todo o setor financeiro, e custou R$ 15,6 milhões em um contrato que durou de 2002 a 2006", contou Andrade. "Concluímos que a contratação da FS3 foi danosa à Infraero", disse o auditor. Eugênia Lopes, do Estadão.
GIM ARGELLO: PLANO DIRETOR DE "ORDENHAMENTO" *
A ponto de ocupar uma vaga no Senado, o corretor de imóveis Gim Argello (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), nunca esqueceu as origens profissionais nos oito anos de vida pública. Como deputado distrital por dois mandatos, apresentou 278 projetos de lei para alterar as regras do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal e acabou envolvido em uma série de escândalos de venda e compra de lotes em áreas públicas. Argello conseguiu aprovar 25 dessas propostas - que acabaram beneficiando amigos e aliados, segundo seus rivais. Adversários de Argello afirma que têm um dossiê de 37 páginas com acusações e vão entregá-lo ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), caso ele decida mesmo tomar posse no lugar de Roriz, que renunciou na semana passada. A Operação Aquarela, da Polícia Civil, também investiga o envolvimento do suplente no esquema de desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB). Foram as suspeitas de envolvimento com esse esquema que levaram à renúncia do peemedebista. Argello está na mira do Ministério Público desde 1999, quando teria começado um esquema envolvendo parlamentares, funcionários do Executivo, empreiteiros e donos de postos de gasolina para aprovar o uso de áreas públicas da capital pela iniciativa privada. O esquema teria durado até o fim de 2002. A máfia conseguiu, segundo denúncias de procuradores, transformar áreas destinadas a parques em postos de gasolina, lojas comerciais e igrejas evangélicas. O suplente também foi citado no relatório de uma CPI instalada há cinco anos na Câmara Distrital para investigar denúncia de pagamento de propinas a deputados e assessores de Roriz em troca de regularização de condomínios. No ano passado, Argello foi um dos autores de um projeto que mudava a destinação de um lote de 80 mil metros quadrados no bairro Sudoeste. Originalmente, nele seria construído um centro de treinamento. Com a mudança, o terreno pode ser usado para diferentes tipos de comércio. O deputado Wigberto Tartuce, amigo de Argello, tinha comprado o lote por R$ 15,2 milhões e revendeu-o por R$ 47 milhões um ano depois. O suplente teria começado a vida profissional como aprendiz de corretor do ex-deputado Sérgio Naya, afastado da Câmara com o desmoronamento do Edifício Palace 2, em 1998, no Rio. Depois começou a atuar como corretor de imóveis em Taguatinga. Com ajuda de empresários influentes, conseguiu financiar duas candidaturas à Câmara, mas não se elegeu. Teve êxito na terceira tentativa. No ano passado, disputou a eleição como suplente de Roriz. No caso do suposto esquema de mudanças na ocupação territorial de Brasília, Argello é acusado de fraudar a tramitação de projetos de lei no período em que foi presidente da Câmara Distrital, incluindo emendas fantasmas em projetos já aprovados. Procuradores de Brasília começam a investigar ainda a suspeita de que também teria vendido a uma entidade estrangeira a concessão de uma rádio na periferia de Brasília. Advogado de Argello, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Maurício Corrêa diz que os processos na Justiça não impedem que seu cliente assuma a vaga no Senado. Para Corrêa, não há provas contra ele.Sobre os projetos de Argello na Câmara, rebateu: “Quem na Câmara não apresentou projetos nesse sentido? Não há nada demais.” O ex-ministro explicou que o suplente só não assumiu ainda a vaga no Senado por problemas de saúde. Leonencio Nossa, BRASÍLIA.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL67548-5598,00.html
PETROBRÁS & ONGs [In:] "MEUS GURIS" *
RIO - Ao se debruçar sobre o esquema de fraudes em licitações da Petrobras, os investigadores da Operação Águas Profundas acabaram esbarrando em mais um possível esquema de corrupção política, envolvendo ONGs que tinham ligações com os ex-governadores Rosinha Matheus e Anthony Garotinho, ambos do PMDB. Há a suspeita ainda de envolvimento de um assessor do deputado federal Carlos Santana (PT-RJ) com o empresário Ruy Castanheira, apontado como um dos chefes do esquema. O delegado Cláudio Nogueira não revelou o nome do assessor, mas confirmou a realização de busca e apreensão na casa dele. Suspeita-se que por seu intermédio Castanheira tenha feito a doação de R$ 50 mil para a última campanha de Santana. A Polícia Federal já prendeu 13 suspeitos de envolvimento nas fraudes em licitações da Petrobras, incluindo funcionários da estatal acusados de participar do esquema. Ainda falta prender cinco acusados, uma vez que o Ministério Público Federal havia pedido a prisão de 18. O esquema foi descoberto pela Polícia Federal, na Operação Águas Profundas, que foi desencadeada nesta terça-feira e aponta 26 suspeitos no esquema que beneficiava principalmente a empresa Angraporto Offshore, criada em 1º de julho de 2003 para prestar serviços à estatal e dar início ao esquema. Em nota nesta terça-feira, 10, a Petrobras decidiu afastar os funcionários da estatal acusados de envolvimento em fraudes nos processos de contratação de serviços. A nota divulgada pela empresa não informou o número de servidores afastados, mas há informações de que seriam pelo menos três: Carlos Alberto Feitosa, Rômulo Miguel Morais e Carlos Heleno Barbosa. Através da investigação sobre Castanheira, a Polícia Federal chegou ainda a Ricardo Secco (preso nesta terça), pai da atriz Débora Secco. Como admitiu o procurador Carlos Aguiar, o nome de Secco não aparece nas diretorias das ONGs envolvidas, mas é nítida sua influência sobre elas. Algumas das entidades receberam ajuda financeira do governo de Rosinha através de convênios assinados sem concorrência. Agora a Polícia Federal constatou que para fazer as prestações de contas do dinheiro recebido pelas ONGs, Secco recorria a Castanheira, que oferecia notas e contratos fraudulentos de algumas das empresas fantasmas que mantinha. Estas ONGs tinham dirigentes em comum com empresas que apareceram como doadoras da pré-campanha à Presidência de Garotinho. Em abril do ano passado, o escândalo levou o ex-governador a uma greve de fome. As ONGs tinham contratos milionários com o governo de Rosinha, sua mulher. Por meio da Fundação Escola de Serviço Público, foram repassados, sem licitação, R$ 112 milhões, entre 2003 e 2006, para a prestação de serviços controversos. O Tribunal de Contas do Estado do Rio apontou irregularidades nos contratos. (Com Marcelo Auler, Alexandre Rodrigues e Clarissa Thomé, do Estadão).
RENAN CALHEIROS & PF: "QUEM ÉS TÚ, ?"
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encaminhou hoje ofício ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, com pedido para que o Ministério Público Federal investigue os documentos encaminhados por ele ao Conselho de Ética da Casa em sua defesa. Renan afirma, no ofício, que a PGR (Procuradoria Geral da República) é a instância adequada para investigar a autenticidade de seus documentos. "Considerando que constitucionalmente Vossa Excelência é a autoridade competente para deflagrar investigações e processos judiciais criminais contra os membros do Congresso, venho perante essa digna PGR requerer a verificação da autenticidade dos documentos adunados", afirma Renan no ofício. O presidente do Senado argumenta que o Conselho de Ética da Casa não tem poderes para investigar seus documentos, como chegou a ser solicitado à PF para realizar uma perícia. "A PF, desbordando a tarefa que lhe foi solicitada pelo Conselho de Ética e investigando, sem a autorização do Supremo Tribunal Federal um senador da República, apresentou conclusões que estabelecem confusão sobre os seus acertos", afirma Renan. "Recorrendo à mais alta autoridade ministerial pública do país, entendo que é conveniente elucidar o que tem sido objetivo de celeuma no procedimento corrente perante o Conselho de Ética", argumenta Renan ao procurador. No plenário do Senado, o peemedebista disse hoje que solicitou as investigações da PGR para provar que é inocente nas denúncias de que teria utilizado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais. "Vou a qualquer lugar, abri minhas contas, abri o meu sigilo bancário, o meu sigilo fiscal. Até hoje não sei do que sou acusado. Hoje eu entrei no Ministério Público pedindo para ser investigado porque, até então, não havia nenhuma investigação contra mim", disse o senador. A PGR confirmou o recebimento do ofício, que será encaminhado a Antonio Fernando Souza. O procurador vai decidir se abrirá investigação sobre o presidente do Senado depois de analisar sua solicitação. GABRIELA GUERREIRO, da Folha Online, em Brasília.
RENAN CALHEIROS [In:] "OS GURIS..." *

terça-feira, julho 10, 2007
RENAN CALHEIROS [In:] "CÁ EM CASA, MANDO EU..." *
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estuda convocar sessão do Congresso Nacional para a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até a próxima sexta-feira. A votação da lei abre caminho para que o Congresso entre em recesso parlamentar no mês de julho. Renan chegou a cogitar deixar para agosto a votação da LDO, sem que o Congresso entrasse em recesso, mas decidiu enfrentar a ameaça de boicote de partidos de oposição à sessão. O PPS lidera movimento para constranger Renan durante a votação da LDO se o senador não se ausentar da presidência dos trabalhos --uma vez que o peemedebista responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. A Folha Online apurou que Renan articula com interlocutores abrir os trabalhos da sessão e deixar a votação da LDO sob o comando do vice-presidente da Câmara, Nárcio Rodrigues (PSDB-MG). O objetivo do senador é mostrar para aliados que tem força política para presidir o Congresso mesmo em meio às denúncias de que teria usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais. Renan também quer passar a imagem de que não há paralisia no Congresso apesar da crise que se instalou no Senado desde que as denúncias contra o peemedebista surgiram --há mais de um mês. O presidente do Senado chegou a cogitar não votar a LDO para que o Conselho de Ética mantivesse os seus trabalhos no recesso. Mas com a decisão do conselho de só retomar sessões em agosto --quando a Polícia Federal terá concluído perícia em documentos de Renan-- o senador avalia que seu desgaste político será menor se conseguir reunir governo e oposição para a votação da LDO. Rodrigues disse a interlocutores que está disposto a presidir a sessão do Congresso depois que Renan fizer a abertura dos trabalhos. O deputado acredita que, se estiver à frente dos trabalhos no momento da votação da LDO, não será vítima dos "constrangimentos" prometidos pela oposição para Renan. O recesso parlamentar do Congresso em julho --de 18 a 31 de julho-- só pode ter início se a LDO for aprovada em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Para que a lei seja colocada em votação no plenário do Congresso, ainda precisa ser aprovada na Comissão Mista de Orçamento --o que deve ocorrer nesta terça-feira. Pelo regimento conjunto do Senado e da Câmara, a sessão do Congresso é conduzida pelo presidente do Senado. Na ausência dele, quem deve comandar é o primeiro-vice-presidente da Câmara. GABRIELA GUERREIRO, da Folha Online, em Brasília.
PETROBRÁS/PF: OPERAÇÃO ÁGUAS PROFUNDAS

PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA E CIDADANIA: PROGRAMA SEM "GRANA"

AMAZÔNIA, HIDRELÉTRICAS & MEIO AMBIENTE (In:) O IM[PAC]TO ?
O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu ontem a licença prévia para as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, duas das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Juntas, elas vão produzir 4,45 mil megawatts de energia, a metade de Itaipu Binacional. Os investimentos nas usinas deverão ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 28 bilhões. A previsão é de que entrem em funcionamento em 2012. Para dar a licença prévia, o Ibama fez 33 exigências, entre elas, medidas para evitar que o cascalho transportado fique depositado na barragem, garantias de passagem para os grandes bagres e controle do mercúrio.A concessão da licença, pedida em maio de 2005, ocorreu 39 dias depois do prazo dado ao Ibama pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Numa reunião dos coordenadores do PAC, em abril, a ministra disse que as licenças tinham de sair até 31 de maio. Não saíram.Mas a pressão do governo sobre o Ibama foi muito grande. Tanto é que o presidente interino do instituto, Bazileu Margarido, admitiu ontem que teve de abrir mão dos oito técnicos que trabalharam inicialmente no projeto, pois estão em greve. 'Contamos com técnicos do Ministério do Meio Ambiente e até especialistas internacionais. 'Um desses especialistas foi Sultam Alam, técnico do Banco Mundial, responsável por pareceres que possibilitaram a construção de usinas hidrelétricas no Rio Mississippi, nos EUA, e no Rio Rhône, na França, todas elas tidas como problemáticas.' Foi com base nos estudos de Sultam Alan que soubemos que os dejetos com cascalho carregados pelo rio são de 1% e não de 14%, como falavam', disse Bazileu. Com o depósito de 14% de sedimentos que levam cascalho, a obra seria praticamente inviável, porque logo as turbinas estariam condenadas.A concessão das licenças para as hidrelétricas do Rio Madeira transformou-se numa das grandes novelas do governo Lula. Em março, ao dar o parecer final sobre os estudos, os técnicos haviam concluído que a licença era inviável. Entre outras exigências, pediram estudos de impacto ambiental na Bolívia e no Peru e falaram que as obras eram uma ameaça aos grandes bagres que sobem os rios para se reproduzir. O presidente do Ibama disse que não haverá perigo para a Bolívia nem para o Peru, pois em nenhum momento as áreas alagadas atingirão os dois países vizinhos.Por causa do parecer, o presidente Lula dividiu o Ibama em dois e criou o Instituto Chico Mendes, que ficou encarregado de cuidar das reservas florestais. Toda a diretoria foi demitida. A degola alcançou também o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente. Estadão, Claudio Langone.
João Domingos e Leonardo Goy
MEIO AMBIENTE & INICIATIVA PRIVADA [In:] ... MADEIRAAAAA!!!
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
RENAN CALHEIROS [In:] "O VENTO LEVOU..."
segunda-feira, julho 09, 2007
RENAN CALHEIROS: INCONTINÊNCIA RENAL...
GIM ARGELLO (RORIZ): "QUANTO MAIS SE MEXE OU CHAFURDA..."
Denúncias
Gim Argello é acusado de ter recebido R$ 1 milhão entre 1999 e 2001 de origem ignorada e, também, de ter ficado com outros R$ 500 mil do cheque de R$ 2,2 milhões que o empresário Nenê Constantino teria passado a Roriz para ele comprar uma bezerra de R$ 300 mil. Além disso, Argello também teria participado de uma transação imobiliária suspeita durante a gestão de Roriz no Distrito Federal. Um terreno de 80 mil metros quadrados, comprado pelo empresário e ex-deputado distrital Wigberto Tartuce de quatro fundos de pensão ligados a órgãos públicos do governo distrital, teria rendido R$ 23 milhões de lucro a Tartuce, que é ligado a Nenê Constantino. Investiga-se a possibilidade de os R$ 2,2 milhões serem uma comissão pela venda do terreno. Outra suspeita sob Argello se refere às acusações de que Roriz teria comprado uma sentença judicial para se livrar de punição por crime eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. A revista "Veja" disse que gravações mostram conversas sobre o assunto entre Roriz e Argello. Argello teria passado mal após ler a reportagem e foi internado no Hospital Brasília. Dependendo de como se desenvolvam essas apurações por parte do Ministério Público, da Polícia Federal (PF) e da Corregedoria do Senado, Gim Argello pode vir a desistir de tomar posse na Casa. Em seu blog na internet, o presidente do partido, o autor das denúncias do "mensalão", Roberto Jefferson (RJ), sugere que Argello não tome posse.
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Para entrar de recesso a partir do dia 18, deputados e senadores têm de votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2008. Líderes da base do governo na Câmara e no Senado já se articulam para garantir a votação. Disposto a continuar na presidência do Senado, Renan Calheiros está sendo orientado por aliados a não convocar a sessão do Congresso Nacional para votar a LDO. Essa seria uma maneira de driblar as manifestações contrárias à sua permanência no cargo. Deputados de oposição já avisaram que vão questionar sua legitimidade para presidir a sessão conjunta da Câmara e do Senado. A LDO é importante por estabelecer as prioridades do governo para a definição do orçamento do ano que vem, que deve ser enviado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso até o dia 31 de agosto. A LDO lista todas as obras e serviços que devem receber verbas em 2008.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
RENAN CALHEIROS: "TOME COM MODERAÇÃO..."
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá de enfrentar novas pressões políticas dentro da Casa. Dessa vez, por conta da descoberta da operação que possibilitou à sua família vender uma fábrica de tubaína em Murici (AL) por R$ 27 milhões para a Schincariol, embora a empresa estivesse com problemas financeiros e não valesse mais do que R$ 10 milhões. Reportagem da revista Veja, desta semana, sobre a negociação afirma que Renan teria atuado em favor da Schincariol no INSS, para impedir que a dívida de R$ 100 milhões da cervejaria fosse executada, e na Receita Federal, contra a multa por sonegação de impostos. O PSOL entra nesta segunda-feira, 9, com pedido para que a denúncia seja incorporada ao processo instalado contra Renan no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar - o senador teria tido despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior, o que ele nega. A presidente da sigla, ex-senadora Heloisa Helena (AL), lembra que pedido semelhante - para apurar recibos e notas da venda de gado que Renan disse ter lhe assegurado rendimento de R$ 1,9 milhão em quatro anos - foi inicialmente rejeitado pelo conselho. Mas a pressão da opinião pública levou o órgão a rever a decisão e a submeter a documentação à perícia. "A Constituição é clara ao apontar como quebra de decoro o abuso das prerrogativas asseguradas aos parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas." Membro do colegiado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirma que, diante das dúvidas deixadas pela transação, seria adequado questionar o próprio Renan para checar se ele procurou mesmo a Receita e o INSS. "Uma simples perícia mostraria se houve ou não algum fato estranho", ressalva. Também o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defende que, antes de qualquer iniciativa, seja dada ao presidente do Senado a chance de apresentar sua versão. Para ele, isso poderá ser feito quando Renan for ao Conselho de Ética falar da documentação sobre a venda de gado. "Ele já me assegurou que quer ir ao conselho prestar esclarecimentos", afirma. "É a oportunidade de também falar desse outro assunto." O certo - na avaliação dos parlamentares - é que o fato deve comprometer a já fragilizada base de apoio de Renan na Casa. "Não quero fazer juízo de valor sobre a informação, mas, neste momento do processo, essa história produz mais um efeito negativo sobre ele e isso não o ajuda em nada", alerta o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), endossa a opinião, achando que se trata de "um fato negativo que não contribui para o clima se desanuviar". Já o senador Jefferson Peres (PDT-AM) entende que, como Renan está fragilizado politicamente, "cada abalo, cada choque, torna ainda mais questionável sua permanência no comando do Senado". "Creio que ele não queria o alongamento do processo, temendo fatos novos", sugere. O Grupo Schincariol, por meio de nota, "repudia as ilações que relacionam suas decisões de negócio a questões políticas". A cervejaria diz que tem como estratégia ampliar "sua capacidade produtiva no Norte/Nordeste", onde já fez investimentos de R$ 400 milhões nos últimos dois anos, entre aquisições, ampliação e construção de novas fábricas. Rosa Costa, do Estadão.
RENAN CALHEIROS: ETERNO ENQUANTO DURE...
domingo, julho 08, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
1.
Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração.
Provérbios, [10:9]
9.
Quem anda na integridade caminha com segurança, mas quem emprega astúcias será descoberto.
____________________
Fonte: Bíblia Sagrada.
sábado, julho 07, 2007
EDITORIAL: "MALANDRO-AGULHA"
IMUNIDADE PARLAMENTAR & FORO PRIVILEGIADO
Esta semana pudemos observar mais um fato grotesco, senão pitoresco, na [da] política nacional. Trata-se do pedido de renúncia de mandato do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), solicitado através de uma carta endereçada ao Senado, como uma maneira ardilosa utilizada para evitar um [im]provável processo de cassação iniciado pelo Conselho de Ética, mediante uma representação do PSOL contra Roriz. É sabido que o ex-senador esteve envolvido em denúncias realizadas pela Polícia Civil do Distrito Federal, durante as investigações da Operação Aquarela, onde, mediante escutas telefônicas entre Roriz e Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), verificou-se que eles tratavam da divisão de R$ 2,2 milhões. Na ocasião, Tarcísio foi preso por ter sido apontado pela Policial Civil (PC) como chefe do esquema de desvio de dinheiro do BRB. Cremos ser necessário relembrar os fatos divulgados pela imprensa sobre esse caso. A origem desse dinheiro seria um cheque do presidente do Conselho de Administração da Gol, Nenê Constantino. Segundo a assessoria da Gol, Constantino deu o cheque de R$ 2,2 milhões ao senador, que, após compensá-lo no Banco de Brasília (BRB), retirou R$ 300 mil a título de empréstimo e devolveu o restante ao empresário. Entretanto, em uma das conversas interceptadas pela polícia, o ex-presidente do BRB diz a Roriz que mandaria o dinheiro para a casa dele, em uma área nobre da capital federal, mas, pouco depois sugere que a partilha seja feita no escritório de Nenê Constantino, em Brasília, com a concordância do senador. A versão do ex-senador Joaquim Roriz é de que ele teria pedido dinheiro emprestado ao empresário Nenê Constantino para comprar uma bezerra, no interior de São Paulo e, solicitando, ao então presidente do BRB, que descontasse o cheque, do Banco do Brasil, no caixa do BRB, cuja operação é considerada legítima. Ainda em sua defesa, Roriz disse ter ficado com R$ 300 mil, devolvendo o restante ao Constantino, o que foi confirmado na segunda versão dada por sua assessoria para essa transação. Entretanto, Joaquim Roriz aparece nas gravações da polícia dizendo que o dinheiro é de muita gente.
Na tentativa de manifestar nossa opinião sobre o título deste Editorial -- Imunidade parlamentar e foro privilegiado -- achamos por bem recorrer ao dicionário, uma vez que se trata de um assunto da área jurídica da qual não somos competentes. Segundo o Dicionário Aurélio Século XXI: “IMUNIDADE [Do lat. immunitate.]. S. f. Condição de não ser sujeito a algum ônus ou encargo; isenção. 2. Imun. Resistência natural ou adquirida de um organismo vivo a um agente infeccioso ou tóxico. 3. Jur. Direitos, privilégios ou vantagens pessoais de que alguém desfruta por causa do cargo ou função que exerce” [grifamos].
.../
Finalmente perguntamos: quando é que o eleitor brasileiro se valerá de um dos significados de “imunidade”, no que se refere à acepção “2. Resistência natural ou adquirida de um organismo vivo a um agente infeccioso ou tóxico”? A "vacina" seria o "voto"?















