PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, junho 18, 2008

VARILOG/ROBERTO TEIXEIRA: SOB CERTAS CONDIÇÕES

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O primeiro-amigo Roberto Teixeira (foto) deve dar as caras, nesta quarta-feira (18), na comissão de Infra-Estrutura do Senado. Será argüido sobre o caso Varig.

Advogado, Teixeira foi contratado pelo grupo que adquiriu a VarigLog e, posteriormente, a Varig. Grupo composto pelo fundo norte-americano Matlin Patterson e por uma trinca de “sócios” brasileiros. Foram todos “convidados” a prestar esclarecimentos à comissão do Senado nesta quarta. Teixeira impôs duas condições:

1. Disse que só iria se pudesse falar aos senadores sozinho;

2. Exigiu que sua inquirição ocorresse depois da oitiva dos três empresários que se associaram ao fundo dos EUA na compra da Varig.

Antes que tivesse tempo de deliberar sobre as imposições de Teixeira, o presidente da comisssão de Infra-Estrutura, Marconi Perilo (PSDB-GO), foi informado do seguinte: Liderados pelo empresário Marco Antonio Audi, os três sócios brasileiros da VarigLog, desafetos de Teixeira, mandaram dizer que não comparecerão à audiência do Senado. Ou seja, o compadre de Lula faralará aos senadores exatamente como queria: sem o dissabor do contraditório. Roberto Teixeira voltou às manchetes dos jornais porque Denise Abreu, ex-diretora da Anac, acusou-o de pressioná-la para que facilitasse a operação de venda da Varig. Pressão exercida, segundo Denise, por meio da advogada Valeska, filha de Roberto Teixeira e afilhada de Lula. Nas pegadas das acusações de Denise, o empresário Audi correu aos holofotes para declarar que Teixeira tivera importância capital no fechamento do negócio. O compadre de Lula era, nas palavras de Audi, uma espécie de “Deus”. Abria “todas as portas” do governo. Virava inclusive a maçaneta do gabinete presidencial. Sem a presença de Audi e dos outros dois “sócios” brasileiros do fundo Martlin Petterson –Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo—, Teixeira tende a nadar de braçada, como se diz. Pela manhã, antes de saber que Teixeira falaria sozinho, Lula fizera uma avaliação do caso Varig. Deu-se em reunião com os ministros que integram a coordenação política do governo. Concluiu-se no Planalto que as denúncias de Denise Abreu não produziram senão uma falsa crise. Mais: o depoimento de Teixeira não inspirava a mais remota preocupação. À noite, um auxiliar de Lula informou ao chefe acerca da ausência de Audi e Cia.. Pescara a novidade no sítio do Senado. O presidente reagiu com um sorriso. Para se justificar aos senadores, os empresários alegaram que têm um motivo forte para não arredar o pé de São Paulo.
Nesta quarta (18), o Tribunal de Justiça do Estado julga uma causa que tem tudo a ver com a encrenca. Trata-se de um recurso que Marco Antonio Audi e seus dois companheiros de infortúnio ajuizaram contra uma liminar expedida pelo juiz José Magano, da 17ª Vara Civil de São Paulo. A liminar afastou-os do controle da VarigLog. O que transformou o empresário Lap Chan, gestor do fundo Matlin Patterson, em senhor absoluto da companhia. É esse passivo judicial que envenena as relações de Audi e seus sócios com Roberto Teixeira. O compadre de Lula postou-se na causa ao lado de Lap Chan. E os brasileiros, especialmente Audi, acusam-no de traição. Lula não está sozinho na avaliação de que o caso Varig não decolou. A oposição, que cogitava até a hipótese de pedir a abertura de uma CPI, agora avalia que a coisa tem tudo para morrer nos hangares da comissão de Infra-Estrutura do Senado. Antes, urdia-se a convocação da ministra Dilma Rousseff. Agora, prevê-se que talvez não se consiga arrastar para a comissão nem mesmo Erenice Guerra, a segunda da Casa Civil.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1806. Foto Folha.

JAPÃO/BRASIL - 100 ANOS DE IMIGRAÇÃO: NOSSA HOMENAGEM

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Chargista: Lézio Jr.

ANAC/VARILOG [In:] MAIS CLARO QUE ''CÉU DE BRIGADEIRO'' !!!

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Após aprovar, procurador diz que venda da VarigLog foi irregular

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A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a transferência da VarigLog para a empresa Volo do Brasil S.A. "com evidente violação das regras estabelecidas na lei 9.784/99".

É o que está escrito no parecer 117/2006, de 11 de dezembro de 2006, ao qual o Estado teve acesso. Esse é o terceiro parecer sobre a questão VarigLog assinado pelo então procurador-geral da própria agência, João Ilídio de Lima Filho. A lei 9.784/99 regula o processo administrativo no âmbito da gestão pública federal.No parecer, feito quase seis meses depois de a Anac aprovar a transferência do controle da VarigLog para a Volo, sem ter checado a origem do dinheiro e o controle acionário por estrangeiros, Ilídio diz que a Anac deve "promover diligências" para ver se a participação de capital estrangeiro na Volo não é superior ao limite de 20% estabelecido pela legislação do País. A Volo é uma associação do fundo estrangeiro Matlin Patterson, representado por Lap Chan, e três sócios brasileiros. O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) pediu vista ao processo de venda da VarigLog, o que lhe foi concedido. Mas o Snea não teve tempo de se manifestar sobre o caso, inclusive com apresentação de provas de que a Volo não era controlada por brasileiros.No mesmo dia em que concedeu vista ao processo (23 de junho de 2006), a diretoria da Anac aprovou a transferência do controle acionário, indicando que tinha pressa para concluir o negócio. Pela lei 9.784/99, o Snea teria prazo de até 10 dias para se manifestar."Como a Anac não atendeu aos preceitos legais aplicáveis ao caso concreto, ou seja, como não deu ao Snea a oportunidade de juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, deduzir alegações e manifestar-se após o encerramento da instrução, forçoso é concluir que a tomada de decisão se deu irregularmente", diz Lima Filho no seu parecer, datado de 11 de dezembro de 2006. Foi o terceiro parecer sobre a aquisição da VarigLog pela Volo.O segundo parecer de Lima Filho, também datado do dia 23 de junho de 2006, serviu de base jurídica para a decisão da diretoria da Anac, de aprovar a venda da VarigLog para a Volo do Brasil. A ex-diretora da Anac Denise Abreu contou em seu depoimento no Senado, na semana passada, que Lima Filho foi retirado de um hospital para fazer o parecer, atendendo pedido da Casa Civil. Nesse segundo parecer sobre o tema, de número 013/2006, Lima Filho garantiu aos diretores da Anac que "o cerne da questão" tinha sido "atendido", ou seja, que a Volo era controlada por brasileiros.Desde o início de abril de 2006, o Snea vinha questionando a nacionalidade da Volo. O sindicato chegou a apresentar documentos à Anac que mostravam ser americana a Volo Logistics LLC, dona de 60% do capital da Volo do Brasil (leia reportagem na Página B4). Denise pediu, por ofício, uma série de documentos para identificar o verdadeiro controle acionário da Volo, entre eles a apresentação da declaração de Imposto de Renda dos sócios brasileiros.Esse ofício pedindo os documentos foi aprovado por toda a diretoria da Anac, em uma decisão respaldada por um parecer também do próprio Lima Filho - esse foi o primeiro dos três pareceres do procurador.Apesar disso, dois meses depois, em 23 de junho, Lima Filho declarou que não era da competência da Anac fazer as exigências que ele mesmo propusera.No terceiro e último parecer, de dezembro, desconhecido até agora, Lima Filho voltou atrás em seu entendimento sobre a questão. Ele diz que é "poder-dever" da Anac "verificar a qualquer momento" se o controle de empresa brasileira de transporte aéreo é detido por brasileiros". Lima Filho chega a citar textualmente o jurista Fábio Ulhoa Coelho, cujo parecer serviu de base para a representação feita pelo Snea contra a venda da VarigLog para a Volo do Brasil, ao dizer que "a Anac não pode simplesmente se limitar a conferir se formalmente a maioria dos acionistas titulares do direito de voto permanente é brasileira".

E acrescenta: "Se limitar sua conferência a esse ponto particular da questão, estará desconsiderando a dinâmica do controle societário, que se organiza muitas vezes por técnicas contratuais de dissociação entre a titularidade da ação e o efetivo poder de dirigir os negócios sociais".

A conclusão do então procurador-geral em seu terceiro e último parecer é que a Anac deve "promover as diligências necessárias para apuração do controle (acionário)" para " afastar, em definitivo, qualquer dúvida quanto à titularidade do controle acionário". Ele diz que isso é para "que fique demonstrada a dimensão real e não meramente formal do controle". Mesmo considerando a tomada de decisão da Anac "se deu irregularmente", o então procurador-geral manteve a venda da VarigLog para a Volo do Brasil, "até que se concluam as diligências a serem conduzidas por esta Procuradoria". Apesar de mantida a venda, a Anac reuniu-se no dia 12 de dezembro e voltou a pedir à empresa Volo os documentos sugeridos pelo procurador.
Ribamar Oliveira, BRASÍLIA. Estadão, 1706.

CPMF/CSS: DECISÃO APÓS AS ELEIÇÕES DE OUTUBRO [fiquem de olho ...]

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O presidente do Senado, Garibaldi Alves, convocou para esta quarta-feira (18) uma reunião dos líderes partidários –os governistas e os oposicionistas.

O pretexto do encontro é a negociação de uma pauta consensual. Garibaldi deseja definir os projetos que serão levados a voto no plenário. Alega que é preciso construir uma agenda de trabalho para os dias que antecedem o início do recesso parlamentar. Os congressistas sairão em férias no dia 18 de julho. José Agripino Maia (RN) e Arthur Virgílio (AM), líderes do DEM e do PSDB, levarão à mesa uma sugestão urdida nesta terça-feira (17). A oposição quer apressar no Senado a análise da proposta que tonifica o orçamento da Saúde. Um projeto que, na Câmara, ganhou um adereço novo: a CSS. PSDB e DEM desejam votar a proposta até 17 de julho. Antes do recesso e das eleições municipais de outubro.
"Chegou a hora de a onça beber água", diz Agripino Maia. "O governo não quer a CSS? Então, vamos ao voto."
Sentindo o cheiro de queimado, Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, avisou aos colegas governistas que pretende se insurgir contra a esperteza.
Dá-se no Senado oposto do que se verificou na Câmara. Ali, em franca minoria, tucanos e ‘demos’ armaram um salseiro no plenário. Ajudados pelo também oposicionista PPS, os deputados do PSDB e do DEM bloquearam a mais não poder a votação da proposta de recriação da CSS. Conseguiram protelar a aprovação uma, duas, três vezes. Só na semana passada o governo conseguiu se impor. Ainda assim, pela estreita margem de dois votos.
No Senado, inverte-se a equação. A maioria governista é flácida. Pelas contas de Jucá, se for levada a voto imediatamente, a CSS será rejeitada pelos senadores.
Daí o esforço do operador do Planalto para jogar a votação da encrenca para depois das eleições municipais de outubro.
Avalia-se que, vencida a fase do reencontro dos políticos com as urnas, as resistências à ressurreição da CPMF tendem a esmorecer. A proposta ainda não foi enviada ao Senado. Embora os deputados já tenham aprovado o texto base da lei, restam quatro artigos por votar. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), marcou para as 11h desta quarta a retomada da análise do projeto que inclui a criação da CSS. Na mesma hora, os líderes partidários do Senado iniciarão o encontro no gabinete de Garibaldi. O comportamento dos deputados oposicionistas está condicionado ao resultado da reunião do Senado. Na improvável hipótese de prevalecer a tese da votação a toque de caixa, a oposição se dispõe a levantar as barricadas da Câmara. Do contrário, manterá a tática.
Jucá conta com as armadilhas do calendário para neutralizar a manobra da oposição.
Na semana que vem, os festejos de São João conspiram contra a presença de senadores nordestinos em Brasília.
Na semana seguinte, vence o prazo do registro de candidaturas às prefeituras. Embora poucos senadores sejam candidatos, todos têm interesses a defender nos seus Estados. Nos dias subseqüentes, o Congresso estará na bica de entrar em recesso. E o projeto da CSS, ainda que votado na Câmara e enviado ao Senado, vai à gaveta governista de Jucá. E o governo será pendurado nas manchetes na incômoda posição de responsável pela obstrução de uma proposta pela qual quebrou lanças na Câmara.
Escrito por Josias de Souza - Folha Online, 1806. Foto Sérgio Lima-Folha.

ALIMENTOS & INFLAÇÃO [In:] AFETANDO OS ''PEG-PAGS'' DA VIDA

Inflação dos alimentos já afeta o comércio
A inflação dos alimentos já afeta as vendas do comércio varejista. Em abril, houve expansão, em volume, de 0,2% na comparação livre de efeitos sazonais com março, quando a alta havia sido mais robusta (1,5%). Em relação a abril de 2007, houve expansão de 8,7%, menor do que em março (11%). Segundo o IBGE, o desempenho foi influenciado negativamente pelo setor de supermercados, alimentos e bebidas. A alta dos preços já indica que o consumidor está procurando produtos mais baratos para fugir dos efeitos da inflação, de acordo com o IBGE. Um sinal desse efeito é que o volume de vendas de super e hipermercados cresceu 0,5% em relação a março, mas a receita nominal caiu 6,4%. Ou seja, a quantidade cresceu, mas com a venda de itens de menor valor. Considerando todo o setor de hiper, supermercados e demais lojas de produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas recuaram 0,1% de março para abril. Na comparação com abril do ano passado, houve uma expansão de 0,6% -menor que os 8,5% de março. Outro dado que indica que a alta dos alimentos fez sobrar menos dinheiro no bolso dos consumidores é a redução das vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, que incluem jóias e artigos esportivos. Na comparação com março, houve queda de 1%. Em relação a abril de 2007, as vendas subiram 10,2%, num ritmo bem menor do que os 27,6% constatados em março." A inflação afeta principalmente as classes mais pobres, e as pessoas já começam a deixar de fazer uso de supérfluos e a consumir produtos de menor valor agregado", observou o economista-chefe da consultoria Gouvêa de Souza & MD, Cesar Fukushima." A alta em relação ao ano passado, no resultado geral, é razoável. Teria sido maior caso o comportamento do grupo ligado aos alimentos tivesse sido melhor. Se esse segmento tivesse mantido os patamares deste ano, o comércio teria crescido mais de 10%", afirmou Reinaldo Silva Pereira, responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio. De janeiro a abril, as vendas no varejo subiram 11%. Nos últimos 12 meses, o comércio teve uma expansão de 10,3%, de acordo com o IBGE.
Efeito Páscoa
De acordo com Pereira, o resultado mais fraco dos setores ligados a alimentos não é culpa somente da inflação, mas também do "efeito Páscoa". É que no ano passado a data foi celebrada em abril, e a base de comparação foi elevada. "O dado da Páscoa é relevante no resultado. Mas já faz sentido dizer que a alta dos produtos alimentícios afeta as vendas do comércio varejista", disse o chefe do departamento econômico da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas. Por outro lado, setores como o de móveis e eletrodomésticos continuam com as vendas em alta, impulsionados pela forte oferta de crédito e pela valorização do câmbio. Em relação a abril do ano passado, as vendas desse ramo aumentaram 27,8%. É o maior resultado desde abril de 2004, quando as vendas haviam superado em 32,2% o resultado em igual mês do ano anterior. " O resultado de abril mostra um ajuste saudável no varejo. As vendas deverão cair um pouco, mas não irão despencar. É um ajuste natural, que tem que ser feito e que ajuda a evitar movimentos bruscos na economia, como a elevação dos juros", destacou o diretor-executivo do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), Emerson Kapaz.
CIRILO JUNIOR. DA FOLHA ONLINE, NO RIO - 1806.

CPMF/CSS [In:] ''CASAGRANDE E SENZALA''


“Se tiver que votar a CSS no Senado, da forma como está proposta, voto contra”.
A frase não é de nenhum líder da oposição. Foi dita ao blog por Renato Casagrande (ES). Ele lidera no Senado a bancada do PSB. Uma legenda associada ao consórcio que dá suporte legislativo a Lula. Casagrande vinha dizendo que considera “inoportuna” a idéia de recriar a CPMF. Agora, dá um passo adiante ao dizer que, mantida a proposta, votará contra.

- Por que considera 'inoportuna' a CSS?
O governo enviou ao Congresso uma proposta de reforma tributária. Está na Câmara. Prevê a extinção de todas as contribuições. Entendo que não é oportuno recriar, com outro nome, a CPMF, que é uma contribuição.
- Como vota?
Se tiver que votar a CSS no Senado, da forma como está proposta, voto contra.
- Compartilha da tese de que é preciso encontrar nova fonte para a Saúde?
Na forma como foi aprovada no Senado, a regulamentação da emenda 29 obriga o governo a destinar 10% de sua receita bruta para a Saúde. Reconheço que, com isso, tornou-se necessário encontrar fontes suplementares de financiamento.
- O que fazer?

Entendo que podemos buscar caminhos diferentes da CSS. Pode-se, por exemplo, aumentar a taxação de produtos supérfluos: cigarros, bebidas e carros de luxo, por exemplo. O governo poderia também criar novas faixas para o Imposto de Renda. É preciso analisar todas as alternativas.
- Por que não a CSS?
Essa contribuição tornou-se uma espécie de filho feio. Ninguém quer assumir a paternidade. O governo não assume. O Senado acabou de extinguir a CPMF. Vamos recriar? Penso que podemos estar desperdiçando energias com algo que, se aprovado, pode ser derrubado depois no Supremo. O que colocaria o Congresso, de novo, em posição constrangedora.
- Não receia ser incompreendido pelo resto do bloco governista?
Minha posição é a de que temos de encontrar a fonte alternativa de recursos reclamada pelo governo. Apenas acho que a CSS não é o caminho. Há alternativas. A CSS acabou virando um bode na sala. Prejudica o essencial, que é a análise da reforma tributária.
- O adiamento da votação para depois da eleição muda o cenário adverso do Senado?
Tenho a impressão de que, votando agora ou depois, o risco de rejeição da CSS no Senado é grande.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1806.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

18-JUNHO-2008.

- JB: Comércio sente o efeito da inflação

- Folha: Governo pede desculpas e mantém Exército no Rio

- Estadão: Venda da VarigLog foi ilegal, admite documento da Anac

- Globo: Ministro sobe favela e pede perdão por crime de militares

- Gazeta Mercantil: Déficit na balança do petróleo sobe 630%, para US$ 2,75 bi

- Valor: Ritmo de consumo vigoroso puxa indústria no Nordeste

- Jornal do Commercio: BNDES ensaia a morte da TJLP
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Colombianos lançam boneco vodu de Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, continua inspirando fabricantes de brinquedos. Depois da versão venezuelana do "Chavecito", um boneco que fala, ou do "Inderrubável", versão do Teimoso que ganhou as feições de Chávez, agora foi a vez de os colombianos inventarem sua antítese: um boneco de vodu para "alfinetar" o mandatário venezuelano. O boneco é feito de algodão e traz o rosto caricaturado do presidente venezuelano vestindo sua tradicional camisa vermelha. O boneco é vendido junto com um kit de alfinetes coloridos que poderão ser colocados onde o dono do brinquedo preferir.
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De Claudia Jardim; Em Caracas para a BBC Brasil. Foto matéria.
http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/06/18/ult4909u4174.jhtm
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terça-feira, junho 17, 2008

XÔ! ESTRESSE II [In:] TSE [tss... tss... tss!!!]

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

GOVERNO LULA ''BY'' LULA: ''SAPATOS VELHOS'' [vocês ainda votam, não esqueçam deles na urna eletrônica].

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A aversão de Lula à proposta que estende o reajuste do salário mínimo a todos os aposentados envenenou as relações do governo com os brasileiros que dependem da Previdência para sobreviver.

Preocupado, o Planalto está à procura de um antídoto. Com o assentimento do presidente, analisa-se a hipótese de conceder um reajuste adicional aos aposentados e pensionistas que recebem mais do que o mínimo. Estão nessa situação cerca de 8 milhões de pessoas. Em abril de 2008, tiveram seus benefícios reajustados em 5%. Um percentual que apenas corrigiu a variação da inflação anotada nos 12 meses anteriores: 4,97%. No mesmo mês, os 17 milhões de aposentados que recebem a menor remuneração paga no país foram beneficiados com reajuste idêntico ao do salário mínimo: 9,21%. Passaram a receber R$ 415. Foi para corrigir o que chama de “injustiça” que o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou a emenda que estende a todos os benefícios previdenciários o percentual de reajuste do mínimo. Aprovada no Senado por unanimidade, a proposta foi à Câmara. Ali, já foi votada por uma comissão constituída especialmente para analisá-la. Passou, de novo, por unanimidade. Encontra-se agora pronta para ser votada no plenário da Casa. O Planalto trama contra a emenda. Lula disse que, se for aprovada, vai usar o poder de veto conferido ao presidente. Mas, para não se indispor de vez com os aposentados, autorizou a análise de concessão de aumento adicional. A idéia, ainda em fase inicial de cozimento, é conceder aos “injustiçados” de que fala Paulo Paim aumento real. Acima da inflação, mas menor do que o percentual concedido ao salário mínimo.
Como não há, no Orçamento de 2008, previsão para esse tipo de gasto, a coisa valeria apenas para 2009. E não teria o caráter “vinculante” que a emenda do senador tenta instituir. O estudo encontra-se em fase embrionária. Antes de deixar o ministério da Previdência, para mergulhar na campanha pela prefeitura de São Bernardo (SP), Luiz Marinho reuniu-se com dirigentes de entidades que representam os aposentados. O encontro ocorreu em São Paulo. Serviu para que o então ministro constatasse o óbvio: os aposentados trazem acima do pescoço um cara de poucos amigos. O deputado petista José Pimentel, substituto de Marinho na pasta da Previdência, pegou o bonde andando. Planeja realizar, ele próprio, novas reuniões com as entidades representativas dos aposentados. Na seqüência, o tema será discutido com a equipe econômica do governo. É nessa fase que a porca tende a torcer o rabo. Caberá a Lula mediar uma solução. Ou comprar briga com os aposentados, se ficar constatada a impossibilidade de chegar ao meio-termo redentor.
Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 1706. Foto Alan Marques, Folha.

PT & LULA [In:] NOVOS TEMPOS

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Lula e o PT, nada a ver?

Essa é uma pergunta que muita gente deve estar se fazendo nos últimos meses, dentro e fora do governo, principalmente no mundo petista. Questionamento que a cada entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica ainda mais pertinente. Na última, concedida ao 'Jornal do Brasil', o presidente petista mostrou mais uma vez que não anda muito contente com seus companheiros de partido.
De novo criticou a direção nacional do PT por ter vetado a aliança entre o prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o governador tucano mineiro, Aécio Neves. Foi bem explícito ao dizer que é um 'crítico do comportamento do PT' em relação a BH.
Fica claro que os dois lados não estão falando a mesma língua.
Lula diz inclusive que seu partido corre o risco de sair perdedor nesse episódio, ao analisar que, 'na política, também quando você cria estigmas contra as pessoas [no caso, contra Aécio Neves] você começa a perder'.
O fato é que está em pauta, nos bastidores petista, uma disputa entre a direção partidária e sua principal liderança, o presidente Lula. Uma contenda que ninguém admite publicamente, mas que corre solta dentro do PT. A atual cúpula petista quer ser mais ouvida e mais influente no próximo governo. Hoje, seu espaço está muito restrito. Lula não dá muita bola para seu partido na hora de decidir os rumos do governo. Reuniu um grupo fiel de assessores e com eles vai governando, sempre deixando claro que a última palavra é sua. Nada mais natural num regime presidencialista, mas nada a ver com o estilo petista que sempre gosta de debater, debater e tomar decisões no estilo assembléia. Claro que uma assembléia formado pelos que comandam o partido. Mas essa é uma outra história, que trata dos diversos grupos petistas.
Vem daí a resistência ao nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em determinadas tendências do partido, a preferida de Lula para sucedê-lo. Se ela ganhar, a atual cúpula deve continuar na mesma situação de hoje, orbitando mas pouco influenciando os destinos do governo. O problema desses grupos insatisfeitos com o estilo Lula é que suas chances de se manter no poder dependem exclusivamente do presidente. Sem ele, esqueçam, o partido terá de voltar para a oposição. Daí que não adianta muito ficar se insurgindo contra o presidente. A cúpula petista pode até bater o pé, virar a cara para os desejos presidenciais nos destinos do partido, mas no quesito sucessão terá de seguir, mesmo a contragosto, as preferências de Lula. Talvez aí esteja o troco. Tudo bem, eles não conseguem impor sua vontade na discussão da sucessão presidencial. Mas dão uma pequena estocada em Lula sinalizando que no partido mandam eles. Sinceramente, quem tem a perder nesse caso, como disse o presidente na entrevista ao JB, é o partido, não ele.
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E por falar em desejos presidenciais
Lula é tido como um homem de muita sorte. Teve, durante boa parte de seu governo, o vento internacional favorável na economia, ajudando a inflação cair e o país crescer. A oposição costuma dizer que não fosse essa brisa externa as coisas não teriam ido tão bem aqui dentro. Um exagero. Lula tem seus méritos na condução da política econômica. Foi até mais austero em dado momento do que o governo FHC, que também teve lá suas fases de gastança. Voltando à questão da estrela presidencial, é inegável, porém, que o petista tem realmente lá o seu lado de afortunado. Foi em seu governo que a Petrobras desandou a descobrir reservas de petróleo, e de boa qualidade, o leve, que vale mais. Reservas que podem colocar o país entre os principais produtores de petróleo no mundo, tornando o Brasil em algo inimaginável: grande exportador de derivados do ouro negro. Daí que Lula decidiu que vai faturar o máximo com sua sorte. E não só no petróleo. Também na mineração. Ele mandou sua equipe estudar mudanças nas regras atuais que definem quanto o governo federal fatura pela exploração de petróleo e de minerais no país. Quer ganhar mais com as novas reservas descobertas no país e também com a alta dos preços no setor de mineração. Dificilmente seu governo vai saborear a grana que tudo isso vai render. Seu sucessor é que deve lucrar com essas mudanças de regras. Caberá, porém, ao governo atual o debate sobre o que fazer com esse dinheiro. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) sugeriu a criação de um fundo para investimento em educação. Lula parece ter comprado a idéia. Pode fazer toda a diferença. De longe nosso país hoje perde e muito em competitividade por conta das deficiências no nosso sistema educacional. Basta dar uma olhada na falta de mão-de-obra qualificada que está afetando alguns setores da economia depois que o país começou a registrar um novo ciclo de crescimento. A conferir.
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[Valdo Cruz, 46, é repórter especial da Folha. Foi diretor-executivo da Sucursal de Brasília durante os dois mandatos de FHC e no primeiro de Lula].

AVISO

O SÍTIO ''BLOGGER.COM'' ENCONTRAVA-SE FORA-DO-AR (''OFF LINE'') ATÉ MOMENTOS ATRÁS.

segunda-feira, junho 16, 2008

XÔ! ESTRESSE II [In:] TEMPOS DE DUNGA [''MORTE SÚBITA'']












[Homenagem aos chargistas brasileiros].

XÔ! ESTRESSE [In:] (GUARÂNIA + FUTEBOL ANÃO) = 2 x 0










[Homenagem aos chargistas brasileiros].

MINISTRO/GOVERNO LULA: ''DESAFINADO'' OU ''DESAVISADO'' ?

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Ministro Miguel Jorge reitera posição contrária à criação da CSS
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reiterou hoje (13) sua posição contrária à criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Ele argumenta que por princípio qualquer ministro que esteja à frente de sua pasta tem que ser contra a criação de novos impostos.

“Ele tem que defender, coisa que eu faço, a redução da carga tributária sobre o sistema produtivo”,
afirmou, após participar de painel no 28º Ciab Febraban - Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras. O ministro defendeu a proposta de reforma tributária do governo, em tramitação na Câmara dos Deputados, afirmando que não aumentará a carga tributária, e sim simplificará o sistema tributário. “Se ela [reforma tributária] for aumentar a carga, certamente o Congresso Nacional deve rejeitá-la. Eu acredito que ela possa ser aprovada ainda este ano, e espero que seja, porque ela é o primeiro passo para outras discussões de reformas mais amplas. Temos que avançar nas reformas das quais falamos há dez, 15 anos”, afirmou.
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Fonte: Rádio Nacional. Foto matéria.
http://www.politicoemacao.com.br/noticia_int.asp?cod=2000

CBF/SELEÇÃO BRASILEIRA: SÓ FALTOU A ''BOLA''

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CBF leva ministro do TCU com seleção
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A CBF escolheu Marcos Vilaça, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), para chefiar a delegação da seleção que jogou ontem em Assunção.
O órgão do qual faz parte Vilaça criará, por sugestão do ministro Aroldo Cedraz, um grupo de trabalho para fiscalizar os gastos públicos na Copa-2014.
"O governo vai acabar assumindo encargos, sejam financeiros ou de articulação dos atores envolvidos na Copa de 2014. Ou seja, nós seremos, de qualquer forma, demandados para fiscalizar", afirmou Cedraz, no final do ano passado, quando surgiu a idéia do grupo.
A iniciativa de Cedraz foi apoiada por Vilaça -chamou a intervenção de "preciosa"- em texto que ele escreveu numa "comunicação ao plenário" em novembro de 2007 e que está no site do TCU.
A organização da Copa-2014 estará nas mãos de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, responsável por indicar os chefes de delegação da seleção, cargos quase sempre figurativos.
Geralmente ele fica com presidentes de federações. Em alguns casos, de políticos, de diferentes partidos, com quem a CBF tem bom relacionamento.
Em outras viagens, a confederação já bancou despesas de desembargadores, juízes e políticos para acompanhar o time nacional ou eventos do futebol.
Teixeira diz que a Copa de 2014 não terá recursos do governo na sua organização propriamente dita. O dinheiro estatal seria para obra de infra-estrutura, sem a participação do comitê organizador, que será tocado por ele. Mas há diversos governos estaduais que prevêem recursos públicos para a construção de estádios.
A Folha não conseguiu localizar ontem Vilaça no estádio Defensores del Chaco.
No site da CBF, ele aparece numa foto ladeado por membros da comissão técnica do time nacional, que ficou hospedado no hotel Sheraton, um dos mais caros de Assunção.
Em seu site, a CBF lembra que o ministro da TCU já foi um cartola do futebol, quando dirigiu o Náutico nos anos 60.
"Participei da campanha do hexacampeonato pernambucano, um título que só o Náutico possui", afirmou Vilaça ao site da CBF, onde ainda lembrou que, quando tinha dez anos em Limoeiro, sua cidade natal, em Pernambuco, fundou o Monte Real Futebol Clube.
No TCU, Vilaça, que também é membro da Academia Brasileira de Letras, é um dos principais responsáveis pela investigação do estouro do orçamento para o Pan do Rio -sempre foi bastante crítico com isso.
O Tribunal de Contas da União também quer fiscalizar os gastos da candidatura do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016.
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(Folha Online, do ENVIADO A ASSUNÇÃO; PAULO COBOS)
- 1606. Fotos: Celso Adorno, Reuters (Robinho), sítio da CBF (Ministro Vilaça).

BNDES/PAULINHO: DA FORÇA OU NA FORCA [Uma questão ortográfica?]

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Novo grampo reforça suspeita contra Paulinho


Um grampo capturado no dia 23 de janeiro, durante as investigações da Operação Santa Tereza, é apontado pela Polícia Federal como novo elo entre o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, e a suposta organização criminosa que operava desvios de verba do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na gravação, dois dos réus da Santa Tereza discutem quem "é o chefe que define os porcentuais". Para os federais, "o chefe" é Paulinho.

A PF crava a informação ao cruzar o conteúdo da gravação com o interrogatório do coronel Wilson Consani Junior, realizado no dia 24 de abril. Na ocasião, afirmou: "Paulinho é nosso chefe maior." Há quatro dias, Consani compareceu à Justiça Federal. Apesar de seu depoimento ter sido remarcado para o dia 23 de junho, reafirmou à imprensa: "O chefe é mesmo o Paulinho. É o tratamento que dávamos a ele." Os réus pegos no grampo são Jamil Issa Filho - assessor do prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão (PSDB) - e o dono do prostíbulo WE Original, Manuel Fernandes de Bastos Filhos, o Maneco, até hoje foragido. Eles ainda não haviam sido tão fortemente ligados ao parlamentar. Contudo, para os federais, quando Maneco fala com Jamil a respeito da verba do BNDES para Praia Grande, o acusado está falando de Paulinho. De acordo com a Polícia Federal, o deputado receberia R$ 256.547,13 pelo empréstimo de R$ 123 milhões do banco estatal à prefeitura paulista. O valor foi encontrado em planilha na sede da Progus Consultoria, empresa de Marcos Mantovani, também réu da Santa Tereza. O advogado de Paulinho, Antonio Rosella, afirma que as acusações contra o deputado são absurdas e as citações a seu nome não significam que ele esteja envolvido no esquema do BNDES. O defensor critica ainda o que denomina de "grampolândia".

TRECHO DO GRAMPO

Jamil: "Escuta"

Maneco: "Fala Jamil"

Jamil: "O Beto comentou alguma coisa contigo?"

Maneco: "O quê?"

Jamil: "Ele foi lá pra liberar pra você"

Maneco: "É que o Mourão deve ter mandado ele ir lá"

Jamil: "Bom, e aí o Zé falou que era pra liberar 4%. De repente ele tá jogando"

Maneco: "Certo"

Jamil: "Ele tá jogando, entendeu?

Maneco: "Tá"

Jamil: "E de repente ele não tá jogando e os caras estão querendo ainda ganhar um e meio"

Maneco: "Ganhar um e meio de quem?"

Jamil: "Hahaha, do chefe."

Maneco: "Mas o chefe é que tem que ter ligado avisando qual era o porcentual"

Jamil: "É"
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[Roberto Almeida, Estadão. 1606]. Foto Celso Junior/AE.

PETRÓLEO: ONDE ESTÁ A ''SUJEIRA'' [II] ?

Arábia Saudita vai aumentar produção de petróleo

- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a Arábia Saudita irá aumentar sua produção de petróleo em uma tentativa de fazer com que os altos preços do produto caiam.

Os líderes sauditas, que se reuniram com Ban Ki-moon neste domingo em Jeddah, na Arábia Saudita, concordaram em produzir um adicional de 200 mil barris por dia - cerca de 2% da atual produção - a partir do próximo mês. A decisão teria sido tomada depois de pedidos de clientes, supostamente refinarias. Ban se reuniu com ministro saudita para o petróleo, Ali al Naimi, e com o rei Abdullah. O governo saudita não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Anteriormente, os sauditas disseram que haviam aumentado sua produção em 300 mil barris por dia no mês passado, mas as declarações de Ban parecem indicar que o aumento mencionado durante o encontro deste domingo será adicional. Ban disse também que os líderes sauditas disseram que poderiam responder positivamente a outros pedidos para aumentar o fornecimento de petróleo. Analistas acreditam que a Arábia Saudita seja o único produtor com capacidade para extrair substancialmente mais petróleo cru. Os integrantes da Opec, a Organização dos Países Produtores de Petróleo, têm argumentado que os altos preços do petróleo têm sido causados por especuladores no mercado financeiro e não pela falta do produto.
A Arábia Saudita irá realizar um encontro entre produtores de petróleo na próxima semana.
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BBC Brasil. Estadão. 1606.

ETANOL: ONDE ESTÁ A ''SUJEIRA'' ?

Sucesso do etanol do Brasil revela 'segredo sujo', diz 'LA Times'

- A ascensão da economia brasileira, impulsionada pelo combustível obtido a partir da cana-de-açúcar, traz à tona "o segredo sujo do etanol": as condições primitivas de trabalho às quais são submetidos os catadores da cana, afirma uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano Los Angeles Times.

O jornal afirma que o Brasil, "a Arábia Saudita dos biocombustíveis", tem mais de 300 mil trabalhadores temporários na indústria da cana vivendo sob condições que variam de "deploráveis à completa servidão". Fontes do Ministério Público ouvidas pelo LA Times afirmam que "pelo menos 18 cortadores de cana morreram nos últimos anos, vítimas de desidratação, ataques cardíacos ou outros fatores ligados à exaustão em regiões onde a floresta passou a dar lugar à agricultura". "Isto não inclui um número desconhecido de outros que morreram em acidentes, por excesso de trabalho. Até prisioneiros têm melhores condições de vida", disse o promotor Luis Henrique Rafael ao diário americano.

Cachaça

"A única forma de lazer deles é a cachaça", acrescentou ele.

O jornal cita o relatório divulgado no mês passado pela Anistia Internacional em que a organização denunciou que mais de mil catadores de cana foram resgatados em junho de 2007 após serem submetidos a trabalho escravo por um grande produtor de etanol, Pagrisa, no Pará. "Apesar de os casos de escravidão ganharem mais destaque, há casos de abusos diários, como baixos salários, longas horas de trabalho, baixos padrões de segurança, ausência de serviços sanitário e de saúde, além de exposição a pesticidas e outros produtos químicos". O Los Angeles Times afirma que as crescentes críticas internacionais provocaram a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o governo e produtores querem melhorar as condições de trabalho na indústria da cana. O jornal destaca uma parte do discurso do presidente durante a conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), em Roma, em que ele diz que "o trabalho nas lavouras de cana não é mais difícil do que nas minas, que foram a base para o desenvolvimento da Europa". "Peguem uma faca para cortar cana e depois vão a uma mina a 90 metros de profundidade para explodir dinamite. Vocês verão o que é melhor", disse Lula na conferência. Trabalhadores de cana entrevistados pela reportagem reclamaram do regime do trabalho, dizendo trabalhar 12 horas por dia, às vezes sete dias por semana sob um sol escaldante. "Como migrantes de outros países, eles sucubem às suas reivindicações diante da falta de oportunidades de emprego", afirma o jornal.
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BBC Brasil. Estadão. 1606.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA"

16/junho/2008.

Folha de S.Paulo
Inflação já afeta 71% dos preços pesquisados

O Estado de S.Paulo
Inflação freia vendas no Norte e Nordeste

Jornal do Brasil
Polícia pedirá prisão de 11 militares

Gazeta Mercantil
Novo ciclo de riquezas virá com a potência do petróleo

Valor Econômico
Ritmo de consumo vigoroso puxa indústria do Nordeste

Jornal do Commercio
BC e Fazenda afinam discurso contra inflação


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Roteador desprotegido cria rede de 'internet sem fio grátis' em São Paulo
O custo relativamente baixo, a facilidade de instalação das redes de compartilhamento de internet via tecnologia sem fio (Wi-Fi) e a falta de conhecimento dos usuários sobre segurança de rede criou, em algumas regiões de São Paulo, áreas onde é possível encontrar pontos de acesso liberados à web. Especialistas em direito, no entanto, alertam que o uso de redes privadas sem autorização pode, eventualmente, ser considerado crime. G1, SP.
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Vaticano impede filmagem de "Anjos e Demônios"
O Vicariato de Roma negou as permissões para que o diretor americano Ron Howard grave nas igrejas de Roma cenas do filme "Anjos e Demônios", adaptação do livro de mesmo título de Dan Brown que tem como protagonista o ator Tom Hanks. (...) "Concedemos freqüentemente a entrada a nossas igrejas para filmes que tenham uma finalidade ou compatibilidade com o sentimento religioso, mas não àqueles que possam prejudicá-lo", contou à revista Marco Fibbi, um dos porta-vozes da Diocese de Roma. Efe, Roma, Folha Online.
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Alckmin nega racha no PSDB e manda recado a Kassab
O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo que seu partido "não está rachado", apesar do apoio de aliados do governador de São Paulo, José Serra, também tucano, à candidatura do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). "Não vejo nenhum problema de as pessoas participarem de outras convenções, é civilidade", disse Alckmin. A convenção que oficializou a candidatura do democrata, ontem, teve a presença dos tucanos Walter Feldman, secretário de Esportes de Kassab e do vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, que falou em nome de Serra (e acabou chamando Kassab de Alckmin). "O partido não está rachado. Não tenho dúvida de que depois do dia 22 [de junho, data da convenção do PSDB], o partido estará unido para trabalhar por São Paulo", disse Alckmin na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, onde foi assistir ao jogo da seleção brasileira contra o Paraguai. Ontem, Kassab alfinetou Alckmin em seu discurso na convenção democrata. "Todos sabem que não se trata de projeto pessoal [a candidatura]. E quem é político responsável sabe a importância de esquecer as vaidades e os projetos pessoais quando se trata de preservar alianças, agir com lealdade", afirmou.
[DEH OLIVEIRA; colaboração para a Folha Online].

GOVERNO LULA ''BY'' LULA: CRESCER SEM SUSTO

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Economia do País deve crescer sem 'sobressaltos', diz Lula


SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao responder no seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, a uma pergunta sobre o crescimento do PIB no primeiro trimestre em 5,8%, sobre igual período de 2007, disse: "Nós precisamos crescer com muita responsabilidade e sem nenhum sobressalto". Ele salientou que o resultado do primeiro trimestre foi bom, mas alertou que é preciso que o ritmo da economia acompanhe com muita clareza a demanda, "porque se a gente continuar consumindo mais do que produz, o resultado é que a gente tenha uma inflação", disse o presidente.
"Então nós vamos continuar trabalhando de forma séria, eu diria, muito equilibrada, para que a economia continue crescendo forte e que a gente possa ter um consumo também forte, mas não maior do que aquilo que a economia pode atender", afirmou Lula. O presidente disse entender que "é extremamente importante o crescimento do PIB neste momento, porque isso significa que nós vamos ter mais emprego, os salários vão continuar crescendo, a renda das famílias vai continuar crescendo. Segundo porque os números são mais equilibrados e isso ajuda a combater a inflação. E nós vamos continuar nesse ritmo para que haja aumento do PIB sem oferecer risco para a demanda interna do País".

Educação básica
Na parte final do seu programa de rádio, o presidente comentou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), também divulgado na última semana, salientando que ele cresceu em todas as etapas do ensino entre 2005 e 2007. O presidente destacou que, entre as regiões, o Nordeste se destaca com um dos maiores saltos de qualidade da educação básica. "Mesmo tendo ultrapassado as metas estabelecidas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para este ano, o caminho que devemos percorrer para chegar ao patamar dos países desenvolvidos ainda é muito longo. Significa que nós temos que trabalhar muito, mas muito mesmo para que a gente possa melhorar a educação básica no nosso País". Lula disse pensar que, agora que saiu o Índice geral, logo, logo vai sair o índice por escola e "aí nós vamos precisar de prefeitos, governadores, presidente da República, pais de alunos, alunos sabendo, cada escola, como é que está a sua média. Todo mundo se unificar para que a gente possa melhorar definitivamente a educação desse país, detectando quais são os problemas que tem nas escolas de menor índice e, ao mesmo tempo, tomando decisões para que possamos melhorar definitivamente a educação básica no nosso País".

Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado - 1606. Foto AE.

domingo, junho 15, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

''Meu pai está fortemente gripado e como ele mesmo diz: 'mais quebrado que arroz de terceira', me pediu para que eu fizesse a postagem de hoje. Como ele gosta dos Salmos, em especial o 22 [23], vou editar em sua homenagem'' (FHHM).
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Salmos, 22

1.
Salmo de Davi.
O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
2.
Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
3.
restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
4.
Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
5.
Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
6.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
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[Bíblia Sagrada].

sábado, junho 14, 2008

EDITORIAL: PELO NÃO-RETORNO DA ''MÚMIA''

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OAB cogita ir ao STF contra CSS e defende reforma tributária
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O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse em nota nesta quinta-feira, 12, que o Conselho Federal da OAB estuda apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Contribuição Social para a Saúde (CSS) - aprovada pela Câmara - se sua criação for confirmada pelo Senado. Senadores dos partidos de oposição (PSDB e DEM) também anunciaram que podem questionar no Supremo a constitucionalidade da CSS.
Britto fez, porém, a ressalva de que espera que o projeto de criação da CSS seja derrubado pelos senadores, assim como fizeram, em dezembro passado, com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
O presidente da OAB defende a reforma tributária com alternativa à criação da CSS. "É bem verdade que a saúde pública no país apresenta sinais de calamidade, merecendo destinação de recursos específicos, porque é atividade-fim do Estado. Mas, este resultado pode, e deve, ser obtido por meio de uma profunda reforma tributária". Para Britto, a recriação de novo imposto, independentemente do seu nome ou destinação, repete o que chamou de "a velha e combatida lógica" de que é mais fácil aumentar a carga tributária do que cortar despesas públicas. "É a lógica de se punir o cidadão porque não se consegue conter a compulsão pelos gastos excessivos", afirmou. A OAB, que lutou pela extinção da CPMF, ainda segundo Cezar Britto, não pode ser favorável à sua recriação, ainda que com a nova maquiagem. "A hora agora é de se aprovar, com urgência-urgentíssima, a reforma tributária e não aumentar a carga tributária. São conceitos que não se confundem".
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[O Estadão, da redação]. 1406.
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Jucá já negocia votação da CSS no Senado após as eleições
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BRASÍLIA - Mesmo se a Câmara dos Deputados concluir na próxima semana a votação do projeto de regulamentação da Emenda 29, que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), o Senado deve submeter a proposta ao plenário só depois das eleições. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), já começou a articular essa posição com os partidos de oposição na busca de um acordo. Ele conversou sobre o assunto com os líderes esta semana, usando a justificativa de que o tema é polêmico e provocará desgaste político em um ano eleitoral.
Além disso, o governo teme derrota se colocar logo o projeto em votação. A resistência dos senadores à CSS é clara e o próprio presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), tem se manifestado contra o aumento de impostos. Senadores da oposição e da base aliada argumentam que a Câmara fez mudanças profundas no projeto aprovado no Senado, de autoria do petista Tião Viana (PT-AC). Pesa também o fato de o Senado ter derrubado a CPMF no ano passado com o apoio de dissidentes dos partidos governistas. Os senadores observaram com atenção a votação na Câmara, onde cerca de 80 deputados que votaram a favor da CPMF no ano passado não mantiveram agora a posição na votação da CSS. Ou seja, as eleições municipais, que influem diretamente na vida dos deputados, foram decisivas no placar apertado, com o governo conseguindo vencer somente com dois votos a mais do quorum necessário de 257 deputados.
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[Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo].
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Oposição 'canta vitória' e conta 8 senadores da base contra CSS
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SÃO PAULO - O líder do DEM no Senado, José Agripino, disse nesta quinta-feira, 12, que pelo menos oito senadores que votaram pela CPMF no ano passado votarão contra a Contribuição Social para a Saúde (CSS) no Senado. Em entrevista ao estadao.com.br, Agripino disse que o governo gastou os "últimos cartuchos" na sessão que aprovou a nova CPMF na Câmara, na última quarta-feira.
"Não vai passar (no Senado), de maneira nenhuma. Pelo menos oito senadores da base com quem conversei já se declararam clararamente contra a CSS. Disseram que não votam pela CSS de jeito nenhum. Estes votaram a favor da CPMF, mas votarão contra a CSS", disse. Mesmo com maioria, o governo aprovou a CSS na Câmara com um placar apertado. Conseguiu 259 votos quando o mínimo era 257. Para ser aprovada no Senado, como é uma lei complementar, precisa de 41 votos a favor de um total de 81 senadores. Ele disse que o partido já fechou questão contra o novo tributo e apesar da indefinição do PSDB, acredita no apoio tucano. "Não sei (sobre o PSDB), mas não tenho dúvida que ele votará contra maciçamente. Se tinha duvidas contra a CPMF, na CSS não tenho", afirmou. Agripino disse que a votação na Câmara "custou caro" ao governo. "Gastaram os últimos cartuchos. Mesmo com a maioria, conseguiu apenas dois a mais que o necessário", disse. Com alíquota proposta de 0,1% sobre as movimentações financeiras a ser cobrada a partir de janeiro de 2009, a CSS, com destinação exclusiva à saúde, substitui a extinta CPMF, que tinha alíquota de 0,38% e se destinava a diversos fins. Se aprovada, segundo cálculos do Ministério da Saúde, a CSS deve arrecadar mais de R$ 10 bilhões por ano para o setor.
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[Andréia Sadi, do estadao.com.br].
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sexta-feira, junho 13, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "NOVOS IMPOSTOS" [ou ... "não para, não para, não para!!!"]

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

CPMF/CSS & SENADO [In:] QUAL SERÁ A DECISÃO ? [lembrem deles nas urnas!!!]

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O governo terá uma dificuldade adicional para aprovar no Senado a CSS, novo apelido da velha CPMF. O relator da proposta será escolhido pela oposição. Caberá ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça a escolha do senador a quem será confiada a relatoria. Para desassossego do governo, quem preside a comissão é Marco Maciel (DEM-PE), na foto. Era visceralmente contrário à CPMF. Agora, pragueja a CSS entre quatro paredes.

Em privado, Maciel revela simpatia pelo nome da colega de legenda Kátia Abreu (DEM-TO). Uma senadora que ganhou notoriedade como relatora da CPMF. A primazia na escolha do relator converte a oposição em ditadora do calendário. Pode apressar ou retardar a votação do projeto, conforme a sua conveniência. A dúvida do momento é a seguinte: o melhor é votar a proposta da CSS logo ou convém adiar o embate para depois das eleições municipais de outubro? Se achar que tem votos para enterrar o novo tributo, como fez com a CPMF, a oposição vai apressar. Se julgar avaliar que o governo pode prevalecer, vai adiar. Antes de chegar à comissão de Justiça, a proposta terá de passar por duas instâncias: a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e a CAS (Comissão de Assuntos Sociais).

A primeira é presidida por Aloizio Mercadante (PT-SP), favorável à CSS. A segunda e comandada por Patrícia Sabóia (PDT-CE), que torce o nariz para o tributo.

Nessas duas comissões, ainda que a análise seja feita a toque de caixa, serão consumidos pelo menos 15 dias. Na comissão de Justiça, se quiser, a oposição pode ganhar até 30 dias. Daí a importância da indicação do relator. Na Câmara, onde a supremacia do governo é absoluta, a CSS passou com margem de escassos dois votos. No Senado, a maioria de Lula é bem mais fluida.

É por isso que governistas como o líder do PSB, senador Reanto Casagrande (ES) condicionam a ressurreição da CPMF a um empenho inaudito do governo.

Nos subterrâneos, o governo trama a favor da CSS. Na superfície, porém, Lula soa como se remasse contra a maré.

O presidente esforça-se para dissociar sua imagem da recriação do imposto do cheque. Nesta quinta-feira (12), Lula disse que o tributo é um "grande problema da bancada da Saúde" do Congresso. Disse mais: "A CSS é uma criação do Congresso, o governo não participa de articulação.” Foi explícito: “O governo não vai articular, é um problema do Congresso.” As declarações foram vistas pelos operadores governistas no Congresso como “desastrosas”. Eis o que declarou ao blog um líder de partido governista: “Se o presidente lava as mãos, como vou convencer os meus liderados a votarem a favor de um projeto que aumenta a carga tributária da classe média”? Nos próximos dias, a oposição definirá o nome do relator da encrenca. Kátia Abreu tem a seu favor, além da preferência de Maciel, a simpatia da cúpula do PSDB. Há, porém, dois entraves à indicação da senadora que ajudou a enterrar a CPMF em dezembro do ano passado. Kátia flerta com a idéia de tirar uma licença do mandato de senadora. Deseja livrar-se da azáfama do Senado até outubro. Candidata à presidência da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), a senadora quer ter tempo livre. Um tempo que usaria também para dedicar-se às campanhas de postulantes a prefeituras de Tocantins, seu Estado. De resto, há outros senadores ‘demos’ candidatos à vaga de relator da CSS. Entre eles Demóstenes Torres (DEM-GO). De concreto, tem-se, por ora, o seguinte: seja qual for o relator escolhido, a preferência do bloco oposicionista na designação do nome vai à crônica da CSS no Senado como um problema adiconal para o governo.

Escrito por Josias de Souza- Folha Online, 1306.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

13-junho-2008
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Anatel abre caminho para acordo BrT-Oi
Após pressões do governo, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) superou ontem o impasse entre seus conselheiros e aprovou proposta de mudança no PGO (Plano Geral de Outorgas), que será submetida a consulta pública e é o primeiro passo para a aprovação oficial da fusão entre a Brasil Telecom e a Oi.A decisão foi tomada ontem, por unanimidade, em reunião com os quatro conselheiros da agência, que estavam divididos sobre o tema. O texto aprovado passará por consulta pública para receber sugestões, a partir das quais a Anatel irá redigir a proposta final que será encaminhada ao presidente Lula.Embora todos os diretores fossem favoráveis às mudanças no PGO, que vão permitir que uma telefônica compre outra fora de sua região, acabando com a proibição legal para a fusão das duas empresas, dois deles impunham restrições.Pedro Jaime Ziller e Plínio Aguiar Júnior, ex-sindicalistas, defendiam que a proposta de mudança do PGO fixasse que as empresas do setor deveriam se dividir em duas: uma de telefonia fixa e outra de banda larga. Com essa medida, acreditavam que evitariam corte de empregos no setor.


VALDO CRUZ. LUCIANA OTONI DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - Folha Online.
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Petrobrás anuncia nova reserva no pré-sal
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, antecipou ontem o anúncio de mais uma grande descoberta de petróleo na chamada "camada de pré-sal", em águas ultraprofundas da Bacia de Santos. Ele garante que o volume das descobertas é "bem maior" que os já divulgados. Segundo o ministro, as reservas de petróleo do Brasil são maiores do que a Petrobrás e o governo revelaram até agora. "Todos ficarão surpresos", disse Lupi, ontem, em Genebra, após participar de reuniões na ONU. "Vocês (jornalistas) ficarão sabendo nas próximas semanas. Mas isso é tema do Ministério de Minas e Energia, e eu não posso falar mais nada."Depois da inconfidência do ministro, a Petrobrás divulgou, na noite de ontem, nota antecipando o comunicado formal. A estatal confirmou que a descoberta é também de óleo leve (de maior valor comercial) e está na área denominada informalmente de Guará, ao lado do bloco de Carioca, que teve descoberta de pré-sal anunciada em setembro de 2007.Extra-oficialmente, fontes revelam que, nessa descoberta, o reservatório de óleo seria ainda maior do que o de Tupi, o bloco mais promissor até agora, com reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Oficialmente, a Petrobrás não informa volumes da área, localizada no BMS-9, mas apenas que a qualidade do óleo é boa (28°API) e o bloco é operado pela estatal (que detém 45%) em parceria com a BG Group (30%) e a Repsol YPF (25%).


Jamil Chade, GENEBRA. Estadão.
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Mais empresas brasileiras ampliam internacionalização

São Paulo, 13 de Junho de 2008 - O número de companhias brasileiras que atuam no exterior cresceu em 2007 e a expansão vai continuar, puxada principalmente por áreas em que as empresas apresentam vantagens competitivas, como agronegócio, mineração, celulose e siderurgia. A partir deste ano, o País também deverá ver seu nível de internacionalização aumentar no setor de tecnologia, que já tem uma forte penetração na América Latina, além de um movimento de companhias de médio porte buscando novos desafios no exterior, diz o professor Álvaro Cyrino, que participa da elaboração do ranking das transnacionais brasileiras da Fundação Dom Cabral. Em 2007, o ranking listou 32 empresas brasileiras com operações fora do País, oito a mais que no ano anterior. E elaborou um índice para medir o nível de internacionalização. Em 2007, a Gerdau liderou o ranking de transnacionais brasileiras com um índice de 46%, calculado pela média entre ativos, vendas e empregados no exterior sobre ativos, empregados e vendas do grupo. De acordo com o professor, a empresa é um bom exemplo de como o Brasil se destaca por competência industrial.


B1 e B2(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Lucia Rebouças) .
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Lula pede a Fittipaldi que faça testes com etanol em provas internacionais de automobilismo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na tarde desta sexta-feira (13) a visita do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. E aproveitou o encontro para pedir ao bicampeão mundial que realize testes com etanol em corridas mundiais de automobilismo. De acordo com Emerson, que tem atuado como um embaixador do etanol brasileiro no exterior, uma nova categoria internacional – chamada A1 e disputada apenas por Ferraris – já vai usar o biocombustível, misturado à gasolina. Mas a expectativa de Fittipaldi é os carros passem a andar somente com álcool combustível num prazo de dois anos. “Ele pediu para fazer testes comparativos para mostrar que o etanol é mais eficiente e menos poluente que a gasolina normal. O etanol faz o carro andar mais rápido e polui muito menos que o combustível normal”, disse o ex-piloto, que também tem investimentos no setor sucroalcooleiro. O ex-piloto foi ao Palácio do Planalto para convidar o presidente Lula para assistir uma prova de automobilismo que será realizada neste final de semana em Brasília. Durante o encontro, o presidente posou para fotos com o capacete que Fittipaldi usará na corrida na capital federal. Lula não comparecerá ao evento porque passará o final de semana em São Paulo.


Agência Brasil /www.bemparana.com.br. Foto: José Cruz, ABr.


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PF/FESTA JUNINA [In:] QUADRILHA, CADEIA E PAU-DE-SEBO [ou de ''arara''?]

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PF prende filho da governadora do RN por fraude em licitação


SÃO PAULO - A Polícia Federal deslocou 190 homens nesta sexta-feira, 13, para cumprirem 13 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. As primeiras informações dão conta que o filho da governadora Vilma de Faria, o assessor parlamentar Lauro Maia, um dos investigados, foi preso, no início da manhã desta sexta, em seu apartamento. Neste momento, conforme a PF, os agentes conversam com Lauro sobre a ida dele até a sede da PF, em Natal. Lauro teria recusado a apresentar-se algemado. A ação ainda está em andamento.
O objetivo da operação é desarticular uma quadrilha responsável por desvio de verba pública em contratos de higienização hospitalar e locação de mão-de-obra. Os valores dos contratos fraudados, segundo a PF, chegam à soma de mais de R$ 36 milhões, em todo o período investigado, desde 2005.


A polícia informa também que houve a prática de corrupção de agentes públicos e tráfico de influência para contratações emergenciais. O nome da operação - Higia - é uma referência à deusa grega da saúde e limpeza. A quadrilha promovia o desvio de verbas públicas por meio de contratos mantidos pelas empresas investigadas com o Poder Público. Os contratos eram celebrados e prorrogados mediante o pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a servidores públicos, estando configurado também o tráfico de influência exercido por agentes políticos da região. As investigações se iniciaram no final de 2005 e foram conduzidas pela Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte. O pagamento das faturas mensais dos contratos ilicitamente celebrados equivale a R$ 2,4 milhões ao mês. Os presos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, peculato, corrupção, prevaricação, tráfico de influência, fraude à licitação, dispensa indevida de licitação, patrocínio de interesse privado e prorrogação contratual indevida. As penas cominadas isoladamente variam de três meses a 12 anos de reclusão, podendo chegar ao máximo de 65 anos.
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Paulo R. Zulino, do estadao.com.br (com Rosana de Cassia, de O Estado de S. Paulo). 1306.
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[Charge: Sinovaldo].

SERRA & ALCKMIN: A UNIÃO FAZ A FORÇA [ou ''energia'']

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Serra diz que apoiará Alckmin se ele for o escolhido do PSDB

Em meio à forte pressão de alckmistas e kassabistas, o governador José Serra (PSDB) finalmente se manifestou sobre a sucessão municipal. Mesmo reconhecendo que o "ideal" seria a manutenção da aliança entre DEM e PSDB, Serra disse que seu candidato será o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), caso essa seja a decisão do partido [...].
"Se a convenção do meu partido decidir por um candidato do PSDB, no caso o Geraldo Alckmin, eu estarei com o partido. Ele tem toda a biografia e a experiência necessárias para exercer bem o cargo de prefeito. Basta lembrar seu bem-sucedido mandato como governador de São Paulo", disse.
Segundo a reportagem, esse apoio inclui participação no programa eleitoral gratuito e presença no palanque de Alckmin. No entanto, continuará a prestigiar o prefeito Gilberto Kassab mesmo porque manteve seus projetos, "além das numerosas inovações positivas que promoveu".
Kassab foi vice de Serra até 2006, quando o tucano renunciou para disputar o governo. "Não deixarei de reconhecer e defender sempre a qualidade da ação administrativa e política do Gilberto Kassab e de sua excelente equipe à frente da prefeitura, que deram seqüência, ponto por ponto, à minha gestão no município."
Folha Online, 1606.

GOVERNO DE SÃO PAULO/''ALSTOM" [In:] QUEM COLOCARÁ O GUIZO NO PESCOÇO DO GATO ? [... e tome um ''dry Martini'' ]

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No governo de SP, ex-diretor da Alstom dispensa licitação


Um ex-diretor da Alstom tornou-se presidente em 1999 de uma companhia do governo de São Paulo, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), e dois anos depois fechou um negócio adicional com a Alstom de R$ 4,82 milhões sem concorrência, segundo documentos obtidos pela Folha.

O protagonista dessa história é o engenheiro eletricista José Sidnei Colombo Martini. Foi ele quem autorizou a EPTE a pagar R$ 4,82 milhões a mais à Alstom para que ela acondicionasse e armazenasse seis transformadores de 120 toneladas cada um. Os transformadores haviam sido comprados pela EPTE por R$ 110 milhões.

O armazenamento era necessário porque as obras civis de uma subestação no Cambuci, na região central de São Paulo, haviam atrasado. Subestação é o local onde a energia enviada por estações maiores sofre uma redução para ser distribuída aos consumidores. Dois especialistas em licitações ouvidos pela Folha, sob a condição de que seus nomes não fossem citados, disseram estranhar que um contrato de R$ 110 milhões não contemplasse o possível atraso.

Exigência francesa

A Alstom francesa exigiu em carta, da qual a Folha obteve uma cópia, que a própria empresa cuidasse do seguro dos transformadores e de seu armazenamento. Ameaçava não estender a garantia aos equipamentos caso outra empresa fosse contratada. Martini aceitou a exigência sem questionamentos, segundo anotações que constam da ata de reunião da diretoria da EPTE, obtida pela Folha. A idéia de que não era necessário fazer uma nova licitação foi defendida por Celso Sebastião Cerchiari. Hoje, ele é diretor da Cteep, privatizada em 2006. Documentos enviados por promotores suíços para o Brasil citam o caso da compra de R$ 110 milhões da Eletropaulo como um dos que a Alstom prometeu pagar "gratificações ilícitas" para conseguir negócios com o governo paulista. Segundo o texto suíço, as propinas eram pagas por meio de contratos de consultoria fantasmas. O contrato com o consultor era o biombo que escondia o pagamento ilícito. O caso da EPTE é apresentado como parte de um contrato maior, chamado Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo), projeto de 1983. O consórcio Gisel era composto por Alstom, Cegelec, ABB e Lorenzetti. Como a Cegelec e a ABB foram compradas pela Alstom, o consórcio acabou reduzido a duas empresas. Martini tem ligações com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em julho de 2003, ele conseguiu que a ABB (Asea Brown Boveri) doasse 40 kits de padarias artesanais para a então primeira-dama Lu Alckmin. No evento de entrega dos kits, estavam presentes executivos da empresa francesa. Em abril de 2006, a Cteep deu um patrocínio de R$ 60 mil para a revista "Ch'an Tao", da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil, presidida pelo médico Jou Eel Jia. O médico era acupunturista de Alckmin, à época pré-candidato do PSDB à Presidência da República. A Cteep ainda pertencia ao governo paulista. Procurado pela Folha, Alckmin disse que Martini foi indicado pelo então secretário de Energia, Mauro Arce, hoje secretário dos Transportes do governador José Serra (PSDB).

O presidente

A EPTE nasceu de uma cisão do patrimônio da Eletropaulo, privatizada em 1998. Em 2001, a EPTE foi incorporada pela Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Martini, que havia saído da Alstom em 1999, assumiu nesse processo a presidência da Cteep. Em 2006, a Cteep foi vendida pelo governo paulista por R$ 1,19 bilhão para o grupo colombiano Interconexión Elétrica S.A. Martini continua presidindo a empresa, rebatizada com o nome de Transmissão Paulista. Ela opera 12.144 quilômetros de linha de transmissão e 102 subestações. O lucro da Cteep em 2007 foi de 630%.

MARIO CESAR CARVALHO. JOSÉ ERNESTO CREDENDIO. DA REPORTAGEM LOCAL - Folha, 1306.

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[Fábulas de ESOPO]. Imagem no sítio: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0148/aberto/mt_246019.shtml